Início » Arquivos para 5 de agosto de 2026, 13:00h

agosto 5, 2026


FEIRA DESTACA SERRA NEGRA DO NORTE COMO MAIOR POLO BONELEIRO DO RN

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Serra Negra do Norte, no Seridó potiguar, volta a ser o centro das atenções da indústria de bonés personalizados com a realização da segunda edição da Feira Boné Brasil, entre os dias 6 e 8 de agosto. O evento reúne representantes de toda a cadeia produtiva do segmento e busca consolidar o Rio Grande do Norte como referência nacional na fabricação de bonés personalizados.

O município abriga o maior polo boneleiro do estado, setor que movimenta a economia da região e gera cerca de 4 mil empregos, entre diretos e indiretos. A produção mensal é estimada em 2 milhões de bonés, abastecendo mercados em diferentes estados do país.

A programação da feira foi estruturada para aproximar fabricantes, compradores, fornecedores, investidores, instituições financeiras e entidades de apoio empresarial, criando um ambiente voltado à geração de negócios, ao intercâmbio de experiências e à expansão do setor.

Segundo Flávio Júnior, CEO da F7 Produções e idealizador da Boné Brasil, a proposta é ampliar a visibilidade de uma atividade que já se consolidou como uma das principais vocações econômicas do Seridó.

“Nosso desejo é ampliar a visibilidade desse ecossistema, com foco em negócios, inovação, qualificação profissional e ainda maior projeção nacional, promovendo o intercâmbio de experiências e oportunidades de crescimento para toda a cadeia produtiva. O Seridó é o berço da bonelaria e Serra Negra seu principal polo. O evento só reforça essa vocação econômica, atraindo gente de todo o país”, afirmou.

A força econômica da bonelaria no Seridó vai além da produção. Atualmente, cerca de 500 vendedores atuam no segmento, responsável por movimentar mais de R$ 190 milhões por ano. A cadeia produtiva reúne aproximadamente 50 empreendimentos, incluindo fábricas de bonés, empresas de serigrafia, bordados e fabricantes de componentes como abas, viseiras, bicos e outros insumos.

Além de fortalecer esses negócios, a Feira Boné Brasil busca valorizar a identidade produtiva e cultural da região, reconhecida nacionalmente pela tradição na fabricação de bonés personalizados.

Programação reúne palestras, oficinas e atrações culturais

Programação da feira busca criar um ambiente voltado à geração de negócios e à expansão do setor – Foto: Reprodução

Durante os três dias de evento, o público terá acesso gratuito a uma programação voltada tanto à qualificação profissional quanto ao entretenimento. Estão previstas palestras, oficinas, desfiles e exposição de equipamentos industriais, além de apresentações culturais e shows musicais.

Entre as atrações estão a Filarmônica Doutor Ruy Pereira dos Santos, Cleiton Pinheiro, Arnaldinho Neto, Áureo Demi, Deixe de Brincadeira e DJ TMF. A programação também inclui um Encontro de Carros Antigos.

Um dos destaques da feira será o Boné Brasil Summit, espaço dedicado ao desenvolvimento empresarial, que reunirá especialistas para debater temas ligados à competitividade da indústria.

Entre os palestrantes confirmados estão Thiago Reis, referência nacional em vendas no mercado B2B; Jean Valério, presidente do LIDE RN e CEO do Fórum Negócios; e Igor Freire, CEO da empresa Seu Boné.

As palestras abordarão assuntos como gestão e liderança, estratégias de vendas, marketing digital, inteligência artificial aplicada aos negócios, tecnologia, inovação, reforma tributária, acesso a crédito, exportação e competitividade, temas considerados estratégicos para o fortalecimento das empresas do setor.

Com entrada gratuita, a Feira Boné Brasil será realizada na Praça Senador Dinarte de Medeiros Mariz, em Serra Negra do Norte, reunindo empresários, profissionais e visitantes de diversas regiões do país em torno de uma das atividades econômicas mais representativas do Seridó potiguar.


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AGOSTO DOURADO: JORNALISTA RELEMBRA DORES E A RECOMPENSA DE AMAMENTAR

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O mês de agosto é marcado pela campanha Agosto Dourado, dedicada à conscientização, proteção e incentivo ao aleitamento materno. Representada pela cor dourada, em referência ao “padrão ouro” de qualidade do leite humano, a mobilização reforça a recomendação de que os bebês sejam alimentados exclusivamente com leite materno até os seis meses de vida, mantendo a amamentação, junto à introdução alimentar, até os dois anos ou mais. A campanha também chama a atenção para a importância da doação de leite humano, um gesto capaz de salvar a vida de recém-nascidos internados e prematuros.

