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Política


IVAN BARON MANTÉM CANDIDATURA À ALRN: “O GRUPO DECIDIU NÃO DESISTIR”

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Depois de cogitar desistir da disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ivan Baron (PT) decidiu manter a candidatura, mas com uma campanha redimensionada diante das limitações financeiras. Em entrevista ao Diário do RN, o ativista afirmou que recebeu, até agora, R$ 24.275 em recursos partidários e, após se reunir com sua equipe, optou por recalcular a estratégia, com maior presença digital e uma estrutura mais enxuta.

“Nós nos reunimos, o grupo, e a gente decidiu não desistir. Até porque, apesar das inúmeras dificuldades, dos desafios que foram impostos, inclusive questão de falta de orçamento, de apoio, a gente vai recalcular a maneira como seguir a campanha, seguir uma campanha mais digital, mais pé no chão”, afirmou.

O valor recebido foi um dos principais fatores para a reavaliação. Para Ivan, os R$ 24.275 são insuficientes para sustentar uma campanha com presença em todo o Estado, especialmente diante das necessidades de estrutura e acessibilidade.

“Para uma campanha estadual é muito pouco. E para rodar os 167 municípios, com as limitações que a gente tem, é impossível”, avaliou.

Ivan, que tem paralisia cerebral e construiu sua atuação pública em defesa da inclusão e dos direitos das pessoas com deficiência, ressalta que o questionamento não se limita ao dinheiro, mas passa pelas condições oferecidas para que diferentes candidaturas possam competir.

“Quando eu falo em relação a esse assunto, não é apenas sobre dinheiro, mas é sobre o valor que é uma candidatura de um jovem com paralisia cerebral, que fala sobre acessibilidade, sobre inclusão”, explicou.

Para ele, uma estrutura maior permitiria ampliar o alcance dessas pautas. “A nossa maior crítica é nesse ponto, porque eu acredito que a gente, com as mesmas condições que os demais, com certeza, muita gente se sentiria representada”, acrescentou.

Diálogo partidário
Em meio ao recálculo da campanha, Ivan mantém conversas com integrantes do PT em nível nacional. Segundo ele, pessoas ligadas ao partido o procuraram e se solidarizaram com a situação, enquanto são discutidas alternativas para fortalecer a candidatura.

“A nível nacional, eu já estou em diálogo, inclusive, com pessoas do PT, que me procuraram, que se solidarizaram e a gente está encontrando as melhores soluções para isso”, contou. Ivan confirmou ainda que existe a possibilidade de revisão dos recursos destinados à campanha.

No Rio Grande do Norte, o diálogo com o diretório estadual também começa a ser estabelecido em busca de um entendimento. A expectativa é de que as conversas avancem nos próximos dias.

“Vamos ter ainda respostas em breve, mas até agora é só a nível nacional”, afirmou.

Enquanto isso, Ivan pretende concentrar esforços nas redes sociais, onde já acumulava presença antes da candidatura. A estratégia digital ganha importância diante da necessidade de reduzir custos e adequar a campanha às condições disponíveis.

“A gente está aí para disputar em nível de equidade. A gente só quer ser respeitado enquanto tal”, destacou.

Convite de Lula e Janja
A candidatura de Ivan à Assembleia nasceu da aproximação com o PT em nível nacional. O ativista se filiou ao partido e entrou na disputa após incentivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama Janja da Silva.

A relação ganhou projeção em janeiro de 2023, quando Ivan foi uma das pessoas escolhidas para subir a rampa do Palácio do Planalto ao lado de Lula durante a cerimônia de posse, em Brasília. O momento projetou nacionalmente o ativista potiguar.

Mais recentemente, a aproximação voltou a ganhar destaque durante o Carnaval do Rio de Janeiro, em fevereiro deste ano. Ivan participou do desfile da Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula na Marquês de Sapucaí, e encontrou o presidente e Janja após a apresentação.

Na ocasião, segundo relato do próprio Ivan, Lula brincou que ele já era o “candidato de Janja” e afirmou que assinaria sua ficha de filiação ao PT.

Porém, antes desses episódios, Ivan já atuava na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, utilizando principalmente as redes sociais para ampliar o debate sobre acessibilidade, representatividade e combate ao capacitismo.


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PEDIDO DE CASSAÇÃO DA CANDIDATURA DE STYVENSON CHEGA À JUSTIÇA ELEITORAL

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A candidata ao Senado Samanda de Lula (PT) protocolou nesta terça-feira (1º), no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), uma representação por conduta vedada contra o senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos). A ação questiona uma publicação feita pelo parlamentar nas redes sociais envolvendo as carretas do programa “Saúde+Perto”, da Prefeitura do Natal, e pede a retirada do conteúdo, aplicação de multa e cassação do registro da candidatura.

A representação, também assinada pelos advogados Altair Soares da Rocha Filho e Nicole Coimbra Souza Mesquita, do escritório Castro, Smith, Duarte e Rocha , tem como alvo uma postagem feita por Styvenson no Instagram no último sábado (29). No vídeo, o senador aparece ao lado de uma das unidades móveis destinadas à realização de exames de diagnóstico por imagem, associa a estrutura a uma emenda parlamentar de sua autoria e, na legenda, faz o pedido explícito de votos.

“Essa é do Ministério da Saúde, contratada pelo Governo Federal. E essa daqui é a contratada para a Prefeitura de Natal com emenda nossa”, afirma Styvenson. Mais adiante, acrescenta: “Essa aqui foi contratada pelo nosso mandato, e essa é do Governo Federal”. Na legenda, escreve: “Gostou? Eu adoro cuidar de todos vocês. VOTA 200 esse voto dá gosto e te orgulha 200 vota”.

A associação entre o serviço público e o pedido de voto é o principal fundamento da representação. Os advogados de Samanda sustentam que Styvenson teria utilizado um bem da administração pública em benefício da própria candidatura e feito uso promocional de um serviço de saúde custeado pelo Poder Público.

“O Representado atrelou a própria imagem – e o próprio número de urna – a serviço gratuito de saúde custeado pelo Poder Público, apresentou-se ao eleitorado como o responsável pessoal pela benesse e arrematou a mensagem com pedido expresso de sufrágio”, argumentam os advogados.

Serviço público
As carretas fazem parte do “Saúde+Perto – Exames para todos”, anunciado pela Prefeitura do Natal no final de agosto. Segundo as informações apresentadas na ação, as unidades foram viabilizadas por emenda parlamentar indicada por Styvenson, em parceria com o Município, com investimento superior a R$ 12 milhões.

A representação aponta possível violação aos incisos I e IV do artigo 73 da Lei das Eleições. O primeiro proíbe o uso de bens móveis ou imóveis pertencentes à administração pública em benefício de candidato, partido ou coligação. Já o segundo veda o uso promocional, em favor de candidatura, de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo Poder Público.

A ação não questiona a indicação da emenda parlamentar, mas a utilização eleitoral que, segundo a acusação, teria sido feita posteriormente. “A prerrogativa de indicar a destinação de recursos orçamentários esgota-se no plano institucional; o que a lei veda é a conversão do serviço público dela resultante em vitrine eleitoral personalizada”, afirma a representação.

Em outro trecho, os advogados distinguem a divulgação da atuação parlamentar do uso do resultado da emenda durante a campanha. “Divulgar ato parlamentar seria informar que o Senador indicou emenda de determinado valor para determinada finalidade”. Segundo a representação, porém, “o que se fez foi captar imagens da estrutura pública de saúde, dizer que ela é ‘nossa’, exaltar os exames gratuitos que serão prestados à população e pedir votos”.

Pedido de cassação
Ao sustentar a gravidade do episódio, a representação destaca que a postagem foi feita durante a campanha, contém pedido explícito de voto e envolve um serviço de saúde com investimento superior a R$ 12 milhões. O documento também cita o alcance do perfil de Styvenson, que reúne mais de 264 mil seguidores.

Em caráter de urgência, Samanda pede a retirada imediata da publicação e que Styvenson se abstenha de veicular novos conteúdos vinculando as unidades do “Saúde+Perto” ou os exames oferecidos à candidatura ou ao número 200.

No mérito, Samanda e a coligação pedem o reconhecimento das duas condutas vedadas apontadas, a cassação do registro da candidatura de Styvenson ao Senado e a aplicação de multa no patamar máximo previsto para cada infração. Segundo a representação, a penalidade varia de R$ 5.320,50 a R$ 106.410,00 por conduta.

Como a ação aponta duas supostas infrações, previstas nos incisos I e IV do artigo 73 da Lei das Eleições, o valor das multas pode chegar a R$ 212.820,00 caso a Justiça Eleitoral reconheça ambas as condutas e aplique, de forma cumulativa, o valor máximo pedido pela representação.

Os pedidos feitos pelos advogados de Samanda de Lula serão analisados pela Justiça Eleitoral.


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FUNDOS PARTIDÁRIOS REFORÇAM CAIXA DAS CAMPANHAS AO GOVERNO E SENADO

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As campanhas majoritárias no Rio Grande do Norte receberam novos reforços financeiros nos últimos dias. Desde a semana passada, candidatos ao Governo e ao Senado vêm registrando repasses das direções partidárias para custear a disputa eleitoral. De acordo com dados da Justiça Eleitoral, os valores recebidos pelos principais nomes variam, até o momento, de R$ 921,5 mil a R$ 3,8 milhões. Os candidatos do PL foram os últimos a receber os recursos.

Na corrida pelo Governo, Álvaro Dias (PL) recebeu o maior repasse partidário até agora: R$ 3 milhões da Direção Nacional do PL. O montante representa 42,2% do limite de R$ 7.115.522,46 estabelecido pela Justiça Eleitoral para os gastos de campanha no primeiro turno.

Allyson Bezerra (União Brasil) aparece na sequência, com R$ 1,25 milhão recebido do partido. Desse total, R$ 1 milhão foi repassado pela Direção Nacional do União Brasil e outros R$ 250 mil pela direção estadual.

Cadu de Lula (PT), por sua vez, registra R$ 921.552,25 provenientes das direções partidárias. A maior parcela, de R$ 711.552,25, veio da Direção Nacional do PT. Outros R$ 210 mil foram repassados pela Direção Nacional do PSB, partido da qual a vice da chapa, Larissa Rosado, faz parte.

