Início » Arquivos para 24 de julho de 2026, 11:00h

julho 24, 2026


QUASE METADE DOS HOMENS COM MENOS DE 50 ANOS DESCOBRE CÂNCER JÁ COM METÁSTASE

  • por
Compartilhe esse post

Quase metade dos homens com menos de 50 anos diagnosticados com câncer de próstata já recebe a notícia quando a doença se espalhou para outros órgãos, reduzindo as chances de cura e exigindo tratamentos mais complexos. O dado é de um levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), baseado no Painel Oncologia do DataSUS. Entre 2024 e 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 9.352 diagnósticos da doença em homens com menos de 60 anos, sendo 940 em pacientes abaixo dos 50 anos.

Segundo a cirurgiã oncológica e diretora da vice-presidência da SBCO, Viviane Rezende de Oliveira, os números revelam um problema estrutural no diagnóstico da doença no país.

“Quando a gente fala que quase metade dos jovens brasileiros apresenta doença metastática ao diagnóstico, isso revela nada mais do que uma falha crítica no diagnóstico precoce”, explicou.

A especialista atribui esse cenário às barreiras de acesso ao sistema de saúde, às desigualdades socioeconômicas, à dificuldade de acesso aos serviços especializados e ao preconceito de muitos homens em procurar atendimento preventivo.

Outro fator apontado pela médica é que pacientes mais jovens costumam desenvolver formas mais agressivas da doença, reduzindo o tempo disponível para identificá-la ainda em fase inicial. “Ao contrário do paciente idoso, que geralmente apresenta um crescimento mais lento do tumor, o paciente mais jovem pode ter uma janela mais curta para detecção antes do aparecimento dos sintomas”, comentou.

É preciso ficar atento aos sinais de alerta para qualquer sintoma – Foto: Reprodução

Segundo ela, quando alterações urinárias ou dores ósseas surgem, “frequentemente esse paciente já está com uma doença localmente avançada ou metastática”, argumentou.

Viviane também ressalta que a percepção de que o câncer de próstata é uma doença exclusiva da terceira idade contribui para o diagnóstico tardio.

“Essa é uma percepção real e termina contribuindo significativamente para o diagnóstico tardio em homens mais jovens”, afirmou.

A SBCO lembra também que, além da idade, histórico familiar, obesidade e raça negra aumentam o risco para o desenvolvimento do câncer de próstata. Homens com pai ou irmão diagnosticados com a doença, especialmente antes dos 60 anos, apresentam maior probabilidade de desenvolver o tumor e devem discutir com o médico quando iniciar o acompanhamento.

No que diz respeito ao tratamento, quando o câncer permanece restrito à próstata, o tratamento pode envolver cirurgia, radioterapia ou, em casos selecionados, vigilância ativa, estratégia indicada para tumores de baixo risco e crescimento lento. Já nos casos em que a doença é diagnosticada após atingir outros órgãos, a estratégia passa a priorizar o controle do tumor e a preservação da qualidade de vida, utilizando recursos como hormonioterapia, radioterapia, cirurgia em indicações específicas e outras terapias sistêmicas.

A entidade também reforça que a prevenção vai além dos exames. Não fumar, praticar atividade física regularmente, manter o peso adequado e adotar uma alimentação equilibrada ajudam a reduzir o risco de diversos tipos de câncer.


Compartilhe esse post

ESPECIALISTA APONTA AS CONSEQUÊNCIAS LEGAIS DO CASO DE RACISMO EM MOSSORÓ

  • por
Compartilhe esse post

A professora da rede estadual afastada após a divulgação de falas racistas durante uma aula em uma escola de Mossoró poderá responder nas esferas penal, administrativa e cível, além de correr o risco de perder o cargo público. A avaliação é do advogado criminalista e professor Emmanoel Lundberg, que afirma que, diante do conteúdo das declarações registradas em vídeo, o caso pode ser enquadrado como crime de racismo, considerado pela Constituição Federal inafiançável e imprescritível.

