O candidato à Câmara Municipal mais votado da base de Natália Bonavides (PT), vereador Daniel Valença (PT), foi eleito com 8.249 votos, sendo o terceiro em número de votos. Agora, para o segundo turno, afirma que vai contar com o “esforço redobrado da nossa militância e com a presença do presidente Lula”. Natália Bonavides foi eleita para o 2º turno da disputa pela Prefeitura de Natal com 28,45% (110.483) dos votos, contra 44,08% (171.146) de Paulinho Freire (UB).
Vice-presidente do PT no RN, Daniel Valença define a campanha do PT na nova eleição: “Vamos contrapor a política da alegria e da esperança à política do terror. Sempre foi assim que construímos as vitórias populares e não será diferente em Natal”, afirma.
Ele diz acreditar na vitória de Bonavides “com toda certeza”: “A cidade já viu que Natália é infinitamente mais preparada que Paulinho, que confunde a Avenida João Medeiros com a Roberto Freire e UPA com UBS”, afirma, se referindo a passagens do candidato opositor em entrevistas.
O vereador reeleito destaca a participação do partido de Bolsonaro e de Rogério Marinho, o PL, na aliança com Paulinho Freire. Segundo ele, há um “jogo sujo” realizado pelos adversários de Natália na disputa. “O lado de lá, do bolsonarismo, joga muito sujo. Foram inúmeros os relatos recebidos de compra de voto e de assédio patronal/eleitoral”, denuncia Daniel ao Diário do RN.
A eleição de um nome do PT ao segundo turno na eleição municipal em Natal não acontecia há 28 anos. Para o partido e para a militância, o nome de Natália é um marco. Para Daniel, o fato acontece em um momento especial no contexto partidário e administrativo.
“A ida de Natália ao segundo turno é algo histórico; é a primeira vez que a minha geração tem a felicidade de ver o PT no segundo turno em Natal. E acontece em um momento também especial, quando estamos governando o país com Lula e o RN com Fátima. Natália foi a candidata que cresceu de maneira mais consistente no primeiro turno, ao mesmo tempo em que demonstrou estar mais preparada para governar”, avaliou.
Até agora, não aconteceu anúncio oficial de apoio de outros candidatos que estiveram na disputa no primeiro turno e nem de outras lideranças políticas a nenhum dos dois nomes. Valença afirma que estão abertos ao diálogo, mas com nomes que se opõem ao bolsonarismo.
“Dialogaremos com todas as pessoas que busquem superar o atraso que é a gestão Álvaro Dias, apoiada no bolsonarismo e em algozes da classe trabalhadora, como Rogério Marinho”, destaca.
Eleição à Câmara Municipal O vereador analisa, ainda, a votação que recebeu na eleição para o legislativo municipal. De acordo com ele, a força que teve entre segmentos da sociedade que se opõem a Álvaro Dias não foi à toa.
“Sem dúvidas que o resultado foi uma resposta da população ao enfrentamento sério que fizemos à gestão Álvaro Dias e suas políticas de ataque aos direitos da população. Não à toa, tivemos muita força entre professores municipais, servidores da Assistência Social, da Saúde e Saúde Mental, trabalhadores e trabalhadoras da pesca artesanal, trabalhadores ambulantes, entregadores por aplicativo, da Redinha à Ponta Negra”, afirma.
Daniel complementa: “Estamos muito felizes com o resultado histórico desta eleição, foram 8.249 votos, uma votação histórica para o Partido dos Trabalhadores e que veio acompanhada de muita demonstração de carinho, de engajamento da militância, de trabalhadores e trabalhadoras da cidade das mais diversas categorias”.
Após a derrota de Carlos Eduardo (PSD) no primeiro turno da eleição municipal em Natal, o deputado federal Sargento Gonçalves (PL) definiu que vai apoiar Paulinho Freire (UB) no segundo turno. A meta agora, para o parlamentar, é derrotar o PT, mesmo que o postulante do União Brasil não seja o candidato “dos seus sonhos”.
“Diante do cenário apresentado para o 2° turno, naturalmente eu sendo anti-PT, irei optar pelo outro lado. Paulinho Freire não é o candidato dos meus sonhos, como Carlos também não era, é um político de centro, e não de direita, mas irei declarar meu voto a ele, mesmo sem ter tido qualquer tipo de conversa com ele e com o grupo, após o 1° turno”, declara Gonçalves ao Diário do RN.
Na primeira semana de agosto, Gonçalves declarou apoio oficial a Carlos Eduardo a prefeito de Natal. Um dos mais radicais defensores do bolsonarismo no RN, Gonçalves resolveu seguir caminho oposto ao seu partido, PL, em Natal e apoiar o candidato do PSD, em detrimento de Paulinho Freire (UB). Gonçalves alegava discordância do apoio ao deputado federal que votou “80% em favor das pautas do Governo Lula” na Câmara Federal.
Antes disso, ainda na pré-campanha, Gonçalves já desafiava o presidente do seu partido, Rogério Marinho, e defendia uma candidatura própria do PL. “Na política não podemos descartar possibilidade, mas hoje não tenho a mínima intenção de apoiar o projeto. Continuo defendendo a ideia que o PL deve apresentar uma opção para Natal. Continuo com a opinião que Paulinho não representa a direita, nem de longe”, disse ele em maio ao Diário do RN, alegando que não houve conversa prévia da presidência do partido com a bancada para a escolha do apoio na capital.
Hoje, o contexto mudou e o deputado federal tomou a decisão sem necessidade de conversa com o grupo. “Ocorreu o que eu previa, infelizmente o PT chegar ao 2° turno. Desde o início afirmei que não poderíamos subestimar o inimigo, no caso, o PT”, afirma.
“Sou o único parlamentar do PL, que desde o ano passado defendia uma candidatura própria do partido, alguém que representasse de fato, os ideais da direita conservadora. Não ocorreu, e acabei indo para uma escolha mais pragmática, entre os nomes que se apresentavam”, relembra, em conversa com a reportagem.
Para ele, o objetivo principal é evitar que o PT esteja, ao mesmo tempo, na chefia dos Executivos Federal, Estadual e Municipal. “Desde Março de 2023, afirmei que minha prioridade política para 2024 seria impedir que o PT ocupe a cadeira da prefeitura de Natal, fechando o que chamo de ‘tridente do mal”, finaliza.
Substituto imediato do prefeito, os vice-prefeitos podem ter uma atuação importante numa gestão. Embora, em alguns casos, sejam ofuscados pela figura do prefeito, atuem como peças decorativas ou totalmente ausentes, esta campanha em Natal tem trazido a figura dos candidatos a vice-prefeitos como apoios fundamentais nos projetos apresentados em cada plano de governo.
Milklei Leite (PV), vice de Natália Bonavides (PT), e Joanna Guerra (Republicanos), vice de Paulinho Freire (UB), prometem contribuir com expertise em suas áreas de atuação e fazer parte da gestão não somente em momentos de representar o chefe do Executivo.
Além de substituto imediato do prefeito em caso de ausência ou impedimento, o vice-prefeito auxilia o gestor nas atividades administrativas e na execução das políticas públicas, pode ser designado para coordenar projetos específicos ou áreas de interesse da administração e pode ocupar outras posições formais na gestão, como o cargo de secretário municipal. O que não deverá ser o caso em Natal.
Joanna Guerra: “Natália defende pautas irreais e até criminosas como a invasão de propriedade privada, o aborto e a legalização das drogas”
A candidata a vice-prefeita que forma chapa com Paulinho Freire observa que atua há 15 anos na gestão pública, é formada em políticas públicas, tem especialização em gestão pública, mestrado em estudos urbanos e regionais. “Eu serei esse braço técnico de Paulinho na Prefeitura trabalhando pela cidade de Natal”, afirma.
A atual secretária de Planejamento de Álvaro Dias (Republicanos) não deverá ocupar secretaria na nova gestão, caso sejam eleitos. “Continuarei exercendo esse meu trabalho técnico, agora, se Deus quiser, nessa condição de vice-prefeita. Paulinho me deu a missão de coordenar a elaboração do plano de governo. Assim, criamos um programa chamado Bora Natal, onde realizamos reuniões nas quatro zonas da cidade ouvindo as pessoas”, explica.
Segundo Joanna Guerra, a população entendeu o projeto no primeiro turno. Ela avalia a adversária Natália Bonavides como um retrocesso para Natal.
“Ela é uma candidata que se opõe ao desenvolvimento da cidade. Sempre contra a engorda da Praia de Ponta Negra. Foi contra a revisão do plano diretor. Dificultou a execução do complexo turístico da Redinha, que o prefeito vai entregar em breve. Foram inúmeras outras atuações contrárias ao desenvolvimento da nossa cidade. Então, ela é uma inimiga do desenvolvimento”, afirma Joanna.
Além disso, a candidata relaciona a opositora às ações do Governo do RN: “A obra do governo do estado em Natal, infelizmente, que não é nem uma obra, do que a gente pode chamar de desgoverno, é a interdição da Ponte de Igapó. A Prefeitura fez um planejamento de forma transparente, de forma eficiente executou a obra da Felizardo Moura e infelizmente o DNIT, que tem como aliado o Governo Federal, o Governo do Estado, interdita, instalando o canteiro de obras, dificultando diariamente a ida e vinda do cidadão da zona norte. É um absurdo, um desrespeito”, diz ao ressaltar que não se ouviu a “candidata do PT fazer alguma crítica ou tentar resolver a situação”.
“Muito menos agora a gente pode retroceder elegendo uma candidata que defende pautas irreais e até criminosas como a invasão de propriedade privada, defende o aborto, defende a legalização das drogas, defende a diminuição de pena para crimes hediondos. A população está cansada de injustiça, de inércia e a gente não pode retroceder com ela, com Natália”, pontua.
Ela complementa, ainda: “O jogo só acaba quando termina e esperamos no dia 27 sacramentar essa grande vitória, que não é uma vitória de Paulinho, de Joanna, do prefeito Álvaro Dias. É uma vitória do povo de Natal, da cidade de Natal, que vai ter a segurança de que a cidade vai continuar se desenvolvendo”.
