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PESQUISA DATAVERO: RECORTES APONTAM IMPORTÂNCIA DE LIDERANÇAS REGIONAIS

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Divulgada nesta terça-feira (14), a pesquisa DataVero/Diário do RN mostra como os apoios políticos influenciam a disputa pelo Governo do Estado nas diferentes regiões e municípios potiguares. No cenário em que os pré-candidatos são apresentados ao lado de suas principais alianças, os recortes revelam onde Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT) concentram maior força eleitoral.

Os recortes regionais, já considerando os apoios políticos apresentados aos entrevistados, mostram que Allyson concentra maior força no interior do Estado. Em sua região de origem, o Oeste Potiguar, Allyson lidera com 39,95%; enquanto Cadu soma 27,89% e Álvaro registra 18,84%.

No Agreste, Allyson volta a aparecer na primeira colocação, com 47,96%; seguido por Álvaro, com 27,15%; e Cadu, com 17,19%.

Na região Central, o cenário é o mais equilibrado da pesquisa. Allyson e Cadu dividem a liderança, ambos com 32,47% das intenções de voto, enquanto Álvaro aparece com 21,13%.

O único recorte regional em que Allyson não lidera é o Leste Potiguar. Nessa região, Álvaro Dias aparece na frente, com 46,29% das intenções de voto; seguido por Allyson, com 28,68%; e Cadu, com 11,94%.

Municípios reforçam bases eleitorais
A distribuição dos votos nos principais municípios, também considerando os apoios apresentados aos entrevistados, evidencia perfis distintos entre os pré-candidatos.

Em São Gonçalo do Amarante, terra da senadora Zenaide Maia, principal aliada de Allyson, ele aparece na liderança, com 32%; seguido de perto por Álvaro, com 30%; enquanto Cadu registra 20%.

Já em Parnamirim, o cenário muda completamente. Confirmando o histórico de predominância do eleitorado de direita na cidade, Álvaro lidera com ampla vantagem, alcançando 74,12%; contra 18,82% de Allyson e apenas 2,35% de Cadu.

Em Ceará-Mirim, Allyson volta a aparecer na frente, com 30,77%, seguido por Cadu, com 25,64%, e Álvaro, com 20,51%.

No Seridó, Currais Novos está entre as cidades em que Cadu apresenta seu melhor desempenho. O município é administrado por Lucas Galvão (PT), sucessor de Odon Junior (PT). Nesse cenário, o petista Cadu lidera com 42,42%; seguido por Álvaro, com 21,21%; e Allyson, com 12,12%.
Em Caicó, Álvaro confirma liderança em seu berço político, alcançando 51,52% das intenções de voto.

Allyson registra 24,24%; enquanto Cadu soma 15,15%.

Partindo para o Oeste, em Mossoró, principal base eleitoral de Allyson, o ex-prefeito registra 46,46% das intenções de voto; seguido por Álvaro Dias, com 22,22%; e Cadu Xavier, com 20,20%.

Já em Pau dos Ferros, Allyson amplia novamente a vantagem e lidera com 50% das intenções de voto.

Cadu aparece em segundo lugar, com 31,25%; enquanto Álvaro soma 9,38%.

Em Assú, o cenário é o mais equilibrado entre os municípios pesquisados: Allyson e Cadu aparecem empatados na liderança, ambos com 35,71%, enquanto Álvaro registra 16,67%.

Cenários gerais mantêm empate
Na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre uma lista de candidatos sem referência a apoios políticos, o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), lidera numericamente com 35,27% das intenções de voto, seguido pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), com 33,67%, em empate técnico dentro da margem de erro de 2,53%. O ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), aparece com 10,80%. Outros 9,40% dos entrevistados não souberam ou não responderam, e 9% afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.

Com a apresentação dos principais apoios políticos, Allyson registra 35% e Álvaro, 32,93%, mantendo o empate técnico. A principal mudança ocorre com Cadu Xavier, que, associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à governadora Fátima Bezerra, sobe para 19,60%, um crescimento de 8,8 pontos percentuais. Nesse cenário, o percentual de indecisos cai para 5,40%, enquanto os votos em branco, nulo ou nenhum recuam para 7,07%.

Já na pesquisa espontânea, onde os entrevistados respondem sem apresentação de opções de nomes, Allyson aparece com 24,07% das intenções de voto, seguido por Álvaro, com 23,53%, em empate técnico, enquanto Cadu registra 8,13%. Nesse cenário, 40,8% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 9 e 11 de julho de 2026. O levantamento possui margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026.


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EZEQUIEL FERREIRA ROMPE COM FÁTIMA BEZERRA E ANUNCIA APOIO A ÁLVARO DIAS

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A longa indefinição sobre o posicionamento político do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte está perto do fim. Após meses de conversas reservadas e intensas articulações de bastidores, o dirigente tucano vai anunciar, nos próximos dias, apoio ao ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), encerrando um período de especulações que movimentou o cenário político potiguar.

Segundo apuração do Diário do RN, a decisão foi construída em uma série de conversas envolvendo o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), o senador Rogério Marinho (PL) e o próprio Álvaro Dias.

Enquanto mantinha a indefinição, Ezequiel optou por não participar do lançamento da pré-candidatura de Álvaro Dias, que aconteceu em fevereiro deste ano. Nos bastidores, porém, um dos episódios que mais alimentou as especulações foi a divulgação de uma imagem recente do presidente da Assembleia ao lado do ex-prefeito durante um encontro com lideranças políticas em Canguaretama. A fotografia passou a ser interpretada como um dos primeiros sinais públicos do entendimento que agora caminha para ser oficializado.

Rompimento com Fátima Bezerra
O anúncio representa um novo capítulo na relação política entre Ezequiel e a governadora Fátima Bezerra (PT), aliados nos últimos anos. Em fevereiro, durante a leitura anual da mensagem da governadora na ALRN, o presidente da Assembleia fez um dos mais enfáticos elogios públicos à chefe do Executivo estadual.

“A governadora é a comandante do Executivo e tem de mim todo o respeito e até a admiração”, afirmou na ocasião.

Na mesma solenidade, foi além ao destacar a trajetória política de Fátima.

“A história ainda pode lhe trazer de volta para comandar este Estado. Parabenizo pelo pronunciamento e pelo serviço prestado ao Rio Grande do Norte. Ninguém pode subestimar alguém que conquistou tudo na vida pelo voto livre e democrático do povo potiguar”, declarou.

Apesar das declarações de respeito à governadora, os sinais de distanciamento político começaram a surgir nos meses seguintes. No início de julho, por exemplo, Ezequiel evitou participar da agenda institucional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado, quando o petista reforçou apoio à chapa governista, e manteve silêncio sobre a sucessão estadual.

Na última semana, o ex-chefe do Gabinete Civil do Estado, Raimundo Alves, confirmou, em entrevista ao Diário do RN, que o PSDB participa do Governo Fátima, mas que a definição eleitoral dependeria de uma decisão própria da legenda. Na ocasião, ele revelou que Ezequiel já havia adiado por várias vezes a reunião que trataria do posicionamento do partido.

Articulações e liberação de apoios
Durante esse período de indefinição, o PSDB também foi alvo de intensa disputa por parte dos grupos políticos. A vice-prefeita de Currais Novos e imã de Ezequiel, Milena Galvão (PSDB), chegou a ser cogitada para compor como vice na chapa do pré-candidato governista Cadu Xavier (PT), hipótese que perdeu força com o avanço das negociações conduzidas por Ezequiel.

Apesar da tendência de apoio a Álvaro Dias, o presidente estadual do PSDB deverá honrar o compromisso assumido com lideranças do partido que já haviam firmado acordos políticos em outras chapas. É o caso do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida, aliado do grupo governista e marido da pré-candidata a deputada estadual Dra. Júlia Almeida, que também chegou a ter o nome lembrado para compor a chapa de Cadu Xavier.

De acordo com interlocutores tucanos, esses entendimentos deverão ser formalizados em ata durante a convenção partidária, preservando a autonomia de lideranças que assumiram compromissos antes da definição da direção partidária.

A expectativa também é de que a bancada estadual acompanhe a decisão de Ezequiel. Os deputados Cristiane Dantas e Taveira Júnior são apontados, nos bastidores, como nomes que devem seguir o presidente da Assembleia no apoio à pré-candidatura de Álvaro Dias, consolidando o reposicionamento do PSDB na disputa pelo Governo do Estado.


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DATAVERO: ÁLVARO VÊ DISPUTA EM NOVA FASE; CADU APOSTA EM LULA PARA CRESCER

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A divulgação da pesquisa DataVero/Diário do RN sobre a disputa pelo Governo do Estado repercutiu entre os principais pré-candidatos. Enquanto o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), avaliou que os números indicam uma mudança de patamar na corrida eleitoral, o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), atribuiu o crescimento registrado no cenário com apoios políticos à influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para Álvaro Dias, o levantamento demonstra que sua pré-campanha vem ampliando espaço junto ao eleitorado. O ex-prefeito destacou que o empate técnico com Allyson Bezerra representa um novo momento da disputa.