Segundo o especialista, a responsabilização da servidora não se limita ao processo administrativo instaurado pela Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC).

“A legislação brasileira prevê uma responsabilização rigorosa e multifacetada para atos dessa natureza, atuando simultaneamente nas esferas penal, administrativa e cível. A conduta relatada transcende a ofensa individual e se enquadra no crime de racismo, pois atinge a dignidade de toda uma coletividade”, explica Lundberg.

O advogado destaca que, na esfera criminal, o caso independe da manifestação das vítimas para seguir adiante.

“O racismo é um crime de ação penal pública incondicionada. Cabe ao Ministério Público promover a persecução penal caso existam elementos suficientes para a denúncia”, afirma.

O caso
A análise jurídica ocorre após a repercussão de um vídeo gravado na última terça-feira (21), durante uma aula da Escola Estadual Gilberto Rola, localizada no Assentamento Maísa, na Zona Rural de Mossoró.

Nas imagens, a professora relata aos alunos uma conversa com o marido sobre uma possível adoção.

Segundo ela, ele teria sugerido adotar “um pretinho, bem pretinho”. Em seguida, afirma que rejeitou a ideia. “Eu disse assim: se você chegar, eu boto na vizinha.”

Ainda durante a conversa, a docente afirma que nunca namorou nem sentiu atração por pessoas negras.

As declarações provocam reação imediata dos estudantes. Uma aluna chega a dizer que a professora “tem cara de racista”. Outro aluno questiona se a diferença estaria apenas na cor da pele.

Em resposta, a docente afirma: “É uma coisa minha, eu não consigo enxergar só a cor.”

O vídeo passou a circular nas redes sociais e gerou ampla repercussão.

Após tomar conhecimento do caso, a Secretaria de Estado da Educação informou que instaurou uma sindicância para apurar os fatos e determinou o afastamento preventivo da professora.

Em nota, a pasta afirmou que não compactua com qualquer forma de discriminação ou racismo e que adotará as medidas cabíveis conforme o resultado das investigações.

Para Emmanoel Lundberg, o afastamento é uma providência prevista na legislação administrativa.

“O afastamento preventivo resguarda tanto a investigação quanto o ambiente escolar. Durante o Processo Administrativo Disciplinar são assegurados o contraditório e a ampla defesa, mas a gravidade da conduta pode justificar a aplicação da pena de demissão.”

Perda do cargo pode ocorrer nas esferas administrativa e criminal
Segundo o advogado, caso fique comprovada a prática discriminatória, a professora poderá perder o cargo público tanto por decisão administrativa quanto por eventual condenação criminal.

“A jurisprudência tem sido firme em reconhecer que manifestações discriminatórias praticadas por servidores públicos violam deveres de moralidade e urbanidade, podendo ensejar demissão.”

Na esfera penal, acrescenta, uma eventual sentença condenatória também pode produzir o efeito da perda definitiva do cargo.

Além das consequências para a servidora, o Estado do Rio Grande do Norte poderá responder judicialmente pelos danos causados, uma vez que a professora atuava como agente pública durante o episódio.

Segundo Lundberg, isso pode ocorrer por meio de uma Ação Civil Pública para reparação por danos morais coletivos.

Caso haja condenação do Estado ao pagamento de indenização, a legislação prevê a possibilidade de ação regressiva para cobrar da própria servidora os valores pagos, desde que fique comprovado o dolo da conduta.

Embora o caso tenha repercutido nacionalmente, o advogado esclarece que uma eventual prisão não ocorre de forma automática.

Como o episódio já aconteceu, não há hipótese de prisão em flagrante. Já uma prisão preventiva somente poderia ser decretada em situações excepcionais, como ameaça a testemunhas ou risco concreto às investigações.

A hipótese mais provável, explica Lundberg, seria a chamada prisão-pena, após uma condenação definitiva.