Milklei Leite: “Paulinho Freire teve chance e não resolveu os problemas de Natal”
“Meu papel será fundamental. Pela primeira vez na história, Natal terá um vice-prefeito da zona Norte” – Foto: Reprodução
Milklei Leite, candidato a vice que compõe a chapa com Natália Bonavides, atuou por mais de 20 anos como motorista de transporte opcional, e criou sindicatos de representação dos segmentos.
Atual vereador, foi eleito em 2020. Seus votos vêm principalmente da Zona Norte, onde reside há mais de 30 anos no bairro de Nossa Senhora da Apresentação.
É a zona Norte o projeto principal de Milklei caso eleito vice-prefeito ao lado de Natália. “Meu papel será fundamental e tem uma representatividade muito forte, porque, pela primeira vez na história, Natal terá um vice-prefeito da zona Norte”, ressalta em conversa com o Diário do RN.
Neste projeto, se inclui a instalação da vice-prefeitura na Zona Norte da Cidade. Milklei não deve assumir cargo em secretaria na gestão municipal a partir de janeiro de 2025, mas garante que terá um papel atuante, já que “o vice é uma peça fundamental na gestão da cidade”. Além da zona Norte, ele destaca que terá “um olhar empático para todas as regiões da cidade, incluindo as periferias”.
“O acerto que houve é de que não serei coadjuvante, até porque meu papel é de confiança.
Conheço Natália há muito tempo, temos muito respeito e pensamos de forma semelhante. Nosso programa de governo também foi construído juntos e ao lado do povo. Por isso, atuarei de forma muito parceira e em sintonia com a prefeita. O vice é uma peça fundamental na gestão da cidade, e tem que trabalhar sempre com a gestora ou o gestor municipal”, afirma.
A sensação do vice Milklei é de confiança na vitória, principalmente com o novo tempo do horário eleitoral gratuito na TV. “As possibilidades de vitória são reais e estou muito confiante de que o povo de Natal vai fazer a escolha certa no dia 27 de outubro. A campanha agora reiniciou do zero, Natália terá o mesmo tempo de programa eleitoral que o adversário, e isso é muito importante”, afirma.
A confiança, segundo ele, vem da avaliação que faz do candidato adversário. Milklei diz que Pulinho Freire perdeu oportunidades de “fazer o bem” pelo povo de Natal.
“O deputado federal e candidato Paulinho Freire é alguém que já teve muitas oportunidades, mas não resolveu os problemas de Natal. Foi seis vezes presidente da Câmara Municipal e, na época de Micarla, teve oportunidade como vice e como prefeito. Mas ele não aproveitou essas chances de fazer o bem, e o povo de Natal continuou sofrendo com os problemas que continuam até hoje, na gestão do prefeito Álvaro Dias, que o apoia”, destaca Milklei.
Ele complementa: “Infelizmente, a cidade não avançou com a participação dele ou dos prefeitos com quem se alinhou. Por exemplo, a situação das lagoas de captação, que causavam tanto prejuízo à nossa população, não teve atuação do candidato. A mudança tem nome: é a prefeita Natália Bonavides e o vice-prefeito Milklei Leite”.
Independentemente de qual resultado, a eleição municipal em Natal trará alterações na bancada do Rio Grande do Norte na Câmara Federal. Os dois candidatos eleitos para o 2º turno são deputados federais e, portanto, abrirão uma vaga, deixando espaço para respectivos suplentes.
No caso de Natália Bonavides (PT), caso eleita, deverá ocorrer movimentação também entre os eleitos à Câmara Municipal de Natal.
Paulinho Freire (UB), que garantiu eleição para o 2º turno à Prefeitura de Natal com 44,08% dos votos, se eleito novo prefeito da capital, deverá renunciar ao cargo de deputado. Neste caso, assume a cadeira do União Brasil na Câmara Federal a suplente Carla Dickson (UB), ex-deputada, que não alcançou reeleição em 2022, quando obteve 43.191 votos. Caso assuma, esta será a segunda vez que a parlamentar assume o mandato como suplente. Em 2020, ela assumiu o cargo federal em virtude da posse do então deputado Fábio Faria como Ministro das Comunicações.
Carla Dickson é casada com o médico Albert Dickson, ex-deputado estadual. Foi vereadora de Natal, eleita em 2016 pelo PROS.
Já a deputada federal Natália Bonavides, que foi a mais votada do RN em 2022 com 157.565 votos, foi eleita em Natal para o 2º turno da eleição 2024 com 28,45% dos votos. Caso seja a nova prefeita da capital, abre espaço para a suplente Samanda Alves (PT). Samanda foi a terceira mais votada do PT nas últimas eleições gerais, com 31.240 votos.
Ligada historicamente ao PT, Samanda já ocupou cargo em Brasília, como coordenadora de Direitos Humanos e Combate à Discriminação, no governo Dilma Rousseff. Também teve passagem no governo do Estado e atuação como chefe de gabinete do deputado estadual e líder do governo, Francisco do PT.
Ela também foi eleita vereadora no último domingo, com 5.189 votos dos natalenses. Se assumir a cadeira de deputada federal, o assento para o qual foi eleita na Câmara Municipal fica disponível para a suplente da Federação Brasil da Esperança (PT-PV-PCdoB), a vereadora Júlia Arruda (PCdoB) que, apesar de ter alcançado 5.180 votos, não conseguiu eleição.
A possível vitória de Natália Bonavides, portanto, alteraria as configurações na casa legislativa municipal e na federal.
O eleito para o Executivo Municipal de Natal deverá renunciar ao cargo de deputado ou deputada antes da diplomação pela Justiça Eleitoral. A proibição de acumulação de mandatos públicos eletivos está prevista no artigo 54 da Constituição da República (inciso II, alínea d).
Nesse caso, serão convocados os suplentes para as vagas na Assembleia, no prazo de 48 horas.
Não há uma data fixa para a diplomação, mas o calendário eleitoral determina que 19 de dezembro é o prazo final para que ela aconteça. Portanto, a renúncia deve ocorrer até essa data.
A posse do novo prefeito ou prefeita ocorre no dia 1º de janeiro de 2025.
O vice-governador Walter Alves, presidente do MDB no Rio Grande do Norte, é direto e sucinto quando questionado sobre a possibilidade de vitória de Natália Bonavides (PT) a prefeita de Natal: “Acredito. Acredito”. Segundo o presidente de um dos principais partidos que compõem o arco de alianças da candidatura da Federação Brasil da Esperança (PT-PV-PcdoB), o resultado do primeiro turno conferiu força à candidata.
“Segundo turno é uma nova campanha. E ela saiu muito forte. Isso mostra um viés de perspectiva de vitória”, analisou Walter.
O vice-governador afirma que o diretório estadual do MDB vai continuar apoiando a deputada na disputa, assim como apoiou no 1º turno.
Sobre a diretório municipal, que fez campanha, em grande parte, para o candidato Carlos Eduardo (PSD), o vice-governador explicou ao Diário do RN que “ali foi uma decisão municipal” e que, mesmo assim, não haverá intervenção do partido para o segundo turno, mas uma conversa.
“Intervenção não, nós vamos conversar. O partido é um partido democrático. A gente vai conversar com os nossos candidatos para que possamos seguir todo mundo junto”, esclarece.
No primeiro turno da disputa, o diretório municipal do partido em Natal decidiu, por conta própria, liberar seus filiados para seguirem outros rumos. O diretório estadual decidiu não intervir na decisão e deixou os filiados seguirem o apoio a Carlos Eduardo na capital, apesar de oficialmente formar aliança com o PT. Nomes como o próprio presidente do MDB em Natal, Julio Protasio, a vereadora Ana Paula Araújo e o candidato Araken Farias fizeram campanha para o adversário.
MDB elege 45 prefeitos e se mantém como o maior partido do RN
A eleição do último domingo, 6, confirmou a permanência do MDB como o maior partido do Estado, assim como no país. A sigla elegeu 45 prefeitos no Rio Grande do Norte, número ainda 15% maior do que a eleição de 2020, quando elegeu 39 novos chefes de Executivos nos municípios potiguares. Neste ano, foram 19 prefeitos a mais do que o União Brasil, que ficou na 2ª posição. O MDB elegeu ainda 30 vice-prefeitos e 348 vereadores em todo o estado.
“É muita alegria. Foi um resultado realmente surpreendente, porque a gente está fora do poder e mesmo assim o nosso partido fez o maior número de prefeitos do estado, em todas as regiões do estado e isso é reflexo do trabalho que a gente tem feito em muitos anos, serviços prestados que o MDB tem em todos os municípios no estado do Rio Grande do Norte”, analisa.
Segundo Walter Alves, há “uma perspectiva do partido de uma majoritária” daqui a dois anos, nas eleições gerais.
“Naturalmente que o partido sai muito forte para o pleito de 2026. A partir de agora, vamos ouvir os nossos gestores, ouvir a base, para que lá em 2026 a gente possa ver quais são os projetos do nosso partido”, diz.
Entretanto, diz que “ainda está cedo” para antecipar qualquer decisão, ou até o próprio nome na disputa. “A gente tem que ouvir os aliados e partidos que estão conosco e está muito distante, mas o retrato, o reflexo das urnas, foi muito importante para o MDB”, finaliza.
Os votos à Câmara Municipal de Natal tiveram nomes que se elegeram com votação entre 9.785 votos a 3.086 votos. Doze partidos vão compor a casa legislativa municipal na capital pelos 29 novos parlamentares, entre novatos e reeleitos.
Apesar disso, alguns nomes se elegeram com menos votos que outros candidatos que conseguiram maior número votação e não conseguiram entrar na Câmara Municipal. É o caso da vereadora Julia Arruda (PCdoB), que obteve 5.180 votos. Ela foi a 16ª em número de votos, mas ficou de fora da casa que tem 29 vagas.
O mesmo aconteceu com o vereador Peixoto (Republicanos), que não conseguiu se eleger mesmo com 4.646 votos. Outros nomes que obtiveram votação superior ao candidato que ficou na última posição da lista de eleitos são o vereador Felipe Alves (UB), com 4.502 votos; Chagas Catarino (UB), com 4.346; Max Serrão (Republicanos), que alcançou 4.100; Albert Dickson Ofaltmologista (UB), 3.750 votos; Cleiton da Policlínica (PSDB), 3.749 votos; Raniere Barbosa (UB), 3.686 votos; Aroldo Alves (UB), 3.521 votos; Marcio Gomes (PP), 3.509 votos; Professor Robério Paulino (PSOL), 3.481 votos; Doutor Geraldo Pinho (PP), 3.355 votos; e Klaus Araújo (PSDB), 3.323 votos.
