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GUAMARÉ PERDE MAIS DE R$ 45 MILHÕES DE ARRECADAÇÃO EM APENAS DOIS ANOS

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Guamaré vem registrando uma expressiva redução em seus cofres públicos. Os dados fiscais mostram que a arrecadação municipal caiu mais de R$ 45 milhões entre 2024 e 2025 e segue em trajetória de queda nos primeiros meses de 2026.

De acordo com os números dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO), a arrecadação total de Guamaré alcançou R$ 279.705.774,36 em 2024. No ano seguinte, o montante recuou para R$ 234.380.352,02, representando uma perda de R$ 45.325.422,34 em apenas um ano, o equivalente a uma redução de aproximadamente 16,2%.

A queda foi impulsionada principalmente pela redução das receitas de ICMS e ISS, duas das principais fontes de arrecadação do município. Os repasses de ICMS passaram de R$ 135.816.908,32 em 2024 para R$ 108.850.517,29 em 2025, uma diminuição de R$ 26.966.391,03, correspondente a quase 20%.

Já a arrecadação de ISS caiu de R$ 29.649.394,94 para R$ 22.193.004,11, uma perda de R$ 7.456.390,83, equivalente a 25,1%.

Na contramão da tendência de queda, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) apresentou crescimento. Os repasses federais passaram de R$ 30.461.556,62 em 2024 para R$ 33.717.341,83 em 2025, um aumento de R$ 3.255.785,21, ou 10,7%. Apesar disso, o incremento não foi suficiente para compensar as perdas registradas nas receitas ligadas à atividade econômica local.

A tendência de retração também é observada nos dados mais recentes. No primeiro bimestre de 2024, o município arrecadou R$ 106.782.397,21. Em 2025, no mesmo período, as receitas somaram R$ 76.244.854,01. Já em 2026, a arrecadação caiu para R$ 66.581.488,14.

A comparação entre os primeiros bimestres de 2024 e 2026 revela uma redução de R$ 40,2 milhões, correspondente a uma queda de 37,6%. Em relação ao primeiro bimestre de 2025, a perda foi de R$ 9,66 milhões, ou 12,7%.

Os números evidenciam uma crescente frustração de receitas em um município historicamente beneficiado por elevados repasses provenientes da atividade industrial e petrolífera. Embora Guamaré continue entre as cidades com maior capacidade de arrecadação do Estado, a diminuição dos recursos disponíveis reduz a margem financeira da administração municipal para investimentos, obras e ampliação de serviços públicos.

O cenário exige atenção da gestão municipal, uma vez que a manutenção da tendência de queda poderá impor desafios cada vez maiores ao equilíbrio fiscal e à execução de políticas públicas. A evolução da arrecadação nos próximos meses será determinante para avaliar se o município conseguirá recuperar parte das perdas registradas desde 2024 ou se enfrentará mais um ano de retração nas receitas.

Os dados também demonstram que, apesar da relevância econômica do setor petrolífero para Guamaré, a forte dependência dessas receitas torna o município mais vulnerável às oscilações do mercado, da produção e dos repasses tributários. Com menos recursos entrando nos cofres públicos, cresce a necessidade de planejamento e de uma gestão cada vez mais eficiente dos gastos municipais.


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PLACA DE OBRA E DOCUMENTOS REVELAM QUE ALLYSON NÃO CONSTRUIU HOSPITAL

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A polêmica em torno do Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva, em Mossoró, ganhou um novo desdobramento após documentos obtidos pelo Diário do RN revelarem que a unidade foi originalmente licitada, contratada e construída como uma policlínica. A informação reforça questionamentos já levantados pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tem contestado a classificação da estrutura como hospital em razão das limitações de funcionamento e atendimento.

O extrato do Contrato nº 09/2024, firmado entre a Prefeitura de Mossoró e a Construtora Proel LTDA., não deixa dúvidas quanto ao objeto da obra. O documento registra expressamente a “Construção da Policlínica”, localizada na Avenida Francisco Mota, no bairro Alto de São Manoel. Inicialmente orçada em R$ 5,3 milhões, a obra teve sucessivos aditivos contratuais e superou os R$ 10 milhões em investimentos até sua conclusão.

Documentos oficiais também confirmam as informações sobre a obra – Foto: Reprodução

A mesma nomenclatura aparece na placa oficial afixada durante a execução da obra, conforme mostrou reportagem do Blog Carol Ribeiro. Na placa exposta no canteiro de obras, a Prefeitura apresenta o empreendimento como “Construção de Policlínica”, repetindo a descrição constante no processo licitatório e no contrato firmado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura.

Segundo a reportagem, o projeto apresentado à Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) para obtenção da área também previa a implantação de uma policlínica. A mesma nomenclatura foi utilizada pelo então prefeito Allyson Bezerra em vídeo publicado nas redes sociais em 2024, no início das obras.

Ainda de acordo com a publicação do blog, a mudança para Hospital Municipal ocorreu apenas nas etapas finais da construção, já próximo da inauguração e do início da movimentação pré-eleitoral.

Concidentemente, o Hospital Municipal de Mossoró deixou de ser apresentado pela gestão de Allyson Bezerra como Policlínica e passou a ser denominado de hospital no mesmo período em que a governadora Fátima Bezerra anunciava a implantação do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte, localizado em Parnamirim, e após o então prefeito de Natal, Álvaro Dias, entregar a primeira etapa do Hospital Municipal de Natal.

A coincidência temporal passou a ser observada como motivação para a mudança de nomenclatura, já que não houve mudança no projeto da obra e nem estava prevista nenhuma alteração substancial para o funcionamento da unidade, que foi planejada, projetada e executada para ser Policlínica. Somente depois é que ‘virou’ hospital.


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AGRIPINO E ALLYSON SILENCIAM SOBRE CRISE ENTRE KELPS, JOÃO, BENES E ROBINSON

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A escalada da disputa interna na Federação União Progressista tem produzido declarações públicas, trocas de críticas e divergências estratégicas sobre a eleição proporcional de 2026. Em meio ao embate, porém, chama atenção o silêncio das duas principais lideranças do União Brasil no Rio Grande do Norte: o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pré-candidato ao Governo do Estado, e o ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual da legenda.

Mesmo após dias de repercussão envolvendo integrantes da própria Federação, nenhum dos dois se manifestou publicamente sobre o conflito. O silêncio ganha relevância porque tanto Allyson quanto Agripino ocupam posições centrais na construção política do grupo para as eleições deste ano e são considerados peças-chave nas articulações da oposição no Estado.

Nos bastidores, a avaliação é que uma manifestação de qualquer um dos dois poderia ser interpretada como apoio a um dos lados da disputa, ampliando ainda mais o desgaste interno em um momento em que a Federação tenta construir unidade para a sucessão estadual e para as disputas proporcionais.

O silêncio chama atenção especialmente no caso de Allyson Bezerra. Além de ser apontado como principal liderança eleitoral do União Brasil no Rio Grande do Norte, o ex-prefeito foi citado pelo próprio Kelps Lima como uma das razões para sua filiação ao partido.

“Eu fui para o União Brasil porque Allyson está lá. Em todas as campanhas eu estive ao lado de Allyson.

Allyson é meu amigo e eu acredito no projeto dele”, afirmou o ex-deputado em vídeo divulgado nesta semana.

Já José Agripino, além de presidir o União Brasil no Estado, participa diretamente das articulações políticas da Federação e tem atuado na construção das nominatas para 2026, o que torna sua ausência no debate ainda mais observada por lideranças e aliados.

O Diário do RN procurou Allyson Bezerra e José Agripino Maia para comentar a crise envolvendo integrantes da Federação União Progressista e informar se pretendem atuar como mediadores do conflito. Até o fechamento desta edição, porém, não houve retorno por parte de nenhuma das lideranças.

Impasses na União Progressista
A crise interna ganhou força após Kelps Lima afirmar, em vídeo publicado no último fim de semana, que seus principais adversários na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados são justamente os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria, todos integrantes da Federação União Progressista.

Nesta quarta-feira (10), o ex-deputado voltou às redes sociais e elevou o tom das críticas.

“Benes não é meu amigo, João Maia não é meu amigo, Robinson não é meu amigo. Eles três, além de serem meus adversários legítimos, eu sou adversário deles e eles são adversários entre si”, declarou.

Em seguida, Kelps reforçou o discurso de renovação da bancada federal e fez críticas diretas aos parlamentares.

“Não acho que sejam bons políticos. Acho que são três políticos retrógrados e que pelo menos um a gente precisa tirar”, afirmou.

Algumas das declarações provocaram reação imediata do deputado federal Benes Leocádio, que, em entrevista recente ao Diário do RN, negou qualquer tipo de traição ao correligionário e criticou a estratégia de confronto adotada pelo ex-deputado.

Segundo Benes, a lógica da eleição proporcional é baseada na soma de votos da nominata, e não na eliminação de aliados. O parlamentar também revelou que tentativas de transferência de bases eleitorais para fortalecer a pré-candidatura de Kelps encontraram forte resistência dos próprios apoiadores consultados.

Para Benes, o fortalecimento coletivo da Federação é o caminho para ampliar o número de vagas conquistadas pelo grupo em 2026, enquanto a estratégia de confronto interno tende a dificultar a construção da nominata.