O crime de racismo prevê pena de um a três anos de reclusão, além de multa. No entanto, por ser inferior a quatro anos, a legislação permite, em determinadas situações, a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos, decisão que dependerá da análise do Judiciário sobre a gravidade da conduta e seus impactos.


Compartilhe esse post

CADU: ALLYSON DESTRUIU TRANSPORTE EM MOSSORÓ E QUER ENGANAR EM NATAL

  • por
Compartilhe esse post

O pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier (PT) repercutiu, nesta quinta-feira (23), reportagem do Diário do RN que revelou que Mossoró recebeu nota zero em transparência sobre emendas parlamentares em auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN). Adversário de Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa estadual, o petista usou o resultado para ampliar as críticas ao ex-prefeito e confrontar seu discurso sobre transporte público durante passagem pela Zona Norte de Natal.

“Allyson Bezerra, nota zero em transparência pública dado pelo Tribunal de Contas do Estado. O pré-candidato que a Polícia Federal bateu na porta dele veio à Zona Norte de Natal tentar enganar o povo, coisa que ele faz o dia todo, o tempo todo, falando sobre transporte público”, disparou Cadu, em vídeo divulgado nas redes sociais.

Na sequência, o petista direcionou as críticas à mobilidade urbana. Cadu defendeu melhorias para o setor em parceria com o Governo Federal, mas confrontou as declarações do adversário com a situação do transporte público em Mossoró.

“Nós precisamos, sim, junto do presidente Lula, melhorar a mobilidade urbana, principalmente na Região Metropolitana de Natal. Mas você precisa dizer para o povo da Zona Norte, para o povo do Rio Grande do Norte, que você acabou com o transporte público em Mossoró”, afirmou.

Cadu reforçou a crítica ao afirmar que o problema permanece na cidade administrada por Allyson durante seis anos. “Mossoró hoje não tem transporte público”, declarou.

Em seguida, voltou a confrontar o discurso apresentado pelo adversário na capital. “Vir falar de transporte público aqui em Natal, você precisa dizer que Mossoró, a cidade que você administrou por seis anos, não tem transporte público”, acrescentou.

O pré-candidato petista também ampliou as críticas ao mencionar a candidatura da esposa de Allyson, Cinthia Pinheiro (União Brasil), a deputada estadual, a eleição do primo do ex-prefeito, Marcos Medeiros (Republicanos), para sucedê-lo em Mossoró, e a homenagem à avó em uma unidade de saúde municipal.

“Você, que do mesmo jeito que o senador Styvenson Valentim quer botar a irmã como suplente, você que quer sua esposa deputada estadual, que colocou o seu primo para ser prefeito de Mossoró, que colocou o nome da sua avó numa clínica, precisa dizer a verdade para o povo”, afirmou.

Ao encerrar a manifestação, Cadu reforçou o discurso de que pretende confrontar, durante a campanha estadual, a imagem construída por Allyson a partir da administração de Mossoró. “O Rio Grande do Norte vai conhecer a Mossoró de verdade”, concluiu.

Nota zero em trans-parência
A manifestação ocorreu após o Diário do RN revelar que Mossoró recebeu índice de conformidade de 0% em auditoria da Secretaria de Controle Externo do TCE-RN sobre a transparência das emendas parlamentares.

Concluído em 15 de janeiro de 2026, o relatório avaliou os portais das 167 prefeituras potiguares e do Governo do Estado. Mossoró não atendeu nenhum dos 16 critérios estabelecidos para transparência e rastreabilidade dos recursos provenientes de emendas.

Entre as exigências estavam informações como identificação do parlamentar autor da emenda, partido, número e valor do recurso, objeto financiado, órgão responsável pela execução e cronograma físico-financeiro.

Nenhuma prefeitura alcançou conformidade integral. Ainda assim, municípios como Ipueira e São Francisco do Oeste cumpriram 56,2% dos critérios avaliados, enquanto Mossoró permaneceu com índice zero.

