Início » Política » Página 14

Política


CONSCIÊNCIA NEGRA EXPÕE DESAFIOS PARA MANTER VIVA A LUTA POR IGUALDADE NO RN

  • por
Compartilhe esse post

O Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, surgiu como uma data voltada à reflexão sobre a luta, a resistência e as contribuições da população negra para a formação do Brasil. A escolha remete à morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e símbolo da resistência à escravização no século XVII. Apesar de ter sido instituída oficialmente como Dia Nacional da Consciência Negra em 2011, por meio da Lei 12.519, a data só passou a ser reconhecida como feriado nacional em 2023, após sanção da Lei 14.759 pelo presidente Lula, reforçando sua importância no enfrentamento ao racismo estrutural e na promoção da igualdade racial.

No Rio Grande do Norte, essa reflexão se materializa no trabalho de profissionais e movimentos sociais dedicados à educação e à promoção da igualdade racial. Entre esses atores está o professor Gilson José Rodrigues Junior, do Campus Macau do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), cuja atuação ganhou força nos últimos anos.

“Minha trajetória dentro do IFRN tem se fortalecido graças à minha experiência anterior de militância, que me ajudou a ampliar o diálogo com movimentos sociais e com órgãos federais, como o Ministério da Igualdade Racial, criando condições para avançar em políticas antirracistas no Estado. ” Entre as ações mais recentes, ele destaca o protocolo antirracista do IFRN, o programa RN Interracista, lançado em setembro, e o curso Quilombar, previsto para o próximo ano, voltado à formação de professores da educação escolar quilombola, nas quais tem atuado.

O reconhecimento de todo esse trabalho ultrapassou as fronteiras do Rio Grande do Norte. Nesta semana, Gilson foi agraciado com a Comenda Senador Abdias Nascimento 2025, concedida pelo Senado Federal a personalidades que contribuem para a cultura afro-brasileira e a igualdade racial. Sobre a homenagem, ele define o momento como marcante. “Primeiro, foi uma grande surpresa ter recebido a indicação de concorrer à comenda Senador Abdias Nascimento, e só por levar este nome já é um grande privilégio para mim, enquanto homem negro. Eu fico muito feliz e acho que a gente precisa que as nossas lideranças negras, indígenas e quilombolas sejam mais visibilizadas”, afirma.

Por outro lado, apesar do reconhecimento público e da trajetória consolidada, Gilson destaca que o preconceito ainda atravessa seu dia a dia. Ele relata experiências que revelam o racismo presente no ambiente profissional. “Em 21 anos de docência, sendo um professor doutor, intelectual, pesquisador, eu ter tido sempre que ouvir a pergunta: ‘o que você está fazendo aqui, rapaz?’, quando eu estava indo dar aula em alguma universidade ou escola. Acredito que tinha a ver com não ter o corpo reconhecido como de um professor”, afirma. Para ele, o não reconhecimento da competência é uma das marcas mais dolorosas deixadas pelo racismo.

Outra voz que atua na defesa da igualdade racial no estado é a da empreendedora social Andreia Souza, idealizadora do projeto Valentes, que apoia comunidades e iniciativas de impacto no Rio Grande do Norte. Ela relata que o projeto já reúne cerca de 200 empreendedores e tem ganhado reconhecimento nacional, entre os quais ela pontua alguns: “Fomos destaque em 2025, sendo case citado em um capítulo do livro lançado pelo Instituto Update e pelo Observatório Feminista do Nordeste por nossas ações no ‘lockdown’. Também participamos do Conecta Latinas 2025, em Pernambuco, como única iniciativa do RN”, afirma.

Mas, apesar dos avanços, Andreia considera que as políticas antirracistas ainda caminham lentamente. Segundo ela, “a pauta ainda encontra resistência e o progresso é tímido”. Ela aponta, por exemplo, a ausência de representatividade negra em cargos de liderança e a falta de estrutura pública para políticas de igualdade racial. “É tudo muito tímido, é tudo muito lento, e ainda existe o questionamento de se ter cotas e tudo mais”, diz.


Compartilhe esse post

BRISA: CÂMARA DESCUMPRE DECISÃO JUDICIAL E SESSÃO É NOVAMENTE SUSPENSA

  • por
Compartilhe esse post

O processo de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT) sofreu revés nesta terça-feira (18), após a Justiça suspender, por duas vezes, a sessão extraordinária que a Câmara Municipal de Natal havia marcado para votar o parecer pela cassação da parlamentar. A decisão trouxe à discussão uma sequência de irregularidades que vêm marcando a condução do caso, fortalecendo a percepção de que a oposição ao PT tenta acelerar o julgamento a qualquer custo, mesmo atropelando o Regimento Interno e Lei Federal que trata de cassação de agentes públicos.

A principal razão da suspensão foi o descumprimento do prazo mínimo de convocação. Sessões destinadas à votação de cassação precisam ser anunciadas com 72 horas de antecedência, conforme determina o Regimento Interno. A Mesa Diretora, porém, divulgou a convocação na noite de segunda-feira para uma sessão na manhã desta terça, menos de 24 horas depois. O desembargador Cornélio Alves, ao analisar o pedido da defesa, considerou a convocação irregular e sustou imediatamente a reunião, ainda na madrugada da terça-feira (18).

Após a liminar que suspendeu a sessão, a Câmara voltou a anunciar uma nova votação para esta quarta-feira (19). A convocação, no entanto, novamente não respeita o prazo mínimo de 72 horas, repetindo o mesmo erro que motivou a decisão judicial inicial. Foi essa a justificativa da nova decisão, emitida pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, Artur Cortez, na noite do mesmo dia (18).

“A nova convocação, realizada no dia 18/11, às 09h23, para sessão a se realizar 19h às 11h, se apresenta como um claro descumprimento à decisão de segunda instância”, afirma, se referindo à decisão do desembargador Cornélio Alves.

A determinação do prazo está contida no Artigo 127, inciso 7º: “O denunciado deverá ser intimado de todos os atos do processo, pessoalmente ou na pessoa de seu procurador, com a antecedência de, no mínimo, 72 horas, sendo-lhe permitido assistir às diligências e audiências, bem como formular perguntas às testemunhas e requerer o que for de interesse da defesa”.

A oposição à vereadora, no entanto, passou a se basear, no curso do processo, pelo Decreto-Lei 201/67, editado pelo Governo Federal, que rege cassações em todo o país. De acordo com o artigo 5ª, inciso 4º, o prazo para convocação é de 24 horas, tratando, entretanto, da cassação de prefeitos.

A reincidência no atropelo do rito reforçou críticas de parlamentares, advogados e observadores de que há uma tentativa de aceleração forçada do processo, sem o devido cuidado jurídico e regimental.

Outro ponto é a convocação indevida da suplente Julia Arruda (PCdoB) para a sessão de votação. Segundo o Regimento Interno, não há qualquer dispositivo que impeça o vereador investigado ou alvo do processo de cassação de votar. Portanto, não existe base legal para afastar Brisa da sessão ou substituir sua participação.

Até mesmo o Decreto-Lei Federal revogou o artigo que tratava sobre o assunto. Ou seja, a vereadora tem o direito de votar, conforme os dois regulamentos.

Mesmo assim, a Mesa Diretora convocou a suplente, criando mais um vício no processo e reforçando a tese de que o rito está sendo conduzido de forma politicamente direcionada.

Além disso, o processo carrega desde o início outra fragilidade: o conteúdo da denúncia apresentada pelo vereador Matheus Faustino (PP). De acordo com o vereador Daniel Valença (PT), em denúncia ao Diário do RN, o texto de uma página cita um artigo do Regimento Interno, Artigo 11, inciso 12, que não corresponde à acusação feita, a alegação de que Brisa teria promovido “evento político-partidário” utilizando emendas parlamentares.

Não existe no Regimento Interno da Câmara Municipal de Natal qualquer tipificação que caracterize esse suposto ato como conduta passível de cassação. A acusação também não está enquadrada no Decreto-Lei 201/67. O artigo 7º, que aborda cassação de vereadores, não enquadra cassação “por evento político-ideológico com emenda parlamentar” em qualquer um dos incisos.


Compartilhe esse post

FRANCISCO DO PT DISPARA: “ROGÉRIO MARINHO MENTE DESCARADAMENTE”

  • por
Compartilhe esse post

Na sessão plenária desta terça-feira (18), o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Francisco do PT, fez um pronunciamento contra o que chamou de mentiras deslavadas. Sem citar nome, ele dedicou boa parte do discurso contra o senador Rogério Marinho (PL), a quem acusou de mentir “de forma deslavada” sobre a autoria e a execução de obras hídricas no Rio Grande do Norte. O deputado disse que precisou ir novamente à tribuna para “confrontar a desinformação” e apontar o que chamou de “cara de pau” do senador, que estaria tentando atribuir a si iniciativas que não realizou.

Segundo o parlamentar, o senador tem tentado se apropriar de projetos que não executou e que, em sua maioria, foram concebidos, financiados ou concluídos por governos do PT. Francisco afirmou que o senador, “que tem uma trajetória política caracterizada como o maior perseguidor da classe trabalhadora desse país, deu uma entrevista eivada de mentiras, de desinformação e de fake news” em Caicó.

“Eu não sei como é que um senador da República se presta a um papel desses, de ter que mentir para ganhar o voto do povo deste Estado”, disse.

O deputado citou como primeiro exemplo a Barragem de Oiticica, rebatendo afirmações de que a obra seria resultado do governo Bolsonaro. “O senador da república de extrema direita agora, porque também já mudou muito né, já foi até socialista no passado, mas agora é uma verdadeira metamorfose ambulante, quis inclusive se apropriar, querer chegar lá pra dizer que barragem de Oiticica foi obra de Bolsonaro. Barragem de Oiticica foi o governo do PT! Foi Dilma que proporcionou, foi Lula que terminou. 72,95% dos recursos que propiciaram a conclusão foram do governo Lula e Dilma”, afirmou.

Ele acrescentou que Bolsonaro, mesmo tendo quatro anos de espaço entre governos, “não teve sequer competência para terminar a obra”.

Francisco também criticou a tentativa de atribuir ao ex-presidente Bolsonaro a Transposição do Rio São Francisco: “É muita cara de pau querer se apropriar da transposição do Rio São Francisco para dizer que foi o governo Bolsonaro. Outra obra que o governo Bolsonaro não teve competência sequer para concluir. Foi preciso Lula voltar”.

