Em cerimônia no Palácio do Planalto, nesta sexta-feira (4), Jair Bolsonaro oficializou o reajuste de 33,23% para professores da rede pública de educação básica. A portaria, assinada pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, e pelo presidente, eleva de R$ 2.886 para R$ 3.845 o piso salarial nacional da categoria.
Além do reajuste, foram lançados no evento dois editais com a oferta de 168 mil vagas em cursos de graduação e pós-graduação para formação de professores. O primeiro é o da Universidade Aberta do Brasil (UAB) e o segundo edital é do Programa Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor).
“Em 2021 o protagonismo foi dos profissionais da saúde, em 2022, o protagonismo será dos profissionais de educação. Chega de usar os professores e profissionais de educação apenas como massa de manobra político-eleitoral. Está na hora de ações diretas. E uma ação direta é essa, que respeita o profissional e dá a ele um ganho a mais nessa situação”, ressaltou o ministro da Educação na cerimônia.
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou à Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF) que adote, de forma imediata, jogo de torcida única quando se tratar de confronto entre ABC Futebol Clube e América Futebol Clube. A recomendação foi assinada nesta sexta-feira (4) e será publicada na edição deste sábado (5) do Diário Oficial do Estado (DOE).
A Federação de Futebol deve liberar o acesso à praça esportiva apenas da torcida do clube mandante do jogo. Em inexistindo espaço exclusivo para torcida visitante, que somente poderá ter acesso à área mista do Estado e desde que não ostente símbolos (bandeiras, acessórios, camisas, etc) ligados às torcidas organizadas.
O MPRN também recomendou ao comando da Polícia Militar que fiscalize situações de risco, buscando evitar confronto entre torcedores, que seja determinado o uso do poder polícia, de forma motivada, para controle e acesso de torcedores com camisas do time adversário.
Aos clubes ABC e América, o MPRN recomendou que se abstenham de realizar qualquer tipo de evento no dia do jogo, sem que antes seja autorizado e vistoriado pela PM, inclusive devendo ser vedado o acesso do torcedor às dependências do complexo esportivo sem prévia revista de segurança por parte da Polícia Militar.
A FNF tem prazo de 48 horas para informar sobre o atendimento da recomendação. A recomendação é baseada em vasto material apresentado pelo Comando da Polícia Militar, onde se verificou inúmeros atos de vandalismo, crime e total descaso com o que define o Estatuto do Torcedor como normas a serem observadas pelas Torcidas Organizadas.
O MPRN reforça que esses atos criminosos têm sido praticados de forma reiterada nos jogos entre ABC Futebol Clube e América Futebol Clube, colocando em risco a integridade física de todos que se deslocam até as praças esportivas, inclusive os profissionais envolvidos no evento. Além disso, a proteção aos interesses coletivos do torcedor deve prevalecer sobre quaisquer outros interesses financeiros ou particulares, seja do torcedor, seja de agremiações envolvidas no certame em andamento.
A Prefeitura do Natal publicou, em edição extra do Diário Oficial do Município desta sexta-feira, 4, a revogação do decreto que desobrigava estabelecimentos comerciais a exigirem passaporte vacinal de clientes para entrada. A revogação atende decisão judicial que dava prazo até esta sexta-feira para o cumprimento.
Pela publicação desta sexta, fica suspensa a eficácia do trecho do decreto 12.428, que havia sido publicado no dia 25 de janeiro. O artigo assegurava à população “o acesso a todo o comércio e aos serviços em geral no âmbito do Município do Natal, independentemente de comprovação do esquema vacinal, desde que observadas as regras de distanciamento social, uso obrigatório de máscara de proteção facial e higienização das mãos com álcool 70º INPM”.
A decisão judicial da 1ª Vara da Fazenda Pública de Natal, publicada na quarta-feira, 2, dava ao Município o prazo de 48h para o restabelecimento da obrigatoriedade do passaporte vacinal. O judiciário atendeu pedido liminar determinando a cobrança do passaporte vacinal, após ação do Ministério Público e Defensoria Pública.
Na decisão, estava determinado que haveria multa em desfavor do município no valor de R$ 50 mil por dia, limitada a R$ 1 milhão. O prefeito Álvaro Dias também poderia sofrer penalidade no valor de R$ 5 mil por dia, limitada a R$ 100 mil.
Apesar da confirmação da Prefeitura do Natal ainda na quarta de que cumpriria a decisão – mesmo recorrendo na Justiça -, alguns estabelecimentos não haviam retomado a cobrança do passaporte vacinal. Diante disso, a própria Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) fará a fiscalização sobre o cumprimento.
Mais de 2,1 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19, voltadas para o público acima de 12 anos de idade, chegam ao Brasil nesta sexta-feira, 4. Este é o primeiro lote de dois que serão entregues até o fim de semana, segundo o Ministério da Saúde.
