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TOMBA FARIAS É O NOME MAIS CITADO PELOS ELEITORES DO RN PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

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O deputado estadual Tomba Farias aparece como o nome mais citado pelos eleitores potiguares na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, segundo pesquisa espontânea do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28). O parlamentar foi lembrado por 2,08% dos entrevistados quando questionados sobre em quem votariam para deputado estadual caso as eleições fossem realizadas hoje.

Na sequência do levantamento aparecem Dr. Gustavo Soares, com 2,01% das intenções de voto; Coronel Azevedo, com 1,49%; Cinthia de Allyson, com 1,46%; Nina Souza, também com 1,46%; Kleber Rodrigues, com 1,46%; e Ubaldo Fernandes, com 1,46%.

O grupo dos dez primeiros colocados é completado por Júlio César, com 1,44% das citações; Galeno Torquato, com 1,40%; e Cristiane Dantas, com 1,38%.

Entre os nomes seguintes aparecem Nelter Queiroz, com 1,34%; Sargento Gonçalves, com 1,14%; Robson Carvalho, com 1,03%; Ivanilson Oliveira, com 0,83%; Ezequiel Ferreira, com 0,76%; Ériko Jácome, com 0,72%; Dr. Kerginaldo, com 0,71%; Walter Alves, com 0,65%; Gustavo Carvalho, com 0,62%; Camila Araújo, com 0,61%; e Isolda Dantas, com 0,59%.

Também foram citados entre os 24 nomes mais lembrados pelos eleitores a deputada federal Natália Bonavides, com 0,57%; Bibiano, com 0,52%; e Bispo Paulo Luiz, com 0,51%.

Cenário ainda tem alto índice de indefinição
Apesar da presença de nomes com atuação política no Rio Grande do Norte, a pesquisa mostra que a disputa por vagas na Assembleia Legislativa ainda apresenta grande número de eleitores sem decisão formada.

Na modalidade espontânea, em que o entrevistado responde livremente sem receber uma lista de candidatos, 59,25% afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem votariam para deputado estadual.

Além disso, 3,83% declararam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato.

O resultado revela um cenário aberto para a disputa proporcional, já que a maior parte do eleitorado ainda não definiu sua escolha. Com o avanço do calendário eleitoral, a tendência é que a exposição dos candidatos e a apresentação de propostas influenciem a formação das preferências.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte.

A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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NINA SOUZA LIDERA COM VANTAGEM EM PESQUISA PARA DEPUTADA FEDERAL

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Nina Souza (PL) aparece como o nome mais lembrado pelos eleitores potiguares na disputa por uma vaga na Câmara Federal, segundo pesquisa espontânea do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28). A candidata a deputada federal foi citada por 5,49% dos entrevistados quando questionados sobre em quem votariam para deputado federal caso as eleições fossem realizadas hoje.

Na sequência do levantamento aparecem o deputado federal General Girão (PL), com 2,21% das intenções de voto; a deputada federal Natália Bonavides (PT), com 2,13%; e o deputado federal Benes Leocádio (União Brasil), lembrado por 2,11% dos eleitores.

Também entre os nomes mais citados estão o deputado federal Sargento Gonçalves (PL), com 1,99%; a deputada federal Thabatta Pimenta (PSOL), com 1,74%; Juninho Saia Rodada, com 1,66% e a deputada estadual Eudiane Macedo (PV), que aparece com 1,55% das menções.

Além dos oito primeiros nomes, outros candidatos também foram lembrados pelos entrevistados.

O deputado estadual Dr. Bernardo registrou 1,50%; Cabo Deyvison teve 1,40%; o ex-governador Robinson Faria apareceu com 1,39%; o deputado federal João Maia somou 1,07%; enquanto a deputada federal Carla Dickson teve 0,78% das citações.

Maioria ainda não definiu voto para deputado federal
Apesar da presença de nomes já conhecidos da política potiguar, a pesquisa mostra que a disputa por uma cadeira na Câmara Federal ainda está aberta. Na modalidade espontânea, em que o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, 62,35% afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem pretendem votar.

Além disso, 3,88% declararam que votarão em branco, anularão o voto ou não escolherão nenhum candidato.

O elevado índice de indecisão aponta para um cenário de disputa em construção, com possibilidade de mudanças no desempenho dos candidatos ao longo do período eleitoral, principalmente a partir da intensificação das campanhas e da apresentação de propostas aos eleitores.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte.

A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.Nina Souza (PL) aparece como o nome mais lembrado pelos eleitores potiguares na disputa por uma vaga na Câmara Federal, segundo pesquisa espontânea do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28). A candidata a deputada federal foi citada por 5,49% dos entrevistados quando questionados sobre em quem votariam para deputado federal caso as eleições fossem realizadas hoje.

Na sequência do levantamento aparecem o deputado federal General Girão (PL), com 2,21% das intenções de voto; a deputada federal Natália Bonavides (PT), com 2,13%; e o deputado federal Benes Leocádio (União Brasil), lembrado por 2,11% dos eleitores.

Também entre os nomes mais citados estão o deputado federal Sargento Gonçalves (PL), com 1,99%; a deputada federal Thabatta Pimenta (PSOL), com 1,74%; Juninho Saia Rodada, com 1,66% e a deputada estadual Eudiane Macedo (PV), que aparece com 1,55% das menções.

Além dos oito primeiros nomes, outros candidatos também foram lembrados pelos entrevistados.

O deputado estadual Dr. Bernardo registrou 1,50%; Cabo Deyvison teve 1,40%; o ex-governador Robinson Faria apareceu com 1,39%; o deputado federal João Maia somou 1,07%; enquanto a deputada federal Carla Dickson teve 0,78% das citações.

Maioria ainda não definiu voto para deputado federal
Apesar da presença de nomes já conhecidos da política potiguar, a pesquisa mostra que a disputa por uma cadeira na Câmara Federal ainda está aberta. Na modalidade espontânea, em que o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, 62,35% afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem pretendem votar.

Além disso, 3,88% declararam que votarão em branco, anularão o voto ou não escolherão nenhum candidato.

O elevado índice de indecisão aponta para um cenário de disputa em construção, com possibilidade de mudanças no desempenho dos candidatos ao longo do período eleitoral, principalmente a partir da intensificação das campanhas e da apresentação de propostas aos eleitores.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte.

A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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CADU CRESCE, ALLYSON CAI E ÁLVARO FICA ESTÁVEL APÓS PASSAGEM DE LULA NO RN

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A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28), mostra movimentos distintos entre os três principais candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Allyson Bezerra (União Brasil) mantém a liderança, mas recua na comparação com a rodada anterior quando são apresentados seus apoios políticos. Cadu de Lula (PT), por sua vez, cresce, enquanto Álvaro Dias (PL) perde espaço na estimulada, reduzindo a distância entre os dois na disputa seguinte.

No cenário com apoios, Allyson é apresentado ao lado de José Agripino Maia, Garibaldi Alves e Robinson Faria e passa de 37,81%, em 14 de agosto, para 34,94% agora, queda de 2,87 pontos, fora da margem de erro, que é de 2,53%. Álvaro, associado a Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Paulinho Freire, oscila de 25,37% para 25,85%, alta de 0,48 ponto percentual. Já Cadu, vinculado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à governadora Fátima Bezerra, oscila de 22,66% para 23,21%, crescimento de 0,55 ponto percentual.

As movimentações reduzem a vantagem de Allyson sobre Álvaro de 12,44 para 9,09 pontos. Entre Álvaro e Cadu, a distância, que já era pequena, passa de 2,71 para 2,64 pontos, mantendo os dois tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,53%.

Cenário sem apoios
Ainda no cenário estimulado, mas sem a indicação dos apoios, a aproximação entre segundo e terceiro colocados é mais acentuada. Cadu cresce 3,06 pontos, de 14,56% para 17,62%, enquanto Álvaro recua 2,41 pontos, de 26,48% para 24,07%. A distância entre os dois cai de 11,92 para 6,45 pontos. Allyson permanece praticamente estável nesse cenário, passando de 37,31% para 37,21%.

Entre os demais candidatos, Professor Robério Paulino (PSOL) registra 0,79%; Rodrigo Bolsonaro (Agir), 0,66%; Carlos Jararaca (DC), 0,15%; Dario Barbosa (PSTU), 0,08%; e Arinalda do MLB (UP), 0,06%. Henrique Lira (PCO) não pontuou. Outros 9,33% não sabem ou não responderam e 10,04% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

O levantamento é o primeiro realizado após o ato político com a presença de Lula em Natal. A coleta ocorreu entre os dias 23 e 25 de agosto, já com as candidaturas registradas e a campanha oficialmente em andamento.

Espontânea tem 42,55% sem definição
Na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado, Allyson também lidera, com 25,51%. Álvaro aparece com 16,98% e Cadu, com 11,49%, deixando uma diferença de 5,49 pontos entre o segundo e o terceiro colocados.

A maior parcela, porém, permanece entre os eleitores que ainda não apontam espontaneamente um candidato: 42,55% não sabem ou não responderam. Outros 2,78% declararam nenhum candidato, branco ou nulo.

Mesmo sem disputar o Governo, Fátima Bezerra foi citada por 0,41%. Getúlio Rêgo recebeu 0,08%, enquanto Lula, Dr. Bernardo e Robinson Faria registraram 0,07% cada.

Cadu e Álvaro lideram rejeição
Na rejeição, Cadu aparece numericamente com o maior percentual, 22,65%, seguido por Álvaro, com 22,18%. A diferença de apenas 0,47 ponto mantém os dois tecnicamente empatados. Allyson registra 9,53% e Rodrigo Bolsonaro, 7,07%.