Para muitas mulheres, no entanto, a amamentação vai muito além da orientação médica. É um processo cercado por desafios físicos e emocionais, mas também de vínculo e afeto. A jornalista Heloísa Guimarães, de 37 anos, conhece bem essa realidade. Mãe de Apolo e Aurora, ela amamentou os dois filhos por quase uma década e descreve a experiência como uma das mais marcantes da maternidade.

Antes mesmo do nascimento do primeiro filho, Heloísa buscou informações sobre amamentação, mas descobriu que a prática é diferente de qualquer preparação.

“Quando eu engravidei de Apolo comecei a pesquisar muito sobre amamentação. Eu não tinha contato com esse universo e fui aprendendo aos poucos. Quando ele nasceu, eu estava superdisposta a amamentar, mas lembro que senti dor durante um mês inteiro. Além da dor física, existe uma dor emocional, porque você quer muito conseguir alimentar seu bebê e sabe o quanto aquilo é importante”, relatou.

Apesar das dificuldades iniciais, ela afirma que a experiência transformou sua relação com os filhos.

“Depois daquele primeiro mês, foi maravilhoso. Eu amamentei meu filho mais velho por cinco anos e meio e minha filha até os três anos e meio. Costumo dizer que passei quase dez anos amamentando. Foi uma experiência muito feliz. A amamentação é sinônimo de entrega, de vínculo. É uma coisa difícil de explicar, mas muito especial”, afirmou.

Além da amamentação, Heloísa também teve a oportunidade de doar leite materno. Embora a quantidade fosse pequena, ela descobriu que cada mililitro faz diferença para um bebê que precisa.

“Na época eu doei cerca de 10 mililitros para uma bebê prematura. Achei que era muito pouco, mas a família ficou extremamente feliz. Foi quando entendi que qualquer quantidade pode fazer diferença.

Aquele leite poderia ajudar a salvar uma vida”, contou.

Ela explica que nunca produziu leite em excesso por longos períodos, mas defende que mulheres que possuem produção excedente procurem os bancos de leite.

“Se você tem leite sobrando, doe. É uma responsabilidade social. É um alimento que pode ser desperdiçado ou pode alimentar um bebê que realmente precisa. Hoje existem programas que recolhem o leite na casa da doadora, então ficou muito mais fácil ajudar”, argumentou.

Na avaliação da jornalista, ainda falta divulgação sobre a importância da doação.

“Eu sinto falta de mais campanhas das maternidades, dos bancos de leite e das instituições públicas. As pessoas ainda não têm dimensão do quanto a amamentação e a doação representam um investimento em saúde pública”, disse.

Leite materno protege mãe e bebê
A enfermeira Veronica Feitosa, do Banco de Leite Humano da Maternidade Escola Januário Cicco (MEJC/UFRN-HU), explica que o Agosto Dourado busca justamente ampliar esse conhecimento entre gestantes e familiares.

Segundo ela, o leite humano reúne todos os nutrientes necessários para o bebê nos primeiros seis meses de vida, além de oferecer proteção imunológica e favorecer o desenvolvimento infantil.

“O leite humano é o único alimento completo para o recém-nascido até o sexto mês de vida. Ele oferece benefícios para a imunidade, para o desenvolvimento neurológico e motor da criança e também para a saúde da mãe. Por isso, é fundamental divulgar essas informações para toda a população”, afirmou.

Quem pode doar?

Nem toda mulher que amamenta pode ser doadora. Veronica explica que é necessário estar saudável, alimentar o próprio bebê e possuir produção excedente de leite.

“A doadora precisa estar amamentando seu bebê, ter leite excedente e não apresentar condições ou fazer uso de medicamentos que impeçam a doação. Existem situações em que a mulher pode amamentar o próprio filho, mas não pode doar para o banco de leite”, esclareceu.

O Banco de Leite Humano da MEJC não atua apenas no processamento do leite doado. A unidade acompanha mães desde os primeiros dias após o parto, oferecendo orientações sobre amamentação, correção da pega, tratamento de intercorrências como mastite e apoio durante toda a jornada da lactação.

Além disso, o serviço mantém o projeto Amigo do Peito, em parceria com o Corpo de Bombeiros, que realiza a coleta do leite diretamente na residência das doadoras.

“O Banco de Leite acompanha as mães desde o início da amamentação, orienta sobre dificuldades, atende casos de intercorrências e também realiza a coleta domiciliar do leite por meio da parceria com o Corpo de Bombeiros. É um suporte que permanece durante toda a fase de amamentação”, destacou Veronica.

