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julho 29, 2026


CENTENÁRIO DE DOM HEITOR CELEBRA VIDA DEDICADA À IGREJA E SERVIÇO AO PRÓXIMO

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Neste dia 29 de julho, a Arquidiocese de Natal celebra os 100 anos de Dom Heitor de Araújo Sales, arcebispo emérito que marcou a história da Igreja Católica no Rio Grande do Norte. A programação terá início às 17h, com uma missa em ação de graças na Catedral Metropolitana, presidida pelo arcebispo de Natal, Dom João Santos Cardoso. A cerimônia reunirá bispos e arcebispos de diversas dioceses do país, entre eles o cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.

Além da celebração religiosa, a data será marcada pelo lançamento de um livro biográfico, de um documentário e de uma edição especial da revista A Ordem, dedicada ao centenário do religioso. A missa também será transmitida ao vivo pelo canal da Arquidiocese de Natal no YouTube.

Natural de São José de Mipibu, Dom Heitor completa um século de vida mantendo a serenidade que marcou sua atuação como sacerdote, bispo da Diocese de Caicó e, posteriormente, arcebispo metropolitano de Natal. Em entrevista concedida à Arquidiocese por ocasião do centenário, ele revisitou lembranças da infância, da vocação e da missão que abraçou ainda jovem.

Ao recordar as origens, Dom Heitor falou da simplicidade da vida em família e da convivência com os pais.

“Minha mãe era Josefa de Araújo Sales, conhecida como Teca, e meu pai era Celso Sales. Minha relação com eles foi sempre muito boa”, lembrou.

Após a morte do pai, ainda na infância, a família cresceu com o segundo casamento da mãe. Segundo ele, a convivência entre os irmãos sempre foi marcada pela harmonia.

“Do primeiro matrimônio de mamãe foram Eugênio, Sílvio, Alaíde, Cleomar e eu. Depois, ela casou novamente, e do segundo matrimônio são Max, Ney e Otto. A relação sempre foi muito boa com todos eles”, recordou.

O despertar da vocação
As brincadeiras de infância deram lugar, ainda na juventude, ao gosto pela leitura e a uma convivência cada vez mais intensa com a Igreja. A influência da família e da formação recebida no Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Maristas, foi decisiva para a escolha do sacerdócio.

“Desde a infância, tive uma forte relação com a Igreja, tanto em casa, com meus pais, como no Colégio Santo Antônio, dirigido pelos Irmãos Maristas, que nos dava uma sólida formação religiosa”, disse.

Foi, porém, o exemplo do irmão mais velho, Dom Eugênio de Araújo Sales, que consolidou sua decisão.

“Ao acompanhar a caminhada vocacional de Eugênio, também despertou em mim o desejo de ser padre”, comentou.

A escolha nunca foi colocada em dúvida. Mesmo após décadas de ministério, Dom Heitor afirma que jamais cogitou seguir outro caminho profissional.

“Eu sempre quis ser sacerdote. Por isso, nunca pensei em ter outra ocupação ou profissão”, afirmou.

Ordenado sacerdote em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz e, no ano seguinte, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Teresinha, no Tirol, em Natal. Também atuou como professor do Seminário de São Pedro e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de exercer diversas funções pastorais antes de ser nomeado bispo de Caicó, em 1978.

Em 1993, foi escolhido arcebispo metropolitano de Natal, cargo que ocupou durante dez anos. Nesse período, fortaleceu a formação de novos sacerdotes, promoveu a ampliação do Seminário de São Pedro, incentivou o diaconato permanente e acompanhou a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em 2000.

Questionado sobre o principal aprendizado de mais de sete décadas dedicadas ao sacerdócio, Dom Heitor resume sua missão em uma única inspiração.

“Procurar seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, em todas as fases da vida”, respondeu.