“A pesquisa mostra que a campanha entrou em uma nova fase. Alcançamos tecnicamente a liderança na DataVero, o que mostra que a nossa pré-campanha ganhou as ruas, recebeu importantes apoios políticos e, principalmente, passou a fazer parte das conversas da população. O nosso projeto passa a ser recebido como uma alternativa real de governo para o Rio Grande do Norte”, afirmou.

Álvaro também disse receber o resultado com cautela e afirmou que o foco permanece na construção da candidatura.

“Recebo esse resultado com responsabilidade. Ele mostra que estamos crescendo, enquanto o eleitor começa a conhecer melhor nossas propostas e nossa capacidade de gestão. Vamos seguir com os pés no chão, trabalhando muito, porque nosso objetivo não é vencer pesquisa, é conquistar a confiança dos potiguares e transformar essa confiança em uma vitória nas urnas para endireitar o RN”, completou.

Já Cadu Xavier destacou o desempenho registrado no cenário em que os candidatos são apresentados ao lado de seus principais apoios políticos; no caso dele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a governadora Fátima Bezerra. Nesse recorte, o petista passa de 10,8% para 19,6% das intenções de voto, crescimento de 8,8 pontos percentuais, praticamente dobrando seu desempenho.

“Acredito que os números mostram a importância do apoio do presidente Lula e que a presença dele aqui foi o passo definitivo para nossa presença no segundo turno e consequente vitória”, declarou ao Diário do RN.

O Diário do RN também procurou o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), para comentar o resultado da pesquisa. Porém, a assessoria do pré-candidato informou que ele cumpria agenda na região Agreste e estava fora de área, o que impossibilitou o contato até o fechamento desta edição.

Cenários apresentados pelo DataVero
No cenário espontâneo da pesquisa, Allyson Bezerra aparece com 24,07% das intenções de voto, seguido por Álvaro Dias, com 23,53%, em empate técnico dentro da margem de erro de 2,53 pontos percentuais. Cadu Xavier registra 8,13%, enquanto 40,8% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder. Já no cenário estimulado, Allyson alcança 35,27%, Álvaro registra 33,67% e Cadu soma 10,8%, mantendo a terceira colocação. No recorte em que são informados os apoios políticos, Allyson marca 35%, Álvaro 32,93% e Cadu cresce para 19,6%.

Dados da Pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores entre os dias 9 e 11 de julho, tem margem de erro de 2,53 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026.


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NATÁLIA BONAVIDES LIDERA PARA A CÂMARA FEDERAL; MAIS DE 70% AFIRMA AINDA NÃO TER CANDIDATO

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A pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN para as eleições de 2026, mediu, de forma espontânea, a intenção de voto dos eleitores do Rio Grande do Norte para deputado federal. Nesse cenário, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, a deputada federal Natália Bonavides (PT) aparece na liderança, com 3,2% das citações.

O levantamento, divulgado nesta terça-feira (14), revela, no entanto, um cenário de indefinição entre o eleitorado, isso porque 71,13% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder à pergunta. Outros 4,67% disseram que pretendem votar em branco ou anular o voto.

Na sequência da pesquisa espontânea aparecem Benes Leocádio, com 1,67%, General Girão e Robinson Faria, também com 1,67%. Em seguida, Nina Souza aparece com 1,53%; Cabo Deivyson, com 1,33%; Fernando Mineiro, com 1,27%; Thabatta Pimenta, com 1,07%; João Maia, com 0,93%; Coronel Brilhante, com 0,87%; Odon Júnior, com 0,87%; Sargento Gonçalves, com 0,80% e Dr. Bernardo, com 0,73%.

Também foram lembrados Nicolas Ferreira, com 0,73%; Juninho Alves, com 0,60%; Carla Dickson, com 0,47%; Júlio César e Kleber Rodrigues, com 0,33% cada. Dr. Heider Ferreira, Ivan Júnior, Tomba e Ubaldo, com 0,27%; além de Francisco do PT, Getúlio Rego, Nelter Queiroz e Pedro Filho, todos com 0,20%.

Outros nomes citados obtiveram índices entre 0,13% e 0,07%, demonstrando a pulverização das intenções de voto, ou seja, a preferência do eleitorado se espalha de maneira fragmentada entre múltiplos candidatos neste momento da disputa.

Registro
O levantamento possui margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e está registrado sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026.


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TOMBA É O PRIMEIRO PARA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA; 69% DO ELEITORADO AFIRMA NÃO TER CANDIDATO A DEPUTADO ESTADUAL

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O deputado Tomba Farias (PL), pré-candidato à reeleição, aparece como o nome mais lembrado na pesquisa espontânea para deputado estadual divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN. O levantamento mostra, entretanto, que a disputa pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte ainda está longe de se consolidar, já que 69,8% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder em quem votariam, e 4,07% afirmaram que pretendem votar em branco ou nulo.

Tomba Farias tem 1,93% das citações; em seguida aparecem Coronel Azevedo, com 1,67%; Nelter Queiroz, com 1,47%; Gustavo Soares, com 1,40%; Júlio César, com 1,33%; Kleber Rodrigues, com 1,13%; Galeno Torquato, com 0,93%; Bibiano e Getúlio Rego com 0,80% e Flávio de Berói e Francisco do PT, ambos com 0,73%.

Também foram lembrados Ivan Júnior, com 0,67%; Cinthia de Allyson, Jorge do Rosário, Kerginaldo e Sargento Gonçalves, todos com 0,60%; e Nina Souza, com 0,53%.

Na sequência aparecem Cristiane Dantas, Isolda Dantas, Luiz Eduardo e Terezinha Maia, com 0,47% cada. Neilton Diógenes, Robson Carvalho e Walter Alves, com 0,40%; além de Adjunto Dias, Eudiane Macedo, Ezequiel Ferreira e Matheus Faustino, que registraram índices de 0,33%.

Fernando Mineiro, General Girão e Dr. Bernardo aparecem com 0,27%, cada.

Metodologia
A pesquisa quantitativa do Instituto DataVero foi realizada entre os dias 9 e 11 de julho de 2026, com 1.500 entrevistados em municípios do Rio Grande do Norte.

O levantamento possui margem de erro de 2,53 pontos percentuais, nível de confiança de 95% e está registrado sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026.


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STYVENSON LIDERA SENADO; ZENAIDE ABRE VANTAGEM PELA SEGUNDA VAGA

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A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta terça-feira (14), aponta dois nomes em vantagem na disputa para o Senado. Em todos os recortes, o senador Styvenson Valentim (Podemos) segue na liderança isolada, enquanto a senadora Zenaide Maia (PSD) ocupa a segunda colocação. Atrás deles, Coronel Hélio (PL), Rafael Motta (PDT) e Samanda Alves (PT) travam uma disputa pela aproximação das primeiras posições.

Primeiro voto
Na pesquisa estimulada para o primeiro voto ao Senado, em que o entrevistador apresenta ao eleitor a lista de candidatos, Styvenson Valentim aparece com 31,67% das intenções de voto. Na segunda colocação está Zenaide Maia, com 17,73%.

Na sequência, a disputa é mais apertada. Coronel Hélio registra 7,8%, seguido por Rafael Motta, com 7,33%, e Samanda Alves, com 6,8%, todos tecnicamente próximos. Os demais candidatos aparecem abaixo de 2%: Rosália Fernandes (PSTU) soma 1,6%, Sandro Pimentel (PSOL) registra 1,27%, Sônia Godeiro (PSOL) alcança 0,60%, Luciana Lima (PSTU) aparece com 0,27% e Godeiro Linhares (DC) marca 0,20%.

Mesmo com os nomes apresentados, 15,33% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder, enquanto 9,40% afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou escolheriam nenhum dos candidatos.

Segundo voto
Como a eleição para o Senado permite ao eleitor escolher dois candidatos, a pesquisa também mediu a preferência para o segundo voto.

Nesse cenário, Styvenson Valentim permanece na liderança, com 15,53%, seguido novamente por Zenaide Maia, com 11,40%. Coronel Hélio aparece com 9,67%, à frente de Rafael Motta, com 8,33%, enquanto Samanda Alves registra 3,93%.

Também pontuaram Sandro Pimentel, com 3,07%, Sônia Godeiro, com 1,13%, Luciana Lima, com 1,07%, e Rosália Fernandes, com 0,93%. Godeiro Linhares não registrou intenções de voto nesse cenário.

O índice de indefinição é maior no segundo voto: 27,20% disseram não saber ou preferiram não responder, enquanto 17,73% afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou escolheriam nenhum dos candidatos apresentados.

Resultado unificado
Considerando a soma do primeiro e do segundo voto, Styvenson Valentim mantém a liderança, com 23,6%, consolidando vantagem sobre os demais concorrentes. Zenaide Maia aparece em segundo lugar, com 14,6%, reforçando sua posição na disputa pela segunda vaga.

