O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), cancelou as sessões plenárias presenciais e por videoconferências destes dias 8 e 9 de setembro, bem como as sessões de comissões da semana. De acordo com informações do jornal Correio Braziliense, a medida foi anunciada noite desta terça-feira (7) e é uma resposta às ameaças ao Supremo Tribunal Federal (STF) proferidas durante as manifestações de 7 de setembro, pelo presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido).
Ontem (7), o chefe do Executivo Federal disse que não obedecerá medidas ou sentenças “fora das quatro linhas da Constituição”. Em recado ao ministro Luiz Fux, presidente do STF, Bolsonaro afirmou: “ou o chefe desse Poder enquadra o seu ou esse Poder pode sofrer aquilo que nós não queremos“. A fala faz referência ao pedido de impeachment que o gestor federal apresentou contra o ministro Alexandre de Moraes.
Em comunicado, a assessoria de Rodrigo Pacheco anunciou: “A Presidência [do Senado] comunica às senadoras e aos senadores que estão canceladas as sessões deliberativas remotas e as reuniões de comissões previstas para os dias 8 e 9 de setembro“.
Segundo informações do site da revista Valor, o presidente do Senado deve voltar a debater as consequências do 7 de Setembro em reuniões nesta quarta. A publicação diz ainda que membros da cúpula do Senado admitem, reservadamente, que a postura de Bolsonaro também deve afetar negociações ligadas a pautas econômicas.
*Com informações da Valor e do Correio Braziliense
O vice-governador do Rio Grande do Norte, Antenor Roberto (PCdoB), se manifestou via redes sociais nesta terça-feira (7), afirmando que os atos pró-Bolsonaro que ocorreram pelo país no feriado de Independência do Brasil violaram a Constituição Federal.
“O que vem depois, do dia 7 de setembro, em que a Constituição Federal foi violada, ultrajada, vilipendiada, às escâncaras?“, escreveu Antenor.
Também nesta terça, membros do Partido dos Trabalhadores no Rio Grande do Norte, junto aos movimentos sociais e grupos de esquerda, participaram do “Grito dos Excluídos”, contra a atual gestão do Governo Federal.
Girão: “Que 2021 termine, porque 2022 tem que chegar pra gente expulsar o PT”. Foto: Divulgação
“Se ela (CPI da Covid da Assembleia Legislativa do Estado) fizer o seu trabalho correto, a governadora Fátima vai sair do poder ainda nesse ano de 2021, porque tem muito malfeito, muito desvio de dinheiro”. Com essas palavras, o deputado federal Girão Monteiro (PSL) fez sua avaliação da gestão da governadora Fátima Bezerra (PT) e disse acreditar que a parcela do eleitorado potiguar que votou na petista tenha se arrependido da escolha.
Girão afirmou que a falta de prioridade da gestão é um dos entraves para o desenvolvimento do Estado, por favorecer situações como crescimento da violência urbana, desvios de dinheiro na área da Saúde e fechamento de unidades hospitalares nos municípios e demora no retorno às aulas presenciais nas escolas estaduais, por exemplo.
“O povo do Rio Grande do Norte deve estar lamentando muito ter escolhido o PT para governar o Estado. É lamentável que a gente esteja enfrentando isso daí, eu sinto bastante e espero que esse ano de 2021 termine logo, porque 2022 tem que chegar para a gente poder expulsar o PT do governo. Minha avaliação é, infelizmente, muito lamentável”, desabafou.
Para o parlamentar, a CPI da Covid no Estado deveria ter sido iniciada no ano passado, pois assim teria evitado situações suspeitas, como a compra dos respiradores por meio do Consórcio Nordeste, no valor de quase R$ 5 milhões e outras situações duvidosas que foram levantadas durante as reuniões da comissão.
“Tem muito malfeito, muito desvio de dinheiro. Isso deveria ter sido motivo de CPI desde o começo do ano passado, porque pagar adiantado por equipamento que nunca chegou e não vai chegar, a uma empresa que nunca tinha vendido nada nesse sentido, uma empresa especializada em venda de produtos da maconha e que só tinha feito uma venda. Essa é a realidade”, afirmou Girão.