Ordenado em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz – Foto: Reprodução

Fé e longevidade
Aos cem anos, Dom Heitor evita estabelecer uma relação direta entre fé e longevidade. Para ele, o tempo de vida não mede a profundidade da experiência religiosa.

“Eu creio que não existe propriamente uma vida longa por causa da fé, porque alguém que tem uma vida breve pode também ter uma fé mais profunda do que alguém que viveu muito tempo”, ponderou.

A serenidade com que atravessa um século de vida, segundo ele, está ligada menos à idade e mais à forma de viver.

“Deus nos deu a vida e cabe a nós buscarmos viver de forma cada vez mais próxima a Ele e aos irmãos.

O segredo é viver em paz, em comunhão com as pessoas, cumprindo sempre o mandamento de Jesus Cristo: amar a Deus e ao próximo como a si mesmo”, concluiu.

Livro e documentário preservam legado

Dom Heitor recebeu homenagens e é sócio de honra da ANRL – Foto: Reprodução

Como parte das homenagens pelo centenário, a Arquidiocese de Natal lançará o livro “Na unidade, na paz, na alegria – Dom Heitor 100 anos”, escrito pelo jornalista Adriano de Sousa. A obra será apresentada ao público logo após a missa deste dia 29 e ficará disponível para venda na loja da Catedral Metropolitana.

Também integra a programação um documentário biográfico, roteirizado por Adriano de Sousa e com direção de fotografia de Giovanni Sérgio. A estreia ocorrerá no dia 31 de julho, em sessão para convidados, no Midway Mall. Depois, o filme será exibido em cidades como Caicó, Currais Novos e Mossoró, além de ser disponibilizado no canal da Arquidiocese de NatalNeste dia 29 de julho, a Arquidiocese de Natal celebra os 100 anos de Dom Heitor de Araújo Sales, arcebispo emérito que marcou a história da Igreja Católica no Rio Grande do Norte. A programação terá início às 17h, com uma missa em ação de graças na Catedral Metropolitana, presidida pelo arcebispo de Natal, Dom João Santos Cardoso. A cerimônia reunirá bispos e arcebispos de diversas dioceses do país, entre eles o cardeal Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro.

Além da celebração religiosa, a data será marcada pelo lançamento de um livro biográfico, de um documentário e de uma edição especial da revista A Ordem, dedicada ao centenário do religioso. A missa também será transmitida ao vivo pelo canal da Arquidiocese de Natal no YouTube.

Natural de São José de Mipibu, Dom Heitor completa um século de vida mantendo a serenidade que marcou sua atuação como sacerdote, bispo da Diocese de Caicó e, posteriormente, arcebispo metropolitano de Natal. Em entrevista concedida à Arquidiocese por ocasião do centenário, ele revisitou lembranças da infância, da vocação e da missão que abraçou ainda jovem.

Ao recordar as origens, Dom Heitor falou da simplicidade da vida em família e da convivência com os pais.

“Minha mãe era Josefa de Araújo Sales, conhecida como Teca, e meu pai era Celso Sales. Minha relação com eles foi sempre muito boa”, lembrou.

Após a morte do pai, ainda na infância, a família cresceu com o segundo casamento da mãe. Segundo ele, a convivência entre os irmãos sempre foi marcada pela harmonia.

“Do primeiro matrimônio de mamãe foram Eugênio, Sílvio, Alaíde, Cleomar e eu. Depois, ela casou novamente, e do segundo matrimônio são Max, Ney e Otto. A relação sempre foi muito boa com todos eles”, recordou.

O despertar da vocação
As brincadeiras de infância deram lugar, ainda na juventude, ao gosto pela leitura e a uma convivência cada vez mais intensa com a Igreja. A influência da família e da formação recebida no Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Maristas, foi decisiva para a escolha do sacerdócio.

“Desde a infância, tive uma forte relação com a Igreja, tanto em casa, com meus pais, como no Colégio Santo Antônio, dirigido pelos Irmãos Maristas, que nos dava uma sólida formação religiosa”, disse.

