O empate entre Carlos Eduardo (PSD) e Paulinho Freire (UB), apontado pela pesquisa Datavero/98 FM, é refletido também nas zonas da cidade. Antes liderando em três das quatro áreas de Natal, Carlos Eduardo agora perde a zona Oeste, que passa a ter Paulinho Freire na liderança.
Em toda a Natal, a pesquisa DataVero/98 FM, divulgada pelo Diário do RN nesta terça-feira, 24, traz Carlos Eduardo com 31,90% de intenções de votos; Paulinho Freire com 30,60%; Natália Bonavides (PT) foi citada por 16,70%; Rafael Motta, 3,80%; Heró Bezerra (PRTB), 0,20%; e Nando Poeta (PSTU), 0,20%. Não sabem ou não responderam 3,40% e responderam ‘nenhum’, 13,20%.
Separando por zonas, na parte Leste, reduto eleitoral de Carlos Eduardo, ele tem 45,51% das intenções de votos, enquanto o adversário Paulinho Freire tem 25,75%, diferença de quase 20 pontos. Lá, Natália Bonavides (PT) tem 13,77%.
Na zona Norte, área mais populosa de Natal, a diferença entre os dois candidatos é menor: Carlos Eduardo tem 34,65% e Paulinho Freire 26,14%. Já Natália Bonavides chega a 17,02% e Rafael Motta aparece com 5,17%.
Por outro lado, na Zona Sul, Paulinho segue na liderança e a candidata do PT em segundo na preferência dos eleitores. Na área, Paulinho tem 34,66%, Natália 20,32% e Carlos Eduardo 19,92%.
Na zona Oeste, Paulinho ultrapassou Carlos Eduardo em relação às sondagens anteriores e apresenta agora 35,57%; Carlos Eduardo 31,23% e Natália Bonavides 14,62%.
Bairros de Natal Entre os bairros com citações mais representativas, na Praia do Meio, Carlos Eduardo foi o único citado, com 100% da preferência do eleitorado entrevistado.
Na Ribeira, o ex-prefeito foi também único lembrado, por 66,67%, ante 33,33% de indecisos. Em Areia Preta, o ex-prefeito apresenta uma das maiores vantagens. Carlos Eduardo tem 75%, enquanto Natália Bonavides aparece com 25%. Os demais não foram citados no bairro.
Já no Barro Vermelho, quem lidera é Paulinho, com 66,67%; e Carlos Eduardo tem 25%.
Em Mãe Luiza, a liderança é de Carlos Eduardo, com 63,16%, enquanto Paulinho apresenta 10,53% e Natália Bonavides 5,26%. O bairro mostra um dos maiores índices de indecisos, com 15,79%.
Já no Tirol, Paulinho Freire tem 32,14%, Natália Bonavides 28,57% e Carlos Eduardo fica em 3º, com 25%.
Dos sete bairros da zona Norte, Carlos Eduardo lidera em quatro, Igapó, Lagoa Azul, Nossa Senhora da Apresentação e Pajuçara. Paulinho Freire lidera em três, Potengi, Redinha e Salinas. No Salinas, Paulinho Freire é o único citado, por 50% dos entrevistados. Na Redinha, o candidato do União Brasil tem 30%, Natália Bonavides e Carlos Eduardo, 15%, cada um.
A maior distância entre os candidatos na zona Norte está no Nossa Senhora da Apresentação. Lá, Carlos Eduardo tem 47,44%, Natália Bonavides 21,79% e Paulinho Freire 17,95%.
Na zona Oeste, o Bom Pastor escolhe Paulinho freire por 68%; Natália Bonavides tem 16% e Carlos Eduardo 12%.
Em Cidade Nova, Paulinho tem 50% e Carlos Eduardo 18,75%. Já Natália aparece com 6,25%.
Em Cidade da Esperança, a liderança é de Carlos Eduardo, com 40%, enquanto Paulinho tem, 23,33% e Natália 13%. No bairro, Rafael Motta aparece com 10%.
No bairro Nordeste, Paulinho Freire tem 54,55%. Carlos Eduardo e Rafael Motta 18,18%.
Já Neópolis, na zona Sul, é o único bairro em que Natália Bonavides está na liderança, com 26,19%. Lá, Paulinho Freire tem 23,81%; Carlos Eduardo 16,67% e Rafael Motta 7,14%.
Em Ponta Negra, Carlos Eduardo e Paulinho Freire estão empatados, com 27,03%, cada. Natália Bonavides tem 24,32%.
Em Nova Descoberta, Paulinho fica à frente com 43,33%. Carlos Eduardo tem 13,33% e Natália Bonavides 10%.
Em Candelária, Paulinho tem 53,85%; Carlos Eduardo 23,08% e Natália 3,85%.
A pesquisa DataVero/98 FM ouviu 1.000 pessoas nos dias 21 e 22 de setembro de 2024. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança, 95%. Está registrada no TSE sob o número RN-09969/2024.
Poeta, cientista social, trabalhador da construção civil, fundador do PT em Natal e do PSTU, o candidato a prefeito da capital coloca seu nome à disputa pelo “vínculo com a luta da classe trabalhadora”. Militante da esquerda, Nando Poeta é um dos críticos dos governos do PT e das escolhas do partido em sua trajetória, que, segundo ele, sustenta a política do capital.
Além disso, condena a direita e o espaço à iniciativa privada e grandes empresários, reprovando as propostas das demais candidaturas apresentadas ao Executivo natalenses. O candidato que apresenta chapa puro-sangue com o estudante Tiago Silva (PSTU) como candidato a vice-prefeito, esclarece a visão do partido e apresenta as propostas para os principais gargalos na administração pública natalenses. Leia a sabatina realizada pelo Diário do RN.
Diário do RN – Quem é Nando Poeta? Nando Poeta – Eu sou filho de paraibano, meus pais vieram para cá em busca de trabalho na década de 50, nasci em 1962, tenho 61, pertinho do 62. Desde cedo, fiz edificação, metalurgia, depois mudei. Fui trabalhar na construção civil, trabalhei na construção dos conjuntos habitacionais que era justamente uma intenção de garantir que a população tivesse abrigo em Natal. Entrei na militância na construção do PT entre 1981 e 1982. Fui um dos fundadores aqui, desde o início do PT, junto com minha irmã que foi embora pra São Paulo, e depois disso eu entrei na universidade, comecei a fazer ciências sociais, participei da ocupação da Reitoria de 1984. Em seguida, entrei no Estado, nesse mesmo ano fui trabalhar numa escola lá em Nova Natal, inclusive no mesmo local onde eu ajudei a construir o conjunto. Fui ensinar na época as disciplinas que a ditadura impôs no currículo, que foi OSPB, Educação Moral e Cívica. E aí fui para o movimento sindical, entrei no Sindicato dos Trabalhadores da educação fui diretor durante três gestões, fui da CUT, depois em 1992 fomos expulsos do PT, porque a gente queria o Fora Collor e o PT na época não queria. Desautorizou os militantes a fazer a campanha do fora Collor, inclusive no Congresso em 1991, eles desautorizaram os militantes a fazerem a campanha e em seguida fomos expulsos, em maio de noventa e dois. O PT só foi decidir pelo fora Collor em julho de 1992.
É tanto que a campanha ficou conhecida como Os Caras Pintadas, porque a juventude que era na época dirigida pelo PCdoB na UNE, fez a campanha, mas o PT da CUT não fez, mas mesmo assim a gente rompeu com esse silêncio e continuamos a campanha. Logo em seguida e com todos aqueles que foram expulsos discutimos a necessidade de construir um novo partido. Em 1994, fundamos o PSTU. E estamos até hoje.
Diário do RN – Quais as principais propostas e a motivação da sua candidatura? Nando Poeta – A motivação da nossa candidatura do Partido Socialista era justamente buscar num processo eleitoral apresentar uma proposta distinta do que está aí, porque o que a gente percebe que nas eleições tem se repetido determinadas alianças, propostas que são levantadas durante a campanha e que não são realizadas, são abandonadas, são esquecidas e a gente achou que o PSTU, por ter essa esse vínculo com a luta da classe trabalhadora e socialista e não ter abandonado essa caminhada, achávamos que era importante que nessas eleições, inclusive aqui, tivesse a nossa candidatura, do PSTU.
Diário do RN – Como é que você avalia a imagem que se tem da esquerda? Muita coisa projetada é que a esquerda é defensora do aborto, da legalização de drogas, da invasão de terras, invasão de propriedade. Isso é verdade ou há uma distorção na imagem que as pessoas têm da esquerda? Nando Poeta – Primeiro, a imagem que distorce a esquerda foi o fato de muitos setores da esquerda terem chegado ao poder e ao chegar ao poder se distanciaram do programa que defendia, das ideias que defendíamos. O PT, ao chegar ao poder, virou uma situação. Nós estamos acompanhando agora o debate do arcabouço fiscal, que foi aprovado a mando do governo Lula no Congresso Nacional. Uma proposta que limitou inclusive os recursos pra serem investidos nas políticas sociais. Então, essa política aí levou a esquerda a ficar mal visto e se distanciando da sua base original que deu sustentação. Termina manchando o papel que a esquerda histórica tem de defender intransigentemente o interesse da classe trabalhadora.
Diário do RN – Natália é esquerda? Nando Poeta – Hoje a gente diz que o PT é um partido que se distanciou da esquerda. É um gestor do capitalismo, aplica a política do capital. Vocês viram aí na câmara as mesmas propostas defendidas por partidos de direita, são defendidas pelo PT. O debate das creches. Todos eles defendem a compra de vaga. E já é uma proposta que veio de Lula comprar vaga nas universidades privadas. Então, se confunde muito hoje.
Diário do RN – Nós estamos aí com candidaturas claramente definidas. Paulinho e o União Brasil você coloca como centro, mais centro direita; Carlos Eduardo pra centro, centro esquerda; Natália, esquerda; Rafael também se coloca às vezes como centro-esquerda, mas já esteve no governo da direita. Qual é a diferença de Nando Poeta? Nando Poeta – A gente vê que todas essas candidaturas estão dentro do mesmo ciclo. O União Brasil está dentro do Governo Federal, tem três ministérios. Você vê o partido de Carlos Eduardo, também dentro desse mesmo arco e viu que foi o candidato a senado do PT na eleição passada e na anterior tinha sido de Bolsonaro. O PT tem o vice do PV, o PV governou Natal. Então, a gente vê que é um círculo entre eles. E a maioria deles são parlamentares. No caso, Carlos Eduardo é ex-prefeito. Então nós somos a única candidatura que está fora desse arco. Porque a gente quer estar. Porque fomos procurados. A própria Natália no ato da candidatura procurou para ver a possibilidade de conversar. Nós não temos o que conversar.
Nando Poeta defende redução do salário do prefeito, secretários e vereadores
Candidato do PSTU afirma que limite prudencial em Natal é “uma farsa”, que impede direitos e reajuste de servidores
Diário do RN – A propaganda eleitoral de Paulinho Freire está dizendo que Carlos Eduardo é o plano B do PT e aí cita a contextualização disso. Você concorda? Nando Poeta – Eu estou vendo muitos ataques no guia eleitoral, inclusive afirmações desse tipo. O questionamento a Carlos Eduardo eu fico lembrando, mas Paulinho Freire foi seis vezes presidente da Câmara. Provavelmente passou por governo de Carlos Eduardo e deu suporte a Carlos Eduardo, porque geralmente os presidentes das câmaras estão bem abraçados, são aliados ao prefeito. Aqui não foi diferente. Então eu acho que é um plano do PT também, porque se fizer Carlos Eduardo e Paulinho Freire provavelmente o PT vai abraçar o seu ex-senador da campanha passada.