Projeto Amigo do Peito realiza coleta do leite na residência das doadoras – Foto: Reprodução

Mais doadoras são necessárias
Coordenador do programa Amigo do Peito, o tenente Cleonicio, do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte, explica que o trabalho desenvolvido pela corporação contribui diretamente para reduzir a mortalidade infantil.

“O aleitamento materno oferece todos os nutrientes necessários para o bebê, fortalece a imunidade, melhora o desenvolvimento e reduz o risco de diversas doenças ao longo da vida. Por isso, incentivar a amamentação e a doação de leite é uma forma de salvar vidas”, afirmou.

Atualmente, cerca de 300 mães participam do programa como doadoras. Apesar disso, a quantidade ainda não atende à demanda dos bancos de leite do estado.

“Precisamos de mais mulheres doando leite para evitar o desabastecimento dos bancos de leite. Além disso, a população pode colaborar divulgando a importância da amamentação e doando frascos de vidro que serão utilizados para armazenar o leite humano”, concluiu o tenente.

A diminuição no número de doadoras afeta diretamente o atendimento aos recém-nascidos internados.

“Hoje processamos, em média, de 8 a 10 litros de leite por dia, quantidade suficiente apenas para abastecer a UTI neonatal da maternidade. Muitas vezes surgem outras demandas, mas não conseguimos atender nem mesmo a Unidade de Cuidados Intermediários Canguru porque não temos volume suficiente. Vivemos constantemente buscando novas doadoras, já que muitas encerram o período de amamentação e deixam de doar”, explicou a enfermeira Veronica Feitosa.

Banco da MEJC processa de 8 a 10 litros de leite por dia e busca doadoras – Foto: Reprodução

As mulheres interessadas em doar podem entrar em contato com o Banco de Leite através do telefone 3342-5800 e pelo WhatsApp 84 99135-8217, realizam um cadastro, recebem orientações sobre coleta e armazenamento e contam, inclusive, com o fornecimento dos frascos necessários para armazenar o leite até a coleta domiciliar.


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ARINALDA LEVA A ORIGEM POPULAR AO CENTRO DA DISPUTA PELO GOVERNO DO RN

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Única mulher na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026, Arinalda Medeiros (Unidade Popular) entra na campanha defendendo uma plataforma voltada à moradia popular, aos direitos da classe trabalhadora e a mudanças estruturais na economia e na segurança pública. Em entrevista ao Diário do RN, a candidata afirmou que pretende apresentar uma alternativa aos projetos tradicionais da política potiguar e sustenta que sua trajetória de vida é seu principal diferencial na disputa.

Ao falar sobre sua origem popular, Arinalda disse que a experiência adquirida nas periferias e nos movimentos sociais a credencia para governar um estado marcado por profundas desigualdades.

“Sou uma mulher negra, mãe e avó. Nascida e criada nas periferias, sofri na pele os preconceitos e as violências que a maioria das mulheres negras e pobres sofre. Sei exatamente como é a vida de quem trabalha, é pobre e tem seus direitos negados. Por isso sei o que precisa ser feito enquanto governadora: colocar as riquezas em benefício de quem as produz”, afirmou.

A candidata reafirmou que a política habitacional será prioridade em um eventual governo. Segundo ela, a principal medida será enfrentar a especulação imobiliária e dar função social a imóveis abandonados.

“São mais de 100 mil famílias sem moradia e vários prédios e terrenos abandonados. O governo negocia com empresários, mas vira as costas para quem luta pelo sonho da casa própria. Defendemos que esses imóveis sejam destinados à moradia”, declarou.

Ao comentar propostas da Unidade Popular frequentemente classificadas como radicais, como a desmilitarização da Polícia, Arinalda defendeu mudanças na segurança pública e afirmou que o partido governa a partir das necessidades da população.

“A polícia militar é treinada para a guerra e essa lógica precisa mudar. A valorização do SUS, da educação pública, o aumento dos salários, a reforma urbana e agrária não são apenas possíveis, são necessárias para garantir vida digna ao povo”, argumentou.

Questionada sobre a disputa com candidatos que contam com maior estrutura partidária e financeira, entre eles Cadu de Lula (PT), também do espectro da esquerda, a candidata afirmou que a UP aposta na mobilização popular e na atuação junto às comunidades.

“Não fazemos conchavos com a direita, nem queremos ser financiados pelos ricos. Nossa política é feita nas ruas, nas periferias, organizando a luta do povo trabalhador pelos seus direitos. Por isso acreditamos que a UP representa uma verdadeira esperança de mudança”, disse.

Sobre o legado que espera deixar, independentemente do resultado das urnas, Arinalda destacou o caráter simbólico da candidatura.