Os três principais candidatos tiveram aumento na rejeição em relação a 14 de agosto. Cadu passou de 19,58% para 22,65%; Álvaro, de 19,12% para 22,18%; e Allyson, de 7,90% para 9,53%.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2,53%, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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STYVENSON NA LIDERANÇA, ZENAIDE EM SEGUNDO E EMPATE TRIPLO EM TERCEIRO

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A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28), mostra Styvenson Valentim (Podemos) ampliando a liderança na disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte. O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 25 de agosto, já com as candidaturas registradas e a campanha eleitoral oficialmente em andamento.

Como neste ano cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, a pesquisa apresenta as intenções para o primeiro e o segundo votos, além do resultado unificado, que reúne as duas escolhas dos entrevistados.

Nesse resultado, Styvenson lidera com 23% das intenções de voto, seguido por Zenaide Maia (PSD), com 15,5%. A diferença entre os dois primeiros colocados é de 7,5%.

Na sequência, a disputa fica mais equilibrada. Samanda de Lula (PT) registra 7,77%, Coronel Hélio (PL), 7,59%, e Rafael Motta (PDT), 7,55%. Os três aparecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,53%.

Com percentuais menores aparecem Sandro Pimentel (PSOL), com 1,1%; Tércio Tinoco (União Brasil), com 0,9%; Luciana Lima (PSTU), com 0,7%; Rosália Fernandes (PSTU), com 0,5%; Clóvis Costa, do Coletivo Nós (Agir), e Linhares Jibóia (DC), com 0,3% cada; e Gari Wendell Batista (Agir) e Sônia Godeiro (PSOL), com 0,2% cada.

Os eleitores que não sabem ou não responderam representam 19,5%, enquanto 15% disseram não escolher nenhum dos candidatos ou optar pelo voto branco ou nulo.

Líderes crescem em relação a agosto
Na comparação com a pesquisa divulgada em 14 de agosto, os três primeiros colocados no resultado unificado avançaram. Styvenson passou de 19,78% para 23,02%, crescimento de 3,24%. Zenaide saiu de 13,01% para 15,45%, alta de 2,44%, enquanto Samanda passou de 6,62% para 7,77%, avanço de 1,15%.

Styvenson, além de registrar o maior crescimento entre os três, aumentou a distância para Zenaide. A vantagem sobre a segunda colocada passou de 6,77% na rodada anterior para 7,57% no levantamento atual.

Primeiro e segundo votos
Quando considerada apenas a primeira escolha dos entrevistados, Styvenson amplia a vantagem e alcança 31,40%. Zenaide aparece com 15%, seguida por Samanda, com 8,52%; Rafael, com 7,84%; e Coronel Hélio, com 6,35%. Outros 15,04% não sabem ou não responderam e 12,66% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

No segundo voto, o cenário se inverte entre os dois primeiros. Zenaide assume numericamente a liderança, com 15,90%, enquanto Styvenson registra 14,63%. Os dois estão em empate técnico.

Coronel Hélio aparece em seguida, com 8,83%, Rafael tem 7,27% e Samanda, 7,02%.

A indefinição também é maior na segunda escolha: 23,93% não sabem ou não responderam e 17,31% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

Rejeição
Na rejeição, Samanda aparece com o maior percentual: 10,88% afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. Coronel Hélio vem em seguida, com 9,59%, e Styvenson registra 8,64%. Zenaide tem 6,13% e Rafael, 3,09%.

Outros 21,33% não sabem ou não responderam à pergunta, 21,44% indicaram nenhum, branco ou nulo e 8,38% afirmaram que votariam em todos.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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LULA LIDERA COM O DOBRO DAS INTENÇÕES DE VOTO CONTRA FLÁVIO BOLSONARO NO RN

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A mais recente Pesquisa estimulada do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28), para a disputa pela Presidência da República mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto no Rio Grande do Norte, com 54,38%. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 25,60%, uma diferença de 28,78 pontos percentuais.

Os demais candidatos registram percentuais inferiores a 2%. Renan Santos (Missão) aparece com 1,99%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,80%; Zema (Novo), com 1,31%; Escritor Augusto Cury (Avante), com 0,95%; Clariana Barao (DC), com 0,08%; Leonardo Avalanche (PRTB), com 0,07%; e Samara Martins (UP), com 0,05%.

Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Veterinário Wilson Grassi (Democracia Cristã) não pontuaram na pesquisa.

Entre os entrevistados, 4,36% afirmaram não saber ou não responderam em quem votariam, enquanto 9,42% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados.

Pesquisa mostra mudanças no cenário
Na comparação com o levantamento anterior do Instituto DataVero, divulgado em 14 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou de 58,59% para 54,38%, uma variação de 4,21 pontos percentuais para baixo. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) passou de 24,68% para 25,60%, dentro da margem de erro da pesquisa.

Entre os demais nomes, Renan Santos (Missão) avançou de 1,00% para 1,99%, Ronaldo Caiado (PSD) variou de 1,67% para 1,80%, Romeu Zema (Novo) passou de 1,02% para 1,31% e o escritor Augusto Cury (Avante) oscilou de 0,93% para 0,95%.

O percentual de eleitores que disseram não saber ou não responder passou de 5,16% para 4,36%.

Já os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato aumentaram de 6,59% para 9,42%.

Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição com 51,40%. Lula aparece com 27,27%

O levantamento também mediu a rejeição aos candidatos. Flávio Bolsonaro lidera esse indicador, citado por 51,40% dos entrevistados como o nome em que não votariam de jeito nenhum.

Lula aparece em segundo lugar, com rejeição de 27,27%.

Os demais candidatos registraram índices inferiores a 1%. Renan Santos foi citado por 0,29% dos entrevistados. Ronaldo Caiado, Clariana Barao, Zema e Hertz Dias tiveram 0,18% cada. Edmilson Costa e Veterinário Wilson Grassi registraram 0,12%, enquanto Leonardo Avalanche, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Escritor Augusto Cury apareceram com 0,06% cada.

Ainda segundo a pesquisa, 13,96% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder à pergunta sobre rejeição. Outros 5,01% afirmaram que não rejeitam nenhum dos nomes apresentados, enquanto 0,87% disseram que votariam em todos os candidatos listados.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23, 24 e 25 de agosto de 2026. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte e tem margem de erro de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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TBT: GARIBALDI É REELEITO GOVERNADOR EM PRIMEIRO TURNO NO PLEITO DE 1998

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A eleição estadual de 1998 escreveu um capítulo inédito na política do Rio Grande do Norte.

Quatro anos depois de chegar ao Governo, Garibaldi Alves Filho (PMDB) voltou às urnas e conquistou um novo mandato ainda no primeiro turno, tornando-se o primeiro governador reeleito da história potiguar. Ao seu lado estava novamente Fernando Freire (PPB), vice desde 1995 e personagem de uma aliança que atravessaria os dois mandatos.

Fernando e Garibaldi construíram uma forte parceria ao longo dos anos – Foto: Reprodução

Realizado em 4 de outubro, o pleito foi o primeiro no Estado sob as novas regras que permitiam a reeleição consecutiva para cargos do Executivo. Garibaldi aproveitou a possibilidade recém-incorporada ao sistema eleitoral brasileiro e submeteu seu primeiro mandato à avaliação dos eleitores.

A disputa recolocou frente a frente dois nomes centrais da política potiguar. Garibaldi enfrentou José Agripino Maia (PFL), ex-governador e senador, retomando nas urnas a tradicional rivalidade entre os grupos Alves e Maia. O candidato governista concorria pela coligação Unidade Popular, formada por PMDB, PPB e outros sete partidos, enquanto Agripino liderava a Vontade do Povo, que reunia PFL, PSB, PSDB, PTB, PL, PV e PSL.

Garibaldi recebeu 560.667 votos, equivalentes a 50,17% dos votos válidos, garantindo a vitória por uma margem estreita sobre o limite necessário para evitar o segundo turno. Agripino ficou em segundo lugar, com 462.177 votos, ou 41,36%.

A eleição contou ainda com Manoel Duarte (PT), que recebeu 75.164 votos (6,73%); Dário Barbosa (PSTU), com 8.124 (0,73%); Roberto Ronconi (PSN), com 6.538 (0,58%); e Marcônio Cruz (PSC), com 4.865 (0,43%).

O resultado renovou por mais quatro anos a chapa formada em 1994. Garibaldi e Fernando Freire tomaram posse novamente em 1º de janeiro de 1999, inaugurando o segundo mandato consecutivo.

Eleição plebiscitária
Mais de duas décadas depois, Fernando Freire define aquela disputa como uma eleição essencialmente “plebiscitária”. Em entrevista ao Diário do RN, o então vice-governador recorda que a campanha foi construída principalmente em torno da avaliação do primeiro mandato de Garibaldi.

“Essa campanha, na verdade, foi um plebiscito. Foi plebiscitária porque era uma campanha de reeleição. Ser reeleito no primeiro turno, com mais de 50% dos votos, pode ser considerado um reconhecimento pelo trabalho feito na primeira gestão”, avaliou.

Na lembrança de Freire, a disputa não teve episódios excepcionais ou grandes mudanças de estratégia. O eixo central foi a prestação de contas do governo iniciado em 1995 e a defesa da continuidade administrativa.

“A campanha seguiu um curso normal. Foi uma campanha de prestação de contas da gestão anterior. Não teve nada de extraordinário, nada fora do padrão”, recordou.

A vitória por pouco acima dos 50% necessários para encerrar a eleição no primeiro turno reforçou justamente esse caráter apontado pelo ex-vice. A população não escolhia apenas entre candidaturas diferentes, mas decidia se a gestão iniciada quatro anos antes deveria permanecer no comando do Estado.

O resultado também consolidou a trajetória eleitoral de Garibaldi. Antes de chegar ao Governo, ele havia exercido quatro mandatos de deputado estadual, sido prefeito de Natal e eleito senador. Em 1994, derrotou Lavoisier Maia no primeiro turno e, quatro anos depois, conseguiu renovar o mandato, com uma nova vitória sobre a família Maia, desta vez diante de José Agripino, primo de Lavô, como Lavoisier era mais conhecido.