Deputado da base aliada ao presidente Jair Bolsonaro, Girão Monteiro defende a reorganização do Sistema Único de Saúde (SUS) como forma de melhorar a prestação de serviços médicos à população brasileira. Para ele, apesar de ser bom, o SUS precisa ser atualizado e disse que, após a pandemia, o Ministério da Saúde pode começar a trabalhar para isso. Ele falou ainda sobre a saúde no Estado.
“Em relação à Saúde, não precisa dizer muita coisa. Não tem cabimento termos algumas cidades turísticas, como Pipa e Tibau do Sul, que não têm leitos de UTIs. Qualquer pessoa dessas cidades que tenha problema e precise de uma UTI tem que ser levada para um hospital regional em Natal, porque o Hospital de Canguaretama foi fechado pela própria governadora Fátima. Então é lamentável isso daí”, disse.
Os ministros Ricardo Lewandoski, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes. Foto: Ailton de Freitas
Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se reuniram nesta terça-feira (7), de forma virtual, para alinhar uma reação aos ataques frontais do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), e manifestantes, à Corte e, principalmente, ao ministro Alexandre de Moraes.
Durante a reunião, após definidas as pautas, ficou acertado que o presidente do STF, ministro Luiz Fux, fará pronunciamento e deve repudiar as ameaças de Bolsonaro. A fala será feita na abertura do plenário desta quarta (8), antes da sessão de julgamentos, o que deve acontecer por volta das 14h.
Na manifestação do dia da independência, o chefe do executivo nacional chegou a dizer que não cumprirá decisões judiciais que vierem a ser expedidas pelo ministro Alexandre de Moraes. E ainda ameaçou o magistrado: “Ou se enquadra ou pede para sair”.
A reunião foi convocada para definir uma resposta clara às declarações de Jair Bolsonaro neste 7 de Setembro.
Levantamento feito pelo blog do BG, com o instituto Agora Sei, foi comemorado pelo ex-governador Garibaldi Filho. Afinal, o pai de Waltinho apareceu muito bem na pesquisa para o Senado.
Motivo
Talvez tenha sido esse o motivo da Consult não ter colocado o nome de Garibaldi naquela pesquisa em que Carlos Eduardo apareceu em primeiro lugar para o Senado e bem posicionado para o Governo.
Bem na fita
O ex-prefeito Carlos Eduardo também tem motivo a comemorar pelo resultado na pesquisa BG/Agora Sei. O empate com Garibaldi o distancia com o dobro de Fábio Faria e Rogério Marinho.
Governo
Para o Governo do Estado, Fátima Bezerra continua na liderança, com pouco mais de 30% de intenção de votos. Mas vê Carlos Eduardo se aproximando perigosamente. Benes lá embaixo.
Diferença
Os números de Lula e Bolsonaro revelam um distanciamento grande do ex-presidente em relação ao atual. Lula crava 56% contra 17% de Bolsonaro. Isso é muito positivo para Fátima, que só tem 33% e pode conquistar mais de 20 pontos do eleitorado que vota em Lula mas não quer Fátima.
Sinal
Os números mostram o que Fátima poderá fazer em relação à política de alianças. Atrair Garibaldi Filho e Carlos Eduardo para seu palanque. Desmancha a oposição e fortalece o grupo governista. E ambos aceitam. Mas, o puritanismo hipócrita de alguns do PT, pode melar a aliança.
Fogo
amigo O ministro Fábio Faria tem mostrado crescimento de seu nome na corrida para o Senado, principalmente no embate com seu colega Rogério Marinho. O filho de Robinson tem mais que o dobro de intenção de votos do filho de Valério.
Guamaré
Sherlokinho andou sabendo que há uma forte força para que a eleição suplementar de Guamaré não seja realizada tão cedo. Haveria um contrato de 800 mil com um advogado parente de um ministro superior, que botou um peso na eleição e deixou o processo dormindo em sono profundo.
