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MDB DO RN ANUNCIA APOIO A BOLSONARO APÓS PROMETER APOIO À REELEIÇÃO DE LULA

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A divisão nacional do MDB na disputa presidencial ficou mais clara nesta terça-feira (13). Ao todo, 17 diretórios estaduais e o Distrito Federal declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL), enquanto dez diretórios das regiões Norte e Nordeste anunciaram apoio à reeleição de Lula (PT). O Rio Grande do Norte está entre os diretórios alinhados ao candidato do PL, em uma posição que contrasta com o compromisso anunciado por Walter Alves em janeiro.

Na ocasião, o presidente estadual do MDB afirmou que a legenda potiguar apoiaria a reeleição de Lula. A declaração foi divulgada em nota no dia 19 de janeiro, quando Walter anunciou que não assumiria o Governo do Estado e que disputaria uma vaga de deputado estadual.

“Ainda sobre as Eleições 2026, ratifiquei o posicionamento já alinhado com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, de apoiar a reeleição do presidente Lula (PT)”, declarou Walter.

O compromisso foi anunciado no mesmo documento em que Walter comunicou o rompimento político com a governadora Fátima Bezerra e informou que o MDB potiguar caminharia, na disputa estadual, com a Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, e com o PSD. Naquele momento, ele separava a aliança estadual do apoio à candidatura de Lula.
Henrique cobra coerência

Diante da ausência de uma manifestação pública da direção potiguar em favor de Lula, Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Câmara dos Deputados e uma das figuras históricas do MDB, cobrou um posicionamento nesta terça-feira (13), em publicação na rede social X, antigo Twitter.

“Já que o MDB não se manifestou publicamente assumo responsabilidade em nome dos meus 52 anos de Partido. O MDB sempre apoiou Lula e até indicou o vice de Fátima a pedido dele! Pres.

Baleia, pela coerência, história e democracia, MDB do RN de novo com Lula! Atenção MDB de todo Estado!”, escreveu.

A cobrança ocorreu no mesmo dia em que Amazonas, Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraíba e Rondônia assinaram uma manifestação conjunta em defesa da reeleição do presidente.

O MDB do Rio Grande do Norte não aparece entre os signatários do documento e agora está alinhado ao movimento favorável a Flávio Bolsonaro. A posição, no entanto, contrasta com o compromisso anunciado por Walter no início do ano e evidencia a divergência dentro da própria legenda, explicitada pela manifestação de Henrique em defesa de Lula.

O Diário do RN procurou Walter Alves para esclarecer a mudança de posicionamento, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.


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MINEIRO CONTESTA NEUTRALIDADE DO PL E DIZ QUE BOLSONARISMO APOIA ALLYSON

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O deputado federal Fernando Mineiro (PT) classificou como uma estratégia eleitoral o discurso de neutralidade institucional anunciado pelo senador Rogério Marinho (PL) para o segundo turno da eleição para o Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Diário do RN, Mineiro afirmou que, apesar da posição oficial do partido, o bolsonarismo potiguar já está claramente alinhado à candidatura de Allyson Bezerra (União Brasil).

Para o petista, a neutralidade anunciada pelo PL não representa uma ausência de posicionamento, mas uma tentativa de preservar o eleitorado que votou em Allyson no primeiro turno e que agora poderia migrar para Cadu de Lula.

“O bolsonarismo no estado está apoiando Allyson. Basta ver as declarações e ações de suas lideranças no estado e nos municípios. O discurso de neutralidade foi combinado para tentar estancar a migração de votos para Cadu do eleitor lulista que votou em Allyson no primeiro turno”, afirmou.

Mineiro também apontou a movimentação de parlamentares do PL em favor do candidato do União Brasil, apesar da decisão formal da legenda.

“No melhor estilo bolsonarista, parlamentares do PL declararam apoio e fazem campanha para Allyson. Mais do que fizeram para Álvaro”, disparou.

Na avaliação do deputado, a aproximação entre o bolsonarismo e Allyson não seria um movimento novo, mas algo que teria sido disfarçado durante a primeira etapa da disputa para ampliar o alcance eleitoral do candidato.

“E tem coerência neste posicionamento deles. Allyson é o candidato do bolsonarismo no estado.

No primeiro turno ele conseguiu esconder isso para ganhar votos do lulismo. Mas agora, com duas candidaturas ao governo, a tática de ‘comer dos dois lados’ fica evidente”, afirmou.

Mineiro sustenta que a nova configuração da disputa expõe uma divisão que, segundo ele, estava menos evidente no primeiro turno: de um lado, o eleitorado bolsonarista; de outro, o eleitor identificado com Lula que havia escolhido Allyson.

“O eleitor lulista que votou com Allyson no primeiro turno está migrando para Cadu, que é o candidato do Lula”, declarou.

PL mantém neutralidade institucional
O posicionamento de Mineiro ocorre após Rogério Marinho anunciar, na última sexta-feira (9), que o PL adotará neutralidade institucional na eleição estadual. A legenda não fará uma declaração formal de apoio a Allyson, mas deixou seus filiados e lideranças livres para escolherem individualmente o candidato.

Na prática, a decisão abriu espaço para que parlamentares e lideranças do PL se manifestem em favor de Allyson. O ex-candidato Álvaro Dias confirmou que seguirá a orientação de neutralidade, enquanto integrantes do grupo político já sinalizam apoio ao candidato do União Brasil.

O impasse para um apoio oficial do PL a Allyson esteve relacionado à eleição presidencial.

Segundo Marinho, o candidato do União Brasil procurou o partido, mas informou que não poderia assumir compromisso público com a candidatura de Flávio Bolsonaro.

A neutralidade, contudo, tem um limite explícito em relação ao PT. Rogério Marinho descartou apoio a Cadu e explicou que o PL também não irá formalizar apoio a Allyson: “E, claro, não iremos votar no PT, mas como partido não iremos endossar a sua candidatura, já que ele não vai endossar a candidatura do Flávio Bolsonaro”, declarou.

Com isso, o PL manteve a prioridade na campanha presidencial e liberou seus integrantes para decidir individualmente sobre a disputa estadual. Assim, lideranças e parlamentares da legenda podem apoiar Allyson, enquanto a direção partidária não formaliza a adesão

Disputa começa praticamente empatada
A nova configuração do segundo turno parte de uma diferença mínima entre os dois candidatos.

Allyson terminou a primeira etapa com 36,75% dos votos válidos, enquanto Cadu alcançou 36,28%, uma distância de apenas 0,47 ponto percentual.

Álvaro Dias ficou em terceiro, com 26,71%. Com isso, o seu grupo passou a ser alvo da disputa por apoios. O PL, porém, optou pela neutralidade institucional, concentrando sua atuação oficial na campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.


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PAULINHO REÚNE MAIORIA DA CÂMARA DE NATAL E DECLARA APOIO A ALLYSON

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O prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), declarou nesta terça-feira (13) apoio a Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado e reuniu 23 vereadores da capital e dois suplentes em torno da decisão. O movimento representa a adesão de uma parcela expressiva da Câmara Municipal e coloca no palanque de Allyson uma das principais bases políticas de Natal.

A decisão foi tomada após conversas de Paulinho com sua base. O prefeito afirmou que o grupo avaliou a necessidade de escolher um candidato com compromisso com a capital.

“Conversando com a nossa base aliada, todos os vereadores concordaram que o nosso caminho seria Allyson, porque ele tem compromisso com a nossa cidade. A gente precisa de um governador que seja parceiro da capital, e Allyson se comprometeu com isso”, declarou.

Paulinho também explicou a mudança em relação ao primeiro turno. Apesar de ser filiado ao União Brasil, ele havia apoiado Álvaro Dias (PL), seu antecessor na Prefeitura de Natal, que terminou a primeira etapa em terceiro lugar.

“Eu sou do União Brasil, vale salientar isso. Apenas fui apoiado por Álvaro Dias e cumpri o meu papel dando o apoio a ele no primeiro turno. Gostaria muito que ele tivesse ido para o segundo turno, não foi. Então, o caminho natural era apoiar Allyson Bezerra, até porque ele tem propostas para Natal”, afirmou.

No primeiro turno, Álvaro foi o mais votado em Natal, com 39,69% dos votos válidos. Cadu de Lula (PT) ficou em segundo, com 35,43%, enquanto Allyson obteve 24,49%. A adesão de Paulinho e dos vereadores ocorre, portanto, em um cenário no qual o candidato do União Brasil busca ampliar sua presença eleitoral na capital.

Vereadores acompanham decisão
Entre os vereadores que anunciaram apoio estão Aldo Clemente (PSDB), Anne Lagartixa (PL), Camila Araújo (PL), Cláudio Custódio (PP), Cleiton da Policlínica (PSDB), Daniell Rendall (Republicanos), Daniel Santiago (PP), Eribaldo Medeiros (Rede), Eriko Jácome (PSDB), Fúlvio Saulo (Solidariedade), Herberth Sena (PV), Irapoã Nóbrega (Republicanos), João Batista Torres (DC), Kleber Fernandes (Republicanos), Léo Souza (PSDB), Luciano Nascimento (PSD), Nina Souza (PL), Pedro Henrique (PP), Preto Aquino (Podemos), Robson Carvalho (União Brasil), Subtenente Eliabe (PL), Tércio Tinôco (União Brasil) e Tony Henrique (PL).