A explicação está no sistema proporcional de votação, utilizado no Brasil nas eleições para Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e Câmara dos Deputados. No caso de 2024, nos parlamentos municipais.
Diferentemente das eleições majoritárias, para prefeituras, governos estaduais, Senado e Presidência da República, em que o candidato com mais votos é eleito, no sistema proporcional, a distribuição de cadeiras considera o total de votos recebidos pelo partido ou coligação, e não apenas os votos individuais de cada candidato.
Para entender, é necessário um cálculo. Funciona da seguinte maneira: o número de cadeiras que um partido conquista depende da quantidade de votos que o partido como um todo obtém. Ao votar em um candidato, o eleitor está contribuindo para que o partido ou coligação conquiste mais cadeiras, não apenas para a eleição do candidato específico em que votou.
Primeiro, se calcula o quociente eleitoral, que significa a divisão da quantidade de votos válidos do colégio eleitoral, no caso, de Natal, pelo número de vagas. Em Natal, com 388.286 votos válidos e 29 vagas, o quociente foi 13.389. Assim, cada partido ou federação precisa de pelo menos 13.389 votos para garantir uma cadeira.
Em seguida, é necessário descobrir o quociente partidário, a partir da soma de toda a votação de cada partido ou federação. A votação total define quantas cadeiras cada partido vai ocupar.
Além disso, após a distribuição inicial das cadeiras com base nesse cálculo, algumas vagas ainda podem sobrar. Para preenchê-las, aplica-se um novo cálculo, chamado de “sobras”, que permite que partidos que chegaram perto de alcançar o quociente eleitoral também possam eleger representantes.
No caso de Júlia Arruda, 1ª suplente da Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV), ela ficou de fora porque a quantidade de votos totais, incluindo as sobras, da Federação, garantiram quatro cadeiras na Câmara de Natal, que foram ocupadas por Daniel Valença (PT), Herberth Sena (PV), Brisa Bracchi (PT) e Samanda (PT), que obtiveram votação maior que ela.
A mesma lógica serve para cada partido que conseguiu alcançar vagas.
O sistema pode parecer distorcido, mas é uma forma de garantir representatividade proporcional de cada segmento da sociedade dentro de um determinado município, estado e país em suas respectivas casas legislativas.
Apesar das eleições de 2024 serem municipais, a força do deputado estadual Ubaldo Fernandes (PSDB) ficou evidente ao final deste primeiro turno. O parlamentar, com forte reduto eleitoral na Zona Leste de Natal, sobretudo no bairro das Rocas, onde mora, teve papel fundamental nas vitórias de Eribaldo Medeiros (Rede), seu irmão, e de Herberth Sena (PV), seu ex-assessor, ambos reeleitos vereadores e também moradores do bairro.
Herberth Sena (PV) foi o 8º vereador mais votado, tendo sido a escolha de 6.709 eleitores. Já Eribaldo Medeiros (Rede), teve 4.135 votos, sendo 21º mais votado. Ao todo, a dupla apoiada pelo deputado PSDBista teve 10.844 votos, o que significa 6.84% dos votos recebidos por todos os eleitos para a Câmara Municipal de Natal – ao todo, 29 vereadores foram eleitos, com os votos de 158.425 eleitores.
Ubaldo foi vereador da capital potiguar por dois mandatos, tendo sido eleito em 2012 e em 2016.
Em 2018, garantiu uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), tendo sido reeleito em 2022.
O legislador apoiou ativamente as campanhas de Eribaldo e Herberth, contribuindo com estrutura política e a mobilização de lideranças. Pelas redes sociais, foi possível acompanhar a presença dele em movimentações de rua e em materiais de campanha, como vídeos e fotografias.
Em publicação no Instagram, realizada nesta segunda-feira (7), Ubaldo aparece em uma arte gráfica ao lado da dupla de vereadores eleitos, com legenda em agradecimento aos eleitores, ressaltando o trabalho conjunto que realizam. “Gratidão é a palavra que resume este momento!
As vitórias de Eribaldo Medeiros e Herberth Sena nas eleições de 2024 são fruto de um trabalho coletivo construído com muito esforço e dedicação”, disse.
“Agradeço a todas as amigas e todos os amigos que acreditam no nosso compromisso com as Rocas, com a Zona Leste e com toda Natal. Seguimos juntos, com ainda mais força para continuar lutando pelo desenvolvimento das nossas comunidades”, completou Fernandes.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RN) não declarou prefeito vitorioso nos municípios de Areia Branca e Lagoa Salgada. A situação dos candidatos mais votados, que estão com restrição na justiça, com registros indeferidos, consta, mesmo após a apuração de 100% das urnas, como “anulados sub judice”.
Em Areia Branca, o ex-prefeito Souza (UB) obteve 52,28% (9.710) dos votos, contra 46,35% (8.608) do Dr Bruno, seu principal opositor.
Inelegível após condenação na justiça comum, por improbidade administrativa, enquanto prefeito do município, entre 2010 e 2012, Souza foi indeferido na Justiça Eleitoral, concorrendo sob prazo recursal.
Já em Lagoa Salgada, Canindé Justino (PSDB) obteve 50,98% (4.192) dos votos, sobre Netinho Queiroz (MDB), que alcançou 49,02% (4.031).
Também inelegível por improbidade administrativa, por “má gestão dos recursos públicos”, o indeferimento do registro de candidatura se deu, além disso, pela rejeição da prestação de contas pelo TCE, referente à gestão de Canindé quando prefeito.
A situação eleitoral dos dois é a mesma: a votação do prefeito eleito está condicionada a ter validade ou não, de acordo com a decisão posterior da Justiça. Caso o candidato tenha recurso acatado, deverá ser declarado prefeito oficialmente pelo TRE.
Já em caso de ter condenação mantida e, consequentemente, o indeferimento pela Justiça Eleitoral, o segundo colocado não é declarado prefeito e novas eleições poderão ser convocadas nos municípios.
A Câmara Municipal de Natal terá uma nova legislatura composta por 13 novos nomes e 16 reeleitos ocupando os 29 assentos. Dos eleitos, conforme publicado pelo Diário do RN nesta segunda-feira, 7, o União Brasil elegeu seis nomes; o PP, a Federação Brasil da Esperança (PT-PcdoB-PV), e o Republicanos elegeram quatro, cada um; o PL, o Solidariedade e a Federação PSDB-Cidadania garantiram duas cadeiras, cada. O Democracia Cristã, a Rede, o PSD, o Podemos e o PSOL elegeram um nome, cada um.
Destas bancadas, a tendência é que a maior parte componha base de apoio a Paulinho Freire (UB) na disputa do 2º turno. São 21 os eleitos que estão filiados a partidos que fazem parte da coligação “Bora Natal” (Republicanos, PSDB-Cidadania, PP, Podemos, Solidariedade, PL e União Brasil).
Devem compor a base de Paulinho Freire, Robson Carvalho (UB), Camila Araújo (UB), Nina Souza (UB), Técio Tinôco (UB), Matheus Faustino (UB), Tárcio de Eudiane (UB), Ériko Jácome (PP), Claudio Custódio (PP), Pedro Henrique (PP), Daniel Santiago (PP), Irapoã (Republicanos), Daniell Rendall (Republicanos), Kleber Fernandes (Republicanos), Léo Souza (Republicanos), Preto Aquino (Podemos), Aldo Clemente (PSDB), Hermes Câmara (Cidadania), Subtenente Eliabe (PL), Tony Henrique (PL), Anne Lagartixa (Solidariedade) e Fulvio (Solidariedade).
Caso o candidato do União Brasil seja eleito, já tem a maioria na Casa Legislativa Municipal.
Já a candidata Natália Bonavides (PT) parte para o 2º turno da campanha com cinco vereadores entre os novos eleitos e reeleitos. Herberth Sena (PV), Daniel Valença (PT), Brisa (PT), Samanda (PT) e Thabatta Pimenta (PSOL) são filiados a partidos que integram a coligação “Natal Merece Mais” (PT-PCdoB-PV, PDT, MDB e PSB) ou apoiam Natália.
Caso eleita, terá que batalhar apoio na Câmara Municipal para garantir governabilidade. Dos eleitos, há ainda três nomes que não oficializaram posição para o 2º turno até agora. Eribaldo Medeiros é filiado à Rede. Apesar do partido não integrar coligação oficialmente, definiu apoio à candidata do PT. No entanto, Eribaldo apoiou Carlos Eduardo no 1º turno. Se seguir o partido, tende a apoiar Natália.
Já Luciano Nascimento (PSD) é o único vereador do partido de Carlos Eduardo. Ele ainda não decidiu apoio para o 2º turno.
João Batista Torres (DC) compõe partido que apoiava a candidatura de Carlos Eduardo, mas não participou dos atos de campanha do ex-prefeito. Segundo informou à reportagem do Diário do RN, ainda não decidiu sobre apoio para o 2º turno.
Vereadores eleitos no palanque de Paulinho tiveram quase 80 mil votos a mais que palanque de Natália
Numericamente maiores, os 21 vereadores eleitos e reeleitos no palanque de Paulinho Freire somaram 112.400 votos. Boa parte dessa votação vem de vereadores como Robson Carvalho (9.785), campeão de votos, Ériko Jácome, Irapoã, Daniell Rendall, Herberth Sena (6.709) e Camila Araújo.
O trabalho de todos os nomes em torno da base significa contribuição à votação de 171.146 votos que o candidato Paulinho Freire somou no primeiro turno. Da legislatura atual, ele tem o apoio de cerca de 21 vereadores, responsáveis, em parte, pelos 44,08% de maioria.
Já o palanque de Natália, com os cinco vereadores, soma 34.109 votos. A maioria dos 110.483 que a candidata da majoritária obteve vem, além de toda a base, incluindo os demais nomes que não alcançaram eleição na proporcional, de uma militância orgânica do PT. Natália teve 28,45%.