Foi, porém, o exemplo do irmão mais velho, Dom Eugênio de Araújo Sales, que consolidou sua decisão.

“Ao acompanhar a caminhada vocacional de Eugênio, também despertou em mim o desejo de ser padre”, comentou.

A escolha nunca foi colocada em dúvida. Mesmo após décadas de ministério, Dom Heitor afirma que jamais cogitou seguir outro caminho profissional.

“Eu sempre quis ser sacerdote. Por isso, nunca pensei em ter outra ocupação ou profissão”, afirmou.

Ordenado sacerdote em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz e, no ano seguinte, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora das Graças e Santa Teresinha, no Tirol, em Natal. Também atuou como professor do Seminário de São Pedro e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), além de exercer diversas funções pastorais antes de ser nomeado bispo de Caicó, em 1978.

Em 1993, foi escolhido arcebispo metropolitano de Natal, cargo que ocupou durante dez anos. Nesse período, fortaleceu a formação de novos sacerdotes, promoveu a ampliação do Seminário de São Pedro, incentivou o diaconato permanente e acompanhou a beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçu, em 2000.

Questionado sobre o principal aprendizado de mais de sete décadas dedicadas ao sacerdócio, Dom Heitor resume sua missão em uma única inspiração.

“Procurar seguir os ensinamentos de Jesus Cristo, em todas as fases da vida”, respondeu.

Ordenado em 1950, Dom Heitor iniciou o ministério em Nova Cruz – Foto: Reprodução

Fé e longevidade
Aos cem anos, Dom Heitor evita estabelecer uma relação direta entre fé e longevidade. Para ele, o tempo de vida não mede a profundidade da experiência religiosa.

“Eu creio que não existe propriamente uma vida longa por causa da fé, porque alguém que tem uma vida breve pode também ter uma fé mais profunda do que alguém que viveu muito tempo”, ponderou.

A serenidade com que atravessa um século de vida, segundo ele, está ligada menos à idade e mais à forma de viver.

“Deus nos deu a vida e cabe a nós buscarmos viver de forma cada vez mais próxima a Ele e aos irmãos.

O segredo é viver em paz, em comunhão com as pessoas, cumprindo sempre o mandamento de Jesus Cristo: amar a Deus e ao próximo como a si mesmo”, concluiu.

Livro e documentário preservam legado

Dom Heitor recebeu homenagens e é sócio de honra da ANRL – Foto: Reprodução

Como parte das homenagens pelo centenário, a Arquidiocese de Natal lançará o livro “Na unidade, na paz, na alegria – Dom Heitor 100 anos”, escrito pelo jornalista Adriano de Sousa. A obra será apresentada ao público logo após a missa deste dia 29 e ficará disponível para venda na loja da Catedral Metropolitana.

Também integra a programação um documentário biográfico, roteirizado por Adriano de Sousa e com direção de fotografia de Giovanni Sérgio. A estreia ocorrerá no dia 31 de julho, em sessão para convidados, no Midway Mall. Depois, o filme será exibido em cidades como Caicó, Currais Novos e Mossoró, além de ser disponibilizado no canal da Arquidiocese de Natal


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CADU OFICIALIZA “DE LULA” NO NOME DE URNA PARA DISPUTA AO GOVERNO DO RN

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Após ter a candidatura ao Governo do Estado homologada na convenção do último sábado (25), Cadu Xavier (PT) avançou na estratégia de associar seu projeto eleitoral ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista deu entrada no pedido de registro junto à Justiça Eleitoral com “Cadu de Lula” como nome de urna, oficializando uma identificação que já vinha sendo utilizada ao longo da pré-campanha.

Em entrevista ao Diário do RN, o coordenador da campanha majoritária, Raimundo Alves, explicou que a escolha busca apresentar Cadu ao eleitor a partir de uma das principais referências políticas do petista e da força que o presidente mantém no Estado.

