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OS ERROS QUE PODEM CUSTAR CARO E OS ACERTOS QUE IMPULSIONAM A SUCESSÃO

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Faltando apenas dois meses para o início da campanha eleitoral para as eleições de 2026, a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte já está em pleno andamento nos bastidores, redes sociais e agendas dos principais pré-candidatos: Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). A reta final ainda está distante, porém, já revela estratégias, fortalezas e fragilidades.

Para o jornalista Heitor Gregório, na política, cada momento tem dinâmica própria. Sendo o ex-prefeito de Mossoró, o melhor em presença nas redes sociais, além da agenda que inclui um rodízio pelos municípios do estado e agendas políticas. “Essa combinação tem ampliado sua visibilidade”, acredita.

Com relação a Álvaro Dias, ex-prefeito de Natal, Heitor avalia que o pré-candidato do Partido Liberal, “ainda não encontrou uma estratégia eficiente de comunicação no ambiente digital”.

“Em relação à pré-campanha de Álvaro Dias, percebe-se que a atuação do companheiro de chapa, Babá Pereira, tem sido fundamental na interlocução com prefeitos e lideranças do interior. No entanto, o próprio pré-candidato ainda não encontrou uma estratégia eficiente de comunicação no ambiente digital. Além disso, embora integre a aliança, o senador Styvenson Valentim não mantém uma agenda conjunta frequente com Álvaro, algo que era esperado por muitos aliados e observadores políticos”, considerou.

No que diz respeito ao pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, para o jornalista, falta uma integração nas atividades de pré-campanha, de forma que possa melhorar o desempenho do denominado “Time Lula”, formado por Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), ambos pré-candidatos ao Senado, “poderia contribuir para fortalecer essa estratégia, principalmente por Rafael ser um nome conhecido em todo o RN”.

“Mas a campanha ainda vai começar, teremos o horário gratuito de TV, a campanha de rua, dentre outros, que interferem no processo”, pontuou.

Heitor Gregório avalia mudanças: “A campanha ainda vai começar” – Foto: Reprodução

A jornalista e comentarista política Daniela Freire, destaca que a pré-campanha segue “acirrada, adiantada e com fôlego entre os três principais nomes”.

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, na avaliação da jornalista, até o momento, foi o pré-candidato que mais errou, tanto na escolha de mirar em Allyson, quanto na condução da pré-campanha por parte da própria equipe. Já com relação a Cadu, ainda de acordo com a jornalista, as pesquisas mostram uma aproximação dos adversários. Sobre Allyson, seu maior problema seria a ausência de palanque nacional.

“Na minha avaliação, quem mais errou até agora foi o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, não apenas no adversário em que ele tem mirado neste momento a sua munição, que é no pré-candidato Allyson Bezerra, mas na forma como ele próprio e sua equipe têm conduzido as suas falas em entrevistas, o que tem refletindo repercussões negativas, como no caso da UERN, que ele sugeriu a possibilidade de privatizar ou federalizar”, destacou.

Daniela Freire: “Campanha acirrada entre os três principais nomes” – Foto: Reprodução

Com relação ao pré-candidato Cadu Xavier, além de uma aproximação com os adversários, para ela, a grande expectativa será quando “Cadu de Lula” terá a assinatura oficial do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e se esse trunfo será capaz de reverter os números das sondagens definitivamente, já que Lula é considerado o maior transferidor de votos do Rio Grande do Norte.

“Sobre Allyson, líder na maior parte das pesquisas, tem também um problema importante, na minha avaliação, a ausência de palanque nacional. Quem é o presidente de Allyson Bezerra?”, avaliou.

O comentarista político Carlos Santos lembra que, embora exista uma data oficial determinada pela Legislação Eleitoral para o início da campanha oficial, sempre há, por outro lado, o que denomina de “jeitinho brasileiro”, para adiantar o período, “onde todos podem tudo, menos pedir explicitamente voto, etc”.

Até o momento, para ele, ainda não existe nenhuma alteração significativa do quadro de pré-disputa que já se desenhava no ano passado. Sobre quem lidera a corrida? Allyson Bezerra, seguido por Álvaro Dias e Cadu Xavier, que segue se arrastando na disputa.

“Enfim, uma hipocrisia permitida e permissiva. Numa avaliação geral, não vejo nenhuma alteração significativa do quadro de pré-disputa que já se desenhava no ano passado. Há um nome na dianteira, Allyson Bezerra, um segundo lugar intocável de Álvaro Dias (o que já ocorria com Rogério Marinho, a quem ele substituiu). Na terceira colocação distante, Cadu Xavier, que mesmo lançado em fevereiro do ano passado, ainda não tracionou. Porém, tudo é cedo e é pré-campanha. Lá adiante saberemos se essas peças terão alteração. Teremos o peso dos programas em rádio e TV no afunilamento e outros fatores que vão determinar o que é mais palatável à massa-gente, ou seja, ao eleitor”, considerou.