Apesar da diferença entre os valores recebidos, os três candidatos estão submetidos ao mesmo teto de gastos. Segundo a Justiça Eleitoral, cada campanha ao Governo do RN poderá gastar até R$ 7.115.522,46 no primeiro turno. Em caso de segundo turno, o limite é de R$ 3.557.761,23.

Disputa pelo Senado
Entre os candidatos ao Senado, Styvenson Valentim (Podemos) registra o maior volume de recursos partidários. A Direção Nacional do Podemos repassou R$ 3.811.887,03 à candidatura, valor que corresponde exatamente ao limite legal de gastos informado pela Justiça Eleitoral para a disputa ao Senado no Rio Grande do Norte.

Rafael Motta (PDT) e Zenaide Maia (PSD), candidata à reeleição, receberam R$ 3 milhões cada das respectivas direções nacionais. O montante corresponde, para cada um, a cerca de 78,7% do teto permitido para a campanha.

Samanda de Lula (PT) recebeu R$ 1.905.943,52 da Direção Nacional do PT, equivalente a praticamente metade do limite de gastos. Já Coronel Hélio (PL) recebeu R$ 1,5 milhão da Direção Nacional da legenda.

Assim como na disputa pelo Governo, o PL foi o último entre os partidos dos principais candidatos ao Senado a efetuar o repasse. Com a entrada dos recursos para Álvaro Dias e Coronel Hélio, as duas candidaturas majoritárias da legenda passaram a somar R$ 4,5 milhões em recursos provenientes da direção nacional.

Valores podem aumentar
Os números disponíveis na Justiça Eleitoral, consultados até o fechamento desta edição, representam o cenário registrado até o momento e ainda podem ser atualizados ao longo da campanha. As direções partidárias podem realizar novos repasses, e os candidatos também podem receber doações de pessoas físicas e recursos de outras fontes permitidas pela legislação eleitoral.

A arrecadação, portanto, ainda pode aumentar para a maioria das candidaturas. A exceção é Styvenson Valentim (Podemos), que já recebeu R$ 3.811.887,03, valor equivalente ao teto de gastos estabelecido para a disputa ao Senado. Nos demais casos, independentemente do volume arrecadado, as despesas devem permanecer dentro dos limites definidos pela Justiça Eleitoral para cada cargo.


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CADU AVANÇA ENTRE ELEITORES DE LULA; ÁLVARO RECUA NO ELEITORADO DE FLÁVIO

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O cruzamento dos votos para presidente e governador na pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada na semana passada, mostra como os eleitores de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão distribuindo suas escolhas para o Governo do Rio Grande do Norte. Na comparação com o levantamento de 14 de agosto, Cadu de Lula (PT) aumentou sua participação entre os eleitores do presidente, enquanto Álvaro Dias (PL) perdeu espaço entre os que pretendem votar em Flávio.

Na prática, o levantamento permite observar quanto cada candidato ao Governo consegue reter do eleitorado do seu principal aliado nacional. Cadu passou de 23,20% para 30,05% entre os eleitores de Lula, enquanto Álvaro caiu de 54,43% para 48,55% entre os de Flávio. Allyson Bezerra (União Brasil), que não está diretamente associado a nenhum dos dois presidenciáveis, mantém presença expressiva nos dois grupos.

Cadu conquista mais eleitores de Lula
Entre os entrevistados que declaram voto em Lula para presidente, Allyson ainda lidera a preferência para o Governo, mas a comparação entre as duas rodadas mostra Cadu se aproximando do adversário.

Em 14 de agosto, Allyson concentrava 41,08% dos eleitores de Lula, enquanto Cadu tinha 23,20% e Álvaro, 16,12%. Na pesquisa de 28 de agosto, Allyson aparece com 40,21%, Cadu sobe para 30,05% e Álvaro recua para 14,80%.

Na comparação direta, portanto, Cadu foi quem mais avançou nesse grupo: ganhou 6,85 pontos percentuais entre uma rodada e outra. Allyson perdeu 0,87 ponto e Álvaro recuou 1,32 pontos.

Com isso, a distância entre Allyson e Cadu, que era de 17,88 pontos em 14 de agosto, caiu para 10,16 pontos na rodada mais recente.

O movimento mostra que Cadu passou a reter uma parcela maior do eleitorado do presidente. Na rodada anterior, pouco mais de dois em cada dez eleitores de Lula escolhiam o petista para o Governo; agora, são três em cada dez. Allyson, porém, continua atraindo a maior fatia desse grupo: quatro em cada dez eleitores de Lula também declaram voto no candidato do União Brasil.

A indefinição entre os lulistas também diminuiu. Os que não sabiam ou não responderam passaram de 10,54% para 7,60%, queda de 2,94 pontos. Já nenhum, branco ou nulo recuou de 7,73% para 6,27%.

Álvaro perde espaço entre os de Flávio
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, Álvaro continua sendo o candidato ao Governo mais escolhido, mas apresentou movimento inverso ao de Cadu entre os lulistas: em vez de ampliar sua participação, perdeu espaço na comparação com 14 de agosto.

Na primeira rodada, 54,43% dos eleitores de Flávio declaravam voto em Álvaro para governador.

Allyson aparecia com 32,02% e Cadu tinha apenas 0,73%. Na pesquisa de 28 de agosto, Álvaro cai para 48,55%, Allyson passa para 32,96% e Cadu fica praticamente estável, com 0,78%.

Assim, Álvaro perdeu 5,88 pontos percentuais entre os eleitores de Flávio Bolsonaro. Allyson ganhou 0,94 ponto nesse mesmo grupo, enquanto Cadu variou apenas 0,05 ponto para cima.

A perda de Álvaro, no entanto, não migrou integralmente para outro candidato. A principal mudança ocorreu na parcela ainda sem definição: os que não sabem ou não responderam mais que dobraram, passando de 4,38% para 9,35%, alta de 4,97 pontos. Nenhum, branco ou nulo também cresceu, de 3,23% para 5,96%, avanço de 2,73 pontos.

Com isso, embora Álvaro ainda consiga reunir quase metade dos eleitores de Flávio Bolsonaro, sua vantagem sobre Allyson dentro desse grupo diminuiu. Era de 22,41 pontos percentuais em 14 de agosto e passou para 15,59 pontos em 28 de agosto.

Allyson mantém presença nos dois grupos
A comparação das duas rodadas também mostra que Allyson permanece competitivo tanto entre os eleitores de Lula quanto entre os de Flávio Bolsonaro, apesar de não estar diretamente associado a nenhum dos dois candidatos à Presidência.

Entre os lulistas, Allyson oscilou de 41,08% para 40,21% e continua liderando, mas viu Cadu crescer de 23,20% para 30,05%. Entre os eleitores de Flávio, o candidato do União Brasil avançou ligeiramente, de 32,02% para 32,96%, enquanto Álvaro caiu de 54,43% para 48,55%.

As duas rodadas revelam, portanto, movimentos distintos nos campos ligados aos presidenciáveis. Cadu ampliou em 6,85 pontos sua participação entre os eleitores de Lula e reduziu a distância para Allyson. Já Álvaro perdeu 5,88 pontos entre os eleitores de Flávio e viu sua vantagem sobre Allyson diminuir. O candidato do União Brasil, por sua vez, manteve percentuais próximos nas duas pesquisas e segue captando parcelas relevantes dos dois eleitorados.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.


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FIM DA ESCALA 6×1 MOBILIZA CANDIDATOS AO SENADO NO RN ANTES DA VOTAÇÃO

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A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, marcada para esta quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, já repercute entre os candidatos às duas vagas do Rio Grande do Norte na Casa. Samanda Alves (PT), Zenaide Maia (PSD), Rafael Motta (PDT) e Sandro Pimentel (PSOL) se manifestaram favoravelmente à mudança.

O texto chega à CCJ com parecer favorável do relator, senador Omar Aziz (PSD-AM). Governistas querem aprová-lo sem alterações para que siga ao plenário, enquanto o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), defende que a decisão final seja adiada para depois das eleições, com uma discussão dos impactos da mudança por setor.

Em declaração recente, Marinho afirmou esperar que a proposta avance, neste momento, apenas na comissão. “Acredito que vai ser só na CCJ e espero, sinceramente, que seja um projeto que possa ser votado após as eleições sem a contaminação do processo eleitoral”, disse o senador, que também atua como coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

Aprovação em setembro
Samanda Alves defendeu a aprovação da PEC ainda em setembro e sem modificações, evitando que a matéria tenha de retornar à Câmara dos Deputados.

“Está mais perto do que nunca o fim da escala de trabalho 6×1 sem redução salarial”, afirmou.

“Nós vamos ficar aqui na pressão para que ela seja aprovada agora no mês de setembro, antes das eleições. Inclusive, na pressão também para que ela seja aprovada sem nenhuma mudança”, acrescentou.

Qualidade de vida
Em entrevista ao Diário do RN, a candidata à reeleição Zenaide Maia (PSD) também se posicionou favoravelmente à redução da jornada para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, destacando os efeitos da mudança sobre a qualidade de vida dos trabalhadores.

“Precisamos garantir ao trabalhador mais tempo para cuidar da saúde, estar com sua família, estudar e viver. O fim da escala 6×1 é uma questão de qualidade de vida e de respeito a quem trabalha”, afirmou.

Zenaide viajou nesta segunda-feira (31) para Brasília, onde participa da semana de esforço concentrado do Senado e deve acompanhar as discussões e a votação da proposta na CCJ.

Impacto no RN
Rafael Motta também defende a aprovação da proposta e cobra celeridade do Senado.

“Acompanho com otimismo a urgência dada à matéria no Congresso Nacional e defendo que o Senado aprove o texto com celeridade para garantir mais justiça social”, afirmou.

O candidato destacou o impacto da jornada sobre o tempo destinado ao descanso e à convivência familiar. “Essa mudança vai além da economia. Ela devolve ao trabalhador o direito ao convívio familiar, ao descanso e à dignidade”, disse.

