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TRE INTIMA ALLYSON BEZERRA E COBRA DOCUMENTOS SOBRE PROCESSOS CRIMINAIS

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Documento de 8 de agosto registra que certidão positiva do TJRN aponta existência de processos e candidato é intimado, nesta quarta-feira (12), a complementar documentação exigida pela Justiça Eleitoral.

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) intimou nesta quarta-feira (12) o candidato Allyson Bezerra, do União Brasil, a complementar a documentação apresentada no pedido de registro de candidatura ao Governo do Estado. A intimação está relacionada a uma pendência identificada na documentação criminal apresentada pelo candidato e envolve processos apontados em certidão positiva emitida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).

A informação consta no processo nº 0600458-93.2026.6.20.0000, referente ao registro de candidatura de Allyson Bezerra, pela coligação Esperança e Trabalho. O pedido de registro foi apresentado no Candex em 3 de agosto de 2026, enquanto a escolha do candidato em convenção partidária ocorreu em 20 de julho.

A origem da pendência aparece em documento de conferência da documentação emitido pelo TRE em 8 de agosto. Na análise dos documentos apresentados, a Justiça Eleitoral registrou irregularidade nas certidões criminais para fins eleitorais da Justiça Estadual de 1º e 2º graus.

Segundo o documento, a certidão apresentada, emitida pelo TJRN, é positiva e informa a existência de processos que “podem ter repercussão na análise do pedido de registro de candidatura”. A certidão, porém, não veio acompanhada das respectivas certidões de objeto e pé, exigidas pelo artigo 27, §7º, da Resolução TSE nº 23.609/2019.

As certidões de objeto e pé servem para identificar e detalhar o conteúdo, a situação e o andamento dos processos relacionados na certidão criminal, permitindo à Justiça Eleitoral verificar se existe alguma circunstância capaz de produzir repercussão sobre o pedido de registro.

Com a intimação expedida nesta quarta-feira, a pendência deixou de ser apenas um apontamento registrado na conferência documental e passou a ser objeto de determinação para complementação do processo de registro.

Os documentos solicitados deverão permitir que a Justiça Eleitoral identifique e analise os processos relacionados na certidão positiva do TJRN. A existência de processos judiciais, por si só, não significa que o candidato seja inelegível.

O documento de conferência de 8 de agosto não declarou Allyson inelegível e tampouco representou decisão de indeferimento da candidatura. O levantamento do Cadastro Eleitoral registra que não havia, em princípio, hipótese de inelegibilidade cadastrada contra o candidato.

Também constam como regulares informações relacionadas à quitação eleitoral, à inscrição eleitoral e à inexistência de crime eleitoral registrado no cadastro.

Processos ainda precisam ser detalhados
A questão apontada pelo TRE está relacionada, neste momento, à documentação necessária para que os processos mencionados na certidão positiva do TJRN sejam devidamente identificados e analisados.

A apresentação das certidões de objeto e pé permitirá à Justiça Eleitoral verificar o conteúdo e a situação de cada processo e avaliar eventual repercussão sobre o registro de candidatura.

Assim, a intimação não equivale, por si só, a uma declaração de inelegibilidade ou ao indeferimento da candidatura. O que existe, até o fechamento desta edição, é uma determinação para que a documentação seja complementada.

Dario também é intimado pelo TRE para corrigir pendências no registro

O candidato Dario Barbosa de Melo, do PSTU, também foi intimado pelo TRE-RN para corrigir pendências no registro de candidatura ao Governo do Estado. A Justiça Eleitoral deu três dias para a regularização, sob pena de indeferimento do pedido.

O TRE apontou que as certidões criminais de 1º e 2º graus apresentadas por Dario são positivas e informam a existência de processos que podem ter repercussão na análise da candidatura, mas não foram acompanhadas das respectivas certidões de objeto e pé exigidas pela legislação eleitoral.

Além disso, o candidato declarou ser funcionário público civil estadual, mas não apresentou o comprovante de desincompatibilização exigido para o registro.


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CANDIDATOS AO SENADO APRESENTAM PROPOSTAS NO FÓRUM CAMINHOS DO RN

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Depois de ouvir os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, o Fórum Caminhos do RN deu continuidade, nesta quarta-feira (12), à rodada de sabatinas com os postulantes ao Senado.

Sandro Pimentel (PSOL), Tércio Tinoco (União Brasil), Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda Alves (PT) participaram, nesta ordem, dos encontros promovidos pela Fiern e pelo MídiaComRN, apresentando propostas e posicionamentos sobre temas relacionados ao desenvolvimento do Estado.

Realizadas no auditório Albano Franco, sede da Fiern, as sabatinas contaram com representantes do setor produtivo e jornalistas de veículos de comunicação associados ao MídiaComRN.

Segurança pública, desenvolvimento econômico, infraestrutura, tecnologia e participação da iniciativa privada estiveram entre os temas abordados.

Sandro abre sabatinas com foco em segurança
Primeiro a ser sabatinado, Sandro Pimentel destacou a necessidade de associar educação, tecnologia e segurança pública. O candidato defendeu maior utilização de recursos tecnológicos para identificação de infratores e afirmou que o enfrentamento à criminalidade depende também da construção de ações conjuntas entre diferentes setores.

“Hoje a gente consegue ter tecnologias nas vias, nas rodovias, que identifiquem o infrator até pelo calor, mas pouco se usa”, afirmou. Sandro também defendeu a construção de pactos que envolvam diferentes agentes e sejam capazes de produzir resultados efetivos na área.

Tércio defende parcerias com setor privado
Na sequência, Tércio Tinoco concentrou parte de sua participação na defesa das parcerias público-privadas como instrumento para ampliar investimentos, especialmente no turismo. “Eu sou 100% favorável à parceria público-privada. Acredito muito nessa parceria porque, infelizmente, o poder público não toma conta sozinho de tudo”, declarou.

O candidato citou Pipa como exemplo de destino que necessita de melhorias na infraestrutura rodoviária e na acessibilidade turística. Tércio também destacou o papel das emendas parlamentares e defendeu maior aproximação entre o Senado e o setor empresarial. “A gente precisa trazer o setor empresarial para perto, para trabalhar juntos”, afirmou.

Styvenson aposta em tecnologia e energia limpa
Terceiro a participar da sabatina, Styvenson Valentim direcionou sua fala para tecnologia, energia e atração de investimentos. O senador e candidato à reeleição destacou projeto de sua autoria voltado à regulamentação de data centers e inteligência artificial no país e comparou o avanço do Rio Grande do Norte ao de estados vizinhos.

“O Ceará está na frente da gente e a gente atrás. O meu projeto de lei que está em Brasília é para regulamentar toda a legislação do país que trata justamente de data centers e IAs”, disse.

Styvenson afirmou que a proposta busca criar condições para o Rio Grande do Norte receber esses empreendimentos, aproveitando a disponibilidade de energia renovável. Segundo ele, o Estado desperdiça atualmente 24% da energia limpa produzida.

Samanda encerra com debate sobre segurança
Última a ser sabatinada, Samanda Alves abordou investimentos em segurança pública e relacionou o fortalecimento das forças de segurança à melhoria do ambiente econômico. Segundo a candidata, a presença de unidades do Corpo de Bombeiros nas diferentes regiões do Estado também oferece maior segurança para empresários e investidores.

“Isso também traz segurança para os investidores, não só para quem está investindo, que vai ter a segurança do seu negócio”, afirmou.

No âmbito nacional, Samanda defendeu o fortalecimento das ações de combate ao crime organizado, com maior estrutura, equipamentos e inteligência para as forças de segurança. A candidata também destacou os impactos da criminalidade sobre a população das periferias e defendeu a articulação entre as ações estaduais e federais.


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APÓS DEBATE E CONVENÇÕES, DATAVERO MEDE NOVO CENÁRIO ELEITORAL NO RN

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O cenário eleitoral do Rio Grande do Norte ganhará um novo retrato nesta sexta-feira (14), com a divulgação de mais uma rodada da pesquisa DataVero/Diário do RN. O levantamento será o primeiro realizado pelo instituto após dois momentos importantes do calendário eleitoral: as convenções partidárias, que oficializaram candidaturas e alianças para a disputa de outubro, e o primeiro debate televisionado entre os principais candidatos ao Governo do Estado, realizado pela Band no último domingo (9).

Os pesquisadores estão em campo, ouvindo 1.500 eleitores distribuídos em 50 municípios do Rio Grande do Norte, entre os dias 10 e 12 de agosto. Com margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%, o levantamento vai apresentar um panorama das principais disputas eleitorais no Estado.

Além da corrida pelo Governo do RN, serão conhecidos os números das disputas para a Presidência da República e o Senado. A rodada também vai medir as preferências dos potiguares para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.

Retrato após convenções e debate
A nova rodada chega em um momento diferente dos levantamentos anteriores. Com o encerramento das convenções partidárias, o eleitor passou a ter um quadro mais definido das candidaturas, chapas e alianças que estarão nas urnas. A pesquisa permitirá observar como esse novo desenho se reflete nas intenções de voto.

Outro componente é o primeiro debate na televisão entre os principais candidatos ao Governo. O encontro promovido pela Band no último domingo colocou os concorrentes frente a frente para discutir propostas, apresentar críticas e responder aos adversários.

Como o trabalho de campo começou no dia seguinte ao debate, o levantamento será o primeiro DataVero/Diário do RN a captar as preferências do eleitorado após o confronto televisivo.

Da Presidência às proporcionais
A abrangência da pesquisa permitirá acompanhar diferentes níveis da eleição. Na disputa presidencial, o levantamento mostrará como o eleitor potiguar se posiciona diante dos candidatos ao Palácio do Planalto. Para o Governo, será possível verificar o cenário após a definição das candidaturas e o início dos debates.

O Senado também terá espaço na rodada, em uma eleição na qual os potiguares escolherão dois representantes. Nas disputas proporcionais, o DataVero vai aferir as preferências para deputado federal e estadual, permitindo identificar os nomes que começam a ganhar espaço na corrida pelas oito cadeiras do RN na Câmara dos Deputados e pelas 24 vagas da Assembleia Legislativa.