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SECRETÁRIA DE SAÚDE INVESTIGADA PELA PF POR FRAUDES ATACA MOTTA

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Alvo da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal para apurar supostos desvios de recursos públicos na saúde de Mossoró, a secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, reagiu nesta semana às críticas feitas pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, sobre a estrutura e o funcionamento do Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva.

A manifestação ocorreu após Alexandre divulgar vídeo em que voltou a questionar a unidade inaugurada pela gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), classificando o equipamento como uma policlínica e não como um hospital de fato. Em resposta, Morgana publicou vídeo nas redes sociais elevando o tom contra o titular da Sesap.

A reação ocorre enquanto a secretária enfrenta questionamentos decorrentes da Operação Mederi. A investigação apura contratos e pagamentos realizados a empresas fornecedoras de medicamentos durante o período em que Morgana atuou como ordenadora de despesas do Fundo Municipal de Saúde.

Apesar desse cenário, a gestora concentrou sua resposta em ataques ao secretário estadual.

Logo no início da gravação, Morgana classificou Alexandre Motta como o “pior secretário de Saúde da história”.

“O pior secretário de Saúde da história do Rio Grande do Norte tem um novo hobby: atacar o Hospital de Mossoró. Mas nós não vamos aceitar essa covardia”, afirmou.

Na sequência, associou as críticas do secretário aos problemas enfrentados pela rede estadual e acusou o Governo do Estado de utilizar o tema politicamente.

“Enquanto o caos do Tarcísio Maia permanece, enquanto o próprio governo é acusado de segurar leitos para sobrecarregar nossas UPAs, o secretário achou tempo para gravar vídeo para mentir sobre o nosso hospital”, declarou.

Ao longo do vídeo, a secretária prosseguiu com críticas ao secretário estadual e ao Governo do Estado, inclusive em tom pessoal, mas não respondeu diretamente aos questionamentos feitos por Alexandre Motta sobre a ausência de funcionamento noturno e nos fins de semana, nem sobre a inexistência de leitos de UTI na unidade municipal.

Críticas da Sesap
As declarações de Morgana foram motivadas por um novo vídeo publicado por Alexandre Motta, no qual o secretário voltou a questionar a estrutura do equipamento entregue pela gestão de Allyson Bezerra.

Segundo o titular da Sesap, a unidade realiza cirurgias eletivas de baixa complexidade em pacientes previamente selecionados e não dispõe de estrutura para atender casos mais graves.

“O hospital não tem UTI e não tem uma demanda para fazer algo que exija maior complexidade”, afirmou em entrevista anterior ao Diário do RN.

Motta também relatou que pacientes que apresentaram intercorrências precisaram ser transferidos para o Hospital Regional Tarcísio Maia.

“Toda cirurgia tem algum grau de imprevisibilidade. Se acontecer uma situação dessa lá, ele vai ter que encaminhar esse paciente para alguma porta de urgência”, alertou.

De acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), hospitais devem oferecer assistência contínua à população, com atendimento de urgência e emergência 24 horas, leitos de internação, suporte intensivo e estrutura para atendimento de casos de média e alta complexidade.

Operação Mederi
A Operação Mederi investiga supostas irregularidades em contratos de fornecimento de medicamentos para a rede municipal de saúde de Mossoró.

Em decisão recente, o desembargador federal Rogério Fialho destacou que Morgana Dantas ocupava a função de ordenadora de despesas do Fundo Municipal de Saúde e era responsável pela homologação de licitações e autorização de pagamentos.

Segundo a decisão, a empresa Dismed Distribuidora recebeu R$ 5,864 milhões em recursos públicos apenas em 2024. Em uma das licitações analisadas, homologada pela secretária, a empresa venceu lotes de R$ 3,937 milhões, enquanto a Drogaria Mais Saúde, também investigada, obteve contratos de R$ 2,163 milhões.

Ao analisar os elementos reunidos pela investigação, Fialho observou que a homologação dos contratos por Morgana “ganha relevância” diante dos indícios de entrega parcial de medicamentos e superfaturamento. Embora a secretária não apareça diretamente nos diálogos interceptados, o desembargador registrou que os elementos apontam sua inserção nas “engrenagens que viabilizam o sucesso da empreitada criminosa”.

Morgana Dantas nega irregularidades. Até o momento, não há condenação judicial contra a secretária, e as investigações seguem em andamento.


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ALLYSON BEZERRA TRIPLICA A DÍVIDA DA PREFEITURA DE MOSSORÓ NO MANDATO

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Ao deixar a Prefeitura de Mossoró para disputar o Governo do Rio Grande do Norte, o prefeito licenciado Allyson Bezerra entrega a administração municipal com indicadores fiscais que prometem alimentar o debate político durante a campanha eleitoral.

Dados dos relatórios fiscais enviados pela Prefeitura ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) mostram que o município encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com uma Dívida Consolidada Líquida de R$ 693.205.172,53 e quase R$ 9 milhões em despesas liquidadas sem pagamento.

Os números ganham relevância por retratarem justamente o cenário fiscal deixado pela gestão que pretende utilizar a experiência administrativa em Mossoró como principal credencial para governar o Estado.

A evolução da dívida pública é um dos indicadores que mais chamam atenção nos relatórios fiscais. Ao final de 2020, último exercício antes da posse de Allyson Bezerra, a Dívida Consolidada Líquida de Mossoró era de R$ 233.266.818,17.

Dois anos depois, ao final de 2022, o passivo havia avançado para R$ 314.003.834,12. Em 2023 ocorreu o maior salto da série recente. A dívida consolidada alcançou R$ 580.716.711,07, registrando um crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

No encerramento de 2024 houve uma redução para R$ 509.275.986,68. No entanto, a queda não se sustentou. Ao final de 2025, a dívida voltou a crescer e atingiu R$ 588.638.132,76.

Já no primeiro quadrimestre de 2026, período que coincide com os últimos meses da gestão Allyson à frente do Executivo municipal, o passivo alcançou R$ 693.205.172,53, o maior valor registrado na série.

Relatório do TCE/RN aponta dados atualizados da dívida consolidada da gestão do ex-prefeito Allyson, referente ao segundo bimestre de 2026 – Foto: Reprodução

Comparando os números do final de 2020 com os dados de abril de 2026, a dívida pública de Mossoró aumentou R$ 459.938.354,36. Em termos percentuais, o crescimento acumulado foi de aproximadamente 197,2%.

Na prática, isso significa que o município encerra o período com uma dívida quase três vezes maior do que a existente antes do início da atual gestão.

Os dados também mostram uma aceleração do endividamento nos últimos meses. Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, a dívida aumentou R$ 104.567.039,77, crescimento de cerca de 17,8% em apenas quatro meses.

O resultado aproxima Mossoró da marca de R$ 700 milhões em obrigações de longo prazo, um patamar inédito para as finanças municipais.

Outro ponto que chama atenção nos relatórios fiscais é a diferença entre as despesas liquidadas e os pagamentos efetivamente realizados pela Prefeitura.

Segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) referente ao primeiro quadrimestre de 2026, a administração municipal liquidou R$ 313.585.263,52 em despesas entre janeiro e abril. No mesmo período, os pagamentos somaram R$ 304.686.398,01.

A diferença de R$ 8.898.865,51 representa despesas já reconhecidas oficialmente pela administração, mas que permaneceram sem quitação até o encerramento do quadrimestre.

Na contabilidade pública, a liquidação ocorre quando o ente público confirma que o serviço foi executado ou o produto foi entregue, transformando a obrigação em compromisso financeiro formal.

Embora situações desse tipo possam ocorrer dentro da rotina fiscal dos municípios, os números demonstram que a Prefeitura encerrou o período com milhões de reais em despesas aguardando pagamento.

Os indicadores fiscais surgem em um momento de forte projeção política do ex-prefeito, que busca transformar sua passagem pela Prefeitura de Mossoró em vitrine para a disputa pelo Governo do Estado.

Enquanto aliados destacam investimentos, obras estruturantes e modernização administrativa, os relatórios oficiais mostram que a gestão termina com uma dívida pública R$ 459,9 milhões superior à registrada ao final de 2020 e com quase R$ 9 milhões em despesas liquidadas sem pagamento apenas nos quatro primeiros meses de 2026.

Embora parte do crescimento da dívida possa estar associada a financiamentos, operações de crédito e investimentos públicos realizados ao longo dos últimos anos, os números revelam uma expansão significativa dos compromissos financeiros assumidos pelo município durante a gestão.

Com a campanha eleitoral se aproximando, os indicadores fiscais de Mossoró tendem a ocupar espaço central nas discussões sobre o legado administrativo deixado por Allyson Bezerra. Afinal, a cidade que servirá de principal vitrine para sua candidatura ao Governo do Estado encerra o ciclo administrativo com a maior dívida consolidada de sua história e milhões de reais em obrigações ainda pendentes de pagamento.


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KELPS LIMA: “BENES, JOÃO MAIA E ROBINSON SÃO POLÍTICOS RETRÓGRADOS”

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A disputa interna na Federação União Progressista voltou a ser assunto nos bastidores da política potiguar nesta quarta-feira (10). Após a repercussão das declarações do deputado federal Benes Leocádio (União Brasil) ao Diário do RN, que criticou a estratégia de confronto adotada por Kelps Lima, o ex-deputado voltou às redes sociais para reafirmar que considera os atuais parlamentares da própria Federação seus principais adversários na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026.