Diário do RN – Qual a solução do seu partido com relação a esse setor de transporte? Diário do RN – O transporte, nós discutimos a necessidade de construir uma empresa pública de transporte, estatizar. E interligar toda a mobilidade com trem, exigir do governo federal aumento da malha ferroviária, exigir do governo federal descruze os braços. Então, construir esse polo, incentivar e investir na construção de novos transportes, aí estavam escutando a rádio logo cedo e uma das reclamações grandes é justamente que a qualidade do transporte é péssima em Natal. No Brasil inteiro, mas em Natal a situação é pior.
Diário do RN – Por que você acha que nesses 30 anos nenhum prefeito conseguiu fazer a licitação? Nando Poeta – Porque deixou tudo na mão dos empresários, apesar de ser a concessão pública, você deixou na mão dos empresários. É igual colocar uma raposa dentro de um galinheiro, a gente sabe o que vai acontecer.
Diário do RN – Mas a licitação iria legalizar a presença dos empresários do setor de transporte, por que ela nunca acontece? Nando Poeta – Os empresários tiveram uma licitação, deu deserta, não aceitou. Eu acho que às vezes a gente tem que estar atento pelo fato desse setor não ter o controle do município, deixou muito na mão do Seturn, que a gente disse que é uma máfia, uma máfia do transporte aqui dentro de Natal, como na maioria do Brasil. Nós temos hoje várias empresas que são devedoras do município. São devedoras inclusive do Estado. São mais de 160 milhões, só no município, são 49 milhões. Como é que essas empresas vão participar de uma licitação? Pode? É possível que essas empresas que são devedoras participem? Com certeza vão ter o direito de participar. Então, tinha que mudar tudo isso.
Diário do RN – Um assunto que foi tema de muita discussão e alguns já deram até a solução. Qual é a solução de Nando Poeta para a falta de vagas nas creches? Nando Poeta – Como eu falei, dinheiro público na rede pública. A primeira coisa seria justamente ampliar os que já existem, dando mais condições, construir novos, vendo e percebendo quais regiões tem a carência maior. Não pode ficar nessa situação que está e não vai resolver a compra de vagas, como não resolveu no Brasil inteiro. Está aí a maior parte da população fora das universidades e com compra de vagas.
Diário do RN – O senhor concorda com a parceria público privada para resolver a falta de vagas nas creches? Nando Poeta – Não resolve, que é uma forma de privatização que foi criada por Lula em 2004, faz 20 anos agora e não resolve o problema da prestação, está aí o mercado da Redinha, está aqui o Sandoval, que são prédios que se investiu dinheiro público, preparou todo o terreno depois você entrega de mão beijada, como as rodovias, como os aeroportos, todos têm essa política pública e privada e não resolve o problema.
Diário do RN – O PSTU tem de certa forma certos conflitos com a iniciativa privada. O turismo ele é a mola mestra da economia de Natal, considerado a indústria sem chaminé. Como estimular, incentivar o turismo, sendo que os parceiros todos desse universo turístico são parceiros privados? Nando Poeta – Sobre a iniciativa privada, para a gente ter, por exemplo, a gente vê que 83% de CNPJs são de empresas de que tem de zero a 09 trabalhadores pequenos proprietários. Um governo como o nosso não acaba esses pequenos proprietários, esses pequenos comércios e iniciativas, elas existem. O que precisa, inclusive, é ter políticas para incentivo que não têm hoje.
Você praticamente não tem isenção. Não tem subsídio. Tem, por exemplo, uma empresa têxtil que domina, que tem três que estão nas listas mais ricos do Brasil, mas tem subsídio para empresas como essa, ou empresa de construção civil, umas dez mais ricas em Natal, tem subsídios. Ou empresa de combustível onde tem um potiguar que é um dos donos que é um dos mais ricos do Brasil, existe facilidade para esses tipos de empresa. O pequeno não tem. Então, nós vamos olhar para a questão do turismo como a mesma coisa, você vê quem potencializa o turismo hoje. São pequenos negócios. A grande maioria são pequenos negócios.
Nando Poeta – Como é que está hoje a relação de folha salarial com receita em relação a prefeitura de Natal? Diário do RN – Olha em 2023 eles dizem muito que chegou o limite prudencial, mas não chegou. É uma farsa. Um estudo que a gente fez mostra que eles atingiram 43% e limite de alerta é 48%. O limite prudencial é 51%. Limite o limite máximo é 54%. Então, está muito longe do que eles disseram que estava ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal. Então, tinha uma margem muito grande para dar um aumento do funcionário, para garantir o piso da enfermagem, para garantir o piso dos profissionais da educação, que não foi respeitado, então, não teria uma mágica.
Diário do RN – Com Nando Poeta prefeito, os servidores teriam um aumento salarial logo de cara? Nando Poeta – Em relação ao salário, ia mudar muito. Nós estamos defendendo inclusive a redução de salário dos políticos. Aqueles que ganham muito. Do prefeito, os secretários, os vereadores, que têm salário muito acima da média de que um trabalhador deveria ganhar. Então, é uma primeira iniciativa que a gente faria e evidentemente é movimentando os planos de carreira dessa categoria. Se você movimenta os planos de carreira da categoria, por exemplo, um professor que tem uma média de 4 mil reais no município, se tivesse o plano de carreira sendo aplicado e reajuste vamos dizer que chega aos dez, pela progressão. Só que não são aplicados, isso é aqui é no Estado e em nível federal, os funcionários sofrem com seus planos de carreira não sendo respeitados. Mas quando você chega numa situação como essa a grande justificativa dos gestores é isso. Quando você eleva a folha se a receita não for na mesma intensidade você vai chocar e conflitar com a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Diário do RN – Como resolver essa situação? Nando Poeta – Essa Lei de Responsabilidade Fiscal só existe quando a situação é favorável ao trabalhador. Aí ele diz, não tem dinheiro.
Diário do RN – O senhor falou de montar uma empresa pública de transporte. E está se falando em tarifa zero. Seria uma empresa pública a tarifa zero? Nando Poeta – Claro. Teria mais condições de garantir a tarifa zero. Sendo inclusive o serviço fornecido. Como o SUS é. Você não paga para tomar uma vacina. Você não paga para entrar dentro de uma escola pública, transporte também poderia ter essa tarifa zero. A partir dos recursos públicos sendo investidos numa empresa pública. Teria muito mais condições. Em algumas cidades já existe tarifa zero. Não é uma inovação nossa e não é uma bandeira socialista. Você vê até o Paulinho está falando, só que é de boca para fora. Ele foi de seis vezes presidente na Câmara e quando a gente tinha um mandato apresentou o passe livre e foram contra.
Diário do RN – E por que votar em Nando? Nando Poeta – Porque levanta uma bandeira socialista, levanta uma bandeira de transformação e levanta uma bandeira histórica de não se vender. Nós não estamos à venda. Nós estamos intransigentemente na luta por defender os interesses da classe trabalhadora. Então a turma pode confiar, porque se a gente quisesse se vender já tinha vendido.
Um evento que aconteceu no último final de semana, no Clube Albatroz, em Natal reuniu o candidato a vereador de Natal e presidente do MDB, Julio Protásio (MDB), e o candidato a prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PSD). O denominado “Encontro dos amigos”, conforme as redes sociais, unia bandeiras do candidato a prefeito e do candidato a vereador, e deixou clara a decisão do dirigente municipal do MDB pelo apoio ao ex-prefeito na busca pelo quinto mandato na Prefeitura de Natal. A esposa de Protásio, vereadora Ana Paula Araújo (MDB), e o também postulante à Câmara de Natal pelo MDB, Araken Farias, decidiram igualmente apoiar o candidato do PSD na majoritária.
Apesar da decisão, o MDB é parte do arco de alianças em torno da candidatura de Natália Bonavides (PT) ao mesmo cargo. Só que o diretório municipal do partido em Natal decidiu, por conta própria, liberar seus filiados para seguirem outros rumos.
Mesmo assim, e apesar do caminho oposto ao da candidatura que vem sendo trabalhada pela aliança, o diretório estadual decidiu por não atuar contra a decisão do MDB Natal. Através da assessoria de imprensa, o MDB estadual esclareceu ao Diário do RN que a decisão do diretório municipal aconteceu “à revelia do diretório estadual, que reafirma a composição de aliança com Natália Bonavides”.
“O Diretório Estadual não vai intervir nessa questão. Mesmo o diretório estadual não tendo participação nessa decisão, foi uma decisão realmente só do diretório municipal, mas a direção estadual continua apoiando a candidata Natália”, informou o partido do vice-governador Walter Alves, presidente do MDB no RN, através da assessoria de imprensa.
Protásio, que tem um passado de alianças com Carlos Eduardo, já mostrava aval para que o MDB comandado por ele seguisse outro rumo ainda na pré-campanha. No dia 22 de junho, ele foi visto publicamente em evento de lançamento de pré-candidatura de um candidato do partido com a presença de Carlos Eduardo. Na ocasião, no entanto, não admitia apoio ao candidato opositor e garantia seguir a aliança do presidente Walter Alves. Segundo ele, a sua presença se deu por apoio aos candidatos do MDB que decidiram seguir Carlos Eduardo.
“O MDB possui uma nominata plural em toda Natal. Em uma reunião recente, a deputada federal Natália conversou com 40 pré-candidatos do MDB. Alguns pré-candidatos do MDB, por pauta ideológica ou conservadora, optaram pelo pré-candidato Carlos Eduardo. Por isso, o presidente do PSD e eu, como presidente do MDB, estivemos presentes no evento de Luiz Ribeiro, por convite feito pelo pré-candidato”, explicou ao Diário do RN na ocasião.
Agora, o candidato não retornou o contato feito pela reportagem para falar sobre o assunto.
Eribaldo Medeiros Além da vereadora Ana Paula Araújo (MDB), Carlos Eduardo tem a adesão também do vereador Eribaldo Medeiros (Rede). No início da corrida eleitoral, o ex-prefeito tinha o apoio oficial somente do vereador Luciano Nascimento (PSD), entre os 29 parlamentares que compõem a Câmara Municipal de Natal.
Eribaldo Medeiros, filiado à Rede Sustentatibilidade, que compõe apoio à candidatura do PT, também decidiu seguir decisão própria e não fazer campanha para Natália Bonavides.
“Desde o início eu estou com Carlos Eduardo, tendo em vista que nosso partido não tem candidato próprio. É o que eu vejo que é o melhor pra Natal. Eu tenho eu tenho uma amizade muito boa, tanto com Natália, como com como Paulinho Freire, mas eu vejo que Carlos Eduardo fez uma boa gestão, é bom de diálogo”, afirma o candidato à reeleição ao Diário do RN.
No caso da decisão de Eribaldo, a aliança da Federação PSOL-Rede não foi homologada junto ao TRE. Então, diferentemente do caso do MDB, não há chance de se incidir em infidelidade partidária. “Há um acordo de forma verbal em apoio a Natália, mas juridicamente não. Então, não tem problema de infidelidade partidária. Zero chance”, diz o vereador, que acredita na vitória de Carlos Eduardo.
“Tenho visto que uma campanha muito difícil não só pra Carlos, como pra Natália, como também pra Paulinho Freire. Eu não acredito em segundo turno. Acredito que seja primeiro turno, mas há possibilidade do segundo turno. Nós enxergamos isso. Nas pesquisas, nós estamos vendo que há o segundo turno, mas nas ruas não. É o meu
A nova pesquisa DataVero/98 FM, realizada nos dias 21 e 22 de setembro, entrevistou os natalenses sobre as intenções de votos a vereador. Os 10 mais citados são vereadores de mandato.
Ériko Jácome, presidente da Câmara de Natal, foi citado por 2,6% dos eleitores; Herberth Sena, vereador mais votado da eleição 2020, tem 2,2% das intenções de votos; Aldo Clemente tem 2%; o vereador Raniere Barbosa, 1,6%.
