A participação da governadora Fátima Bezerra (PT) na convenção nacional que homologou a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste fim de semana, reforçou as especulações de que poderá integrar um eventual novo governo do PT. Ao lado de Cadu de Lula (PT), Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT), Fátima participou do ato realizado em São Paulo, que também confirmou Geraldo Alckmin (PSB) como candidato a vice-presidente.
Após a convenção, a governadora publicou uma postagem em colaboração com a primeira-dama Janja da Silva e perfis nacionais ligados ao PT, evidenciando sua sintonia com o projeto nacional liderado por Lula. O gesto foi interpretado, nos bastidores, como mais um sinal do prestígio político de Fátima junto ao núcleo do governo federal.
No vídeo compartilhado nas redes sociais, Janja destacou a atuação do presidente em defesa das mulheres e afirmou que elas terão papel decisivo na campanha pela reeleição.
“Tenho muito orgulho de você ter abraçado uma causa pela qual nós mulheres lutamos há tanto tempo, que é o combate à violência contra as mulheres. Tenho certeza absoluta de que somos nós mulheres que vamos eleger você novamente”, afirmou a primeira-dama.
A possibilidade de a governadora assumir um ministério já havia sido sinalizada durante a convenção estadual do PT, realizada no mês passado, quando integrantes do grupo governista chegaram a mencionar publicamente seu nome como um dos cotados para compor a equipe de um eventual novo mandato de Lula.
“Time de Lula” em São Paulo Além da presença de Fátima, a convenção reuniu lideranças petistas de todo o país e marcou a oficialização da chapa Lula-Alckmin para a disputa presidencial de 2026. A participação da comitiva potiguar reforçou a estratégia do PT de nacionalizar a campanha no Rio Grande do Norte, vinculando os candidatos locais à imagem do presidente, principal cabo eleitoral da legenda no Estado.
Durante o ato, Cadu de Lula e Samanda de Lula publicaram um vídeo conjunto comentando a homologação da candidatura presidencial. Ao destacar o momento, Cadu afirmou que Lula chega à disputa respaldado pelas realizações do atual mandato.
“Oficialmente, o presidente Lula é candidato à reeleição. Não tem outra opção. O presidente prestou contas do que fez e mostrou que ainda tem muito mais para fazer”, declarou.
Samanda também destacou a expectativa para a campanha e associou a reeleição à continuidade das políticas públicas defendidas pelo governo federal.
“É uma emoção muito grande. A gente tem vontade de fazer muito mais, principalmente pela educação, pela defesa da nossa esquerda e pelo nosso empoderamento”, afirmou.
Na legenda da publicação compartilhada em colaboração entre Cadu, Samanda e o diretório estadual do PT, o grupo classificou a convenção como um momento de reafirmação do projeto político.
“Mais do que um ato político, foi um momento de reafirmar o compromisso com quem acredita que é possível construir um país mais justo, com oportunidades, respeito e desenvolvimento para todos”, registrou a postagem.
A participação da comitiva potiguar em São Paulo consolida a estratégia eleitoral do chamado “Time de Lula” no Rio Grande do Norte, aproximando as candidaturas de Cadu de Lula e Samanda de Lula da imagem do presidente e reforçando o protagonismo de Fátima Bezerra no cenário nacional do Partido dos Trabalhadores.
As declarações de bens apresentadas pelos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte à Justiça Eleitoral revelam diferenças significativas no patrimônio dos três principais concorrentes ao Executivo estadual. Conforme os registros do DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Álvaro Dias (PL) lidera a lista, com patrimônio declarado de R$ 2.917.179,51, seguido por Allyson (União Brasil), com R$ 748.869,84. Em sua primeira disputa eleitoral, Cadu de Lula (PT) informou possuir patrimônio de R$ 100 mil.
Além dos valores absolutos, as declarações permitem comparar a evolução patrimonial de Álvaro e Allyson em relação às eleições municipais de 2020. No caso de Cadu, por se tratar da estreia em uma disputa eleitoral, não há base para comparação.
Álvaro lidera patrimônio declarado Candidato ao Governo pelo PL, na coligação Endireita RN, Álvaro Dias é quem declarou o maior patrimônio entre os concorrentes ao Executivo estadual. O ex-prefeito de Natal registrou bens que somam R$ 2.917.179,51, valor cerca de 48% superior ao informado nas eleições municipais de 2020, quando disputou a Prefeitura de Natal pelo PSDB.
Há seis anos, Álvaro declarou patrimônio de R$ 1.971.017,01. Na candidatura ao Governo do Estado, o montante aumentou R$ 946.162,50.
Grande parte dos bens permanece na declaração, com atualização de valores, como a propriedade Poço da Pedra, localizada entre Caicó e São João do Sabugi, além de um apartamento em Petrópolis, a Fazenda Refúgio, no Maranhão, e os veículos D20 e Toyota Hilux. A declaração de 2026 também inclui novos imóveis rurais em Jacaraú e Jardim de Piranhas, além de aplicações financeiras no Banco do Brasil.
Allyson amplia patrimônio em cerca de 10% Pela coligação Esperança e Trabalho, liderada pelo União Brasil, Allyson declarou patrimônio de R$ 748.869,84, o segundo maior entre os candidatos ao Governo. O valor representa um crescimento de R$ 69.783,48, ou aproximadamente 10,3%, em relação aos R$ 679.086,36 declarados quando disputou a Prefeitura de Mossoró, em 2020, pelo Solidariedade.
O apartamento financiado declarado na eleição anterior permanece na relação de bens, assim como um veículo Gol 2012. Em contrapartida, deixaram de constar aplicações em previdência privada, fundos de investimento e um veículo utilitário informados na campanha municipal.
Na nova declaração aparecem um trator agrícola adquirido por financiamento, uma casa em Tibau, quotas em pessoa jurídica, participação em cooperativa de crédito, títulos públicos e metade de um lote localizado em Mossoró.
Cadu estreia com patrimônio de R$ 100 mil Candidato pela coligação Time que Cuida, formada pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), PDT e PSB, Cadu de Lula declarou patrimônio de R$ 100 mil em sua primeira disputa eleitoral.
Segundo o registro apresentado ao TSE, o único bem informado é um veículo utilitário esportivo (SUV) avaliado nesse valor. Na declaração não constam imóveis, aplicações financeiras, participações societárias, depósitos bancários ou outros bens patrimoniais.
Gastos são iguais para os três candidatos Apesar das diferenças patrimoniais, os três candidatos estão sujeitos ao mesmo limite de despesas de campanha fixado pela Justiça Eleitoral para a disputa ao Governo do Estado. O teto é de R$ 7.115.522,46 para o primeiro turno e de R$ 3.557.761,23 em caso de segundo turno.
O patrimônio declarado pelo senador Stvenson Valentim à Justiça Eleitoral registrou um crescimento expressivo desde sua primeira disputa nas urnas. Em 2018, quando concorreu pela primeira vez ao Senado, Styenson informou possuir bens no valor de R$ 73 mil. Oito anos depois, ao registrar candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte nas eleições 2026, declarou patrimônio de R$ 2.754.814,75.
Para 2026, candidato à reeleição, declarou mais de R$ 2,75 milhões em bens, incluindo imóveis, investimentos e créditos imobiliários – Foto: Reprodução
Em valores absolutos, o aumento foi de R$ 2.681.814,75. Em termos percentuais, o crescimento chega a aproximadamente 3.673%, fazendo com que o patrimônio declarado fique cerca de 37,7 vezes maior do que o informado na estreia política.
Na declaração apresentada em 2018, os bens resumiam-se a um veículo avaliado em R$ 9 mil, R$ 60 mil depositados em uma poupança destinada à aquisição de imóvel e R$ 4 mil em conta corrente.
Já em 2022, quando disputou a reeleição ao Senado, o patrimônio passou para R$ 137.912,72. A declaração era composta praticamente apenas por aplicações financeiras e poupança. Entre os itens constavam R$ 83.023,70 em caderneta de poupança, R$ 39.426,56 em aplicações de renda fixa, além de outros investimentos financeiros de menor valor. Naquele momento, não havia imóveis registrados na declaração.
A mudança mais significativa aparece no registro da candidatura de 2026. O senador declarou um apartamento no empreendimento AALTO, avaliado em R$ 1.071.703,58, um terreno em Pium (RN) no valor de R$ 269.999,92, aplicações financeiras que somam R$ 1.008.111,25 entre renda fixa, CRIs, CRAs e outros investimentos, além de dois créditos de R$ 155 mil cada decorrentes da venda de apartamentos, totalizando R$ 310 mil. Também declarou R$ 95 mil em dinheiro em espécie, mantidos em um cofre.
A composição patrimonial mudou completamente ao longo dos anos. Se em 2018 os bens eram formados por um automóvel, poupança e saldo bancário, em 2026 o patrimônio passou a ser concentrado em imóveis, investimentos financeiros, créditos imobiliários e dinheiro em espécie.
Desde que assumiu o mandato, em fevereiro de 2019, a remuneração dos senadores também foi reajustada. Na época da posse, o subsídio mensal era de R$ 33.763,00. Atualmente, o salário bruto de um senador é de R$ 46.366,19, um aumento nominal de aproximadamente 37,3% no período. No mesmo intervalo, o patrimônio declarado por Styenson cresceu cerca de 3.673%, percentual muito superior ao reajuste do subsídio parlamentar. As declarações de bens, entretanto, não detalham a origem dos recursos utilizados para a formação do patrimônio, que pode decorrer de salários, investimentos, valorização de ativos, operações imobiliárias ou outras fontes de renda lícitas.
Evolução patrimonial declarada à Justiça Eleitoral:
2018 – R$ 73.000,00
2022 – R$ 137.912,72
2026 – R$ 2.754.814,75 Os dados são públicos e constam nas declarações de bens apresentadas pelo candidato ao Tribunal Superior Eleitoral no momento do registro de candidatura em cada eleição.
