A Câmara Municipal de Santa Cruz realiza, nesta quinta-feira (27), às 10h, uma audiência pública para discutir a proposta de criação da Diocese de Santa Rita de Santa Cruz, que deverá abranger municípios das regiões Agreste, Potengi e Trairi. A iniciativa prevê o desmembramento do território atualmente pertencente à Arquidiocese de Natal.
O encontro contará com a participação do bispo auxiliar de Natal, Dom José Silvio Brito, que apresentará informações sobre o projeto e esclarecerá dúvidas da população. A audiência é aberta a autoridades, representantes de instituições, lideranças religiosas e à comunidade.
Segundo o pároco da Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia, padre Vicente Fernandes, a criação da Diocese representa benefícios que vão além do aspecto religioso.
“Uma criação de uma diocese tem a importância não somente religiosa, mas social, econômica, cultural e, acima de tudo, pastoral”, afirmou.
Durante a audiência, serão apresentados os principais pontos que fundamentam a proposta de criação da nova Diocese. Entre eles está a redução da área territorial da Arquidiocese de Natal, com o objetivo de aproximar a estrutura administrativa e pastoral das comunidades da região.
Padre Vicente explica que a mudança busca fortalecer o trabalho evangelizador e facilitar a gestão da Igreja.
“Tem um projeto. A primeira proposta é diminuir o território da outra (Arquidiocese de Natal).
Para melhor se ter um trabalho pastoral e evangelizador. Está mais perto do povo; descentralizar o trabalho burocrático administrativo. Também serão apresentados a questão econômica; pastoral e a infraestrutura”, explicou.
Para o sacerdote, a presença da população é importante para que os fiéis compreendam o processo e acompanhem a construção da proposta.
“A população tem que estar por dentro dessa situação, para ter o conhecimento do que está acontecendo dentro da realidade territorial e paroquial. O nosso povo é católico e como católico deve estar dentro dessa realidade para poder opinar e ver a bondade e desenvolvimento do projeto”, destacou.
Festival arrecadará recursos para reforma Além das discussões sobre a futura Diocese, a Paróquia de Santa Rita de Cássia também promoverá um festival de prêmios para arrecadar recursos destinados à reforma de um prédio da instituição.
“Estamos realizando um festival de prêmio (dia 20 de setembro, às 17h, aqui em Santa Cruz). O festival de prêmio é para angariar recursos para a reforma do prédio”, informou o padre Vicente.
A audiência pública será realizada na sede da Câmara Municipal de Santa Cruz, a partir das 10h desta quinta-feira (27).
O Rio Grande do Norte ganhou destaque nacional no Prêmio Pop Ciência 2026, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com o reconhecimento de sete crianças e adolescentes na categoria Embaixadores Mirins Pop Ciência. O resultado definitivo foi divulgado nesta terça-feira (25).
A categoria reconhece jovens de 6 a 17 anos que desenvolvem ações para aproximar a ciência de outros estudantes, por meio de experimentos, projetos, apresentações, conteúdos digitais e outras iniciativas de divulgação científica. Criada em 2024, a proposta busca mostrar que crianças e adolescentes também podem produzir conhecimento e atuar como protagonistas da ciência.
Entre os potiguares reconhecidos estão Rebeca Stefani Alves, de 16 anos, e Mariana Pimenta, de 14 anos. As duas estudam na Escola Estadual Imperial Marinheiro, no bairro Nordeste, em Natal, e participam do Programa Meninas no Espaço, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).
O Prêmio Pop Ciência possui nove categorias: Divulgador Científico; Espaços Científico-Culturais; Feiras e Mostras Científicas; Concursos, Competições e Olimpíadas Científicas; Diversidade na Ciência; Clube de Ciência; Instituições; Governo Pop; e Embaixadores Mirins Pop Ciência.
O resultado preliminar da categoria Embaixadores Mirins havia selecionado 129 jovens em todo o país. Diferentemente das demais categorias, o período de recursos dessa modalidade já foi encerrado.
Ciência produzida dentro da escola Rebeca conta que fez a inscrição para o prêmio de forma independente, com autorização da mãe.