Fogo
A Câmara de Parnamirim vive momentos de terror. É que o ministro Edson Fachin liberou o conteúdo dos malotes apreendidos na Operação Dízimo. Desmantelo vai ser grande.
Segundo o coronel Hélio Oliveira, integrante da comissão organizadora do ato pró-Bolsonaro na Capital Potiguar, as manifestações promovidas hoje, neste 7 de Setembro, configurou um momento muito importante para o Brasil.
“Isso que aconteceu aqui no Estado, na nossa Capital, nós fomos às ruas, hoje (…), para comemorar a independência do Brasil; e nós viemos também para dar total apoio ao nosso presidente, porque ele sabe o que tem que fazer para recuperar nossa liberdade, nosso direito de opinião e nosso direito de expressão”.
Coronel Helio Oliveira
De acordo com ele, foram mais de 50 mil veículos e mais de 150 mil pessoas; sendo o maior evento que já houve no Rio Grande do Norte, movimento cívico-patriota.
Confira entrevista realizada pelo jornalista Manoel Ataíde e saiba quais foram as principais bandeiras levantadas durante o ato:
Nossa equipe foi para a manifestação pró-governo, com concentração na praça cívica de Natal. O jornalista Manoel Ataide conversou com o comandante da Guarda Municipal da capital potiguar, Alberfran Grilo, para saber sobre possíveis registros de ocorrências no local, ou em outra concentração contrária ao governo, que aconteceu há poucos metros, na Praça das Flores, em Petrópolis.
Apesar da proximidade entre as duas manifestações, o comandante disse que “todos os dois atos foram pacíficos. O total de ocorrências no local foi zero”.
No vídeo o comandante Alberfran Grilo diz que até aquele momento, no início da tarde, não foram registrados dados oficiais com o número total de participantes. A organização do ato pró-governo falou à nossa equipe que foram aproximadamente 150 mil pessoas.
Confira entrevista realizada pelo jornalista Manoel Ataide:
Quem também esteve presente na Praça Cívica de Natal para discursar no ato pró-governo foi a deputada federal do RN, Carla Dickson (PROS). Ela inicia sua fala citando a bíblia e dizendo que “é na união que Deus dispensa a benção”.
“Quem quer um Brasil abençoado, quem quer um Brasil livre, as famílias abençoadas. Tem que se unir! Precisamos nos unir e orar”, disse a deputada.
Ela ainda usa o espaço para defender o voto impresso, derrubado pela Câmara. “Como é que você diz que o voto impresso é golpe? Voto impresso é legitimidade! Voto impresso é Verdade! Voto impresso é transparência e segurança”, afirmou Carla Dickson.
Anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em discurso a apoiadores neste 7 de Setembro, a reunião do Conselho da República dificilmente ocorrerá nesta quarta-feira (8), data apresentada pelo mandatário do país para o encontro. A expectativa é que ocorra, no dia, uma reunião interministerial para discutir os atos em apoio ao chefe do Executivo.
Prevista na Constituição, a convocação ocorre em situações de emergência e para discutir medidas drásticas como intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio.
É preciso, porém, que a reunião do colegiado seja comunicada em Diário Oficial da União (DOU) com, pelo menos, 24 horas de antecedência e não está prevista publicação de edição extra ainda nesta terça, conforme fontes do Palácio do Planalto revelaram ao Metrópoles.
Internamente, membros do Executivo tratam como pouco provável a realização de qualquer reunião do tipo nesta quarta. A reportagem apurou, ainda, que nenhum dos membros do Legislativo, que deveriam ser convocados para o encontro, foram comunicados oficialmente da reunião.
No Congresso Nacional, segundo senadores e deputados, a avaliação é de que a fala de Bolsonaro foi para tensionar a instabilidade entre os poderes e “constranger” o Parlamento.
Quem iria? A Constituição estabelece que, para a reunião, devem participar os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), além de lideranças parlamentares das duas Casas. Entretanto, apesar da fala de Bolsonaro, os chefes dos dois poderes disseram desconhecer a agenda e ainda não foram notificados da convocação do conselho.
