Início » Política » Página 20

Política


NÃO ESCAPA NINGUÉM. CADU, ÁLVARO E ALLYSON DEIXAM ROMBO NAS FINANÇAS

  • por
Compartilhe esse post

Com a aproximação das eleições estaduais, três nomes cotados para disputar o Governo do Rio Grande do Norte chegam ao debate carregando os resultados fiscais de suas gestões ou áreas sob sua responsabilidade: o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), e o prefeito reeleito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB).
Os números oficiais de execução orçamentária e evolução da dívida consolidada revelam diferenças relevantes na condução das finanças públicas.

Estado amplia dívida em mais de R$ 5 bilhões. Na esfera estadual, onde Cadu Xavier, comanda a política fiscal, o Governo do RN registrou em 2025 o valor de R$ 23,87 bilhões empenhados, R$ 23,36 bilhões liquidados e R$ 21,94 bilhões pagos, ficando uma diferença entre valores liquidados e pagos de aproximadamente R$ 1,41 bilhão, indicando volume significativo inscrito em restos a pagar.

No comparativo da dívida consolidada, o Estado saiu de R$ 4,14 bilhões em 2018 para R$ 9,74 bilhões em 2025, um crescimento nominal de R$ 5,59 bilhões, equivalente a aumento aproximado de 134,8% no período.

A execução orçamentária e a dívida consolidada são conceitos distintos da gestão pública, embora se relacionem. A execução orçamentária diz respeito ao acompanhamento, ao longo de um exercício financeiro, da arrecadação das receitas e da realização das despesas previstas no orçamento aprovado pelo Legislativo. Ela mostra como o governo está colocando em prática aquilo que foi planejado, indicando quanto já foi empenhado, liquidado e pago em áreas como saúde, educação ou infraestrutura. Permite, portanto, avaliar se os gastos estão ocorrendo dentro do que foi autorizado e se a arrecadação está correspondendo às previsões.

Já a dívida consolidada representa o total das obrigações financeiras assumidas pelo ente público que se estendem por mais de um exercício, ou seja, é o estoque de dívidas acumuladas ao longo do tempo. Nela entram, por exemplo, empréstimos, financiamentos, precatórios e parcelamentos previdenciários.

Em termos práticos, a execução orçamentária mostra como o dinheiro público está sendo usado no presente, enquanto a dívida consolidada indica o peso financeiro herdado de decisões anteriores e que impacta a capacidade de investimento do governo.

Com o índice, Cadu Xavier deverá estabelecer como deverá trabalhar a temática na campanha eleitoral, já que a política fiscal promete ser um dos principais pontos de discussão dos palanques eleitorais. O Estado do Rio Grande do Norte viu o crescimento da dívida principalmente sobre a folha de pessoal, com a concessão de direitos, como reajuste e plano de cargos. Os precatórios provenientes de ações judiciais e dívidas fiscais também são responsáveis pelo peso na ampliação.

Já o município de Natal durante a gestão de Álvaro Dias registra maior crescimento proporcional da dívida.

Durante a gestão de Álvaro Dias à frente da Prefeitura de Natal, encerrada em 2024, o último exercício apresentou R$ 4,79 bilhões empenhados. Destes, R$ 4,30 bilhões liquidados e R$ 4 bilhões pagos. A diferença entre liquidado e pago ficou em cerca de R$ 294 milhões.

Em relação à dívida consolidada, o município saltou de R$ 492 milhões, em 2018, para R$ 2,24 bilhões ao final da gestão. O aumento foi de R$ 1,74 bilhão, representando crescimento aproximado de 355%, o maior percentual entre os entes analisados.

Além de ter apresentado o maior rombo entre as gestões dos pré-candidatos, Álvaro Dias deixou obras inacabadas na capital, como o Hospital Municipal, a rua João Pessoa, na Cidade Alta, o Mercado da redinha, e a reurbanização de Ponta Negra, que sequer foi iniciada.

Já em Mossoró, sob a gestão de Allyson Bezerra em seu primeiro mandato (2021–2024), os dados indicam R$ 1,40 bilhão empenhado em 2025. Destes, R$ 1,25 bilhão foi liquidado e R$ 1,24 bilhão pago, a menor diferença de execução orçamentária. A diferença entre liquidado e pago foi de cerca de R$ 11,5 milhões, percentual inferior ao observado no Estado e na capital.

Já a dívida consolidada mossoroense passou de R$ 233 milhões, em 2020, para R$ 588 milhões em 2025, aumento nominal de R$ 355 milhões, equivalente a crescimento aproximado de 152%.

O gestor mossoroense faz questão de se orgulhar de ter equilibrado as contas municipais.

Entretanto, tende a renunciar o mandato para a disputa estadual deixando rombo, e fornecedores e terceirizados com atraso.

Com perfis distintos, um gestor da área fazendária estadual, um ex-prefeito da capital e um prefeito reeleito do segundo maior município do Estado, a responsabilidade fiscal e o controle da dívida tendem a ocupar espaço central no debate eleitoral.


Compartilhe esse post

ALLYSON BARRA CEI SOBRE CONTRATOS DA SAÚDE: “AUTORITÁRIO E PERSEGUIDOR”

  • por
Compartilhe esse post

A tentativa de instalar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar contratos da saúde em Mossoró foi barrada na Câmara Municipal, segundo explicou a vereadora Marleide Cunha (PT) ao Diário do RN. De acordo com ela, a manobra ocorreu após mudanças no regimento interno que passaram a exigir sete assinaturas para o protocolo da comissão, número que a oposição não conseguiu alcançar.

“Nós não conseguimos nem dar entrada na CEI. O regimento foi mudado e só é possível protocolar com sete assinaturas. Nós tivemos apenas cinco”, afirmou a parlamentar. Segundo Marleide, vereadores que compõem a bancada da oposição deixaram de assinar o pedido, inviabilizando a abertura da investigação. “Teve gente que diz que é da oposição, mas não assinou. Não entendo por quê”, acrescentou.

Votaram a favor Marleide Cunha (PT), Plúvia Oliveira (PT), Jailson Nogueira (PL), Cabo Deyvison (MDB) e Wiginis do Gás.

Diante do bloqueio à CEI, a vereadora apresentou um requerimento de informações solicitando cópias de contratos, licitações, dados sobre medicamentos e a relação completa de fornecedores da saúde. O pedido, no entanto, também foi rejeitado.

“Eles derrubaram o requerimento. Ou seja, você não consegue caminhar na Câmara. A gente tenta fazer o debate, mas nada é aprovado”, disse.

Para Marleide Cunha, o barramento sistemático das iniciativas tem um motivo claro: “Eles morrem de medo de Allyson Bezerra”. A vereadora afirma que há uma blindagem política ao prefeito Allyson Bezerra, impedindo qualquer apuração mais profunda sobre a área da saúde.

Marleide Cunha sobre “podridão” na saúde: “Sem surpresa”
A ideia da CEI surgiu após a Operação Mederi, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do prefeito Allyson Bezerra. A investigação apura suspeitas de irregularidades e desvio de recursos públicos da saúde em contratos firmados pela gestão municipal, com atuação conjunta da PF e da Controladoria-Geral da União.

A vereadora afirmou à reportagem que as investigações da Polícia Federal sobre contratos da Prefeitura de Mossoró não representam surpresa para a oposição. Ela disse que as apurações apenas trazem à tona problemas antigos na administração municipal, especialmente em contratos da área da saúde e de obras públicas.

“Para nós não é surpresa nenhuma todas essas denúncias, a investigação da Polícia Federal, o prefeito tendo a Polícia Federal na sua casa, os secretários sendo investigados, porque as pessoas percebem que Mossoró tem uma podridão que está vindo à tona através das investigações da Polícia Federal”, declarou a parlamentar.

Segundo Marleide, embora a operação tenha foco específico na saúde, os indícios alcançam outras áreas da administração.

“Mossoró tem indícios de corrupção, de irregularidades em vários contratos. Vamos lembrar, nesse caso da Polícia Federal, tem a ação conjunta da Controladoria Geral da União, porque é desvio de recursos públicos da saúde. Mas os contratos nas obras do município sempre têm aditivos, sempre. E os aditivos são feitos quando vão encerrar os contratos, já próximos de encerrar, e são aditivos milionários. E a gente não vê esses milhões nessas obras, a gente não vê em serviços em Mossoró”, disse, citando a prática recorrente de aditivos financeiros elevados perto do fim dos prazos contratuais.

“Há um descuido muito grande em Mossoró com relação ao dinheiro público, aos recursos públicos. Allyson Bezerra acha que pode fazer o que quer na administração pública, como se o dinheiro fosse dele, como se pudesse gerir como se fosse da casa dele”, declarou.
Marleide classifica o prefeito como “demagogo populista”. “Ele é um risco à democracia, um risco a o direito às instituições, de cada um a exercer sua representação. Ele é extremamente autoritário, controlador e perseguidor, mas não é todo mundo que tem medo dele. A gente não tem medo dele. Ele não se dá por satisfeito nos contratos, nas obras que ele tem, nas manipulações que ele faz para melhorar a sua popularidade, manipulando o sentimento das pessoas”, concluiu.


Compartilhe esse post

AUXILIAR DE ALLYSON RECEBEU QUASE R$ 500 MIL DE CONTA PARA LAVAGEM DE DINHEIRO

  • por
Compartilhe esse post

A Polícia Federal ampliou o alcance da investigação da Operação Mederi, que apura suspeita de fraude e corrupção em compras de medicamentos pela Prefeitura de Mossoró com a empresa DISMED, ao incluir novas servidoras municipais em sua análise financeira. Um dos pontos centrais do relatório aponta que Clívia Corina Lima Lobo Maia, cadastrada, segundo a PF, como servidora do Gabinete do Prefeito, recebeu R$ 430 mil em transferências feitas pela conta de Rayca Fernandes, filha adolescente do proprietário da farmacêutica investigada, de uma conta que serviria, segundo a PF, para lavagem de dinheiro e distribuição de propina.

Segundo trecho literal do documento da PF, anexado aos autos: “Clivia Corina também está cadastrada como servidora do Gabinete do Prefeito de Mossoró. Clivia recebeu R$ 430.000,00, em quatro transferências, de Rayca Fernandes”.