Os vereadores Aroldo Alves, Hermes Câmara, Nina Souza e Preto Aquino têm 1,5%, cada um. Os parlamentares Camila Araújo e Felipe Alves têm 1,2%, cada.
Quando é feito o cruzamento entre as intenções de votos a vereador e a prefeito, nem sempre a escolha dos eleitores corresponde ao apoio definido pelos candidatos.
Dos eleitores de Herberth Sena, por exemplo, que é vereador do PV que compõe Federação com PT e PCdoB, a maioria dos eleitores afirma que vai votar em Carlos Eduardo, do PSD (54,55%).
Natália Bonavides, candidata apoiada por Heberth, tem 18,18%, assim como Paulinho Freire.
Dos que afirmam votar no candidato à reeleição Raniere Barbosa, 43,75% declaram voto em Carlos Eduardo e 37,50% em Paulinho Freire. Raniere Barbosa é do União Brasil, partido de Paulinho Freire.
A vereadora Nina Souza, do União Brasil, companheira do candidato Paulinho Freire, ainda tem 26,67% dos seus eleitores que afirmam votar em Carlos Eduardo. A maioria, no entanto, declara voto em Paulinho Freire (46,67%).
Dos que votam em Ériko Jácome, 46,15% escolhe Paulinho Freire, seguindo o apoio do vereador, e outros 26,92% votam em Carlos Eduardo.
Entre os eleitores do vereador Daniel Valença, do PT, 66,67% afirmam voto na candidata do partido, Natália Bonavides. Rafael Motta e Carlos Eduardo teriam 11,11%, cada um.
Dos que afirmam votar em Luciano Nascimento, vereador do PSD e apoiador de Carlos Eduardo, 77,78% declaram votar no ex-prefeito. Ainda há 11,11% que dizem votar em Paulinho.
A pesquisa DataVero/98 FM ouviu 1.000 pessoas nos dias 21 e 22 de setembro de 2024. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança, 95%. Está registrada no TSE sob o número RN-09969/2024.
A nova rodada da pesquisa DataVero/98 FM de intenções de votos em Natal mostra o crescimento de cerca de 10 pontos percentuais do candidato Paulinho Freire (UB) e o empate com Carlos Eduardo (PSD). O ex-prefeito, que chegou a liderar com mais de 30 pontos, agora tem um ponto de vantagem em relação ao adversário. Os números refletem o quadro a duas semanas da eleição e após 20 dias de propaganda eleitoral no rádio e na TV, além da realização de três debates eleitorais, sem a presença do candidato que busca o 5º mandato.
Na estimulada, Carlos Eduardo aparece com 31,90% de intenções de votos; Paulinho Freire tem 30,60%; Natália Bonavides (PT) foi citada por 16,70%; Rafael Motta, 3,80%; Heró Bezerra (PRTB), 0,20%; e Nando Poeta (PSTU), 0,20%. Não sabem ou não responderam 3,40% e responderam ‘nenhum’, 13,20%.
Em relação às duas pesquisas anteriores realizadas pelo Instituto DataVero, Carlos Eduardo perdeu oito pontos percentuais. Na sondagem dos dias 26 e 27 de agosto, o ex-prefeito tinha 39,90% de intenções de votos; em 07 e 08 de setembro caiu para 33%; e agora aparece com 31,90%.
Já Paulinho Freire cresceu pouco mais de 10 pontos: no final de agosto apareceu com 19,8%; no começo de setembro subiu para 22,60%; e agora tem 30,60%. Natália Bonavides teve crescimento, embora permaneça em terceiro. Na pesquisa do final de agosto, a candidata tinha 13,30%; subiu para 14,60% no começo de setembro; e agora tem 16,70% de intenções de votos.
O crescimento de Paulinho e de Natália é proporcional ao declínio de Carlos Eduardo nas duas últimas pesquisas e da redução do número de indecisos da última sondagem para cá. O número de quem não sabia em quem votar, comparadas as últimas pesquisas, subiu e, em seguida, voltou a cair. Em 26 e 27 de agosto, 6,30% estavam indecisos; o número cresceu para 11,10% em 07 e 08 de setembro; voltando a cair para 3,40%, atualmente.
Espontânea Na pesquisa espontânea, o nome de Paulinho Freire (UB) aparece, pela primeira vez, como o mais citado. A espontânea não apresenta nomes dos candidatos aos entrevistados, que citam o primeiro que vem à mente.
Paulinho Freire foi citado por 23,10% dos natalenses; Carlos Eduardo por 18,40%; Natália Bonavides por 10,60%; Rafael Motta foi lembrado por 1,40%; Heró citado por 0,10%. Não souberam responder 30,40% e responderam ‘nenhum’ 16%.
Rejeição Em relação à rejeição, Natália Bonavides foi citada por 29,70%, aparecendo como a mais rejeitada; Paulinho Freire vem em segundo, com 19,80% de rejeição; Carlos Eduardo aparece com 12,40%; Rafael Motta tem 5,10% de rejeição; Heró tem 2,60% e Nando Poeta 1,70%.
Responderam votar em todos, ou seja, não rejeitam nenhum, 3,10%; não votariam em nenhum, rejeitando todos, 16,40% dos entrevistados; e não souberam responder 9,20%.
2º turno Nas simulações de 2º turno entre Carlos Eduardo e Paulinho Freire, o ex-prefeito teria 42,90% das intenções de votos e o ex-presidente da Câmara 36,40%.
Num possível 2º turno entre Carlos Eduardo e Natália Bonavides, o candidato do PSD teria 45,20% das intenções de votos e a candidata do PT teria 25,60%.
A pesquisa DataVero/98 FM ouviu 1.000 pessoas nos dias 21 e 22 de setembro de 2024. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança, 95%. Está registrada no TSE sob o número RN-09969/2024.
A nova rodada da pesquisa Datavero/98 FM, que foi divulgada nesta segunda-feira, 23, no programa Repórter 98, avaliou as gestões municipal, estadual e federal. Além disso, cruzou as intenções de votos dos eleitores que aprovam e desaprovam cada uma das gestões.
Em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o número entre os que aprovam e desaprovam aparece tecnicamente empatado, com a desaprovação à frente. Dos entrevistados, 44,60% desaprovam a gestão de Lula; 43,40% desaprovam e 12% não sabem ou não responderam.
Em relação ao governo Fátima Bezerra (PT), 64,60% dos natalenses desaprovam; 26,80% aprovam e 8,60% não sabem ou não responderam.
Já 49,70% desaprovam a gestão do prefeito Álvaro Dias (Republicanos); outros 37,30% aprovam o gestor municipal; e 13% não sabem ou não responderam.
Avaliação das gestões e intenções de votos No cruzamento de dados entre os entrevistados que aprovam e desaprovam as gestões e suas intenções de votos à Prefeitura de Natal, a pesquisa DataVero/98 FM reflete a alteração da escolha dos eleitores ao longo das últimas semanas, após o início da propaganda no rádio e na TV.
A candidata Natália Bonavides (PT), tem conseguido tirar de Carlos Eduardo os eleitores que aprovam o governo Lula. Na pesquisa realizada nos dias 26 e 27 de agosto, a candidata do PT tinha 20,38% das intenções de votos destes entrevistados; já na sondagem dos dias 7 e 8 de setembro, 27,06% disseram votar nela; agora, o percentual cresceu para 30,18% dos que aprovam Lula. Enquanto Carlos Eduardo tinha 46,15% das intenções de votos dos eleitores de Lula em agosto; caiu para 39,96% em setembro; e agora tem 39,40%.
Já dos que desaprovam Lula, quase metade afirma que vai votar em Paulinho Freire (UB), o que indica que o candidato está conseguindo captar o voto do eleitor anti-PT. Parte desta faixa do eleitorado migrou de Carlos Eduardo e definiu voto no postulante do União Brasil, que tem o PL, partido de Bolsonaro, na aliança.
Em agosto, Paulinho Freire tinha 27,89% dos eleitores que desaprovam Lula; em setembro, o percentual cresceu para 35,04%; agora, esse número está em 49,10%. Já Carlos Eduardo, no final de agosto, tinha 33,67% das intenções de votos desses eleitores; em setembro, caiu para 26,76%; indo para 25,11% na pesquisa atual. Nesta faixa, o número de pessoas que afirmavam votar em nenhum dos candidatos também teve alterações significativas. De 19,85% em agosto, o percentual caiu para 14,13% na pesquisa atual.
Aprovação e desaprovação de Fátima
Entre os eleitores que aprovam a gestão de Fátima Bezerra, Carlos Eduardo também perdeu pontos e Natália Bonavides cresceu, o que demonstra o entendimento do eleitor sobre a candidata que representa o PT da governadora do Estado.
Natália tinha 29,41% das intenções de votos destes eleitores em agosto; em setembro passou para 31% e agora tem 33,96% dos votos de quem aprova Fátima. Destes entrevistados, 46,64% diziam votar em Carlos Eduardo em agosto; no começo de setembro, o percentual caiu para 41%; e na pesquisa atual, o ex-prefeito tem 39,18%.
Já dos que desaprovam Fátima Bezerra, que tendem a ser anti-PT, vêm aumentando as intenções de votos em Paulinho Freire, candidato que representa a direita em Natal. Em agosto, 24,89% diziam votar em Paulinho; este número cresceu para 29,44% em setembro; e agora está em 39,32%.
Nesta faixa, Carlos Eduardo também perde. No final de agosto, 38,36% destes eleitores declaravam voto no ex-prefeito; já no começo de setembro as intenções de votos caíram para 30,12%; e agora está em 28,95%.
Aprovação e desaprovação de Álvaro Dias
Entre os entrevistados que aprovam Álvaro Dias, Paulinho Freire também cresceu e Carlos Eduardo caiu, o que demonstra a consolidação do ex-presidente da Câmara como o candidato do prefeito.
Dentro desta faixa de eleitorado, Paulinho Freire tinha 30,95% das intenções de votos em agosto; no começo de setembro subiu para 34,75%; saltando para 48,53% atualmente. Já Carlos Eduardo, que apresentou 42,38% em agosto, caiu para 37,14% no começo de setembro; reduzindo para 29,76% na pesquisa atual.
Dos eleitores que desaprovam a gestão Álvaro, a maioria vota em Carlos Eduardo e em Natália Bonavides. O ex-prefeito, no final de agosto, tinha 39,13% destes eleitores; no começo de setembro passou a 31,24%; e agora tem 33,60%. Já a candidata do PT tinha 16,36% nesta faixa de eleitorado em agosto; subiu para 22,64% no início de setembro e agora tem 23,54% dos eleitores que não aprovam a gestão municipal.
Nesta faixa, Paulinho Freire ainda cresceu. Saltou de 12,42% em agosto; para 14,26% em setembro; e 19,11% na sondagem atual.
A pesquisa DataVero/98 FM ouviu 1.000 pessoas nos dias 21 e 22 de setembro de 2024. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança, 95%. Está registrada no TSE sob o número RN-
A candidata a prefeita de Parnamirim, Nilda Cruz (SD), deverá ter baixa entre os votos dentro da sua própria família. Sebastião Feliciano Cruz, marido da candidata, não poderá votar na esposa por perda dos direitos políticos advinda de condenação judicial pela prática de tortura. O policial militar condenado em 2010, teve pena revisada no Tribunal de Justiça do RN, mas o processo ainda não é concluso, o direito de votar continua suspenso e pode não ser modificado até o próximo dia 6 de outubro, dia da eleição.
O policial militar teve condenação proferida no dia 04 de fevereiro de 2010, no processo nº 155.05.000229-9, de acordo com decisão da juíza Ana Claudia Braga de Oliveira. A pena foi fixada em 5 anos e 8 meses de reclusão, perda de cargo público de policial militar e interdição do exercício do cargo por 11 anos e 4 meses, com direito de apelar em liberdade.