A nova remessa irá se unir com as mais de 177 milhões de doses da vacina enviadas para a campanha de imunização.
As vacinas desembarcam no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. “Logo após passarem por um rígido controle de qualidade, os imunizantes começarão a ser distribuídos aos estados e ao Distrito Federal, seguindo critérios de igualdade e proporção populacional”, informa o ministério.
A campanha de vacinação contra a covid-19 ultrapassou mais de 407 milhões de doses de vacinas distribuídas para estados, municípios e Distrito Federal. Destas, mais de 359 milhões foram aplicadas, segundo balanço do ministério.
O deputado estadual Jacó Jácome (PSD) comunicou através das redes sociais nesta sexta-feira, 4, que testou positivo para Covid-19. De acordo com a publicação, a confirmação da doença veio após três dias desde início dos sintomas.
“Meus amigos, há três dias apresentei sintomas da COVID fiz os testes e exames de sangue. O diagnóstico foi positivo para COVID e também um índice alto de IGG confirmando que tenho imunidade depois das vacinas. Estou com sintomas leves, está tudo sob controle e sigo isolado!”, escreveu o deputado.
Meus amigos, há três dias apresentei sintomas da COVID fiz os testes e exames de sangue. O diagnóstico foi positivo para COVID e também um índice alto de IGG confirmando que tenho imunidade depois das vacinas. Estou com sintomas leves, está tudo sob controle e sigo isolado!
Jacó Jácome já recebeu as três doses do imunizante contra a Covid.
Índice IgG
Um resultado positivo para imunoglobulina G (IgG) pode indicar que a pessoa está na fase crônica e/ou convalescente ou já teve contato com a doença em algum momento da vida e, portanto, para algumas doenças, esses anticorpos funcionam como uma proteção em caso de novo contato com o microrganismo.
O atual quadro de ocupação dos leitos de terapia intensiva do Sistema Único de Saúde (SUS) para adultos com covid-19 fez com que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitisse uma nota técnica sobre o tema nessa quinta-feira, 3. De acordo com dados do último dia 31 de janeiro, o percentual em nove unidades da federação, entre elas o Rio Grande do Norte, ultrapassou os 80%. Além disso, 13 capitais suplantaram o mesmo percentual, sendo Natal a maior ocupação proporcional de leitos críticos do Nordeste (89%).
O percentual de 80% é considerado a fronteira de uma zona de alerta crítico. Os dados foram retirados do último dia 31 de janeiro. De acordo com a nota, a capital potiguar tinha, na data verificada, uma estimativa de 89% de leitos públicos ou privados contratualizados para o tratamento da covid ocupados. O percentual é maior do que Teresina (83%), Maceió (81%) e Fortaleza (80%), demais capitais de estados nordestinos que igualaram ou ultrapassaram o panorama de 80% de ocupação. O quadro mais crítico do País era verificado em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, onde foi verificada 109% de ocupação dos leitos.
Em relação aos estados, o RN estava, na data verificada, com 86% de ocupação de leitos covid de terapia intensiva. Outros estados como Piauí (87%), Pernambuco (88%), Espírito Santo (83%), Mato Grosso do Sul (103%), Goiás (91%), Distrito Federal (97%), Amazonas (80%) e Mato Grosso (91%) também ultrapassaram os 80% de ocupação. A nota técnica destaca, ainda, que os aumentos no percentual de ocupação em alguns estados ocorrem ao mesmo tempo que a abertura de leitos. Pernambuco, por exemplo, ampliou a oferta de vagas de UTI de 991 para 1106, entre 24 e 31 de janeiro, e a taxa de ocupação aumentou de 81% para 88%.
Os pesquisadores ressaltam que, apesar disso, o cenário não é o mesmo do momento mais crítico da pandemia, entre março e junho de 2021, quando a maior parte do país estava na zona de alerta crítico e o número de leitos para covid-19 era maior.
A Fiocruz reforça que pessoas que já receberam a dose de reforço são pouco suscetíveis à internação, mas podem ter sua vulnerabilidade aumentada por comorbidades graves ou idade avançada. Além disso, a fundação acrescenta que ainda há uma proporção considerável da população que não recebeu a dose de reforço, que é suscetível a formas mais graves de infecção com a Ômicron e, principalmente, há uma parte da população não vacinada e, portanto, muito mais suscetível.
Para os pesquisadores do Observatório Covid-19, o comportamento das taxas de ocupação em estados e capitais indica a interiorização da variante Ômicron. Algumas capitais já apresentam mais estabilidade ou mesmo queda nas suas taxas, enquanto as taxas dos estados crescem expressivamente.