Uma vice-governadoria ativa
A relação entre Garibaldi e Fernando Freire foi além da composição eleitoral. Filho de Jessé Freire, Fernando havia ingressado na política após a morte do irmão, Jessé Freire Filho, em 1988.

Foi eleito deputado federal em 1990 e, quatro anos depois, deixou Brasília para compor a chapa de Garibaldi como candidato a vice-governador.

Em 1998, foi reconduzido ao cargo e afirma que sua participação na administração estadual era mais intensa do que a função formal de vice poderia sugerir. Segundo ele, a relação política com Garibaldi evoluiu para uma proximidade pessoal e uma dinâmica de confiança dentro do Governo.

“A minha participação como vice-governador era ativa. Eu representava um partido que tinha uma bancada importante na Assembleia Legislativa. Havia um entendimento perfeito, que se transformou numa amizade pessoal e persiste até hoje”, afirmou.

Essa confiança, segundo Freire, fazia com que ele assumisse o Executivo com frequência durante as ausências do titular. A experiência acabaria sendo importante para o momento em que, anos depois, assumiria definitivamente o Governo.

“Quando o governador viajava, ele passava o Governo. Eu assumi dezenas de vezes. Então havia uma transição muito pacífica, muito tranquila”, relembrou.

A sucessão definitiva aconteceria em 2002. Garibaldi renunciou ao Governo para disputar uma vaga no Senado, e Fernando Freire assumiu o comando do Estado nos meses finais daquele mandato. “Foi uma transição muito pacífica, muito tranquila. Era uma missão de continuidade mesmo”, relembrou Fernando Freire.

Na eleição daquele mesmo ano, tentou permanecer no cargo e conquistar um mandato próprio à frente do Executivo. Avançou ao segundo turno, mas acabou derrotado por Wilma de Faria, que venceu com 61,05% dos votos válidos e se tornou a primeira mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte.

Senado e proporcionais
A eleição de 1998 também definiu uma vaga para o Senado. Fernando Bezerra (PMDB), que já exercia o mandato após ter assumido a cadeira deixada por Garibaldi em 1994, foi eleito com 539.197 votos, correspondentes a 52,34%.

Carlos Alberto de Sousa (PSDB) terminou em segundo lugar, com 353.414 votos (34,31%), seguido por Hugo Manso (PT), com 122.857 (11,93%), e Sônia Godeiro (PSTU), com 14.633 (1,42%).

Na Câmara dos Deputados, oito parlamentares foram eleitos. Henrique Eduardo Alves (PMDB) foi o mais votado, com 163.572 votos, seguido por Iberê Ferreira (PPB), com 103.099. A bancada também contou com Múcio Sá, Lavoisier Maia, Betinho Rosado, Ney Lopes, Ana Catarina Alves e Laíre Rosado.

Na Assembleia Legislativa, Álvaro Dias foi o candidato mais votado, com 45.260 votos. Entre os eleitos também estavam Carlos Eduardo Alves, Márcia Maia, Fátima Bezerra, Robinson Faria, Ricardo Motta, Nelter Queiroz, Getúlio Rêgo e outros nomes que permaneceriam em evidência na política estadual nos anos seguintes.


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CANDIDATOS A VICE REFORÇAM PALANQUES E DISPUTAM ESPAÇO NOS PRIMEIROS DIAS DE CAMPANHA

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Os primeiros dez dias oficiais da campanha eleitoral no Rio Grande do Norte intensificaram a movimentação das chapas que disputam o Governo do Estado. Desde 16 de agosto, candidatos têm ampliado agendas de rua, viagens ao interior, reuniões com lideranças e encontros com eleitores. Ao Diário do RN, candidatos a vice-governador avaliaram esse primeiro momento da corrida eleitoral e destacaram as impressões colhidas no contato direto com a população.

Na chapa de Álvaro Dias (PL), Babá Pereira (PL) afirmou que chega a esta fase da disputa com confiança e motivação. O candidato a vice colocou o desejo de mudança no comando do Estado como uma das principais mensagens identificadas durante as agendas realizadas desde o início da campanha.

“Com muita confiança e motivação, o desejo que ouço nas ruas: o RN precisa mudar! E quem melhor defende, sustenta a mudança é a nossa candidatura. E vamos vencer para mudar o nosso Estado, fazê-lo melhor nas áreas onde mais as pessoas precisam”, afirmou.

A avaliação reforça o discurso adotado pela candidatura de Álvaro, que busca se apresentar como alternativa à atual gestão estadual. Nesses primeiros dez dias, a chapa tem apostado no contato com eleitores e lideranças políticas para ampliar sua presença em diferentes regiões do Estado.

“Olho no olho”
Na chapa governista, Larissa Rosado (PT), candidata a vice de Cadu de Lula (PT), destacou a intensidade do início da disputa e a receptividade encontrada durante as agendas. Com trajetória política construída principalmente em Mossoró e na região Oeste, ela afirmou que tem percorrido diferentes regiões e retomado o contato direto com os eleitores.

“Esses primeiros dias de campanha têm sido muito intensos e, ao mesmo tempo, muito gratificantes. Tenho encontrado pessoas em todas as regiões, reencontrado amigos, ouvido muito e sentido uma receptividade muito bonita à nossa caminhada”, avaliou.

Larissa também destacou o papel que pretende desempenhar ao lado de Cadu e apontou a experiência acumulada ao longo da vida pública como uma das contribuições à chapa. “Estou vivendo essa missão de vice com muita responsabilidade, somando à trajetória de Cadu e levando também a experiência que construí ao longo da minha vida pública”, afirmou.

O contato direto com o eleitor, segundo ela, deve permanecer como uma das prioridades ao longo da disputa. “Campanha é rua, é olho no olho, é escuta. E esses primeiros dias só aumentaram a minha disposição de trabalhar pelo Rio Grande do Norte ao lado do time de Lula”, acrescentou.

As avaliações também refletem os diferentes discursos levados pelas chapas às ruas. Enquanto Babá reforça a mudança defendida pela candidatura de Álvaro, Larissa destaca a experiência, a continuidade do grupo governista e a vinculação da chapa de Cadu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O deputado estadual Hermano Morais (MDB), candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra (União Brasil), também foi procurado pelo Diário do RN para avaliar os primeiros dias da campanha, mas não retornou o contato até o fechamento desta edição.


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MULHERES AMPLIAM PARTICIPAÇÃO, MAS SEGUEM MINORIA NAS ELEIÇÕES DO RN

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A participação feminina nas eleições do Rio Grande do Norte cresceu de forma discreta entre 2022 e 2026. Levantamento com dados da Justiça Eleitoral mostra que as mulheres passaram de 36,1% para 37,7% dos nomes contabilizados nas disputas estaduais. Apesar do avanço de 1,6 ponto percentual, elas continuam minoria no conjunto das candidaturas e perderam espaço na corrida pelo Governo do Estado.

Em 2022, o RN contabilizou 557 candidaturas aos cargos de governador, vice-governador, senador, suplentes, deputado federal e deputado estadual. Desse total, 201 eram mulheres e 356 homens. Em 2026, são 324 nomes, sendo 122 mulheres e 202 homens, o que representa uma redução geral de 41,8% no número de candidaturas em relação à eleição anterior.

A queda nas candidaturas atingiu os dois gêneros, mas foi maior entre os homens. O total de mulheres caiu 39,3%, de 201 para 122, enquanto o de homens recuou 43,3%, de 356 para 202. É essa diferença que explica o pequeno crescimento proporcional da participação feminina, mesmo diante da queda no número absoluto de candidatas.

Avanço no Senado
A mudança mais expressiva aparece na disputa pelo Senado. Em 2022, apenas uma mulher estava entre os dez candidatos ao cargo, o equivalente a 10%. Quatro anos depois, são cinco entre 14 candidaturas, elevando a participação feminina para 35,7%.

O avanço também ocorre entre as candidaturas a vice-governador. O número de mulheres dobrou, passando de duas, em 2022, para quatro em 2026. Com isso, a representação feminina saltou de 22,2% para 44,4%, aproximando-se do equilíbrio com os cinco homens que disputam o cargo neste ano.

Na corrida pelo Governo, porém, o movimento foi inverso. Em 2022, três dos nove candidatos eram mulheres, participação de 33,3%. Em 2026, apenas uma mulher aparece entre os nove nomes contabilizados, reduzindo a presença feminina para 11,1%.

Nas suplências ao Senado, houve aumento no número absoluto de mulheres. As candidatas a primeira suplente passaram de quatro para cinco, enquanto, na segunda suplência, o número subiu de cinco para seis. Proporcionalmente, entretanto, a participação permaneceu próxima à registrada quatro anos atrás.

Legislativo concentra candidatas
As disputas proporcionais continuam reunindo a maior parte das mulheres na corrida eleitoral.

Em 2022, 114 concorreram a deputada estadual e 72 a deputada federal. Neste ano, são 54 candidatas à Assembleia Legislativa e 47 à Câmara dos Deputados.

A redução acompanha a queda geral no número de concorrentes. Para deputado estadual, o total de candidaturas passou de 320 para 153. Mesmo assim, a participação feminina praticamente não mudou: era de 35,6% em 2022 e está em 35,3% em 2026.

Para a Câmara Federal, o cenário é diferente. As mulheres representavam 38,5% das 187 candidaturas registradas em 2022. Agora, são 47 entre 111 nomes, alcançando 42,3% e registrando avanço de 3,8 pontos percentuais.

O comparativo mostra que o crescimento da participação feminina não ocorreu de maneira uniforme. Enquanto as mulheres ganharam espaço nas disputas para Senado, vice-governadoria e Câmara dos Deputados, perderam representação na corrida pelo Governo. Na Assembleia Legislativa, a proporção permaneceu praticamente estável.