Também declararam apoio os suplentes Felipe Alves (União Brasil) e Leila Maia (União Brasil).

O grupo reúne parlamentares que permanecerão na Câmara e outros que deixarão o Legislativo municipal após a eleição, como Camila Araújo e Robson Carvalho, eleitos para a Assembleia Legislativa, e Nina Souza, eleita deputada federal.

Ezequiel ainda não define posição
A movimentação de Paulinho ocorre enquanto outra liderança que esteve no palanque de Álvaro no primeiro turno ainda não definiu sua posição. O presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), reeleito para o sétimo mandato, mantém conversas com lideranças de sua base antes de anunciar apoio no segundo turno.

Ezequiel apoiou Álvaro na primeira etapa, mas preservou durante a campanha a relação institucional com a governadora Fátima Bezerra (PT). Na ocasião, fez questão de diferenciar a divergência política da relação administrativa, mantendo aliados em espaços do Governo do Estado.

Agora, segundo apuração do Diário do RN, Ezequiel vem dialogando com lideranças dos 72 municípios onde recebeu votos antes de definir o próximo passo. Aliados apontam uma tendência de aproximação com Cadu de Lula, mas o presidente da Assembleia ainda não oficializou seu posicionamento.

A definição de Ezequiel será acompanhada pela base política do deputado, especialmente no interior, onde mantém uma rede de alianças construída ao longo de sucessivos mandatos.


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ODETE LOPES, SUPLENTE DE ZENAIDE: “NÓS ESPERÁVAMOS MAIS DE MOSSORÓ”

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A derrota de Zenaide Maia (PSD) na disputa pelo Senado não deve alterar seu posicionamento no segundo turno. Segundo Odete Lopes (União Brasil), ex-vereadora de Macau e segunda suplente da senadora, Zenaide deve permanecer no palanque de Allyson Bezerra (União Brasil), mantendo a aliança formada no primeiro turno.

Em entrevista ao Diário do RN, Odete afirmou que conversou com Zenaide na segunda-feira, após a eleição, e percebeu entusiasmo para continuar na campanha de Allyson.

“Conversei com ela na segunda-feira. Notei nela o entusiasmo de estar na campanha de Allyson.

Ela disse: ‘Vamos para a luta, vamos lutar’”, afirmou.

Zenaide terminou o primeiro turno em quarto lugar em Mossoró, com 41.437 votos, ou 16,12%.

Allyson, no mesmo município, recebeu 82.286 votos, equivalentes a 56,15%. A diferença entre os dois passou de 40 mil votos.

O desempenho da senadora na cidade ganhou ainda mais peso porque, no resultado estadual, ela ficou a menos de seis mil votos de Samanda de Lula (PT), que conquistou a segunda vaga ao Senado. Para Odete, porém, a votação em Mossoró não pode ser atribuída à falta de empenho de Allyson ou do grupo político do ex-prefeito.

“Realmente, nós esperávamos mais de Mossoró. Mas entendemos também que Allyson tinha a campanha dele. Eu acredito que, se tivesse casado mais os votos, o resultado poderia ter sido diferente, porque realmente foi muito pouco. E não foi só Mossoró. Eu também acho que Natal, Pau dos Ferros, algumas outras cidades nos decepcionaram também”, afirmou.

“O voto não casou”
Segundo Odete, Zenaide tinha mais de cem prefeitos, mas houve dificuldade para transformar esse apoio em votos. “Até porque Zenaide tinha 120 prefeitos apoiando o projeto dela. Mas o voto não casou”, disse.

A ex-vereadora também comentou a ausência do nome de Zenaide em materiais de campanha de alguns aliados de Allyson em Mossoró. O Diário do RN havia identificado santinhos do vereador John Kenneth, aliado próximo do candidato ao Governo, com apoio a Allyson e Cinthia de Allyson, mas sem o número da senadora.

Odete afirmou que situações semelhantes ocorreram em outras cidades e não representam necessariamente falta de compromisso do grupo.

“A gente sabe que não existe a unanimidade. Por exemplo, Natal nós tínhamos 19 vereadores apoiando o projeto. Mas nem todos tiveram o mesmo empenho que deveriam ter tido. Alguns, muito mais”, disse.

Sobre Mossoró, ela reforçou: “Eu não atribuo a ele a falta desse interesse. Porque foi feito o trabalho. Eu vi o empenho, principalmente do prefeito Marcos, e eu acho que o grupo político trabalhou. Agora o voto, infelizmente, não casou”, observou.

Odete também avalia que o próprio Allyson ficou abaixo da votação que esperava no município.

“Allyson mesmo, talvez, não tenha tido a votação que ele esperava. Então, se não teve para ele, não acredito que tenha sido por maldade e não ter sido esperado”, afirmou.

Zenaide deve seguir com Allyson
Apesar do convite feito pelo grupo de Cadu de Lula para uma aproximação no segundo turno, Odete não acredita que Zenaide vá mudar de posição.

“Até porque o PT foi quem derrotou a senadora, né? Então, eu não acredito que ela vá, de jeito nenhum, tomar uma posição favorável à candidatura de Cadu”, afirmou.

Segundo ela, Zenaide ainda não havia manifestado uma posição sobre a disputa presidencial após a chegada de Lula ao Estado. A senadora estava em Brasília e deveria conversar novamente com aliados.

A própria Odete, entretanto, confirmou que seguirá apoiando Allyson. “Não, não muda, não. Meu posicionamento é favorável à candidatura de Allyson”, declarou.


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FÁTIMA CELEBRA “VITÓRIA EXTRAORDINÁRIA” E QUER AMPLIAR VOTOS PARA CADU E LULA

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governadora Fátima Bezerra (PT) classificou o resultado do primeiro turno como uma “vitória extraordinária” e convocou a militância e os eleitores do campo governista a ampliarem a votação de Cadu de Lula (PT) e do presidente Lula no segundo turno. Em entrevista ao Diário do RN, ela destacou o desempenho do grupo, que elegeu Samanda de Lula para o Senado, garantiu a maior votação para Natália Bonavides na Câmara Federal e ampliou a bancada na Assembleia Legislativa.

“Antes de tudo, eu quero, mais uma vez, agradecer ao povo do Rio Grande do Norte pela vitória extraordinária que tivemos no primeiro turno. Diante de tantas adversidades se torna mais emblemática, ainda, a vitória que colhemos. Seguramente é o melhor resultado do ponto de vista político e eleitoral das forças do campo democrático popular do Rio Grande.”

Fátima destacou que o resultado, na avaliação dela, ultrapassa as conquistas individuais e representa a força do grupo político.

“Conquistamos a vaga do Senado com Samanda, ampliamos a bancada de deputados estaduais e tivemos Natália a mais votada deputada federal no Rio Grande do Norte. A chegada de Cadu ao segundo turno com votação muito robusta e a votação robusta do presidente Lula.”

Segundo a governadora, a vitória de Samanda e a chegada de Cadu ao segundo turno representam a continuidade de um projeto político.

“A vitória de Samanda para o Senado e a chegada de Cadu de Lula ao segundo turno representam muito mais do que resultados eleitorais. Representam a força de um projeto que acredita no Rio Grande do Norte, que sabe que ainda há muito a fazer e que não tem medo de seguir em frente.”

Para a governadora, a segunda etapa da eleição será decisiva para consolidar o resultado obtido no primeiro turno.

“E agora no segundo turno é ampliar a votação para consolidar a vitória de Cadu e a reeleição do presidente Lula.”

Fátima também ampliou o tom político da convocação e afirmou que a eleição envolve decisões que terão efeitos para além dos próximos quatro anos.

“Não se trata apenas de mais uma eleição, se trata de escolhas que vão influir nos destinos das nossas vidas pelos próximos anos e nas próximas décadas. E mais uma vez, queira ou não queira, o tema da democracia está no centro do debate”, pontuou.

Dois projetos em disputa
Ao falar sobre a segunda etapa da eleição, Fátima defendeu que a campanha apresente ao eleitor as diferenças entre os projetos em disputa.

“Agora, temos uma nova caminhada. Temos o segundo turno de Lula e Cadu. E é muito importante que a gente mostre, com clareza, que existem projetos diferentes em disputa. E essa diferença não está apenas nos discursos. Ela está na vida real, nas escolhas que fazemos e, principalmente, no impacto que essas escolhas têm na vida das pessoas e no futuro que queremos construir.”

A governadora resumiu o projeto que pretende defender na campanha, apresentando as diferenças entre as duas propostas em disputa.

“De um lado, está um projeto que acredita que o Estado pode ser parceiro da população. Que defende investimento em saúde e educação, políticas de moradia, geração de emprego e renda, valorização dos trabalhadores, infraestrutura e desenvolvimento regional. Um projeto que acredita que o crescimento econômico precisa chegar à vida das pessoas e que ninguém pode ficar para trás. É um projeto que defende a democracia, o diálogo e a capacidade de trabalhar junto para enfrentar os grandes desafios do nosso Estado e do nosso país”, pontuou.