Para ela, o reconhecimento representa uma oportunidade de continuar aprendendo e incentivar outros jovens a se aproximarem da ciência.
“Eu me sinto muito feliz, eu me sinto muito realizada. Eu espero que eu consiga representar bem”, afirma.
A estudante participa do Programa Meninas no Espaço e de projetos relacionados à ciência oceânica. Em 2025, integrou uma equipe que participou da Feira Nacional GLOBE Brasil, com trabalhos sobre mudanças climáticas e a presença de mosquitos na escola, localizada próxima a uma área de mangue.
Para investigar o problema, os estudantes instalaram armadilhas em diferentes pontos da escola e acompanharam diariamente as temperaturas. Após a identificação de larvas, realizaram análises em microscópio para identificar o gênero dos mosquitos.
“É uma sensação boa saber que eu estou promovendo a ciência, estou participando de projetos, estou conquistando várias coisas. Principalmente se eu parar para pensar que há alguns anos eu nem imaginava que eu poderia estar participando disso tudo”, relata.
Rebeca também destaca o papel do reconhecimento como incentivo para outros estudantes.
“Representa uma oportunidade de aprender mais sobre a ciência e de mostrar também para os jovens que eles podem fazer parte desse mundo”, diz.
Da cultura oceânica à pesquisa científica Mariana Pimenta, de 14 anos, está no 9º ano e também descobriu o edital pelas redes sociais. Após conversar com a mãe, preparou o portfólio e realizou a inscrição.
“Me sinto feliz, pois vejo que aos poucos estou conseguindo construir uma jornada acadêmica robusta com possibilidades de grande crescimento profissional”, afirma.
A estudante entrou na pesquisa científica em 2024, por meio do Clube de Cultura Oceânica, com o projeto “Mar da Nossa Escola”. A iniciativa desenvolve ações na escola e mantém conteúdos de divulgação científica nas redes sociais. O projeto foi selecionado para apresentação na 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília.
Mariana também participa do Programa Meninas no Espaço, onde pesquisa a relação entre mudanças climáticas, Antártica, manguezais e proliferação de mosquitos na área próxima à escola.
Ela acumula ainda participações em olimpíadas científicas. Na Olimpíada do Oceano, conquistou sete medalhas em modalidades nacionais, regionais e internacionais. Na Feira Nacional GLOBE Brasil, participou dos projetos “Do Mangue ao Gelo” e “Quando a escola esquenta os mosquitos aparecem”, premiados nas modalidades maquete e pôster.
Para Mariana, a presença de meninas nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática é fundamental para ampliar a diversidade científica.
“A inserção de jovens, principalmente meninas, na área STEAM é de grande importância para se alcançar a igualdade de gênero, desenvolver nossas habilidades e potenciais, trazer novas visões e promover possíveis mudanças e soluções”, afirma.
A estudante também produziu uma história em quadrinhos sobre o projeto dos mosquitos, reunindo registros das etapas da pesquisa. O material foi levado e distribuído durante a 79ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Rio de Janeiro.
Professora destaca protagonismo das estudantes A trajetória das jovens é acompanhada pela professora Luciana Fentanes, doutora em Bioquímica e Biologia Molecular. Para ela, o resultado representa uma etapa importante no processo de autonomia das estudantes.
“Foi muito gratificante, principalmente para mim, como professora delas, saber que elas já estão nesse grau de maturidade, ao ponto de se inscreverem sozinhas e conquistarem um prêmio”, afirma.
Segundo Luciana, as estudantes participaram da construção dos projetos ao longo dos últimos meses, mas a inscrição no Prêmio Pop Ciência foi uma oportunidade para que demonstrassem, sozinhas, a confiança no trabalho desenvolvido.
“Nós construímos o Meninas no Espaço juntas, mas agora essa etapa elas fizeram sozinhas, justamente para trabalhar essa parte da confiança no que tinham feito e na competência que têm para fazer”, explica.