“A principal mensagem é que as pessoas do povo, trabalhadores, mulheres e o povo negro das periferias podem e devem disputar o poder. É a primeira vez na história do Brasil que uma trabalhadora diarista disputa o governo de um estado. Isso faz da UP uma mensagem de esperança e um chamado à luta da classe trabalhadora”, concluiu.

Aos 46 anos, Arinalda Medeiros disputa seu primeiro cargo eletivo. Mulher negra, mãe, avó, trabalhadora doméstica e moradora de uma ocupação urbana em Natal, construiu sua trajetória no Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), atuando na defesa do direito à moradia. Além disso, a candidatura de Arinalda defende pautas como o fim da escala 6×1 e o aumento do salário mínimo em 100%.

Menos mulheres na disputa pelo Governo
A candidatura de Arinalda também marca uma redução da participação feminina na corrida pelo Executivo estadual. Em 2022, três mulheres disputaram o Governo do Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT), reeleita no primeiro turno, Clorisa Linhares (PMB) e Rosália Fernandes (PSTU).

Quatro anos depois, Arinalda é a única mulher na disputa. Com isso, o número de candidaturas femininas ao Governo caiu 66,7%, passando de três para apenas uma.

Samara Martins representa a UP na disputa ao Congresso Nacional
No cenário nacional, a Unidade Popular também aposta em uma candidatura feminina à Presidência da República. O partido lançou Samara Martins, dentista do Sistema Único de Saúde (SUS), mãe de dois filhos e moradora de Parnamirim, na Região Metropolitana de Natal.

Militante da UP e do Movimento Olga Benario, Samara defende o fortalecimento do SUS, dos direitos sociais e da participação popular. Em 2022, foi candidata a vice-presidente ao lado de Leo Péricles (UP), na única chapa formada exclusivamente por pessoas pretas. Agora, encabeça a candidatura presidencial da Unidade Popular em 2026.


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INVESTIGADO PELA PF POR DESVIOS NA SAÚDE, ALLYSON PROMETE RASTREAR MEDICAMENTOS

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O compromisso assumido pelo candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, de implantar um sistema estadual de rastreabilidade de medicamentos e insumos ganhou um novo significado diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal na Operação Mederi, que colocaram a gestão do ex-prefeito de Mossoró no centro das apurações sobre supostas irregularidades envolvendo recursos da assistência farmacêutica.

No Programa de Governo 2027–2030, apresentado à Justiça Eleitoral, Allyson incluiu a proposta nº 051, que prevê “implantar sistema de gestão e rastreabilidade de medicamentos e insumos, combatendo desabastecimento e desperdício e dando transparência ao gasto em saúde”. A medida integra o capítulo dedicado à saúde e tem como objetivo fortalecer o controle da cadeia de medicamentos no Estado.

A Operação Mederi investiga um suposto esquema de irregularidades na aquisição e distribuição de medicamentos, ampliando o foco das apurações sobre contratos da assistência farmacêutica durante a gestão municipal de Mossoró.

Entre os investigados na operação está o próprio Allyson Bezerra, apontado pela Polícia Federal como suposto operador político do esquema investigado. O candidato nega as acusações, não possui condenação relacionada aos fatos apurados e afirma que exercerá plenamente seu direito ao contraditório e à ampla defesa.

Nesse contexto, a promessa de implantar um sistema estadual de rastreabilidade poderá se transformar em um dos principais compromissos de campanha do candidato para a área da saúde. Caso eleito, Allyson terá o desafio de demonstrar que o mecanismo será capaz de acompanhar, em tempo real, a compra, o armazenamento, a distribuição e o consumo de medicamentos. Conforme previsto no próprio programa de governo, o sistema deverá atuar no combate ao desabastecimento, na redução do desperdício e na ampliação da transparência dos gastos públicos com a assistência farmacêutica, permitindo um acompanhamento mais rigoroso de toda a cadeia de aquisição e distribuição dos insumos.

A efetividade dessa promessa, contudo, inevitavelmente será confrontada com as investigações da Polícia Federal sobre a aquisição e distribuição de medicamentos durante sua gestão à frente da Prefeitura de Mossoró. Embora Allyson negue qualquer irregularidade e não haja condenação judicial contra ele relacionada aos fatos investigados, o tema tende a ocupar espaço central no debate eleitoral por envolver justamente a área em que o candidato agora promete reforçar os mecanismos de controle, fiscalização e transparência.