As informações constam em relatório que cruza dados de pessoas que receberam recursos de investigados com bases de servidores públicos, método usado pela PF para identificar possíveis vínculos entre o esquema e representantes da administração municipal. Foi nesse cruzamento que surgiram os nomes de Clívia e Inez Martins de Medeiros Viana, conforme revelou o jornalista Dinarte Assunção, do Blog do Dina.

Relatório da Polícia Federal cruza dados de pessoas que receberam recursos de investigados com bases de servidores públicos – Foto: Reprodução

No caso de Clívia, a PF identificou que ela foi a segunda maior destinatária de recursos oriundos da conta de Rayca Fernandes, apontada pelos investigadores como instrumento de lavagem de dinheiro. As quatro transferências ocorreram entre 11 e 17 de março de 2022 e somam R$ 430 mil.

De acordo com reportagem do Estadão, a investigação detalha que a conta de Rayca Fernandes, menor de idade, foi usada para armazenar e distribuir recursos com o objetivo de burlar a fiscalização. Em apenas um ano, após contratos da DISMED com municípios, a conta movimentou cerca de R$ 427 mil, reforçando a suspeita de lavagem de dinheiro no esquema.

Em contato com o Blog do Dina, a servidora afirmou que o montante se referia à venda de um imóvel ao empresário Oseas Monthalggan Fernandes Costa, um dos proprietários da DISMED. No entanto, documentação do COAF anexada ao inquérito revela inconsistências relevantes: o bem negociado foi um terreno urbano de 360 m², registrado em cartório pelo valor de R$ 100 mil, em 18 de março de 2022, tendo como compradores Oseas e sua esposa, Roberta Ferreira Praxedes Costa.

A diferença de R$ 330 mil entre o valor declarado oficialmente e o montante efetivamente transferido chamou a atenção dos investigadores. Questionada pelo jornalista sobre a discrepância e sobre o fato de o pagamento ter sido feito a partir da conta da filha do empresário, Clívia disse inicialmente que apresentaria documentos comprobatórios. Horas depois, mudou de posição e informou que só exibiria a documentação se fosse intimada pela Polícia Federal, recusando-se a apresentá-la à imprensa.

A investigação também identificou vínculo acadêmico entre Clívia e Almir Mariano, atual secretário municipal de Saúde e um dos alvos centrais da Operação Mederi. Ambos aparecem como coautores de um estudo científico de 2014. Ao jornalista Dinarte Assução, Clívia afirmou que Almir foi seu professor e negou relação de proximidade.

Para a PF, porém, Almir teve papel relevante ao assumir a Secretaria de Saúde em 2025, garantindo, segundo os autos, a continuidade administrativa que permitiu o funcionamento do esquema, incluindo a homologação de licitações milionárias vencidas pela DISMED e a manutenção de gestores apontados como responsáveis por atestar o recebimento falso de medicamentos.

Inez Martins
O relatório também aponta que Inez Martins de Medeiros Viana recebeu R$ 100 mil diretamente da DISMED em 23 de junho de 2023. A PF a classifica como destinatária de transferência “que não aparenta ser parceira ou fornecedora” da empresa e registra vínculos dela com o Gabinete do Prefeito de Mossoró e com a Secretaria de Estado da Administração do RN.

Procurada, Inez respondeu inicialmente: “Eu??? Acho que você pegou a pessoa errada”. Após nova tentativa de contato, não voltou a se manifestar.


Compartilhe esse post

GUILHERME SALDANHA NEGA TESE DE QUE O RN SEJA “INGOVERNÁVEL”

  • por
Compartilhe esse post

O secretário estadual da Agricultura, Guilherme Saldanha (PSDB), voltou a se manifestar sobre as especulações que o colocam como possível nome para um eventual governo temporário no Rio Grande do Norte, caso se confirme a renúncia da governadora Fátima Bezerra para disputar o Senado. Em entrevista ao Diário do RN, Saldanha negou qualquer convite formal e afirmou que, até o momento, não houve conversa com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), sobre o assunto.

“Isso não existe. O presidente Ezequiel não chegou para mim, em momento algum, em todo esse tempo, amigo, você topa ser governador? Zero, não chegou”, declarou. Segundo ele, o que há é um ambiente de especulação alimentado pelas dificuldades políticas em torno da construção de um nome de consenso para uma eventual eleição indireta. “De concreto mesmo, assim, de sentar com a governadora, vamos sentar aqui Guilherme, você topa, as condições são essas, a gente lhe apoia, isso realmente não tem, não existe. Tem muita especulação”, reforçou.

Nesse contexto, o secretário fez questão de rebater um dos principais argumentos usados pela oposição ao governo estadual. “O Estado é ingovernável como a oposição diz? Não. Isso não existe, não. Eu tiro pela minha secretaria, que não é diferente das outras. Não tem atraso de dois meses, três meses. Se você trabalha um mês, fatura 30 dias, o Estado tem 30 dias para pagar”, declarou, acrescentando que não compartilha da avaliação de colapso administrativo. “Não vejo isso”, completou.

Ao ser provocado diretamente se considera o Rio Grande do Norte ingovernável, reiterou: “Sobre hipótese alguma. Tanto não é que tem uma disputa de três candidatos querendo governar ele a partir de janeiro”.

Questionado diretamente sobre a hipótese de disputar um mandato-tampão, Saldanha afirmou que não pretende entrar em uma disputa eleitoral indireta. “Eu não vou disputar. Não é que eu não mereça participar de uma disputa. É porque eu acho que esse mandato tampão precisa sair de um consenso, que, obviamente, as pessoas respeitem a próxima eleição”, disse.

Para ele, a resistência ao nome do secretário da Fazenda, Cadu Xavier, no âmbito da Assembleia passa diretamente pelo fato de Cadu ser candidato ao governo em outubro. “A dificuldade que a governadora está encontrando com o nome de Cadu é só por causa da eleição de outubro, que Cadu é candidato. E um bom candidato e certamente estará no segundo turno”, avaliou.

Apesar de negar qualquer articulação em curso, Saldanha admitiu que, se for oficialmente procurado pela governadora e pelo presidente da Assembleia, analisará o cenário. “Se chegar, eu vou analisar. Sinceramente, vou analisar com muito carinho e muita responsabilidade, saber o que é possível fazer”, afirmou.

Saldanha também fez uma leitura do cenário eleitoral para outubro e voltou a defender a viabilidade do nome de Cadu Xavier. Segundo ele, a força do presidente Lula como cabo eleitoral e o desempenho recente da esquerda em Natal indicam um patamar competitivo. “Eu acho que Cadu tem fácil 35%. Se Cadu tiver 35%, só sobra 75% para dois candidatos. Ele estará no segundo turno. Simples assim”, disse.

As declarações de Guilherme Saldanha ocorrem em meio à incerteza sobre a realização de uma eleição indireta para o governo do Estado entre abril e maio. Caso Fátima Bezerra confirme a renúncia, o PT defende a manutenção do comando do Executivo até o fim do ano, enquanto setores da direita chegaram a falar em um “nome técnico”.

Nesse cenário, além de sugestões como Zeca Melo e Roberto Serquiz, que circularam em janeiro, o nome de Saldanha passou a circular nos bastidores como alternativa de consenso, dada sua ligação com o PSDB, sua relação com o governo petista e o trânsito com parlamentares ligados ao grupo do senador Rogério Marinho.


Compartilhe esse post

GOVERNADORA ANUNCIA NOVOS SERVIÇOS DE ORTOPEDIA NO INTERIOR DO ESTADO

  • por
Compartilhe esse post

Há pouco mais de um ano, em fevereiro de 2025, o Governo do Estado deu início ao serviço de ortopedia de baixa e média complexidade no Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba. O objetivo era desafogar o Hospital Walfredo Gurgel, maior unidade de atendimento de traumas do Rio Grande Norte. Com o êxito da experiência, a gestão estadual, através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), vai instalar mais dois serviços semelhantes no interior do estado.

O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), durante a visita da governadora Fátima Bezerra ao hospital, dentro da programação de comemoração do primeiro ano de funcionamento do serviço, que neste período realizou 9,5 mil atendimentos e 1,5 mil cirurgias, atendendo pacientes de seis municípios da Região Metropolitana (Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Extremoz, São José de Mipibu, Parnamirim e Ceará-Mirim).

“O mais importante de tudo isso é, após um ano, voltar aqui e ver de perto, ouvir a população reconhecendo a importância que foi instalar esse serviço em Macaíba. São lembranças que vou levar para sempre”, afirmou a governadora.

A segunda barreira ortopédica do Rio Grande do Norte passará a funcionar no Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos, em Assu. O plano é que o serviço seja coordenado pelo Consórcio de Saúde do Vale do Açu, ajudando a desafogar o Hospital Regional Tarcísio Maia, em Mossoró. A equipe que vai atuar no serviço já passou por treinamentos na própria barreira de Macaíba.

“A barreira ortopédica em Assu deverá começar os atendimentos em março. No Seridó, também vamos montar o serviço com base no Consórcio de Saúde da região, que vai ajudar a melhorar o fluxo não só do Hospital de Caicó, mas até do Walfredo Gurgel”, completou o secretário de Saúde Pública, Alexandre Motta.

Avanços
Durante a solenidade comemorativa, foi destacada a importância da barreira ortopédica de Macaíba para diminuir a histórica sobrecarga do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, principal unidade de trauma-ortopedia do estado, e a parceria com o Ministério da Saúde para o feito.

O investimento superior a R$ 10 milhões para o custeio do serviço foi garantido pelo Ministério da Saúde, em um movimento inédito a nível nacional, a partir do projeto apresentado pela Sesap.

A instalação foi viabilizada com um investimento de R$ 1,5 milhão feito pelo Governo no Hospital de Macaíba na infraestrutura, modernizou as enfermarias, ampliando o refeitório e a climatizando os ambientes, entre outros serviços. Com um atendimento focado no acolhimento e humanização dos pacientes,


Compartilhe esse post

NATÁLIA: CAI A FARSA DA DEFENSORA DA DEMOCRACIA E SURGE UMA DITADORA

  • por
Compartilhe esse post

A deputada federal Natália Bonavides (PT) ingressou com ação judicial contra o Diário do RN em decorrência de reportagem publicada em 28 de outubro de 2025, que noticiou declarações feitas pela vereadora natalense Camila Araújo (UB) sobre a destinação de emendas parlamentares para obras da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), em Natal. O processo tramita na 2ª Vara Cível de Brasília, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), e tem como objeto pedido de direito de resposta e retificação.

