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junho 23, 2026


RN CONQUISTA 2º LUGAR NACIONAL EM QUALIDADE FISCAL E CONTÁBIL PELA STN

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O Rio Grande do Norte alcançou um resultado histórico na gestão das finanças públicas ao conquistar o segundo lugar no Prêmio Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, promovido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O resultado foi anunciado nesta segunda-feira (22), durante cerimônia realizada em Brasília (DF), e reconhece os estados e municípios que mais se destacam pela qualidade, consistência e transparência das informações contábeis e fiscais encaminhadas ao Governo Federal.

A conquista representa um salto expressivo para o Estado. Em 2018, o Rio Grande do Norte ocupava a última colocação no ranking nacional. Desde então, iniciou um processo de reestruturação da Contabilidade Geral do Estado que resultou em avanços sucessivos. Em 2025, o RN alcançou a quinta posição e, agora, chegou ao segundo lugar no país, ficando entre os estados mais bem avaliados pela Secretaria do Tesouro Nacional.

De acordo com o Governo do Estado, o reconhecimento reforça o compromisso da gestão estadual com a responsabilidade fiscal, a transparência das contas públicas e o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle e prestação de informações à sociedade.

Para o secretário estadual da Fazenda, Álvaro Bezerra, o resultado demonstra uma mudança consistente na qualidade da gestão fiscal potiguar ao longo dos últimos anos.

“O Rio Grande do Norte recebeu o prêmio da STN como o segundo melhor estado do Brasil na qualidade da informação contábil e fiscal. É um grande avanço, o Estado vem crescendo ano após ano”, destacou.

O secretário lembrou a trajetória percorrida pelo Rio Grande do Norte desde o início do processo de reorganização dos sistemas contábeis e fiscais.

“Em 2018, o Estado era o último nesse mesmo ranking. No ano passado, nós éramos o quinto. E agora estamos no topo três, como o segundo melhor do Brasil”, afirmou.

Segundo Álvaro Bezerra, o reconhecimento nacional é resultado de investimentos voltados para a qualificação dos processos internos e para a melhoria da transparência pública.

“Isso é uma alegria e uma forma de demonstrar como o Governo investiu e valoriza a qualidade da informação, com transparência e respeito à gestão fiscal”, ressaltou.

A avaliação positiva da STN também fortalece a credibilidade das informações produzidas pelo Estado e utilizadas por órgãos de controle, instituições financeiras, investidores e pela própria sociedade para acompanhar a execução das políticas públicas e a situação fiscal do Rio Grande do Norte.

Como funciona o prêmio
Criado pela Secretaria do Tesouro Nacional, o Prêmio Qualidade da Informação Contábil e Fiscal tem como objetivo incentivar a transparência, a responsabilidade fiscal e o aprimoramento da gestão financeira nos estados e municípios brasileiros. A iniciativa busca reconhecer boas práticas na produção e envio de informações contábeis e fiscais ao longo do país.

O resultado é definido com base no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal, elaborado pela própria STN a partir dos dados encaminhados ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi). Para isso, o Tesouro Nacional realiza mais de 160 verificações cruzadas em documentos como a Matriz de Saldos Contábeis (MSC), a Declaração de Contas Anual (DCA), o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) e o Relatório de Gestão Fiscal (RGF).

São avaliados critérios como consistência e conformidade dos dados, coerência entre os demonstrativos e cumprimento dos prazos legais de envio.


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ALLYSON ENTRA NA MIRA DO TRE APÓS POSTAGEM OFENSIVA CONTRA ÁLVARO DIAS

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A pré-campanha ao Governo do Rio Grande do Norte ganhou contornos ainda mais explosivos nesta segunda-feira (22), após o Tribunal Regional Eleitoral do RN enquadrar como caso de Justiça Eleitoral uma postagem ofensiva contra o pré-candidato Álvaro Dias e colocar o nome de Allyson Leandro Bezerra Silva no centro de uma representação que agora avança com ordem de remoção do conteúdo, multa e quebra do anonimato do perfil que espalhou a peça. Na decisão proferida no processo nº 0600209-45.2026.6.20.0000, a juíza Sulamita Pacheco, do TRE-RN, determinou que a Meta/Instagram remova em 24 horas a publicação feita no perfil @rncomallyson que trazia a imagem de Álvaro Dias associada à frase “ÁLVARO DIAS CALOTEIRO” e a uma falsa manchete com os dizeres “Beto Barbosa denuncia calote de Álvaro Dias por show em Natal”. Além de mandar retirar o material do ar, a magistrada ordenou que a plataforma informe, no prazo de cinco dias, os dados cadastrais do responsável pelo perfil “@rncomallyson” e as URLs das contas que replicaram o conteúdo, transformando a disputa digital em uma frente formal de apuração eleitoral.