Na avaliação de Fátima, o contraponto está em uma visão que, segundo ela, representa confronto e redução da atuação do poder público.

“Do outro lado, temos uma visão que tantas vezes tentou transformar diferenças políticas em divisão, que questionou a democracia e que apresenta como solução o confronto, o retrocesso e a redução do papel do Estado justamente quando a população mais precisa de políticas públicas”, observou.

A governadora encerrou a convocação pedindo mobilização direta dos aliados.“Por isso, eu quero pedir a cada companheira, a cada companheiro, a cada pessoa que acredita em um Rio Grande do Norte mais justo: vamos conversar. Vamos dialogar. Vamos mostrar o que está em jogo.Vamos falar com nossa família, com nossos amigos, com nossos vizinhos. Vamos defender, com respeito e firmeza, o futuro que queremos construir. Porque nós não podemos parar nem retroceder.

Precisamos seguir em frente”, convocou.

Fátima concluiu reafirmando confiança no resultado da segunda etapa: “Eu tenho muito orgulho da nossa caminhada. E tenho ainda mais esperança no que podemos construir juntos. Vamos juntos. Com coragem, com esperança e com a certeza de que o futuro ainda pode ser muito melhor”, concluiu.


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EZEQUIEL DEVE ANUNCIAR APOIO A CADU DE LULA NA PRÓXIMA SEMANA

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O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), ainda não anunciou apoio a Cadu de Lula (PT) ou Allyson Bezerra (União Brasil) no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado. Depois de apoiar Álvaro Dias (PL) no primeiro turno, o deputado iniciou conversas com seu grupo político antes de definir o caminho que seguirá na nova etapa da eleição.

A decisão ocorre em um cenário diferente daquele do primeiro turno. Em julho, Ezequiel oficializou o apoio a Álvaro depois de uma decisão majoritária do PSDB e de seu grupo político. Na ocasião, porém, fez questão de preservar a relação institucional com a governadora Fátima Bezerra (PT), deixando claro que a divergência eleitoral não significava rompimento administrativo.

A manutenção dessa relação, inclusive com espaços ocupados por aliados de Ezequiel na estrutura do Governo, foi interpretada nos bastidores como uma porta aberta para uma eventual reaproximação política com o campo governista após a saída de Álvaro da disputa.

Agora, com Cadu e Allyson no segundo turno, essa possibilidade volta a ganhar peso. Ezequiel deverá ouvir as lideranças que participaram de sua campanha antes de tomar uma decisão. O movimento já foi confirmado publicamente: o presidente da Assembleia pretende reunir seu grupo para discutir o posicionamento.

Relação com Fátima foi preservada
A relação entre Ezequiel e Fátima tem uma trajetória que antecede a eleição de 2026. Durante os dois mandatos da governadora, o presidente da Assembleia manteve uma relação política e institucional próxima ao governo estadual, mesmo quando passou a integrar movimentos de oposição.

Em 2022, Ezequiel chegou a ser procurado por setores da oposição para disputar o Governo contra Fátima, mas optou por permanecer no campo político da governadora e contribuir para sua reeleição.

O rompimento ocorreu apenas no contexto da eleição de 2026, quando Ezequiel e o PSDB decidiram apoiar Álvaro. A própria comunicação feita à época ressaltava que os caminhos seriam diferentes “na parte política”, mas que a relação em defesa dos interesses do Estado permaneceria.

Essa separação entre a escolha eleitoral e a relação administrativa acabou preservando uma ponte entre os dois grupos. Agora, com Álvaro fora da disputa, a definição de Ezequiel volta a ser acompanhada tanto pelo grupo de Cadu quanto pelo de Allyson.

Dois caminhos no segundo turno
Ezequiel chega à nova etapa da eleição com força política ampliada. O presidente da Assembleia foi reeleito para o cargo de deputado estadual com 73.217 votos, a segunda maior votação para a Assembleia Legislativa.

O peso de sua decisão, porém, não está apenas na votação individual. Ezequiel lidera um grupo com prefeitos, vereadores, deputados e outras lideranças espalhadas pelo Estado, cuja posição pode influenciar diferentes municípios.

Durante o primeiro turno, o tucano chegou a participar de agendas ao lado de Allyson em municípios onde seus aliados apoiavam o candidato do União Brasil, mas manteve formalmente o apoio a Álvaro. A situação evidenciou a autonomia existente dentro de sua base e agora deverá ser considerada na definição do segundo turno.

Com a disputa entre Allyson e Cadu definida por uma diferença de 15.509 votos no resultado final, os dois candidatos passaram a buscar os grupos que ficaram fora da segunda etapa. O TSE registrou 733.809 votos para Allyson, contra 718.300 para Cadu.

Nesse cenário, o silêncio de Ezequiel não representa ainda uma escolha por nenhum dos dois lados. A decisão dependerá das conversas com sua base, mantendo em aberto uma definição que poderá reorganizar parte das alianças construídas no primeiro turno.


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“FARSANTE” E “PÉSSIMO GESTOR”: ATAQUES INVIABILIZAM APOIO DE ÁLVARO A ALLYSON

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A decisão de Álvaro Dias (PL) no segundo turno vai além de escolher entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT). Para o candidato que terminou a primeira etapa da disputa com mais de 530 mil votos, uma eventual aproximação com Allyson significaria também ter de explicar ao eleitor as duras críticas que fez ao adversário durante a campanha. Depois de questionar sua gestão, cobrar explicações sobre investigações e chamá-lo publicamente de “farsante” e “embusteiro”, transformar o adversário em aliado exigiria de Álvaro uma justificativa política para a mudança de posição.

O peso dessa decisão aumentou com o resultado apertado das urnas. Allyson chegou ao segundo turno com 733.809 votos, 36,94% dos válidos, contra 718.300 votos, 36,16%, de Cadu. Álvaro terminou em terceiro, com 530.580 votos, ou 26,71%, tornando-se uma liderança disputada nesta nova etapa da eleição.

Os votos conquistados por Álvaro, naturalmente, não são automaticamente transferidos para quem receber seu apoio. Mas o posicionamento do candidato e de seu grupo político passou a ter relevância na construção dos palanques para o segundo turno.

É justamente aí que está o dilema. Durante a campanha, Álvaro não tratou Allyson apenas como um adversário eleitoral. Fez do então prefeito de Mossoró alvo de alguns dos ataques mais duros da disputa pelo Governo do Estado.

Em debate promovido pelo Grupo Dial, Álvaro chamou Allyson de “farsante” e “embusteiro”. Na mesma ocasião, cobrou do adversário explicações relacionadas à Operação Mederi, investigação da Polícia Federal que alcançou contratos de medicamentos da Prefeitura de Mossoró. “Agora explique a Operação Mederi. Explique, candidato”, disparou.

A investigação também foi explorada por Álvaro em uma peça de campanha divulgada nas redes sociais. Ao comparar sua trajetória política com a de Allyson, o candidato do PL afirmou: “Nesses 38 anos de vida pública, diferente de alguns, eu nunca acordei com a Polícia Federal na minha porta”. A declaração fazia referência à operação da PF que teve entre seus desdobramentos o cumprimento de medidas relacionadas ao então prefeito de Mossoró.

O ataque foi além. Na mesma ofensiva política, a campanha de Álvaro questionou o discurso de renovação apresentado por Allyson e encerrou a provocação com a pergunta: “Allyson é mudança ou é bronca?”. A estratégia reforçava a tentativa de associar o adversário às investigações e confrontar a imagem de novidade política defendida por ele.

Em outro debate, desta vez na Band RN, Álvaro voltou a explorar o assunto e questionou Allyson sobre celulares apreendidos durante a investigação. No confronto, também usou expressões relacionadas aos “segredos” do adversário, ampliando o embate entre os dois candidatos.

As críticas chegaram ainda diretamente à capacidade administrativa de Allyson. Mesmo depois do primeiro turno, Álvaro voltou a questionar a gestão realizada em Mossoró e declarou considerar o adversário um “péssimo gestor”, ao defender que o PL adotasse uma posição de neutralidade no segundo turno.

A declaração torna uma eventual aproximação ainda mais delicada. Já não se trata apenas de relativizar palavras ditas no calor dos debates. Álvaro manteve críticas a Allyson mesmo depois de encerrada a primeira etapa da eleição, quando o cenário do segundo turno já estava definido.

É nesse cenário que a neutralidade aparece como uma alternativa defendida por Álvaro. A escolha, porém, envolve também as articulações nacionais e estaduais do PL e o papel que o partido pretende desempenhar na reta final da eleição.

A decisão de Álvaro terá de medir não apenas alianças e interesses partidários, mas também o peso das palavras que dirigiu aos dois adversários. No caso de Allyson, elas foram especialmente duras. Se decidir apoiá-lo, o desafio será explicar como aquele que durante a campanha foi apresentado como “farsante”, “embusteiro” e “péssimo gestor” passou, poucas semanas depois, a reunir condições para receber seu apoio político.


