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outubro 21, 2026


LARISSA DIZ QUE MOSSORÓ JÁ CONHECE “QUEM REALMENTE” É ALLYSON BEZERRA

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A candidata a vice-governadora na chapa de Cadu de Lula (PT), Larissa Rosado (PSB), voltou a criticar a administração de Allyson Bezerra (União Brasil) e afirmou que a população de Mossoró, sua principal base política, já não se deixa convencer apenas pelo discurso apresentado pelo prefeito nas redes sociais. Em entrevista ao Diário do RN, ela relacionou a votação do candidato no primeiro turno à percepção dos moradores sobre problemas enfrentados no cotidiano da cidade.

“Com certeza a população de Mossoró já entendeu quem é Allyson, já sabe da farsa que ele apresenta nas redes sociais, mesmo porque essas pessoas vivem o dia a dia de Mossoró”, afirmou.

A avaliação não é nova. Ao longo da gestão de Allyson, Larissa já havia feito críticas à administração municipal, especialmente em relação aos serviços públicos e às condições oferecidas à população. Agora, diante da disputa pelo Governo do Estado, ela afirma que esses problemas passaram a pesar também na avaliação eleitoral do ex-prefeito.

“Falta de medicamentos, consultórios odontológicos foram lacrados, buracos nas ruas. Então, acredito que a votação dele reflete esse sentimento das pessoas que estão acordando de quem realmente ele é”, declarou.

Para Larissa, a percepção negativa também alcança os servidores municipais. Ela citou as denúncias sobre profissionais que teriam salário-base inferior ao salário mínimo e classificou a situação como “um total absurdo”.

“Pelo que a gente acompanha no dia a dia dos servidores, é uma gestão que tem massacrado e não tem respeitado os direitos dos servidores públicos municipais”, afirmou.

“Se esse é o comportamento, certamente se reproduz”
A crítica de Larissa ganha dimensão estadual por ela integrar a chapa que disputa o Governo. Na avaliação da candidata, a experiência dos servidores de Mossoró deve servir de alerta ao funcionalismo estadual diante da possibilidade de Allyson assumir o Executivo potiguar.

“Eu acredito que, se o servidor público estadual conversar com o servidor público municipal de Mossoró, vai ficar muito espantado e vai ter receio de que ele seja eleito”, disse.

Segundo ela, o problema não estaria apenas na ausência de atendimento às reivindicações da categoria, mas na própria relação estabelecida pela gestão com os servidores.

“Com certeza, foi uma gestão em Mossoró que não respeitou e cuidou, ou muito menos ouviu o servidor público municipal”, afirmou.

Larissa considera que esse padrão poderia ultrapassar os limites do município. “Se esse é o comportamento dele, certamente se reproduz”, pontuou.

A candidata também atribui aos problemas acumulados na cidade parte da diferença entre a imagem política de Allyson e a percepção dos moradores. Para ela, quem vive diariamente as dificuldades de saúde, infraestrutura e atendimento público tem uma avaliação diferente daquela apresentada nas redes sociais.

“Então, acredito que a votação dele reflete esse sentimento das pessoas que estão acordando de quem realmente ele é”, reforçou.

Após o resultado do primeiro turno, que levou Allyson Bezerra e Cadu de Lula ao segundo turno, com 733.809 e 718.300 votos, respectivamente, Larissa segue na disputa ao lado do candidato petista. Com sua principal base política em Mossoró, a candidata a vice-governadora mantém atuação estratégica na campanha nesta etapa decisiva da eleição.


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WALTER É ABANDONADO POR ALLYSON, SÓ TEM 600 VOTOS EM MOSSORÓ E FICA FORA

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fechou para o vice-governador. Depois de deixar o governo, romper com a governadora Fátima Bezerra (PT) e apostar na aliança com Allyson Bezerra (União Brasil), Walter terminou a eleição como suplente, com 44.217 votos. O único eleito da nominata do MDB foi Bibiano (ex-prefeito de Serra do Mel), com 49.038 votos, uma diferença de 4.821 votos.

O resultado ganha peso quando se olha para Mossoró, principal reduto eleitoral de Allyson. Walter recebeu apenas 627 votos na cidade, enquanto Bibiano alcançou 14.292. A diferença entre os dois foi de 13.665 votos, quase três vezes os 4.821 votos que separaram Walter da eleição em todo o Estado.

A votação também chama atenção quando comparada ao desempenho de Allyson no município.

O candidato ao Governo recebeu mais de 82 mil votos em Mossoró no primeiro turno, enquanto Walter, seu aliado e candidato do MDB, não chegou sequer a mil votos. A diferença entre as votações evidencia a dificuldade de transferência de votos entre as duas candidaturas.

A promessa que não chegou às urnas
Nos bastidores, a avaliação é de que Allyson havia assumido o compromisso de ajudar a candidatura de Walter em Mossoró. Segundo informações apuradas pelo Diário do RN, a expectativa era de aproximadamente 12 mil votos para o vice-governador na cidade.

O resultado ficou muito distante da projeção. Os 627 votos recebidos por Walter representam pouco mais de 5% dos votos que, segundo os relatos de bastidores, teriam sido prometidos pelo grupo de Allyson.

O episódio guarda semelhança com o desempenho de Zenaide Maia (PSD), outra aliada de Allyson. Em Mossoró, a senadora recebeu 41.437 votos, enquanto Allyson alcançou 82.286, uma diferença de 40.849 votos. No resultado estadual, Zenaide terminou a disputa pelo Senado a menos de seis mil votos de Samanda de Lula (PT), que ficou com a segunda vaga.

