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agosto 7, 2026


DIÁRIO DO RN INOVA COM LANÇAMENTO DE COLUNA DIGITAL SOBRE A HISTÓRIA POTIGUAR

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No dia em que o Rio Grande do Norte celebra mais um aniversário, o Diário do RN lança uma nova coluna digital dedicada à valorização da história potiguar. O projeto será publicado quinzenalmente no Instagram do jornal e estreia com um episódio sobre o Marco de Touros, monumento histórico considerado um dos principais registros da presença portuguesa no litoral brasileiro.

A coluna será apresentada pelo historiador e divulgador científico Eric Cruz, que pretende aproximar o público de personagens, acontecimentos e curiosidades da história do Estado por meio de uma linguagem acessível e conectada às redes sociais.

Segundo Eric, os conteúdos vão unir pesquisa e comunicação para despertar o interesse das pessoas pela memória potiguar. “Pode esperar muita história intrigante do RN com muita pesquisa, linguagem acessível e compromisso com a informação. A ideia é despertar a curiosidade das pessoas, desmistificando algumas ideias e mostrando que conhecer o passado é uma das melhores maneiras de entender quem a gente é”, afirma.

Conteúdo multimídia

Primeiro episódio está disponível no instagram @jornaldiariodorn – Foto: Reprodução

Os episódios serão produzidos em diferentes formatos, como vídeos, carrosséis de imagens e outras publicações digitais. A proposta é apresentar desde acontecimentos históricos até curiosidades e histórias pouco conhecidas.

“Nas redes sociais do Diário do RN você vai me encontrar contando história em vídeo, carrossel de fotos e outras publicações com senso de humor duvidoso. Vai ter vídeo de todo tipo: de roubo de artefato religioso por instituições governamentais até lendas urbanas da cidade de Natal e região”, explica.

As publicações serão quinzenais, alternando vídeos e conteúdos em imagens.

História para novas gerações
Professor da rede pública há dez anos, Eric afirma que a aproximação com os estudantes mostrou a importância de apresentar a história local de forma mais acessível. Segundo ele, o Rio Grande do Norte ainda recebe pouco destaque nos livros didáticos.

“Quando levei trajetórias como as de Nísia Floresta e Viúva Machado para os alunos com uma linguagem acessível, surgiu uma identificação muito maior. Assim, era possível falar sobre o Brasil Império a partir da história do próprio Estado”, relata.

Para o historiador, as redes sociais ajudam a democratizar o acesso ao conhecimento ao levar conteúdos históricos para ambientes já frequentados pelo público.

“Muitas vezes, o primeiro contato de alguém com um tema histórico acontece por meio de um vídeo curto, que desperta a curiosidade e incentiva a buscar mais informações”, destaca.

Memória e identidade potiguar
Ao longo da série, a coluna deve abordar personagens e acontecimentos que ainda são pouco conhecidos pela população, como Viúva Machado, Nísia Floresta, Auta de Souza e Pedro Velho. Eric também destaca o papel do Rio Grande do Norte durante a Segunda Guerra Mundial.

Para ele, preservar a memória é fundamental para compreender a sociedade atual. “A gente é pura e simplesmente memória. Sem memória não há presente, não há escrita, não há identidade. Quando conhecemos a história de um povo, entendemos melhor por que as coisas estão do jeito que estão.”
O historiador defende ainda que conhecer a história local fortalece o sentimento de pertencimento.

“Depois que comecei a estudar e divulgar a história regional, passei a entender melhor o mundo ao meu redor. Hoje costumo dizer: ‘Já pesquisou a história do seu bairro hoje?’”

Pesquisa e compromisso com a informação
A produção dos conteúdos seguirá critérios de pesquisa e checagem das informações. Eric explica que a divulgação científica exige responsabilidade para aproximar o conhecimento produzido por pesquisadores do público geral.

“Quem comunica a história tem a responsabilidade de pesquisar com cuidado, consultar boas fontes e apresentar os fatos com responsabilidade. Meu compromisso é traduzir temas complexos em uma linguagem acessível.”