“É uma caracterização que a gente está fazendo da candidatura, porque é uma situação que nos remete à referência do principal eleitor desse Estado. A principal referência política que eu acho que o Rio Grande do Norte tem, entre as figuras nacionais, é a figura do presidente Lula”, afirmou.

Para Raimundo, a associação também é natural pela própria trajetória partidária de Cadu. “É o partido de Lula, é o partido que Lula fundou, é o candidato do PT, é o candidato de Lula”, resumiu.

A coordenação acredita que essa identificação deverá ganhar ainda mais peso quando a campanha chegar efetivamente às ruas e Cadu ampliar o contato com o eleitorado. Segundo Raimundo, levantamentos internos já permitem ao grupo acompanhar esse movimento.

“Estamos fazendo um monitoramento interno da campanha, então isso já é visível para a gente”, afirmou.

Fátima terá destaque
Raimundo também rejeitou a interpretação da oposição de que a adoção de “Cadu de Lula” represente um distanciamento de Fátima Bezerra. Para ele, a relação do candidato com a governadora já é conhecida e vai além da identidade escolhida para as urnas.

“O nome de Fátima também é um nome muito forte, mas essa ligação com Fátima já é mais natural e eu acho que o povo do Rio Grande do Norte já entende isso como natural”, avaliou.

O coordenador ressaltou que Cadu representa politicamente os dois governos e afirmou que essa ligação envolve também compromissos com o projeto defendido pelo grupo.

“O Cadu não está só representando Lula nessa eleição, mas também Fátima. Então, é uma representação política que, para além do nome de campanha, é uma representação de compromisso também”, declarou.

Segundo Raimundo, a presença da governadora ficará mais evidente com o avanço da campanha. “As pessoas vão se surpreender quando a campanha começar com a importância e com a presença de Fátima”, antecipou.

Vínculos impulsionam Cadu
O efeito da associação com Lula e Fátima já apareceu na pesquisa DataVero/Diário do RN divulgada neste mês. No cenário estimulado sem a apresentação dos apoios políticos, Cadu tinha 10,8% das intenções de voto. Quando identificado como candidato apoiado pelo presidente e pela governadora, alcançou 19,6%.

O salto foi de 8,8 pontos percentuais, praticamente dobrando o desempenho do petista. Cadu permaneceu na terceira colocação, atrás de Allyson Bezerra (União Brasil) e Álvaro Dias (PL), mas o resultado indicou o potencial eleitoral da vinculação às duas principais lideranças do PT.


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DEYVISON REAGE A ALLYSON: “SE FAZ DE VÍTIMA, MAS É ALGOZ EM MOSSORÓ”

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O candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil) publicou nesta terça-feira (28) um vídeo em que acusa Álvaro Dias (PL) de tentar censurá-lo e retirar seu perfil do Instagram do ar. Na gravação, chamou o adversário de “truculento”, “coronel” e “antidemocrata”. A manifestação provocou reação do vereador de Mossoró e candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), que contestou o discurso de Allyson sobre censura.

A reação de Cabo Deyvison veio após a publicação do vídeo. Líder da oposição na Câmara Municipal de Mossoró, o vereador afirmou que Allyson tenta se apresentar como vítima, mas, segundo ele, adota postura diferente diante dos adversários políticos no município.

“Ele é um impostor. Porque seus atos não condizem com o que ele vem falando nas redes sociais. Ele prega isso daí, se faz de vítima, mas, na verdade, ele é algoz aqui em Mossoró, ele é coronel”, disparou.

Deyvison também classificou a manifestação como uma estratégia eleitoral que, segundo ele, Allyson já teria utilizado anteriormente. “O que ele está fazendo aí, ele já fez na primeira eleição que ganhou aqui para prefeito. Ele está achando que pode fazer novamente, mas o povo não é bobo, não. O povo já sabe dessa estratégia”, afirmou.

