Início » Arquivos para 4 de julho de 2021, 19:54h

julho 4, 2021


EDUARDO LEITE: “NÃO QUERO SER ELEITO A NADA POR SER GAY”

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Eduardo Leite: “Não quero ser eleito a nada por ser gay”
Fotos: Gustavo Mansur/ Palácio Piratini

Neste domingo (04), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, negou ter feito cálculo político ao assumir-se gay no programa de televisão de Pedro Bial. 

Eu não quero ser eleito a nada por ser gay. Não é isso que busco. Cada um sabe das motivações do voto. O que motiva a votar. Se é uma causa, se é a questão econômica, se é a causa da igualdade da população LGBT. Eu não quero, como gay, ter o voto da população LGBT por ser gay, declarou.

A declaração foi dada em evento do PSDB no Distrito Federal, onde o partido realiza atividades com os pré-candidatos à presidência da República.

Leite começou a viajar o Brasil em busca de apoio para ser o candidato do PSDB em 2022.

As prévias do partido estão marcadas para o fim de novembro. O governador João Doria, o senador Tasso Jereissati e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto, também deverão participar das prévias.

*Informações do Antagonista.


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BOLSONARO RECEBE PAZUELLO NO ALVORADA

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Bolsonaro recebe Pazuello no Alvorada
Foto: Carolina Antunes/PR

Na última sexta-feira, a Procuradoria da República do DF processou Pazuello por omissão na compra das vacinas

Neste domingo (04), o presidente Jair Bolsonaro recebeu no Palácio da Alvorada, o ex-ministro Eduardo Pazuello e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. O encontro ocorre dois dias depois de a Procuradoria da República do Distrito Federal mover uma ação por improbidade administrativa contra Pazuello.

O processo aponta um prejuízo causado por sua gestão no Ministério da Saúde de pelo menos R$ 122 milhões. Os procuradores entenderam que houve negligência na compra de vacinas.

*Com informações de O Antagonista.


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830 MORTES SÃO REGISTRADAS POR COVID NESTE DOMINGO NO BRASIL; MÉDIA MÓVEL FICA EM 1.563

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Apoiadores puxaram cartaz das mãos da jovem, que fazi protesto sozinha
Reprodução

Neste domingo (04), após o Brasil registrar 830 novos óbitos nas últimas 24 horas, a média móvel diária de mortes por Covid-19 subiu para 1.563. Apesar do crescimento, em relação ao verificado há 14 dias, houve queda de 23,7%, sinalizando desaceleração nas mortes computadas.

Apenas no último período de notificações, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) levantou a soma de 27.783 novos casos de Covid-19. Agora, o Brasil conta com 18.769.808 casos confirmados.

Os cálculos são feitos pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, e se baseiam nos relatórios repassados pelo Ministério da Saúde. Essas informações também alimentam o painel interativo com notícias sobre a pandemia desde o primeiro caso da doença registrado no país.

*Com informações do Metrópoles.


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CPI MUDA CALENDÁRIO E OUVIRÁ EX-COORDENADORA DO PNI NA QUINTA (8)

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Francieli Fantinato
Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A direção da CPI da Covid alterou o calendário de depoimentos desta semana e ouvirá, na próxima quinta-feira (8), a ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) Francieli Fontana Fantinato, que solicitou exoneração em 30 de junho.

Ao deixar o cargo, Francieli negou qualquer pressão do governo, mas criticou os atrasos de doses de vacinas e as declarações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre a imunização.

O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a troca é estratégia para seguir no caso da vacina Covaxin, visto que Francieli Fantinato era a pessoa à frente do PNI.

A vacina Covaxin, produzida pelo laboratório indiano Bharat Biotech e negociada com o Ministério da Saúde, através da Precisa Medicamentos, é alvo de suspeitas de irregularidades. O governo também tem sido muito criticado por causa dos atrasos na entrega de doses de outros imunizantes.

Anteriormente, a comissão ouviria Carolina Palhares, diretora de Integridade do Ministério da Saúde, depoimento que poderá ser colhido mais adiante.

*Informações do Metrópoles.


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LULA RESPONSABILIZA BOLSONARO POR, AO MENOS, METADE DAS 520 MIL MORTES

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Lula Fui vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos - O ex-presidente, que ficou preso 580 dias por corrupção e lavagem de dinheiro, teve as condenações anuladas
Fabio Vieira/Metrópoles

Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista ao portal O Liberal, do Pará, responsabilizou diretamente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por “pelo menos por metade das mortes ocorridas no país devido a pandemia da Covid-19”.

O ex-presidente avaliou que, caso sejam comprovadas as denúncias que chegaram à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, no Senado, o próprio colegiado poderá pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF), a interdição do atual presidente ou até mesmo o impeachment de Bolsonaro.

“Hoje, ele já pode ser considerado responsável pelo menos por metade das pessoas que morreram neste país. Se ele tivesse criado o protocolo no início da pandemia, se ele tivesse respeitado a ciência, se ele tivesse se portado com a fineza que os governadores têm tentando se portar, se ele tivesse determinado a compra das vacinas no momento certo, certamente a gente não teria essa quantidade de pessoas contaminadas. Não teríamos a quantidade de pessoas que já morreram no Brasil: 520 mil. A gente poderia ter metade disso”, falou Lula.