Assim como no caso de Zenaide, a diferença entre o que foi acordado e o que foi recebido foi determinante para a derrota de Walter. Ele precisava de 4.821 votos para alcançar a cadeira conquistada por Bibiano. Só em Mossoró, a distância entre os dois candidatos chegou a 13.665 votos.

Desempenho da aliada de Zenaide também ficou muito longe do esperado, com pouco mais de 40 mil votos – Foto: Reprodução

Aposta política malsucedida
A derrota de Walter também é resultado de uma escolha feita no início do ano. Ele decidiu não assumir o Governo do Estado com a saída de Fátima Bezerra, rompeu politicamente com a governadora e passou a apoiar Allyson. Em seguida, mudou o projeto eleitoral e optou por disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

A aposta fazia parte de uma estratégia mais ampla do MDB. No início da campanha, a legenda projetava eleger três ou quatro deputados estaduais e apostava em nomes como Walter Alves, Bibiano, Antônio Jácome (ex-governador e ex-deputado estadual e federal) e Ivan Júnior (ex-prefeito de Assu). Ao final, apenas Bibiano conquistou uma cadeira.

Walter terminou como suplente, com uma votação inferior à do companheiro de partido e sem alcançar o resultado esperado em Mossoró, justamente o município onde Allyson construiu sua principal força eleitoral.

O resultado coloca em evidência o peso da transferência de votos nas alianças políticas. Walter tomou decisões importantes para permanecer ao lado de Allyson, mas os números das urnas mostram que a parceria não se traduziu, em Mossoró, na votação que os bastidores apontavam como necessária para garantir sua eleição.

A situação se soma a outros episódios envolvendo antigos aliados de Allyson, como o senador Rogério Marinho e o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo, e reforça uma marca que vem acompanhando a construção política do candidato ao Governo: alianças que, em diferentes momentos, foram revistas ou perderam força à medida que seu projeto eleitoral avançou.


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CADU AMPLIA APOIOS EM GEORGINO AVELINO E PARNAMIRIM NA RETA FINAL

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A candidatura de Cadu de Lula (PT) ganhou novas adesões nesta terça-feira (20), ampliando o arco de apoio ao candidato na reta final do segundo turno. Em Georgino Avelino, o prefeito Antônio Freire, cinco vereadores e lideranças políticas do município anunciaram apoio ao petista. Em Parnamirim, a vereadora Rhalessa (Solidariedade), que recebeu mais de dois mil votos na eleição municipal de 2024, também declarou adesão à candidatura.

A articulação em Georgino Avelino foi apresentada pela deputada Cristiane Dantas (PSDB) e pelo presidente da Federação PSDB-Cidadania, Fábio Dantas, que destacou a entrada do prefeito no projeto e a atuação da bancada tucana na ampliação das bases de Cadu.

“O prefeito Antônio Freire chega para somar ao projeto Cadu em prol do que é melhor para o Estado. É um prefeito que tem mais de 80% de aprovação e foi candidato único na eleição de 2024, que se uniu ao projeto”, afirmou Fábio.

O dirigente também destacou a votação obtida pela deputada estadual Cristiane Dantas no município e vinculou a adesão à articulação do PSDB em torno de Cadu.

“Cristiane foi votada na cidade com mais de 50% dos votos para deputado. E essa adesão também faz parte do compromisso da bancada do PSDB, junto ao presidente Ezequiel, de trazer as bases para apoiar o projeto de Cadu”, declarou.

No primeiro turno, Antônio Freire havia apoiado Álvaro Dias. Na votação para o Governo em Georgino Avelino, Cadu recebeu 487 votos, enquanto Allyson Bezerra teve 1.409 e Álvaro, 931. Para Fábio Dantas, a mudança de posição do prefeito tende a ampliar a votação de Cadu no município. “Com esse apoio, com certeza vai ampliar a votação”, afirmou.

Além do prefeito, cinco vereadores e diversas lideranças do município anunciaram apoio ao candidato petista. Ao registrar as novas adesões nas redes sociais, Cadu destacou a composição política formada no município.

“Senador Georgino Avelino tá fechado com Cadu! Ao lado da deputada estadual Cristiane Dantas recebemos o apoio do prefeito Antônio Freire, dos vereadores Kedo, Lika, Diego do Peixe, Cosme e Odélio, além das lideranças Wendel, Deco, Stela, Joãozinho Patrício, Chico Cereais e Cácia Vale”, escreveu o candidato.

Adesão em Parnamirim
Em Parnamirim, a vereadora Rhalessa, do Solidariedade, também anunciou apoio a Cadu. Eleita em 2024 com mais de dois mil votos, ela afirmou que a decisão foi tomada pensando no futuro do município.

“Esse é o melhor momento para unirmos força pelo progresso e principalmente pelo desenvolvimento da nossa cidade. Essa é a nossa escolha pensada no futuro, pensando assim que podemos nos fortalecer cada vez mais, sempre pensando no nosso povo. É com você e com Lula que caminharemos”, declarou a vereadora, ao lado do candidato.

A vereadora encerrou o anúncio convocando os eleitores para o segundo turno: “No dia 25 é 13.”
Cadu respondeu reforçando a associação entre sua candidatura e a do presidente Lula: “Cadu Parnamirim, dia 25 é 13 duas vezes. É Lula presidente, Cadu governador”, reforçou.


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