O parlamentar relacionou a transposição a outras duas obras estratégicas para o Estado, o Ramal do Apodi e o Projeto Seridó, que está em execução. Segundo ele, “se Lula não tivesse tirado a transposição do papel, nem tinha Oiticica, nem tinha Ramal do Apodi, e nem tinha o Projeto Seridó”.

Sobre a Barragem Passagem das Traíras, entre Jardim do Seridó e São José do Seridó: “Esta eu conheço de perto. Esse mesmo senador, quando era ministro, tomou a obra do governo do Estado dizendo que ia fazer mais barata e mais rápida. Nem fez rápida nem barata. Sequer terminou a obra”. Ele lembrou, ainda, que a recuperação da barragem só avançou porque o governo estadual retomou os trabalhos: “Foi preciso Lula voltar. Foi preciso o governo do Estado pegar a obra para que ela pudesse ser concluída”.

O deputado afirmou que o comportamento do senador não é um caso isolado, mas parte de uma estratégia mais ampla da extrema direita. Ele criticou “a necessidade de mentira da extrema-direita”, dizendo que setores desse campo político perceberam que a estratégia de desinformação “dá voto”, e por isso a utilizam deliberadamente.

“É assim que essa gente agora quer fazer política. Querem dizer que o Rio Grande do Norte vive um caos. Promovem o desserviço da desinformação”, apontou.

Ele criticou especialmente a tentativa de construir a narrativa de caos.

“Caos era o que vivíamos em 2018: presídios em rebelião, cabeças decapitadas, polícia aquartelada porque não recebia salário, população com medo de ir às ruas. Agora querem reescrever a história.”

Francisco pontuou que a prática tem sido recorrente: “Todo dia a gente precisa estar aqui desmentindo mentiras que são contadas de forma deslavada, na maior cara de pau do mundo”.

Desinformação sobre energia solar
No mesmo discurso, Francisco também criticou o que classificou como “corrida para culpar o PT” no debate sobre a cobrança feita pela concessionária sobre usuários de energia solar.

Segundo ele, parlamentares da oposição levantaram acusações sem checar o conteúdo: “Houve quem se apressasse em dizer que era culpa do PT, de Fátima, de Lula. Quando fomos verificar, o argumento usado pela empresa era uma lei de 2022, sancionada por Bolsonaro, e uma lei estadual de 1996. Nada a ver com o PT.”

“Imediatamente já houve quem dissesse que foi culpa do PT. Mas quando perceberam que a lei era de Bolsonaro, aí já começaram a mudar a narrativa”, observou.


Compartilhe esse post

SECRETÁRIO DE SAÚDE DE NATAL DESMENTE EX-PREFEITO SOBRE CONCLUSÃO DO HOSPITAL

  • por
Compartilhe esse post

O debate sobre o Hospital Municipal de Natal voltou à tona. O atual secretário municipal de saúde, Geraldo Pinho, garante que o hospital ainda não está pronto para funcionar. Segundo ele, a primeira fase da obra, que representa cerca de 45% do projeto total, atingiu 85% de execução.

“Com mais de 200 funcionários trabalhando, a 1ª etapa chegou em quase 85% de sua realização e o bloco intermediário em 95%”.

Ele contesta fala feita na semana passada pelo ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos), que insiste na tese de que deixou tudo pronto para funcionar.

O ex-gestor reafirmou que a unidade de saúde estaria pronta desde o fim de sua gestão, em dezembro de 2023, e que apenas pequenos ajustes seriam necessários para a abertura: “Abrimos durante aquele período porque eu entendia que precisávamos dar uma resposta à população na questão da saúde. e veja bem, o que ficou faltando no hospital? ficou faltando no hospital um centro de esterilização e um pequeno centro cirúrgico qualquer, que instalado lá, duas salas para um centro cirúrgico, ele poderá funcionar perfeitamente”, disse Álvaro em entrevista à 98 FM.

Álvaro: “Ficou faltando um centro de esterilização e um pequeno centro cirúrgico” – Foto: Reprodução

A atual secretaria municipal de saúde (SMS), no entanto, rebateu as declarações e afirmou que a primeira etapa da obra ainda está em execução, com previsão de conclusão nos próximos meses.

Enquanto a prefeitura trabalha para concluir os 15% restantes da obra, o impasse entre as duas versões expõe a divergência política e técnica sobre uma das principais promessas da saúde pública da capital potiguar e deixa a população à espera.

De acordo com o secretário Geraldo Pinho, da gestão Paulinho Freire, as equipes trabalham na instalação de forro, acabamentos internos, fachada, redes elétrica e hidráulica, ar-condicionado, subestação, estação de tratamento de esgoto (ete), além da pavimentação e drenagem externa.

“Para o pleno funcionamento dos 100 leitos, 90 de enfermaria e 10 de UTI, são essenciais o acabamento interno, o centro de esterilização, lavanderia, cozinha, farmácia e parte administrativa, todos ainda em construção”, explicou Pinho ao Diário do RN.

Ele destacou que os blocos cirúrgicos, apontados por Álvaro como “um pequeno detalhe”, estão, na verdade, incluídos na segunda etapa da obra, a parte mais complexa e cara do hospital. “É onde o equipamento de saúde consegue realizar a alta complexidade e trazer faturamento e receita para o município. A segunda etapa é bem maior que a primeira e exigirá mais de R$ 100 milhões para sua execução”, afirmou.

O valor já foi solicitado pela Prefeitura à bancada federal potiguar, com reforço do requerimento realizado na última segunda-feira (10), pela vice-prefeita Joanna Guerra, na reunião que aconteceu com os parlamentares em Natal. o valor deverá ser incluído nas emendas de bancada 2026, de acordo com consenso.

“A gestão está empenhada 100% para entregar e inaugurar o hospital, buscando todo o apoio e parcerias possíveis para tal, como estamos fazendo com a nossa bancada federal”, complementou o secretário Pinho.

Localizado na avenida Omar O’Grady, no bairro Pitimbu, zona Sul da capital, o hospital municipal de Natal é considerado uma das obras mais aguardadas da rede de saúde pública da cidade. O prédio chegou a ser inaugurado simbolicamente em 30 de dezembro de 2023, nos últimos dias da gestão de Álvaro Dias. Na ocasião, o ex-prefeito garantiu que a primeira etapa estava “completamente concluída” e atribuiu à nova gestão a decisão de colocar ou não o hospital em funcionamento.

As obras, porém, foram retomadas em setembro deste ano, após paralisações motivadas por falta de recursos. Atualmente, mais de 200 trabalhadores atuam no canteiro, segundo a SMS.

“A gestão Paulinho Freire e a SMS são os maiores interessados na efetiva entrega dessa primeira etapa, para desafogar a rede municipal e aliviar a tensão da espera por leitos nas UPAs da cidade”, reforçou Geraldo Pinho.

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é 02-9-1024x675.png
Secretário de Saúde, Geraldo Pinho, aponta que ainda falta conclusão da primeira etapa – Foto: Reprodução

Compartilhe esse post

MINISTÉRIO PÚBLICO ARQUIVA PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO DA GESTÃO DE ALLYSON

  • por
Compartilhe esse post

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) arquivou o Procedimento Preparatório nº 03.23.2027.0000119/2024-29, que investigava a estrutura funcional das Unidades Centrais de Controle Interno da Prefeitura de Mossoró. O caso teve início em junho de 2024, a partir da Notícia de Fato nº 02.23.2031.0000049/2024-33, e foi convertido em procedimento preparatório no dia 23 de outubro de 2024, sob responsabilidade da 7ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró.

A apuração teve como base informações repassadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que, no processo nº 4525/2023, analisava a legalidade e o funcionamento do controle interno da administração municipal. O órgão de controle interno é responsável por acompanhar a execução orçamentária, fiscal e administrativa da Prefeitura, garantindo o cumprimento das normas de gestão pública.

Durante a investigação, o promotor Fábio de Weimar Thé expediu recomendações à administração municipal e requisitou documentos à Procuradoria-Geral do Município (PGM), que respondeu às solicitações ainda no final de 2024. Entre os pontos observados estavam a estruturação adequada do setor e a observância das normas de transparência previstas em lei.

Após análise das informações apresentadas, o Ministério Público concluiu que não havia indícios de irregularidade administrativa e que as medidas recomendadas foram devidamente atendidas pela Prefeitura. O promotor então promoveu o arquivamento do procedimento, decisão que foi encaminhada ao Conselho Superior do Ministério Público.

Em sessão realizada no dia 1º de abril de 2025, o Conselho homologou por unanimidade a promoção de arquivamento, validando a decisão da Promotoria. O arquivamento definitivo foi registrado em 15 de abril de 2025, encerrando oficialmente a tramitação do caso.

Com isso, o MPRN considerou sanadas as pendências apontadas e reconheceu que a Prefeitura de Mossoró regularizou a estrutura de seu controle interno, atendendo às orientações legais e às recomendações dos órgãos de fiscalização.


Compartilhe esse post

PROCESSO PRECISA DE 20 VOTOS PARA CASSAR O MANDATO DE BRISA BRACCHI

  • por
Compartilhe esse post

A Presidência da Câmara Municipal de Natal marcou para esta terça-feira (18) a sessão extraordinária que vai decidir se a vereadora Brisa Bracchi (PT) terá o mandato cassado. A votação ocorre apenas um dia após a Comissão Especial Processante aprovar, por 2 a 1, o relatório que recomenda a perda do mandato.

O anúncio da data mobilizou imediatamente os vereadores. De um lado, os que optam pela cassação; e de outro, aliados da petista, que classificam o processo como “ilegal, injusto, desproporcional e desarrazoável”. O principal porta-voz desse posicionamento é o vereador Daniel Valença (PT), único membro da comissão que votou contra o parecer.

Valença afirmou que a denúncia, que acusa Brisa de direcionar emenda impositiva para financiar o evento “Rolé Vermelho: Bolsonaro na Cadeia, se baseia em uma interpretação “errônea e inexistente” da lei. Segundo ele, o dispositivo citado pelo denunciante, vereador Mateus Faustino, não trata de atividade político-partidária, como apresentado no pedido de cassação.

“O artigo 11, inciso 12, proíbe uso de recursos para beneficiar a imagem pessoal. O denunciante escreveu algo que a lei não diz. É uma coisa tão absurda, tão grotesca, que simplesmente o vereador coloca no texto da denúncia que o artigo proíbe atividades políticas partidárias. É mentira, a lei não fala isso. Não tem como você responder por um crime que não está previsto na lei. Não existe crime onde a lei não prevê”, disse.

