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ESCOLHA DE WALTER POR ALLYSON PASSA POR NOMINATA PARA SE ELEGER, DIZ JOÃO MAIA

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A decisão já foi tomada, o anúncio é que ainda deve ocorrer nos próximos dias. O vice-governador Walter Alves (MDB) teria definido o alinhamento ao projeto político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), na corrida pelo Governo do Rio Grande do Norte. A informação do deputado federal João Maia, presidente do PP no RN, é que uma reunião ocorrida na manhã desta terça-feira (13) entre Walter e Allyson teria acontecido. A informação que circula nos bastidores é de que o encontro teria caráter mais comunicativo do que deliberativo, dentro de um cenário em que a montagem de nominatas e o cálculo eleitoral para 2026 falam mais alto do que o cargo de governador.

“Eu acho que a decisão de Walter de vir para o lado de Allyson já está decidida”, afirmou em conversa com o Diário do RN.

Segundo o dirigente do PP, a aproximação de Walter com o projeto de Allyson está diretamente ligada à estratégia eleitoral de 2026, sobretudo à formação de chapas proporcionais competitivas.

“Vir para o lado de Allyson tem a ver com formar nominata, se eleger deputado”, resumiu.

Nesse ponto, a decisão de Walter de não assumir o Governo do Estado, mesmo estando na linha sucessória, é uma escolha pragmática: preservar capital político e priorizar o projeto pessoal de retorno à Assembleia Legislativa. O cenário financeiro delicado do Executivo estadual pesou para não assumir, mas a mudança de lado teria como ponto central a engenharia eleitoral.

É nesse contexto que entram as conversas entre João Maia e Walter Alves. Os dois estariam discutindo a distribuição de nomes entre PP e MDB, avaliando quem permanece em cada legenda e quem pode migrar, num desenho que só faz sentido se houver, de fato, uma composição conjunta no palanque majoritário de Allyson Bezerra. A negociação de quadros, bases regionais e puxadores de voto reforça que o alinhamento político está em curso.

“Isso também é o que nós conversamos, então vamos esperar o que é que Walter vai dizer. Ele tem medo de assumir o Governo e não conseguir pagar o salário nos últimos dois meses ou três meses do governo dele, isso é uma coisa. A outra de vir para o lado de Allyson tem a ver com formar nominata, se eleger deputado”, afirmou.

A presidência da Assembleia Legislativa também foi tratada. João Maia relativizou qualquer pretensão automática de Walter nesse sentido. “Ele sabe que tem um candidato há mais tempo, que é Kleber [Rodrigues]. Ele tem noção disso. Eu disse; ‘Essa coisa da presidência da Assembleia, você se entenda com Kleber”, explicou o deputado.

O presidente do PP acredita que Walter deverá tornar pública sua decisão até o fim desta semana, mas pontuou que, ainda assim, até março, “vai rolar muita água ainda, e não é no Rio Piranhas-Açu”, finalizou.


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EXTREMOZ RECEBEU R$ 23 MILHÕES DE LULA E SÓ R$ 7 MILHÕES DE BOLSONARO

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O município de Extremoz, governado pela prefeita Jussara Sales (PL), foi beneficiado com mais de R$ 30 milhões em emendas federais entre 2019 e 2025, período da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme dados oficiais do Portal do Tesouro Nacional. Já durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019–2022), Extremoz recebeu um total aproximado de R$ 7 milhões em emendas federais. Os números revelam um crescimento expressivo nos repasses ao longo dos últimos anos e evidenciam a diferença entre os períodos dos governos Bolsonaro e Lula.

Durante a gestão bolsonarista, grupo ao qual a prefeita faz parte, os valores anuais foram de R$ 740.549,50 em 2019, R$ 486.881,50 em 2020, R$ 3.326.969,63 em 2021 e R$ 2.461.982,30 em 2022.

Nos anos do governo Lula (2023–2025), os repasses cresceram de forma significativa. Em 2023, o município recebeu R$ 7.078.766,00; em 2024, foram R$ 6.966.110,00; e em 2025, o volume chegou a R$ 9.049.933,00, totalizando cerca de R$ 23 milhões apenas nesse período. No acumulado dos sete anos, Extremoz recebeu mais de R$ 30 milhões em recursos federais.

A prefeita Jussara Sales é filiada ao mesmo partido de Bolsonaro. Foi eleita em 2020 e portanto, administrava Extremoz durante parte da gestão de Jair Bolsonaro. Na eleição de 2024 foi reeleita, já numa situação mais confortável em relação aos repasses dos municípios.


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ELEITO PARA ASSUMIR, WALTER FOGE DA CADEIRA E EMPURRA CRISE PARA FÁTIMA

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A decisão do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o comando do Governo do Rio Grande do Norte não é lida nos bastidores como cautela administrativa, mas como covardia política. A opinião é apontada por prefeitos do MDB que conversaram com o Diário do RN. Ao se recusar a sentar na principal cadeira do Estado quando a vacância se aproxima, Walter rompe, na prática, o acordo firmado com a governadora Fátima Bezerra (PT), com o PT e com os filiados do próprio partido que preside no momento em que aceitou ser vice-governador: o compromisso de assumir o Governo, se necessário, e sustentar politicamente a gestão até o fim do mandato.

No MDB, cresce a avaliação de que o vice-governador perdeu o momento de demonstrar liderança. “Isso é coisa de frouxo”, disparou um prefeito do partido.

Ao não assumir quando teve a chance, Walter Alves não apenas evita o Governo, expõe fragilidade, quebra um acordo político e deixa claro que prefere a segurança eleitoral ao enfrentamento do poder. O desfecho das articulações deve ocorrer até o final de janeiro, mas o rótulo já circula nos corredores do poder: o vice que não quis ser governador.

A justificativa apresentada, a frágil situação fiscal do Estado, não é novidade, tampouco surgiu às vésperas do calendário eleitoral. Walter conhecia os números, os riscos e o histórico das contas públicas quando topou compor a chapa governista. Ainda assim, agora prefere recuar, preservar o próprio projeto eleitoral à deputado estadual e deixar o desgaste integralmente nas costas da governadora.

Segundo apuração do Diário do RN, Walter reuniu dados técnicos que apontam dificuldades concretas no caixa estadual, o mais recente deles o atraso no pagamento do 13º salário do funcionalismo, que não foi quitado dentro do prazo legal. Para os críticos do PT, assumir o Governo nessas condições significaria herdar um passivo fiscal indigesto. Para aliados que confiaram em Walter, é exatamente esse o ônus de quem se dispõe a governar, e que Walter optou por não assumir.

Ao tomar a decisão, Walter evita o desgaste de comandar um Estado em crise, mantém distância da impopularidade e busca seguir com capital político intacto para a disputa eleitoral de 2026. Ao fazer isso, transfere todo o peso da crise para Fátima Bezerra, enquanto tenta se apresentar como espectador responsável, quando, na prática, abandona o posto para o qual foi eleito.

Apesar de já estar decidido que não assumirá o Governo, o vice-governador tenta evitar que o gesto seja interpretado como rompimento imediato com o PT. Interlocutores insistem que o recuo não significa, automaticamente, apoio ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), um dos principais nomes da oposição para 2026. Esse movimento, segundo dizem, seria outro passo.

No fim de dezembro, em Brasília, Walter se reuniu com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com o presidente do MDB, Baleia Rossi. O resultado foi a reafirmação do apoio do MDB no Nordeste à reeleição do presidente Lula. Em seguida, Walter e Fátima divulgaram nota conjunta empurrando para as direções nacionais dos partidos a definição do cenário local, deixando claro que, para o PT, a prioridade absoluta é a eleição de Fátima ao Senado, mais ainda que o Governo do RN.

Quanto ao apoio a Allyson Bezerra, segundo fontes ouvidas pela reportagem, o movimento dependerá de consenso interno no MDB, após consulta a prefeitos, deputados e lideranças regionais.

Nominatas
Paralelamente, Walter Alves já definiu que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026. Após o esfacelamento de uma forte nominata que vinha sendo articulada à federal, a alteração de caminhos voltou as atenções do presidente e da sigla para a nominata à Assembleia Legislativa.

Sem ocupar a cadeira do Executivo estadual, os pretensos candidatos pelo MDB vão contar com o fundo eleitoral e estrutura garantidos por Baleia Rossi pessoalmente a Walter, recurso que será voltado para a nominata a qual Waltinho fará parte. A movimentação inclui articulações para fortalecer a nominata do MDB, com garantia de apoio do diretório nacional, tanto em termos de fundo partidário quanto de estrutura.

De acordo com as informações obtidas pelo Diário do RN, os encaminhamentos continuam com os deputados Hermano Morais (PV), Galeno Torquato (PSDB) e Nélter Queiroz (PSDB), que pretendem disputar reeleição. Mara Cavalcanti, ex-prefeita de Riachuelo, Flávio de Beroi, ex-prefeito de Nova Cruz, Clóvis Júnior, vereador mais votado de São Gonçalo do Amarante, e Ivan Baron, ativista contra o capacitismo e pelos direitos humanos, são alguns nomes já convidados e/ou confirmados para a disputa proporcional.