O parlamentar relacionou ainda o vídeo ao cenário da disputa estadual e à mobilização demonstrada nas convenções do último fim de semana. “É até uma tentativa desesperadora por parte dele. É mais sobre desespero do que sobre falar a verdade, o vídeo dele”, declarou.

Ataques a Álvaro
No vídeo publicado nas redes sociais, Allyson atribuiu a Álvaro a iniciativa da ação judicial que pede a retirada de seu perfil do Instagram. Ao fazer a acusação, associou o adversário a problemas ocorridos durante sua gestão à frente da Prefeitura de Natal.

“O candidato das obras inacabadas, o candidato que acabou com Ponta Negra, o candidato que entregou um hospital há quase dois anos e nunca funcionou de verdade, o candidato que deu um calote nos artistas de Natal, entrou com ação na Justiça contra mim para retirar o meu perfil do Instagram do ar”, afirmou.

Na sequência, Allyson sustentou que a medida teria como objetivo impedir sua atuação política nas redes sociais. “Ele quer que o meu perfil deixe de existir. […] Ele quer que eu pare de fazer qualquer tipo de postagem. Ele quer me calar. Ele quer me amordaçar”, declarou.

O candidato também partiu para ataques diretos ao perfil político de Álvaro. “Você é conhecido por ser um truculento. Você é conhecido por ser um cara que age como um coronel, bate na mesa, humilha as pessoas”, disparou. Em outro momento, acrescentou: “Você é conhecido pela forma mais mesquinha e nojenta de fazer política. Você representa o atraso da política do nosso Estado”.

Allyson ainda classificou o adversário como “antidemocrata” e voltou a usar a expressão “coronel” ao criticar a iniciativa judicial. “Uma vergonha para você, que usou um partido seu, usou o seu advogado para entrar contra mim num processo como esse, totalmente arbitrário e agindo como coronel, de quem está querendo mandar acima de tudo”, afirmou.

A representação mencionada por Allyson, entretanto, foi apresentada pelo Partido Novo, que deverá integrar a mesma coligação de Álvaro Dias. O presidente estadual da legenda, Renato Cunha Lima, afirmou anteriormente ao Diário do RN que a iniciativa partiu do próprio Novo e tem como fundamento supostas irregularidades eleitorais que ainda serão analisadas pela Justiça.

Deyvison relata ações e tentativa de silenciamento
A reação ocorre em meio a um histórico de embates judiciais relatado pelo próprio Deyvison. Ao Diário do RN, ele afirmou ter sido alvo de três ações somente em 2026 envolvendo conteúdos sobre pessoas ou empresas que associa ao grupo político de Allyson, com pedidos de retirada de publicações, indenizações e segredo de Justiça.

Em um dos casos, relacionado a uma publicação após a Operação Mederi, da Polícia Federal, Deyvison afirma que teve um vídeo retirado das redes e foi acionado por supostos crimes contra a honra. “A Justiça pediu para derrubar e entraram com ação contra a gente por calúnia, difamação e injúria. Na Justiça, pediram segredo de Justiça, para que eu não pudesse falar”, relatou. Outros processos citados envolvem o empresário Diego Dantas, conhecido como Diego da Sama, e uma empresa ligada aos enfeites natalinos de Mossoró.

Líder da oposição na Câmara Municipal, Deyvison mantém atuação crítica à administração e ao grupo político de Allyson, tanto na tribuna quanto nas redes sociais. O vereador usa esse histórico para contestar agora o discurso de censura apresentado pelo ex-prefeito e afirma também ser alvo de medidas que considera tentativas de restringir sua atuação política.