Rafael também apresentou números para dimensionar o impacto da mudança no país e no Estado. “No Brasil, 14,8 milhões de trabalhadores estão sob o regime CLT afetados diretamente pela escala 6×1, segundo o Ministério do Trabalho. No Rio Grande do Norte, a redução da jornada para 40 horas semanais pode beneficiar diretamente 432.960 profissionais potiguares”, afirmou.

“Ninguém vive só para trabalhar”, resumiu o candidato, ao argumentar que a valorização do trabalhador também pode produzir efeitos positivos sobre o consumo e a economia.

Crítica à demora
Também em entrevista ao Diário do RN, Sandro Pimentel adotou tom mais crítico ao cobrar do Senado a aprovação da proposta. “É absurdo que o Senado ainda não tenha aprovado o fim da 6×1, um regime de semi-escravidão que nem deveria existir”, declarou.

O candidato destacou a participação do PSOL na mobilização pela mudança e citou a atuação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). “O fim da 6×1 é urgente e foi originado pelo PSOL, com a deputada Erika Hilton”, afirmou.

Sandro disse ainda que, caso a mudança não seja aprovada neste ano, pretende defender a pauta se eleito. “Caso não seja votado até o final do ano, estarei lá para lutar muito a favor do fim dessa carga horária absurda”, completou.

O Diário do RN também procurou o senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) e os candidatos Coronel Hélio (PL) e Tércio Tinoco (União Brasil) para que se posicionassem sobre a proposta, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

O que prevê a PEC
A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e assegura dois dias obrigatórios de descanso. A mobilização pelo fim da escala 6×1 ganhou força nacional e chegou ao Congresso com a participação de movimentos de trabalhadores e parlamentares, entre eles Erika Hilton.

Após passar pela Câmara, o texto chegou ao Senado e permaneceu cerca de três meses aguardando o avanço da tramitação. Com parecer favorável de Omar Aziz, será analisado pela CCJ nesta quarta-feira. Se aprovado sem alterações, poderá seguir diretamente ao plenário.

Empresários defendem cautela e apontam impactos do fim da 6×1

Queiroz: “Defendemos a negociação coletiva, respeitando cada setor” – Foto: Reprodução

A discussão sobre o fim da escala 6×1 também mobiliza representantes do setor empresarial, que defendem cautela diante dos possíveis impactos da mudança sobre os custos, os preços e a manutenção dos empregos. No Rio Grande do Norte, o presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, afirma que a entidade é favorável à melhoria das condições de trabalho, mas considera necessário levar em conta as particularidades de cada atividade econômica.

“Somos a favor do trabalhador, defendemos melhores condições de trabalho, mais qualidade de vida, salários dignos e valorização de quem, todos os dias, ajuda a movimentar as empresas e a economia do nosso país”, afirmou. Segundo Queiroz, setores como comércio, serviços e turismo têm características específicas, especialmente por reunirem atividades que funcionam em horários ampliados, fins de semana e feriados.

O presidente da Fecomércio avalia que uma mudança rígida e imediata pode aumentar os custos das empresas e atingir principalmente os pequenos negócios. “Não somos contra discutir a redução da jornada de trabalho, mas uma mudança dessa importância precisa ser construída com diálogo, planejamento e equilíbrio”, destacou.

Para Queiroz, a negociação coletiva seria um caminho para conciliar a redução da jornada com as necessidades de cada atividade. “Defendemos a negociação coletiva, respeitando as particularidades de cada setor e de cada região e buscando soluções que sejam boas para o trabalhador, para as empresas e para o país”, acrescentou.

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, adotou um discurso mais crítico. Em manifestação recente sobre a proposta, ele afirmou que uma redução da jornada com manutenção dos salários aumentaria os custos das empresas e poderia ser repassada aos preços dos produtos. “No caso da Havan, o custo da mão de obra vai crescer 15%. Tem empresa que tem um funcionário, cresce o dobro, 100%. Tem empresa que tem dois funcionários, cresce 50%. E aonde vai essa diferença? No preço dos produtos”, declarou.

Hang também argumentou que o aumento de preços poderia reduzir o poder de compra dos próprios trabalhadores e estimular a busca por atividades informais para complementar a renda.

Para o empresário, a definição da jornada deveria preservar maior liberdade de negociação. “A liberdade do trabalho é de vocês, não é do Congresso Nacional”, afirmou.

O empresário foi além e classificou a proposta como uma medida de caráter eleitoral. “Isso não é nada mais, nada menos, do que um estelionato eleitoral. Eles querem ganhar o voto de vocês”, declarou.

A posição é defendida pelo empresário em um momento de expansão da própria Havan, que encerrou 2025 com faturamento recorde de R$ 18,5 bilhões e lucro líquido entre R$ 3,4 bilhões e R$ 3,5 bilhões. Para 2026, a projeção é superar R$ 22 bilhões em faturamento e chegar a 200 megalojas. Atualmente, a rede conta com 196 unidades e cerca de 25 mil funcionários diretos.


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PRESIDENTE DA CÂMARA, ERIKO JÁCOME, PERDE A LINHA DURANTE EVENTO POLÍTICO

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Um gesto do presidente da Câmara Municipal de Natal e candidato a deputado estadual Eriko Jácome (PSDB) durante uma carreata na Zona Norte da capital provocou repercussão política neste domingo (30). Em meio à passagem do ato, o vereador foi flagrado mostrando os dedos do meio em direção a militantes ligados à candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República.

Eriko participava de uma movimentação de campanha acompanhado por lideranças políticas, entre elas o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), e Babá Pereira (PL), candidato a vice-governador na chapa de Álvaro Dias (PL). Durante o percurso, o presidente da Câmara fez o gesto enquanto passava pelo grupo de apoiadores do candidato presidencial.

As imagens circularam nas redes sociais e dividiram opiniões sobre o comportamento do parlamentar. Enquanto alguns internautas criticaram o gesto, outros saíram em defesa de Eriko.

“Misericórdia, coisa feia, ainda quer ser candidato, que tristeza”, escreveu uma internauta. Outro comentário pediu uma “limpeza no Congresso”.

Também houve manifestações de apoio. “Tamo junto, meu deputado. Tem meu respeito e meu apoio”, afirmou um seguidor. Em outra publicação, um internauta defendeu o presidente da Câmara: “Eriko Jácome é um homem de bem e nada vai apagar o caráter dele, isso só mostra que ele é um ser humano normal igual a todos”.

Eriko disputa uma vaga na Assembleia Legislativa e aparece entre os nomes competitivos na corrida proporcional deste ano. A candidatura pelo PSDB representa uma tentativa de levar para o Legislativo estadual a base política construída ao longo dos mandatos na Câmara Municipal, atualmente presidida por ele.

Apesar da repercussão e das diferentes reações provocadas pelo episódio, Eriko não havia divulgado, até o fechamento desta edição, posicionamento público para explicar o gesto ou as circunstâncias em que ocorreu.

Campanha de Renan
A mobilização registrada na Zona Norte reunia apoiadores do Missão, partido pelo qual Renan Santos disputa a Presidência da República. Coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), o candidato tem ganhado espaço no debate eleitoral e, nos últimos dias, também passou a enfrentar questionamentos na Justiça Eleitoral relacionados à condução de sua campanha.

O episódio mais recente ocorreu neste fim de semana. Em decisão assinada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31), o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), adotou medidas cautelares contra a campanha de Renan após identificar irregularidades na comunicação à Justiça Eleitoral dos perfis utilizados para propaganda nas redes sociais.

Entre as medidas, Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral em ambiente digital, dos repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e da participação do candidato em debates de rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação. A decisão é cautelar e não representa, até o momento, o indeferimento do registro da candidatura.

O questionamento envolve os perfis informados pela campanha à Justiça Eleitoral. O pedido de registro de Renan foi apresentado em 7 de agosto, mas outros 16 perfis em redes sociais foram comunicados ao TSE somente no dia 19, 12 dias depois, por meio de uma petição para complementar as informações apresentadas inicialmente.

Diante disso, o ministro concedeu prazo de 24 horas para que o partido informe quando cada um desses perfis começou a ser utilizado para propaganda eleitoral e esclareça se existem outras contas usadas pela campanha. O descumprimento da determinação poderá ter reflexos na análise do pedido de registro.

A decisão se soma a outros episódios de repercussão envolvendo Renan na corrida presidencial.

Conhecido pela atuação à frente do MBL e pelo tom de enfrentamento, o candidato tem protagonizado embates e declarações que repercutem nas redes sociais.


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TOMBA FARIAS É O NOME MAIS CITADO PELOS ELEITORES DO RN PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

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O deputado estadual Tomba Farias aparece como o nome mais citado pelos eleitores potiguares na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, segundo pesquisa espontânea do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28). O parlamentar foi lembrado por 2,08% dos entrevistados quando questionados sobre em quem votariam para deputado estadual caso as eleições fossem realizadas hoje.

Na sequência do levantamento aparecem Dr. Gustavo Soares, com 2,01% das intenções de voto; Coronel Azevedo, com 1,49%; Cinthia de Allyson, com 1,46%; Nina Souza, também com 1,46%; Kleber Rodrigues, com 1,46%; e Ubaldo Fernandes, com 1,46%.

O grupo dos dez primeiros colocados é completado por Júlio César, com 1,44% das citações; Galeno Torquato, com 1,40%; e Cristiane Dantas, com 1,38%.

Entre os nomes seguintes aparecem Nelter Queiroz, com 1,34%; Sargento Gonçalves, com 1,14%; Robson Carvalho, com 1,03%; Ivanilson Oliveira, com 0,83%; Ezequiel Ferreira, com 0,76%; Ériko Jácome, com 0,72%; Dr. Kerginaldo, com 0,71%; Walter Alves, com 0,65%; Gustavo Carvalho, com 0,62%; Camila Araújo, com 0,61%; e Isolda Dantas, com 0,59%.

Também foram citados entre os 24 nomes mais lembrados pelos eleitores a deputada federal Natália Bonavides, com 0,57%; Bibiano, com 0,52%; e Bispo Paulo Luiz, com 0,51%.

