Início » Arquivos para 16 de abril de 2026, 09:00h

abril 16, 2026


UBALDO APOSTA EM BANCADA HISTÓRICA DA FEDERAÇÃO PT-PV-PCDOB EM 2027

  • por
Compartilhe esse post

O deputado estadual Ubaldo Fernandes (PV) faz uma avaliação otimista do cenário eleitoral que ele considera favorável ao crescimento da Federação Brasil da Esperança. Em entrevista ao Diário do RN, o parlamentar afirmou que a Federação PT-PV-PCdoB está bem posicionada para disputar as eleições de outubro e tem condições reais de formar a maior bancada da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte a partir de 2027.

Para Ubaldo, a Federação se organizou com “bons nomes”, reunindo deputados em exercício e lideranças regionais. Além do próprio Ubaldo, a nominata conta com nomes como os deputados Eudiane Macedo, Francisco do PT, Isolda Dantas, Divaneide Basílio e Ivanilson; o vereador de Natal, Daniel Valença e o ativista Ivan Baron.

“A tendência nossa é de elegermos sete deputados estaduais. E se todo mundo sair bem nesse processo, superar as expectativas, poderemos chegar a oito”, projetou. Esse número pode representar a maior bancada da Casa na próxima legislatura.

Menos candidatos
O deputado chamou atenção para uma queda expressiva no número de candidatos. Enquanto em 2022 o estado registrou cerca de 300 candidaturas a deputado estadual, neste ciclo eleitoral a estimativa é de apenas 125 — uma redução superior a 58%.

Para Ubaldo, o fenômeno está diretamente ligado à reforma política que criou as federações partidárias. “Houve um engessamento dos partidos. Diminuiu o número de partidos e, consequentemente, o número de candidaturas. Poucos quadros novos colocaram seu nome à disposição”, analisou.

Em relação à própria candidatura à reeleição, Ubaldo destacou a expansão do mandato pelo interior potiguar. Segundo ele, passou de apoio em 38 municípios na campanha anterior para atuação em 70 cidades, perto de 50% dos municípios do Rio Grande do Norte.

“Nosso mandato foi muito proativo, defendendo causas sociais: os direitos das pessoas com deficiência (PCDs), as políticas públicas para o idoso e a proteção animal. Essas bandeiras fizeram o mandato crescer e se interiorizar”, explicou.

O parlamentar também apontou crescimento na Região Metropolitana de Natal, com destaque para Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, Ceará-Mirim e a própria capital. Ubaldo define seu perfil como o de um parlamentar de “origem popular e municipalista”, o que soma para esse crescimento.

Ubaldo acredita que polarização beneficia Cadu Xavier

Deputado acredita que alinhamento com Lula vai impulsionar Cadu Xavier – Foto: Reprodução

Ao falar sobre a disputa pelo governo estadual, Ubaldo reconheceu três candidaturas “muito competitivas”: o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, com avaliação positiva na gestão; o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, bem avaliado após dois mandatos; e Cadu Xavier, ex-secretário de Tributação do Estado por quase sete anos, a quem credita a reorganização da arrecadação estadual.

Sobre as chances de Cadu, Ubaldo fez uma avaliação condicionada ao alinhamento com o presidente Lula: “Se o marketing dele for muito próximo a Lula, acredito que ele irá para o segundo turno. E se a política do Rio Grande do Norte for polarizada entre bolsonarismo e lulismo, como ocorre na política nacional, ele se beneficiará”, disse.

Ainda sobre a chapa majoritária do campo governista no RN, o deputado avalia como positiva a chegada de Samanda Alves em substituição à governadora Fátima Bezerra. Para ele, o PT possui uma base fiel de eleitores ideológicos, o que garante um piso eleitoral independente do nome na chapa.

“Foi apenas uma transferência de nome. O PT já tem uma faixa de eleitores com voto ideológico, e as pesquisas de opinião pública já mostram uma boa performance da candidatura”, avaliou.