Um novo embate entre os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte marcou o debate político nesta segunda-feira (3). Após Allyson (União Brasil) criticar a gestão estadual, Cadu de Lula (PT) reagiu associando o adversário ao ex-governador Robinson Faria, que encerrou a gestão com quatro folhas em atraso. A troca de críticas ocorreu após o atraso no pagamento de parte dos aposentados e pensionistas do Estado. O Governo informou que 80% da folha já foi quitada e que o restante será pago até quarta-feira.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cadu afirmou que Allyson não teria legitimidade para criticar a situação por contar com o apoio político do deputado federal Robinson Faria, aliado da chapa do União Brasil.
“Allyson Bezerra, caloteiro está ao seu lado, está no seu palanque. Eu sou servidor público, eu vivi os quatro meses de salários atrasados nos tempos de Robinson Faria, que está no seu projeto. São as velhas elites querendo voltar ao comando do Rio Grande do Norte com uma roupa nova”, declarou.
O candidato petista também procurou tranquilizar os servidores estaduais, afirmando que o Governo já dialogou com entidades representativas da categoria e que a situação será normalizada nos próximos dias.
“Quero falar para os servidores e servidoras que o Governo do Estado já esteve reunido com os presidentes de associações e sindicatos e que, no máximo, até sexta-feira, os salários estarão rigorosamente em dia. Isso é compromisso, isso é trabalho de um governo que valoriza e prioriza o servidor público estadual”, afirmou.
A manifestação foi uma resposta ao vídeo divulgado por Allyson Bezerra, que criticou o atraso no pagamento dos aposentados e pensionistas e classificou a situação como um “calote” do Governo do Estado.
“O Governo do Estado dá um calote nos aposentados e pensionistas do Rio Grande do Norte. Hoje, dia 3 de agosto, esses servidores ainda não receberam de forma completa os seus salários”, afirmou.
Ao comentar o protesto realizado por sindicatos em frente à Governadoria, Allyson disse que a reivindicação trata de um direito básico dos servidores.
“Não é um extra, não é um benefício a mais, não é um favor. É o salário de quem contribuiu durante décadas para o Estado, de quem precisa comprar remédio, pagar aluguel, colocar comida dentro de casa”, declarou.
Estado diz que 80% da folha de aposentados foi quitada Em nota divulgada nesta segunda-feira (3), o Governo do Estado informou que realizou o pagamento dos aposentados vinculados à área da Saúde e que a quitação dos demais aposentados e pensionistas ocorrerá até quarta-feira. Segundo a administração estadual, 80% da folha de pagamento já foi quitada.
Ainda conforme o comunicado, o atraso decorre da frustração de receitas, especialmente do Fundo de Participação dos Estados (FPE), que impactou o fluxo financeiro do Estado.
“O Governo do Estado reafirma seu compromisso com os servidores públicos, aposentados e pensionistas, e segue adotando medidas de gestão fiscal responsáveis para assegurar a regularidade dos pagamentos e a sustentabilidade das contas públicas”, informou a Secretaria de Estado da Administração (Sead).
O cumprimento dos compromissos de campanha da governadora Fátima Bezerra (PT) aponta avanços da segunda gestão do Governo do Rio Grande do Norte principalmente nas áreas de educação, infraestrutura rodoviária, segurança hídrica e segurança pública. A análise, que considera o período entre janeiro de 2023 e junho de 2026, mostra que cinco dos 17 compromissos avaliados foram integralmente cumpridos, nove estão parcialmente executados e três ainda não foram atendidos, segundo balanço divulgado recentemente pelo G1.
Entre os avanços identificados estão a expansão da educação em tempo integral, a implantação dos Institutos Estaduais de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação (IERNs), a recuperação da malha rodoviária estadual, o avanço de obras estruturantes para ampliar a segurança hídrica e a melhora dos indicadores da segurança pública.
Em entrevista ao Diário do RN, a governadora afirmou que os dados demonstram uma gestão que conseguiu recuperar a capacidade de investimento e transformar compromissos assumidos em ações concretas.
“Esse levantamento demonstra que o Rio Grande do Norte voltou a planejar, investir e entregar resultados para a população. Recuperamos a capacidade de investimento do Estado e estamos transformando compromissos em ações concretas”, afirmou.
Estado saltou de 90 para 248 escolas de tempo integral Na área da educação, os dados mostram alguns dos principais avanços da gestão. Embora a meta de transformar metade da rede estadual em escolas de tempo integral ainda não tenha sido alcançada, o Estado ampliou significativamente a oferta dessa modalidade de ensino.
Atualmente, o Rio Grande do Norte possui 248 escolas estaduais em tempo integral, o equivalente a cerca de 42% das 585 unidades da rede. Em 2023, eram 148 escolas. Segundo dados da Secretaria de Estado da Educação (SEEC), o número de escolas em tempo integral cresceu 227,5% durante a gestão da governadora, atendendo mais de 34 mil estudantes. Quando Fátima Bezerra assumiu o governo, em 2019, o Estado contava com apenas 90 escolas nesse formato.
Outro destaque é a implantação dos IERNs. Das 12 unidades previstas inicialmente, sete já estão em funcionamento, distribuídas entre Natal, Campo Grande, Jardim de Piranhas, Alexandria, Tangará, Santana do Matos e Areia Branca. Três unidades passaram para a rede federal de ensino e outras duas seguem em fase de conclusão.
Ao comentar os avanços da educação ao Diário do RN, Fátima destacou a expansão da rede de tempo integral e a criação dos institutos de educação profissional.
“Avançamos fortemente na educação, com a expansão das escolas de tempo integral e a criação dos IERNs, que representam um novo modelo de ensino profissional para a juventude potiguar”, destacou.
Estradas recuperadas e segurança hídrica Na infraestrutura, um dos principais resultados é a execução do Programa de Restauração de Rodovias, responsável pela recuperação de importantes trechos da malha viária estadual, representando um investimento de R$ 1 bilhão em recursos próprios do Estado. Entre as estradas restauradas estão a RN-063, entre Nísia Floresta e Barra de Tabatinga; a RN-177, ligando municípios do Alto Oeste ao Ceará; a RN-003, entre Goianinha e Pipa; além das RNs 093, 269, 263 e 288.
“Estamos recuperando mais de 2 mil quilômetros de rodovias, melhorando a infraestrutura e integrando regiões”, afirmou Fátima.
Na área de recursos hídricos, o balanço inclui a entrega da nova adutora de Dix-Sept Rosado, a renovação da adutora que abastece Nova Cruz e Montanhas, além das obras em andamento para implantação do Sistema Adutor Apodi-Mossoró e da perfuração de poços em Mossoró e Dix-Sept Rosado.
Outro marco citado é a inauguração, em 2025, da Barragem de Oiticica, segundo maior reservatório hídrico do Rio Grande do Norte, beneficiando cerca de 300 mil pessoas em 22 municípios. O governo também firmou contrato para construção da Adutora do Agreste, enquanto o Sistema Adutor Seridó Norte está em fase final de execução e a Adutora Costa Branca encontra-se em processo de licitação.
Segurança coloca RN em destaque nacional A segurança pública também aparece entre as áreas de maior evolução da gestão. Entre os resultados apresentados estão os investimentos em efetivo, equipamentos, inteligência, tecnologia e valorização dos profissionais, refletidos nos indicadores recentes do setor.
Em 2025, o Rio Grande do Norte alcançou o primeiro lugar entre os estados do Nordeste no Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). No cenário nacional, passou a ocupar a quarta colocação.
“Esse reconhecimento confirma que o Rio Grande do Norte está no caminho certo ao tratar a segurança pública como uma prioridade permanente de governo. Mais do que um número, esse resultado representa mais proteção, mais tranquilidade e mais qualidade de vida para a população”, afirmou a governadora.
Ao comentar o balanço publicado pelo G1, Fátima Bezerra afirmou que os dados refletem a mudança na capacidade de investimento do Estado desde o início da gestão.
“Quando assumimos o Governo, o Rio Grande do Norte enfrentava enormes dificuldades financeiras e tinha sua capacidade de investimento praticamente comprometida. Hoje estamos entregando obras, ampliando políticas públicas e executando projetos estruturantes em todas as regiões do Estado. Ver que mais de 80% dos compromissos já foram concluídos ou estão em execução confirma que estamos no caminho certo, trabalhando com responsabilidade fiscal, planejamento e compromisso para melhorar a vida do povo potiguar”, concluiu.
A execução orçamentária da Prefeitura de Mossoró na área da educação começou 2026 em ritmo inferior ao observado nos últimos anos. Dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do primeiro semestre apontam que o município aplicou 20,92% da receita de impostos em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), percentual abaixo dos 25% exigidos pelo artigo 212 da Constituição Federal.
Pelos cálculos do demonstrativo fiscal, a administração municipal deveria ter destinado R$ 104.378.909,82 à educação até o encerramento do semestre. No entanto, o valor efetivamente considerado para o índice constitucional foi de R$ 87.326.982,81, uma diferença de R$ 17.051.927,01 em relação ao patamar mínimo.
O indicador representa o pior desempenho da gestão nos últimos anos. Em 2025, Mossoró fechou o exercício aplicando 25,17% das receitas de impostos na educação. Em 2024, o percentual foi de 25,13%.
No ano de 2023, a aplicação chegou a 30,26%, o melhor resultado da série recente, enquanto em 2022 o índice atingiu 27,86%. Apenas em 2021, quando o município registrou 19,16%, o percentual foi inferior ao observado agora no balanço semestral.
Os dados revelam uma mudança de trajetória. Depois de quatro exercícios consecutivos encerrados acima do mínimo constitucional, o primeiro semestre de 2026 mostra a administração municipal distante da meta exigida pela Constituição, aumentando a necessidade de acelerar os investimentos na segunda metade do ano.
Outro dado que chama atenção é a execução do orçamento da própria Secretaria Municipal de Educação. Para 2026, a dotação atualizada da pasta alcança R$ 311.939.822,26. Apesar do volume expressivo de recursos previstos, até junho haviam sido liquidados R$ 122.395.994,69, o equivalente a apenas 39,24% do orçamento autorizado.