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KLEBER RODRIGUES ANUNCIA IDA PARA O PP E APOIO A ALLYSON, FÁTIMA E ZENAIDE

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O deputado estadual Kleber Rodrigues anunciou que irá se filiar ao Progressistas (PP) e integrar a base política da pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), ao Governo do Rio Grande do Norte em 2026. A decisão, segundo ele, foi construída a partir da escuta das lideranças que o acompanham e do sentimento de gratidão ao deputado federal João Maia, presidente estadual do partido.

“Eu não tomo decisão nenhuma sem escutar aqueles que acreditam em mim”, afirmou Kleber, ao explicar ao Diário do RN o processo que o levou à escolha partidária. Segundo o deputado, somente após ouvir sua base política é que comunicou a decisão. “Como eles já me autorizaram, já comunico que vou me filiar ao PP, partido do deputado federal João Maia”, disse.

Kleber ressaltou que a mudança partidária está diretamente ligada à relação construída com João Maia ao longo de sua trajetória política. “Eu tenho um débito de gratidão enorme com o deputado federal João Maia, que é meu deputado já por três vezes. Quando eu saí do partido dele [então PL] para ir para o PSDB, entendi que, em algum momento, eu tinha que pagar esse débito. Ele pediu esse gesto da minha parte e gratidão só se paga com gratidão. Então eu estou voltando para minha casa”, completou.

Segundo Kleber, a mudança partidária só ocorrerá com a abertura da janela partidária, em 4 de março. “Quando abrir esse prazo, eu migrarei para o PP”, reforçou.

O assunto foi conversado diretamente com Fátima Bezerra (PT), cuja base Kleber compõe enquanto parlamentar estadual. Ele informa que seus votos serão em Fátima e Zenaide Maia ao Senado.

Allyson Bezerra
Apesar de Allyson Bezerra ainda não ter oficializado a pré-candidatura ao Governo, Kleber justificou a decisão de integrar a base do mossoroense afirmando que o prefeito de Mossoró já passou pelo “teste” da gestão pública. “Eu convivi com ele, eu conheço ele, acompanho o trabalho que ele faz em Mossoró. Ele já foi testado, governou uma grande cidade do nosso Estado e fez uma excelente gestão. Ele está preparado”, disse.

Kleber também demonstrou confiança no desempenho eleitoral de Allyson em 2026. “Eu acredito 100%”, afirmou, ao ser questionado sobre as chances do prefeito frente a outros possíveis candidatos. “Tenho certeza que, se o povo escolher ele e ele for eleito, vai fazer uma grande gestão também à frente do governo do Estado”, acrescentou.

Ao tratar da federação formada por PP e União Brasil, Kleber destacou que a expectativa é de uma nominata forte para a disputa da Assembleia Legislativa em 2026. “A expectativa é de uma nominata grande e robusta, que deve fazer uma grande quantidade de deputados na Assembleia, eu lhe garanto”, disse.

O deputado negou especulações sobre eventual acordo antecipado envolvendo a presidência da Assembleia Legislativa, caso Allyson seja eleito governador. “Isso não existe. Primeiro a gente tem que passar pela eleição. Não adianta estar pensando em conversas futuras se você não passou nem pela eleição, nem pelo teste do povo”, garantiu.

Ao comentar o apoio político que levará para o palanque de Allyson Bezerra com o grupo que compõe pelo menos 30 nomes, Kleber evitou promessas de imposição. “As pessoas têm livre-arbítrio. Eu não trabalho de forma forçada com ninguém. Eu digo com quem eu estou caminhando. Quem quiser caminhar comigo estará muito feliz”, completou.

O anúncio ocorreu em reunião de Kleber com lideranças políticas de diversas regiões do Estado, em Natal, no primeiro encontro do ano com sua base. No evento, ele reforçou a importância da escuta como marca do mandato. “Aprendi com meu pai, Severino, que política se faz com escuta e parceria. Eu sempre digo que tenho mais que parceiros políticos. Tenho amigos e eu preciso ouvir vocês”, afirmou.


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PAULINHO AVALIA PRIMEIRO ANO DE GESTÃO: “A EDUCAÇÃO FOI NOSSA MAIOR ENTREGA”

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Diário do RN: O que o senhor considera a maior entrega para a população de Natal neste primeiro ano de mandato?
Paulinho Freire: Tivemos muitas entregas importantes em 2026, mas acredito que a educação foi nossa maior entrega, porque foram várias na mesma área. Zerar a fila das creches, acabar com os sorteios foi muito importante, mas não foi só isso. Melhoramos a qualidade da merenda, entregamos o fardamento, estamos climatizando as salas de aula, fizemos parceria com o Instituto Ayrton Senna, tivemos concurso e nomeação de mais de 700 professores e vamos enviar projeto para a Câmara Municipal para convocarmos mais 300, assinamos a Ordem de Serviço com a repactuação de 7 CMEIs, que juntos vão garantir mais de 1500 vagas, outra Ordem de Serviço foi a de uma escola muito completa para a comunidade do Leningrado, na Zona Oeste, onde serão 175 vagas em tempo integral ou 350 vagas nos dois turnos. Demos o aumento do piso dos professores… São muitas entregas porque a educação é realmente uma prioridade em nossa gestão.

Diário do RN: Qual o balanço geral que faz de 2025 como gestor da capital potiguar?
Paulinho Freire: Acho que temos um balanço muito positivo desse primeiro ano. Conseguimos muitas entregas, melhorar a vida das pessoas. Ainda queremos fazer muito mais, claro, mas fazemos uma avaliação positiva. Além da educação, conseguimos trazer melhorias na saúde, na infraestrutura, na assistência social, entregamos praças, quadras, a cidade está toda com iluminação em LED. Entregamos a drenagem do Alecrim, um problema que há mais de vinte, trinta anos não era resolvido, a urbanização da Lagoa do Santarém, limpeza de lagoas e galerias…
E passa ainda pela responsabilidade fiscal. Este ano pagamos 14 folhas. O servidor recebeu o pagamento de dezembro dentro do mês, que já não acontecia há mais de uma década. Os eventos movimentaram a economia, além de levar atrações para o público natalense e com a experiência do transporte gratuito, que também foi muito positiva.

Diário do RN: Entre os principais apelos do natalense ainda está a melhoria do sistema de transporte público. Como estão os tramites para o lançamento da licitação?
Paulinho Freire: Os trâmites estão acontecendo. O edital está em análise na Procuradoria Geral do Município e acredito que em janeiro podemos ter a publicação.

Diário do RN: Recentemente, a prefeitura conseguiu autorização da Câmara para a aquisição de empréstimos que superam R$ 1 bilhão de reais. Quais melhorias Natal deve receber a partir desses investimentos?
Paulinho Freire: A infraestrutura é prioridade. Temos muitas obras que podem melhorar a vida do natalense no dia a dia e é isso que pretendemos fazer com esses investimentos.

Diário do RN: Qual a prioridade da Gestão Paulinho Freire Para 2026?
Paulinho Freire: Colocar em prática aquilo que demos início ao planejamento este ano. São obras e projetos que vão fazer, como eu disse, a diferença no dia a dia, melhorar a vida do natalense em todas as áreas.

Diário do RN: Outro ponto sensível é o Hospital Municipal que chegou a ser inaugurado pelo seu antecessor, mas nunca funcionou. Qual a situação da obra hoje? Existe previsão de entrega com serviços para a população?
Paulinho Freire: O projeto de construção do Hospital de Natal foi distribuído em duas etapas. A primeira etapa possui execução física superior a 90%, faltando a pavimentação externa e acabamentos internos para conclusão.

A segunda etapa encontra-se com percentual de execução física superior a 25%; nesta segunda etapa está inserido o bloco intermediário (setor que contempla 90 leitos de enfermaria e 10 leitos de UTI), que se encontra 100% (cem por cento) concluso.

Para a funcionalidade da primeira etapa, é necessário também a conclusão de alguns serviços que estão inseridos na segunda etapa que vão atender a todo o complexo. Acredito que no mês de abril teremos essa primeira entrega, entrando em funcionamento.

Paulinho foca no administrativo, mas trabalha pela união da oposição

Diário do RN: Recentemente um trecho do projeto de requalificação da orla da Zona Leste foi entregue, contemplando o novo Skate Park da Praia do Meio, um equipamento público aguardado pela população há quase 30 anos. Quais serão as próximas etapas e até quando a obra deve estar concluída em toda região?
Paulinho Freire: Estamos trabalhando com recursos próprios. Pelo que tenho conversado com a secretária Shirley (SEINFRA), a próxima etapa é o piso em concreto no Largo do Sol e a complementação do deck da Getúlio Vargas. E acredito que alguns dos quiosques também podem ser entregues ainda no início do ano.

Diário do RN: Esse ainda foi o primeiro ano de mandato e o senhor tem inúmeros projetos em mente para os próximos três anos. Mas, na sua observação, como natalense e como agente político experiente, qual será o projeto que vai marcar o seu mandato à frente da Prefeitura de Natal?
Paulinho Freire: A Via Mangue e o Parque Linear ficarão como grandes entregas. Porque a Via Mangue vai contribuir para a mobilidade da Zona Norte, que precisa de soluções e melhorias nesse setor. O Parque Linear vai ser mais que uma opção de lazer. É qualidade de vida e mostrar que o desenvolvimento pode estar aliado à preservação ambiental como acontece em diversos lugares do mundo.