Assista entrevista:

Na entrevista, ocorrida no sábado (3/7), o ex-presidente chamou Bolsonaro de “genocida”, “troglodita” e “maior mentiroso do mundo” e apontou como graves a exitência do chamado gabinete paralelo, além das denúncias de prevaricação de Bolsonaro perante as suspeitas de corrupção no Ministério da Saúde envolvendo a compra das vacinas.

“Bolsonaro tem que ser tratado como genocida porque eu nunca vi alguém tratar com tanto desrespeito a humanidade”, disse Lula.

“Se forem verdade as denúncias de corrupção na compra das vacinas, se for verdade as denúncias do gabinete paralelo, se for verdade todas as coisas que tão falando contra o governo e contra os ministros do governo, eu acho que a CPI pode pedir à Suprema Corte a interdição do Bolsonaro ou pode, com base no relatório da CPI, [solicitar] mais um pedido de impeachment”, completou o ex-presidente.

“Desde que o Bolsonaro tomou posse, ao longo do tempo, foram mais de 120 pedidos de impeachment protocolocados na Câmara. O que é lamentável é que nenhum deles foi colocado em discussão na Câmara para que a sociedade pudesse, através dos parlamentares, discutir se era necessário, se tinha crime de responsabilidade ou não. Agora, com o funcionamento da CPI, ficam evidente algumas coisas que o governo Bolsonaro está fazendo e que merece se pensar efetivamente em interditar o Bolsonaro”, avaliou Lula.

*Informações do Metrópoles.


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POLÍCIA PUNIRÁ ‘DELINQUENTES’ QUE AGREDIRAM MILITANTES DO PSDB, DIZ DORIA

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Polícia punirá ‘delinquentes’ que agrediram militantes do PSDB, diz Doria
Foto: Governo do Estado de São Paulo

Durante protesto contra Bolsonaro, militantes do PCO agrediram integrantes do grupo da diversidade tucana

O governador João Doria condenou neste domingo (03) os ataques sofridos por tucanos na manifestação contra Jair Bolsonaro, na avenida Paulista. Ele disse no Twitter:

Repudio atos violentos de minorias que usam agressões para tentar impor suas ideias (…). Minha solidariedade aos militantes do PSDB e a todos os brasileiros de bem que saíram às ruas e sofreram agressões nesse sábado.”

João Doria

Militantes vestidos com camiseta do PCO, partido de extrema esquerda, atiraram ovos e partiram para cima de integrantes do grupo da diversidade tucana durante o protesto deste sábado (03). De acordo com Doria, a polícia de São Paulo investiga o caso “e punirá os delinquentes fantasiados de manifestantes”.


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PRESIDENTE DO PSDB LAMENTA AGRESSÕES EM ATO CONTRA BOLSONARO

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Presidente do PSDB lamenta agressões em ato contra Bolsonaro
Foto: Reprodução/ Redes Sociais

Neste sábado (03), militantes do PCO agrediram integrantes do grupo da diversidade do PSDB durante o protesto

O presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, divulgou uma nota em que diz lamentar as agressões sofridas pelos militantes do partido na manifestação contra Jair Bolsonaro, na avenida Paulista. Araújo declarou que a legenda não participou “institucionalmente” dos atos em razão da pandemia de Covid.

“Por outro lado, qualquer militante do partido é livre para se posicionar politicamente. Dito isso, lamentamos e condenamos as agressões aos nossos simpatizantes ou aos de qualquer posição política como as que ocorreram no evento do município de São Paulo. Foram atitudes que agridem a democracia.”

Como mostramos, militantes do Partido da Causa Operária (PCO), sigla de extrema esquerda, atiraram ovos e partiram para cima de integrantes do grupo da diversidade do PSDB durante o protesto.

*Informações do Antagonista.


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CARLOS WIZARD DE VOLTA AOS EUA

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Carlos Wizard de volta aos EUA
Foto: Pedro França/Agência Senado

O bilionário é acusado de integrar o “Ministério da Saúde paralelo”

Neste sábado (03), o empresário Carlos Wizard pegou de volta seu passaporte e retornou aos Estados Unidos. Nas redes sociais, o bilionário publicou uma foto com o neto recém-nascido. Na última sexta-feira (02), o ministro Luís Roberto Barroso concedeu liminar determinando a devolução do documento a Wizard.

O empresário permaneceu em silêncio durante depoimento à CPI da Covid, acusado de integrar o “Ministério da Saúde paralelo”.


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O IMPEACHMENT ESTÁ CHEGANDO

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O impeachment está chegando
Foto: Alan Santos/PR

Por O Antagonista

Até Fernando Henrique Cardoso, daquele seu jeitinho dissimulado, está falando em impeachment de Jair Bolsonaro.

Ele publicou neste domingo:

“Não torço por impeachments (…). O custo para a memória democrática é sempre elevado. Mas… que fazer? Se o próprio presidente não cuidar de inibir os atos capazes de favorecerem a ação do Congresso nesse sentido, ela acaba ocorrendo (…).

Quem elege o presidente é o povo. Este, às vezes, erra. Paciência. É melhor aguentar o quanto possível do que tentar usar o bisturi do Congresso para ‘acelerar’ a História. Não digo isto ‘da boca para fora’. Resisti quanto pude a impeachments de presidentes, até que… chega a hora. Estamos longe dela e espero que não chegue.”