A reportagem questionada foi publicada em 28 de outubro de 2025 e relatou que a vereadora levantou suspeitas, inclusive mencionando lavagem de dinheiro, sem apresentar provas ou indícios concretos. O texto também registrou que a parlamentar não especificou responsáveis por eventuais irregularidades e que o jornal tentou contato com a própria vereadora para esclarecimentos, sem obter resposta até o fechamento da edição.

Mesmo diante desse cuidado editorial, a deputada direcionou sua reação não contra a autora das declarações, mas contra o veículo que cumpriu o dever básico do jornalismo: informar sobre um fato público, protagonizado por agentes políticos, com interesse direto para a sociedade. A ação judicial não questiona a fala da vereadora Camila Araújo, origem da controvérsia, mas sim a decisão do Diário do RN de publicar o conteúdo, fruto de um pronunciamento oficial da parlamentar na Câmara de Vereadores de Natal.

Nos autos, a deputada Natália Bonavides sustenta que o jornal teria extrapolado o dever de informar ao adotar título considerado sensacionalista e ao associar seu nome à suspeita de crime grave. No entanto, a própria reportagem relata a inexistência de provas, deixando claro para o leitor que se tratava de uma declaração política, controversa, mas pública, e não de uma acusação confirmada.

Ao tentar transformar a publicação de uma fala em ato ofensivo, a ação desloca o debate do campo político para o jurídico, criando uma interpretação segundo a qual noticiar declarações de parlamentares passaria a depender de concordância prévia ou validação dos envolvidos. Trata-se de uma leitura incompatível com o exercício do jornalismo em uma democracia.

A peça judicial ainda atribui ao Diário do RN intenção difamatória e requer a retirada da matéria do ar, a publicação de retratação e direito de resposta com o mesmo destaque, além de restrições futuras à cobertura. O pedido, na prática, busca punir o veículo por dar visibilidade a um fato que ocorreu, e não por distorcer ou inventar informações.

A atitude da deputada Natália Bonavides, de querer ameaçar, intimidar e até censurar um veículo de informação, revela a hipocrisia da parlamentar, conhecida por defender a liberdade de imprensa. Porém, quando o tema não é de seu interesse ou o veículo não faz o que ela quer que faça, o discurso da liberdade de expressão vai para a lata do lixo e a defensora da democracia tenta ser ditadora de seus desejos.

Natália paga despesas do processo com dinheiro público

A ação tramita na 2ª Vara Cível de Brasília, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), sob o número 0769149-96.2025.8.07.0001, e tem como objeto o pedido de direito de resposta e retificação, com base na Lei nº 13.188/2015 (Lei do Direito de Resposta). A citação judicial foi expedida em 13 de janeiro de 2026, determinando prazo para manifestação do jornal.

Embora o valor da causa seja simbólico, R$ 1.000,00 chama atenção o fato de que as custas iniciais do processo, no total de R$ 89,91, não foram pagas pela autora da ação, mas sim pela Câmara dos Deputados, conforme certificado oficial do sistema PagCustas/PagTesouro.


Compartilhe esse post

AZEVEDO LEVANTA DÚVIDAS SOBRE ALLYSON: “BEM PROVÁVEL QUE NÃO SEJA CANDIDATO”

  • por
Compartilhe esse post

Em conversa sobre o xadrez político que se desenha para 2026, o deputado estadual Coronel Azevedo (PL) levantou dúvidas centrais sobre a real disposição do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), de deixar o cargo para disputar o Governo do Estado. Segundo o parlamentar, as articulações para um eventual cenário de eleições indiretas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, caso a governadora Fátima Bezerra (PT) renuncie ao cargo para disputar o Senado, ganhariam novos contornos.

Para Azevedo, o quadro não é simples e envolve mais do que decisões partidárias. Ele destacou comentários recorrentes nos bastidores de que Allyson poderia enfrentar maiores dificuldades jurídicas fora do mandato, em meio às investigações que atingem sua gestão.

“Eu escuto muito que ele se defenderia melhor com o mandato. Sem mandato, a situação de Allyson ficaria mais difícil”, afirmou o deputado, ecoando avaliações que, segundo ele, circulam entre advogados e lideranças políticas.

As declarações remetem diretamente à Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal, que apura suspeitas de fraude na compra de medicamentos e possíveis desvios de recursos públicos na área da saúde. Como já registrado em reportagens publicadas em janeiro e fevereiro, a operação colocou Mossoró no centro das investigações e trouxe desgaste político ao prefeito, com novos desdobramentos surgindo ao longo das apurações.

Nesse contexto, Coronel Azevedo questiona se Allyson assumiria o risco de renunciar ao mandato justamente quando, na avaliação de parte do meio jurídico, a condição de prefeito no exercício do mandato oferece mais instrumentos de defesa. Para o deputado, esse fator pode pesar decisivamente na definição sobre a candidatura ao Governo. “Cada vez surge um fato novo. É uma situação muito difícil para ele. É bem provável que ele não seja candidato, porque os doutores do direito dizem que é melhor defendê-lo com o mandato do que sem mandato”, resumiu.

O parlamentar também avaliou os reflexos eleitorais do caso, apontando que as investigações da PF tendem a ter impacto na imagem pública do prefeito e podem contribuir para um cenário de polarização. Na leitura de Azevedo, esse ambiente pode “espremer” Allyson entre campos ideológicos mais definidos, abrindo espaço para que a disputa ao governo se concentre em outros nomes, como o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias e o secretário estadual Cadu Xavier.

Coronel Azevedo também falou sobre o possível apoio do presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, ao grupo liderado pelo senador Rogério Marinho. “É uma expectativa. Ele está conversando, tem uma forte tendência dele chegar no grupo de Rogério, mas ele não anunciou nada”

Ainda sobre os movimentos da oposição, o parlamentar destacou a expectativa de filiação do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias ao PL. Segundo Azevedo, há o desejo de que o ato de filiação ocorra em um evento de alcance nacional, possivelmente com a presença do senador Flávio Bolsonaro, que também é pré-candidato à presidência da República, como forma de marcar posição e dar largada oficial à reorganização do campo oposicionista no estado. “É nosso desejo ter um evento de âmbito nacional no Rio Grande do Norte, e nesse evento a gente também definir quem é quem no Rio Grande do Norte, quem está com a gente, quem não está, começar a decidir, né? A gente tem a expectativa, Rogério vai trabalhar isso, vai tentar uma data em março, para ver se prioriza o Rio Grande do Norte na andança do Senador Flávio”


Compartilhe esse post

PAULINHO FREIRE PROJETA NOVO CICLO PARA NATAL: “A CIDADE ESTÁ AVANÇANDO”

  • por
Compartilhe esse post

O prefeito Paulinho Freire realizou a leitura da mensagem anual na Câmara Municipal de Natal, na manhã desta segunda-feira (23), apresentando um balanço detalhado do primeiro ano de gestão. Em seu discurso, destacou avanços estruturais, equilíbrio fiscal e a execução de obras em diversas áreas, consolidando as bases para um novo ciclo de desenvolvimento da capital potiguar.

“Acreditamos que as obras precisam ser realizadas para resolver problemas reais, uma vez que a infraestrutura contribui para qualidade de vida”, afirmou o gestor.

Durante a leitura, o prefeito destacou a Zona Norte como prioridade estratégica da gestão. “Vamos transformar a Zona Norte no maior polo de requalificação urbana, econômica e social da história de Natal, consolidando infraestrutura urbana, saneamento e drenagem definitiva, mobilidade qualificada, equipamentos sociais e esportivos, desenvolvimento econômico local, presença institucional da Prefeitura. Mais do que obras isoladas propomos medidas integradas. A Zona Norte não pode ser tratada como uma região periférica. Ela deve ser apresentada como: “O novo vetor de crescimento de Natal.” Quando infraestrutura, lazer, esporte, saneamento, mobilidade e geração de renda caminham juntos, não é apenas urbanismo — é transformação histórica.”

Segundo o prefeito, a região já recebe atenção especial da gestão e conta com estudos topográficos para a Via Mangue, nova ligação entre as pontes de Igapó e Newton Navarro. “A obra vai reduzir congestionamentos, reorganizar o tráfego nos bairros e criar uma alternativa à sobrecarregada Avenida João Medeiros Filho. ”

Outro destaque da mensagem do prefeito foi a educação, tida pelo gestor como prioridade absoluta: “Consolidamos, em 2025, um dos mais expressivos ciclos de investimento, valorização profissional e modernização da rede pública de ensino, reafirmando o compromisso da gestão com a qualidade da aprendizagem, a equidade e a permanência escolar”, afirmou citando a nomeação de 710 professores aprovados em concurso público, além de investimentos na formação continuada de professores, no fortalecimento da gestão escolar e na implementação de práticas pedagógicas alinhadas às diretrizes curriculares nacionais, para promoção de uma educação mais inclusiva, inovadora e centrada no estudante. “E vamos continuar com estas ações. Estamos construindo 7 novos CMEIs, com capacidade para 1.504 crianças, além de outras unidades em Felipe Camarão e Planalto. Estruturamos a Parcerias Público Privadas na Educação Infantil, uma parceria com o BNDES. Teremos 28 novas escolas. É a ampliação de vagas e modernização da infraestrutura educacional, de forma que os sorteios para matrículas na rede municipal de ensino nunca mais voltem a ocorrer”.

Ainda sobre obras, o prefeito prestou conta citou algumas concluídas no primeiro ano como a drenagem e urbanização da Avenida Presidente Sarmento (Avenida 4), no Alecrim, e a reurbanização da Lagoa do Santarém. “Para os próximos meses, estão previstos R$ 10 milhões em recursos do Finisa para a drenagem da Ribeira e das Rocas, além da obra de drenagem da Solange Nunes, no Planalto, da continuidade do túnel de macrodrenagem e das intervenções na Lagoa do Soledade”, explicou Paulinho.