Pelo Senado, os convocados a participar seriam o senador Renan Calheiros (MDB-AL), líder da maioria, e do senador Jean Paul Prates (PT-RN), representando a minoria – ambos opositores a Bolsonaro. O petista se mostrou relutante em ir ao encontro do chefe do Executivo.
“Os atos de hoje mostram que o presidente só consegue dialogar com a sua claque e não é isso que se espera de alguém que deva liderar o país. Bolsonaro definitivamente perdeu as condições de governar e recuperar a economia e o país”, criticou Jean Paul Prates.
Na Câmara, seriam convocados o líder da maioria, deputado Diego Andrade (PSD-MG), e pela minoria, o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ). Pelas redes sociais, o deputado fluminense afirmou que não iria participar, caso haja convocação.
Freixo defendeu que o anúncio de Bolsonaro é “chantagem” e que o Conselho da República “não pode se reunir mediante ameaças de um presidente que viola a Constituição”. “Se houver reunião, não participarei. Bolsonaro está isolado e tenta encenar uma força que não tem”, publicou o deputado.
Além das lideranças parlamentares, a Constituição estabelece a convocação do ministro da Justiça, Anderson Torres, do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), e de seis cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos de idade, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
Entre os seis cidadãos, dois são nomeados pela Presidência da República, dois são eleitos pelo Senado Federal e outros dois pela Câmara dos Deputados.
A única vez que o Conselho da República se reuniu foi em 2018, quando ocorreu a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Sob o comando do então presidente Michel Temer (MDB), o Conselho de Defesa Nacional também foi acionado. A maioria dos integrantes votou de forma favorável à intervenção.
Na tarde desta terça-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) disse, em cena inédita desde a redemocratização, que não cumprirá decisões do STF. O presidente afirmou que, para ele, Alexandre de Moraes “não existe mais” e sugeriu que o ministro do STF “tem tempo ainda” de deixar o cargo e ir cuidar da vida.
Veja vídeo:
Em cena inédita desde a redemocratização, o Presidente da República diz que não cumprirá decisões do STF.
Jair Bolsonaro afirmou que, para ele, Alexandre de Moraes “não existe mais” e sugeriu que o ministro do STF “tem tempo ainda” de deixar o cargo e ir cuidar da vida. pic.twitter.com/9sSmQd22Qv
O ex-ministro da Defesa e da Segurança Pública Raul Jungmann afirmou não acreditar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) terá forças para provocar um ruptura entre os Poderes de modo que ameace a democracia.
Jungmann, ex-ministro do então presidente Michel Temer (MDB), participou como convidado da cobertura do Metrópoles das manifestações deste 7 de Setembro, feriado da Independência. O jornalista Ricardo Noblat, colunista do portal, conduziu a entrevista.
Para Jungmann um golpe precisaria do irrestrito apoio dos militares. No entanto, para ele, o presidente Bolsonaro não conta com esse “apadrinhamento”.
“Um golpe clássico na América do Sul precisa contar com os militares. Eu tenho dito e reafirmado que as Forças Armadas estão indisponíveis para uma aventura autoritária”, explicou.
O ex-ministro citou a demissão da cúpula das Forças Armadas em março deste ano. A troca ocorreu em meio a pressões do presidente para que a Marinha, a Aeronáutica e o Exército manifestassem claramente apoio ao governo.
“Eles estavam sendo insubordinados, ineficientes ou cometeram delitos? Não. Eles não se dobraram a vontade do presidente de endossar os gestos de constrangimento e ameaça aos demais Poderes”, salientou.
À época, os titulares do Exército, general Edson Pujol; da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior; e da Aeronáutica, brigadeiro Antônio Carlos Moretti Bermudez, se reuniram com o então ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva para comunicar a decisão. Azevedo e Silva também foi desligado do cargo.