Ninguém dá a menor pelota para o que diz FHC, que só usou o bisturi para retardar a História, mas ele tem razão num ponto: o movimento para arrancar o sociopata do Palácio do Planalto pode crescer rapidamente no Congresso, mais do que nas ruas. Depende apenas de uma ou duas quebras de sigilo, capazes de afastar o Centrão de Arthur Lira e Ciro Nogueira.


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SENADOR STYVENSON INSINUA QUE LULA É MITOMANÍACO; VEJA VÍDEO:

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Reprodução

Neste domingo (04) o senador Styvenson Valetim (Podemos/RN) publicou em seu perfil nas redes sociais, um vídeo no qual são apresentados trechos do ex-presidente Lula. Logo no início o questionamento é levantado após o petista dizer que faz política há 50 anos e nunca foi chamado de “Mito“. A tela do vídeo é coberta pelo texto: “Mito ou Mitomaníaco?” A narração completa com: “você quis dizer mitomaníaco?“; palavra que significa: indivíduo que sofre de mitomania, hábito patológico de mentir.

“A desgraça da mentira é que você, ao contar a primeira, você passa a vida inteira contando mentira para justificar a primeira”, sinaliza o ex-presidente. No decorrer do vídeo, Lula diz, “não tem, neste país, uma viva alma mais honesta do que eu”, contrastando com as cenas seguintes, retiradas de uma reportagem (com dados apurados pela Revista IstoÉ), contendo trechos do depoimento ao juiz Sergio Moro, sobre o caso Odebrecht, sinalizando que Lula recebeu propina de 8 milhões da empreiteira.

“Caixa 1, caixa dois…”, diz depoente.

Assista vídeo:

“Desde de muito cedo que aprendi com minha mãe a frase:” QUEM MENTE ROUBA”. Pior são os que acreditam ou aceitam as mentiras pq aceitam serem roubados. Os que aprenderam desde de criança a frase, QUEM MENTE É LADRÃO, comenta aí se nossas MÃES estavam erradas?”, escreveu o senador pelo Podemos/RN.

Senador Styvenson Valetim

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CIRURGIA DO PAPA FRANCISCO JÁ TERMINOU, INFORMA MÍDIA ITALIANA

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Papa Francisco em foto no Vaticano em 31 de maio — Foto:  Filippo Monteforte/Reuters
Papa Francisco em foto no Vaticano em 31 de maio — Foto: Filippo Monteforte/Reuters

De acordo a mídia italiana, a cirurgia a que o Papa Francisco foi submetido, neste domingo (04), já terminou. Ainda não há informações sobre o estado de saúde de Francisco, que passou pelo procedimento cirúrgico para tratar uma estenose diverticular sintomática do cólon. Mais cedo, o Vaticano avisou que divulgaria um boletim médico ao término da operação.

Segundo o jornal Corriere della Sera, o pontífice, que tem 84 anos, chegou ao hospital Policlinico A. Gemeli, em Roma, por volta das 15h. A cirurgia foi realizada pelo especialista e professor Sergio Alfieri. Em nota divulgada hoje, o Vaticano afirmou que a intervenção já estava agendada e que, por isso, não há apreensão.

O líder da Igreja Católica, antes de se internar, participou da tradicional oração do Angelus, na praça São Pedro, no Vaticano. O papa informou que fará uma viagem em setembro para a Hungria e a Eslováquia, mas não disse que faria a cirurgia.


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AS CONDIÇÕES DO MBL PARA INGRESSAR NO PSL

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As condições do MBL para ingressar no PSL
Foto: Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados

Políticos ligados ao movimento aguardam o expurgo de todos os bolsonaristas que ainda permanecem no partido

Visando às eleições de 2022, políticos ligados ao MBL impuseram duas condições para ingressar no PSL, diz a Crusoé.

Primeiro, aguardam o expurgo de todos os bolsonaristas que ainda permanecem na legenda, como o próprio Eduardo Bolsonaro, filho 03 do presidente Jair Bolsonaro. Segundo, querem a garantia de que o deputado estadual Arthur do Val será o candidato a governador de São Paulo pela sigla no ano que vem.”


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MARCO AURÉLIO: “SEMPRE SUSTENTEI A NECESSIDADE, POR PARTE DO SUPREMO, DE AUTOCONTENÇÃO”

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Marco Aurélio Mello quer que STF diga se há ministro “censor dos demais” |  VEJA
Ministro Marco Aurélio Mello Nelson Jr/STF – VEJA.

Marco Aurélio Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, encerra sua carreira na corte no próximo dia 12, quando completa 75 anos. Sendo obrigado por lei a deixar sua cadeira na corte, ele considera o “sistema ‘burro’ ” porque entende continuar com mesma vitalidade de quando ingressou no serviço público, nos anos 1970.

O ministro começou na corte em 1990, nomeado por seu primo, o então presidente Fernando Collor de Mello. De lá para cá, ficou muitas vezes como único vencido nos julgamentos.

Mas isso de forma alguma o incomoda. Marco Aurélio se mostra orgulhoso das suas posições contramajoritárias. Uma delas envolve o fato de o STF, em algumas ocasiões, ter invadido a competência do Legislativo.

“Sempre sustentei a necessidade, por parte do Supremo, de autocontenção, respeitando a área do Congresso Nacional, o campo de atuação do Executivo. E continuo firme nessa concepção. E quando alertei os colegas sobre isso é porque estariam extravasando os limites constitucionais. Não se avança culturalmente assim. Avança-se respeitando as regras estabelecidas.”