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PREFEITO E EX-PREFEITO DE NOVA CRUZ, QUE APOIARAM ÁLVARO NO PRIMEIRO TURNO, ANUNCIAM ADESÃO A CADU NO 2º TURNO

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Cadu de Lula começou a semana buscando ampliar a base de apoio nos municípios potiguares e, no início da noite desta quarta-feira anunciou a adesão de duas importantes lideranças da região Agreste ao projeto governista.

O atual prefeito de Nova Cruz, Joquinha Nogueira, e o ex-prefeito Flávio de Beroi estiveram no palanque de Álvaro Dias no primeiro turno das eleições e já fecharam o segundo turno com Cadu, que logo fez o anunciou em suas redes sociais. “A semana começou muito bem por aqui, com muito diálogo pensando no futuro do nosso Rio Grande do Norte.

Que alegria receber @flaviodeberoi e @joquinhanogueira, ex-prefeito e atual prefeito de Nova Cruz”.
No primeiro turno, dos 27.945 eleitores aptos a votar no município, 31,84% escolheram Allyson Bezerra. 30,49% optaram por Cadu de Lula. Enquanto isso, apoiado pelas lideranças locais, Álvaro Dias teve 37,56%. São exatos 7.505 votos a serem disputados por Cadu e Allyson para o segundo turno.


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ALLYSON ABANDONA ZENAIDE MAIA EM MOSSORÓ E TRAIÇÃO PROVOCA DERROTA

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A derrota de Zenaide Maia (PSD) na disputa pelo Senado teve em Mossoró um de seus principais pontos de atenção. No principal reduto eleitoral de Allyson Bezerra (União Brasil), a senadora terminou apenas na quarta colocação, com 41.437 votos, equivalentes a 16,12%, enquanto o candidato ao Governo apoiado pelo mesmo grupo alcançou 82.286 votos, ou 56,15%.

A diferença entre os dois passou de 40 mil votos. O resultado chama atenção porque Zenaide e Allyson estiveram no mesmo palanque no primeiro turno e havia expectativa de que a estrutura eleitoral do grupo do candidato ao Governo também pudesse contribuir para uma votação mais expressiva da senadora em Mossoró.

O desempenho local ganha ainda mais peso diante do resultado estadual. Zenaide terminou a eleição com menos de seis mil votos de diferença para Samanda de Lula (PT), que conquistou a segunda vaga ao Senado. A votação obtida em Mossoró, portanto, aparece como um dos fatores que ajudaram a derrota da senadora que concorria à reeleição.

Os números também expõem um contraste que pode ser interpretado como sinal de abandono político. Em 2022, quando Allyson ainda estava na metade de seu primeiro mandato, Rogério Marinho recebeu 47.089 votos em Mossoró, equivalentes a 41,20%, contando com forte mobilização do grupo político local. Quatro anos depois, Zenaide, que estava no mesmo campo de Allyson não recebeu o mesmo apoio. A diferença sugere que a estrutura que impulsionou Rogério não foi colocada à disposição de Zenaide com a mesma intensidade, deixando a senadora com uma votação muito aquém da força eleitoral demonstrada pelo próprio grupo na cidade.

Outro sinal dessa falta de mobilização apareceu no material de campanha. Santinhos do vereador John Kenneth (União Brasil), candidato a deputado federal e um dos aliados mais próximos de Allyson, circularam em Mossoró sem o número de Zenaide. Outros aliados também foram vistos em materiais eleitorais sem indicação de voto para a senadora.

Porta aberta para Zenaide
Com o segundo turno definido, Zenaide passou a ser alvo de uma nova disputa política. Em entrevista à Rádio Universitária, na noite desta terça-feira (6), Samanda de Lula afirmou que a senadora seria bem-vinda ao palanque de Cadu de Lula (PT) e defendeu que ela tivesse liberdade para pedir votos para Lula e para o candidato petista ao Governo.

“Sem dúvida. O presidente Lula precisa, inclusive, não só mais do voto dela, mas que ela tenha um palanque de liberdade para ela pedir voto para o presidente Lula, inclusive para Cadu. Vamos lembrar que o que foi prometido para ela não foi entregue em Mossoró”, afirmou Samanda.

A senadora eleita também citou investimentos destinados por Zenaide ao município, especialmente na área da saúde, como um dos motivos para que ela pudesse se afastar do grupo de Allyson no segundo turno.

“É muito simbólico o que ela fez com as UBS. Foram oito UBS, se eu não me engano. Então, ela tem razão e motivos para agora se sentir mais livre. Para não só votar no Lula, mas para pedir voto para o Lula”, declarou.

Samanda também relacionou a escolha de Zenaide ao cenário nacional e à disputa pelo Governo do Estado.

“Ela também sabe da importância de a gente ter no Rio Grande do Norte um governo federal com um governo do Estado alinhado”, disse.

O Diário do RN procurou a senadora Zenaide para obter um posicionamento oficial sobre o segundo turno, mas não recebeu resposta até o fechamento desta edição.


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GRUPO DE ÁLVARO DIAS E BABÁ DEFENDE NEUTRALIDADE NO SEGUNDO TURNO NO RN

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O grupo político de Álvaro Dias (PL) caminha para adotar uma posição de neutralidade no segundo turno da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao jornalista Saulo Vale, Álvaro afirmou que, pessoalmente, defende que o grupo não apoie nenhum dos dois candidatos, Cadu de Lula (PT) ou Allyson Bezerra (União Brasil), mas que seguirá a decisão coletiva das lideranças que integram o bloco.

“Defendo uma posição de neutralidade por não concordar com a candidatura de Allyson. Na minha avaliação, foi um péssimo gestor. Destruiu o Nogueirão, deixou 300 famílias na comunidade Belo Monte sem casas e há bairros esquecidos pela gestão, com ruas esburacadas. Quanto ao PT de Cadu, não há como apoiar, porque temos ideias diametralmente opostas”, afirmou Álvaro ao jornalista.

A posição também foi confirmada por Babá Pereira (PL), candidato a vice-governador na chapa de Álvaro. Em entrevista ao Diário do RN, ele afirmou que a prioridade do grupo, nesta segunda etapa, será a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, enquanto a disputa estadual deverá ficar sem apoio formal.

“Tenho conversado com o senador Rogério, com o nosso candidato Álvaro Dias, com o Paulinho Freire, com o Coronel Hélio, com o senador Styvenson e o nosso foco agora nesse segundo turno será a campanha de Flávio Bolsonaro. Então, o nosso sentimento é que [para o Governo] seja de neutralidade nessa eleição”, afirmou Babá.

Segundo ele, uma reunião deve ocorrer neste fim de semana para definir coletivamente a posição do grupo. Devem participar das conversas Álvaro, Rogério Marinho, Paulinho Freire, Styvenson Valentim, Coronel Hélio e o próprio Babá.

“Vamos sentar, nesse final de semana agora, com o senador Rogério, com o Paulinho, com o Styvenson, também com o Álvaro e com o próprio Coronel Hélio, para a gente tomar essa posição juntos”, explicou.

Grupo concentra forças em Flávio
Embora a prioridade do grupo seja a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, a posição, no entanto, não significa que todos os aliados necessariamente permanecerão neutros. Babá reconheceu que lideranças municipais poderão tomar decisões próprias de acordo com a realidade de cada cidade.

“Tenho conversado muito com alguns prefeitos, tenho me ligado com lideranças e cada um vai tomar posição. Poucos, acredito, continuam na neutralidade. Alguns vão tomar decisões de acordo com a realidade local”, afirmou.

Cadu e Allyson procuram aliados
Babá também revelou que tanto Allyson quanto Cadu fizeram contato com ele após o resultado do primeiro turno. Segundo ele, as conversas foram cordiais, mas não houve negociação sobre eventual apoio.

“Tanto Allyson quanto Cadu ligaram para mim. Foi uma conversa cordial e, claro, expus meu posicionamento. Eu sou uma pessoa de partido, de grupo, eu não tomaria uma decisão isolada e o nosso objetivo agora é a campanha de Flávio Bolsonaro”, reforçou.

Ao ser questionado se apoiaria a neutralidade caso a decisão dependesse exclusivamente dele, Babá respondeu que sim, desde que nenhum dos candidatos ao Governo esteja condicionado a um eventual apoio a Flávio.

A posição do grupo de Álvaro representa um novo desafio para os dois candidatos que avançaram ao segundo turno. Com a disputa estadual praticamente empatada no primeiro turno, Cadu e Allyson iniciaram a busca por novos apoios, especialmente entre lideranças que ficaram fora da segunda etapa.

Álvaro terminou o primeiro turno em terceiro lugar, com 26,71% dos votos válidos, e não avançou à disputa pelo Governo. Agora, seu grupo concentra a atuação na eleição presidencial, deixando em aberto a possibilidade de que prefeitos e lideranças locais façam escolhas próprias no segundo turno estadual.