De acordo com a magistrada, acatando denúncia da Promotoria de Justiça, a tortura cometida contra um preso nas dependências da Delegacia de Polícia da cidade de São Tomé, quando estava em serviço em 31 de dezembro de 2004, com um bastão de madeira, aconteceu em circunstâncias que se utilizaram da fragilidade da vítima e desrespeitando a dignidade da vítima.
A autora da sentença, observa, na decisão, que a personalidade do policial é voltada para a “perversidade” e motivos “egoísticos”. Embora a juíza observe, na decisão, que a conduta de Sebastião seja de bom convívio social e que o comportamento da vítima tenha contribuído para o crime, por ter “despertado a ira” do policial, a lesão corporal teve natureza grave, resultando, portanto, na pena.
A magistrada determinou, ainda, oficiar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), para o cumprimento da decisão da perda de direitos políticos, privando o marido da atual candidata Nilda do direito de votar.
Já no processo nº 2013.009310-8, Sebastião pediu a Revisão Criminal da sentença, o que foi acatado pelo Tribunal de Justiça (TJRN), em dezembro de 2013. De acordo com o Acórdão, o policial foi absolvido da acusação do crime de tortura por maioria de votos. A decisão, entretanto, ao chegar à 3ª instância, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), foi devolvida para nova revisão no TJRN.
Neste período, em 2022, Sebastião entrou, no TRE-RN com o Mandado de Segurança nº 0601563-47.2022.6.20.0000 com pedido de liminar para restabelecimento dos direitos políticos e o desbloqueio do seu título de eleitor. Naquele ano, Nilda foi candidata a deputada federal.
Ele alegou a decisão decorrente da Revisão Criminal no TJ, que o reconduziu ao cargo público, incluindo promoção na carreira, mesmo tendo ainda o impedimento do direito de votar. O juiz Fernando de Araújo Jales Costa, no entanto, negou o pedido, explicitando em sua justificativa que a Revisão não está transitada em julgado e que, no momento, não é de competência do juízo eleitoral pelo retorno dos direitos políticos do réu.
Até a eleição, no próximo dia 6 de outubro, há possibilidade de que o policial militar tenha sentença favorável no TJRN, já que o Ministério Público do Rio Grande do Norte já opinou pela prescrição do processo. Já o restabelecimento dos direitos e desbloqueio do título de eleitor podem não acontecer a tempo, já que não são automáticos e precisam ser requeridos à Corte Eleitoral.
O candidato a vice-prefeito de Natal, Milklei Leite (PV), que compõe chapa com Natália Bonavides (PT), é convicto na análise sobre a campanha eleitoral na capital a 17 dias da eleição: “Eu e Natália vamos para o segundo turno. Nós já estamos. Será contra Carlos Eduardo (PSD)”. O vereador do PV conversou com a reportagem do Diário do RN sobre o período de campanha eleitoral, nesta quinta-feira, 19.
Ele explica que, ao pedir votos à população, durante as movimentações eleitorais, as pessoas relacionam o número 13, do Partido dos Trabalhadores de Natália Bonavides, ao presidente Lula.
Milklei assegura que a presença do presidente em Natal no palanque de Natália vai garantir a passagem da chapa para o 2º turno da disputa.
“As pessoas têm pedido isso nas ruas: ‘quando é que o Lula vem, quando é que o Lula vem?’ Têm pedido Lula. Com certeza vai fazer uma diferença. Acredito que o Lula complementa. Nós já estamos no segundo turno. Lula garante, vamos dizer assim. A gente já está, mas ele garante”, avalia o candidato.
O PT de Natal e a campanha de Natália Bonavides têm articulado a presença do presidente da República como possibilidade de alavancar a candidatura do PT em Natal. A promessa da própria candidata é que ele esteja presente na reta final da campanha, embora ainda não haja confirmação, nem data definida.
Após o início da propaganda e dos debates, Milklei ressalta que tem sentido a diferença da receptividade das pessoas nas ruas, demonstrando que conhecem o “preparo” da candidata da Federação (PT-PV-PCdoB) para exercer o cargo de prefeita.
“Eu e Natália merecemos o 2º turno, porque nós temos as melhores propostas, nosso plano de governo está bem elaborado, dentro da questão do transporte, que é um calo na vida das pessoas.
Tanto que eu complemento a (candidata a) prefeita, porque eu tenho uma vivência nessa comunidade. Sou motorista e escuto há 25 anos as pessoas reclamarem pelos mesmos problemas de antigamente e os mesmos candidatos de antigamente são os de hoje. Então, as coisas não mudaram muito e as pessoas precisam de pessoas novas na política”, avalia.
Prefeitura na Zona Norte Milklei Leite defende que, além da área do transporte público, ele também complementa a chapa em ter a zona Norte, “área que mais sofre”, como reduto eleitoral. Segundo ele, a proposta do adversário Rafael Motta (Avante) de instalar a prefeitura na região surgiu depois da proposta feita anteriormente por Natália Bonavides.
“Na verdade, a campanha de Rafael colocou isso depois que ela tinha colocado, mas ele não tem essa inserção na zona Norte não. Ele prometer é um direito dele, lógico, mas ele não tem capilaridade na Zona Norte para falar algo, porque ele não tem trabalho na Nona Norte. Quem colocou foi a gente primeiro”, afirma ele, pontuando que a prefeitura na área da cidade foi uma das condições colocadas para que ele aceitasse o convite para vice-prefeito.
O vereador criticou, ainda, a disputa judicial que vem acontecendo entre os candidatos no âmbito da Justiça Eleitoral. Os principais embates acontecem entre Carlos Eduardo e Paulinho Freire (UB), embora Natália também esteja inserida em algumas representações e ações judiciais, que é usual em campanhas políticas.
“Eu vejo com tristeza porque eu acho que a população, independente de qual seja o candidato, tem que ver proposta, quer ver pessoas que façam aquilo que não foi feito há décadas, então não é o tipo de política que eu, que Milklei gosta. Eu gosto de ir para a luta, de fazer as coisas acontecerem e mudar proposta para realidade. Entrei para a política por causa disso”, finaliza.
“Com o quadro atual de candidaturas e as projeções estatísticas, é certo que tenhamos um segundo turno em Natal”, analisa o candidato a prefeito de Natal, Rafael Motta (Avante), em conversa com o Diário do RN. “Estamos preparados para qualquer cenário e, se isso se confirmar, vamos continuar levando nossas propostas com o mesmo entusiasmo e compromisso de sempre.
O mais importante é garantir que o eleitor tenha clareza sobre as opções que têm diante de si nesta eleição que são apenas duas: de um lado candidatos que representam o atraso em que Natal se encontra e, de outro lado, a nossa candidatura que representa o futuro de avanços e modernização em todas as áreas que Natal tanto precisa”, complementa.
O candidato Rafael Motta tem permanecido em quarta colocação em séries de pesquisas eleitorais. Entretanto, considera que toda eleição “carrega um certo grau de imprevisibilidade” e os indecisos são o foco do diálogo que afirma estar implementando nas ruas. Na última pesquisa DataVero, realizada em 7 e 8 de setembro, o número de eleitores que não sabem em quem votar em Natal está em cerca de 11% (05352/2024).
“Sabemos que ainda há muitos indecisos, e por isso, seguimos intensificando nossa presença nas ruas e dialogando com a população para mostrar nossas propostas de mudança e inovação para Natal. Mas, ao mesmo tempo, estamos confiantes no caminho que traçamos e no crescimento que nossa campanha tem mostrado. A resposta dos eleitores é positiva, e isso nos dá segurança para acreditar em uma vitória possível”, ressalta.
Questionado, ele prefere não apontar os adversários: “Não estamos aqui para atacar nenhum candidato diretamente”. Entretanto, fala sobre os problemas da cidade deixados pelas gestões que já passaram pelo Executivo Municipal. “Eu acredito que o maior adversário que enfrentamos não é um candidato específico, mas sim o descaso com que Natal foi tratada ao longo dos anos. O fato de termos perdido posição para outras capitais vizinhas, como João Pessoa, sobretudo na geração de empregos no turismo. De igual forma as tantas obras inacabadas, como a pontede Igapó, a drenagem da avenida Jerônimo Câmara, e a falta de investimento adequado em saúde e educação, representa o verdadeiro desafio que nossa cidade enfrenta”.
Ele alega que o povo de Natal tem se mostrado engajado nesta eleição e consciente dos problemas da cidade. Ele se coloca como única alternativa que tem um projeto realista e consistente. “Vejo que existe uma insatisfação com a política tradicional, e muitos eleitores estão cansados de gestões passadas que deixaram grandes problemas sem solução. Nossa campanha tem encontrado uma acolhida calorosa, especialmente por sermos a única alternativa que ainda não teve a oportunidade de ocupar a prefeitura e que tem um projeto consistente e realista para resolver esses problemas históricos com eficiência e transparência”, diz.
De acordo com Motta, este projeto “realista” propagado na campanha, tem gerado aceitação da população e o aumento de apoios. Ele destaca projetos para modernizar a cidade: “O Cartão Único Mensal para o ônibus, a transferência da sede da Prefeitura para a Zona Norte, o funcionamento das unidades de saúde até as 20 horas, o Facilita Natal e o compromisso com obras importantes, como a conclusão da drenagem da avenida Jerônimo Câmara”.
O tempo de apensas 22 segundos na televisão, para ele, tem sido compensado pelo diálogo nas ruas, nos bairros, e nas redes sociais sobre eficiência na gestão pública. “Estamos confiantes de que, nas próximas semanas, essa trajetória de crescimento continuará”, garante.
Os problemas de mobilidade urbana de Natal dificultam a vida de moradores e turistas há anos.
Agora, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSD), que soma 4 mandatos na capital potiguar, pretende voltar ao comando do Executivo Municipal e tem se manifestado sobre a situação do transporte público da capital potiguar. Nesta terça-feira (17), em evento da Federação das Indústrias do Estado (FIERN), ele discursou sobre o tema e, em seguida, nas redes sociais, afirmou que vai “botar a mobilidade de Natal no rumo certo”, com melhorias que incluem disponibilizar ônibus com ar-condicionado na cidade.
Mesmo sem veículos confortáveis, o que mostram os dados sobre as gestões anteriores de Alves é que as medidas tomadas quanto à realidade dos transportes coletivos de Natal resultaram em uma sequência de aumentos de tarifa que chegou a quatro reajustes em um só mandato e um aumento de 89,62% na soma das gestões que ocorreram entre 2005 e 2018, apesar de ele ter assumido o mandato em abril de 2002, com a renúncia da então prefeita Wilma de Faria.
Carlos Eduardo assumiu o Palácio Felipe Camarão quatro vezes, permanecendo por um total de 11 anos: foram dois mandatos completos, de 2005 a 2008 e de 2013 a 2016, e dois mandatos de menos de dois anos, sendo o primeiro de abril de 2002 ao fim de 2004, após a renúncia de Wilma para concorrer ao Governo do Estado; e o segundo, do início de 2017 a abril de 2018, quando Alves também deixou a Prefeitura para tentar ser Governador.
Somente no segundo mandato cumprido integralmente (2005 a 2008), as passagens de ônibus aumentaram quatro vezes: em 30/04/05, 27/05/06, 08/09/07 e 31/07/08. Inicialmente, o valor da tarifa custava R$ 1,30 e passou para R$ 1,45. Depois, foi a R$ 1,60; chegou a 1,75 e, no último reajuste do mandato, em 2008, o preço chegou a 1,85. Isso significa um acréscimo de mais de 42,30% em 4 anos, enquanto a inflação do período foi de 20,89%.