DataVero acompanha disputa eleitoral
O Instituto DataVero vem acompanhando diferentes momentos da corrida eleitoral no Rio Grande do Norte por meio de levantamentos realizados em parceria com o Diário do RN. Além dos cenários gerais de intenção de voto, as pesquisas permitem observar o comportamento do eleitorado por diferentes recortes e acompanhar a evolução da disputa no Estado.

A nova pesquisa DataVero/Diário do RN está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-06313/2026 e BR-05337/2026.


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DISCURSO DE ALLYSON SOBRE “ROMBO” DE R$ 3,5 BILHÕES NÃO BATE COM DADOS

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Dados do Estado não identificam diretamente a cifra apresentada pelo pré-candidato; investimentos também mostram diferença proporcional pequena entre Governo do Estado e Mossoró.

O principal número apresentado pelo ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), durante sabatina realizada na Casa da Indústria, promovida em parceria pela Midiacom/RN e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), exige uma explicação objetiva: de onde vêm os R$ 3,5 bilhões que ele classificou como “débito orçamentário” deixado de 2025 para 2026?

A afirmação, feita ao criticar a situação fiscal do Governo do Estado, não aparece diretamente nos principais números do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) de 2025.

No 6º bimestre de 2025, o Estado registrou aproximadamente R$ 23,8 bilhões em despesas empenhadas, R$ 23,3 bilhões liquidadas e R$ 21,9 bilhões pagas. A diferença entre empenhado e liquidado foi de cerca de R$ 512,9 milhões. Entre o liquidado e o pago, aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Já a diferença entre o total empenhado e o efetivamente pago ficou em torno de R$ 1,9 bilhão.

Nenhuma dessas diferenças corresponde diretamente aos R$ 3,5 bilhões citados por Allyson e a questão, portanto, não é apenas o tamanho do número, mas sua origem.

INVESTIMENTOS: DIFERENÇA PROPORCIONAL É DE 0,50 PONTO
Outro ponto central do discurso de Allyson foi a crítica ao volume de investimentos realizados pelo Governo do Estado.

Os dados de 2025 mostram que Mossoró liquidou R$ 39,19 milhões em investimentos, diante de uma Receita Corrente Líquida (RCL) de R$ 1,4 bilhão. O volume corresponde a aproximadamente 2,77% da receita.

No Governo do Estado, os investimentos liquidados chegaram a R$ 605,19 milhões, enquanto a RCL alcançou R$ 26,656 bilhões. Proporcionalmente, os investimentos representaram cerca de 2,27% da receita.

A diferença entre os dois percentuais é de aproximadamente 0,50 ponto percentual.

Em valores absolutos, a distância é enorme: R$ 605 milhões no Estado contra R$ 39 milhões em Mossoró. Mas a comparação proporcional muda a leitura. A receita corrente líquida estadual foi quase 19 vezes maior que a de Mossoró em 2025, e os dois governos destinaram pouco mais de 2% da RCL aos investimentos.

Mossoró apresenta percentual superior, mas os números não indicam, por si só, uma diferença tão ampla quanto aquela sugerida pelo discurso político.

FOLHA DE PESSOAL: ALLYSON CRITICA LIMITE, MAS OMITE O CENÁRIO QUE FÁTIMA RECEBEU DE ROBINSON
Na crítica à situação fiscal do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra também deixou de mencionar um dado importante sobre a despesa com pessoal, embora tenha razão dos números que apresentou do Estado onde ainda esteja acima do limite legal, o percentual atual é inferior ao cenário encontrado pela governadora Fátima Bezerra ao assumir o Governo em 2019
Fátima recebeu o Estado das mãos do então governador Robinson Faria e atual aliado no palanque político do ex-prefeito e candidato a governador Allyson Bezerra, com a despesa de pessoal consumindo 63,64% da Receita Corrente Líquida Ajustada.

Naquele momento, a RCL ajustada era de R$ 8,826 bilhões e a Despesa Total com Pessoal chegava a R$ 5,617 bilhões. O limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal era de 49%.

Ou seja, o Estado começou a gestão Fátima 14,64 pontos percentuais acima do limite máximo permitido.

No dado mais recente extraídos da RGF do 1º quadrimestre de 2026, a despesa total com pessoal alcança R$ 11,28 bilhões, equivalente a 56,12% da RCL Ajustada. O Estado continua acima do limite legal, mas o percentual caiu 7,52 pontos percentuais em relação ao cenário recebido em 2019.

O debate pode e deve cobrar da atual administração uma solução definitiva para o excesso de pessoal. Mas uma análise fiscal responsável precisa considerar a trajetória completa: o Estado saiu de 63,64% da RCL ajustada para 56,12%.

A folha continua acima do limite. Isso é fato.

Mas também é fato que o Estado não está no mesmo ponto em que foi recebido por Fátima Bezerra.

No discurso eleitoral, entretanto, esse detalhe pode fazer diferença: a crise fiscal não começou agora, e os números mostram uma redução do comprometimento da receita com pessoal, ainda que insuficiente para recolocar o Estado dentro do limite legal.

A RÉGUA DOS NÚMEROS
Os três temas, suposto “rombo”, investimentos e folha de pessoal, estarão no centro do debate eleitoral sobre as contas do Rio Grande do Norte.

Os números oficiais mostram que o Estado enfrenta dificuldades fiscais, especialmente no gasto com pessoal, que permanece acima do limite legal. Mas também mostram que, na comparação proporcional dos investimentos, a diferença entre Mossoró e o Governo do Estado é de aproximadamente meio ponto percentual da RCL.

Já a cifra de R$ 3,5 bilhões permanece como o principal ponto a ser esclarecido.

Se o valor representa um conjunto de obrigações, restos a pagar, déficit ou outro indicador fiscal, é preciso demonstrar a composição. Sem a memória de cálculo, o número fica no campo da afirmação política, e não de uma conclusão diretamente extraída dos dados apresentados no RREO.

Em uma eleição na qual a situação financeira do Estado será usada como argumento central, a pergunta é simples: qual é a conta que chega aos R$ 3,5 bilhões?

É essa conta que precisa ser apresentada.


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CANDIDATOS APRESENTAM PROPOSTAS PARA O ESTADO EM SABATINA NA FIERN

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Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte apresentaram, nesta terça-feira (11), propostas para o Estado durante o Fórum Caminhos do RN, promovido pela Fiern e pelo MídiaComRN.

Robério Paulino (PSOL), Allyson Bezerra (União Brasil), Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL) foram sabatinados por jornalistas de veículos associados ao MídiaComRN, com participação de representantes do setor produtivo.

Robério defende fortalecimento da indústria local
Robério Paulino abriu a programação, em ordem definida por sorteio, e defendeu o fortalecimento da indústria como caminho para ampliar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos. Ao abordar a diversificação produtiva, afirmou que pretende dialogar com o setor empresarial, agregar valor à indústria extrativista e estimular a produção local.
“É preciso planejamento e ousadia para promover a substituição de importações. Muitos produtos comercializados em nossos supermercados poderiam ser industrializados no Rio Grande do Norte”, afirmou.

Allyson foca em equilíbrio fiscal e infraestrutura
Na sequência, Allyson defendeu equilíbrio fiscal, gestão técnica e maior participação da iniciativa privada para ampliar investimentos e gerar empregos. “Quem gera emprego é a iniciativa privada. O papel do governo é destravar o Estado”, afirmou.

O candidato destacou turismo, petróleo e gás e energias renováveis e defendeu maior agilidade no licenciamento ambiental. Na infraestrutura, propôs integrar o Porto de Natal a uma ferrovia, construir uma terceira ponte para a Zona Norte e reativar os aeroportos de Mossoró e Caicó. Na saúde, defendeu uma rede hospitalar para a Zona Norte e a Região Metropolitana, reduzindo a sobrecarga do Walfredo Gurgel.

Cadu aposta em investimentos e educação integral
Cadu de Lula defendeu a ampliação da capacidade de investimento do Estado, com crescimento da receita e controle das despesas, além de projetos como a duplicação da BR-304 e o Porto Indústria Verde. “A base do meu discurso trata de ações realizadas e concretizadas e, claro, de projeções para o futuro do nosso Estado”, afirmou.

O petista também defendeu parcerias público-privadas e concessões. Na educação, estabeleceu como meta alcançar 100% de ensino em tempo integral e combater o analfabetismo e a evasão escolar. Para a economia, aposta nas energias renováveis para atrair atividades como hidrogênio verde e data centers, além do fortalecimento da mineração e da fruticultura.

Álvaro propõe pacto econômico e social
Álvaro Dias defendeu um diagnóstico das finanças estaduais e a construção de um pacto entre poder público, setor produtivo e sociedade. “Precisamos fazer um estudo profundo das finanças do Rio Grande do Norte e construir um pacto com as entidades, os poderes e a sociedade. Dentro desse grande pacto econômico e social, vamos começar a reconstruir o Rio Grande do Norte”, declarou.

O candidato apontou turismo, mineração, petróleo, fruticultura e energias renováveis como setores estratégicos e defendeu maior atração de investimentos privados. “O setor produtivo precisa ser parceiro do poder público. Vamos trabalhar para transformar essa parceria em resultados para o Rio Grande do Norte”, afirmou.

Parceria Fiern e MidiaComRN
Ao final do Fórum Caminhos do RN, os candidatos receberam da Fiern a Agenda Caminhos do RN (2027-2030), documento com propostas e prioridades do setor produtivo para o desenvolvimento estadual, além da Carta de Compromisso do MídiaComRN. Nesta quarta-feira (12), a programação continua com as sabatinas dos candidatos ao Senado.


