Em seu primeiro compromisso de campanha no Nordeste, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou nesta quinta-feira (20), em Natal, o apoio à candidatura de Cadu de Lula (PT) ao Governo do Rio Grande do Norte. Durante comício na Arena das Dunas, Lula chamou o petista de “meu Cadu, futuro governador desse Estado”, exaltou a gestão de Fátima Bezerra (PT) e pediu votos para os candidatos da chapa governista.
A declaração deu o tom da participação do presidente no ato, que reuniu a militância petista e aliados em torno das candidaturas estaduais. Ao longo do discurso, Lula voltou a defender Cadu como seu nome para a sucessão de Fátima e reforçou o pedido de voto para Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT) ao Senado.
Logo na abertura, o presidente fez questão de apresentar os candidatos. “Minha querida companheira Fátima, governadora desse Estado, meu Cadu, futuro governador desse Estado, companheira Samanda, futura senadora, e Rafael, senador da República”, declarou.
O apoio a Cadu ganhou tom ainda mais direto no encerramento. Ao pedir votos para a própria candidatura, Lula convocou a militância a eleger também seus aliados no Rio Grande do Norte.
“Quem votar em mim, eu peço a vocês, como companheiros e companheiras, vote no companheiro Cadu para governador, na Samanda, no Rafael para senador”, afirmou. O presidente também pediu apoio aos candidatos do grupo à Câmara dos Deputados.
Destaque para Fátima Além de Cadu, Fátima ocupou espaço de destaque no discurso. Lula fez uma defesa enfática dos dois mandatos da governadora e comparou sua gestão com a dos antecessores no Rio Grande do Norte.
“Você conhece quem governou esse Estado. Eu conheço quem governou”, iniciou. Na sequência, elevou o tom ao exaltar a petista: “Pode pegar todos que governaram esse Estado, colocar numa panela, assar, não dá um caldo que essa mulher soube dar”, declarou.
A defesa da gestão de Fátima veio acompanhada do apoio à continuidade do grupo no Executivo estadual. Ao apresentar Cadu como “futuro governador”, Lula reforçou a escolha do petista para suceder a governadora a partir de 2027.
Parceria com o RN Lula também destacou investimentos federais e defendeu ampliar as oportunidades para o Nordeste. Entre as ações, citou a chegada de um supercomputador ao Rio Grande do Norte como exemplo dos investimentos em tecnologia direcionados à região.
“Eu trouxe o supercomputador aqui para dizer para vocês: nenhum Estado do Nordeste vai ficar devendo nada a nenhum outro Estado desse país”, afirmou.
O presidente também defendeu tratamento igualitário entre as regiões. “Eu não quero tirar nada de São Paulo. Não quero tirar nada do Rio de Janeiro. Não quero tirar nada de Minas Gerais. A única coisa que eu quero é que o Nordeste seja tratado” em condições de igualdade, declarou.
Ao falar das transformações econômicas e sociais da região, Lula afirmou que o Nordeste passou a atrair profissionais qualificados. “Hoje, não é o nordestino que quer estudar em São Paulo, é o doutor de São Paulo que quer ir trabalhar no Nordeste”, disse.
No encerramento, Lula voltou ao tom eleitoral e convocou a militância a trabalhar pelas candidaturas do grupo no Estado, com Cadu para o Governo, Samanda de Lula e Rafael Motta para o Senado, além dos candidatos aliados à Câmara dos Deputados.
Diante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Cadu de Lula (PT) defendeu a continuidade do projeto político petista no Rio Grande do Norte durante comício realizado nesta quinta-feira (20), na Arena das Dunas, em Natal. O candidato ao Governo destacou obras realizadas em parceria com o Governo Federal e reforçou a vinculação de sua candidatura ao presidente.
“O Rio Grande do Norte, o nosso Estado, o Brasil, não vai retroceder. Não vai retroceder. Nós vamos seguir adiante para trazer mais emprego, mais renda, mais qualidade de vida para o nosso povo”, afirmou.
Ao lado da governadora Fátima Bezerra (PT), a quem chamou de “eterna líder”, Cadu concentrou o discurso nas ações realizadas pelo Governo do Estado e na parceria retomada com o Governo Federal após a volta de Lula à Presidência, em 2023. “Foi aí, presidente, depois de um Governo Federal sabotando o nosso Governo, que nós começamos a fazer as entregas”, afirmou.
Entre as ações, citou o programa de recuperação das rodovias estaduais e relacionou os investimentos aos recursos obtidos por meio de operação de crédito. “Só fizemos isso, presidente, porque o senhor voltou para a Presidência da República”, declarou.
“Foi por recursos oriundos de uma operação de crédito que o presidente Lula autorizou que nós estamos recuperando 60% das rodovias do nosso Estado. E Cadu governador vai recuperar 100%, junto com o presidente Lula”, acrescentou.
Cadu também mencionou a Barragem de Oiticica, o túnel Major Sales e as obras relacionadas à chegada das águas do Rio São Francisco. Ao falar da duplicação da BR-304, voltou a atribuir a Lula o avanço da obra e destacou a importância do projeto para o Estado.
“Agora, presidente, o senhor está realizando um sonho de 60 anos, que é a duplicação da BR-304. Uma obra que salva vidas e que traz desenvolvimento”, afirmou.
Na parte eleitoral do discurso, Cadu relacionou as entregas citadas à defesa da continuidade da parceria a partir de 2027. “Nós estamos prontos para mais. Prontos para mais”, afirmou, antes de reforçar que pretende manter a atuação conjunta com Lula caso seja eleito governador.
O petista também relembrou os questionamentos sobre sua candidatura. “Eles começaram de novo, presidente: ‘Cadu não vai ser candidato. Ele está guardando a vaga de alguém’. E eu segui adiante”, declarou.
Ao lado da candidata a vice-governadora Larissa Rosado, reforçou a vinculação da chapa ao presidente: “A gente está aqui, agora, ao seu lado, junto com Larissa, para dizer para o povo do nosso Estado que o governador de Lula e a vice-governadora de Lula são Cadu e Larissa”.
Fátima defende “Cadu de Lula” Fátima também fez um balanço dos dois mandatos e destacou a parceria com o Governo Federal.
“Em nome do povo do Rio Grande do Norte, gratidão ao senhor pela parceria, pelo respeito, pelo carinho, pelo apoio que sempre tivemos”, afirmou.
Entre os resultados, citou os mais de 151 mil jovens potiguares atendidos pelo Pé-de-Meia, o avanço das matrículas no ensino integral e profissional e a expansão dos Institutos Federais.
A governadora também destacou as obras de segurança hídrica. “Isso, presidente, é algo que eu vou guardar por toda a minha vida, junto com o senhor, a gente ter conseguido concluir a transposição, trazendo dignidade, cidadania e segurança hídrica para o nosso povo”, declarou.
Também mencionou o Hospital Metropolitano e a duplicação da BR-304.
No campo político, Fátima reforçou o apoio a Cadu e rebateu os questionamentos sobre o uso de “de Lula”. “Não adianta questionar isso. Sabe por quê? Porque Cadu de Lula está no coração do povo”, afirmou, acrescentando que “Cadu defende o que Lula defende”. Ao final, convocou a militância para a campanha e defendeu a eleição da chapa governista.
Carga tributária elevada, infraestrutura deficiente, dificuldades de acesso ao crédito, informalidade e baixo investimento no turismo estão entre os principais entraves apontados pela classe empresarial do Rio Grande do Norte. Diante da mudança de governo a partir de 2027, representantes de diferentes segmentos esperam da próxima gestão maior diálogo com o setor produtivo, redução de obstáculos aos investimentos e medidas para ampliar a competitividade da economia potiguar.
Para o presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), Matheus Feitosa, a tributação aparece como uma das maiores dificuldades enfrentadas pelo comércio popular. Ele também cita os efeitos das condições das rodovias sobre os custos das empresas.
“A principal dificuldade que nós enfrentamos é a carga tributária”, afirmou. Segundo Feitosa, problemas de infraestrutura encarecem toda a cadeia. “O frete fica mais caro porque a empresa ou o caminhoneiro tem que gastar mais com manutenção”, exemplificou.
Ao projetar a próxima gestão, o empresário defende incentivos que alcancem negócios de diferentes portes e uma relação mais próxima entre Estado e municípios. “Não só as grandes empresas, mas as pequenas e médias também precisam desse incentivo”, disse. Para ele, o próximo governador deverá buscar uma atuação conjunta independentemente das diferenças partidárias.
No Oeste, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (Sindvarejo), Michelson Frota, também coloca a tributação entre as principais preocupações. Ele cita a antecipação do ICMS e alerta que empresas nem sempre possuem fluxo de caixa suficiente para absorver o pagamento.
Frota acrescenta o endividamento das famílias, a inflação e o custo do crédito à lista de dificuldades enfrentadas pelo varejo. “O crédito até existe, mas é um crédito caro”, afirmou. Para o próximo governo, espera medidas capazes de estimular a atividade econômica. “A gente espera que destrave realmente o Estado do Rio Grande do Norte. Temos muitas riquezas aqui, então essa economia precisa girar”, defendeu.
Turismo pede mais investimentos No setor turístico, o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no RN (ABIH-RN), Edmar Gadelha, aponta dois grandes gargalos: a baixa conectividade aérea e o volume de investimentos destinados à atividade. Apesar de reconhecer a existência de diálogo com a atual gestão, cobra maior efetividade das ações.
“Existe, sim, um diálogo aberto. Há uma união do poder público com a iniciativa privada hoje em todos os segmentos do trade turístico. Para tanto, precisamos de mais efetividade”, afirmou.