Valença também afirmou que a própria Funcarte autorizou e fiscalizou o evento: “Todas as testemunhas foram claras: não houve símbolos partidários, direção partidária, camisas, nada.

Você pode gostar ou não do evento, mas não pode cassar um mandato de mais de 6 mil votos de maneira ilegal e abusiva”.

Em nota divulgada após a decisão da comissão, a defesa da vereadora reafirmou que não há prejuízo ao erário e que o relatório ignorou documentos e testemunhos.

“É um parecer extremo, sem base jurídica e elaborado menos de 24 horas após nossa defesa. Esperamos que a Câmara não cometa a maior injustiça da sua história.”

Léo Souza a favor da cassação: “É uma votação política”
O vereador Léo Souza (PSDB), aliado do prefeito e integrante da base governista, enviou ao Diário do RN um vídeo em que justifica votação a favor da cassação da vereadora Brisa Bracchi e destacou que sua decisão leva em conta não apenas o conteúdo da denúncia, mas também a postura da parlamentar durante o processo.

Léo recordou que, recentemente, foi alvo de críticas da parlamentar pelo projeto social “Zona Norte na Pele”, mesmo sem utilizar qualquer recurso público. Segundo ele, a comparação feita entre sua ação e o evento financiado pela emenda de Brisa reforçou a necessidade de se posicionar. O vereador afirmou que considera indevida a tentativa de tratar todos os vereadores como responsáveis por práticas semelhantes. Para Léo, a forma como Brisa conduziu sua defesa pesou contra ela.

“Colocaram todo mundo no mesmo saco. Eu lamento que a vereadora tenha olhado primeiro para fora da Câmara antes de conversar com seus pares. Se eu estivesse no lugar dela, não teria cometido esse equívoco”, colocou.

O parlamentar disse ainda que o debate sobre o uso de emendas pode ser feito, mas ressalta: “Se você me perguntar, a emenda de fulano de tal fez festa de aniversário, certo, vamos discutir o regramento das emendas, mas isso não isenta do equívoco que foi cometido”.

Ele conclui resumindo o recorte do momento: “É uma votação política, e isso vai pesar na decisão”.

Plenário precisará de 20 votos para cassação
A sessão desta terça precisará de 20 votos favoráveis, dois terços do plenário, para confirmar a cassação da vereadora Brisa.

A vereadora e o denunciante, Matheus Faustino, não poderão votar, sendo substituídos pelos suplentes Júlia Arruda (PCdoB) e Albert Dickson (UB), que foram convocados nesta segunda-feira (17) para a sessão.

De acordo com informações de bastidores, a vereadora tem como certos sete votos favoráveis: Júlia Arruda (PCdoB), Daniel Valença (PT), Eribaldo Medeiros (REDE), Herberth Sena (PV), Samanda Alves (PT), Tácio de Eudiane (União Brasil) e Thabatta Pimenta (PSOL).

Já a bancada governista tem cerca de 17 votos pela cassação da parlamentar do PT: Aldo Clemente (PSDB), Anne Lagartixa (Solidariedade), Camila Araújo (União Brasil), Chagas Catarino (União Brasil), Cleiton da Policlínica (PSDB), Daniel Santiago (PP), Daniell Rendall (Republicanos), Fúlvio Saulo (Solidariedade), Kleber Fernandes (Republicanos), Leo Souza (Republicanos), Luciano Nascimento (PSD), Albert Dickson (suplente de Matheus Faustino), Preto Aquino (Podemos), Robson Carvalho (União Brasil), Subtenente Eliabe (PL), Tony Henrique (PL) e Irapoã Nóbrega (Republicanos).

Há informações, no entanto, que colocam Irapoã como um dos nomes cujo voto ainda não é definido.

Outras indefinições são: João Batista Torres (DC) e Claudio Custódio (PP), que não deixaram claro a intenção de voto; e Pedro Henrique (PP), que já afirmou considerar a cassação desproporcional.

Já o vereador Tércio Tinoco (União Brasil) está viajando. Há possibilidade de que possa votar online. Isso ainda está sendo debatido e deve ter um desfecho entre hoje e amanhã. Se votar, será a favor da cassação.


Compartilhe esse post

COM PARECER FAVORÁVEL, PLENÁRIO VOTA CASSAÇÃO DE BRISA NA PRÓXIMA QUARTA

  • por
Compartilhe esse post

O processo de cassação da vereadora Brisa Bracchi (PT) entra em sua reta final na Câmara Municipal de Natal. O relator da Comissão Especial Processante, vereador Fúlvio Saulo (Solidariedade), entregou oficialmente nesta quarta-feira (13) o relatório final com parecer favorável à cassação do mandato da parlamentar. A votação do relatório na comissão está marcada para segunda-feira (17), e o julgamento em plenário deve ocorrer na próxima quarta (19).

No relatório de 18 páginas, o relator Fúlvio Saulo concluiu que houve violação aos princípios da moralidade e da impessoalidade na destinação dos recursos, configurando infração político-administrativa.

“Constata-se, com a nitidez que o caso requer, que a conduta da vereadora Brisa Bracchi, ao destinar recursos oriundos de emenda impositiva para custear evento de natureza explicitamente política e/ou partidária, constitui ato incompatível com a dignidade do mandato parlamentar e ofensivo aos princípios estruturantes da função legislativa”, diz trecho do parecer a que o Diário do RN teve acesso.

Mesmo que os pagamentos não tenham sido realizados, já que as atrações do evento abriram mão dos cachês após o caso, o documento aponta que o simples direcionamento das emendas já teria causado “dano à imagem institucional da Câmara”.

“Ainda que os pagamentos não tenham sido realizados, restaram configurados o abuso de prerrogativa parlamentar, o dano à imagem institucional da Câmara e a violação dos princípios da moralidade e impessoalidade, suficientes para caracterizar o ilícito político-administrativo”, afirma outro trecho.

Em comunicado à imprensa, Fúlvio Saulo destacou que o trabalho da comissão foi conduzido “com transparência, serenidade e rigor técnico”, e que o voto pela cassação foi resultado de uma “análise imparcial das provas”. “O parecer é técnico, baseado nas provas, e meu voto foi pela cassação. A partir de agora, é aguardar a votação na comissão e encaminhar para o plenário deliberar de forma soberana”, declarou o relator.

A presidente da Comissão Especial, Anne Lagartixa (PL), explicou ao Diário do RN que o relatório será apreciado na manhã da próxima segunda-feira (17), antes de seguir para o plenário.
“Hoje não teve apreciação. Demos três dias para cada um analisar o parecer. Na segunda-feira pela manhã, a gente vai se reunir para apreciar e fazer a votação. Após isso, já vamos deixar tudo alinhado para que vá ao plenário na quarta-feira”, disse Anne ao Diário do RN.

Brisa alega perseguição e Daniel vai apresentar projeto paralelo na segunda-feira
Mas o cronograma foi criticado pelo vereador Daniel Valença (PT), também membro da comissão. Ele questionou, em conversa com a reportagem, a rapidez do relatório e a tentativa de antecipar a votação.

“Ontem era o prazo final para as alegações finais da defesa, e no dia seguinte o relator já apresentou um relatório de 18 páginas pronto. Isso deslegitima os argumentos apresentados e mostra que havia uma posição pela cassação antes mesmo de uma análise mais técnica. É muito estranho querer votar o parecer sem prazo adequado para avaliação”, declarou.
Valença informou ainda que pretende apresentar um relatório paralelo na segunda-feira, divergindo da conclusão do relator. A sua versão será apresentada durante a reunião de votação da Comissão.

“Na minha opinião, tem de tensionar que o relator fez um relatório em menos de 24 h das alegações finais, e querer além disto também votar o parecer sem estar este tema em pauta e sem prazo para análise”, reiterou o vereador aliado da vereadora Brisa.

Em nota oficial, Brisa Bracchi afirmou que o parecer “ignora as provas e alegações apresentadas pela defesa” e reforçou que o processo tem caráter político.

“Cerca de 24 horas após a entrega das nossas alegações finais, o relator emitiu seu parecer pela cassação, ignorando ignorando grande parte das alegações apresentadas pela defesa, bem como os depoimentos e outros documentos apresentados, reforçando o processo de perseguição política”, diz o texto.

A vereadora afirmou confiar na decisão do plenário e destacou que sua defesa é “técnica, sólida e consistente”, negando qualquer irregularidade no uso das emendas. “Não há qualquer prova que sustente um pedido de cassação. Seguimos confiantes na força da verdade, da democracia e do apoio popular que sustenta esse projeto coletivo”, concluiu.

Nas redes sociais, a parlamentar reforçou a mobilização com a hashtag #BrisaFica e convocou apoiadores para acompanhar a votação.

O que acontece agora
Com o relatório entregue, a Comissão Especial Processante se reúne na segunda-feira (17), às 9h, para votar o parecer. A expectativa é que o relatório de Fúlvio Saulo seja aprovado por maioria e encaminhado à presidência da Câmara, que deverá incluir o processo na pauta do plenário da próxima quarta-feira (19).

Se a cassação for confirmada pelos vereadores, Brisa Bracchi perderá o mandato, e sua cadeira será ocupada pela suplente Júlia Arruda (PCdoB), que integra a mesma federação partidária (PT-PV-PCdoB).

A denúncia que deu origem ao processo foi apresentada pelo vereador Matheus Faustino (União Brasil), que acusa Brisa de ter destinado R$ 18 mil em emendas parlamentares para o evento cultural “Rolê Vermelho: Bolsonaro na Cadeia”, realizado em agosto na Casa Vermelha. Segundo o autor, a iniciativa teve caráter político-partidário, o que configuraria desvio de finalidade e quebra de decoro.

O evento recebeu recursos por meio de emenda impositiva da vereadora: R$ 15 mil foram destinados à cantora Khrystal e banda, R$ 2.500 à banda Skarimbó, e R$ 500 ao DJ Augusto. O cartaz do “Rolê Vermelho” trazia a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro e pulseiras com dizeres alusivos à sua prisão, o que motivou a denúncia.


Compartilhe esse post

“CARLOS EDUARDO PENSOU QUE HAVIA GANHADO E NÃO FOI NEM PARA O 2º TURNO”

  • por
Compartilhe esse post

O deputado estadual Dr. Bernardo Amorim (PSDB) demonstrou confiança na força do grupo governista para as eleições de 2026 e afirmou que o pré-candidato Cadu Xavier (PT), nome lançado pela governadora Fátima Bezerra (PT), tem todas as condições de chegar ao segundo turno e vencer a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Em entrevista ao Diário do RN, o parlamentar minimizou o favoritismo de adversários e afirmou que o cenário político ainda está indefinido. Segundo ele, “muita água ainda vai rolar” até o início efetivo da campanha.