No segundo mandato completo, apesar de, inicialmente, ter sido feita uma readequação – de R$ 2,40 para 2,20 -, a tarifa aumentou três vezes: o preço foi para 2,35 em 23/07/14; para R$ 2,65 em 17/06/15 e para R$ 2,90 em 28/01/16. Assim, mesmo com a redução inicial, o preço aumentou mais de 31,81% durante a gestão Carlos Eduardo, no período de 2013 a 2016, enquanto a inflação foi de 28,83%.
Já no último mandato (com tempo inferior a um ano e quatro meses), o ex-prefeito autorizou mais um aumento, levando o valor da passagem de ônibus de R$ 2,90 para R$ 3,35 em 20/04/17, o que configura mais de 15,51% de acréscimo, enquanto a inflação foi de 6,29%.
PROMESSAS Nesta quarta-feira (18), em publicação nas redes sociais, Carlos Eduardo prometeu, além de disponibilizar ônibus com ar-condicionado na capital potiguar, também retomar as linhas paralisadas, melhorar a estrutura dos abrigos e criar novos corredores exclusivos.
O candidato a vice-prefeito de Natal na chapa formada com Carlos Eduardo (PSD), Jacó Jácome (PSD), não acha que esteja definido um segundo turno na disputa pela Prefeitura da capital. “A perspectiva é muito boa. Nós estamos em franco crescimento, a aceitação é excelente, nas (pesquisas) internas Carlos Eduardo tem baixa rejeição. Então, a gente está trabalhando com pé fundo no acelerador”, afirma Jacó Jácome, em conversa com o Diário do RN, nesta quarta-feira, 18.
O ex-vereador e ex-deputado estadual que compõe a chapa puro-sangue ao lado de Carlos Eduardo, diz não achar possível avaliar as diversas pesquisas de diferentes institutos e prefere não comparar os números durante a entrevista. No entanto, define que há um sentimento nas ruas do eleitor “em receber um candidato que trabalhou, que construiu”. E complementa, ainda: “Existe sim essa possibilidade de vitória no 1º turno”.
Para ele, os adversários de Carlos Eduardo estão batalhando pelo 2º lugar na disputa em um empate técnico e não é possível definir se há um nome mais forte em oposição a Carlos Eduardo, entre Paulinho Freire (UB) e Natália Bonavides (PT).
Na corrida eleitoral, ele defende que as disputas judiciais entre os candidatos, incluindo o ex-prefeito “é do jogo e toda campanha majoritária tem isso”. “Os jurídicos agem forte nos bastidores. Tanto de um (Carlos Eduardo) como do outro (Paulinho) é esperado isso aí. Toda campanha de prefeito de uma capital tem essa guerra judicial. Ganhou um, um dia, perde o outro”, diz Jacó, se referindo à série de representações e ações judiciais que vêm culminando em decisões no TRE, principalmente em relação às propagandas eleitorais, entre os candidatos.
É comum, segundo ele, os opositores terem Carlos Eduardo como foco. “Quem está liderando as pesquisas em franco crescimento claramente ia ser atacado, né? E é engraçado ver os ataques da atual gestão, que em todos os aspectos comparativos perde com relação ao que Carlos Eduardo já fez”, ressalta, se referindo à gestão Álvaro Dias (Republicanos), cujo apoio é à Paulinho Freire.
“Por exemplo, a questão da construção de CMEIs e escolas. Carlos Eduardo construiu várias escolas, quase 20 escolas foram construídas por Carlos Eduardo. Quantas atuais estão construindo? Em relação às vagas isso foi explicado, porque enquanto havia construção de escolas e CMEIs Carlos Eduardo teve que alocar alunos e estudantes na rede privada fazendo uma PPP para, enquanto construía outras unidades de escolas, pudesse realocar essas crianças para não ficarem sem o ano letivo. Então, isso não era uma política criada por ele para ser permanente e hoje o atual gestor mantém e faz isso como uma política permanente, a questão da distribuição das fichas e sorteios”, esclarece.
Para Jacó, as acusações são eleitoreiras: “Ataques meramente eleitorais na propaganda de televisão, porque eles têm muito tempo e usam isso, fazendo ataques. Mas a população de Natal sabe, comparou, já decidiu que está muito consciente em relação ao que foi a gestão de Carlos Eduardo, que saiu com 75% de aprovação”, defende.
Nas ruas, o apoio de somente um vereador, Luciano Nascimento (PSD), entre os 29 parlamentares municipais, não tem prejudicado a campanha da chapa do PSD. “Claro que a gente precisa respeitar, os outros vereadores são fortes, mas isso não tem trazido prejuízo não para campanha de Carlos”, garante.
Já ele, enquanto candidato a vice-prefeito, e representante do segmento evangélico, evita quantificar o apoio do setor ao projeto, porque é um “segmento plural”, mas que a receptividade no segmento em que está inserido há mais de 30 anos tem sido “favorável a aceitação”. Jacozinho, como é conhecido, vem defendendo a candidatura em vários segmentos.
“Trabalhando muito no sentido de aproximar ele (Carlos Eduardo) aos outros segmentos sociais de Natal, nos reunindo de manhã, de tarde, de noite, porque eu já tenho experiência. Fui vereador e deputado. Então eu sei como realizar uma campanha e o ritmo dela é um ritmo que o vice está agregando a campanha majoritária junto com o prefeito. Então nós estamos alinhadíssimos trabalhando em compasso, isso não quer dizer que no mesmo lugar que ele está, até porque estamos atacando várias frentes diferentes e isso tem sido positivo, a campanha tem crescido com isso”, explica.
“O Cabeção humaniza Carlos Eduardo” Tendo como novidades da campanha de Carlos Eduardo a busca pela popularização do “Cabeção” e a chegada do boneco gigante do candidato, o boneco de Olinda, em alusão a dois apelidos atribuídos a ele, mas nunca antes utilizados explicitamente no meio político, Jacó diz que a estratégia foi muito positiva e a brincadeira trouxe aceitação “melhor ainda”.
“Eu acho que aproximou mais ainda ele do eleitor simples que ou já chamava ou tinha até vergonha de chamar, mas agora não tem mais. Deu uma humanizada no candidato e isso é muito bom; humanizou ainda mais aquele candidato que é conhecido. Ficou mais acessível esse nome ou esse apelido, que não é pejorativo, mas é uma característica, que ele ouviu a vida toda. Então, isso foi muito positivo por parte da campanha e a aceitação está melhor ainda em relação a essa brincadeira”, avalia.
“Primeiro, é um sonho dele e eu não tiro sonho de ninguém. Quem faz parte do meu grupo ou até mesmo da família, que tenha pretensão de ser candidato, eu faço questão que seja candidato e lance a candidatura dentro do grupo da gente”, afirma o vereador Preto Aquino (Podemos), vereador natalense que foi eleito em 2020, com 3.490 votos, e convidou o primo Jakson Capixaba (Podemos), a fazer parte da nominata do Podemos para buscar eleger três cadeiras, embora afirme que “tenha consciência que o terceiro é muito difícil”.
“Eu recebi o convite do vereador Preto Aquino, que é meu primo legítimo e que expôs para mim que a nominata seria de pessoas simples e que lá tinha possibilidade de fazer dois vereadores. E eu estou muito feliz porque meu voto é um voto solto. É um voto de vários segmentos da sociedade. De pessoas simples, de pessoas classe média, até de empresários, que têm apostado no meu potencial”, diz o primo Jakson Capixaba.
Confiante na eleição e inspirado no perfil do senador Styvenson Valentim, liderança do seu partido, Jakson explica que ele e o primo Preto têm eleitorado de segmentos diferentes e a família fica à vontade para escolher quem quiser. “Quem não vota com Preto, vota com o branco. O branco seria eu. A gente tem feito uma campanha com transparência. Eu respeito o voto dele, ele respeita o meu voto”, diz com entusiasmo o aspirante a vereador.
Comunicador, Jakson Capixaba já esteve em emissoras tradicionais da cidade, como 95 FM, 96 FM, 98 FM, Satélite FM e Rádio CBN, atuando na cobertura do futebol potiguar. Já foi candidato a vereador em 2016, quando concorreu pelo Solidariedade. Em 2020, afirma que “não se sentia preparado” e agora, com os convites e apoio da família, voltou a articular seu sonho de ocupar a casa legislativa municipal. Tem como principal bandeira propostas na área social do esporte, principalmente com crianças carentes.
“Eu prefiro dizer que vou defender os interesses da população. Uma cidade mais justa, bem organizada, de inclusão social. Eu sou de origem simples. Até bem pouco tempo eu morava na zona Norte. Eu vejo também que o transporte coletivo é uma carência muito grande, precisa ter uma melhoria nos transportes coletivos da cidade”, afirma Jakson.
Preto Aquino, vereador eleito em 2020, é candidato à reeleição e avalia seu mandato como “melhor impossível”. “Me perdoe a minha modéstia, (meu mandato é) melhor impossível. Vou na Câmara de segunda a sexta, atendo todo mundo, sem marcar, sou único vereador. Não tenho história de chefe de gabinete para atender telefone, mentir, para dizer que não sou eu”, garante o parlamentar que tem atuação na área social e afirma que pretende continuar esse trabalho. Tanto Preto, quanto Jakson, avaliam que deve existir uma forte renovação na Câmara Municipal.
“Tem muitos que antes de chegar lá prometem, dizem que vão trazer o sol para gente, mas quando está na realidade, na prática, vê o quanto é difícil”, explica Preto, que aposta numa renovação de pelo menos 10 vereadores.
“Eu vejo que a população está dando um recado de mudança. Eu vejo que a população quer mudança realmente. O desgaste é muito grande de muitos vereadores que se acomodaram”, diz Jakson.
Campanha por Paulinho Freire Filiados ao Podemos, os dois trabalham pela campanha de Paulinho Freire (UB) a prefeito de Natal e acreditam que a campanha realizada pelo Podemos e por Styvenson Valentim devem fazer a diferença para a certeza de 2º turno que eles vislumbram.
“Graças a Deus Paulinho vem crescendo todos os dias. Não tenho dúvidas (da virada)”, afirma Preto, avaliando que Styvenson é hoje “o nome mais crescente na política do Rio Grande do Norte”.
“Eu voto em Paulinho Freire e eu acredito que vai ter segundo turno. E o segundo turno será uma história bem diferente. Eu acho que Natal vai aceitar e acreditar o que está sendo passado e proposto por Paulinho Freire, por ele ser uma pessoa atuante, de credibilidade, é ficha limpa. As pessoas veem muito isso, a questão da idoneidade do político”, defende Jakson.
Para ele, o debate entre Lula e Bolsonaro devem sim fazer a diferença na campanha majoritária, e deve beneficiar Paulinho Freire, que tem em seu palanque, além do Podemos, partidos como o PL, PP, PSDB e Republicanos.
“Até porque ele chegando a ser prefeito de Natal, vai depender muito da força política dos deputados com mandatos, deputados federais, dos senadores, principalmente o senador Styvenson Valentim, que tem colocado muitas emendas pra Natal”, finaliza Jakson Capixaba.
Em caminhada com Paulinho Freire (UB) na Zona Norte de Natal, nesta terça-feira, 17, o senador Styvenson Valentim (Podemos) conversou com a reportagem do Diário do RN sobre o primeiro mês da campanha eleitoral em Natal. Apesar de afirmar que “não está preocupado com adversário, está preocupado com a campanha de Paulinho”, em referência ao apoio ao candidato do União Brasil, Styvenson comentou sobre o principal opositor de Paulinho, Carlos Eduardo (PSD).