Sobre a Lava Jato, o ministro também tem sua análise própria:

“O que houve com o Mensalão, um avanço. Se sinalizou de forma concreta à sociedade o combate à corrupção. Até mesmo para ficarem mais atentos às balizas estabelecidas. Lava Jato a mesma coisa. E se ocorreu algum pecadilho no proceder ou no julgar na Lava Jato, esse pecadilho foi submetido à revisão no TRF-4, no STJ. Indaga-se: Não gerou perplexidade voltar à estaca zero, e voltasse à estaca zero quanto a um dos acusados, que foi presidente da República durante oito anos e acompanhou a Presidência da presidente Dilma Rousseff durante seis anos? Não se teria aí algo que surpreendeu a todos? Sim, se teve. Eu indago: Como ficam as absolvições? Como ficam as demais condenações? Porque o tratamento não pode ser diferenciado.”

Em entrevista a O Antagonista, o decano do STF não poupou Jair Bolsonaro pelos erros cometidos na pandemia. O ministrou afirmou que o comportamento do presidente influenciou a maneira com que a população avaliou os riscos trazidos pelo coronavírus.

“Foi negativo o presidente Jair Bolsonaro ter negado a pandemia. Porque, quando o fez, ele levou certos cidadãos a baixarem a guarda e não guardarem, quando possível, o isolamento. Mas, pouco a pouco, o presidente está percebendo de que realmente precisa atuar coordenando os trabalhos.”

Leia abaixo os principais trechos da entrevista e assista ao vídeo completo:

O Supremo errou na Lava Jato?

A essa altura, devo reexaminar meu conhecimento. Mas, por mais que reexamine, não fico convencido de assistir razão à ilustrada maioria. O que houve com o Mensalão, um avanço. Se sinalizou de forma concreta à sociedade o combate à corrupção. Até mesmo para ficarem mais atentos às balizas estabelecidas. Lava Jato a mesma coisa. E se ocorreu algum pecadilho no proceder ou no julgar na Lava Jato, esse pecadilho foi submetido à revisão no TRF4, no STJ.

Indaga-se: Não gerou perplexidade voltar à estaca zero, e voltasse à estaca zero quanto a um dos acusados, que foi presidente da República durante oito anos, e acompanhou a Presidência da presidente Dilma Rousseff durante seis anos? Não se teria aí algo que surpreendeu a todos? Sim, se teve.

Indago: Como ficam as absolvições? Como ficam as demais condenações? Porque o tratamento não pode ser diferenciado. Ele deve ser igualitário. A lei vale para todos.

Mas formou-se a maioria no colegiado. A maioria, em termos de proclamação do resultado do julgamento, tem sempre razão. E eu, evidentemente, não disputei coisa alguma no plenário, muito menos superioridade intelectual. Apenas fiz questão de que meu voto ficasse consignado. Penso que cumpri meu dever de juiz. E o fiz com absoluta imparcialidade, sem me envolver em qualquer paixão.

O Supremo invadiu a competência do Legislativo em alguns julgamentos?

Os três poderes são harmônicos e independentes. Sempre sustentei a necessidade, por parte do Supremo, uma autocontenção, respeitando a área do Congresso Nacional, o campo de atuação do Executivo. E continuo firme nessa concepção. E quando alertei os colegas sobre isso é porque estariam extravasando os limites constitucionais. Não se avança culturalmente assim. Avança-se respeitando as regras estabelecidas. E o Supremo, apesar de ter a última palavra, é uma atuação vinculada. Ele não cria critério de plantão. Ele torna efetiva a legislação brasileira.

Qual sua opinião sobre as brigas entre STF e Jair Bolsonaro?

Exigir de ambas as partes temperança, compreensão. Temos um presidente eleito em 2018 com 47 milhões de votos e detém um mandato. Um mandato que deve ser cumprido. Em 2017, na Universidade Coimbra, e compelido a discorrer sobre a tendência mundial de se eleger populista de direta. Falei sobre a Polônia, a Hungria, os Estados Unidos, com Donald Trump. E disse que temia a possibilidade de eleição, como presidente da República, do deputado federal Jair Bolsonaro.

E disse o motivo. Porque fizera a vida batendo em minorias, o que para mim é incompreensível. Nós devemos respeitar o próximo. Agora temos um presidente. Ele é o meu presidente hoje. E o que estiver ao meu alcance, para que ele continue no exercício do mandato, muito embora não tenha a caneta de julgador na mão. E precisamos aguardar 2022, quando os eleitores terão a palavra.

Como o senhor analisa os ataques ao STF?

O ataque virulento não se coaduna com o Estado Democrático de Direito. O que nós precisamos perceber é que a instituição vem atuando visando o melhor para o Brasil. Aceito a crítica, mas não a crítica pela crítica.

A crítica visando ressaltar uma outra ótica. A crítica construtiva. Precisamos ter um pouco mais de amor pelas instituições. E ver nas instituições, observando as regras do jogo, o que é feito de bom, de positivo. A crítica virulenta, agressiva, desarrazoada merece excomunhão maior.

Os ataques ao sistema eleitoral deixam a democracia brasileira em risco?

Antes de 1996, o sistema era o da cédula. E depois se tinha a computação das cédulas para checar o resultado. Surgiram, à época, várias impugnações procedentes. Em 1996 houve a primeira eleição informatizada no Brasil, mediante a urna eletrônica. Eu estava na direção do TSE. Indaga-se: De 1996 para cá, são passados 25 anos. Nós tivemos uma impugnação minimamente séria quanto à fidelidade desse sistema? Não. Então não podemos agora estar criando suposições. Que se demonstre, que o sistema não é bom, que devemos voltar ao sistema anterior. Enquanto não houver essa demonstração, nós devemos ficar com a urna eletrônica.