Em vídeo publicado nesta quarta, Kelps também rebateu críticas de que estaria atacando aliados do próprio grupo político. Segundo ele, não existe alinhamento político natural entre sua trajetória e a dos parlamentares que hoje ocupam mandato federal, Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio.

“Benes não é meu amigo, João Maia não é meu amigo, Robinson não é meu amigo. Eles três, além de serem meus adversários legítimos, eu sou adversário deles e eles são adversários entre si”, afirmou.

O ex-deputado foi além e defendeu a necessidade de renovação da representação potiguar na Câmara Federal.

“Não acho que sejam bons políticos. Acho que são três políticos retrógrados e que pelo menos um a gente precisa tirar”, declarou.

Ao justificar as diferenças políticas, Kelps lembrou o histórico de alianças dos parlamentares e afirmou que seguiu um caminho distinto ao longo da sua trajetória.

“João Maia apoiou o governo Robinson e apoiou o governo Fátima. Benes apoiou os três governos.

Robinson foi vice de Rosalba, depois foi eleito junto com Fátima. Eu, nesse tempo todo, estava no mesmo campo”, afirmou.

Na sequência, o ex-deputado explicou que sua entrada no União Brasil ocorreu em razão da relação política construída com o ex-prefeito Allyson Bezerra.

“Eu fui para o União Brasil porque Allyson está lá. Em todas as campanhas eu estive ao lado de Allyson.

Quando Allyson não tinha mandato, quando passou dificuldade em Mossoró, quando iniciou o mandato e ninguém acreditava, eu estava lá porque Allyson é meu amigo e eu acredito no projeto dele. Quem chegou só agora foram eles três”, declarou.

Kelps também sustentou que a lógica da eleição proporcional o coloca em disputa direta com os três deputados da Federação.

“Esse ano eu estou na Federação União Brasil PP e meus adversários são João Maia, Benes e Robinson.

Eu posso tirar mais votos do que Nina e perder. Tirei, na eleição passada, mais votos do que vários deputados eleitos e perdi a eleição. Porque eles não eram meus adversários”, declarou, ao justificar a diferença entre sua relação com a vereadora Nina Souza, que havia sido citada em vídeo anterior, e os deputados da Federação.

Ao longo da gravação, Kelps procurou diferenciar sua atuação política da trajetória dos parlamentares e afirmou que pretende explorar essas divergências durante a campanha.

“Eu vou fazer o debate político junto com meus adversários. Não vou fazer acusação pessoal, não vou atacar CPF, falar de família. Agora isso se chama política e eu preciso mostrar quais são as diferenças”, disse.

O ex-deputado também defendeu que o confronto político dentro da própria Federação é legítimo e faz parte da disputa eleitoral.

“Não tem polêmica nenhuma, são meus adversários. Eu vou pautar as diferenças políticas da forma que meus três adversários fazem política e da forma que eu faço”, ressaltou.

Reação à declaração de Benes
As novas declarações surgem um dia após Benes Leocádio rebater a estratégia do correligionário em entrevista ao Diário do RN. O deputado afirmou que não vê concorrência interna dentro da Federação e defendeu que o fortalecimento coletivo da nominata aumenta as chances de eleição de todos os candidatos.

“Eu não vejo essa questão de concorrência interna. Quanto mais votos os colegas tiverem, mais chance temos de eleger mais gente”, afirmou.

Benes também negou que tenha havido traição a Kelps e revelou que tentativas de transferência de bases eleitorais encontraram forte resistência dos próprios apoiadores. Segundo o parlamentar, a estratégia de confrontar integrantes da própria chapa acaba dificultando a construção coletiva necessária para ampliar o número de vagas da Federação na Câmara Federal.

Apesar das críticas, o deputado declarou que continua torcendo pelo sucesso eleitoral do ex-deputado e afirmou desejar que Kelps seja um dos eleitos pela nominata em 2026.


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APOIO A STYVENSON VALENTIM AFASTA JÚLIA ALMEIDA DA CHAPA AO GOVERNO COM CADU

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Cotada nos bastidores como um dos nomes do PSDB para compor a chapa governista encabeçada por Cadu Xavier (PT) em 2026, a médica Júlia Almeida, primeira-dama de Parelhas e pré-candidata a deputada estadual, passou a enfrentar resistência crescente dentro do campo aliado ao Governo do Estado. O motivo são as recentes demonstrações públicas de alinhamento político com o senador Styvenson Valentim (Podemos), uma das principais lideranças da oposição potiguar.

O Diário do RN revelou recentemente que Júlia aparecia entre os nomes observados para ocupar a vaga de vice-governadora na chapa governista. A escolha de uma mulher é defendida pelo próprio Cadu Xavier, que já declarou ao jornal enxergar na composição feminina um caminho natural para a construção da aliança. Além disso, informações de bastidores apontam que a vaga deverá ficar com o PSDB, partido presidido no Estado pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira.

Nos últimos dias, porém, declarações da própria Júlia e movimentações do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida, passaram a alimentar dúvidas sobre a viabilidade política de seu nome para integrar um projeto liderado pelo PT.

Em entrevista à 95 FM, a médica declarou voto em Styvenson Valentim para o Senado Federal, destacando os investimentos destinados pelo parlamentar ao município.

“Eu sou uma pessoa ponderada, eu voto em pessoas que acreditam que fazem o bem para a nossa população. Então, assim, o Styvenson investiu muito na saúde de Parelhas, colocou emendas para a gente ter a reforma de uma escola. Quem faz o bem merece o nosso voto. O meu primeiro voto é em Styvenson Valentim, o segundo ainda não tenho”, afirmou declarando o apoio ao senador e deixando a preferência pela segunda vaga em aberto.

A declaração repercutiu nos bastidores políticos justamente porque Styvenson é identificado como uma das principais lideranças do campo conservador e oposicionista no Estado. Embora a médica não tenha feito qualquer referência à disputa pelo Governo do Estado, a fala foi interpretada por interlocutores da base governista como um sinal político relevante.

A situação ganhou novos capítulos na semana com a circulação de registros e postagens do prefeito Dr. Tiago Almeida em colaboração com senador. Em uma publicação sobre o avanço das obras da Central de Imagens de Parelhas, o gestor atribuiu diretamente ao parlamentar a viabilização do projeto.

“Essa conquista só está sendo possível graças à parceria com o senador Styvenson Valentim. Tenho a certeza de que, em 2026, estaremos aqui celebrando a entrega de um equipamento que fará a diferença na vida de milhares de pessoas”, escreveu.

A postagem reforçou a percepção de proximidade entre o grupo político de Parelhas e o senador.

Embora a relação institucional entre prefeitos e parlamentares seja comum, o momento em que ela ocorre chamou atenção, especialmente diante das discussões sobre a composição da chapa governista.

Nos bastidores, a avaliação é que as manifestações públicas de apoio a Styvenson diminuem as chances de Júlia ser escolhida para ocupar a vice de Cadu Xavier. Isso porque a estratégia do grupo governista passa pela construção de um discurso de unidade política em torno da sucessão estadual.

A mudança de cenário ocorre apesar de Júlia ter sido vista recentemente ao lado da governadora Fátima Bezerra e do próprio Cadu Xavier em agendas políticas, o que havia reforçado especulações sobre sua inclusão no projeto governista.

Caso a primeira-dama de Parelhas realmente deixe de ser considerada para a composição majoritária, outros nomes do PSDB passam a ganhar força nas conversas. Entre os mais citados estão a vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, irmã de Ezequiel Ferreira, e a deputada estadual Cristiane Dantas, esposa do ex-vice-governador Fábio Dantas.


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BENES CRITICA KELPS E AFIRMA QUE BASES REJEITARAM APOIAR O EX-DEPUTADO

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As declarações do ex-deputado Kelps Lima (União Brasil), que apontou os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria como seus principais adversários na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026, provocaram reação dentro da própria Federação União Progressista. Em entrevista ao Diário do RN, Benes Leocádio rebateu a tese de concorrência interna, negou qualquer tipo de traição ao correligionário e defendeu que o fortalecimento coletivo da nominata é o caminho para ampliar o número de eleitos.

Para Benes, a postura adotada por Kelps acabou criando dificuldades dentro da própria Federação ao direcionar sua estratégia eleitoral contra os atuais parlamentares do grupo.

“A dificuldade que ele criou é exatamente querendo derrotar os parceiros que poderiam ajudá-lo”, afirmou.

O deputado também rejeitou a narrativa de que os atuais detentores de mandato tenham descumprido compromissos com Kelps. Segundo ele, houve tentativas de construção de apoios, mas a resistência das próprias bases eleitorais inviabilizou avanços.

“Houve conversas. Ele solicitou que os deputados que já tinham mandato e que fossem permanecer na nominata abrissem mão de alguns apoios, mas a resistência de todos os apoiadores consultados foi muito grande”, explicou.

De acordo com Benes, alguns parlamentares chegaram a consultar lideranças e bases eleitorais sobre a possibilidade de redirecionamento de apoios, mas encontraram forte rejeição.

“Houve tentativas de alguns, mas uma resistência incontornável. Não podemos fazer nada. Teve colega que consultou dezenas e dezenas de apoiadores, e a resposta era a mesma”, relatou.

Benes rejeitou a tese de que a Federação tenha descumprido compromissos com Kelps Lima. “De forma nenhuma houve traição. De forma nenhuma”, declarou.