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COM APOIO DE PREFEITOS, ALLYSON PERDEEM PARNAMIRIM, CAICÓ E CEARÁ-MIRIM

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O resultado das urnas nas principais cidades do RN mostra que o candidato do União liderou em redutos de aliados como Mossoró, Macaíba e São Gonçalo, mas apoio de gestores não foi suficiente para colocá-lo em primeiro em outros locais.

O apoio de prefeitos considerados importantes cabos eleitorais não foi suficiente para colocar Allyson Bezerra (União) na liderança em todas as cidades onde contou com a estrutura política dos gestores municipais. O resultado das urnas mostra derrotas em Parnamirim, Caicó e Ceará-Mirim, apesar do apoio declarado dos prefeitos desses municípios.

O caso de maior peso eleitoral é Parnamirim. A prefeita Nilda Cruz apoiou Allyson, mas quem terminou na primeira colocação foi Álvaro Dias (PL). Álvaro recebeu 43.023 votos, equivalentes a 38,76%, enquanto Allyson ficou com 36.937, ou 33,28%. A diferença foi de 6.086 votos. Cadu de Lula (PT) apareceu em terceiro, com 30.650 votos (27,61%).

Em Caicó, o resultado foi ainda mais adverso para o candidato do União. Apoiado pelo prefeito Judas Tadeu, Allyson terminou apenas na terceira colocação. Foram 9.666 votos, ou 27,71%.

Álvaro liderou com 13.734 votos (39,38%), seguido por Cadu, que obteve 11.419 (32,74%). A distância entre Álvaro e Allyson chegou a 4.068 votos.

Ceará-Mirim também escapou do candidato apoiado pelo prefeito. Antônio Henrique estava com Allyson, que recebeu 18.077 votos (41,26%). Cadu, entretanto, alcançou 18.365 (41,92%) e terminou na frente por apenas 288 votos. Álvaro ficou com 7.278 votos (16,61%).

Em outros redutos, o cenário foi diferente. Em São Gonçalo do Amarante, Allyson contou com o apoio do prefeito Jaime Calado e liderou com 26.783 votos (45,01%). Álvaro teve 16.537 (27,79%) e Cadu, 16.045 (26,96%). A vantagem de Allyson sobre o segundo colocado ultrapassou 10 mil votos.

Em Macaíba, com o apoio do prefeito Emídio Júnior, Allyson passou da metade dos votos considerados no levantamento. Foram 20.666 votos, correspondentes a 50,33%. Cadu ficou com 12.138 (29,56%) e Álvaro com 8.179 (19,92%).

Mossoró apresentou a maior votação proporcional de Allyson entre as cidades analisadas. No município administrado pelo prefeito Marcos Medeiros, aliado do candidato, Allyson alcançou 82.286 votos, ou 56,15%. Cadu registrou 44.202 (30,16%) e Álvaro, 19.759 (13,48%).

O desempenho dos aliados de Álvaro também permite comparação. Em Natal, com o apoio do prefeito Paulinho Freire, Álvaro terminou na primeira colocação, somando 165.210 votos (39,69%). Cadu recebeu 147.509 (35,43%) e Allyson ficou com 101.941 (24,49%). A vantagem de Álvaro sobre Cadu foi de 17.701 votos.

Em Extremoz, onde a prefeita Jussara Sales apoiou Álvaro, o candidato do PL também liderou.

Foram 11.430 votos (38,25%), contra 9.960 (33,33%) de Allyson e 8.416 (28,16%) de Cadu.

O recorte das oito cidades mostra, assim, resultados distintos para a capacidade dos grupos municipais de transferir apoio eleitoral. Allyson liderou em Mossoró, Macaíba e São Gonçalo do Amarante, onde tinha prefeitos aliados, mas não conseguiu repetir o desempenho em Parnamirim, Caicó e Ceará-Mirim. Em Caicó, além de não vencer, terminou em terceiro. Já Álvaro confirmou a liderança em Natal e Extremoz, dois municípios onde contou com o apoio dos respectivos prefeitos.


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LULA VEM AO RN PARA AMPLIAR VOTAÇÃO DE CADU E VENCER NO SEGUNDO TURNO

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estará no Rio Grande do Norte neste sábado (10) para reforçar a campanha de Cadu de Lula (PT) no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado. A agenda está prevista para acontecer a partir das 14h, na Praça do Panatis, na Zona Norte de Natal, e deverá incluir uma passagem do presidente em veículo aberto pelas ruas da região.

A confirmação da visita ocorreu após uma reunião realizada em Brasília entre Lula, Cadu, a governadora Fátima Bezerra, a senadora eleita Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT). O encontro marcou o início da articulação para a segunda etapa da disputa e reforçou a estratégia petista de ampliar a presença de Lula na campanha estadual.

Após a reunião, Cadu publicou um vídeo ao lado de Fátima, Samanda e Rafael e afirmou que a orientação recebida do presidente será transformar a presença de Lula no Estado em mobilização eleitoral.

“Acabamos de nos reunir com o presidente Lula. Missão dada, governadora: ampliar a votação do presidente Lula no Rio Grande do Norte. Vamos ampliar a sua votação e vamos fazer uma campanha para me eleger governador do Rio Grande do Norte”, afirmou Cadu.

A vinda do presidente ocorre poucos dias depois de Cadu terminar o primeiro turno apenas 0,47 ponto percentual atrás de Allyson Bezerra (União Brasil), que alcançou 36,75% dos votos contra 36,28% do petista. A proximidade entre os dois resultados abriu uma disputa equilibrada para o segundo turno.

No primeiro turno, Lula foi o mais votado no RN, com 59,75% (1.237.963 votos), contra 34,77% (720.493 votos) de Flávio Bolsonaro. Esse resultado já havia sido antecipado pela última rodada da DataVero/Diário do RN, divulgada em 2 de outubro, que apontava vantagem semelhante do presidente no Estado.

Cadu venceu em 74 municípios
No primeiro turno, Cadu terminou à frente em 74 dos 167 municípios potiguares. Allyson venceu em 66 cidades. O resultado mostra uma distribuição territorial da votação que deixou o segundo turno aberto e amplia a importância das articulações municipais para a nova etapa da campanha.

A estratégia de Cadu para os próximos dias passa pela manutenção da mobilização já construída e pela ampliação dos apoios. Nesta terça-feira (6), depois de retornar de Brasília, o candidato recebeu lideranças que decidiram aderir e reforçar apoio à candidatura.

Entre os novos aliados estão o ex-prefeito de Alto do Rodrigues, Nixon Baracho, e o prefeito de Serra Negra do Norte, Acácio, que apoiaram Álvaro Dias (PL) no primeiro turno e agora chegam para reforçar a campanha de Cadu no segundo turno.

Também nesta terça-feira, Cadu recebeu o prefeito de Canguaretama, Leandro Varela, que já integrava o grupo e reafirmou o compromisso com a candidatura petista na nova etapa da disputa.

Lula como principal cabo eleitoral

Lula foi o mais votado no RN, com 59,75%, contra 34,77% de Flávio Bolsonaro.Cenáro antecipado pela pesquisa DataVero divulgada em 2 de outubro – Foto: Reprodução

A participação do presidente ganha peso na campanha de Cadu pelo papel que Lula desempenhou durante o primeiro turno. O petista chegou à disputa com pouco mais de 4% nas primeiras pesquisas e cresceu ao longo da campanha, passando a ocupar a segunda colocação nos levantamentos DataVero/Diário do RN.

A associação com Lula esteve entre os principais eixos da estratégia eleitoral. O presidente já esteve no Rio Grande do Norte em agosto, quando participou de agenda política no Estado, e também gravou vídeos de apoio a Cadu, reforçando a ligação entre as duas candidaturas e pedindo votos para o petista.

Na reta final do primeiro turno, Lula voltou a gravar material para Cadu: “Para governador, vote Cadu de Lula. Quem vota Lula, presidente treze, vota Cadu, governador treze”, disse.

Agora, uma nova visita do presidente amplia esse movimento. A campanha pretende transformar o apoio nacional em mobilização local justamente em uma disputa que começa com uma diferença inferior a meio ponto percentual entre os dois candidatos.

A visita de Lula ao Rio Grande do Norte será o primeiro grande ato da campanha de Cadu no segundo turno e deverá marcar o tom da nova etapa da disputa, com o candidato petista buscando ampliar a votação obtida no primeiro turno e conquistar novos apoios municipais.


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VOTOS QUE NÃO GARANTIRAM VAGAS: ELEIÇÃO EXPÕE PESO DO QUOCIENTE ELEITORAL NO RN

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A eleição de 2026 para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte produziu um contraste entre votação individual e conquista de uma vaga. Enquanto alguns candidatos chegaram às urnas com votações expressivas e terminaram eleitos, outros obtiveram mais votos do que candidatos que conseguiram entrar, mas ficaram fora por causa da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Na disputa para deputado federal, Natália Bonavides (PT) foi a candidata mais votada do Estado, com 215.509 votos. No outro extremo, Karine da Vila (Mobiliza) teve apenas 25 votos e terminou entre os candidatos com menor votação.