Reeleito com o maior número de votos a vereador neste domingo, 6, Robson Carvalho, que obteve 9.785 votos, após um dia de comemorações e entrevistas, conversou com o Diário do RN sobre as perspectivas para o 2º turno. Do mesmo partido de Paulinho Freire (UB), ele destaca que “trabalhou muito” para o desempenho do candidato no 1º turno. E espera, para o 2º turno, que os colegas vereadores façam o mesmo.
“Se depender de mim ele vai ampliar a votação. Porque o vereador mais votado em Natal, deixando a vaidade de lado, trabalhou muito para que isso aconteça, eu agora vou trabalhar em dobro. Espero que os outros vereadores também façam da mesma forma”, afirma.
E complementa: “Paulinho tem um olhar, uma experiência única de Natal, conhece Natal com a palma da mão e estou muito confiante na nossa vitória no segundo turno para a Prefeitura Municipal de Natal”.
Além disso, Robson Carvalho afirma que tem expectativa sobre “a classe política” que venha a aderir o apoio ao projeto de Paulinho para o 2º turno, apesar de não ter adiantado um novo nome: “Que a classe política que venha a somar agora nesse turno com a gente coloque na cabeça, absorva a mensagem que Paulinho vem passando para que a gente possa respeitar os bairros, os segmentos, as categorias”.
Paulinho Freire teve o apoio de 21 vereadores. Da nova bancada eleita, o número de nomes que compõem a sua base é o mesmo. Para o campeão de votos, os parlamentares fizeram e devem fazer mais diferença nesta segunda etapa do pleito municipal.
“A população de Natal vai fazer diferença, mas os vereadores são porta-voz da sociedade, o político mais próximo da sociedade. É o que está ali diariamente, junto à população e tem uma forte missão, um forte trabalho, um árduo trabalho nesse segundo turno, que é levar o voto para a urna”, destaca.
O vereador reeleito não acredita que será fácil vencer a candidata Natália Bonavides (PT), porque será “muito concorrida e polarizada”. Apesar disso, espera que o debate direita x esquerda não entre no debate entre os candidatos na nova eleição.
“Espero que não influencie, porque quem conhece o meu perfil sabe que eu não entro no debate radical de ideologia, mas de discutir a cidade, os problemas da cidade e principalmente como nós iremos resolver os gargalos de Natal, como transporte público por exemplo, como desenvolvimento econômico, como voltar a fazer com que Natal volte a ser uma cidade atrativa para os turistas. Então, Natal tem que voltar a se desenvolver para que a gente possa atrair os turistas para nossa cidade. Espero que seja uma eleição propositiva e acima de tudo mostrar quais são as propostas que cada um tem para Natal pros próximos anos”, diz.
“Eu fui fiel aos meus princípios a quem acredito continuarei sendo agora nesse segundo turno. Levando a mensagem e levando meu apoio a Paulinho Freire nos quatro cantos de Natal porque eu acredito muito em Paulinho Freire como o futuro prefeito de Natal, que já vem destinando muito recurso aqui para Natal, seja para a Casa do Menor Trabalhador, seja para a causa animal, que foi da parte dele que nós conseguimos o primeiro hospital público veterinário, com recurso também de mais de R$ 5,5 milhões para hospital para os filhos humanos, que vai ser inaugurado agora, o Hospital Municipal”, acrescenta.
O Diário do RN entrou em contato com nomes do PT, como o vereador mais votado da oposição, Daniel Valença (PT), a presidente do diretório municipal, Divaneide Basílio, e a vereadora reeleita Brisa Bracchi, para conversar sobre as perspectivas para a campanha de Natália Bonavides, mas não obteve retorno.
Iniciada a campanha para o segundo turno das eleições municipais em Natal, o DataVero divulgará, nos próximos dias, a primeira pesquisa para análise do desempenho dos candidatos à Prefeitura Paulinho Freire (UNIÃO) e Natália Bonavides (PT). Na primeira rodada deste pleito, o instituto de pesquisa foi o primeiro a prever a possibilidade de segundo turno na capital potiguar, além de ter identificado a tendência de Natália inverter posição com Carlos Eduardo (PSD) e disputar a prefeitura de Natal com Paulinho no dia 27 de outubro.
Foi no dia 9 de agosto que o Diário do RN divulgou o primeiro estudo mostrando que, por 0,2%, já havia possibilidade de segundo turno em Natal. Na ocasião, os números da pesquisa Datavero mostravam que Carlos Eduardo tinha 40,30% das intenções de voto na pesquisa estimulada e que a soma dos adversários dele chegava a 40,50% das intenções de voto, o que acabava com a possibilidade de o ex-prefeito ser eleito no dia 6.
Já no dia 4 outubro, a sexta-feira imediatamente anterior ao pleito, o levantamento do DataVero, divulgado na rádio 98 FM, apontava que Carlos Eduardo e Natália Bonavides poderiam estar quase tecnicamente empatados no limite da margem de erro. Naquele momento, o candidato do PSD estava com 28,76% das intenções de voto, enquanto a petista surgiu com 21,41%.
Considerando a margem de erro de 3%, acrescentando esse percentual às intenções de voto de Natália e reduzindo o mesmo valor das intenções de Carlos Eduardo, haveria uma diferença de apenas 1,35%.
Considerando essa pequena diferença e a sequência de crescimento do eleitorado de Natália e a de decréscimo de Carlos Eduardo identificadas na análise dos estudos realizados de agosto a outubro, a ida da deputada federal ao segundo turno já estava consideravelmente evidenciada pelo instituto.
Em agosto, Carlos tinha 39,90%; passou para 33,00% em setembro, caiu para 31,90% ainda em setembro e terminou com 28,76% em outubro. Natália, por sua vez, tinha 13,30% em agosto; chegou a 14,60% em setembro; foi para 16,70% ainda em setembro e em outubro alcançou 21,41%.
Natália disparou entre eleitores que aprovam Lula, enquanto Carlos Eduardo veio caindo a cada semana – Foto: ReproduçãoEntre os eleitores que desaprovam Lula, Paulinho disparou na preferência, enquanto Carlos Eduardo só caía – Foto: ReproduçãoEntre eleitores que aprovam Fátima, Natália subiu bastante, enquanto Carlos Eduardo despencou – Foto: ReproduçãoPaulinho cresceu muito entre eleitores que aprovam Álvaro e Carlos Eduardo apresentou queda contínua – Foto: Reprodução
Neste domingo, 6 de outubro, as cidades do RN vivenciarão um momento crucial para a democracia: as eleições 2024. Eleitores dos 167 municípios potiguares irão às urnas para escolher seus representantes para os cargos de vereadore e prefeito. Com um cenário político dinâmico e um grande número de candidatos, é essencial que a população esteja bem informada sobre o processo eleitoral. Confira abaixo as principais informações que você precisa saber para exercer seu direito de voto.
1. e-Título O e-Título serve como documento de identificação e permite acesso ao local de votação e também a justificativa por ausência. Para votar com o título digital, é necessário que o aplicativo esteja atualizado, contenha a biometria e a foto do eleitor. Caso contrário, será necessário apresentar um documento oficial com foto. Os eleitores não poderão levar celulares para a cabine de votação, que deverá ser deixado com os mesários. Além de apresentar seu título, o e-Título oferece informações sobre sua seção eleitoral e locais de votação, facilitando a preparação para o dia das eleições. É importante estar atento ao prazo para baixar o e-Título que é até o sábado (05), véspera da votação. O aplicativo está disponível na loja de aplicativos do seu smartphone (Google Play para Android ou App Store para iOS).
Como baixar o e-Título Passo 1: Acesse a loja de aplicativos do seu smartphone (Google Play para Android ou App Store para iOS). Passo 2: Busque por “e-Título” na barra de pesquisa. Passo 3: Baixe e instale o aplicativo. Passo 4: Ao abrir o aplicativo, siga as instruções para se cadastrar, inserindo seu CPF e outros dados pessoais.
2. Prazo para justificar o voto Eleitores fora do domicílio eleitoral, não poderão votar, uma vez que o voto em trânsito não é permitido para eleições municipais. Quem não votar no dia 6 de outubro terá o prazo de 60 dias para justificar ausência. Dessa forma, o prazo para justificativa no primeiro turno vai até 5 de dezembro de 2024 e no segundo turno até 7 de janeiro de 2025. Para justificar o voto existem duas formas: a primeira é pelo aplicativo e-Título e a segunda é com um formulário disponível nos locais de votação:
e-Título: Acesse “Mais Opções” e selecione “Justificativa de ausência”.
Formulário: Preencher com o número do título eleitoral e dados pessoais. Se a justificativa não for aceita ou for feita fora do prazo, haverá uma multa de R$ 3,51 por turno. Faltas em três turnos consecutivos sem justificativa podem levar ao cancelamento do título, impedindo o eleitor de obter certidão de quitação, tirar passaporte ou participar de concursos. Por isso, é importante não deixar para a última hora e garantir que a justificativa seja apresentada dentro do prazo.
3. Transporte nas eleições Para democratizar o acesso às urnas, o governo do RN e a prefeitura de Natal anunciaram a gratuidade do transporte intermunicipal, metropolitano e urbano de Natal no dia das eleições.
Para o transporte intermunicipal os eleitores retiram os bilhetes de viagem nos guichês das empresas de transporte. O que foi disponibilizado a partir da quarta-feira (2), mediante a apresentação de um documento que comprove sua identidade e local de votação, como o título de eleitor, o e-Título ou outros meios válidos.
Além disso, na capital, a STTU informa que o transporte urbano funcionará com frota de dias úteis, incluindo linhas que normalmente não operam aos domingos e feriados. Isso significa que todos os eleitores poderão se deslocar com facilidade para os locais de votação.
4. Consultando seu local de votação Para saber onde você deve votar, o processo é simples e pode ser feito online:
Passo 1: Acesse o site do TRE-RN.
Passo 2: Na página inicial, busque pela opção “Consulta ao Local de Votação”.
Passo 3: Insira os dados solicitados, como seu nome completo, data de nascimento e nome da mãe.
Passo 4: Após submeter suas informações, você terá acesso à sua seção eleitoral e ao endereço do local onde deve votar. Outra maneira de consultar seu local de votação é através do e-Título, que fornece essas informações de forma prática e rápida.
