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GESTÃO ALLYSON: MP APONTA “APAGÃO DE TRANSPARÊNCIA” E ENTRA NA JUSTIÇA

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O Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte ajuizou, em 25 de maio de 2026, uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de Mossoró apontando um suposto “apagão de transparência” na política cultural do município durante a gestão do então prefeito Allyson Leandro Bezerra Silva, afastado do cargo desde o fim de março deste ano.

A ação, protocolada pela 2ª Promotoria de Justiça de Mossoró, é resultado do Inquérito Civil nº 04.23.2022.0000032/2025-08, tramita sob o processo nº 0813392-42.2026.8.20.5106 e teve valor atribuído de R$ 100 mil.

No documento, o Ministério Público descreve um cenário de suposta desorganização administrativa, esvaziamento do controle social, ausência de publicidade oficial, reuniões sem transparência e resistência da gestão municipal em entregar documentos, atas e gravações relacionados ao Conselho Municipal de Políticas Culturais (CMPC).

Segundo a promotoria, mesmo após diversas requisições oficiais, a Prefeitura apresentou apenas quatro atas de reuniões do conselho, três referentes a 2023 e apenas uma de 2024. Para o MP, os documentos indicariam que apenas duas reuniões ordinárias efetivas teriam ocorrido em mais de um ano.

Justiça dá prazo para Prefeitura se manifestar antes de analisar liminar
No mesmo dia em que a ação foi ajuizada, o juiz Pedro Cordeiro Júnior proferiu despacho determinando a intimação prévia da Prefeitura de Mossoró antes da análise do pedido liminar apresentado pelo Ministério Público.

Na decisão, assinada às 19h39 do dia 25 de maio de 2026, o magistrado afirmou que, “dadas as peculiaridades do caso concreto”, considerou prudente ouvir previamente a parte contrária no prazo de cinco dias, com fundamento no artigo 300, parágrafo 2º, do Código de Processo Civil.

Com isso, a Prefeitura terá prazo para apresentar manifestação antes que a Justiça decida sobre os pedidos urgentes formulados pelo Ministério Público.

Após o prazo, com ou sem resposta da gestão municipal, o processo retornará concluso para decisão judicial.

Mossoró Cidade Junina entra no centro da ação
Um dos pontos mais sensíveis da ação envolve o Mossoró Cidade Junina, principal evento cultural do município.

O Ministério Público afirma que não ficou comprovado que o evento tenha passado por discussão e deliberação prévia do Conselho Municipal de Cultura, como prevê a legislação municipal e recomendações expedidas anteriormente pelo próprio MP.

Na liminar, a promotoria pede que a Justiça obrigue a Prefeitura de Mossoró a apresentar atas, registros e documentos que comprovem que decisões relacionadas ao Mossoró Cidade Junina 2026 foram oficialmente debatidas pelo conselho cultural.

MP aponta risco de “malversação de verbas públicas”
Outro trecho considerado grave pela promotoria afirma existir risco de “malversação de verbas públicas” na política cultural do município.

O documento reúne relatos de artistas, conselheiros e representantes culturais que apontam suposto favorecimento em editais, pareceristas indicados sem seleção pública, ausência de justificativas para notas atribuídas, divergências entre decisões tomadas em escutas públicas e os editais posteriormente publicados, além do possível uso irregular de recursos federais da cultura.

Entre os casos citados está a destinação de R$ 760 mil da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) para a reforma da Escola de Artes de Mossoró.

Segundo integrantes do setor cultural ouvidos pelo Ministério Público, a decisão contrariaria discussões realizadas nas escutas públicas, onde artistas defendiam que os recursos fossem destinados diretamente ao fomento cultural.

A ação também menciona outro valor considerado controverso: R$ 600 mil que, segundo representantes culturais, deveriam ter sido redirecionados para ações de incentivo à cultura, mas teriam permanecido vinculados à reforma estrutural da Escola de Artes.

Reuniões sem atas, convocações por WhatsApp e documentos não entregues
A promotoria relata ainda que reuniões teriam ocorrido sem publicidade adequada, com convocações realizadas via WhatsApp, ausência de atas oficiais, cancelamentos sucessivos e negativa de entrega de gravações solicitadas pelo Ministério Público junto à Secretaria de Cultura e à Secretaria de Comunicação.

Segundo o MP, houve situações em que atas sequer foram assinadas porque a reunião seguinte acabou cancelada.

Outro ponto citado na ação é que o Portal da Transparência do município apresentaria registros financeiros ilegíveis relacionados à execução orçamentária da cultura nos anos de 2023 e 2024.

Conselho Municipal de Cultura teria sido esvaziado
A Ação Civil Pública também questiona mudanças promovidas na legislação municipal em 2025.

Segundo o Ministério Público, alterações feitas pela Prefeitura retiraram da lei a obrigação de cooperação do Conselho Municipal de Cultura nas decisões relacionadas às políticas culturais do município, o que, para a promotoria, teria enfraquecido o controle social sobre a aplicação dos recursos públicos da cultura.

O que o Ministério Público pede na Justiça
Na ação, o MP pede que a Justiça determine que a Prefeitura de Mossoró:
• regularize imediatamente o funcionamento do Conselho Municipal de Cultura;
• elabore calendário anual de reuniões;
• realize reuniões periódicas;
• publique atas e documentos oficiais;
• grave integralmente as reuniões;
• assegure participação da sociedade civil;
• mantenha transparência sobre decisões e recursos culturais;
• regularize o Fundo Municipal de Cultura, com CNPJ e conta bancária própria, no prazo máximo de seis meses.

A promotoria também pede aplicação de multa em caso de descumprimento das determinações judiciais.

Para o Ministério Público, o cenário atual compromete a transparência da gestão cultural, enfraquece o controle social e coloca sob questionamento a correta aplicação de verbas públicas destinadas à cultura em Mossoró.

“A situação atual é insustentável.”

“Presente também se encontra o perigo de dano.”

“Há iminente risco de malversação de verbas públicas.”

“Não se restou comprovada a efetiva publicidade dos atos do Conselho Municipal de Políticas Culturais.”

“A omissão na estruturação do Conselho Municipal tende a torná-lo dependente dos interesses políticos oriundos do Poder Executivo local.”

“A alteração legislativa suprimiu a menção à cooperação do Conselho Municipal de Cultura.”

“A medida causa estranheza.”


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TOMBA FARIAS AFIRMA QUE GOVERNO FÁTIMA É “MERCADORIA VENCIDA”

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O deputado estadual Tomba Farias, líder do PL na Assembleia Legislativa, afirmou ao Diário do RN que as forças oposicionistas estão unidas para fazer do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PL), governador que vai mudar a realidade do Rio Grande do Norte. O parlamentar, que durante o último fim de semana participou de agenda política ao lado de Álvaro e de outras lideranças da oposição, destacou que as propostas do pré-candidato para a reconstrução do Estado têm sido bem recebidas e assimiladas em todos os municípios por onde passa.

Durante a entrevista, Tomba Farias enfatizou que Álvaro representa entre todos os pré-candidatos “a melhor opção para abrir os caminhos de desenvolvimento para o Rio Grande do Norte”. O deputado foi mais além e destacou que o governo Fátima Bezerra “é uma mercadoria vencida”, que perdeu o prazo de validade. Para o parlamentar, Fátima deixará o governo no final de dezembro, sem deixar saudades nem uma marca registrada da sua gestão.

“Gostaria até que a governadora Fátima Bezerra tivesse feito um bom governo, pois se é bom para o nosso povo, é bom para mim também. Infelizmente, não é isso que eu vejo, nem o que a população do nosso estado vê. O que se vê é a governadora Fátima Bezerra chegar ao fim de seu governo de forma rejeitada e com uma administração má avaliada”, ressaltou.

O líder do PL disse que em outubro próximo o eleitor tem uma responsabilidade, que é não se deixar iludir por “mercadores de ilusão”. Ele lembra que, diferente das promessas de campanha, o que restou do governo Fátima Bezerra foi o fundo do poço para o Rio Grande do Norte.

“Somente a própria governadora e seus aliados próximos acreditam que o seu governo não foi um fracasso. E para mostrar que a gestão estadual é um sucesso, o governo tem investindo pesado em publicidade, mostrando a propaganda de um Rio Grande do Norte que é peça de ficção”, finalizou.

O parlamentar também ressaltou que o nome do ex-prefeito de Natal vem se consolidando junto ao eleitorado do Estado. “O discurso de renovação de Álvaro Dias vem obtendo ampla aceitação por parte do povo, principalmente nos municípios do interior do estado, que sofrem com a ausência de um governo estadual eficiente no seu dia-a-dia. Álvaro é reconhecido por sua história de municipalista, por sua experiência e o serviço prestado como deputado estadual, deputado federal e prefeito de Natal por dois mandatos. É o nome que vai traçar um futuro promissor para o Estado”, enfatizou.

O líder do PL na Assembleia Legislativa disse acreditar que Álvaro Dias não será só o “governador da reconstrução”, como também o “governador da retomada do desenvolvimento, do avanço e do progresso. Segundo Tomba, quem soube administrar o segundo maior orçamento do Estado, que é o de Natal, onde implantou avanços significativos, também fará o mesmo pelo estado do Rio Grande do Norte”, explicou.

Tomba Farias anunciou que vai caminhar com Álvaro Dias por todos municípios das regiões que compõem a sua base política, a começar pelo Trairi, na cidade de Santa Cruz, onde mantém liderança política consolida. O parlamentar lembrou que na última sexta-feira o pré-candidato esteve em Santa Cruz por ocasião da procissão de Santa Rita Cássia oportunidade em que foi recebido com carinho pela população local. “Cada abraço, cada aperto de mão foi uma demonstração de que a sua aceitação popular é um fato real e irreversível”, disse.

Ao comentar as declarações de Tomba Farias, Álvaro Dias observou que a recente pesquisa que o coloca na dianteira da corrida eleitoral com 34,5% retrata o reconhecimento popular com relação a sua atuação como político e gestor. “São as obras que fizemos em Natal, as mudanças que implantamos e que permitiram a cidade avançar, além da convicção da população sobre tudo que podemos fazer pelo Rio Grande do Norte”, destacou.


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PREFEITURA DE SÃO GONÇALO RECEBE ALERTA DO MPRN SOBRE RISCOS DE CORRUPÇÃO

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte colocou a Prefeitura de São Gonçalo do Amarante sob pressão ao recomendar que a gestão do prefeito Jaime Calado implante, em até 30 dias, um Programa de Integridade voltado ao combate à corrupção, fortalecimento da transparência e criação de mecanismos internos de controle dentro da máquina pública.

