Início » Arquivos para 28 de abril de 2026, 07:00h

abril 28, 2026


SECRETÁRIO CONFIRMA QUE GOVERNO DO PT TRAVA RECURSOS E PREJUDICA NATAL

  • por
Compartilhe esse post

A execução de obras estruturantes em Natal entrou em ritmo lento diante da retenção de recursos federais que, segundo a Prefeitura, já ultrapassam R$ 41,09 milhões. O montante, vinculado a convênios com os ministérios das Cidades e da Saúde, tem afetado diretamente o andamento de intervenções em áreas estratégicas da capital potiguar, como mobilidade urbana, requalificação de espaços públicos e ampliação da rede hospitalar.

Levantamento técnico elaborado pela gestão municipal aponta que R$ 31,4 milhões estão concentrados no Ministério das Cidades, enquanto outros R$ 9,6 milhões dizem respeito ao Ministério da Saúde. Os dados reúnem contratos firmados com a União e detalham valores ainda não transferidos, apesar de parte das obras já estar em andamento.

A urbanização da Praia do Meio soma R$ 8,96 milhões pendentes e não recebe novos repasses desde junho de 2024. A obra integra um projeto de R$ 39,8 milhões voltado à requalificação das praias centrais, incluindo quiosques, calçadão e iluminação em LED, com foco no fortalecimento do turismo local e já vai completar dois anos sem receber repasses do governo federal, apesar dos apelos técnicos feitos pela Prefeitura de Natal junto aos órgãos da gestão nacional.

Entre outras obras impactadas está também a requalificação da Pedra do Rosário, que ainda aguarda R$ 15,8 milhões em repasses. Além disso, enfrentam entraves obras de pavimentação e mobilidade na zona Leste, com aproximadamente R$ 6,5 milhões a liberar, além da segunda etapa do Hospital Municipal, que depende de R$ 9,66 milhões.

Apesar dos entraves, houve liberações pontuais recentes. Ao todo, cerca de R$ 11,9 milhões foram destravados, sendo R$ 6,5 milhões para a Pedra do Rosário, aproximadamente R$ 435 mil para o Hospital Municipal e R$ 4,9 milhões destinados à requalificação viária na zona Oeste, incluindo o pontilhão de Cidade Nova. Ainda assim, a Prefeitura avalia que os repasses ocorrem de forma irregular e insuficiente para garantir a continuidade das obras.

Em entrevista ao Diário do RN, o secretário de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, chamou atenção para a ausência de justificativas técnicas claras para a retenção dos recursos. Segundo ele, a falta de previsibilidade nos repasses levanta questionamentos sobre os critérios adotados. “Não dá para provar que há motivação política, mas está bem parecido, por conta dessa falta de explicação. Não é técnica. A obra da Praia do Meio, por exemplo, teve a última liberação em junho de 2024. De lá para cá não houve mais nada, então é muito esquisito”, afirmou.

Araújo também destacou que o impacto vai além do atraso físico das obras, atingindo diretamente a eficiência da gestão e a expectativa da população. Ele explica que a interrupção do fluxo financeiro compromete toda a dinâmica dos contratos. “Uma obra inacabada gera transtorno. Frustra quem está esperando e traz prejuízos técnicos. Quando se paralisa, há desmobilização, material se deteriora e, na retomada, dificilmente se evita custos adicionais. É um transtorno sem precedentes”, disse.

Na tentativa de reverter o cenário, a Prefeitura intensificou a interlocução com o governo federal.

De acordo com o secretário, foram protocoladas pelo menos dez solicitações formais de liberação de recursos, inclusive por meio do sistema TransfereGov, utilizado para gestão de convênios.

Ainda assim, não houve retorno conclusivo. “Foram, no mínimo, dez pedidos e nenhuma resposta efetiva. A gente buscava informação da Caixa, a Caixa mandava para o ministério e o ministério dizia que era concentrado na Casa Civil, com Gleisi. Só quem autorizava era a Gleisi”, disse, referindo-se à então ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, ex-presidente nacional do PT.