Diário do RN: 31 de dezembro de 2025. Fechamento de um ciclo de desafios e vitórias e a expectativa para mais um recomeço. Qual a mensagem do Prefeito de Natal para todos os natalenses?
Paulinho Freire: O Ano Novo chegará com novos desafios, com muito trabalho e entregas para Natal. Desejo que o natalense sinta orgulho de ser de Natal e que quem escolheu nossa cidade para viver também se sinta feliz em estar aqui, que pertence à nossa cidade. Faço votos de muita paz, alegrias, união e prosperidade para todos e vamos juntos fazer Natal ainda melhor.

Diário do RN: Deixando de lado as questões administrativas, vamos encerrar com uma de política. 2026 é ano eleitoral e a movimentação nos bastidores da política já é intensa. O senhor transita bem em dois dos grupos já postos: o do senador Rogério Marinho junto a Álvaro Dias, seus aliados de primeira hora na eleição em 2024; e o do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, filiado ao seu partido União Brasil. Dentro desse contexto, o senhor já tem sua posição definida?
Paulinho Freire: Eu vou trabalhar até o último minuto para que os grupos que você citou estejam unidos e sejam aliados em prol de uma única candidatura para 2026, como foi para a minha eleição.


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RÉVEILLON MARCA FIM DE CICLO E REFORÇA RITUAIS DE RENOVAÇÃO

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A virada de ano costuma chegar carregada de sentidos que vão além da contagem regressiva, dos fogos e dos abraços à meia-noite. O Réveillon se apresenta como um marco simbólico de encerramento e início de ciclos, um ponto de passagem que convida à pausa, ao balanço do que foi vivido e à projeção do que ainda se deseja construir. É um momento em que o tempo parece ganhar contornos mais claros, como se o calendário oferecesse autorização para revisar escolhas, celebrar conquistas e repensar caminhos.

Nesse período, as cidades se transformam, as casas se preparam para receber familiares e amigos, e as pessoas, mesmo sem perceber, entram em um estado mais reflexivo. O fim de um ano costuma despertar memórias, expectativas e sentimentos variados, que convivem de forma intensa em poucas horas. Há quem celebre com entusiasmo e planos detalhados, enquanto outros atravessam a data de maneira mais silenciosa, lidando com ausências, frustrações ou simplesmente com o cansaço acumulado dos últimos meses.

Segundo a psicóloga Maria Beatriz Lago, esse movimento interno é natural e faz parte do significado simbólico atribuído à virada. “Final de ano é, literalmente, o final de um ciclo. A terra completa uma volta em torno do sol e nós, seres humanos, vivenciamos esse fim-recomeço de modo repleto de simbolismos. A entrada de um novo ano é luto, renovação, reflexão”, afirma. Para ela, o período concentra emoções diversas, que coexistem sem hierarquia, como alegria, tristeza, medo e euforia.

A especialista explica que o fim do ano funciona como um marco temporal que estimula o balanço das próprias realizações. Esse exercício, embora importante, pode provocar sentimento de culpa ou frustração quando metas não foram alcançadas. Além disso, as festas de fim de ano costumam vir acompanhadas de uma idealização de felicidade, união familiar e sucesso pessoal, nem sempre compatível com a realidade vivida por muitas pessoas. A comparação com padrões exibidos nas redes sociais também tende a intensificar a sensação de inadequação.

Maria Beatriz Lago observa ainda que a data pode reacender saudades e lembranças de pessoas que já se foram ou que estão distantes. “Luto por aquilo que foi e já não é; renovação pela esperança que renasce no nascer do sol de um novo ano; reflexão acerca do que passou, do que permanece e do que virá”, resume. Para ela, reconhecer esse misto de emoções é um passo importante para atravessar o período com mais consciência e menos cobrança.

Nesse contexto, a psicóloga defende que o Réveillon pode ser um convite a metas mais possíveis e conectadas com o que realmente faz sentido. “É tempo de revisar as promessas que se repetem ano a ano sem se cumprir e estabelecer objetivos e sonhos que tragam real satisfação. Para além da performance e do sucesso, manter vínculos verdadeiros é o que traz plenitude”, destaca. Ela lembra que um plano não concretizado pode se transformar em um novo traçar de rota, desde que haja acolhimento e reflexão.

Rituais de Ano Novo mantêm tradições e renovam esperanças

Passar a virada de ano na praia, vestir branco e pular as sete ondas estão entre os rituais mais praticados réveillon – Foto: Reprodução

Além da dimensão emocional, o Réveillon é marcado por rituais e superstições que atravessam gerações e culturas, como vestir branco, pular sete ondas, comer lentilha, abrir portas e janelas à meia-noite ou escolher cores específicas para a roupa. Comuns no Brasil e em outros países, esses gestos simbolizam desejos de prosperidade, proteção, amor e equilíbrio e funcionam como formas de organizar expectativas, reforçar tradições culturais e dar forma concreta ao recomeço de um novo ciclo.

O auxiliar administrativo Felipe Rodrigues conta que não abre mão de um dos rituais mais populares do Réveillon. “Minha superstição de ano novo, além de vestir roupa branca, sempre é pular as sete ondas. Creio que todo mundo já fez isso algum dia. É uma tradição brasileira com uma mesclagem africana, ligada à Umbanda. Pular as sete ondas significa pedir prosperidade e proteção. A cada onda, você faz um pedido e não vira de costas, sempre segue em frente”, relata.

A arquiteta Cintya Bullé compartilha de um hábito semelhante e destaca o aspecto simbólico e sensorial do ritual. “Sempre que posso, quando estou próxima do mar, tento pular as sete ondas.

A cada onda, a gente mentaliza, agradece ou faz um pedido. A água salgada tem esse papel de limpar as energias negativas do ano que passou, enquanto o movimento das ondas impulsiona a energia para o futuro”, afirma. Para ela, a conexão com a natureza torna a experiência ainda mais significativa.

De volta à reflexão emocional, Maria Beatriz Lago avalia que esses rituais ajudam a organizar sentimentos e a criar um estado mental mais positivo. “Conectar-se consigo, com quem se ama e com aquilo que realmente importa é essencial nesse momento. Os rituais funcionam como âncoras simbólicas que ajudam a atravessar a transição de forma mais consciente”, conclui.


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DR BERNARDO, SOBRE WALTER NÃO ASSUMIR O GOVERNO: “AFUGENTOU TODO MUNDO”

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A decisão posta até o momento do vice-governador Walter Alves (MDB) de não assumir o comando do Governo do Estado a partir de abril, quando a governadora Fátima Bezerra (PT) deverá renunciar para disputar o Senado, deverá provocar um efeito dominó no MDB e alterar planos eleitorais que vinham sendo cuidadosamente costurados para 2026. Um dos principais impactos é sentido pelo deputado estadual Doutor Bernardo (PSDB), que pretendia disputar uma vaga na Câmara Federal integrando uma ampla nominata do MDB, projeto que, segundo ele próprio, foi desfeito com a mudança de rumo do partido.

Em entrevista ao Diário do RN, Doutor Bernardo afirmou que, diante do novo cenário, optou por permanecer ao lado da governadora Fátima Bezerra, mesmo discordando da posição adotada por Walter Alves, até então um aliado político. “A minha tendência é não só ir para o PV, como sigo a governadora Fátima até o fim. Eu não vou passar sete anos no governo e agora, faltando sete ou oito meses, simplesmente mudar para o outro canto. A pretensão minha é continuar no governo e respeitar”, afirmou.

O deputado destacou que respeita a decisão de Walter, mas deixou claro que não se sente obrigado a acompanhá-lo politicamente. “Eu acho que é legítimo, ele deve ter as suas razões, mas eu não vou segui-lo. Até porque a gente tem um alinhamento político, mas não existe uma relação de liderança e liderado. O fato de ele tomar um caminho não me obriga a tomar esse mesmo caminho”, reforçou.

Segundo o parlamentar, a expectativa de que o vice-governador assuma o Executivo estadual é o elemento central para a construção de uma nominata forte para deputado federal, que reuniria nomes como Kelps Lima, Carlos Eduardo, Abraão Lincoln e o próprio Doutor Bernardo. Além de outros nomes que vinham sendo costurados para estadual, como o deputado Ubaldo Fernandes e o ex-prefeito de Assu, Gustavo Soares. Esse projeto, no entanto, deve ser esvaziado. De acordo com o deputado, a desistência de Walter em assumir o governo “afugentou todo mundo”, uma consequência que ele classifica como natural diante da ausência de perspectiva de poder.

“A expectativa era que se montasse uma nominata de federal do MDB, esse pessoal estava vindo para o MDB. O fato é que o MDB se apequenou demais”, avaliou. Doutor Bernardo afirmou ainda que o próprio Walter reconheceu, em conversa direta, a inviabilidade da nominata federal. “Ele me disse: ‘Bernardo, talvez até a gente monte a nominata a federal, mas não tem viabilidade, realmente, você tem razão’. E me liberou para procurar outro caminho. Eu fui conversar com o PV após a liberação dele”, contou.

Diante desse cenário, Doutor Bernardo confirmou o alinhamento para se filiar ao Partido Verde (PV), restando apenas a homologação de sua desfiliação do PSDB. No PV, a chapa federal deverá ser formada por apenas dois nomes, ele e Thabata Pimenta, respeitando a cota de gênero. “Estou alinhado para me filiar ao PV. Não tenho problema algum com outros nomes, não vou criar obstáculo a ninguém”, afirmou.