Compartilhe esse post

THABATTA PIMENTA VAI REPRESENTAR O BRASIL EM FÓRUM GLOBAL NA INGLATERRA

  • por
Compartilhe esse post

A vereadora de Natal, Thabatta Pimenta, será uma das palestrantes no Brazil Forum UK 2026, que acontece no mês de maio, na Universidade de Oxford, na Inglaterra. O evento reúne lideranças nacionais e internacionais de diferentes áreas, para discutir o papel do Brasil no cenário global, com foco em temas como desenvolvimento, democracia e redução das desigualdades sociais.

O convite à vereadora foi feito pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. Em entrevista ao Diário do RN, a parlamentar ressaltou o significado do convite: “Fiquei muito lisonjeada. É um fórum que reúne lideranças de todo o mundo, e representar o Rio Grande do Norte, o Nordeste e o Brasil nesse espaço será uma honra”, afirmou. Segundo ela, o convite também amplia a visibilidade de pautas que vem defendendo ao longo do mandato.

Thabatta integrará um painel sobre a participação feminina na política, que discutirá a sub-representação das mulheres nos espaços de poder e os desafios estruturais enfrentados por candidaturas femininas no Brasil. “É um debate necessário, e vou assumir essa responsabilidade com seriedade. É preciso entregar o melhor”, disse. Em tom mais leve, acrescentou: “É uma oportunidade importante, inclusive para o currículo da musa”.

Idealizado por pesquisadores e estudantes brasileiros no Reino Unido, o fórum se consolidou como um espaço plural de debate qualificado sobre questões centrais do país. Em 2026, o encontro terá como tema “Brasil: Líder de uma Nova Ordem Global – Diálogos para um Mundo Multipolar”, em um contexto de ano eleitoral, o que amplia a relevância das discussões sobre os rumos institucionais, econômicos e sociais do país.

Desafios em Brasília
Recém-filiada ao Partido Verde (PV), após deixar o PSOL, Thabatta projeta os desafios de uma eventual chegada à Câmara Federal em 2026. Ao tratar do tema, ela própria destaca o ineditismo de sua trajetória. “Serei a primeira travesti nordestina ocupando esse espaço, e isso, por si só, já traz enfrentamentos”, afirmou.

A vereadora avalia que o ambiente no Congresso ainda apresenta resistências a pautas ligadas à diversidade e inclusão. “Imagino enfrentar preconceito, sobretudo em debates mais sensíveis, como os direitos das pessoas com deficiência”, disse.

Como exemplo recente, citou a repercussão envolvendo a deputada federal Erika Hilton após ser eleita para a Secretaria da Mulher na Câmara. “Se já há esse nível de reação, é claro que haverá enfrentamentos”, avaliou.

Apesar disso, a parlamentar adota um discurso de enfrentamento. “Estou pronta para o debate.

Quem vier me atacar vai precisar lidar com a minha vivência e com a realidade que eu represento”, afirmou. Segundo ela, a atuação será pautada na experiência pessoal, especialmente como mãe atípica e defensora de políticas públicas voltadas à inclusão. “Eu chego com uma pauta que não é teórica, é vivida”, pontuou.

Reposicionamento político e chapa majoritária definida
Sobre a mudança de partido, ela classificou como um movimento difícil, mas necessário. “Foi complicado sair, mas no final deu tudo certo. Hoje estou em um espaço onde consigo dialogar melhor com o projeto que acredito”, afirmou.

Alinhada à Federação formada por PT, PV e PCdoB, ela também projeta crescimento da bancada. “Trabalhamos com a perspectiva de eleger três deputados com mais segurança e disputar uma quarta vaga”, disse.

Para o governo do Estado, declarou apoio ao pré-candidato Cadu Xavier. “É o nome alinhado ao presidente Lula, e é com esse projeto que eu sigo”, afirmou.

Na disputa para o Senado, no entanto, a vereadora adota uma posição que foge ao desenho tradicional da chapa. Ela defende abertamente o voto em duas candidaturas femininas. “Minhas senadoras serão mulheres, Zenaide e Samanda. Isso está definido e eu não abro mão”, declarou.