A briga pela terceira colocação permanece equilibrada. Coronel Hélio registra 8,7%, seguido por Rafael Motta, com 7,8%, e Samanda Alves, com 5,4%. Na sequência aparecem Sandro Pimentel, com 2,2%, Rosália Fernandes, com 1,3%, Sônia Godeiro, com 0,9%, Luciana Lima, com 0,7%, e Godeiro Linhares, com 0,1%.

O levantamento também aponta que 21,3% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder na soma dos dois votos, enquanto 13,6% declararam intenção de votar em branco, anular o voto ou escolher nenhum dos candidatos.

Rejeição
A pesquisa DataVero/Diário do RN também mediu a rejeição dos pré-candidatos ao Senado, indicador que aponta em quais nomes o eleitor afirma não votar de jeito nenhum. A vereadora Samanda Alves (PT) lidera, com 10,87%, seguida pela senadora Zenaide Maia (PSD), com 9,40%, Coronel Hélio (PL), com 9,07%. Depois aparecem o senador Styvenson Valentim (Podemos), com 5,20%, Rafael Motta (PDT), com 3,07%, Sandro Pimentel (PSOL), com 2,40%, Godeiro Linhares (DC), com 2,20%, Sônia Godeiro (PSOL), com 2,07%, Rosália Fernandes (PSTU), com 1,93%, e Luciana Lima (PSTU), com 1,53%. Outros 31,80% não souberam ou não responderam, 16,00% disseram não rejeitar nenhum candidato e 4,47% afirmaram que votariam em qualquer um deles.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 9 e 11 de julho de 2026. O levantamento possui margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026.


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ALLYSON BEZERRA E CADU XAVIER DIVIDEM VOTOS ENTRE LULISTAS; ÁLVARO DIAS DOMINA ELEITORADO BOLSONARISTA

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A pesquisa DataVero/Diário do RN revela que a preferência do eleitor para presidente influencia a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte, mas não de forma uniforme. Enquanto o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), domina entre os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL), o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), lidera entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mesmo sem estar vinculado a qualquer pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Entre os entrevistados que afirmam votar em Lula para presidente, Allyson aparece na liderança com 36,50% das intenções de voto para governador. Em seguida vêm Álvaro Dias, com 24,33%, e o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), candidato apoiado por Lula e pela governadora Fátima Bezerra, com 19,26%.

O resultado chama atenção porque, mesmo sem um presidenciável definido, Allyson supera tanto o candidato do PT quanto o nome ligado ao PL entre o eleitorado lulista. Também nesse grupo, 10,39% disseram não saber ou não responderam, enquanto 7,10% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados.

Já entre os eleitores que declararam voto em Flávio Bolsonaro para presidente, o cenário é bem diferente. Álvaro Dias, identificado com o campo bolsonarista, lidera com folga, alcançando 59,31% das intenções de voto. Allyson aparece em segundo lugar, com 29,66%, enquanto Cadu Xavier registra apenas 0,98%.

Quando o escolhido a presidente é Flávio Bolsonaro, o cruzamento revela hegemonia de Álvaro Dias – Foto: Reprodução

Os demais candidatos têm desempenho residual nesse segmento do eleitorado. Robério Paulino (PSOL) soma 0,49%, Karlo Rodrigo Vieira (DC) registra 0,25%, e Dario Barbosa (PSTU) não pontua. Além disso, 4,66% disseram não saber ou preferiram não responder, percentual idêntico ao dos que afirmaram votar em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos.

Os números indicam que Álvaro concentra a preferência do eleitorado identificado com o bolsonarismo, enquanto Allyson demonstra maior capacidade de transitar entre diferentes perfis de eleitores, liderando entre os lulistas e mantendo a segunda colocação entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro. Já Cadu apresenta seu desempenho mais competitivo entre os eleitores de Lula.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores e


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COM O APOIO DE LULA, CADU XAVIER DOBRA PERCENTUAL DE INTENÇÃO DE VOTO

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A pesquisa DataVero/Diário do RN testou o impacto que os apoios de lideranças estaduais e nacionais podem exercer na disputa pelo Governo do Estado. O principal efeito aparece sobre a candidatura do ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), que praticamente dobra sua intenção de voto quando é apresentado como candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela governadora Fátima Bezerra. Apesar desse crescimento, o cenário permanece inalterado na liderança, com o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), mantendo um empate técnico.

Nesse cenário, Allyson, apresentado como candidato apoiado pelos ex-senadores José Agripino Maia e Garibaldi Alves Filho e pelo ex-governador Robinson Faria, registra 35% das intenções de voto. Em seguida aparece Álvaro Dias, identificado como candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro, do senador Rogério Marinho e do prefeito de Natal, Paulinho Freire, com 32,93%. A diferença entre os dois é de 2,07 pontos percentuais, mantendo-os em empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa que é de 2,53%.

COMPARATIVO
O destaque do cenário é o desempenho de Cadu Xavier. No primeiro levantamento estimulado, em que os apoios políticos não eram informados aos entrevistados, o petista registrava 10,8% das intenções de voto. Quando passa a ser apresentado como candidato apoiado por Lula e Fátima Bezerra, seu desempenho salta para 19,60%, um crescimento de 8,8 pontos percentuais, praticamente dobrando sua intenção de voto. O resultado indica que os apoios das principais lideranças petistas agregam potencial eleitoral à candidatura, embora ainda não sejam suficientes para colocá-la no mesmo patamar dos dois primeiros colocados.

Mesmo com esse avanço, Allyson e Álvaro seguem numericamente à frente, enquanto Cadu permanece na terceira colocação.

O cenário também registra redução dos índices de indefinição em relação ao primeiro levantamento estimulado. 5,4% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder, enquanto 7,07% afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou escolheriam nenhum dos candidatos apresentados.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 9 e 11 de julho de 2026. O levantamento possui margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026.A pesquisa DataVero/Diário do RN testou o impacto que os apoios de lideranças estaduais e nacionais podem exercer na disputa pelo Governo do Estado. O principal efeito aparece sobre a candidatura do ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), que praticamente dobra sua intenção de voto quando é apresentado como candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela governadora Fátima Bezerra. Apesar desse crescimento, o cenário permanece inalterado na liderança, com o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), mantendo um empate técnico.

Nesse cenário, Allyson, apresentado como candidato apoiado pelos ex-senadores José Agripino Maia e Garibaldi Alves Filho e pelo ex-governador Robinson Faria, registra 35% das intenções de voto. Em seguida aparece Álvaro Dias, identificado como candidato do ex-presidente Jair Bolsonaro, do senador Rogério Marinho e do prefeito de Natal, Paulinho Freire, com 32,93%. A diferença entre os dois é de 2,07 pontos percentuais, mantendo-os em empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa que é de 2,53%.

COMPARATIVO
O destaque do cenário é o desempenho de Cadu Xavier. No primeiro levantamento estimulado, em que os apoios políticos não eram informados aos entrevistados, o petista registrava 10,8% das intenções de voto. Quando passa a ser apresentado como candidato apoiado por Lula e Fátima Bezerra, seu desempenho salta para 19,60%, um crescimento de 8,8 pontos percentuais, praticamente dobrando sua intenção de voto. O resultado indica que os apoios das principais lideranças petistas agregam potencial eleitoral à candidatura, embora ainda não sejam suficientes para colocá-la no mesmo patamar dos dois primeiros colocados.

Mesmo com esse avanço, Allyson e Álvaro seguem numericamente à frente, enquanto Cadu permanece na terceira colocação.

O cenário também registra redução dos índices de indefinição em relação ao primeiro levantamento estimulado. 5,4% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder, enquanto 7,07% afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou escolheriam nenhum dos candidatos apresentados.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Rio Grande do Norte entre os dias 9 e 11 de julho de 2026. O levantamento possui margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026.


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ALLYSON BEZERRA E ÁLVARO DIAS EMPATAM A 80 DIAS DA ELEIÇÃO

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O mais recente levantamento do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgado nesta terça-feira (13), traz um novo retrato da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. A pesquisa, realizada entre os dias 9 e 11 de julho, ouviu 1.500 eleitores em todas as regiões do Estado, possui margem de erro de 2,53% e nível de confiança de 95%. Os números confirmam Allyson, Álvaro e Cadu como principais nomes na disputa, mas também evidenciam que a corrida eleitoral ainda está longe de consolidada, visto que mais de quatro em cada dez eleitores responderam que ainda não sabem em quem votar para governador.

Cenário espontâneo
Na modalidade espontânea, em que o entrevistador não apresenta os nomes dos possíveis candidatos e o eleitor responde livremente em quem votaria, 40,8% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder. O percentual é superior ao registrado por qualquer um dos pré-candidatos e demonstra que boa parte do eleitorado ainda não consolidou sua preferência para a eleição de 2026.

Entre os nomes lembrados espontaneamente, o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), aparece numericamente à frente, com 24,07% das intenções de voto. Em seguida está o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), com 23,53%, resultado que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Em terceiro lugar surge o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), com 8,13%.