SRAG
A Fiocruz considera também que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) tem sinal forte de crescimento nas tendências de longo prazo (últimas seis semanas) e de curto prazo (últimas três semanas).
A análise indica que 20 das 27 unidades federativas apresentam sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas 6 semanas) até a SE 4: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Embora Bahia, Pará e Pernambuco apresentem sinal de estabilidade na tendência de longo prazo, a tendência das últimas três semanas é de crescimento. O Distrito Federal apresenta sinal de estabilidade nas duas tendências analisadas, enquanto Espírito Santo, Rondônia e Sergipe apresentam sinal de queda na tendência de longo prazo e estabilidade. Os Estados apresentam ao menos uma macrorregião de saúde em nível de casos semanais alto ou superior, sendo que em 22 há pelo menos uma macrorregião com nível muito alto ou extremamente alto.
O ponto de drive-thru montado pela Prefeitura de Natal na Arena das Dunas para realização de testes de Covid-19 não terá atendimento no próximo domingo, dia, 6, – data que era prevista como último dia de funcionamento do serviço, em virtude do jogo de futebol entre América e Força e Luz pela semifinal do primeiro turno do campeonato estadual.
Por outro lado, a Assistência Laboratorial da Secretaria Municipal de Saúde de Natal informou que a unidade terá atendimento prorrogado por dois dias e será aberta na segunda, 7, e na terça-feira, 8.
O atendimento com testagem da Covid-19 na Arena das Dunas ocorre das 8h às 15h e o resultado é divulgado em até 24 horas, segundo o município.
Ainda de acordo com a prefeitura, a testagem funciona com demanda livre, sem necessidade de solicitação médica. O público atendido é de pessoas a partir dos 12 anos de idade.
Para ter acesso ao drive, a população pode ir em qualquer meio de transporte, seja carro, bicicleta, motocicleta, entre outros.
A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) prorrogou por mais duas semanas, o sistema de trabalho remoto para servidores técnico-administrativos que estavam exercendo atividade presencial. Com a orientação, a data que estava marcada para a próxima segunda-feira, 7, passou para o dia 18 de fevereiro.
A decisão tem respaldo na nota de recomendação do Comitê Permanente de Biossegurança da UFERSA, emitida na última quarta-feira, 2, onde é ressaltada o agravamento da pandemia com o aumento do número de casos da Covid-19 e Síndromes Gripais, predominância da variante Ômicrom que apresenta alto índice de contágio, a superlotação na rede hospitalar e o registro no número de óbitos.
Outro alerta do Comitê Permanente de Biossegurança é a taxa de transmissibilidade que vem sendo registada nos municípios onde estão instalados os campi da Universidade (Mossoró, Angicos, Caraúbas e Pau dos Ferros). Desta forma, as atividades administrativas presenciais vão permanecer suspensas com o retorno marcado para o dia 21 de fevereiro. Os serviços considerados essenciais continuam de forma presencial.
A descoberta do marketing e seu cabedal de táticas e estratégias pelo universo político transformou o conteúdo e a forma das campanhas eleitorais e também a condução dos rumos da gestão pública: tanto no campo legislativo como no executivo.
Inicialmente, o marketing político aparecia como um verdadeiro instrumento mágico que possibilitaria a salvação da lavoura das mais variadas matizes de políticos. Daí, o surgimento nas casas legislativas das famosas bancadas. E essas, tem-se para todos os gostos: dos evangélicos ao pessoal da bala, passando por setores sequer imaginados pelos simples eleitores, que na verdade, esperam e desejam dos seus representantes melhorias concretas e perceptíveis em sua vida cotidiana.
O marketing, ao longo da sua trajetória no campo político, passou a ser utilizado para muitas finalidades que não, e exclusivamente, a tarefa de estruturar a comunicação para o objetivo final do político: vencer a eleição e apresentar de maneira clara e eficiente resultados de gestões e com isso, conquistar a fidelidade do eleitorado.
Esses desvirtuamentos de foco e objetivo acabaram provocando absurdos em muitas situações e transformando para pior a realidade entre os políticos e os eleitores, colocando o marketing como alvo fácil para aproveitadores de plantão, sem falar nos charlatões que vendem ilusões como se estratégias fossem.
A eleição de 2018, em particular, pode ser observada sob essa ótica que aqui apresento. A disseminação de notícias falsas, o impulsionamento de informações distorcidas e a utilização de robôs para levar a desinformação à população como forma de construir opiniões como estratégia de marketing, não só prejudicou a percepção das pessoas com a realidade dos fatos, como implementou um modelo danoso de se fazer campanha. Quem perdeu na verdade foi a democracia.