Após reunião, Fátima e Walter definem que cúpulas do PT e do MDB vão decidir sobre aliança entre os dois partidos no RN

Apesar do desejo de não ocupar a cadeira do Executivo, já comunicada por Walter às lideranças do partido no Estado, conforme afirmou Dr Bernardo ao Diário do RN, e das conversas em curso do vice-governador com o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), a decisão final deve se dar pelas direções nacionais do PT e do MDB. A informação foi comunicada através de uma nota conjunta, assinada por Fátima Bezerra (PT) e Walter Alves, no final da tarde desta segunda-feira (29). O texto foi encaminhado à imprensa após reunião entre os dois para decisão sobre o rumo eleitoral a ser tomado pelo Governo.

Fátima e Walter afirmam que “os interesses do Estado do Rio Grande do Norte sempre se imporão aos nossos legítimos projetos partidários ou pessoais”, ressaltando que a aliança que os elegeu em 2022 integra um projeto nacional, consolidado tanto no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto na gestão estadual. Diante desse contexto, os dois comunicam que as decisões sobre o próximo ciclo eleitoral serão tomadas ouvindo as direções nacionais das duas legendas.

O encaminhamento político prevê a realização de uma reunião com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, com a participação da governadora e do vice-governador. A expectativa é que, após esse período de articulação para viabilizar o encontro, seja dado um desfecho às indefinições que hoje cercam a relação entre PT e MDB no Estado.

De acordo com informações de bastidores, a conversa que antecedeu a nota conjunta ocorreu exclusivamente entre Fátima Bezerra e Walter Alves. No diálogo, o vice-governador voltou a expor preocupações relacionadas à situação fiscal do Rio Grande do Norte e às dificuldades administrativas que envolvem a assunção do Governo do Estado. Walter também teria relatado que tratou do tema com interlocutores nacionais e ouviu avaliações que reforçaram sua posição de não assumir o comando do Executivo estadual.

A nota conjunta, já aguardada por lideranças políticas, busca sinalizar unidade institucional enquanto as conversas avançam no plano nacional. Até que haja uma definição por parte das direções do PT e do MDB, o cenário permanece em aberto.


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FIERN: ATUAÇÃO PELA POLÍTICA INDUSTRIAL, MERITOCRACIA E GESTÃO PROPOSITIVA

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O fortalecimento da representatividade do Sistema Indústria no Rio Grande do Norte — com a ampliação da base sindical, o aumento da participação das empresas nas atividades dos sindicatos filiados à FIERN e o aprimoramento da gestão das lideranças — está entre os principais resultados do Programa de Meritocracia Sindical no Estado.

Implementado há dois anos, o programa integra o planejamento voltado a impulsionar o desenvolvimento industrial potiguar, lançado em 2023 com a posse do atual presidente da Federação das Indústrias do RN, Roberto Serquiz. Graças a ele, foram desenvolvidas mais de 2.560 atividades sindicais e quase 180 novas indústrias ingressaram na Federação.

A gestão tem sido marcada também pela defesa do crescimento sustentável do Estado, com avanços na competitividade do setor industrial e estímulo à inovação e ao empreendedorismo.

“No Rio Grande do Norte, o Programa de Meritocracia incentiva a atuação dos sindicatos que representam os setores industriais. Trata-se de uma iniciativa que motiva as lideranças a desenvolver ações que ampliam a base de representação”, destaca o presidente da FIERN.

Roberto Serquiz explica que o projeto criou um sistema de bonificação que concede mais recursos e suporte aos sindicatos à medida que executam ações voltadas ao associativismo, à capacitação de lideranças e associados, e ao estímulo a novas filiações.

Os projetos estratégicos da FIERN incluem, além da Meritocracia Sindical, a defesa dos legítimos interesses da indústria potiguar. “A FIERN apresentou e defendeu, junto ao governo, às instituições e no debate público, agendas propositivas que demonstram a necessidade de avanços em infraestrutura, logística e marcos regulatórios para garantir o desenvolvimento sustentável do Estado”, afirma Serquiz.

Entre as propostas defendidas pela entidade, algumas já se transformaram em lei, como a que regula as Parcerias Público-Privadas (PPP) no RN. Outras seguem em discussão, como a atualização da legislação ambiental e a Política Industrial do Estado, atualmente em análise na Assembleia Legislativa.

O presidente da FIERN tem enfatizado a relevância do projeto de lei que estabelece os marcos de um programa voltado a orientar a atuação do poder público nos rumos da industrialização. “Essa proposta não é apenas uma medida de incentivo. É, sobretudo, uma política de Estado, pensada para garantir segurança jurídica, estabilidade regulatória e previsibilidade”, defende.

Segundo ele, “ao ser transformada em lei, a Política Industrial permitirá que as estratégias de desenvolvimento transcendam mandatos e conjunturas, assegurando continuidade e foco no crescimento sustentável”.

Roberto Serquiz observa ainda que a Reforma Tributária nacional impõe aos estados o desafio de otimizar o novo Fundo de Desenvolvimento Regional. “Isso exigirá planejamento de longo prazo, com agilidade na captação de recursos e na execução de projetos estratégicos — o que reforça a importância da Política Industrial como instrumento permanente para esse novo cenário”, pontua.

O dirigente destaca também que o momento nacional é favorável à institucionalização da Política Industrial no RN. “A iniciativa está em sintonia com o programa Nova Indústria Brasil, voltado à neoindustrialização e à modernização produtiva. Essa agenda dialoga diretamente com o trabalho que a FIERN realiza para fortalecer as atividades industriais por meio do Programa de Meritocracia Sindical”, acrescenta.

Entre as ações da chamada gestão propositiva, Serquiz ressalta o apoio a projetos inovadores, como o que viabilizou a primeira licença prévia do Ibama para um empreendimento de energia eólica offshore no Brasil — o Sítio de Testes de Aerogeradores Offshore, que será implantado no litoral de Areia Branca (RN) e operado pelo SENAI-RN.

“Temos uma gestão que reúne ações e programas voltados para tornar o ambiente de negócios cada vez mais favorável ao desenvolvimento industrial do Rio Grande do Norte”, conclui o presidente da FIERN.


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MARCELO QUEIROZ AVALIA SITUAÇÃO DO COMÉRCIO E DAS ELEIÇÕES DE 2026

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O presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, avalia que o Rio Grande do Norte encerra o ano com sinais claros de avanço econômico, puxado sobretudo pelo comércio, serviços e turismo, mas alerta que o cenário poderia ser ainda mais favorável não fosse o peso da crise fiscal e dos juros elevados. Em entrevista ao Diário do RN, ele também comentou o ambiente político do Estado, a possibilidade de o vice-governador Walter Alves (MDB) desistir de assumir o Governo e as perspectivas para 2026, em um contexto de eleições e desaceleração econômica nacional.

Marcelo Queiroz avaliou que a situação fiscal do RN é um fator central para o atual impasse envolvendo o vice-governador Walter Alves. Nos bastidores, como já revelado em matérias anteriores do Diário do RN, cresce a possibilidade de Walter não assumir o Governo, diante do cenário de contas pressionadas e da necessidade de medidas impopulares.

“Quem assumir vai ter que tomar decisões antipáticas. Talvez seja isso que Walter não esteja querendo. Sem uma aliança forte com o Governo Federal, o risco é herdar problemas de caixa que não foram gerados por ele”, disse o presidente da Fecomércio. Para Queiroz, não se trata de classificar o RN como ingovernável, mas de reconhecer a complexidade do momento. “É uma situação difícil e que precisa ser muito bem avaliada por quem pretende governar”.

Sobre 2026, ano que será marcado por eleições estaduais e nacionais, o dirigente empresarial demonstrou cautela. A projeção é de desaceleração da economia: o PIB nacional deve crescer em torno de 1,1%, abaixo dos cerca de 2% estimados para este ano. No RN, o crescimento também tende a ser menor do que a média brasileira, embora o comércio local venha se mostrando resiliente, com desempenho acima de outros estados do Nordeste.

Há, contudo, fatores que alimentam expectativas positivas. A previsão de queda gradual da Selic, possivelmente encerrando o próximo ano entre 12% e 12,5%, pode estimular a compra de bens de maior valor. Medidas como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil também devem colocar mais dinheiro em circulação. “E em ano eleitoral há investimentos de campanha que movimentam fortemente o setor de serviços”, acrescentou.

Mesmo diante da forte polarização política, Queiroz defende que o setor produtivo mantenha distância de disputas ideológicas. Ao comentar polêmicas recentes envolvendo marcas e radicalização política, como a recente polêmica das sandálias Havaianas, foi direto: “O setor produtivo não deve se envolver nesse tipo de embate. Isso só gera ruído e prejuízo”.

Segundo Queiroz, os setores representados pela Fecomércio respondem hoje por mais de 70% dos empregos formais e do PIB privado potiguar, funcionando como o verdadeiro motor da economia estadual. Em 2025, o destaque foi o turismo. “Os hotéis chegam a dezembro com ocupação em torno de 75%, passando de 80% no período do Natal e podendo alcançar 90% em janeiro. É gente de fora, inclusive turistas internacionais, trazendo recursos que se espalham pelo comércio, pelos serviços e pela alimentação”, afirmou.