Os demais nomes aparecem com percentuais residuais. Nenhum, branco ou nulo somam 2,87%, enquanto Robério Paulino e Styvenson Valentim registram 0,20% cada. Já Brilhante, Coronel Hélio e Rogério Marinho foram citados por 0,07% dos entrevistados.

Indecisos passam dos 40%
Os números mostram que, apesar do equilíbrio entre Allyson Bezerra e Álvaro Dias na liderança das intenções de voto, a eleição para o Governo do Estado permanece aberta. O elevado percentual de indecisos na pesquisa espontânea, superior a 40%, indica que uma parcela significativa do eleitorado ainda não está mobilizada ou aguarda o avanço da campanha para definir sua escolha. Ao mesmo tempo, os índices de rejeição sugerem desafios distintos para cada pré-candidato na tentativa de ampliar seu eleitorado até o início oficial da disputa.

Cenário estimulado
Na pesquisa estimulada, formato em que o entrevistador apresenta previamente as opções, Allyson Bezerra mantém a liderança numérica, alcançando 35,27% das intenções de voto. Logo atrás aparece Álvaro Dias, com 33,67%, diferença de apenas 1,6%, novamente dentro da margem de erro, o que caracteriza empate técnico entre os dois principais concorrentes.

Na terceira colocação está Cadu Xavier, que soma 10,8%. Em seguida aparecem Robério Paulino (PSOL), com 0,93%, Dario Barbosa (PSTU), com 0,67%, e Karlo Rodrigo Vieira (DC), com 0,27%.

Mesmo com os nomes apresentados aos entrevistados, a pesquisa aponta um contingente relevante de eleitores que ainda não definiu seu voto. 9,4% afirmaram não saber ou não responderam, enquanto 9,0% disseram que votariam em branco, anulariam o voto ou escolheriam nenhum dos candidatos apresentados.

Rejeição
Outro indicador medido pelo levantamento foi a rejeição dos pré-candidatos. Nesse cenário, o eleitor responde em qual nome não votaria de jeito nenhum, independentemente da disputa.

Segundo a pesquisa, o ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT) apresenta o maior índice de rejeição, sendo citado por 20,27% dos entrevistados. Em seguida aparece o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), com 17,13%, enquanto o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) registra 10,13%, o menor índice entre os três principais nomes colocados para a disputa.

Entre os demais candidatos, Robério Paulino aparece com 4,13% de rejeição, Dario Barbosa registra 2,40%, e Karlo Rodrigo Vieira, 1,53%. Além disso, 27,93% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder à pergunta sobre rejeição, 12,07% afirmaram não rejeitar nenhum dos candidatos apresentados e 4,40% disseram que votariam em qualquer um deles.

Registro
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026.


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LULA LIDERA CORRIDA PRESIDENCIAL NO RN COM 52,6%. FLÁVIO APARECE COM 27,2%

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria reeleito, se dependesse do Rio Grande do Norte, caso as eleições ocorressem hoje. Com 52,60% das intenções de voto, o petista lidera a corrida para a Presidência da República no Estado, segundo pesquisa quantitativa realizada pelo Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta terça-feira (14). No cenário estimulado, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula vence o segundo colocado, o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 27,20%.

O levantamento mostra ainda ampla vantagem de Lula sobre os demais pré-candidatos. Renan Santos (Missão) aparece com 1,87%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 1,73%. Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) registram 0,60% cada.

Na sequência aparecem Cabo Daciolo (Mobiliza), com 0,40%; Aldo Rebelo (DC), 0,27%; Joaquim Barbosa (PSB), 0,20%. Samara Martins (UP), 0,13%; e Hertz Dias (PSTU) não pontuaram.

Entre os entrevistados, 5,20% afirmaram não saber ou preferiram não responder, enquanto 9,20% disseram que votariam em branco ou anulariam o voto.

Flávio Bolsonaro lidera a Rejeição
O levantamento também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Nesse cenário, o pré-candidato Flávio Bolsonaro lidera o índice, com 38,60% dos entrevistados afirmando que não votariam nele de jeito nenhum, caso as eleições ocorressem hoje. Enquanto isso, o atual presidente, Lula, aparece em seguida, com 27,53%.

Os demais nomes apresentam índices de rejeição inferiores a 2%: Samara Martins (UP) 1,40%, Cabo Daciolo (Mobiliza) 1,07%, Aldo Rebelo (DC) 0,93%, Augusto Cury (Avante) 0,60%, Renan Santos (Missão) 0,53%, Joaquim Barbosa (PSB) 0,47%, Ronaldo Caiado (PSD) 0,47%, Romeu Zema (Novo) 0,33% e Hertz Dias (PSTU) 0%.

Além disso, 16,33% dos entrevistados disseram que caso as eleições fossem realizadas hoje, não saberiam ou preferiram não responder sobre a rejeição, enquanto isso, 9,87% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados e outros 1,87% disseram que votariam em qualquer um dos candidatos apresentados.

Metodologia
A pesquisa quantitativa do Instituto DataVero foi realizada entre os dias 9 e 11 de julho de 2026, com 1.500 entrevistados em municípios do Rio Grande do Norte.

O levantamento apresenta margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e está registrado sob os números BR-05121/2026 e RN-02095/2026.


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KELPS AFIRMA QUE ROBINSON, JOÃO E BENES SÃO TRAIDORES E MENTIROSOS

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O ex-deputado estadual Kelps Lima (União Brasil) anunciou, nesta quinta-feira (9), que não será mais pré-candidato a deputado federal pela Federação União Progressista. Em entrevista ao comunicador Bruno Giovanni, no Meio Dia RN, da 96 FM, ele afirmou que a decisão “não tem mais volta” e acusou os deputados João Maia (PP), Benes Leocádio (União Brasil) e Robinson Faria (PP) de traição política dentro da própria Federação.

Ao comentar como ficará sua relação com o grupo, Kelps disse que continuará apoiando o ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), mas fez questão de separar o aliado dos demais integrantes da chapa proporcional.

“Kelps sem ser pré-candidato continua apoiando Allyson Bezerra, continua no front com Allyson Bezerra”, afirmou.

O tom mais duro veio quando Kelps foi questionado sobre os compromissos assumidos dentro da Federação. Ele afirmou que pretende honrar os acordos feitos, mas acusou os colegas de não fazerem o mesmo.

“Meu nome não é João Maia, Benes e Robinson. Eu cumpro compromisso. Existem três mentirosos que não cumprem compromisso. Esse povo não tem palavra, eu tenho palavra”, declarou.

Em outro trecho da entrevista, Kelps também voltou a afirmar que sua relação com Allyson vem desde 2017 e disse que não pretende ser usado para prejudicar a pré-candidatura do aliado ao Governo.

“Allyson é meu amigo, eu participei da construção do projeto dele, não foi de agora não, foi de 2017.

Allyson está sendo bombardeado internamente e eu vou dizer toda a verdade, mas não vou servir também de instrumento para prejudicar a candidatura dele”, disse.

Apesar de não atribuir a Allyson a responsabilidade direta por sua desistência, Kelps afirmou que o ex-prefeito teria cedido à pressão dos deputados da Federação.

“Os deputados chantagearam Allyson para não passar apoio para mim, e ele cedeu a essa chantagem. Eu disse a ele que não se sacrificasse por mim. A decisão foi minha”, afirmou.

Mesmo fora da disputa, Kelps disse que seguirá atuando politicamente e mantendo diálogo com aliados e voltou a mirar os deputados que responsabiliza pelo esvaziamento de sua pré-candidatura.

“Eu não tenho medinho nem de João Maia, nem de Benes, nem de Robinson. Não tenho nada pessoal contra eles. É esse tipo de gente que representa o Rio Grande do Norte em Brasília”, afirmou.

As críticas retomam uma sequência de desavenças entre Kelps e os deputados da Federação. Nas últimas semanas, o ex-deputado passou a acusar João Maia, Benes Leocádio e Robinson Faria de descumprirem o acordo para garantir bases eleitorais à sua pré-candidatura, desgaste que, segundo ele, culminou na decisão de deixar a disputa pela Câmara Federal.

“Eu não tenho medinho nem de João Maia, nem de Benes, nem de Robinson. Não tenho nada pessoal contra eles. É esse tipo de gente que representa o Rio Grande do Norte em Brasília” – Foto: Reprodução

Portas fechadas no diretório nacional
O ex-deputado também relatou que, nos últimos 35 dias, deixou de ser atendido pelo presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda. Para ele, o silêncio da direção nacional teria relação com pressões internas.

“O presidente nacional do partido, Antônio Rueda, não atendia mais minhas ligações. O que é que eu deduzo? Ele está recebendo pressão da Federação, dos deputados”, declarou.


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ALLYSON MENTE PARA A JUSTIÇA ELEITORAL E É CONDENADO POR UNANIMIDADE

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) condenou, por unanimidade, o ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), por propaganda eleitoral antecipada irregular. Em sessão realizada nesta quinta-feira (9), a Corte julgou procedente a Representação nº 0600193-91.2026.6.20.0000, proposta pelo Partido Novo, confirmou a liminar concedida anteriormente e aplicou multa de R$ 10 mil ao pré-candidato.