“Não tenho a menor dúvida, o processo eleitoral ainda não iniciou, não sabemos sequer quem serão nossos adversários. Cadu vai crescer naturalmente. É um candidato que tem empatia e carisma. Por onde andei com ele, a impressão das pessoas foi a melhor possível”, afirmou o deputado.

Para Dr. Bernardo, o momento é de cautela. Ele acredita que a oposição ainda enfrenta indefinições internas e que o eleitorado potiguar só começará a formar convicção após o início do debate público e a apresentação das candidaturas.

“Quando soubermos quem serão nossos adversários, e aí cabe a eles resolverem o imbróglio em que estão metidos, pois tem muito candidato para pouca vaga, vamos aguardar essa definição e botar o time em campo”, disse.

Bernardo se refere à indefinição entre a candidatura de Allyson Bezerra (UB), que pode sair em terceira via ou apoiado pela direita; a de Rogério Marinho (PL), que segue reafirmando pré-candidatura a governador do bolsonarismo mas pode seguir outro projeto nacional; e de Álvaro Dias (Republicanos), que aguarda possível vaga aberta por Marinho para ocupar o espaço de representante da direita.

O parlamentar também ressaltou o peso da influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa estadual. Para ele, o líder petista exercerá papel decisivo no pleito potiguar, especialmente por sua popularidade no Nordeste.

“Temos a nosso favor o maior eleitor do Brasil, que é Lula, e certamente ele vai fazer a diferença na eleição de todos os estados, em especial no Nordeste. Em 1986, o ex-presidente Sarney elegeu todos os governadores do Brasil. Não sei se Lula chegará a tanto, mas caminhamos para eleger todos os governadores nordestinos”, avaliou.

Dr. Bernardo afirmou ainda que o projeto político liderado pelo PT em nível nacional e estadual mantém bases sólidas, o que dará sustentação à candidatura de Cadu Xavier.

“Para se eleger tem que ir para o segundo turno, mas acredito não só que vamos para o segundo, e sim que vamos ganhar a eleição”, declarou.

“Não esqueci como se perde: é achar que já ganhou”

O deputado relembrou sua própria trajetória política e experiências eleitorais em municípios como Almino Afonso e Rafael Godeiro, no interior do estado, para reforçar o alerta contra o excesso de confiança.

“Fazemos política em Almino Afonso e Rafael Godeiro, onde ganhamos 19 eleições para prefeito. Não aprendi como se ganha, mas perdemos uma e não esqueci como se perde: é achando que já ganhou”, afirmou.

Na entrevista, Dr. Bernardo citou o caso de Carlos Eduardo Alves (PSD), que, segundo ele, “acreditou que já havia vencido” na eleição de 2022, como exemplo de que favoritismo antecipado não garante resultado.

“Carlos Eduardo também pensou que já havia ganhado e não foi nem para o segundo turno. Esse fenômeno poderá se repetir em 2026. Portanto, tenham calma os que acham que já ganharam, pois tem muita água para rolar”, concluiu.


Compartilhe esse post

“A CHAPA INVENCÍVEL SERIA ALLYSON, DR TADEU VICE, FÁTIMA E ZENAIDE”

  • por
Compartilhe esse post

O deputado estadual Vivaldo Costa (PV), decano da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, defendeu uma composição política improvável e já descartada por lideranças da esquerda e pelo próprio prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Em entrevista ao Diário do RN, o parlamentar defende que, em sua avaliação, a união entre o prefeito e o campo progressista seria “a chapa invencível” para as eleições de 2026.

“Eu defendo muito uma chapa, a chapa ideal para a gente fazer barba, cabelo e bigode, como diz o matuto, seria uma chapa com o prefeito de Mossoró, pré-candidato ao governo do Estado, Allyson Bezerra, eleito para o governo do Estado, e na mesma chapa seria eleita Fátima Bezerra para o Senado e a segunda vaga seria eleita a senadora Zenaide”, disse Vivaldo.

O parlamentar, que integra a federação PV, PT e PCdoB, avalia que uma aliança entre Allyson, o prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, e a governadora Fátima Bezerra teria força política e eleitoral para dominar o pleito. Para o deputado, o ideal seria que o presidente Lula e a governadora Fátima Bezerra abraçassem o projeto como uma estratégia de fortalecimento da base governista em todos os níveis.

“Eu acho que para Lula interessa um candidato forte. Para ele é importante ter maioria no Senado, ter tudo. Um candidato forte para o governo que com apoio de Lula, com apoio de Fátima, se elegeria governador, Tadeu se elegeria vice-governador, era uma chapa forte, uniria o Oeste, o Seridó, era uma chapa fortíssima, e com o apoio de Lula, de Fátima, de Zenaide, seria uma chapa completa”, avaliou.

Questionado sobre a resistência de setores do PT e da base governista a uma aliança com Allyson Bezerra, da centro-direita, o deputado fez menção ao que chamou de ensinamentos pragmáticos “dinaristas”, referindo-se ao ex-governador Dinarte Mariz:
“Esses pruridos só existem quando dá prejuízo político. Quando dá vantagem política, quando ajuda a ganhar eleição, passa por cima de todos esses pruridos e se vota no candidato certo. Eu acho que seria uma chapa invencível”, reafirmou.

Vivaldo Costa também comentou o avanço das forças de direita. Segundo ele, a radicalização entre esquerda e direita tem favorecido os eleitores bolsonaristas em todo o Brasil e no Rio Grande do Norte.

“Há uma tentativa muito grande de fazer a polarização entre direita e esquerda. Isso interessa principalmente aos eleitores de Bolsonaro. Porque na hora que o povo está com raiva do bloco do governo, vota em qualquer um. Vota até em Rogério Marinho para governador do Estado, vota em Álvaro Dias. Não precisa ser o melhor, o que tem a melhor proposta, não. O mais radical, o que bater mais no governo Lula terá a preferência do eleitor de Bolsonaro”, avaliou.

O deputado também comentou o desempenho do pré-candidato do seu grupo, Cadu Xavier, lançado pelo PT. “Cadu até agora não decolou… Mas ele já disse que vai crescer muito nas pesquisas porque ele é o candidato de Lula. E é uma verdade: Lula ainda continua sendo um grande eleitor no Brasil. Cadu está muito animado”, afirmou.

Apesar da defesa firme da aliança improvável, Vivaldo Costa afirmou que seguirá a orientação da federação à qual pertence. “Eu sou filiado ao PV. Eu sou disciplinado. Meu partido, quem o meu partido apoiar, eu acompanho. Eu sou liderado da governadora Fátima Bezerra, sou liderado do presidente Lula e voto dentro do meu sistema”, declarou.

O deputado lembrou, no entanto, que há movimentações internas e acredita que o vice-governador Walter Alves (MDB) ainda pode surgir como candidato. “Há muitas pessoas experts em política que acreditam que o candidato será Walter Alves ao governo do Estado. E o próprio Garibaldi, que é um político muito experiente, já insinuou que Walter Alves está recebendo muitos apelos para se tornar candidato ao governo do Estado”, completou.


Compartilhe esse post

PT QUER AMPLIAÇÃO DA ESQUERDA NO CONGRESSO CONTRA BOICOTE A LULA

  • por
Compartilhe esse post

Os deputados federais Fernando Mineiro e Natália Bonavides, ambos do PT, avaliaram que o grande desafio político de 2026 será ampliar a bancada de esquerda no Congresso Nacional, de modo a garantir sustentação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao projeto político que o partido defende. Em entrevistas ao Diário do RN, os parlamentares potiguares ressaltaram a contradição entre o apoio popular ao presidente e a eleição de congressistas que atuam contra as propostas do governo.

“Estamos vivendo um momento muito importante, a gente precisa reforçar um rumo para o nosso país. O presidente Lula está reconstruindo o Brasil, hoje estamos colhendo esses frutos, e não tem sentido a sociedade brasileira apoiar e eleger o presidente Lula, mas ao mesmo tempo colocar lá no Congresso Nacional parlamentares que são contrários ao projeto do presidente Lula e que lutam para derrotá-lo”, afirmou Mineiro.

Segundo ele, é preciso corrigir essa distorção nas eleições do próximo ano.

“A minha questão central é: precisamos aumentar a bancada que realmente defenda os interesses do povo brasileiro. Porque é contraditório. Apoiamos, defendemos o Lula, elege o Lula.

Mas elege parlamentares que são contra e boicotam o trabalho do presidente Lula lá. Precisamos mudar isso em 2026”, aponta o deputado.

Mineiro, que confirmou que disputará a reeleição para a Câmara Federal, também declarou que pretende votar para o Senado em um nome que esteja alinhado ao projeto nacional do presidente Lula.

PT no RN
A deputada Natália Bonavides também confirmou que será candidata à reeleição e se disse confiante no fortalecimento do PT no Rio Grande do Norte. Segundo ela, o partido está montando uma chapa competitiva para as eleições de 2026, com nomes que representam a continuidade do projeto iniciado pela governadora Fátima Bezerra.

“Eu estou muito animada para as eleições do ano que vem. O PT está formando chapas muito interessantes e eu estou muito animada com como vai ser uma campanha em que Lula candidato a presidente, Fátima candidata a Senado e Cadu candidato ao governo”, afirmou.

A parlamentar elogiou o desempenho do pré-candidato Cadu Xavier, apontando-o como o nome “mais preparado” para suceder Fátima Bezerra no Governo do Estado.

“Ele, sem dúvidas, é a pessoa mais preparada desse Estado para assumir, após a gestão da governadora Fátima, o governo. A gente tem uma oportunidade de ouro no nosso Estado, que é vendo o quanto o Estado foi reconstruído com a governadora Fátima e agora segue sendo fortalecido”, afirmou a deputada.

Natália também defendeu a ampliação da bancada progressista na Câmara.

“Eu acho que a chapa de federal que o PT está formando está ficando muito forte. Nós vamos conseguir ampliar a bancada, e isso é muito importante porque o nosso Estado tem tido um histórico de bancada que majoritariamente vota contra o povo trabalhador”, avaliou Natália.