5. O que levar no dia da votação É fundamental que os eleitores estejam preparados para o dia da votação. Aqui estão os documentos que você deve levar:
Documento de Identidade: É obrigatório apresentar um documento com foto, como RG, CNH ou passaporte. Essa etapa só é dispensada caso o eleitor possua foto registrada no e-Título.
Título de Eleitor: Embora não seja obrigatório, levar o título de eleitor pode facilitar o processo, para quem não tem e-título. Certifique-se de verificar se os documentos estão em ordem antes do dia da eleição, para evitar contratempos.
6. Canal de Atendimento “Disque-Eleições” O TRE-RN também disponibiliza o serviço “Disque-Eleições”, um canal de atendimento telefônico que visa esclarecer dúvidas sobre o processo eleitoral. Os eleitores podem entrar em contato pelo número 0800 084 6464. O atendimento está disponível em horários específicos:
1º Turno: 30/09 a 04/10: das 08h às 14h 05/10: das 08h às 17h 06/10: 06h30 às 17h30 2º Turno: 27/10: das 06h30 às 17h30 26/10: das 08h às 14h Esse serviço disponibiliza diversas informações sobre o local de votação, regularidade do título eleitoral e como justificar a ausência nas eleições.
7. Aplicativo Pardal O Pardal é um aplicativo de fácil acesso oferecido gratuitamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que qualquer cidadão possa enviar denúncias sobre irregularidades durante as campanhas eleitorais espalhadas por todo o país. Disponível para Android e iOS, o app permite que cidadãos denunciem propaganda eleitoral inadequada, compra de votos, uso da máquina pública e outros crimes eleitorais. O órgão responsável pela apuração dos relatos é o Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral). O Pardal está disponível para download gratuito nas plataformas Android e iOS. Basta acessar a loja de aplicativos do seu dispositivo e procurar por “Pardal”.
O aplicativo permite o envio de denúncias com fotos e informações detalhadas, além de acompanhar o status das queixas realizadas. Também oferece informações sobre as eleições, como datas importantes e orientações para os eleitores.
Logo no início da manhã desta sexta-feira (04), as urnas eletrônicas de Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Goianinha serão carregadas nos caminhões. No sábado (5), entre 6h e 7h, esses caminhões saem para a entrega nos locais de votação. As urnas dos outros 162 municípios potiguares já estão em seus cartórios eleitorais e devem sair para os locais de votação também no sábado (5) pela manhã.
“As urnas que serão utilizadas nas eleições estão todas preparadas para funcionarem a partir das 7h do domingo, 03, com a emissão da zerésima pelos mesários e, a partir das 8h, para votação dos eleitores. Em caso de defeito antes do início da eleição, as zonas eleitorais farão a substituição por uma nova urna de contingência”, explica Marcos Maia, secretário de tecnologia da informação e eleições do TRE-RN.
O secretário afirma que a Justiça Eleitoral utiliza um conjunto de medidas de segurança relacionadas às urnas eletrônicas e ao processo eleitoral. Em resumo, a segurança das urnas eletrônicas é garantida por um sistema abrangente que inclui isolamento da rede, software seguro, hardware dedicado, auditoria, fiscalização e outras medidas rigorosas como criptografia para proteger os dados, equipes separadas para desenvolvimento do software da urna e do sistema de totalização dos votos, testes rigorosos durante o desenvolvimento dos sistemas e lacres invioláveis impedem a abertura ou adulteração das urnas. Essas medidas visam assegurar a integridade, autenticidade e sigilo do voto, garantindo eleições justas e transparentes.
Marcos Maia também explica que “todo o procedimento de geração de mídias e preparação de urnas foi divulgado por edital pelas respectivas zonas eleitorais publicadas no diário da justiça eleitoral e também na internet no sítio www.tre-rn.jus.br em eleições 2024, para ampla fiscalização do ministério público, partidos e candidatos, dentre outros”.
A logística montada pela Justiça Eleitoral, também trabalha com a possibilidade de queda no sistema, garantindo a realização e continuidade do pleito. “As urnas eletrônicas têm bateria interna com autonomia de funcionamento sem energia elétrica de 6 a 12h, dependendo do tipo do modelo de urna utilizada na zona eleitoral. Além disso, temos baterias extras para adicionar em caso de falta de energia prolongada, para aumentar a autonomia”, detalha o secretário de tecnologia da informação e eleições do TRE-RN, Marcos Maia.
Auditoria da votação eletrônica A cerimônia de escolha e/ou sorteio das seções eleitorais, cujas urnas eletrônicas serão submetidas à auditoria, será realizada no sábado (05), às 7h00 da manhã, no Plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), em Natal.
Os Testes de Integridade das Urnas Eletrônicas ocorrerão no horário da votação oficial, das 8h00 às 17h00, no dia 6 de outubro, no Fórum Eleitoral de Natal, localizado na Avenida Rui Barbosa, 215 – Tirol.
Os Testes de Integridade das Urnas Eletrônicas com Biometria ocorrerão no horário da votação oficial, das 8h às 17h, no dia 6 de outubro, na Universidade Potiguar, situada na Av. Sen. Salgado Filho, 1610 – Lagoa Nova.
Os trabalhos de auditoria das urnas eletrônicas são públicos e podem ser acompanhados por qualquer pessoa interessada.
Passo a passo da Auditoria:
Na véspera da eleição, dia 05 de outubro de 2024, entre 7h00 e 12h00, no Plenário do TRE-RN, cada entidade fiscalizadora presente poderá escolher uma seção eleitoral cuja urna deverá ser encaminhada para o processo de auditoria. Caso não haja a participação de entidades fiscalizadoras para a escolha de todas as seções, será realizado o sorteio;
As urnas escolhidas e/ou sorteadas, de qualquer seção eleitoral do Estado, serão recolhidas pela Comissão de Auditoria e encaminhadas ao Fórum Eleitoral de Natal, com escolta da Polícia Rodoviária Federal;
As zonas eleitorais que tiverem as seções selecionadas para passar pelos testes de auditoria substituirão as urnas recolhidas;
No mesmo dia e horário das eleições oficiais, às 8h00 do dia 06 de outubro de 2024, iniciam-se os trabalhos dos Testes de Integridade, após a conferência dos sistemas, lacres e emissão da zerésima, com a digitação das cédulas de papel pelos auxiliares da auditoria;
Todo o processo será filmado e transmitido, em tempo real, pelo canal do TRE-RN no YouTube (https://www.youtube.com/user/justicaeleitoralrn);
O encerramento dos trabalhos da auditoria da votação eletrônica será às 17h00;
Encerrada a apuração, será feita a comparação entre os resultados obtidos nos Boletins de Urna (BUs) emitidos pelas urnas eletrônicas e os resultados dos relatórios emitidos pelo sistema de apoio à votação – SAVP;
Detectada a coincidência entre os resultados obtidos nos BUs e os dos relatórios emitidos pelo sistema de apoio à votação, será lavrada ata circunstanciada de encerramento dos trabalhos;
Na hipótese de divergência entre o BU e o resultado esperado, serão adotadas as seguintes providências:
Localização das divergências;
Conferência da digitação das respectivas cédulas divergentes, apurada através da filmagem, com base no horário de votação.
A ata de encerramento dos trabalhos será encaminhada à Presidência do TRE/RN, que a remeterá ao TSE, em até 100 (cem) dias corridos, contados a partir do dia do primeiro turno das eleições.
De acordo com os números da pesquisa DataVero, realizada nesta semana, a tendência é que o prefeito Allyson Bezerra (UB) atinja a marca de mais de 100 mil votos de maioria sobre os demais candidatos, uma marca histórica em Mossoró.
A segunda cidade do RN em número de eleitores tem 184.670 pessoas aptas a votar. Pela estimulada, o número de indecisos e nenhum, que corresponde a brancos, nulos e abstenções, soma 15.438. A partir daí, se tem 169.232 votos válidos.
Levando em conta estes votos válidos, quando são retirados os brancos e nulos, a pesquisa aponta 84,31% das intenções de voto a Allyson Bezerra. Isto representa cerca de 142 mil votos.
Já Lawrence Amorim (PSDB), com 9,15% dos votos válidos, receberia pouco mais de 15.475 votos; Genivan Vale (PL), a partir do percentual de 4,77%, receberia 8 mil votos; já o candidato Victor Hugo (UP), com 1,36%, receberia cerca de 2 mil votos; e Irmã Ceição teria 702 votos.
Todos os adversários do prefeito juntos somam cerca de 26 mil votos, o que confere uma maioria de mais de 100 mil votos ao candidato à reeleição.
Na última eleição, em 2020, Allyson já obteve a maior votação do município, embora a disputa tenha sido acirrada com a ex-prefeita Rosalba Ciarlini. O iniciante em disputas majoritárias derrotou a candidata à reeleição por 47,52% (65.297) a 42,96% (59.034).
Há quatro anos, foram 137.417 votos válidos, o correspondente a 94,28%. Os votos brancos foram 2.282 (1,57%) e os nulos 6.052 (4,15%). As abstenções foram 30.181 (17,15%).
Gestões Allyson e Lula são aprovadas em Mossoró
O eleitor mossoroense que respondeu à pesquisa Datavero, nos dias 01 e 02 de outubro, responderam ao questionamento sobre como avaliam as gestões municipal, estadual e federal. A avaliação mais positiva vai para o prefeito Allyson Bezerra (UB).
Sobre a avaliação, 84% aprovam a gestão municipal; 12,25% desaprovam e 3,75% não sabe ou não respondeu.
Na classificação da gestão, 29,63% diz que é excelente e 45,88% classifica como boa. Classificam como regular para mais 10,38% e regular para menos 8%; outros 2,13% dizem que a gestão é ruim; 2,88% como péssima e 1,13% não sabe ou não respondeu.
Lula De acordo com a pesquisa DataVero, A avaliação da gestão federal também é positiva: 58,50% dos mossoroenses aprovam o Governo Lula; 32,38% desaprovam e 9,13 não sabem ou não responderam.
Fátima Bezerra Já a gestão estadual é desaprovada pela maioria dos eleitores mossoroenses que responderam ao questionamento. 53,88% disseram desaprovar o Governo Fátima; 35,63% aprovam e 10,50% não sabem ou não responderam.