“Ele é perverso. Isso é perverso, viu”, se limitou a responder sobre o caso denunciado em reportagem do Diário do RN nesta terça-feira, 17, em que alguns dos 244 ex-servidores da Urbana, demitidos de surpresa em 2017, durante gestão de Carlos Eduardo, desabafaram sobre o temor de ter o ex-prefeito de volta. Um dos filhos de um ex-servidor, Isaías Neto, contou que, assim como muitas famílias, a demissão impactou a vida da família dele, após a perda inesperada do emprego, o acometendo de uma depressão. “Meu pai era um pai com 37 anos de serviço. O salário dele caiu, acredito que quase 70% ou 80%. E aí veio a doença dele. Ele se preocupou muito, entrou em depressão, teve parada respiratória, teve parada cardíaca, ficou na UTI. Essa demissão foi em 2017, em 2018 meu pai veio a falecer. Ele não sustentou de jeito nenhum”, conta.
Styvenson, sobre o caso, ainda comentou: “É de ficar mesmo né, você tirar o trabalho da pessoa”.
O senador avaliou, ainda, a campanha do ex-prefeito. “É uma coisa cansada né? Está apelando para tudo, até para os apelidos, coisa que ele não gostava. O cabra está fazendo esse recurso aí. Agora, não estranhe não se a gente chamar de Boneco de Olinda, viu. De forma descontraída, na informalidade. Vamos nos encontrar com ele na rua: ‘Fala Boneco! Cabeção”, apela Styvenson.
Além disso, o parlamentar destaca que ele já fez mais por Natal, enquanto senador, do que Carlos Eduardo enquanto prefeito da capital, em uma das suas quatro gestões à frente do Executivo Municipal. Ele foi questionado sobre o motivo de Carlos Eduardo ser o foco do seu candidato Paulinho Freire nesta campanha.
“É porque ele é referência do atraso, é referência de que não fez nada, não tem uma obra significativa. Até eu como senador tenho uma obra significativa, que fiz um hospital no Alecrim, estou fazendo, concluindo. Até eu que não sou Executivo, sou senador, estou deixando uma obra boa para Natal, que é um prédio de seis andares lá no Alecrim, atrás da Policlínica, de oncologia, para cuidar de criança. Aí quando a gente procura dele, foi o quê? Eu não lembro (…) Na minha opinião não, na opinião de muita gente”, observa.
Styvenson Valentim ainda relaciona Carlos Eduardo à Fátima Bezerra e ao PT. “Foi candidato de Fátima Bezerra (PT) ao Senado. Agora vem com ‘desdobro’ dizer que não é”, destaca.
Para ele, apesar da ligação com o colega senador bolsonarista Rogério Marinho (PL), o debate ideológico Lula-Bolsonaro não deve fazer diferença nesta campanha. “O que faz a diferença realmente em resolver problema, o que resolve problema é dinheiro. E senador tem dinheiro para resolver, junto com o deputado federal, junto com outro senador. O problema é esse. Eu não estou ligado nesse negócio de ideologia não”, complementa.
Neste raciocínio do senador, a provável presença do presidente Lula em Natal, para a campanha de Natália Bonavides (PT), deverá fazer a diferença para a candidata. “Ela vai ficar feliz da vida.
Agora para o governo que que está taxando tudo, de blusa a confisco de poupança, acho que o povo não está muito feliz não. Eu penso assim. Eu não estou muito feliz e satisfeito não, porque a gente esperou picanha e tomar cerveja e até agora, nada. Só ovo”, ressaltou.
“Vai dar Paulinho” “Eu não estou me empenhando de graça não”, afirma Styvenson sobre a campanha que vem fazendo por toda Natal ao lado de Paulinho Freire. O ex-apolítico afirma que vem tomando gosto pelo contato real, fora do mundo virtual, com a população nas ruas, em campanha eleitoral, “participando de tudo”. Baseado nas movimentações, ele acredita que Paulinho Freire será o vencedor da eleição 2024 em Natal.
“Eu estou achando que o número real no dia 06 vai dar Paulinho, tenho certeza disso. Se eu fosse me basear em pesquisa, tinha gente que nunca tinha entrado, eu não tinha entrado no Senado, Rogério não tinha vencido, Carlos Eduardo tinha ganhado. Henrique Alves tinha vencido. Eu não preciso de pesquisa; a pesquisa boa é no meio da rua, com o povo mesmo aqui lado a lado, caminhando. Não estou duvidando de pesquisa não. Estou dizendo que a pesquisa real vai ser no dia da urna”, explica o senador.
O outro lado A reportagem do Diário do RN entrou em contato com o candidato Carlos Eduardo para que ele explicasse sua versão sobre o caso das demissões da Urbana e respondesse à outras críticas, mas não obteve retorno dele, nem da assessoria de comunicação, até o fechamento desta edição.
A candidata a Prefeita de Parnamirim, Professora Nilda, falou pela primeira vez sobre os R$ 70 mil em espécie que ela guarda em casa, segundo consta na declaração de bens entregue à Justiça Eleitoral, como uma das modalidades de reserva e investimento, cujo total soma R$ 389.425,38.
Os valores foram noticiados detalhadamente em reportagem publicada pelo Diário do RN, na edição do último dia 06 de setembro. Procurada naquela ocasião, a candidata calou-se.
Nesta segunda-feira (16), novamente abordada pelo Diário do RN, Nilda garantiu que o montante se trata de uma reserva feita “de forma honesta”, justificada por 36 anos de serviços prestados à Educação.
“Isso aí é uma reserva particular, afinal de contas, eu tenho 36 anos de serviços prestados, sou educadora, concursada há mais de 36 anos. Então, foram muitos anos de trabalho, de economia – graças a Deus, de forma honesta”, declarou. “É isso que tenho a lhe dizer”, encerrou Nilda.
O que a candidata não respondeu foi: “Por que guardar tanto dinheiro em casa? ” e um outro ponto chama atenção: apesar de afirmar que a reserva foi feita ao longo de mais de três décadas, os valores não apareciam nas declarações de anos anteriores quando ela disputou eleições para vereadora, prefeita e deputada federal.
A professora, que serviu à Educação Pública Estadual, está aposentada desde junho de 2022. A aposentadoria tem o valor líquido de R$ 6.218,94, de acordo com informações de julho de 2024, obtidos pelo Portal da Transparência do Estado.
HISTÓRICO Em 2012, candidata a vereadora de Parnamirim, a professora Nilda declarou possuir a quantia de R$ 1.642,00 em uma conta no Banco do Brasil.
Em 2016, novamente candidata a vereadora, o valor acumulado em quatro contas bancárias somou R$ 11.610,00.
Já em 2020, quando Nilda tentou pela primeira vez ser prefeita de Parnamirim, não existe valor declarado à Justiça Eleitoral, seja em espécie ou em conta bancária.
Na disputa para a Câmara Federal, em 2022, a professora declarou R$ 1.223,00 em três contas bancárias. E mais R$ 3.000,00 em espécie.
Agora, candidata à prefeita de Parnamirim pela segunda vez, Professora Nilda declarou o montante R$ 86.425,00, sendo que destes R$ 70 mil em espécie guardados em casa. Isso significa que os valores que ela guarda em casa tiveram um aumento de mais de 2.000% em dois anos.
Quatro vezes candidata, Nilda só declarou que tinha R$ 3 mil em espécie em 2022 e já são R$ 70 mil em 2024
A pesquisa DataVero/Diário do RN entrevistou 400 eleitores macauenses sobre as intenções de votos a prefeito de Macau, município a 180km de Natal. Realizada no dia 15 de setembro, a pesquisa revela a tendência de derrota do prefeito Zé Antônio (UB), que está em seu terceiro mandato, por quase 30 pontos.
De acordo com a pesquisa estimulada, a candidata Flavinha Veras (PDT), filha do ex-prefeito Flavio Veras, aparece com 55,50%. Já o prefeito Zé Antonio (UB), candidato à reeleição, tem 28,5%. Polyanna de Daniel Dantas (PP) 3% e Albimar Melo (PT) 2%. Não souberam responder 6,75% e responderam ‘nenhum’ 4,50%.
Já na pesquisa espontânea, Flavinha Veras foi a mais citada, com 53,50% das intenções de votos.
Zé Antônio foi lembrado por 28,75% dos entrevistados. Albimar Melo aparece com 1,50%, assim como Polyanna de Daniel Dantas, que foi citada por 1,50%. Não souberam responder 12,50% dos entrevistados; e responderam ‘nenhum’ 2,25%. Na pesquisa espontânea, não são apresentados os nomes dos candidatos e o eleitor cita o primeiro nome que vem à mente.
Rejeição A pesquisa DataVero/Diário do RN também questionou os entrevistados sobre os nomes que rejeitam nesta eleição.
O prefeito Zé Antônio é o mais rejeitado, com 42%; Flavinha Veras tem 18,25% de rejeição; Albimar Melo foi citado por 12%; e Polyanna de Daniel Dantas por 5,75% dos eleitores macauenses. Responderam que votariam em todos, ou seja, rejeita nenhum, 3,25%; rejeitam todos, 5%; e não souberam responder, 13,75%.
A pesquisa DataVero/ Diário do RN foi realizada no dia 15 de setembro e entrevistou 400 pessoas.
A margem de erro é de 3%. O nível de confiança é de 95%. Está registrada no TSE com o número RN-05250/2024.
voto é definitivo para 82% Os entrevistados que responderam à pesquisa DataVero/Diário do RN também expuseram a possibilidade de mudança de voto. De todos os 400 eleitores, 82% afirmam que a decisão é definitiva; outros 15,5% dizem que podem mudar a decisão; e 2,5% não sabem ou não responderam.
Já dentre os entrevistados que disseram votar na candidata Flavinha Veras, 88,7% afirmam que decisão é definitiva; 10,4% podem mudar o voto; não sabem ou não responderam, 0,9%.
Dos que afirmaram votar em Zé Antônio, quase a totalidade, 95,6%, afirma que não deve mudar o voto; somente 4,4% afirma que pode mudar a decisão de voto.
Entre os que dizem votar em Polyanna de Daniel, 58,3% asseguram que decisão é definitiva; já 41,7% ainda pode mudar de ideia.
Dos que pretendem votar em Albimar Melo, 62,5% diz que voto é definitivo; e outros 37,5% ainda pode mudar e escolher outro candidato.
A pesquisa DataVero/ Diário do RN foi realizada no dia 15 de setembro e entrevistou 400 pessoas.
A margem de erro é de 3%. O nível de confiança é de 95%. Está registrada no TSE com o número RN-05250/2024.
DataVero à Câmara de Macau: dos 10 mais citados, seis são vereadores
A pesquisa DataVero/ Diário do RN, realizada em Macau, questionou os eleitores entrevistados sobre a intenção de votos a vereador. Dos mais citados, a maioria é vereador de mandato. Na decisão de voto à Câmara Municipal, 27% dos macauenses ainda estão indecisos e não sabem ou não responderam ao questionamento.
Dos nomes citados, Zé Maria da Ilha foi lembrado por 5,25% dos eleitores; o atual presidente da Câmara de Macau, Robson, tem 5% das intenções de votos; o vereador Professor Edvaldo Junior tem 4,25; a mesma porcentagem dos que responderam ‘nenhum’.
Érika Nobre tem 3,50%; já o ex-vereador Nenéo e o atual vereador Nilson de Barreiras têm 3%, cada um; Jefinho tem 2,75%; a vereadora Ceição Lins, Gerda Teodósio e Luisiano Pescado, 2,50%, cada um.
A pesquisa DataVero/ Diário do RN foi realizada no dia 15 de setembro e entrevistou 400 pessoas.
A margem de erro é de 3%. O nível de confiança é de 95%. Está registrada no TSE com o número RN-05250/2024.
Prefeito Zé Antônio é desaprovado por quase 60% dos macauenses
A pesquisa DataVero/Diário do RN mediu a opinião da população de Macau sobre as gestões municipal, estadual e federal. Na avaliação da gestão municipal, a população está insatisfeita com o atual prefeito.
Zé Antônio (UB) é desaprovado por 59% da população de Macau. Por outro lado, é aprovado por 34,5%. Não sabem ou não responderam, 6,75%.