A professora também destaca os resultados obtidos pelas estudantes em outras competições. Na Feira Nacional GLOBE, a equipe conquistou primeiro lugar na modalidade maquete e terceiro lugar no pôster.
Para Luciana, o impacto vai além dos prêmios e já aparece nas perspectivas acadêmicas das estudantes. Rebeca, que está na primeira série do ensino médio, pretende cursar Biologia.
Mariana, no 9º ano, planeja tentar uma vaga no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).
Professora da UFRN também é reconhecida O RN também aparece no Prêmio Pop Ciência 2026 com a professora Mariana Rodrigues de Almeida, da UFRN. Ela foi selecionada na categoria Diversidade na Ciência, voltada a iniciativas que ampliam a participação de grupos historicamente sub-representados na ciência, incluindo mulheres e meninas.
“Eu fiz a candidatura, que é para categoria Diversidade. Tinha apenas uma vaga e conseguimos.
Ganhar esse prêmio é assim um sonho sendo reconhecido”, afirma.
À frente do Programa Meninas no Espaço, a professora desenvolve ações de educação e popularização científica voltadas principalmente a meninas de escolas públicas, aproximando universidade, pesquisadores, professores e estudantes.
Para Mariana, o reconhecimento representa não apenas uma conquista pessoal, mas o resultado de uma trajetória construída coletivamente com estudantes, professores e instituições.
“Para mim, esse prêmio significa muito mais do que um reconhecimento individual. Ele representa o resultado de uma caminhada construída com muitas meninas, muitos professores, escolas, pesquisadores, instituições e parceiros que acreditaram nesse trabalho”, destaca.
Segundo a professora, um dos principais objetivos do trabalho é ampliar os horizontes das estudantes e apresentar possibilidades que muitas vezes não fazem parte de sua realidade cotidiana.
“O que mais me emociona é dar voz a essas meninas e criar oportunidades para que elas conheçam realidades, experiências e possibilidades diferentes daquelas com as quais estão acostumadas em seu cotidiano. É permitir que conheçam a universidade, a pesquisa, a ciência e novos caminhos que talvez antes pareciam distantes”, afirma.
Mariana também destaca o impacto de acompanhar a evolução das estudantes ao longo dos projetos.
“É acompanhar a transformação de cada uma, perceber a dedicação e a vontade de aprender, pesquisar e mudar a própria história. É vê-las descobrindo que são capazes e começando a sonhar.
A eleição estadual de 1998 escreveu um capítulo inédito na política do Rio Grande do Norte.
Quatro anos depois de chegar ao Governo, Garibaldi Alves Filho (PMDB) voltou às urnas e conquistou um novo mandato ainda no primeiro turno, tornando-se o primeiro governador reeleito da história potiguar. Ao seu lado estava novamente Fernando Freire (PPB), vice desde 1995 e personagem de uma aliança que atravessaria os dois mandatos.
Fernando e Garibaldi construíram uma forte parceria ao longo dos anos – Foto: Reprodução
Realizado em 4 de outubro, o pleito foi o primeiro no Estado sob as novas regras que permitiam a reeleição consecutiva para cargos do Executivo. Garibaldi aproveitou a possibilidade recém-incorporada ao sistema eleitoral brasileiro e submeteu seu primeiro mandato à avaliação dos eleitores.
A disputa recolocou frente a frente dois nomes centrais da política potiguar. Garibaldi enfrentou José Agripino Maia (PFL), ex-governador e senador, retomando nas urnas a tradicional rivalidade entre os grupos Alves e Maia. O candidato governista concorria pela coligação Unidade Popular, formada por PMDB, PPB e outros sete partidos, enquanto Agripino liderava a Vontade do Povo, que reunia PFL, PSB, PSDB, PTB, PL, PV e PSL.
Garibaldi recebeu 560.667 votos, equivalentes a 50,17% dos votos válidos, garantindo a vitória por uma margem estreita sobre o limite necessário para evitar o segundo turno. Agripino ficou em segundo lugar, com 462.177 votos, ou 41,36%.