Jungmann é categórico ao dizer que o apoio dos militares ao presidente está cada vez menor. “Há um processo de desgaste e de desconforto das Forças Armadas com o presidente”, frisou. Conselho da República
Bolsonaro convocou uma reunião do Conselho da República. “Amanhã [quarta-feira 8/9] estarei no Conselho da República, para nós, juntamente com os presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, mostrar para onde nós todos devemos ir”, declarou o chefe do Executivo em fala para manifestantes, nesta terça-feira (7). A fala do presidente ocorre em um momento de crise institucional entre os Poderes da República.
No Brasil, o Conselho da República é o órgão superior de consulta da Presidência da República criado para assessorar o mandatário do país em momentos de crise. A convocação causou surpresa nos integrantes do grupo e nenhum presidente dos Poderes confirmou participação.
Jungmann participou do conselho em 2018, quando Michel Temer decretou a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.
Contudo, o ex-ministro não acredita em um descontrole entre as instituições. “O presidente não detém força, e acredito que nunca teve, para provocar uma ruptura, mas o presidente tem força para criar conflitos”, avaliou.
“Um cenário possível, no primeiro ou segundo turno ele é derrotado. Acredito que ele vai invocar que houve uma fraude, que não aceita, pedir a anulação das eleições e parte dos seus apoiadores irão para rua, que aí terá conflitos. O presidente joga com esse clima”, concluiu.
A primeira-dama Michelle Bolsonaro, esposa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), passou boa parte desta terça-feira (7) ao lado de apoiadores do grupo LGBTQI+.
“Todo ano, o nosso presidente e a primeira-dama recebem no Alvorada, para o café ou almoço, populares LGBTQIA+ que participar [sic] do ato do 7 de setembro”, escreveu Augustin Fernandez, maquiador de Michelle Bolsonaro.
As imagens foram compartilhadas pela primeira-dama.
O grupo também marcou presença nos atos pró-governo e antidemocrático realizados nesta terça, na Esplanada dos Ministérios. Após o discurso do presidente, a primeira-dama saudou, dentro de uma van, os apoiadores do chefe do Executivo.
Rafaela Feliciano – Metrópoles
Outro homossexual bolsonarista que estava com Michelle é Romario Garcia. Em suas redes sociais, ele se diz “nordestino, gay de direita e apoiador do presidente Bolsonaro”.
“Você é muito importante para Deus, muito importante para quem te ama”, disse Michelle a Romario, em vídeo publicado em rede social.
Nesta terça-feira (7), o senador Jean Paul (PT/RN) comentou o fato de Bolsonaro ter anunciado que pretende ser reunir com o Conselho da República. Ele fomentou que o presidente não adiantou a pauta, nem convidou formalmente os integrantes e esclareceu que, como Líder da Minoria no Senado, tem assento no Conselho.
“Desconfio de um presidente que nunca prezou pelo debate quando se propõe a reunir o Conselho da República. Minha posição é de defesa vigorosa da democracia e contrária a atos como os que estamos assistindo hoje, que só contribuem para a erosão de nossa sociedade”, disse o senador.
Além disso, Jean lembrou que o Conselho é um órgão de assessoramento da Presidência da República e declarou: “Bolsonaro pode ou não seguir suas orientações. A minha seria: Renuncie, Presidente”.
Bolsonaro anunciou que pretende ser reunir com o Conselho da República. Não adiantou a pauta, nem convidou formalmente os integrantes. Como Líder da Minoria no Senado tenho assento no Conselho.#7SForaBolsonaro
O Conselho é um órgão de assessoramento da Presidência da República. Bolsonaro pode ou não seguir suas orientações. A minha seria: Renuncie, Presidente! #7SForaBolsonaro
Logo no início da manifestação pró-governo, marcada para às 11h na Praça Cívica de Natal, o deputado estadual do Rio Grande do Norte, Coronel Azevedo (PSC), discursou para o público presente. Falando sobre Jair Bolsonaro (Sem Partido), ele lembrou da facada que o presidente recebeu no período eleitoral de 2018. Segundo o deputado, ontem, segunda-feira (6), completou 3 anos da data.