Já sobre a gestão federal, 65,75% aprova o Governo Lula (PT); não aprovam o governo Federal, 20,75%, e não sabem, ou não responderam, 13,50%.
Já a governadora Fátima Bezerra (PT) é desaprovada por 56,50% da população de Macau; 28,25% aprovam a gestora estadual do RN. Não sabem ou não responderam 15,25%.
A pesquisa DataVero/ Diário do RN foi realizada no dia 15 de setembro e entrevistou 400 pessoas.
A margem de erro é de 3%. O nível de confiança é de 95%. Está registrada no TSE com o número RN-05250/2024.
“Eu não tenho dúvida de que o que antecipou a partida do meu pai foi a demissão que Carlos Eduardo fez com o pessoal da Urbana. Aquela demissão foi a antecipação da partida do meu pai.
Disso, eu não tenho nenhuma dúvida”. Esse é o relato de Isaías Germano Neto, filho de Isaías Germano Junior, um dos 244 funcionários prejudicados pela demissão em massa na Companhia de Serviços Urbanos de Natal (Urbana), causada em 2017 pelo ex-prefeito e atual candidato à chefia do Executivo Municipal de Natal Carlos Eduardo (PSD). Agora, Neto teme um quinto mandato. “Eu acho que todas aquelas famílias que foram penalizadas naquele período não aceitam de jeito nenhum que ele tente voltar a ser prefeito de Natal por causa da covardia do que ele fez”, diz.
A dispensa coletiva surpreendeu os funcionários no dia 2 de janeiro de 2017, quando chegaram para trabalhar. Como relata a jornalista Liege Barbalho, também demitida na ocasião, “os funcionários foram demitidos, chegaram para bater um ponto e estava lá na lista (de funcionários despedidos) no relógio do ponto”. Ela classifica o ato como “humilhante, ultrajante, desrespeitoso, desumano.
Assim como para muitas famílias, a demissão impactou a vida da família de Isaías Neto, que teve depressão após a perda inesperada do emprego. “Meu pai era um pai com 37 anos de serviço, tinha um salário razoável, foi pego de surpresa na hora da demissão dele. O salário dele caiu, acredito que quase 70% ou 80%. Não dava para corrigir, não dava para comprar, não dava para pagar quase nada. E aí veio a doença dele. Ele se preocupou muito, entrou em depressão, teve parada respiratória, teve parada cardíaca, ficou na UTI. Essa demissão foi em 2017, em 2018 meu pai veio a falecer. Ele não sustentou de jeito nenhum”, conta.
A família de Isaías Junior dependia do salário que ele recebia da Urbana para a manutenção das necessidades básicas. “É uma casa em que tem uma autista que dependia do meu pai com plano de saúde, remédios caros, idas a médico e tudo isso teve que acabar porque não tinha mais como pagar. Foi uma coisa ruim mesmo”, afirma Neto. Para o jovem, “Carlos Eduardo foi uma negação”.
“O que eu tenho a dizer sobre Carlos Eduardo é (que foi) um desastre. Desumano demais”, relata.
“Esse homem deveria ser responsabilizado criminalmente. Morreram pessoas em função do que ele fez, da atitude dele”, concorda Walter Medeiros, um dos funcionários prejudicados. O motorista por aplicativo, que luta há oito anos contra os prejuízos causados pela decisão, também teme a volta do antigo gestor ao Palácio Felipe Camarão. “Eu me preocupo muito em ele não voltar, porque, senão, ele vai fazer a mesma coisa que fez com a gente. A gente já está no prejuízo, mas e os outros que estão lá sonhando?”, lamenta.
A jornalista Liege Barbalho, também demitida na ocasião, relembra a surpresa que teve no dia 2 de janeiro de 2017, quando chegou para trabalhar. “Os funcionários foram demitidos, chegaram para bater um ponto e estava lá na lista (de funcionários despedidos) no relógio do ponto. Foi à queima-roupa. Humilhante, ultrajante, desrespeitoso, desumano”, ressalta.
Ainda segundo a comunicadora, todos os funcionários atingidos estavam na empresa havia mais de 30 anos. “Nós somos fundadores, erguemos aquilo ali com nosso trabalho, com nossa eficiência, capacidade e força de vontade”, conta. “Se a Urbana foi mal administrada, se os gestores que passaram não souberam administrar, não foi problema dos funcionários, não foi problema nosso. Nós estávamos lá, dando o nosso expediente, trabalhando todos os dias”, afirma Barbalho.
INDENIZAÇÕES Somente em 2017 parte dos ex-servidores começou a receber os primeiros valores devidos referentes à dispensa. Uma outra parcela conseguiu ser paga em 2019 e ainda restam nove pessoas à espera de decisões judiciais. No entanto, apesar de a maioria ter conseguido encerrar as pendências com a Prefeitura, os relatos são de que os acordos realizados foram “vergonhosos”.
“(Os demitidos) fizeram pela necessidade de sobrevivência. Porque a gente tinha um padrão e, de repente, caiu. Foi uma coisa desrespeitosa que fizeram, teve gente que passou lá 40 anos trabalhando e recebeu 56 mil reais de uma indenização”, relata a jornalista Liege Barbalho.
O motorista Walter Medeiros relata que se tratou de imposição. “Eles impuseram um valor para a gente. Era a lei da mordaça. Não teve acordo. Em momento algum teve acordo”, destaca.
Ele conta que os valores propostos são muito abaixo do devido e lamenta pelos colegas que precisaram aceitar a oferta. “A gente tem direito a um valor e eles querem dar 5% do que a gente tem direito. Os que aceitaram (o acordo) primeiro, aceitaram piores condições”, diz.
SEM PREVISÃO Após 8 anos, os ex-funcionários que ainda não conseguiram formalizar um acordo com a Prefeitura afirmam que não têm previsão para receber os montantes esperados. “Nós não temos previsão, só de luta. Já são oito anos, quase uma década, que estamos vivendo dessa forma, né?
Sobrevivendo da maneira que a gente pode, né? Por exemplo, Walter faz Uber, eu faço assessoria, tenho blog para poder ter uma vida digna, porque ele deixou a gente em maus lençóis”, relata Liege Barbalho. No entanto, a jornalista garante: “se não resolver da forma que seja correta, justa, eu vou até Brasília, sim. Eu levo o processo até Brasília”. Para Walter, é “muito pouco provável” chegar a um acordo interessante com a Urbana.
MEDO Os ex-servidores temem o retorno de Carlos Eduardo à gestão da capital potiguar. “O que a gente pretende, na verdade, é fazer por onde que esse rapaz não tenha novas oportunidades, né?”, diz o motorista. “De prejudicar a vida dos natalenses, porque, se ele voltar, com certeza vai prejudicar a vida de mais natalenses. Ele paga de bom moço, mas na realidade ele é um lobo em pele de cordeiro. Dando uma de bom rapaz, mas na realidade ele é uma pessoa do mal, porque ele prejudicou a vida de mais de mil pessoas sem justificativa alguma”, completa a comunicadora.
“Ele tinha que fazer uma autoanálise para ver se ele pensaria em voltar a Prefeitura, porque eu não vejo ele nada de capaz, muito pelo contrário, eu acho ele perseguidor. É perseguidor do trabalhador. A concepção que eu tenho dele é que ele é um oportunista, um mau caráter, que ele, para chegar ao poder, é como aquele dito popular: ele vende a mãe ao diabo, ele quer estar lá no poder”, diz Liege. “Então eu acho ele um mau-caráter, um oportunista que quer voltar para o comando da cidade mais uma vez para o bel-prazer dele, porque ele prejudicou muita gente. E eu falo desse meu caso. Quantos outros casos existem, que ele fez?”, finaliza.
O candidato a vereador de Natal, Giann Oliveira (PL), teve candidatura deferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN), nesta segunda-feira, 16. O deferimento se deu por unanimidade de votos, após recurso interposto pela candidatura do chef de cozinha, que estava com prazo recursal aberto, após indeferimento inicial.
Filho do ex-vereador de Natal, Assis Oliveira, Giann, e irmão do empresário e comunicador, Bruno Giovanni, Giann se filiou ao PL aos 46 anos para buscar seu primeiro mandato eletivo, apresentando como bandeira principal o reaproveitamento alimentar e o fortalecimento da gastronomia em Natal. O cozinheiro tem uma trajetória de empreendedorismo com de mais de 10 anos como chef.
Ele acrescenta que Natal tem outros pontos que merecem atenção especial. Para ele, é necessário dar atenção às lagoas de captação e reestruturação das praças da cidade. Segundo ele, alguns bairros da cidade sofrem com “odor e insetos” ocasionados pela falta de manutenção. Como pré-candidato do PL, Giann estará no palanque do pré-candidato a prefeito Paulinho Freire, nome apoiado pelo bolsonarismo em Natal.
“Resolvi ser candidato, primeiro, por paixão e vocação pela política, o segundo, por ter uma preocupação constante com o desperdício de alimentos que há em nossa cidade. Com o meu conhecimento, sei que podemos transformar insumos que são jogados no lixo em comida aos que precisam”, explicou ao Diário do RN em entrevista publicada no dia 25 de junho.
Giann Oliveira tem sido um dos candidatos do PL mais lembrados nas últimas pesquisas, publicadas e registradas, para vereador em Natal.
A 20 dias das eleições municipais, nesta segunda-feira (16), se encerrou o prazo para substituição de candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereador. A Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), regulamentada pela Resolução do TSE nº 23.609/2019, permite que o partido, federação ou coligação realize a substituição de candidaturas indeferidas, canceladas, cassadas, como também para casos de renúncias e falecimentos; este último caso é o único que não entra neste prazo citado.
Agora, mesmo as candidaturas que aguardam julgamento, ou que porventura venham a ser indeferidas, não podem mais ser substituídas por outro nome. No Rio Grande do Norte, a candidatura do ex-deputado estadual Manoel da Cunha Neto, o Souza Neto (UB), a prefeito de Areia Branca corre o risco de não prosperar e minar os planos do grupo de voltar ao Executivo areia-branquense.
Souza está indeferido pela Justiça Eleitoral por inelegibilidade. Em maio passado, a 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), pelo placar de 4 a 1, condenou o ex-deputado estadual e ex-prefeito de Areia Branca, Souza Neto, por ato de improbidade administrativa, que, segundo a Justiça, causaram prejuízo ao erário em fraudes em processo licitatório quando Souza foi prefeito de Areia Branca, entre 2010 e 2012. De acordo com a decisão, houve enriquecimento ilícito e ofensa aos princípios da moralidade, impessoalidade e lealdade à instituição.
As penas impostas ao ex-prefeito foram a suspensão dos direitos políticos por 6 anos, conforme prevê a Lei da Ficha Limpa; proibição de contratar, direta ou indiretamente com o poder público, também por 6 anos; reparação integral do dano ao erário e multa civil correspondente ao valor do dano ao erário.
Souza requereu registro de candidatura no dia 14 de agosto. O pedido foi impugnado pelo Ministério Público e pela Coligação “Mais Trabalho, Mais Mudanças”, do candidato adversário Bruno Filho (PSDB). No dia 1º de setembro, a candidatura foi “indeferida com recurso”, portanto, apto a continuar a propagar sua campanha à prefeito no município da Costa Branca antes de decisão final.
Em face da situação, e buscando viabilizar sua candidatura, Souza firmou um Acordo de Não Persecução Cível com o Ministério Público Eleitoral (MPE), admitindo os atos de improbidade, com o objetivo de negociação das penas e retirada da suspensão dos direitos políticos. A partir do acordo, o ex-prefeito nutre a esperança de conseguir deferimento para sua candidatura.
O acordo judicial, no entanto, precisa ainda ser homologado pela 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte. Caso não alcance a homologação, Souza perde a chance de disputar, mesmo que através de um substituto, já que é findado o prazo para um plano B.