Allyson Bezerra lidera entre os que aprovam e os que desaprovam governos
Quando cruzados os dados entre a aprovação das gestões e as intenções de votos, o prefeito Allyson Bezerra (UB) deve levar os votos de eleitores que aprovam os governos de Lula e de Fátima Bezerra, que tem como candidato Lawrence Amorim (PSDB). Ele também tem maioria entre os que desaprovam os governantes do PT, mesmo com Genivan Vale (PL) como candidato do bolsonarismo, que é a maior representação do anti-petismo. Os dados mostram que a polarização ideológica não tem influência na cidade oesteana.
Entre os que aprovam Lula, Allyson tem 75,64% das intenções de votos. Em segundo vem Lawrence, com 11,97%. Já entre os que desaprovam Lula, 77,61% diz que vai votar em Allyson e 9,27% em Genivan Vale.
Já dos eleitores que aprovam Fátima Bezerra, 72,63% dizem que vai votar em Allyson e 14,39% em Lawrence. Dos que desaprovam a governadora, 79,12% declaram voto em Allyson e 6,26% em Genivan Vale.
Em Mossoró, candidato mais citado a vereador é novato em disputas eleitorais
As intenções de votos à Câmara Municipal de Mossoró foram pesquisadas pelo Instituto DataVero nesta semana. Até agora, o número de indecisos é 25,6%. Outros 8,5% afirmaram votar em nenhum dos candidatos a vereador.
O mais citado é Vavá, com 4% das intenções de votos. Ele é seguido pelo ex-vereador Petras Vinicius, com 2,8%; já os vereadores Ricardo de Dodoca e Wiginis do Gás foram citados por 2,1%, cada.
O ex-vereador Alex do Frango vem em seguida, com 2%. O vereador Genilson Alves tem 1,9%, mesma porcentagem de Mazinho do Saci, com 1,9%, e Vladimir Cabelo de Nego, 1,9%; os vereadores Lucas das Malhas e Tony Cabelos, 1,8%, cada.
A pesquisa DataVero ouviu 800 eleitores mossoroenses nos dias 01 e 02 de outubro de 2024. A margem de erro é de 3%. O nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é RN-06077/2024.
A pesquisa DataVero/Diário do RN foi realizada nestas terça, 01, e quarta-feira, 02, ouvindo 800 eleitores sobre as intenções de votos a prefeito de Mossoró. O segundo maior colégio eleitoral do Estado mantém a larga preferência pela reeleição do prefeito Allyson Bezerra (UB), que mantém quase 70 pontos de diferença em relação ao segundo colocado.
Dos votos válidos, de acordo com a pesquisa estimulada, quando retirados os brancos e nulos, o prefeito soma 75 pontos de diferença. Allyson Bezerra (UB) aparece com 84,31%; Lawrence Amorim (PSDB) vem em segundo, com 9,14%; Genivan Vale (PL), 4,77%; Victor Hugo (UP), 1,36%; e Irmã Ceição (PRTB), 0,41%.
Já incluindo todas as declarações de votos, na estimulada, Allyson Bezerra tem 77,25%; Lawrence Amorim tem 8,38%; Genivan Vale aparece com 4,38%; Victor Hugo tem 1,25% e Irmã Ceição 0,38%. Responderam votar em nenhum 6,25. Os indecisos e entrevistados que não responderam são 2,13%.
Série de pesquisas Em relação às pesquisas anteriores, realizadas nos dias 20 e 21 de julho e em 28 e 29 de agosto, o candidato à reeleição permanece na liderança isolada com percentuais dentro da margem erro.
Na primeira sondagem da série, Allyson teve 76,13%; em agosto apareceu com 79,70% e agora tem 77,25%. Já o presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim, cresceu de agosto para cá, apresentando 3,88% na primeira pesquisa da série; 4,70% na segunda; e 8,38% atualmente. O ex-vereador, candidato do PL, Genivan Vale, apresentou crescimento incialmente, estacionando em seguida: tinha 2,88% em julho; subiu para 4,33% em agosto; e está com 4,38% em outubro. O número de indecisos caiu, de 5% em julho, para 4,95% em agosto e reduzindo mais para 2,13% agora.
Espontânea Quando questionados qual a intenção de voto espontânea, 76,13% dos mossoroenses citaram Allyson Bezerra. Lawrence Amorim foi lembrado por 7,13% e Genivan Vale por 4%. O candidato Victor Hugo foi lembrado por 0,88% e Irmã Ceição por 0,13%. Não sabem ou não responderam, 7%; e disseram nenhum 4,75%. A pesquisa estimulada é a primeira pergunta da sondagem, já que nela o entrevistado diz o primeiro nome que vem à mente, sem ser apresentado aos nomes dos candidatos.
Rejeição Dos cinco candidatos à prefeitura de Mossoró, Genivan Vale é o mais rejeitado, aparecendo com 33,38%. Lawrence Amorim tem 17% de rejeição. O prefeito Allyson Bezerra é rejeitado por 6,63% e Irmã Ceição por 6,13%. Já Victor Hugo tem 4,13%.
Dos entrevistados na pesquisa, 3,50% disseram que votariam em todos; 6,50% votariam em nenhum, rejeitando todos; e 22,75% não sabem ou não responderam.
A pesquisa DataVero ouviu 800 eleitores mossoroenses nos dias 01 e 02 de outubro de 2024. A margem de erro é de 3%. O nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é RN-06077/2024.
O Instituto DataVero realizou pesquisa de intenções de votos a Prefeitura de Montanhas, município a 96 quilômetros de Natal. Doze pontos separam os dois candidatos na disputa pela cadeira do Executivo Municipal.
Na estimulada, Algacir (PSD), candidato da coligação que reúne Republicanos, MDB, PSB, UB, PSD, aparece com 53,16%. Antonio Neto (PP), candidato do PP, PT-PCdoB-PV, tem 40,79%.
Responderam votar em nenhum 2,89% e não sabem ou não responderam 3,16%.
Dos votos válidos, quando retirados os nulos e brancos, Algacir tem maioria de 56,58% e Antonio Neto 43,42%.
Espontânea Na sondagem espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos, Algacir é lembrado por 51,05% dos eleitores; Antonio Neto é citado por 38,42%.
Gustavo foi citado por 0,26%. Não sabem ou não responderam 8,42% e disseram ‘nenhum’ 1,84%.
Rejeição A pesquisa DataVero/Diário do RN questionou os eleitores de Montanhas sobre a rejeição aos nomes que se apresentam à disputa. O candidato Antonio Neto tem 50,26% de rejeição, enquanto Algacir tem 38,42%.
Responderam rejeitar nenhum, votando em todos, 5,53%; disseram que votariam em nenhum, 0,79% e não sabem ou não responderam, 5%.
A pesquisa DataVero foi realizada nos dias 28 e 29 de setembro de 2024. Foram entrevistadas 380 pessoas no município de Montanhas. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança 95%. Está registrada no TSE sob o número RN-01950/2024.
População de Montanhas aprova prefeito e presidente Lula; Fátima Bezerra é desaprovada
Na avaliação das gestões, de acordo com a pesquisa DataVero, o prefeito Manuel Gustavo (PL) é aprovado por 57,89% dos montanhenses. Outros 36,58% desaprovam o gestor municipal; e 5,53% não sabem ou não responderam.
Sobre a avaliação da gestão federal, Lula é aprovado em Montanhas por 77,89% dos entrevistados; 15,53% desaprovam o Governo Lula e 6,58% não sabem ou não responderam.
Por outro lado, a gestão estadual é desaprovada por 71,32% da população que respondeu à pesquisa; 22,89% aprovam a gestão Fátima e 5,79% não sabem ou não responderam.
Em Montanhas, candidato a vereador mais citado tem 8,16%
Na cidade de 11.444 habitantes, 25,26% da população que foi entrevistada na pesquisa DataVero/Diário do RN ainda não decidiu em quem votar para vereador. Disseram não saber ou não responderam, 25,26%.
Na disputa à Câmara Municipal de Montanhas, o candidato Ronaldo Pedro foi citado por 8,16%; Dinho de Geraldo por 7,63%; em seguida vem Dado Teixeira, com 5,79%; Itamar foi lembrado por 5,53% dos entrevistados.
Outros 4,74% disseram que votam em nenhum dos candidatos. Abaixo, vem Fabiano Medeiros, com 4,47%. Joel Coutinho foi citado por 3,16%; Debora Pilão por 2,89%.
A pesquisa DataVero/Diário do RN foi realizada nos dias 28 e 29 de setembro de 2024. Foram entrevistadas 380 pessoas no município de Montanhas. A margem de erro é de 3% e o nível de confiança 95%. Está registrada no TSE sob o número RN-01950/2024.
O juiz de direito da 1º vara, diretor do Fórum de Ceará-Mirim, Herval Sampaio, conversa com o Diário do RN, sobre o processo eleitoral e a atuação da Justiça Eleitoral neste momento importante para a democracia e o exercício da cidadania. Com histórico de atuação enquanto juiz eleitoral, entre 2000 e 2024, Herval só não participou das eleições na condição de juiz eleitoral nos anos de 2016 e 2018.
Segundo o magistrado, o questionamento à lisura e à segurança eleitoral foi deixado de lado, pela “fragilidade” dos argumentos.
Analisando o largo uso das propagandas no rádio e na TV e, principalmente, na internet, Herval Sampaio admite que nem a Justiça, nem o Ministério Público têm estrutura para acompanhar a rapidez com que novas tecnologias são criadas diariamente para propagandas negativas e fake news.
Por fim, o jurista lista desrespeitos às normas mais danosas cometidas no dia da eleição e explica como o eleitor e candidatos devem agir no dia em que a cidadania atinge o ponto alto.