Entre as expectativas para o próximo governo estão políticas para ampliar a malha aérea e atrair voos internacionais, mais recursos para promoção do destino e parcerias público-privadas para equipamentos turísticos. Gadelha cita ainda o Centro de Convenções de Natal e a retomada de áreas não desenvolvidas na Via Costeira.
Já o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no RN (Abrasel-RN), Thiago Machado, aponta a dificuldade de repassar o aumento dos custos aos consumidores. Segundo ele, mais da metade dos associados não consegue reajustar os preços nem mesmo no limite da inflação sem perder competitividade.
“Quem aumenta preço perde competitividade”, resumiu. Machado também chama atenção para o crescimento da informalidade e defende que a próxima gestão reduza a carga tributária sobre a alimentação fora do lar, segmento que considera parte fundamental da cadeia turística.
Expectativa para 2027 As demandas do empresariado também foram apresentadas aos candidatos ao Governo durante o RN em Foco 2027–2030, promovido pela Fecomércio RN, entre os dias 17 e 19 deste mês. O presidente da entidade, Marcelo Queiroz, destacou que o levantamento entregue aos concorrentes foi elaborado a partir de dados técnicos e da escuta de mais de 1.600 empresários de todas as regiões do Estado.
“Isso vai contribuir para os candidatos e para as ações do futuro governador”, afirmou. Queiroz também reforçou que a Fecomércio pretende manter o diálogo com a próxima gestão. “Estamos à disposição para contribuir com quem for eleito, pensando no desenvolvimento do Rio Grande do Norte e na geração de emprego e renda”, concluiu.
ção de 1994 abriu um novo capítulo na trajetória política de Garibaldi Alves Filho e recolocou frente a frente dois grupos que há décadas protagonizavam as principais disputas do Rio Grande do Norte. Depois de quatro mandatos como deputado estadual, uma passagem pela Prefeitura de Natal e a eleição para o Senado, Garibaldi chegou ao Governo do Estado ao derrotar o ex-governador Lavoisier Maia ainda no primeiro turno.
Realizada em 3 de outubro daquele ano, a eleição também trouxe uma particularidade em relação ao pleito anterior. Se em 1990 os primos José Agripino e Lavoisier Maia haviam disputado o Governo em lados opostos, dividindo politicamente a família, quatro anos depois estavam novamente juntos. Agripino, candidato ao Senado, apoiou Lavoisier, que tentava retornar ao Executivo estadual, cargo que ocupou até 1982. Do outro lado estava Garibaldi, representante de uma família que historicamente rivalizava com os Maia.
Nas urnas, Garibaldi, candidato do PMDB, recebeu 489.765 votos, equivalentes a 52,67% dos válidos, e encerrou a disputa no primeiro turno. Fernando Freire (PPR) foi eleito vice-governador.
Lavoisier (PDT), que tinha Rosalba Ciarlini (PFL) como vice, obteve 359.870 votos, ou 38,70%.
A composição das duas principais chapas guardava ainda uma curiosidade que ganharia significado nos anos seguintes: tanto Fernando Freire quanto Rosalba Ciarlini chegariam ao Governo do Estado. Freire assumiu o cargo em 2002, após a renúncia de Garibaldi para disputar o Senado, enquanto Rosalba foi eleita governadora em 2010 e tomou posse no ano seguinte.
A disputa contou ainda com Fernando Mineiro (PT), que recebeu 44.596 votos (4,80%), e Wilma de Faria (PSB), com 35.591 (3,83%). Garibaldi foi o mais votado em 111 dos 161 municípios existentes no Rio Grande do Norte à época, enquanto Lavoisier venceu em 50.
O resultado levou Garibaldi ao principal cargo do Executivo estadual após uma trajetória política que, segundo ele próprio, teve um ponto de inflexão quase uma década antes: a eleição para prefeito de Natal, em 1985.
Experiência na Prefeitura
Ao recordar a campanha de 1994, em entrevista ao Diário do RN, Garibaldi volta à experiência na Prefeitura para explicar o caminho que o levou ao Governo. Até chegar ao Palácio Felipe Camarão, havia exercido quatro mandatos de deputado estadual, mas ainda não tinha comandado uma administração pública. A eleição municipal, realizada após duas décadas de prefeitos nomeados na capital, deu a ele a primeira experiência no Executivo.
“A minha eleição para a Prefeitura de Natal em 1985 foi indispensável para essa minha escalada para cargos estaduais e federais, de senador, governador, ministro. Eu tinha sido deputado estadual quatro vezes, mas não sabia administrar”, relembrou.
A estreia, segundo ele, mostrou rapidamente o tamanho da responsabilidade. Garibaldi recorda que, no primeiro dia de expediente em 1986, encontrou uma fila de pessoas que saía da Prefeitura e se estendia pela rua. Não era uma mobilização para comemorar a posse, como ele próprio brinca ao relembrar o episódio, mas uma população que já chegava cobrando soluções do novo prefeito.
“Não era para me aclamar, não. Já era para cobrar”, contou. Diante da quantidade de pessoas, disse ter feito um discurso na porta da Prefeitura pedindo paciência e compreensão. “Eu estava chegando, subindo as escadas pela primeira vez. Fiz um apelo dramático. A coisa foi se normalizando, mas não foi fácil.”
A passagem pelo Executivo municipal seria determinante para os passos seguintes. Encerrado o mandato, Garibaldi atravessou um período de dois anos sem ocupar cargo eletivo, situação que admite ter provocado preocupação sobre o futuro político.
“Eu passei dois anos sem mandato e tive uma eleição surpreendente, para mim pelo menos, para senador”, recordou.
Em 1990, ele foi eleito para o Senado com 404.206 votos. Quatro anos depois, deixou a cadeira para disputar o Governo. A experiência acumulada na Prefeitura, segundo Garibaldi, deu a ele mais segurança para enfrentar o novo desafio.
“Foi uma campanha muito desafiadora”, definiu. Ao comparar a chegada à Prefeitura com a posse posterior no Governo, Garibaldi reconhece que a experiência administrativa adquirida em Natal fez diferença. “Quando assumi o Governo, já foi muito mais fácil. Já tinha a experiência do Executivo, já tinha enfrentado esses desafios. Aí realmente me senti muito mais à vontade, disse.”
Reencontro dos Maia A disputa de 1994 retomou uma história de alianças e rupturas entre os principais grupos políticos do Estado. Em 1982, José Agripino derrotou Aluízio Alves na corrida pelo Governo, em um dos confrontos mais marcantes entre as famílias Maia e Alves. Quatro anos depois, em 1986, Agripino deixou o Governo para disputar o Senado e esteve no mesmo campo de João Faustino, candidato ao Executivo, e de Lavoisier Maia, também candidato ao Senado.
Naquele ano, João Faustino acabou derrotado por Geraldo Melo, mas Agripino e Lavoisier conquistaram juntos as duas vagas para o Senado. A união entre os primos, no entanto, seria rompida na eleição seguinte. Em 1990, os dois disputaram diretamente o Governo: Lavoisier recebeu o apoio do então governador Geraldo Melo e do grupo Alves, enquanto Agripino venceu a disputa no segundo turno.
Em 1994, houve uma nova reviravolta. Depois de terem sido aliados em 1986 e adversários em 1990, Agripino e Lavoisier voltaram ao mesmo campo político. Agripino buscava retornar ao Senado e apoiou o primo na tentativa de voltar ao Governo. A reaproximação dos Maia, porém, não impediu a vitória de Garibaldi Alves Filho no primeiro turno, recolocando as duas famílias em lados opostos na disputa pelo Executivo estadual.
Senado e proporcionais Se Garibaldi venceu o Governo, José Agripino conquistou uma das duas vagas para o Senado. O mais votado foi Geraldo Melo (PSDB), ex-governador do Estado, com 441.707 votos, ou 27,75%.
Agripino (PFL) ficou com a segunda cadeira ao receber 387.935 votos, equivalentes a 24,37%.
Nas eleições proporcionais, o PFL saiu com a maior representação. Das oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, o partido conquistou cinco, enquanto o PMDB elegeu dois representantes e o PSDB, um. Na Assembleia Legislativa, o PFL também formou a maior bancada, com dez das 24 cadeiras, seguido pelo PMDB, com oito.
A vitória levou Garibaldi, então com 47 anos, ao Governo do Rio Grande do Norte. Ele tomou posse ao lado de Fernando Freire em 1º de janeiro de 1995 e, quatro anos depois, seria novamente escolhido pelos potiguares para permanecer no cargo. A eleição de 1994 também reuniu nas duas principais chapas três nomes que chegariam ao comando do Estado: Garibaldi, Fernando Freire e Rosalba Ciarlini, personagens que permaneceriam por décadas no centro da política potiguar.
Cadu de Lula (PT) elevou o tom contra Allyson Bezerra (União Brasil) nesta quarta-feira (19) e classificou o adversário na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte como uma “farsa”, além de afirmar que ele tem “sérios problemas éticos”. Em entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, no programa Contraponto, da 96 FM, o petista acusou Allyson de adotar uma postura de “vitimismo” diante das críticas recebidas durante a campanha.
“Vamos parar de vitimismo, vamos parar de se colocar nessa posição, vamos fazer debate de ideias, vamos dizer que conhece o Estado, conhecendo o Estado. Allyson Bezerra é uma farsa.
Allyson Bezerra nem é um bom gestor, tem sérios problemas éticos e é um performista”, disparou Cadu.