Pelo acordo, para tornar “mais efetiva e célere a reparação do dano causado ao erário”, Souza se comprometeu a pagar o montante de R$ 1.483.298,12, referentes à atualização do dano no valor de R$ 644.912,23, mais uma multa de 30% do valor apurado relativo ao dano ao erário, R$ 193.473,66 para que seja afastada a sanção suspensão de seis anos dos direitos políticos.
O percentual de 30% do valor integral do débito, ou seja, R$ 444.989,43, já foram depositados por Souza como uma “entrada” para afastar a condenação. Pela cláusula 13ª do Acordo, se homologado judicialmente, será extinto o processo contra o candidato.
Quando do indeferimento de sua candidatura, Souza fez postagem nas redes sociais mantendo sua postulação a prefeito. “Nossa candidatura segue firme nas ruas, no coração das pessoas”, afirmou, para evitar dispersão dos apoiadores e militância. Paralelo ao acordo, o ex-deputado chegou a cogitar seu irmão Marcos Antônio de Souza, o Toninho (PSB), como plano B para substituí-lo. Agora, sem a possibilidade, corre na disputa sub judice por sua conta e risco.
A reportagem do Diário do RN entrou em contato com Souza Neto nesta segunda-feira, 16, para saber sobre possibilidade de substituição ao fim do prazo, mas não obteve retorno.
Ao ser relacionado à Bolsonaro, o candidato a prefeito de Natal, Carlos Eduardo (PSD), entrou na Justiça contra a adversária Natália Bonavides (PT) e a Coligação Natal Merece Mais (PT/PCdoB/PV, PDT, MDB, PSB) para pedir direito de resposta. O pedido com liminar, no entanto, foi negado pelo juiz da 2ª Zona Eleitoral, Cleofas Coelho de Araújo Júnior.
Para Carlos Eduardo, de acordo com o processo nº 0600055-86.2024.6.20.0003, a propaganda veiculada no horário eleitoral gratuito na televisão, no dia 10 de setembro de 2024, no período da noite, pelas Representadas, contém informação sabidamente inverídica e difamatória, além de ter sido utilizado recurso de montagem para veicular informação fora de contexto.
O vídeo utilizado na inserção de Natália Bonavides e postado nas redes sociais da candidata posteriormente, traz um narrador questionando: “Você sabe de que lado estão os candidatos a prefeito? Carlos Eduardo, por exemplo”. Em seguida, aparece vídeo antigo do próprio Carlos Eduardo com a fala: “Bolsonaro presidente”.
O narrador segue: “Só para ficar claro”. Cora para outro vídeo antigo de Carlos Eduardo: “Vamos derrotar o PT”.
O narrador enfatiza: “Deu para entender?”. E corta novamente para os vídeos do candidato adversário: “Bolsonaro presidente. Vamos derrotar o PT”.
O narrador: A verdade é quem está com você, com o povo, com o Lula, você sabe, é Natália. A partir daí a candidata Natália entra: “Chegou a hora de fazer diferente pra melhorar, Natal precisa mudar”.
Os vídeos antigos se referem à campanha eleitoral de 2018, quando Carlos Eduardo, que foi candidato ao Governo do Estado na ocasião, apoiou o então candidato a presidente Jair Bolsonaro.
Quatro anos depois, no entanto, se tornou candidato ao Senado ao lado de Fátima Bezerra (PT), candidata à reeleição, e apoiou Luiz Inácio Lula da Silva, do partido de Natália, à presidente da República.
Após citar parte das falas do vídeo, Carlos Eduardo alega, no pedido à Justiça, que a propaganda teria o objetivo de “macular a imagem do Representante diante dos eleitores e, por consequência, reduzir as intenções de voto’, à medida que utiliza falas antigas do candidato a prefeito Carlos Eduardo – as quais estariam descontextualizadas – e não refletem a realidade, tendo em vista que no atual pleito o candidato não está ao lado de Bolsonaro, como veiculado na propaganda impugnada”.
Argumenta, ainda, que a propaganda estaria “faltando com a verdade”, já que a afirmação de que o candidato está ao lado de Bolsonaro é “sabidamente inverídica e descontextualizada”, além de se utilizar de “montagens”, o que, segundo a ação, seria proibido pela Justiça Eleitoral.
No entanto, segundo a decisão do magistrado, não se verifica montagem por limitação de provas, “mas o que transparece ter ocorrido é divulgação de mensagem sobre fato verídico, embora eventualmente descontextualizado, pois o próprio Representante afirma que a fala é do candidato Carlos Eduardo Nunes Alves”.
O magistrado complementa, ainda: “Assim, a divulgação de fato verídico, mesmo fora de contexto, não é reprimida liminarmente pela Justiça Eleitoral, justamente porque faz parte do debate político e quiçá é benéfico aos eleitores para escolherem seus candidatos (…) Indefiro o pedido de liminar formulado pelos Requerentes”.
Carlos Eduardo perde outras três ações contra Paulinho Freire Ainda nesta semana, o candidato a prefeito que lidera as pesquisas em Natal perdeu pelo menos outras três ações, desta vez contra o adversário Paulinho Freire (UB). Na Representação nº 0600058-44.2024.6.20.0002, o juiz Cleofas Coelho de Araújo Junior, negou novo pedido de direito de resposta com tutela de urgência. A Representação alegou que propaganda veiculada por inserções de Paulinho Freire na TV, nesta segunda-feira, 09, “teria apresentado notícia sabidamente inverídica e difamatória”.
“O período de propaganda eleitoral ainda se encontra em fase inicial, estamos no 10º dia, permitindo à representante a utilização de seus próprios espaços publicitários para rebater as alegações veiculadas, mitigando eventuais prejuízos. A ausência de um dano irreparável e imediato inviabiliza, portanto, o deferimento do pedido liminar”, decidiu o magistrado.
Outro pedido de direito de resposta foi feito no processo nº 0600057-59.2024.6.20.0002, também sobre programação veiculada nesta segunda-feira. Segundo Carlos Eduardo, Paulinho Freire o candidato Paulinho Freire “teria apresentado notícia sabidamente inverídica e difamatória”, ao destacar supostas falhas administrativas do então prefeito. Nesta ação, o mesmo juiz Cleofas Coelho de Araújo Junior indeferiu o pedido.
Em outra ação, conforme publicado nesta quarta-feira, 11, pelo Diário do RN, o ex-prefeito teve negado pedido de liminar contra Paulinho Freire, pelo qual tentou impedir que o deputado mencionasse uma acusação de que, quando prefeito, teria desperdiçado oito toneladas de medicamentos. Além disso, questionou ter sido caracterizado com nariz de Pinóquio e “amostradinho”. Todo o conteúdo foi exposto nas redes sociais do opositor em um único vídeo em animação gráfica. O pedido de decisão liminar foi negado pelo juiz da 3ª Zona Eleitoral.
Vitória na Justiça Já nesta quarta-feira (11), Carlos Eduardo conseguiu uma vitória em pedido de liminar. A Justiça ordenou a suspensão imediata de uma propaganda eleitoral veiculada no Instagram pelo deputado Paulinho Freire.
A alegação é que em um reel impulsionado no Instagram, Carlos Eduardo teria sido caracterizado de forma negativa, onde se faz referência ao resultado de pesquisas eleitorais, se referindo à queda de Carlos Eduardo em intenções de votos. “O Representante foi retratado publicamente de maneira jocosa, com a utilização de animação onde se verifica um boneco que está caindo, bem como por ser caracterizado pejorativamente através da expressão “candidato do passado”, diz a ação.
O pedido foi acatado em obediência à legislação eleitoral, que veda o impulsionamento de conteúdo negativo em provedor de aplicação de internet.
Na decisão, o juiz da 3ª Zona Eleitoral, Gustavo Marinho Nogueira, intima a empresa Meta, para excluir o impulsionamento da publicação e cita Paulinho Freire e a candidata a vice-prefeita, Joanna Guerra, para apresentarem defesa.
O candidato Carlos Eduardo (PSD) teve negado pedido de liminar contra o adversário Paulinho Freire (União Brasil), pelo qual tentou impedir que o deputado mencionasse uma acusação de que, quando prefeito, Carlos Eduardo teria desperdiçado oito toneladas de medicamentos. Além disso, questionou ter sido chamado de Pinóquio e “amostradinho”. Todo o conteúdo foi exposto nas redes sociais do opositor em um único vídeo. O pedido de decisão liminar foi negado pelo juiz da 3ª Zona Eleitoral.
De acordo com o ex-prefeito, o caso de trata de notícia falsa e, portanto, tratar sobre o assunto configuraria “propaganda eleitoral irregular”. Carlos Eduardo alega, ainda, que foi ofendido publicamente com a utilização do termo “amostradinho” e por ter sido caracterizado com um “nariz de Pinóquio” em publicação de Paulinho no Instagram. Sendo assim, requereu direito de resposta e interrupção imediata da veiculação da postagem na rede social.
Num vídeo de animação, exibida no Instagram de Paulinho no dia 22 de agosto, um personagem conversa com o que seria a representação de Carlos Eduardo, que diz: “O povo tá comigo”.
O personagem responde: “Ai ai ai… Amostradinho, você acha mesmo que o povo cai nessa lorota?”. Carlos Eduardo responde: “Homem, eu sempre fiz e vou continua a fazer…”.
A partir daí, o personagem interrompe: “Amostradinho, você pensa que a gente tem memória curta é? Acorde pra vida, homem. Você já teve quatro chances e mostrou que não tem competências pra gerir Natal”.
Carlos responde: “Ora, Chico, vá tomar o remédio, vá”.
Ao que o personagem retruca: “Que remédio homem? Aquelas oito toneladas de medicamento que você deixou apodrecer e foram pro lixo?” Carlos, então, diz: “Rapaz, estou saindo de fininho”. O personagem encerra: “Vixe, amostradim pegou descendo”.
Para o juiz Gustavo Marinho Nogueira Fernandes, não há “necessidade de pronta interferência da Justiça Eleitoral, considerando a intervenção mínima do Poder Judiciário no debate democrático e a liberdade de expressão”. Portanto, o pedido foi negado pela Justiça.
Mesmo com a ação judicial, cerca de seis dias depois da publicação de Paulinho Freire, Carlos Eduardo deu a resposta em uma nova produção em animação, postada em suas redes sociais, no dia 27 de agosto. Conforme mostrou reportagem do Diário do RN no dia seguinte, em um vídeo de um minuto, e com jogo de palavras, ele fez referência ao “amostradinho” e atribui o “inho” a Paulinho. O vídeo faz exaltação a Carlos Eduardo, chamado de “amostradão” e segue chamando o opositor de mesquinho, molinho e atrasadinho.
Depois dele mesmo usar a forma pejorativa que não gostou de ser tratado pelo adversário, Carlos Eduardo, nos últimos dias, resolveu usar, nas próprias redes, um apelido que sempre foi atribuído a ele, mas nunca usado por nenhum candidato, em qualquer campanha eleitoral.
A postura inesperada de assumir o “Cabeção” surgiu em meio a um cenário difícil em sua campanha, no qual apareceu nesta terça-feira (10) com uma queda de sete pontos percentuais na pesquisa DataVero/98FM (registro 05352/2024), e após negar comparecimento a todos os debates realizados pelos veículos de comunicação de Natal.
O tom cômico, que contrasta com perfil sério do ex-gestor da capital potiguar, foi utilizado em uma postagem nas redes sociais na qual, em ritmo de funk, é entoada a letra “55 é Cabeção. Volta cabeção”. Nas imagens, o ex-prefeito surge dizendo: “meu nome é Carlos Eduardo, é Cabeção também. Natal precisa de um candidato renovado, de um prefeitão, de um cabeção que pense e faça grande para Natal voltar para o rumo certo”.