Antes da análise do mérito, os magistrados rejeitaram uma questão de ordem apresentada pela defesa.

Em seguida, acompanharam o voto do relator, juiz Hallison Rego Bezerra, em consonância com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral. Apenas o juiz Marcello Rocha apresentou ressalvas de entendimento durante a discussão, sem alterar o resultado final do julgamento.

Apesar da defesa tentar negar o prévio conhecimento, o colegiado não aceitou a narrativa da negativa do prévio conhecimento, pois, para a unanimidade dos membros do TRE, é impossível não ter conhecimento quando se trata de redes sociais.

Ao votar, o juiz Daniel Maia afirmou que o conteúdo analisado ultrapassou os limites permitidos para manifestações de pré-campanha e configurou propaganda eleitoral antecipada. Para o magistrado, a divulgação do material, com jingle, imagens e elementos característicos de campanha, representou um pedido explícito de voto.

“Ficou inequívoco a propaganda com jingle eleitoral acompanhada de imagens e expressões típicas de campanha, que deve ser considerada como pedido explícito de voto”, afirmou.

O juiz Daniel Maia também rebateu a tese de ausência de responsabilidade do pré-candidato. Segundo ele, as circunstâncias demonstradas no processo afastam qualquer possibilidade de Allyson Bezerra alegar desconhecimento sobre a divulgação da peça publicitária.

“As circunstâncias objetivamente demonstradas revelam a impossibilidade de que o beneficiário não tivesse ciência dessa publicação promocional impugnada”, destacou. O magistrado acrescentou que, “embora a divulgação não tenha ocorrido no perfil oficial do próprio representado, as circunstâncias e peculiaridades do caso revelam a impossibilidade de desconhecimento pelo pré-candidato beneficiário”, ressaltando ainda que as marcações feitas ao perfil de Allyson nos comentários da publicação evidenciavam sua ciência sobre o conteúdo.

O magistrado abriu divergência apenas em relação ao valor da multa. Embora reconhecesse a gravidade da conduta, defendeu que a sanção observasse critérios de proporcionalidade e coerência com precedentes da própria Corte.

Durante a discussão, a juíza Sulamita Pacheco ressaltou que o julgamento também contribui para consolidar a jurisprudência do TRE-RN sobre o conhecimento prévio do beneficiário em casos de propaganda eleitoral nas redes sociais. Para ela, as provas reunidas no processo evidenciaram que Allyson Bezerra tinha ciência da divulgação.

“Nesse caso ficou bem claro que quatro perfis, com marcações em rede, demonstram o conhecimento [do candidato]. A estrutura de determinadas campanhas leva a crer que existem pessoas específicas para estarem atentas a essas marcações”, afirmou.

A magistrada também fez uma reflexão sobre a força das plataformas digitais na disputa eleitoral. “As redes sociais têm um alcance diferente. É mais segmentado, mais estratégico, mais engajado e interativo. O alcance é muito maior em termos de resultados e efeitos”, observou.

A juíza Sulamita Pacheco ainda defendeu que o Tribunal aproveite os primeiros julgamentos da pré-campanha para consolidar entendimentos sobre o tema. “É bem interessante que a gente esteja atento nesse momento ao conhecimento prévio, para que a gente vá construindo e compreendendo em conjunto o que venha a ser esse conhecimento prévio”, afirmou. Para ela, no caso concreto, “eu não tenho dúvida de que houve um conhecimento de fato”, diante da estrutura de divulgação e das marcações direcionadas ao pré-candidato.

O debate sobre a dosimetria da multa também recebeu manifestações de outros integrantes da Corte. O juiz Ricardo Procópio elogiou a condução da discussão e a cautela adotada pelo colegiado na definição da penalidade. “Esse cuidado nunca é demais. Essa circunstância só engrandece a Corte e o debate que aqui se estabelece”, afirmou.

Já o juiz Eduardo Pinheiro anunciou, durante a sessão, que reviu seu entendimento após ouvir os argumentos apresentados pelo juiz Daniel Maia. “Eu acredito que ele me convenceu. Acho que, até por ser a primeira vez e estarmos no início das eleições, vou adequar meu voto para acompanhar o valor de R$ 10 mil”, declarou.

Ao final, o Tribunal confirmou integralmente a procedência da representação, manteve a tutela provisória anteriormente concedida e fixou em R$ 10 mil a multa aplicada a Allyson Bezerra, consolidando um dos primeiros entendimentos da Corte potiguar sobre propaganda eleitoral antecipada no contexto das eleições de 2026.


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MPF FAZ RECOMENDAÇÕES PARA EVITARA INFILTRAÇÃO DE FACÇÕES NO PLEITO 2026

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O Ministério Público Federal (MPF), por meio da Procuradoria Regional Eleitoral no Rio Grande do Norte (PRE/RN), expediu a Recomendação nº 02/2026/GABPRE/PRRN, assinada em 3 de julho de 2026 pelo procurador regional eleitoral Fernando Rocha de Andrade, estabelecendo uma série de medidas para impedir a infiltração de organizações criminosas, milícias e facções no processo eleitoral das eleições de 2026 no Estado. O documento integra o Procedimento Administrativo nº 1.28.000.000965/2026-11 e foi encaminhado aos presidentes dos diretórios estaduais de todos os partidos políticos com atuação no Rio Grande do Norte.

Na recomendação, o Ministério Público Eleitoral afirma que a medida busca proteger a normalidade e a legitimidade das eleições, preservar a soberania popular e reforçar a moralidade das candidaturas diante do avanço da criminalidade organizada sobre estruturas públicas. O documento destaca que compete ao Ministério Público defender o regime democrático, zelar pelo respeito aos direitos assegurados pela Constituição e adotar medidas preventivas para impedir que organizações criminosas utilizem candidaturas como instrumento de captura do Estado.

O documento cita o artigo 14, §9º, da Constituição Federal, que trata da moralidade das candidaturas e da necessidade de análise da vida pregressa dos candidatos, além da Lei Complementar nº 64/1990 (Lei das Inelegibilidades), ressaltando que os partidos possuem responsabilidade na seleção de candidatos compatíveis com a probidade administrativa e a dignidade dos cargos públicos.

Outro ponto de destaque é a utilização de recente precedente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conhecido como “Caso Belford Roxo” (ED-Respe nº 0600242-56.2024.6.19.0154). Segundo a recomendação, o julgamento consolidou o entendimento de que os partidos possuem dever de cuidado sobre seus candidatos e que o envolvimento direto ou indireto com organizações criminosas, quando devidamente comprovado, pode justificar o indeferimento do registro de candidatura por afronta à moralidade eleitoral, mesmo que não exista condenação criminal definitiva.

No documento, o Ministério Público também lembra que os partidos políticos, embora sejam pessoas jurídicas de direito privado, recebem vultosos recursos públicos por meio do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), motivo pelo qual devem observar rigorosamente os princípios da moralidade, eficiência e prestação de contas, não sendo admissível a utilização desses recursos para financiar candidaturas consideradas incompatíveis com a ordem constitucional. A recomendação ainda faz referência ao Ofício Circular nº 30/2026, expedido pelo Grupo de Trabalho de Combate ao Crime Organizado no Âmbito Eleitoral (GT-PGE), que estabeleceu diretrizes nacionais para prevenir a captura de candidaturas por organizações criminosas.

Entre as determinações encaminhadas aos partidos políticos, a Procuradoria Regional Eleitoral recomenda a implantação de Protocolos de Integridade e Vigilância, exigindo que todos os pré-candidatos apresentem certidões criminais de objeto e pé das Justiças Estadual e Federal, preferencialmente antes das convenções partidárias.

Também recomenda a adoção de mecanismos permanentes de governança interna, incluindo a criação de comissões de sindicância ética ou órgãos equivalentes para analisar o histórico social dos pré-candidatos, seus vínculos territoriais, a compatibilidade patrimonial e eventuais indícios de financiamento por fontes ilícitas ou submissão a interesses de organizações criminosas, milícias ou facções.

Outra medida determina que filiados com notório envolvimento com organizações criminosas não participem das convenções partidárias. Caso já tenham sido escolhidos, a recomendação orienta que seus nomes não sejam incluídos no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP) nem no Requerimento de Registro de Candidatura (RRC) apresentado à Justiça Eleitoral.

A Procuradoria fixou prazo de 10 dias úteis para que os diretórios estaduais informem oficialmente quais medidas de segurança, fiscalização e controle já adotam ou pretendem implementar para cumprir a recomendação.