Escolher um ministro pela fé que ele exerce é um bom caminho?

Quais são os requisitos constitucionais? Ilibada conduta e conhecimento do Direito. Quando se utiliza o advérbio terrivelmente, se vê uma ótima que não é a mais harmônica com a Constituição. Mas é possível ter-se a substituição de um católico, meu caso, por um evangélico. Agora, o Estado brasileiro é laico. A religião não é preponderante na escolha daquele que virá a ocupar a cadeira do presidente da República. Por maior deferência que ele tenha para com um segmento da religiosidade no país. Os requisitos são aqueles que estão na Constituição.

O governo Jair Bolsonaro é menos laico em suas políticas?

Atribuo alguns discursos a um arroubo de retórica. Porque o que prevalece é a qualificação de laico. O Estado não está vinculado a qualquer religião. A liberdade de crença está prevista como garantia do cidadão.

O Brasil está preparado para ter um presidente homossexual?

Por que não? Precisamos conviver com a divergência. O governador com a coragem, e ele merece meu aplauso, que ele não é um “gay governador. É um governador gay”. Conhecido como homem público desde que prefeito em Pelotas tem sido um bom administrador. Ser hétero não é condição para se apresentar como candidatao a este ou aquele cargo. Há de se respeitar as opções feitas pelo cidadão. Isso é importante. Isso é indispensável para que contunemos a dizer que vivemos em um Estado Democrático de Direito.

A Constituição brasileira precisa ser reduzida?

Nós passamos de um regime de exceção para um regime democrático, então se mostrou natural termos uma Constituição mais casuística, não apenas encerrando princípios, mas também dispondo sobre as matérias. Mas é a nossa lei maior. E como lei maior, ela precisa ser respeitada. E, pouco a pouco, mediante esse ato de vontade, que é o ato de interpretar, o Supremo vem sinalizando o alcance dessa lei. E vem procedendo com absoluta fidelidade ao que estabelecido.

O Brasil pode passar por uma reforma constitucional?

Não. Mas podemos modificar os parâmetros administrativos, tributários e dando um dia a dia melhor ao povo brasileiro. O aperfeiçoamento é infindável, mas não passa por uma nova Constituição, como se o aspecto formal pudesse sobrepor à realidade, ao dia a dia, e não pode. Mais importante do que a forma é o conteúdo.

Qual sua opinião sobre projetos de lei que limitam a atuação do STF?

A limitação não é boa. Adequação da atuação individual é bem-vinda. Quando percebemos a nomenclatura desse órgão do Judiciário e constatamos o vocábulo ‘Supremo’, nós imaginamos que haja atividade desenvolvida pelo colegiado. Mas a carga de processos é invencível. E passamos a ter acionada a ação individual, cabendo recurso para o colegiado. Mas a dinâmica é tão grande que se potencializa o dado estatístico em detrimento do conteúdo, e precisamos desses acertos.

Normas que venham limitar essa atividade serão bem-vindas, mas antes temos que cuidar do sistema. E enxugar a competência do Supremo, que é muito alargada. O Supremo deveria atuar como corte constitucional, não julgando conflitos que podem estar submetidos a outros órgãos. Mas, enquanto tivermos a organização instrumental atual e essa competência abrangente, não poderemos afastar a atividade individual.

O pedido de vista é exceção. Imagina-se que todos tenham competência e cabedal de conhecimentos suficientes a atuar de improviso. E nós temos prazo previsto no regimento interno. Mas prazo sem sanção é passa a ser algo sem eficácia. E o pedido de vista acaba se tornando em perdido vista, o que é ruim.

A TV Justiça contribuiu com a demora nos julgamentos?

Acredito no que disse o ministro Nelson Jobim: quem chega ao Supremo, já chega com currículo formado. Não precisa da grande vitrine que é o Supremo para revelar à sociedade o perfil. Os conhecimentos sobre a causa, que se presume existirem. A tônica na administração pública, visando a eficiência, é a publicidade, a transparência. A TV Justiça aproximou o Judiciário da sociedade. Os contribuintes podem acompanhar esse dia a dia e cobrar, se for o caso, correção de rumos.

Assista à entrevista completa:

Fonte: O Antagonista.


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“BOLSONARO NÃO CONSEGUE DESMENTIR LUIS MIRANDA”

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“Bolsonaro não consegue desmentir Luis Miranda”
Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente está há 9 dias sem desmentir Luis Miranda

O senador Omar Aziz, presidente da CPI da Covid, em entrevista ao jornal O Globo, foi questionado sobre como ele recebeu a declaração de Jair Bolsonaro de que há “sete bandidos” na comissão. 

O presidente, quando acuado, reage dessa forma. É o modus operandi dele. Agredindo, tentando desqualificar as pessoas que se contrapõem a ele. Ele faz isso com todos, precisa dar uma resposta ao eleitorado dele”, declarou o senador. 