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ÁLVARO DIAS AFIRMA QUE ALLYSON É O “CANDIDATO DOS SEGREDOS INACABADOS”

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A Operação Mederi, da Polícia Federal, voltou ao centro do embate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Durante o debate da Band no domingo (09), Álvaro Dias (PL) questionou Allyson Bezerra (União Brasil) sobre o acesso dos investigadores ao celular apreendido no âmbito da operação e afirmou que o adversário teria se recusado a fornecer a senha do aparelho.

O assunto apareceu mais de uma vez durante o confronto. Ao dirigir uma pergunta a Allyson, Álvaro cobrou explicações sobre o episódio e associou a suposta recusa às investigações conduzidas pela Polícia Federal.

“Você se recusou a dar a senha do celular para a Polícia Federal, que está investigando o maior escândalo”, afirmou Álvaro, ao mencionar a busca e apreensão realizada durante a investigação.

Mais adiante, o candidato do PL voltou ao tema após considerar que Allyson não havia respondido ao questionamento. “Outra coisa, você não respondeu à pergunta que eu fiz: por que não entregou o segredo do celular à Polícia Federal?”, insistiu.

Álvaro utilizou o episódio ainda para ironizar o adversário. Ao fazer referência às críticas de Allyson sobre obras deixadas por sua administração em Natal, o ex-prefeito devolveu: “Você me chama de candidato A ou B, mas eu vou começar a lhe chamar de candidato dos segredos inacabados ou dos segredos inconfessados”, declarou, antes de ter o tempo encerrado pela mediação do debate.

O assunto reapareceu em outro momento do programa, quando Álvaro voltou a cobrar respostas às perguntas feitas ao candidato do União Brasil e novamente mencionou o celular apreendido.

Allyson, por sua vez, rebateu a acusação durante o debate e afirmou que o aparelho está acessível no processo. “Para ficar muito claro para vocês, talvez vocês não estejam cientes dentro do processo, mas o meu celular está aberto”, declarou.

A discussão levou para o debate eleitoral um dos pontos explorados pelos adversários de Allyson desde o avanço das investigações sobre contratos públicos na área da saúde em Mossoró. Até o momento, contudo, os elementos investigados não representam condenação definitiva do candidato.

Operação deflagrada pela PF investiga fraudes na saúde

Deflagrada pela Polícia Federal em janeiro deste ano, a Operação Mederi apura suspeitas de fraudes em licitações e contratos para fornecimento de medicamentos e insumos à saúde pública em municípios do Rio Grande do Norte. A investigação conta com participação da Controladoria-Geral da União (CGU).

As apurações envolvem empresas fornecedoras, entre elas a Dismed, e contratos mantidos com diferentes municípios, incluindo Mossoró. Entre as suspeitas estão direcionamento de contratos, sobrepreço, superfaturamento, entrega parcial de medicamentos, desvio de recursos e lavagem de dinheiro.

A investigação ganhou maior repercussão política após elementos reunidos pela PF mencionarem a chamada “Matemática de Mossoró”. Em conversas analisadas pelos investigadores, empresários fazem referência a uma divisão de valores na qual 15% seriam destinados a “Allyson”, identificação associada pelos investigadores ao então prefeito. Allyson nega irregularidades e envolvimento em desvios.

No âmbito da operação, foram apreendidos três aparelhos celulares relacionados a Allyson, entre eles, segundo informações da investigação, um telefone descartável, conhecido como “burner phone”. No debate da Band, Álvaro concentrou as cobranças no acesso da Polícia Federal ao conteúdo desses aparelhos e questionou o adversário sobre o fornecimento das senhas.
Desde o avanço da Mederi, a investigação tem sido um dos principais pontos explorados pelos adversários de Allyson na campanha ao Governo do Estado.


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CADU DE LULA: “ALLYSON É INVESTIGADO POR DESVIAR R$ 13 MILHÕES EM MOSSORÓ”

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A acusação feita por Allyson Bezerra (União Brasil) durante o debate da Band, neste domingo (9), levou Cadu de Lula (PT) a reagir e devolver os questionamentos ao adversário. Em entrevista ao Diário do RN, o petista negou irregularidade no episódio envolvendo a remuneração dos auditores fiscais durante a pandemia e afirmou que a medida questionada estava prevista em lei.

“O problema é que Allyson quer me medir pela régua dele. Ele é investigado por desviar R$ 13 milhões na Prefeitura de Mossoró com desvios de medicamentos, em vez de comprar medicamento para o povo de Mossoró, ele é suspeito de ter desviado esse recurso em benefício próprio e quer medir as atitudes dele pela minha régua. Mas a minha régua é bem diferente”, afirmou Cadu.

O candidato sustentou que a remuneração dos auditores fiscais é regulamentada por lei e recorreu à própria trajetória no serviço público para rebater a acusação. “Eu tenho 21 anos de serviço público, passei sete anos como gestor financeiro do Rio Grande do Norte e nem passa perto de mim nenhuma acusação desse tipo”, acrescentou.

Na manhã desta segunda-feira (10), a campanha de Cadu ampliou a reação por meio de nota.

Segundo o texto, o documento apresentado por Allyson no debate se refere a uma representação administrativa de 2021 no Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), que rejeitou a adoção de medida cautelar.

A nota sustenta que a resolução questionada não criou aumento salarial por decisão dos então secretários, mas aplicou critérios previstos em legislação anterior. A campanha afirma ainda que não houve condenação, multa ou imputação de débito contra Cadu e que permaneceram pedidos de esclarecimentos técnicos sobre aspectos orçamentários.

“Os conselheiros reconheceram que Cadu cumpriu a lei. O Tribunal deixou claro que a resolução não criou aumento salarial por vontade dos secretários; ela apenas aplicou critérios estabelecidos em lei anterior”, diz trecho da nota.

Lei que prevê reajuste anual dos auditores foi reformulada em 2013

O debate realizado pela Band RN foi o primeiro com os quatro principais candidatos ao Governo do Estado e foi marcado por ofensas e acusações de falhas em gestões anteriores – Foto: Reprodução

A legislação que originou o debate é a Lei Complementar Estadual nº 484, de 16 de janeiro de 2013, que reestruturou a carreira dos Auditores Fiscais do Tesouro Estadual e estabeleceu regras específicas para a remuneração da categoria. A norma instituiu, entre outros pontos, uma Parcela Variável vinculada ao nível ocupado pelo auditor.

A LC nº 484/2013 determina que o valor da Unidade da Parcela Variável (UPV), que compõe essa remuneração, seja reajustado anualmente. O cálculo considera o percentual da arrecadação de ICMS que superar a meta estimada pelo Estado e o cumprimento de metas de fiscalização.

A lei estabelece ainda que o reajuste seja homologado até 31 de março do ano seguinte ao período usado como base e implementado até 31 de julho. Assim, a legislação prevê um mecanismo anual de atualização de parte da remuneração vinculado ao desempenho da arrecadação e da fiscalização tributária.

Ainda no comunicado mencionado acima, a campanha de Cadu voltou-se contra Allyson ao citar a Operação Mederi, da Polícia Federal. Segundo a nota, conversas analisadas na investigação fazem referência à chamada “Matemática de Mossoró”, envolvendo medicamentos pagos e não entregues e uma divisão de valores na qual 15% seriam destinados a Allyson. O candidato do União Brasil nega irregularidades.

Acusação surgiu durante debate
A reação ocorreu após Allyson apresentar no debate um documento atribuído ao TCE e acusar Cadu de ter participado de um aumento salarial durante a pandemia.

“Esse documento mostra que o candidato está sendo investigado por uma conduta durante a pandemia. Ele aumentou, através de uma resolução, o próprio salário, dando para a categoria R$ 13 milhões”, afirmou Allyson.


O candidato citou o processo nº 1708/2021 e sustentou que a medida teria sido tomada sem passar pela Assembleia Legislativa. “Sem passar por lei, sem ter impacto financeiro, tudo está dentro do processo, aumentou em R$ 13 milhões o salário dele durante a pandemia, quando nem o salário poderia ser aumentado”, declarou.

Allyson também exibiu o documento e atribuiu a Cadu a assinatura da resolução. “É a assinatura do senhor. O senhor vai contra a sua assinatura?”, questionou.

Após as acusações, Cadu solicitou direito de resposta ainda durante o debate, alegando que as declarações atingiam sua conduta como servidor público. O pedido foi analisado e negado pela equipe jurídica responsável pelo programa.


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VIOLÊNCIA POLÍTICA CONTRA MULHERES VAI ALÉM DAS CAMPANHAS ELEITORAIS

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A violência política de gênero continua sendo uma barreira para a participação feminina na política e tende a se intensificar durante o período eleitoral. Embora o problema não se limite às campanhas, a disputa pelo voto amplia episódios de discriminação, ataques pessoais e tentativas de restringir a atuação das mulheres na vida pública.

A avaliação é da advogada eleitoralista, pesquisadora e militante das causas de gênero Clarisse Tavares. Segundo ela, o preconceito ainda acompanha muitas mulheres desde o momento em que decidem ingressar na política.

“O gênero ainda define, em muitas ocasiões, os primeiros questionamentos dirigidos a uma mulher quando ela decide entrar na política, de forma direta ou velada. Essas violências não se restringem ao período eleitoral, mas nele se intensificam”, afirmou.

A advogada explica que a Lei nº 14.192/2021 considera violência política contra a mulher toda ação, conduta ou omissão que tenha por finalidade impedir, obstaculizar ou restringir seus direitos políticos. Durante as campanhas, porém, esse tipo de prática costuma ganhar maior visibilidade.

“A violência de gênero ocorre independentemente do calendário eleitoral, mas se acentua durante a disputa pelo voto”, comentou.

Segundo Clarisse, as situações mais comuns incluem críticas à aparência e à vida íntima das candidatas, interrupção de falas em eventos, distribuição desigual de recursos de campanha e ameaças.

Outro ambiente em que esse tipo de violência se manifesta com frequência são as redes sociais.

Para a advogada, é importante diferenciar críticas legítimas aos agentes públicos de ataques motivados pelo fato de a vítima ser mulher.