Na prática, isso significa que R$ 189.543.827,57, ou 60,76% dos recursos destinados à educação, permaneciam sem execução ao final do primeiro semestre, indicando que a maior parte dos investimentos planejados ainda dependerá da execução orçamentária dos últimos seis meses do ano.
Embora a despesa liquidada da função Educação seja superior ao valor considerado para o cálculo constitucional, já que nem todos os gastos da área podem ser contabilizados como MDE, o RREO evidencia que o município ainda terá de ampliar significativamente os investimentos para alcançar o percentual mínimo de 25% até o encerramento do exercício financeiro.
O relatório fiscal transforma a educação em um dos principais pontos de atenção da gestão municipal.
Além de revelar uma execução orçamentária abaixo da metade do orçamento disponível, o documento mostra que Mossoró inicia 2026 com o menor índice de aplicação em ensino desde 2021, interrompendo a sequência de resultados acima do mínimo constitucional registrada entre 2022 e 2025.
Caso o ritmo de execução não seja intensificado no segundo semestre, a administração terá de fazer um esforço concentrado para cumprir a exigência constitucional e evitar encerrar o exercício abaixo do piso destinado ao financiamento da educação pública.
As eleições estaduais de 1986 produziram um dos capítulos mais emocionantes da política do Rio Grande do Norte. De um lado estava João Faustino Ferreira Neto (PFL), apoiado pelo então governador José Agripino Maia, pela maioria dos prefeitos potiguares e por uma estrutura política que o colocava como favorito. Do outro, Geraldo Melo (PMDB), que começou a campanha desacreditado, percorreu o interior e venceu por apenas 14.071 votos.
O pleito, realizado em 15 de novembro, ocorreu em meio ao processo de redemocratização do país e à ascensão nacional do PMDB, impulsionada pelo Plano Cruzado. No Rio Grande do Norte, os eleitores escolheram governador, vice-governador, dois senadores, oito deputados federais e 24 deputados estaduais.
Relatos de pesquisas da época apontam que João Faustino chegou a reunir cerca de 62% das intenções de voto, enquanto Geraldo Melo aparecia com apenas 2% ou 3%. Além de liderar as pesquisas, o candidato do PFL contava com o apoio da maioria dos prefeitos. A vitória parecia encaminhada, mas a campanha tomou outro rumo.
Geraldo ganhou força à medida que ampliava sua presença nos municípios. Com uma oratória marcante e forte aproximação com o eleitor, transformou uma candidatura desacreditada em uma onda política que surpreendeu até lideranças experientes.
Nas urnas, Geraldo Melo e o vice Garibaldi Alves obtiveram 464.559 votos (50,11%). João Faustino, que teve Antônio Florêncio como vice, recebeu 450.488 votos (48,60%). A diferença de pouco mais de 14 mil votos tornou a disputa uma das mais apertadas da história do estado.
A vitória marcou o retorno do grupo liderado por Aluízio Alves ao Executivo estadual. Geraldo tomou posse em março de 1987 e governou o Rio Grande do Norte até 1991.
Senadores eleitos pela chapa derrotada Um dos fatos mais curiosos daquela eleição foi que, embora Geraldo Melo tenha sido eleito governador, nenhum dos candidatos ao Senado de sua coligação conseguiu vencer.
As duas vagas ficaram com a Aliança Popular (PDS/PFL/PTB), justamente a chapa derrotada para o Executivo. José Agripino Maia (PFL) foi o mais votado, com 426.869 votos (25,24%), seguido por Lavoisier Maia (PDS), com 408.510 votos (24,16%).
Pela Aliança Democrática (PMDB/PCB/PCdoB), Martins Filho terminou em terceiro lugar, com 395.449 votos (23,38%), e Wanderley Mariz ficou em quarto, com 393.754 (23,28%). A diferença entre os quatro primeiros evidenciou o equilíbrio do eleitorado também na disputa pelo Senado.
“A marca dessa campanha é que, normalmente, o governador e os senadores que o acompanham se elegem juntos, ou pelo menos um dos senadores. Naquela eleição, o governador ganhou sem nenhum dos senadores, e os dois senadores, eu e Lavoisier, ganhamos com a chapa que perdeu a eleição de governador”, afirmou o ex-senador José Agripino ao Diário do RN.
Para disputar o Senado, José Agripino deixou o Governo do Estado antes do fim do mandato. O vice-governador Radir Pereira assumiu interinamente o Executivo até a posse de Geraldo Melo.
No Legislativo, o PMDB conquistou quatro das oito cadeiras do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, contra três do PFL e uma do PDS. Wilma Maia foi a deputada federal mais votada, seguida por Henrique Eduardo Alves.
Na Assembleia Legislativa, o PMDB também conquistou a maior bancada, com dez das 24 cadeiras, seguido pelo PFL, com nove, e pelo PDS, com cinco. Laíre Rosado foi o deputado estadual mais votado, à frente de Valério Mesquita e Carlos Eduardo Alves, em uma legislatura que revelou diversos nomes que marcariam a política potiguar nas décadas seguintes.
“O homem chamado Geraldo Melo” Reeleito deputado federal naquele mesmo ano, Henrique Eduardo Alves acompanhou de perto a campanha de Geraldo. Mais do que um aliado, tornou-se testemunha da transformação de uma candidatura improvável em uma vitória histórica.
Segundo Henrique, o avanço de Geraldo não foi produzido apenas pela estrutura partidária ou pelas lideranças que o apoiavam, mas principalmente pelo desempenho pessoal do candidato.
“Foi uma campanha em que a vitória foi praticamente feita por ele. Não foi liderança, não foi partido. Foi o homem chamado Geraldo Melo, o seu talento para convencer e a sua palavra para emocionar”, afirmou, em entrevista ao Diário do RN.
Henrique recorda que sua própria campanha para a Câmara estava em situação confortável, o que lhe permitia acompanhar Geraldo em viagens pelo estado. “Eu não ficava preocupado com a minha eleição, que era tranquila. Ficava ao lado dele, encantado com o que ele produzia, com a maneira como falava e emocionava”, relatou.
“Novos ventos, novos tempos” A identidade da campanha foi construída com elementos que atravessaram o tempo. O slogan “Novos ventos, novos tempos” sintetizava a proposta de mudança defendida por Geraldo Melo e acabou se tornando uma das marcas daquele pleito.
Ao lado dele, o jingle iniciado pelos versos “Sopra o vento forte no Rio Grande do Norte…” reforçou a identificação da candidatura com o eleitor e permanece, décadas depois, como uma das músicas eleitorais mais marcantes da história do estado.
“A música do candidato é o que gera a identificação com o eleitor, e Geraldo conseguiu eternizar muito bem isso. A música de Geraldo se tornou imortal”, resumiu Henrique.
O tamborete que virou símbolo Outro símbolo nasceu de forma improvisada durante uma passagem por Macau. Henrique conta que acompanhava Geraldo em uma agenda que começou com poucas pessoas, mas ganhou público durante o percurso pela zona rural.
“Era pouca gente no começo. Depois, a multidão foi aumentando. Geraldo era pequenininho, e quem estava atrás já não conseguia vê-lo”, recordou.
Foi então que Henrique avistou um pequeno tamborete e pediu que o entregassem ao candidato.
“Ninguém entendeu, mas pegaram o tamborete e deram a ele. Geraldo subiu, começou a falar e todo mundo conseguiu vê-lo e ouvi-lo. A partir daí, o tamborete virou símbolo. Onde Geraldo chegava, havia um tamborete para ele subir e falar à multidão”, contou.
A imagem de Geraldo discursando sobre o pequeno banco acabou incorporada à campanha e ao próprio personagem político. Para Henrique, o adversário João Faustino era respeitado, tinha trajetória ligada à educação e não despertava rejeição pessoal. A diferença estaria na capacidade de Geraldo de ultrapassar o respeito e produzir uma conexão emocional.
“João Faustino era um homem respeitado, de bom coração, um homem da educação, que não tinha inimigos. Eu mesmo era admirador dele. Mas Geraldo encantava. João tinha o respeito, e Geraldo fazia além. Era o respeito e o encanto”, avaliou.
“Criava o contraste e emocionava”
Santinho da campanha vitoriosa e um dos comícios de Geraldo, que contou com a presença de Ulysses Guimarães, ao lado de Henrique Alves – Foto: Reprodução
Henrique também guarda na memória um comício realizado na Avenida Deodoro, em Natal, com a presença de Ulysses Guimarães. Durante o discurso, Geraldo pediu um minuto de silêncio e conseguiu fazer a multidão permanecer completamente calada. Em seguida, pediu um minuto de aplausos.
“Doutor Ulysses ficou surpreso. De repente, houve um silêncio absoluto. Depois, Geraldo pediu um minuto de aplausos. Ele fazia essas coisas, criava o contraste e emocionava”, relembrou Henrique, com a voz embargada.
“Eu fui um apaixonado por Geraldo. É difícil aparecer de novo alguém perto do que ele fazia”, completou.
A campanha de 1986 entrou para a história não apenas pela diferença mínima nas urnas, mas pela virada construída com presença, palavra, música e símbolos que atravessaram gerações. Geraldo Melo, que morreu em 2022, aos 86 anos, ainda seria senador da República (1995-2002) e vice-presidente do Senado (1995-1997).
Com a candidatura homologada em convenção, o Coronel Hélio (PL) acredita ter iniciado uma nova fase da corrida pelo Senado. Em entrevista ao Diário do RN, o candidato afirmou que a oficialização amplia sua visibilidade na disputa e cria um ambiente favorável para o crescimento da campanha.
Na avaliação de Hélio, a caminhada iniciada ainda na pré-campanha alcançou um novo patamar após a convenção do PL e dos partidos aliados, realizada no último fim de semana.
“Essa minha caminhada me deu musculatura e me deu credibilidade junto ao povo potiguar. Ela veio numa crescente e possibilitou que eu tivesse viabilidade para ser candidato. Agora, com a candidatura homologada, a direita potiguar enxerga o Coronel Hélio como um verdadeiro candidato da direita do Estado”, afirmou.