O candidato também reagiu às afirmações de Allyson de que estaria sendo alvo de ataques dos adversários e rejeitou a ideia de uma ação articulada entre os concorrentes. Para Cadu, os questionamentos fazem parte da própria disputa eleitoral. “Ele quer enganar a população sempre se colocando nessa posição de vítima”, acusou.
“Ele não é vítima, ele é um candidato. Ele mora hoje no condomínio mais luxuoso de Mossoró, isso em oito anos de vida pública. Então, menos. Vamos debater ideias, vamos mostrar que conhece o Estado realmente e não ficar se colocando de vítima o tempo todo”, acrescentou.
Cadu afirmou ainda que também recebe críticas relacionadas à administração estadual, da qual participou, e defendeu que os candidatos respondam aos questionamentos e apresentem propostas. “Todo mundo está falando de todo mundo, mas todo mundo tem que mostrar proposta, e a gente tem muita proposta para falar”, completou.
Cadu defende diálogo com setor produtivo e parcerias para o RN
Ainda nesta quarta-feira, Cadu participou do terceiro e último encontro do RN em Foco 2027–2030, promovido pela Fecomércio RN com os principais candidatos ao Governo. A programação começou na segunda-feira (17), com Allyson, e recebeu Álvaro Dias (PL) na terça-feira (18), no Hotel-Escola Barreira Roxa.
No encontro da Fecomércio, Cadu de Lula concentrou a apresentação na relação entre poder público e setor produtivo. O candidato afirmou que pretende manter o diálogo estabelecido durante a gestão de Fátima Bezerra e apontou parcerias público-privadas, infraestrutura e os impactos da reforma tributária entre os desafios para os próximos anos.
“A gente vem aqui à casa do comércio, do serviço, se comprometer com essa mesma abertura, a gente construir um futuro para o nosso povo de desenvolvimento, de geração de emprego, com melhores prestações ainda de serviços públicos”, afirmou.
Segundo Cadu, a aproximação com o empresariado será necessária para ampliar investimentos.
“A gente veio falar aqui de parceria público-privada, de novos projetos de infraestrutura para o nosso Estado, do desafio que é preparar o Rio Grande do Norte para a reforma tributária”, acrescentou.
Ao final do encontro, o petista recebeu o RN em Foco 2027–2030, documento elaborado pela Fecomércio a partir de dados oficiais e de pesquisa com 1.617 empresários. A agenda reúne propostas em oito eixos, entre eles equilíbrio fiscal, desburocratização, PPPs, infraestrutura e mobilidade, segurança e qualificação profissional.
O estudo destaca que Comércio, Serviços e Turismo respondem por 38,3% do PIB estadual, com mais de 49 mil estabelecimentos e cerca de 389 mil empregos formais. Entre os empresários consultados, 61,4% apontaram a segurança como prioridade, 79% defenderam redução de impostos e 59,3% cobraram menos burocracia.
Expectativa por Lula Em entrevista ao Diário do RN, Cadu também comentou a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (20). Além da agenda institucional prevista durante o dia, Lula participará à noite de um ato político na Arena das Dunas: “A expectativa é grande. Na primeira semana da campanha, o presidente Lula vai abrir a campanha dele no Nordeste, aqui em Natal, aqui no Rio Grande do Norte”, afirmou.
O candidato também projetou forte participação de apoiadores na mobilização. “A gente está nessa ansiedade de fazer um grande ato. A gente tem a convicção de que vai ter muita gente nesse ato, vai ser um ato com muita energia, com aquela firmeza do presidente Lula de que o Brasil e o Rio Grande do Norte vão continuar no rumo certo”, completou.
Candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo Agir, o empresário Rodrigo Bolsonaro chega à disputa reivindicando para si o espaço de representante do bolsonarismo na corrida pelo Executivo estadual. Em entrevista ao Diário do RN, ele afirmou ser o “único candidato da direita” e buscou diferenciar sua candidatura de Álvaro Dias (PL), apesar de o adversário integrar o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu sou o único candidato da direita. Álvaro Dias já deu várias entrevistas dizendo que não é bolsonarista e não é da direita. Eu sempre fui da direita”, afirmou Rodrigo. “Então, o candidato da direita hoje ao Governo é Rodrigo Bolsonaro. Não tem outro nome”, acrescentou.
A identificação também se estende à disputa presidencial. Rodrigo declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro e afirmou que o Agir segue a mesma posição nacionalmente. “Flávio é meu candidato a presidente. Em nível nacional, o Agir está apoiando Flávio Bolsonaro. Então não tem nenhum problema em eu estar apoiando”, declarou.
Ao ser questionado sobre o fato de o PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, ter Álvaro Dias como candidato ao Governo do RN, Rodrigo atribuiu a composição estadual a uma articulação entre o presidente estadual da legenda, Rogério Marinho, e Flávio. “É um acordo de Rogério Marinho com Flávio Bolsonaro, outra coisa”, afirmou.
Rodrigo sustentou que essa composição não altera sua identificação política e reforçou que a ligação antecede a atual disputa eleitoral. “Eu sou bolsonarista desde 2017”, disse, ao destacar principalmente sua proximidade ideológica com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ainda durante a entrevista, Rodrigo afirmou que tem buscado ampliar apoios entre eleitores identificados com a direita, destacando a receptividade na Grande Natal e em municípios do interior. “A população que é bolsonarista em vários municípios está de acordo comigo”, afirmou.
Ao apostar nesse eleitorado como base de sua candidatura, acrescentou: “Quem é Bolsonaro raiz vota em Bolsonaro”.
Nome na urna Outro ponto abordado na entrevista foi o uso de “Bolsonaro” no nome eleitoral. Rodrigo comentou os questionamentos do Ministério Público Eleitoral sobre candidaturas que utilizam nomes ou sobrenomes associados a outras figuras políticas e disse não acreditar que a discussão impeça sua candidatura.
“O Ministério Público Eleitoral sempre vai fazer isso. Em 2022 aconteceu, pediu indeferimento de vários candidatos em nível nacional também”, afirmou. Para Rodrigo, o questionamento sobre o nome não deverá prejudicar sua campanha.
Segunda disputa Aos 46 anos, Rodrigo Bolsonaro disputa o Governo do Estado pela segunda vez. Empresário, concorreu ao Executivo estadual em 2022 pelo Democracia Cristã (DC). Antes, em 2016, foi candidato à Prefeitura de João Câmara pelo PSDB.
A chapa do Agir tem Socorro Batista como candidata a vice-governadora. Para as duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado, o partido apresenta Gari Wendell Batista e Clóvis Costa, do Coletivo Nós.
sidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou a participação na campanha eleitoral do Rio Grande do Norte com novos vídeos de apoio a Cadu de Lula (PT), candidato ao Governo, e Samanda de Lula (PT), candidata ao Senado. As peças foram gravadas na semana passada, em Brasília, e divulgadas nesta terça-feira (18) pelos candidatos potiguares.
Nas gravações, Lula pede diretamente o voto para os dois petistas e associa as candidaturas à continuidade de seu projeto político no Estado. Os vídeos também reforçam uma vinculação que começou ainda na pré-campanha e ganhou força após Cadu e Samanda adotarem “de Lula” nos nomes utilizados eleitoralmente.
No vídeo destinado a Cadu, o presidente cita as ações realizadas no Rio Grande do Norte e apresenta o candidato como seu nome para dar continuidade à parceria com o Estado.
“Tenho muito orgulho de tudo o que estamos fazendo aqui no Rio Grande do Norte. Estamos prontos para mais. Por isso, quero pedir o seu voto para o meu companheiro Cadu de Lula para o Rio Grande do Norte seguir em frente”, afirma.
Lula encerra com um pedido direto: “O Rio Grande do Norte pode mais. Cadu para governador”.
Ao lado do presidente, o candidato responde: “É isso, presidente. Para o Rio Grande do Norte e o Brasil seguirem avançando. Estamos juntos”.
Na publicação, Cadu reforçou a associação com o presidente ao afirmar que pretende ampliar investimentos e conquistas no Estado. “O RN quer Lula e Cadu de Lula”, destacou na legenda.
Apoio ao Senado Em outra gravação, Lula pediu votos para Samanda e destacou a importância de eleger aliados para o Senado. “Para seguir trabalhando pelo Brasil e pelo Rio Grande do Norte, é preciso eleger senadoras e senadores preparados e aliados com o nosso projeto”, afirmou.
“Por isso, tenho orgulho de pedir o seu voto para a companheira Samanda de Lula, porque ela vai nos ajudar a governar o Brasil, a governar o Rio Grande do Norte, porque estamos prontos para muito mais”, acrescentou o presidente.
Samanda respondeu reforçando o compromisso com o governo Lula em uma eventual atuação no Senado. “Presidente, eu sempre estive ao seu lado e continuarei. Estarei no Senado para a gente fazer muito mais pelo povo do Rio Grande do Norte”, declarou.
Na legenda, a candidata voltou a defender a necessidade de Lula contar com aliados no Congresso. “Lula precisa de aliados no Senado para governar, defender direitos e garantir novas conquistas para o povo”, afirmou.
Apoio começou na pré-campanha
Samanda é candidata ao Senado e também adotou “de Lula” na publicidade e na urna eletrônica. Presidente gravou e pediuvoto para a substituta de Fátima na majoritária – Foto: Reprodução
As novas gravações foram feitas na semana passada, na sede da campanha à reeleição de Lula, em Brasília, durante uma rodada que priorizou candidaturas aos governos estaduais e ao Senado, como parte da mobilização do PT para fortalecer seus palanques nos estados.