Omar Aziz

A resposta é desqualificar os membros da CPI. Mas ele não consegue desmentir o deputado Luis Miranda. Você vê que está ficando ruim, porque para qualquer pessoa um pouco racional, mesmo fã dele, persiste a dúvida: será que o deputado Miranda falou isso (sobre as suspeitas na compra da Covaxin) e o presidente não fez nada? Veja o limite a que nós chegamos: o presidente dizer que não sabe do que acontece nos ministérios. Mas sabe, através de WhatsApp, de compadre, de amiguinho, de não sei o quê“, completa Omar Aziz.

Importante ressaltar que Bolsonaro está há 9 dias sem desmentir Luis Miranda.

De acordo com o deputado que denunciou o caso Covaxin, o presidente da República, quando alertado dos indícios de corrupção na compra da vacina indiana, citou o nome de Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro na Câmara.


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“NUNCA FOI POR SAÚDE, SEMPRE POR PODER”, DIZ BOLSONARO SOBRE VANDALISMO EM MANIFESTAÇÃO

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Presidente Jair Bolsonaro , durante apresentação das ações para desburocratização e atração de investimentos para setor de turismo 3
Igo Estrela/Metrópoles

Na noite deste sábado (03), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou imagens de vandalismo durante as manifestações ocorridas em São Paulo, para criticar os atos contra o seu governo. Protestos foram realizados em diversas cidades do Brasil e do mundo.

Confira imagens:

Imagem
Reprodução redes sociais do presidente Jair Bolsonaro

“Nenhum genocídio será apontado. Nenhuma escalada autoritária ou “ato antidemocrático” será citado. Nenhuma ameaça à democracia será alertada. Nenhuma busca e apreensão será feita. Nenhum sigilo será quebrado. Lembrem-se: nunca foi por saúde ou democracia, sempre foi pelo poder“.

Jair Bolsonaro

Na Capital Paulista, um grupo de pessoas depredou e ateou fogo em agências bancárias. Diante do ocorrido, Bolsonaro aproveitou a publicação para destacar que o ato “nunca foi por saúde ou democracia, sempre foi pelo poder”.

No conteúdo da postagem do presidente, há referências indiretas à atuação da CPI da Covid, que quebrou sigilos de pessoas ligadas ao governo e de empresas associadas ao suposto esquema de corrupção nas negociações de vacinas.

Veja publicação:

As manifestações chamadas de “3JForaBolsonaro” reuniram movimento sociais e membros de partidos políticos de diferentes espectros ideológicos em diversas cidades. Os atos estavam previstos para o dia 24 de julho, mas foram antecipados após o protocolo do superpedido de impeachment na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira (30/6).

O protesto aconteceu somente um dia depois de a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a investigação contra o presidente Bolsonaro por prevaricação em relação às negociações da vacina Covaxin, produzidas pelo laboratório indiano Bharat Biotech.

Nova publicação sobre as manifestações

“Aos 36 segundos um policial militar é atingido quase mortalmente por uma pedra. – Esse tipo de gente quer voltar ao Poder por um sistema eleitoral não auditável, ou seja, na fraude. – Para a grande mídia, tudo normal”, escreveu o presidente.


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CPI PODE PEDIR INTERDIÇÃO DE BOLSONARO SE DENÚNCIAS FOREM PROVADAS, DIZ LULA

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 Lula disse que 'se for verdade' acusações devem ser apuradas pelo STF
Reprodução. Lula disse que ‘se for verdade’ acusações devem ser apuradas pelo STF

Ainda sobre a entrevista em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu ao jornal O Liberal , do Pará, neste sábado (03), ele afirmou que CPI da Covid poderá acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para interditar o presidente Jair Bolsonaro caso as denúncias de corrupção em compra de vacinas contra à Covid-19 sejam verdadeiras .

Na conversa, Lula citou as denúncias do gabinete paralelo e a possibilidade de impeachment contra o presidente da República após a publicação do relatório da CPI da Covid no Senado. 

“Se for verdade as denúncias de corrupção na compra das vacinas, se for verdade as denúncias do gabinete paralelo, se for verdade todas as coisas que tão falando contra o governo e contra ministros do governo, eu acho que a CPI pode pedir à Suprema Corte a interdição do Bolsonaro ou pode, com base no relatório da CPI, [solicitar] mais um pedido de impeachment“, declarou.

Desde a semana passada, quando iniciaram as denúncias contra o governo federal, Lula se manteve em silêncio, enquanto adversários comentavam e cobravam um posicionamento do ex-presidente. O silêncio do petista foi interpretado como possibilidade de defesa à Bolsonaro, seu principal adversário na corrida eleitoral de 2022. A equipe do político, no entanto, acredita que Lula quer desgastar a imagem de Bolsonaro.

Acusação contra o governo 

O governo federal tenta, nos últimos dias, encontrar alternativas para escapar das denúncias de corrupção e irregularidades em compra de vacinas contra à Covid-19 que rondam o Palácio do Planalto. Servidor do Ministério da Saúde e responsável pela assinatura para liberação de imunizantes, Luiz Ricardo Miranda denunciou agentes do Ministério da Saúde que tentaram efetivar o pagamento antecipado para o imunizante Covaxin . Ele e o irmão, o deputado federal Luiz Miranda (DEM-DF), prestaram depoimento na CPI da Covid e entregaram os documentos aos senadores. 

parlamentar ainda destacou ter avisado Jair Bolsonaro sobre o esquema e disse que o presidente garantiu a investigação da Polícia Federal . Entretanto, a PF informou não ter solicitação de abertura de inquérito, o que provocou um pedido de investigação contra Bolsonaro no STF por prevaricação . 