A publicação em questão se refere ao ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, como caloteiro em razão da falta de pagamento de cachê ao artista Beto Barbosa – Foto: Reprodução

O caso atinge diretamente Allyson Bezerra, citado expressamente como representado na ação eleitoral que questiona a postagem publicada no perfil @rncomallyson. Na própria decisão, a juíza registra que a representação foi proposta ‘em face do ex-prefeito de Mossoró’, ao lado do responsável pela administração do perfil @rncomallyson”. Embora a juíza ainda não atribua formalmente a autoria da conta ao ex-prefeito de Mossoró, o caso passa a girar diretamente em torno de um perfil que usa seu nome político e que foi acionado por divulgar uma peça que a própria Justiça classificou, em análise inicial, como ofensiva e abusiva. No despacho, Sulamita Pacheco foi dura ao afirmar que, ao examinar a publicação, “constata-se, a priori, o seu conteúdo ofensivo e ultrajante, com grande potencial de atingir a honra e a imagem do candidato”. Em outro trecho, reforçou que a postagem apresenta “claro intuito de ferir a honra e a imagem de pré-candidato”, ultrapassando, segundo ela, os limites da liberdade de manifestação política na internet.

O despacho do TRE pesou sobre o conteúdo divulgado no perfil ligado nominalmente a Allyson. Sulamita Pacheco destacou que, em uma análise preliminar própria da fase de urgência, a postagem extrapola a crítica política e invade o terreno da ofensa à honra, da propaganda eleitoral negativa e do ataque à imagem de um pré-candidato. Ao fundamentar a decisão, a relatora citou o artigo 27 da Resolução nº 23.610 do TSE, segundo o qual a livre manifestação na internet só pode ser limitada quando houver ofensa à honra ou à imagem de candidatos, partidos, federações ou coligações, além do artigo 22, inciso X, da mesma resolução, que veda propaganda que calunie, difame ou injurie qualquer pessoa. A juíza também lembrou que a Corte potiguar já tem precedentes em casos semelhantes, citando o REI nº 060003058, de Riachuelo, e o REI nº 0600300-50.2024.6.20.0051, de São Gonçalo do Amarante, ambos usados como referência para admitir a configuração de propaganda antecipada negativa quando há desqualificação de pré-candidato com ofensa à honra e à imagem.

Na prática, a decisão do processo nº 0600209-45.2026.6.20.0000 impõe três efeitos imediatos. O primeiro é a retirada do ar, em 24 horas, da postagem hospedada na URL https://www.instagram.com/p/DXg4MSAAMFs/, sob pena de multa diária de R$ 10 mil à plataforma caso descumpra a ordem. O segundo é a obrigação de a Meta entregar, em cinco dias, os dados do responsável pelo perfil @rncomallyson e das contas que replicaram o conteúdo, o que abre caminho para rastrear a origem e a cadeia de circulação da publicação. O terceiro é a imposição de uma ordem ao representado para que não republique o material, sob pena de multa diária de R$ 1 mil. Com isso, o que começou como uma postagem de rede social com ataque direto a um adversário se transformou em um caso com potencial de desgaste político e consequências judiciais no coração da corrida eleitoral de 2026.

A decisão ainda fez um ajuste no polo passivo da ação ao retirar formalmente o Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. da condição de representado. A juíza observou que a plataforma não foi acusada de produzir a propaganda, mas apenas incluída para cumprir eventual ordem de remoção e fornecer dados do perfil investigado. Por isso, determinou sua exclusão do polo passivo, sem afastar a obrigação de a empresa atender às determinações judiciais. Com isso, o núcleo da representação permanece concentrado em Allyson Leandro Bezerra Silva e no responsável pela administração do @rncomallyson, perfil que agora passa a ser alvo de identificação formal por ordem do TRE.

O despacho também deixa claro o motivo da pressa da Justiça Eleitoral. Para a magistrada, o risco da demora é evidente porque “esse tipo de conteúdo ofensivo, quando propagado por meio de redes sociais, possui grande poder de alcance e disseminação”, razão pela qual seria necessária a rápida atuação do Judiciário para cessar seus “efeitos ilegítimos”. O recado político e jurídico é direto: em plena fase de pré-campanha, a guerra digital passou a ser tratada pelo Tribunal como matéria de alta sensibilidade eleitoral, sobretudo quando envolve perfis anônimos ou de autoria ainda não esclarecida, conteúdo potencialmente difamatório e a tentativa de colar em um adversário a pecha de “caloteiro” com linguagem de ataque e estética de manchete.

Agora, o caso entra em uma fase ainda mais delicada. Depois do cumprimento da ordem pela Meta, a parte representada deverá ser citada para apresentar defesa em dois dias, e os autos seguirão para parecer da Procuradoria Regional Eleitoral. Até lá, a decisão já produz um efeito político imediato: coloca Allyson no epicentro de uma representação eleitoral que envolve um perfil batizado com seu nome, uma postagem que o TRE classificou como ofensiva e ultrajante, e uma determinação expressa para que a plataforma revele quem está por trás da conta. Em vez de apenas apagar um post, o tribunal abriu uma trilha oficial para chegar à identidade de quem operou o ataque e à rede que ajudou a espalhá-lo.