A principal divergência entre os dois está justamente na leitura sobre a disputa proporcional. Enquanto Kelps afirmou que um dos atuais deputados federais da Federação precisaria ficar de fora para que ele conquistasse uma vaga, Benes sustenta que a lógica eleitoral funciona de forma diferente.

“Eu não vejo essa questão de concorrência interna, não. Para mim, quanto mais votos os colegas tiverem, mais chance temos de eleger mais gente”, afirmou ao Diário do RN.

O parlamentar argumenta que, em eleições proporcionais, o crescimento da nominata beneficia todos os integrantes da chapa.

“Se a gente entende de eleição proporcional, quanto mais votos a nominata tiver, mais chance alguém tem de ser eleito. “A Federação disputa bem duas vagas e mais uma. Há chance real de eleger três deputados federais”, ressaltou.

Na avaliação do deputado, o foco deveria estar na construção coletiva da nominata. “Se você quer buscar voto para somar no conjunto, na nominata, eu tenho que pensar em agregar e não desagregar”, disse.

Mesmo diante das críticas feitas por Kelps, Benes afirmou não guardar ressentimentos e declarou que continua torcendo pelo sucesso eleitoral de todos os integrantes da federação.

“Eu desejo muito boa sorte a ele, que tenha muitos votos e que possa ser um dos eleitos no número que a nominata conquistar”, afirmou.

Declaração de Kelps gera repercussão
O posicionamento de Benes surge após reportagem publicada na edição anterior do Diário do RN mostrar que Kelps Lima considera seus principais adversários justamente os deputados federais da FederaçãoUnião Progressista. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado chegou a afirmar que “um deles vai ter que sair para a gente poder entrar”, ao citar nominalmente Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria.


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“JÁ PARARAM PARA PENSAR POR QUE ALLYSON PULA TANTO EM SEUS EVENTOS?”

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As críticas da Sesap (Secretaria de Estado da Saúde Pública) ao equipamento de saúde inaugurado pelo ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), ganharam um novo capítulo nesta segunda-feira (09). Em vídeo divulgado nas redes sociais, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, voltou a questionar a estrutura e o funcionamento da unidade municipal, classificando-a como uma policlínica e não como um hospital, além de associar a estratégia de divulgação do equipamento ao que chamou de “jogo das aparências”.

Na gravação, Motta também direciona críticas pessoais ao pré-candidato ao Governo do Estado, fazendo referência aos frequentes saltos realizados por Allyson em eventos públicos e vídeos publicados nas redes sociais.

“Vocês já pararam para pensar por que o candidato Allyson pula tanto em todos os seus eventos? Afinal, ele não é candidato a saltimbanco, mas a governador do Estado”, afirmou o secretário.

Saltimbanco é o nome dado a artistas populares que costumam se apresentar em ruas, praças e feiras realizando acrobacias e performances. Para Motta, a imagem construída pelo ex-prefeito estaria relacionada a uma estratégia de valorização da aparência em detrimento do conteúdo administrativo.

“A razão está no jogo das aparências. E é mesmo porque ele insiste em chamar a policlínica que inaugurou em Mossoró de hospital”, declarou.

O secretário voltou a sustentar que a unidade municipal não reúne características compatíveis com um hospital de maior porte. Segundo ele, o equipamento realiza exames e cirurgias eletivas de baixo risco, sem estrutura para atender casos mais complexos.

“A policlínica realiza exames eletivos e também cirurgias eletivas de baixo risco em pacientes selecionados com baixo potencial de complicação”, afirmou.

Na sequência, Motta reforçou que pacientes com quadros mais delicados são encaminhados para outras unidades da rede de saúde.

“Os pacientes com maior potencial de complicação são direcionados à Apamim [Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró]. E os pacientes que eventualmente complicam são direcionados ao Hospital Tarcísio Maia, como já aconteceu em dois casos”, disse.

As declarações reforçam críticas feitas anteriormente pelo próprio secretário em entrevista ao Diário do RN. Na ocasião, ele já havia afirmado que a unidade não possui leitos de UTI, não atende urgência e emergência de forma permanente e não funciona durante a noite nem aos finais de semana.

“Lá também não dispõe de atendimento noturno, nem de fim de semana, nem de UTI”, reiterou.

Para o titular da Sesap, embora os serviços ofertados pela unidade tenham importância para a população, eles não seriam suficientes para enfrentar os principais gargalos da saúde pública na região Oeste.

“As ações da policlínica são importantes, mas não são determinantes para mudar o rumo da saúde em Mossoró nem na região hoje”, avaliou.

Segundo ele, o principal problema continua sendo a falta de leitos de retaguarda, fator que contribui para a sobrecarga do Hospital Regional Tarcísio Maia e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município.

“Tarcísio Maia vive sobrecarregado, apesar de contar com 219 leitos de internamento. E as UPAs de Mossoró também. A razão é a mesma: faltam leitos de retaguarda na região”, afirmou.

Motta defendeu que a implantação de uma estrutura hospitalar com maior capacidade assistencial teria impacto mais significativo na rede pública de saúde.

“A presença de um hospital de fato aliviaria o Tarcísio, as UPAs e a saúde como um todo sairia beneficiada”, declarou.

Ao concluir a crítica, o secretário voltou a associar a discussão à postura política de Allyson Bezerra.

“Faltou pé no chão para o prefeito candidato quando escolheu pular o óbvio em razão das aparências, mais uma vez”, concluiu.


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KELPS LIMA MIRA ROBINSON, BENES E JOÃO MAIA: “UM DELES VAI TER QUE SAIR”: “UM DELES VAI TER QUE SAIR”

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Uma postagem feita pelo pré-candidato a deputado federal pelo União Brasil, Kelps Lima, em suas redes sociais no último domingo (7), chamou a atenção para uma possível estratégia que poderá ser adotada pelo ex-deputado nas eleições de 2026. Após publicar uma foto ao lado da vereadora de Natal e pré-candidata a deputada federal Nina Souza (PL), Kelps gravou um vídeo para rebater questionamentos de seguidores e explicar a aproximação política com a parlamentar.

A imagem chamou atenção porque Kelps integra a Federação União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas (PP), enquanto Nina é filiada ao PL, partido que compõe um campo político diferente para a disputa eleitoral de 2026.

No vídeo, o ex-deputado afirmou que não vê Nina como adversária e destacou que seus principais concorrentes estão dentro da própria federação da qual faz parte.

“Tá achando estranho uma foto minha com Nina na minha rede social? Não tem problema nenhum.

Nina, eu gosto dela e ela não é minha adversária”, afirmou.

Kelps foi além e citou nominalmente quem considera seus adversários na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

“Nessa pré-campanha e na campanha, meus adversários serão Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio, três deputados federais e um deles vai ter que sair para a gente poder entrar”, declarou.

A fala evidencia o cenário que começa a se desenhar para a disputa proporcional de 2026. Embora faça parte da mesma federação que reúne Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio, Kelps admite que sua principal disputa eleitoral ocorrerá justamente contra os atuais deputados federais do grupo.

Na prática, a declaração sugere que o ex-deputado pretende buscar espaço entre os eleitores que atualmente votam nos três parlamentares, considerados por ele os concorrentes diretos por uma das vagas da bancada federal do Rio Grande do Norte.

Enquanto direciona seu discurso para os integrantes da própria federação, Kelps adotou um tom amistoso em relação à pré-candidata do PL.

“Nina está em outra coligação. Não sou adversário dela, gosto dela e torço por ela”, disse.

Em outro trecho da gravação, o ex-deputado afirmou que a renovação da bancada federal passa pela derrota de um dos atuais ocupantes do cargo.

“Nós juntos vamos mandar um desses três deputados federais de volta para o Rio Grande do Norte ano que vem.”

A declaração reforça uma característica das eleições proporcionais: muitas vezes os maiores adversários de um candidato não estão em legendas rivais, mas dentro da própria federação partidária, disputando o mesmo eleitorado e as mesmas vagas.

No entanto, a fala também abre espaço para um contraponto político. Tradicionalmente, candidatos de um mesmo grupo trabalham para fortalecer a nominata e ampliar o número de vagas conquistadas pela federação ou partido político, concentrando os embates e o enfrentamento eleitoral em adversários de outros partidos e blocos políticos, estratégia que Kelps não pretende adotar como bem falou na sua postagem em suas redes sócias.

Ao escolher como alvos justamente Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio, todos integrantes da Federação União Progressista, Kelps passa a impressão de que sua estratégia eleitoral está mais voltada para ocupar o espaço dos atuais detentores de mandato do próprio grupo do que para enfrentar candidatos de chapas adversárias.

A leitura ganha ainda mais força quando comparada ao tratamento dispensado a Nina Souza. Embora a vereadora e pré-candidata a deputada federal dispute a eleição por um agrupamento político diferente, o ex-deputado afirmou que torce por sua eleição e não a considera adversária.

Dessa forma, a repercussão da foto acabou revelando mais do que uma simples aproximação política. O vídeo expôs uma estratégia que chama atenção nos bastidores: enquanto demonstra sintonia com uma pré-candidata de outro grupo político, Kelps escolhe como adversários prioritários exatamente os deputados federais Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio que integram o seu time político no qual ele próprio faz parte.


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“É UM HOSPITAL FAKE”, AFIRMA CADU AO CRITICAR UNIDADE ENTREGUE POR ALLYSON

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Em passagem por Mossoró, o pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT, Cadu Xavier, endureceu o tom das críticas ao hospital municipal entregue pelo ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil) em janeiro deste ano. Em entrevista ao Diário do RN, o petista afirmou que visitou a unidade após receber informações de que o equipamento encerrava as atividades às 18h e classificou o local como um “hospital fake”.