Três estratégias diferentes
O maior acerto de Álvaro, conforme a análise de Saulo Spinelly, teria sido a intensificação das viagens e encontros políticos no interior do estado. “Seu principal acerto foi entender que a eleição estadual não se vence apenas na capital. Desde então, passou a intensificar viagens, reuniões regionais e encontros com prefeitos, vereadores e lideranças do interior”, afirmou.

Sobre os pontos positivos do caminho adotado por Álvaro até aqui, para ele, seriam o crescimento no interior do estado, um discurso mais definido ideologicamente, além de uma estrutura política em expansão e boa capilaridade junto aos prefeitos.

Com relação aos pontos negativos, Spinelly destacou que o pré-candidato “ainda carrega uma imagem de um candidato mais velho, precisa transformar apoios políticos em transferência efetiva de votos e tem, também o desafio de não ficar excessivamente dependente da polarização nacional.

“Hoje, a estratégia de Álvaro parece ser a mais tradicional: muito contato presencial, articulação política e fortalecimento de bases municipais”, destacou.

Allyson Bezera, para ele, seria o candidato com maior força digital e alto impacto de imagem.

“Se Álvaro apostou no municipalismo, Allyson apostou na comunicação. Sua pré-campanha tem sido marcada por forte presença digital, vídeos de grande alcance e uma estética de campanha moderna, muito próxima do universo do TikTok e das redes sociais. Foi uma estratégia eficiente para manter seu nome em evidência mesmo antes do período eleitoral”, enfatizou.

Os pontos positivos de Allyson estariam justamente na comunicação eficiente, no conhecimento do alto índice de conhecimento popular, forte identificação com o eleitor mais jovem e na capacidade de pautar o debate político.

Spinelly considera, no entanto, que, apesar da força digital, o ex-prefeito de Mossoró erra no que considera “excesso de centralização na imagem pessoal, dependência elevada das redes sociais, necessidade de ampliar discurso estadual e menor presença física em algumas regiões quando comparado ao ritmo municipalista de Álvaro.

“O principal desafio de Allyson será mostrar que sua candidatura representa mais do que uma comunicação moderna. Em algum momento, precisará aprofundar propostas e consolidar alianças fora do eixo Mossoró-redes sociais”, esclarece.

Sobre Cadu Xavier, Saulo acredita que o ex-secretário da Fazenda ainda busca um protagonismo.

“Entre os três, Cadu foi quem largou mais atrás. Por não possuir histórico eleitoral nem mandato, iniciou a pré-campanha praticamente desconhecido para grande parte do eleitorado. Seu crescimento nos últimos meses, entretanto, mostra que a estratégia do governo começou a surtir efeito. O petista passou a ocupar mais espaço nas redes, intensificou agendas pelo estado e começou a assumir o papel de defensor do legado da governadora”, considerou.

Os pontos positivos de Cadu, para Saulo, estariam no crescimento mostrado nas pesquisas, uma estrutura governista consolidada, o apoio do presidente Lula e da governadora Fátima Bezerra, além do discurso técnico e preparado para debates.

Já os pontos negativos estariam no baixo conhecimento popular em parte do eleitorado, em carregar naturalmente o desgaste do governo estadual e comunicação ainda considerada tímida quando comparada aos adversários.

“A principal mudança observada recentemente foi o aumento do tom político. O Cadu técnico começa a dar lugar ao Cadu candidato, mais disposto ao enfrentamento e ao debate público”, avaliou.

As estratégias podem mudar?

Saulo Spinelly: “Nenhum dos três encontrou ainda sua versão definitiva” – Foto: Reprodução

Spinelly, acredita que não apenas podem. Provavelmente vão: “A pré-campanha é uma fase de posicionamento. A campanha oficial costuma ser outra eleição. É possível que: Álvaro intensifique ainda mais o discurso municipalista e de gestão; Allyson reduza a pirotecnia digital e passe a apresentar mais propostas e conteúdo programático; Cadu assuma postura mais combativa e nacionalize parte do debate com a presença de Lula e do PT. O cenário atual sugere que nenhum dos três encontrou ainda sua versão definitiva de candidato. E é justamente por isso que, apesar das pesquisas e dos movimentos já realizados, a disputa pelo Governo do RN continua aberta. Os próximos meses serão decisivos para saber quem conseguirá transformar visibilidade em voto, estrutura em mobilização e narrativa em liderança eleitoral”, pontuou.

Tendência para os próximos meses
Se a pré-campanha tem sido marcada por movimentos de posicionamento, a


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