“Em resumo: crítica legítima é a que se dirige a propostas, atos e desempenho; violência de gênero é a que ataca a mulher pela sua condição de mulher”, explicou.

A legislação brasileira prevê punições para quem pratica esse tipo de violência. Além da definição trazida pela Lei nº 14.192/2021, o artigo 326-B do Código Eleitoral tipifica como crime assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar candidata ou detentora de mandato com o objetivo de impedir ou dificultar a campanha ou o exercício do cargo, utilizando menosprezo ou discriminação à condição de mulher, à cor, à raça ou à etnia.

Lei trouxe avanços, mas proteção pode ser ampliada
Na avaliação de Clarisse Tavares, a legislação representa um avanço no enfrentamento à violência política de gênero e já produz resultados práticos, mas ainda há espaço para aperfeiçoamentos.

“A lei é eficaz e produz efeitos jurídicos desde a sua vigência, como demostram condenações recentes de figuras públicas. Ainda assim, na condição de advogada militante nas causas de gênero, entendo que é preciso avançar”, argumentou.

Para ela, a proteção legal deveria alcançar também outras mulheres que atuam no ambiente político, mesmo sem disputar eleições ou exercer mandato.

“É necessário incluir, como possíveis vítimas, outras agentes políticas além das candidatas e detentoras de mandato”, defendeu.

A advogada entende que advogadas, assessoras, servidoras e outras profissionais também estão sujeitas a esse tipo de violência.

“Com certeza. É por isso que defendo a inclusão de outras agentes do meio político no rol de vítimas: advogadas, assessoras, servidoras e demais profissionais que circulam nesse ambiente também são atingidas”, disse.

Ela ressalta ainda que a violência política pode partir tanto de adversários quanto de integrantes do próprio grupo político.

“Não há diferença. A violência é a mesma, quer parta de um adversário, quer de um correligionário”, pontuou.

Ambiente digital preocupa para as eleições de 2026
Ao projetar o cenário das eleições de 2026, Clarisse aponta que um dos principais desafios será enfrentar os ataques praticados no ambiente digital.

“Talvez o maior desafio seja combater a violência política de gênero no ambiente digital, onde as mulheres ficam especialmente expostas a ataques, ameaças e xingamentos”, afirmou.

Na avaliação da especialista, também será importante criar mecanismos técnicos e jurídicos para conter a desinformação de gênero impulsionada por inteligência artificial, além de promover o letramento de gênero entre integrantes dos partidos e da Justiça Eleitoral e assegurar a distribuição paritária de recursos e de tempo de campanha para as candidaturas femininas.


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THABATTA PIMENTA: “POLÍTICA DESSES EXTREMISTAS É A POLÍTICA DA MORTE”

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A retomada de discursos que colocam em dúvida a vacinação e as medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19 provocou reação da vereadora Thabatta Pimenta (PV), candidata a deputada federal. Em entrevista ao Diário do RN, ela criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), classificou o discurso como negacionista e afirmou que pretende enfrentá-lo no Congresso Nacional. Para Thabatta, o tema também é pessoal, já que perdeu a mãe durante a pandemia.

Thabatta afirma que discursos que voltam a colocar em dúvida a vacinação ignoram as milhares de vidas perdidas no país. A candidata acusou Nikolas de utilizar as redes sociais para disseminar informações falsas.

“É mais uma vez o bolsonarismo querendo negar a vacina. Nikolas Ferreira utiliza suas redes para espalhar fake news. Não é possível que, diante de mais de 716 mil vidas perdidas, de tantas pesquisas, evidências e conclusões científicas, alguém continue espalhando mentira sobre a maior pandemia da história recente”, criticou.

O assunto ganha dimensão pessoal para a candidata. Thabatta perdeu a mãe, que atuava na área da saúde, vítima da Covid-19. Segundo ela, a experiência faz com que a defesa da vacinação ultrapasse a divergência política.

“Minha mãe foi uma das vítimas da Covid. Eu nunca vou esquecer. Vai ser algo que sempre vou debater, porque uma parte de mim foi embora. Para mim, esse debate nunca foi uma teoria. É sobre a minha vida e a minha família”, afirmou.

A candidata também criticou a defesa da hidroxicloroquina como tratamento para a doença. “A vacina salvou vidas. Eles ainda insistem nisso, em vender a cloroquina como cura. Essa política dos extremistas, para mim, é a política da morte. É uma necropolítica que a gente precisa enfrentar”, declarou.

Questionada se está preparada para fazer esse enfrentamento no Congresso, afirmou: “Não só com Nikolas, mas com tantos outros que defendem esse mesmo discurso. É uma pauta muito cara para mim e não tem como esquecer o que a gente viveu neste país”.

A reação ocorre após o deputado Nikolas Ferreira publicar um vídeo sobre o depoimento do ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, ao Congresso americano. Na publicação, o deputado fez afirmações, sem apresentar evidências, sobre Fauci e a vacinação e voltou a defender a hidroxicloroquina contra a Covid-19.

Crescimento e adesões
No campo eleitoral, Thabatta afirmou estar otimista com o novo momento da candidatura à Câmara dos Deputados e atribuiu o desempenho nas pesquisas ao reconhecimento conquistado também fora da capital.

“Estou muito feliz com o reconhecimento das pesquisas, colocando a gente muitas vezes em primeiro lugar. Isso é um reconhecimento não só da atuação dentro da capital, mas também do interior do Estado”, avaliou.

Natural de Carnaúba dos Dantas, ela aposta nessa identificação para ampliar sua presença estadual. “É exatamente do tamborete, lá da feira de Carnaúba, que eu vou chegar ao Congresso Nacional”, afirmou.

Thabatta também diz receber manifestações de apoio fora do campo da esquerda. “Onde eu chego, vejo pessoas até de direita e de centro dizendo que vão comigo. Entenderam que a minha luta é totalmente para além da bolha em que querem me colocar”, disse.

Federação aposta em quatro cadeiras
Apesar da presença de nomes competitivos na Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdo B), Thabatta rejeita uma disputa interna entre as candidaturas e aposta na ampliação da bancada na Câmara Federal.

“Na nossa Federação, a gente tem unidade. Eu não fico brigando com fulano ou sicrano. Quem vai ganhar é quem tiver mais votos”, afirmou.

A candidata acredita que o desempenho conjunto pode levar o grupo a quatro cadeiras. “Se todo mundo se empenhar, do jeito que eu estou me empenhando, acredito que a gente vai ter uns quatro deputados federais. É isso que é importante”, projetou.

Thabatta também destaca como diferencial a representação de grupos historicamente sub-representados. “Eu não apenas luto pela bandeira das pessoas LGBT ou das pessoas com deficiência. Eu sou a própria bandeira. É hora de ter esses corpos numa representação real”, concluiu.


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GONÇALVES APÓS FALA SOBRE COMPRA DE VOTOS: “ESTÃO MEXENDO COM DOIDO”

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O deputado federal Sargento Gonçalves, candidato à reeleição, reagiu nesta quinta-feira (6) à repercussão de uma entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, no Contraponto, da 96 FM, em que falou sobre compra de votos. Em vídeo, negou envolvimento com a prática, alegou que a declaração foi retirada de contexto e ameaçou revelar nomes de quem estaria oferecendo dinheiro a lideranças ligadas ao seu grupo.

Na manifestação, Gonçalves classificou a repercussão como parte de um “jogo sujo” contra sua candidatura e afirmou que está disposto a responder aos ataques. “A guerra começou, viu? Mas eu sabia que seria dessa forma. O sistema não suporta. Os políticos corruptos do Estado do Rio Grande do Norte não suportam”, declarou.

O parlamentar também afirmou conhecer os responsáveis pelo que considera uma tentativa de prejudicá-lo e deixou um recado aos adversários. “Se quiser ir para a guerra, eu estou disposto. Aí eu dou nome aos bois e a gente vai até o fim. Eu boto tudo na mesa”, afirmou.

Ao rebater especificamente a interpretação de que teria admitido trabalhar com compra de votos, Gonçalves negou de forma categórica a prática e disse que sua trajetória eleitoral foi construída a partir do que chama de voto espontâneo.

“Procura no Estado do Rio Grande do Norte pelo menos uma alma sequer que eu tenha comprado algum tipo de voto. Nunca comprei, nem vou comprar. Nem voto, nem liderança”, disse.

O deputado foi além e afirmou que lideranças construídas politicamente por seu grupo estariam recebendo propostas financeiras para mudar de lado durante a campanha. Segundo ele, os valores chegariam a centenas de milhares de reais.

“Estão oferecendo R$ 200 mil, R$ 300 mil por uma liderança no Estado do Rio Grande do Norte.

Agora, se quiser que eu dê nome aos bois, quem é que está fazendo isso, continua afrontando. Continua com covardia, porque coragem eu tenho”, afirmou, sem apresentar nomes ou provas das acusações.

Em seguida, reforçou o tom de advertência: “Estão mexendo com doido, viu? Estão mexendo com doido. Fica só o recado”.

Entrevista gerou repercussão
Durante a entrevista na 96 FM, ao falar sobre a campanha à reeleição, Gonçalves afirmou que sua atuação política foge do modelo tradicional e do pragmatismo. “Eu acredito que a campanha para mim, até pelo estilo de mandato que eu tenho, que foge do tradicional, do pragmatismo, será uma consequência do trabalho desenvolvido. Trabalho na base da compra de votos”, declarou.

“Eu não entendi. Eu queria que o senhor deixasse claro: compra de votos?”, questionou o apresentador Diógenes Dantas.

“Exato. Sabe que é assim, quem é do Rio Grande do Norte, quem é do Nordeste sabe que, infelizmente, ainda é um mal que ocupa a política do nosso Estado”, respondeu Gonçalves.

O deputado acrescentou que parte do próprio eleitorado ainda aceita esse tipo de relação durante as campanhas. “A sociedade cobra muito o político honesto, mas, de fato, ainda temos uma sociedade em parte corrupta, em parte que troca, que vota e comunga com isso”, declarou.