Cenário ainda tem alto índice de indefinição
Apesar da presença de nomes com atuação política no Rio Grande do Norte, a pesquisa mostra que a disputa por vagas na Assembleia Legislativa ainda apresenta grande número de eleitores sem decisão formada.

Na modalidade espontânea, em que o entrevistado responde livremente sem receber uma lista de candidatos, 59,25% afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem votariam para deputado estadual.

Além disso, 3,83% declararam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato.

O resultado revela um cenário aberto para a disputa proporcional, já que a maior parte do eleitorado ainda não definiu sua escolha. Com o avanço do calendário eleitoral, a tendência é que a exposição dos candidatos e a apresentação de propostas influenciem a formação das preferências.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte.

A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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NINA SOUZA LIDERA COM VANTAGEM EM PESQUISA PARA DEPUTADA FEDERAL

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Nina Souza (PL) aparece como o nome mais lembrado pelos eleitores potiguares na disputa por uma vaga na Câmara Federal, segundo pesquisa espontânea do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28). A candidata a deputada federal foi citada por 5,49% dos entrevistados quando questionados sobre em quem votariam para deputado federal caso as eleições fossem realizadas hoje.

Na sequência do levantamento aparecem o deputado federal General Girão (PL), com 2,21% das intenções de voto; a deputada federal Natália Bonavides (PT), com 2,13%; e o deputado federal Benes Leocádio (União Brasil), lembrado por 2,11% dos eleitores.

Também entre os nomes mais citados estão o deputado federal Sargento Gonçalves (PL), com 1,99%; a deputada federal Thabatta Pimenta (PSOL), com 1,74%; Juninho Saia Rodada, com 1,66% e a deputada estadual Eudiane Macedo (PV), que aparece com 1,55% das menções.

Além dos oito primeiros nomes, outros candidatos também foram lembrados pelos entrevistados.

O deputado estadual Dr. Bernardo registrou 1,50%; Cabo Deyvison teve 1,40%; o ex-governador Robinson Faria apareceu com 1,39%; o deputado federal João Maia somou 1,07%; enquanto a deputada federal Carla Dickson teve 0,78% das citações.

Maioria ainda não definiu voto para deputado federal
Apesar da presença de nomes já conhecidos da política potiguar, a pesquisa mostra que a disputa por uma cadeira na Câmara Federal ainda está aberta. Na modalidade espontânea, em que o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, 62,35% afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem pretendem votar.

Além disso, 3,88% declararam que votarão em branco, anularão o voto ou não escolherão nenhum candidato.

O elevado índice de indecisão aponta para um cenário de disputa em construção, com possibilidade de mudanças no desempenho dos candidatos ao longo do período eleitoral, principalmente a partir da intensificação das campanhas e da apresentação de propostas aos eleitores.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte.

A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.Nina Souza (PL) aparece como o nome mais lembrado pelos eleitores potiguares na disputa por uma vaga na Câmara Federal, segundo pesquisa espontânea do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28). A candidata a deputada federal foi citada por 5,49% dos entrevistados quando questionados sobre em quem votariam para deputado federal caso as eleições fossem realizadas hoje.

Na sequência do levantamento aparecem o deputado federal General Girão (PL), com 2,21% das intenções de voto; a deputada federal Natália Bonavides (PT), com 2,13%; e o deputado federal Benes Leocádio (União Brasil), lembrado por 2,11% dos eleitores.

Também entre os nomes mais citados estão o deputado federal Sargento Gonçalves (PL), com 1,99%; a deputada federal Thabatta Pimenta (PSOL), com 1,74%; Juninho Saia Rodada, com 1,66% e a deputada estadual Eudiane Macedo (PV), que aparece com 1,55% das menções.

Além dos oito primeiros nomes, outros candidatos também foram lembrados pelos entrevistados.

O deputado estadual Dr. Bernardo registrou 1,50%; Cabo Deyvison teve 1,40%; o ex-governador Robinson Faria apareceu com 1,39%; o deputado federal João Maia somou 1,07%; enquanto a deputada federal Carla Dickson teve 0,78% das citações.

Maioria ainda não definiu voto para deputado federal
Apesar da presença de nomes já conhecidos da política potiguar, a pesquisa mostra que a disputa por uma cadeira na Câmara Federal ainda está aberta. Na modalidade espontânea, em que o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, 62,35% afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem pretendem votar.

Além disso, 3,88% declararam que votarão em branco, anularão o voto ou não escolherão nenhum candidato.

O elevado índice de indecisão aponta para um cenário de disputa em construção, com possibilidade de mudanças no desempenho dos candidatos ao longo do período eleitoral, principalmente a partir da intensificação das campanhas e da apresentação de propostas aos eleitores.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte.

A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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CADU CRESCE, ALLYSON CAI E ÁLVARO FICA ESTÁVEL APÓS PASSAGEM DE LULA NO RN

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A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28), mostra movimentos distintos entre os três principais candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Allyson Bezerra (União Brasil) mantém a liderança, mas recua na comparação com a rodada anterior quando são apresentados seus apoios políticos. Cadu de Lula (PT), por sua vez, cresce, enquanto Álvaro Dias (PL) perde espaço na estimulada, reduzindo a distância entre os dois na disputa seguinte.

No cenário com apoios, Allyson é apresentado ao lado de José Agripino Maia, Garibaldi Alves e Robinson Faria e passa de 37,81%, em 14 de agosto, para 34,94% agora, queda de 2,87 pontos, fora da margem de erro, que é de 2,53%. Álvaro, associado a Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Paulinho Freire, oscila de 25,37% para 25,85%, alta de 0,48 ponto percentual. Já Cadu, vinculado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à governadora Fátima Bezerra, oscila de 22,66% para 23,21%, crescimento de 0,55 ponto percentual.

As movimentações reduzem a vantagem de Allyson sobre Álvaro de 12,44 para 9,09 pontos. Entre Álvaro e Cadu, a distância, que já era pequena, passa de 2,71 para 2,64 pontos, mantendo os dois tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,53%.

Cenário sem apoios
Ainda no cenário estimulado, mas sem a indicação dos apoios, a aproximação entre segundo e terceiro colocados é mais acentuada. Cadu cresce 3,06 pontos, de 14,56% para 17,62%, enquanto Álvaro recua 2,41 pontos, de 26,48% para 24,07%. A distância entre os dois cai de 11,92 para 6,45 pontos. Allyson permanece praticamente estável nesse cenário, passando de 37,31% para 37,21%.

Entre os demais candidatos, Professor Robério Paulino (PSOL) registra 0,79%; Rodrigo Bolsonaro (Agir), 0,66%; Carlos Jararaca (DC), 0,15%; Dario Barbosa (PSTU), 0,08%; e Arinalda do MLB (UP), 0,06%. Henrique Lira (PCO) não pontuou. Outros 9,33% não sabem ou não responderam e 10,04% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

O levantamento é o primeiro realizado após o ato político com a presença de Lula em Natal. A coleta ocorreu entre os dias 23 e 25 de agosto, já com as candidaturas registradas e a campanha oficialmente em andamento.

Espontânea tem 42,55% sem definição
Na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado, Allyson também lidera, com 25,51%. Álvaro aparece com 16,98% e Cadu, com 11,49%, deixando uma diferença de 5,49 pontos entre o segundo e o terceiro colocados.

A maior parcela, porém, permanece entre os eleitores que ainda não apontam espontaneamente um candidato: 42,55% não sabem ou não responderam. Outros 2,78% declararam nenhum candidato, branco ou nulo.

Mesmo sem disputar o Governo, Fátima Bezerra foi citada por 0,41%. Getúlio Rêgo recebeu 0,08%, enquanto Lula, Dr. Bernardo e Robinson Faria registraram 0,07% cada.

Cadu e Álvaro lideram rejeição
Na rejeição, Cadu aparece numericamente com o maior percentual, 22,65%, seguido por Álvaro, com 22,18%. A diferença de apenas 0,47 ponto mantém os dois tecnicamente empatados. Allyson registra 9,53% e Rodrigo Bolsonaro, 7,07%.

Os três principais candidatos tiveram aumento na rejeição em relação a 14 de agosto. Cadu passou de 19,58% para 22,65%; Álvaro, de 19,12% para 22,18%; e Allyson, de 7,90% para 9,53%.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2,53%, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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STYVENSON NA LIDERANÇA, ZENAIDE EM SEGUNDO E EMPATE TRIPLO EM TERCEIRO

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A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28), mostra Styvenson Valentim (Podemos) ampliando a liderança na disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte. O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 25 de agosto, já com as candidaturas registradas e a campanha eleitoral oficialmente em andamento.

Como neste ano cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, a pesquisa apresenta as intenções para o primeiro e o segundo votos, além do resultado unificado, que reúne as duas escolhas dos entrevistados.

Nesse resultado, Styvenson lidera com 23% das intenções de voto, seguido por Zenaide Maia (PSD), com 15,5%. A diferença entre os dois primeiros colocados é de 7,5%.

Na sequência, a disputa fica mais equilibrada. Samanda de Lula (PT) registra 7,77%, Coronel Hélio (PL), 7,59%, e Rafael Motta (PDT), 7,55%. Os três aparecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,53%.

Com percentuais menores aparecem Sandro Pimentel (PSOL), com 1,1%; Tércio Tinoco (União Brasil), com 0,9%; Luciana Lima (PSTU), com 0,7%; Rosália Fernandes (PSTU), com 0,5%; Clóvis Costa, do Coletivo Nós (Agir), e Linhares Jibóia (DC), com 0,3% cada; e Gari Wendell Batista (Agir) e Sônia Godeiro (PSOL), com 0,2% cada.

Os eleitores que não sabem ou não responderam representam 19,5%, enquanto 15% disseram não escolher nenhum dos candidatos ou optar pelo voto branco ou nulo.

Líderes crescem em relação a agosto
Na comparação com a pesquisa divulgada em 14 de agosto, os três primeiros colocados no resultado unificado avançaram. Styvenson passou de 19,78% para 23,02%, crescimento de 3,24%. Zenaide saiu de 13,01% para 15,45%, alta de 2,44%, enquanto Samanda passou de 6,62% para 7,77%, avanço de 1,15%.