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NOVO ACUSA ALLYSON DE PROPAGANDA ANTECIPADA E PEDE SUSPENSÃO DE PERFIL

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O Partido Novo ingressou no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) com uma nova representação contra o candidato ao Governo do Estado Allyson Bezerra (União Brasil), por suposta propaganda eleitoral antecipada. Na ação, protocolada no último dia 27, a legenda questiona a realização de dois eventos apresentados como convenções partidárias e aponta uma possível atuação coordenada de perfis nas redes sociais para ampliar a exposição do candidato antes do período permitido para a propaganda eleitoral.

A Representação nº 0600279-62.2026.6.20.0000 pede, em caráter liminar, a suspensão do perfil oficial de Allyson no Instagram, @allysonbezerra.rn, até 15 de agosto. Caso o pedido não seja acolhido, o Novo solicita, alternativamente, a retirada das publicações relacionadas ao evento realizado no último domingo (26), no Palácio dos Esportes, em Natal.

Um dos principais argumentos do Novo é a realização de dois eventos apresentados como convenções.

O primeiro ocorreu em 20 de julho, na sede estadual do União Brasil, quando foram formalizadas a candidatura de Allyson ao Governo, a composição da coligação e outras definições eleitorais. Seis dias depois, o grupo promoveu a “Grande Convenção da Esperança e do Trabalho”, no Palácio dos Esportes, reunindo candidatos, lideranças e apoiadores.

Em entrevista ao Diário do RN, o presidente estadual do Novo, Renato Cunha Lima, afirmou que é justamente a realização do segundo ato, após a formalização da candidatura, que sustenta o questionamento levado à Justiça Eleitoral. Na avaliação dele, o evento do dia 26 teria ultrapassado os limites de uma convenção partidária.

“O que caracteriza cabalmente, sem nenhuma dúvida, é comício antecipado, porque a legislação não permite”, afirmou.

Renato argumentou que a homologação de Allyson caberia à convenção do próprio União Brasil e já havia ocorrido no primeiro encontro. “Ele só pode ser aprovado pela convenção do União Brasil, porque ele é do União Brasil”, explicou.

O dirigente diferenciou o caso das convenções realizadas pelos demais partidos da aliança, destacando que cada legenda pode promover seu próprio ato e registrar apoio às candidaturas da coligação. “No dia 30 eu vou fazer a minha convenção e vou dizer lá que o Partido Novo está coligado com os demais partidos. Isso é de praxe, isso é normal”, exemplificou.

A caracterização do segundo evento como propaganda eleitoral antecipada, entretanto, é uma tese apresentada pelo Novo e ainda depende da análise da Justiça Eleitoral. “O juiz ainda não analisou.

Esperamos que o juiz analise”, ponderou Renato.

“Não tem nada a ver com censura”
O presidente do Novo também rejeitou a interpretação de que o pedido para suspender o perfil oficial de Allyson represente tentativa de censura. Segundo ele, a iniciativa busca fazer cumprir as mesmas regras eleitorais aplicáveis a todos os candidatos.

“Não tem nada a ver com censura. Tem a ver com cumprir a regra do jogo, a legislação que está posta, que é para mim, para ele, para qualquer pessoa”, afirmou.

Renato acrescentou que a nova representação faz parte de uma sequência de medidas adotadas pelo partido ao longo da pré-campanha envolvendo páginas que o Novo aponta como ligadas ao projeto político de Allyson.

“Isso não é do dia para a noite. Primeiro foram perfis apócrifos, anônimos. A gente pediu à Justiça Eleitoral para dizer quem são os donos desses perfis. Depois disso, em diversos momentos, a gente pediu a retirada dessas postagens e também a aplicação de multa”, relatou.

O dirigente ressaltou que o partido não questiona o direito de manifestação do adversário, mas sustenta que existem limites antes do início oficial da propaganda. “Ele pode falar o que quiser, pode criticar quem quiser, a liberdade de expressão precisa ser mantida, mas a gente precisa cumprir a legislação”, declarou.