No Rio Grande do Norte, a expectativa pela participação direta de Lula vinha desde a pré-campanha e foi atendida parcialmente em julho, quando o presidente gravou um primeiro vídeo de apoio a Cadu e Samanda durante agenda em Luís Gomes, no Alto Oeste. Os materiais em formato oficial de campanha, porém, continuavam sendo aguardados por aliados do grupo petista.
Após aquele primeiro gesto, Cadu Xavier e Samanda Alves passaram a adotar os nomes Cadu de Lula e Samanda de Lula na disputa. Agora, com a campanha oficialmente iniciada, as novas gravações reforçam a presença do presidente nas candidaturas dos dois petistas no Estado.
A tentativa da Coligação do candidato Allyson Bezerra de retirar do alcance do público conteúdos críticos ao candidato do União Brasil sofreu uma derrota parcial no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN). Ao analisar o pedido de urgência, a Justiça determinou a suspensão do impulsionamento pago de um anúncio específico, mas rejeitou a retirada das reportagens e não autorizou uma proibição ampla sobre novos conteúdos relacionados ao mesmo assunto.
A decisão foi assinada em 18 de agosto de 2026 pelo desembargador eleitoral Fábio Luiz de Oliveira Bezerra, na Representação Eleitoral nº 0600683-16.2026.6.20.0000, movida pela Coligação Esperança e Trabalho contra o Blog do Dina – Comunicação e Marketing e Dinarte Pereira de Assunção.
Na ação, a coligação questionou dois anúncios patrocinados vinculados à página “Blog do Dina”, identificados pelos números 2142837339679574 e 924010180183676. Segundo a decisão, os dois começaram a ser impulsionados em 12 de agosto de 2026.
Os conteúdos utilizavam vídeo de Dinarte Assunção fazendo referência a suposto esquema de corrupção e desvios de recursos públicos na área da saúde, relacionado à Operação Mederi, com direcionamento para publicação no Blog do Dina. A coligação sustentou que houve impulsionamento irregular de conteúdo político-eleitoral negativo contra Allyson.
Entre os pedidos apresentados estava a imediata cessação do impulsionamento ainda ativo, a manutenção da inativação do segundo anúncio, a proibição de novos impulsionamentos onerosos de conteúdo análogo e uma ordem à Meta para fornecer informações sobre a contratação, valores pagos e alcance dos anúncios.
Dinarte Assunção vem publicando matérias exclusivas sobre a operação da PF – Foto: Reprodução
O juiz acolheu apenas parte desses pedidos O anúncio de número 2142837339679574 já havia sido retirado pela própria Meta por ausência do rótulo eleitoral obrigatório. O magistrado entendeu que não havia motivo para determinar nova medida, já que não existia indicação de tentativa de reativação.
Já o anúncio 924010180183676 permanecia ativo e teve o impulsionamento suspenso. O juiz determinou que o Blog do Dina e Dinarte Assunção interrompam imediatamente a publicidade paga e não façam novo impulsionamento daquele anúncio. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa diária de R$ 10 mil.
A Meta também recebeu ordem para interromper e manter inativo o impulsionamento e deverá apresentar, em 48 horas, os dados da conta anunciante, do responsável financeiro pelos pagamentos, os valores gastos e o histórico de alcance ou impressões.
Mas foi justamente nos demais pedidos que a coligação não obteve o resultado pretendido.
O desembargador deixou expressamente registrado que a decisão se restringe ao impulsionamento pago e não determina a exclusão das reportagens ou dos conteúdos publicados organicamente no blog ou nos perfis dos representados.
Também não foi aceita a tentativa de ampliar a ordem para outras matérias que venham a ser produzidas sobre o mesmo assunto. O magistrado afirmou que eventuais novos conteúdos deverão ser questionados em outro processo.
Na prática, a decisão estabeleceu uma diferença importante entre publicidade eleitoral paga e atividade jornalística. O anúncio patrocinado foi suspenso, mas as reportagens permaneceram disponíveis. O Blog do Dina também não recebeu qualquer proibição de continuar publicando conteúdos críticos ou análises político-eleitorais.
A decisão é especialmente significativa porque o próprio magistrado afirma que não existe impedimento para o blog realizar matérias e análises político-eleitorais. A restrição estabelecida está no uso de impulsionamento pago de conteúdo eleitoral negativo.
Assim, embora a coligação tenha conseguido uma liminar contra o impulsionamento de um anúncio específico, não conseguiu retirar as matérias do ar, não conseguiu uma ordem para impedir futuras publicações e não obteve uma proibição geral sobre conteúdos relacionados à Operação Mederi.
O resultado representa uma derrota parcial para a estratégia apresentada na representação e preserva um espaço importante para a atuação jornalística durante a campanha.
O caso também coloca novamente em debate os limites entre fiscalização da propaganda eleitoral e liberdade de imprensa. A Justiça pode controlar publicidade eleitoral paga e impedir práticas consideradas irregulares, mas a própria decisão demonstra que isso não significa autorização para retirar reportagens ou impedir que um veículo continue investigando, criticando e publicando informações sobre candidatos.
Os representados ainda terão dois dias para apresentar defesa. Depois, o processo seguirá para manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral. A decisão concedeu apenas tutela provisória, e o mérito da representação ainda será analisado.
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Álvaro Dias (PL) participou, nesta terça-feira (18), do segundo encontro do RN em Foco 2027–2030, promovido pela Fecomércio RN com os principais candidatos ao Executivo estadual. Durante a programação, defendeu maior diálogo com o setor produtivo, apresentou propostas para uma eventual gestão e fez críticas ao Governo do Estado, principalmente nas áreas de infraestrutura e ambiente de negócios.
Em entrevista durante o encontro, Álvaro afirmou que o programa de governo tem sido construído a partir da escuta de entidades empresariais, sindicatos e representantes da sociedade civil, incorporando demandas do setor produtivo.
“Nós temos feito nossa pré-campanha, agora campanha, ouvindo os setores produtivos, as classes empresariais, os sindicatos e as entidades representativas da sociedade civil organizada”, afirmou. “Vamos abrir para ouvir propostas, sugestões, indicativos e prioridades dos representantes do comércio para que possamos atuar em consonância com os anseios de todos os setores produtivos”, acrescentou.
Críticas e desburocratização Durante a sua apresentação, Álvaro elevou o tom contra a gestão de Fátima Bezerra (PT), que classificou como “oito anos de desgoverno”. O candidato criticou especialmente as condições das rodovias estaduais e relatou dificuldades enfrentadas em deslocamentos pelo interior.
“Eu pago um preço elevado como candidato que está viajando o Rio Grande do Norte. O meu carro é quem paga a conta dos buracos. Outro dia fui a Baía Formosa e quase não chego lá. E olhe que Baía Formosa é uma cidade turística”, declarou.
Outro alvo foi o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema). Álvaro afirmou que a demora nos processos de licenciamento prejudica novos empreendimentos e prometeu mudanças. “Precisamos mudar o Idema, precisamos acabar com essa situação”, disse, ao acrescentar que “desburocratizar vai ser uma prioridade da nossa gestão”.
Questionado sobre a possibilidade de parceria público-privada ou privatização da Caern (Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte), afirmou que o tema está sendo estudado pela equipe. “É um caminho que pode ser percorrido de uma forma correta o quanto antes. Mas, antes, precisamos modernizar a estrutura para valorizar”, declarou.
Álvaro também colocou o turismo entre as prioridades e defendeu parcerias para ampliar investimentos. Ao abordar sua passagem pela Prefeitura de Natal, citou obras como o Mercado da Redinha e o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Zona Norte. Também voltou a defender a engorda de Ponta Negra, alvo de críticas durante a campanha. “Eu não destruí Ponta Negra, eu salvei Ponta Negra. Nós salvamos Ponta Negra”, afirmou.
Perguntas técnicas Após a apresentação, Álvaro participou de uma rodada de perguntas sobre PPPs, investimentos, turismo, saneamento, segurança pública, qualificação profissional, mobilidade, atração de empresas e interiorização do desenvolvimento. O candidato defendeu ainda maior integração das forças de segurança e melhorias na malha rodoviária.
Os temas, segundo o presidente da Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, foram definidos a partir de questões elaboradas pela equipe técnica da entidade. “São perguntas em todas as áreas, na área fiscal, na área de turismo, na área de parcerias público-privadas. São várias perguntas em todos os setores da economia e que envolvem o desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, explicou.
RN em Foco Ao final, Álvaro recebeu o RN em Foco 2027–2030, documento elaborado pela Fecomércio a partir de dados oficiais e de uma pesquisa com mais de 1.600 empresários. A agenda está estruturada em oito eixos: equilíbrio fiscal; desburocratização; parcerias público-privadas; infraestrutura e mobilidade; segurança; setores com potencial de crescimento; revitalização de áreas comerciais; e qualificação profissional.
O estudo destaca que Comércio, Serviços e Turismo representam 38,3% do PIB estadual, mais de 49 mil estabelecimentos e cerca de 389 mil empregos formais. Na pesquisa, 61,4% dos empresários apontaram a segurança como prioridade, 79% defenderam redução de impostos e 59,3% cobraram menos burocracia.
A programação começou na segunda-feira (17), com Allyson Bezerra (União Brasil). Nesta quarta-feira (19), será a vez de Cadu de Lula (PT) participar do encontro no Hotel-Escola Senac Barreira Roxa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta ao Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (20), pouco mais de um mês após sua última passagem pelo Estado. A visita foi anunciada nesta segunda-feira (17) pela governadora Fátima Bezerra (PT) e terá dois momentos: uma agenda institucional durante o dia, no interior do estado; e um ato político à noite, em Natal.