Na área de drenagem, foram retiradas quase 40 mil toneladas de resíduos das redes e galerias pluviais, com mais de 400 quilômetros de redes limpas, 3 mil bocas de lobo e 550 poços de visita atendidos. Resultado que pode ser visto nas chuvas recentes quando com precipitações superiores a 100 milímetros, das 82 lagoas de captação existentes na cidade, apenas uma registrou transbordamento, evidenciando a eficácia das ações preventivas.

Na mobilidade urbana, Natal registrou crescimento de 69,3% na malha cicloviária, com mais de 4 mil metros de novas ciclovias e 9 mil metros de calçadas acessíveis implantadas. Também foi ampliado o Binário Jaguarari-São José em 1.800 metros e implantada faixa reversível na Avenida Felizardo Moura, por onde circulam cerca de 75 mil veículos por dia. Paulinho declarou também que as obras do Pontilhão de Cidade Nova serão retomadas, com entrega prevista ainda este ano.

Na área fiscal, o prefeito explicou que a Central de Compras gerou economia superior a R$ 13 milhões, o programa Frota Digital ultrapassou R$ 400 mil de economia mensal e o controle da folha reduziu, em média, R$ 390 mil por mês. “Nossa proposta estabelece diretrizes modernas de administração pública, com foco em controle, conformidade, rastreabilidade, transparência e responsabilidade fiscal, elevando o padrão de gestão do Município, sem prejuízo das carreiras efetivas, que permanecem valorizadas e fortalecidas dentro de suas atribuições próprias”

O prefeito citou ainda o REFIS 2025 com a formalização de mais de 21 mil acordos. “Promovemos o Programa de Recuperação Fiscal, o REFIS 2025, com condições inéditas como descontos em juros e multas, parcelamento estendido, inclusive via cartão de crédito, que permitiram a regularização em larga escala de créditos tributários e não tributários chegando ao fechamento de mais de 21.000 acordos”

Paulinho pontuou também que, na área da assistência social, a gestão iniciará a obra da Cidade Social, com investimento de R$ 15 milhões, enquanto o programa Natal Integra prevê investimento de 38 milhões de dólares, contemplando a construção de 12 CRAS, 4 CREAS, 4 Oficinas do Fazer e 3 novas Cidades Sociais.


Compartilhe esse post

CONTAS DE ALLYSON RECEBEM PARECER PELA REPROVAÇÃO EM AUDITORIA DO TCE

  • por
Compartilhe esse post

Depois de reexaminadas, as contas de governo da Prefeitura de Mossoró referentes ao exercício financeiro de 2021, primeiro ano da gestão do prefeito Allyson Bezerra (UB), seguem com recomendação de desaprovação no Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN), de acordo com o despacho do processo número 000628/2023.

O processo passou por auditoria da área técnica do Tribunal, que apontou irregularidades na condução da gestão fiscal e orçamentária. Mesmo após a apresentação de defesa e documentação complementar por parte do gestor, o corpo técnico da Diretoria de Controle de Contas de Governo e Gestão Fiscal manteve o entendimento desfavorável. Quatro foram as irregularidades mantidas após a análise da defesa.

Uma delas aponta não remessa ou remessa incompleta de documentos. De acordo com o parecer do TCE, a ausência desses documentos “compromete a transparência e a rastreabilidade das contribuições recolhidas”.

O TCE também apontou abertura de crédito suplementar superior ao autorizado. Apesar da defesa argumentar que o cálculo deveria incluir excesso de arrecadação, a análise técnica manteve a irregularidade. O entendimento é que “o parâmetro a ser considerado é a despesa fixada na LOA, e não a dotação atualizada nem tampouco a previsão de receita reestimada ao longo do exercício”. Tal ação “configura infração político-administrativa”.

Ausência de autorização para abertura de crédito especial também foi fator para o parecer pela desaprovação das contas de Allyson Bezerra. “A ausência de lei específica afronta o princípio da legalidade orçamentária”, lembrou a análise técnica.

A auditoria do Tribunal incluiu, ainda, o descumprimento do prazo de envio da. O atraso no envio da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2021 foi mantido como um achado formal, pois o prazo venceu durante a gestão atual.

Dois achados foram afastados após a defesa. São eles a contratação de operações de crédito sem anuência legislativa e as inconsistências apuradas na evidenciação das informações.

A conclusão do corpo técnico sugeriu a emissão de Parecer Prévio pela Desaprovação das Contas da Prefeitura Municipal de Mossoró, relativas ao exercício de 2021, em razão das irregularidades mantidas. A conclusão consta na Informação Conclusiva nº 173/2025, com fundamento no artigo 61 da Lei Complementar Estadual nº 464/2012.

Com o avanço do processo, o conselheiro relator Antônio Ed Souza Santana determinou o encaminhamento dos autos ao Ministério Público de Contas, onde o feito seguirá para análise e emissão de parecer pela procuradora Luciana Ribeiro, etapa obrigatória antes do julgamento definitivo pelo plenário do TCE.

O parecer prévio do Tribunal de Contas tem caráter técnico e serve de base para o julgamento político-administrativo das contas pela Câmara Municipal de Mossoró, responsável pela decisão final. O documento ainda deverá ser analisado pelo pleno do TCE.


Compartilhe esse post

PREFEITA BENZETACIL: POPULAÇÃO BATE FORTE NA GESTÃO DE PAU DOS FERROS

  • por
Compartilhe esse post

A denúncia publicada pelo Diário do RN sobre a compra de medicamentos pela Prefeitura de Pau dos Ferros desencadeou reações negativas nas redes sociais sobre a prefeita Marianna Almeida (PSD). Nos comentários feitos em postagens do jornal no Instagram, internautas manifestaram desconfiança, ironia e críticas diretas à gestão municipal, sobretudo em relação ao volume de medicamentos adquiridos para um município com cerca de 30 mil habitantes e à relação política da prefeita com o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (UB).

As manifestações do público têm, em sua maioria, tom negativo. Comentários associam a compra de grandes quantidades de Benzetacil e Dexametasona à ideia de descontrole administrativo, levantam suspeitas de irregularidades e pedem a atuação da Polícia Federal. Expressões como “tem que ser investigada”, “nesse angu tem caroço” e “farinha do mesmo saco” se repetem, além de menções diretas à semelhança entre o modelo de contratação adotado em Pau dos Ferros e aquele investigado em Mossoró no âmbito da Operação Mederi.

Parte dos comentários também ironiza o volume de Benzetacil adquirido, medicamento utilizado no tratamento da sífilis no SUS, com referências jocosas a uma suposta “cidade infectada”. Outros usuários apontam que o apoio político declarado de Marianna Almeida a Allyson Bezerra explicaria, na visão deles, a adoção do mesmo modelo de compra, conhecido como a chamada “matemática de Mossoró”. O apoio de Marianna Almeida ao pré-candidato ao Governo foi anunciado no dia 13 de fevereiro, em encontro dos partidos aliados do União Brasil e PP. Até então, a prefeita integrava base de Fátima Bezerra (PT).

Há ainda manifestações que defendem a prefeita, embora em número significativamente menor, classificando-a como “boa gestora” e atribuindo a polêmica a disputas políticas.

A denúncia do Diário do RN aponta que, em 2025, a Prefeitura de Pau dos Ferros destinou R$ 62,4 milhões para a área da saúde. Dentro desse montante, chamou atenção o contrato firmado com a empresa Dismed, que faturou R$ 376,2 mil apenas neste ano. A contratação ocorreu por adesão a uma ata de registro de preços originalmente gerenciada pela Prefeitura de Mossoró, modelo que vem sendo questionado por envolver volumes e valores considerados elevados para municípios de menor porte.

As notas fiscais vinculadas ao contrato indicam a compra de 29 mil ampolas de Benzetacil 1.200.000 UI, ao custo aproximado de R$ 152 mil, além de 45 mil ampolas de Dexametasona.

Distribuídos ao longo do ano, os números correspondem a uma média de cerca de 80 ampolas de Benzetacil por dia e 123 de Dexametasona, quantitativos que motivaram questionamentos sobre a compatibilidade das compras com a demanda real da rede municipal de saúde.

Embora o preço unitário do medicamento tenha apresentado redução em relação a compras anteriores, a denúncia destaca que o principal ponto de atenção não é o valor, mas o volume adquirido e a origem da ata de registro de preços. No âmbito da Operação Mederi, a Polícia Federal apura, em outros municípios, incluindo Mossoró, supostas fraudes em licitações, cobrança de propina e até a não entrega de medicamentos adquiridos com recursos públicos.

Até o momento, a Prefeitura de Pau dos Ferros não é alvo de investigação da Polícia Federal.

Ainda assim, a repercussão intensa nas redes sociais evidencia um aumento da pressão política sobre a prefeita. O Diário do RN buscou Marianna Almeida para obter a versão dela sobre o assunto, mas não obteve resposta até o fechamento da edição.


Compartilhe esse post

MARIANNA ALMEIDA TRANSFORMA PAU DOS FERROS NA TERRA DA BENZETACIL

  • por
Compartilhe esse post

A Prefeitura de Pau dos Ferros, sob a gestão Marianna Almeida (PSD), destinou R$ 62.415.591,75 para a área da saúde em 2025, conforme dados oficiais da execução do portal da transparência municipal. Dentro desse volume de recursos, contratos para aquisição de medicamentos passaram a chamar atenção, especialmente o firmado com a empresa Dismed, alvo da Operação Mederi, que investiga possíveis irregularidades no fornecimento de medicamentos ao poder público.

Somente em 2025, a Dismed faturou R$ 376.210,70 da Prefeitura de Pau dos Ferros, valor referente ao fornecimento de medicamentos à rede municipal de saúde. O contrato foi firmado por meio de adesão à Ata de Registro de Preços do Pregão/Adesão nº 1/2025, procedimento encerrado com valor global estimado em R$ 592.639,00, segundo o Portal da Transparência do município. A contratação ocorreu pela Secretaria Municipal de Saúde, com recursos de transferências federais do Sistema Único de Saúde (SUS), destinadas à manutenção das ações e serviços públicos de saúde.