Styvenson, além de registrar o maior crescimento entre os três, aumentou a distância para Zenaide. A vantagem sobre a segunda colocada passou de 6,77% na rodada anterior para 7,57% no levantamento atual.

Primeiro e segundo votos
Quando considerada apenas a primeira escolha dos entrevistados, Styvenson amplia a vantagem e alcança 31,40%. Zenaide aparece com 15%, seguida por Samanda, com 8,52%; Rafael, com 7,84%; e Coronel Hélio, com 6,35%. Outros 15,04% não sabem ou não responderam e 12,66% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

No segundo voto, o cenário se inverte entre os dois primeiros. Zenaide assume numericamente a liderança, com 15,90%, enquanto Styvenson registra 14,63%. Os dois estão em empate técnico.

Coronel Hélio aparece em seguida, com 8,83%, Rafael tem 7,27% e Samanda, 7,02%.

A indefinição também é maior na segunda escolha: 23,93% não sabem ou não responderam e 17,31% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

Rejeição
Na rejeição, Samanda aparece com o maior percentual: 10,88% afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. Coronel Hélio vem em seguida, com 9,59%, e Styvenson registra 8,64%. Zenaide tem 6,13% e Rafael, 3,09%.

Outros 21,33% não sabem ou não responderam à pergunta, 21,44% indicaram nenhum, branco ou nulo e 8,38% afirmaram que votariam em todos.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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LULA LIDERA COM O DOBRO DAS INTENÇÕES DE VOTO CONTRA FLÁVIO BOLSONARO NO RN

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A mais recente Pesquisa estimulada do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28), para a disputa pela Presidência da República mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto no Rio Grande do Norte, com 54,38%. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 25,60%, uma diferença de 28,78 pontos percentuais.

Os demais candidatos registram percentuais inferiores a 2%. Renan Santos (Missão) aparece com 1,99%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,80%; Zema (Novo), com 1,31%; Escritor Augusto Cury (Avante), com 0,95%; Clariana Barao (DC), com 0,08%; Leonardo Avalanche (PRTB), com 0,07%; e Samara Martins (UP), com 0,05%.

Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Veterinário Wilson Grassi (Democracia Cristã) não pontuaram na pesquisa.

Entre os entrevistados, 4,36% afirmaram não saber ou não responderam em quem votariam, enquanto 9,42% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados.

Pesquisa mostra mudanças no cenário
Na comparação com o levantamento anterior do Instituto DataVero, divulgado em 14 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou de 58,59% para 54,38%, uma variação de 4,21 pontos percentuais para baixo. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) passou de 24,68% para 25,60%, dentro da margem de erro da pesquisa.

Entre os demais nomes, Renan Santos (Missão) avançou de 1,00% para 1,99%, Ronaldo Caiado (PSD) variou de 1,67% para 1,80%, Romeu Zema (Novo) passou de 1,02% para 1,31% e o escritor Augusto Cury (Avante) oscilou de 0,93% para 0,95%.

O percentual de eleitores que disseram não saber ou não responder passou de 5,16% para 4,36%.

Já os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato aumentaram de 6,59% para 9,42%.

Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição com 51,40%. Lula aparece com 27,27%

O levantamento também mediu a rejeição aos candidatos. Flávio Bolsonaro lidera esse indicador, citado por 51,40% dos entrevistados como o nome em que não votariam de jeito nenhum.

Lula aparece em segundo lugar, com rejeição de 27,27%.

Os demais candidatos registraram índices inferiores a 1%. Renan Santos foi citado por 0,29% dos entrevistados. Ronaldo Caiado, Clariana Barao, Zema e Hertz Dias tiveram 0,18% cada. Edmilson Costa e Veterinário Wilson Grassi registraram 0,12%, enquanto Leonardo Avalanche, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Escritor Augusto Cury apareceram com 0,06% cada.

Ainda segundo a pesquisa, 13,96% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder à pergunta sobre rejeição. Outros 5,01% afirmaram que não rejeitam nenhum dos nomes apresentados, enquanto 0,87% disseram que votariam em todos os candidatos listados.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23, 24 e 25 de agosto de 2026. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte e tem margem de erro de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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TBT: GARIBALDI É REELEITO GOVERNADOR EM PRIMEIRO TURNO NO PLEITO DE 1998

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A eleição estadual de 1998 escreveu um capítulo inédito na política do Rio Grande do Norte.

Quatro anos depois de chegar ao Governo, Garibaldi Alves Filho (PMDB) voltou às urnas e conquistou um novo mandato ainda no primeiro turno, tornando-se o primeiro governador reeleito da história potiguar. Ao seu lado estava novamente Fernando Freire (PPB), vice desde 1995 e personagem de uma aliança que atravessaria os dois mandatos.

Fernando e Garibaldi construíram uma forte parceria ao longo dos anos – Foto: Reprodução

Realizado em 4 de outubro, o pleito foi o primeiro no Estado sob as novas regras que permitiam a reeleição consecutiva para cargos do Executivo. Garibaldi aproveitou a possibilidade recém-incorporada ao sistema eleitoral brasileiro e submeteu seu primeiro mandato à avaliação dos eleitores.

A disputa recolocou frente a frente dois nomes centrais da política potiguar. Garibaldi enfrentou José Agripino Maia (PFL), ex-governador e senador, retomando nas urnas a tradicional rivalidade entre os grupos Alves e Maia. O candidato governista concorria pela coligação Unidade Popular, formada por PMDB, PPB e outros sete partidos, enquanto Agripino liderava a Vontade do Povo, que reunia PFL, PSB, PSDB, PTB, PL, PV e PSL.

Garibaldi recebeu 560.667 votos, equivalentes a 50,17% dos votos válidos, garantindo a vitória por uma margem estreita sobre o limite necessário para evitar o segundo turno. Agripino ficou em segundo lugar, com 462.177 votos, ou 41,36%.

A eleição contou ainda com Manoel Duarte (PT), que recebeu 75.164 votos (6,73%); Dário Barbosa (PSTU), com 8.124 (0,73%); Roberto Ronconi (PSN), com 6.538 (0,58%); e Marcônio Cruz (PSC), com 4.865 (0,43%).

O resultado renovou por mais quatro anos a chapa formada em 1994. Garibaldi e Fernando Freire tomaram posse novamente em 1º de janeiro de 1999, inaugurando o segundo mandato consecutivo.

Eleição plebiscitária
Mais de duas décadas depois, Fernando Freire define aquela disputa como uma eleição essencialmente “plebiscitária”. Em entrevista ao Diário do RN, o então vice-governador recorda que a campanha foi construída principalmente em torno da avaliação do primeiro mandato de Garibaldi.

“Essa campanha, na verdade, foi um plebiscito. Foi plebiscitária porque era uma campanha de reeleição. Ser reeleito no primeiro turno, com mais de 50% dos votos, pode ser considerado um reconhecimento pelo trabalho feito na primeira gestão”, avaliou.

Na lembrança de Freire, a disputa não teve episódios excepcionais ou grandes mudanças de estratégia. O eixo central foi a prestação de contas do governo iniciado em 1995 e a defesa da continuidade administrativa.

“A campanha seguiu um curso normal. Foi uma campanha de prestação de contas da gestão anterior. Não teve nada de extraordinário, nada fora do padrão”, recordou.

A vitória por pouco acima dos 50% necessários para encerrar a eleição no primeiro turno reforçou justamente esse caráter apontado pelo ex-vice. A população não escolhia apenas entre candidaturas diferentes, mas decidia se a gestão iniciada quatro anos antes deveria permanecer no comando do Estado.

O resultado também consolidou a trajetória eleitoral de Garibaldi. Antes de chegar ao Governo, ele havia exercido quatro mandatos de deputado estadual, sido prefeito de Natal e eleito senador. Em 1994, derrotou Lavoisier Maia no primeiro turno e, quatro anos depois, conseguiu renovar o mandato, com uma nova vitória sobre a família Maia, desta vez diante de José Agripino, primo de Lavô, como Lavoisier era mais conhecido.

Uma vice-governadoria ativa
A relação entre Garibaldi e Fernando Freire foi além da composição eleitoral. Filho de Jessé Freire, Fernando havia ingressado na política após a morte do irmão, Jessé Freire Filho, em 1988.

Foi eleito deputado federal em 1990 e, quatro anos depois, deixou Brasília para compor a chapa de Garibaldi como candidato a vice-governador.

Em 1998, foi reconduzido ao cargo e afirma que sua participação na administração estadual era mais intensa do que a função formal de vice poderia sugerir. Segundo ele, a relação política com Garibaldi evoluiu para uma proximidade pessoal e uma dinâmica de confiança dentro do Governo.

“A minha participação como vice-governador era ativa. Eu representava um partido que tinha uma bancada importante na Assembleia Legislativa. Havia um entendimento perfeito, que se transformou numa amizade pessoal e persiste até hoje”, afirmou.

Essa confiança, segundo Freire, fazia com que ele assumisse o Executivo com frequência durante as ausências do titular. A experiência acabaria sendo importante para o momento em que, anos depois, assumiria definitivamente o Governo.

“Quando o governador viajava, ele passava o Governo. Eu assumi dezenas de vezes. Então havia uma transição muito pacífica, muito tranquila”, relembrou.

A sucessão definitiva aconteceria em 2002. Garibaldi renunciou ao Governo para disputar uma vaga no Senado, e Fernando Freire assumiu o comando do Estado nos meses finais daquele mandato. “Foi uma transição muito pacífica, muito tranquila. Era uma missão de continuidade mesmo”, relembrou Fernando Freire.

Na eleição daquele mesmo ano, tentou permanecer no cargo e conquistar um mandato próprio à frente do Executivo. Avançou ao segundo turno, mas acabou derrotado por Wilma de Faria, que venceu com 61,05% dos votos válidos e se tornou a primeira mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte.

Senado e proporcionais
A eleição de 1998 também definiu uma vaga para o Senado. Fernando Bezerra (PMDB), que já exercia o mandato após ter assumido a cadeira deixada por Garibaldi em 1994, foi eleito com 539.197 votos, correspondentes a 52,34%.