Esse movimento refletiu diretamente nas vendas. O comércio varejista restrito, que engloba supermercados, farmácias e confecções, cresceu 4,2% no Estado. Já o varejo ampliado, que envolve bens de maior valor, como veículos e materiais de construção, avançou em ritmo menor.

Para Queiroz, o motivo é claro: “A Selic a 15% afugenta o consumidor de bens duráveis. Mesmo assim, crescemos”.

Na geração de empregos, o ritmo desacelerou, mas segue positivo. Em 2024, foram criadas cerca de 34 mil vagas formais no RN. Em 2025, até outubro, o saldo já passava de 19 mil novos postos.

“Há uma pequena queda, mas em cima de uma base muito forte do ano anterior”, ponderou.

Além do turismo, o presidente da Fecomércio destacou a expansão da energia eólica e o potencial das exportações, especialmente de frutas, como vetores importantes para o crescimento do Estado nos próximos anos.

Ele também fez duras críticas a ações que, segundo ele, ameaçam o funcionamento das empresas, como invasões a estabelecimentos comerciais. “Impedir uma loja de funcionar, ainda mais recém-inaugurada, é um ato criminoso. O empresário gera emprego, paga impostos e precisa faturar para honrar seus compromissos”, afirmou, defendendo atuação mais firme do poder público.

Para Marcelo Queiroz, o balanço do ano é positivo, mas deixa lições claras. “Fechamos bem, mas poderíamos estar muito melhor. Com juros mais baixos, equilíbrio fiscal e menos radicalismo, o Rio Grande do Norte tem todas as condições de avançar ainda mais”.


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MINEIRO AFIRMA QUE JOÃO MAIA QUER DESESTABILIZAR CANDIDATURAS DO PT

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Para o deputado federal Fernando Mineiro (PT), o barulho em torno do vice-governador Walter Alves (MDB) diz menos sobre decisões concretas e mais sobre interesses em jogo na disputa de 2026. Ao comentar as declarações do deputado federal João Maia, que apontou combinado entre Walter e o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), Mineiro atribuiu a movimentação a um cálculo político pessoal e a uma tentativa de tensionar o campo governista.

“O que eu estou dizendo é que João Maia, por ele ter lado, está buscando também desestabilizar a campanha de Cadu e de Fátima. E até pelo que eu sei, ele não fala em nome do Walter”, afirmou o parlamentar, ao rebater a leitura de que a fala de João Maia representaria uma posição oficial do vice-governador. Maia garantiu que Walter deverá apoiar a candidatura de Allyson ao Governo do RN e indicar o candidato a vice-governador.

A declaração de Mineiro em meio a semanas de especulação política no Rio Grande do Norte, marcada por dúvidas sobre se Walter Alves assumirá o Governo do Estado e por narrativas de que haveria uma “bomba fiscal” deixada pela atual gestão, aponta que esse enredo não se sustenta.

O deputado federal reforçou que o PT mantém intacto o plano traçado para 2026, com a pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado e da governadora Fátima Bezerra ao Senado.

Segundo ele, não há razão objetiva para rever essa estratégia.

“Eu falei, e repito isso, eu acho que Cadu é a demonstração clara e cabal de que não tem uma bomba fiscal, não tem um presente de grego. Muito pelo contrário: tem um Estado que tem as dificuldades naturais, históricas, mas muito governável”, destacou.

Mineiro argumenta que a própria existência de disputa política pelo Executivo estadual desmonta a tese de ingovernabilidade. “Se fosse um Estado inviável, ninguém estaria brigando para governar”, resumiu.

Na avaliação do parlamentar, o silêncio de Walter Alves após as declarações de João Maia não pode ser interpretado automaticamente como concordância. Mineiro lembrou que o vice-governador ainda não apresentou uma posição oficial e que a única manifestação concreta recente foi a de que irá consultar o MDB antes de decidir se assume o Governo ou se disputará um mandato de deputado estadual.

Para ele, a cultura política do Estado sempre foi marcada por diálogos múltiplos e negociações amplas, especialmente dentro do MDB. “Isso faz parte do jogo político. Não dá para transformar cada frase em ruptura”, disse.

Mineiro foi incisivo ao criticar o uso de falas isoladas para alimentar narrativas de crise. Segundo ele, há uma tentativa clara de deslocar o debate do projeto político para o terreno da intriga.

“Tem muita gente querendo enfraquecer o governo e enfraquecer a candidatura de Cadu e de Fátima. E esse tipo de especulação ajuda exatamente a isso”, avaliou.

Ao comentar especificamente o papel de João Maia, Mineiro voltou a frisar que o deputado fala a partir de seus próprios interesses no tabuleiro eleitoral. “Ele tem lado, tem projeto e está se movimentando a partir disso”, disse, sem entrar em conjecturas sobre acordos de bastidores.

Para o deputado do PT, o risco maior do atual debate é desviar a atenção da discussão central: o futuro do Rio Grande do Norte. “O que interessa à sociedade não é esse diz-me-diz, mas saber se o Estado vai avançar ou recuar nas políticas públicas”, afirmou.

Enquanto Walter Alves não se posiciona oficialmente após diálogo com a governadora Fátima Bezerra, Mineiro defende que o campo governista mantenha o foco na consolidação do projeto para 2026 e trate o restante como parte do ruído típico de um ano pré-eleitoral.


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AGENTES COMUNITÁRIOS REALIZAM PROTESTO EM FRENTE À PREFEITURA DE MOSSORÓ: “ALLYSON BEZERRA É CALOTEIRO”

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Agentes comunitários de saúde e de endemias de Mossoró realizaram, no final da tarde desta segunda-feira (22), um protesto contra o prefeito Allyson Bezerra. A mobilização ocorreu em frente ao Palácio da Resistência, sede da Prefeitura de Mossoró, e teve como motivo o não repasse de recursos do IFA (Incentivo Financeiro Adicional).

De acordo com agentes ouvidos pelo Diário do RN, o IFA está sendo repassado à Prefeitura de Mossoró pelo Governo Federal, mas Allyson Bezerra se recusa a fazer o mesmo com os profissionais que atuam no suporte à saúde e no combate às endemias. “Estamos cobrando do prefeito Alysson Bezerra uma promessa feita por ele mesmo. Esse pagamento deveria ser feito uma vez ao ano desde de 2023”, destaca o agente comunitário de saúde, Gilberto Pedro.

O servidor acrescenta que a Prefeitura de Mossoró recebe o IFA desde 2015, ou seja, Allyson tem recebido os recursos ao longo dos cinco anos da sua gestão, mas se nega a destiná-los para os profissionais de saúde que têm direito. “A gente está cobrando somente a partir de 2023 porque a prefeitura chamou os agentes para garantir que a partir de 2023 seria pago”, detalha.

O também ACS, Tony Maciel, acrescentou que antes das eleições de 2024, quando Allyson concorreu à reeleição, foi formada uma comissão e o prefeito se comprometeu, mais uma vez, em repassar o IFA. “Após as eleições, veio o calote”, critica.

“Se ele não pagar, nós vamos continuar dizendo que o prefeito Allyson Bezerra é caloteiro”, conclui Gilberto Pedro.

Vale destacar que o prefeito de Mossoró acumula uma longa de lista de protestos pelos mais diversos motivos, incluindo de servidores e da população em geral, seja por ataques a direitos ou por falta de serviços como cirurgias eletivas e atendimento para autistas.

Os profissionais não foram recebidos por Allyson ou qualquer representante da gestão até o fechamento desta edição.

O Diário do RN entrou em contato com a Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura de Mossoró solicitando um posicionamento, mas não teve retorno até o fechamento desta edição.


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CLAREAR COBRA DÍVIDA DE ALLYSON E APONTA CALOTE SUPERIOR A R$ 9 MILHÕES

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A empresa terceirizada Clarear Serviços LTDA tornou pública a cobrança de uma dívida milionária da Prefeitura de Mossoró, sob a gestão do prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), referente a serviços prestados no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde. Em nota divulgada aos trabalhadores, a empresa afirma que enfrenta dificuldades para quitar verbas trabalhistas em razão da falta de repasses do município e aponta um débito que ultrapassa R$ 9 milhões.

Segundo a Clarear, o contrato mantido com o município é objeto de discussão judicial no Processo nº 0001076-42.2025.5.21.0012, que tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) e segue em segredo de justiça. A empresa relata que, apesar de audiências já realizadas, não houve acordo quanto aos repasses financeiros devidos pela Prefeitura de Mossoró.

“Ressaltamos que ainda há valores expressivos a receber pela Clarear, destinados à quitação integral das verbas trabalhistas pendentes, bem como outras obrigações financeiras. Tais valores superam a quantia de R$ 9.000.000,00 (nove milhões de reais), incluindo notas fiscais devidamente emitidas e pendentes de pagamento pelo Município”, afirma a empresa na nota.

A Clarear esclarece que os pagamentos realizados aos trabalhadores no início de dezembro se referem apenas a salários e a parte das verbas rescisórias e do 13º salário, não representando a quitação integral das obrigações. Segundo a empresa, novas audiências ocorreram nos dias 5 e 18 de dezembro, sem avanço nas negociações, ficando marcada nova tentativa de conciliação para o dia 22 de janeiro.