Os dados disponíveis indicam que a adesão à ata teve como objetivo a aquisição de medicamentos injetáveis para atender as Unidades Básicas de Saúde de Pau dos Ferros. A ata utilizada foi originalmente gerenciada pela Prefeitura de Mossoró, modelo que passou a ser conhecido regionalmente como a chamada “matemática de Mossoró”, em referência a contratações com volumes e valores considerados elevados quando comparados à realidade dos municípios aderentes, além da suposta cobrança de propina pelo prefeito Allyson Bezerra (UB), investigada pela Polícia Federal.

Somente em 2025, a Dismed faturou R$ 376.210,70 da Prefeitura de Pau dos Ferros, valor referente ao fornecimento de medicamentos à rede municipal de saúde.

As quantidades descritas em notas fiscais vinculadas ao contrato, no entanto, destoam da realidade do município, que possui cerca de 30 mil habitantes. Entre os itens adquiridos constam 29 mil ampolas de Benzetacil 1.200.000 UI, ao custo de R$ 152 mil, além de 45 mil ampolas de Dexametasona.

Quando os números são distribuídos ao longo do ano, a desproporção se torna ainda mais evidente. O volume de Benzetacil registrado nas notas fiscais corresponderia, em média, a 2.416 ampolas por mês ou aproximadamente 80 ampolas por dia. Já no caso da Dexametasona, a média seria de 3.750 ampolas mensais ou cerca de 123 ampolas por dia.

O medicamento aparece ainda com preços distintos observada em outras compras públicas. Conforme registros do Portal da Transparência, o município adquiriu o medicamento ao custo unitário de R$ 9,19 em 2023 na mesma empresa.

Dois anos depois, em 2025, o mesmo medicamento foi comprado, através de ata de registro de preços da Prefeitura de Mossoró, ao valor unitário de R$ 5,25, resultando em uma redução de quase 100% no valor adquirido. No âmbito da Operação Maderi, foi constatado, pela Polícia Federal, que empresas fornecedoras descumpriram contratos, deixando de entregar as medicações adquiridas pelo poder público, a disparidade dos preços no intervalo de dois anos chama a atenção. A questão não era o valor, mas o volume da compra e a ausência da entrega do medicamento. A Prefeitura de Pau dos Ferros não é ainda alvo de investigação da PF.

A situação ganha ainda mais relevância diante do papel da Benzetacil. No SUS, o medicamento é considerado o tratamento padrão ouro para a sífilis, sendo amplamente utilizado na rede pública, inclusive no combate à sífilis congênita, em gestantes e seus parceiros.

O caso chama atenção também pelo fato de a Dismed integrar o rol de empresas investigadas na Operação Mederi, o que reforça a necessidade de acompanhamento e apuração por parte dos órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas. As diferenças de preços, os volumes contratados e a origem da ata de registro de preços reacendem o debate sobre transparência, planejamento e uso racional dos recursos públicos destinados à saúde no município de Pau dos Ferros.

Ata de Registro de Preço da Prefeitura de Mossoró, que Pau dos Ferros aderiu para comprar os injetáveis – Foto: Reprodução
Uma das notas de empenho, mostra compra de 10 mil ampolas de Benzetacil e 15 mil ampolas de Dexametasona – Foto: Reprodução

Allyson Bezerra segue investigado pela PF

Allyson foi alvo de mandado de busca e apreensão em sua residência no dia da operação. – Foto: Reprodução

A Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal no dia 27 de janeiro, revelou um esquema estruturado de fraudes em licitações, pagamento sistemático de propinas e desvio de recursos públicos na área da Saúde em Mossoró e outros municípios do Rio Grande do Norte. No centro das investigações está o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido em sua residência no dia da operação. Segundo a PF, o esquema envolve empresários do setor farmacêutico, servidores públicos e integrantes do alto escalão da gestão municipal.

De acordo com as investigações, diálogos interceptados entre empresários detalham o funcionamento do esquema e apontam Allyson Bezerra como beneficiário direto de percentuais fixos sobre contratos públicos. Em uma das conversas, o empresário Oseas Monthalggan, sócio da distribuidora de medicamentos DISMED, descreve a divisão de um contrato de R$ 400 mil, afirmando que parte do valor seria desviada como propina. “Ele pega trinta por cento. Sessenta.

Aqui ele comeu sessenta mil”, diz Oseas, em referência ao prefeito, segundo a PF. Em outro trecho, citado na decisão judicial, o empresário detalha que “dos 130 nós temos que pagar 100 mil a Allyson e a Fátima”, estabelecendo percentuais de 15% para o prefeito e 10% para a pessoa identificada como “Fátima”.

A Polícia Federal sustenta que não há ambiguidade quanto à identidade do destinatário das vantagens indevidas. Para os investigadores, expressões como “o homem” ou menções indiretas nas conversas eram formas veladas de se referir a Allyson Bezerra. Em escutas ambientais realizadas na sede da DISMED, o nome do prefeito é citado de forma direta e até associado a práticas criminosas, reforçando, segundo a PF, a existência de um acordo prévio de pagamento de propina. A Controladoria-Geral da União (CGU) corroborou essa leitura ao afirmar que as práticas ilícitas teriam sido “encabeçadas pelo alto escalão das gestões municipais”, apontando o prefeito e o vice-prefeito Marcos Bezerra (PSD) como operadores do topo do esquema.

A DISMED, empresa apontada como pivô da operação, firmou contratos que somam R$ 6,39 milhões com a Prefeitura de Mossoró entre 2024 e 2026, mas, considerando pagamentos desde 2022, o montante chega a R$ 14,87 milhões. Com base no percentual de 15% citado nas conversas, a PF estima que Allyson Bezerra possa ter recebido mais de R$ 2,2 milhões em propina, valor que pode ultrapassar R$ 3,7 milhões ao incluir os repasses atribuídos a “Fátima”. A Operação Mederi cumpriu 35 mandados de busca e apreensão, investiga 15 servidores públicos em cinco municípios e apura prejuízo estimado em R$ 13 milhões. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito negou qualquer envolvimento no esquema.


Compartilhe esse post

PRÉ-CANDIDATOS AO GOVERNO DO RN UTILIZAM CARNAVAL COMO VITRINE POLÍTICA

  • por
Compartilhe esse post

Enquanto o Carnaval tomava conta das ruas do Rio Grande do Norte, os bastidores da política também entraram no ritmo da folia. Entre os nomes mais presentes estiveram o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e o secretário estadual da Fazenda Cadu Xavier (PT), ambos pré-candidatos ao Governo do Estado. Em contraste, chamou atenção a ausência do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, único nome lançado para a disputa estadual que não apareceu em eventos públicos nem fez postagens relacionadas ao Carnaval.

A governadora Fátima Bezerra (PT) e Cadu Xavier aproveitaram o período carnavalesco para intensificar agendas políticas. Em Caicó, ambos participaram do Carnaval da cidade e tiveram encontros com o deputado estadual Nelter Queiroz, fora da base governista, sob o olhar do líder do Governo na Assembleia Legislativa, Francisco do PT.

Em Apodi, a dupla se reuniu com o deputado Neilton Diógenes, também fora da base do Governo.

Nos bastidores, essas aproximações são vistas como parte do esforço para ampliar alianças, especialmente diante da possibilidade de uma eleição indireta para o Governo, caso Fátima deixe o cargo para disputar o Senado.

No domingo de Carnaval, Fátima e Cadu estiveram em Areia Branca e Macau. Em Areia Branca, participaram do tradicional arrastão na praia de Upanema, ao lado do prefeito Souza Neto (UB).

Já em Macau, a governadora foi recebida pela prefeita Flavinha Veras e acompanhou a programação na Praça da Conceição.

Antes disso, Fátima Bezerra e Cadu Xavier também acompanharam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no desfile do Galo da Madrugada, em Recife, reforçando a conexão direta com o Palácio do Planalto em um dos maiores eventos populares do país.

Do lado da oposição, Álvaro Dias aproveitou o Carnaval para circular por diferentes regiões, fortalecendo laços políticos e ampliando sua presença como pré-candidato ao Governo. Ele integra o grupo liderado pelo senador Rogério Marinho e mantém articulação direta com o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira de Souza.

Um dos encontros mais simbólicos do período ocorreu na Praia de Pirangi, onde o deputado Tomba Farias reuniu nomes de peso da oposição. Estiveram presentes o prefeito de Natal Paulinho Freire, a vereadora Nina Souza, o vereador Aldo Clemente, além de Ezequiel Ferreira.

Também chamou atenção a presença do ex-vice-governador Fábio Dantas, acompanhado da deputada Cristiane Dantas. O encontro reforçou especulações sobre o nome de Fábio como possível alternativa em cenários de rearranjo político, incluindo a hipótese de um governo tampão.

O Carnaval de Caicó voltou a se consolidar como um dos principais palcos políticos do Estado. No sábado, circularam pela cidade a senadora Zenaide Maia, o deputado federal João Maia e os deputados estaduais Nelter Queiroz e Terezinha Maia. Todos prestigiaram o evento estiveram com o prefeito Dr. Tadeu, elogiando a organização da festa.

Em meio a tantas aparições e registros nas redes sociais, a ausência de Allyson Bezerra foi notada. O prefeito de Mossoró não participou de eventos carnavalescos nem publicou conteúdos relacionados à folia. Nos bastidores, o silêncio do evangélico foi interpretado como uma escolha estratégica, contrastando com a exposição adotada por outros pré-candidatos.


Compartilhe esse post

NATÁLIA BONAVIDES É ACUSADA DE MENTIR SOBRE ASSISTÊNCIA SOCIAL A DESABRIGADOS

  • por
Compartilhe esse post

Uma troca pública de acusações nas redes sociais colocou em lados opostos a deputada federal Natália Bonavides (PT) e o comunicador Gustavo Braga, após versões divergentes sobre a distribuição de alimentação a famílias desabrigadas pelas enchentes que atingiram a comunidade de Jardim Primavera, na Zona Norte de Natal, na semana passada. O debate teve início após o transbordamento da lagoa de captação da região, que deixou moradores desalojados. Uma escola municipal passou a funcionar como ponto de apoio para a distribuição de refeições. Em vídeo publicado no Instagram, Natália Bonavides afirmou que o serviço teria sido interrompido após a visita do prefeito Paulinho Freire (UB).