A recomendação, assinada pelo promotor Flávio Henrique de Oliveira Nóbrega, escancara uma realidade considerada preocupante pelo próprio Ministério Público: a ausência de estruturas mínimas de prevenção a irregularidades em grande parte das prefeituras brasileiras.

No documento, o MP destaca que “mais de 90% dos municípios brasileiros não possuem Programas de Integridade próprios”, cenário que, segundo a Promotoria, fragiliza o controle interno, aumenta riscos administrativos e deixa o patrimônio público vulnerável.

A cobrança direcionada à gestão Jaime Calado ocorre em meio ao endurecimento nacional dos órgãos de controle sobre práticas de governança, transparência e prevenção de desvios dentro da administração pública.

A recomendação tem peso político e institucional porque não trata apenas de burocracia administrativa. O Ministério Público vincula diretamente a implantação do programa à necessidade de combater corrupção, improbidade administrativa e falhas de gestão.

Na recomendação, o Ministério Público é incisivo ao afirmar que:
“O direito a uma Administração proba, transparente e eficiente é direito difuso do cidadão.”
Em outro trecho forte, o Ministério Público alerta:
“As atividades de promoção da integridade e de prevenção de riscos da corrupção evitam a ocorrência do dano.”

Na prática, o Ministério Público está cobrando que a Prefeitura deixe de atuar apenas de forma reativa diante de denúncias e passe a criar mecanismos permanentes de fiscalização, controle e rastreamento interno de riscos administrativos.

Pela recomendação, a gestão municipal terá de comprovar a criação formal de um Programa de Integridade, integração do sistema à administração pública, comunicação interna das medidas, mecanismos de monitoramento e prestação de contas.

A recomendação ainda exige que o coordenador do programa tenha “reputação ilibada”, sem condenações ou investigações relacionadas à improbidade administrativa ou crimes contra a administração pública, ponto que reforça o nível de preocupação do Ministério Público com a credibilidade do sistema a ser implantado.

A recomendação também evidencia um novo momento no posicionamento institucional do MP, que passa a atuar preventivamente antes mesmo do surgimento de escândalos ou ações judiciais de maior repercussão.

Embora a medida tenha caráter recomendatório, o não cumprimento pode servir futuramente como elemento para abertura de procedimentos investigatórios ou medidas judiciais, principalmente diante da nova política nacional de integridade pública estimulada pelo Conselho Nacional do Ministério Público.

Ao mirar a necessidade de controles internos e cultura anticorrupção, o Ministério Público manda um recado claro às administrações municipais: transparência e governança deixaram de ser discurso político e passaram a integrar a agenda permanente dos órgãos de fiscalização.


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“EM POLÍTICA, TUDO É POSSÍVEL”, AFIRMA EZEQUIEL SOBRE MILENA SER VICE DE CADU

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O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira de Sousa (PSDB), falou de forma aberta sobre a possibilidade de a vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão (PSDB), integrar a chapa majoritária encabeçada pelo pré-candidato ao Governo do Estado, Cadu Xavier (PT). A declaração foi dada durante evento de motociclismo realizado no último fim de semana em Currais Novos, no interior do Estado, e vem repercutindo nos bastidores da política potiguar.

Apesar das especulações em torno do nome de Milena para a vice já circularem há meses, essa foi a primeira vez que o próprio Ezequiel comentou publicamente o assunto. Em meio ao estilo reservado do presidente da Assembleia, aliados costumam repetir a máxima de que “quem fala por Ezequiel é o próprio Ezequiel”.

Sem confirmar qualquer definição, o deputado deixou o cenário em aberto. “Em política, tudo é possível. Não há nenhuma decisão sobre isso”, afirmou ao ser questionado sobre a possibilidade de a irmã compor uma eventual chapa governista.

Na sequência, Ezequiel ressaltou a trajetória política de Milena e relembrou como ela chegou à vice-prefeitura de Currais Novos. “Milena é vice-prefeita do município de Currais Novos. Tem uma parceria que vem lá de trás. Estava na Assembleia quando recebi a visita de Lucas e de Odon, pedindo para que Milena fosse sua vice, o que não estava em nenhum planejamento político nosso”, declarou, em referência ao prefeito Lucas Galvão e ao ex-prefeito Odon Júnior.

O parlamentar afirmou que a entrada da irmã na disputa municipal ocorreu a partir de um apelo político e popular. “Diante dessa conclamação feita por Lucas e por Odon naquele momento, porque ali eles estavam representando um sentimento popular, Milena deixou o seu conforto, o seu trabalho como advogada e entrou numa campanha que saiu vitoriosa para o bem do povo de Currais Novos”, destacou.

Ezequiel também aproveitou a oportunidade para exaltar a gestão municipal da cidade seridoense e fez referência direta à administração conduzida pelo prefeito Lucas Galvão e pela sua irmã, Milena Galvão. “Hoje essa dupla tem uma das maiores avaliações municipais do estado do Rio Grande do Norte, acima dos 89% de aprovação. Isso mostra o acerto do povo de Currais Novos”, afirmou.

Nos bastidores, a expectativa é que a eventual vice de Cadu Xavier saia do grupo político ligado ao PSDB de Ezequiel Ferreira, conforme publicado pelo Diário do RN recentemente. Além de Milena Galvão, também são citados como possibilidades os nomes da médica Júlia Almeida, esposa do prefeito de Parelhas, e a deputada estadual Cristiane Dantas, esposa do ex-vice-governador Fábio Dantas, um dos principais aliados políticos de Ezequiel no estado.

Diálogo aberto e indefinição
Embora evite antecipar qualquer definição eleitoral, o que só deve acontecer no mês de julho, de acordo com aliados, Ezequiel tem feito movimentos interpretados como gestos de aproximação com diferentes campos políticos. No âmbito administrativo, o deputado estadual mantém alinhamento com a governadora Fátima Bezerra. Em fevereiro deste ano, após a leitura da mensagem anual do Executivo na Assembleia Legislativa, o parlamentar fez elogios públicos à condução da gestão estadual, gesto visto como sinal de boa relação institucional e política. “A história pode lhe trazer de volta para comandar o destino do Estado do Rio Grande do Norte ainda. Pela idade, pela capacidade, pela competência’, afirmou em tom profético e acrescentou: “Parabéns pelo pronunciamento que vem carregado de serviço prestado ao Rio Grande do Norte, mas também traz uma carga de emoção, acima de tudo, traduzida nas suas vitórias e nas suas conquistas de vida, e também na política”. O presidente da Assembleia concluiu reafirmando o histórico democrático de Fátima Bezerra: “As pessoas podem discordar da governadora, até ter posições antagônicas. Mas ninguém pode subestimar alguém que saiu, como a senhora saiu, lá da Paraíba, veio pro Rio Grande do Norte e tudo que foi na vida foi pelo voto livre e democrático do povo do Rio Grande do Norte”.

Ao mesmo tempo, Ezequiel também já esteve próximo do grupo liderado por Rogério Marinho, mantendo conversas com o prefeito de Natal, Paulinho Freire, aliado do pré-candidato Álvaro Dias. O deputado participou das articulações para assumir o comando do Republicanos no Rio Grande do Norte ao lado também de Fábio Dantas e do presidente da Câmara Municipal de Natal, Ériko Jácome.

O movimento acabou esvaziado após o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, assumir o controle do Republicanos no estado em articulação direta com a direção nacional da legenda.


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AZEVEDO SE REÚNE COM ‘TRAIDOR DA PÁTRIA’ NOS EUA E É CRITICADO NA WEB

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A agenda do deputado estadual Coronel Azevedo com integrantes da família Bolsonaro, realizada no último sábado (23) em Arlington, no Texas, Estados Unidos, vem repercutindo nas redes sociais e movimentando os bastidores da política potiguar. O parlamentar esteve reunido com o deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante o encontro, o senador Flávio Bolsonaro participou por meio de videochamada.

Nas redes sociais, Coronel Azevedo compartilhou registros do encontro e destacou afinidade política com os filhos do ex-presidente. Em publicação no X, antigo Twitter, o deputado escreveu: “Em Arlington, no Texas, ao lado de Eduardo Bolsonaro e em chamada com o senador e futuro presidente Flávio Bolsonaro. Boa conversa sobre o Brasil, política e os desafios do nosso país.

Sempre trabalhando e defendendo aquilo que acreditamos”, publicou.

O parlamentar também ressaltou a importância do alinhamento com lideranças conservadoras nacionais. Segundo ele, o encontro fortalece pautas ligadas à segurança pública, liberdade econômica e defesa da família. “Esse alinhamento com lideranças estaduais fortalece ainda mais nosso compromisso com a defesa da liberdade, da segurança pública e dos valores que representam milhões de brasileiros”, afirmou.

Inicialmente tratada como parte de uma agenda institucional e política do parlamentar potiguar durante passagem pelo país, a viagem foi posteriormente classificada pela assessoria de Coronel Azevedo como de caráter pessoal. Em resposta ao Diário do RN, a equipe do deputado informou que todas as despesas foram custeadas com recursos próprios do parlamentar. O Diário do RN também solicitou posicionamento detalhado sobre os objetivos políticos do encontro, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

Repercussão nas redes sociais
A repercussão nas redes sociais foi imediata. Enquanto apoiadores elogiaram a aproximação de Coronel Azevedo com a família Bolsonaro e com lideranças da direita conservadora, críticos associaram o encontro ao histórico recente de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos e às articulações políticas do grupo bolsonarista no exterior.

Entre os comentários negativos, internautas apontaram uma suposta incoerência entre o discurso patriótico defendido pelo parlamentar e a atuação internacional de Eduardo, chamado por alguns usuários de “traidor da Pátria”. Adversários políticos acusam o ex-deputado de agir contra interesses brasileiros ao defender medidas e pressões externas sobre o país, entre elas o tarifaço deflagrado em agosto do ano passado sobre produtos brasileiros.

Nos comentários das publicações, alguns usuários elevaram o tom das críticas. “Isso é patriotismo? Isso é patético! Associação com foragidos, golpistas. Ridículo”, escreveu um internauta. Outro comentário afirmou: “Mais um deputado e militar foi para os Estados Unidos conspirar contra o Brasil”. Houve ainda quem cobrasse punições ao parlamentar potiguar: “Tudo pago com dinheiro do povo, deveria ser cassado, isso é um absurdo, visitar um traidor da pátria fugitivo da Justiça brasileira”, publicou outro usuário nas redes sociais.

