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POLÍCIA CONFIRMA PIX DE R$ 10 MIL REAIS EM CONTA DE PRESO POR ATENTADO

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O atentado a tiros que deixou ferido o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) e matou seu assessor, Alyson Dyego de Oliveira, ganhou novos desdobramentos na noite desta terça-feira (16). Dois suspeitos presos no Ceará confessaram participação no crime e a investigação passou a analisar um PIX de R$ 10 mil identificado em um dos celulares apreendidos, para averiguar possível relação com a execução do ataque.

O crime ocorreu na noite de segunda-feira (15), durante uma transmissão ao vivo realizada pelo parlamentar em frente à UPA do Alto de São Manoel. Homens armados passaram pelo local e efetuaram diversos disparos. Deyvison foi atingido nas pernas, passou por cirurgia para retirada de um projétil e segue internado. Já seu assessor, Alyson Dyego, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Nesta terça-feira, as forças de segurança anunciaram a prisão de José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas, ambos naturais do Rio Grande do Norte e detidos em Beberibe (CE). Segundo as investigações, eles teriam participação direta no atentado e confessaram envolvimento no crime.

Além das prisões, um novo elemento passou a chamar a atenção dos investigadores. No início da noite desta terça, o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, confirmou ao Diário do RN que um PIX de R$ 10 mil foi localizado em um dos aparelhos apreendidos com os suspeitos.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, também em conversa com o Diário do RN, detalhou que a transferência bancária poderá ajudar a esclarecer a cadeia de financiamento da ação criminosa.

“Tinha uma mensagem de um PIX com o nome da pessoa e o valor de R$ 10 mil. Essa é a informação que a gente tem. Pode estar relacionada à ocorrência, como se fosse um pagamento, mas isso ainda será aprofundado pela Polícia Civil”, explicou.

As autoridades também trabalham com a possibilidade de participação de pelo menos três envolvidos no atentado. Na hora da prisão, os suspeitos tentaram danificar os celulares, mas a Polícia conseguiu recuperar e vai realizar a perícia nos aparelhos. Também foi encontrado com os criminosos, um colete à prova de balas.

Sem intimidação
Enquanto as investigações avançam, Cabo Deyvison afirma que não pretende recuar de sua atuação política e mantém o discurso de enfrentamento ao crime organizado, uma das marcas de sua trajetória pública.

Em vídeo publicado após o atentado, o vereador relacionou o episódio à sua atuação política e policial.
“Em 14 anos de policial militar, cinco anos me dediquei à tropa do Choque, troquei tiro com assaltante de banco e nunca fui atingido. Em um ano e meio de política, tentaram contra a minha vida duas vezes”, afirmou.

O parlamentar também prometeu continuar as denúncias que vinha realizando.

“Vocês não vão conseguir me calar. Eu vou com mais força para cima de vocês”, declarou. Em outro trecho, acrescentou que “nada está descartado, envolvimento político, facção, tudo será investigado”.

Nas semanas que antecederam o atentado, Cabo Deyvison vinha adotando um discurso cada vez mais duro contra facções criminosas. Em vídeo divulgado em maio, citou nominalmente um suposto líder criminoso apontado por ele como responsável por homicídios em Mossoró e fez um desafio público.

“A hora que você quiser me ver, vem atrás de mim. Agora não vem atrás dos meus familiares não, que eu vou atrás de vocês”, declarou.

Repercussão no Estado
O caso provocou reação imediata das principais lideranças políticas do Rio Grande do Norte. A governadora Fátima Bezerra afirmou ter determinado “empenho total” das forças de segurança e disse acompanhar pessoalmente as investigações.

O ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, prestou solidariedade ao vereador e cobrou rigor na apuração dos fatos. Também pré-candidato ao governo, Cadu Xavier classificou o episódio como “um ataque à democracia e ao direito à vida”.

O presidente estadual do PL, Rogério Marinho, divulgou nota cobrando rapidez na identificação dos responsáveis. Já o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, defendeu uma investigação “rigorosa, célere e transparente”.

Repercussão nacional
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro associou o atentado ao avanço das facções criminosas no país.

“O atentado contra o vereador Cabo Deyvison é um choque, mas infelizmente não chega a ser uma surpresa. No Brasil de hoje, quem enfrenta facções narcoterroristas se torna alvo”, escreveu.

Ao comentar o armamento utilizado pelos criminosos, Flávio afirmou que o episódio demonstra a capacidade operacional dessas organizações.“Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo”, acrescentou.

O atentado também repercutiu nacionalmente e ganhou espaço em veículos como GloboNews, G1, Folha de S.Paulo, O Globo, CNN Brasil, UOL e Estadão.


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