As publicações utilizarão diferentes fontes, como história oral, livros, artigos acadêmicos, fotografias e periódicos.

Ao convidar os leitores para acompanhar a nova coluna, Eric resume a proposta do projeto: “Será um prazer compartilhar esse espaço com os leitores do Diário do RN e espero que todos se divirtam conhecendo muitas histórias intrigantes do Rio Grande do Norte.”


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CAMPANHA POR MONSENHOR ROBÉRIO BUSCA INCENTIVAR NOVOS DOADORES DE MEDULA ÓSSEA

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A Arquidiocese de Natal, em parceria com o Hemonorte Natal, realiza neste sábado (8) um Dia D para cadastro de possíveis doadores de medula óssea. A mobilização acontecerá no subsolo da Catedral Metropolitana de Natal, no bairro Tirol, das 8h30 às 16h, e tem como principal objetivo ampliar o número de voluntários inscritos no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), beneficiando pacientes que aguardam um transplante, entre eles o monsenhor Robério Camilo.

Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, no bairro Mãe Luíza, zona Leste da capital, Mons. Robério foi diagnosticado recentemente com Síndrome Mielodisplásica, doença caracterizada pela produção insuficiente de células sanguíneas pela medula óssea. Em muitos casos, o transplante de medula representa a principal possibilidade de tratamento.

Além de apoiar o sacerdote, a campanha pretende conscientizar a população sobre a importância do cadastro de novos doadores, já que a compatibilidade genética é rara e a entrada de novos voluntários aumenta significativamente as chances de pacientes encontrarem um doador compatível.

Rio Grande do Norte tem mais de 23 mil cadastrados no Redome
Segundo a diretora de Apoio Técnico do Hemonorte, Miriam Mafra, o Rio Grande do Norte conta atualmente com cerca de 23.100 pessoas cadastradas no Redome, considerado o terceiro maior banco público de doadores voluntários de medula óssea do mundo.

Ela explica que o Redome não funciona como um estoque de medula, mas como um banco de informações genéticas de pessoas que manifestaram interesse em doar caso sejam compatíveis com algum paciente.

“O Redome é um banco para as pessoas que pretendem fazer a doação quando forem consideradas compatíveis com algum paciente. Esse cadastro tem abrangência nacional e internacional”, destaca.

Quando um novo paciente é incluído no sistema, o banco cruza automaticamente os dados genéticos para localizar possíveis doadores compatíveis. Caso haja uma compatibilidade inicial, o voluntário é convocado para uma nova coleta de sangue, que confirma se a doação poderá ser realizada.

Quem pode se cadastrar
Podem integrar o banco de doadores pessoas que tenham entre 18 anos e 34 anos e seis meses, estejam em boas condições de saúde e desejem, de forma voluntária, fazer parte do Redome.

No momento do cadastro, basta apresentar um documento oficial com foto e realizar uma coleta simples de aproximadamente cinco mililitros de sangue, utilizada para o exame de histocompatibilidade (HLA), que identifica as características genéticas necessárias para a compatibilidade entre doador e receptor.

Miriam Mafra explica que pessoas em tratamento contra o câncer, com doenças autoimunes ou outras condições incapacitantes não podem realizar o cadastro.

“O principal requisito é ser uma pessoa saudável”, resume.

A diretora também faz um alerta para quem já está inscrito no Redome. Segundo ela, manter telefone e endereço atualizados é essencial para que o possível doador seja localizado caso apareça um paciente compatível.

“O que acontece muitas vezes é encontrarmos um provável doador compatível, mas o telefone está desatualizado e não conseguimos fazer contato. Por isso, é importante baixar o aplicativo do Redome e manter todas as informações atualizadas”, orienta.

Ela reforça ainda que o cadastro representa um compromisso voluntário, mas o participante pode solicitar a retirada do seu nome do banco caso, futuramente, não tenha condições de realizar a doação.

Campanha busca desmistificar a doação
Outro objetivo da mobilização é combater os mitos que ainda cercam a doação de medula óssea. De acordo com Miriam Mafra, o receio da população geralmente está relacionado à falta de informação.