A partir de então, criou-se um ambiente favorável para o surgimento das mais esdruxulas ações travestidas de tática de marketing. Nem sempre isso vai dar o resultado esperado. Um bom exemplo disso, e bem recente, é a cena deprimente provocada pelo presidente Bolsonaro ao divulgar como uma estratégia de querer “aparecer” um homem simples, do povo, comendo frango com farofa, de maneira mal educada e desrespeitosa com as pessoas mais simples.
A humildade não significa falta de educação. Muito pelo contrário. Tanto que a ideia brilhante dos tais estrategistas do presidente provocou o efeito inverso, ou seja, a repulsa das pessoas que não aceitam a má educação e os maus modos atribuídos as pessoas do povo, como originalmente idealizado.
O marketing da farofa de Bolsonaro revela a face mais descolada da realidade que se espera de um planejamento estratégico que pretende construir, posicionar e consolidar a imagem de um político próximo ao povo. Está claro desde o início desse governo que o marketing válido para Bolsonaro e sua trupe é o escárnio com a população e, principalmente, o destilar do ódio, a desinformação, o desrespeito difundidos pelo tal gabinete do ódio e amplificada por uma verdadeira horda de seguidores que na verdade, querem mesmo é confundir e não esclarecer.
O que Bolsonaro tem feito é jogar farofa no ventilador e desrespeitar o Brasil.
No último domingo domingo, 30, o presidente Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada e aproveitou para dar um passeio de moto ao lado do filho, o vereador Carlos, do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos e de seus assessores.
Bolsonaro seguiu para o Jardim Botânico, onde parou para comer um churrasco em uma tenda. Na imagem, é possível ver o presidente de botas, comendo a refeição com as mãos, com uma quantidade considerável de farofa derrubada na calça e no chão.
A imagem, no entanto, causou polêmica nas redes sociais. De um lado, apoiadores apontaram humildade por parte do presidente. Do outro, internautas acusaram o líder do Executivo de “cena montada” para autopromoção diante das eleições presidenciais. Segundo internautas, com a imagem, o presidente pretende passar uma imagem de “povão”.
O vídeo foi compartilhado por assessores diretos como o ministro das Comunicações, Fábio Faria, que apagou o post após a má repercussão, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Os três homens que participaram das agressões de Moïse Kabagambe vão continuar presos. A decisão foi tomada após audiência de custódia, nessa quinta-feira, 3, que manteve as prisões temporárias de 30 dias de Fábio Pirineus da Silva, o “Belo”, Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, o “Dezenove”, e Brendon Alexander Luz da Silva, o “Tota”.
As audiências de custódia permitem verificar se as prisões foram legais, com os mandados regularmente expedidos e sem violência contra os presos. Os três foram levados para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, após decisão judicial, que acolheu a denúncia do Ministério Público (MP) por homicídio duplamente qualificado.
Enquanto os acusados eram ouvidos pela Justiça, familiares de Moïse foram recebidos na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A comissão, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ), irá acompanhar as investigações sobre o caso. O órgão também ofereceu apoio psicológico aos familiares de Moïse e discutiu medidas de segurança que poderão ser adotadas pelos parentes do congolês.
“A família se sente exposta e vulnerabilizada com tudo e teme pelo seu futuro e segurança. Por isso, o nosso atendimento aqui foi priorizar e reforçar a segurança da família, para que independentemente da decisão que eles tomem de ficar no Brasil ou não, que essa decisão seja pautada na segurança”, disse a presidente da Comissão, deputada Dani Monteiro.
A mãe de Moïse, Ivana Lay, conversou com os parlamentares e agradeceu pela atenção: “Eu me sinto feliz por ter sido recebida pela comissão da Alerj e também pela OAB, que ouviram as minhas dores. E agradeço à imprensa por ter mostrado toda a verdade”, disse Ivana.
O irmão de Moïse, Djodjo Baraka Karagambe, pediu justiça. “Esperamos que as pessoas que fizeram isso com ele paguem. Queremos justiça”.
Após sinais de trégua, os preços das carnes voltaram a subir para os consumidores brasileiros entre o final de 2021 e o começo de 2022, apontam dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15). Conforme o indicador de inflação, os produtos tiveram altas em dezembro e janeiro de 0,90% e 1,15%, respectivamente.
O IPCA-15 é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) entre a segunda parte do mês anterior e a primeira metade do mês de referência da divulgação. Para o índice de janeiro, por exemplo, os dados foram coletados entre 14 de dezembro de 2021 e 13 de janeiro de 2022.
Os dois últimos avanços das carnes vieram após duas quedas em outubro e novembro (-0,31% e -1,15%). Essas duas reduções haviam interrompido uma sequência de 16 meses de altas, verificadas entre junho de 2020 e setembro de 2021.
No IPCA-15, os preços das carnes refletem a variação de 18 cortes, a maior parte bovinos, além das carnes de porco e de carneiro.