Sobre a disputa ao Senado, ela afirmou que o partido já definiu o nome da governadora Fátima Bezerra para a primeira vaga e que o segundo continua em diálogo com partidos aliados do campo democrático.

“Ainda não há definição. O partido já lançou o nome da governadora Fátima Bezerra para a primeira vaga do Senado e estamos dialogando com vários partidos aliados, partidos do campo democrático, partidos que não apoiam esses processos golpistas que a direita tem feito o Brasil passar. Acho que esse segundo nome tem que ter esse perfil: alguém que seja democrático e que consiga apoiar lá no Senado as políticas do presidente Lula, que vai ser reeleito também”, completou a parlamentar do PT.


Compartilhe esse post

TOMBA: “OU ALLYSON SOLTA A MÃO DE ZENAIDE, OU FICA SEM A MÃO DOS OUTROS”

  • por
Compartilhe esse post

O deputado estadual Tomba Faria (PL) enviou um recado direto ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), durante entrevista à 98 FM de Natal, nesta quarta-feira (12). Ao comentar a composição da direita potiguar para as eleições de 2026, o parlamentar afirmou que Allyson “vai ter que escolher” entre Zenaide Maia (PSD) e os demais aliados conservadores.

Enquanto defendia a união da oposição, ele foi questionado sobre a parceria do prefeito de Mossoró com a senadora Zenaide Maia, de quem o mossoroense afirmou “não soltar a mão”. “Aí ele vai ter que escolher: ou solta a mão dela, ou fica sem a mão dos outros”, disparou Tomba.

A fala demonstra o isolamento do grupo bolsonarista ao prefeito mossoroense, caso ele insista na aliança com a senadora, que integra a base de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Durante a entrevista, o deputado defendeu a união das forças da direita no Rio Grande do Norte para vitória em primeiro turno. “Acho que a direita deve fazer um esforço enorme para unir todo mundo. Defendo a união da direita. Se a direita se unir, nem segundo turno tem”, afirmou.

Tomba destacou que a formação de uma chapa única, reunindo lideranças como Rogério Marinho (PL), Styvenson Valentim (PSDB), Álvaro Dias (Republicanos) e Allyson Bezerra (UB), é essencial para o fortalecimento do grupo.

“Para fazer a chapa completa, precisaria também do prefeito de Mossoró, que está fazendo uma boa administração, e vamos ver qual seria a parte dele, onde ele entraria. Qual o espaço que ele teria. Mas na hora que une, você sai fortalecido”, disse o parlamentar.

O deputado alertou que a existência de múltiplas candidaturas no campo conservador pode desorganizar o projeto eleitoral, mas enfraquece Allyson: “Ou então [se não unir] vai para a disputa com três candidatos. Todo mundo quer ser, ninguém abre mão, mas lembrando que Rogério Marinho já abriu mão várias vezes. Com três candidaturas, zera o jogo. O prefeito sai da prefeitura, aí já muda as coisas”, analisou.

Ao ser questionado sobre a possibilidade de o senador Rogério Marinho (PL) disputar o governo do Estado ou se engajar em um projeto nacional, Tomba reafirmou o apoio ao correligionário, a quem considera o melhor preparado para liderar a direita potiguar.

“Tenho conversado com Rogério Marinho. Ele sempre me disse que é candidato a governador. É um grande nome, capaz. Mostrou isso na CPMI do INSS”, afirmou.

O deputado também elogiou o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, e o senador Styvenson Valentim, mas reforçou que Rogério é o nome mais forte do grupo.

“Álvaro Dias também é um bom nome, mas eu vejo Rogério mais preparado. A direita está chegando e eu acho que é a vez. Rogério Marinho e Styvenson Valentim. Álvaro Dias seria um grande nome também. Há ainda Allyson Bezerra, prefeito de Mossoró, todos são bons candidatos. Mas vejo Rogério como o melhor”, declarou.

Tomba também falou sobre a nominata do PL para as eleições de 2026 e adiantou que o partido deve eleger entre sete e oito deputados estaduais. “A nominata do PL deve eleger entre sete e oito candidatos. Temos nomes como Gustavo Carvalho, Terezinha, Júlio César, Coronel Azevedo. Se fala em Adjuto Dias, Luís Eduardo e Jorge do Rosário, de Mossoró. Esperamos que seja forte a nominata”, afirmou.


Compartilhe esse post

ABRAÃO LINCOLN E GABRIEL NEGREIROS: NOVA QUEBRA DE SIGILOS PODE ABALAR O RN

  • por
Compartilhe esse post

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura o chamado “Rombo dos Aposentados” vota nesta quinta-feira (13) dois requerimentos de quebra de sigilo que podem desencadear novas revelações sobre o esquema de desvio de recursos do INSS e abalar o cenário político do Rio Grande do Norte.

Os pedidos têm como alvo Paulo Gabriel Negreiros de Almeida, tesoureiro da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), apontado como homem de confiança do presidente da entidade, Abraão Lincoln, e suspeito de operar financeiramente o esquema de descontos indevidos sobre benefícios de aposentados e pensionistas.

O Requerimento nº 2.537/2025, apresentado pelo senador Styvenson Valentim (PSDB-RN), solicita a quebra dos sigilos telefônico e telemático de Paulo Gabriel Negreiros, com acesso a dados de comunicações, registros e conteúdos em plataformas como WhatsApp, Facebook, Instagram, Google e Apple iCloud. O objetivo é rastrear contatos, interações e eventuais comunicações relacionadas à movimentação de valores e à atuação da CBPA no período de 1º de janeiro de 2020 a 10 de novembro de 2025.

Já o Requerimento nº 2.493/2025, de autoria do deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), complementa as investigações ao pedir a quebra dos sigilos fiscal e bancário do mesmo investigado. A medida busca detalhar as movimentações financeiras, contas, declarações de imposto de renda e registros de operações ligadas aos repasses da CBPA e convênios firmados com o INSS.

De acordo com informações da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União (CGU), a confederação foi criada em 2020, mas permaneceu praticamente inativa por dois anos. Em 2023, entretanto, registrou um crescimento súbito de filiados e receitas, sem estrutura física ou administrativa compatível com o volume de recursos movimentados.

Nesse período, Paulo Gabriel Negreiros teria atuado diretamente na gestão das contas bancárias da CBPA, sendo apontado como responsável por intermediar operações financeiras suspeitas.

Investigadores afirmam que parte dos recursos desviados pode ter sido destinada a políticos e aliados ligados à cúpula da confederação, o que aumenta o potencial impacto das quebras de sigilo sobre o Rio Grande do Norte.

“Trata-se de um passo decisivo para desvendar a trilha do dinheiro e identificar quem se beneficiou com o rombo nos recursos dos aposentados”, afirmou Styvenson Valentim na justificativa do requerimento.

A votação dos dois pedidos foi incluída na pauta da sessão desta quinta-feira (13) da CPMI, que será realizada em Brasília, com transmissão pelos canais institucionais do Congresso Nacional.

A expectativa é de que, se aprovadas, as medidas possam abrir um novo capítulo nas investigações e expor o caminho do dinheiro desviado, trazendo à tona ligações políticas e empresariais até então desconhecidas.

Prisão de Abraão Lincoln
O presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, foi detido em flagrante na madrugada do último 4 de novembro, por ordem da CPMI do INSS, mas foi liberado horas depois após pagar fiança.

A ordem de prisão foi determinada pelo presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), sob a acusação de falso testemunho durante a sessão que discutia supostas fraudes cometidas por entidades que descontam mensalidades diretamente de benefícios previdenciários.

Abraão Lincoln, que obteve habeas corpus preventivo do ministro Alexandre de Moraes (STF) para permanecer em silêncio sobre fatos que pudessem incriminá-lo, foi confrontado com uma série de questionamentos sobre sua trajetória política e jurídica. Gaspar fez um apanhado da vida do presidente da CBPA.

Entre as contradições apontadas, o relator destacou que Abraão Lincoln omitiu sua relação pessoal com o tesoureiro da CBPA, Gabriel Negreiros, afirmando inicialmente que o vínculo era apenas “institucional”.

No mês de maio, reportagem do Diário do RN, trouxe informações sobre a ligação entre Lincoln e Negreiros, apontado como braço direito do presidente da Confederação. Os dois são investigados pela Polícia Federal sobre as fraudes no INSS.

As perguntas diretas e incisivas deixaram o potiguar visivelmente acuado. Alfredo Gaspar também destacou o principal ponto da investigação atual: o número alarmante de mortos incluídos nas listas de descontos associativos vinculados à CBPA. “Há cerca de 40 mil mortos incluídos como filiados ativos”, frisou o relator, observando que esse número é recordista entre as entidades investigadas.


Compartilhe esse post

“MOSSORÓ ESTÁ VIVENDO UM DOS PIORES MOMENTOS NA SAÚDE”, AFIRMA VEREADORA

  • por
Compartilhe esse post

Longe das prioridades do prefeito Allyson Bezerra, a saúde pública agoniza em Mossoró. A população tem dificuldades de acesso a quase todo tipo de serviço, inclusive cirurgias, que conta com uma fila de espera com mais de duas mil pessoas. Os problemas são abafados na Câmara de Mossoró, cuja bancada governista é dominante com 15 dos 21 vereadores, mas a vereadora Plúvia Oliveira alerta para o descaso. “Mossoró está vivendo um dos piores momentos na saúde.

“Propaganda não resolve a vida de 3.000 pessoas que estão em filas de cirurgias eletivas.”, critica, se referindo aos gastos da gestão Allyson com publicidade e à própria postura do prefeito nas redes sociais que tentam construir uma cidade perfeita.

Plúvia apresentou um requerimento na Câmara Municipal solicitando informações sobre as cirurgias eletivas de Mossoró à Secretaria Municipal de Saúde. Dados que a gestão tem se negado a fornecer até mesmo ao Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), que espera por respostas há mais de três meses. “Precisamos dessas informações para questionar e buscar soluções reais para o povo, por uma Mossoró realista.”, argumenta Plúvia.

A falta de prioridade e descaso do prefeito Allyson podem ser evidenciados no caso da longa fila de espera por cirurgias. Com pacientes esperando já há mais de um ano, a Secretaria Municipal de Saúde apresentou uma proposta ao Conselho Municipal de Saúde em que pede mais seis meses para atender os procedimentos.

Enquanto isso, Allyson esbanja gastos milionários ao longo do ano com eventos. O pré-candidato ao Governo do RN vai gastar, por exemploi, quase R$ 2 milhões com a decoração natalina da cidade. A Prefeitura de Mossoró contratou, mais uma vez, a empresa Castro Rocha LTDA pelo valor de R$ 1.755.000,00 para produção, montagens e desmontagem das estruturas natalina de Mossoró.