“O medo nasce do desconhecimento. Todo o processo é realizado com segurança e acompanhado por equipes especializadas. O mais importante é que as pessoas conheçam como funciona a doação e entendam que esse gesto pode representar a única chance de cura para muitos pacientes”, afirma.

A Arquidiocese de Natal convida fiéis e toda a população apta a participar da campanha, destacando que um simples cadastro pode, no futuro, significar a oportunidade de salvar uma vida.


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THABATTA PIMENTA: “POLÍTICA DESSES EXTREMISTAS É A POLÍTICA DA MORTE”

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A retomada de discursos que colocam em dúvida a vacinação e as medidas adotadas durante a pandemia de Covid-19 provocou reação da vereadora Thabatta Pimenta (PV), candidata a deputada federal. Em entrevista ao Diário do RN, ela criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), classificou o discurso como negacionista e afirmou que pretende enfrentá-lo no Congresso Nacional. Para Thabatta, o tema também é pessoal, já que perdeu a mãe durante a pandemia.

Thabatta afirma que discursos que voltam a colocar em dúvida a vacinação ignoram as milhares de vidas perdidas no país. A candidata acusou Nikolas de utilizar as redes sociais para disseminar informações falsas.

“É mais uma vez o bolsonarismo querendo negar a vacina. Nikolas Ferreira utiliza suas redes para espalhar fake news. Não é possível que, diante de mais de 716 mil vidas perdidas, de tantas pesquisas, evidências e conclusões científicas, alguém continue espalhando mentira sobre a maior pandemia da história recente”, criticou.

O assunto ganha dimensão pessoal para a candidata. Thabatta perdeu a mãe, que atuava na área da saúde, vítima da Covid-19. Segundo ela, a experiência faz com que a defesa da vacinação ultrapasse a divergência política.

“Minha mãe foi uma das vítimas da Covid. Eu nunca vou esquecer. Vai ser algo que sempre vou debater, porque uma parte de mim foi embora. Para mim, esse debate nunca foi uma teoria. É sobre a minha vida e a minha família”, afirmou.

A candidata também criticou a defesa da hidroxicloroquina como tratamento para a doença. “A vacina salvou vidas. Eles ainda insistem nisso, em vender a cloroquina como cura. Essa política dos extremistas, para mim, é a política da morte. É uma necropolítica que a gente precisa enfrentar”, declarou.

Questionada se está preparada para fazer esse enfrentamento no Congresso, afirmou: “Não só com Nikolas, mas com tantos outros que defendem esse mesmo discurso. É uma pauta muito cara para mim e não tem como esquecer o que a gente viveu neste país”.

A reação ocorre após o deputado Nikolas Ferreira publicar um vídeo sobre o depoimento do ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, Anthony Fauci, ao Congresso americano. Na publicação, o deputado fez afirmações, sem apresentar evidências, sobre Fauci e a vacinação e voltou a defender a hidroxicloroquina contra a Covid-19.

Crescimento e adesões
No campo eleitoral, Thabatta afirmou estar otimista com o novo momento da candidatura à Câmara dos Deputados e atribuiu o desempenho nas pesquisas ao reconhecimento conquistado também fora da capital.

“Estou muito feliz com o reconhecimento das pesquisas, colocando a gente muitas vezes em primeiro lugar. Isso é um reconhecimento não só da atuação dentro da capital, mas também do interior do Estado”, avaliou.

Natural de Carnaúba dos Dantas, ela aposta nessa identificação para ampliar sua presença estadual. “É exatamente do tamborete, lá da feira de Carnaúba, que eu vou chegar ao Congresso Nacional”, afirmou.

Thabatta também diz receber manifestações de apoio fora do campo da esquerda. “Onde eu chego, vejo pessoas até de direita e de centro dizendo que vão comigo. Entenderam que a minha luta é totalmente para além da bolha em que querem me colocar”, disse.

Federação aposta em quatro cadeiras
Apesar da presença de nomes competitivos na Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdo B), Thabatta rejeita uma disputa interna entre as candidaturas e aposta na ampliação da bancada na Câmara Federal.