Carlos Alberto de Sousa (PSDB) terminou em segundo lugar, com 353.414 votos (34,31%), seguido por Hugo Manso (PT), com 122.857 (11,93%), e Sônia Godeiro (PSTU), com 14.633 (1,42%).

Na Câmara dos Deputados, oito parlamentares foram eleitos. Henrique Eduardo Alves (PMDB) foi o mais votado, com 163.572 votos, seguido por Iberê Ferreira (PPB), com 103.099. A bancada também contou com Múcio Sá, Lavoisier Maia, Betinho Rosado, Ney Lopes, Ana Catarina Alves e Laíre Rosado.

Na Assembleia Legislativa, Álvaro Dias foi o candidato mais votado, com 45.260 votos. Entre os eleitos também estavam Carlos Eduardo Alves, Márcia Maia, Fátima Bezerra, Robinson Faria, Ricardo Motta, Nelter Queiroz, Getúlio Rêgo e outros nomes que permaneceriam em evidência na política estadual nos anos seguintes.


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CANDIDATOS A VICE REFORÇAM PALANQUES E DISPUTAM ESPAÇO NOS PRIMEIROS DIAS DE CAMPANHA

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Os primeiros dez dias oficiais da campanha eleitoral no Rio Grande do Norte intensificaram a movimentação das chapas que disputam o Governo do Estado. Desde 16 de agosto, candidatos têm ampliado agendas de rua, viagens ao interior, reuniões com lideranças e encontros com eleitores. Ao Diário do RN, candidatos a vice-governador avaliaram esse primeiro momento da corrida eleitoral e destacaram as impressões colhidas no contato direto com a população.

Na chapa de Álvaro Dias (PL), Babá Pereira (PL) afirmou que chega a esta fase da disputa com confiança e motivação. O candidato a vice colocou o desejo de mudança no comando do Estado como uma das principais mensagens identificadas durante as agendas realizadas desde o início da campanha.

“Com muita confiança e motivação, o desejo que ouço nas ruas: o RN precisa mudar! E quem melhor defende, sustenta a mudança é a nossa candidatura. E vamos vencer para mudar o nosso Estado, fazê-lo melhor nas áreas onde mais as pessoas precisam”, afirmou.

A avaliação reforça o discurso adotado pela candidatura de Álvaro, que busca se apresentar como alternativa à atual gestão estadual. Nesses primeiros dez dias, a chapa tem apostado no contato com eleitores e lideranças políticas para ampliar sua presença em diferentes regiões do Estado.

“Olho no olho”
Na chapa governista, Larissa Rosado (PT), candidata a vice de Cadu de Lula (PT), destacou a intensidade do início da disputa e a receptividade encontrada durante as agendas. Com trajetória política construída principalmente em Mossoró e na região Oeste, ela afirmou que tem percorrido diferentes regiões e retomado o contato direto com os eleitores.

“Esses primeiros dias de campanha têm sido muito intensos e, ao mesmo tempo, muito gratificantes. Tenho encontrado pessoas em todas as regiões, reencontrado amigos, ouvido muito e sentido uma receptividade muito bonita à nossa caminhada”, avaliou.

Larissa também destacou o papel que pretende desempenhar ao lado de Cadu e apontou a experiência acumulada ao longo da vida pública como uma das contribuições à chapa. “Estou vivendo essa missão de vice com muita responsabilidade, somando à trajetória de Cadu e levando também a experiência que construí ao longo da minha vida pública”, afirmou.

O contato direto com o eleitor, segundo ela, deve permanecer como uma das prioridades ao longo da disputa. “Campanha é rua, é olho no olho, é escuta. E esses primeiros dias só aumentaram a minha disposição de trabalhar pelo Rio Grande do Norte ao lado do time de Lula”, acrescentou.

As avaliações também refletem os diferentes discursos levados pelas chapas às ruas. Enquanto Babá reforça a mudança defendida pela candidatura de Álvaro, Larissa destaca a experiência, a continuidade do grupo governista e a vinculação da chapa de Cadu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O deputado estadual Hermano Morais (MDB), candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra (União Brasil), também foi procurado pelo Diário do RN para avaliar os primeiros dias da campanha, mas não retornou o contato até o fechamento desta edição.


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MULHERES AMPLIAM PARTICIPAÇÃO, MAS SEGUEM MINORIA NAS ELEIÇÕES DO RN

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A participação feminina nas eleições do Rio Grande do Norte cresceu de forma discreta entre 2022 e 2026. Levantamento com dados da Justiça Eleitoral mostra que as mulheres passaram de 36,1% para 37,7% dos nomes contabilizados nas disputas estaduais. Apesar do avanço de 1,6 ponto percentual, elas continuam minoria no conjunto das candidaturas e perderam espaço na corrida pelo Governo do Estado.

Em 2022, o RN contabilizou 557 candidaturas aos cargos de governador, vice-governador, senador, suplentes, deputado federal e deputado estadual. Desse total, 201 eram mulheres e 356 homens. Em 2026, são 324 nomes, sendo 122 mulheres e 202 homens, o que representa uma redução geral de 41,8% no número de candidaturas em relação à eleição anterior.

A queda nas candidaturas atingiu os dois gêneros, mas foi maior entre os homens. O total de mulheres caiu 39,3%, de 201 para 122, enquanto o de homens recuou 43,3%, de 356 para 202. É essa diferença que explica o pequeno crescimento proporcional da participação feminina, mesmo diante da queda no número absoluto de candidatas.

Avanço no Senado
A mudança mais expressiva aparece na disputa pelo Senado. Em 2022, apenas uma mulher estava entre os dez candidatos ao cargo, o equivalente a 10%. Quatro anos depois, são cinco entre 14 candidaturas, elevando a participação feminina para 35,7%.

O avanço também ocorre entre as candidaturas a vice-governador. O número de mulheres dobrou, passando de duas, em 2022, para quatro em 2026. Com isso, a representação feminina saltou de 22,2% para 44,4%, aproximando-se do equilíbrio com os cinco homens que disputam o cargo neste ano.

Na corrida pelo Governo, porém, o movimento foi inverso. Em 2022, três dos nove candidatos eram mulheres, participação de 33,3%. Em 2026, apenas uma mulher aparece entre os nove nomes contabilizados, reduzindo a presença feminina para 11,1%.

Nas suplências ao Senado, houve aumento no número absoluto de mulheres. As candidatas a primeira suplente passaram de quatro para cinco, enquanto, na segunda suplência, o número subiu de cinco para seis. Proporcionalmente, entretanto, a participação permaneceu próxima à registrada quatro anos atrás.

Legislativo concentra candidatas
As disputas proporcionais continuam reunindo a maior parte das mulheres na corrida eleitoral.

Em 2022, 114 concorreram a deputada estadual e 72 a deputada federal. Neste ano, são 54 candidatas à Assembleia Legislativa e 47 à Câmara dos Deputados.

A redução acompanha a queda geral no número de concorrentes. Para deputado estadual, o total de candidaturas passou de 320 para 153. Mesmo assim, a participação feminina praticamente não mudou: era de 35,6% em 2022 e está em 35,3% em 2026.

Para a Câmara Federal, o cenário é diferente. As mulheres representavam 38,5% das 187 candidaturas registradas em 2022. Agora, são 47 entre 111 nomes, alcançando 42,3% e registrando avanço de 3,8 pontos percentuais.

O comparativo mostra que o crescimento da participação feminina não ocorreu de maneira uniforme. Enquanto as mulheres ganharam espaço nas disputas para Senado, vice-governadoria e Câmara dos Deputados, perderam representação na corrida pelo Governo. Na Assembleia Legislativa, a proporção permaneceu praticamente estável.

No conjunto das candidaturas, o avanço de 36,1% para 37,7% mantém as mulheres acima do patamar registrado há quatro anos, mas ainda distantes de uma participação equilibrada com os homens na disputa eleitoral potiguar.

Os dados referentes à 2026 foram extraídos nesta terça-feira (25) e ainda podem sofrer alterações conforme o andamento dos registros de candidatura, julgamentos, renúncias ou substituições.


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NA GESTÃO DE ALLYSON, UMA ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO ANIMAL RECORREU AO JUDICIÁRIO PARA COBRAR EMENDAS

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) negou, por maioria, os pedidos do deputado federal Sargento Gonçalves para retirada de conteúdos e concessão de direito de resposta contra a 98 FM e a jornalista Anna Ruth Dantas. O julgamento do processo nº 0600520-36.2026.6.20.0000 terminou com placar apertado, de quatro votos a três, após divergência entre os integrantes da Corte.

Com o resultado, o colegiado também revogou a decisão anterior que havia sido favorável ao parlamentar e determinado a retirada das publicações questionadas. Assim, os conteúdos podem permanecer no ar e Gonçalves não terá o direito de resposta solicitado.

A ação tem origem em uma entrevista concedida por Gonçalves ao jornalista Diógenes Dantas, no programa “Contraponto”, da Rádio 96 FM, em 6 de agosto. Na ocasião, o parlamentar falou sobre propostas financeiras que, segundo ele, são apresentadas por eleitores e lideranças durante o período eleitoral. Trechos da entrevista foram posteriormente divulgados em conteúdos que associaram a fala a uma admissão da prática de compra de votos.

“Eu acredito que a campanha, para mim, até pelo estilo de campanha, de mandato que eu tenho, é de fato uma consequência do trabalho desenvolvido na base da compra de votos”, afirmou durante a entrevista. Questionado pelo apresentador se havia dito “compra de votos”, Gonçalves respondeu: “Exato”.

A fala foi repercutida pela 98 FM e pela jornalista Anna Ruth Dantas como uma admissão de compra de votos. Gonçalves contestou a interpretação e sustentou que sua manifestação havia sido retirada de contexto, argumentando que pretendia dizer justamente que não trabalha com esse tipo de prática.

Após o episódio, o deputado também divulgou um vídeo negando ter comprado votos ou lideranças políticas. “Nunca comprei, nem vou comprar. Nem voto, nem liderança”, afirmou.

Gonçalves acusou ainda adversários de utilizarem o trecho para promover uma campanha de desinformação contra ele.