O otimismo, segundo ele, também é reforçado pelo aumento das adesões políticas. Hélio afirma contar atualmente com o apoio de cerca de 40 prefeitos e mais de 150 vereadores em diferentes regiões do Estado, estrutura que considera importante para ampliar sua presença durante a campanha eleitoral.
“Hoje já estamos com 40 prefeitos e mais de 150 vereadores. Esse crescimento acontece porque o campo da direita hoje se apresenta com apenas dois candidatos. Isso faz com que muitas lideranças se aproximem do nosso projeto”, avaliou.
Para o candidato, outro fator que fortaleceu sua candidatura foi a consolidação da chapa majoritária, liderada por Rogério Marinho (PL) e composta por nomes como Álvaro Dias (PL) e Styvenson Valentim (Podemos), além do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro e do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL).
“Essa legitimidade foi dada primeiro pelo povo e agora pelo partido, pelo senador Rogério e pela chapa majoritária. O povo olhou para essa chapa homologada e disse: realmente o Coronel Hélio é o candidato da direita, é o candidato de Bolsonaro, de Flávio, do PL, de Rogério, de Álvaro, de Babá e de Styvenson”, declarou.
Na avaliação de Hélio, esse conjunto de fatores amplia o potencial de crescimento da candidatura e fortalece sua apresentação ao eleitorado.
“Essa etapa nos consolida e nos apresenta como candidato ao povo do Rio Grande do Norte. Ela me dá musculatura e me credencia para que o povo possa conhecer melhor quem é o Coronel Hélio e o que ele representa”, disse.
Crescimento e debates Ao comentar o avanço de seu nome nas pesquisas de intenção de voto, Coronel Hélio classificou o movimento como consequência natural da trajetória construída nos últimos meses.
“Foi uma crescente natural. A caminhada foi dando viabilidade à candidatura e agora a homologação fortalece ainda mais esse projeto”, afirmou.
Com a candidatura oficializada, Hélio afirma que a próxima etapa será intensificar o contato com o eleitorado por meio das caminhadas e dos debates, espaços que considera fundamentais para apresentar suas propostas.
“Tenho uma expectativa muito grande para os debates e para as caminhadas que começam a partir do dia dezesseis de agosto. Vamos discutir aquilo que realmente interessa ao povo: saúde, educação, segurança e infraestrutura. O Coronel Hélio tem conteúdo para apresentar e tem história. É isso que queremos mostrar durante a campanha”, afirmou.
Na avaliação do candidato, uma parcela significativa do eleitorado ainda aguarda o início efetivo da campanha para conhecer melhor os concorrentes antes de definir o voto. “Há uma parcela importante da população esperando ouvir as propostas e os debates para decidir quem realmente representa seus valores e tem condições de ajudar o Rio Grande do Norte”, concluiu.
O deputado federal Fernando Mineiro (PT), candidato à reeleição, classificou como “cinismo político” a crítica feita pelo deputado federal General Girão (PL) ao uso da bandeira do Brasil pela governadora Fátima Bezerra (PT). Em entrevista ao Diário do RN, Mineiro reagiu à polêmica que ganhou as redes sociais e afirmou que o símbolo nacional pertence a todos os brasileiros, independentemente de posição política.
“É de um cinismo político que o povo já não cai nesse tipo de ideia, o povo já não cai nesse tipo de cinismo político. A bandeira do Brasil é de quem defende o Brasil”, afirmou.
Mineiro ampliou a reação e criticou o bolsonarismo, contrapondo a fala de Girão à aproximação de integrantes da direita brasileira com os Estados Unidos.
“Ao contrário dos bolsonaristas, dessa raça que bate continência para a bandeira americana, que se subordina aos interesses dos Estados Unidos. Na verdade, quem não deveria usar e abusar da bandeira do Brasil é essa turma”, disparou.
O deputado também associou seu argumento às articulações políticas feitas nos Estados Unidos e às medidas comerciais contra o Brasil. “É essa turma que vai lá nos Estados Unidos, que articulou a taxação contra o Brasil, que está prejudicando a economia, que quis dar o golpe, que o único programa de governo é livrar a cara do chefe maior”, afirmou.
Ao defender a utilização do símbolo nacional por Fátima, Mineiro resumiu: “Quem põe a bandeira brasileira são os brasileiros e as brasileiras que valorizam o Brasil”. E voltou a provocar os adversários: “Eles é que deveriam parar de usar a bandeira brasileira, porque eles batem continência para a bandeira americana”.
Girão questiona bandeira e web reage A declaração de Mineiro repercute um comentário feito por General Girão em uma publicação do Diário do RN. O vídeo mostra um trecho do discurso de Cadu Xavier (PT), durante a convenção que homologou sua candidatura ao Governo do Estado, no último sábado (25), em Natal. Ao lado do candidato, Fátima aparece com a bandeira brasileira sobre o corpo, como uma espécie de capa.
A imagem chamou a atenção de Girão. “Eu não posso acreditar no que eu estou vendo e ouvindo: o PT usando a Bandeira do Brasil enrolada no corpo?”, escreveu.
O questionamento rapidamente provocou uma sequência de respostas. “E qual é o problema? A bandeira é de todos os brasileiros. Nunca foi nem será de nenhum partido político”, rebateu um internauta. Outra usuária ironizou: “E a NOSSA bandeira agora foi patenteada por vocês?”. Um terceiro foi mais direto: “Ué, e o Brasil é teu?”.
Houve ainda quem relacionasse o episódio à aproximação de integrantes da direita brasileira com os Estados Unidos, assim como fez o deputado Fernando Mineiro: “A bandeira do país é de todos nós, se enrolem na bandeira dos EUA, já que vocês fazem tanta questão de entregar nosso país pra eles!”, escreveu uma internauta.
Bandeira desvia foco da publicação A discussão em torno da bandeira acabou desviando o foco original da publicação. O vídeo destacava uma declaração de Cadu sobre sua passagem pela equipe econômica do Governo Fátima e sua relação com os recursos públicos.
“Eu cuidei, ao longo desses sete anos e quatro meses, do dinheiro do povo do Rio Grande do Norte. E nunca tirei um centavo para mim ou para minha família. Porque o que nos move é o compromisso com o povo do nosso Estado”, declarou o candidato.
A presença de Fátima com a bandeira, no entanto, levou o debate para outro terreno: a disputa política em torno do verde e amarelo, primeiro com a crítica de Girão, depois com a reação dos internautas e, agora, com a resposta de Mineiro.
Após ter a candidatura ao Governo do Estado homologada na convenção do último sábado (25), Cadu Xavier (PT) avançou na estratégia de associar seu projeto eleitoral ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista deu entrada no pedido de registro junto à Justiça Eleitoral com “Cadu de Lula” como nome de urna, oficializando uma identificação que já vinha sendo utilizada ao longo da pré-campanha.
Em entrevista ao Diário do RN, o coordenador da campanha majoritária, Raimundo Alves, explicou que a escolha busca apresentar Cadu ao eleitor a partir de uma das principais referências políticas do petista e da força que o presidente mantém no Estado.
“É uma caracterização que a gente está fazendo da candidatura, porque é uma situação que nos remete à referência do principal eleitor desse Estado. A principal referência política que eu acho que o Rio Grande do Norte tem, entre as figuras nacionais, é a figura do presidente Lula”, afirmou.
Para Raimundo, a associação também é natural pela própria trajetória partidária de Cadu. “É o partido de Lula, é o partido que Lula fundou, é o candidato do PT, é o candidato de Lula”, resumiu.
A coordenação acredita que essa identificação deverá ganhar ainda mais peso quando a campanha chegar efetivamente às ruas e Cadu ampliar o contato com o eleitorado. Segundo Raimundo, levantamentos internos já permitem ao grupo acompanhar esse movimento.
“Estamos fazendo um monitoramento interno da campanha, então isso já é visível para a gente”, afirmou.
Fátima terá destaque Raimundo também rejeitou a interpretação da oposição de que a adoção de “Cadu de Lula” represente um distanciamento de Fátima Bezerra. Para ele, a relação do candidato com a governadora já é conhecida e vai além da identidade escolhida para as urnas.
“O nome de Fátima também é um nome muito forte, mas essa ligação com Fátima já é mais natural e eu acho que o povo do Rio Grande do Norte já entende isso como natural”, avaliou.
O coordenador ressaltou que Cadu representa politicamente os dois governos e afirmou que essa ligação envolve também compromissos com o projeto defendido pelo grupo.
“O Cadu não está só representando Lula nessa eleição, mas também Fátima. Então, é uma representação política que, para além do nome de campanha, é uma representação de compromisso também”, declarou.
Segundo Raimundo, a presença da governadora ficará mais evidente com o avanço da campanha. “As pessoas vão se surpreender quando a campanha começar com a importância e com a presença de Fátima”, antecipou.
Vínculos impulsionam Cadu O efeito da associação com Lula e Fátima já apareceu na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada neste mês. No cenário estimulado sem a apresentação dos apoios políticos, Cadu tinha 10,8% das intenções de voto. Quando identificado como candidato apoiado pelo presidente e pela governadora, alcançou 19,6%.
O salto foi de 8,8 pontos percentuais, praticamente dobrando o desempenho do petista. Cadu permaneceu na terceira colocação, atrás de Allyson Bezerra (União Brasil) e Álvaro Dias (PL), mas o resultado indicou o potencial eleitoral da vinculação às duas principais lideranças do PT.
O candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil) publicou nesta terça-feira (28) um vídeo em que acusa Álvaro Dias (PL) de tentar censurá-lo e retirar seu perfil do Instagram do ar. Na gravação, chamou o adversário de “truculento”, “coronel” e “antidemocrata”. A manifestação provocou reação do vereador de Mossoró e candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), que contestou o discurso de Allyson sobre censura.