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GUERREIRA: WILMA ENTRA PARA A HISTÓRIA COMO A PRIMEIRA GOVERNADORA DO RN

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A política do Rio Grande do Norte ganhou um novo rumo em 27 de outubro de 2002. Naquele domingo, Wilma de Faria (PSB) derrotou Fernando Freire (PPB) com 820.541 votos, o equivalente a 61,05% dos votos válidos, tornando-se a primeira mulher eleita governadora do Estado pelo voto direto. Mais do que uma vitória eleitoral, o resultado rompeu décadas de comando masculino e consolidou a trajetória da líder que passaria a ser conhecida definitivamente como “A Guerreira”.

Antes da vitória histórica, em abril daquele ano Wilma exercia o terceiro mandato como prefeita de Natal e desfrutava de altos índices de aprovação popular. Ainda assim, tomou a decisão mais ousada de sua carreira política: renunciou ao cargo para disputar o Governo do Estado. Nas pesquisas, aparecia com apenas 1% ou 2% das intenções de voto e enfrentaria duas das maiores estruturas políticas do Rio Grande do Norte: Fernando Bezerra, apoiado pela família Maia, e Fernando Freire, então governador em exercício, respaldado pelo grupo Alves.

Com a renúncia, o vice-prefeito Carlos Eduardo Alves assumiu definitivamente a Prefeitura de Natal, iniciando uma trajetória política própria que o levaria, anos depois, novamente ao comando da capital.

Para o jornalista Túlio Lemos, que acompanhou a campanha de perto, a renúncia foi o primeiro movimento que transformou aquela eleição em um dos capítulos mais marcantes da política potiguar.

“Ela renunciou à Prefeitura de Natal sem ter apoio político nem respaldo eleitoral. Foi enfrentar duas das maiores máquinas políticas do Estado. A eleição começou marcada por esse gesto de coragem”, relembra.

Sem a estrutura dos adversários, Wilma percorreu o interior apostando no contato direto com a população. Enquanto Fernando Bezerra e Fernando Freire concentravam forças um contra o outro, ela ocupava espaço nas ruas e ganhava visibilidade. Pequenos carros de som, apelidados de “baratinhas”, anunciavam sua chegada às cidades e ajudavam a mobilizar os eleitores para os comícios.

Na avaliação de Túlio, os adversários demoraram a perceber que a candidatura crescia.

“Eles ficaram batendo um no outro e não perceberam o crescimento de Wilma. Quando quiseram reagir, já era tarde. Ela garantiu a vaga no segundo turno e depois conquistou uma vitória incontestável.”

Contrariando as previsões, Wilma terminou o primeiro turno na liderança, com 376.782 votos (36,26%), seguida por Fernando Freire, com 331.846 (31,93%). Favorito no início da disputa, Fernando Bezerra ficou em terceiro, com 276.739 votos (26,64%). No segundo turno, com o tempo de televisão igualado e novos apoios políticos, Wilma ampliou a vantagem e derrotou Fernando Freire por 820.541 votos (61,05%) a 523.614 (38,95%), iniciando um ciclo político confirmado quatro anos depois com a reeleição.

Sem recursos para combater os grandes grupos políticos, Wilma apostou numa campanha de “corpo a corpo” – Foto: Reprodução

Coragem nasceu antes da campanha
Para quem conviveu com Wilma de Faria, a decisão de renunciar a uma prefeitura bem avaliada para disputar o Governo do Estado, mesmo com um baixo índice nas pesquisas, refletia uma característica que marcou toda a sua trajetória: a coragem de enfrentar desafios.

A ex-deputada estadual Márcia Maia, filha da ex-governadora, afirma que a coragem demonstrada em 2002 refletia uma característica que acompanhou a mãe durante toda a vida.

“Ela sempre foi uma pessoa ousada, corajosa, batalhadora, determinada e muito estudiosa. Era uma mulher à frente do seu tempo, protagonista da própria história.”

Segundo Márcia, praticamente todos tentaram convencer Wilma a permanecer na Prefeitura.

“Todo mundo dizia para ela não renunciar. Achavam que era uma aventura disputar o Governo aparecendo com apenas 1% ou 2% das intenções de voto. Muita gente acreditava que ela deveria continuar prefeita.”

Apesar das resistências, Wilma manteve a convicção de que estava preparada para dar um passo maior na vida pública.

“Ela acreditava que o que tinha conseguido fazer por Natal podia fazer pelo Rio Grande do Norte inteiro. Ela tinha um desejo enorme de servir às pessoas e muitos projetos para implantar no Estado.”

Segundo a filha, essa disposição para enfrentar desafios acompanhou toda a trajetória da ex-governadora. Casou-se aos 17 anos, interrompeu os estudos, voltou à universidade, formou-se em Letras, tornou-se professora, foi deputada federal constituinte, primeira prefeita de Natal e, depois, primeira mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte.

“Ela sempre foi uma sonhadora, mas daquelas pessoas que acreditam no sonho e lutam para materializá-lo.”

Campanha construída ao lado do povo

A ex-governadora do Rio Grande do Norte morreu em 2017, aos 72 anos – Foto: Reprodução

Sem o apoio das principais lideranças políticas no primeiro turno, Wilma apostou no contato direto com a população, percorrendo os municípios e ouvindo as demandas de cada cidade. Para Márcia Maia, essa proximidade foi um dos diferenciais que impulsionaram a candidatura até a vitória.

“Ela chegava às cidades e conversava com funcionários dos hospitais, professores, comerciantes, feirantes, padres, pessoas que estavam nas calçadas. Escutava as pessoas antes de falar.”

Segundo Márcia, esse comportamento aproximou Wilma do eleitorado do interior e fez a candidatura ganhar força de maneira gradual.

“Ela era uma novidade. Nunca uma mulher tinha governado o Rio Grande do Norte. As pessoas queriam conhecê-la. A curiosidade aumentava a cada cidade visitada e a campanha foi ganhando força.”

Na avaliação da ex-deputada, a ausência de grandes apoios políticos acabou sendo compensada pela confiança conquistada junto à população.

“Ela não tinha lideranças expressivas ao lado, mas tinha o apoio das pessoas mais simples. Foi uma campanha muito bonita, com o povo participando. Ela terminou o primeiro turno em primeiro lugar e venceu o segundo com tranquilidade.”

O resultado daquela eleição mudou definitivamente a história política do Rio Grande do Norte. Wilma não apenas derrotou duas das maiores estruturas partidárias da época, como interrompeu o tradicional revezamento de poder entre os grupos que comandavam o Estado havia décadas.

Primeira prefeita de Natal, deputada federal constituinte e primeira mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte, Wilma transformou uma candidatura inicialmente desacreditada em uma das campanhas mais emblemáticas da política potiguar. Quatro anos depois, confirmaria a força daquele projeto ao conquistar a reeleição.

Wilma de Faria morreu em 15 de junho de 2017, aos 72 anos, quando exercia o mandato de vereadora de Natal. Mas a campanha de 2002, iniciada em um cenário de forte adversidade política, permanece como um dos capítulos mais marcantes da história eleitoral potiguar. Mais do que conquistar o Governo, “A Guerreira” abriu caminho para a presença feminina nos espaços de poder e escreveu seu nome de forma definitiva na história do Rio Grande do Norte.


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CALOTE: ALLYSON BEZERRA FOI OBRIGADO PELA JUSTIÇA A PAGAR DÍVIDA DE IPTU

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Execução por dívida de condomínio e execução fiscal do Município de Natal foram encerradas após os credores informarem à Justiça a quitação dos débitos pelo hoje candidato ao Governo do Estado.

O discurso adotado pelo ex-prefeito de Mossoró e candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, contra a governadora do Estado por atrasos no pagamento de aposentados ganha um contraponto nos registros do Poder Judiciário. Nos últimos dias, Allyson postou um vídeo e utilizou repetidamente a palavra “calote” para atacar o Governo do Estado em relação ao atraso de dias dos salários dos aposentados do estado. Entretanto, documentos do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte mostram que ele respondeu a duas ações judiciais de cobrança, uma por dívida de condomínio e outra por débito tributário, ambas encerradas somente após a quitação das obrigações.

O primeiro processo foi ajuizado em março de 2021 pelo Condomínio Complexo Residencial Corais de Ponta Negra, onde a execução de título extrajudicial, registrada sob o número 0803698-40.2021.8.20.5004, tramitou no 7º Juizado Especial Cível de Natal. Antes do prosseguimento da cobrança, a juíza Luciana Lima Teixeira determinou que o condomínio apresentasse documentos para comprovar a legalidade do débito, entre eles a ata da assembleia que aprovou a cobrança, a lista de presença dos condôminos, planilha detalhada da dívida e a comprovação da notificação do morador, menos de um mês depois, em 15 de abril de 2021, o próprio condomínio informou à Justiça que o débito havia sido integralmente pago por Allyson Bezerra e pediu a extinção da execução. O calote ficou configurado com o débito precisando ser cobrado pela via judicial. Na sentença, a magistrada homologou o pedido do condomínio, que havia feito a representação contra Allyson e encerrou o processo com resolução do mérito.

SEGUNDO CALOTE
O segundo episódio ocorreu um ano depois da situação do condomínio ser resolvida. Em outubro de 2022, o Município de Natal ajuizou a Execução Fiscal nº 0895691-42.2022.8.20.5001 para cobrar um crédito tributário inscrito em Dívida Ativa em relação a taxa de lixo e IPTU, ao receber a ação, o juiz Klaus Cleber Morais de Mendonça determinou a citação do então executado para pagar a dívida em cinco dias. A decisão judicial elevou o nível da cobrança ao alertar que, caso o débito não fosse regularizado, a execução poderia avançar para medidas de penhora de bens. Entre as possibilidades citadas ainda pelo magistrado estão o bloqueio de valores existentes em contas bancárias por meio do sistema SISBAJUD e a penhora de veículos, instrumentos utilizados pela Justiça para garantir o pagamento de dívidas.