Interferências de Eduardo nos EUA
Desde que passou a morar nos Estados Unidos, em julho de 2025, Eduardo Bolsonaro tornou-se um dos principais interlocutores do bolsonarismo junto a setores ligados ao presidente americano Donald Trump. O ex-deputado intensificou contatos com parlamentares republicanos, participou de eventos conservadores internacionais e passou a defender publicamente sanções contra autoridades brasileiras e críticas às decisões do Supremo Tribunal Federal (STF).

A atuação de Eduardo Bolsonaro ganhou ainda mais repercussão em agosto do ano passado, quando esteve entre os articuladores políticos do chamado “tarifaço” anunciado pelo governo de Donald Trump contra produtos brasileiros. Eduardo também passou a defender a anistia ou revisão de penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Além disso, no início deste ano, o filho do ex-presidente intensificou críticas ao STF e passou a defender publicamente a concessão de prisão domiciliar para Jair Bolsonaro, preso desde novembro de 2025. A permanência de Eduardo nos Estados Unidos ganhou ainda mais repercussão após a cassação de seu mandato pela Câmara dos Deputados, em dezembro do ano passado, por excesso de faltas às sessões legislativas enquanto permanecia fora do país.


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RAFAEL MOTTA AFIRMA QUE ZENAIDE MAIA É INCOERENTE POR VOTAR EM LULA

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A declaração recente da senadora Zenaide Maia de que votará no presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026, mesmo com o PSD tendo como pré-candidato o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, provocou forte repercussão nos bastidores da política potiguar. A posição da parlamentar, atual vice-líder do Governo Lula no Senado, passou a ser vista por adversários e até aliados como uma tentativa de “agradar a dois senhores”, ao manter pontes simultâneas com o lulismo e com setores do Centrão, movimento considerado incoerente por integrantes do próprio campo governista diante de uma disputa presidencial em que os projetos políticos estarão em lados opostos e que só um candidato sairá vencedor.

Pré-candidato ao Senado pelo grupo governista, Rafael Motta (PDT) classificou a postura como contraditória. Em declaração ao Diário do RN, ele afirmou: “É incoerente. Ela é vice-líder de um governo que o partido dela quer derrotar”.

A fala da senadora foi publicada na edição de ontem do Diário do RN, em entrevista concedida à jornalista Anna Karinna Castro. Na ocasião, Zenaide afirmou que não considera incoerente apoiar Lula, mesmo com seu partido tendo outro projeto presidencial. Para a parlamentar, a fidelidade partidária não deve se sobrepor às convicções ideológicas.

“O partido é importante, mas tem algo mais importante que é o povo”, declarou a senadora.

Na entrevista, Zenaide Maia reconheceu que a configuração política impedirá sua presença ao lado de Lula no Rio Grande do Norte e, ao comentar os desdobramentos da disputa local, a senadora admitiu que mesmo não estando no palanque, vai estar apoiando a reeleição do presidente no Estado.

“O meu partido vai ter um candidato a presidente, Ronaldo Caiado, mas eles já sabem que no Rio Grande do Norte eu vou votar em Lula”, afirmou.

Nos bastidores, a posição vem sendo interpretada como um movimento arriscado, que pode confundir o eleitorado e gerar ruídos tanto entre aliados do presidente quanto dentro do próprio PSD, legenda que integra o Centrão e hoje abriga setores resistentes à reeleição de Lula.

Embora exista essa leitura de que o posicionamento da senadora pode embaralhar o discurso do campo governista, em entrevista publicada essa semana no Diário do RN, a presidente estadual do PSB, Larissa Rosado, afirmou acreditar que o eleitor tende a reconhecer o “Time de Lula”.

“Quando Lula apontar para o Rio Grande do Norte quem são os candidatos dele, Cadu Xavier, Samanda Alves e Rafael Motta, eu acho que o eleitor se define e vai fazer a escolha para as pessoas que estão no time dele”, disparou.

Apesar das críticas, Zenaide reafirma que sua trajetória política sempre esteve ligada a pautas sociais e ao campo progressista, independentemente da orientação partidária. A senadora relembrou, inclusive, episódios anteriores em que contrariou a posição da própria legenda, como durante o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

“Só fico em um partido se eu tiver o direito e a autonomia de votar como eu acho que devo votar, a favor do povo”, afirmou.

A movimentação da senadora acontece em um momento de intensa reorganização dos grupos políticos para 2026 no Rio Grande do Norte. Enquanto o campo governista tenta consolidar a associação direta com Lula no Estado, a postura de Zenaide abre espaço para um debate sobre fidelidade partidária, coerência ideológica e os limites das alianças políticas em um cenário cada vez mais polarizado.


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MOSSORÓ RECEBEU R$ 12,6 MILHÕES EM EMENDAS PIX NA GESTÃO ALLYSON

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A Prefeitura de Mossoró recebeu ao menos R$ 12.638.990,00 em emendas Pix entre 2021 e 2024, segundo levantamento realizado com base em dados do Portal da Transparência da União. Os recursos foram transferidos diretamente ao município através das chamadas “Transferências Especiais”, modalidade criada para agilizar o envio de verbas federais, mas que atualmente se encontra no centro de uma das maiores discussões sobre transparência pública no país.
Todos os repasses identificados no levantamento ocorreram durante a gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra, que deixou o cargo no fim de março para disputar o Governo do Rio Grande do Norte.

As chamadas emendas Pix permitem que deputados e senadores enviem recursos diretamente para estados e municípios sem a necessidade de convênios tradicionais. Na prática, o dinheiro cai diretamente na conta da prefeitura, dando maior liberdade de execução aos gestores municipais.

O modelo, porém, passou a ser alvo de forte reação do Supremo Tribunal Federal (STF), após órgãos de controle apontarem dificuldades para rastrear como bilhões de reais vêm sendo gastos em todo o Brasil.

O avanço das investigações e das cobranças por transparência coloca municípios que receberam grandes volumes de transferências especiais, como Mossoró, dentro do radar nacional de fiscalização.

Zenaide Maia lidera envio de recursos para Mossoró
Entre todos os parlamentares identificados no levantamento, a senadora Zenaide Maia aparece como a maior destinadora de emendas Pix para Mossoró.

Somente ela enviou R$ 5 milhões em 2024 e outros R$ 2,9 milhões em 2023.

Ao todo, os repasses ligados à parlamentar somam R$ 7,9 milhões, o equivalente a mais de 62% de todas as transferências especiais identificadas para o município no período analisado.

O maior pagamento individual ocorreu em 3 de julho de 2024, através da ordem bancária 2024OB003038, vinculada à emenda nº 202440910002, no valor de R$ 5 milhões, já em 30 de agosto de 2023, Mossoró recebeu mais R$ 2,9 milhões através da ordem bancária 2023OB808580, referente à emenda nº 202340910010.

Relatório da CGU apontou falhas de transparência
O debate sobre as Emendas Pix em Mossoró ganhou ainda mais repercussão após auditoria da CGU divulgada em abril de 2025 sobre uma transferência especial de R$ 5 milhões destinada à pavimentação de ruas no município.

A fiscalização foi realizada por determinação do STF dentro da ADPF 854, relatada pelo ministro Flávio Dino.

Embora a Controladoria tenha reconhecido a existência das obras e afirmado não ter encontrado desvio dos recursos, o relatório apontou graves inconsistências relacionadas à transparência e à rastreabilidade da verba federal.

A CGU concluiu que Mossoró “não fornece, com transparência adequada, informações sobre os recursos recebidos por meio da Transferência Especial”. O relatório apontou ainda que o município não registrou corretamente informações no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), o Portal da Transparência municipal dificulta a individualização das emendas, não há mecanismos simples para o cidadão rastrear a aplicação do dinheiro federal e foi categórico em afirmar que há “insuficiência de transparência ativa”, comprometendo o controle social dos recursos públicos.

A própria CGU classificou como “não adequada” a transparência da execução da emenda auditada.

Outro ponto que chamou atenção dos auditores foi o fato de a emenda de R$ 5 milhões ter sido incorporada a um contrato muito maior, de R$ 58 milhões, firmado com a Construtora Luiz Costa Ltda., dificultando a identificação exata de como o dinheiro federal foi executado.

STF amplia investigação nacional sobre emendas Pix
As transferências especiais passaram a ser alvo de uma ampla ofensiva institucional após decisões do ministro Flávio Dino, relator das ações que discutem a constitucionalidade e a transparência das emendas parlamentares, e o STF passou a cobrar: rastreabilidade completa dos recursos; identificação pública da destinação; detalhamento das obras e contratos; transparência sobre empresas contratadas; publicação dos planos de trabalho; e prestação de contas detalhada dos municípios beneficiados.

CGU, TCU e Polícia Federal ampliam auditorias
Além do STF, órgãos federais também passaram a intensificar investigações e auditorias sobre emendas Pix em todo o país.

A CGU iniciou levantamentos para identificar municípios que receberam grandes volumes de recursos sem transparência adequada.

O Tribunal de Contas da União (TCU) também passou a exigir critérios mais rígidos de rastreabilidade e divulgação pública das despesas realizadas com transferências especiais.

O endurecimento das fiscalizações coloca municípios como Mossoró no centro de uma discussão nacional que deve ganhar ainda mais força durante o período eleitoral de 2026.


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ZENAIDE MAIA DEFINE: “ELES SABEM QUE NO RN, EU VOU VOTAR EM LULA”

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A senadora Zenaide Maia (PSD), vice-lider do Governo no Senado, deu mais um passo para consolidar sua posição como uma das principais aliadas do presidente Lula no Congresso Nacional. Em entrevista à jornalista Anna Karinna Castro, a parlamentar reafirmou que seu compromisso com o projeto lulista é inegociável, mesmo diante do cenário em que seu partido projeta a candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República em 2026.

Para Zenaide, a fidelidade partidária não deve se sobrepor às convicções ideológicas e ao que ela define como “vontade do povo”. “O partido é importante, mas tem algo mais importante que é o povo. O meu partido vai ter um candidato a presidente, Ronaldo Caiado, mas eles já sabem que no Rio Grande do Norte eu vou votar em Lula”, declarou enfaticamente a senadora.