A eleição contou ainda com Manoel Duarte (PT), que recebeu 75.164 votos (6,73%); Dário Barbosa (PSTU), com 8.124 (0,73%); Roberto Ronconi (PSN), com 6.538 (0,58%); e Marcônio Cruz (PSC), com 4.865 (0,43%).
O resultado renovou por mais quatro anos a chapa formada em 1994. Garibaldi e Fernando Freire tomaram posse novamente em 1º de janeiro de 1999, inaugurando o segundo mandato consecutivo.
Eleição plebiscitária Mais de duas décadas depois, Fernando Freire define aquela disputa como uma eleição essencialmente “plebiscitária”. Em entrevista ao Diário do RN, o então vice-governador recorda que a campanha foi construída principalmente em torno da avaliação do primeiro mandato de Garibaldi.
“Essa campanha, na verdade, foi um plebiscito. Foi plebiscitária porque era uma campanha de reeleição. Ser reeleito no primeiro turno, com mais de 50% dos votos, pode ser considerado um reconhecimento pelo trabalho feito na primeira gestão”, avaliou.
Na lembrança de Freire, a disputa não teve episódios excepcionais ou grandes mudanças de estratégia. O eixo central foi a prestação de contas do governo iniciado em 1995 e a defesa da continuidade administrativa.
“A campanha seguiu um curso normal. Foi uma campanha de prestação de contas da gestão anterior. Não teve nada de extraordinário, nada fora do padrão”, recordou.
A vitória por pouco acima dos 50% necessários para encerrar a eleição no primeiro turno reforçou justamente esse caráter apontado pelo ex-vice. A população não escolhia apenas entre candidaturas diferentes, mas decidia se a gestão iniciada quatro anos antes deveria permanecer no comando do Estado.
O resultado também consolidou a trajetória eleitoral de Garibaldi. Antes de chegar ao Governo, ele havia exercido quatro mandatos de deputado estadual, sido prefeito de Natal e eleito senador. Em 1994, derrotou Lavoisier Maia no primeiro turno e, quatro anos depois, conseguiu renovar o mandato, com uma nova vitória sobre a família Maia, desta vez diante de José Agripino, primo de Lavô, como Lavoisier era mais conhecido.
Uma vice-governadoria ativa A relação entre Garibaldi e Fernando Freire foi além da composição eleitoral. Filho de Jessé Freire, Fernando havia ingressado na política após a morte do irmão, Jessé Freire Filho, em 1988.
Foi eleito deputado federal em 1990 e, quatro anos depois, deixou Brasília para compor a chapa de Garibaldi como candidato a vice-governador.
Em 1998, foi reconduzido ao cargo e afirma que sua participação na administração estadual era mais intensa do que a função formal de vice poderia sugerir. Segundo ele, a relação política com Garibaldi evoluiu para uma proximidade pessoal e uma dinâmica de confiança dentro do Governo.
“A minha participação como vice-governador era ativa. Eu representava um partido que tinha uma bancada importante na Assembleia Legislativa. Havia um entendimento perfeito, que se transformou numa amizade pessoal e persiste até hoje”, afirmou.
Essa confiança, segundo Freire, fazia com que ele assumisse o Executivo com frequência durante as ausências do titular. A experiência acabaria sendo importante para o momento em que, anos depois, assumiria definitivamente o Governo.
“Quando o governador viajava, ele passava o Governo. Eu assumi dezenas de vezes. Então havia uma transição muito pacífica, muito tranquila”, relembrou.
A sucessão definitiva aconteceria em 2002. Garibaldi renunciou ao Governo para disputar uma vaga no Senado, e Fernando Freire assumiu o comando do Estado nos meses finais daquele mandato. “Foi uma transição muito pacífica, muito tranquila. Era uma missão de continuidade mesmo”, relembrou Fernando Freire.
Na eleição daquele mesmo ano, tentou permanecer no cargo e conquistar um mandato próprio à frente do Executivo. Avançou ao segundo turno, mas acabou derrotado por Wilma de Faria, que venceu com 61,05% dos votos válidos e se tornou a primeira mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte.