“No momento, não há disponibilidade financeira, tampouco repasse do Município ao Juízo do Trabalho ou diretamente à empresa, que possibilite a quitação imediata dessas obrigações”, diz outro trecho da nota. A Clarear também rechaça informações divulgadas em grupos de WhatsApp, classificando-as como “inverídicas, distorcidas ou mentirosas”.

Um levantamento do Diário do RN no Portal da Transparência do Município de Mossoró confirma a dimensão do passivo. De acordo com o Contrato nº 04/2023, cuja secretaria gestora é a de Planejamento, Orçamento e Finanças, a Clarear foi contratada para a prestação de serviços contínuos de conservação, limpeza e apoio administrativo de bens móveis e imóveis em prédios e unidades da prefeitura. O contrato teve vigência até setembro de 2025.

Entre 1º de janeiro e 22 de dezembro de 2025, os dados oficiais apontam: o valor total do contrato de R$ 39,4 milhões, foram liquidados R$ 29,1 milhões e pagos R$ 18,4 milhões, o que confirma o calote apontado pela empresa.

Não é a primeira vez que a Clarear enfrenta atrasos significativos nos pagamentos por parte da gestão Allyson Bezerra. Em 2024, a empresa já havia passado o ano sem receber integralmente os valores devidos, situação que só começou a ser parcialmente regularizada no exercício seguinte, quando recebeu mais de R$ 2 milhões referentes a débitos acumulados.

O contraste se acentua quando comparado ao tratamento dado à empresa Servnews, que assumiu posteriormente contrato com a Prefeitura de Mossoró. Conforme dados do Portal da Transparência, os pagamentos à nova terceirizada vêm sendo feitos de forma praticamente regular. Entre 1º de agosto e 22 de dezembro de 2025, a Servnews teve R$ 3,4 milhões liquidados e R$ 2,6 pagos.

O processo citado na nota da Clarear segue em segredo de justiça no Tribunal Regional do Trabalho.


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“A GENTE VAI DESCONSTRUIR A NARRATIVA DE ESTADO INGOVERNÁVEL COM A VERDADE” CONCLUIU.

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Mesmo após declarações públicas que reacenderam especulações sobre o futuro político do vice-governador Walter Alves (MDB), a presidente do PT no Rio Grande do Norte, Samanda Alves, afirmou que o partido segue trabalhando com o compromisso firmado anteriormente por Walter com a governadora Fátima Bezerra e com a legenda. Em entrevista ao Diário do RN, Samanda disse que não houve qualquer comunicação oficial por parte do vice-governador ao PT sobre a possibilidade de não assumir o Governo do Estado em abril de 2026, quando Fátima deve renunciar para disputar uma vaga no Senado.

“Walter não comunicou nada a ninguém no PT. E agora eu pergunto: João fala por Walter? Se agora ele tem porta-voz, a porta-voz dele é João Maia?”, questionou Samanda, ao comentar entrevista recente do deputado federal João Maia (PP). O parlamentar, que integra federação com o União Brasil, partido do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, afirmou que “existe o combinado” de Walter apoiar a candidatura de Allyson ao Governo do Estado, indicando inclusive o nome para vice-governador.

A dirigente petista ressaltou que o partido confia na palavra dada anteriormente pelo vice-governador. “Eu acredito na palavra do Walter, que foi quem veio ser vice-governador, quem chegou para o governo, para a governadora, e disse que não ia ser candidato. Por isso a gente construiu junto, dialogando com ele, a candidatura de Cadu. Eu acredito na fala dele. E estamos esperando ele dizer alguma coisa, a não ser que ele diga que é isso, que João Maia fala por ele agora”, afirmou.

As declarações de Samanda ocorrem após Walter Alves admitir pela primeira vez, no último fim de semana, em entrevista concedida em Assu, que poderá não assumir o Governo do Estado e disputar uma vaga de deputado estadual. A fala destoou do entendimento que vinha sendo tratado internamente no PT e no próprio governo, alimentando rumores sobre um possível rompimento político no plano local.

Para a presidente, no entanto, o PT ainda não trabalha com a hipótese de ruptura. “Primeiro que a gente não conta ainda com essa possibilidade, porque ele não se pronunciou. Mas, se as razões forem essas que foram colocadas na imprensa, ele participou do governo, esteve no governo os quatro anos, é conhecedor do governo. Então, quem estaria mudando de rota seria ele”, avaliou.

A presidente do PT RN também reforçou que o projeto político do partido segue inalterado, independentemente das movimentações do vice-governador. Samanda revelou ainda que o tema foi reafirmado em nível nacional na semana passada, durante agenda em Brasília. Ela participou de reuniões com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, ao lado da governadora Fátima Bezerra.

“Fátima é prioridade para o PT nacional. A eleição dela para o Senado é prioridade. Isso foi reafirmado por documento do diretório estadual e em total afinidade com o PT nacional, inclusive dito por Edinho para a gente em Brasília”, destacou.

Governabilidade
De acordo com Samanda, Walter procurou a direção nacional do partido para expor preocupações sobre o cenário político e administrativo do Estado. No entanto, segundo ela, Edinho Silva reafirmou a leitura do PT.

“Ele colocou as preocupações dele com números, mas Edinho reafirmou que os números não são aqueles que estavam sendo apresentados. Não existe isso de Estado ingovernável, de ameaça de atraso de folhas. A situação é completamente diferente da que a governadora encontrou em 2019”, disse.

Por fim, Samanda foi categórica ao afirmar que a eventual decisão de Walter não altera o calendário político do PT. “Mesmo que Walter não queira assumir, Fátima vai ser candidata ao Senado. A gente vai desconstruir essa narrativa de Estado ingovernável com números e com a verdade”, concluiu a presidente do PT.


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NATAL EM NATAL TERÁ AÇÕES INTEGRADAS DA SEGURANÇA DO ESTADO E MUNICÍPIO

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A Prefeitura do Natal, por meio da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semdes), da Secretaria Municipal de Cultura (Secult) e da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte), participou de uma reunião com as forças de segurança do Estado para alinhar o planejamento estratégico das festas de fim de ano do Natal em Natal 2025.

O encontro foi realizado na manhã desta segunda-feira (22), na Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed), e teve como foco a integração das instituições e o fortalecimento das ações de prevenção, ordenamento e resposta durante a programação festiva na capital.

No decorrer da reunião, foram discutidas estratégias operacionais, distribuição de efetivo, logística, monitoramento das áreas de maior concentração de público e ações conjuntas para garantir a segurança da população e dos visitantes ao longo de toda a programação.

A secretária titular da Semdes, Samara Trigueiro, destacou que a segurança dos eventos é uma prioridade da gestão municipal e um compromisso do prefeito Paulinho Freire. “Promover um Natal em Natal seguro é uma determinação do prefeito Paulinho. Esse trabalho integrado com as forças de segurança do Estado é fundamental para garantir tranquilidade à população e a todos que participam das festividades”, afirmou.

Samara explicou ainda que toda a programação contará com o apoio da Guarda Municipal, das Polícias Civil, Militar e Científica, além do Corpo de Bombeiros, reforçando a atuação conjunta em pontos estratégicos da cidade. Segundo ela, haverá um reforço ainda maior no dia 31 de dezembro, durante as festas de Réveillon. “No dia 31, teremos um efetivo ampliado para assegurar um evento ainda mais seguro, com planejamento específico para o grande fluxo de pessoas nos polos Ponta Negra e na Av. da Alegria”, completou.

Também participaram da reunião representantes da Guarda Municipal do Natal, das Polícias Civil, Militar e Científica, além do Corpo de Bombeiros Militar.


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VEREADORA CRITICA A CÂMARA E AFIRMA QUE PREFEITO DE MOSSORÓ É UM TIRANO

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A vereadora Marleide Cunha afirmou em postagem nas redes sociais que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, é um tirano. Ela criticou a postura do Chefe do Executivo de enviar 15 projetos para aprovação na Câmara de Mossoró sem qualquer discussão no último dia de sessão. A vereadora também criticou a Câmara de Mossoró que “se submeteu a votar tudo em regime de urgência”. “Além de ser humanamente impossível analisar com responsabilidade tantos projetos em tão pouco tempo, atitudes como essa são um atropelo ao Poder Legislativo, em que a maioria dos vereadores estão somente para atender aos desmandos do prefeito Allyson Bezerra.”, analisou.

Segundo Marleide, os projetos aprovados modificaram leis para aumentar impostos e multas, além de prejudicar os guardas municipais. “O que aconteceu na Câmara Municipal foi um desrespeito ao Poder Legislativo e com o povo, que depende das decisões que saem desta Casa para ter melhores condições de vida.”, reforçou.

A também vereadora Plúvia Oliveira repudiou o comportamento da Câmara de Mossoró “de ser submissa a tudo que o prefeito faz”. A parlamentar abandonou as duas últimas sessões extraordinárias convocadas para votar projetos enviados horas antes por Allyson. “Sessões para votar projetos do prefeito que chegaram há três horas para os vereadores e já colocaram em votação.”, relatou Plúvia.

O vereador Cabo Deyvisson denunciou que um dos projetos aprovados a toque de caixa tirou a autonomia da Guarda Civil Municipal de Mossoró. “Alguns guardas que eu consultei informaram que vai tirar a autonomia da Guarda, de certa forma, na medida em que a escolha do inspetor e do subinspetor passar a ser do poder executivo, do prefeito, o que antes era realizado em um concurso interno.”, declarou.