“O que aconteceu depois? A escola foi fechada, o jantar foi cancelado. E o café, o almoço e a janta que iam ter amanhã também estão cancelados. A população ficou, inclusive, sem saber como é que ia se alimentar”, afirmou a deputada.

No mesmo vídeo, Natália classificou a situação como uma retaliação da gestão municipal ao protesto da comunidade e afirmou que foi necessária uma mobilização emergencial para garantir a alimentação das famílias. “A gente conseguiu esse jantar hoje, mas amanhã está totalmente aberto como é que essas pessoas vão se alimentar. A gente espera que a prefeitura retome o serviço, porque é o direito dessas pessoas”, declarou.

A versão apresentada pela deputada foi contestada por Gustavo Braga, que repercutiu o caso em suas redes sociais e, posteriormente, explicou sua posição ao Diário do RN. Segundo o comunicador, não houve fechamento por retaliação, mas cumprimento de horários previamente estabelecidos.

“Natália fez um vídeo dizendo que, após o prefeito ser vaiado, ele mandou fechar a escola em retaliação, o que não é verdade. Os voluntários disseram que ficariam na escola todos os dias até as 17h, então foram servidas três refeições: café às 7h, almoço às 12h e jantar às 17h. A escola abriu sim no outro dia, como no dia anterior, e com os mesmos horários. Ela serviu um jantar às 19h, ótimo, parabéns, mas às 17h a prefeitura também serviu”, disse.

Braga citou ainda a visita da advogada Brenda Martins à escola, que gravou um vídeo no local contestando a versão divulgada pela deputada. Ele tratou sobre a presença e as impressões da advogada, que, segundo ele, tem posicionamento político progressista.

“Ela conversou com funcionários e com a população, que afirmaram que o jantar foi servido sim no dia anterior. Inclusive, ela almoçou lá uma feijoada”, relatou o comunicador.

Após a repercussão, Natália Bonavides passou a comentar publicamente as postagens de Gustavo Braga no Instagram, negando que tenha divulgado informações falsas. Em resposta, o comunicador gravou um novo vídeo e publicou uma carta aberta direcionada à deputada, elevando o tom do embate.

“Não compactuo com informação falsa. Dizer que uma escola foi fechada em represália e deixou o povo com fome é muito grave. Não estou defendendo direita nem esquerda, estou defendendo o que é certo. Eu continuo progressista, continuo votando em Lula, continuo do lado de Fátima. Mas não posso concordar quando se diz algo que não aconteceu”, escreveu.


Compartilhe esse post

HERMANO CRITICA EM FÁTIMA MESMO INVESTIMENTO FEITO POR ALLYSON BEZERRA

  • por
Compartilhe esse post

O deputado estadual Hermano Morais (PV) usou a tribuna da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, tão logo fechou parceria com o oposicionista Allyson Bezerra (UB), para criticar o baixo volume de investimentos realizados pelo Governo do Estado. Segundo o parlamentar, é “inadmissível” que um ente federativo do porte do RN destine apenas cerca de 3% das Receitas Correntes Líquidas para investimentos.

A crítica, no entanto, acabou expondo uma contradição dentro do mais novo grupo político do deputado. Dados oficiais do Relatório Resumido de Execução Orçamentária, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), referentes ao 6º bimestre e ao encerramento do exercício financeiro de 2025, mostram que a Prefeitura de Mossoró, administrada pelo prefeito Allyson Bezerra, hoje aliado político de Hermano, apresentou exatamente o mesmo percentual de investimento.

Hermano, que integrava a base aliada da governadora Fátima Bezerra (PT), deverá se o candidato a vice-governador em chapa encabeçada por Allyson em outubro próximo.

De acordo com o TCE, o Estado do Rio Grande do Norte registrou, em 2025, uma Receita Corrente Líquida de R$ 19.513.846.659,98. Desse total, foram liquidados R$ 605.189.839,80 em investimentos, o que representa 3,1% da RCL, índice classificado pelo parlamentar como insuficiente.

Já o município de Mossoró contabilizou Receita Corrente Líquida de R$ 1.251.153.067,46 no mesmo período. Conforme os dados oficiais do TCE, R$ 39.191.279,55 foram aplicados em investimentos, também correspondendo a 3,1% da receita, percentual idêntico ao criticado por Hermano quando se referiu ao governo estadual.

A comparação chama atenção porque Hermano Morais foi enfático ao classificar o índice estadual como inadmissível, mas não mencionou o desempenho da gestão municipal de Mossoró, que seguiu o mesmo padrão proporcional de investimento em relação à sua capacidade arrecadatória.

Embora Mossoró apresente uma situação fiscal mais equilibrada que a do Estado, os números objetivos dos relatórios fiscais revelam que o esforço percentual destinado a investimentos foi equivalente entre os dois entes federativos em 2025, o que coloca o Estado em um patamar de esforço maior nos investimentos em relação ao aliado.

O deputado estadual anunciou a migração do PV, que integra a Federação Brasil da Esperança junto com o PT de Fátima e PCdoB, para o MDB de Walter Alves, após o rompimento do vice-governador com a governadora. A decisão de Hermano foi reforçada após acordo para ser indicado vice do pré-candidato de Mossoró.


Compartilhe esse post

CADU XAVIER ACUSA ALLYSON BEZERRA: “SIM, ELE MENTE! ELE É DESONESTO”

  • por
Compartilhe esse post

A resposta do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), às críticas feitas pelo prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), foi o primeiro embate da disputa eleitoral de 2026 entre os dois pré-candidatos ao Governo do RN. Em reação às declarações do prefeito durante a mensagem anual na Câmara Municipal de Mossoró, nesta quarta-feira (11), Cadu afirmou que Allyson “mente” e usa uma estratégia recorrente de criar “cortina de fumaça” para fugir de explicações sobre investigações que envolvem sua gestão.

Em entrevista ao Diário do RN, Cadu foi direto ao classificar a postura do prefeito como uma tentativa de deslocar o debate público. “Como sempre, ele buscando cortina de fumaça. Me parece que essa declaração dele é uma tentativa de criar cortina de fumaça para mais uma vez não explicar os processos que ele está respondendo. A gente fala muito desse processo da operação da Policia Federal, mas bom dizer que tem outra investigação, que é do Ministério Público Estadual”, lembrou.

O secretário se refere às investigações em curso, tanto da Polícia Federal quanto do Ministério Público Estadual, que apura cobrança de propina em licitações de obras, já publicada pelo Diário do RN. Cadu ironizou: “Se tiver mais uma pública, ele pode pedir música no Fantástico”.

Cadu considera a mentira uma prática recorrente do prefeito. “Sim, ele mente! E diria mais: ele tem essa tática de quando surge um problema para ele enfrentar, ao invés de enfrentar o problema, ele vai para outra linha de debate para tentar desvirtuar o debate, tirar o debate do centro do que está posto agora, que é a explicação que ele precisa dar para os escândalos na prefeitura que ele é o gestor”, disse.

Cadu também abordou o assunto em vídeo nas redes sociais, no qual ele confronta diretamente a narrativa de “abandono” adotada por Allyson. “Honestidade. Você conhece bem essa palavra, né?

Mas o prefeito de Mossoró parece que não. O prefeito também é desonesto com as palavras”, declarou, antes de listar ações do Governo do Estado no município.

Segundo ele, a gestão estadual investiu cerca de R$ 200 milhões na construção e funcionamento do Hospital da Mulher, ampliou de 14 para 54 os leitos de UTI da rede pública, aplicou R$ 6 milhões na reforma de escolas e reduziu em 60% os homicídios em Mossoró entre 2019 e 2025.

Cadu também rebateu críticas na área da educação, afirmando que o governo só não avançou mais porque a prefeitura não cedeu terreno para a construção do Instituto Estadual de Educação Profissional (IERN), o que obrigou o Estado a adquirir a área.

Citou ainda investimentos de R$ 90 milhões na adutora Apodi-Mossoró, a recuperação de rodovias estaduais e a articulação da governadora Fátima Bezerra junto ao Governo Federal para viabilizar a duplicação da BR-304. “Isso é trabalho, é honestidade, é vida real, não é TikTok”, afirmou.

No vídeo, o secretário compara as posturas dos dois campos. “O nosso governo está em Mossoró cuidando da vida das pessoas, sem desespero para querer aparecer, sem Ministério Público e Polícia Federal na cola”, finalizou.

As declarações de Cadu Xavier são uma resposta direta ao discurso de Allyson Bezerra durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2026 na Câmara Municipal de Mossoró. Na ocasião, o prefeito afirmou que a cidade foi “abandonada, sabotada e alvo de todo tipo de maldade” pelo Governo do Estado.


Compartilhe esse post

DE 80 PARA 1: GESTÃO PAULINHO REDUZ LAGOAS CRÍTICAS DE NATAL EM 14 MESES

  • por
Compartilhe esse post

A secretária municipal de Trabalho e Assistência Social de Natal, Nina Souza, afirmou que a capital reduziu de mais de 80 para apenas uma o número de lagoas com problemas críticos em pouco mais de um ano da gestão do prefeito Paulinho Freire. Em entrevista ao programa 12 em Ponto, da 98 FM, ela detalhou as ações emergenciais durante as chuvas, rebateu críticas da oposição e defendeu a realização de eventos como estratégia para fortalecer a economia.

Sobre os alagamentos no Jardim Primavera, Nina destacou a dimensão da cidade e a mobilização das equipes. “Natal tem quase 900 mil pessoas, cada região com seus próprios desafios. Desde o início das chuvas estamos acompanhando tudo de perto. Já atendemos cerca de 301 famílias”, afirmou. Segundo ela, a Prefeitura estruturou pontos de apoio com triagem no CMEI José de Andrade Frazão, cadastro social, encaminhamento para programas e oferta de alimentação diária. “As famílias chegam, a gente faz a captação das informações, inclui nos programas e garante cesta básica e refeições”, disse.