Astroturfing também é apontado
Outr a frente da representação envolve a suspeita de astroturfing, estratégia de comunicação em que uma atuação coordenada busca produzir a aparência de apoio espontâneo nas redes sociais. Na ação, o Novo cita perfis que teriam atuado de forma articulada na divulgação de conteúdos favoráveis ao candidato.

Ao Diário do RN, Renato Cunha Lima afirmou que uma investigação eleitoral poderá verificar “se houve conduta vedada, abuso de poder econômico e político, se essa coordenação houve impulsionamento de rede social, se houve emprego de dinheiro, o alcance, a capacidade de influir no resultado das eleições”.

O presidente do Novo relacionou a situação ao caso de Pablo Marçal, então candidato à Prefeitura de São Paulo nas eleições de 2024, cuja campanha também foi marcada por discussões judiciais envolvendo estratégias de divulgação nas redes sociais. Renato, no entanto, condicionou a comparação à eventual confirmação das suspeitas levantadas contra o grupo de Allyson. “Se tudo se corroborar nesse sentido, o caso dele vai se semelhar ao de Pablo Marçal”, afirmou.


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FECOMÉRCIO PROMOVE DEBATE SOBRE IMPACTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA: “EXIGE ATUALIZAÇÃO”

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A implementação da Reforma Tributária começará a exigir mudanças operacionais das empresas já a partir de agosto. Os prazos e os impactos das novas regras foram debatidos nesta terça-feira (28), durante mais uma edição do RN em Foco, promovida pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte (Fecomércio RN).

Na abertura do evento, o presidente do Sistema Fecomércio RN, Marcelo Queiroz, ressaltou a importância de preparar o setor produtivo para a transição ao novo modelo tributário.

“O Sistema Fecomércio RN acompanha esse processo com atenção, mas nossa missão não se limita à representação institucional. Ela também passa por preparar empresários, gestores e profissionais para compreender as mudanças em curso, avaliar seus impactos e identificar caminhos para uma adaptação segura e sustentável”, afirmou.

Entre as mudanças que passam a valer está o preenchimento obrigatório dos campos relativos ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) nos documentos fiscais eletrônicos emitidos por empresas do regime regular. Em setembro, empresas optantes pelo Simples Nacional também deverão decidir se recolherão os novos tributos por meio da guia única ou pelo regime regular durante o primeiro semestre de 2027.

Segundo Thiago Diniz, o momento exige planejamento e adequação dos sistemas para evitar problemas na emissão de documentos fiscais e impactos financeiros nos próximos meses.

“Um empresário que ainda não fez as contas, não buscou compreender a Reforma Tributária e não tomou essa decisão com base em dados pode enfrentar grandes problemas no próximo ano. É importante contar com uma assessoria atualizada e uma contabilidade estratégica, capazes de apoiar as decisões”, alertou.

O especialista destacou ainda que os efeitos da reforma vão além das obrigações fiscais e atingem diretamente a gestão financeira das empresas.

“A reforma fala sobre caixa. Por isso, é muito importante que as empresas tenham equipes e assessorias preparadas, acompanhando diariamente as mudanças”, acrescentou.

Durante o painel, Vanildo Fausto reforçou a necessidade de revisão dos contratos com fornecedores, da análise dos créditos tributários e da atualização das equipes responsáveis pelas áreas fiscal e contábil.

“A Reforma Tributária não é mais um futuro distante. Os empresários precisam se preparar agora, revisando contratos, avaliando a tomada de créditos e garantindo que os créditos de PIS e Cofins estejam devidamente levantados e registrados na escrituração fiscal. São muitas regras e especificidades, o que exige atualização das equipes contábeis”, afirmou.

O debate permitiu ainda que empresários e representantes do setor produtivo esclarecessem dúvidas sobre a implementação da reforma e os desafios que as empresas deverão enfrentar durante o período de transição para o novo sistema tributário.

Empresários tiraram dúvidas sobre a reforma e os desafios da transição – Foto: Reprodução

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