Nessa quarta-feira (17), além da sessão ordinária, a Câmara de Mossoró realizou mais três sessões extraordinárias para votar projetos enviados horas antes por Allyson que alteraram o Código Tributário do Município; o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração e o Regime Disciplinar da Guarda Civil Municipal; além de autorizar a doação de diversos terrenos para igrejas católicas e evangélicas.


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CASO BRISA: NOVA VERSÃO DESMONTA DENÚNCIA E APONTA ERRO EM ACUSAÇÃO

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A denúncia que motivou o anúncio de uma representação por quebra de decoro parlamentar contra a vereadora Brisa Bracchi (PT), feita pelo vereador Subtenente Eliabe (PL), sofreu uma reviravolta nesta quinta-feira (18). Novas informações apuradas pela imprensa indicam que Brisa não esteve em Tibau do Sul no dia da confusão relatada e que a mulher envolvida na briga não era a parlamentar, mas outra pessoa, fisicamente parecida com ela.

O caso ganhou repercussão após Eliabe afirmar, em plenário, que Brisa teria agredido uma mulher durante uma discussão na praia de Sibaúma, em Tibau do Sul, no litoral sul do Rio Grande do Norte, e anunciar que acionaria o Conselho de Ética da Câmara Municipal de Natal. A vereadora negou veementemente a acusação, apresentando provas de que estava em Natal, e classificou o boletim de ocorrência como “criminoso”.

Segundo apuração divulgada no programa Clube Natal, da Clube FM, apresentado por Salatiel de Souza, com apuração do repórter Emerson Medeiros, a vereadora Brisa Bracchi não estava em Tibau do Sul no momento do ocorrido. Além disso, a mulher apontada na denúncia como autora da agressão não é Brisa.

De acordo com Emerson Medeiros, houve, de fato, uma briga no município, mas entre uma mulher identificada como Alice e a senhora Raquel, que aparece como denunciante no caso.

“Confirmamos que Brisa não agrediu a senhora Raquel. Ela não estava em Tibau do Sul. Quem agrediu foi uma moça chamada Alice”, afirmou o repórter. Segundo ele, Alice está em viagem, mas garantiu que irá prestar depoimento à Polícia Civil.

A apuração aponta ainda que Brisa teria sido envolvida no episódio porque sua mãe é gestora de uma biblioteca social em Tibau do Sul. Raquel teria entrado em contato com a mãe da vereadora de forma provocativa e, em seguida, ido até a biblioteca. No boletim de ocorrência registrado pela mãe de Brisa, consta a informação de que Raquel teria, inclusive, agredido uma criança durante a confusão.

Um dos elementos centrais do equívoco, segundo a investigação jornalística, é a semelhança física entre Alice e a vereadora Brisa Bracchi. O repórter Emerson Medeiros tem fotografias de Alice e atesta que ela “lembra fisicamente a vereadora”. Ainda assim, Raquel teria insistido que a pessoa envolvida na briga era Brisa e, a partir dessa convicção, procurou o vereador subtenente Eliabe.

A partir daí, segundo a apuração, o vereador levou a denúncia à Câmara sem checar previamente as informações. “O vereador, sem procurar checar os fatos, cometeu o erro”, afirmou o repórter.

Desde o início, Brisa Bracchi vem rebatendo publicamente as acusações. Em declarações recentes, a vereadora classificou o boletim de ocorrência como “criminoso” e reiterou que estava em Natal no dia citado, apresentando registros para comprovar sua versão, como fotografias com apoiadores na Câmara, após reunião com o secretário municipal de turismo e com uma nota fiscal de um posto de gasolina, onde abasteceu seu carro. Aliados da parlamentar também têm denunciado perseguição política e uso indevido de instrumentos institucionais para atacá-la.

O Diário do RN entrou em contato com Alice, apontada como a pessoa que efetivamente se envolveu na briga, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. A expectativa é que o depoimento dela à Polícia Civil ajude a esclarecer definitivamente os fatos e a desmontar a denúncia que levou à exposição pública da vereadora e ao anúncio de uma representação por quebra de decoro parlamentar.


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STYVENSON MUDA POSTURA E VOTA PARA ABRANDAR AS PENAS PARA CRIMINOSOS

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Nesta quarta-feira (17), o Senado Federal aprovou o chamado Projeto de Lei da Dosimetria (PL 2.162/2023), que altera regras de cálculo e cumprimento de penas no ordenamento penal brasileiro. A proposta, aprovada por 48 votos a favor, 25 contrários e uma abstenção, agora segue para sanção presidencial, com expectativa de veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pode beneficiar diretamente condenados por crimes ligados aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros envolvidos no julgamento do STF por tentativa de golpe de Estado. Dos três senadores do Rio Grande do Norte, só o voto de Styvenson Valentim fugiu ao costumaz combate “à bandidagem” que ele defende.

A senadora Zenaide Maia (PSD), vice-líder do governo Lula no Senado, votou contra o PL da Dosimetria, alinhada aos parlamentares que defendem a manutenção de penas rigorosas para crimes contra a democracia e veem no projeto um enfraquecimento do sistema de punição para ataques institucionais. A posição dela se insere no bloco de oposição à redução de penas como forma de proteção a figuras centrais do bolsonarismo.

Em mensagem enviada ao Diário do RN, Zenaide reafirmou seu compromisso com a democracia: “A Democracia é inegociável. A Democracia não tem partido e nem cor”, justificando seu voto como um defensor dos princípios democráticos e contra qualquer medida que possa enfraquecê-los através de remissões ou reduções de pena.

O senador Rogério Marinho (PL) votou a favor da aprovação do PL da Dosimetria, seguindo a orientação da oposição no Senado, da qual é o líder. Dentro do bloco que compõe a oposição, o projeto é defendido como um passo rumo a uma “justiça proporcional”, além de ser visto por aliados como uma resposta ao que chamam de “excessos” nas condenações do processo do 8 de janeiro.

Marinho, secretário-geral do PL, é um dos nomes mais próximos do bolsonarismo. Em discursos no Senado, ele argumentou que a proposta é uma forma de “virar a página” e “corrigir injustiças”, chegando a defender que o 8 de janeiro foi usado para “tentar tirar o maior líder político da história recente do Brasil”, em referência a Bolsonaro.

A posição de Rogério, portanto, reflete não apenas uma lógica jurídica de redução de penas, mas também uma estratégia política de suporte às lideranças do campo oposicionista e ao entorno do bolsonarismo, que vê no projeto um benefício direto a um de seus principais nomes.

Já o senador Styvenson Valentim (PSDB) também votou a favor do PL da Dosimetria, alinhando-se em plenário aos defensores da redução de penas. Isso chama atenção, sobretudo quando se considera seu histórico público como ex-policial militar conhecido pelo rigor na coordenação da Lei Seca no Rio Grande do Norte e pela postura crítica a crimes e criminalidade.

Styvenson ganhou reputação por críticas duras a práticas criminosas e posturas rígidas de aplicação da lei, em redes sociais e manifestações públicas ao longo de seu mandato. Dado isso, seu voto favorável ao projeto, que a oposição crítica vê como alívio penal para envolvidos em crimes contra a democracia e potencialmente para o ex-presidente Bolsonaro, gera questionamentos sobre a coerência entre sua trajetória de política de tolerância zero ao crime e sua posição no caso.

Até o fechamento da matéria, Styvenson não havia respondido ao Diário do RN para explicar a mudança de postura ou justificar seu voto nas circunstâncias atuais.

O projeto modifica dispositivos do Código Penal e da Lei de Execução Penal para recalcular penas aplicadas a quem participou de episódios como o ataque às sedes dos Três Poderes em Brasília.

Especificamente, ele impede a soma cumulativa de penas quando múltiplos crimes são praticados no contexto de um mesmo ato golpista, reduzindo o tempo final de pena, e também facilita a progressão de regime ao prever a possibilidade de progressão após o cumprimento de um sexto da pena total, desde que haja bom comportamento.

O próximo passo é a sanção ou veto do presidente Lula, que já indicou nos últimos dias a intenção de vetar dispositivos que possam aliviar penas de líderes de movimentos antidemocráticos, como Bolsonaro. Caso o veto seja rejeitado pelo Congresso, o projeto pode se tornar lei com ainda maiores impactos no sistema penal brasileiro.


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BRISA: “O QUE O COLEGA ESTÁ FAZENDO É CRIME. ELIABE É UM CRIMINOSO”

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Brisa Bracchi nega de forma categórica qualquer envolvimento no episódio e afirma que a acusação é falsa. Em conversa com o Diário do RN, ela garante que não há provas de que ela estava em Sibaúma no dia em questão, e que os objetos citados não são dela.

“Não há qualquer prova de que eu estivesse em Sibaúma no dia ou no horário mencionados, pelo contrário. Tenho diversas provas documentais e públicas de que eu estava em Natal, cumprindo agenda institucional ao longo de todo o dia. Os objetos citados não me pertencem. Eles pertencem às pessoas que foram vítimas de violência naquele episódio, e não a mim. Inventar provas ou atribuir a terceiros objetos que não lhes pertencem é mais uma tentativa desesperada de sustentar uma narrativa falsa”, afirma a parlamentar.