Logo após, ele direciona seu discurso para os ministros do STF e os recentes atritos com Bolsonaro e diz que “o povo tá na rua pra dizer: vamos garantir a liberdade, vamos garantir custe o que custar”. Por fim, cita o hino da independência do Brasil ao dizer “Ou ficar a Pátria livre. Ou morrer pelo Brasil”.
Congressistas reagiram ao anúncio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que deve haver uma reunião, nesta quarta-feira (8), do Conselho da República. A entidade, que reúne membros do Parlamento, do Judiciário e Executivo, é dedicada à análise da adoção de medidas como intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio.
Conforme previsto pela Constituição, deverão participar da reunião os presidentes da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), além de lideranças parlamentares das duas Casas.
Apesar da fala de Bolsonaro, tanto o senador quanto o deputado disseram desconhecer a agenda e ainda não foram notificados da convocação do conselho.
As lideranças, por sua vez, se movimentam nos bastidores para comparecerem à reunião. Pelo Senado, participariam o senador Renan Calheiros (MDB-AL), líder da maioria, e do senador Jean Paul Prates (PT-RN), representando a minoria – ambos opositores a Bolsonaro.
Há um desejo de que mais senadores de oposição estejam presentes ao encontro. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que lidera a oposição no Senado, e Omar Aziz (PSD-AM), presidente da CPI da Covid-19, são outros interessados em participar. A informação foi divulgada por Randolfe por meio do Twitter.
Não há previsão da participação de senadores da base aliada do governo federal na possível reunião do conselho.
Freixo não vai
Na Câmara, seriam convocados o líder da maioria, deputado Diego Andrade (PSD-MG), e pela minoria, o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ). Pelas redes sociais, o deputado fluminense afirmou que não iria participar, caso haja convocação.
Freixo defendeu que o anúncio de Bolsonaro é “chantagem” e que o Conselho da República “não pode se reunir mediante ameaças de um presidente que viola a Constituição”. “Se houver reunião, não participarei. Bolsonaro está isolado e tenta encenar uma força que não tem”, publicou o deputado.
Sou líder da Minoria na Câmara e membro do Conselho da República. Defendo que o Conselho não pode se reunir mediante ameaças de um presidente que viola a Constituição. Se houver reunião, não participarei. Bolsonaro está isolado e tenta encenar uma força que não tem. pic.twitter.com/cu9m9HWurI
Além das lideranças parlamentares, a Constituição estabelece a convocação do ministro da Justiça, Anderson Torres, do vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB), e de seis cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos de idade, todos com mandato de três anos, vedada a recondução.
Entre os seis cidadãos, dois são nomeados pela Presidência da República, dois são eleitos pelo Senado Federal e outros dois pela Câmara dos Deputados.
A única vez que o Conselho da República se reuniu foi em 2018, quando ocorreu a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Sob o comando do então presidente Michel Temer (MDB), o Conselho de Defesa Nacional também foi acionado. A maioria dos integrantes votou de forma favorável à intervenção.
Neste 7 de setembro, segundo a deputada federal Natália Bonavides (PT/RN), o Grito dos Excluídos foi em defesa da vida e contra o autoritarismo.
“Estivemos nas ruas hoje mobilizados em defesa da vida, dos empregos, dos direitos sociais, da democracia, contra as privatizações e pelo #ForaBolsonaro. A organização popular vencerá o autoritarismo”, destacou Natália.
De acordo com a vereadora em Natal Brisa Bracchi (PT), a ida às ruas foi para lembrar que existem muitas outras vozes a serem ouvidas além da que gritou independência e que ainda são marginalizadas. “Esse ano mais do que nunca nosso protesto ecoou a voz de quem passa fome pelos altos preços de comida, por quem não tem teto e por quem não aguenta mais os desmandos do governo Bolsonaro“, argumenta Brisa Bracchi.
Segundo o vereador Pedro Gorki (PCdB), neste 7 de setembro, as ruas foram ocupadas para ecoar o grito dos excluídos que lutam por um país verdadeiramente independente, com democracia e justiça social.
