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PLACA DE OBRA E DOCUMENTOS REVELAM QUE ALLYSON NÃO CONSTRUIU HOSPITAL

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A polêmica em torno do Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva, em Mossoró, ganhou um novo desdobramento após documentos obtidos pelo Diário do RN revelarem que a unidade foi originalmente licitada, contratada e construída como uma policlínica. A informação reforça questionamentos já levantados pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tem contestado a classificação da estrutura como hospital em razão das limitações de funcionamento e atendimento.

O extrato do Contrato nº 09/2024, firmado entre a Prefeitura de Mossoró e a Construtora Proel LTDA., não deixa dúvidas quanto ao objeto da obra. O documento registra expressamente a “Construção da Policlínica”, localizada na Avenida Francisco Mota, no bairro Alto de São Manoel. Inicialmente orçada em R$ 5,3 milhões, a obra teve sucessivos aditivos contratuais e superou os R$ 10 milhões em investimentos até sua conclusão.

Documentos oficiais também confirmam as informações sobre a obra – Foto: Reprodução

A mesma nomenclatura aparece na placa oficial afixada durante a execução da obra, conforme mostrou reportagem do Blog Carol Ribeiro. Na placa exposta no canteiro de obras, a Prefeitura apresenta o empreendimento como “Construção de Policlínica”, repetindo a descrição constante no processo licitatório e no contrato firmado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura.

Segundo a reportagem, o projeto apresentado à Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) para obtenção da área também previa a implantação de uma policlínica. A mesma nomenclatura foi utilizada pelo então prefeito Allyson Bezerra em vídeo publicado nas redes sociais em 2024, no início das obras.

Ainda de acordo com a publicação do blog, a mudança para Hospital Municipal ocorreu apenas nas etapas finais da construção, já próximo da inauguração e do início da movimentação pré-eleitoral.

Concidentemente, o Hospital Municipal de Mossoró deixou de ser apresentado pela gestão de Allyson Bezerra como Policlínica e passou a ser denominado de hospital no mesmo período em que a governadora Fátima Bezerra anunciava a implantação do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte, localizado em Parnamirim, e após o então prefeito de Natal, Álvaro Dias, entregar a primeira etapa do Hospital Municipal de Natal.

A coincidência temporal passou a ser observada como motivação para a mudança de nomenclatura, já que não houve mudança no projeto da obra e nem estava prevista nenhuma alteração substancial para o funcionamento da unidade, que foi planejada, projetada e executada para ser Policlínica. Somente depois é que ‘virou’ hospital.


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