Senado e proporcionais A eleição de 1998 também definiu uma vaga para o Senado. Fernando Bezerra (PMDB), que já exercia o mandato após ter assumido a cadeira deixada por Garibaldi em 1994, foi eleito com 539.197 votos, correspondentes a 52,34%.
Carlos Alberto de Sousa (PSDB) terminou em segundo lugar, com 353.414 votos (34,31%), seguido por Hugo Manso (PT), com 122.857 (11,93%), e Sônia Godeiro (PSTU), com 14.633 (1,42%).
Na Câmara dos Deputados, oito parlamentares foram eleitos. Henrique Eduardo Alves (PMDB) foi o mais votado, com 163.572 votos, seguido por Iberê Ferreira (PPB), com 103.099. A bancada também contou com Múcio Sá, Lavoisier Maia, Betinho Rosado, Ney Lopes, Ana Catarina Alves e Laíre Rosado.
Na Assembleia Legislativa, Álvaro Dias foi o candidato mais votado, com 45.260 votos. Entre os eleitos também estavam Carlos Eduardo Alves, Márcia Maia, Fátima Bezerra, Robinson Faria, Ricardo Motta, Nelter Queiroz, Getúlio Rêgo e outros nomes que permaneceriam em evidência na política estadual nos anos seguintes.
Os primeiros dez dias oficiais da campanha eleitoral no Rio Grande do Norte intensificaram a movimentação das chapas que disputam o Governo do Estado. Desde 16 de agosto, candidatos têm ampliado agendas de rua, viagens ao interior, reuniões com lideranças e encontros com eleitores. Ao Diário do RN, candidatos a vice-governador avaliaram esse primeiro momento da corrida eleitoral e destacaram as impressões colhidas no contato direto com a população.
Na chapa de Álvaro Dias (PL), Babá Pereira (PL) afirmou que chega a esta fase da disputa com confiança e motivação. O candidato a vice colocou o desejo de mudança no comando do Estado como uma das principais mensagens identificadas durante as agendas realizadas desde o início da campanha.
“Com muita confiança e motivação, o desejo que ouço nas ruas: o RN precisa mudar! E quem melhor defende, sustenta a mudança é a nossa candidatura. E vamos vencer para mudar o nosso Estado, fazê-lo melhor nas áreas onde mais as pessoas precisam”, afirmou.
A avaliação reforça o discurso adotado pela candidatura de Álvaro, que busca se apresentar como alternativa à atual gestão estadual. Nesses primeiros dez dias, a chapa tem apostado no contato com eleitores e lideranças políticas para ampliar sua presença em diferentes regiões do Estado.
“Olho no olho” Na chapa governista, Larissa Rosado (PT), candidata a vice de Cadu de Lula (PT), destacou a intensidade do início da disputa e a receptividade encontrada durante as agendas. Com trajetória política construída principalmente em Mossoró e na região Oeste, ela afirmou que tem percorrido diferentes regiões e retomado o contato direto com os eleitores.
“Esses primeiros dias de campanha têm sido muito intensos e, ao mesmo tempo, muito gratificantes. Tenho encontrado pessoas em todas as regiões, reencontrado amigos, ouvido muito e sentido uma receptividade muito bonita à nossa caminhada”, avaliou.
Larissa também destacou o papel que pretende desempenhar ao lado de Cadu e apontou a experiência acumulada ao longo da vida pública como uma das contribuições à chapa. “Estou vivendo essa missão de vice com muita responsabilidade, somando à trajetória de Cadu e levando também a experiência que construí ao longo da minha vida pública”, afirmou.
O contato direto com o eleitor, segundo ela, deve permanecer como uma das prioridades ao longo da disputa. “Campanha é rua, é olho no olho, é escuta. E esses primeiros dias só aumentaram a minha disposição de trabalhar pelo Rio Grande do Norte ao lado do time de Lula”, acrescentou.