Além disso, o Planalto encara outra denúncia por suspeita de corrupção. O policial militar, Luiz Paulo Dominguetti, afirmou ao jornal Folha de S. Paulo que é representante da Davati Medical Supply no Brasil e teria oferecido a vacina da AstraZenica ao Ministério da Saúde. No entanto, foi surpreendido por um pedido de propina de US$ 1 por dose, o que, se somado, poderia gerar R$ 2 bilhões para funcionários do ministério. O diretor de logística da pasta, Roberto Dias, suspeito de ter solicitado o dinheiro, foi exonerado do cargo. 


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NO PODER NÃO EXISTEM SANTOS

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Lula amplia vantagem sobre Bolsonaro no 2º turno e venceria por 52% a 34% |  Poder360
Sérgio Lima/Poder360

Por: BOSCO AFONSO

Entre os anos 2017 e 2018, o então deputado federal Jair Messias Bolsonaro já utilizava as redes sociais para demonstrar a sua aversão aos atos ilícitos, fossem eles praticados pelos políticos ou por quem quer que fosse, pedindo cadeia para todos. Para Bolsonaro, os atos de violência praticados a partir de roubos, de assaltos ou coisa parecida teriam que ser revidados com a mesma violência, e a partir daí defendia que a população tinha que se armar para se defender. Explicitando a prática da violência.

Nesse mesmo período, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus auxiliares e influenciadores José Dirceu e Antônio Palocci se encontravam presos, acusados e julgados por mais de um tribunal como responsáveis de desvios de recursos públicos desde o famoso Mensalão até o agora questionado Lava-Jato que salvou a Petrobras de continuar a ser saqueada e já levou dezenas de figurões da República às barras da justiça.

E foi se amparando nesse “escorregão” praticado pelo governo de esquerda, no caso o Partido dos Trabalhadores (PT), que Bolsonaro, militar de formação e com quase nenhum trabalho destacado na Câmara dos Deputados, tornou cada mais evidente, e ampliando sua ação nas redes sociais, se posicionou como um político de direita radical para todo o Brasil. O discurso de Bolsonaro era em defesa da honestidade no serviço público em todos os níveis, investir da segurança pública e contabilizar CPFs cancelados. Ele falava o que o brasileiro, naquele momento, na sua maioria, queria ouvir. E para chegar à presidência da República não precisou fazer programas de governo mirabolantes, pois o seu discurso estava apoiado nos deslizes praticados pelo Partido dos Trabalhadores, pela esquerda, pelo centro e pelo centro-esquerda.

Igualmente ao Partido dos Trabalhadores quando começou a pleitear a presidência da República que se mostrava como a instituição mais honesta do que todas, o mais íntegro de todos os partidos, Bolsonaro pregou a honestidade associada à sua formação militar e garantiu que em seu governo não iria se admitir qualquer ato ilícito com os recursos financeiros do povo. E o brasileiro admitiu. E apesar de na eleição de 2018, ainda no primeiro turno, o eleitorado tivesse a opção de nomes de centro-direita, centro e centro-esquerda levou a decisão para um 2º turno radicalizando com as opções de candidatos à direita e à esquerda. Venceu a direita.

Depois de sua posse, Bolsonaro radicalizava cada vez mais o seu discurso, desafiava a grande imprensa, se afastava de legisladores do Congresso Nacional e apoiava aqueles que lideravam movimentos contrários aos Poderes Judiciário e Legislativo como se ele pudesse sobreviver no isolamento de uma ilha, o Palácio do Planalto. Não demorou muito e os escândalos envolvendo familiares de Bolsonaro começaram a tomar espaços nos principais veículos da imprensa, enquanto “minavam” o terreno do bolsonarismo até chegar a pandemia do Covid-19. Era o que faltava à oposição de centro-direita, de centro, de centro-esquerda e de esquerda. Todos famintos para desmoralizar Bolsonaro.

De sua impulsividade em minimizar a gravidade da pandemia, então desconhecida até mesmo para o mais conceituado dos cientistas, Bolsonaro resolve receitar medicação como tratamento precoce e ao impor o seu estilo aos fabricantes de vacinas consegue retardar a imunização dos brasileiros e com isso, quando o Brasil já ultrapassava as 450 mil mortes, surge a CPI da Covid-19 no Senado Federal. Para uns, apenas para detectar a razão do retardamento da vacinação em massa. Para outros, apenas uma peça política para desgastar a imagem do presidente Jair Messias Bolsonaro. E parecia ser mesmo. Parte dos membros da CPI do Senado não tem qualquer credibilidade por conta de seu envolvimento com desvios de recursos financeiros públicos.

Como toda investigação de contas públicas que aponta para um determinado elemento e alcança coisas inimagináveis, eis que a CPI do Senado encontra indícios de corrupção na atual gestão e Bolsonaro diz que não sabia de nada o que estava ocorrendo no Ministério da Saúde, que não tem como controlar o que acontece nos Ministérios. Os sinais de corrupção são cada vez mais evidentes, mas Bolsonaro continua a dizer que não sabia de nada. Usa a mesma estratégia de Lula quando da constatação do Mensalão e de Lula e Dilma quando da corrupção na Petrobras e outras estatais menos importantes. Ninguém sabia de nada.