Segundo a parlamentar, ela possui nota fiscal de abastecimento do veículo registrada no bairro do Tirol, em Natal, às 14h58 do dia 5, além de fotografias que comprovam reunião com o secretário municipal de Turismo, Sanclair Solon, na capital. Brisa também exibe à reportagem registros fotográficos com apoiadores em frente à Câmara Municipal poucas horas antes e cita vídeos oficiais que a mostram no exercício do mandato no fim da manhã, quando recebeu a notificação do processo de cassação.

Durante discussão no plenário da Câmara, a vereadora subiu o tom e afirmou que o Boletim de Ocorrência é um crime: “O colega Eliabe é criminoso. O que nosso colega está fazendo é crime, e não é me perseguir, é perseguir minha família, minha mãe! Vossa Excelência vai se ver comigo na justiça. O BO é criminoso. Ela diz que eu agredi ela fisicamente e é mentira!”.

Em nota, a assessoria da vereadora afirma que a “sequência temporal dos registros desmente a narrativa apresentada publicamente” e inviabiliza qualquer possibilidade de participação da parlamentar em conflito ocorrido em outro município. Diante do que classifica como “grave ataque à imagem”, Brisa anunciou que apresentará toda a documentação nesta quinta-feira (18), às 10h, na Delegacia Geral da Polícia Civil, com pedido formal de abertura de investigação.

No plenário, Brisa reagiu duramente à denúncia, classificando o boletim de ocorrência citado por Eliabe como “criminoso” e anunciando que também irá acionar o Conselho de Ética contra o vereador. “Ele falta com o decoro, é calunioso e traz um assunto como esse sem prova alguma”, disse. A vereadora ainda advertiu veículos de comunicação sobre a publicação do caso, afirmando que cada reportagem fará parte de ações judiciais por calúnia e difamação.

Brisa ameaça acionar Justiça contra imprensa

Brisa sobe o tom: “Cada reportagem que sair a gente vai processar” – Foto: Francisco de Assis

Além das representações cruzadas anunciadas no Conselho de Ética, Brisa elevou o tom ao direcionar ameaças explícitas à imprensa, afirmando que veículos e jornalistas poderão ser processados caso publiquem informações sobre a denúncia apresentada por Eliabe.

Durante a discussão no plenário, a vereadora voltou a negar qualquer envolvimento em suposta agressão ocorrida no dia 5 de dezembro, na praia de Sibaúma, em Tibau do Sul, e classificou o boletim de ocorrência citado pelo colega parlamentar como “mentiroso” e “criminoso”. Em seguida, fez um alerta direto aos profissionais de comunicação.

“Quero dizer à imprensa, aos jornalistas, que pensem bem antes de publicar, porque cada reportagem que sair a gente vai processar. Cada portal que publicar isso vai compor o nosso processo”, declarou Brisa, afirmando possuir provas de que estava em Natal no horário apontado na denúncia.

Brisa afirmou que não dará continuidade ao debate no plenário, classificando o episódio como um “vexame” e reiterando que a denúncia faz parte de uma estratégia de perseguição política.

Segundo ela, a acusação seria “articulada” para ganhar repercussão em blogs e portais, o que motivou o aviso direto à imprensa. A vereadora anunciou ainda que irá ingressar com representação contra Eliabe no Conselho de Ética, alegando quebra de decoro parlamentar e calúnia.

Em nota divulgada posteriormente, a parlamentar reforçou que acionará a Justiça criminal por calúnia e difamação contra “todos os responsáveis pela difusão da mentira”, incluindo aqueles que atentarem contra sua honra e imagem pública. A assessoria informou que Brisa apresentará documentação na Delegacia Geral da Polícia Civil nesta quinta-feira (18), pedindo abertura de investigação.


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CLIMA ESQUENTA NA CÂMARA DE NATAL APÓS DENÚNCIA E TROCA DE ACUSAÇÕES

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A sessão desta quarta-feira (17), na Câmara Municipal de Natal, foi marcada por mais um embate entre o vereador subtenente Eliabe e a vereadora Brisa Bracchi (PT). Desta vez, a discussão girou em torno de uma denúncia de suposta agressão física, que levou Eliabe a anunciar que irá acionar o Conselho de Ética da Casa contra a parlamentar por quebra de decoro. Brisa nega a acusação, afirma que não estava no local citado e apresentou documentos para contestar a versão apresentada no plenário.

Segundo Eliabe, a representação ao Conselho de Ética tem como base uma denúncia feita por uma cidadã que afirma ter sido agredida pela vereadora no dia 5 de dezembro, por volta das 15h, na praia de Sibaúma, em Tibau do Sul, litoral sul do RN. O vereador sustenta que não agiu de forma leviana e que só levou o caso ao plenário por estar amparado em documentos.

“Eu jamais faria uma denúncia sem a devida comprovação. Não se trata de perseguição política, mas de um fato que precisa ser apurado, envolvendo um agente público. Se fosse um subtenente agredindo um cidadão na rua, não tenho a menor dúvida de que seria representado tranquilamente”, afirmou ao Diário do RN. Eliabe disse ser policial militar da reserva há 35 anos e comparou a situação a eventuais sanções administrativas que atingem agentes públicos quando há suspeita de ilícito.

De acordo com o vereador, a denunciante, uma mulher de 58 anos identificada como Raquel Carvalho, teria procurado seu gabinete após relatar o episódio a uma amiga, que a orientou a buscar um parlamentar. Ele afirma ter prestado orientação para que fossem adotados os procedimentos legais. Entre as provas citadas estão um boletim de ocorrência registrado na 103ª Delegacia de Polícia, relatos de exame de corpo de delito e um auto de entrega de material que teria sido deixado dentro do carro da vítima no momento da agressão, incluindo óculos que, segundo Eliabe, seria da vereadora. “Já fizemos o comparativo e é justamente os óculos dela”, declarou à reportagem.


O Boletim de Ocorrência e o exame, no entanto, foram feitos cinco dias depois do que teria sido o ocorrido. O exame de corpo de delito, desta forma, não identifica lesões físicas, que segundo a denunciante, “foram superficiais”.

O vereador também argumenta que haveria compatibilidade de horários. Segundo ele, Brisa teria estado na Câmara entre meio-dia e 13h no dia 5 e o suposto episódio em Sibaúma teria ocorrido após as 15h, o que, em sua avaliação, permitiria o deslocamento. Eliabe afirma ainda que o conflito teria começado após crianças ligadas a um projeto social coordenado pela mãe da vereadora, a Biblioteca Leitura na Praça, em Sibaúma, invadirem o quintal da residência da denunciante, o que teria motivado um desentendimento que evoluiu para agressão.

“No Conselho de Ética não se condena ninguém. É uma denúncia que vai ser apurada, mas nós temos segurança nisso, está muito sossegado”, disse, acrescentando que também pretende apresentar outra representação contra Brisa por declarações feitas no plenário, quando ela o chamou de “criminoso” e “fascista”.


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OPERAÇÃO VERÃO 2026 TERÁ REFORÇO EM DIÁRIAS E NOVOS EQUIPAMENTOS

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Com investimento de aproximadamente R$ 15 milhões do Governo do Estado, a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED) apresentou nesta quarta-feira (17) o planejamento para a OPERAÇÃO VERÃO 2026, que se inicia logo nos primeiros dias de janeiro e vai até o final do carnaval.

Com o maior valor investido em diárias operacionais, maior número de efetivo empregado e maior quantidade de equipamentos e viaturas de prevenção, salvamento e resgate e de patrulhamento, a expectativa é de que esta seja a maior Operação Verão já realizada no estado.

As atividades a serem desenvolvidas em todo o litoral potiguar devem envolver, diariamente, aproximadamente 2.000 agentes de segurança pública da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica, Corpo de Bombeiros Militar, Polícia Penal e do Detran-RN, além do apoio de equipes da Polícia Rodoviária Federal e das guardas municipais.

Como diferencial para este ano, estão a utilização dos dois helicópteros da SESED (Potiguar 01 e Potiguar 02) e de duas lanchas cabinadas: a Potiguara, recentemente adquirida para atuar no Batalhão de Policiamento Ambiental da Polícia Militar (BPAmb), e a lancha Fênix, do Grupamento de Busca e Salvamento Aquático (GBSA) do Corpo de Bombeiros Militar.

“Nesta Operação Verão, o principal destaque é o reforço na infraestrutura e no efetivo. Com planejamento integrado entre os órgãos de segurança pública estaduais, federais e municipais, o apoio das secretarias e prefeituras, além do investimento em diárias operacionais, o Governo do Rio Grande do Norte trabalha para garantir um verão mais seguro para a população e os turistas”, afirmou o coronel Francisco Araújo, secretário da SESED.

As atividades de patrulhamento têm a missão de combater o porte ilegal de armas de fogo, furtos e roubos a turistas, veranistas, moradores e comerciantes, além de crimes de furtos e roubos de veículos, tráfico de drogas, embriaguez ao volante, exploração sexual infanto-juvenil, e de crimes ambientais como poluição sonora e perturbação do sossego e outras modalidades de delitos, no período de 09 de janeiro a 17 de fevereiro.

A entrevista coletiva, realizada nesta quarta-feira (17), além da participação de gestores das instituições de segurança pública, contou também com a presença de representantes das secretarias de Administração Penitenciária (Seap), de Turismo (Setur) e das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh), do Detran, do DER e de prefeituras municipais localizadas em áreas litorâneas.


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