O Conselheiro Municipal de Saúde de Mossoró, Luiz Avelino da Silva, tem buscado uma solução para a realização das cirurgias e critica fortemente a postura da gestão Allyson. “Com certeza, a saúde não é prioridade, está em terceiro plano. Eles dizem que não tem quinhentos reais para pagar uma anestesia, mas tem mais de um milhão para contratar um cantor.”, compara.

O Diário do RN entrou em contato com a Secretaria Cível da Comarca de Mossoró para saber se a Secretaria Municipal de Saúde havia respondido ao último despacho do promotor Hermínio Souza Perez Júnior, da 19ª Promotoria de Justiça de Mossoró, do dia 10 de outubro, mas não teve resposta ate o fechamento desta edição. O promotor tenta reunir informações sobre a não realização de cirurgias desde o último dia 25 de julho.


Compartilhe esse post

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE CASSAÇÃO DE PREFEITA E VICE-PREFEITO DE PENDÊNCIAS

  • por
Compartilhe esse post

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu à Justiça a cassação dos diplomas da prefeita de Pendências, Lays Helena Cabral de Queiroz (Republicanos), e do vice-prefeito Gilberto de Oliveira Fonseca, eleitos em 2024. O parecer, assinado pelo promotor Edgard Jurema de Medeiros, aponta fortes indícios de compra de votos e abuso de poder econômico e político durante a campanha.

De acordo com o MPE, as investigações revelaram dois núcleos de irregularidades. O primeiro trata de um episódio de compra direta de votos no dia da eleição, quando a fiscal de campanha Raquel Ferreira da Silva teria oferecido R$ 250 a duas eleitoras, identificadas como Joyce e Juliana Santos, em troca de votos “casadinhos” para a chapa 15 e um candidato a vereador aliado.

O pagamento, segundo o Ministério Público, foi comprovado por transferências via PIX, áudios, atas notariais e laudos periciais.

Em juízo, as testemunhas confirmaram o recebimento do dinheiro. A defesa tentou justificar a transação como um empréstimo pessoal, mas, segundo o promotor, as gravações e as circunstâncias do caso desmontam essa versão. “A materialidade e autoria da captação ilícita de sufrágio estão evidenciadas, não havendo dúvidas de que o valor teve natureza eleitoral”, escreveu o representante do MPE.

O segundo núcleo de irregularidades envolve o ex-prefeito Flaudivan Martins Cabral, a secretária municipal Ludmylla Rodrigues Martins e o coordenador de campanha Igor de Souza Luz. Eles são acusados de comprar apoio político da eleitora Joseane Rodriguez, que passava por tratamento oncológico. Segundo o Ministério Público, o grupo teria enviado R$ 1.000 via PIX, além de prometer ajuda médica e assistencial em troca de apoio.

Joseane confirmou o recebimento e relatou que, após se recusar a continuar na campanha, sofreu pressão e perseguição política. O MPE aponta que esse episódio caracteriza abuso de poder político e econômico, uma vez que os agentes públicos teriam utilizado estrutura e influência da Prefeitura para cooptar apoio durante o período eleitoral.

Diante das provas reunidas, o Ministério Público Eleitoral requer à Justiça:
A cassação dos diplomas de Lays Helena e Gilberto Fonseca;
A declaração de inelegibilidade por oito anos de todos os envolvidos;
A aplicação de multa conforme previsto na legislação eleitoral;
E a realização de novas eleições suplementares no município.

O processo tramita na Zona Eleitoral de Pendências e ainda aguarda decisão judicial. Caso a Justiça acate o parecer do MPE, a prefeita e o vice poderão perder o mandato e ficar impedidos de disputar cargos públicos até 2032.


Compartilhe esse post

CORONEL AZEVEDO DIZ QUE “ALLYSON ESTÁ DENTRO DA DIVISÃO DA ESQUERDA”

  • por
Compartilhe esse post

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) reforçou o nome do senador Rogério Marinho (PL) como principal liderança da oposição no Estado e apontou que o ex-ministro é “o futuro governador do RN”. Em entrevista ao Diário do RN, o parlamentar afirmou que a direita, formada por Marinho e por Álvaro, caminha para a unidade em torno de Rogério o grupo e rebateu a tese de que estaria dividido.

Segundo Azevedo, a fragmentação, na verdade, ocorre no outro campo político. “Não é a direita que está dividida. É a esquerda. O prefeito Allyson Bezerra está dentro dessa divisão da esquerda, e não o contrário”, declarou o deputado, em referência ao prefeito de Mossoró, que tem sido apontado como um dos nomes mais competitivos na disputa pelo Governo do Estado. Para o parlamentar, a relação o prefeito de Mossoró se dá a partir da parceria com Zenaide Maia, vice-líder do governo Lula no Senado e candidata à reeleição com apoio, já declarado, de Allyson.

A fala do Coronel contrasta com a leitura feita pelo deputado federal Benes Leocádio (União Brasil), que, em entrevista ao Diário do RN nesta terça-feira (11), afirmou que o prefeito mossoroense pode vencer a eleição de 2026 ainda no primeiro turno, com o apoio conjunto de Rogério Marinho e Álvaro Dias, hipótese que, segundo ele, seria possível diante do desgaste do PT e da governadora Fátima Bezerra.

Coronel Azevedo, contudo, adota uma visão distinta. Para ele, Rogério Marinho é o nome natural da direita, fruto da consolidação do bolsonarismo no Estado e do protagonismo que o senador vem exercendo nacionalmente dentro do PL. “Rogério é o nosso líder. Ele representa o projeto de Bolsonaro no Rio Grande do Norte e tem o reconhecimento da base conservadora. A direita está unida em torno desse propósito”, ressaltou.

O parlamentar também fez críticas ao que chamou de “indefinição do centro”, grupo político que, segundo ele, evita assumir posição clara entre os pólos ideológicos e termina por enfraquecer o debate político. “Esses que ficam no meio do caminho, sem querer se posicionar, acabam servindo à esquerda. O centro, quando não toma lado, termina fortalecendo o lado errado. Política se faz com definição, com coragem de dizer de que lado se está”, afirmou Azevedo.

Para o deputado, a tentativa de alguns líderes de manter uma postura “neutra” ou de transitar entre campos opostos tem mais relação com projetos pessoais de poder do que com uma convicção programática. Ele reforçou que, em 2026, o eleitor potiguar saberá identificar quem representa cada campo ideológico. “O povo quer clareza. Não dá para ficar com um pé em cada canoa”, declarou.

Apesar disso, afirmou que se Allyson quiser “largar a senadora Zenaide” poderá fortalecer o projeto da direita e a pré-candidatura do grupo.

“Se Allyson quiser apoiar o projeto da direita, quiser apoiar Rogério Marinho, ele pode ir, largando a senadora Zenaide Maia. Não dá para querer o apoio da direita estando com quem representa o governo Lula”, concluiu.

Nelter diz que “Rogério quer Allyson e Allyson quer Rogério” e defende união da oposição

Para Nelter, Allyson e Rogério disputam protagonismo no mesmo grupo – Foto: Reprodução

O deputado estadual Nelter Queiroz (PSDB) resumiu em uma frase o que considera ser o momento político no campo oposicionista do Rio Grande do Norte: “Rogério Marinho quer Allyson e Allyson quer Rogério”. Para o parlamentar, o que há hoje não é uma disputa entre dois projetos distintos, mas uma tentativa de ambos os líderes de consolidarem alianças em torno de um mesmo objetivo: vencer o grupo da governadora Fátima Bezerra (PT) nas eleições de 2026.

“Política se faz conversando, dialogando, atraindo, somando e não dividindo. Eu acho que todos querem. Rogério Marinho, por exemplo, quer Allyson para apoiar o candidato dele ou a ele próprio. O Allyson quer que o Rogério o apoie. É um querendo o outro. Não é questão de direção diferente. Eu acho que a discussão não é essa. A minha opinião é cada um querendo atrair mais”, afirmou Nelter, em entrevista ao Diário do RN.

A fala do deputado vai na contramão das análises que apontam divisões dentro da oposição, especialmente entre o grupo do senador Rogério Marinho (PL) e o do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil). Para Nelter, a relação entre os dois é marcada mais por uma disputa natural de protagonismo do que por um racha político.

O parlamentar reforçou que seu desejo é ver a oposição unida em torno de uma chapa competitiva, que possa enfrentar a base governista com chances reais de vitória, através da candidatura de Allyson Bezerra.

“Eu particularmente vejo o nome que o povo quer votar é o prefeito de Mossoró para governador, Allyson. É o nome que o povo quer votar. Mas tudo depende das articulações”, declarou.

Apesar de reconhecer o protagonismo de Allyson, Nelter também faz questão de valorizar o papel de Rogério Marinho e de outros líderes que, segundo ele, têm peso regional e eleitoral. O deputado acredita que o diálogo entre esses atores será determinante para o desfecho do processo.

Com o período de troca partidária previsto até o fim de março do próximo ano, Nelter Queiroz afirmou que ainda não definiu sua saída do PSDB e o destino. “Eu estou aguardando, como alguns deputados colegas nossos também estão aguardando. Eu tenho que ouvir os prefeitos, as pessoas que me ajudam, eu tenho que ver essa questão de gratidão, que meu voto sempre é na questão da gratidão. Eu estou aí mantendo contato com vários partidos que estão me procurando e vou aguardar o momento certo”, explicou.


Compartilhe esse post

FÁTIMA NA COP-30: “O RN FIRMA AQUI O COMPROMISSO COM O PLANETA!”

  • por
Compartilhe esse post

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), participou nesta terça-feira (11) da COP-30, em Belém (PA), como parte do Consórcio Nordeste. No painel “Recaatingar: Clima, Economia e Tecnologias do Semiárido”, Fátima ressaltou o potencial da Caatinga e a importância do recaatingamento como instrumento de sustentabilidade e justiça territorial.

“Muita coisa extraordinária que os estudiosos apontam, que é a sua riqueza, a sua sociobiodiversidade, a riqueza para fármacos, para a gastronomia. Do bioma da caatinga também um sustento saudável para milhares e milhares de famílias, daí porque nós temos insistido na política do financiamento”, afirmou.