O documento ainda faz um alerta aos dirigentes partidários. Segundo o Ministério Público Federal, o eventual descumprimento das orientações poderá caracterizar dolo dos responsáveis pelas agremiações, servindo como elemento probatório em futuras ações judiciais eleitorais e em processos de impugnação de mandatos eletivos. A recomendação foi publicada em Natal no dia 3 de julho de 2026 e representa uma das mais amplas iniciativas preventivas adotadas pela Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte


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TÉRCIO TINOCO GANHA FORÇA PARA OCUPAR SEGUNDA VAGA AO SENADO COM ZENAIDE

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O vereador de Natal Tércio Tinoco (União Brasil) desponta como o principal cotado para ocupar a segunda vaga ao Senado na chapa da Federação União Progressista, encabeçada pelo ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil). Embora a indicação ainda não tenha sido oficializada, o nome do parlamentar ganhou força nas últimas semanas e, segundo apuração do Diário do RN, as conversas estão em estágio avançado, com expectativa de definição para a próxima semana.

Nos bastidores, aliados já tratam a escolha como praticamente consolidada. Publicamente, porém, Tércio mantém cautela e evita confirmar a pré-candidatura. A possível composição amplia a presença do União Brasil na chapa majoritária e busca agregar um nome com forte identificação na pauta da inclusão e dos direitos das pessoas com deficiência.

Antes de Tércio, outro nome que chegou a ser cogitado para a vaga foi o do vereador de Natal Robson Carvalho, que também integra o União Brasil. As especulações, no entanto, foram encerradas pelo próprio parlamentar, que utilizou as redes sociais na semana passada para reafirmar seu projeto de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa, descartando qualquer movimentação rumo ao Senado.

A possível escolha de Tércio, contudo, traz à tona uma questão que havia sido dada como encerrada dentro da própria Federação. Meses atrás, o ex-prefeito de Natal Carlos Eduardo Alves, também filiado ao União Brasil, deixou de disputar o Senado após ser informado de que o partido não disponibilizaria recursos para uma candidatura majoritária dentro do grupo de Allyson e Agripino Maia, que já conta com a pré-candidatura à reeleição da senadora Zenaide Maia (PSD). Em ocasiões anteriores, a senadora chegou a apresentar resistência quanto à composição com outro nome ao Senado.

Agora, a movimentação em torno de Tércio levanta inevitavelmente uma pergunta nos bastidores: o que mudou no cenário político para que a Federação volte a discutir o preenchimento da segunda vaga? A resposta ainda não foi apresentada oficialmente, mas a retomada das negociações indica que a estratégia eleitoral do grupo sofreu ajustes às vésperas convenção partidária, prevista para o próximo dia 26 de julho.

A indefinição também ocorre em um momento de reorganização da chapa comandada por Allyson Bezerra. Nas últimas semanas, o grupo trabalhou para reduzir desgastes internos entre os alguns integrantes e consolidar as nominatas proporcionais.

Trajetória voltada à inclusão
Aos 36 anos, Tércio Tinoco cumpre seu segundo mandato na Câmara Municipal de Natal e tornou-se o primeiro vereador cadeirante da história da capital. Formado em Administração, construiu sua atuação política em defesa da acessibilidade e dos direitos das pessoas com deficiência. Entre suas principais iniciativas está o projeto Tampinha da Inclusão, transformado em lei municipal em 2023, além de dezenas de propostas voltadas à inclusão.

A trajetória de Tércio mudou aos 18 anos, quando sofreu um acidente em uma piscina e ficou tetraplégico. Após meses de internação e reabilitação, tornou-se paratleta e, em 2016, assumiu a presidência da Sociedade Amigos do Deficiente Físico do Rio Grande do Norte (SADEF), onde permaneceu por mais de cinco anos. À frente da entidade, ajudou a consolidar o trabalho da instituição, reconhecido nacionalmente com o Prêmio Brasil Mais Inclusão, da Câmara dos Deputados.

Também idealizou o projeto Natal Praia Inclusiva, referência em banho de mar assistido e atividades de lazer para pessoas com deficiência em Ponta Negra. Durante sua atuação pública, liderou o movimento pela derrubada do veto à isenção do IPVA para pessoas com deficiência no Rio Grande do Norte e se tornou o primeiro tetraplégico do estado a renovar a Carteira Nacional de Habilitação e dirigir um veículo adaptado.


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AS MUITAS LIGAÇÕES DO AUTOR DE PERFIL INVESTIGADO NO TRE COM ALLYSON BEZERRA

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A entrevista concedida por João Carlos Medeiros ao Diário do RN acrescenta novos elementos à investigação em curso no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) sobre o perfil @rncomallyson, apontado em decisão judicial como uma página utilizada para divulgar conteúdos favoráveis à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado e críticas a adversários políticos, em ação que a Justiça já reconheceu como propaganda eleitoral antecipada.

Apontado como administrador do perfil, João Carlos afirmou ao jornal que criou e conduzia a página por iniciativa própria e negou que Allyson Bezerra, que se licenciou da Prefeitura de Mossoró em abril para disputar o Governo do Estado, tivesse conhecimento da existência do perfil.

“Eu fiz esse perfil por conta própria para produzir minhas próprias postagens e defender aquilo em que acredito. Ele não sabe. Eu não sou remunerado. As produções são feitas por mim mesmo”, declarou.

A declaração de que Allyson desconhecia o perfil ocorre enquanto João Carlos mantém ligação direta com pessoas próximas ao ex-prefeito. Sua noiva, Valéria Persali, foi braço direito do ex-prefeito, assumindo cargo do primeiro escalão, comandando a Secretaria de Comunicação, e continua ocupando cargo de confiança na Prefeitura de Mossoró

A afirmação de atuação independente ocorre em meio a uma série de vínculos políticos e pessoais de João Carlos com o grupo de Allyson Bezerra. O administrador do perfil @rncomallyson assumiu a vice-presidência do União Brasil Jovem no RN em maio desse ano, ocupa cargo comissionado na Câmara Municipal de Mossoró desde 2021 e afirma ser apoiador de Allyson desde a época em que o atual pré-candidato ao Governo do Estado exercia mandato de deputado estadual.

Desde 29 de janeiro de 2025, Valéria ocupa o cargo comissionado de Assessora Institucional (CC-3), lotada no Gabinete do Prefeito de Mossoró. Conforme dados do Portal da Transparência, recebe remuneração bruta mensal de R$ 8.650,00, sendo R$ 3.460,00 referentes aos vencimentos e R$ 5.190,00 de representação.

A proximidade política também aparece na própria trajetória declarada por João Carlos. Embora negue qualquer orientação ou participação de Allyson nas publicações, ele admite que criou o perfil para defender ideias nas quais acredita e reconhece ser apoiador histórico do ex-prefeito.

A investigação teve origem em representação apresentada pelo Partido Liberal (PL), que acusa o perfil @rncomallyson de promover propaganda eleitoral antecipada em favor de Allyson Bezerra e divulgar conteúdos considerados negativos contra adversários políticos, especialmente o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias.

A identificação de João Carlos como possível administrador da página ocorreu após informações encaminhadas pela Metta ao TRE-RN. Após ter o nome relacionado à investigação, ele voltou a publicar conteúdos no perfil.

O processo segue em tramitação na Justiça Eleitoral e ainda não há decisão de mérito sobre as acusações. João Carlos afirma que aguarda eventual intimação para apresentar sua defesa.


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INSTITUTO DATAVERO DIVULGA PESQUISA COM NOVOS RECORTES ELEITORAIS DO RN

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O cenário eleitoral do Rio Grande do Norte ganhará um novo retrato na próxima semana, quando o Instituto DataVero divulgará, através do Diário do RN, um levantamento de intenção de voto para as eleições de 2026. A pesquisa começa a ser realizada nesta quinta-feira (10) e segue até o sábado (12), ouvindo 1.500 eleitores distribuídos em 50 municípios potiguares. O estudo trará cenários para os cargos de governador, senador, presidente da República, deputado federal e deputado estadual.

Além dos tradicionais modelos espontâneo e estimulado, o levantamento apresentará um diferencial ao medir o peso político das principais lideranças nacionais e estaduais sobre os pré-candidatos ao Governo do Estado. A proposta é avaliar se os apoios anunciados ou projetados influenciam a decisão do eleitor potiguar.

No caso do pré-candidato Allyson Bezerra (União Brasil), os entrevistados responderão se votariam ou não nele em razão dos apoios dos ex-senadores José Agripino Maia (União Brasil) e Garibaldi Alves Filho (MDB) e o ex-governador Robinson Faria (PP).

Já para o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (PL), a pesquisa medirá a influência política do senador Rogério Marinho (PL), do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil).

No bloco governista, o levantamento avaliará o impacto eleitoral dos apoios da governadora Fátima Bezerra (PT) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao pré-candidato Cadu Xavier (PT).

A pesquisa será a primeira realizada pelo Instituto DataVero após a visita de Lula ao Rio Grande do Norte, no início de julho. Durante agenda em Luís Gomes, o presidente inaugurou o Túnel Major Sales, no Ramal do Apodi, gravou vídeo ao lado de Cadu Xavier e da pré-candidata ao Senado, Samanda Alves (PT), além de protagonizar um episódio que ganhou repercussão nacional ao afirmar, durante o evento institucional, que “não conhecia” o pré-candidato petista, gesto interpretado por aliados como uma estratégia para evitar questionamentos relacionados à legislação eleitoral. Desde então, integrantes da campanha governista sustentam que a passagem do presidente ampliou a exposição de Cadu Xavier e fortaleceu sua presença junto ao eleitorado.