Segundo Thabatta, a escolha é política, mas também simbólica. “A gente precisa fortalecer a presença das mulheres nesses espaços. É uma decisão consciente”, disse. Ela também mencionou relações construídas ao longo da trajetória. “Zenaide sempre teve um olhar para me fortalecer, desde quando eu ainda era vereadora do interior. E vejo em Samanda uma candidatura importante neste momento”, acrescentou.

Mesmo com a possibilidade de a chapa governista indicar outro nome para o Senado, que pode ser o do ex-senador Jean Paul Prates ou do ex-deputado Rafael Motta, ela mantém a posição. “Posso caminhar com a federação, mas sem abrir mão do que acredito. Meu voto é nas duas mulheres”, reforçou. A decisão, segundo ela, já foi comunicada aos aliados.


Compartilhe esse post

MINEIRO, SOBRE O FIM DA ESCALA 6×1: “É UMA QUESTÃO HUMANA. DIREITO BÁSICO”

  • por
Compartilhe esse post

O Palácio do Planalto definiu como prioridade uma das propostas mais sensíveis da agenda trabalhista ao enviar ao Congresso Nacional o projeto que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A iniciativa, formalizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última terça-feira (13), reacendeu o debate em Brasília e já provoca reações distintas entre parlamentares. Apesar do pedido de urgência constitucional, o presidente da Câmara, Hugo Motta, indicou que a proposta seguirá o rito normal de tramitação, sem aceleração.

No Rio Grande do Norte, o tema mobiliza posicionamentos divergentes. O deputado federal Fernando Mineiro defendeu a medida como uma mudança estrutural nas relações de trabalho.

“Chegou a hora do fim da escala 6×1 virar realidade no Brasil. Essa é a prioridade zero do nosso governo ainda neste primeiro semestre”, afirmou. Segundo ele, a proposta vai além de um ajuste pontual. “Não se trata de um ajuste, mas de uma transformação estrutural, capaz de redefinir a relação entre trabalho, tempo e dignidade”, acrescentou.

Mineiro também destacou que o avanço do projeto dependerá da mobilização social. “Não há avanço sem mobilização. O Congresso ainda enfrenta resistência de setores mais conservadores, o que tem retardado o debate”, disse. Para o parlamentar, a redução da jornada não deve ser tratada como pauta ideológica. “É uma questão humana. O direito ao descanso e à convivência familiar é básico”, completou.

Já no campo da direita, o deputado federal General Girão ainda não fechou posição. Por meio da assessoria, informou que “está consolidando o posicionamento formal junto ao partido sobre o assunto”. O parlamentar, no entanto, já havia apoiado uma proposta alternativa, a chamada “PEC da Alforria”, que mantém o limite de 44 horas semanais e amplia a possibilidade de negociação direta entre empregado e empregador.

O que muda na prática
Caso seja aprovado, o projeto altera de forma significativa a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros. A jornada semanal passará a ter limite de 40 horas, mantendo oito horas diárias, com a garantia de dois dias consecutivos de descanso remunerado, preferencialmente aos fins de semana. O novo modelo consolida a escala 5×2, substituindo a lógica predominante da escala 6×1.

Outro ponto central é a proteção salarial. A proposta proíbe qualquer redução de salários, tanto para contratos atuais quanto futuros, abrangendo diferentes regimes de trabalho. Também prevê aplicação ampla, incluindo categorias como trabalhadores domésticos, comerciários e profissionais regidos por legislações específicas.

Na prática, a medida busca ampliar o tempo livre e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores. Atualmente, cerca de 14 milhões de brasileiros atuam no regime 6×1, com apenas um dia de descanso semanal. Além disso, milhões enfrentam jornadas superiores a 40 horas, muitas vezes sem remuneração proporcional.

O governo argumenta que a mudança pode reduzir desigualdades e melhorar indicadores de saúde, diante do aumento de afastamentos por questões psicossociais relacionadas ao trabalho.

Experiências internacionais são citadas como referência, indicando que jornadas mais curtas podem conviver com ganhos de produtividade.

Apesar disso, a proposta ainda deve enfrentar um caminho de negociações no Congresso, onde o tema promete intensificar o embate entre diferentes visões sobre o mercado de trabalho no país.


Compartilhe esse post