O evento reuniu governadores e representantes dos estados nordestinos para debater a recuperação de áreas degradadas no semiárido, com foco na valorização da bioeconomia e das tecnologias sociais. A metodologia do recaatingamento foi apresentada como um projeto civilizatório que alia conservação da biodiversidade, geração de renda e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Fátima destacou o papel do Nordeste como protagonista da transição ecológica brasileira e reafirmou o compromisso do Estado com a agenda ambiental global.

“É uma grande alegria poder representar o nosso Estado neste evento que é um marco histórico para o Brasil e para o mundo. A crise climática só pode ser mitigada com diálogo e participação de todos e todas. O RN firma aqui o seu compromisso com o planeta!”, declarou a governadora, em publicação nas redes sociais.

Ela ressaltou que o Rio Grande do Norte é pioneiro no combate à desertificação, sendo o primeiro estado brasileiro a regulamentar o Fundo Estadual de Combate à Desertificação. O instrumento garante recursos e governança para ações de recuperação ambiental, estudos, capacitação técnica e fortalecimento das cadeias de valor sustentáveis.

“Sabemos que o desafio é grande. Envolve articular programas estaduais e federais, atrair investimentos públicos e privados e consolidar uma política regional de sustentabilidade. Mas o Nordeste tem mostrado que sabe se unir para construir soluções”, afirmou.

Entre as propostas debatidas no painel, a governadora reforçou o Fundo da Caatinga, iniciativa do Consórcio Nordeste inspirada no modelo do Fundo Amazônia, voltado ao financiamento de projetos de combate à desertificação e valorização da sociobiodiversidade. “O Consórcio Nordeste é um exemplo disso, uma aliança estratégica que colocou em pauta o Fundo da Caatinga, inspirado no modelo do Fundo Amazônia, para financiar ações de combate à desertificação e valorização da sociobiodiversidade”, explicou.

Além do painel sobre o recaatingamento, Fátima Bezerra também representou o Consórcio Nordeste no lançamento do Plano para Acelerar a Governança Multinível (PAS), uma das agendas centrais da COP-30. “Tive a honra de representar o Consórcio Nordeste no lançamento do Plano para Acelerar a Governança Multinível, neste momento tão emblemático da COP30”, registrou a governadora em seu perfil no X.

O PAS, coordenado pelos Ministérios do Meio Ambiente e das Cidades, busca integrar as ações de governos federais, estaduais e municipais na execução do Acordo de Paris, fortalecendo capacidades locais e destravando o acesso a financiamentos climáticos. O plano pretende, até 2028, incluir a governança multinível em 100 contribuições nacionais determinadas (NDCs) e capacitar 6 mil gestores públicos em ação climática.

Fátima destacou a relevância do debate e celebrou a retomada do protagonismo do Brasil no cenário ambiental global. “É uma alegria muito grande ver o Brasil, sob orientação do presidente Lula, voltar a esse protagonismo de liderança da agenda climática global. Certamente este momento, em que temos a COP30 aqui em Belém, no coração da nossa Amazônia, ficará marcado em nossos corações. É muito emblemático para nós, que temos consciência da importância da defesa do meio ambiente”, disse.

O Rio Grande do Norte vem se destacando nessa agenda ao aderir ao projeto AdaptaCidades, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que apoia a elaboração de planos locais de adaptação. O estado mobilizou 119 municípios, número muito superior aos 10 inicialmente previstos pelo governo federal.

Além disso, o RN é signatário do Memorando de Entendimento Under2, compromisso global assumido por mais de 200 governos subnacionais para alcançar a neutralidade de emissões líquidas de CO₂ até 2050, em linha com a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C, de acordo com a assessoria de comunicação do governo.


Compartilhe esse post

AUSÊNCIAS DE FÁTIMA, PAULINHO E ALLYSON MARCAM REUNIÃO DA BANCADA

  • por
Compartilhe esse post

A reunião da bancada federal do Rio Grande do Norte, realizada nesta segunda-feira (10) em Natal, foi marcada tanto pela ampla participação de entidades públicas e filantrópicas quanto pela ausência de figuras políticas centrais, como a governadora Fátima Bezerra (PT) e os prefeitos das duas maiores cidades do Estado, Paulinho Freire (Natal) e Allyson Bezerra (Mossoró).

Também não compareceram os senadores Styvenson Valentim (PSDB) e Rogério Marinho (PL), que permaneceu em Brasília para acompanhar a CPMI do INSS.

O encontro, conduzido pelo coordenador da bancada, deputado federal Robinson Faria (PP), teve como objetivo discutir a destinação de R$ 959,8 milhões em emendas coletivas e individuais ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) da União para 2026. A governadora foi representada pela secretária estadual de Planejamento, Virgínia Ferreira, enquanto o prefeito de Natal enviou a vice-prefeita Joanna Guerra para representá-lo.

Robinson Faria destacou ao Diário do RN que o principal desafio da bancada tem sido lidar com os cortes e contingenciamentos orçamentários aplicados pelo governo federal. Segundo ele, o bloqueio de quase 50% das emendas de bancada no último ano prejudicou obras e convênios importantes com os municípios.

“Uma parte foi contingenciada e outra parte foi corte definitivo. Isso prejudicou muitos pleitos de entidades e municípios que já estavam encaminhados. Tivemos que reduzir essas parcerias, que são fundamentais para a governança local”, afirmou.

O coordenador acrescentou que a reunião teve uma das maiores participações já registradas e ressaltou o caráter suprapartidário do encontro: “Foi uma reunião muito produtiva. Nunca vi tantas entidades aqui. E o mais importante: essa é uma reunião que não é de partido político nem de ideologia, é pelo Rio Grande do Norte”.

Prioridades e críticas
Entre os deputados de centro e da ala conservadora, as falas revelaram divergências de tom político e de avaliação sobre o papel das emendas e o comportamento do governo federal.

O deputado Benes Leocádio (União Brasil) reforçou a importância do orçamento impositivo e destacou que metade dos recursos da bancada deve obrigatoriamente ser aplicada em investimentos na área da saúde. Ele citou como prioridades o Hospital de Natal, a Estrada da Produção (São Tomé – Cerro Corá) e parte da BR-104, que liga Macau à divisa com a Paraíba.

“O Estado recebe anualmente uma monta de recursos que nem o governo estadual nem as prefeituras alcançam, graças ao orçamento impositivo. São investimentos que mudam a realidade das regiões”, disse.

A deputada Carla Dickson (UB) criticou o governo federal pelo contingenciamento das emendas e afirmou que o atraso nos repasses compromete áreas essenciais. “O maior desafio é o governo atual pagar o que está contingenciado. Se não consegue pagar num ano não eleitoral, imagine em ano de eleição. É vergonhoso o RN ainda decretar calamidade por seca e depender de carro-pipa depois de tantos anos de governos de esquerda”, disparou.

Na mesma linha, o deputado General Girão (PL) apontou desorganização na execução orçamentária e disse que os bloqueios sucessivos estão atrasando obras importantes.

“Já tivemos corte, depois bloqueio, e agora outro bloqueio. Alguma coisa está errada nessa máquina administrativa. É claro que obras são prejudicadas. Por exemplo, a estrada que sobe a Serra de Santana acabou ficando para trás. E a gente sabe que também faltou aqui, e deve estar faltando dinheiro para tocar a reta Tabajara. E me preocupa quando a gente, no meio dessa confusão toda, a gente tem mais uma política de anunciar a duplicação da BR-304”, afirmou.

Defesa da estrutura e equilíbrio orçamentário

Parlamentares divergem sobre cortes e uso dos recursos. Bancada tem até dezembro para chegar a um consenso sobre destino das emendas – Foto: Reprodução

Do outro lado, os parlamentares da base governista defenderam equilíbrio fiscal e responsabilidade no uso das emendas. O deputado Fernando Mineiro (PT) afirmou que os recursos devem ter foco em infraestrutura e serviços públicos essenciais. “Não podemos ter emendas picotadas. Devem fortalecer as cidades, a saúde, a educação e a agricultura familiar. É preciso concentrar esforços em projetos que melhorem a vida da população”, disse.

A deputada Natália Bonavides (PT) foi mais crítica à atual estrutura de distribuição de emendas e apontou desequilíbrio na relação entre o Legislativo e o Executivo.

“As mudanças feitas nos governos Temer e Bolsonaro deram ao Congresso um volume de recursos incompatível com o que a Constituição prevê. Hoje o governo federal tem discricionariedade sobre apenas 3% do orçamento, o que engessa políticas públicas e compromete a gestão nacional”, avaliou.

A senadora Zenaide Maia (PSD) também defendeu a priorização de áreas essenciais como saúde, educação e segurança, e chamou atenção para os limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

“Quase metade do orçamento do país é comprometido com juros e serviços da dívida. Precisamos repensar esse modelo e garantir o financiamento de políticas públicas que salvam vidas.

Educação, saúde e segurança não podem ser tratadas como gastos”, afirmou.

Ao final da reunião, Robinson Faria reiterou que a bancada deve chegar a um consenso até dezembro sobre o destino das emendas. Cada um dos oito deputados federais do Estado vai dispor de R$ 40.252.007,31, totalizando R$ 322 milhões e cada um dos três senadores, o valor de R$ 74 milhões, no total de R$ 222 milhões. Portanto, as emendas individuais somam R$ 544 milhões. Já o valor da emenda de bancada (coletiva) previsto é de R$ 415,75 milhões.

“As divergências existem, mas o objetivo é único: garantir que esses recursos cheguem à população e fortaleçam o desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, concluiu.


Compartilhe esse post

BENES DEFENDE CONSENSO NA DIREITA: “É UM PLEITO PARA PRIMEIRO TURNO”

  • por
Compartilhe esse post

O deputado federal Benes Leocádio (União Brasil) declarou que o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, é hoje o único nome com consenso definido dentro de um bloco, a Federação União Progressista, que reúne o União Brasil e o Progressistas, para a disputa ao Governo do Estado em 2026. Segundo Benes, a federação já está “torcendo, trabalhando e esperando” que o gestor mossoroense confirme sua candidatura, por entender que ela nasce “do anseio popular” e não de um arranjo de lideranças políticas.

“Hoje a União Progressista é o único bloco já definido, torcendo, trabalhando e esperando que realmente ele concretize sua candidatura para se somar a essa vontade popular que a gente tem percebido no dia a dia”, afirmou o parlamentar.