Diário do RN – Depois de um período muito extremo de questionamento sobre a confiabilidade do sistema eleitoral, como é que o senhor avalia 2024 em relação a esse quesito? Herval Sampaio – Esse questionamento que foi feito ao longo desses últimos anos, com todo respeito a quem pense o contrário, fez parte do que se chama, até mesmo como novidade, dessa polarização ideológica, que sem sombra de dúvida, se iniciou a partir da eleição do presidente Bolsonaro e, com todo respeito que eu tenho à Vossa Excelência, foi um dos maiores erros cometidos por esse grupo político, porque, por mais que a gente queira aperfeiçoar o nosso sistema eletrônico e isso é válido, até salutar, inclusive para o fortalecimento da nossa democracia, em momento nenhum ficou demonstrado nada do que foi dito. Inclusive hoje, em pleno 2024, você tem uma resolução sobre fake news no processo eleitoral, que os exemplos mais factíveis, inclusive constando na resolução, são justamente contra o próprio sistema de votação.
Então, eu diria, pelo declínio da perda evidentemente do posto maior, esse movimento foi caindo de forma muito acintosa, ao ponto, inclusive, de mesmo havendo ainda uma divisão ideológica muito grande, ou seja, a polarização continua e talvez se intensifique, mas esse tema foi deixado de lado. Aí você pode dizer que ele foi deixado de lado porque houve endurecimento da Justiça Eleitoral, pode ter tido, mas a realidade, penso eu, que vai além disso, vai justamente porque não se teve força nos argumentos com relação essa questão da vulnerabilidade do sistema eletrônico.
E veja, nas eleições municipais, que a gente tem uma militância mais ativa, mais presente, com fiscalização mais evidente, você não vê ninguém até hoje, a quatro dias das eleições, você não vê ninguém questionando, pelo contrário, o sistema vem se fortalecendo. Isso no meu entender, dignifica a Justiça Eleitoral brasileira.
Diário do RN – Em relação ao advento das tecnologias, redes sociais, uso desenfreado de fake news. Como é que o senhor explica o processo jurídico sobre eleições, a partir disso? Herval Sampaio – Aí sim você toca realmente uma grande novidade, porque essa novidade, ela só é em cima do uso tecnológico, do incremento tecnológico das redes sociais, da internet, dos chats boots, enfim, de tudo que a gente vê hoje de forma muito intensa sendo aplicado ao processo eleitoral. As hoje fake news nada mais são do que as antigas fofocas. E essas fofocas, tanto de forma positiva, quanto a chamada hoje propaganda negativa, sempre fizeram parte do processo eleitoral, das eleições agora. Qual a novidade, além do incremento? É a potencialização de tudo isso. É muito danoso para determinados municípios em especial, quando você traz uma fake news de caráter negativo. Por mais que se critique o uso talvez um pouco mais exacerbado ou um ativismo um pouco mais intenso da Justiça Eleitoral, inclusive com a resolução que eu citei, idealizada pelo então presidente, ministro Alexandre de Moraes, nós estamos percebendo claramente que se faz necessário um instrumento normativo, que faz necessário uma velocidade da Justiça Eleitoral para conter essas fake News e esse uso tecnológico quando se prejudica uma determinado candidatura, porque a gente sabe que o efeito eleitoreiro, o potencial eleitoreiro coloca abaixo a tentativa de se igualar ao processo eleitoral. Eu digo tentativa porque o processo eleitoral é desigual por natureza, é muito desigual. É desigual inclusive, como eu sempre dizia na forma tradicional, quando se tem a reeleição de chefe do Executivo, mas os demais políticos profissionais, que são candidatos sem deixar o seu mandato. Mas são muito mais desiguais hoje quando um candidato em São Paulo, e não pode ser discriminado por isso, tem milhões de seguidores nas redes sociais. Por mais que ele não tenha tempo de rádio e televisão e nem direito a fundo partidário, ele parte na frente. Não que seja ilícito. Não é. Você não pode discriminar alguém que tem muitos seguidores de participar do processo eleitoral, mas isso desiguala sim, porque claramente ele está lá com muito mais oportunidade, com muito mais espaço, com muito mais interação, inclusive para cometer fake news. O abuso de poder mais potencial, aquele que verdadeiramente pode mudar o resultado das urnas, que pode direcionar de forma danosa, invertendo a ótica normal da escolha, dentro pelo menos de um processo mínimo de igualdade, é o abuso de poder midiático que nós estamos vendo hoje.
Diário do RN – Existe como a justiça acompanhar esse ritmo de como essas coisas acontecem principalmente nas redes sociais? Herval Sampaio – Tem não. Eu vou logo ser franco, direto, objetivo: nem a justiça e muito menos o Ministério Público. O Ministério Público passa longe de ter a estrutura necessária. Muitas das medidas que têm que ser tomadas na propaganda, fora o poder de polícia, têm que ser tomadas pelo Ministério Público ou então por algum dos candidatos. Mas aí eu abro um parêntese, você deve ter vários registros de candidatos que estão em municípios pequenos, até municípios medianos, combinado de que cada um faz suas ilicitudes de um lado e de outros, respeitando aí alguns limites que eles mesmos estabelecem e se o Ministério Público não atuar no poder de polícia de forma oficiosa nada vai acontecer, as ilicitudes vão reinar. Então, é impossível tanto para a justiça eleitoral quanto para o Ministério Público acompanhar passo a passo, minuto a minuto, de segunda a segunda, ou seja, todos esses movimentos que mudam, inclusive, de táticas, estratégias, de uso de tecnologias de uma hora para outra, de uma hora para outra mesmo. Então é impossível, claro, que só tem uma coisa, só se a gente se estruturasse.
Diário do RN – O senhor acredita que a Justiça Eleitoral chegou no ideal sobre a inclusão das minorias, mulheres, pessoas trans, os negros, em relação inclusive ao fundo eleitoral? Herval Sampaio – Está longe demais também, infelizmente, é algo que a evolução é muito pouca no meu sentir, a Justiça Eleitoral ainda não avançou suficiente inclusive para, a partir do próprio Ministério Público e de um ou outro candidato, e na realidade a Justiça Eleitoral passa longe de poder normatizar as questões que dizem respeito às minorias. E ela ainda o faz, mesmo que de forma política ela o faz. Você veja aí aquela decisão do Supremo Tribunal Federal na véspera da eleição passada com relação a necessidade de que parte do fundo eleitoral fosse usado também para as candidaturas negras, mesmo sem previsão expressa. Mas me preocupa, porque a mulher claramente, numericamente, segundo os estudos estatísticos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, não faz sentido que a gente tenha tão poucas mulheres presentes na vida política brasileira. É triste, é patético esse número, eu evidentemente tenho minhas ressalvas, não por cooperativismo, mas porque na minha carreira por exemplo tem a questão da antiguidade, mas dentro da política não tem nada, não tem critério nenhum, não tem o que respeitar a não ser a vontade do povo. E parece que o povo tem que verdadeiramente entender que a mulher é, da mesma forma que o homem, esse ser político, e em sendo esse ser político, ela precisa participar mais ativamente. E para isso nós temos que deixar de lado muitas amarras, não só as amarras normativas, mas as amarras culturais, essas amarras de uma sociedade, que é, por mais que a gente não queira dizer, patriarcal, uma sociedade que ainda vê, em que pese a legislação ter avançado, homem como chefe de família e a mulher como dona de casa. Para que essa macharada passe a entender, eu penso que a legislação tem que ser mais agressiva.
Diário do RN – Quais são os pontos principais para o eleitor se ater no próximo domingo, no exercício da cidadania, e também os candidatos? Herval Sampaio – Vamos começar com os eleitores. Com o enxugamento que a gente teve nesses últimos anos, muito grande, das propagandas, a campanha chega ao final realmente enxuta. Ela chega nas redes sociais, que ganharam, e vão ganhar, ainda muito mais espaço nas eleições seguintes. Então, como é que o eleitor irá se portar no dia da eleição? Quer fazer sua propaganda? Quer inclusive deixar claro, deixar patente, até para fins eleitorais, deixar clara sua posição? Faça de maneira silenciosa. Eu gosto de brincar com isso, eu digo que o eleitor pode ir só com o zoinho de fora, vestido de Homem-Aranha, vai de qualquer personagem. Pode ir com tudo da cor do candidato. Agora, ele tem que ir caladinho, na dele, levando o santinho dele, se ele não conseguir lembrar o número. Só são dois números e ele tem que votar e ir para casa. Não pode se aglomerar, ele não tem nenhum tipo de propaganda no dia da eleição, que ele não invente de ficar junto de eventuais militâncias, que estarão erradas; e aí eu já passo para a parte dos candidatos, que devem respeitar. A legislação é clara: não há propaganda nenhuma na internet. E acabar com aquele movimento do candidato. Movimento altamente, eu diria, nefasto ao processo eleitoral.
Não porque a legislação seja assim. Mas também porque a partir de haver uma estruturação para que os candidatos não possam piruar de seção por seção, criam para a Justiça Eleitoral evidentemente muitos problemas. Então o candidato tem que colaborar. Eu não quero que ele deixe de cumprimentar os eleitores não. Eu não quero que ele deixe fazer um abraço uma foto ou outra. Agora ele não pode ficar fazendo literalmente propaganda, literalmente uma boca de urna.
Ele não pode ficar visitando todas as seções, porque isso é literalmente propaganda e a sua militância não pode estar reunida. E o pessoal ainda tem aquela imaginação muito pequena de jogar aqueles santinhos nas calçadas, causando, não só aquela poluição visual, mas também uma poluição real, e aquilo pode indicar, no mínimo, indício de abuso do poder econômico que com certeza, dificilmente estará na contabilidade da prestação de conta.
Como é que você tem a cara de pau, passar muito óleo de peroba na sua cara, para você estar querendo fazer carreata, passeata no dia da eleição. Isso é um absurdo, é uma coisa do terrível, é um desrespeito muito grande à própria institucionalidade do processo democrático. Então, que o eleitor possa exercer o seu direito, talvez um dos mais sublimes.
O ex-prefeito Carlos Eduardo passou a campanha inteira de 2024 fugindo de debates com seus principais adversários. Ele faltou ao debate da Band TV, faltou ao da 98 FM e faltou ao debate da Tribuna/OAB. No primeiro, de última hora ‘inventou’ uma viagem para Fortaleza e só comunicou à emissora que faltaria, poucas horas antes do início do evento. Nos demais debates, ele não se preocupou mais em arranjar desculpas para faltar; simplesmente faltou e pronto. Agora, no último debate da campanha, ele resolveu participar.