Outra dívida que constava no nome de Allyson Bezerra é referente à taxa de IPTU da mesma unidade residencial – Foto: Reprodução

Cobrança
Na sentença assinada em 8 de abril de 2024, o Município de Natal informou que o crédito tributário havia sido quitado por Allyson Bezerra, apresentou o comprovante de pagamento e requereu a extinção do processo. O juiz reconheceu que a obrigação estava satisfeita e extinguiu a execução com fundamento nos artigos 924, inciso II, e 925 do Código de Processo Civil. O artigo 924 prevê as hipóteses de extinção da execução e estabelece, em seu inciso II, que o processo deve ser encerrado quando a obrigação é satisfeita, ou seja, quando a dívida é integralmente paga. Já o artigo 925 determina que, verificada uma das hipóteses previstas no artigo anterior, o juiz deve declarar extinta a execução. Na prática, a sentença não analisou o mérito da cobrança, mas apenas reconheceu que o débito havia sido quitado pelo executado, conforme informado e comprovado pelo próprio credor nos autos.

As duas ações têm origens diferentes, um referente a taxas condominiais e outra a tributo municipal, mas terminaram da mesma forma: os respectivos credores comunicaram ao Judiciário a existência das dívidas contraídas pelo ex-prefeito Allyson Bezerra e também informaram que, após as ações judiciais, receberam integralmente os valores cobrados, levando ao encerramento das execuções. Os autos demonstram que houve duas cobranças judiciais e que ambas foram encerradas após a quitação dos débitos, encerrando a condição de calote que havia sido configurada.


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PROFESSORA FÁTIMA TIRA EDUCAÇÃO DO RN DA LANTERNA E AVANÇA NO IDEB

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O Rio Grande do Norte avançou seis posições no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e alcançou, em 2025, o melhor resultado da série histórica da educação estadual potiguar. Os dados foram divulgados na tarde desta quarta-feira (05), durante coletiva de imprensa, com a participação da governadora Fátima Bezerra e da secretária de educação Socorro Batista.

A rede estadual obteve nota 4,0 no Ideb 2025. 0,8 ponto acima dos 3,2 registrado em 2023. O crescimento de 25% foi o maior avanço proporcional entre os estados brasileiros, segundo as informações divulgadas pelo Governo do Estado.

O índice também representa o melhor desempenho do Rio Grande do Norte nos últimos 20 anos. Em 2005, a rede estadual registrava nota 2,6. Desde então, o resultado evoluiu até alcançar os atuais 4,0 pontos.

De acordo com o governo, o avanço é resultado de uma política de recuperação e fortalecimento da rede estadual de ensino, com investimentos em infraestrutura, tecnologia, ampliação da jornada escolar e valorização dos profissionais da educação.

Desde 2019, cerca de 230 escolas foram reformadas, ampliadas ou estão em obras. O Estado também implantou ações de climatização das salas de aula. Na área de inovação e tecnologia, foram destinados R$ 193 milhões, com a universalização da internet de alta velocidade nas escolas, além da ampliação de laboratórios, equipamentos e núcleos de inovação.

Expansão do ensino em tempo integral
A educação em tempo integral apresentou crescimento de 227,5% e atualmente atende mais de 34 mil estudantes em 248 escolas da rede estadual.

Também houve expansão na Educação Profissional, que cresceu 254% e chegou a 25 mil matrículas distribuídas em 144 escolas. A rede estadual ainda registra quase 24 mil estudantes matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Na educação inclusiva, o atendimento foi ampliado para 16 mil alunos. O governo também destaca a valorização dos profissionais da educação, com mais de 5 mil convocações realizadas desde 2019.

Para a gestão estadual, os resultados indicam uma mudança de patamar na educação potiguar, apesar dos desafios históricos enfrentados pelo setor. O governo atribui o desempenho ao planejamento, aos investimentos e à parceria entre Estado, municípios e Governo Federal.

“O monitoramento contínuo do desenvolvimento das escolas, das diretorias regionais e, sobretudo, dos estudantes — aliado à recomposição das aprendizagens — constitui o alicerce para os resultados que agora divulgamos”, destacou a secretária estadual de Educação, Socorro Batista.

Governadora destaca trabalho conjunto
Ao Diário do RN, a governadora Fátima Bezerra afirmou que o resultado é fruto de um processo construído ao longo dos últimos anos e ressaltou a participação de gestores, professores e estudantes.

“Trata-se de um resultado de muito trabalho, dedicação, compromisso e investimentos realizados ao longo desses anos. Um resultado que não é apenas um índice. Ele representa o esforço da gestão, do professor e do aluno, a quem também parabenizamos. O melhor resultado da série histórica do Ideb.

Um trabalho que precisa ser continuado. Um resultado construído”, declarou.

O desempenho de 2025 recoloca o Rio Grande do Norte em uma trajetória de recuperação no principal indicador nacional da qualidade da educação básica, que considera dados de aprovação escolar e o desempenho dos estudantes em avaliações de português e matemática.


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ARINALDA LEVA A ORIGEM POPULAR AO CENTRO DA DISPUTA PELO GOVERNO DO RN

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Única mulher na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026, Arinalda Medeiros (Unidade Popular) entra na campanha defendendo uma plataforma voltada à moradia popular, aos direitos da classe trabalhadora e a mudanças estruturais na economia e na segurança pública. Em entrevista ao Diário do RN, a candidata afirmou que pretende apresentar uma alternativa aos projetos tradicionais da política potiguar e sustenta que sua trajetória de vida é seu principal diferencial na disputa.

Ao falar sobre sua origem popular, Arinalda disse que a experiência adquirida nas periferias e nos movimentos sociais a credencia para governar um estado marcado por profundas desigualdades.

“Sou uma mulher negra, mãe e avó. Nascida e criada nas periferias, sofri na pele os preconceitos e as violências que a maioria das mulheres negras e pobres sofre. Sei exatamente como é a vida de quem trabalha, é pobre e tem seus direitos negados. Por isso sei o que precisa ser feito enquanto governadora: colocar as riquezas em benefício de quem as produz”, afirmou.

A candidata reafirmou que a política habitacional será prioridade em um eventual governo. Segundo ela, a principal medida será enfrentar a especulação imobiliária e dar função social a imóveis abandonados.

“São mais de 100 mil famílias sem moradia e vários prédios e terrenos abandonados. O governo negocia com empresários, mas vira as costas para quem luta pelo sonho da casa própria. Defendemos que esses imóveis sejam destinados à moradia”, declarou.

Ao comentar propostas da Unidade Popular frequentemente classificadas como radicais, como a desmilitarização da Polícia, Arinalda defendeu mudanças na segurança pública e afirmou que o partido governa a partir das necessidades da população.

“A polícia militar é treinada para a guerra e essa lógica precisa mudar. A valorização do SUS, da educação pública, o aumento dos salários, a reforma urbana e agrária não são apenas possíveis, são necessárias para garantir vida digna ao povo”, argumentou.

Questionada sobre a disputa com candidatos que contam com maior estrutura partidária e financeira, entre eles Cadu de Lula (PT), também do espectro da esquerda, a candidata afirmou que a UP aposta na mobilização popular e na atuação junto às comunidades.

“Não fazemos conchavos com a direita, nem queremos ser financiados pelos ricos. Nossa política é feita nas ruas, nas periferias, organizando a luta do povo trabalhador pelos seus direitos. Por isso acreditamos que a UP representa uma verdadeira esperança de mudança”, disse.

Sobre o legado que espera deixar, independentemente do resultado das urnas, Arinalda destacou o caráter simbólico da candidatura.

“A principal mensagem é que as pessoas do povo, trabalhadores, mulheres e o povo negro das periferias podem e devem disputar o poder. É a primeira vez na história do Brasil que uma trabalhadora diarista disputa o governo de um estado. Isso faz da UP uma mensagem de esperança e um chamado à luta da classe trabalhadora”, concluiu.

Aos 46 anos, Arinalda Medeiros disputa seu primeiro cargo eletivo. Mulher negra, mãe, avó, trabalhadora doméstica e moradora de uma ocupação urbana em Natal, construiu sua trajetória no Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), atuando na defesa do direito à moradia. Além disso, a candidatura de Arinalda defende pautas como o fim da escala 6×1 e o aumento do salário mínimo em 100%.

Menos mulheres na disputa pelo Governo
A candidatura de Arinalda também marca uma redução da participação feminina na corrida pelo Executivo estadual. Em 2022, três mulheres disputaram o Governo do Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT), reeleita no primeiro turno, Clorisa Linhares (PMB) e Rosália Fernandes (PSTU).

Quatro anos depois, Arinalda é a única mulher na disputa. Com isso, o número de candidaturas femininas ao Governo caiu 66,7%, passando de três para apenas uma.

Samara Martins representa a UP na disputa ao Congresso Nacional
No cenário nacional, a Unidade Popular também aposta em uma candidatura feminina à Presidência da República. O partido lançou Samara Martins, dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), mãe de dois filhos e moradora de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal.

Militante da UP e do Movimento Olga Benario, Samara defende o fortalecimento do SUS, dos direitos sociais e da participação popular. Em 2022, foi candidata a vice-presidente ao lado de Leo Péricles (UP), na única chapa formada exclusivamente por pessoas pretas. Agora, encabeça a candidatura presidencial da Unidade Popular em 2026.


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INVESTIGADO PELA PF POR DESVIOS NA SAÚDE, ALLYSON PROMETE RASTREAR MEDICAMENTOS

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O compromisso assumido pelo candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, de implantar um sistema estadual de rastreabilidade de medicamentos e insumos ganhou um novo significado diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal na Operação Mederi, que colocaram a gestão do ex-prefeito de Mossoró no centro das apurações sobre supostas irregularidades envolvendo recursos da assistência farmacêutica.