Benes destacou que Allyson desponta com ampla vantagem nas pesquisas divulgadas até o momento, reflexo de uma aprovação popular que, segundo ele, extrapola os limites de Mossoró. O deputado avalia que o desempenho de Allyson como gestor municipal e sua recondução à Prefeitura, com votação expressiva, são indicativos da força de seu nome em nível estadual.

“O nome do prefeito de Mossoró, nosso colega de União Brasil, tem despontado hoje em todas as pesquisas, com uma expressão popular muito significativa. É uma candidatura que nasce do anseio popular, da opinião pública, sem o direcionamento das lideranças, que até o momento, têm sido muito tímidas em relação à candidatura dele”, observou.

Benes Leocádio também defendeu a necessidade de unidade entre os grupos da direita e centro-direita para fortalecer o projeto de oposição ao governo estadual. Segundo ele, o momento é de convergência, e a consolidação do apoio a Allyson poderia garantir a vitória ainda no primeiro turno.

“O sistema governista já é combatido por toda a opinião pública. Um governo que tem desaprovação nas alturas faz com que qualquer nome, qualquer postulante, já saia forte nesse enfrentamento. Ademais, é torcer para que o grupo do espectro político de centro-direita possa se juntar, se reunir e levar uma candidatura única. Tenho a impressão e expectativa de que é um pleito para decisão em primeiro turno, se Deus quiser”, afirmou.

O parlamentar ponderou, contudo, que caso a unidade não se concretize, o campo oposicionista deve respeitar a disputa democrática e deixar que o eleitorado potiguar defina os rumos no segundo turno.

Ao comentar o cenário para o Senado em 2026, Benes citou nomes que considera competitivos e com reconhecimento popular. Ele destacou o desempenho do senador Styvenson Valentim, com quem mantém boa relação política, e também o nome da senadora Zenaide Maia, que, segundo as pesquisas, surge como forte candidata à reeleição.

“O senador Styvenson Valentim faz um excelente trabalho, tem uma parceria muito forte com os gestores municipais e também uma avaliação positiva junto à opinião pública. A senadora Zenaide, pelo que sinalizam os números, também é uma forte candidata à sua recondução e poderá contar, se Deus quiser, com a simpatia e o entendimento do bloco que tem a pré-candidatura do prefeito Allyson Bezerra ao Governo”, finalizou o deputado.


Compartilhe esse post

CARLA CONFIRMA FILIAÇÃO AO PL E DIZ QUE DECISÃO INDEPENDE DE NINA

  • por
Compartilhe esse post

A deputada federal Carla Dickson (UB) confirmou que será pré-candidata à reeleição pelo Partido Liberal (PL), reforçando seu alinhamento ideológico com a legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador Rogério Marinho, que preside a sigla no Rio Grande do Norte. A parlamentar afirmou que sua escolha se baseia em princípios e na coerência com o discurso político que defende, e não na composição da nominata, mesmo com a possível presença de nomes como Nina Souza (UB), atual secretária municipal de Assistência Social de Natal.

“Sou pré-candidata a deputada federal e vou concorrer pelo PL. A minha decisão em relação ao PL independe de quem for fazer a nominata. Eu não estou presa em quem for compor a nominata.

Eu estou presa ao discurso, à ideologia, ao que eu acredito, aos meus princípios”, declarou Carla.

Anteriormente, a deputada destacou que, ao avaliar uma mudança partidária, considerou tanto a afinidade ideológica quanto os cálculos de proporcionalidade eleitoral. No início das discussões, Carla havia dito que a permanência na federação União Progressista seria inviável em uma nominata que reunisse lideranças como Benes Leocádio, João Maia, Robinson Faria e Nina Souza.

Agora, com a definição de que seu projeto político será pelo PL, a parlamentar afirma que está convicta da escolha.

“A decisão foi amadurecida. O PL é o partido com o qual eu mais me identifico. Tenho uma trajetória pautada por princípios cristãos, pela defesa da família e por uma atuação coerente com o que o partido representa hoje”, pontuou.

Carla Dickson reafirmou apoio ao senador Rogério Marinho, nome do PL que deve liderar a chapa majoritária de oposição ao governo estadual em 2026. Em relação à disputa para o Senado, a deputada disse que ainda está em diálogo com possíveis candidatos, incluindo o presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Babá Pereira, e os senadores Styvenson Valentim e Coronel Hélio Oliveira.

“A majoritária hoje é o senador Rogério Marinho, que faz parte do meu partido. Para o Senado, eu ainda estou conversando. Eu conversei com o Babá Pereira, mas não sei se ele vai manter a candidatura. Eu sou mulher de palavra e disse a ele que, se for candidato, um dos meus votos será dele. O outro voto ainda estou conversando com o Styvenson e o Coronel Hélio”, explicou.

A deputada também confirmou que seu grupo político no Rio Grande do Norte é composto por ela própria e pela deputada estadual Camila Araújo, ambas alinhadas ao campo conservador.

“Na majoritária, estamos com Rogério Marinho. Na proporcional, seguimos com Camila Araújo e nosso grupo, sempre com o mesmo propósito: representar o eleitor conservador potiguar”, afirmou.

Questionada sobre a eleição presidencial de 2026, Carla foi direta: “Para presidente da República, quem for concorrer contra Lula”, resumiu.


Compartilhe esse post

MINEIRO E SARGENTO GONÇALVES BRIGAM EM REUNIÃO DA BANCADA: “MENTIROSO!”

  • por
Compartilhe esse post

Uma reunião da bancada federal do Rio Grande do Norte, realizada em Brasília para tratar de demandas do Consórcio Intermunicipal de Saneamento (Conisa), terminou em embate entre os deputados Fernando Mineiro (PT) e Sargento Gonçalves (PL). A discussão e troca de acusações ocorreu após divergências sobre o corte de recursos da emenda de bancada destinada à Estrada da Produção, que ligará São Tomé a Cerro Corá, no interior do Estado.

Durante o encontro, o debate esquentou quando Mineiro relacionou o corte orçamentário à rejeição, pela maioria da Câmara, de propostas para taxar grandes fortunas, bancos e casas de apostas online, as bets.

“O que temos aqui é um problema de orçamento, porque a maioria não está querendo votar a taxação das grandes fortunas, das bets. É esse o debate central. Nós temos um problema orçamentário no Brasil. Recentemente foi rejeitada a questão das bets, que daria 20 bilhões, por isso a conta não fecha”, disse Mineiro.

Gonçalves rebateu: “Tá faltando com a verdade, viu, Mineiro. Está faltando com a verdade. O governo arrecada três trilhões de reais e vem dizer que a culpa é de quem corta emenda de bancada”. Os dois seguiram com o debate:
Mineiro: “Se quiser debater, eu debato”; Gonçalves: “Sem mentira, aqui não vou aceitar”; Mineiro: “Nem eu, sem fake news, sem fake news”; Gonçalves: “Uma hora esperando para chegar aqui e você mentindo”; Mineiro: “Cheguei para desfazer a sua mentira. Quem faz política em cima de mentira é você. Conhecido no Estado e no Brasil”; Gonçalves: “Vocês que são conhecidos”; Mineiro: “Fique na sua, que você é mentiroso”.

O bate-boca foi registrado em vídeo publicado nas redes sociais. O momento de tensão desviou o foco da reunião, que tinha como objetivo discutir apoio parlamentar às demandas do Conisa, formado por sete municípios da Serra de Santana.

Após o episódio, Mineiro enviou um vídeo ao Diário do RN explicando o contexto da discussão.

Segundo ele, o confronto com o deputado bolsonarista foi “um episódio paralelo” e ocorreu porque Gonçalves teria tentado atribuir ao presidente Lula a responsabilidade pelo corte das emendas. De acordo com Mineiro, o contingenciamento partiu do governo federal, mas a decisão sobre onde aplicar o corte coube à própria bancada do Rio Grande do Norte e foi tomada, segundo ele, “sem reunião formal”, apenas por meio de conversas em um grupo de WhatsApp.

“O corte foi do governo federal, mas a decisão sobre onde cortar foi da bancada, sem ter reunião.

Foi uma decisão via grupo de WhatsApp. Eu fui contra cortar todo o recurso da estrada São Tomé–Cerro Corá e defendi preservar os recursos da saúde, fazendo cortes proporcionais em outras áreas. Mas a maioria decidiu diferente”, relatou o petista.

Mineiro afirmou ainda que o corte atingiu cerca de R$ 15 milhões da obra, restando pouco mais de R$ 7,8 milhões para a execução da estrada, considerada estratégica para integrar as regiões do Potengi e do Seridó. “Eu fico danado quando a política se mistura com fake news e manipulações.

A verdade é essa: houve um corte do governo federal, e a bancada decidiu que esse corte seria sobre a estrada”, afirmou.

“Não podemos admitir que a população seja prejudicada por decisões de A, B ou C. Vou insistir para que a bancada volte a destinar recursos para essa obra essencial ao desenvolvimento do interior potiguar. Então é isso, combater fake news e dizer a verdade sobre os fatos”, concluiu.

Gonçalves acusa Mineiro de distorcer fatos: “mau-caratismo”

O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) reagiu, em vídeo publicado pela 98 FM, às declarações do também deputado Fernando Mineiro (PT) sobre o episódio ocorrido durante reunião da bancada federal do Rio Grande do Norte com prefeitos da região da Serra de Santana.

Sargento Gonçalves criticou a postura de Mineiro e disse que o petista distorceu os fatos.

“O deputado Mineiro, como de fato são os políticos do PT, são mau caráter, sabe? De fato, era uma reunião privada, com sete prefeitos representantes de cidades da Serra de Santana e parte da bancada. Não era nada público. E, infelizmente, ele divulgou o vídeo, querendo lacrar nas redes sociais”, afirmou.

O parlamentar do PL argumenta que o assunto principal da reunião era o apoio à região, mas a discussão sobre a estrada foi introduzida de forma paralela. Ele confirma que houve debate sobre o corte de R$ 12 milhões nas emendas da bancada, mas nega que tenha mentido sobre a origem do problema. “Ele interveio colocando culpa na bancada, dizendo que o corte era culpa da bancada. Mas a verdade é que o corte é consequência de contingenciamento federal”, disse.

Sargento Gonçalves afirmou que sua fala teve como objetivo defender o trabalho coletivo dos parlamentares do Rio Grande do Norte. “Eu saí em defesa da bancada, porque sei o quanto nós temos trabalhado para honrar os compromissos com o Estado. São três ou quatro obras em execução, entre elas a Estrada da Produção. É injusto querer jogar responsabilidade política onde não existe”, completou.


Compartilhe esse post