Segundo informações de bastidores, a programação institucional deverá ocorrer na região Oeste e incluir uma visita às obras da BR-304. Os detalhes do compromisso e o local do ato político na capital ainda deverão ser confirmados.
Ao anunciar a vinda do presidente, Fátima destacou a parceria entre os governos estadual e federal e antecipou a participação de Lula na mobilização política.
“O presidente Lula confirmou presença aqui no Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira, quando vai realizar uma agenda institucional muito importante para o Rio Grande do Norte. Uma grande conquista, fruto da parceria entre o Governo do Estado e o Governo Federal”, afirmou.
Na sequência, a governadora confirmou o segundo compromisso. “E à noite teremos um ato político. Seja muito bem-vindo, querido presidente Lula”, completou.
Cadu celebra participação de Lula Logo após o anúncio feito por Fátima, o candidato ao Governo do Estado Cadu de Lula (PT) também publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a confirmação da visita. O petista tratou a passagem do presidente pelo RN como oportunidade de mobilização da campanha.
“Lula no Rio Grande do Norte. Olha que notícia maravilhosa que a governadora Fátima acabou de dar. O presidente Lula vai estar aqui na quinta-feira, junto com o povo do nosso Estado, junto com o time de Lula, para fazer uma grande mobilização”, declarou.
Cadu também associou a visita à disputa eleitoral. “Para mostrar que nem o Brasil, nem o Rio Grande do Norte vão retroceder. Vem, presidente Lula, que a gente vai receber o senhor aqui com uma grande festa”, afirmou.
A presença de Lula ocorre nos primeiros dias da campanha eleitoral oficialmente iniciada no último domingo (16) e coloca novamente o presidente ao lado de seus aliados no Rio Grande do Norte.
Retorno após passagem pelo Oeste Esta será a segunda passagem de Lula pelo Rio Grande do Norte em pouco mais de um mês. A última ocorreu no início de julho, quando o presidente esteve em Luís Gomes, no Alto Oeste potiguar, para inaugurar o Ramal do Apodi, obra ligada ao Projeto de Integração do Rio São Francisco.
Na ocasião, além da agenda administrativa, Lula gravou vídeos de apoio às candidaturas de Cadu Xavier ao Governo e Samanda Alves ao Senado. As manifestações passaram a ser utilizadas politicamente pelos dois candidatos, que posteriormente adotaram “de Lula” em seus nomes de campanha.
A candidatura do vice-governador Walter Alves (MDB) a deputado estadual recebeu, nesta segunda-feira (17), novas adesões no Agreste potiguar. Em Nova Cruz, o ex-prefeito Flávio de Berói (PSDB), o atual prefeito Joquinha Nogueira (MDB) e oito vereadores anunciaram apoio ao emedebista, ampliando o grupo de lideranças que passa a integrar sua campanha por uma vaga na Assembleia Legislativa.
O anúncio foi feito nas redes sociais e reuniu Walter, Joquinha e Flávio de Berói. Ao receber as adesões, o vice-governador agradeceu a chegada do grupo. “Sejam bem-vindos, Flávio de Berói, Joquinha Nogueira e todos que apoiam nossa candidatura a deputado estadual”, publicou.
Prefeito de Nova Cruz, Joquinha ressaltou a permanência de sua ligação com o MDB ao anunciar o apoio. “Ao lado de Walter Alves e Flávio de Berói, declaro meu apoio e reafirmo nossa caminhada no MDB. O verde faz parte da nossa história. Estamos com o Bacurau, como sempre estivemos”, afirmou.
Flávio também recorreu à tradição emedebista ao confirmar a adesão. “A nossa nação bacurau está mais unida do que nunca. Estamos juntos com Walter Alves e com essa nação que carrega o verde no coração”, publicou.
Flávio deixa disputa A chegada de Flávio à campanha de Walter ocorre logo após o ex-prefeito desistir de disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa pelo PSDB. A retirada da candidatura foi comunicada no fim de semana e altera o cenário político em Nova Cruz e na região Agreste, onde ele é considerado uma das lideranças de maior influência.
Segundo Flávio, a decisão foi motivada por insatisfações com a condução do PSDB, presidido no Rio Grande do Norte pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira. De acordo com interlocutores, o ex-prefeito demonstrava descontentamento com o que considerava favorecimento de determinados candidatos dentro da nominata proporcional.
Flávio era apontado como um dos nomes competitivos apresentados pelo PSDB para a Assembleia. Com a desistência, decidiu direcionar seu apoio a Walter, movimento acompanhado pelo prefeito Joquinha e por oito vereadores do município.
Walter busca voltar à Assembleia A candidatura de Walter Alves à Assembleia Legislativa representa uma mudança em sua trajetória política para as eleições de 2026. Vice-governador desde 2023, ele anunciou em março que não assumiria o Governo do Estado com a eventual saída da governadora Fátima Bezerra (PT), que deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado.
A decisão afastou a possibilidade de Walter comandar o Executivo estadual no período final do mandato e abriu caminho para sua candidatura proporcional. Posteriormente, o presidente estadual do MDB confirmou a opção pela disputa de uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa.
Antes de chegar à Vice-Governadoria, Walter acumulou experiência no Legislativo. Foi deputado estadual por quatro mandatos consecutivos e, posteriormente, deputado federal por dois mandatos, até compor como vice a chapa encabeçada por Fátima Bezerra em 2022.
Na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa, Walter busca fortalecer sua base política no interior do estado. O apoio de lideranças do Agreste amplia o grupo que passa a integrar sua campanha para retornar ao Legislativo estadual.
Um dia após o início oficial da campanha eleitoral, Álvaro Dias (PL) subiu o tom contra Allyson Bezerra (União Brasil) e trouxe a Operação Mederi para o confronto direto entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (17), o ex-prefeito de Natal mencionou a investigação da Polícia Federal envolvendo contratos da saúde de Mossoró e contrapôs o episódio aos seus 38 anos de vida pública.
“Eu já fui deputado estadual, presidente da Assembleia Legislativa, deputado federal, vice-prefeito e, por duas vezes, prefeito de Natal. Nesses 38 anos de vida pública, diferente de alguns, eu nunca acordei com a Polícia Federal na minha porta”, afirmou Álvaro.
O candidato encerrou a declaração com o slogan adotado na campanha: “Pense nisso e juntos vamos endireitar o Rio Grande do Norte, disse”.
Na legenda da publicação, a campanha também confrontou diretamente o discurso de renovação apresentado por Allyson. “Renovação com suspeita de corrupção não é o futuro que o RN quer”, diz o texto, que acrescenta: “Enquanto Allyson Bezerra já foi alvo de uma operação da Polícia Federal por suspeitas de propina e esquemas de corrupção, nós mostramos a força de 38 anos de história limpa”, publicou.
O vídeo também explora a idade e o tempo de vida pública de Allyson para reforçar a crítica.
“Allyson Bezerra é um dos gestores mais novos do Estado e se apresenta como renovação. Mas, mesmo tão jovem, na idade e na vida pública, já teve a Polícia Federal batendo na sua casa por indícios de um esquema de corrupção na área da saúde de Mossoró”, afirma a peça.
Na sequência, a publicação menciona suspeitas de fraude em licitação, desvio de dinheiro público e pagamento de propina investigadas no âmbito da operação e lança uma provocação ao candidato do União Brasil: “Allyson é mudança ou é bronca?”.
A publicação desta segunda-feira ocorre após Álvaro já ter explorado a Operação Mederi no primeiro debate televisionado entre os candidatos ao Governo, realizado pela Band no último dia 9. Na ocasião, o candidato questionou Allyson sobre o acesso da Polícia Federal aos celulares apreendidos durante a investigação.
Durante o confronto, Álvaro cobrou explicações sobre as senhas dos aparelhos e chamou o adversário de “candidato dos segredos inacabados ou dos segredos inconfessados”. Na ocasião, Allyson respondeu que seu celular estava “aberto” no processo. Posteriormente, Álvaro retomou o questionamento nas redes sociais, reforçando a cobrança sobre o acesso da Polícia Federal aos aparelhos apreendidos.
Operação Mederi Deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano, com participação da Controladoria-Geral da União (CGU), a Operação Mederi apura suspeitas de fraudes em licitações e contratos para fornecimento de medicamentos e insumos à saúde pública em municípios do RN, entre eles Mossoró. As investigações envolvem suspeitas de direcionamento de contratos, superfaturamento, entrega parcial de medicamentos, desvio de recursos e lavagem de dinheiro.
A operação ganhou maior repercussão após elementos reunidos pela PF mencionarem a chamada “Matemática de Mossoró”. Em conversas analisadas pelos investigadores, empresários fazem referência a uma divisão de valores na qual 15% seriam destinados a “Allyson”, identificação associada pela investigação ao então prefeito.
No âmbito da operação, foram apreendidos três celulares relacionados a Allyson, entre eles, segundo informações da investigação, um aparelho descartável, conhecido como “burner phone”.
Allyson nega participação em desvios ou irregularidades envolvendo os contratos investigados.
A Fecomércio RN iniciou, nesta segunda-feira (17), uma série de encontros com os três candidatos ao Governo do Estado de maior destaque na disputa eleitoral. A programação do RN em Foco 2027–2030 começou com Allyson Bezerra (União Brasil) e segue com Álvaro Dias (PL), nesta terça (18), e Cadu de Lula (PT), na quarta-feira (19). Além de ouvir os postulantes, a entidade entrega uma agenda de propostas construída a partir de dados oficiais e de uma pesquisa com 1.617 empresários.