“Eu estava em Mossoró e recebi a informação de que a policlínica só abria até 18 horas. Fui lá para ver com os meus próprios olhos. Cheguei às 19h30 e o funcionário me informou que estava fechado e que só abriria de manhã no dia seguinte”, relatou.

A partir da visita, Cadu voltou a questionar a estrutura e o funcionamento da unidade inaugurada pela gestão municipal. Segundo ele, o equipamento não reúne características básicas exigidas para funcionar como hospital.

“Não funciona 24 horas, não tem porta aberta. Na verdade, não é um hospital. É uma policlínica. É um hospital fake”, afirmou ao Diário do RN.

O petista também ironizou o modelo de funcionamento da unidade ao afirmar que o equipamento não atende pacientes durante a noite nem nos fins de semana.

“Só pode adoecer de dia. Se adoecer à noite não dá certo. Nem no fim de semana. O que está funcionando é a escala cinco por dois num hospital fake”, declarou.

Na avaliação de Cadu, a entrega da unidade representa mais uma ação de marketing da gestão municipal.
“É mais uma ilusão do ilusionista de Mossoró”, criticou, se referindo ao ex-prefeito Allyson Bezerra.

As declarações foram reforçadas em vídeo publicado nas redes sociais. A gravação começa em frente ao Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva. Ao encontrar a unidade fechada, Cadu conversa com pessoas que estavam no local e questiona o horário de funcionamento do equipamento.

“Tá fechado? Fechou que horas? Seis? Tá bom, obrigado”, diz no vídeo ao confirmar que a unidade não estava funcionando naquele horário.

Na sequência, o pré-candidato amplia o tom das críticas e questiona as condições em que o equipamento foi entregue à população.

“Tem ex-prefeito que inaugura hospital que não funciona à noite”, afirmou, se referindo ao hospital municipal inaugurado pela gestão de Allyson Bezerra.

A crítica faz referência ao fato de a unidade funcionar com perfil de policlínica, realizando cirurgias eletivas de menor complexidade, sem UTI e sem atendimento permanente de urgência e emergência.

Após questionar a unidade municipal, Cadu seguiu para o Hospital Regional da Mulher Parteira Maria Correia, entregue pelo Governo do Estado, onde utilizou a estrutura do equipamento para fazer um contraponto à unidade municipal.

“E tem a governadora Fátima que fez o Hospital da Mulher. Esse hospital moderníssimo atende crianças e mulheres de Mossoró e de toda a região”, declarou ao destacar o alcance regional do equipamento estadual.

Durante a visita, a direção da unidade informou que o hospital conta com 139 leitos em funcionamento, incluindo leitos de UTI adulta e neonatal, além de pronto-socorro 24 horas para atendimento ginecológico, obstétrico e pediátrico.

Ao final da gravação, o petista voltou a comparar as duas obras e afirmou que a diferença está na entrega da estrutura já em condições de funcionamento.

“O Hospital da Mulher ficou pronto no governo da professora Fátima e entrou em pleno funcionamento no governo dela. Ou seja, o governo da professora faz obra, inaugura quando está pronta e coloca em pleno funcionamento”, concluiu.

O que caracteriza um hospital
De acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), um hospital deve oferecer assistência contínua à população, com atendimento de urgência e emergência 24 horas, funcionando como porta aberta para pacientes encaminhados pelo SAMU, Corpo de Bombeiros e demanda espontânea. A estrutura também deve contar com leitos de UTI, centro cirúrgico, internação e capacidade para atender casos de média e alta complexidade.


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STYVENSON APOIA PEC DE ROGÉRIO MAS AFIRMA QUE É CONTRA TEXTO QUE ASSINOU

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A declaração do senador Styvenson Valentim (Podemos) em defesa do fim da escala 6×1 colocou em evidência uma aparente contradição em sua atuação no Senado. Embora tenha afirmado ser favorável à proposta que reduz a jornada de trabalho para cinco dias semanais com dois de descanso, o parlamentar está entre os signatários de PEC (Proposta de Emenda à Constituição) apresentada pelo senador Rogério Marinho que segue caminho oposto ao ampliar a flexibilização das relações de trabalho.

Durante entrevista à Rádio 87 FM de Baía Formosa, Styvenson declarou que pretende votar a favor da proposta aprovada pela Câmara dos Deputados que extingue a escala 6×1 e fixa a jornada semanal em 40 horas.

“Vai ter a votação agora da escala 5×2, 6×1. Chegou no Senado agora. Na CCJ, eu voto favorável que a escala caia para 5×2. Eu sou favorável ao trabalho da PEC [se referindo a PEC 221/2019, que prevê a redução da carga horária] ”, afirmou.

Assinatura em proposta oposta
A fala, entretanto, chamou atenção porque ocorreu poucos dias após o senador assinar a PEC 12/2026, de autoria de Rogério Marinho, apresentada justamente como contraponto à proposta apoiada pelo governo federal e pelos defensores da redução da jornada.

A PEC de Rogério Marinho foi protocolada no Senado logo após a aprovação, pela Câmara, da proposta que estabelece a jornada de 40 horas semanais distribuídas em cinco dias de trabalho. O texto do senador potiguar cria um modelo alternativo ao previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo contratos baseados exclusivamente nas horas efetivamente trabalhadas.

Na prática, a proposta abre espaço para jornadas de 20, 30, 40 ou até 50 horas semanais, conforme acordo entre empregado e empregador. O trabalhador receberia proporcionalmente às horas contratadas e benefícios como férias, FGTS e 13º salário também seriam calculados de forma proporcional.

Além disso, a PEC estabelece que o contrato individual firmado entre patrão e empregado prevaleceria sobre eventuais acordos coletivos, medida que é vista por entidades sindicais como um enfraquecimento da proteção trabalhista.

Ao ser questionado sobre a assinatura na proposta, Styvenson alegou que o gesto não representa apoio ao conteúdo.

“Você assinou a PEC agora do Rogério Marinho. Sim, para tramitar, gente. Existe um bom relacionamento dentro da política. Quando um colega apresenta um projeto de lei que nós assinamos, não quer dizer que a gente concorda”, argumentou.

Discurso semelhante ao de Marinho
Apesar de declarar apoio ao fim da escala 6×1, Styvenson também reproduziu argumentos semelhantes aos utilizados por Rogério Marinho para criticar a redução da jornada de trabalho.

Segundo o senador, os custos decorrentes da mudança seriam repassados ao consumidor final.

“O empresário vai suportar custo nenhum. O empresário vai repassar para o consumidor”, afirmou.

Em outro momento da entrevista, reforçou a mesma avaliação. “No final de tudo, todo mundo vai pagar, até o trabalhador que está de folga”, concluiu. ”

O discurso se aproxima das justificativas apresentadas por Marinho ao defender sua PEC. O senador do PL sustenta que a redução da jornada sem diminuição salarial aumentaria os custos de produção, pressionaria a inflação e poderia provocar desemprego e crescimento da informalidade.


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RAFAEL MOTTA MISTURA PALANQUES COM FILHO DE ABRAÃO E MULHER DE ALLYSON

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Integrante do chamado “Time de Lula” no Rio Grande do Norte e aliado da pré-candidatura governista de Cadu Xavier (PT) ao Governo do Estado, o ex-deputado federal e pré-candidato ao Senado, Rafael Motta (PDT), tem chamado atenção nos bastidores da política potiguar por dividir agendas com lideranças ligadas ao grupo do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). A aproximação ocorre justamente em um momento de intensificação da pré-campanha e tem gerado questionamentos sobre os sinais políticos transmitidos ao eleitorado.

Conforme apurou o Diário do RN, registros publicados nas redes sociais reforçaram essa movimentação. Em uma postagem colaborativa realizada no último 25 de maio, Rafael aparece ao lado de Allan Cruz, filho de Abraão Lincoln, personagem envolvido nas investigações sobre fraudes e descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS, durante encontro político em Caiçara do Norte. Allan foi candidato a prefeito do município em 2024 e atualmente integra um grupo político alinhado ao projeto de Allyson Bezerra para 2026.

Em outro registro mais recente, também publicado em colaboração entre os perfis de Allan Cruz e Rafael Motta, surge a presença da pré-candidata a deputada estadual Cinthia Pinheiro (União Brasil), conhecida politicamente como “Cinthia de Allyson”, esposa do ex-prefeito mossoroense e pré-candidato a governador pela oposição.

Porém, a sequência de agendas não se restringe a Caiçara do Norte. Em outro compromisso recente, Rafael Motta apareceu ao lado de Kelps Lima, durante celebração religiosa em Pedro Velho, a convite da vereadora e pré-candidata a deputada estadual pelo MDB, Mayara Lemos. Kelps é apontado como um dos nomes que compõem o projeto político aliado a Allyson para as eleições de 2026.

Nos bastidores, os encontros têm provocado questionamentos de aliados e adversários. O principal ponto levantado é a possibilidade de a aproximação transmitir ao eleitorado sinais contraditórios, uma vez que Rafael integra o grupo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao projeto estadual de Cadu Xavier, enquanto participa de agendas ao lado de lideranças vinculadas ao campo político de Allyson Bezerra.