Ela ressaltou o esforço das equipes. “São mais de 250 servidores envolvidos, mais de 80 só da Semtas. Chegamos por volta das 7h e saímos às 20h. No sábado, atravessamos a madrugada. Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para minimizar a situação”, declarou. Também houve atendimento em saúde e apoio logístico para mudanças.

Ao rebater críticas sobre a repetição de problemas no período chuvoso, foi enfática. “Não são os mesmos problemas nem as mesmas pessoas”, afirmou. Segundo a secretária, a cidade tinha mais de 80 lagoas em situação crítica e hoje apenas uma enfrenta esse cenário. “Hoje, apenas uma está nessa condição”, disse. Ela citou a retirada de 38 mil toneladas de resíduos, a limpeza de 412 quilômetros de rede de drenagem, mais de 3 mil bocas de lobo e 550 poços de visita. “Foi um trabalho forte de prevenção”, pontuou.

Nina também atribuiu parte dos entraves à falta de saneamento, especialmente na Zona Norte.

“Só 3% da Zona Norte é saneada. Isso tem tudo a ver com as lagoas. Quando chove, a água já encontra resíduos e dejetos acumulados. A lagoa não consegue secar e transborda”, explicou. Ela também cobrou da CAERN (Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte), a conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto de Jaguaribe. “A maior ajuda que o Governo pode dar é concluir essa estação”, disse.

A secretária anunciou ainda um pacote de obras estruturantes para a Zona Norte, com recursos do Finisa e do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). “A Zona Norte vai se transformar no maior canteiro de obras de Natal a partir de março. Vamos terminar o ano sem nenhuma lagoa com problema”, projetou.

Sobre as críticas da oposição, afirmou que as intervenções dependem de recursos. “Ninguém faz nada sem dinheiro. Essas obras estão sendo feitas com financiamento e com emendas de quem ajuda a cidade”, declarou. E questionou: “É muito fácil ir lá apontar o problema. O que foi destinado para resolver?”, rebateu.

Ao tratar dos investimentos em eventos, reforçou que não há conflito com obras de infraestrutura. “São recursos distintos. O dinheiro de evento não é o mesmo da obra estruturante”, frisou. Para ela, as festas movimentam a economia e ampliam a arrecadação.

“Somos uma cidade turística. A rede hoteleira lota, o comércio vende mais, o motorista de aplicativo ganha mais. Isso gera receita para pagar as contas.”

Com base em estimativa da Fecomércio, Nina afirmou que o Carnaval deve injetar R$ 455 milhões na economia do Estado, sendo R$ 184 milhões apenas em Natal. “A Prefeitura investe cinco ou seis milhões. Se não fizermos, esse dinheiro vai para outra cidade. É essa roda girando que nos permite investir e resolver a dor do povo”, concluiu.

Bastidores e articulações políticas para 2026
No campo político, Nina classificou como “natural” o processo de formação da nominata do PL e disse que a chapa está “bem equacionada”. Sobre uma possível saída do União Brasil, afirmou que trata o tema com tranquilidade. “Se eu decidir migrar, estou pronta para as consequências”, declarou, reconhecendo que pode até perder o mandato, mas defendendo a liberdade de escolha.

Ela reafirmou apoio a pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Estado e elogiou a escolha de Babá Pereira como vice na chapa. Também afirmou que o partido trabalha com a meta de eleger de três a quatro deputados federais. Para a segunda vaga ao Senado na composição encabeçada por Álvaro, declarou preferência pessoal pelo nome de Ezequiel Ferreira, ressaltando, no entanto, que acompanhará a decisão coletiva do grupo.

Por fim, ao comentar a pré-candidatura do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil, partido no qual ainda está filiada), ao Governo do Estado, afirmou que não há oposição pessoal ao nome dele, mas destacou que mantém compromisso político com aliados do seu grupo.

“Primeiro, deixar bem claro que nós não temos absolutamente nada contra a pré-candidatura de Allyson. Ocorre que, ao longo desse processo político, nós temos aliados que chamamos de aliados de primeira hora. Desde a nossa pré-candidatura, da pré-candidatura de Paulinho, Álvaro estava com a gente.


Compartilhe esse post

CHAPA DA DIREITA TEM HISTÓRICO DE CONTAS REPROVADAS PELO TCE

  • por
Compartilhe esse post

A chapa formada pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) e pelo ex-prefeito de São Tomé, Babá Ferreira (PL), lançada como pré-candidatura da direita ao Governo do Estado, carrega um passivo comum: um histórico contínuo de pareceres técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (TCE/RN) pela desaprovação de suas contas de gestão.

Levantamento feito pelo Diário do RN, a partir dos relatórios de auditoria e manifestações do Ministério Público de Contas mostra que, de 2017 a 2024, os dois gestores tiveram exercícios sucessivos marcados por inconsistências contábeis, descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, falhas na prestação de contas e, em alguns casos, déficit financeiro e orçamentário formalmente apontado.

No caso de Álvaro Dias, os relatórios técnicos do TCE/RN apontam problemas estruturais nas contas do Município do Natal ao longo de praticamente toda a gestão, entre 2018 e 2024.

Nas contas de 2019, o Ministério Público de Contas apontou déficit financeiro e insuficiência de disponibilidade de caixa, ressaltando que o município encerrou o exercício sem recursos suficientes para cobrir as obrigações assumidas, motivo pelo qual opinou pela reprovação.

No exercício de 2020, por exemplo, a auditoria registra “não remessa, no prazo legal, de documentos que compõem a Prestação de Contas Anual”, além de “inconsistência das informações contábeis”, com divergências entre o Balanço Orçamentário, Financeiro e Patrimonial. O relatório é explícito ao afirmar que “a irregularidade deve ser mantida”, mesmo após as alegações da defesa.

Ainda segundo o TCE, foram identificadas fontes de recursos com saldo negativo, falhas na apuração do resultado financeiro e problemas na gestão dos Restos a Pagar, indicando execução de despesas sem cobertura financeira suficiente.

Em 2021, 2022 e 2023, os relatórios reiteram o mesmo padrão. Os técnicos destacam reincidência de inconsistências contábeis, fragilidade no controle das obrigações financeiras e desequilíbrio fiscal persistente, levando à emissão de relatórios sucessivos pela desaprovação das contas.

O histórico de Babá Ferreira, ex-prefeito de São Tomé, segue trajetória semelhante. Logo no exercício de 2017, o TCE/RN emitiu relatório de auditoria pela desaprovação das contas, apontando que a prestação foi “incompleta”, com ausência de peças essenciais.

O documento registra que “a documentação encaminhada não preenchia de forma completa o rol de documentos exigidos”, citando ausência de notas explicativas, demonstrativos da dívida, restos a pagar e demonstrativos previdenciários, além de envio intempestivo da LDO e da LOA.

Entre 2018 e 2020, relatórios consolidam a persistência das impropriedades, com falhas na formalização das contas, inconsistências contábeis e fragilidade na execução orçamentária, sem que houvesse correção efetiva dos problemas apontados em exercícios anteriores.

Nos exercícios de 2021 e 2022, a auditoria do TCE/RN voltou a identificar descumprimento de limites constitucionais e legais, especialmente na área da educação. O relatório aponta “descumprimento do limite mínimo de 70% dos recursos do FUNDEB na remuneração dos profissionais da educação básica”, além de irregularidades na aplicação da complementação VAAT e repasse ao Legislativo acima do limite constitucional em 2022.

Em 2023, o quadro se agrava: o Tribunal registra de forma expressa a “apuração de déficit orçamentário”, evidenciando desequilíbrio entre receitas e despesas, além de novas inconsistências contábeis e falhas na prestação de contas anual.

Embora os casos envolvam municípios distintos, os relatórios do TCE/RN revelam a reincidência de irregularidades, fragilidade na transparência das contas, descumprimento de normas fiscais e, em momentos-chave, desequilíbrio financeiro ou orçamentário, como pontos de convergência entre Álvaro Dias e Babá Ferreira.

Os pareceres ainda precisam ser julgados pelo colegiado do órgão. Mesmo assim, o relatório não configura condenação. O julgamento político final cabe às Câmaras Municipais. Ainda assim, os documentos técnicos funcionam como alertas qualificados sobre a gestão dos recursos públicos.

Ao se apresentarem como alternativa de governo, Álvaro e Babá formam uma chapa politicamente viável, mas tecnicamente marcada por um histórico de reprovações, que agora passa a integrar o debate público sobre capacidade de gestão e responsabilidade fiscal.


Compartilhe esse post

ALLYSON ACUSA GOVERNO DE “ABANDONO” A MOSSORÓ E FAZ CRÍTICAS A FÁTIMA BEZERRA

  • por
Compartilhe esse post

Durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2026, na Câmara Municipal de Mossoró (CMM), nesta quarta-feira (11), o prefeito Allyson Bezerra (UB) incluiu o discurso contra o Governo do Estado e afirmou que Mossoró foi “abandonada, sabotada e alvo de todo tipo de maldade” pela gestão estadual. As declarações mais fortes foram dadas em entrevista após a leitura da mensagem anual do Executivo, mas o conteúdo do discurso no plenário também trouxe críticas indiretas à governadora Fátima Bezerra (PT).

Na conversa com a imprensa, o pré-candidato ao Governo marcou posição no confronto e sinalizou disposição para disputar o novo espaço político. Segundo ele, a postura do Governo do Estado teria prejudicado o desenvolvimento do município ao longo dos últimos anos.

“Vou renunciar ao cargo, vou renunciar ao meu direito de ser prefeito. Nós vamos entrar numa missão, porque se eu tiver condição, se porventura vontade de Deus ou do povo, eu estarei próximo a Marcos [Medeiros] para fazer o que o governo do Estado não fez por Mossoró há muitos anos, o Governo do Estado abandonou, sabotou e fez todo tipo de maldade com a cidade de Mossoró”, afirmou.

O prefeito também disse que não pretende se omitir diante do que classificou como um “clamor popular”, indicando que sua renúncia ao cargo, anunciada para maio, faz parte de um projeto maior. Allyson confirmou que deixará a Prefeitura para que o vice-prefeito Marcos Medeiros assuma o comando do Executivo municipal.

