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SEM CONVICÇÃO POLÍTICA E SEM IDEAIS, MAIORIA DOS PARTIDOS POLÍTICOS EXISTEM EM FUNÇÃO DO FUNDO ELEITORAL

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Por: BOSCO AFONSO

O princípio para a existência dos partidos políticos no Brasil é de que são associações que representam convicções políticas formadas através de seus ideais. Ou seja, da convicção política e dos ideais de seus membros.
Será que no Brasil essa regra é cumprida por todos os 32 partidos políticos hoje existentes?

Na maioria dos partidos políticos, não. Claro que não.
No Brasil, com exceção dos chamados partidos nanicos que ainda não têm representatividade e de uns pouquíssimos partidos de projeção, a grande maioria é constituída de siglas que servem de manobras para alguns dos seus políticos mais bem-sucedidos eleitoralmente.

Alguns desses partidos até que começam bem as suas atividades. Servem bem aos ideais e às convicções políticas de seus membros. Com o crescimento, vem o desvirtuamento da finalidade. Em cada um dos partidos políticos que se destaca, o interesse maior está no Fundo Partidário e no Fundo Eleitoral. Ou, no mínimo, para os seus dirigentes, a oportunidade de executar um plano de poder, em vez de plano de governo.

O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos, o Fundo Partidário, foi criado em 1965 para custear despesas cotidianas das legendas como contas de luz, água, aluguel, passagens aéreas e salários de funcionários. Cada partido recebe um valor mensal estimado no número de seus filiados até o dia 31 de dezembro do ano anterior.

O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o chamado Fundo Eleitoral, foi criado em 2017 para compensar o fim do financiamento privado estabelecido em 2015 pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu doações de pessoas jurídicas para campanhas políticas logo após a descoberta das escandalosas propinas proporcionadas através dos dinheiros públicos.

O valor deste ano caiu de R$ 5,2 bilhões para R$ 4,9 bilhões e será rateado com os partidos devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de acordo com o número de parlamentares.

É de olho nessas bagatelas que os dirigentes partidários se esforçam para seus crescimentos. Eleger o maior número de parlamentares.
Ideais e convicções políticas, poucas. Ou nenhuma.
Os interesses pessoais e de grupos estão acima de tudo. E é por isso que alguns desses partidos políticos que vão embolsar gordas boladas têm até “dono”. Seja em níveis nacional ou estadual, nessa eleição.


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