A movimentação tem sido comparada por observadores ao posicionamento da senadora Zenaide Maia (PSD), que apoia o projeto estadual de Allyson Bezerra, mas mantém apoio declarado à reeleição do presidente Lula. Em entrevista recente ao Diário do RN, o próprio Rafael Motta classificou esse tipo de postura como contraditória ao questionar a convivência entre palanques distintos em uma mesma disputa eleitoral.

Críticas à liderança do Psdb
Um outro episódio que chamou a atenção recentemente foi o fato de Rafael Motta tecer duras críticas à gestão da prefeita de João Câmara, Aize Bezerra (PSDB), que declarou apoio recente às pré-candidaturas de Cadu Xavier, Samanda Alves (PT) e Zenaide Maia. Durante agenda no município, o pré-candidato ao Senado afirmou que pretende “resgatar a Prefeitura”, declaração que repercutiu negativamente entre aliados da gestora e lideranças locais.

Após o episódio, o Diretório Municipal do PT divulgou uma nota pública de repúdio às declarações do ex-deputado e pré-candidato ao Senado. No documento, os petistas afirmaram que as críticas de Rafael à administração municipal não representam o pensamento da legenda na cidade e defendem cautela por parte de lideranças que integram o mesmo campo político liderado pela governadora Fátima Bezerra.

A nota também reafirmou o apoio do diretório municipal à reeleição do presidente Lula, à pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado e à pré-candidatura de Samanda Alves ao Senado.

Nos bastidores, a manifestação foi interpretada como um sinal do desgaste provocado pelas declarações de Rafael Motta junto a setores do próprio grupo político ao qual ele busca se vincular para a disputa de 2026.


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“NÃO EXISTE DIÁLOGO COM O PT NO MOMENTO”, AFIRMA PRESIDENTE DO PSOL

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Após rumores de que poderia abrir mão de suas candidaturas majoritárias em favor de uma composição com o PT nas eleições de 2026, o PSOL do Rio Grande do Norte decidiu afastar publicamente as especulações. Em entrevista ao Diário do RN, o presidente estadual da legenda e pré-candidato ao Senado, Sandro Pimentel, afirmou que não existe qualquer diálogo em andamento com os petistas sobre alianças eleitorais no Estado e garantiu que as pré-candidaturas do partido permanecem mantidas.

Segundo Sandro, as informações que circularam nos bastidores políticos nos últimos dias não correspondem à realidade e motivaram, inclusive, a divulgação de uma nota oficial do Diretório Estadual do PSOL, nesta terça-feira (02). O objetivo, segundo ele, foi esclarecer que a legenda segue concentrada na construção de seu próprio projeto para 2026, embora não descarte conversas futuras dentro do campo progressista.

Na nota, o partido afirma que “não existe qualquer diálogo aberto com o PT ou com qualquer outro partido acerca de composição eleitoral para 2026” e reafirma que seguirá cumprindo seu calendário pré-eleitoral e construindo seu programa de governo, informação que foi reforçada durante a entrevista ao Diário do RN:

“O que fez a gente produzir aquela nota foi porque começaram a divulgar que a gente estava em diálogo com o PT. A gente não está em diálogo com o PT em momento nenhum”, afirmou

O dirigente ressaltou que conversar com outras legendas faz parte da dinâmica política, mas frisou que não há qualquer negociação aberta neste momento.

“Pode até vir a ter diálogo. É claro que, se o PT solicitar um diálogo, a gente vai sentar e conversar. Conversar é normal, faz parte do processo político democrático. Mas estar em diálogo significa dizer que a gente está sentando, trocando ideias e discutindo uma composição. Isso não é fato, isso não está acontecendo”, declarou.

Atualmente, o PSOL mantém as pré-candidaturas do professor Robério Paulino ao Governo do Estado e de Sandro Pimentel ao Senado, além da construção das nominatas para deputado federal e estadual.

“O que a gente pode afirmar é que começaram a divulgar que o PSOL estava em diálogo com o PT e que as candidaturas poderiam não ser viabilizadas. Isso não procede”, reforçou, enfatizando a solidez do projeto.

Ao comentar o futuro, Sandro evitou antecipar cenários e afirmou que qualquer discussão sobre alianças ainda é prematura.

“Não dá para conjecturar o futuro com base em algo que a gente nem sabe se vai acontecer e, se acontecer, nem em quais termos irá acontecer. Agora, pode dizer o presente”, afirmou.

Alinhamento da chapa majoritária
A posição dialoga com declarações feitas anteriormente pelo pré-candidato ao Governo do Estado, Robério Paulino, também em entrevista ao Diário do RN. No mês passado, o professor afirmou que o PSOL pretende apresentar seu projeto próprio ao eleitorado, mas admitiu a possibilidade de entendimentos futuros caso exista convergência programática.

“No momento, o PSOL pretende apresentar suas propostas. Mas, se houver compromisso do PT com essas propostas que estamos defendendo, tudo é conversável”, disse.

Na ocasião, Robério deixou claro que qualquer eventual aproximação dependeria da incorporação de pautas defendidas pelo partido.

“O PT se compromete a elevar a educação em tempo integral para 50%? Se compromete a acabar com o analfabetismo? A valorizar professores? A plantar cinco milhões de árvores? Se houver compromisso com isso, a conversa pode avançar”, afirmou.

Apoio à reeleição de Lula
Apesar da negativa em relação a uma composição estadual, Sandro destacou que o partido já definiu apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Nós aprovamos por unanimidade o apoio à reeleição do presidente Lula. Isso é um fato, isso foi decidido desde janeiro”, afirmou.

O dirigente, porém, fez questão de separar os cenários nacional e estadual.

“Isso não significa dizer que nos estados a aliança vai seguir a mesma. Os estados têm realidades completamente diferentes”, avaliou.


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MULHER DE ALLYSON APAGA FOTO COM ABRAÃO LINCOLN APÓS REPERCUSSÃO

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Um registro publicado e posteriormente apagado das redes sociais movimentou os bastidores da política potiguar neste fim de semana. A protagonista do episódio foi Cinthia Pinheiro, conhecida como Cinthia de Allyson, esposa do prefeito de Mossoró e pré-candidata a deputada estadual pelo União Brasil. A publicação mostrava uma agenda política realizada em Caiçara do Norte, região da Costa Branca, e incluía o ex-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, investigado em escândalos envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS.

O conteúdo chegou a ser compartilhado também por aliados políticos da pré-candidata, entre eles o ex-deputado Kelps Lima, mas acabou sendo removido das plataformas digitais. Antes disso, porém, capturas de tela circularam em grupos de mensagens e passaram a repercutir em portais de notícias da região.

Embora o registro tenha sido apagado rapidamente, um vídeo divulgado por Cinthia, como publicação oficial, mostra Allan Cruz, filho de Abraão Lincoln, que se apresenta nas redes sociais como “defensor da pesca”, referência direta ao setor onde o pai construiu sua trajetória política e institucional. Na legenda da publicação, a pré-candidata agradeceu o apoio recebido durante a agenda.

“Ter ao nosso lado lideranças comprometidas com o povo mostra que esse projeto cresce com diálogo e união. Mais do que um apoio, é a demonstração de que estamos reunindo pessoas que querem ver o nosso estado avançar”, escreveu.

Em seguida, ela fez referência nominal aos participantes do encontro.

“Meu agradecimento especial a Allan Cruz e à vereadora Hanna, Vaguinho, Cláudio e demais lideranças pela confiança, parceria e apoio nessa caminhada”, registrou.

De acordo com rumores que rondam os bastidores, a presença de aliados diretos de Abraão Lincoln no material oficial da pré-candidata reforça as informações de que o ex-presidente da CBPA também teria participado da agenda em Caiçara do Norte, o que teria chamado atenção pelo fato de Abraão estar no centro de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.

Investigações e prisão na CPMI
Abraão Lincoln Ferreira da Cruz tornou-se um dos principais nomes associados às investigações da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. A apuração investiga suspeitas de descontos associativos irregulares em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A CBPA, entidade que ele presidiu, aparece entre as organizações investigadas por suposta participação no esquema. Relatórios analisados pelos órgãos de controle apontam que a confederação movimentou cerca de R$ 221 milhões entre 2023 e 2025, valor que passou a ser alvo das investigações.

A repercussão do caso aumentou em novembro de 2025, quando Abraão Lincoln foi preso durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, no Senado Federal.

Parlamentares apontaram contradições entre seu depoimento e documentos obtidos pela comissão, resultando em sua detenção por suspeita de falso testemunho.

Além do caso mais recente, Abraão também teve o nome associado à Operação Enredados, deflagrada pela Polícia Federal em 2015. Na época, a investigação apurava suspeitas de corrupção, tráfico de influência, fraudes na concessão de licenças de pesca e crimes ambientais relacionados ao setor pesqueiro. O ex-dirigente ainda enfrentou condenação eleitoral por caixa dois referente à campanha de 2014.

Abraão Lincoln nega irregularidades tanto no caso envolvendo a CBPA quanto nas demais investigações e afirma que as atividades desenvolvidas por ele e pelas entidades ligadas ao setor seguiram os procedimentos legais. Até o momento, não há condenação definitiva relacionada às apurações mais recentes.