No Programa de Governo 2027–2030, apresentado à Justiça Eleitoral, Allyson incluiu a proposta nº 051, que prevê “implantar sistema de gestão e rastreabilidade de medicamentos e insumos, combatendo desabastecimento e desperdício e dando transparência ao gasto em saúde”. A medida integra o capítulo dedicado à saúde e tem como objetivo fortalecer o controle da cadeia de medicamentos no Estado.

A Operação Mederi investiga um suposto esquema de irregularidades na aquisição e distribuição de medicamentos, ampliando o foco das apurações sobre contratos da assistência farmacêutica durante a gestão municipal de Mossoró.

Entre os investigados na operação está o próprio Allyson Bezerra, apontado pela Polícia Federal como suposto operador político do esquema investigado. O candidato nega as acusações, não possui condenação relacionada aos fatos apurados e afirma que exercerá plenamente seu direito ao contraditório e à ampla defesa.

Nesse contexto, a promessa de implantar um sistema estadual de rastreabilidade poderá se transformar em um dos principais compromissos de campanha do candidato para a área da saúde. Caso eleito, Allyson terá o desafio de demonstrar que o mecanismo será capaz de acompanhar, em tempo real, a compra, o armazenamento, a distribuição e o consumo de medicamentos. Conforme previsto no próprio programa de governo, o sistema deverá atuar no combate ao desabastecimento, na redução do desperdício e na ampliação da transparência dos gastos públicos com a assistência farmacêutica, permitindo um acompanhamento mais rigoroso de toda a cadeia de aquisição e distribuição dos insumos.

A efetividade dessa promessa, contudo, inevitavelmente será confrontada com as investigações da Polícia Federal sobre a aquisição e distribuição de medicamentos durante sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. Embora Allyson negue qualquer irregularidade e não haja condenação judicial contra ele relacionada aos fatos investigados, o tema tende a ocupar espaço central no debate eleitoral por envolver justamente a área em que o candidato agora promete reforçar os mecanismos de controle, fiscalização e transparência.

Mais do que uma proposta administrativa, a implantação de um sistema de rastreabilidade de medicamentos poderá se transformar em um teste de credibilidade para Allyson Bezerra. Ao prometer transparência, controle e fiscalização justamente na área que é alvo de investigações na Operação “Mederi” da Polícia Federal envolvendo sua gestão em Mossoró, o candidato coloca a assistência farmacêutica no centro do debate eleitoral. Caberá ao eleitor avaliar se o compromisso apresentado no programa de governo é suficiente para responder aos questionamentos levantados pelas apurações, que seguem em andamento e nas quais Allyson nega qualquer irregularidade.

Distribuição de moletom para enfrentar o calor potiguar

Entre as propostas apresentadas para a educação, o candidato Allyson Bezerra, promete fornecer aos estudantes da rede estadual kit de material escolar, fardamento novo, tênis, mochila e também moletom. A distribuição da peça chama atenção porque o Rio Grande do Norte possui um dos climas mais quentes do Brasil, com temperaturas acima dos 30°C durante boa parte do ano em praticamente todas as regiões do estado.

A proposta levanta questionamentos sobre a definição das prioridades da política educacional. Em um estado que ainda enfrenta desafios relacionados à aprendizagem, infraestrutura escolar e climatização das salas de aula, a inclusão de moletons entre os itens previstos para os estudantes tende a abrir espaço para o debate sobre a relação entre custo, necessidade e efetividade da medida, especialmente diante das características climáticas predominantes no território potiguar.


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CADU: “EU ESTARIA PREOCUPADO SE MEU PATRIMÔNIO NÃO FOSSE CONDIZENTE”

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A divulgação das declarações de bens dos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte registradas na Justiça Eleitoral motivou uma reação pública de Cadu de Lula (PT). Após repercutir o patrimônio declarado pelos principais concorrentes ao Executivo estadual, o candidato publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (4) para comentar os R$ 100 mil informados em seu registro de candidatura e rebater informações que, segundo ele, vêm sendo divulgadas de forma distorcida sobre seu patrimônio e sua renda.

Na gravação, Cadu afirmou que estaria preocupado apenas se seu patrimônio não fosse compatível com os rendimentos que possui como servidor público estadual e aproveitou para criticar práticas que, segundo ele, seriam comuns na política.

“Eu estaria muito preocupado se o meu patrimônio não fosse condizente com a minha renda, como é muito comum na classe política, inclusive aqui no Rio Grande do Norte”, declarou.

O candidato também afirmou que informações divulgadas sobre seu patrimônio e sua renda motivaram o esclarecimento publicado nas redes sociais.

“Alguns blogs publicaram hoje pela manhã informações sobre o meu patrimônio e a minha renda, que estão claramente distorcidas”, disse.

Na sequência, Cadu explicou que o patrimônio declarado decorre de uma decisão tomada durante a separação conjugal. Segundo ele, optou por deixar os bens construídos ao longo do casamento com a ex-esposa e os filhos.

“Eu tenho dois filhos. Fiz uma opção, ao me separar da minha ex-mulher, de deixar o patrimônio que nós construímos juntos em nome dela e deles. Tenho muito orgulho disso e faria isso novamente”, afirmou.

O candidato também rebateu informações sobre sua remuneração, ressaltando que, por ser servidor público estadual, está sujeito ao teto constitucional.

“A informação sobre a minha renda é totalmente mentirosa. Eu sou servidor público com muito orgulho e todo servidor público estadual se submete ao teto constitucional”, declarou.

Ao concluir o vídeo, Cadu classificou as críticas como ataques de natureza pessoal em meio ao período eleitoral.

“É lamentável que, num momento eleitoral, os meus adversários usem de ataques pessoais que, inclusive, atingem a minha família. Daqui do nosso lado, vou seguir como sempre segui: com transparência e com verdade”, afirmou.

Patrimônios dos demais candidatos
Conforme os registros apresentados no sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, Álvaro Dias (PL) declarou o maior patrimônio entre os candidatos ao Governo do Estado, com R$ 2.917.179,51. Em relação à eleição municipal de 2020, quando disputou a Prefeitura de Natal, houve um crescimento de aproximadamente 48% no valor declarado.

Allyson Bezerra (União Brasil) aparece em seguida, com patrimônio de R$ 748.869,84. O montante representa um aumento de cerca de 10,3% em comparação aos R$ 679.086,36 informados na disputa pela Prefeitura de Mossoró, em 2020.

Apesar das diferenças patrimoniais, os três candidatos estão sujeitos ao mesmo limite de despesas estabelecido pela Justiça Eleitoral para a campanha ao Governo do Estado: R$ 7.115.522,46 no primeiro turno e R$ 3.557.761,23 em eventual segundo turno.


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FÁTIMA REFORÇA ESPAÇO NO PT EM CONVENÇÃO QUE OFICIALIZA LULA

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A participação da governadora Fátima Bezerra (PT) na convenção nacional que homologou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste fim de semana, reforçou as especulações de que poderá integrar um eventual novo governo do PT. Ao lado de Cadu de Lula (PT), Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT), Fátima participou do ato realizado em São Paulo, que também confirmou Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente.

Após a convenção, a governadora publicou uma postagem em colaboração com a primeira-dama Janja da Silva e perfis nacionais ligados ao PT, evidenciando sua sintonia com o projeto nacional liderado por Lula. O gesto foi interpretado, nos bastidores, como mais um sinal do prestígio político de Fátima junto ao núcleo do governo federal.

No vídeo compartilhado nas redes sociais, Janja destacou a atuação do presidente em defesa das mulheres e afirmou que elas terão papel decisivo na campanha pela reeleição.

“Tenho muito orgulho de você ter abraçado uma causa pela qual nós mulheres lutamos há tanto tempo, que é o combate à violência contra as mulheres. Tenho certeza absoluta de que somos nós mulheres que vamos eleger você novamente”, afirmou a primeira-dama.

A possibilidade de a governadora assumir um ministério já havia sido sinalizada durante a convenção estadual do PT, realizada no mês passado, quando integrantes do grupo governista chegaram a mencionar publicamente seu nome como um dos cotados para compor a equipe de um eventual novo mandato de Lula.

“Time de Lula” em São Paulo
Além da presença de Fátima, a convenção reuniu lideranças petistas de todo o país e marcou a oficialização da chapa Lula-Alckmin para a disputa presidencial de 2026. A participação da comitiva potiguar reforçou a estratégia do PT de nacionalizar a campanha no Rio Grande do Norte, vinculando os candidatos locais à imagem do presidente, principal cabo eleitoral da legenda no Estado.

Durante o ato, Cadu de Lula e Samanda de Lula publicaram um vídeo conjunto comentando a homologação da candidatura presidencial. Ao destacar o momento, Cadu afirmou que Lula chega à disputa respaldado pelas realizações do atual mandato.

“Oficialmente, o presidente Lula é candidato à reeleição. Não tem outra opção. O presidente prestou contas do que fez e mostrou que ainda tem muito mais para fazer”, declarou.

Samanda também destacou a expectativa para a campanha e associou a reeleição à continuidade das políticas públicas defendidas pelo governo federal.

“É uma emoção muito grande. A gente tem vontade de fazer muito mais, principalmente pela educação, pela defesa da nossa esquerda e pelo nosso empoderamento”, afirmou.

Na legenda da publicação compartilhada em colaboração entre Cadu, Samanda e o diretório estadual do PT, o grupo classificou a convenção como um momento de reafirmação do projeto político.

“Mais do que um ato político, foi um momento de reafirmar o compromisso com quem acredita que é possível construir um país mais justo, com oportunidades, respeito e desenvolvimento para todos”, registrou a postagem.

A participação da comitiva potiguar em São Paulo consolida a estratégia eleitoral do chamado “Time de Lula” no Rio Grande do Norte, aproximando as candidaturas de Cadu de Lula e Samanda de Lula da imagem do presidente e reforçando o protagonismo de Fátima Bezerra no cenário nacional do Partido dos Trabalhadores.