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CABO DEYVISON NÃO DESCARTA HAVER MOTIVAÇÃO POLÍTICA EM SEU ATENTADO

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Na primeira entrevista concedida à imprensa após sobreviver ao atentado que matou seu assessor Alyson Dyego de Oliveira, o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) afirmou ao Diário do RN que não pretende mudar sua atuação política. Pelo contrário: promete intensificar o combate às facções criminosas, continuar denunciando irregularidades administrativas e honrar a memória do companheiro morto no ataque.

Ferido a tiros durante uma transmissão ao vivo em frente à UPA do Alto de São Manoel, no último dia 15, Deyvison segue em recuperação. Ao Diário do RN, ele disse acompanhar o andamento das investigações e acredita que a principal linha adotada pela Polícia Civil aponta para uma retaliação das facções à atuação de seu mandato.

“A principal linha de investigação, de acordo com o Doutor Caio [titular da DHPP de Mossoró], foi uma retaliação à nossa atuação como parlamentar em defesa do povo da periferia que está sofrendo com a opressão das facções”, afirmou.

Segundo ele, as denúncias vinham expondo situações graves em bairros da cidade. “Conselheiros tutelares impedidos de entrar em territórios controlados por facções, comerciantes sendo extorquidos, famílias inteiras sendo expulsas de suas casas, mães chorando porque seus filhos foram sequestrados, escolas pichadas com símbolos de facção. Eu vinha denunciando tudo isso”, declarou.

Apesar de considerar a hipótese das facções como a mais consistente neste momento, Deyvison ressaltou que outras linhas de investigação também devem ser consideradas.

“Essa é a principal linha de investigação. Mas isso não quer dizer que outras linhas serão descartadas”, disse.

Entre as possibilidades que, segundo ele, ainda merecem apuração, estão denúncias relacionadas à gestão municipal de Mossoró. Deyvison afirmou que seu mandato vinha fiscalizando contratos públicos e apontando supostas irregularidades na administração local.

O vereador citou o caso da empresa Dismed, investigada pela Polícia Federal na Operação Mederi. “Na gestão do prefeito Allyson Bezerra, a Prefeitura de Mossoró repassou mais de R$ 14 milhões da saúde para a empresa Dismed, alvo da Operação Mederi. Esse foi um dos casos que nosso mandato vinha denunciando”, declarou.

Deyvison também mencionou outras denúncias feitas pelo seu mandato envolvendo gastos da administração municipal. “Eu já vinha denunciando atos de corrupção na gestão Allyson, como os enfeites natalinos deste ano e o gabinete institucional em Natal ao custo de R$ 10.700 por mês, em um contrato anual de R$ 127 mil para uma sala que se encontra fechada”, afirmou.

Mesmo após o atentado e a perda do assessor, Deyvison garante que seguirá atuando da mesma forma.

“Para honrar o nome do meu assessor e amigo Alyson Diego, eu não posso recuar. Eu continuarei trabalhando. Vou usar o nosso mandato até o último dia para representar as pessoas que confiaram no nosso trabalho”, afirmou.

Avanço do crime organizado
Ao Diário do RN, o vereador voltou a alertar para o avanço das organizações criminosas em Mossoró e na região Oeste. Segundo ele, a cidade vive uma escalada da violência que já havia sido alertada por seu mandato.

“Desde o ano passado eu venho dizendo que Mossoró ‘poderia chorar sangue’. E está acontecendo.

Estamos com mais de 70 homicídios somente esse ano”, declarou.

Para o parlamentar, as facções já exercem influência sobre territórios inteiros e representam uma ameaça não apenas à segurança pública, mas também à própria democracia.

“Facções criminosas estão controlando territórios inteiros para financiar campanhas ou impedir que adversários políticos peçam votos e apresentem projetos. Isso compromete o sufrágio universal e a democracia”, afirmou.

Deyvison também fez críticas à estrutura de segurança pública disponível em Mossoró. Sobre o Governo do Estado, cobrou reforço do efetivo policial e novas convocações de aprovados em concursos públicos.

Já em relação ao município, foi mais enfático: “O município é omisso porque não adota políticas públicas para a segurança pública. A Guarda Civil Municipal tem um efetivo reduzidíssimo e há muitos anos não recebe reforço por concurso”, declarou.

Na avaliação do vereador, o resultado é um cenário em que “o Estado recua e as facções avançam”.

“Hoje as periferias sofrem com a opressão das facções, com o terror das facções e com a omissão do poder público”, afirmou.

Agradecimentos à Polícia e profissionais de saúde
Ainda durante a entrevista, o vereador agradeceu às forças policiais do Rio Grande do Norte e do Ceará que atuaram na investigação.

“Quero agradecer aos guerreiros da Polícia Civil, Polícia Militar, e todos que estiveram em campo se dedicando para encontrar os autores desse ato”, afirmou.

Cabo Deyvison também reservou espaço para agradecer às equipes que participaram de seu atendimento após o atentado.

“Quero agradecer aos profissionais da saúde que estiveram comigo, cuidando da minha saúde”, disse, citando servidores da UPA do Alto de São Manoel, do Hospital Regional Tarcísio Maia e do Hospital da Polícia Militar, finalizou.


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