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“NÃO TEM PF BATENDO NA PORTA DELE”, DIZ FÁTIMA AO DEFENDER CADU XAVIER

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A governadora Fátima Bezerra elevou o tom da disputa política para 2026 ao defender publicamente a trajetória do pré-candidato governista Cadu Xavier (PT) e associar sua imagem à honestidade e à ausência de investigações policiais. A declaração, dada em entrevista à 94 FM nesta segunda-feira (01), passou a ser interpretada nos bastidores como uma indireta direcionada ao também pré-candidato e ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que teve o nome citado em apurações da Operação Mederi, conduzida pela Polícia Federal, no início deste ano.

Com a pré-campanha ganhando força e a disputa pelo Governo do Estado cada vez mais polarizada, a governadora procurou diferenciar seu grupo político dos adversários ao destacar a conduta do ex-secretário estadual da Fazenda.

“Começando primeiro por um governo honesto, um governo que não tem Polícia Federal batendo na porta, que não tem secretário sendo acusado de desviar dinheiro na saúde e receber propina”, afirmou a governadora ao iniciar sua defesa do aliado.

Na sequência, Fátima reforçou os elogios ao pré-candidato governista e destacou sua passagem pela área econômica do Estado.

“Uma das qualidades extraordinárias de Cadu Xavier é exatamente essa. Além de trabalhador e preparado, ele é honesto”, declarou.

A governadora lembrou ainda que o aliado esteve à frente de uma das áreas mais sensíveis da administração estadual sem ter sido alvo de acusações ou investigações.

“Ele cuida de uma pasta que é exatamente a de Finanças e Tributação desde o início. Graças a Deus, a Polícia Federal nunca bateu na porta da casa dele. Ele nunca foi acusado de receber propina, de desvios na área da saúde e etc.”, afirmou.

Embora sem citar nomes diretamente, a fala foi interpretada no meio político como uma referência ao prefeito mossoroense, que lidera pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado e que recentemente viu seu nome associado aos desdobramentos da Operação Mederi.

Sobre a “Operação Mederi”
A Operação Mederi foi deflagrada pela Polícia Federal, em janeiro de 2026, em conjunto com a Controladoria-Geral da União para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e pagamento de propinas envolvendo contratos da área da saúde em municípios potiguares.

Entre as empresas que aparecem nas investigações estão a Dismed e a Drogaria Mais Saúde, fornecedoras de medicamentos e insumos hospitalares que mantinham contratos com diversas prefeituras do Estado.

O nome de Allyson Bezerra passou a constar nos autos a partir de interceptações telefônicas e relatórios produzidos pela Polícia Federal. Segundo os investigadores, empresários ligados à Dismed utilizavam a expressão “Matemática de Mossoró” para se referir a uma suposta divisão de recursos oriundos de contratos públicos. Em uma das conversas citadas pela PF, foi mencionada a destinação de 15% dos lucros para “Allyson”, referência que os investigadores atribuem ao então prefeito de Mossoró.

As apurações também analisam possíveis práticas de lavagem de dinheiro, pagamento de propina e direcionamento de contratos públicos em municípios como Mossoró, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha.

Desde que a operação foi deflagrada, a defesa de Allyson Bezerra nega qualquer irregularidade, sustenta que não existem provas que o vinculem aos fatos investigados e afirma que as acusações se baseiam em interpretações da Polícia Federal. Até o momento, não há condenação judicial definitiva contra o prefeito, empresários ou empresas citadas na investigação.


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“NÃO EXISTIA COMPROMISSO NENHUM DE EU SER CANDIDATO A GOVERNADOR”

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O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves, voltou a comentar neste fim de semana uma das decisões mais controversas de sua trajetória política recente: a escolha de não assumir o Governo do Estado em 2026, diante da possibilidade de renúncia da governadora Fátima Bezerra para disputar uma vaga ao Senado. Em entrevista recente ao programa Politicando, da 98 FM, o emedebista rebateu críticas recebidas desde que anunciou sua decisão e trouxe um argumento inédito para justificar a escolha: segundo ele, nunca houve qualquer compromisso de que seria candidato ao Governo.

Ao abordar o tema, Walter rebateu as acusações de que teria descumprido acordos políticos ao abrir mão de assumir o Governo do Estado.

“Primeiro, não existia compromisso nenhum de eu ser candidato a governador. Quiseram acabar com o nosso legado, mas não conseguiram”, afirmou, ao negar que sua decisão represente ruptura com o projeto político que ajudou a construir ao lado do MDB e dos aliados da atual gestão.

A declaração surge meses depois de o vice-governador comunicar oficialmente que não assumirá o comando do Executivo estadual, em janeiro deste ano. À época, a decisão provocou forte repercussão política. Adversários e até integrantes de grupos aliados passaram a acusá-lo de renunciar à oportunidade de governar o Estado, abandonar o projeto que ajudou a eleger e evitar enfrentar os desafios administrativos e financeiros do Rio Grande do Norte.

O vice-governador também ressaltou que pretende colocar sua trajetória política novamente à avaliação do eleitor e não descartou disputar o Executivo estadual no futuro.

“Eu sou pré-candidato a deputado estadual para julgamento popular e o povo vai julgar e escolher. E um dia, quem sabe, eu possa alcançar esse sonho”, acrescentou, em referência à possibilidade de ainda disputar o Governo do Estado em outro momento de sua carreira.

Ao relembrar o processo que culminou na decisão, Walter reconheceu que chegar ao comando do Executivo era um objetivo político legítimo e que influenciou sua escolha de compor a chapa vencedora em 2022.

“Eu teria a chance de ser governador do Rio Grande do Norte. Não tenha dúvida”, afirmou, destacando que a perspectiva de assumir o cargo fazia parte do planejamento político construído durante a campanha.

Apesar disso, ele disse ter concluído que a oportunidade não compensaria os riscos de administrar o Estado por um período curto e sem tempo suficiente para apresentar resultados.

“Foi uma decisão das mais difíceis da minha vida”, declarou, ao relatar o peso político e pessoal da escolha que acabou contrariando expectativas de aliados e adversários.

Segundo Walter, um mandato de apenas alguns meses seria insuficiente para promover mudanças estruturais na administração estadual e poderia resultar em um julgamento injusto por parte da população.

“É impossível você, em seis meses, conseguir reestruturar e reorganizar. É impossível”, afirmou, argumentando que a falta de tempo comprometeria qualquer tentativa de imprimir uma marca própria de gestão.

Walter contou ainda que consultou o ex-governador e ex-senador Garibaldi Alves Filho antes de tomar a decisão definitiva e afirmou que também ouviu dirigentes nacionais do MDB. Segundo ele, a avaliação foi unânime de que assumir o Governo por poucos meses poderia comprometer seu futuro político.

“Eu comuniquei, fui a Brasília diversas vezes, conversei com quem nos ajudou. O ministro Renan, o ministro Jader, a Simone Tebet e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, disseram: ‘Walter, se você assumir realmente, você vai se acabar, porque não vai ter tempo de mostrar serviço’”, relatou, ao explicar que a decisão foi amadurecida ao longo de meses e contou com o respaldo de lideranças da legenda.


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CADU DESAFIA ALLYSON E ÁLVARO PARA DEBATE SOBRE O RIO GRANDE DO NORTE

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O pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT, Cadu Xavier, elevou o tom político e lançou um desafio direto aos adversários nas eleições de 2026. Em entrevista à jornalista Anna Karina Castro, o ex-secretário estadual da Fazenda afirmou que está pronto para debater o Rio Grande do Norte com o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), nomes apontados entre os principais pré-candidatos ao Executivo estadual.

“Eu desafio qualquer um dos dois para debater o nosso Estado comigo”, afirmou Cadu, ao comentar os possíveis cenários de segundo turno. Segundo ele, independentemente de quem avance pela oposição, a pré-candidatura governista chegará fortalecida à disputa decisiva.

O petista também aproveitou a entrevista para endurecer o tom contra o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, especialmente pela tentativa de aproximação com o eleitorado ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para Cadu Xavier, o movimento acontece apenas agora, em meio ao cenário eleitoral, apesar do histórico político recente de Allyson ao lado do bolsonarismo no Estado.

“Agora ele está querendo se aproximar do eleitor do presidente Lula de forma oportunista, mas ele nunca esteve aqui”, afirmou o pré-candidato governista, ao lembrar que Allyson apoiou o senador Rogério Marinho e o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022. A crítica reforça a estratégia do PT de tentar consolidar a disputa entre o campo lulista e os nomes ligados à direita no Rio Grande do Norte.

Ao analisar o cenário da oposição, Cadu avaliou que o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, hoje aparece mais consolidado junto ao eleitorado conservador exatamente por assumir de maneira mais explícita o alinhamento com o bolsonarismo.

“Quando Álvaro se coloca defendendo as bandeiras da direita e do ex-presidente Bolsonaro, ele consolida uma base política”, declarou, ao comparar a postura do ex-prefeito com a de Allyson Bezerra, que, segundo ele, tenta ocupar uma posição mais indefinida no espectro político estadual.

Apesar das críticas aos adversários, Cadu concentrou boa parte da entrevista em defender o crescimento de sua própria pré-candidatura. Segundo ele, a percepção das ruas já não corresponde aos números apresentados por parte das pesquisas eleitorais divulgadas até agora.

“O sentimento nas ruas é completamente diferente dos números que aparecem em algumas pesquisas”, afirmou. O ex-secretário estadual destacou que tem sido reconhecido tanto em Natal quanto em cidades do interior como o nome apoiado pelo presidente Lula e pela governadora Fátima Bezerra.