Para analistas, as altas entre o final de 2021 e o começo de 2022 refletem uma combinação de fatores. Em parte, há efeitos sazonais, porque a demanda no mercado interno costuma ser aquecida com as festas de fim de ano.
Além disso, também há reflexos do fim do embargo das exportações de carne bovina brasileira para a China, anunciado em 15 de dezembro. A medida estava em vigor desde o início de setembro, após o registro de dois casos atípicos de vaca louca.
Foi justamente o embargo que, segundo analistas, havia feito os preços darem sinais de trégua para o consumidor brasileiro, já que a oferta de produtos ficou mais concentrada no mercado interno antes das festas de final de ano.
Com o fim da restrição, o cenário começa a mudar, e a demanda maior do país asiático pressiona os preços no Brasil.
No começo de 2022, o patamar da carne bovina deve continuar elevado para os brasileiros, projetam analistas.
Não estão descartadas novas pressões a partir da demanda chinesa pelos produtos. Em janeiro, as exportações de carne bovina do Brasil avançaram 31% no comparativo anual, com o impacto dos negócios para o país asiático.
Outra questão no radar de analistas é a seca na região Sul, que castigou culturas como milho, soja e pastagens. A escassez hídrica dificulta a alimentação do gado.
Por outro lado, o que pode frear os aumentos para o consumidor é o fato de grande parte da população estar com a renda menor, ponderam analistas.
No trimestre até novembro de 2021, período mais recente com dados disponíveis, o rendimento médio do trabalho voltou a recuar no Brasil, atingindo o menor nível desde 2012, segundo o IBGE.
O orçamento mais apertado prejudica o consumo das famílias e ameaça a demanda por itens diversos, incluindo proteína animal. Assim, na teoria, fica mais difícil o repasse para os preços finais, dizem analistas.
No período de 12 meses até janeiro, as carnes subiram 9,95% no Brasil, indica o IPCA-15. Em junho de 2021, o acumulado chegou a 35,76%. Ou seja, houve uma desaceleração nos preços, mas a inflação ainda segue perto de dois dígitos. Em termos gerais, o IPCA-15 acumulou alta de 10,20% até janeiro.
Com a escassez de chuva que atinge o Sul e a dificuldade para alimentar o gado, produtores da região podem optar por vender parte dos animais antes, na tentativa de evitar prejuízos maiores. Ao castigar lavouras de culturas como milho e soja, a estiagem no Sul também impacta os custos de produção de setores como o de frango. É que as plantações fornecem os insumos para as rações das aves.
Até janeiro, o grupo de aves e ovos acumulou inflação de 22,13%, segundo o IPCA-15. Em novembro de 2021, o acumulado alcançou 28,25%.
O Rio Grande do Norte tem fila por leitos críticos Covid maior do que a quantidade de vagas disponíveis. Na manhã desta sexta-feira, 4, o portal Regula RN apontava para uma ocupação de 70,4% das UTIs Covid e a tendência é que o percentual aumente após a regulação dos pacientes que estão na fila.
De acordo com os dados do Regula RN, o estado tinha, às 8h40, 34 pacientes com perfil de leitos críticos para a covid-19, enquanto restavam disponíveis somente 29 vagas. Na região Oeste, 15 pacientes estavam na fila e havia nove leitos disponíveis. Na Região Metropolitana, 19 pacientes à espera e 20 vagas.
Ao todo, o Rio Grande do Norte possui 159 leitos críticos públicos destinados à covid-19.
O atual quadro de ocupação dos leitos de terapia intensiva do Sistema Único de Saúde (SUS) para adultos com covid-19 fez com que a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) emitisse uma nota técnica sobre o tema nessa quinta-feira, 3. De acordo com dados do último dia 31 de janeiro, o percentual em nove unidades da federação, entre elas o Rio Grande do Norte, ultrapassou os 80%. Além disso, 13 capitais suplantaram o mesmo percentual, sendo Natal a maior ocupação proporcional de leitos críticos do Nordeste (89%).
Os motoristas que estacionarem canteiros, praças e jardins públicos próximos a hospitais, mesmo em locais proibidos, não serão multados em Natal durante a pandemia da covid-19. Nesta sexta-feira, 4, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Natal (STTU) publicou portaria indicando dezenas de pontos onde será possível o estacionamento sem a possibilidade de multa. Seguirão proibidos os estacionamentos em paradas de transporte coletivo, praça de táxis, locais destinados a embarque e desembarque, retornos e o acesso às entradas das unidades de saúde e de locais de abastecimento de seus insumos.
Na portaria, fica liberado o estacionamento de veículos durante as 24h do dia próximos a hospitais nos bairros de Tirol, Petrópolis, Lagoa Nova, Potengi, Igapó e Pitimbu (Cidade Satélite). Ao todo, 12 trechos foram indicados pela STTU.