No conjunto das candidaturas, o avanço de 36,1% para 37,7% mantém as mulheres acima do patamar registrado há quatro anos, mas ainda distantes de uma participação equilibrada com os homens na disputa eleitoral potiguar.

Os dados referentes à 2026 foram extraídos nesta terça-feira (25) e ainda podem sofrer alterações conforme o andamento dos registros de candidatura, julgamentos, renúncias ou substituições.


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NA GESTÃO DE ALLYSON, UMA ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO ANIMAL RECORREU AO JUDICIÁRIO PARA COBRAR EMENDAS

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) negou, por maioria, os pedidos do deputado federal Sargento Gonçalves para retirada de conteúdos e concessão de direito de resposta contra a 98 FM e a jornalista Anna Ruth Dantas. O julgamento do processo nº 0600520-36.2026.6.20.0000 terminou com placar apertado, de quatro votos a três, após divergência entre os integrantes da Corte.

Com o resultado, o colegiado também revogou a decisão anterior que havia sido favorável ao parlamentar e determinado a retirada das publicações questionadas. Assim, os conteúdos podem permanecer no ar e Gonçalves não terá o direito de resposta solicitado.

A ação tem origem em uma entrevista concedida por Gonçalves ao jornalista Diógenes Dantas, no programa “Contraponto”, da Rádio 96 FM, em 6 de agosto. Na ocasião, o parlamentar falou sobre propostas financeiras que, segundo ele, são apresentadas por eleitores e lideranças durante o período eleitoral. Trechos da entrevista foram posteriormente divulgados em conteúdos que associaram a fala a uma admissão da prática de compra de votos.

“Eu acredito que a campanha, para mim, até pelo estilo de campanha, de mandato que eu tenho, é de fato uma consequência do trabalho desenvolvido na base da compra de votos”, afirmou durante a entrevista. Questionado pelo apresentador se havia dito “compra de votos”, Gonçalves respondeu: “Exato”.

A fala foi repercutida pela 98 FM e pela jornalista Anna Ruth Dantas como uma admissão de compra de votos. Gonçalves contestou a interpretação e sustentou que sua manifestação havia sido retirada de contexto, argumentando que pretendia dizer justamente que não trabalha com esse tipo de prática.

Após o episódio, o deputado também divulgou um vídeo negando ter comprado votos ou lideranças políticas. “Nunca comprei, nem vou comprar. Nem voto, nem liderança”, afirmou.

Gonçalves acusou ainda adversários de utilizarem o trecho para promover uma campanha de desinformação contra ele.

O processo chegou ao plenário do TRE-RN sob relatoria do juiz Lourinaldo Silvestre de Lima Filho. No julgamento, o magistrado votou por acolher a pretensão do parlamentar, mantendo o entendimento favorável à retirada dos conteúdos e ao direito de resposta. O voto foi acompanhado por Hallison Rego Bezerra e Sulamita Bezerra Pacheco.

A corrente divergente, porém, reuniu quatro votos e formou maioria. Daniel Cabral Mariz Maia, Ricardo Procópio Bandeira de Melo, Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro e Maria de Lourdes Medeiros de Azevedo divergiram do relator. Com o placar de quatro votos a três, prevaleceu o entendimento pela rejeição dos pedidos de retirada das publicações e o direito de resposta apresentados por Gonçalves.


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PROMESSAS DE ALLYSON PARA SAÚDE E ANIMAIS CONTRASTAM COM SUA GESTÃO

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O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, apresenta em seu plano de governo propostas de ampliação e fortalecimento de políticas públicas para profissionais da saúde e para a proteção animal. Os compromissos, entretanto, contrastam com episódios ocorridos durante sua administração à frente da Prefeitura de Mossoró, quando questões envolvendo essas duas áreas chegaram à Justiça.

Na área da saúde, o item 50 do plano de governo, intitulado “Saúde Mental, Envelhecimento e Cuidado Humanizado”, promete, entre outras medidas, “melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde”. A proposta coloca a valorização dos trabalhadores como parte das ações que o candidato pretende desenvolver caso chegue ao Governo do Estado.

Em Mossoró, porém, uma controvérsia envolvendo fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais alcançou o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A disputa teve origem no Edital nº 01/2023 da Prefeitura de Mossoró. O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 1ª Região (CREFITO-1) ingressou com mandado de segurança para pedir a retificação do edital e sua adequação à Lei Federal nº 8.856/1994, que estabelece regras sobre a jornada de trabalho dessas categorias.

O Conselho obteve uma decisão favorável no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Em 20 de junho de 2024, a 3ª Turma do TRF-5 reformou a sentença, reconheceu a legitimidade do CREFITO-1 e determinou o retorno do processo à origem para que o mandado de segurança tivesse regular prosseguimento.

A decisão, porém, não definiu definitivamente qual jornada deveria ser aplicada aos profissionais.

O STJ analisou a legitimidade do CREFITO para questionar o edital e determinou, na prática, a manutenção do entendimento de que o mandado de segurança poderia prosseguir na origem.

CAUSA ANIMAL
Na causa animal, o plano de Allyson também apresenta uma série de compromissos. No item 037, denominado “Causa Animal”, o candidato promete apoiar municípios e consórcios em políticas de proteção e bem-estar animal. Entre as medidas estão ampliação de castrações, vacinação antirrábica, microchipagem, feiras de adoção responsável e combate aos maus-tratos.

O plano prevê ainda integração entre vigilância em saúde, educação ambiental, entidades de proteção e serviços veterinários públicos ou conveniados, com prioridade para animais abandonados, famílias vulneráveis e regiões com maior risco de zoonoses.

Durante a administração de Allyson em Mossoró, entretanto, uma associação de proteção animal precisou recorrer ao Judiciário para cobrar a execução de quatro emendas impositivas de 2022, identificadas pelos números 01, 15, 52 e 77. As emendas haviam sido aprovadas e incluídas na Lei Orçamentária Anual do município.

A Associação Mossoroense de Proteção Animal e Responsabilidade Ambiental pediu à Justiça que determinasse ao Município a adoção das medidas necessárias para a execução dos recursos.

Em 18 de janeiro de 2024, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró negou o mandado de segurança. A sentença, contudo, não declarou que as emendas eram ilegais ou que não deveriam ser executadas. A magistrada destacou que a execução das emendas impositivas é obrigatória, mas está condicionada ao cumprimento de requisitos técnicos e jurídicos.

Segundo a decisão, a associação não conseguiu demonstrar, por meio de prova pré-constituída, a existência de direito líquido e certo à execução imediata dos recursos. A Justiça considerou que seria necessário verificar a existência de eventuais impedimentos técnicos e legais, o que demandaria produção de provas incompatível com o mandado de segurança.

A ação transitou em julgado em 12 de março de 2024 e foi definitivamente arquivada em 24 de maio daquele ano.

O tema voltou a aparecer no orçamento de Mossoró em 2026. A mesma associação consta como beneficiária de duas emendas municipais, identificadas como A71 e A72, de autoria do vereador Jailson Regis Nogueira. Cada uma prevê R$ 10 mil, totalizando R$ 20 mil.

Nos registros consultados, entretanto, a realização financeira aparece zerada para as duas emendas: R$ 0 em cada uma. Assim, embora existam R$ 20 mil previstos, não havia, nos dados analisados, valor realizado registrado.

Os episódios não significam que Allyson tenha sido pessoalmente condenado pelo STJ ou que a Justiça tenha declarado definitivamente irregular a atuação da Prefeitura nos dois casos. Na disputa envolvendo os profissionais de saúde, o STJ decidiu sobre a legitimidade do CREFITO-1 para questionar judicialmente o edital, sem decidir naquele recurso o mérito definitivo da jornada. No caso das emendas destinadas à causa animal, a Justiça não determinou que os valores deveriam ser pagos imediatamente, mas reconheceu que a execução de emendas impositivas é obrigatória quando observados os requisitos legais e técnicos.

O contraste, portanto, está no campo político e administrativo. No plano apresentado aos eleitores potiguares, Allyson promete melhores condições de trabalho para profissionais da saúde e uma política estadual mais ampla de proteção e bem-estar animal. Durante sua gestão em Mossoró, entretanto, uma discussão sobre jornada de duas categorias da saúde chegou ao STJ após recurso do Município, enquanto uma entidade de proteção animal precisou buscar o Judiciário em razão da execução de emendas.


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TRE-RN MANTÉM NOMES DE “CADU DE LULA” E “SAMANDA DE LULA” NAS URNAS

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) manteve os nomes “Cadu de Lula” e “Samanda de Lula” nas urnas ao julgar, nesta terça-feira (25), os registros das duas candidaturas petistas. Cadu Xavier disputa o Governo do Estado, enquanto Samanda Alves concorre a uma das duas vagas potiguares no Senado.

Os julgamentos afastaram os questionamentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que havia se manifestado contra o uso do nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos dois candidatos. O órgão defendia a retirada da referência a Lula e o uso de “Cadu Xavier” e “Samanda Alves” nas urnas, sob o argumento de que nenhum dos dois possui “Lula” no sobrenome nem vínculo familiar com o presidente.

O registro de Cadu foi analisado no processo nº 0600298-68.2026.6.20.0000. O relator, juiz Hallison Rego Bezerra, votou pelo deferimento da candidatura e pela manutenção de “Cadu de Lula” como nome de urna. O entendimento foi acompanhado por Sulamita Bezerra Pacheco, Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro, Lourinaldo Silvestre de Lima Filho, Ricardo Procópio Bandeira de Melo e Daniel Cabral Mariz Maia. A decisão foi unânime, sem votos divergentes.

Já o registro de Samanda foi julgado no processo nº 0600373-10.2026.6.20.0000, também com decisão favorável à candidata e à manutenção de “Samanda de Lula” nas urnas.