Mais do que uma proposta administrativa, a implantação de um sistema de rastreabilidade de medicamentos poderá se transformar em um teste de credibilidade para Allyson Bezerra. Ao prometer transparência, controle e fiscalização justamente na área que é alvo de investigações na Operação “Mederi” da Polícia Federal envolvendo sua gestão em Mossoró, o candidato coloca a assistência farmacêutica no centro do debate eleitoral. Caberá ao eleitor avaliar se o compromisso apresentado no programa de governo é suficiente para responder aos questionamentos levantados pelas apurações, que seguem em andamento e nas quais Allyson nega qualquer irregularidade.

Distribuição de moletom para enfrentar o calor potiguar

Entre as propostas apresentadas para a educação, o candidato Allyson Bezerra, promete fornecer aos estudantes da rede estadual kit de material escolar, fardamento novo, tênis, mochila e também moletom. A distribuição da peça chama atenção porque o Rio Grande do Norte possui um dos climas mais quentes do Brasil, com temperaturas acima dos 30°C durante boa parte do ano em praticamente todas as regiões do estado.

A proposta levanta questionamentos sobre a definição das prioridades da política educacional. Em um estado que ainda enfrenta desafios relacionados à aprendizagem, infraestrutura escolar e climatização das salas de aula, a inclusão de moletons entre os itens previstos para os estudantes tende a abrir espaço para o debate sobre a relação entre custo, necessidade e efetividade da medida, especialmente diante das características climáticas predominantes no território potiguar.


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CADU: “EU ESTARIA PREOCUPADO SE MEU PATRIMÔNIO NÃO FOSSE CONDIZENTE”

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A divulgação das declarações de bens dos candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte registradas na Justiça Eleitoral motivou uma reação pública de Cadu de Lula (PT). Após repercutir o patrimônio declarado pelos principais concorrentes ao Executivo estadual, o candidato publicou um vídeo nas redes sociais nesta terça-feira (4) para comentar os R$ 100 mil informados em seu registro de candidatura e rebater informações que, segundo ele, vêm sendo divulgadas de forma distorcida sobre seu patrimônio e sua renda.

Na gravação, Cadu afirmou que estaria preocupado apenas se seu patrimônio não fosse compatível com os rendimentos que possui como servidor público estadual e aproveitou para criticar práticas que, segundo ele, seriam comuns na política.

“Eu estaria muito preocupado se o meu patrimônio não fosse condizente com a minha renda, como é muito comum na classe política, inclusive aqui no Rio Grande do Norte”, declarou.

O candidato também afirmou que informações divulgadas sobre seu patrimônio e sua renda motivaram o esclarecimento publicado nas redes sociais.

“Alguns blogs publicaram hoje pela manhã informações sobre o meu patrimônio e a minha renda, que estão claramente distorcidas”, disse.

Na sequência, Cadu explicou que o patrimônio declarado decorre de uma decisão tomada durante a separação conjugal. Segundo ele, optou por deixar os bens construídos ao longo do casamento com a ex-esposa e os filhos.

“Eu tenho dois filhos. Fiz uma opção, ao me separar da minha ex-mulher, de deixar o patrimônio que nós construímos juntos em nome dela e deles. Tenho muito orgulho disso e faria isso novamente”, afirmou.

O candidato também rebateu informações sobre sua remuneração, ressaltando que, por ser servidor público estadual, está sujeito ao teto constitucional.

“A informação sobre a minha renda é totalmente mentirosa. Eu sou servidor público com muito orgulho e todo servidor público estadual se submete ao teto constitucional”, declarou.

Ao concluir o vídeo, Cadu classificou as críticas como ataques de natureza pessoal em meio ao período eleitoral.

“É lamentável que, num momento eleitoral, os meus adversários usem de ataques pessoais que, inclusive, atingem a minha família. Daqui do nosso lado, vou seguir como sempre segui: com transparência e com verdade”, afirmou.

Patrimônios dos demais candidatos
Conforme os registros apresentados no sistema DivulgaCand, da Justiça Eleitoral, Álvaro Dias (PL) declarou o maior patrimônio entre os candidatos ao Governo do Estado, com R$ 2.917.179,51. Em relação à eleição municipal de 2020, quando disputou a Prefeitura de Natal, houve um crescimento de aproximadamente 48% no valor declarado.

Allyson Bezerra (União Brasil) aparece em seguida, com patrimônio de R$ 748.869,84. O montante representa um aumento de cerca de 10,3% em comparação aos R$ 679.086,36 informados na disputa pela Prefeitura de Mossoró, em 2020.

Apesar das diferenças patrimoniais, os três candidatos estão sujeitos ao mesmo limite de despesas estabelecido pela Justiça Eleitoral para a campanha ao Governo do Estado: R$ 7.115.522,46 no primeiro turno e R$ 3.557.761,23 em eventual segundo turno.


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