Veja lista abaixo:
Canteiros centrais: a) Av. Afonso Pena, entre as ruas Jundiaí e Ceará Mirim; b) Av. Campos Sales, entre as ruas Jundiaí e Ceará Mirim; c) Av. Presidente Getúlio Vargas, entre a Av. Nilo Peçanha e a Rua Joaquim Fabrício; d) Av. Antônio Basílio, entre as avenidas Senador Salgado Filho e Rui Barbosa; e) Av. Florianópolis, entre a Av. Dr. João Medeiros Filho e a Rua Ilhéus; f) Rua Mipibu, entre as avenidas Rodrigues Alves e Afonso Pena; g) Rua São José, entre as avenidas Jerônimo Câmara e Lima e Silva.
Praças ou jardins públicos: a) Rua Moita Bonita, ao longo da Praça de Igapó; b) Av. Senhor do Bonfim e Rua Macaé, ao longo do jardim público vizinho a UPA de Potengi; c) Rua Grão Pará, ao longo do jardim público vizinho ao Hospital Municipal da Mulher Dr. Leide Morais; d) Rua Dr. Antônio Machado de Alcântara e Rua dos Tamôios, ao longo do jardim público vizinho a UPA de Pajuçara; e) Rua Rio Gramame, ao longo do jardim público vizinho a UPA de Cidade Satélite; f) Rua Abreu e Lima, entre a Av. dos Xavantes e a Rua Largo de Pedra, ao longo do jardim público.
Utilizando-se das redes sociais como instrumento de chegar mais próximo da população, o ex-deputado Henrique Alves gravou um vídeo de apenas 1 minuto, onde pode rever campanhas eleitorais memoráveis, reviveu a importância de seu pai Aluizio Alves na sua vida política e também sinalizou para Novas Esperanças como se falasse da próxima candidatura.
A grande maioria da população brasileira é a favor da vacinação infantil contra a Covid-19. Ao todo, 70% da população disse ser favorável à imunização de crianças entre 5 e 11 anos de idade, contrariando o que pregam Jair Bolsonaro (PL) e aliados. Os dados são de um novo recorte da pesquisa PoderData divulgada nesta sexta-feira, 4.
No levantamento, só 23% dizem se opor à medida de proteção para esta faixa etária. 7% dos entrevistados não souberam responder. As taxas representam uma estabilidade em relação ao levantamento anterior, divulgado no início de janeiro. Novamente, a pesquisa indica que o discurso antivacina feito por Bolsonaro e seus pares negacionistas tem pouca aderência na população brasileira.
Ao todo, de acordo com dados do Painel de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde, cerca de 2,4 milhões de crianças entre 5 e 11 anos já receberam a primeira dose do imunizante.
Vale ressaltar que, a vacinação infantil no Brasil iniciou na segunda quinzena de janeiro em meio a tentativas do governo Bolsonaro de atrasar e dificultar o processo. Antes de iniciar a imunização, por exemplo, o Ministério da Saúde, a pedido do presidente, promoveu uma confusa e pouco efetiva consulta pública sobre o tema. A compra de doses também foi tratada de forma não emergencial. Tanto Bolsonaro, quanto Marcelo Queiroga, chegaram a afirmar que as mortes infantis estariam em um patamar ‘aceitável’. O argumento foi usado para defender a morosidade para aquisição das doses.
Desde então, Bolsonaro tem feito discursos para desestimular a imunização de crianças. Tanto ele, quanto aliados, constantemente tratam de efeitos adversos causados pela vacinação infantil. O número de reações, no entanto, nunca se deu em volumes que levantassem preocupação entre as autoridades.
O grupo de apoiadores da vacinação infantil cai para 45% ao levar em conta o recorte apenas de eleitores do presidente Bolsonaro em 2018. O volume representa um empate técnico com o grupo contrário no mesmo recorte, que soma 44%.
Já entre quem diz ter votado em Fernando Haddad (PT) no segundo turno em 2018, o volume de apoiadores da vacinação de crianças cresce para 87%. Neste caso, só 10% dizem não apoiar a medida.
Mulheres também apoiam mais a imunização infantil do que os homens. Ao todo, 76% do público feminino indicou ser a favor da medida. Entre os homens os apoiadores somam 64%.
A pesquisa entrevistou, por telefone, 3 mil pessoas e seguiu critérios que levam em conta a proporcionalidade da população. A margem de erro é de 2 pontos percentuais e o índice de confiança é de 95%. O levantamento foi realizado entre os dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro e também mediu a aprovação do atual governo, bem como a intenção de votos para as eleições de outubro. Neste último caso, Lula (PT) segue com ampla vantagem, chegando a 41% das intenções de voto.