A InterTV Cabugi realiza tradicionalmente um debate entre os candidatos no último dia de prazo legal para realização desse tipo de confronto entre os postulantes ao Executivo. Hoje será realizado o debate com os candidatos a prefeito de Natal. Para surpresa geral, Carlos Eduardo confirmou presença no último debate da campanha e vai ser confrontado com seus principais adversários, de quem ele fugiu e evitou o confronto até agora.
Segundo informações de bastidores, a decisão para a ida de Carlos Eduardo ao debate foi tomada em função da queda nas pesquisas e a possibilidade de perder uma vaga no segundo turno da disputa, justamente pelo desgaste que suas ausências provocaram no eleitorado. Seria o ‘tudo ou nada’ para quem passou a maior parte da campanha como favorito e agora vê esse favoritismo ameaçado.
A questão é que a ausência de Carlos Eduardo nos debates fez com que os adversários usassem parte da munição contra ele nas inserções e no horário eleitoral. Mas agora é diferente.
À distância, Carlos Eduardo bateu em Paulinho Freire, Natália Bonavides e Rafael Motta. Agora, será a vez da revanche, frente à frente.
Paulinho, Natália e Rafael vão entrar na sede da InterTV Cabugi com pastas e mais pastas, cheias de documentos que aterrorizam Carlos Eduardo. São auditorias técnicas, ofícios, condenações, reversões de punição, questionamentos sobre aumento do patrimônio pessoal e outros torpedos que mexem com o emocional do ex-prefeito da capital.
Além de questionamentos ácidos sobre assuntos indigestos, há também os problemas como a falta da licitação dos ônibus, o sorteio de vagas nas escolas, os medicamentos vencidos, o saque da previdência, entre outras pérolas que deixarão Carlos Eduardo nas cordas.
Caso ele tivesse ido a outros debates, esses assuntos já seriam de conhecimento público e suas respostas já teriam sido dadas. Com suas ausências, tudo ficou guardado para um único dia: Hoje.
Natália deverá ser a mais agressiva contra o ex-prefeito. Afinal, ela já viu que não consegue tirar votos de Paulinho. A vaga da petista no segundo turno virá da desidratação da candidatura de Carlos Eduardo, que já foi aliado e adversário do PT e sinaliza para o centro-esquerda. Rafael também é outro que vai para tudo ou nada. Se tirar Carlos Eduardo do sério, poderá conquistar alguns preciosos pontos na reta final. Paulinho foi quem mais apanhou da campanha do ex-prefeito. Vai para o debate afiado para desmascarar o adversário.
Portanto, a ida de Carlos Eduardo ao debate poderá ser o maior erro estratégico desta eleição. É aguardar e assistir o único confronto direto entre os principais candidatos a prefeito de Natal.
Debate da Inter TV O debate iniciará às 22h e será mediado pela jornalista Emmily Virgílio. Dividido em quatro blocos, o primeiro e terceiro serão de temas livres; já os segundo e quarto blocos terão temas pré-estabelecidos e sorteados antes da participação de cada candidato. Todos terão tempo para réplicas e tréplicas e para as considerações finais na última parte.
Foram convidados os candidatos de partidos que têm representação mínima de cinco parlamentares no Congresso Nacional.
A situação do México foi o “ponto final” na possibilidade do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcar presença em Natal para ajudar a alavancar a candidatura de Natália Bonavides (PT) rumo ao 2º turno na disputa pela Prefeitura da capital. A informação foi dada à reportagem do Diário do RN pela própria Natália. Ela afirmou que, apesar da dificuldade de agenda, foi o problema no voo do México que definiu a ausência de Lula nesta campanha eleitoral.
“Não tinham desistido ainda, mas agora com esse problema no voo do México, só no segundo turno. Ele deve retornar para o México pelo problema no voo”, informou a candidata nesta terça-feira, 01, à noite, se referindo à fala do ministro Alexandre Padilha, que vinha articulando agenda eleitoral do presidente junto ao PT nacional.
Segundo Natália, Padilha informou que continuava tentando, mas que a viagem à Natal teria que ser nesta quarta-feira, 2, já que hoje já estava marcado o último debate eleitoral dos candidatos a prefeito. “Ele está confiante que você estará no segundo turno”, teria dito Alexandre Padilha após a confirmação de cancelamento da agenda.
A questão do voo a que a candidata se refere foram os problemas técnicos apresentados no avião presidencial no retorno do presidente e sua comitiva do México, para onde tinha ido participar da posse da presidente do país, Claudia Sheinbaun. Lula teve que retornar e embarcar em outra aeronave, adiando sua chegada ao Brasil.
Segundo reportagem do Uol, a ausência de Lula no primeiro turno das eleições municipais tem desagradado nos bastidores. O texto cita Natália como uma das candidatas que “esperavam mais” de Lula, diante das chances concretas, segundo as pesquisas, de chegar ao segundo turno.
De acordo com o Uol, fontes apontam três motivos para a ausência de Lula em capitais com candidatos com chances de segundo turno: agenda corrida, ciúmes entre candidatos e evitar excesso de exposição.
Nesta segunda-feira, 30, o presidente surgiu em curto vídeo publicado na rede social Instagram, pedindo voto para a candidata. “Dia seis de outubro vocês têm a oportunidade extraordinária de votar numa jovem mulher, deputada de muita qualidade, para ser prefeita de Natal”, afirmou Lula.
Na gravação, o petista ainda diz: “para melhorar a qualidade de vida das pessoas, para melhorar a qualidade da educação, a qualidade da saúde, a qualidade do transporte. Dia seis de outubro, vote Natália para prefeita”. O vídeo foi publicado na conta oficial de Bonavides, junto com a mensagem: “aquele recado de quem transformou o Brasil e vem com a gente fazer história rumo à mudança que nossa cidade precisa”.
Além do vídeo na última semana de campanha eleitoral, com a ausência do presidente, a campanha de Natália Bonavides se vale também de vídeos dos ministros Fernando Haddad, Camilo Santana e Simone Tebet, a quem a campanha nominou de “O time de Lula”, como uma maneira de relacionar o nome da candidata ao presidente, e na esperança de contribuir para que ela realmente consiga passar para o segundo turno para, mais uma vez, esperar o presidente.
A quatro dias da eleição municipal, se encerra hoje, 02, o ciclo de sabatinas realizado pelo Diário do RN com os candidatos à Prefeitura de Natal. Cinco dos seis candidatos se prontificaram e cumpriram seu papel de apresentar ao público leitor o perfil, propostas e principais características neste momento em que se propõem a governar a capital do Rio Grande do Norte pelos próximos quatro anos.
Todos os candidatos foram convidados para o momento, com dias e horários agendados previamente com as assessorias de comunicação das campanhas, de acordo com a agenda e preferência de cada postulante. As sabatinas foram realizadas pelos jornalistas Túlio Lemos, Bosco Afonso e Carol Ribeiro e tiveram as mesmas duas páginas para todos os candidatos participantes.
O único candidato que recusou o convite do Diário do RN foi o ex-prefeito Carlos Eduardo (PSD). A ele foi oferecido o mesmo espaço de entrevista e a mesma flexibilidade de horários que aos demais candidatos. Entretanto, o ex-prefeito optou por se negar a apresentar seus pensamentos sobre o pleito e novas propostas para Natal, assim como fez com sua participação em debates eleitorais realizados por emissoras e instituições, como Band, 98FM e Joven Pan e OAB.
Primeiro entre os entrevistados, o candidato do PSTU, Nando Poeta, que forma chapa puro-sangue com o estudante Tiago Silva, apresentou os ideais e pensamentos para uma gestão socialista da capital do Estado. Poeta, cientista social, trabalhador da construção civil, fundador do PT em Natal e do PSTU, o candidato apresentou duras críticas ao PT, a quem classificou de “gestor do capitalismo”, junto com demais partidos que compõem o Congresso Nacional. Nando Poeta defendeu a redução de salários do prefeito, de secretários e de vereadores e prometeu montar uma empresa pública de transportes para corrigir a deficiência do transporte coletivo de Natal.
Rafael Motta (Avante), segundo participante da sabatina, se apresentou como o candidato mais capaz de trazer jovialidade, modernidade e tecnologia para dentro da administração municipal.
Em chapa puro-sangue composta com José Abdon (Avante), defende o conceito de cidades inteligentes. Motta promete a criação do cartão-único do transporte coletivo e a criação de uma zona franca na Ribeira. O candidato avaliou os adversários e afirmou que novas lideranças no PT são “ceifadas” e que Carlos Eduardo é “antiquado e atrasado”.
Já a candidata do PT, Natália Bonavides, que forma chapa com Milklei Leite (PV), numa aliança entre a Federação Brasil da Esperança (PT-PV-PCdoB), MDB, PDT e PSB, foi a terceira a participar da série. Colocando-se como “a mais preparada”, Natália prometeu realizar a licitação para o transporte coletivo e falou sobre a “obsessão” de gerar empregos com a ampliação de áreas pouco estimuladas economicamente em Natal, como a indústria têxtil e tecnologia. Segundo Natália Bonavides, Paulinho Freire se propõe a manter os problemas de Natal e Carlos Eduardo não tem interesse na cidade, porque só aparece em época de eleição.
Paulinho Freire (UB), candidato da aliança UB, PP, PSDB-Cidadania, Republicanos, PL e Podemos, que forma chapa com Joanna Guerra, foi o quarto entrevistado da rodada de sabatinas. O deputado estadual prometeu resolver o “atraso” de Natal que, segundo ele, foi causado pelo ex-prefeito Carlos Eduardo. Sobre os adversários, o candidato ainda relaciona Natália Bonavides à desaprovação da gestão Fátima Bezerra (PT). Entre os projetos apresentados, o candidato propõe a construção da Via Mangue, entre a zona Norte e demais áreas da cidade, e garante que “nenhuma criança estará fora da sala de aula”.
Por fim, o pastor evangélico Heró Bezerra, que tem como vice Bento, ambos do PRTB, foi a última conversa da série de sabatinas. O candidato critica a transmissão de poderes entre os candidatos que participam do pleito e se coloca como a “renovação” que Natal precisa. Ele promete realização de concursos e a construção de hospitais municipais.