Essa não é a primeira vez que Zenaide Maia desafia as diretrizes majoritárias de sua legenda em favor de suas posições políticas. A senadora relembrou sua postura durante o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, quando votou contra a destituição da petista, contrariando a orientação do partido ao qual era filiada na época.

“Só fico em um partido se eu tiver o direito e a autonomia de votar como eu acho que devo votar, a favor do povo”, pontuou, ressaltando que sua trajetória sempre foi pautada pelo apoio a projetos sociais, o que a aproxima naturalmente do campo da esquerda.

O “Xadrez” do Palanque no RN
A postura de Zenaide cria uma configuração interessante no tabuleiro político do Rio Grande do Norte. Enquanto ela apoia a pré-candidatura de Allysson Bezerra ao Governo do Estado, o PT de Lula tem Cadu Xavier. Questionada sobre como ficaria o palanque presidencial em solo potiguar, Zenaide foi pragmática. A senadora admitiu que ela não poderá dividir o palanque físico com Lula no estado, mas garantiu que isso não altera seu apoio ao presidente. “Não quer dizer que não tenha um apoio. Quem escolhe é o povo. Eu apoio Allyson, é uma parceria criada espontaneamente”, explicou.

Reeleição e Voto Casado
Sobre a disputa pelo Senado, Zenaide evitou demonstrar preferência por “votos casados” ou por um segundo nome na chapa majoritária. Ela destacou que o eleitor tem discernimento para escolher nomes de campos diferentes e que sua campanha será focada no trabalho realizado através de emendas parlamentares em todos os municípios potiguares. “Eu faço o meu trabalho.

Tenho um lado político, mas nunca falo mal de colega. Democracia é aceitar o que as pessoas querem”, afirmou. Sobre o futuro e as composições finais de sua chapa, a senadora preferiu manter o mistério, protegendo a estratégia com um sorriso: “O voto é secreto”.

Prioridades no Senado
Além das articulações políticas para as próximas eleições, a senadora Zenaide Maia (PSD), médica por formação, mantém uma agenda legislativa intensa em Brasília, com foco em saúde pública, direitos trabalhistas e proteção à mulher. Na entrevista à jornalista Anna Karinna Castro, a parlamentar também detalhou projetos estratégicos que visam desde a redução das filas do INSS até o combate ao machismo estrutural por meio da educação e do emprego.

Relatora de medidas para reduzir a fila de espera do INSS, agravada pela demanda reprimida da pandemia, Zenaide defende que o Estado não pode punir quem já sofre com doenças crônicas ou incapacitantes. Um de seus projetos aprovados elimina a necessidade de revisões periódicas para pessoas com incapacidade permanente ou doenças sem cura, como o HIV.

“A pandemia foi cruel, mas quem procura a fila da Previdência é porque tem necessidade. Por que vamos submeter pessoas com doenças que não têm cura, como a Aids, a provar a cada seis meses que ainda têm a patologia? Temos que tirar essas pessoas da fila; elas não vão se recuperar”, afirmou a senadora, que contou com o apoio do saudoso senador Major Olímpio para aprovar a medida.

Zenaide também foi a relatora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do projeto que garante igualdade salarial entre homens e mulheres que desempenham a mesma função. Para ela, a disparidade é “assustadora” em pleno século XXI. Entretanto, a senadora alerta que a lei sozinha não basta se não houver um fortalecimento da rede de proteção à mulher.

A parlamentar defende um tripé de combate à violência: punição rigorosa, fortalecimento de órgãos como as Delegacias da Mulher e a Patrulha Maria da Penha, e a inclusão da Lei Maria da Penha no currículo escolar. “A gente só tira esse machismo arraigado se começar pela educação”, pontuou.

Um dos pontos mais sensíveis abordados pela senadora é a dependência econômica, que impede muitas mulheres de denunciarem seus agressores. Relembrando sua experiência como médica, Zenaide relatou casos de pacientes que chegavam espancadas aos plantões, mas temiam prestar queixa. “Muitas diziam: ‘Doutora Zenaide, eu não tenho para onde ir. Se eu prestar queixa, vou voltar a dormir com o inimigo e ele vai me matar’. Isso é a vida como ela é”, relatou a senadora.

Para enfrentar essa realidade, Zenaide apresentou um projeto de lei que destina no mínimo 5% das vagas em empresas que prestam serviços ao governo federal para mulheres vítimas de violência doméstica. A proposta, que já passou pelo Senado, aguarda votação na Câmara dos Deputados há quase um ano. “Sem empoderamento e autonomia financeira, a mulher não consegue romper o ciclo da violência. Esse projeto não onera o erário e pode transformar vidas”, concluiu.


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“QUANDO LULA APONTAR PARA O RN, O ELEITOR VAI ESCOLHER QUEM ESTÁ NO TIME”

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A chapa majoritária do governismo no RN tem três nomes confirmados: Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo; Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), pré-candidatos a Senado. “O time está definido e está na rua”, pontuou a ex-deputada e presidente estadual do PSB, Larissa Rosado.

Apesar dos bastidores mostrarem movimentação intensa nas articulações do “Time de Lula”, para definição das vagas para vice-governador e os dois suplentes para o Senado, a líder do PSB declarou, em conversa com o Diário do RN, que o grupo não tem pressa.

“O prazo que a gente tem é a convenção, mas a gente vai dialogar até lá. De repente, a gente consegue fechar antes”.

A dirigente afastou rumores de “entraves” na composição, tratando as discussões como um processo natural de diálogo para abrigar partidos aliados como o PSB, PCdoB, PV e, possivelmente, o PSOL, além de outros que possam chegar. “A gente agora vai conduzir o grupo de partidos com a possibilidade da chegada dos outros”, afirmou Larissa acrescentando ainda que não existe veto ao ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, anunciado pelo PDT como suplente de Rafael Motta. “Não existe essa definição de Jean Paul não fica, não existe veto a Jean Paul. Eu não posso lhe afirmar que ele fica ou que ele sai, existem partidos dialogando, que estão indicando os votos”.

A vaga de Vice e o PSDB
Sobre a vaga de vice, Larissa Rosado é ainda mais cautelosa. Segundo ela, o PSB continua reivindicando esse espaço na chapa. “Mas a gente entende que precisamos ter uma chapa forte, que a gente precisa agregar mais pessoas, e isso vai ser feito com absoluta tranquilidade. Firmeza também, mas tranquilidade”.

Nos últimos dias, ganhou força nos bastidores os nomes das peessedebistas Júlia Almeida, Milena Galvão e Cristiane Dantas como possíveis companheiras de Cadu na majoritária. Questionada, a dirigente do PSB demonstrou abertura para a chegada do PSDB, liderado por Ezequiel Ferreira.

“Eu acho importante a chegada do PSDB. Se eles vão indicar o vice, não sei qual o desejo deles, mas certamente será levado à pauta dos outros partidos para dialogarmos”, afirmou.

Expectativa de crescimento
Sobre o desempenho eleitoral, Larissa Rosado demonstrou otimismo, afirmando que a candidatura de Cadu apresenta um crescimento sólido e que Samanda e Rafael Motta entram agora em uma fase de dar conhecimento de suas propostas à população, de pedir esse apoio, de buscar os apoios.

“A expectativa da formação desse time, o time de Lula com Cadu, Samanda e Rafael, é crescer mais adiante, porque o time não cresceu ainda, do ponto de vista eleitoral”, avalia ela.

A vinda de ministros ao estado e a expectativa de uma visita de Lula nos próximos meses também são vistas como combustíveis para a chapa e, questionada sobre como a candidatura da senadora Zenaide Maia (PSD), vice-líder do Governo no Senado, poderia impactar o projeto do grupo, Larissa foi enfática ao apostar na polarização nacional e na força do presidente Lula como o grande fiel da balança no estado. “Quando Lula apontar para o Rio Grande do Norte quem são os candidatos dele (Cadu Xavier, Samanda Alves e Rafael Motta), eu acho que o eleitor se define e vai fazer a escolha para as pessoas que estão no time dele”, disparou. Para ela, a clareza do apoio nacional será o diferencial para levar a chapa de Cadu ao segundo turno e consolidar as candidaturas ao Senado.


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MP VÊ INDÍCIOS ALARMANTES NA SAÚDE EM MACAU E APROFUNDA INVESTIGAÇÃO

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A saúde pública de Macau entrou definitivamente no radar do Ministério Público do Rio Grande do Norte após a instauração de um Inquérito Civil que investiga suposta negligência médica, possíveis falhas estruturais no Hospital Municipal Antônio Ferraz e deficiência no sistema municipal de urgência e emergência.

O procedimento foi instaurado por meio da Portaria nº 9642635, assinada pelo promotor de Justiça Rodrigo Pessoa de Morais, da 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Macau, e tramita sob o número 04.23.2017.0000077/2026-29.

O inquérito é resultado da conversão da Notícia de Fato nº 02.23.2017.0000182/2025-44, aberta em 19 de novembro de 2025 após representação formulada por Marilúcia Silva de Moura e Fabiana Silva de Moura Santos.

Na denúncia encaminhada ao Ministério Público, as representantes relataram possíveis falhas graves na prestação dos serviços de saúde pública no Hospital Antônio Ferraz, principal unidade hospitalar do município.

A gravidade dos fatos levou o Ministério Público a aprofundar a investigação.

Na portaria de instauração do inquérito, o MP afirma que José Manoel de Moura realizou diversos atendimentos hospitalares entre setembro e novembro de 2025 apresentando sucessivos episódios de crises hipertensivas severas, com registros de pressão arterial variando entre 170×100 mmHg e 220×130 mmHg.

Segundo o documento oficial, mesmo diante dos sintomas considerados graves, os episódios teriam sido atribuídos a quadros de ansiedade.

A própria portaria afirma que o caso “culminou no óbito do paciente em 08/11/2025, em decorrência de infarto agudo do miocárdio”.

Nos autos da Notícia de Fato constam diversos documentos anexados à investigação, incluindo registros de atendimentos hospitalares, termos de informação, consulta psicológica, documentos médicos e uma declaração de óbito oficialmente listada nas movimentações processuais.

Além da possível negligência médica nos atendimentos prestados a José Manoel de Moura, o Ministério Público também passou a investigar possíveis falhas sistêmicas na estrutura da saúde pública de Macau.

Entre os problemas apontados na investigação estão a demora no atendimento ao paciente, possível insuficiência de suporte técnico no transporte por ambulância, deficiência na rede municipal de urgência e emergência, e eventual descumprimento de orientações técnicas emitidas por profissionais da área de saúde, inclusive da psicologia.