Credibilidade e confiabilidade
Com quatro anos de atuação no mercado, o DataVero consolidou espaço entre os institutos que acompanham o cenário político potiguar. A empresa ganhou destaque nas eleições municipais de 2024 ao realizar dezenas de pesquisas pelo estado e registrar um dos levantamentos mais próximos do resultado oficial no segundo turno da disputa pela Prefeitura de Natal.

Na última pesquisa divulgada antes da votação, o instituto apontou Paulinho Freire (União Brasil) com 56,56% dos votos válidos, contra 43,44% de Natália Bonavides (PT). O resultado das urnas confirmou a vitória de Paulinho com 55,34%, enquanto Natália obteve 44,66%, diferença inferior a um ponto percentual em relação ao levantamento.

A expectativa agora é verificar se o novo estudo confirmará mudanças no cenário eleitoral potiguar após o início mais intenso das articulações políticas e da consolidação das chapas para a disputa de outubro de 2026. O levantamento também deverá oferecer novos indicativos sobre o peso das alianças políticas na formação da preferência do eleitor, aspecto que passa a ganhar protagonismo à medida que a campanha se aproxima oficialmente.


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RAIMUNDO ALVES VÊ AVANÇO DE CADU E PROJETA NOVA FASE DA PRÉ-CAMPANHA

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Recém-empossado como coordenador da campanha majoritária da Federação Brasil da Esperança no Rio Grande do Norte, Raimundo Alves concedeu ao Diário do RN sua primeira entrevista na nova função. Após deixar o Gabinete Civil do Governo do Estado, ele afirmou que a campanha de Cadu Xavier (PT) entra em um novo momento e avaliou o crescimento do pré-candidato, a composição da chapa e os reflexos da recente visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao estado.

Raimundo, que já coordenou outras campanhas eleitorais, afirma que aceitou a nova missão por entender que o projeto governista entrava em uma etapa decisiva. “A campanha estava precisando desse novo momento. Já coordenei algumas campanhas, fui convocado para essa tarefa e cá estou”, resumiu.

Sobre a evolução da candidatura de Cadu Xavier, o coordenador afirmou que o desempenho observado nas últimas semanas confirma uma expectativa construída desde a escolha do nome pelo PT.

“Quando o partido escolheu Cadu como candidato, a gente já enxergava nele esse perfil e essa capacidade. Ele tem uma facilidade muito grande de conquistar as pessoas. O primeiro teste foi com a militância do PT, que não é fácil, mas ele conquistou rapidamente a militância do PT, do PV e amplia muito para além do próprio partido”, afirmou.

Segundo Raimundo, o perfil do pré-candidato também representa uma renovação interna do campo governista. “É um nome novo, um perfil novo. Isso faz parte de uma renovação geracional que o partido já vem fazendo há alguns anos, e Cadu se adequa perfeitamente a esse perfil”, avaliou.

Ao comentar o apoio das principais lideranças municipais do estado, tema que vem sendo acompanhado de perto pelos bastidores políticos, Raimundo relativizou o peso dos números e disse que o principal ativo da campanha está na receptividade popular.

“Esse cenário é muito disputado, muitas vezes mais por uma questão simbólica do que eleitoral. Eu acho muito importante e não minimizo o apoio dos prefeitos, mas o principal é que Cadu está conquistando os corações e a mente das pessoas”, destacou.

Vice permanece em aberto
Outro ponto ainda indefinido é a composição da chapa majoritária. Raimundo confirmou que a escolha do candidato a vice permanece em aberto e deverá ser discutida com os partidos aliados antes da convenção.

“Ainda não definimos essa questão. Vamos fazer essa discussão com os partidos coligados e acredito que antes da convenção teremos uma solução”, afirmou.

A preferência do grupo continua sendo por uma mulher na vaga, embora o cenário tenha mudado nas últimas semanas. Nomes antes cotados passaram a concentrar esforços nas chapas proporcionais.

“Essa continua sendo a nossa pretensão, porque entendemos que seria o ideal. Mas os nomes que surgiram foram se organizando nas disputas proporcionais. Hoje não existe esse nome definido, embora não esteja descartado deslocar alguma dessas mulheres para a vice”, explicou.

Alianças com partidos aliados
As articulações com os partidos aliados também continuam em andamento. Sobre o PSOL, Raimundo afirmou que as conversas existem, mas ressaltou que o partido tem uma dinâmica própria de construção política.

“Até agora entendo que é muito mais uma conversa mesmo. O PSOL tem uma particularidade, uma forma de fazer política, e acho legítimo que, de repente, queira manter suas candidaturas”, afirmou.

Já em relação ao PSDB, Raimundo afirmou que a definição da legenda ainda depende de uma conversa interna e lembrou que o presidente estadual da sigla, Ezequiel Ferreira, já chegou adiar a reunião para tratar do tema.

“O presidente Ezequiel adiou algumas vezes essa reunião que já era para ter acontecido. Como o PSDB participa hoje do governo, acho que primeiro eles devem ter uma conversa enquanto governo para depois discutir a questão eleitoral. Não tenho noção de quando isso será definido”, afirmou.

Efeito pós-Lula
Raimundo também atribuiu à passagem de Lula pelo Rio Grande do Norte um impulso importante para a campanha governista. Segundo ele, o crescimento da presença digital de Cadu foi imediato.

“Foi muito forte o crescimento de Cadu nessas duas últimas semanas. Hoje o que temos para medir são as redes sociais, e o crescimento foi totalmente fora da curva. Acredito que isso deverá aparecer nas próximas pesquisas”, avaliou.

Na avaliação do coordenador, o efeito positivo também alcançou os demais integrantes da chapa majoritária e as candidaturas proporcionais.

“Com certeza refletiu em toda a majoritária. A militância está muito empolgada. Partido de militância é diferente de partido de estrutura. Quando ela se apaixona pelo projeto, vai para a frente”, concluiu.


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PRESIDENTE DO UNIÃO BRASIL JOVEM ADMINISTRA PERFIL INVESTIGADO NO TRE

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) avançou na investigação sobre o perfil “@rncomallyson”, denunciado na Representação nº 0600209-45.2026.6.20.0000, proposta pelo Partido Liberal (PL/RN). A ação, relatada pela juíza Sulamita Pacheco, tem como representados o responsável pela administração da página e o ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Leandro Bezerra Silva, por suposta propaganda eleitoral antecipada e irregular nas redes sociais.

Segundo a representação, o perfil era utilizado para divulgar conteúdo favorável a Allyson Bezerra e atacar adversários políticos, entre eles o ex-prefeito de Natal e também pré-candidato ao Governo do Estado, Álvaro Dias. Diante das publicações, o PL pediu à Justiça Eleitoral a identificação dos responsáveis pela página e a adoção das medidas cabíveis.

A apuração ganhou um novo capítulo após o próprio responsável pelo perfil admitir, em entrevista exclusiva ao Diário do RN, que criou e administra a página.

Em despacho recente, a relatora revelou que a Meta informou à Justiça Eleitoral que o perfil “@rncomallyson” estava cadastrado com o e-mail “joaocarlosmedeirosfrtf@gmail.com” e o telefone (84) 99816-5793. Diante dessas informações, determinou a expedição de ofícios ao Google Brasil para identificar o titular do endereço eletrônico, à Telefônica Brasil (Vivo) para fornecer os dados cadastrais da linha telefônica e à própria Meta para apresentar os registros de acesso do perfil referentes aos últimos três meses.

As diligências já começaram a ser cumpridas. O TRE expediu o Mandado de Intimação nº 29/2026-SPE, determinando que a Vivo encaminhe, no prazo de três dias, o nome completo, CPF e endereço do titular da linha telefônica utilizada no cadastro da página investigada.

Após tomar conhecimento do despacho, o Diário do RN entrou em contato com João Carlos Medeiros, vice-presidente estadual do União Brasil Jovem. Durante a entrevista, ele confirmou ser o titular do e-mail e do telefone informados pela Meta e admitiu que criou e administra o perfil.

“Eu fiz esse perfil por conta própria, para produzir minhas próprias postagens e defender aquilo em que acredito. Sou admirador e apoiador de Allyson desde a época em que ele era deputado estadual. Não sou remunerado e todas as produções são feitas por mim”, afirmou.

Questionado se era o presidente do União Brasil Jovem em Mossoró, João Carlos negou e disse que ocupava somente a posição de vice-presidente do partido jovem no Estado. Porém, a própria página do partido em Mossoró postou a posse dele como presidente.

João Carlos também afirmou que ocupa um cargo comissionado na Câmara Municipal de Mossoró desde 2021 e informou que ainda não foi intimado pela Justiça Eleitoral. “Fiquei sabendo desse processo pela imprensa e estou aguardando ser intimado para poder me defender”, disse, acrescentando que também não recebeu qualquer intimação da Polícia Federal.

