
O candidato a deputado federal Dr. Bernardo (PV) não acredita em uma definição da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte no primeiro turno e aposta no crescimento de Cadu de Lula (PT) como elemento capaz de mexer na configuração da corrida estadual na reta final da campanha.
Em entrevista ao Diário do RN, ele descartou uma vitória de Allyson Bezerra (União Brasil) já no dia 4 de outubro e apontou trajetórias diferentes entre Cadu e Álvaro Dias (PL).
“Eu não vejo como Allyson ganhar a eleição no primeiro turno. Eu digo Allyson porque ele é o que está mais bem posicionado nas pesquisas”, afirmou. Para Dr. Bernardo, o momento da campanha favorece Cadu, que, segundo ele, conseguiu acelerar justamente quando a disputa entra na fase decisiva.
“Vejo um crescimento gigante de Cadu. Ele está numa crescente. E ele está numa crescente num momento muito bom da campanha. Você conseguir crescer agora é muito importante”, avaliou.
Aliado do candidato petista ao Governo, Dr. Bernardo afirmou que tem participado de caravanas e eventos da campanha e atribuiu parte do desempenho de Cadu ao aumento do conhecimento do eleitorado sobre o candidato. Na avaliação dele, a baixa exposição pública era um dos principais obstáculos enfrentados pelo petista no início da disputa.
“Quem conhece o Cadu acaba gostando. Ele é um candidato que tem uma empatia, um carisma muito grande. Ele tem conquistado muitas pessoas por onde passa. Porque o grande problema de Cadu era exatamente esse: as pessoas não conhecê-lo”, disse.
Ao comparar Cadu e Álvaro na reta final, Dr. Bernardo afirmou enxergar movimentos opostos.
Para ele, enquanto Cadu cresce entre os indecisos, Álvaro não consegue avançar. “Cadu está em uma crescente e Álvaro é exatamente o contrário. Não conseguiu crescer ou, no máximo, estabilizou”, afirmou. Diante desse cenário, considera certo um segundo turno entre Allyson e Cadu.
“Quatro é ilusão”
Na disputa proporcional, Dr. Bernardo também fez projeções sobre o desempenho da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB. Candidato pelo PV, ele considera praticamente consolidada a possibilidade de o grupo conquistar três das oito cadeiras do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, mas rejeita a tese de uma quarta vaga.
“A nossa nominata deve fazer três. Eu estou aí na luta para ser segundo ou terceiro da nominata e sobreviver. Não é fácil, mas estou na luta”, declarou.
Mais adiante, reforçou a avaliação: “Eu considero quase que certeza fazer três. Eu acho que, das nominatas, inclusive, a mais votada vai ser a da nossa Federação. Eu acho que a gente consegue tirar mais votos do que o PL. Embora não tenha chance de fazer quatro. Eu acho que essa questão de quatro é ilusão”.
Apesar de reconhecer uma disputa interna pelas vagas, Dr. Bernardo evita tratar os demais nomes da Federação como adversários. Ao falar especificamente sobre Thabatta Pimenta, também candidata pelo PV, destacou que o sistema proporcional faz com que o desempenho coletivo seja decisivo para a eleição dos integrantes da chapa.
“Eu não trato os meus companheiros de nominata como adversários. Nós somos parceiros. Afinal, eu dependo dela e ela depende de mim. A gente, sem os outros, não consegue fazer os três”, afirmou.
Campanha ganha capilaridade
Dr. Bernardo avalia que sua campanha ganhou dimensão estadual depois de começar mais concentrada no Oeste, região onde construiu sua trajetória política. Segundo ele, a candidatura avançou pelo Seridó, Potengi, Trairi, Região Central, Vale do Açu, Mato Grande e Agreste, além de ampliar a presença em Natal.
“A gente começou a campanha inicialmente pequena, mas felizmente conseguiu crescer. Está com uma capilaridade gigante em todas as regiões do Estado”, afirmou.
Segundo o candidato, esse crescimento está ligado ao trabalho nos municípios e à relação construída com lideranças locais. “É um voto de trabalho, de estar dia a dia nos municípios, uma relação política com as lideranças”, resumiu.