As decisões preservam uma estratégia adotada pelos dois petistas antes mesmo do início oficial da campanha: associar diretamente suas candidaturas ao presidente. Cadu Xavier e Samanda Alves passaram a utilizar “de Lula” politicamente e registraram as denominações na Justiça Eleitoral para aparecer dessa forma nas urnas.

A vinculação ganhou ainda mais força durante a campanha. Lula já declarou apoio público aos dois candidatos e gravou materiais eleitorais específicos pedindo votos para Cadu e Samanda. Na semana passada, durante seu primeiro compromisso de campanha no Nordeste, em Natal, o presidente voltou a dividir o palanque com os candidatos e reforçou o apoio às duas candidaturas.

Parecer contrário
Antes dos julgamentos, o MPE havia defendido que Cadu e Samanda não deveriam utilizar a referência a Lula nos nomes de urna. Os pareceres foram assinados pelo procurador regional eleitoral Fernando Rocha de Andrade.

No caso de Cadu, o Ministério Público argumentou que o nome civil do candidato é Carlos Eduardo Xavier e que não existe vínculo familiar com o presidente. A Procuradoria também considerou o histórico de exposição pública do petista, que vinha sendo identificado como Cadu Xavier pelo menos desde 2019, quando assumiu a Secretaria Estadual da Fazenda.

Para o MPE, a utilização de “Cadu de Lula” poderia provocar dúvida sobre a identidade, induzir o eleitor a erro e favorecer uma possível migração de votos. A manifestação teve como fundamento as regras da Justiça Eleitoral que permitem o uso de apelidos e nomes pelos quais os candidatos sejam conhecidos, desde que não provoquem dúvida sobre sua identidade.

O entendimento foi semelhante em relação a Samanda. A Procuradoria questionou a adoção de “Samanda de Lula” pela ausência de vínculo familiar com o presidente e apontou o mesmo risco de associação capaz de confundir o eleitorado.

Os pareceres, entretanto, não representavam impedimento automático ao uso das denominações, já que a decisão cabia ao TRE-RN durante a análise dos registros. Com os julgamentos desta terça-feira, a Corte afastou os questionamentos do MPE e manteve “Cadu de Lula” e “Samanda de Lula” como os nomes dos candidatos petistas nas urnas.


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DATAVERO DIVULGA NESTA SEXTA NOVO RETRATO DA DISPUTA ELEITORAL NO RN

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O cenário eleitoral do Rio Grande do Norte ganha uma nova atualização nesta sexta-feira (28), com a divulgação de mais uma rodada da pesquisa DataVero/Diário do RN. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios potiguares e será o primeiro, do instituto, realizado após o ato político que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Natal.

Realizada entre os dias 23 e 25 de agosto, a pesquisa vai mostrar como o eleitorado potiguar se posiciona neste momento da campanha e permitirá acompanhar possíveis movimentações em relação à rodada anterior do DataVero/Diário do RN.

Primeiro levantamento após Lula
A passagem de Lula por Natal é um dos marcos políticos que antecedem a nova rodada. O presidente participou de ato ao lado de aliados no Estado, entre eles candidatos que disputam as eleições deste ano, reforçando sua presença na campanha potiguar.

Por ter sido realizada após a agenda presidencial, a pesquisa será o primeiro levantamento DataVero/Diário do RN a registrar as preferências do eleitorado depois do evento. Embora não permita atribuir eventuais oscilações diretamente à presença de Lula, a comparação com a rodada anterior poderá indicar mudanças no cenário eleitoral após a passagem do presidente pelo Estado.

O levantamento também dá sequência ao acompanhamento realizado pelo DataVero/Diário do RN ao longo da corrida eleitoral, agora em uma fase de maior movimentação das candidaturas e intensificação das agendas de campanha.

Novo momento da campanha
A pesquisa chega em uma etapa mais avançada do processo eleitoral. Após as convenções partidárias, as candidaturas foram registradas na Justiça Eleitoral e a campanha começou oficialmente, com os concorrentes autorizados a pedir votos e ampliando atos de rua, agendas nos municípios e estratégias de comunicação.

Os principais candidatos ao Governo também já participaram do primeiro debate televisionado da eleição, realizado pela Band. A partir daí, a disputa ganhou novos eventos de campanha e maior participação de lideranças nacionais no Rio Grande do Norte.

Nesse contexto, a rodada permitirá comparar o atual cenário com os números anteriores e identificar possíveis oscilações nas preferências do eleitorado já durante a campanha oficial. O levantamento representa um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores distribuídos por 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-06156/2026 e BR-03434/2026.


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FÁTIMA É CAMPEÃ EM INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO NO NORDESTE E 3ª NO BRASIL

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Na primeira edição do Diário do RN, que chegou às ruas em 23 de agosto de 2022, a educação potiguar ocupava espaço nas páginas do jornal por um dado que chamava a atenção: mesmo arrecadando mais que a Paraíba, a gestão da professora Fátima Bezerra havia investido menos no setor durante o primeiro semestre daquele ano. Quatro anos depois, o mesmo comparativo apresenta um cenário diferente.

Naquele primeiro semestre de 2022, a Paraíba havia aplicado R$ 916,3 milhões em educação, enquanto o RN destinara cerca de R$ 754 milhões, diferença superior a R$ 160 milhões. O investimento potiguar era aproximadamente 17% menor, apesar de a arrecadação estadual superar a paraibana em cerca de 16%.

Em 2026, a relação se inverte na aplicação proporcional dos recursos. No primeiro semestre, o RN destinou 27,76% da receita líquida resultante de impostos à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), contra 26,05% da Paraíba. Os dois estados permaneceram acima do mínimo constitucional de 25%, mas, desta vez, o percentual potiguar ficou 1,71 ponto percentual à frente.

Os dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), colocam ainda o Rio Grande do Norte como o estado com maior percentual de aplicação em educação do Nordeste e o terceiro do país no primeiro semestre de 2026, atrás apenas do Paraná, com 30,12%, e de Santa Catarina, com 29,09%.

Em entrevista ao Diário do RN, a governadora Fátima Bezerra (PT) avaliou o cenário quatro anos depois e destacou as mudanças registradas na educação estadual. “Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte está vivendo uma transformação profunda na educação pública, e os resultados mostram que estamos no caminho certo”, afirmou. “Estamos investindo em infraestrutura, tecnologia, aprendizagem e, principalmente, na ampliação das oportunidades para os nossos estudantes”, acrescentou.

Em valores, o mínimo exigido do RN no primeiro semestre era de R$ 2,371 bilhões e a aplicação chegou a R$ 2,634 bilhões, cerca de R$ 262,3 milhões acima da obrigação constitucional. Na Paraíba, foram aplicados R$ 2,803 bilhões diante de um mínimo de R$ 2,690 bilhões, aproximadamente R$ 112,6 milhões acima do piso. Os números de 2026 referem-se apenas aos primeiros seis meses e ainda podem sofrer alterações até o fechamento do exercício.

Rede ampliada
As mudanças também aparecem na estrutura e na oferta de ensino. Cerca de 230 escolas foram reformadas, ampliadas ou estão em obras, com investimentos em climatização, conectividade, laboratórios e inovação.

Um dos principais avanços está no ensino em tempo integral, que passou de 70 para 248 escolas. “É uma mudança que significa mais tempo na escola, mais aprendizagem, mais atividades, mais oportunidades e mais proteção para os nossos jovens”, destacou Fátima.

A Educação Profissional também ganhou espaço. Segundo os dados apresentados pelo Governo, a modalidade cresceu 254%, chegando a 25 mil matrículas em 144 escolas. A expansão inclui os Institutos Estaduais de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação (IERNs), com dez das 12 unidades previstas já entregues.

“Estamos preparando nossa juventude não apenas para concluir a educação básica, mas para ter formação, qualificação e melhores condições de ingressar no mundo do trabalho”, afirmou a governadora.

Resultado histórico
Os avanços também aparecem nos indicadores de aprendizagem. Segundo os dados apresentados pela governadora, o Rio Grande do Norte chegou a 4,0 no Ideb de 2025, ante 3,2 em 2023, crescimento de 25% e o melhor resultado da série histórica da educação estadual em 20 anos. Fátima também destaca avanços na alfabetização, na fluência leitora e na recomposição das aprendizagens.

“Quando olhamos para esses números, estamos falando de muito mais do que estatísticas.

Estamos falando de escolas melhores, professores valorizados, estudantes com mais oportunidades e uma educação pública que voltou a avançar”, afirmou.

Quatro anos depois da primeira edição do Diário do RN, os dados mostram o RN à frente da Paraíba e com a maior aplicação proporcional em educação do Nordeste no primeiro semestre de 2026. Para Fátima, são resultados de “investimento, planejamento, compromisso e uma política de Estado que coloca a educação como prioridade”.


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DATAVERO E DIÁRIO DO RN CONSOLIDAM FORTE PARCERIA AO LONGO DE TRÊS ELEIÇÕES

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Quando o Diário do RN ganhou as ruas, em 23 de agosto de 2022, o Rio Grande do Norte estava em plena campanha eleitoral. Naquele mesmo período, o Instituto DataVero, criado em 2021, vivia sua primeira eleição geral e começava a ampliar sua presença no mercado de pesquisas. Foi nesse cenário que as trajetórias das duas empresas se encontraram, dando início a uma parceria que atravessou as eleições de 2022 e 2024 e chega a um novo ciclo em 2026.

Fundado pelos jornalistas Túlio Lemos e Bosco Afonso, o DataVero nasceu com a proposta de realizar pesquisas com suporte técnico, científico e tecnológico. Entre as ferramentas adotadas está a geolocalização das entrevistas, que permite registrar horário e coordenadas da coleta, além de armazenar as informações produzidas em campo.

Para Túlio Lemos, fundador do instituto, 2022 marcou a consolidação do DataVero no mercado.