O mais interessante é que partidários de Lula, do PT e da esquerda se aglomeram e se abraçam com e sem máscaras para protestar contra Bolsonaro e até pedir um impeachment ainda sem consistência legal. Enquanto isso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o líder maior, agora beneficiado por decisão do Supremo tribunal Federal (STF) que lhe restabelece os seus direitos políticos, mas sabedor que ainda irá enfrentar as barras dos Tribunais por conta de confissões de seus asseclas por desvio de recursos e enriquecimento ilícito, tem passado procuração para os seus companheiros mais próximos se exporem diante de tudo o que está ocorrendo, talvez em temeridade com todo o seu passado já enxovalhado como o de tantos outros políticos em atividade. Lula, o PT e grande parte da esquerda querem se valer de deslizes na gestão Bolsonaro, mas também sabem que já não representam o ícone da lisura e da honestidade. Na luta pelo poder não existem santos.


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CONFIRA ENTREVISTA DE LULA SOBRE DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO, PEDIDOS DE IMPEACHMENT CONTRA BOLSONARO E 2022

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Reprodução O Liberal

Na semana em que surgiram denúncias contra o governo do presidente Jair Bolsonaro na condução do processo de compras de vacinas e de um novo pedido de impeachment protocolado na Câmara dos Deputados, a imprensa e aliados do ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva cobraram posicionamentos públicos e mais firmes do principal nome da oposição ao atual governo federal.

Na sexta-feira (02), em entrevista ao Grupo Liberal por vídeo, Lula rompeu o silêncio e partiu para o ataque. Cobrou que o Congresso Nacional coloque em pauta a discussão dos pedidos de impeachment de Bolsonaro. Subiu o tom das críticas ao principal adversário – chamando de “genocida”, “troglodita” e “maior mentiroso do mundo”.

Durante a conversa, Lula comentou o período em que esteve preso, por conta dos desdobramentos da Operação Lava-Jato.

Este ano, uma sequência de vitórias no Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou a Justiça Federal de Curitiba sem competência para julgar Lula em ações envolvendo o ex-presidente, como a do sítio de Atibaia, do Instituto Lula e do tríplex do Guarujá. Ainda resta à Justiça Federal do Distrito Federal e de São Paulo analisar os casos.

A decisão do STF, no entanto, deixa o ex-presidente apto a disputar as eleições de 2022. Na entrevista, o ex-presidente também comentou sobre os desafios para o desenvolvimento da Amazônia, inclusive abordando obras de logística e ações que não foram concluídas no período em que governou o país. Descontraído, Lula dispara: “Estou feliz porque estou de volta”.

Confira entrevista:

*Informações de O Liberal.


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“BOLSONARO PENSA QUE A CONSTITUIÇÃO E A PF SÃO DELE”, DIZ RENAN CALHEIROS

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PF indicia Renan Calheiros por propina de R$ 1 milhão da Odebrecht | O  Antagonista
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

“PF não tem competência para indiciar senador, só o STF”, assim Renan Calheiros (MDB-AL) começou seu pronunciamento, na noite deste sábado (03), sobre o indiciamento pela Polícia Federal (PF) por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

“Bolsonaro pensa que a Constituição e a PF são dele, que delegado é jagunço. Quis tumultuar a CPI: plantou áudio, mandou investigar o dono da Precisa para ele obter HC e calar-se. Mas, a cada dia chegamos mais perto dos seus crimes“.

Renan Calheiros

Sob os holofotes como relator da CPI da Pandemia no Senado, Renan é apontado como tendo ocultado e dissimulado a origem de R$ 1 milhão supostamente recebidos como propina do Grupo Odebrecht em 2012. O pagamento teria sido compensação pelo apoio na aprovação de projeto de interessa da empreiteira.

Confira publicação:


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“NÃO ESPERAVA NADA MAIS DIFERENTE DE QUEM FOI NOMEADA POR INDICAÇÃO POLÍTICA”, DIZ GENERAL GIRÃO

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Rosa Weber vê "grave suspeita" em negociação para compra da Covaxin
Reprodução

“Lamento que o ativismo político esteja tão forte dentro da Corte Maior de nosso Brasil”, disse o deputado federal General Girão (PSL/RN), questionado pelo Blog Tulio Lemos acerca da decisão, exposta na noite desta sexta-feira (2), quando a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber aceitou pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para autorizar abertura de inquérito sobre a participação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no processo de compra da vacina indiana Covaxin. 

Na oportunidade, o deputado bolsonarista reafirmou que acredita que o presidente sairá fortalecido desta situação. 

🇧🇷🇧🇷🇧🇷General Girão Monteiro on Twitter: "Uma amizade construída  dentro de princípios e valores da caserna. Hoje, estamos numa Missão de  Resgate do Brasil. Obrigado, Presidente Jair Bolsonaro!…  https://t.co/TK46BIP20O"

“As trapalhadas dessa CPI me envergonham. Quanto ao fato em questão, não tenho dúvidas de que ele já foi esclarecido pelas contradições mostradas nas audiências. No entanto, investigação sempre é válida e, mais uma vez, o presidente sairá fortalecido dela. Não esperava nada mais diferente de quem foi nomeada por indicação política, quando deveria ser por méritos. Isso precisa ser mudado”.

General Girão (PSL/RN)

No despacho, a ministra autorizou que a PGR requisite informações a vários órgãos e tome depoimentos dos envolvidos, dentre os quais o presidente Bolsonaro e os irmãos Miranda. O prazo inicial da apuração é de 90 dias.


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