A reação de Cabo Deyvison veio após a publicação do vídeo. Líder da oposição na Câmara Municipal de Mossoró, o vereador afirmou que Allyson tenta se apresentar como vítima, mas, segundo ele, adota postura diferente diante dos adversários políticos no município.
“Ele é um impostor. Porque seus atos não condizem com o que ele vem falando nas redes sociais. Ele prega isso daí, se faz de vítima, mas, na verdade, ele é algoz aqui em Mossoró, ele é coronel”, disparou.
Deyvison também classificou a manifestação como uma estratégia eleitoral que, segundo ele, Allyson já teria utilizado anteriormente. “O que ele está fazendo aí, ele já fez na primeira eleição que ganhou aqui para prefeito. Ele está achando que pode fazer novamente, mas o povo não é bobo, não. O povo já sabe dessa estratégia”, afirmou.
O parlamentar relacionou ainda o vídeo ao cenário da disputa estadual e à mobilização demonstrada nas convenções do último fim de semana. “É até uma tentativa desesperadora por parte dele. É mais sobre desespero do que sobre falar a verdade, o vídeo dele”, declarou.
Ataques a Álvaro No vídeo publicado nas redes sociais, Allyson atribuiu a Álvaro a iniciativa da ação judicial que pede a retirada de seu perfil do Instagram. Ao fazer a acusação, associou o adversário a problemas ocorridos durante sua gestão à frente da Prefeitura de Natal.
“O candidato das obras inacabadas, o candidato que acabou com Ponta Negra, o candidato que entregou um hospital há quase dois anos e nunca funcionou de verdade, o candidato que deu um calote nos artistas de Natal, entrou com ação na Justiça contra mim para retirar o meu perfil do Instagram do ar”, afirmou.
Na sequência, Allyson sustentou que a medida teria como objetivo impedir sua atuação política nas redes sociais. “Ele quer que o meu perfil deixe de existir. […] Ele quer que eu pare de fazer qualquer tipo de postagem. Ele quer me calar. Ele quer me amordaçar”, declarou.
O candidato também partiu para ataques diretos ao perfil político de Álvaro. “Você é conhecido por ser um truculento. Você é conhecido por ser um cara que age como um coronel, bate na mesa, humilha as pessoas”, disparou. Em outro momento, acrescentou: “Você é conhecido pela forma mais mesquinha e nojenta de fazer política. Você representa o atraso da política do nosso Estado”.
Allyson ainda classificou o adversário como “antidemocrata” e voltou a usar a expressão “coronel” ao criticar a iniciativa judicial. “Uma vergonha para você, que usou um partido seu, usou o seu advogado para entrar contra mim num processo como esse, totalmente arbitrário e agindo como coronel, de quem está querendo mandar acima de tudo”, afirmou.
A representação mencionada por Allyson, entretanto, foi apresentada pelo Partido Novo, que deverá integrar a mesma coligação de Álvaro Dias. O presidente estadual da legenda, Renato Cunha Lima, afirmou anteriormente ao Diário do RN que a iniciativa partiu do próprio Novo e tem como fundamento supostas irregularidades eleitorais que ainda serão analisadas pela Justiça.
Deyvison relata ações e tentativa de silenciamento A reação ocorre em meio a um histórico de embates judiciais relatado pelo próprio Deyvison. Ao Diário do RN, ele afirmou ter sido alvo de três ações somente em 2026 envolvendo conteúdos sobre pessoas ou empresas que associa ao grupo político de Allyson, com pedidos de retirada de publicações, indenizações e segredo de Justiça.
Em um dos casos, relacionado a uma publicação após a Operação Mederi, da Polícia Federal, Deyvison afirma que teve um vídeo retirado das redes e foi acionado por supostos crimes contra a honra. “A Justiça pediu para derrubar e entraram com ação contra a gente por calúnia, difamação e injúria. Na Justiça, pediram segredo de Justiça, para que eu não pudesse falar”, relatou. Outros processos citados envolvem o empresário Diego Dantas, conhecido como Diego da Sama, e uma empresa ligada aos enfeites natalinos de Mossoró.
Líder da oposição na Câmara Municipal, Deyvison mantém atuação crítica à administração e ao grupo político de Allyson, tanto na tribuna quanto nas redes sociais. O vereador usa esse histórico para contestar agora o discurso de censura apresentado pelo ex-prefeito e afirma também ser alvo de medidas que considera tentativas de restringir sua atuação política.
O Partido Novo ingressou no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) com uma nova representação contra o candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil), por suposta propaganda eleitoral antecipada. Na ação, protocolada no último dia 27, a legenda questiona a realização de dois eventos apresentados como convenções partidárias e aponta uma possível atuação coordenada de perfis nas redes sociais para ampliar a exposição do candidato antes do período permitido para a propaganda eleitoral.
A Representação nº 0600279-62.2026.6.20.0000 pede, em caráter liminar, a suspensão do perfil oficial de Allyson no Instagram, @allysonbezerra.rn, até 15 de agosto. Caso o pedido não seja acolhido, o Novo solicita, alternativamente, a retirada das publicações relacionadas ao evento realizado no último domingo (26), no Palácio dos Esportes, em Natal.
Um dos principais argumentos do Novo é a realização de dois eventos apresentados como convenções.
O primeiro ocorreu em 20 de julho, na sede estadual do União Brasil, quando foram formalizadas a candidatura de Allyson ao Governo, a composição da coligação e outras definições eleitorais. Seis dias depois, o grupo promoveu a “Grande Convenção da Esperança e do Trabalho”, no Palácio dos Esportes, reunindo candidatos, lideranças e apoiadores.
Em entrevista ao Diário do RN, o presidente estadual do Novo, Renato Cunha Lima, afirmou que é justamente a realização do segundo ato, após a formalização da candidatura, que sustenta o questionamento levado à Justiça Eleitoral. Na avaliação dele, o evento do dia 26 teria ultrapassado os limites de uma convenção partidária.
“O que caracteriza cabalmente, sem nenhuma dúvida, é comício antecipado, porque a legislação não permite”, afirmou.
Renato argumentou que a homologação de Allyson caberia à convenção do próprio União Brasil e já havia ocorrido no primeiro encontro. “Ele só pode ser aprovado pela convenção do União Brasil, porque ele é do União Brasil”, explicou.
O dirigente diferenciou o caso das convenções realizadas pelos demais partidos da aliança, destacando que cada legenda pode promover seu próprio ato e registrar apoio às candidaturas da coligação. “No dia 30 eu vou fazer a minha convenção e vou dizer lá que o Partido Novo está coligado com os demais partidos. Isso é de praxe, isso é normal”, exemplificou.
A caracterização do segundo evento como propaganda eleitoral antecipada, entretanto, é uma tese apresentada pelo Novo e ainda depende da análise da Justiça Eleitoral. “O juiz ainda não analisou.
Esperamos que o juiz analise”, ponderou Renato.
“Não tem nada a ver com censura” O presidente do Novo também rejeitou a interpretação de que o pedido para suspender o perfil oficial de Allyson represente tentativa de censura. Segundo ele, a iniciativa busca fazer cumprir as mesmas regras eleitorais aplicáveis a todos os candidatos.
“Não tem nada a ver com censura. Tem a ver com cumprir a regra do jogo, a legislação que está posta, que é para mim, para ele, para qualquer pessoa”, afirmou.
Renato acrescentou que a nova representação faz parte de uma sequência de medidas adotadas pelo partido ao longo da pré-campanha envolvendo páginas que o Novo aponta como ligadas ao projeto político de Allyson.
“Isso não é do dia para a noite. Primeiro foram perfis apócrifos, anônimos. A gente pediu à Justiça Eleitoral para dizer quem são os donos desses perfis. Depois disso, em diversos momentos, a gente pediu a retirada dessas postagens e também a aplicação de multa”, relatou.
O dirigente ressaltou que o partido não questiona o direito de manifestação do adversário, mas sustenta que existem limites antes do início oficial da propaganda. “Ele pode falar o que quiser, pode criticar quem quiser, a liberdade de expressão precisa ser mantida, mas a gente precisa cumprir a legislação”, declarou.
Astroturfing também é apontado Outr a frente da representação envolve a suspeita de astroturfing, estratégia de comunicação em que uma atuação coordenada busca produzir a aparência de apoio espontâneo nas redes sociais. Na ação, o Novo cita perfis que teriam atuado de forma articulada na divulgação de conteúdos favoráveis ao candidato.
Ao Diário do RN, Renato Cunha Lima afirmou que uma investigação eleitoral poderá verificar “se houve conduta vedada, abuso de poder econômico e político, se essa coordenação houve impulsionamento de rede social, se houve emprego de dinheiro, o alcance, a capacidade de influir no resultado das eleições”.
O presidente do Novo relacionou a situação ao caso de Pablo Marçal, então candidato à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2024, cuja campanha também foi marcada por discussões judiciais envolvendo estratégias de divulgação nas redes sociais. Renato, no entanto, condicionou a comparação à eventual confirmação das suspeitas levantadas contra o grupo de Allyson. “Se tudo se corroborar nesse sentido, o caso dele vai se semelhar ao de Pablo Marçal”, afirmou.
O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Allyson Bezerra (União Brasil) prometeu dar autonomia a Hermano Morais (MDB), candidato a vice-governador, caso a chapa vença as eleições.
Durante a convenção realizada neste domingo (26), no Palácio dos Esportes, em Natal, o ex-prefeito de Mossoró também defendeu sua capacidade de articulação política, falou sobre prioridades de uma eventual gestão e apresentou o desenvolvimento do interior como uma das bandeiras do projeto.
Ao falar sobre a participação de Hermano em um eventual governo, Allyson usou como referência a relação que manteve com Marcos Medeiros (Republicanos), seu vice na Prefeitura de Mossoró e atual prefeito do município. Segundo ele, Marcos tinha liberdade para participar das decisões e conduzir atividades administrativas.
“Ele sentava na minha cadeira no dia em que ele quisesse sentar. Ele estava no meu gabinete no dia em que ele quisesse estar. Ele despachava no Palácio no dia em que ele quisesse despachar. Ele reunia os secretários quando achava que tinha que reunir. Eu não tenho limite para as pessoas que estão do meu lado. Eu tenho pessoas para me ajudar a governar”, afirmou.