Embora a entrevista esclareça quem afirma ter criado e administrado a página, a investigação da Justiça Eleitoral permanece em andamento. O despacho da relatora busca confirmar oficialmente, por meio das respostas do Google, da Vivo e dos registros de acesso da Meta, a titularidade dos cadastros e os acessos realizados ao perfil. Esses elementos técnicos poderão integrar o conjunto probatório da representação que apura eventual propaganda eleitoral irregular em favor de Allyson Bezerra.

O avanço das diligências representa uma nova fase da investigação, agora baseada em provas técnicas requisitadas diretamente às plataformas digitais e à operadora de telefonia. A confirmação pública da autoria da página por João Carlos Medeiros acrescenta um novo elemento ao caso, mas a apuração judicial prossegue para verificar, com base nas informações técnicas requisitadas às empresas, todos os aspectos relacionados à administração do perfil investigado e aos fatos narrados na representação proposta pelo Partido Liberal.


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TRE AFIRMA QUE NATÁLIA BONAVIDES MENTIU CONTRA STYVENSON VALENTIM

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) determinou a retirada, em até 24 horas, de quatro publicações no Instagram e de um vídeo no YouTube divulgados pela deputada federal e pré-candidata à reeleição Natália Bonavides (PT). A decisão liminar foi proferida pela juíza Sulamita Pacheco no último dia 6 de julho, no âmbito da Representação Eleitoral nº 0600222-44.2026.6.20.0000, em ação movida pelo Podemos contra a parlamentar após representação envolvendo o senador Styvenson Valentim (Podemos).

Logo na análise inicial, a magistrada concluiu que as publicações “ultrapassaram a mera crítica política, passando a veicular conteúdo claramente desinformativo e descontextualizado, denotando-se a intenção de ofender a honra e a imagem de pré-candidato adversário”, fundamento que embasou a concessão da liminar para retirada do conteúdo.

Na decisão, Sulamita Pacheco entendeu que as publicações divulgam informações descontextualizadas e inverídicas sobre a PEC nº 12/2026. Styvenson acusa Natália de associar sua assinatura na proposta à retirada de direitos trabalhistas com o objetivo de desgastar sua imagem durante o período de pré-campanha eleitoral.

Ao analisar o pedido liminar, a juíza concluiu que as publicações apresentam indícios de propaganda eleitoral antecipada negativa e de divulgação de desinformação.

Em um dos casos, a magistrada destacou que ficou comprovado o impulsionamento pago de uma publicação no Instagram, prática vedada pela legislação eleitoral quando utilizada para conteúdos negativos direcionados a adversários.

Segundo a decisão, “a publicação realizada no Instagram da representada (…) foi objeto de impulsionamento pago, contrariando a legislação eleitoral que não permite o impulsionamento desse tipo de conteúdo”, registrou a juíza ao reconhecer a irregularidade da divulgação patrocinada.

A magistrada também ressaltou que a liberdade de expressão é garantida durante o debate eleitoral, mas encontra limites quando há divulgação de informações falsas ou gravemente descontextualizadas.

“O debate político é livre e deve ser protegido, admitindo-se críticas duras e ácidas entre possíveis concorrentes. Contudo, a liberdade de expressão encontra limite claro na proibição de divulgação de conteúdos sabidamente falsos ou gravemente descontextualizados, capazes de induzir o eleitor em erro”, destacou Sulamita Pacheco.

Ao confrontar as publicações com o texto da PEC nº 12/2026, a relatora afirmou que as alegações feitas por Natália Bonavides não encontram respaldo no conteúdo da proposta.

“O confronto direto entre as publicações impugnadas e o teor literal da PEC nº 12/2026 evidencia que a proposta não extingue o repouso semanal remunerado (não criando uma ‘escala 7×0’) e expressamente resguarda a jornada máxima de 44 horas semanais”, registrou.

Em outro trecho, a juíza afirmou que “as postagens inquinadas carregam uma conotação negativa, baseada em premissas factualmente falsas e dolosamente utilizadas com o intuito de ferir a imagem e a reputação do pré-candidato Styvenson”, reforçando a necessidade de retirada imediata do conteúdo.

Ao fundamentar a concessão da liminar, Sulamita Pacheco considerou presentes tanto a probabilidade do direito quanto o risco de dano decorrente da permanência das publicações no ar.

Na decisão, a magistrada reconheceu “a existência da fumaça do bom direito (…) os quais propagam um conteúdo descontextualizado e desinformativo acerca da defesa de determinado projeto de emenda constitucional, com potencialidade de atingir a honra e a imagem de candidato adversário”.

Sobre o perigo da demora, acrescentou que “esse tipo de conteúdo desinformativo e ofensivo, quando propagado por meio de redes sociais de figuras públicas com elevado número de seguidores, possui grande poder de alcance e disseminação (…) sendo necessária a rápida atuação da Justiça Eleitoral”, justificando a remoção imediata das publicações.

Além da retirada dos conteúdos, a decisão determina a preservação dos registros, metadados, métricas de alcance, comentários, visualizações e informações sobre eventual impulsionamento das publicações.

A Meta também deverá informar se houve impulsionamento das demais postagens questionadas. Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil.

O Diário do RN procurou a deputada federal Natália Bonavides para comentar a decisão, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.


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“MICHELLE PASSOU ANOS DEFENDENDO UM MODELO DE MULHER SUBMISSA”

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A saída de Michelle Bolsonaro da presidência nacional do PL Mulher, anunciada na última semana em meio ao desgaste com o senador Flávio Bolsonaro e às articulações sobre seu futuro político, repercutiu em análise da jornalista Juliana Celli nas redes sociais. No vídeo, ela afirma que a ex-primeira-dama passou a ser alvo de críticas dentro do próprio grupo político que ajudou a fortalecer e classifica o episódio como violência política de gênero. Michelle é cotada para disputar o Senado pelo Distrito Federal e enfrenta pressões internas durante a pré-campanha presidencial do enteado.

Segundo Celli, Michelle construiu sua atuação pública defendendo um modelo de mulher baseado em valores religiosos e na valorização da submissão feminina. Ao mesmo tempo, lembrou que, na condição de presidente do PL Mulher, percorreu o país incentivando a filiação de mulheres ao partido e estimulando candidaturas femininas.

“Michelle Bolsonaro passou anos defendendo um modelo de mulher submissa, usando discursos religiosos e versículos bíblicos para exaltar que esse seria o papel feminino. Como presidente do PL Mulher, percorreu o Brasil, criou diretórios, incentivou mulheres a se filiarem ao partido e também a disputar eleições”, afirmou.

Na avaliação da jornalista, o cenário mudou quando os interesses políticos de Michelle passaram a divergir dos de parte da própria família Bolsonaro. Segundo ela, a ex-primeira-dama passou a ser alvo de críticas e ataques vindos do mesmo ambiente político que ajudou a fortalecer.

“Existe uma ironia difícil de ignorar. No momento em que seus interesses passaram a entrar em conflito com os de parte da própria família Bolsonaro, Michelle passou a receber ataques do mesmo ambiente político que a ajudou a fortalecer”, declarou.

A análise cita ainda episódios de ataques direcionados à honra e à vida pessoal de Michelle, além de mencionar que pessoas que manifestaram apoio à ex-primeira-dama também passaram a ser alvo de rumores. Para Celli, esse tipo de comportamento caracteriza violência política de gênero. “Isso tem nome. Violência política de gênero”, afirmou.

Ao longo do vídeo, a jornalista também argumenta que a posição alcançada por Michelle na política só foi possível graças a direitos conquistados historicamente pelas mulheres brasileiras. Segundo ela, o fato de a ex-primeira-dama poder votar, ocupar cargos de direção partidária e incentivar candidaturas femininas decorre de avanços construídos ao longo de décadas.

“O paradoxo é esse. Ela alcançou espaços que existem graças às conquistas das mulheres feministas.

Mas dedicou boa parte de sua trajetória política a criticar o feminismo e a defender um modelo em que as mulheres ocupam papel secundário”, disse.

Na parte final da publicação, Celli afirma que o momento vivido por Michelle representa um teste sobre sua autonomia política e levanta questionamentos sobre qual caminho será seguido pela ex-primeira-dama diante das disputas internas no campo conservador.

“Resta saber qual será a sua escolha. Enfrentará esse sistema? Defenderá sua autonomia política e seguirá o seu próprio caminho? Ou aceitará que sua candidatura seja colocada em segundo plano para atender aos interesses dos homens da família?”, questionou.

A jornalista encerra a análise ampliando a reflexão para além do caso de Michelle Bolsonaro. Segundo ela, os direitos hoje exercidos pelas mulheres são resultado de uma construção histórica e devem ser preservados independentemente das divergências ideológicas.

“Não espere descobrir da forma mais dolorosa o valor da igualdade. Direitos existem justamente para que nenhuma mulher seja descartada quando deixa de servir aos interesses de alguém. Apesar disso, nós feministas continuaremos lutando pelos seus e nossos direitos. E até o de Michelle”, concluiu.


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