“Não permitiremos o êxito da tentativa de golpe do Bolsonaro e sua trupe fascista. Resistimos pelo Brasil, pelo povo, pelo nosso futuro“, disse o parlamentar que está na sua primeira legislatura na Câmara Municipal de Natal.
Após o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, anunciar nesta terça-feira (7) a convocação de uma reunião extraordinária para tratar da posição do partido em relação ao possível processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador de São Paulo, João Doria, se posicionou, pela primeira vez, favorável à medida.
“Minha posição é pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro – depois do que ouvi hoje ele claramente afronta a Constituição”, afirmou Doria. Mais cedo, durante atos em Brasília, o presidente ameaçou o Judiciário: “Pode sofrer aquilo que não queremos”. Além disso, falou em convocar uma reunião com o Conselho da República, órgão que analisa situações como intervenções federais, estado de defesa e estado de sítio.
O governador de SP falou que “até hoje nunca havia feito nenhuma manifestação pró-impeachment” e se manteve “na neutralidade” por entender que os fatos deveriam ser avaliados e julgados pelo Congresso Nacional, mas que mudou de opinião após o discurso. As declarações foram feitas no Centro de Operações da Policia Militar (Copom).
Além de Doria, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmou no Twitter que “foi um erro colocar Bolsonaro no poder” e que “está cada vez mais claro que é um erro mantê-lo lá”.
Reunião do PSDB
A mensagem de Araújo convocando a reunião foi publicada pouco tempo após Bolsonaro adotar tom de ameaça ao Judiciário durante discurso feito a apoiadores reunidos na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
O PSDB, por enquanto, não tem uma posição definida em relação aos mais de 100 pedidos de impeachment protocolados na Câmara dos Deputados e nunca avaliados. No entanto, tem se posicionado a favor da democracia.
PSD
A manifestação de Araújo sobre eventual apoio do PSDB ao impeachment de Bolsonaro se soma à declaração dada nessa segunda-feira (6), pelo presidente do PSD, Gilberto Kassab, no mesmo sentido.
Em entrevista à jornalista Miriam Leitão, da Globonews, Kassab afirmou que, caso a escalada antidemocrática demonstrada por Bolsonaro nos últimos meses continue, o partido poderá apoiar o impedimento de seu mandato.
Na tarde desta terça-feira (7 ), vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) comemorou o 199º aniversário da Independência da República, dizendo que o Brasil é “uma democracia plena”. Os manifestantes favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no entanto, desde que começaram a ocupar a área central de Brasília, ameaçam invadir o Supremo Tribunal Federal (STF).
“Em 7 de setembro 1822, o Brasil declarou sua Independência e cresce a cada dia, cuidando do seu bem maior: o brasileiro. Somos um país jovem e uma democracia plena, fruto das lutas dos nossos antepassados. Sigamos em frente, honrando o legado de liberdade e respeitando nosso povo”, declarou o general em uma publicação no Twitter.
Em 7 Set 1822, o Brasil declarou sua Independência e cresce a cada dia, cuidando do seu bem maior: o brasileiro. Somos um país jovem e uma democracia plena, fruto das lutas dos nossos antepassados. Sigamos em frente, honrando o legado de liberdade e respeitando nosso povo. pic.twitter.com/D7sYYJLv2V
O vice-presidente participou junto ao presidente da cerimônia de hasteamento da bandeira nacional, no Palácio da Alvorada, em Brasília. Além do presidente e do vice, também estavam presentes ministros de estado e outras personalidades alinhadas ao governo federal.
Em um discurso inflamado aos apoiadores, Bolsonaro ainda criticou, sem citar nomes, um ministro do STF: “Não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica continue paralisando a nossa nação. Ou esse poder [Judiciário] pode sofrer aquilo que nos não queremos”, declarou. A mira de Bolsonaro aponta para dois ministros da Corte, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, com os quais ele teve embates públicos.