O caso mais emblemático, porém, envolve Robinson Faria (PP). O ex-governador recebeu 123.008 votos, mais de 30 mil acima da votação de Thabatta Pimenta (PV), que foi a última candidata eleita, com 92.743 votos. Mesmo assim, Robinson terminou como suplente.

Robinson ficou a apenas 32 votos de superar a votação do último candidato de sua composição partidária, João Maia, diferença que acabou sendo decisiva na distribuição da vaga. O resultado deixou o ex-governador fora da Câmara mesmo com uma votação individual superior à de uma candidata eleita.

A diferença mostra que a votação individual não é suficiente para garantir uma vaga na Câmara.

Pelo sistema proporcional, os votos também são considerados na composição das bancadas e federações, e as vagas são distribuídas de acordo com o desempenho coletivo das legendas.

Outro nome que terminou como suplente apesar de uma votação elevada foi Cabo Deyvison (PL), que recebeu 100.795 votos. A votação também superou a de Thabatta, mas não foi suficiente para garantir uma vaga.

Assembleia tem cenário semelhante
Na disputa pela Assembleia Legislativa, o fenômeno se repetiu de maneira ainda mais evidente.

Coronel Azevedo (PL) foi o candidato mais votado, com 105.403 votos, enquanto Daniel Santos (PRD) teve apenas oito votos, ficando entre os menos votados.

A última candidata a conquistar uma vaga foi Camila Araújo (PL), com 31.438 votos. A votação dela, entretanto, ficou abaixo da de pelo menos quatro candidatos que terminaram como suplentes.

Galeno Torquato (União Brasil) recebeu 46.129 votos; Eriko Jácome (PSDB), 45.883; Ubaldo Fernandes (PV), 44.748; e Walter Alves (MDB), 44.217. Todos tiveram votações individuais superiores às de Camila, mas não conseguiram transformar o desempenho nas urnas em uma vaga.

O resultado evidencia, mais uma vez, que o sistema proporcional produz situações em que candidatos individualmente mais votados podem ficar fora, enquanto outros, com menos votos, conseguem entrar graças ao desempenho de seus partidos na distribuição das vagas.

No caso da Assembleia, a diferença entre Camila e os quatro suplentes é significativa. Galeno, por exemplo, teve quase 15 mil votos a mais que a última eleita. Eriko ficou mais de 14 mil votos à frente, enquanto Ubaldo e Walter também superaram a votação da candidata do PL por mais de 12 mil votos.

A eleição deixa, portanto, dois recortes distintos. Natália Bonavides e Coronel Azevedo demonstraram força individual ao liderar as votações para deputado federal e estadual. Já os casos de Robinson Faria, Cabo Deyvison, Galeno Torquato, Eriko Jácome, Ubaldo Fernandes e Walter Alves mostram que, no sistema proporcional, uma votação expressiva não garante, isoladamente, a conquista de uma vaga.

É nesse ponto que o sistema proporcional faz a diferença. Parte das vagas é definida pelo desempenho dos partidos e federações no quociente partidário, enquanto as restantes são distribuídas pelas chamadas sobras, por média. Thabatta e Camila, por exemplo, foram eleitas por média. Por isso, as candidatas conquistaram vagas mesmo com menos votos que concorrentes de outras legendas, que acabaram suplentes.

O desempenho das legendas, federações e a distribuição das vagas pelas regras do quociente eleitoral e das médias podem, portanto, ser determinantes para transformar votos individuais em representação parlamentar.


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ESPECIALISTAS AVALIAM QUE ABSTENÇÃO EXPÕE SINAIS DE DESCRENÇA POLÍTICA

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A ausência de quase 489 mil eleitores nas urnas do Rio Grande do Norte no primeiro turno das Eleições 2026 expõe um desafio que vai além dos números: a relação entre população, instituições e participação política. Para especialistas ouvidos pelo Diário do RN, a abstenção eleitoral é resultado de uma combinação de fatores que envolvem desde a percepção de confiança no sistema democrático até dificuldades práticas enfrentadas por parte do eleitorado.

Dados da totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que, dos 2.656.207 eleitores aptos a votar no estado, 488.493 não compareceram às seções eleitorais, representando 18,39% do eleitorado potiguar. O comparecimento foi de 2.167.714 eleitores, equivalente a 81,61%.

Para o cientista político e professor titular de Teorias Sociológicas do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), José Antônio Spinelli Lindozo, parte da abstenção integra a dinâmica das democracias liberais, mas índices mais elevados podem refletir um sentimento de afastamento da população em relação às instituições.

“Em nossas democracias liberais, isso não é apenas típico do Brasil, da América Latina ou do Terceiro Mundo, é próprio das democracias liberais. Há um certo nível de abstinência que o próprio sistema absorve, quer dizer, é uma abstinência que não deslegitima o sistema”, explicou.

Segundo Spinelli, a abstenção registrada no primeiro turno de 2026 pode ter sido influenciada por um cenário de desgaste político e descrença institucional.

“A nossa abstinência recente nessa última eleição, agora de 4 de outubro, foi relativamente alta.

Isso talvez tenha sido estimulado por essas crises que vêm aí, por exemplo, do caso do Vorcaro a questão do envolvimento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional nesses episódios”, avaliou.

O professor afirma que, diante de crises e conflitos envolvendo instituições, parte da população pode desenvolver a percepção de que a participação eleitoral não é capaz de produzir mudanças.

“Isso gera, por parte da população, de certas camadas da população, um certo sentimento de descrença, de que não vale a pena participar, porque o sistema não muda. Então, isso gera um certo sentimento de descrença nas instituições”, afirmou.

Além da relação de confiança com a política, a abstenção também está ligada às condições concretas que dificultam a participação eleitoral, segundo o professor adjunto do Departamento de Ciências Sociais da UFRN e comentarista político Daniel Gonçalves de Menezes.

Para ele, o percentual registrado no Rio Grande do Norte permanece dentro de um patamar historicamente observado nos pleitos eleitorais.

“É uma abstenção que fica historicamente estabelecida num patamar que é recorrente nos pleitos eleitorais. Não é uma abstenção elevada se a gente comparar com os anos anteriores, com as eleições anteriores”, analisou.

Daniel destaca que fatores do cotidiano, como trabalho aos domingos, mudanças de cidade e dificuldades de deslocamento, interferem diretamente na decisão de comparecer às urnas.

“O que faz com que o eleitor vote são questões cotidianas mesmo. A gente tem especificidades com relação ao fato de que algumas pessoas hoje trabalham no domingo, e há elementos relacionados à mudança de cidade, e aí o voto se torna mais complexo para que a pessoa chegue até a urna”, explicou.

Segundo o professor, a ausência eleitoral também está relacionada a desigualdades sociais e não deve ser interpretada como falta de consciência política.

“Isso não tem a ver com politização maior ou menor. Tem relação com as dificuldades de classe, locomoção, trabalhar aos domingos, impossibilidade de ficar na fila. O elemento é mais socioeconômico do que propriamente moral ou intelectual”, destacou.

Segundo turno pode aumentar participação
Na avaliação de Spinelli, a tendência é que a abstenção diminua no segundo turno, devido ao maior envolvimento das campanhas e à percepção dos eleitores sobre a importância da escolha.

“Eu acredito que no segundo turno os partidos, sobretudo os partidos que estão concorrendo à Presidência da República, vão se empenhar muito mais, porque é a última chance. Então vai haver um empenho maior, uma tentativa de envolver mais certos segmentos da população e estimular a participação”, afirmou.

O professor também avalia que temas diretamente ligados à vida cotidiana podem estimular a volta de eleitores que não participaram da primeira votação.

“Questões relativas ao custo de vida, relativas à saúde pública, à educação, à segurança. Esses temas todos que envolvem a vida, o dia a dia das pessoas. Então a minha percepção nesse momento é que essa abstinência vai se reduzir. Sem deixar de existir, a abstinência vai se reduzir”, concluiu.


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CÂMARA DE NATAL TERÁ MUDANÇAS APÓS ELEIÇÃO DE VEREADORES PARA NOVOS CARGOS

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A Câmara Municipal de Natal terá uma nova composição a partir da próxima legislatura após o resultado das eleições de 2026. Seis vereadores titulares deixaram a Casa para assumir cargos no Senado, na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa, abrindo espaço para suplentes e alterando a configuração das bancadas no Palácio Padre Miguelinho.

Entre os eleitos estão Samanda Alves (PT), que seguirá para o Senado; Nina Souza (PL) e Thabatta Pimenta (PV), eleitas deputadas federais; e Robson Carvalho (União Brasil), Daniel Valença (PT) e Camila Araújo (PL), eleitos deputados estaduais.

As mudanças também terão impacto na representação feminina. Com a saída de Camila, Thabatta, Nina e Samanda, a Câmara passará a ter apenas três mulheres entre os titulares: Brisa Bracchi (PT), Ane Lagartixa (PL) e Júlia Arruda (PCdoB), que assumirá a vaga de Daniel Valença pela Federação PT/PCdoB/PV.