Naquele ano, as pesquisas para as eleições gerais foram realizadas tanto em nível estadual quanto em municípios potiguares, ampliando a atuação da empresa. “Foi quando a gente começou a se destacar no mercado. Mesmo com pouco tempo de vida, o DataVero logo se credenciou como um instituto sério”, relembra.

A parceria com o Diário, iniciada naquele mesmo período, ampliou a projeção do trabalho. “Com o Diário do RN, justamente na campanha de 22, foi que a gente deu uma visibilidade maior ao trabalho. Era uma eleição geral, com Governo, Senado e Presidência, então foi muito importante para nós”, afirma. Segundo Túlio, o resultado foi positivo para os dois lados. “Deu muita visibilidade ao Diário e deu muita visibilidade ao Instituto DataVero.”

2024 amplia atuação
Dois anos depois, as eleições municipais marcaram uma nova etapa. O DataVero realizou mais de 100 pesquisas em diferentes municípios, entre levantamentos destinados à divulgação e trabalhos de consumo interno de candidatos, mantidos sob sigilo.

Em Natal, o instituto acompanhou as mudanças no cenário ao longo da campanha. No primeiro turno, as pesquisas registraram a tendência de crescimento de Natália Bonavides e a perda de força de Carlos Eduardo. Já no segundo turno, o último levantamento apontou Paulinho Freire com 56,56% dos votos válidos e Natália com 43,44%. Nas urnas, o resultado foi de 55,34% contra 44,66%, cravando o resultado dentro da margem de erro da pesquisa.

“Fechamos 2024 com chave de ouro, no segundo turno, na eleição de Natal. Foi um resultado muito próximo daquilo que a gente tinha apontado”, destaca Túlio. Para ele, o desempenho consolidou o trabalho desenvolvido desde a criação do instituto. “Foi o coroamento de um trabalho sério, de um trabalho com muita dedicação”, afirma.

Novo ciclo em 2026
Em 2026, Diário do RN e DataVero voltam a acompanhar juntos uma eleição estadual. O instituto já realizou pesquisas públicas e de consumo interno, com resultado restrito ao contratante; e passou a programar novas rodadas em períodos próximos a acontecimentos que podem interferir na percepção do eleitor, como convenções, debates e agendas políticas.

“A pesquisa nada mais é do que uma fotografia da realidade”, resume Túlio. Para ele, cada levantamento registra o cenário daquele momento. “A pesquisa fotografa aquele instante. Depois, pode acontecer um debate, uma convenção, uma declaração ou qualquer outro fato que mude a percepção do eleitor”, explica.

Por isso, segundo Túlio, o acompanhamento precisa ser contínuo ao longo da disputa. “Um fato que acontece hoje pode mudar a realidade amanhã. Então, você tem que fazer uma nova pesquisa para captar esse novo sentimento do eleitor”, complementa.

Quatro anos depois, a parceria chega às eleições de 2026 consolidada na cobertura política do Diário. Para Túlio, os levantamentos e a proximidade dos números com as urnas fortaleceram a confiança no trabalho. “A credibilidade é o nosso maior patrimônio. É isso que dá confiabilidade à pesquisa e faz com que as pessoas acreditem no trabalho que está sendo apresentado”, conclui.


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“MEU CADU, FUTURO GOVERNADOR DESSE ESTADO”, AFIRMA LULA DA SILVA EM NATAL

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Em seu primeiro compromisso de campanha no Nordeste, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou nesta quinta-feira (20), em Natal, o apoio à candidatura de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte. Durante comício na Arena das Dunas, Lula chamou o petista de “meu Cadu, futuro governador desse Estado”, exaltou a gestão de Fátima Bezerra (PT) e pediu votos para os candidatos da chapa governista.

A declaração deu o tom da participação do presidente no ato, que reuniu a militância petista e aliados em torno das candidaturas estaduais. Ao longo do discurso, Lula voltou a defender Cadu como seu nome para a sucessão de Fátima e reforçou o pedido de voto para Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT) ao Senado.

Logo na abertura, o presidente fez questão de apresentar os candidatos. “Minha querida companheira Fátima, governadora desse Estado, meu Cadu, futuro governador desse Estado, companheira Samanda, futura senadora, e Rafael, senador da República”, declarou.

O apoio a Cadu ganhou tom ainda mais direto no encerramento. Ao pedir votos para a própria candidatura, Lula convocou a militância a eleger também seus aliados no Rio Grande do Norte.

“Quem votar em mim, eu peço a vocês, como companheiros e companheiras, vote no companheiro Cadu para governador, na Samanda, no Rafael para senador”, afirmou. O presidente também pediu apoio aos candidatos do grupo à Câmara dos Deputados.

Destaque para Fátima
Além de Cadu, Fátima ocupou espaço de destaque no discurso. Lula fez uma defesa enfática dos dois mandatos da governadora e comparou sua gestão com a dos antecessores no Rio Grande do Norte.

“Você conhece quem governou esse Estado. Eu conheço quem governou”, iniciou. Na sequência, elevou o tom ao exaltar a petista: “Pode pegar todos que governaram esse Estado, colocar numa panela, assar, não dá um caldo que essa mulher soube dar”, declarou.

A defesa da gestão de Fátima veio acompanhada do apoio à continuidade do grupo no Executivo estadual. Ao apresentar Cadu como “futuro governador”, Lula reforçou a escolha do petista para suceder a governadora a partir de 2027.

Parceria com o RN
Lula também destacou investimentos federais e defendeu ampliar as oportunidades para o Nordeste. Entre as ações, citou a chegada de um supercomputador ao Rio Grande do Norte como exemplo dos investimentos em tecnologia direcionados à região.

“Eu trouxe o supercomputador aqui para dizer para vocês: nenhum Estado do Nordeste vai ficar devendo nada a nenhum outro Estado desse país”, afirmou.

O presidente também defendeu tratamento igualitário entre as regiões. “Eu não quero tirar nada de São Paulo. Não quero tirar nada do Rio de Janeiro. Não quero tirar nada de Minas Gerais. A única coisa que eu quero é que o Nordeste seja tratado” em condições de igualdade, declarou.

Ao falar das transformações econômicas e sociais da região, Lula afirmou que o Nordeste passou a atrair profissionais qualificados. “Hoje, não é o nordestino que quer estudar em São Paulo, é o doutor de São Paulo que quer ir trabalhar no Nordeste”, disse.

No encerramento, Lula voltou ao tom eleitoral e convocou a militância a trabalhar pelas candidaturas do grupo no Estado, com Cadu para o Governo, Samanda de Lula e Rafael Motta para o Senado, além dos candidatos aliados à Câmara dos Deputados.


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“O RIO GRANDE DO NORTE NÃO VAI RETROCEDER”, AFIRMA CADU COM LULA

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Diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Cadu de Lula (PT) defendeu a continuidade do projeto político petista no Rio Grande do Norte durante comício realizado nesta quinta-feira (20), na Arena das Dunas, em Natal. O candidato ao Governo destacou obras realizadas em parceria com o Governo Federal e reforçou a vinculação de sua candidatura ao presidente.

“O Rio Grande do Norte, o nosso Estado, o Brasil, não vai retroceder. Não vai retroceder. Nós vamos seguir adiante para trazer mais emprego, mais renda, mais qualidade de vida para o nosso povo”, afirmou.

Ao lado da governadora Fátima Bezerra (PT), a quem chamou de “eterna líder”, Cadu concentrou o discurso nas ações realizadas pelo Governo do Estado e na parceria retomada com o Governo Federal após a volta de Lula à Presidência, em 2023. “Foi aí, presidente, depois de um Governo Federal sabotando o nosso Governo, que nós começamos a fazer as entregas”, afirmou.

Entre as ações, citou o programa de recuperação das rodovias estaduais e relacionou os investimentos aos recursos obtidos por meio de operação de crédito. “Só fizemos isso, presidente, porque o senhor voltou para a Presidência da República”, declarou.

“Foi por recursos oriundos de uma operação de crédito que o presidente Lula autorizou que nós estamos recuperando 60% das rodovias do nosso Estado. E Cadu governador vai recuperar 100%, junto com o presidente Lula”, acrescentou.

Cadu também mencionou a Barragem de Oiticica, o túnel Major Sales e as obras relacionadas à chegada das águas do Rio São Francisco. Ao falar da duplicação da BR-304, voltou a atribuir a Lula o avanço da obra e destacou a importância do projeto para o Estado.

“Agora, presidente, o senhor está realizando um sonho de 60 anos, que é a duplicação da BR-304. Uma obra que salva vidas e que traz desenvolvimento”, afirmou.

Na parte eleitoral do discurso, Cadu relacionou as entregas citadas à defesa da continuidade da parceria a partir de 2027. “Nós estamos prontos para mais. Prontos para mais”, afirmou, antes de reforçar que pretende manter a atuação conjunta com Lula caso seja eleito governador.

O petista também relembrou os questionamentos sobre sua candidatura. “Eles começaram de novo, presidente: ‘Cadu não vai ser candidato. Ele está guardando a vaga de alguém’. E eu segui adiante”, declarou.

Ao lado da candidata a vice-governadora Larissa Rosado, reforçou a vinculação da chapa ao presidente: “A gente está aqui, agora, ao seu lado, junto com Larissa, para dizer para o povo do nosso Estado que o governador de Lula e a vice-governadora de Lula são Cadu e Larissa”.

Fátima defende “Cadu de Lula”
Fátima também fez um balanço dos dois mandatos e destacou a parceria com o Governo Federal.

“Em nome do povo do Rio Grande do Norte, gratidão ao senhor pela parceria, pelo respeito, pelo carinho, pelo apoio que sempre tivemos”, afirmou.

Entre os resultados, citou os mais de 151 mil jovens potiguares atendidos pelo Pé-de-Meia, o avanço das matrículas no ensino integral e profissional e a expansão dos Institutos Federais.