Embora tenha reservado as acusações mais diretas à entrevista, a mensagem lida no púlpito da Câmara trouxe recados claros ao Governo do Estado. Ao destacar resultados da gestão municipal, Allyson fez comparações explícitas entre Mossoró e a administração estadual, especialmente nas áreas fiscal e educacional.

Ao falar sobre equilíbrio financeiro, ressaltou que o município mantém há mais de 60 meses o salário dos servidores rigorosamente em dia e lembrou que Mossoró conquistou a Capag A do Tesouro Nacional, índice que mede a capacidade de pagamento dos entes públicos.

“Só para comparar: o Estado é nota C, e Mossoró conquistou nota A de organização financeira”, afirmou, em referência direta ao Rio Grande do Norte.

Na educação, o contraste foi ainda mais incisivo. Allyson exaltou o programa Mossoró Cidade Educação, classificado por ele como “a maior revolução educacional da história do município”, e comparou a realidade da rede municipal com a das escolas estaduais.

“A gente colocou na rede pública coisas que antes só se via em escola particular, como fardamento completo e ar-condicionado. Isso é um contraste com o que vivem outras crianças Brasil afora, Rio Grande do Norte afora, ou mesmo as escolas estaduais, que vivem um completo caos aqui em Mossoró”, apontou.

Apesar de estar no sexto ano de gestão, o discurso teve tom de despedida. Allyson falou em “sonhos que viraram entregas” e em um “legado que atravessou a cidade”. Durante a sessão, cumprimentou apenas vereadores da bancada governista e apresentou oficialmente Marcos Medeiros como futuro prefeito, confirmando que deixará o cargo em março.

“Ouvindo o clamor do povo, eu resolvi assumir uma nova missão. Eu sei o tamanho do desafio, mas quando o povo fala, o homem do povo não pode deixar de ouvir”, declarou.


Compartilhe esse post

KÁTIA PIRES DESMORALIZA JOSÉ AGRIPINO E ANUNCIA APOIO A ÁLVARO DIAS E BABÁ

  • por
Compartilhe esse post

A vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, fechou acordo e vai apoiar a pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte. Em foto na sede da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Kátia aparece ao lado do ex-prefeito de Natal e de seu companheiro de chapa, Babá Pereira, sinalizando alinhamento político.

A aliança chama atenção porque Kátia é filiada e presidente municipal do União Brasil, partido que tem como pré-candidato oficial ao Governo do Estado o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, lançado recentemente em evento partidário realizado em Natal, com a presença da cúpula estadual da legenda, além de outros líderes de partidos aliados. O movimento da vice-prefeita de Parnamirim, portanto, contraria frontalmente a estratégia estadual da legenda.

Nos bastidores, fontes ligadas ao União Brasil avaliam que a decisão de Kátia escancara um novo capítulo de tensão interna e enfraquece o discurso de unidade defendido pelo presidente estadual da sigla, o ex-senador José Agripino Maia. Até o momento, Agripino não se manifestou publicamente sobre o episódio, mas interlocutores próximos admitem desconforto e classificam o gesto como “deslealdade política”.

Kátia Pires também não apresentou explicações públicas sobre os motivos que a levaram a preterir Allyson Bezerra em favor de Álvaro Dias. A ausência de justificativa reforça a leitura de que a escolha tem mais relação com acordos locais e reposicionamento estratégico pessoal do que com alinhamento partidário ou programático.

A postura adotada pela vice-prefeita não chega a surpreender aliados mais atentos. Nas eleições municipais de 2024, Kátia já havia imposto uma derrota política a José Agripino ao rejeitar a indicação do União Brasil pelo nome do comunicador Salatiel de Souza. À época, ela levou o partido para a chapa de oposição, tornando-se vice da Professora Nilda, numa articulação decisiva para o resultado final da eleição em Parnamirim, vencida por margem apertada, cerca de dois mil votos, no terceiro maior colégio eleitoral do estado.

Na época, Agripino optou por manter fidelidade a Kátia Pires. Demitiu Salatiel de Sousa da Tv Tropical e concedeu à Kátia autonomia total como presidente do União Brasil no município. A decisão, no entanto, teve um custo político: provocou um racha interno, com parte do partido permanecendo alinhada a Salatiel de Souza, então candidato pelo PL, e outra parte seguindo a vice-prefeita.

Agora, ao anunciar apoio a Álvaro Dias, Kátia volta a expor a fragilidade do controle de José Agripino sobre a legenda e reforça a percepção de que o União Brasil no RN opera de forma descentralizada, com lideranças locais tomando decisões à revelia do comando estadual. O movimento também pode ter impacto direto na construção da candidatura de Allyson Bezerra, que tenta se consolidar como nome competitivo ao governo e depende de demonstrações claras de coesão partidária, mas tem a presidente de um diretório municipal de seu próprio partido anunciando apoio a outro pré-candidato.

A adesão de Kátia Pires a Álvaro Dias, portanto, vai além de um simples apoio político: evidencia disputas internas, antecipa realinhamentos para 2026.


Compartilhe esse post

FÁTIMA BEZERRA AFIRMA QUE DEIXA O GOVERNO DO RN COM “MÃOS LIMPAS”

  • por
Compartilhe esse post

A governadora Fátima Bezerra voltou à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, na manhã desta terça-feira (10), para a última leitura anual da mensagem à frente do Executivo estadual.

Em um plenário com presença da base aliada, parlamentares da oposição e lideranças políticas, Fátima adotou um tom político em seu pronunciamento, reafirmou sua trajetória pública e deixou claro que seguirá no debate eleitoral.

Logo no início, ela relembrou o cenário que encontrou ao assumir o governo, mas rapidamente conduziu a fala para o campo da política e da ética pública. “Me sinto muito à vontade para falar isso aqui nesta Casa, porque os senhores sabem como estava o Rio Grande do Norte quando nós chegamos, de ladeira abaixo”, afirmou, ao contextualizar sua gestão.

Ao longo do discurso, Fátima reforçou que nunca se moveu por interesses pessoais e que sempre colocou o interesse coletivo acima de projetos individuais. “Nunca me movi por projetos individuais. O interesse público sempre esteve e sempre estará como farol a iluminar os meus passos”, declarou, sob aplausos de aliados.

Ao tratar de fake news, ataques e preconceito durante vida pública, a governadora criticou setores da elite potiguar e disse que sua trajetória é marcada pela ética. “Uma parte da elite desse estado nunca aceitou nem aceita ter uma professora de origem humilde no comando do Rio Grande do Norte. E com a trajetória e uma história de vida de mãos limpas, pautada pela ética, pelo zelo. E termino dizendo: a história fará seu julgamento. Mas a vida das pessoas do Rio Grande do Norte já conta essa história!”, afirmou, encerrando a fala sob forte reação do plenário.

Na entrevista coletiva após a sessão, Fátima foi ainda mais direta ao tratar do cenário político.

Confirmou que segue como pré-candidata ao Senado e que o projeto do grupo governista está avançando. “A nossa pré-candidatura ao Senado permanece, assim como a candidatura de Cadu ao governo do Estado. Isso é uma prioridade para o presidente Lula e para o PT nacional e estamos fazendo campanha”, disse.

Eleição indireta
Questionada sobre a eleição indireta para o governo do estado, Fátima afirmou que o grupo se articula politicamente para viabilizar um nome alinhado ao projeto vitorioso nas urnas. “Nenhum grupo hoje tem maioria na Casa, isso é fato. Portanto, essa questão está em aberto e nós estamos trabalhando firmemente para viabilizar a eleição indireta com um nome que tenha compromisso fiel com o projeto vitorioso em 2018 e 2022. Nós estamos, inclusive, em campanha”, afirmou.

Governadora destaca avanços em diversas áreas da gestão

Na parte administrativa da mensagem, a governadora também apresentou dados e obras que, segundo ela, demonstram a reconstrução do Rio Grande do Norte. Um dos principais entraves apontados foi a antiga política de incentivos fiscais. “Havia uma política que foi importante no passado, mas que não funcionava mais. O Estado tinha perdido competitividade e as empresas estavam indo embora”, disse. A modernização do modelo resultou no Proedi.

Fátima dividiu os méritos com a equipe e com o Legislativo. “Por dever de justiça, cabe destacar o papel competente de Cadu Xavier à frente da Fazenda, liderando esse debate. E agradecer a esta Casa, que depois de um intenso e longo debate aprovou por unanimidade uma nova política com a participação do setor produtivo, principalmente por meio da FIERN.”

Na saúde, a governadora destacou a ampliação dos leitos de UTI. “Leitos de UTI, quantos existiam antes? Eram cerca de 170. Hoje nós temos mais de 330, chegamos a 335. Isso aqui não é discurso, não. Isso aqui é vida.” E completou: “Fizeram um hospital, entregaram o prédio, mas nunca entregaram UTI. Quem levou os leitos para lá foi o nosso governo.”

Entre as obras estruturantes, citou a duplicação da BR-304 e a transposição do Rio São Francisco.

“São lutas antigas do povo do RN que hoje são realidade. Máquinas na pista, obras avançando, e o ramal Apodi-Mossoró deve ser entregue até junho.”

A sessão contou com a presença de deputados da base aliada, como Divaneide Basílio, Francisco do PT e Isolda Dantas, além da deputada federal Natália Bonavides e da vereadora de Natal Thabatta Pimenta. Também acompanharam o pronunciamento parlamentares da oposição, como a deputada Terezinha Maia (PL.

Após a sessão, aliados reforçaram o discurso. O secretário da Fazenda, Cadu Xavier, afirmou: “Em todos os segmentos nós temos avanços consideráveis. A governadora faz uma prestação de contas desses anos de mandato com resultados na segurança, na recuperação de rodovias, na saúde e na agricultura familiar.”

O líder do governo, deputado Francisco do PT, disse que a mensagem foi baseada em fatos. “O RN de hoje é muito melhor do que o RN herdado pela governadora. Isso não é retórica, é baseado em fatos reais.”

Já a deputada Divaneide Basílio avaliou: “A governadora transformou o Estado em todas as áreas.

É uma verdadeira revolução hídrica, com obras estruturantes, ações na segurança, cultura e economia. Foi uma fala que presta contas e mostra que estamos no rumo certo.”


Compartilhe esse post