O Ministério Público destaca ainda que o Inquérito Civil foi instaurado diante da necessidade de aprofundar diligências para apurar fatos que possam resultar em responsabilizações administrativas e judiciais.

Como primeiras providências determinadas na portaria, o Hospital Antônio Ferraz teria que encaminhar, no prazo de 10 dias úteis cópia integral dos prontuários médicos do paciente; fichas de atendimento; exames realizados, incluindo eletrocardiogramas; escalas nominais de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem; e identificação do médico responsável pela emissão do atestado de óbito.

As requisições abrangem especificamente os plantões dos dias 29 de setembro, 1º de outubro, 20 de outubro, 30 de outubro, 7 de novembro e 8 de novembro de 2025.

Já a Secretaria Municipal de Saúde deverá apresentar: registros de chamados de ambulância; logs telefônicos e mensagens de aplicativos; informações sobre a composição da equipe das ambulâncias; detalhamento dos equipamentos disponíveis nos veículos; além dos protocolos municipais utilizados para manejo de crises hipertensivas e remoção de pacientes.

O MP também determinou o envio da portaria ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAOP Saúde) e a publicação oficial do procedimento.

O avanço da investigação aumenta a pressão sobre a gestão da saúde municipal e expõe uma situação considerada grave pelo Ministério Público: a suspeita de que falhas no atendimento médico e problemas estruturais da rede pública possam ter contribuído para a morte de um paciente que buscou atendimento reiteradas vezes no principal hospital público da cidade.

Agora, com a conversão da Notícia de Fato em Inquérito Civil, o caso passa a ser tratado em um nível mais rigoroso de investigação, com possibilidade de responsabilizações caso as irregularidades apontadas sejam confirmadas.


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PROFESSOR LUIZ CARLOS APOSTA NO DIÁLOGO E EDUCAÇÃO RUMO À ALRN

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Com trajetória dividida entre a política e a educação, o professor Luiz Carlos Noronha tenta retornar ao Legislativo potiguar mirando uma vaga na Assembleia em 2026. Ex-vereador de Natal por dois mandatos e pré-candidato pelo MDB, ele afirma que a experiência de mais de 40 anos em sala de aula moldou sua visão sobre gestão pública, desenvolvimento social e construção política.

Ao Diário do RN, Luiz Carlos afirmou que sempre enxergou a política como ferramenta para ampliar projetos voltados à educação.

“Eu sempre tive um sonho como educador: criar um acervo de aulas acessível a toda a sociedade.

E parte desse sonho já se realizou. Busquei a política como instrumento que possibilitou e financiou esse trabalho. Hoje mantenho um canal no YouTube com mais de 1.000 aulas e tenho uma Web-TV 24 horas, a TV do Professor, aplicativo disponível e gratuito no Google, que transmite aulas diariamente”, disse.

O pré-candidato afirma que, caso eleito, pretende ampliar a atuação voltada ao ensino público.

“Se eleito deputado estadual, vou ampliar esse projeto educacional. Quero dar mais voz e vez à educação pública. Estou na sala de aula há 40 anos, já fui gestor escolar e conheço de perto os desafios do ensino. Com essa experiência, poderei contribuir muito mais pela educação que nosso Estado merece”, afirmou.

Com formação em Física, Engenharia, Gestão Pública e Ciência Política, o professor afirma que a experiência acadêmica influencia diretamente sua visão sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

“Aprendi na academia que existem pensamentos divergentes e posições contrárias, e que é preciso respeitá-los. Com esse princípio, podemos avançar muito na Assembleia Legislativa, promovendo audiências públicas que garantam voz e vez a todos os segmentos. Assim construiremos políticas públicas efetivas, alinhadas com a realidade de cada tema e setor”, pontuou.

O ex-vereador relembrou ainda a criação da Comissão de Educação, Cultura e Desportos na Câmara Municipal de Natal e afirmou que pretende continuar defendendo essas áreas.

“Entendo o esporte como instrumento educacional, a cultura, em especial as manifestações juninas, como elemento identitário, e a educação como vetor fundamental de desenvolvimento social e econômico. Essas são bandeiras que, com certeza, continuarei defendendo na Assembleia Legislativa”, disse.

Alinhamento com o MDB
No campo político, Luiz Carlos defende uma atuação política baseada na escuta e no diálogo, mesmo diante do ambiente de polarização nacional.

“Convivi em partidos e com parlamentares de ambos os lados da polarização: debati e também escutei. Acredito ter transmitido conhecimentos e aprendido com cada um deles. Percebi que, para contribuir efetivamente com a sociedade, é preciso manter o diálogo aberto e a porta acessível; sem isso, não há produção legislativa, e quem perde é o povo, declarou.

Dentro do MDB, o professor Luiz Carlos afirma que se identifica com a linha política construída historicamente pelo partido no Rio Grande do Norte.

“Garibaldi deixou um legado de valorização de quadros capazes de diálogo e gestão. Walter Alves reconheceu e preserva essa postura do pai. Vejo meu papel em 2026 exatamente assim: como pré-candidato com reais condições de alcançar uma vaga na Assembleia Legislativa e como um nome que o MDB e a sociedade acreditam que pode representá-los bem”, afirmou.

Apoio a Allyson
Sobre o cenário político estadual, Luiz Carlos sinalizou alinhamento ao projeto político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, hoje aproximado do MDB comandado no Rio Grande do Norte pelo vice-governador Walter Alves. Segundo ele, a decisão de apoio foi construída internamente no partido como alternativa à polarização política no Estado.

“Walter Alves, antes de tomar a posição, ano passado, de não continuar com Fátima PT, conversou com a gente, e concordamos em apoiar Allyson, saindo da polarização. Muitas coisas aconteceram, mas nada mudou, nada foi discutido no partido. Como teremos a convenção no mês de julho, entendo que discutiremos tudo por lá e bateremos o martelo”, afirmou.


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MILENA, JÚLIA OU CRISTIANE? VICE DE CADU DEVE SAIR DO PSDB DE EZEQUIEL

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As articulações de bastidores em torno da chapa governista para as eleições de 2026 começam a avançar sobre um dos pontos mais estratégicos da disputa: a definição do nome que deverá ocupar a vaga de vice na pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado. Nos corredores da política potiguar, a tendência é que a indicação saia do PSDB, comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, que ainda mantém indefinição pública sobre o posicionamento do grupo para a sucessão estadual.

Entre os nomes mais citados nos bastidores está o da médica Júlia Ferreira, filha da secretária estadual de Planejamento, Virgínia Ferreira, uma das auxiliares mais próximas da governadora Fátima Bezerra. Júlia também é esposa do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida, ampliando o peso político da possível indicação dentro da região do Seridó.

Outro nome cotado é o de Milena Galvão, vice-prefeita de Currais Novos e irmã de Ezequiel Ferreira. Milena é vista como um elo direto com o grupo político do presidente da Assembleia, que vem adotando cautela ao tratar da sucessão estadual e ainda evita declarar apoio formal à chapa governista. Desde o início do ano, Ezequiel tem afirmado que só deve discutir definições eleitorais mais adiante, até o mês de julho, postura interpretada nos bastidores como uma tentativa de ampliar seu poder de negociação dentro do processo eleitoral.

Também repercute entre as possibilidades o nome da deputada estadual Cristiane Dantas, esposa do ex-vice-governador Fábio Dantas. Desde o início da sua atuação legislativa, Cristiane tem ampliado espaço político na Assembleia Legislativa com pautas voltadas às mulheres e ações sociais no interior do Estado.

Os três nomes têm pontos em comum: são mulheres, integram o PSDB e mantêm ligação política direta ou indireta com o entorno de Ezequiel Ferreira. A escolha também dialoga com um desejo já externado publicamente por Cadu Xavier.

Cadu defende nome feminino
Em entrevista anterior ao Diário do RN, o pré-candidato afirmou que gostaria que a vice fosse uma mulher e defendeu que a função de vice-governador vá além do simbolismo político. “Eu gostaria muito que fosse uma mulher”, declarou Cadu na ocasião. Em seguida, reforçou o perfil que espera para a composição: “O vice não pode ser apenas uma peça decorativa. Precisa ser alguém alinhado ao projeto administrativo, que participe da gestão e ajude a governar”, afirmou.

De acordo com aliados, a estratégia do grupo governista é fortalecer a presença feminina na chapa. Já a aproximação com o grupo de Ezequiel é vista como fundamental diante do peso político e da influência regional do presidente da Assembleia, especialmente no Seridó, caso haja confirmação pelo nome de Dra. Júlia ou de Milena Galvão.

No atual cenário da disputa estadual, a chapa encabeçada por Cadu Xavier é a única que caminha para ter uma mulher na vaga de vice, visto que as demais composições já foram encaminhadas apenas com nomes masculinos. O pré-candidato Álvaro Dias já confirmou o ex-presidente da Femurn, Babá Pereira, ambos do PL, como seu companheiro de chapa. Já o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, definiu o deputado estadual Hermano Morais como vice, consolidando a parceria entre União Brasil e MDB.

Indefinição para o Senado
Enquanto as discussões sobre a vice avançam, outra indefinição permanece em aberto no bloco governista: as suplências para o Senado. Até o momento, os nomes postos para disputa são Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), mas ainda não houve definição sobre os suplentes das chapas.

Nos bastidores, existe a possibilidade de o ex-senador Jean-Paul Prates compor como suplente de Rafael Motta, hipótese que segue em discussão dentro do grupo aliado. Até agora, porém, nenhuma composição foi oficialmente fechada.


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DEPUTADOS DO RN ASSINAM EMENDA PARA RETARDAR FIM DA ESCALA 6×1

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O parecer sobre a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho deve ser apresentado nesta quarta-feira (20) na Câmara dos Deputados. O relator da matéria, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou que o texto seguirá aberto a sugestões e negociações antes da votação. Enquanto o debate avança no Congresso, três deputados federais do Rio Grande do Norte já se posicionaram a favor de emendas que mantêm a jornada de 44 horas semanais para atividades essenciais e ampliam o prazo para eventual redução da carga horária.

As emendas foram assinadas pelos deputados federais General Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL) e João Maia (PP). Os textos foram apresentados pelos deputados Sérgio Turra (PP-RS) e Tião Medeiros (PP-PR) e contam com apoio de mais de 100 parlamentares da oposição.