Allyson garantiu que pretende reproduzir essa relação com Hermano e permitir que o vice tenha participação efetiva na administração.
“Hermano, você vai ter a oportunidade, assim como Marcos, que hoje é prefeito da minha cidade, de implementar o seu tipo de gestão, a sua marca de gestão”, declarou.
Diálogo e articulação política Em outro momento do discurso, Allyson rebateu críticas que, segundo ele, recebeu ao longo de sua trajetória sobre uma suposta dificuldade de articulação com a classe política. A composição apresentada na convenção reúne lideranças e partidos de diferentes origens políticas.
“Diziam que eu não sabia conversar com os políticos, que eu não tinha habilidade, que eu não sabia sentar na mesa, que eu não sabia dialogar, que eu não sabia conversar e articular”, relembrou.
O candidato afirmou que o diálogo fará parte de sua atuação, mas disse que as negociações terão como limite aquilo que considera ser o interesse do Estado. “Eu sei conversar, eu sei dialogar, eu sei sentar na mesa e dizer quais são os interesses do Rio Grande do Norte. O que eu não sei é baixar a cabeça”, afirmou.
Allyson também recorreu à própria origem para defender uma gestão direcionada à população mais vulnerável. “Governarei esse Estado olhando para as pessoas mais simples que estão precisando de forma urgente e levando o desenvolvimento para o interior”, declarou.
Na economia, afirmou que pretende reduzir entraves para quem empreende. “A política econômica que eu defendo é a política econômica da liberdade”, disse.
Hermano defende gestão interiorizada Oficializado como candidato a vice, Hermano Morais (MDB) reforçou a proposta de descentralização das ações estaduais. “Tenho muita honra de estar nesse projeto. Eu estou irmanado, pronto e preparado para ajudar a construir um futuro no Rio Grande do Norte”, afirmou.
Ainda durante o discurso, Hermano fez um diagnóstico crítico das contas estaduais. “Nunca tivemos uma crise fiscal e financeira tão grande. Estado endividado, sem capacidade de investimento”, declarou.
Apesar das dificuldades apontadas, o candidato a vice defendeu que o RN reúne potencial econômico para ampliar seu desenvolvimento, citando petróleo, gás, mineração, energias renováveis, fruticultura e turismo. Para ele, o aproveitamento dessas atividades deverá alcançar também as diferentes regiões potiguares.
“O Estado é potencialmente rico, rico por natureza”, afirmou. Ao defender que investimentos e ações governamentais não fiquem concentrados na capital, resumiu uma das propostas da chapa: “Nossa gestão vai ser interiorizada”, garantiu.
Principal liderança do PL no Rio Grande do Norte, o senador Rogério Marinho projeta que o partido sairá das eleições de 2026 com as maiores bancadas potiguares na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. Em entrevista ao Diário do RN durante a convenção do PL e partidos aliados, realizada neste domingo (26), no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte de Natal, ele demonstrou confiança na força das candidaturas proporcionais e no desempenho da chapa majoritária encabeçada por Álvaro Dias (PL).
Ao falar sobre a estrutura montada para a disputa, Rogério afirmou acreditar na ampliação da representação do partido nos Legislativos estadual e federal.
“Eu tenho certeza que faremos aqui, com o PL, a maior bancada na Câmara Federal, a maior bancada na Assembleia Legislativa”, projetou.
O otimismo também se estende à chapa majoritária. “Vamos reeleger Styvenson Valentim, o Coronel Hélio; vamos eleger o nosso presidente Flávio Bolsonaro e, principalmente, o nosso governador Álvaro Dias e Babá”, declarou.
Para o senador, a convenção representou a largada de uma campanha que buscará aproximação com eleitores e lideranças em todas as regiões do Estado. “É o ponto de partida, o início de um processo que já mostra o entusiasmo da população”, afirmou.
“Cheiro de vitória” Com quase quatro décadas de atuação na vida pública, Rogério classificou o encontro como o maior ato partidário do tipo que já acompanhou no Rio Grande do Norte.
“Eu tenho quase 40 anos de vida pública. Essa é, sem dúvida, a maior convenção partidária que eu já assisti aqui no Estado”, declarou.
Na avaliação do senador, a presença de caravanas e lideranças de diferentes municípios demonstrou a mobilização alcançada pelo grupo. “Pessoal energizado, muita alegria, muita participação. Parabéns aos que vieram de todo o estado do Rio Grande do Norte. É cheiro de vitória”, afirmou.
Rogério disse ainda que a campanha buscará ampliar o contato com a sociedade. “Vamos seguir com essa campanha, nos conectar com toda a sociedade, com as lideranças, com o povo potiguar”, declarou.
Paulinho Freire destaca legado de Álvaro Dias em Natal
Também em entrevista ao Diário do RN, o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), classificou a convenção como o início de uma mudança política no Estado e destacou a formação do grupo em torno de Álvaro.
“É um momento muito importante, é o primeiro passo para a verdadeira mudança do Rio Grande do Norte. Formamos um time de parlamentares, de pessoas comprometidas com essa mudança”, afirmou.
Paulinho antecipou ainda a estratégia que pretende adotar a partir do início oficial da campanha, em 16 de agosto. Segundo ele, o grupo levará às ruas realizações de Álvaro quando prefeito de Natal e ações de sua própria administração para defender a candidatura ao Governo.
“Vamos começar dia 16, que é o primeiro dia de campanha, vamos botar o nosso bloco na rua, mostrando o que Álvaro já fez em Natal, mostrando o que eu estou fazendo e mostrando à população a importância de se ter um governador que foi prefeito, que conhece os problemas de Natal e eu tenho certeza que irá ajudar Natal”, declarou.
O prefeito também definiu os nomes que apoiará nas eleições: Álvaro Dias para o Governo, Coronel Hélio e Styvenson Valentim para o Senado, além de Nina Souza e Ériko Jácome nas disputas proporcionais para Câmara Federal e Assembleia, respectivamente.
Candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) afirmou que pretende conduzir uma campanha de “pé no chão”, baseada no diálogo direto com a população e na defesa de sua trajetória na administração pública. Em entrevista ao Diário do RN, durante a convenção que homologou as candidaturas do chamado “Time de Lula”, no último sábado (25), no Ginásio do DED, em Candelária, Zona Sul de Natal, o petista demonstrou otimismo com o início da disputa e disse chegar à campanha impulsionado pela mobilização da militância.
“Meu coração está cheio de esperança, alimentado pela energia dessa militância. A gente vai fazer uma campanha de pé no chão, uma campanha falando a verdade para o povo, sem querer enganar ninguém, sem querer fingir que a gente acredita em pautas, como tem gente fazendo por aí”, afirmou.
Na avaliação de Cadu, o eleitor saberá identificar, ao longo da campanha, as diferenças entre os projetos apresentados e a postura de cada candidato. “O povo não é bobo. O povo sabe quem tem compromisso com o povo e quem é personagem para enganar a vida das pessoas pensando só em si próprio”, disse.
Cadu também colocou sua trajetória política e administrativa como um dos argumentos que pretende apresentar ao eleitorado. Ao ser questionado sobre as críticas que tem feito aos adversários e sobre sua própria reputação, destacou o cuidado com os recursos públicos e afirmou que não pretende transformar a política em instrumento de interesses particulares.
“É minha história. É o compromisso, o zelo com recurso público, de governar para o povo, de não fazer política para mim, para minha família, para os meus amigos”, declarou.
O candidato associou esse perfil à trajetória da governadora Fátima Bezerra (PT), de quem foi secretário da Fazenda e um dos principais auxiliares durante a atual gestão.
“É uma história muito parecida com a história de Fátima, uma mulher que está há 40 anos na vida pública e sempre manteve os pés no chão”, acrescentou.
Fátima reforça palanque de Cadu
Convenção do último sábado homologou Cadu de Lula e Larissa Rosado para o Governo do RN – Foto: Reprodução
Durante a convenção, Fátima Bezerra buscou delimitar o campo governista na eleição estadual e associá-lo diretamente à candidatura do presidente Lula. A governadora citou Cadu Xavier, Larissa Rosado (PSB), Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT) como os representantes do grupo petista no Estado.
“Eu quero dizer aqui para vocês que o palanque de Lula, aqui no Rio Grande do Norte, é o palanque liderado por Cadu Xavier, por Larissa, por Samanda e por Rafael, palanque que tem compromisso para o Rio Grande do Norte e o Brasil não retroceder”, afirmou.
Fátima também colocou a defesa da democracia e a continuidade de políticas de perfil popular no centro do discurso eleitoral. “O que está em jogo aqui é muito claro: em primeiro lugar, é a consolidação da democracia, garantir os projetos com perfil popular e democrático, para que o Rio Grande do Norte não sofra retrocesso”, declarou.
A governadora ainda destacou a escolha de Larissa Rosado para vice, ressaltando que, entre as principais candidaturas ao Governo, a chapa de Cadu é a única que apresenta uma mulher nessa posição.
“A Larissa é uma figura extraordinária. Ela traz a força da mulher, traz o protagonismo das mulheres. É a única chapa que tem a presença de uma mulher na chapa majoritária para o Executivo”, disse.
Para Fátima, a composição representa uma demonstração prática do compromisso do grupo com a participação feminina. “Não é só com discurso, é na prática. É trazendo uma mulher que foi deputada estadual, foi vereadora, que tem uma trajetória de lutas e compromissos com o Rio Grande do Norte”, concluiu.
“O palanque de Lula, aqui no Rio Grande do Norte, é o palanque liderado por Cadu Xavier, por Larissa, por Samanda e por Rafael, palanque que tem compromisso para o Rio Grande do Norte e o Brasil não retroceder”
O pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT) repercutiu, nesta quinta-feira (23), reportagem do Diário do RN que revelou que Mossoró recebeu nota zero em transparência sobre emendas parlamentares em auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN). Adversário de Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa estadual, o petista usou o resultado para ampliar as críticas ao ex-prefeito e confrontar seu discurso sobre transporte público durante passagem pela Zona Norte de Natal.