A governadora também destacou as obras de segurança hídrica. “Isso, presidente, é algo que eu vou guardar por toda a minha vida, junto com o senhor, a gente ter conseguido concluir a transposição, trazendo dignidade, cidadania e segurança hídrica para o nosso povo”, declarou.

Também mencionou o Hospital Metropolitano e a duplicação da BR-304.

No campo político, Fátima reforçou o apoio a Cadu e rebateu os questionamentos sobre o uso de “de Lula”. “Não adianta questionar isso. Sabe por quê? Porque Cadu de Lula está no coração do povo”, afirmou, acrescentando que “Cadu defende o que Lula defende”. Ao final, convocou a militância para a campanha e defendeu a eleição da chapa governista.


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EMPRESÁRIOS APONTAM DESAFIOS E COBRAM AVANÇOS DO PRÓXIMO GOVERNADOR DO RN

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Carga tributária elevada, infraestrutura deficiente, dificuldades de acesso ao crédito, informalidade e baixo investimento no turismo estão entre os principais entraves apontados pela classe empresarial do Rio Grande do Norte. Diante da mudança de governo a partir de 2027, representantes de diferentes segmentos esperam da próxima gestão maior diálogo com o setor produtivo, redução de obstáculos aos investimentos e medidas para ampliar a competitividade da economia potiguar.

Para o presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), Matheus Feitosa, a tributação aparece como uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo comércio popular. Ele também cita os efeitos das condições das rodovias sobre os custos das empresas.

“A principal dificuldade que nós enfrentamos é a carga tributária”, afirmou. Segundo Feitosa, problemas de infraestrutura encarecem toda a cadeia. “O frete fica mais caro porque a empresa ou o caminhoneiro tem que gastar mais com manutenção”, exemplificou.

Ao projetar a próxima gestão, o empresário defende incentivos que alcancem negócios de diferentes portes e uma relação mais próxima entre Estado e municípios. “Não só as grandes empresas, mas as pequenas e médias também precisam desse incentivo”, disse. Para ele, o próximo governador deverá buscar uma atuação conjunta independentemente das diferenças partidárias.

No Oeste, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (Sindvarejo), Michelson Frota, também coloca a tributação entre as principais preocupações. Ele cita a antecipação do ICMS e alerta que empresas nem sempre possuem fluxo de caixa suficiente para absorver o pagamento.

Frota acrescenta o endividamento das famílias, a inflação e o custo do crédito à lista de dificuldades enfrentadas pelo varejo. “O crédito até existe, mas é um crédito caro”, afirmou. Para o próximo governo, espera medidas capazes de estimular a atividade econômica. “A gente espera que destrave realmente o Estado do Rio Grande do Norte. Temos muitas riquezas aqui, então essa economia precisa girar”, defendeu.

Turismo pede mais investimentos
No setor turístico, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no RN (ABIH-RN), Edmar Gadelha, aponta dois grandes gargalos: a baixa conectividade aérea e o volume de investimentos destinados à atividade. Apesar de reconhecer a existência de diálogo com a atual gestão, cobra maior efetividade das ações.

“Existe, sim, um diálogo aberto. Há uma união do poder público com a iniciativa privada hoje em todos os segmentos do trade turístico. Para tanto, precisamos de mais efetividade”, afirmou.

Entre as expectativas para o próximo governo estão políticas para ampliar a malha aérea e atrair voos internacionais, mais recursos para promoção do destino e parcerias público-privadas para equipamentos turísticos. Gadelha cita ainda o Centro de Convenções de Natal e a retomada de áreas não desenvolvidas na Via Costeira.

Já o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no RN (Abrasel-RN), Thiago Machado, aponta a dificuldade de repassar o aumento dos custos aos consumidores. Segundo ele, mais da metade dos associados não consegue reajustar os preços nem mesmo no limite da inflação sem perder competitividade.

“Quem aumenta preço perde competitividade”, resumiu. Machado também chama atenção para o crescimento da informalidade e defende que a próxima gestão reduza a carga tributária sobre a alimentação fora do lar, segmento que considera parte fundamental da cadeia turística.

Expectativa para 2027
As demandas do empresariado também foram apresentadas aos candidatos ao Governo durante o RN em Foco 2027–2030, promovido pela Fecomércio RN, entre os dias 17 e 19 deste mês. O presidente da entidade, Marcelo Queiroz, destacou que o levantamento entregue aos concorrentes foi elaborado a partir de dados técnicos e da escuta de mais de 1.600 empresários de todas as regiões do Estado.

“Isso vai contribuir para os candidatos e para as ações do futuro governador”, afirmou. Queiroz também reforçou que a Fecomércio pretende manter o diálogo com a próxima gestão. “Estamos à disposição para contribuir com quem for eleito, pensando no desenvolvimento do Rio Grande do Norte e na geração de emprego e renda”, concluiu.


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TBT: GARIBALDI VENCE NO 1º TURNOE CHEGA AO GOVERNO DO RN EM 1994

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ção de 1994 abriu um novo capítulo na trajetória política de Garibaldi Alves Filho e recolocou frente a frente dois grupos que há décadas protagonizavam as principais disputas do Rio Grande do Norte. Depois de quatro mandatos como deputado estadual, uma passagem pela Prefeitura de Natal e a eleição para o Senado, Garibaldi chegou ao Governo do Estado ao derrotar o ex-governador Lavoisier Maia ainda no primeiro turno.

Realizada em 3 de outubro daquele ano, a eleição também trouxe uma particularidade em relação ao pleito anterior. Se em 1990 os primos José Agripino e Lavoisier Maia haviam disputado o Governo em lados opostos, dividindo politicamente a família, quatro anos depois estavam novamente juntos. Agripino, candidato ao Senado, apoiou Lavoisier, que tentava retornar ao Executivo estadual, cargo que ocupou até 1982. Do outro lado estava Garibaldi, representante de uma família que historicamente rivalizava com os Maia.

Nas urnas, Garibaldi, candidato do PMDB, recebeu 489.765 votos, equivalentes a 52,67% dos válidos, e encerrou a disputa no primeiro turno. Fernando Freire (PPR) foi eleito vice-governador.

Lavoisier (PDT), que tinha Rosalba Ciarlini (PFL) como vice, obteve 359.870 votos, ou 38,70%.

A composição das duas principais chapas guardava ainda uma curiosidade que ganharia significado nos anos seguintes: tanto Fernando Freire quanto Rosalba Ciarlini chegariam ao Governo do Estado. Freire assumiu o cargo em 2002, após a renúncia de Garibaldi para disputar o Senado, enquanto Rosalba foi eleita governadora em 2010 e tomou posse no ano seguinte.

A disputa contou ainda com Fernando Mineiro (PT), que recebeu 44.596 votos (4,80%), e Wilma de Faria (PSB), com 35.591 (3,83%). Garibaldi foi o mais votado em 111 dos 161 municípios existentes no Rio Grande do Norte à época, enquanto Lavoisier venceu em 50.

O resultado levou Garibaldi ao principal cargo do Executivo estadual após uma trajetória política que, segundo ele próprio, teve um ponto de inflexão quase uma década antes: a eleição para prefeito de Natal, em 1985.

Experiência na Prefeitura

Ao recordar a campanha de 1994, em entrevista ao Diário do RN, Garibaldi volta à experiência na Prefeitura para explicar o caminho que o levou ao Governo. Até chegar ao Palácio Felipe Camarão, havia exercido quatro mandatos de deputado estadual, mas ainda não tinha comandado uma administração pública. A eleição municipal, realizada após duas décadas de prefeitos nomeados na capital, deu a ele a primeira experiência no Executivo.

“A minha eleição para a Prefeitura de Natal em 1985 foi indispensável para essa minha escalada para cargos estaduais e federais, de senador, governador, ministro. Eu tinha sido deputado estadual quatro vezes, mas não sabia administrar”, relembrou.

A estreia, segundo ele, mostrou rapidamente o tamanho da responsabilidade. Garibaldi recorda que, no primeiro dia de expediente em 1986, encontrou uma fila de pessoas que saía da Prefeitura e se estendia pela rua. Não era uma mobilização para comemorar a posse, como ele próprio brinca ao relembrar o episódio, mas uma população que já chegava cobrando soluções do novo prefeito.

“Não era para me aclamar, não. Já era para cobrar”, contou. Diante da quantidade de pessoas, disse ter feito um discurso na porta da Prefeitura pedindo paciência e compreensão. “Eu estava chegando, subindo as escadas pela primeira vez. Fiz um apelo dramático. A coisa foi se normalizando, mas não foi fácil.”

A passagem pelo Executivo municipal seria determinante para os passos seguintes. Encerrado o mandato, Garibaldi atravessou um período de dois anos sem ocupar cargo eletivo, situação que admite ter provocado preocupação sobre o futuro político.

“Eu passei dois anos sem mandato e tive uma eleição surpreendente, para mim pelo menos, para senador”, recordou.

Em 1990, ele foi eleito para o Senado com 404.206 votos. Quatro anos depois, deixou a cadeira para disputar o Governo. A experiência acumulada na Prefeitura, segundo Garibaldi, deu a ele mais segurança para enfrentar o novo desafio.

“Foi uma campanha muito desafiadora”, definiu. Ao comparar a chegada à Prefeitura com a posse posterior no Governo, Garibaldi reconhece que a experiência administrativa adquirida em Natal fez diferença. “Quando assumi o Governo, já foi muito mais fácil. Já tinha a experiência do Executivo, já tinha enfrentado esses desafios. Aí realmente me senti muito mais à vontade, disse.”

Reencontro dos Maia
A disputa de 1994 retomou uma história de alianças e rupturas entre os principais grupos políticos do Estado. Em 1982, José Agripino derrotou Aluízio Alves na corrida pelo Governo, em um dos confrontos mais marcantes entre as famílias Maia e Alves. Quatro anos depois, em 1986, Agripino deixou o Governo para disputar o Senado e esteve no mesmo campo de João Faustino, candidato ao Executivo, e de Lavoisier Maia, também candidato ao Senado.