O impacto da pandemia de Covid-19 na Previdência Social fez o número de pensões por morte disparar em um ano. Segundo dados do INSS (Insituto Nacional do Seguro Social), foram concedidos 596.313 benefícios em 2021 ante 416.341 em 2020, o que equivale a um aumento de 43,2%. No período pré-pandemia, as concessões por morte chegaram a 428.512, em 2019.
O instituto afirma que não é possível fornecer informação sobre a causa de morte de cada benefício. Mas a Covid-19 já havia passado a ser o principal motivo de afastamento dos profissionais no trabalho desde o primeiro trimestre de 2021.
De janeiro a dezembro de 2021, foram concedidos 98.787 benefícios por incapacidade, o antigo auxílio-doença, por causa de infecção por coronavírus, ante 37.045 de abril a dezembro de 2020, um aumento de 166%.
“O aumento do percentual se deve significativamente ao período pandêmico. Mais de 600 mil óbitos geraram por consequência o aumento do número de pensões. O aumento não é culpa do INSS, mas da situação extraordinária que vivemos nestes dois anos”, afirma a advogada Adriane Bramante, presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário).
A especialista em previdência afirma que, apesar do efeito Covid-19 nas pensões por morte, o benefício já havia sido o mais afetado pela reforma de 2019. “A Previdência é um dos pilares da seguridade social e foi criada para proteger os beneficiários em situação de incapacidade ou insuficiente de renda. O impacto das pensões foi significativo, mas ao mesmo tempo foi um dos benefícios mais afetados pela reforma, com a redução do valor do benefício”, avalia Adriane.
Nessa quinta-feira, 3, foram registradas 1.041 novas mortes por Covid-19, o número mais alto em um único dia desde 18 de agosto do ano passado. O Brasil acumula 630.001 óbitos por Covid-19 desde o início da pandemia. O país também registrou um novo recorde de Covid-19, com 298.408 novos casos, elevando o total de infecções confirmadas para 26.091.520, informou o Ministério da Saúde.
Cientistas obtiveram os primeiros resultados de uma pesquisa na qual voluntários saudáveis foram infectados com o vírus Sars-CoV-2. A pesquisa ainda não revisada por pares foi disponibilizada na plataforma Springer Nature nessa terça-feira, 1.
O estudo realizado no Royal Free Hospital, no Reino Unido, foi o primeiro no mundo a monitorar de modo detalhado a “jornada” do coronavírus, desde o momento da infecção até sua eliminação total. O trabalho é uma parceria entre instituições como o Imperial College London, a Vaccine Taskforce e o Departamento de Saúde e Assistência Social (DHSC) do país.
Um grupo de 36 pessoas saudáveis com idades entre 18 a 30 anos, não vacinadas contra a Covid-19, e sem infecção prévia pelo coronavírus, recebeu o Sars-CoV-2 introduzido por meio de gotas no nariz. O vírus usado foi coletado de um paciente hospitalizado no início da pandemia, antes mesmo do surgimento da variante Alfa.
Após um monitoramento de duas semanas, notou-se que 18 participantes foram infectados — entre os quais 16 tiveram sintomas leves a moderados. Treze relataram perda de olfato, mas a habilidade de sentir cheiros voltou ao normal dentro de 90 dias em todos eles, exceto três. Duas pessoas foram excluídas da análise, pois desenvolveram anticorpos entre a triagem inicial e a inoculação do vírus.
Nenhum dos participantes teve alterações nos pulmões ou eventos adversos graves após a aplicação das gotas nasais. Logo, a pesquisa contou somente com infecções mais leves em pessoas jovens. “Acredita-se que as pessoas nesta faixa etária sejam os principais impulsionadores da pandemia”, conta Christopher Chiu, investigador-chefe do estudo, em comunicado.
Os cientistas observaram no grupo que os sintomas começam a se desenvolver rápido nos voluntários, em cerca de dois dias após o contato com o Sars-CoV-2. A infecção surgiu primeiro na garganta, até que o vírus passou a se alastrar bem mais no nariz.
O tempo médio desde a exposição ao coronavírus até a detecção dele e os primeiros sintomas foi de 42 horas — um resultado significativamente menor do que as estimativas atuais, que apontam um período de incubação de 5 a 6 dias.
Os pesquisadores repararam também que houve aumento na carga viral em amostras dos participantes. A quantidade de vírus teve pico após cinco dias de infecção e um alto nível de Sars-CoV-2 infeccioso ainda foi detectado em testes laboratoriais até 9 dias depois, em média.
Outra descoberta importante foi que o teste de fluxo lateral (LFTs), ou “teste rápido”, mostrou-se confiável para atestar a presença do vírus em pacientes no estado no qual ele é transmissível para outras pessoas.