As propostas defendem que setores considerados essenciais, como saúde, segurança, mobilidade, abastecimento e serviços ligados à infraestrutura crítica, continuem autorizados a manter jornadas de até 44 horas semanais. Além disso, as emendas estabelecem um prazo de dez anos para que a redução da jornada entre efetivamente em vigor.

As emendas apoiadas pelos deputados potiguares também propõem medidas de compensação para empresas. Entre elas estão redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária sobre encargos trabalhistas de novos vínculos empregatícios e possibilidade de dedução em dobro, no Imposto de Renda e na CSLL, das despesas com contratações realizadas após a implementação do novo modelo.

Início das discussões
O debate em torno da escala 6×1 ganhou força nacionalmente a partir de 2024, impulsionado por mobilizações nas redes sociais e pela atuação do Movimento VAT (Vida Além do Trabalho). A discussão avançou no Congresso após a apresentação da Proposta de Emenda à Constituição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe mudanças na jornada semanal de trabalho e ampliação do descanso remunerado.

A proposta original em análise prevê a redução da jornada máxima de 44 para 36 horas semanais, além da consolidação de modelos com dois dias de descanso semanal. Já o texto que vem sendo construído pelo relator trabalha com a possibilidade de fixar o limite em 40 horas semanais, sem redução salarial.

Entre os principais argumentos favoráveis à mudança estão a preservação da saúde física e mental dos trabalhadores, o aumento do tempo de lazer e convivência familiar e a possibilidade de melhora na produtividade. Defensores da proposta, sobretudo do campo governista, afirmam que a atual escala 6×1 compromete a qualidade de vida de milhões de trabalhadores e dificulta o acesso à qualificação profissional e ao convívio familiar.

Por outro lado, representantes do setor empresarial e parlamentares contrários à proposta alegam que a mudança pode provocar aumento de custos, redução de postos de trabalho e dificuldades operacionais em setores que funcionam de forma contínua.

O que muda na prática
Na prática, a proposta em discussão altera significativamente a organização do trabalho no país.

O limite semanal passaria de 44 para 40 horas, com garantia de ao menos dois dias de descanso remunerado por semana e proibição de redução salarial. O texto também amplia a abrangência da medida para categorias regidas pela CLT e legislações especiais, incluindo comerciários, domésticos, atletas, aeronautas e radialistas.

Atualmente, segundo dados apresentados durante as discussões da proposta na Câmara dos Deputados, cerca de 37 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais, o equivalente a aproximadamente 74% dos empregados com carteira assinada no país.


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“A GENTE SABE A IMPORTÂNCIA QUE TEM PARA NÓS A DUPLICAÇÃO DESSA BR 304”

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A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e o ministro de Estado dos Transportes, George Santoro, cumpriram agenda nesta segunda-feira (18), em Assú e Macaíba. No início da tarde foi realizada visita técnica às obras de duplicação da BR-304/RN, no trecho entre Mossoró e Assú, iniciadas em 22 janeiro deste ano e com prazo de execução estimado de dois a três anos.

“As três principais prioridades do governo do Rio Grande do Norte, junto ao PAC do governo federal do presidente Lula, todas três já estão em andamento e algumas já em fase de conclusão, como é a transposição das obras do São Francisco. Não é pouca coisa a gente estar aqui falando da duplicação da BR304. Nós, que moramos aqui, a gente sabe a importância que tem para nós a modernização e a duplicação dessa BR304”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

Já no final da tarde, em Macaíba, foi assinada a ordem de serviço para início das obras remanescentes da Travessia Urbana de Macaíba, além da assinatura do contrato para duplicação da BR-304/RN no trecho entre Macaíba e Riachuelo.

“Não foi fácil, Lula pegou uma terra arrasada. Mas as obras chegaram. Nossa integração, governo do estado com o governo Lula, foi responsável por iniciar essa verdadeira transformação estruturante para RN”, disse a governadora em referência às dificuldades declaradas pelo governo federal.

As obras da Travessia Urbana de Macaíba contemplam a conclusão da duplicação da Reta Tabajara e a construção do viaduto de acesso ao Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante. O investimento é de R$ 78 milhões, em um trecho de 4,4 quilômetros da rodovia.

Já o contrato para duplicação da BR-304/RN entre Macaíba e Riachuelo prevê intervenções em 38,1 quilômetros da rodovia, com investimento estimado em cerca de R$ 204 milhões. As obras incluem adequação de capacidade, melhorias de segurança viária e eliminação de segmentos críticos.

A BR-304/RN é estratégica para o desenvolvimento econômico e turístico do Rio Grande do Norte.

Com 418 quilômetros de extensão, a rodovia começa em Natal (RN) e segue até Beberibe (CE), além de ser a principal ligação entre a capital potiguar e importantes municípios do interior, como Mossoró.

“A minha alegria, eu quero aqui declarar nesse momento, enquanto governadora, agradecer primeiro a Deus, depois ao povo do Rio Grande do Norte que me elegeu governadora para, junto ao presidente Lula, termos conseguido colocar a modernização e a duplicação da BR 304 no centro da agenda do desenvolvimento do Rio Grande do Norte”, destacou Fátima Bezerra, citando ainda outras duas conquistas na área da mobilidade e da infraestrutura rodoviária. “Me refiro, por exemplo, à federalização da RN226. Eu falo do trecho Florânia-São Vicente-Currais Novos, mais de 40 quilômetros. Era uma luta que vinha há cerca de 20 anos e a gente conseguiu, inclusive já entregue ao povo do Seridó, ao povo do RN. Outra federalização, a RN 104 já foi federalizada”


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HOSPITAL DE ALLYSON É “UMA FARSA” E NÃO ATENDE DEMANDA DE MOSSORÓ

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A inauguração do Hospital Municipal Francisca Conceição da Silva, em janeiro deste ano, foi cercada de forte promoção por parte da gestão do prefeito Allyson Bezerra, que apresentou a unidade como um marco histórico para a saúde pública de Mossoró. Quatro meses após a entrega, porém, a estrutura passou a ser alvo de críticas da população mossoroense, que questiona a falta de estrutura, como leitos de UTI (Unidade de Terapia Intesiva) e a seletividade nos atendimentos e na abertura do hospital, que não funciona nos finais semana e não pode atender a casos graves de urgência.

Em entrevista ao Diário do RN, o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, reforçou as críticas e afirmou que, tecnicamente, a unidade não possui capacidade para funcionar como um hospital de maior complexidade.

Segundo Motta, o equipamento possui estrutura limitada, com apenas 10 leitos e sem UTI, o que restringe o atendimento a cirurgias eletivas simples e pacientes considerados de baixo risco. “O hospital não tem UTI e não tem uma demanda para fazer algo que exija maior complexidade”, afirmou o secretário.

De acordo com ele, os pacientes são previamente selecionados justamente para evitar situações de agravamento. “Todas as cirurgias que vão ser feitas lá são de pessoas que não envolvem risco.

Qualquer um que tem um pouco mais de complicação eles não fazem, exatamente porque não têm estrutura suficiente para dar uma resposta”, criticou Motta.

A preocupação da Sesap, segundo o secretário, é justamente a ausência de suporte para eventuais intercorrências médicas. “Toda cirurgia tem algum grau de imprevisibilidade. Se acontecer uma situação dessa lá, ele vai ter que encaminhar esse paciente para alguma porta de urgência”, alertou. De acordo com Motta, pacientes que apresentem complicações precisam ser transferidos para hospitais estaduais com suporte de UTI. Inclusive, segundo o secretário, recentemente dois pacientes foram encaminhados para o Hospital Regional Tarcísio Maia após intercorrências registradas no hospital municipal.

Outro ponto questionado é o funcionamento restrito da unidade, sem atendimento de urgências e emergências nos finais de semana, o que caracterizaria a modalidade de Policlínica. “O Hospital de Mossoró consegue fazer cirurgias eletivas de pequeno porte e, quando chega no final de semana, fecha”, afirmou o secretário ao Diário do RN. Questionado sobre a normalidade desse tipo de operação em uma unidade hospitalar, respondeu: “Do ponto de vista normal, não”.

Na avaliação da Sesap, o hospital também não funciona integrado à rede pública de saúde. “Todos os hospitais agem dentro de uma rede. O hospital de Mossoró age só para ele”, afirmou Motta.

Segundo ele, a própria Prefeitura regula os atendimentos e seleciona os procedimentos realizados. “Ele escolhe o que vai fazer. Vai pegar aqueles casos de média e baixa complexidade que não vão complicar”, declarou o secretário.

De acordo com Motta, a estrutura também não ajuda a desafogar os hospitais estaduais, especialmente o Hospital Regional Tarcísio Maia, principal unidade de urgência e emergência da região Oeste. “O que Mossoró sempre precisou foram leitos de retaguarda. Isso, sim, ajudaria o sistema como um todo”, afirmou.

Na época da inauguração, a Prefeitura informou que o equipamento possuía três salas cirúrgicas, enfermarias, radiologia, central de esterilização, gerador de energia, usina de oxigênio e prontuário eletrônico, além de acessibilidade para pessoas com deficiência. O município também destacou que o hospital atuaria na redução das filas de cirurgias eletivas.

Porém, na avaliação da pasta estadual, o impacto prático da unidade é reduzido diante das necessidades da população. “Da forma como está, ajuda muito a imagem do prefeito, mas resolve pouco da vida da saúde do povo de Mossoró”, criticou Motta.

O secretário estadual também declarou desconhecer vistorias recentes do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (Cremern) na unidade municipal. “Talvez fosse interessante verificar se cumpre aquilo que se espera de uma unidade hospitalar”, disse. Procurado pela reportagem do Diário do RN, o Cremern não retornou o contato até o fechamento desta edição.

Apesar das críticas, Motta reconheceu que a unidade pode contribuir para procedimentos simples e redução parcial das filas de cirurgias eletivas. Ainda assim, reforçou que a estrutura está distante do que Mossoró necessita. “Não é que seja ruim, mas é absolutamente insuficiente para o que Mossoró precisa”, concluiu o secretário.


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“ALLYSON E ÁLVARO DIAS SÃO DO MESMO CAMPO DA DIREITA”, DIZ ROBÉRIO PAULINO

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Pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PSOL, Robério Paulino afirmou, em entrevista ao Diário do RN, que não vê diferenças ideológicas entre o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, ambos cotados para a disputa estadual de 2026. Para o professor da UFRN, os dois representam projetos alinhados à direita conservadora no Estado.

