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agosto 20, 2026


CAMPANHA RECOLHE LIXO ELETRÔNICO NA UFRN E INCENTIVA DESCARTE CORRETO

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ipamentos eletrônicos sem uso, como celulares, computadores, teclados, notebooks e pequenos eletrodomésticos, podem ganhar uma destinação ambientalmente adequada em Natal.

O Parque Tecnológico Metrópole Digital (Metrópole Parque) está promovendo, até o dia 17 de setembro, uma campanha de coleta de lixo eletrônico aberta à comunidade acadêmica e ao público em geral.

Para receber os materiais, foi instalado um Ecotrailer no estacionamento do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), ao lado do bicicletário. A iniciativa busca incentivar o descarte correto de resíduos eletrônicos, fortalecer a logística reversa e reduzir os impactos ambientais causados pelo destino inadequado desses equipamentos.

Desde 2023, as campanhas realizadas pelo Metrópole Parque já recolheram mais de duas toneladas de resíduos eletrônicos.

“Essa é uma iniciativa que representa o compromisso ambiental do Metrópole Parque. Ao conscientizar as pessoas para o descarte correto do lixo eletrônico e mobilizar nossa comunidade para fazer o descarte no Ecotrailer, evitamos a poluição do meio ambiente com os materiais que compõem os dispositivos eletrônicos”, comentou o assessor de Marketing do Metrópole Parque, Thércio Leite.

Além de liberar espaço em casa, o descarte correto evita danos ao meio ambiente. Isso porque os equipamentos eletrônicos possuem componentes químicos que podem contaminar o solo, a água e até a cadeia alimentar quando são descartados no lixo comum ou em terrenos baldios.

Uma pesquisa sobre resíduos eletrônicos realizada em 2025 mostra que, embora 66% dos brasileiros saibam o que é lixo eletrônico, quatro em cada dez ainda mantêm aparelhos sem uso em casa por não saberem onde descartá-los.

“Como esses equipamentos possuem uma composição química complexa, jogá-los no lixo comum ou em terrenos baldios gera um ‘efeito dominó’ de contaminação que afeta a água, o solo, o ar e toda a cadeia alimentar”, afirmou Thércio Leite.

O que pode ser descartado

Ecotrailer recebe eletroeletrônicos e eletrodomésticos de pequeno e médio porte, com até aproximadamente 40cm – Foto: Reprodução

O Ecotrailer recebe eletroeletrônicos e eletrodomésticos de pequeno e médio porte, com até aproximadamente 40 centímetros, desde que caibam na abertura do coletor.

Entre os itens aceitos estão: celulares e tablets; notebooks e computadores; teclados, mouses e monitores pequenos; roteadores, carregadores e cabos; fones de ouvido; videogames; câmeras e aparelhos de DVD; aparelhos de som de pequeno porte; calculadoras; ferros de passar, secadores de cabelo, liquidificadores, cafeteiras e sanduicheiras.

Segundo o Metrópole Parque, não há limite para a quantidade de equipamentos que cada pessoa pode entregar.

“Não existe limite de quantidade de descarte. A pessoa pode descartar o tanto que quiser dentro do Ecotrailer. Caso a capacidade seja atingida, solicitamos a coleta imediata para caber tudo o que a pessoa quiser descartar”, disse o assessor.

Materiais seguem para reciclagem
Após a coleta, os equipamentos são encaminhados para a empresa Natal Reciclagem, parceira da campanha e especializada em engenharia reversa de eletrônicos e eletrodomésticos.

No local, os materiais passam por triagem, separação dos componentes e tratamento adequado, permitindo que a maior parte dos resíduos seja destinada à reciclagem.

“Os materiais vão para a triagem da Natal Reciclagem. Todos os componentes são tratados e separados de acordo com suas características e o máximo possível do lixo segue para reciclagem”, explicou Thércio Leite.

O Metrópole Parque ressalta que pilhas, lâmpadas e eletrodomésticos de grande porte, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, não devem ser depositados no Ecotrailer.

Para esses equipamentos maiores, a Natal Reciclagem disponibiliza o serviço gratuito de coleta domiciliar mediante agendamento pelo EcoZap, no telefone (84) 99966-4010.


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PAQUITAS DESPERTAM MEMÓRIAS DE QUEM SONHOU VIVER A MAGIA DA XUXA

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astam os primeiros versos para transportar milhares de pessoas diretamente para as manhãs em frente à televisão, quando a nave da Xuxa descia no palco, as Paquitas surgiam sorrindo e um universo de fantasia tomava conta da sala de casa.