Em entrevista ao Diário do RN, o presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, explicou que o levantamento buscou identificar dificuldades e oportunidades percebidas pelo setor produtivo em todas as regiões do Estado. “A gente fez um levantamento, um trabalho técnico, usando os dados oficiais, mas também com uma pesquisa feita com 1.617 empresários em todas as regiões do Rio Grande do Norte”, afirmou.
Segundo Queiroz, a intenção é aproximar o empresariado de quem comandará o Estado a partir de 2027. “Queremos estreitar esses laços, mostrar as nossas dificuldades, a dificuldade do empresário que está lá todo dia abrindo suas portas, gerando emprego, gerando renda”, disse.
Ele também ressaltou que a equipe técnica da entidade estará disponível para contribuir com o próximo governo, independentemente do vencedor da eleição. “Temos a equipe técnica à disposição. Queremos trabalhar com qualquer um dos candidatos que seja eleito e contribuir no que a gente puder”, afirmou.
Contas e investimentos Primeiro a participar da rodada, Allyson apresentou pontos de seu plano de governo e tratou da situação fiscal como um dos principais desafios de uma eventual gestão. Citou R$ 3,5 bilhões em despesas a pagar e o déficit previdenciário, defendendo a organização das contas antes da ampliação dos investimentos.
Em conversa com a imprensa durante o encontro, o candidato concentrou sua fala na necessidade de ampliar a participação privada na economia. “O que nós precisamos primeiro é investir, ter capacidade de investir, de criar mecanismos para trazer investimento para o Estado”, afirmou.
Allyson defendeu liberdade econômica, posicionou-se contra aumento de impostos e criticou entraves enfrentados por empresários para conseguir licenças e tirar novos projetos do papel.
Segundo ele, turismo, comércio e serviços estão entre os setores que podem avançar com a melhoria do ambiente de negócios.
“Quem quer empreender, quem quer gerar emprego, quem quer gerar oportunidade, quem quer construir o seu resort, o seu empreendimento, investir no turismo, não está conseguindo”, afirmou. Para o candidato, a proposta passa por “destravar o Rio Grande do Norte” e criar condições para atrair investimentos privados.
Parcerias e qualificação Outro ponto defendido por Allyson foi a ampliação das parcerias público-privadas. Segundo ele, esse modelo poderá ser utilizado em áreas nas quais o Estado não tenha capacidade de investir, manter estruturas ou promover a modernização necessária.
O candidato também destacou a experiência de Mossoró com o Sistema S na formação profissional e afirmou que pretende ampliar esse tipo de parceria para o Estado. “Nós queremos aprofundar, queremos fazer com que o que deu certo em Mossoró possa ser aplicado também no Estado”, declarou.
Durante o encontro, Allyson respondeu ainda a questionamentos da equipe técnica da Fecomércio sobre turismo, saneamento, segurança, mobilidade, qualificação dos jovens, atração de investimentos e interiorização do desenvolvimento, entre outros temas. Ao falar sobre a condução de um eventual governo, afirmou: “Eu não governo olhando no retrovisor. Nós governamos olhando para frente, sem raiva, sem rancor”, disse.
Agenda empresarial O documento RN em Foco 2027–2030, entregue pela Fecomércio aos candidatos, reúne um diagnóstico da economia potiguar e propostas para orientar o próximo Governo do Estado. O estudo destaca o peso do Comércio, Serviços e Turismo, responsável por 38,3% do PIB estadual, mais de 49 mil estabelecimentos e cerca de 389 mil empregos formais.
A agenda está organizada em oito eixos: equilíbrio fiscal; desburocratização; parcerias público-privadas; infraestrutura e mobilidade; segurança; aproveitamento dos setores com potencial de crescimento; revitalização de áreas comerciais; e qualificação profissional.
As prioridades também refletem uma pesquisa com 1.617 empresários de todas as regiões do RN. Entre eles, 61,4% apontam a segurança pública como prioridade, 79% defendem redução de impostos, 65,9% indicam melhorias nas rodovias e 59,3% cobram menos burocracia. O documento ainda chama atenção para os 162 mil jovens que não estudam nem trabalham e propõe ampliar a formação profissional em parceria com o Sistema S.
A disputa pelas oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados apresenta um cenário de forte indefinição entre os eleitores, segundo pesquisa do Instituto DataVero, realizada em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (14).
Na modalidade espontânea, quando nenhum nome é apresentado ao entrevistado e ele responde livremente em quem votaria caso a eleição ocorresse hoje, o deputado estadual Sargento Gonçalves aparece como o nome mais citado, com 4,05% das intenções de voto.
Na sequência, aparecem a deputada federal Natália Bonavides, com 3,45%, e a vereadora Nina Souza, com 2,05%.
O quarto nome mais lembrado pelos entrevistados foi Juninho Saia Rodada, com 1,24%, seguido por Dr. Bernardo, que registra 1,23%.
Completam os oito nomes mais citados no levantamento o deputado federal Benes Leocádio, com 1,19%, a deputada estadual Thabatta Pimenta, com 1,07%, e o deputado federal General Girão, com 0,94%.
Apesar da liderança de Sargento Gonçalves, os números mostram que a maior parcela dos entrevistados ainda não aponta um nome para a Câmara Federal.
59,19% dos entrevistados afirmaram que não sabem ou não responderam em quem votariam.
Outros 15,75% declararam que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos nomes.
Somados, os dois grupos representam 74,94% dos entrevistados, indicando que, neste momento, a maioria do eleitorado potiguar ainda não apresenta uma preferência definida por um candidato específico.
O cenário espontâneo revelou uma pulverização das intenções de voto para deputado federal no estado. Em pesquisa anterior do DataVero para a Câmara Federal, também realizada em parceria com o Diário do RN, o levantamento havia registrado elevado percentual de eleitores sem definição de voto, evidenciando que a disputa proporcional ainda apresenta grande espaço para mudanças ao longo da campanha.
A pesquisa quantitativa foi realizada pelo Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, entre os dias 10, 11 e 12 de agosto de 2026.
Foram entrevistadas 1.500 pessoas em todo o Rio Grande do Norte. O levantamento possui margem de erro de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada sob os números BR-05337/2026 e RN-06313/2026.
Os dados apresentados nesta matéria correspondem ao cenário espontâneo para deputado federal, no qual os entrevistados não recebem uma lista prévia de candidatos e indicam livremente o nome de sua preferência.
A disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte ainda apresenta um cenário de elevada indefinição entre os eleitores potiguares. É o que aponta a pesquisa DataVero, divulgada nesta sexta-feira (14), realizada em parceria com o Diário do RN, no cenário espontâneo para deputado estadual.
Quando os entrevistados foram questionados, sem a apresentação de uma lista de candidatos, sobre em quem votariam para deputado estadual caso as eleições fossem hoje, o nome mais lembrado foi o do deputado estadual Nelter Queiroz, com 1,49% das intenções de voto.
Na sequência aparecem o deputado estadual Tomba Farias, com 1,27%, e Nina Souza, com 1,26%. Getúlio Rêgo foi citado por 1,17% dos entrevistados, enquanto Coronel Azevedo aparece com 0,94%.
Completam os dez primeiros colocados Galeno Torquato, com 0,86%; Eudiane Macedo, com 0,76%; Gustavo Carvalho, com 0,72%; Cíntia, com 0,66%; e Francisco do PT, também com 0,66%.
Confira os 24 primeiros resultados No levantamento espontâneo, os 24 primeiros resultados apresentados pelo DataVero foram:
Tomba Farias aparece com 1,27% – Foto: ReproduçãoNina Souza vem em 3º com 1,26% – Foto: ReproduçãoNa 4ª posição, Getúlio Rêgo com 1,17% – Foto: Reprodução
Maioria dos eleitores ainda não aponta candidato
O dado que mais chama atenção no levantamento, entretanto, é o elevado número de eleitores que ainda não indicam um nome para a Assembleia Legislativa, isso porque 61,52% dos entrevistados afirmaram não saber ou não responderam à pergunta. Outros 17,35% declararam que votariam em nenhum candidato, em branco ou nulo.
Somados, os dois grupos representam 78,87% dos entrevistados.
Dados da pesquisa A pesquisa foi realizada pelo Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, nos dias 10, 11 e 12 de agosto de 2026.
Foram entrevistadas 1.500 pessoas em todo o Rio Grande do Norte. O levantamento possui margem de erro de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada sob os números BR-05337/2026 e RN-06313/2026.
Os dados desta matéria correspondem ao cenário espontâneo para deputado estadual, no qual os entrevistados são questionados sobre sua intenção de voto sem que seja apresentada previamente uma lista de candidatos.
A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (14), coloca Styvenson Valentim (Podemos) à frente na corrida pelo Senado no Rio Grande do Norte. Considerando o resultado unificado, que reúne o primeiro e o segundo votos dos eleitores, o senador alcança 19,8%, seguido por Zenaide Maia (PSD), com 13%. Na sequência, Coronel Hélio (PL), Rafael Motta (PDT) e Samanda de Lula (PT) aparecem tecnicamente empatados.
Este é o primeiro levantamento DataVero/Diário do RN realizado após as convenções partidárias, que oficializaram as candidaturas e alianças para as eleições de outubro.
Styvenson abre vantagem no primeiro voto Na pesquisa estimulada para o primeiro voto ao Senado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Styvenson alcança 26,81% e abre uma vantagem de 12,88% sobre Zenaide, que aparece na segunda colocação, com 13,93%.