Ainda como parte dessa mobilização, a gestão municipal encaminhou, em 23 de fevereiro de 2026, um novo ofício ao Governo Federal solicitando apoio institucional. No documento, foram reforçados os pedidos de liberação dos recursos retidos. O ofício foi acompanhado de uma série de documentos técnicos, incluindo quadro-resumo dos valores, nota explicativa e materiais detalhando as intervenções, numa tentativa de dar transparência e robustez ao pleito. Até o momento, não houve nenhuma resposta por parte do governo federal.


Compartilhe esse post

ALLYSON BEZERRA PROVOCOU COLAPSO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

  • por
Compartilhe esse post

A evolução das matrículas da rede municipal de ensino de Mossoró ao longo dos últimos anos indica um cenário de retração em etapas estruturantes da educação básica durante a gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra, que esteve à frente do Executivo municipal entre 2021 e abril de 2026.

Dados do Censo Escolar da Educação Básica, compilados pela plataforma QEdu com base em estatísticas oficiais do Inep, mostram que, apesar de leve oscilação no total geral de matrículas, a rede apresentou queda em etapas fundamentais do ensino municipal.

Pré-escola registra perda de matrículas
A pré-escola apresentou redução no período analisado. Em 2020 eram 4.498 alunos. Em 2025, o número caiu para 4.067 matrículas, uma perda de 431 estudantes, atingindo uma das etapas mais sensíveis da educação infantil.

Ensino fundamental também encolhe. O ensino fundamental registrou retração nas duas fases:
• Anos iniciais: de 8.065 para 7.603 alunos
• Anos finais: de 4.753 para 4.370 alunos
O resultado indica perda de estudantes na base da rede, impactando diretamente a formação educacional contínua.
Anos iniciais mostram queda em séries estratégicas. O detalhamento evidencia redução em séries importantes do ciclo de alfabetização:

2020:
• 1º ano: 1.497 matrículas
• 2º ano: 1.476 matrículas
• 3º ano: 1.681 matrículas
• 4º ano: 1.704 matrículas
• 5º ano: 1.707 matrículas

2025:
• 1º ano: 1.540 matrículas
• 2º ano: 1.497 matrículas
• 3º ano: 1.411 matrículas
• 4º ano: 1.556 matrículas
• 5º ano: 1.599 matrículas
Apesar de leve variação positiva no 1º e 2º anos, há queda expressiva no 3º ano e redução no 4º e 5º anos, indicando enfraquecimento da permanência ao longo do ciclo.
Anos finais revelam perda progressiva de alunos
Nos anos finais, o cenário também é de retração ao longo da série:

2020:
• 6º ano: 1.448 matrículas
• 7º ano: 1.331 matrículas
• 8º ano: 1.095 matrículas
• 9º ano: 879 matrículas

2025:
• 6º ano: 1.293 matrículas
• 7º ano: 1.167 matrículas
• 8º ano: 1.024 matrículas
• 9º ano: 886 matrículas
A comparação mostra queda em três das quatro séries, com redução mais evidente no 6º, 7º e 8º anos, enquanto o 9º ano se mantém praticamente estagnado, sugerindo fragilidade na progressão escolar.

EJA praticamente desaparece da rede
O dado mais crítico aparece na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A modalidade, que tinha 231 matrículas em 2020, caiu para apenas 8 estudantes em 2025, indicando praticamente a desestruturação da política de ensino voltada a jovens e adultos.

Leitura geral do cenário
Os dados apontam um quadro de retração em etapas essenciais da educação básica no município ao longo do período analisado, com perdas concentradas na pré-escola, no ensino fundamental e colapso quase total da EJA, mesmo com leve crescimento global de matrículas na rede.

Órgãos de controle apontam fragilidades na gestão
Recentemente, órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte), têm apresentado relatórios e levantamentos apontando fragilidades administrativas e deficiências na execução de políticas públicas no município de Mossoró.

Os documentos analisados indicam falhas de gestão e dificuldades na eficiência de determinados serviços, reforçando o debate sobre a condução das políticas públicas, incluindo a área da educação, ao longo do período avaliado.


Compartilhe esse post