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ÁLVARO DIAS LIDERA PATRIMÔNIO ENTRE CANDIDATOS AO GOVERNO DO RN EM 2026

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As declarações de bens apresentadas pelos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte à Justiça Eleitoral revelam diferenças significativas no patrimônio dos três principais concorrentes ao Executivo estadual. Conforme os registros do DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Álvaro Dias (PL) lidera a lista, com patrimônio declarado de R$ 2.917.179,51, seguido por Allyson (União Brasil), com R$ 748.869,84. Em sua primeira disputa eleitoral, Cadu de Lula (PT) informou possuir patrimônio de R$ 100 mil.

Além dos valores absolutos, as declarações permitem comparar a evolução patrimonial de Álvaro e Allyson em relação às eleições municipais de 2020. No caso de Cadu, por se tratar da estreia em uma disputa eleitoral, não há base para comparação.

Álvaro lidera patrimônio declarado
Candidato ao Governo pelo PL, na coligação Endireita RN, Álvaro Dias é quem declarou o maior patrimônio entre os concorrentes ao Executivo estadual. O ex-prefeito de Natal registrou bens que somam R$ 2.917.179,51, valor cerca de 48% superior ao informado nas eleições municipais de 2020, quando disputou a Prefeitura de Natal pelo PSDB.

Há seis anos, Álvaro declarou patrimônio de R$ 1.971.017,01. Na candidatura ao Governo do Estado, o montante aumentou R$ 946.162,50.

Grande parte dos bens permanece na declaração, com atualização de valores, como a propriedade Poço da Pedra, localizada entre Caicó e São João do Sabugi, além de um apartamento em Petrópolis, a Fazenda Refúgio, no Maranhão, e os veículos D20 e Toyota Hilux. A declaração de 2026 também inclui novos imóveis rurais em Jacaraú e Jardim de Piranhas, além de aplicações financeiras no Banco do Brasil.

Allyson amplia patrimônio em cerca de 10%
Pela coligação Esperança e Trabalho, liderada pelo União Brasil, Allyson declarou patrimônio de R$ 748.869,84, o segundo maior entre os candidatos ao Governo. O valor representa um crescimento de R$ 69.783,48, ou aproximadamente 10,3%, em relação aos R$ 679.086,36 declarados quando disputou a Prefeitura de Mossoró, em 2020, pelo Solidariedade.

O apartamento financiado declarado na eleição anterior permanece na relação de bens, assim como um veículo Gol 2012. Em contrapartida, deixaram de constar aplicações em previdência privada, fundos de investimento e um veículo utilitário informados na campanha municipal.

Na nova declaração aparecem um trator agrícola adquirido por financiamento, uma casa em Tibau, quotas em pessoa jurídica, participação em cooperativa de crédito, títulos públicos e metade de um lote localizado em Mossoró.

Cadu estreia com patrimônio de R$ 100 mil
Candidato pela coligação Time que Cuida, formada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PDT e PSB, Cadu de Lula declarou patrimônio de R$ 100 mil em sua primeira disputa eleitoral.

Segundo o registro apresentado ao TSE, o único bem informado é um veículo utilitário esportivo (SUV) avaliado nesse valor. Na declaração não constam imóveis, aplicações financeiras, participações societárias, depósitos bancários ou outros bens patrimoniais.

Gastos são iguais para os três candidatos
Apesar das diferenças patrimoniais, os três candidatos estão sujeitos ao mesmo limite de despesas de campanha fixado pela Justiça Eleitoral para a disputa ao Governo do Estado. O teto é de R$ 7.115.522,46 para o primeiro turno e de R$ 3.557.761,23 em caso de segundo turno.


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PATRIMÔNIO DE STYVENSON VAI DE APENAS R$ 73 MIL PARA QUASE R$ 3 MILHÕES

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O patrimônio declarado pelo senador Stvenson Valentim à Justiça Eleitoral registrou um crescimento expressivo desde sua primeira disputa nas urnas. Em 2018, quando concorreu pela primeira vez ao Senado, Styenson informou possuir bens no valor de R$ 73 mil. Oito anos depois, ao registrar candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições 2026, declarou patrimônio de R$ 2.754.814,75.

Para 2026, candidato à reeleição, declarou mais de R$ 2,75 milhões em bens, incluindo imóveis, investimentos e créditos imobiliários – Foto: Reprodução

Em valores absolutos, o aumento foi de R$ 2.681.814,75. Em termos percentuais, o crescimento chega a aproximadamente 3.673%, fazendo com que o patrimônio declarado fique cerca de 37,7 vezes maior do que o informado na estreia política.

Na declaração apresentada em 2018, os bens resumiam-se a um veículo avaliado em R$ 9 mil, R$ 60 mil depositados em uma poupança destinada à aquisição de imóvel e R$ 4 mil em conta corrente.

Já em 2022, quando disputou a reeleição ao Senado, o patrimônio passou para R$ 137.912,72. A declaração era composta praticamente apenas por aplicações financeiras e poupança. Entre os itens constavam R$ 83.023,70 em caderneta de poupança, R$ 39.426,56 em aplicações de renda fixa, além de outros investimentos financeiros de menor valor. Naquele momento, não havia imóveis registrados na declaração.

A mudança mais significativa aparece no registro da candidatura de 2026. O senador declarou um apartamento no empreendimento AALTO, avaliado em R$ 1.071.703,58, um terreno em Pium (RN) no valor de R$ 269.999,92, aplicações financeiras que somam R$ 1.008.111,25 entre renda fixa, CRIs, CRAs e outros investimentos, além de dois créditos de R$ 155 mil cada decorrentes da venda de apartamentos, totalizando R$ 310 mil. Também declarou R$ 95 mil em dinheiro em espécie, mantidos em um cofre.

A composição patrimonial mudou completamente ao longo dos anos. Se em 2018 os bens eram formados por um automóvel, poupança e saldo bancário, em 2026 o patrimônio passou a ser concentrado em imóveis, investimentos financeiros, créditos imobiliários e dinheiro em espécie.

Desde que assumiu o mandato, em fevereiro de 2019, a remuneração dos senadores também foi reajustada. Na época da posse, o subsídio mensal era de R$ 33.763,00. Atualmente, o salário bruto de um senador é de R$ 46.366,19, um aumento nominal de aproximadamente 37,3% no período. No mesmo intervalo, o patrimônio declarado por Styenson cresceu cerca de 3.673%, percentual muito superior ao reajuste do subsídio parlamentar. As declarações de bens, entretanto, não detalham a origem dos recursos utilizados para a formação do patrimônio, que pode decorrer de salários, investimentos, valorização de ativos, operações imobiliárias ou outras fontes de renda lícitas.

Evolução patrimonial declarada à Justiça Eleitoral:

  • 2018 – R$ 73.000,00
  • 2022 – R$ 137.912,72
  • 2026 – R$ 2.754.814,75
    Os dados são públicos e constam nas declarações de bens apresentadas pelo candidato ao Tribunal Superior Eleitoral no momento do registro de candidatura em cada eleição.

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CADU REBATE ALLYSON E CITA ROBINSON: “CALOTEIRO ESTÁ NO SEU PALANQUE”

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Um novo embate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte marcou o debate político nesta segunda-feira (3). Após Allyson (União Brasil) criticar a gestão estadual, Cadu de Lula (PT) reagiu associando o adversário ao ex-governador Robinson Faria, que encerrou a gestão com quatro folhas em atraso. A troca de críticas ocorreu após o atraso no pagamento de parte dos aposentados e pensionistas do Estado. O Governo informou que 80% da folha já foi quitada e que o restante será pago até quarta-feira.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cadu afirmou que Allyson não teria legitimidade para criticar a situação por contar com o apoio político do deputado federal Robinson Faria, aliado da chapa do União Brasil.

“Allyson Bezerra, caloteiro está ao seu lado, está no seu palanque. Eu sou servidor público, eu vivi os quatro meses de salários atrasados nos tempos de Robinson Faria, que está no seu projeto. São as velhas elites querendo voltar ao comando do Rio Grande do Norte com uma roupa nova”, declarou.

O candidato petista também procurou tranquilizar os servidores estaduais, afirmando que o Governo já dialogou com entidades representativas da categoria e que a situação será normalizada nos próximos dias.

“Quero falar para os servidores e servidoras que o Governo do Estado já esteve reunido com os presidentes de associações e sindicatos e que, no máximo, até sexta-feira, os salários estarão rigorosamente em dia. Isso é compromisso, isso é trabalho de um governo que valoriza e prioriza o servidor público estadual”, afirmou.

A manifestação foi uma resposta ao vídeo divulgado por Allyson Bezerra, que criticou o atraso no pagamento dos aposentados e pensionistas e classificou a situação como um “calote” do Governo do Estado.

“O Governo do Estado dá um calote nos aposentados e pensionistas do Rio Grande do Norte. Hoje, dia 3 de agosto, esses servidores ainda não receberam de forma completa os seus salários”, afirmou.

Ao comentar o protesto realizado por sindicatos em frente à Governadoria, Allyson disse que a reivindicação trata de um direito básico dos servidores.

“Não é um extra, não é um benefício a mais, não é um favor. É o salário de quem contribuiu durante décadas para o Estado, de quem precisa comprar remédio, pagar aluguel, colocar comida dentro de casa”, declarou.

Estado diz que 80% da folha de aposentados foi quitada
Em nota divulgada nesta segunda-feira (3), o Governo do Estado informou que realizou o pagamento dos aposentados vinculados à área da Saúde e que a quitação dos demais aposentados e pensionistas ocorrerá até quarta-feira. Segundo a administração estadual, 80% da folha de pagamento já foi quitada.

Ainda conforme o comunicado, o atraso decorre da frustração de receitas, especialmente do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que impactou o fluxo financeiro do Estado.

“O Governo do Estado reafirma seu compromisso com os servidores públicos, aposentados e pensionistas, e segue adotando medidas de gestão fiscal responsáveis para assegurar a regularidade dos pagamentos e a sustentabilidade das contas públicas”, informou a Secretaria de Estado da Administração (Sead).


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