“Eu não vejo uma candidatura de centro e outra de direita. Eu vejo duas candidaturas de direita.

Allyson e Álvaro são do mesmo campo da direita”, afirmou Robério ao comentar o atual cenário político potiguar.

Segundo ele, Allyson tenta construir uma imagem moderada, mas está inserido em um partido de orientação conservadora. “O União Brasil é um partido de direita. Está no Centrão, votando contra pautas progressistas no Congresso Nacional”, disse.

Robério também criticou o posicionamento recente do ex-prefeito de Mossoró sobre o fim da escala 6×1. “Ele falou que é a favor do fim da escala, mas qual é a posição do partido dele? O União Brasil é contra. Então ele sabe que a maioria do povo do Rio Grande do Norte vai votar em Lula e tenta não chocar esse eleitorado”, declarou.

Na entrevista, o pré-candidato do PSOL ainda acusou Allyson de incoerência política e de proximidade com grupos tradicionais da política potiguar. “Ele fez ascensão política criticando oligarquias e hoje está abraçado com as principais oligarquias do Estado, os Alves e os Maia”, afirmou.

O professor também citou críticas à gestão do ex-prefeito em Mossoró, especialmente na relação com os servidores públicos. “Ele tratou os servidores de forma muito dura, muito intolerante e intransigente. Se comportou como inimigo dos servidores públicos”, disse.

Sobre Álvaro Dias, Robério afirmou que o ex-prefeito representa uma direita “radical neoliberal” e voltou a condenar declarações relacionadas à possibilidade de privatização ou federalização da UERN.

“Álvaro e Rogério Marinho são inimigos do serviço público. Se depender deles, privatizam tudo.

Num país pobre como o Brasil, a população precisa da escola pública e da saúde pública”, declarou.

O pré-candidato defendeu o fortalecimento da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte como ferramenta estratégica de desenvolvimento regional. “Eu não privatizaria nem federalizaria a UERN. Nós vamos fortalecer, ampliar e abrir mais campos avançados. Uma universidade estadual é uma alavanca fundamental para o desenvolvimento do Estado”, afirmou.

Ao comentar a pré-candidatura de Cadu Xavier, Robério disse que o petista herda o desgaste da gestão da governadora Fátima Bezerra. “Cadu carrega o desgaste do governo da professora Fátima, um dos governos mais rejeitados do país. Eu lamento profundamente porque torci pelo governo dela, mas acho que deixou muito a desejar”, declarou.

Entre as críticas, ele apontou problemas na educação estadual e na condução de greves do funcionalismo. “Por que o analfabetismo não acabou? Por que o IDEB do Rio Grande do Norte continua tão baixo depois de dois mandatos de uma professora? O PT chegou a judicializar greve das trabalhadoras da saúde”, afirmou.

Aberto ao diálogo com o PT
Apesar das críticas, Robério Paulino afirmou que mantém diálogo com o PT e não descarta entendimentos futuros, desde que haja compromisso programático.

“No momento, o PSOL pretende apresentar suas propostas. Mas, se houver compromisso do PT com essas propostas que estamos defendendo, tudo é conversável”, disse.

Ele ressaltou, porém, que não pretende conceder “apoio em branco”. “O PT se compromete a elevar a educação em tempo integral para 50%? Se compromete a acabar com o analfabetismo? A valorizar professores? A plantar cinco milhões de árvores? Se houver compromisso com isso, a conversa pode avançar”, afirmou.

Propostas de governo
Ao detalhar suas propostas, Robério afirmou que pretende priorizar mudanças estruturais no Estado, sobretudo na educação.

“Vamos fazer um grande mutirão para erradicar o analfabetismo em até dois anos, envolvendo professores e estudantes da UFRN, UERN, UFERSA e outras instituições”, disse.

O professor também propõe ampliar o número de escolas estaduais em tempo integral. “O Rio Grande do Norte não chega a 30% de escolas em tempo integral, enquanto Ceará, Pernambuco e Piauí já têm cerca de 70%. Nossa meta é chegar a 50% em quatro anos”, afirmou.

Na área econômica, Robério defende um processo de industrialização acelerada do Estado. “Não podemos continuar importando produtos básicos que poderiam ser produzidos aqui. Precisamos construir nossas próprias indústrias e governar com a inteligência das universidades”, declarou.

Outra proposta destacada é o plantio de cinco milhões de árvores no semiárido potiguar já no primeiro mandato. “O nosso semiárido está virando deserto rapidamente. Vamos plantar árvores nativas e frutíferas para recuperar áreas degradadas, gerar empregos e fortalecer uma agroindústria sustentável”, afirmou.


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ALLYSON MIRA ESTRADAS DO RN, MAS MP EXPÕE ABANDONO DE RUAS EM MOSSORÓ

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu um novo foco de desgaste para a gestão do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, após expedir recomendação cobrando providências urgentes para recuperação das vias do bairro Alto do Sumaré.

A medida integra o Inquérito Civil nº 04.23.2022.0000018/2026-92, conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça de Mossoró, sob responsabilidade da promotora Ana Araújo Ximenes.

Segundo o procedimento, moradores denunciaram ao Ministério Público que, desde 2021, ruas do bairro apresentam condições consideradas intrafegáveis, com buracos, erosões, lama e dificuldades de acesso às residências. As reclamações também relatam prejuízos constantes a veículos e riscos à segurança de motoristas, pedestres e moradores.

Durante a instrução do inquérito, a própria Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEINFRA) realizou vistoria técnica no local e confirmou a existência de graves irregularidades, principalmente na Rua Enéas da Silva Negreiros.

O parecer técnico anexado ao procedimento reconhece que a situação não será solucionada apenas com operações paliativas. O documento admite a necessidade de uma “intervenção corretiva planejada”, incluindo reconstrução integral das vias, regularização da base e recomposição completa da pavimentação.

O caso ganha repercussão justamente porque ocorre após a Prefeitura de Mossoró ter destinado cifras milionárias para obras de pavimentação durante a gestão Allyson Bezerra.

Segundo dados oficiais do Portal da Transparência, as despesas com pavimentação de avenidas e ruas somaram cerca de R$ 9,3 milhões em 2021; R$ 32,9 milhões em 2022; R$ 23,6 milhões em 2023; R$ 69,2 milhões em 2024; e mais R$ 16 milhões em 2025.

Ao todo, os investimentos ultrapassam R$ 151 milhões em cinco anos — montante que amplia os questionamentos sobre a permanência de ruas em situação crítica em bairros periféricos da cidade, como o Alto do Sumaré.

Os números oficiais também expõem divergência em relação ao discurso adotado publicamente por Allyson Bezerra durante sua gestão.

Em publicação institucional divulgada em 2022, o então prefeito afirmou que os investimentos em pavimentação chegariam a aproximadamente R$ 47 milhões naquele ano e citou o Sumaré entre os bairros contemplados pelo programa.

Entretanto, dados do próprio Portal da Transparência do Município apontam que as despesas liquidadas com pavimentação em 2022 ficaram em torno de R$ 23,6 milhões, praticamente metade do valor anunciado publicamente pela gestão.

A diferença entre o discurso político e os números oficiais amplia os questionamentos sobre a efetividade dos investimentos divulgados, principalmente diante do cenário agora exposto pelo Ministério Público, onde moradores relatam anos convivendo com lama, erosões e ruas praticamente intrafegáveis.

O desgaste político se amplia porque a cobrança do Ministério Público surge exatamente no momento em que Allyson Bezerra percorre o Rio Grande do Norte apresentando-se como solução para os problemas de infraestrutura do estado.

Em entrevista à rádio 105 FM, em Ceará-Mirim mês passado, o pré-candidato ao Governo do Estado classificou a situação das estradas potiguares como uma “calamidade” e assumiu publicamente compromissos para recuperação de rodovias na região metropolitana.

Durante a entrevista, Allyson prometeu lutar pela duplicação da BR que liga Ceará-Mirim ao aeroporto, reconstrução da estrada entre Ceará-Mirim e Extremoz, “O problema das estradas é muito crônico. Estamos chegando em muitas cidades e a situação é uma calamidade”, declarou o ex-prefeito.

A declaração, porém, entra em choque com a realidade exposta agora pelo Ministério Público em Mossoró. Enquanto Allyson critica a precariedade das rodovias estaduais e promete reconstruir estradas pelo RN, moradores do Alto do Sumaré denunciam que convivem há anos com ruas intrafegáveis, lama, erosões e abandono dentro da própria cidade administrada por ele até março deste ano.

O contraste se torna ainda mais sensível porque a situação denunciada ao Ministério Público não foi apenas relatada por moradores. A própria Secretaria Municipal de Infraestrutura reconheceu, em parecer técnico anexado ao inquérito, que as vias do bairro apresentam problemas graves e que o cenário exige reconstrução completa da pavimentação, admitindo que operações paliativas não resolvem mais o problema.

No documento, o Ministério Público fundamenta sua atuação no dever constitucional do poder público de assegurar infraestrutura urbana adequada e cita entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 698, segundo o qual a falta de recursos não pode servir de justificativa para omissão prolongada do Estado diante da violação de direitos fundamentais.

O episódio atinge diretamente o discurso político construído por Allyson Bezerra na tentativa de ampliar sua projeção estadual. Embora tenha deixado a Prefeitura em março deste ano para disputar o Governo do Estado, o cenário descrito pelo Ministério Público reforça críticas sobre problemas estruturais acumulados em áreas periféricas de Mossoró durante sua gestão.


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CADU XAVIER: “O ESQUISITO É USAR CHAPÉU DE COURO PARA ENGANAR O POVO”

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A polêmica envolvendo o uso do chapéu de couro na pré-campanha ao Governo do Rio Grande do Norte ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (13) com a entrada do pré-candidato petista Cadu Xavier no debate. Após a repercussão da fala do senador Rogério Marinho sobre o “chapéu esquisito” usado pelo ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra, Cadu publicou vídeo nas redes sociais em defesa do símbolo nordestino, mas aproveitou para atacar o adversário político.
“O chapéu de couro não é esquisito. O chapéu de couro é um patrimônio do povo sertanejo que acorda todo dia de madrugada e usa o chapéu de couro para se proteger do sol, para batalhar pela vida”, afirmou.