Na sequência, a disputa fica mais equilibrada. Rafael Motta registra 8,13%, Samanda de Lula aparece com 7,68% e Coronel Hélio soma 7,55%. Os três estão tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,53%.
Rosália Fernandes (PSTU) tem 1,19%; Sandro Pimentel (PSOL), 1,13%; Tércio Tinoco (União Brasil), 0,54%; Sônia Godeiro (PSOL), 0,48%; Luciana Lima (PSTU), 0,42%; Gari Wendell Batista (Agir), 0,38%; Clóvis Costa, do Coletivo Nós (Agir), 0,18%; e Linhares Jibóia (DC), 0,06%.
Nesse cenário, 19,14% não sabem ou não responderam, enquanto 12,37% disseram que não escolheriam nenhum dos nomes ou votariam em branco ou nulo.
Segundo voto tem empate na liderança No segundo voto para o Senado, o cenário é mais equilibrado. Styvenson aparece numericamente à frente, com 12,76%, seguido por Zenaide, com 12,08%. A diferença de apenas 0,68% coloca os dois em empate técnico.
Coronel Hélio ocupa a terceira posição, com 8,56%, seguido por Rafael Motta, com 6,58%, e Samanda de Lula, com 5,55%. Sandro Pimentel registra 2,16%; Rosália Fernandes, 1,95%; Tércio Tinoco, 1,31%; Luciana Lima, 0,72%; e Sônia Godeiro, 0,65%. Clóvis Costa, Gari Wendell Batista e Linhares Jibóia aparecem com 0,18% cada.
A indefinição é maior nesse segundo voto: 29,64% não sabem ou não responderam e outros 17,49% afirmaram que não escolheriam nenhum candidato ou votariam em branco ou nulo.
Unificado mantém Styvenson à frente Quando os dois votos são reunidos, Styvenson lidera com 19,8%, enquanto Zenaide registra 13%, uma diferença de 6,8%. A disputa seguinte permanece equilibrada: Coronel Hélio aparece com 8,1%, Rafael Motta com 7,4% e Samanda de Lula com 6,6%, tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Sandro Pimentel e Rosália Fernandes registram 1,6% cada; Tércio Tinoco, 0,9%; Luciana Lima e Sônia Godeiro, 0,6% cada; Gari Wendell Batista, 0,3%; Clóvis Costa, 0,2%; e Linhares Jibóia, 0,1%. No resultado unificado, 24,4% não sabem ou não responderam e 14,9% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.
Dados da pesquisa A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores do Rio Grande do Norte entre os dias 10 e 12 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05337/2026 e RN-06313/2026.
Divulgada nesta sexta-feira (14), a pesquisa DataVero/Diário do RN mostra uma mudança na disputa pelo Governo quando os candidatos são apresentados com seus apoios. Cadu Xavier (PT) chega a 22,66% associado ao presidente Lula e à governadora Fátima Bezerra e empata tecnicamente com Álvaro Dias (PL), que registra 25,37%. Allyson Bezerra (União Brasil) mantém a liderança, com 37,81%.
Este é o primeiro levantamento DataVero/Diário do RN realizado após as convenções partidárias, que oficializaram as candidaturas e alianças para as eleições de outubro, e também depois do primeiro debate televisionado entre os principais candidatos ao Governo do Estado, realizado no último domingo (9), pela Band.
Cadu cresce 55% com apoios O principal movimento do cenário ocorre com Cadu Xavier. Na pesquisa estimulada em que apenas os nomes dos candidatos são apresentados, o ex-secretário estadual da Fazenda registra 14,56% das intenções de voto. Quando identificado como candidato apoiado por Lula e Fátima Bezerra, o petista chega a 22,66%, um crescimento de 8,1 pontos percentuais, equivalente a 55,63%.
Com o avanço, Cadu reduz a distância para o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias. O candidato do PL, apresentado ao eleitor com os apoios de Bolsonaro, do senador Rogério Marinho e do prefeito de Natal, Paulinho Freire, registra 25,37%. A diferença entre os dois cai para 2,71%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos.
A comparação com o cenário sem apoios evidencia a mudança. Sem as vinculações políticas, Álvaro registra 26,48% e Cadu, 14,56%, uma distância de 11,92%. Com os apoios apresentados, essa diferença é reduzida para 2,71%.
Allyson mantém liderança Na primeira colocação, Allyson Bezerra apresenta pouca variação entre os dois cenários. Sem a indicação de apoios, o ex-prefeito de Mossoró registra 37,31%. Quando apresentado como candidato apoiado pelos ex-senadores José Agripino Maia e Garibaldi Alves e pelo ex-governador Robinson Faria, chega a 37,81%, uma variação positiva de 0,50%.
O resultado mantém Allyson à frente dos demais candidatos. No cenário com apoios, a diferença entre os 37,81% de Allyson e os 25,37% de Álvaro, segundo colocado, é de 12,44%.
Álvaro, por sua vez, apresenta uma variação negativa de 1,11% quando os apoios são informados, passando de 26,48% para 25,37%.
Indefinição diminui A apresentação das alianças políticas também acompanha uma redução no número de eleitores sem uma escolha definida. No cenário estimulado sem apoios, 10,72% não sabem ou não respondem. Quando as vinculações são informadas, esse percentual cai para 7,24%.
Outros 6,92% afirmam que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos candidatos apresentados.
Assim, embora Allyson permaneça na liderança nos dois cenários, a principal alteração com a apresentação dos apoios ocorre na disputa pela segunda colocação: Cadu reduz a distância para Álvaro e os dois passam a figurar em empate técnico.
Dados da pesquisa A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores do Rio Grande do Norte entre os dias 10 e 12 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05337/2026 e RN-06313/2026.
Divulgada nesta sexta-feira (14), a pesquisa DataVero/Diário do RN mostra Allyson Bezerra (União Brasil) na liderança da disputa pelo Governo do Estado, seguido por Álvaro Dias (PL) e Cadu de Lula (PT). Ao mesmo tempo, o levantamento revela um cenário ainda marcado pela indefinição: na espontânea, 42,60% dos eleitores não sabem ou não responderam em quem pretendem votar.
Este é o primeiro levantamento DataVero/Diário do RN realizado após as convenções partidárias, que oficializaram as candidaturas para as eleições de outubro, e também depois do primeiro debate televisionado entre os principais candidatos ao Governo do Estado, realizado no último domingo (9), pela Band.
Indefinição supera 42% No primeiro cenário, o da pesquisa espontânea, em que nenhum nome é apresentado e o eleitor responde livremente em quem votaria, o ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra registra 24,85% das intenções de voto. O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias aparece com 19,03%, uma diferença de 5,82%. O ex-secretário estadual da Fazenda, Cadu de Lula, ocupa a terceira posição, com 8,68%.
Apesar das posições dos candidatos, o maior percentual desse cenário é o dos eleitores que ainda não definiram espontaneamente sua escolha: 42,60% não souberam ou não responderam. Outros 3,45% disseram não votar em nenhum candidato.
A governadora Fátima Bezerra, que não disputa o Governo, foi mencionada espontaneamente por 1,09%. Robério Paulino aparece com 0,12%, enquanto Galeno, Robinson Faria e Rodrigo Bolsonaro foram citados por 0,06% cada.
Allyson chega a 37,31% na estimulada Em um segundo cenário, o da pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Allyson amplia seu percentual para 37,31% e permanece na liderança. Álvaro registra 26,48%, deixando a diferença entre os dois em 10,83%. Cadu de Lula alcança 14,56% e segue na terceira colocação.
Na sequência aparecem Rodrigo Bolsonaro (Agir), com 1,59%; Professor Robério Paulino (PSOL), com 0,59%; e Henrique Lira (PCO), com 0,36%. Arinalda, do MLB (UP), Carlos Jararaca (DC) e Dario Barbosa (PSTU) registram 0,06% cada.
Mesmo com a apresentação dos nomes, 10,72% não souberam ou não responderam, enquanto 8,21% disseram não votar em nenhum dos candidatos, anular o voto ou simplesmente votar em branco.
A comparação entre os dois cenários mantém os três principais candidatos na mesma ordem.
Allyson lidera tanto na espontânea quanto na estimulada, Álvaro ocupa a segunda posição e Cadu aparece em terceiro. A distância entre os dois primeiros passa de 5,82 pontos na espontânea para 10,83 pontos na estimulada.
Cadu e Álvaro lideram rejeição Na rejeição, que mede em quem o eleitor afirma não votar de jeito nenhum, Cadu de Lula aparece numericamente com o maior índice, 19,58%, seguido por Álvaro Dias, com 19,12%. A diferença de apenas 0,46% coloca os dois em empate técnico, considerando a margem de erro de 2,53%.
Rodrigo Bolsonaro registra 7,98% e Allyson, 7,90%. Depois aparecem Carlos Jararaca, com 2,29%; Dario Barbosa, com 1,82%; Arinalda do MLB, com 1,62%; Professor Robério Paulino, com 0,90%; e Henrique Lira, com 0,84%.
Outros 25,73% não souberam ou não responderam à pergunta sobre rejeição. Já 10,29% disseram não rejeitar nenhum candidato e 1,94% afirmaram que votariam em todos.
Dados da pesquisa A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores do Rio Grande do Norte entre os dias 10 e 12 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-05337/2026 e RN-06313/2026.
A mais recente pesquisa realizada pelo Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (14), aponta liderança do presidente Lula (PT) na disputa pela Presidência da República no Rio Grande do Norte. No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 58,59% das intenções de voto.