“Nosso estudo revela alguns insights clínicos muito interessantes, particularmente em torno do curto período de incubação do vírus, contágio viral extremamente alto do nariz, bem como a utilidade dos testes de fluxo lateral, com potenciais implicações para a saúde pública”, resume Chiu.
Uma análise feita por pesquisadores da Universidade Johns Hopkins revelou que as medidas de lockdown tiveram nenhum ou baixo impacto sobre a redução de mortes causadas pela Covid-19. Os autores do estudo estimam que as restrições tenham diminuído a mortalidade em apenas 0,2%.
O estudo, feito por pesquisadores em economia aplicada, afirma que não há evidências de que o lockdown tenha sido efetivo na redução de mortes. Ainda de acordo com
“Não encontramos evidências de que lockdowns, fechamento de escolas, fechamento de fronteiras e limitação de encontros tenham um efeito notório na mortalidade da Covid-19”, aponta o estudo.
“[O lockdown] contribuiu para reduzir a atividade econômica, aumentar o desemprego, diminuir a escolaridade, causar perturbação política, contribuir para a violência doméstica e minar a democracia liberal.”, aponta ainda.
A conclusão do estudo da Universidade Johns Hopkins é que os governos devem evitar medidas restritivas como o lockdown em benefício da estabilidade política e econômica dos países. Esse resultado contraria uma série de outros estudos que afirmam que confinamentos em massa poderiam ser a saída para a proteção contra a Covid-19.
Pesquisadores do Imperial College London, por exemplo, previram que o lockdown poderia reduzir as taxas de mortalidade em até 98%, número que foi contestado pelo novo estudo da Universidade Johns Hopkins.
O resultado dessa pesquisa foi alcançado a partir da análise de diversos artigos que indicavam uma suposta eficácia do lockdown durante a primeira onda da Covid-19, até meados de março de 2020.
Apesar de a conclusão rejeitar o confinamento, os autores do estudo observaram que o fechamento de negócios não essenciais pode ter tido impacto positivo na redução de mortes causadas pela doença.
“O fechamento de negócios não essenciais parece ter tido algum efeito (reduzindo a mortalidade por Covid-19 em 10,9%), o que seria relacionado ao fechamento de bares.”
O senador Jean Paul Prates (PT-RN), líder da Minoria no Senado e relator do PL que busca estabelecer parâmetros para a política de preços de combustíveis da Petrobras (1.472/2021), obteve o apoio do Fórum dos Governadores nessa quinta-feira, 3, diante da proposta de criação do programa da estabilização do preço do petróleo e de derivados no Brasil.
“Há um consenso dos governadores em torno do projeto 1472/21, que ataca o principal problema – preço dos combustíveis no mercado interno”, disse o parlamentar, após a reunião por videoconferência. O PL propõe um programa de amortecimento da alta dos combustíveis, indicando uma cesta de fontes de recursos para assegurar que as oscilações no preço internacional de óleo não produzam um efeito cascata no Brasil.
De acordo com as estimativas divulgadas pelo senador, o conjunto de medidas a ser votado pelo plenário do Senado pode baixar em até R$ 20 os valores do gás de cozinha e em até R$ 2 a R$ 3 o preço da gasolina e do diesel, num prazo de 40 dias após sua aprovação.
“No preço de referência, estamos criando uma conta de compensação que garantirá ao produtor (refinaria ou importador) um preço de mercado e ao consumidor final um preço menor dos produtos. Já em relação à questão tributária, estamos trabalhando com os governadores a questão do ICMS”, explicou.
Na busca por votos do Nordeste, região onde registra a maior rejeição Jair Bolsonaro (PL), o presidente cometeu gafe ao falar de Padre Cícero e usou um termo preconceituoso para se referir aos nordestinos em live na noite desta quinta-feira, 3.
“Dadas as nossas revogações, feitas há pouco tempo, falaram que eu revoguei o luto de Padre Cícero, lá de Pernambuco“, disse Bolsonaro, errando o estado onde nasceu o líder religioso – o Ceará.
Em seguida, Bolsonaro usou o termo “pau de arara” para se referir aos nordestinos. A expressão preconceituosa era usada para se referir aos nordestinos que viajavam em caçambas de caminhões – o “pau de arara” – para outras regiões do Brasil em décadas passadas.
“É isso mesmo? De que cidade fica lá? Está cheio de pau de arara aqui e não sabem que cidade fica padre Cícero?“, emendou o presidente, sendo corrigido por assessores, que responderam que Padre Cícero nasceu em Juazeiro do Norte, no Ceará.
No próximo dia 9, o presidente estará no Rio Grande do Norte, visitando o município Jardim de Piranhas com o ministro do Desenvolvimento Regional Rogério Marinho para a programação que vai marcar a “chegada das águas da transposição do rio São Francisco”.