“As pessoas me abordam como o candidato de Lula e o candidato de Fátima. O povo do nosso estado é louco por Lula”, disse, ao associar diretamente sua imagem ao capital político do presidente da República no Rio Grande do Norte.

Na avaliação de Cadu Xavier, essa identificação tem produzido uma transferência espontânea de apoio popular. “Quando descobrem que o candidato de Lula sou eu, é uma transferência de voto quase automática”, declarou, demonstrando confiança na consolidação do eleitorado governista em torno do seu nome.

O pré-candidato petista também afirmou acreditar que os próximos levantamentos eleitorais já deverão refletir o crescimento que diz perceber durante as agendas políticas pelo Estado. “A gente vai para o segundo turno e vai vencer as eleições”, afirmou.

A entrevista ocorre em meio ao avanço das articulações para 2026 e à disputa pela consolidação dos palanques estaduais. Enquanto Álvaro Dias e Allyson Bezerra ainda travam uma disputa interna pelo espaço do eleitorado conservador, gerando dúvidas sobre quem de fato representará a direita no Rio Grande do Norte, o grupo governista trabalha para fortalecer o nome de Cadu Xavier como principal representante do campo lulista e da continuidade da gestão Fátima Bezerra no Estado.


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“O ELEITOR QUE VOTAR EM WALTER É COMO SE ESTIVESSE VOTANDO EM MIM”

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Aos 79 anos e após duas eleições sem disputar mandato, o ex-senador, ex-governador e ex-ministro Garibaldi Alves Filho voltou ao centro do debate político potiguar ao assumir publicamente o protagonismo na campanha do filho, Walter Alves (MDB), para a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Diário do RN, Garibaldi demonstrou entusiasmo com o projeto político do atual vice-governador e confirmou que pretende atuar “intensamente” para garantir a volta de Walter ao Legislativo estadual em 2026.

“Eu estou vendo com muito otimismo”, afirmou Garibaldi ao comentar a pré-candidatura do filho.

Sobre a articulação política em torno do nome de Walter, o ex-senador evitou citar lideranças, mas garantiu que o retorno tem sido positivo. “Essa receptividade tem sido muito boa”, resumiu.

Ao falar sobre a campanha, o ex-governador deixou claro que pretende assumir papel ativo na busca por votos para Walter Alves. “Vou participar intensamente da campanha. O que eu puder dar para a candidatura dele, darei”, declarou.

O ex-ministro também afirmou que pretende usar sua própria trajetória política como argumento durante a campanha. Garibaldi relembrou os mandatos como deputado estadual, prefeito de Natal, governador, senador e ministro da Previdência, além da passagem pela presidência do Congresso Nacional. “Tudo isso não pode deixar de ter continuidade”, disse.

Ao falar sobre o envolvimento direto na campanha do filho, Walter Alves, Garibaldi deixou claro que pretende transferir ao atual vice-governador parte do capital político construído ao longo de décadas de vida pública.

“Eu vou dizer ao eleitor que votar em Walter é como se estivesse votando em mim. E vou dizer isso com a máxima convicção”, afirmou Garibaldi Alves, ao defender que o filho, segundo ele, reúne experiência política e trajetória consolidada para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. “Walter já foi deputado estadual, deputado federal, vice-governador. É merecedor do voto”, completou.

Apoio declarado a Allyson
Além de confirmar dedicação à campanha de Walter, Garibaldi assumiu apoio ao projeto do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), pré-candidato ao Governo do Estado. O líder histórico do MDB afirmou que as duas campanhas caminham juntas politicamente.

“A essa altura, eu estou engajado na eleição de Walter e, consequentemente, na eleição de Allyson para governador do Estado”, declarou.

Garibaldi afirmou ainda que tem acompanhado o crescimento político de Allyson em diferentes regiões do Rio Grande do Norte. “Ele tem realmente surpreendido, porque tem recebido apoios em todos os quatro cantos do Rio Grande do Norte”, avaliou.

Mesmo reconhecendo que a polarização nacional entre lulismo e bolsonarismo pode influenciar o cenário estadual, o ex-presidente do Senado acredita que o fator local terá maior peso na disputa pelo Governo. “Vai haver alguma influência, mas não será determinante”, analisou, sobre o peso da disputa presidencial no cenário potiguar.

Lula “sempre surpreende”
Ao comentar o cenário nacional, Garibaldi afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua sendo um nome competitivo eleitoralmente. “Lula sempre surpreende”, resumiu.

Apesar disso, o ex-governador ponderou que o cenário presidencial ainda está indefinido e pode sofrer mudanças, principalmente diante das incertezas envolvendo a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. “Essa polarização pode não se exercer de maneira tão nítida”, observou.

decisão de Walter de não assumir o Governo
Durante a entrevista, Garibaldi também saiu em defesa da decisão de Walter Alves de não assumir o Governo do Estado diante da possibilidade de renúncia da governadora Fátima Bezerra em 2026. Segundo ele, a escolha demonstrou coragem política.

“O povo está reconhecendo a atitude dele ao não assumir o Governo do Estado”, afirmou.

Para o ex-senador, Walter avaliou corretamente o cenário administrativo e político que encontraria caso assumisse o Executivo estadual. “Foi uma atitude que não deixou de ter o seu caráter de coragem, de renúncia”, declarou.

O ex-governador disse ainda acreditar que a postura do filho acabou fortalecendo sua imagem junto à opinião pública. “Naquela situação, Walter teve razão. E por ter razão é que nós estamos ao lado dele para que agora ele tenha a sua ascensão à cadeira na Assembleia Legislativa”, afirmou.


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EZEQUIEL LIBERA LIDERANÇAS DO PSDB PARA APOIAR NOMES AO GOVERNO DO RN

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Depois de sucessivas reuniões e articulações internas, o PSDB do Rio Grande do Norte definiu que sua bancada na Assembleia Legislativa adotará uma posição conjunta na disputa pelo Governo do Estado em 2026, embora o nome que receberá apoio ainda não tenha sido anunciado. Ao mesmo tempo, a legenda decidiu não impor alinhamento obrigatório às demais lideranças partidárias, permitindo que prefeitos, vereadores e pré-candidatos proporcionais apoiem diferentes nomes na corrida estadual. A decisão deverá ser oficializada em ata partidária.

O entendimento foi fechado em encontro realizado nesta quinta-feira (28), com a presença do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza, da deputada Cristiane Dantas, do líder do PSDB na Casa, deputado Taveira Júnior, além do prefeito de Parelhas e secretário-geral da sigla, Dr. Tiago Almeida. A médica Júlia Almeida, pré-candidata a deputada estadual, também participou da reunião, além do ex-vice-governador Fábio Dantas, que segue integrando o núcleo político que acompanha as definições do partido.

Nos bastidores, a solução construída pela legenda é vista como uma tentativa de manter o grupo unido sem provocar atritos com lideranças regionais que já possuem compromissos políticos distintos para as eleições deste ano.

Ao comentar o encontro, Ezequiel afirmou que a construção da posição partidária continuará sendo feita de forma coletiva e ouvindo representantes do PSDB em todas as regiões do Estado.

Segundo ele, a legenda pretende agir com cautela antes de consolidar qualquer definição oficial.

“O PSDB vai ouvir seus deputados, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e pré-candidatos antes de tomar qualquer decisão”, declarou o parlamentar.

O dirigente tucano também ressaltou que o partido pretende adotar uma postura de responsabilidade diante do cenário político ainda indefinido no Rio Grande do Norte. “Queremos contribuir efetivamente para o futuro do Estado”, afirmou.

Embora a bancada estadual caminhe de forma unificada, o PSDB decidiu preservar posicionamentos já anunciados por outros integrantes da legenda. A liberdade individual desses quadros também deverá constar no documento oficial que será aprovado internamente pelo partido.

Apoios já definidos
Atualmente, o PSDB já reúne lideranças ligadas a diferentes projetos para o Governo do Estado. O presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome, por exemplo, já confirmou apoio ao ex-prefeito Álvaro Dias (PL). O ex-prefeito de Assú, Gustavo Soares, deverá acompanhar a pré-candidatura do secretário estadual Cadu Xavier (PT). Já Daiana Valetim, primeira-dama de Pedro Velho e filiada à legenda, declarou apoio ao projeto político do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil).

Indefinição dentro da legenda
Outros nomes tucanos ainda evitam antecipar posicionamento. É o caso do ex-prefeito de Nova Cruz, Flávio de Beroi, e do desembargador aposentado Expedito Ferreira de Souza, ambos com influência política em regiões estratégicas do Estado.

O líder da bancada tucana na Assembleia, deputado Taveira Júnior, afirmou que o foco principal do partido neste momento é fortalecer as nominatas proporcionais para 2026. “O PSDB quer construir uma bancada forte e competitiva”, resumiu.

Já a deputada Cristiane Dantas, que tem atuação forte na região Metropolitana e no Agreste potiguar, defendeu a união interna do partido e a construção de uma escolha consensual.

Segundo ela, o PSDB precisa atuar de forma conjunta “na defesa das pautas municipalistas e das mulheres”. A parlamentar afirmou ainda que o grupo está somando forças “para escolher um nome conjunto” para a disputa estadual.

A expectativa é que o PSDB realize nos próximos dias uma reunião ampliada com pré-candidatos proporcionais para formalizar o entendimento construído pela direção estadual e concluir a redação da ata que consolidará as regras internas para o pleito de 2026.


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