“Na nossa Federação, a gente tem unidade. Eu não fico brigando com fulano ou sicrano. Quem vai ganhar é quem tiver mais votos”, afirmou.

A candidata acredita que o desempenho conjunto pode levar o grupo a quatro cadeiras. “Se todo mundo se empenhar, do jeito que eu estou me empenhando, acredito que a gente vai ter uns quatro deputados federais. É isso que é importante”, projetou.

Thabatta também destaca como diferencial a representação de grupos historicamente sub-representados. “Eu não apenas luto pela bandeira das pessoas LGBT ou das pessoas com deficiência. Eu sou a própria bandeira. É hora de ter esses corpos numa representação real”, concluiu.


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GONÇALVES APÓS FALA SOBRE COMPRA DE VOTOS: “ESTÃO MEXENDO COM DOIDO”

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O deputado federal Sargento Gonçalves, candidato à reeleição, reagiu nesta quinta-feira (6) à repercussão de uma entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, no Contraponto, da 96 FM, em que falou sobre compra de votos. Em vídeo, negou envolvimento com a prática, alegou que a declaração foi retirada de contexto e ameaçou revelar nomes de quem estaria oferecendo dinheiro a lideranças ligadas ao seu grupo.

Na manifestação, Gonçalves classificou a repercussão como parte de um “jogo sujo” contra sua candidatura e afirmou que está disposto a responder aos ataques. “A guerra começou, viu? Mas eu sabia que seria dessa forma. O sistema não suporta. Os políticos corruptos do Estado do Rio Grande do Norte não suportam”, declarou.

O parlamentar também afirmou conhecer os responsáveis pelo que considera uma tentativa de prejudicá-lo e deixou um recado aos adversários. “Se quiser ir para a guerra, eu estou disposto. Aí eu dou nome aos bois e a gente vai até o fim. Eu boto tudo na mesa”, afirmou.

Ao rebater especificamente a interpretação de que teria admitido trabalhar com compra de votos, Gonçalves negou de forma categórica a prática e disse que sua trajetória eleitoral foi construída a partir do que chama de voto espontâneo.

“Procura no Estado do Rio Grande do Norte pelo menos uma alma sequer que eu tenha comprado algum tipo de voto. Nunca comprei, nem vou comprar. Nem voto, nem liderança”, disse.

O deputado foi além e afirmou que lideranças construídas politicamente por seu grupo estariam recebendo propostas financeiras para mudar de lado durante a campanha. Segundo ele, os valores chegariam a centenas de milhares de reais.

“Estão oferecendo R$ 200 mil, R$ 300 mil por uma liderança no Estado do Rio Grande do Norte.

Agora, se quiser que eu dê nome aos bois, quem é que está fazendo isso, continua afrontando. Continua com covardia, porque coragem eu tenho”, afirmou, sem apresentar nomes ou provas das acusações.

Em seguida, reforçou o tom de advertência: “Estão mexendo com doido, viu? Estão mexendo com doido. Fica só o recado”.

Entrevista gerou repercussão
Durante a entrevista na 96 FM, ao falar sobre a campanha à reeleição, Gonçalves afirmou que sua atuação política foge do modelo tradicional e do pragmatismo. “Eu acredito que a campanha para mim, até pelo estilo de mandato que eu tenho, que foge do tradicional, do pragmatismo, será uma consequência do trabalho desenvolvido. Trabalho na base da compra de votos”, declarou.

“Eu não entendi. Eu queria que o senhor deixasse claro: compra de votos?”, questionou o apresentador Diógenes Dantas.

“Exato. Sabe que é assim, quem é do Rio Grande do Norte, quem é do Nordeste sabe que, infelizmente, ainda é um mal que ocupa a política do nosso Estado”, respondeu Gonçalves.

O deputado acrescentou que parte do próprio eleitorado ainda aceita esse tipo de relação durante as campanhas. “A sociedade cobra muito o político honesto, mas, de fato, ainda temos uma sociedade em parte corrupta, em parte que troca, que vota e comunga com isso”, declarou.


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