Naquele ano, João Faustino acabou derrotado por Geraldo Melo, mas Agripino e Lavoisier conquistaram juntos as duas vagas para o Senado. A união entre os primos, no entanto, seria rompida na eleição seguinte. Em 1990, os dois disputaram diretamente o Governo: Lavoisier recebeu o apoio do então governador Geraldo Melo e do grupo Alves, enquanto Agripino venceu a disputa no segundo turno.

Em 1994, houve uma nova reviravolta. Depois de terem sido aliados em 1986 e adversários em 1990, Agripino e Lavoisier voltaram ao mesmo campo político. Agripino buscava retornar ao Senado e apoiou o primo na tentativa de voltar ao Governo. A reaproximação dos Maia, porém, não impediu a vitória de Garibaldi Alves Filho no primeiro turno, recolocando as duas famílias em lados opostos na disputa pelo Executivo estadual.

Senado e proporcionais
Se Garibaldi venceu o Governo, José Agripino conquistou uma das duas vagas para o Senado. O mais votado foi Geraldo Melo (PSDB), ex-governador do Estado, com 441.707 votos, ou 27,75%.

Agripino (PFL) ficou com a segunda cadeira ao receber 387.935 votos, equivalentes a 24,37%.

Nas eleições proporcionais, o PFL saiu com a maior representação. Das oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, o partido conquistou cinco, enquanto o PMDB elegeu dois representantes e o PSDB, um. Na Assembleia Legislativa, o PFL também formou a maior bancada, com dez das 24 cadeiras, seguido pelo PMDB, com oito.

A vitória levou Garibaldi, então com 47 anos, ao Governo do Rio Grande do Norte. Ele tomou posse ao lado de Fernando Freire em 1º de janeiro de 1995 e, quatro anos depois, seria novamente escolhido pelos potiguares para permanecer no cargo. A eleição de 1994 também reuniu nas duas principais chapas três nomes que chegariam ao comando do Estado: Garibaldi, Fernando Freire e Rosalba Ciarlini, personagens que permaneceriam por décadas no centro da política potiguar.


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CADU DE LULA: “ALLYSON É UMA FARSA. NÃO É UM BOM GESTOR E É PERFORMISTA”

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Cadu de Lula (PT) elevou o tom contra Allyson Bezerra (União Brasil) nesta quarta-feira (19) e classificou o adversário na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte como uma “farsa”, além de afirmar que ele tem “sérios problemas éticos”. Em entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, no programa Contraponto, da 96 FM, o petista acusou Allyson de adotar uma postura de “vitimismo” diante das críticas recebidas durante a campanha.

“Vamos parar de vitimismo, vamos parar de se colocar nessa posição, vamos fazer debate de ideias, vamos dizer que conhece o Estado, conhecendo o Estado. Allyson Bezerra é uma farsa.

Allyson Bezerra nem é um bom gestor, tem sérios problemas éticos e é um performista”, disparou Cadu.

O candidato também reagiu às afirmações de Allyson de que estaria sendo alvo de ataques dos adversários e rejeitou a ideia de uma ação articulada entre os concorrentes. Para Cadu, os questionamentos fazem parte da própria disputa eleitoral. “Ele quer enganar a população sempre se colocando nessa posição de vítima”, acusou.

“Ele não é vítima, ele é um candidato. Ele mora hoje no condomínio mais luxuoso de Mossoró, isso em oito anos de vida pública. Então, menos. Vamos debater ideias, vamos mostrar que conhece o Estado realmente e não ficar se colocando de vítima o tempo todo”, acrescentou.

Cadu afirmou ainda que também recebe críticas relacionadas à administração estadual, da qual participou, e defendeu que os candidatos respondam aos questionamentos e apresentem propostas. “Todo mundo está falando de todo mundo, mas todo mundo tem que mostrar proposta, e a gente tem muita proposta para falar”, completou.

Cadu defende diálogo com setor produtivo e parcerias para o RN

Ainda nesta quarta-feira, Cadu participou do terceiro e último encontro do RN em Foco 2027–2030, promovido pela Fecomércio RN com os principais candidatos ao Governo. A programação começou na segunda-feira (17), com Allyson, e recebeu Álvaro Dias (PL) na terça-feira (18), no Hotel-Escola Barreira Roxa.

No encontro da Fecomércio, Cadu de Lula concentrou a apresentação na relação entre poder público e setor produtivo. O candidato afirmou que pretende manter o diálogo estabelecido durante a gestão de Fátima Bezerra e apontou parcerias público-privadas, infraestrutura e os impactos da reforma tributária entre os desafios para os próximos anos.

“A gente vem aqui à casa do comércio, do serviço, se comprometer com essa mesma abertura, a gente construir um futuro para o nosso povo de desenvolvimento, de geração de emprego, com melhores prestações ainda de serviços públicos”, afirmou.

Segundo Cadu, a aproximação com o empresariado será necessária para ampliar investimentos.

“A gente veio falar aqui de parceria público-privada, de novos projetos de infraestrutura para o nosso Estado, do desafio que é preparar o Rio Grande do Norte para a reforma tributária”, acrescentou.

Ao final do encontro, o petista recebeu o RN em Foco 2027–2030, documento elaborado pela Fecomércio a partir de dados oficiais e de pesquisa com 1.617 empresários. A agenda reúne propostas em oito eixos, entre eles equilíbrio fiscal, desburocratização, PPPs, infraestrutura e mobilidade, segurança e qualificação profissional.

O estudo destaca que Comércio, Serviços e Turismo respondem por 38,3% do PIB estadual, com mais de 49 mil estabelecimentos e cerca de 389 mil empregos formais. Entre os empresários consultados, 61,4% apontaram a segurança como prioridade, 79% defenderam redução de impostos e 59,3% cobraram menos burocracia.

Expectativa por Lula
Em entrevista ao Diário do RN, Cadu também comentou a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (20). Além da agenda institucional prevista durante o dia, Lula participará à noite de um ato político na Arena das Dunas: “A expectativa é grande. Na primeira semana da campanha, o presidente Lula vai abrir a campanha dele no Nordeste, aqui em Natal, aqui no Rio Grande do Norte”, afirmou.

O candidato também projetou forte participação de apoiadores na mobilização. “A gente está nessa ansiedade de fazer um grande ato. A gente tem a convicção de que vai ter muita gente nesse ato, vai ser um ato com muita energia, com aquela firmeza do presidente Lula de que o Brasil e o Rio Grande do Norte vão continuar no rumo certo”, completou.


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“EU SOU O ÚNICO CANDIDATO DA DIREITA”, DIZ RODRIGO BOLSONARO SOBRE DISPUTA AO GOVERNO

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Candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo Agir, o empresário Rodrigo Bolsonaro chega à disputa reivindicando para si o espaço de representante do bolsonarismo na corrida pelo Executivo estadual. Em entrevista ao Diário do RN, ele afirmou ser o “único candidato da direita” e buscou diferenciar sua candidatura de Álvaro Dias (PL), apesar de o adversário integrar o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu sou o único candidato da direita. Álvaro Dias já deu várias entrevistas dizendo que não é bolsonarista e não é da direita. Eu sempre fui da direita”, afirmou Rodrigo. “Então, o candidato da direita hoje ao Governo é Rodrigo Bolsonaro. Não tem outro nome”, acrescentou.

A identificação também se estende à disputa presidencial. Rodrigo declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro e afirmou que o Agir segue a mesma posição nacionalmente. “Flávio é meu candidato a presidente. Em nível nacional, o Agir está apoiando Flávio Bolsonaro. Então não tem nenhum problema em eu estar apoiando”, declarou.

Ao ser questionado sobre o fato de o PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, ter Álvaro Dias como candidato ao Governo do RN, Rodrigo atribuiu a composição estadual a uma articulação entre o presidente estadual da legenda, Rogério Marinho, e Flávio. “É um acordo de Rogério Marinho com Flávio Bolsonaro, outra coisa”, afirmou.

Rodrigo sustentou que essa composição não altera sua identificação política e reforçou que a ligação antecede a atual disputa eleitoral. “Eu sou bolsonarista desde 2017”, disse, ao destacar principalmente sua proximidade ideológica com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda durante a entrevista, Rodrigo afirmou que tem buscado ampliar apoios entre eleitores identificados com a direita, destacando a receptividade na Grande Natal e em municípios do interior. “A população que é bolsonarista em vários municípios está de acordo comigo”, afirmou.

Ao apostar nesse eleitorado como base de sua candidatura, acrescentou: “Quem é Bolsonaro raiz vota em Bolsonaro”.

Nome na urna
Outro ponto abordado na entrevista foi o uso de “Bolsonaro” no nome eleitoral. Rodrigo comentou os questionamentos do Ministério Público Eleitoral sobre candidaturas que utilizam nomes ou sobrenomes associados a outras figuras políticas e disse não acreditar que a discussão impeça sua candidatura.

“O Ministério Público Eleitoral sempre vai fazer isso. Em 2022 aconteceu, pediu indeferimento de vários candidatos em nível nacional também”, afirmou. Para Rodrigo, o questionamento sobre o nome não deverá prejudicar sua campanha.

Segunda disputa
Aos 46 anos, Rodrigo Bolsonaro disputa o Governo do Estado pela segunda vez. Empresário, concorreu ao Executivo estadual em 2022 pelo Democracia Cristã (DC). Antes, em 2016, foi candidato à Prefeitura de João Câmara pelo PSDB.

A chapa do Agir tem Socorro Batista como candidata a vice-governadora. Para as duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado, o partido apresenta Gari Wendell Batista e Clóvis Costa, do Coletivo Nós.


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