O processo chegou ao plenário do TRE-RN sob relatoria do juiz Lourinaldo Silvestre de Lima Filho. No julgamento, o magistrado votou por acolher a pretensão do parlamentar, mantendo o entendimento favorável à retirada dos conteúdos e ao direito de resposta. O voto foi acompanhado por Hallison Rego Bezerra e Sulamita Bezerra Pacheco.

A corrente divergente, porém, reuniu quatro votos e formou maioria. Daniel Cabral Mariz Maia, Ricardo Procópio Bandeira de Melo, Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro e Maria de Lourdes Medeiros de Azevedo divergiram do relator. Com o placar de quatro votos a três, prevaleceu o entendimento pela rejeição dos pedidos de retirada das publicações e o direito de resposta apresentados por Gonçalves.


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PROMESSAS DE ALLYSON PARA SAÚDE E ANIMAIS CONTRASTAM COM SUA GESTÃO

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O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, apresenta em seu plano de governo propostas de ampliação e fortalecimento de políticas públicas para profissionais da saúde e para a proteção animal. Os compromissos, entretanto, contrastam com episódios ocorridos durante sua administração à frente da Prefeitura de Mossoró, quando questões envolvendo essas duas áreas chegaram à Justiça.

Na área da saúde, o item 50 do plano de governo, intitulado “Saúde Mental, Envelhecimento e Cuidado Humanizado”, promete, entre outras medidas, “melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde”. A proposta coloca a valorização dos trabalhadores como parte das ações que o candidato pretende desenvolver caso chegue ao Governo do Estado.

Em Mossoró, porém, uma controvérsia envolvendo fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais alcançou o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A disputa teve origem no Edital nº 01/2023 da Prefeitura de Mossoró. O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 1ª Região (CREFITO-1) ingressou com mandado de segurança para pedir a retificação do edital e sua adequação à Lei Federal nº 8.856/1994, que estabelece regras sobre a jornada de trabalho dessas categorias.

O Conselho obteve uma decisão favorável no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Em 20 de junho de 2024, a 3ª Turma do TRF-5 reformou a sentença, reconheceu a legitimidade do CREFITO-1 e determinou o retorno do processo à origem para que o mandado de segurança tivesse regular prosseguimento.

A decisão, porém, não definiu definitivamente qual jornada deveria ser aplicada aos profissionais.

O STJ analisou a legitimidade do CREFITO para questionar o edital e determinou, na prática, a manutenção do entendimento de que o mandado de segurança poderia prosseguir na origem.

CAUSA ANIMAL
Na causa animal, o plano de Allyson também apresenta uma série de compromissos. No item 037, denominado “Causa Animal”, o candidato promete apoiar municípios e consórcios em políticas de proteção e bem-estar animal. Entre as medidas estão ampliação de castrações, vacinação antirrábica, microchipagem, feiras de adoção responsável e combate aos maus-tratos.

O plano prevê ainda integração entre vigilância em saúde, educação ambiental, entidades de proteção e serviços veterinários públicos ou conveniados, com prioridade para animais abandonados, famílias vulneráveis e regiões com maior risco de zoonoses.

Durante a administração de Allyson em Mossoró, entretanto, uma associação de proteção animal precisou recorrer ao Judiciário para cobrar a execução de quatro emendas impositivas de 2022, identificadas pelos números 01, 15, 52 e 77. As emendas haviam sido aprovadas e incluídas na Lei Orçamentária Anual do município.

A Associação Mossoroense de Proteção Animal e Responsabilidade Ambiental pediu à Justiça que determinasse ao Município a adoção das medidas necessárias para a execução dos recursos.

Em 18 de janeiro de 2024, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró negou o mandado de segurança. A sentença, contudo, não declarou que as emendas eram ilegais ou que não deveriam ser executadas. A magistrada destacou que a execução das emendas impositivas é obrigatória, mas está condicionada ao cumprimento de requisitos técnicos e jurídicos.

Segundo a decisão, a associação não conseguiu demonstrar, por meio de prova pré-constituída, a existência de direito líquido e certo à execução imediata dos recursos. A Justiça considerou que seria necessário verificar a existência de eventuais impedimentos técnicos e legais, o que demandaria produção de provas incompatível com o mandado de segurança.

A ação transitou em julgado em 12 de março de 2024 e foi definitivamente arquivada em 24 de maio daquele ano.

O tema voltou a aparecer no orçamento de Mossoró em 2026. A mesma associação consta como beneficiária de duas emendas municipais, identificadas como A71 e A72, de autoria do vereador Jailson Regis Nogueira. Cada uma prevê R$ 10 mil, totalizando R$ 20 mil.

Nos registros consultados, entretanto, a realização financeira aparece zerada para as duas emendas: R$ 0 em cada uma. Assim, embora existam R$ 20 mil previstos, não havia, nos dados analisados, valor realizado registrado.

Os episódios não significam que Allyson tenha sido pessoalmente condenado pelo STJ ou que a Justiça tenha declarado definitivamente irregular a atuação da Prefeitura nos dois casos. Na disputa envolvendo os profissionais de saúde, o STJ decidiu sobre a legitimidade do CREFITO-1 para questionar judicialmente o edital, sem decidir naquele recurso o mérito definitivo da jornada. No caso das emendas destinadas à causa animal, a Justiça não determinou que os valores deveriam ser pagos imediatamente, mas reconheceu que a execução de emendas impositivas é obrigatória quando observados os requisitos legais e técnicos.

O contraste, portanto, está no campo político e administrativo. No plano apresentado aos eleitores potiguares, Allyson promete melhores condições de trabalho para profissionais da saúde e uma política estadual mais ampla de proteção e bem-estar animal. Durante sua gestão em Mossoró, entretanto, uma discussão sobre jornada de duas categorias da saúde chegou ao STJ após recurso do Município, enquanto uma entidade de proteção animal precisou buscar o Judiciário em razão da execução de emendas.


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TRE-RN MANTÉM NOMES DE “CADU DE LULA” E “SAMANDA DE LULA” NAS URNAS

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) manteve os nomes “Cadu de Lula” e “Samanda de Lula” nas urnas ao julgar, nesta terça-feira (25), os registros das duas candidaturas petistas. Cadu Xavier disputa o Governo do Estado, enquanto Samanda Alves concorre a uma das duas vagas potiguares no Senado.

Os julgamentos afastaram os questionamentos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que havia se manifestado contra o uso do nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos dois candidatos. O órgão defendia a retirada da referência a Lula e o uso de “Cadu Xavier” e “Samanda Alves” nas urnas, sob o argumento de que nenhum dos dois possui “Lula” no sobrenome nem vínculo familiar com o presidente.

O registro de Cadu foi analisado no processo nº 0600298-68.2026.6.20.0000. O relator, juiz Hallison Rego Bezerra, votou pelo deferimento da candidatura e pela manutenção de “Cadu de Lula” como nome de urna. O entendimento foi acompanhado por Sulamita Bezerra Pacheco, Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro, Lourinaldo Silvestre de Lima Filho, Ricardo Procópio Bandeira de Melo e Daniel Cabral Mariz Maia. A decisão foi unânime, sem votos divergentes.

Já o registro de Samanda foi julgado no processo nº 0600373-10.2026.6.20.0000, também com decisão favorável à candidata e à manutenção de “Samanda de Lula” nas urnas.

As decisões preservam uma estratégia adotada pelos dois petistas antes mesmo do início oficial da campanha: associar diretamente suas candidaturas ao presidente. Cadu Xavier e Samanda Alves passaram a utilizar “de Lula” politicamente e registraram as denominações na Justiça Eleitoral para aparecer dessa forma nas urnas.

A vinculação ganhou ainda mais força durante a campanha. Lula já declarou apoio público aos dois candidatos e gravou materiais eleitorais específicos pedindo votos para Cadu e Samanda. Na semana passada, durante seu primeiro compromisso de campanha no Nordeste, em Natal, o presidente voltou a dividir o palanque com os candidatos e reforçou o apoio às duas candidaturas.

Parecer contrário
Antes dos julgamentos, o MPE havia defendido que Cadu e Samanda não deveriam utilizar a referência a Lula nos nomes de urna. Os pareceres foram assinados pelo procurador regional eleitoral Fernando Rocha de Andrade.

No caso de Cadu, o Ministério Público argumentou que o nome civil do candidato é Carlos Eduardo Xavier e que não existe vínculo familiar com o presidente. A Procuradoria também considerou o histórico de exposição pública do petista, que vinha sendo identificado como Cadu Xavier pelo menos desde 2019, quando assumiu a Secretaria Estadual da Fazenda.

Para o MPE, a utilização de “Cadu de Lula” poderia provocar dúvida sobre a identidade, induzir o eleitor a erro e favorecer uma possível migração de votos. A manifestação teve como fundamento as regras da Justiça Eleitoral que permitem o uso de apelidos e nomes pelos quais os candidatos sejam conhecidos, desde que não provoquem dúvida sobre sua identidade.

O entendimento foi semelhante em relação a Samanda. A Procuradoria questionou a adoção de “Samanda de Lula” pela ausência de vínculo familiar com o presidente e apontou o mesmo risco de associação capaz de confundir o eleitorado.

Os pareceres, entretanto, não representavam impedimento automático ao uso das denominações, já que a decisão cabia ao TRE-RN durante a análise dos registros. Com os julgamentos desta terça-feira, a Corte afastou os questionamentos do MPE e manteve “Cadu de Lula” e “Samanda de Lula” como os nomes dos candidatos petistas nas urnas.


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DATAVERO DIVULGA NESTA SEXTA NOVO RETRATO DA DISPUTA ELEITORAL NO RN

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O cenário eleitoral do Rio Grande do Norte ganha uma nova atualização nesta sexta-feira (28), com a divulgação de mais uma rodada da pesquisa DataVero/Diário do RN. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios potiguares e será o primeiro, do instituto, realizado após o ato político que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Natal.

Realizada entre os dias 23 e 25 de agosto, a pesquisa vai mostrar como o eleitorado potiguar se posiciona neste momento da campanha e permitirá acompanhar possíveis movimentações em relação à rodada anterior do DataVero/Diário do RN.