“Allyson Bezerra, nota zero em transparência pública dado pelo Tribunal de Contas do Estado. O pré-candidato que a Polícia Federal bateu na porta dele veio à Zona Norte de Natal tentar enganar o povo, coisa que ele faz o dia todo, o tempo todo, falando sobre transporte público”, disparou Cadu, em vídeo divulgado nas redes sociais.
Na sequência, o petista direcionou as críticas à mobilidade urbana. Cadu defendeu melhorias para o setor em parceria com o Governo Federal, mas confrontou as declarações do adversário com a situação do transporte público em Mossoró.
“Nós precisamos, sim, junto do presidente Lula, melhorar a mobilidade urbana, principalmente na Região Metropolitana de Natal. Mas você precisa dizer para o povo da Zona Norte, para o povo do Rio Grande do Norte, que você acabou com o transporte público em Mossoró”, afirmou.
Cadu reforçou a crítica ao afirmar que o problema permanece na cidade administrada por Allyson durante seis anos. “Mossoró hoje não tem transporte público”, declarou.
Em seguida, voltou a confrontar o discurso apresentado pelo adversário na capital. “Vir falar de transporte público aqui em Natal, você precisa dizer que Mossoró, a cidade que você administrou por seis anos, não tem transporte público”, acrescentou.
O pré-candidato petista também ampliou as críticas ao mencionar a candidatura da esposa de Allyson, Cinthia Pinheiro (União Brasil), a deputada estadual, a eleição do primo do ex-prefeito, Marcos Medeiros (Republicanos), para sucedê-lo em Mossoró, e a homenagem à avó em uma unidade de saúde municipal.
“Você, que do mesmo jeito que o senador Styvenson Valentim quer botar a irmã como suplente, você que quer sua esposa deputada estadual, que colocou o seu primo para ser prefeito de Mossoró, que colocou o nome da sua avó numa clínica, precisa dizer a verdade para o povo”, afirmou.
Ao encerrar a manifestação, Cadu reforçou o discurso de que pretende confrontar, durante a campanha estadual, a imagem construída por Allyson a partir da administração de Mossoró. “O Rio Grande do Norte vai conhecer a Mossoró de verdade”, concluiu.
Nota zero em trans-parência A manifestação ocorreu após o Diário do RN revelar que Mossoró recebeu índice de conformidade de 0% em auditoria da Secretaria de Controle Externo do TCE-RN sobre a transparência das emendas parlamentares.
Concluído em 15 de janeiro de 2026, o relatório avaliou os portais das 167 prefeituras potiguares e do Governo do Estado. Mossoró não atendeu nenhum dos 16 critérios estabelecidos para transparência e rastreabilidade dos recursos provenientes de emendas.
Entre as exigências estavam informações como identificação do parlamentar autor da emenda, partido, número e valor do recurso, objeto financiado, órgão responsável pela execução e cronograma físico-financeiro.
Nenhuma prefeitura alcançou conformidade integral. Ainda assim, municípios como Ipueira e São Francisco do Oeste cumpriram 56,2% dos critérios avaliados, enquanto Mossoró permaneceu com índice zero.
A auditoria foi concluída quando Allyson ainda exercia o cargo de prefeito. Ele deixou a administração no fim de março de 2026 para disputar o Governo do Estado. O resultado do TCE passa agora a integrar o embate eleitoral, com Cadu utilizando o diagnóstico do órgão de controle para questionar a gestão de Mossoró apresentada pelo adversário como uma das vitrines de seu projeto estadual.
O fim de semana será marcado pela oficialização das principais chapas que disputarão as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Entre sábado (25) e domingo (26), convenções partidárias irão homologar candidatos ao Governo, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa, consolidando alianças e preparando os grupos para o início efetivo da campanha eleitoral.
As convenções representam uma etapa obrigatória do calendário eleitoral. É nesse momento que partidos e federações formalizam as candidaturas escolhidas, definem coligações para a disputa majoritária e aprovam as nominatas proporcionais. Após essa etapa, as legendas terão até 15 de agosto para apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro dos candidatos que disputarão as eleições de 2026.
No Rio Grande do Norte, quatro atos concentram as atenções neste fim de semana, reunindo os grupos liderados por Cadu Xavier (PT), Álvaro Dias (PL), Allyson Bezerra (União Brasil) e Robério Paulino (PSOL).
Cadu reúne partidos no sábado A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, realiza sua convenção neste sábado (25), a partir das 9h, no Ginásio do DED, em Natal. O ato oficializará Cadu Xavier como candidato ao Governo do Estado.
A convenção também contará com a participação do PSB e do PDT, partidos que integram a aliança em torno da candidatura petista. O PDT homologará o nome de Rafael Motta para a disputa pelo Senado, enquanto o PT oficializará Samanda Alves para a segunda vaga e o PSB, Larissa Rosado como vice. O encontro também deverá formalizar as candidaturas proporcionais dos partidos que compõem o grupo.
Álvaro oficializa chapa no Nélio Dias No domingo (26), será a vez do grupo liderado por Álvaro Dias (PL). A convenção está marcada para as 9h, no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte de Natal, e oficializará a candidatura do ex-prefeito ao Governo do Estado, tendo Babá Pereira (PL) como vice.
O ato também homologará as candidaturas de Styvenson Valentim (Podemos) e Coronel Hélio (PL) às duas vagas em disputa para o Senado, além das nominatas para deputado estadual e federal. A convenção deverá reunir as principais lideranças e aliados que passaram a integrar o projeto político do ex-prefeito de Natal.
Allyson reúne coligação de oito partidos Também no domingo, o grupo do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) realizará sua convenção festiva. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, já cumpriu a etapa cartorial na última segunda-feira (20), quando formalizou a candidatura de Allyson e a coligação “Esperança e Trabalho”, que terá Zenaide Maia (PSD) e Tércio Tinôco (União Brasil) como candidatos às duas vagas ao Senado, além das nominatas para estadual e federal.
Oito partidos integram a aliança. Além de União Brasil e PP, participam Avante, Republicanos, Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD, PSD e MDB.
A ata já registrada e publicada no Tribunal Superior Eleitoral formaliza a composição. Antes do ato do domingo, o MDB realiza sua convenção nesta sexta-feira (24), a partir das 9h, para a oficialização do deputado estadual Hermano Morais como candidato a vice-governador.
PSOL oficializa Robério Paulino A quarta convenção será realizada pelo PSOL, também no domingo (26), a partir das 10h, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.
O partido oficializará Robério Paulino para a disputa pelo Governo do Estado. Para o Senado, a chapa terá Sandro Pimentel e Sônia Godeiro.
O senador Styvenson Valentim (Podemos) confirmou a própria irmã, Anny Kelly Valentim, como primeira suplente na chapa com a qual disputará a reeleição ao Senado. A confirmação foi feita nesta quarta-feira (22), em entrevista ao Portal BNews, após semanas de especulações sobre a composição. Ao justificar a escolha familiar, o parlamentar apontou a confiança como fator determinante, argumento que contrasta com um episódio de 2020, quando criticou publicamente a irmã após descobrir que ela havia recebido o auxílio emergencial durante a pandemia.
“Uma já está certa. Demorei para convencer”, confirmou Styvenson. A segunda suplência, segundo ele, permanece indefinida e poderá ser ocupada por outra irmã, uma prima ou alguém que considere de confiança e com perfil adequado para acompanhá-lo.
Antecipando críticas pela escolha de um familiar, Styvenson argumentou que sua trajetória política não é marcada por acusações de corrupção, negociação de cargos ou irregularidades e afirmou estar preparado para responder aos questionamentos durante a campanha.
“Estou doido para começar os debates. Estão questionando meu caráter porque coloquei minha irmã porque não têm nada para dizer sobre dinheiro, sobre negociação de projeto ou qualquer irregularidade.
Como não encontram nada, tentam criar um problema onde não existe”, declarou.
Confiança pesou na escolha A possibilidade de escolher a irmã já havia sido discutida por Styvenson em entrevista recente ao comunicador Bruno Giovanni, no Meio Dia RN, da 96 FM. Na ocasião, o senador afirmou que, em vez de definir um suplente apenas pela capacidade de agregar votos ou recursos à campanha, considerava fundamental ter alguém de confiança para assumir a cadeira em uma eventual ausência.
“Ninguém leva em consideração a confiabilidade de ter uma pessoa na cadeira que dê a tranquilidade de uma ausência de um senador”, afirmou.
Essa segurança também pode estar relacionada a projetos políticos futuros. Questionado sobre uma eventual candidatura ao Governo do Estado em 2030, Styvenson admitiu a possibilidade. “Pode ser, pode ser”, respondeu, lembrando que, em 2022, não teria se sentido seguro para disputar outro cargo por não confiar no suplente. A possibilidade é levantada mesmo com o senador integrando atualmente o grupo político do pré-candidato ao Governo Álvaro Dias (PL).
Ao tratar especificamente da irmã, reforçou o vínculo familiar como fator decisivo. “Minha irmã pode até me trair, mas é sangue do meu sangue, é dentro da minha casa. É mais fácil a gente confiar em quem conviveu a vida toda, em quem conhece a vida toda”, declarou.
Questionado também sobre a falta de experiência política de Anny, Styvenson relativizou esse aspecto e usou a própria trajetória como exemplo. “Se a gente for discutir competência, eu não tinha nenhuma em 2018, não tinha perfil político nenhum, e a competência foi se construindo. Nada melhor do que o modelo para ser seguido. É só dar continuidade ao que já foi feito”, argumentou.
Irmã já foi alvo de críticas
Em 2020, Anny Kelly foi exposta pelo próprio irmão por ter recebido auxílio emergencial na pandemia – Foto: Reprodução
A confiança destacada agora contrasta com um episódio ocorrido durante a pandemia. Em 2020, Styvenson criticou publicamente Anny Kelly após descobrir que ela havia recebido uma parcela de R$ 600 do auxílio emergencial.