Nesta terça-feira (7), o ex-automobilista Nelson Piquet foi responsável por conduzir o Rolls-Royce presidencial, da saída do Palácio da Alvorada para ir à cerimônia de hasteamento da bandeira nacional em frente à residência oficial. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) colocou cerca de oito crianças dentro do veículo e em certo momento, com o carro em movimento, pegou uma das crianças no colo.
O ex-piloto de Fórmula 1 é apoiador do presidente da República e já foi convidado para vários eventos do Palácio do Planalto. Piquet é famoso por ter uma rixa com o Ayrton Senna. Nesta manhã, ele foi responsável por conduzir o veículo presidencial, mas acabou virando meme nas redes sociais.
Veja:
TADINHO DO NELSON PIQUET, TER QUE VIRAR UBER COM ESSA IDADE… 😥
O presidente da República participou, na manhã do 199º aniversário de Independência do Brasil, de uma cerimônia de hasteamento em substituição do desfile militar. A medida foi tomada de substituição foi tomada pela segundo ano seguido, em virtude da pandemia de Covid-19.
Depois de participar da cerimônia ao lado de ministros de estado e demais autoridades, o mandatário seguiu para a Esplanada dos Ministérios, onde falou por cerca de 15 minutos com apoiadores.
Na tarde desta terça-feira ainda há previsão de que Bolsonaro fale a apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo. Assim que participou da manifestação em Brasília, o presidente partiu para o estado. O mandatário deve começar o discurso da tarde por volta das 15h30, como informou em live pela manhã.
A convocação de reunião do Conselho da República feita pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) surpreendeu autoridades que fazem parte do grupo.
Nesta terça-feira (7), feriado de Independência, o chefe do Palácio do Planalto afirmou, ao discursar em Brasília, que se reunirá com o grupo na quarta-feira (8).
Contudo, as assessorias de comunicação dos presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, informaram que não está prevista a participação deles no encontro.
É de competência do conselho se pronunciar sobre uma eventual intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio; além de questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
A assessoria de imprensa do STF, órgão que tem centralizado as críticas do presidente Bolsonaro, informou Fux não está confirmado na reunião. “Não tem previsão de participação do ministro Fux”, resume, em nota.
O mesmo tom foi adotado pela equipe de Arhtur Lira. “Não temos nada oficial”, informou uma assessora do presidente da Câmara ao Metrópoles. A equipe do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), também se mostrou surpresa com a reunião. “Não chegou nenhum convite oficial nesse sentido”, ponderou, em mensagem.
O chamamento
A convocação foi feita durante discurso a apoiadores, em frente ao Congresso Nacional, que participam de atos em defesa do presidente, durante a comemoração do 199º aniversário da Independência do Brasil.
“Amanhã [quarta] estarei no Conselho da República, para nós, juntamente com os presidente da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, mostrar para onde nós todos devemos ir”, declarou o chefe do Executivo.
A fala do presidente ocorre em um momento de crise institucional entre os Poderes da República. Na semana passada, o mandatário do país afirmou que os atos desta terça servirão como um “ultimato” para “um ou dois” membros do Supremo Tribunal Federal (STF).
No Brasil, o Conselho da República é o órgão superior de consulta da Presidência da República, criado para assessorar o mandatário do país em momentos de crise.
História do conselho
Há previsão constitucional desde 1988, entretanto, o Conselho da República se reuniu uma única vez. Foi no início de 2018, quando ocorreu a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro.
Na ocasião, embora a oitiva do Conselho da República não fosse uma imposição legal, o presidente Michel Temer optou por convocar reunião tanto do Conselho da República quanto do Conselho de Defesa Nacional.
A maioria dos integrantes do Conselho da República votaram de forma favorável à intervenção federal, que já havia sido decretada por Temer. Líderes da oposição na Câmara e no Senado se abstiveram de votar, alegando que não foram apresentados argumentos suficientes que justificassem a medida.
Além dessa ocasião, o houve movimentações para convocação do Conselho da República em 2005, durante o escândalo de corrupção do Mensalão, e em 2010, quando outro caso de corrupção derrubou o então governador do DF José Roberto Arruda. Apesar da pressão, as reunião não se concretizaram.