Na sequência, porém, o pré-candidato do PT mudou o foco da crítica para Allyson Bezerra, questionando a utilização do acessório como ferramenta política. “O esquisito é o ex-prefeito de Mossoró, que tem a pré-campanha mais cara, uma estrutura maior do que muitos chefes de Estado, usar o chapéu de couro”, declarou.

Cadu também direcionou críticas à relação do ex-prefeito com os servidores municipais durante sua gestão em Mossoró e ao posicionamento recente sobre pautas trabalhistas. “O esquisito é o ex-prefeito de Mossoró que, quando era prefeito, massacrou os servidores do município e agora fala a favor do fim da escala 6×1”, disse.

O petista ainda apontou contradição entre o discurso atual de Allyson e os apoios políticos recebidos pelo ex-prefeito nas últimas eleições. “O esquisito é o ex-prefeito que votou em Bolsonaro, votou em Rogério Marinho, agora militar pelas pautas que esses sempre foram contra”, afirmou.

Em outro trecho, Cadu criticou a composição política em torno da pré-candidatura adversária. “O esquisito é o ex-prefeito de Mossoró, que tem no seu palanque todos os parlamentares que votam contra as pautas do presidente Lula, falar agora a favor de uma delas”, declarou.

Ao concluir a fala, o petista voltou a diferenciar o símbolo cultural nordestino do uso político que, segundo ele, estaria sendo feito por Allyson. “Usar chapéu de couro não é esquisito. O esquisito, o feio, o reprovável é usar o chapéu de couro para ir para as ruas e para as redes para enganar o povo do nosso Estado”, afirmou.

A declaração de Cadu ocorre após forte repercussão provocada pela entrevista de Rogério Marinho à 96 FM. Durante a conversa, o senador fez referência indireta a Allyson Bezerra ao criticar uma candidatura “que não fede nem cheira” e que estaria “andando com um chapéu esquisito”.

A fala gerou reação imediata do ex-prefeito de Mossoró, que publicou vídeo nas redes sociais em defesa do chapéu de couro como símbolo do povo nordestino e acusou Rogério de preconceito e arrogância. “Esse chapéu esquisito é símbolo do homem que acorda cedo, trabalha na roça e enfrenta o sol para sobreviver”, afirmou Allyson.

O ex-prefeito também acusou o senador de ser “inimigo do trabalhador” e criticou pautas defendidas pelo parlamentar em Brasília, além de associar a fala ao preconceito contra o povo nordestino. Em outro trecho do vídeo, Allyson afirmou que o grupo adversário “não gosta de gente” e “faz acordos em salas fechadas”.

A troca de declarações intensificou o embate antecipado entre os grupos políticos que já se movimentam de olho na disputa pelo Governo do Estado em 2026.


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ROGÉRIO “TEM GOSTO DE PRECONCEITO E CHEIRO DE ARROGÂNCIA”, DIZ ALLYSON

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Uma declaração do senador Rogério Marinho durante entrevista recente à 96 FM provocou forte repercussão política e está movimentando as redes sociais. Ao comentar o cenário eleitoral de 2026 no Rio Grande do Norte, o parlamentar fez referência indireta ao ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, criticando o uso do tradicional chapéu de couro adotado pelo gestor em agendas políticas pelo interior do Estado.

“Tem uma candidatura que não é uma coisa nem outra, que não fede, que não cheira, que fica o tempo todo dando saltos para o ar e andando com um chapéu esquisito”, afirmou Rogério durante entrevista.

A fala repercutiu rapidamente nas redes sociais e gerou reação do adversário. Nesta quarta-feira, Allyson Bezerra publicou vídeo em defesa do símbolo nordestino e acusou o senador de preconceito, arrogância e distanciamento popular.

“Esse chapéu esquisito, senador, que o senhor está falando, é um chapéu que é símbolo do povo nordestino brasileiro. É um chapéu que é símbolo do homem que acorda cedo, tem que trabalhar na roça, tem que trabalhar no meio do sol, tem que passar por tanta luta para sobreviver. Coisa que o senhor nunca teve que fazer na vida”, declarou.

Ao longo da resposta, Allyson elevou o tom das críticas e associou a fala do senador a uma postura elitista. “Senador, o senhor é um grande preconceituoso, que tem gosto de preconceito e tem cheiro de arrogância”, afirmou.

O ex-prefeito de Mossoró também relembrou a campanha eleitoral de 2022, quando Rogério Marinho disputou o Senado com apoio de lideranças políticas do interior. Segundo Allyson, o senador chegou a elogiar o chapéu de couro em agendas realizadas em Mossoró. “O senhor é ingrato porque no ano de 2022 o senhor queria se eleger senador, percorreu as cidades do nosso estado e aqui na minha cidade o senhor elogiou meu chapéu de couro”, disse.

A resposta do ex-prefeito avançou ainda para críticas relacionadas a pautas defendidas pelo senador no Congresso Nacional. Allyson acusou Rogério de apoiar medidas contrárias aos trabalhadores. “O senhor deveria achar esquisito é o senhor ser chamado de inimigo do trabalhador, porque é assim que o senhor é. Porque o senhor deveria achar esquisito também defender que aquele cidadão que é trabalhador, que sai de casa cedo, tenha que trabalhar até o dia dele morrer.” O ex-prefeito também voltou a atacar a possibilidade de privatização da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), tema que vem sendo explorado no debate político estadual. Segundo Allyson, a universidade representa oportunidade para jovens de origem popular do interior do Estado. “O senhor deveria achar esquisito defender a privatização e venda da Uern, a nossa Universidade Estadual, que é o único local de sonhos de muitos dos jovens, de filhos, de pais, que usam chapéu de couro em todo o Rio Grande do Norte”, disse.

Allyson também acusou o senador de ter evitado disputar o Governo do Estado por receio da rejeição popular. “Esquisito é a covardia que o senhor teve. O senhor se acovardou porque sabia da sua rejeição, sabia da sua desaprovação e sabia que o povo do Estado não suporta as pautas que o senhor defende em Brasília”, disse.

Em outro trecho que ganhou repercussão nas redes sociais, Allyson acusou o grupo político adversário de desprezar o contato popular. “Eles não gostam de gente. Eles têm nojo de gente.

Eles não suportam estar no meio das pessoas. O que eles fazem são acordos em salas fechadas, frias, geladas. Eu gosto de gente. Eu gosto do calor humano. Eu gosto de estar no meio do povo”, declarou.

O ex-prefeito também afirmou que continuará utilizando o chapéu de couro como marca política e símbolo de identificação com o interior nordestino. “Eu não vou deixar de usar o chapéu de couro. Vou usar cada vez mais. Porque eu não posso deixar o meu Estado nas mãos de pessoas como o senhor ou dos seus fantoches”, disse.


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“A MÁSCARA CAIU”, DISPARA MINEIRO APÓS VAZAMENTO DE ÁUDIOS DE FLÁVIO

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O vazamento de conversas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, provocou repercussão no meio político nacional e também no Rio Grande do Norte. As mensagens, divulgadas pelo Intercept Brasil, mostram negociações para obtenção de recursos milionários destinados à produção do filme “Dark Horse”, longa sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a reportagem, Vorcaro teria destinado ao menos 10 milhões de dólares para a produção, valor que, na cotação atual, supera os R$ 50 milhões. Nos áudios vazados, Flávio Bolsonaro aparece cobrando pagamentos e demonstrando preocupação com a paralisação do projeto cinematográfico. De acordo com a publicação, o orçamento total do filme chegaria a R$ 134 milhões.

“Apesar de você ter dado a liberdade de a gente te cobrar, Daniel, eu fico sem graça de ficar te cobrando. Mas é porque está num momento muito decisivo aqui do filme”, afirmou o senador em um dos trechos divulgados.

Na sequência, Flávio alerta para o risco de interrupção da produção caso os pagamentos não fossem realizados. “Como tem muita parcela para trás, está todo mundo tenso. Imagina a gente dando calote nos atores, no diretor, na equipe. A gente perde tudo”, declarou.

A repercussão do caso chegou ao RN por meio de lideranças do PT. Em entrevista ao Diário do RN, o deputado federal Fernando Mineiro afirmou que o episódio expõe a relação entre o bolsonarismo e o Banco Master.

“A máscara caiu definitivamente. O rapaz que estrelou a fantástica fábrica de chocolate agora está estrelando o poderoso chefão”, ironizou.

Mineiro também questionou os valores envolvidos na produção cinematográfica. “Você veja, R$ 134 milhões que certamente não foi para um filme. Filmes brasileiros indicados ao Oscar mobilizaram menos recursos do que isso”, afirmou.

O parlamentar elevou o tom ao relacionar o episódio diretamente à família Bolsonaro. “Ficou escancarado para o Brasil o caráter e as atitudes dessa família. Uma família que pensa em saquear o país e faz tudo por dinheiro”, declarou.

O deputado ainda cobrou posicionamento de aliados bolsonaristas no Rio Grande do Norte e criticou o silêncio de parlamentares ligados ao ex-presidente. “Até agora estão calados, não falaram nada, mas é importante que venham a público se pronunciar sobre isso”, disse.

Para Mineiro, o caso reforça suspeitas sobre a proximidade entre o grupo político bolsonarista e o Banco Master. “Está muito claro quem se beneficiou com isso. É o Bolso Máster, claramente”, afirmou.

A presidente estadual do PT, Samanda Alves, também comentou o episódio e afirmou que o caso amplia os indícios de ligação política e financeira entre aliados de Bolsonaro e o banco.

“A notícia de Flávio Bolsonaro negociando diretamente mais de R$ 130 milhões para bancar um filme do pai dele é mais uma prova do envolvimento da família Bolsonaro no centro desse escândalo do Banco Master”, afirmou.

Samanda citou ainda outros episódios já associados ao banco e ao entorno bolsonarista. “Tem o empréstimo de avião para campanha, as doações milionárias e até a atuação de marqueteiros ligados à disseminação de fake news. Está muito claro que a família Bolsonaro está no centro desse escândalo criminoso”, declarou.

O Diário do RN procurou parlamentares bolsonaristas do Estado para comentar o caso. Por meio da assessoria, o deputado federal General Girão (PL) informou que, por orientação jurídica, não irá se pronunciar sobre o caso. Já a deputada federal Carla Dickson (PL) não respondeu aos contatos da reportagem até o fechamento desta edição.

Além de Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, as mensagens analisadas pelo Intercept mencionam ainda o deputado federal Eduardo Bolsonaro e o ex-secretário especial da Cultura Mário Frias, apontado como roteirista do projeto cinematográfico.


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