Primeiro levantamento após Lula
A passagem de Lula por Natal é um dos marcos políticos que antecedem a nova rodada. O presidente participou de ato ao lado de aliados no Estado, entre eles candidatos que disputam as eleições deste ano, reforçando sua presença na campanha potiguar.

Por ter sido realizada após a agenda presidencial, a pesquisa será o primeiro levantamento DataVero/Diário do RN a registrar as preferências do eleitorado depois do evento. Embora não permita atribuir eventuais oscilações diretamente à presença de Lula, a comparação com a rodada anterior poderá indicar mudanças no cenário eleitoral após a passagem do presidente pelo Estado.

O levantamento também dá sequência ao acompanhamento realizado pelo DataVero/Diário do RN ao longo da corrida eleitoral, agora em uma fase de maior movimentação das candidaturas e intensificação das agendas de campanha.

Novo momento da campanha
A pesquisa chega em uma etapa mais avançada do processo eleitoral. Após as convenções partidárias, as candidaturas foram registradas na Justiça Eleitoral e a campanha começou oficialmente, com os concorrentes autorizados a pedir votos e ampliando atos de rua, agendas nos municípios e estratégias de comunicação.

Os principais candidatos ao Governo também já participaram do primeiro debate televisionado da eleição, realizado pela Band. A partir daí, a disputa ganhou novos eventos de campanha e maior participação de lideranças nacionais no Rio Grande do Norte.

Nesse contexto, a rodada permitirá comparar o atual cenário com os números anteriores e identificar possíveis oscilações nas preferências do eleitorado já durante a campanha oficial. O levantamento representa um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores distribuídos por 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-06156/2026 e BR-03434/2026.


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FÁTIMA É CAMPEÃ EM INVESTIMENTOS NA EDUCAÇÃO NO NORDESTE E 3ª NO BRASIL

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Na primeira edição do Diário do RN, que chegou às ruas em 23 de agosto de 2022, a educação potiguar ocupava espaço nas páginas do jornal por um dado que chamava a atenção: mesmo arrecadando mais que a Paraíba, a gestão da professora Fátima Bezerra havia investido menos no setor durante o primeiro semestre daquele ano. Quatro anos depois, o mesmo comparativo apresenta um cenário diferente.

Naquele primeiro semestre de 2022, a Paraíba havia aplicado R$ 916,3 milhões em educação, enquanto o RN destinara cerca de R$ 754 milhões, diferença superior a R$ 160 milhões. O investimento potiguar era aproximadamente 17% menor, apesar de a arrecadação estadual superar a paraibana em cerca de 16%.

Em 2026, a relação se inverte na aplicação proporcional dos recursos. No primeiro semestre, o RN destinou 27,76% da receita líquida resultante de impostos à Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), contra 26,05% da Paraíba. Os dois estados permaneceram acima do mínimo constitucional de 25%, mas, desta vez, o percentual potiguar ficou 1,71 ponto percentual à frente.

Os dados do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope), do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), colocam ainda o Rio Grande do Norte como o estado com maior percentual de aplicação em educação do Nordeste e o terceiro do país no primeiro semestre de 2026, atrás apenas do Paraná, com 30,12%, e de Santa Catarina, com 29,09%.

Em entrevista ao Diário do RN, a governadora Fátima Bezerra (PT) avaliou o cenário quatro anos depois e destacou as mudanças registradas na educação estadual. “Nos últimos anos, o Rio Grande do Norte está vivendo uma transformação profunda na educação pública, e os resultados mostram que estamos no caminho certo”, afirmou. “Estamos investindo em infraestrutura, tecnologia, aprendizagem e, principalmente, na ampliação das oportunidades para os nossos estudantes”, acrescentou.

Em valores, o mínimo exigido do RN no primeiro semestre era de R$ 2,371 bilhões e a aplicação chegou a R$ 2,634 bilhões, cerca de R$ 262,3 milhões acima da obrigação constitucional. Na Paraíba, foram aplicados R$ 2,803 bilhões diante de um mínimo de R$ 2,690 bilhões, aproximadamente R$ 112,6 milhões acima do piso. Os números de 2026 referem-se apenas aos primeiros seis meses e ainda podem sofrer alterações até o fechamento do exercício.

Rede ampliada
As mudanças também aparecem na estrutura e na oferta de ensino. Cerca de 230 escolas foram reformadas, ampliadas ou estão em obras, com investimentos em climatização, conectividade, laboratórios e inovação.

Um dos principais avanços está no ensino em tempo integral, que passou de 70 para 248 escolas. “É uma mudança que significa mais tempo na escola, mais aprendizagem, mais atividades, mais oportunidades e mais proteção para os nossos jovens”, destacou Fátima.

A Educação Profissional também ganhou espaço. Segundo os dados apresentados pelo Governo, a modalidade cresceu 254%, chegando a 25 mil matrículas em 144 escolas. A expansão inclui os Institutos Estaduais de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação (IERNs), com dez das 12 unidades previstas já entregues.

“Estamos preparando nossa juventude não apenas para concluir a educação básica, mas para ter formação, qualificação e melhores condições de ingressar no mundo do trabalho”, afirmou a governadora.

Resultado histórico
Os avanços também aparecem nos indicadores de aprendizagem. Segundo os dados apresentados pela governadora, o Rio Grande do Norte chegou a 4,0 no Ideb de 2025, ante 3,2 em 2023, crescimento de 25% e o melhor resultado da série histórica da educação estadual em 20 anos. Fátima também destaca avanços na alfabetização, na fluência leitora e na recomposição das aprendizagens.

“Quando olhamos para esses números, estamos falando de muito mais do que estatísticas.

Estamos falando de escolas melhores, professores valorizados, estudantes com mais oportunidades e uma educação pública que voltou a avançar”, afirmou.

Quatro anos depois da primeira edição do Diário do RN, os dados mostram o RN à frente da Paraíba e com a maior aplicação proporcional em educação do Nordeste no primeiro semestre de 2026. Para Fátima, são resultados de “investimento, planejamento, compromisso e uma política de Estado que coloca a educação como prioridade”.


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DATAVERO E DIÁRIO DO RN CONSOLIDAM FORTE PARCERIA AO LONGO DE TRÊS ELEIÇÕES

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Quando o Diário do RN ganhou as ruas, em 23 de agosto de 2022, o Rio Grande do Norte estava em plena campanha eleitoral. Naquele mesmo período, o Instituto DataVero, criado em 2021, vivia sua primeira eleição geral e começava a ampliar sua presença no mercado de pesquisas. Foi nesse cenário que as trajetórias das duas empresas se encontraram, dando início a uma parceria que atravessou as eleições de 2022 e 2024 e chega a um novo ciclo em 2026.

Fundado pelos jornalistas Túlio Lemos e Bosco Afonso, o DataVero nasceu com a proposta de realizar pesquisas com suporte técnico, científico e tecnológico. Entre as ferramentas adotadas está a geolocalização das entrevistas, que permite registrar horário e coordenadas da coleta, além de armazenar as informações produzidas em campo.

Para Túlio Lemos, fundador do instituto, 2022 marcou a consolidação do DataVero no mercado.

Naquele ano, as pesquisas para as eleições gerais foram realizadas tanto em nível estadual quanto em municípios potiguares, ampliando a atuação da empresa. “Foi quando a gente começou a se destacar no mercado. Mesmo com pouco tempo de vida, o DataVero logo se credenciou como um instituto sério”, relembra.

A parceria com o Diário, iniciada naquele mesmo período, ampliou a projeção do trabalho. “Com o Diário do RN, justamente na campanha de 22, foi que a gente deu uma visibilidade maior ao trabalho. Era uma eleição geral, com Governo, Senado e Presidência, então foi muito importante para nós”, afirma. Segundo Túlio, o resultado foi positivo para os dois lados. “Deu muita visibilidade ao Diário e deu muita visibilidade ao Instituto DataVero.”

2024 amplia atuação
Dois anos depois, as eleições municipais marcaram uma nova etapa. O DataVero realizou mais de 100 pesquisas em diferentes municípios, entre levantamentos destinados à divulgação e trabalhos de consumo interno de candidatos, mantidos sob sigilo.

Em Natal, o instituto acompanhou as mudanças no cenário ao longo da campanha. No primeiro turno, as pesquisas registraram a tendência de crescimento de Natália Bonavides e a perda de força de Carlos Eduardo. Já no segundo turno, o último levantamento apontou Paulinho Freire com 56,56% dos votos válidos e Natália com 43,44%. Nas urnas, o resultado foi de 55,34% contra 44,66%, cravando o resultado dentro da margem de erro da pesquisa.

“Fechamos 2024 com chave de ouro, no segundo turno, na eleição de Natal. Foi um resultado muito próximo daquilo que a gente tinha apontado”, destaca Túlio. Para ele, o desempenho consolidou o trabalho desenvolvido desde a criação do instituto. “Foi o coroamento de um trabalho sério, de um trabalho com muita dedicação”, afirma.

Novo ciclo em 2026
Em 2026, Diário do RN e DataVero voltam a acompanhar juntos uma eleição estadual. O instituto já realizou pesquisas públicas e de consumo interno, com resultado restrito ao contratante; e passou a programar novas rodadas em períodos próximos a acontecimentos que podem interferir na percepção do eleitor, como convenções, debates e agendas políticas.

“A pesquisa nada mais é do que uma fotografia da realidade”, resume Túlio. Para ele, cada levantamento registra o cenário daquele momento. “A pesquisa fotografa aquele instante. Depois, pode acontecer um debate, uma convenção, uma declaração ou qualquer outro fato que mude a percepção do eleitor”, explica.

Por isso, segundo Túlio, o acompanhamento precisa ser contínuo ao longo da disputa. “Um fato que acontece hoje pode mudar a realidade amanhã. Então, você tem que fazer uma nova pesquisa para captar esse novo sentimento do eleitor”, complementa.

Quatro anos depois, a parceria chega às eleições de 2026 consolidada na cobertura política do Diário. Para Túlio, os levantamentos e a proximidade dos números com as urnas fortaleceram a confiança no trabalho. “A credibilidade é o nosso maior patrimônio. É isso que dá confiabilidade à pesquisa e faz com que as pessoas acreditem no trabalho que está sendo apresentado”, conclui.


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