Entre os novos nomes está Robério Paulino (PSOL), que voltará à Câmara para ocupar a cadeira de Thabatta Pimenta. Em entrevista ao Diário do RN, ele afirmou que pretende aproveitar o retorno para ampliar a atuação que teve no primeiro mandato.

“Eu vou voltar, quero dizer que vou tentar fazer um mandato muito superior ao que foi meu primeiro mandato, com muita garra, com muito ânimo, em defesa primeiro da educação, mas atacando outros problemas urbanos, como o transporte, tentar melhorar o transporte de ônibus, ônibus novos e com ar-condicionado, que eu sempre lutei”, afirmou.

Robério também pretende retomar pautas ligadas à educação e ao meio ambiente. Entre as prioridades citadas está a ampliação do ensino em tempo integral e a arborização da cidade.

“Eu vou lutar muito para que Natal tenha 100% das escolas em tempo integral. E, também, no meio ambiente, o plantio de algumas dezenas de milhares de árvores na cidade. Natal está muito mal arborizada. Então, eu vou batalhar para que Natal se arborize muito rapidamente. Eu vou plantar aí, pelo menos, 50 mil novas árvores na cidade nesse restante de tempo”, declarou.

Sobre a saída de Thabatta da Câmara Municipal e chegada à Câmara Federal, Robério avaliou que a experiência em Brasília poderá ampliar a atuação política da vereadora e destacou a possível parceria com Erika Hilton em pautas relacionadas aos direitos humanos.

“Acho que a Thabatta vai ajudar muito e acho que ela vai aprender muito. A Thabatta é uma pessoa ainda de pouca experiência política nesse jogo nacional e, junto com a Erika Hilton, ela vai ter um crescimento muito grande. Ela vai crescer muito politicamente”, afirmou.

Camila projeta atuação estadual
Entre os vereadores que deixam a Câmara está Camila Araújo (PL), eleita para a Assembleia Legislativa. Ao Diário do RN, ela afirmou que pretende levar para o âmbito estadual pautas que marcaram sua atuação no Legislativo natalense.

“Quero levar para todo o Estado o trabalho que construímos em Natal, especialmente na defesa da família, das crianças e adolescentes e na saúde. Recebi essa missão dos potiguares e vou trabalhar muito para honrar cada voto”, afirmou.

Camila também destacou o significado de ser eleita para a Assembleia.

“É uma alegria e uma responsabilidade enorme ser a primeira mulher evangélica a conquistar uma cadeira na AL. Vou defender os valores cristãos e ser uma voz para os evangélicos, mas trabalhando por todos os potiguares”, declarou.

A vereadora eleita também já sinalizou que pretende continuar atuando politicamente durante o segundo turno presidencial. “Minha eleição terminou, mas a nossa missão ainda não. Agora vamos trabalhar para eleger Flávio Bolsonaro presidente do Brasil”, afirmou.

Sobre a disputa estadual entre Cadu de Lula e Allyson Bezerra, Camila informou que não pretende tomar posição pelo PT e aguarda uma definição do partido antes de anunciar seu posicionamento oficial.

Novo mapa político da Casa
A mudança na composição também ocorre em um momento de reorganização do comando da Câmara. O atual presidente, Eriko Jácome (PSDB), não conseguiu se eleger para a Assembleia Legislativa e, com isso, ficou fora da disputa pela presidência da Casa para o próximo biênio. Aldo Clemente (PP) foi eleito para comandar o Legislativo municipal no biênio 2027-2028.

Além de Robério, devem assumir as cadeiras deixadas pelos eleitos Felipe Alves, Chagas Catarino, Albert Dickson, Júlia Arruda e Carlos Silvestre, conforme a ordem de suplência e a composição partidária resultante da eleição municipal de 2024.

A nova composição será formalizada com a saída dos vereadores eleitos para outros cargos e a convocação dos suplentes. A mudança renova parte da Câmara de Natal e traz o retorno de nomes que já passaram pela Casa e apenas um novo integrante.


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CADU REBATE ALLYSON E CITA PRISÃO DE ALIADO COM DINHEIRO E CORRUPÇÃO

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Cadu de Lula (PT) reagiu às declarações de Allyson Bezerra (União Brasil) após o primeiro turno e rebateu a acusação de uso da máquina pública para chegar ao segundo turno. O petista citou a prisão em flagrante do ex-prefeito de Baraúna Aldivon Simão do Nascimento, com dinheiro e material de campanha, caso que levou a uma representação do então candidato ao Governo Álvaro Dias contra Allyson e Hermano Morais no TRE-RN.

“Ontem, vendo os vídeos do discurso do meu adversário, ele dizendo que nós usamos a máquina para chegar ao segundo turno. Ele sempre fala das práticas que ele mesmo comete, dizendo que são os outros”, afirmou Cadu.

Na sequência, o candidato relacionou diretamente o episódio de Baraúna à disputa eleitoral.

“Foram apoiadores dele que foram pegos com dinheiro e bottons da campanha dele, não foram nossos. Ele é suspeito de corrupção, não nós. Ele é suspeito de comprar voto, não nós. É assim que a gente vai vencer as eleições, juntos com o presidente Lula”, declarou.

A referência é ao flagrante ocorrido no domingo (4), em Baraúna, quando Aldivon foi detido com cédulas de R$ 20 e R$ 50 presas a materiais de campanha. Segundo a representação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte, foram identificados pelo menos 14 conjuntos, totalizando R$ 430, além de santinhos da chapa de Allyson e Hermano e materiais com o número 44. A ação pede a cassação do registro ou diploma dos dois candidatos.

O TRE-RN recebeu a representação e determinou diligências para aprofundar a apuração. O recebimento do processo, porém, não representa condenação nem confirma, neste momento, a participação de Allyson ou Hermano no episódio.

Outro episódio envolve pedido de votos em Mossoró

Além do caso de Baraúna, outro episódio envolvendo integrante do grupo político de Allyson havia sido noticiado pelo Diário do RN durante a campanha. Em setembro, o prefeito de Mossoró, Marcos Medeiros, apareceu em vídeo pedindo votos para Allyson e para Cinthia de Allyson durante uma reunião com moradores da comunidade rural Puxa-Boi.

“A gente está andando aqui para pedir voto para o nosso governador. Pedindo voto para Allyson, para a nossa deputada estadual, Cinthia de Allyson. A gente precisa reunir o máximo possível de votos para apoiar o candidato”, afirmou o prefeito na ocasião.

A reunião havia sido realizada para tratar de reivindicações dos moradores relacionadas principalmente ao abastecimento de água e à falta de atendimento regular de saúde na comunidade. Durante o encontro, Marcos apresentou uma proposta de transporte de moradores para atendimento médico e odontológico em outra localidade e, no mesmo contexto, pediu apoio eleitoral.

O episódio passou a integrar o conjunto de questionamentos feitos pela oposição sobre a utilização da estrutura pública e a atuação de aliados de Allyson durante a campanha.

A resposta de Cadu ocorre no início de uma nova etapa da disputa. Os dois terminaram o primeiro turno praticamente empatados, com Allyson em primeiro, com 36,75% dos votos, e Cadu com 36,28%. A diferença de apenas 0,47 ponto percentual deixa o segundo turno aberto e coloca acusações, alianças e episódios da campanha anterior novamente no centro do debate.

Nos bastidores, a tendência é que os dois candidatos ampliem, nesta nova fase, a discussão sobre suas propostas e também sobre os fatos que marcaram a campanha. Cadu já sinalizou que pretende manter a associação com o presidente Lula como um dos eixos de sua candidatura, enquanto Allyson deverá sustentar o discurso de mudança utilizado no primeiro turno.


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DATAVERO ANTECIPA DISPUTA APERTADA E SE APROXIMA DO RESULTADO DAS URNAS

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A comparação entre as últimas pesquisas eleitorais e o resultado das urnas no Rio Grande do Norte colocou o Instituto DataVero em destaque na eleição de 2026. Entre oito levantamentos analisados na reta final da disputa pelo Governo, a pesquisa DataVero/Diário do RN apresentou o menor erro médio em relação ao resultado oficial. Também foi a única, entre as comparadas, a mostrar Allyson Bezerra e Cadu de Lula nas duas primeiras posições e próximos um do outro.

Com 100% das urnas apuradas, Allyson terminou o primeiro turno com 36,94% dos votos válidos, enquanto Cadu chegou a 36,16%. Álvaro Dias ficou com 26,71%. A diferença entre os dois primeiros foi de apenas 0,78 ponto.

Divulgada em 2 de outubro, dois dias antes da votação, a DataVero apontou, no cenário estimulado com apoios, Allyson com 35,82%, Cadu com 32,46% e Álvaro com 20,54%.

Levantamentos de outros institutos no mesmo período também indicavam Allyson na primeira posição, mas colocavam Cadu entre 19,90% e 25,36%, distante dos 36,16% alcançados nas urnas.

Para o diretor do Instituto DataVero, Bosco Afonso, o desempenho reflete um trabalho que vai além da coleta das intenções de voto e envolve acompanhamento permanente dos dados.