As avaliações também refletem os diferentes discursos levados pelas chapas às ruas. Enquanto Babá reforça a mudança defendida pela candidatura de Álvaro, Larissa destaca a experiência, a continuidade do grupo governista e a vinculação da chapa de Cadu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O deputado estadual Hermano Morais (MDB), candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra (União Brasil), também foi procurado pelo Diário do RN para avaliar os primeiros dias da campanha, mas não retornou o contato até o fechamento desta edição.
A participação feminina nas eleições do Rio Grande do Norte cresceu de forma discreta entre 2022 e 2026. Levantamento com dados da Justiça Eleitoral mostra que as mulheres passaram de 36,1% para 37,7% dos nomes contabilizados nas disputas estaduais. Apesar do avanço de 1,6 ponto percentual, elas continuam minoria no conjunto das candidaturas e perderam espaço na corrida pelo Governo do Estado.
Em 2022, o RN contabilizou 557 candidaturas aos cargos de governador, vice-governador, senador, suplentes, deputado federal e deputado estadual. Desse total, 201 eram mulheres e 356 homens. Em 2026, são 324 nomes, sendo 122 mulheres e 202 homens, o que representa uma redução geral de 41,8% no número de candidaturas em relação à eleição anterior.
A queda nas candidaturas atingiu os dois gêneros, mas foi maior entre os homens. O total de mulheres caiu 39,3%, de 201 para 122, enquanto o de homens recuou 43,3%, de 356 para 202. É essa diferença que explica o pequeno crescimento proporcional da participação feminina, mesmo diante da queda no número absoluto de candidatas.
Avanço no Senado A mudança mais expressiva aparece na disputa pelo Senado. Em 2022, apenas uma mulher estava entre os dez candidatos ao cargo, o equivalente a 10%. Quatro anos depois, são cinco entre 14 candidaturas, elevando a participação feminina para 35,7%.
O avanço também ocorre entre as candidaturas a vice-governador. O número de mulheres dobrou, passando de duas, em 2022, para quatro em 2026. Com isso, a representação feminina saltou de 22,2% para 44,4%, aproximando-se do equilíbrio com os cinco homens que disputam o cargo neste ano.
Na corrida pelo Governo, porém, o movimento foi inverso. Em 2022, três dos nove candidatos eram mulheres, participação de 33,3%. Em 2026, apenas uma mulher aparece entre os nove nomes contabilizados, reduzindo a presença feminina para 11,1%.
Nas suplências ao Senado, houve aumento no número absoluto de mulheres. As candidatas a primeira suplente passaram de quatro para cinco, enquanto, na segunda suplência, o número subiu de cinco para seis. Proporcionalmente, entretanto, a participação permaneceu próxima à registrada quatro anos atrás.
Legislativo concentra candidatas As disputas proporcionais continuam reunindo a maior parte das mulheres na corrida eleitoral.
Em 2022, 114 concorreram a deputada estadual e 72 a deputada federal. Neste ano, são 54 candidatas à Assembleia Legislativa e 47 à Câmara dos Deputados.
A redução acompanha a queda geral no número de concorrentes. Para deputado estadual, o total de candidaturas passou de 320 para 153. Mesmo assim, a participação feminina praticamente não mudou: era de 35,6% em 2022 e está em 35,3% em 2026.
Para a Câmara Federal, o cenário é diferente. As mulheres representavam 38,5% das 187 candidaturas registradas em 2022. Agora, são 47 entre 111 nomes, alcançando 42,3% e registrando avanço de 3,8 pontos percentuais.
O comparativo mostra que o crescimento da participação feminina não ocorreu de maneira uniforme. Enquanto as mulheres ganharam espaço nas disputas para Senado, vice-governadoria e Câmara dos Deputados, perderam representação na corrida pelo Governo. Na Assembleia Legislativa, a proporção permaneceu praticamente estável.
No conjunto das candidaturas, o avanço de 36,1% para 37,7% mantém as mulheres acima do patamar registrado há quatro anos, mas ainda distantes de uma participação equilibrada com os homens na disputa eleitoral potiguar.
Os dados referentes à 2026 foram extraídos nesta terça-feira (25) e ainda podem sofrer alterações conforme o andamento dos registros de candidatura, julgamentos, renúncias ou substituições.