A auditoria foi concluída quando Allyson ainda exercia o cargo de prefeito. Ele deixou a administração no fim de março de 2026 para disputar o Governo do Estado. O resultado do TCE passa agora a integrar o embate eleitoral, com Cadu utilizando o diagnóstico do órgão de controle para questionar a gestão de Mossoró apresentada pelo adversário como uma das vitrines de seu projeto estadual.


Compartilhe esse post

CONVENÇÕES OFICIALIZAM CHAPAS AO GOVERNO DO RN NESTE FIM DE SEMANA

  • por
Compartilhe esse post

O fim de semana será marcado pela oficialização das principais chapas que disputarão as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Entre sábado (25) e domingo (26), convenções partidárias irão homologar candidatos ao Governo, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa, consolidando alianças e preparando os grupos para o início efetivo da campanha eleitoral.

As convenções representam uma etapa obrigatória do calendário eleitoral. É nesse momento que partidos e federações formalizam as candidaturas escolhidas, definem coligações para a disputa majoritária e aprovam as nominatas proporcionais. Após essa etapa, as legendas terão até 15 de agosto para apresentar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro dos candidatos que disputarão as eleições de 2026.

No Rio Grande do Norte, quatro atos concentram as atenções neste fim de semana, reunindo os grupos liderados por Cadu Xavier (PT), Álvaro Dias (PL), Allyson Bezerra (União Brasil) e Robério Paulino (PSOL).

Cadu reúne partidos no sábado
A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, realiza sua convenção neste sábado (25), a partir das 9h, no Ginásio do DED, em Natal. O ato oficializará Cadu Xavier como candidato ao Governo do Estado.

A convenção também contará com a participação do PSB e do PDT, partidos que integram a aliança em torno da candidatura petista. O PDT homologará o nome de Rafael Motta para a disputa pelo Senado, enquanto o PT oficializará Samanda Alves para a segunda vaga e o PSB, Larissa Rosado como vice. O encontro também deverá formalizar as candidaturas proporcionais dos partidos que compõem o grupo.

Álvaro oficializa chapa no Nélio Dias
No domingo (26), será a vez do grupo liderado por Álvaro Dias (PL). A convenção está marcada para as 9h, no Ginásio Nélio Dias, na Zona Norte de Natal, e oficializará a candidatura do ex-prefeito ao Governo do Estado, tendo Babá Pereira (PL) como vice.

O ato também homologará as candidaturas de Styvenson Valentim (Podemos) e Coronel Hélio (PL) às duas vagas em disputa para o Senado, além das nominatas para deputado estadual e federal. A convenção deverá reunir as principais lideranças e aliados que passaram a integrar o projeto político do ex-prefeito de Natal.

Allyson reúne coligação de oito partidos
Também no domingo, o grupo do ex-prefeito de Mossoró Allyson Bezerra (União Brasil) realizará sua convenção festiva. A Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, já cumpriu a etapa cartorial na última segunda-feira (20), quando formalizou a candidatura de Allyson e a coligação “Esperança e Trabalho”, que terá Zenaide Maia (PSD) e Tércio Tinôco (União Brasil) como candidatos às duas vagas ao Senado, além das nominatas para estadual e federal.

Oito partidos integram a aliança. Além de União Brasil e PP, participam Avante, Republicanos, Federação Renovação Solidária, formada por Solidariedade e PRD, PSD e MDB.

A ata já registrada e publicada no Tribunal Superior Eleitoral formaliza a composição. Antes do ato do domingo, o MDB realiza sua convenção nesta sexta-feira (24), a partir das 9h, para a oficialização do deputado estadual Hermano Morais como candidato a vice-governador.

PSOL oficializa Robério Paulino
A quarta convenção será realizada pelo PSOL, também no domingo (26), a partir das 10h, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte.

O partido oficializará Robério Paulino para a disputa pelo Governo do Estado. Para o Senado, a chapa terá Sandro Pimentel e Sônia Godeiro.


Compartilhe esse post