“Esse resultado foi muito importante porque mostra a seriedade com que o DataVero trabalha, buscando fazer a coisa com muito rigor, acompanhando de perto a legislação, com uma equipe bem treinada. Mostra que estamos no caminho certo, com profissionais competentes que dão o melhor de si”, afirma.

DataVero captou aproximação entre Allyson e Cadu
Um dos principais diferenciais do levantamento foi identificar a aproximação entre os dois candidatos que avançariam ao segundo turno. Na última pesquisa, a diferença entre Allyson e Cadu era de 3,36 pontos, enquanto os demais levantamentos comparados mostravam distâncias maiores.

Na comparação direta com as urnas, Allyson ficou apenas 1,12 ponto acima do percentual registrado pela DataVero. Cadu terminou 3,70 pontos acima da pesquisa, enquanto Álvaro ficou 6,17 pontos acima.

O desempenho em relação a Cadu chama atenção. Enquanto a DataVero ficou a 3,70 pontos do resultado do petista, os demais levantamentos analisados registraram diferenças superiores a 10 pontos. Em alguns deles, Cadu aparecia distante das duas primeiras posições.

Bosco explica que a aproximação já vinha sendo identificada na sequência das pesquisas realizadas durante a campanha.

“Nas curvas de evolução, nos acompanhamentos e nos cruzamentos, a gente percebe que não é só uma pesquisa. É todo um levantamento de dados para extrair o sentimento do eleitor norte-rio-grandense. Cadu vinha crescendo gradativamente, Allyson tinha chegado ao seu platô e Álvaro vinha caindo”, relata.

As urnas confirmaram uma disputa concentrada entre Allyson e Cadu. Foram 733.809 votos para o candidato do União Brasil e 718.300 para o petista, pouco mais de 15 mil votos de diferença.

Menor erro médio entre oito levantamentos
A análise calculou o erro médio a partir da diferença entre os percentuais das pesquisas e os resultados das urnas para os três principais candidatos. A DataVero registrou 3,7 pontos, o menor entre os oito levantamentos comparados. O segundo menor erro médio foi de 5,7 pontos, enquanto os demais ficaram entre 7 e 9,2 pontos.

Quando a comparação considera proporcionalmente apenas Allyson, Cadu e Álvaro, a DataVero também mantém a menor diferença em relação às urnas. Nesse cálculo, o erro médio cai para 2,4 pontos, contra 6,4 pontos do segundo levantamento mais próximo. Nos demais, varia entre 6,7 e 9,3 pontos.

A última pesquisa da DataVero foi realizada nos dias 30 de setembro, 1º e 2 de outubro, já na reta final da campanha. Para Bosco Afonso, a proximidade da coleta com a votação permitiu captar o movimento do eleitorado. “Faltando 48 horas para a eleição, conseguimos identificar esse sentimento que as urnas mostraram. O Instituto se aproximou muito do resultado final, e isso foi muito importante para a gente”, conclui.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios, teve margem de erro de 2,53%, nível de confiança de 95% e registro RN-05240/2026.


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CORONEL AZEVEDO É REELEITO E CONFIRMA LIDERANÇA APONTADA PELO DATAVERO

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O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) foi reeleito neste domingo (4) para mais um mandato na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Com 105.403 votos, o parlamentar terminou a eleição como o candidato mais votado para a ALRN, confirmando a tendência apontada pela última pesquisa DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN e divulgada na sexta-feira (2).

Dos atuais deputados, José Dias, Vivaldo Costa, Dr. Bernardo e Hermano não tentavam a renovação dos mandatos. Entre os 20 candidatos à reeleição, tiveram êxito o atual presidente da Casa, Ezequiel Ferreira, Kleber Rodrigues, Francisco do PT, Isolda Dantas, Divaneide Basílio, Neilton Diógenes, Dr. Kerginaldo, Nelter Queiroz, Tomba Farias, Cristiane Dantas, Gustavo Carvalho, Eudiane Macedo, Ivanilson, Luis Eduardo e Adjuto Dias, além do Coronel Azevedo, campeão de votos.

Ficaram de fora: Galeno Torquato, Taveira Junior, Terezinha Maia e Ubaldo Fernandes
Os novatos são: Robson Carvalho, Julio Cesar, Kaline de dr. Bernardo, Cinthia de Allyson, Dr Gustavo Soares, Daniel Valença, Bibiano e Camila Araújo.


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NATÁLIA É REELEITA COM MAIS DE 200 MIL VOTOS. ROBINSON FICA FORA POR 32 VOTOS

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A deputada federal Natália Bonavides (PT) foi reeleita neste domingo (4) para mais um mandato na Câmara dos Deputados. A parlamentar recebeu mais de 215.509 mil votos no Rio Grande do Norte e garantiu a permanência em Brasília pelos próximos quatro anos.

O resultado amplia o desempenho eleitoral de Natália em comparação com as duas eleições anteriores. Em 2022, quando conquistou o segundo mandato como deputada federal, a petista recebeu 157.565 votos. Já em 2018, quando foi eleita pela primeira vez para a Câmara, obteve 112.998 votos.

Na disputa deste domingo (4), Nina Souza (PL) terminou como a segunda candidata mais votada para a Câmara Federal no Estado, com 185.248 votos. Na sequência aparecem Benes Leocádio (União Brasil), Sargento Gonçalves (PL), General Girão (PL), Dr. Bernardo (PV), João Maia (PP) e Thabatta Pimenta (PV).

Dos atuais membros da bancada potiguar, não conseguiram a reeleição Fernando Mineiro (PT), Carla Dickson (PL) e Robinson Faria (PP). Este último perdeu a vaga por uma diferença de apenas 32 votos para seu companheiro de partido João Maia.


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SAMANDA VIRA SOBRE ZENAIDE MAIA E GARANTE SEGUNDA VAGA PARA O SENADO

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A disputa pelas duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado foi marcada por uma virada durante a apuração e terminou com uma diferença mínima entre Samanda de Lula (PT), Zenaide Maia (PSD) e Coronel Hélio (PL). Samanda chegou a aparecer atrás de Zenaide nas primeiras parciais, mas passou a adversária por volta dos 50% das urnas apuradas e sustentou a segunda colocação até a consolidação do resultado.

A ultrapassagem mudou o cenário de uma disputa que vinha sendo acompanhada voto a voto. Ao final, Samanda terminou com 17,63%, Zenaide com 17,47% e Coronel Hélio com 17,20%. A diferença entre os três foi de menos de meio ponto percentual. Styvenson Valentim (Podemos) confirmou a liderança, com 29,25%.

O resultado confirmou uma tendência que já vinha aparecendo na reta final da campanha. Na última pesquisa DataVero/Diário do RN, os três candidatos apareciam tecnicamente próximos na disputa pela segunda vaga, com diferenças que mantinham o resultado em aberto. A pesquisa apontava Styvenson isolado na liderança e uma disputa acirrada entre Samanda, Zenaide e Coronel Hélio.

A apuração levou esse cenário para as urnas. Styvenson confirmou a primeira colocação, enquanto Samanda conseguiu superar Zenaide durante a contagem e terminou com uma vantagem de 0,16 ponto percentual sobre a candidata do PSD.

O desempenho de Coronel Hélio também foi um dos fatos que marcaram a eleição para o Senado.

O candidato do PL chegou ao fim da apuração com 17,20%, apenas 0,43 ponto percentual atrás de Samanda e 0,27 ponto de Zenaide. O resultado colocou os três praticamente na mesma faixa de votação e transformou a disputa pela segunda vaga em uma das mais apertadas da eleição potiguar.

Virada durante a apuração
A mudança de posição entre Samanda e Zenaide ocorreu ainda durante a totalização. Nas primeiras parciais, Zenaide aparecia à frente da petista. Conforme as urnas do interior e da Região Metropolitana foram sendo incorporadas ao resultado, Samanda reduziu a diferença até assumir a segunda colocação.

A partir daí, a disputa se manteve aberta. Em determinados momentos, a diferença entre as candidatas voltou a diminuir, mas Samanda conseguiu preservar a vantagem até o resultado final.

A petista chegou à reta final apoiada pelo presidente Lula e pela governadora Fátima Bezerra, enquanto Zenaide buscou consolidar a própria trajetória no Senado e Coronel Hélio apostou na força do campo bolsonarista. A presença dos três em uma faixa tão próxima de votação mostrou que a segunda vaga foi definida em uma disputa muito mais equilibrada do que a liderança de Styvenson.

O resultado também dá peso à estratégia adotada por Samanda durante a campanha. A petista intensificou o corpo a corpo pelo Estado, buscou ampliar a identificação com Lula e trabalhou para transformar a associação ao presidente em votos para a disputa proporcional.

Ao final, Styvenson ficou com a primeira vaga, com 29,25%, enquanto Samanda garantiu a segunda, com 17,63%, após a virada durante a apuração. Zenaide, com 17,47%, e Coronel Hélio, com 17,20%, terminaram logo atrás, separados por poucos milhares de votos.


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