O segundo colocado é o senador Flávio Bolsonaro (PL), que registra 24,68% das intenções de voto.
Na sequência aparece Ronaldo Caiado (PSD), com 1,67% e Zema (Novo) tem 1,02%.
Os demais candidatos aparecem com percentuais igual ou inferiores a 1%: Renan Santos (Missão), 1,00%; Escritor Augusto Cury (Avante), 0,93%; Samara Martins (UP), 0,24%; Clariana Barão (DC), 0,06%; Leonardo Avalanche (PRTB), 0,06%; enquanto Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Veterinário Wilson Grassi (Democracia Cristã) aparecem com 0,00% no levantamento.
Ainda segundo a pesquisa, 5,16% dos entrevistados não souberam ou não responderam à pergunta. Outros 6,59% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados.
Flávio Bolsonaro é o mais rejeitado, com 51,40% A pesquisa também perguntou aos entrevistados em qual dos candidatos não votariam de jeito nenhum. Nesse cenário, o senador Flávio Bolsonaro aparece com a maior rejeição, alcançando 51,40% das respostas.
O presidente Lula aparece em segundo lugar nesse quesito, com 27,27%.
Na sequência, Renan Santos registra 0,29% de rejeição. Os demais nomes apresentam índices inferiores a 0,2%, enquanto 13,96% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Outros 5,01% afirmaram que votariam branco ou nulo, e 0,87% declararam que não votariam em nenhum dos candidatos, ou seja, que votariam em todos os nomes apresentados.
Cenário mostra diferença de 33,91 pontos percentuais Considerando o cenário estimulado de intenção de voto, Lula aparece 33,91 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro. O presidente registra 58,59%, enquanto o senador tem 24,68%.
O levantamento também mostra que os dois principais nomes concentram a maior parte das intenções de voto no estado, enquanto os demais candidatos aparecem com percentuais próximos ou inferiores a 1%.
A pesquisa DataVero é de natureza quantitativa e foi realizada no Rio Grande do Norte entre os dias 10, 11 e 12 de agosto de 2026.
Ao todo, foram entrevistadas 1.500 pessoas. O levantamento apresenta margem de erro de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
A pesquisa está identificada no TRE pelos registros BR-05337/2026 e RN-06313/2026.
Os resultados apresentados correspondem ao cenário estimulado, no qual os entrevistados recebem uma relação de nomes e são questionados sobre em quem votariam caso a eleição ocorresse hoje.
política do Rio Grande do Norte e redesenhou alianças que pareciam consolidadas. Primos e antigos aliados, José Agripino Maia (PFL) e Lavoisier Maia (PDT) chegaram às urnas em lados opostos, numa disputa que dividiu a família e reuniu, no palanque de Lavoisier, grupos que durante anos haviam sido adversários dos Maia.
A ruptura tinha peso histórico. Lavoisier havia nomeado Agripino prefeito de Natal em 1979 e apoiado sua primeira eleição para governador, em 1982. O cenário, porém, mudou ao longo da década. Em 1990, Lavoisier se aproximou do grupo comandado pelo então governador Geraldo Melo e recebeu o apoio dos Alves, tradicionais adversários de Agripino.
A eleição ocorreu em dois turnos, em 3 de outubro e 25 de novembro. Além de governador e vice, os potiguares escolheram um senador, oito deputados federais e 24 estaduais.
Para José Agripino, que havia sido eleito senador em 1986, voltar à disputa pelo Governo foi uma decisão relacionada à própria manutenção da liderança política do grupo. Em entrevista ao Diário do RN, ele recordou que entrou na corrida eleitoral diante da necessidade de representar seu campo político.
“Foi uma imposição do meu partido, o PFL, uma necessidade de manutenção da liderança partidária”, afirmou.
Do outro lado, Agripino viu antigos adversários e lideranças importantes se reunirem em torno de Lavoisier. Ao recordar a composição daquele palanque, ele destacou o isolamento político que enfrentou no início da disputa.
“Lavoisier foi apoiado por Geraldo Melo, por Aluízio, Henrique, Garibaldi, Wilma. Todos se juntaram. E eu fui candidato sozinho para manter a liderança”, relembrou.
Em meio à disputa, a campanha de Agripino também ganhou um símbolo que atravessou o tempo: o jingle “Já Já Vai Voltar”, referência direta ao seu retorno ao Governo do Estado. A música ganhou força ao longo da corrida eleitoral e entrou para a memória como um dos jingles mais conhecidos da política potiguar.
No primeiro turno, Agripino liderou com 454.528 votos, ou 48,11% dos válidos. Lavoisier recebeu 372.301 (39,40%), seguido por Salomão Gurgel (PT), com 103.616 (10,97%), e Ana Catarina Alves (PTR), com 14.343 (1,52%). Agripino venceu em 113 dos 152 municípios existentes no Estado à época, mas não alcançou a maioria necessária para encerrar a disputa.
No segundo turno, novamente saiu vitorioso. Ao lado do candidato a vice Vivaldo Costa (PL), recebeu 525.229 votos (52,09%), contra 483.067 (47,91%) de Lavoisier, que tinha Arnóbio Abreu (PMDB) como vice. A diferença foi de 42.162 votos.
A vitória levou Agripino de volta ao Governo oito anos depois da primeira eleição para o cargo. Ele sucedeu Geraldo Melo em março de 1991 e tornou-se o primeiro político a conquistar dois mandatos de governador do Rio Grande do Norte desde o fim do Estado Novo, em 1945.
Agripino foi o primeiro governador reeleito após o fim do Estado Novo – Foto: ReproduçãoVivaldo Costa compôs com José Agripino a chapa que saiu vitoriosa – Foto: Reprodução
Uma eleição que dividiu os Maia Mais do que colocar dois primos em lados opostos, a campanha expôs uma divisão até então difícil de imaginar dentro da família Maia. As relações políticas e familiares construídas ao longo de décadas foram atravessadas pela disputa, enquanto Lavoisier se aproximava justamente do grupo Alves, adversário histórico de Agripino.
O ex-governador Cortez Pereira, próximo de Lavoisier, protagonizou um dos episódios lembrados daquele período. Diante da necessidade de escolher entre os dois candidatos, declarou que era mais amigo de Lavoisier do que de Agripino, mas “mais amigo do Rio Grande do Norte do que de Lavoisier” e, por isso, votaria em Agripino.
A disputa foi intensa e chegou ao segundo turno em um Estado politicamente dividido. Se Agripino venceu o Governo, o grupo adversário conquistou a vaga em disputa para o Senado.
Garibaldi Alves Filho (PMDB) foi eleito com 404.206 votos (52,02%), derrotando Carlos Alberto de Sousa (PDC), que obteve 329.793 (42,45%), e José de Anchieta Ferreira Lopes (PCdoB), com 42.991 (5,53%).
Nas eleições proporcionais, o equilíbrio entre os principais grupos também apareceu. Das oito vagas potiguares na Câmara dos Deputados, PMDB e PFL conquistaram três cada, enquanto PRN e PSDB ficaram com uma cadeira. Na Assembleia Legislativa, o PMDB formou a maior bancada, com dez das 24 vagas, seguido pelo PFL, com cinco; PL, com quatro; PDS, com três; e PDT e PT, com uma cadeira cada.
Imagem que fez parte do material de campanha de Agripino em 1990 – Foto: Reprodução
O aviso que Agripino não quis acreditar A articulação que levaria Lavoisier ao palanque adversário começou antes de a candidatura se tornar pública. Quem acompanhou parte dessa movimentação foi Afonso Lemos, então prefeito de Macau, eleito em 1988. Embora ligado politicamente a José Agripino, ele havia se aproximado do governador Geraldo Melo e acabou tomando conhecimento das conversas que se desenvolviam nos bastidores.
Em entrevista ao Diário do RN, Afonso recorda que Geraldo não tinha um nome competitivo para sua sucessão e permaneceu no Governo, enquanto buscava construir uma candidatura capaz de enfrentar Agripino.
“Geraldo me confidenciou que o candidato do grupo dele ao Governo do Estado seria Lavoisier Maia. Como eu era ligado a Agripino, fui até ele e revelei que Lavoisier estava se aproximando do grupo de Geraldo para ser candidato contra o próprio Agripino, com o apoio dos Alves. Agripino, num primeiro momento, não quis acreditar”, relembrou.
A reação, segundo Afonso, era compreensível diante da proximidade existente entre os integrantes da família. Lavoisier já havia governado o Estado, Agripino o sucedera anos depois e os dois tinham caminhado juntos em disputas anteriores.
“A situação realmente era muito difícil de imaginar, porque a ligação familiar entre Lavoisier, Agripino, Tarcísio Maia e os demais integrantes da família era muito forte. Os Maias eram muito unidos”, afirmou.
Somente quando as conversas avançaram e Lavoisier efetivamente se tornou candidato do campo adversário, segundo Afonso, Agripino percebeu que o movimento antecipado por ele estava se concretizando.
“Agripino não acreditava que Lavoisier aceitaria ser candidato contra ele. Somente quando a articulação se concretizou é que reconheceu que eu havia chamado a atenção para o que estava acontecendo”, contou.
Em resumo, o embate entre os primos marcou a eleição de 1990. Lavoisier reuniu antigos adversários dos Maia e importantes lideranças do Estado, enquanto Agripino enfrentou a divisão familiar e uma ampla aliança para conquistar o segundo mandato. A vitória por pouco mais de 42 mil votos encerrou uma campanha de rupturas e novos arranjos políticos.