Na época, a irmã estava desempregada e, como o próprio senador reconheceu, enquadrava-se nos critérios legais para receber o benefício. Styvenson, porém, considerou inadequado que ela recorresse ao auxílio por entender que poderia pedir ajuda financeira a ele.
O parlamentar descobriu o pagamento ao consultar o Portal da Transparência, no mesmo dia em que havia criticado nas redes sociais pessoas que, em sua avaliação, recebiam o benefício sem precisar. Anny explicou que estava desempregada, precisava do dinheiro e não queria recorrer ao irmão.
Mesmo reconhecendo que ela tinha direito ao benefício, Styvenson tornou o episódio público e defendeu a devolução dos R$ 600. O recurso foi posteriormente devolvido à União, conforme consta no Portal da Transparência.
Seis anos depois, Anny passa de alvo de uma repreensão pública do irmão a primeira suplente de sua candidatura à reeleição, escolhida justamente sob o argumento da confiança para assumir e dar continuidade ao mandato em uma eventual ausência.
O ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, encerrou sua gestão com o Portal da Transparência da Prefeitura entre os piores do Estado na divulgação de informações sobre emendas parlamentares. Relatório técnico da Secretaria de Controle Externo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN), elaborado pelos auditores de controle externo Alexandre Luiz Galvão Damasceno, Elke Andrea Silva e Thazia Cortez Teixeira de Carvalho e concluído em 15 de janeiro de 2026, atribuiu índice de conformidade de 0% ao município, que não atendeu nenhum dos 16 critérios estabelecidos pela Corte de Contas para avaliar a transparência das emendas parlamentares.
A auditoria foi realizada após o encerramento, em 31 de dezembro de 2025, do prazo concedido às prefeituras para adequação às exigências fixadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por meio da ADPF nº 854, e pela Resolução nº 034/2025 do próprio TCE-RN. O levantamento analisou os portais eletrônicos das 167 prefeituras potiguares e do Governo do Estado para verificar se os gestores disponibilizavam informações suficientes para garantir transparência e rastreabilidade na aplicação dos recursos provenientes de emendas parlamentares.
Entre os itens avaliados estavam a existência de página específica sobre emendas, identificação do parlamentar autor do recurso, partido político, número da emenda, indicação da Lei Orçamentária, descrição do objeto financiado, valor destinado, órgão responsável pela execução, município beneficiado, cronograma físico-financeiro, instrumentos jurídicos vinculados e demais informações necessárias ao acompanhamento da aplicação dos recursos públicos. Segundo o relatório, Mossoró não atendeu nenhum desses requisitos, recebendo nota zero na avaliação.
A conclusão do Tribunal é ainda mais contundente. O TCE afirma que nenhuma das unidades jurisdicionadas avaliadas estava apta a cumprir integralmente os requisitos de transparência definidos pelo STF e pela Resolução nº 034/2025. O relatório ressalta que, no âmbito municipal, embora parte das prefeituras possuísse área específica para divulgação de emendas, a qualidade das informações disponibilizadas era, em regra, “precária e insuficiente”, com ausência generalizada de dados considerados essenciais, como cronograma físico-financeiro, identificação dos órgãos responsáveis pela execução e outras informações indispensáveis ao controle social.
O diagnóstico também revela que nenhuma prefeitura do Rio Grande do Norte atingiu conformidade total. Mesmo assim, municípios como Ipueira e São Francisco do Oeste alcançaram 56,2% dos critérios avaliados, enquanto Mossoró permaneceu sem cumprir qualquer exigência prevista pelo TCE-RN para esse tipo de transparência.
O Tribunal ainda alerta que, mantido o cenário de desconformidade, a execução orçamentária e financeira das emendas parlamentares permanece condicionada à emissão da Certidão de Regularidade prevista na Resolução nº 034/2025. O documento recomenda que os gestores promovam a imediata adequação dos portais institucionais, fortaleçam os mecanismos internos de governança e transparência e adverte que, persistindo as falhas, poderão ser realizadas fiscalizações específicas, inclusive com adoção de medidas cautelares, quando cabíveis.
À época da conclusão do relatório, Allyson Bezerra ainda exercia o cargo de prefeito de Mossoró, deixando a administração apenas no fim de março de 2026 para disputar o Governo do Estado. O levantamento do TCE passa a integrar o conjunto de documentos oficiais que retratam a situação do Portal da Transparência do município ao término de sua gestão, apontando deficiência total no cumprimento dos critérios de publicidade e rastreabilidade exigidos para a execução das emendas parlamentares.
A reportagem procurou o assessor do ex-prefeito Allyson Bezerra, Vonúvio Praxedes, para comentar as conclusões do relatório do Tribunal de Contas do Estado. Segundo ele, desconhecia o documento e, por esse motivo, não se manifestou sobre o seu conteúdo até o fechamento desta edição.
Governo Fátima lidera ranking de transparência do TCE
Enquanto muitas prefeituras potiguares não conseguiram atender integralmente às exigências do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) e do Supremo Tribunal Federal (STF), o Governo do Rio Grande do Norte apresentou o melhor desempenho na avaliação dos portais da transparência. O Estado alcançou índice de 73,33% de conformidade, atendendo a 11 dos 15 critérios analisados pela equipe técnica da Corte de Contas.
Segundo o relatório, o portal estadual disponibiliza ambiente específico para divulgação das emendas parlamentares estaduais e federais, permitindo maior rastreabilidade da aplicação dos recursos públicos. Ainda assim, o TCE identificou pontos que precisam ser aperfeiçoados, como a inclusão de cronograma físico-financeiro das ações, a vinculação das emendas aos respectivos atos normativos, a identificação da localidade beneficiada e a divulgação dos instrumentos jurídicos relacionados à execução dos recursos.
Na conclusão da auditoria, o Tribunal reconhece que nenhuma unidade fiscalizada alcançou conformidade plena, mas o desempenho do Governo do Estado ficou acima do registrado pelos municípios, cujos melhores índices não ultrapassaram 56,2%. O relatório recomenda a continuidade das adequações para que todas as exigências de transparência e rastreabilidade sejam integralmente atendidas.
O pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte Cadu Xavier (PT) reuniu cerca de 40 prefeitos e prefeitas de diferentes regiões do Estado, na segunda-feira (21), em jantar realizado em sua residência, em Natal. O encontro reforçou a articulação municipal em torno da chapa governista e reuniu ainda a governadora Fátima Bezerra (PT) e a pré-candidata a vice-governadora Larissa Rosado (PSB), às vésperas da convenção partidária marcada para sábado (25).
A presença dos gestores foi utilizada pelo grupo para demonstrar a capilaridade que a pré-candidatura busca construir pelo interior. Entre os participantes estavam Lula Soares, de Assú; Aize Bezerra, de João Câmara; Joazinho, de Itajá; Reginaldo Vitorino, de Jandaíra; César Móveis, de Martins; e Pedro Henrique, de Pedra Grande, além de prefeitos de outras regiões.
Ao receber os gestores, Cadu defendeu que uma eventual administração sob seu comando mantenha uma relação direta com as prefeituras, independentemente das demandas locais.
“No nosso governo vamos manter uma relação de diálogo, de abertura, de construção coletiva. É esse o meu compromisso com o nosso Estado e é esse o meu compromisso com os municípios”, afirmou.
Nas redes sociais, o petista também destacou a dimensão política do encontro e relacionou a mobilização ao projeto nacional liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“O Time de Lula segue unido para seguir com o Rio Grande do Norte no rumo certo. Muito feliz em abrir as portas da minha casa para receber mais de 40 prefeitos e prefeitas de todas as regiões do Estado, fortalecendo um projeto que tem lado: o lado de quem cuida das pessoas, amplia oportunidades e trabalha para transformar a vida do povo potiguar”, publicou.
O movimento reforça uma estratégia que já vinha sendo apontada pelo coordenador da campanha majoritária, Raimundo Alves. Em entrevista recente ao Diário do RN, ele destacou a receptividade de Cadu pelo interior e a capilaridade construída pela pré-candidatura.
“Cadu tem uma aceitação muito boa por onde passa e vem construindo uma capilaridade muito grande em todo o Rio Grande do Norte”, afirmou Raimundo, ao avaliar o avanço das articulações pelo Estado.
Larissa reforça parceria com municípios Recém-confirmada como pré-candidata a vice-governadora, Larissa Rosado (PSB) também falou aos prefeitos e defendeu uma atuação integrada com Cadu e os gestores municipais.
“Eu venho para esse projeto, Cadu, não para dizer que vou ser uma vice diferente. Vou ser uma vice parceira, parceira de Cadu no que ele pensa para o Rio Grande do Norte, no que ele defende para o Rio Grande do Norte, e reforçar essa parceria com vocês”, afirmou.
A presença da ex-deputada na chapa acrescenta ao grupo uma liderança com atuação política especialmente na região Oeste e em Mossoró, principal base eleitoral do adversário Allyson Bezerra (União Brasil).
Durante o encontro, prefeitos de diferentes regiões também discursaram. A prefeita de João Câmara, Aize Bezerra, representante da região do Mato Grande potiguar, destacou o simbolismo de o encontro ocorrer na residência do pré-candidato.
“A casa da gente é um lugar sagrado e esse lugar sagrado a gente só chama para ele quando quer mesmo a pessoa perto, quando tem como um amigo, com consideração e respeito”, declarou.
Já o prefeito de Assú, Lula Soares, representando o Vale do Açú, destacou a parceria de seu município com a atual gestão estadual e defendeu sua continuidade com Cadu.
“Posso dizer aqui de muitas conquistas para o povo do nosso município e da nossa região que alcançamos a partir dessa parceria, que continuará quando a administração do Estado for passada para Cadu”, afirmou.
O encontro também serviu de mobilização para a convenção deste sábado (25), que deverá oficializar Cadu Xavier e Larissa Rosado na chapa governista, além de Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT) para o Senado e os candidatos às disputas proporcionais.