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BOLSONARO UTILIZA TERMO CONSIDERADO RACISTA PARA SE REFERIR A PESO DE APOIADOR NEGRO: “PESA O QUÊ? MAIS DE SETE ARROBAS”

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FOTO: REPRODUÇÃO

Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, em Brasília, nessa quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro voltou a utilizar uma expressão considerada racista para se referir a um homem negro.

Um outro adepto aponta para o homem negro e afirma: “ele disse que levantaram ele do chão naquela hora”. E Bolsonaro responde: “Conseguiram te levantar? Tu pesa o quê? Mais de sete arrobas”, (unidade de medida usada para a pesagem de gado).

O chefe do Executivo ainda complementa: “sabia que eu já fui processado por isso? Chamei um cara de oito arrobas.”

Em 2017, enquanto discursava no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, Bolsonaro se referiu a uma visita em um quilombo na cidade de Eldorado Paulista, no interior de São Paulo, expondo que o “afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas” e que eles “não fazem nada” e “nem para procriadores servem mais”.

A Justiça Federal do Rio de Janeiro condenou Bolsonaro a pagar uma indenização de R$ 50 mil pelo episódio.

Na decisão, a juíza da 26ª Vara Federal, Frana Elizabeth Mendes, afirmou que ficou evidenciada a total inadequação da postura e conduta praticada pelo parlamentar, que ataca toda a coletividade e não só o grupo dos quilombolas e população negra em geral.

A magistrada ainda destacou que o exercício do direito fundamental à liberdade de expressão, assegurado constitucionalmente, não é absoluto, e tem limites éticos, morais e sociais de respeito ao próximo.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou, em abril de 2018, o então pré-candidato ao Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Raquel Dodge, procuradora-geral à época, estava evidenciado que Bolsonaro praticou, induziu e incitou discriminação e preconceito contra comunidades quilombolas, inclusive comparando-os com animais.

A Primeira Turma do STF, em setembro de 2018, rejeitou a denúncia por 3 votos a 2. Para os ministros, prevaleceu o entendimento de que as falas estavam protegidas pela imunidade parlamentar, já que o atual presidente era deputado federal durante o acontecimento.

Votaram pela rejeição da denúncia o relator, Marco Aurélio, e os ministros Luiz Fux e Alexandre de Moraes. Já Luís Roberto Barroso e Rosa Weber concordaram em receber a denúncia, considerando que as declarações não estariam abrangidas pela imunidade parlamentar.

Com informações da CNN


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