Quem cresceu entre as décadas de 1980, 1990 e o início dos anos 2000 dificilmente ficou imune ao fenômeno. As músicas, as coreografias, os figurinos coloridos e os bordões marcaram uma geração inteira. Para muitos, não era apenas um programa infantil. Era um sonho.

Nesta quinta-feira (20), esse sentimento volta à tona com a chegada do espetáculo “Xou das Paquitas” a Natal. O show acontece às 21h, no Malca Club, reunindo as eternas ex-Paquitas Roberta Cipriani (Xiquitita), Priscilla Couto (Catuxita), Ana Paula Almeida (Pituxita) e Cátia Paganote (Miúxa).

E se há algo que o espetáculo promete despertar é a nostalgia de quem viveu aquela época.

“Ser Paquita era o sonho de quase toda menina”
Para a administradora Cristina Santos, de 43 anos, bastou o anúncio do show para que a menina de 12 anos reaparecesse.

Naquela época, mesmo morando no interior do Rio Grande do Norte e sem nunca ter participado de um concurso para integrar o grupo, ela alimentava um sonho que parecia comum a quase todas as meninas da sua geração.

“Na época em que o Xou da Xuxa estava no auge, eu acredito que ser Paquita era o sonho de pelo menos 90% das meninas. Eu estava incluída nessa parcela e era meu sonho”, recordou.

Cristina lembra com riqueza de detalhes o momento em que a segunda geração das Paquitas foi formada. A escolha de Caren Lima, a Chaveirinho, provocou um sentimento que só uma adolescente apaixonada por aquele universo poderia explicar.

“Ela tinha exatamente a minha idade, 12 anos, e aí eu fiquei me perguntando: ‘Por que ela e não eu?’. E eu nem concorri. Eu estava no interior do Rio Grande do Norte, muito distante do Rio de Janeiro, mas mesmo assim tinha esse sonho. Então eu chorei, fiquei triste porque eu não fui Paquita”, comentou.

O tempo passou, vieram a faculdade, o trabalho e as responsabilidades da vida adulta. Mas aquela lembrança continua guardada.

“Depois foi passando o tempo. Foi acabando mais esse encanto da coisa de adolescente. Mas é interessante porque hoje, enquanto os adolescentes estão pensando em outras coisas, na época a gente só queria ser Paquita”, disse.

Agora, a oportunidade de assistir às ex-Paquitas de perto representa uma forma de reviver aquele sonho.

“É um sentimento de nostalgia mesmo. Participar do show vai ser algo grandioso. Vai remeter àquela época e satisfazer um pouco daquele desejo que eu tinha de ser Paquita, porque é estar com elas ali, é estar perto delas”, afirmou.

Quando a nave descia, a magia começava

“Eu achava tudo muito mágico e ainda fazia minhas próprias maquetes do parque usando objetos recicláveis” – Foto: Reprodução

Se para muitas meninas o sonho era vestir o uniforme de Paquita, para o diretor de arte e ilustrador Khelven Klay, de 35 anos, o encanto começava antes mesmo da Xuxa aparecer: era a chegada da Nave.

“Era toda uma expectativa criada. A gente esperava o momento certo do programa começar.

Quando descia aquela nave com aquela música, aquela encenação, aqueles efeitos especiais, era mágico. Você se deslumbrava com aquilo que passava na televisão”, lembrou.

Uma música, em especial, continua mexendo com ele décadas depois.

“Ainda hoje, aquela música apoteótica no final, ‘Planeta Xuxa’, causa emoção. Ela sempre mexia comigo. Não sei por quê, mas tocava lá dentro. Eu me emocionava. Me emociono até hoje”, contou.

Khelven cresceu em uma época em que brincar na rua era rotina e a televisão tinha hora certa para reunir toda a família.

Foi nesse ambiente que nasceu uma criatividade que ele leva até hoje para a profissão.

“Eu tive uma infância maravilhosa. Minha mãe, professora, sempre me criou cercado de criatividade, arte, desenhos animados… um mundo sem telas. E aí entra a Xuxa e as Paquitas. Era de lei esperar pelos sábados para ver aquele universo de fantasia. Eu achava tudo muito mágico e ainda fazia minhas próprias maquetes do parque usando objetos recicláveis”, recordou.

“A gente resgata esse sentimento e vive um pouco daquela época. A criança interna nunca morre!”

Khelven Klay
35 anos

A imaginação ia além da televisão
As coreografias eram reproduzidas na escola, nas festas infantis e até nas brincadeiras da rua.

“Quem nunca dançou as coreografias?”, questionou com empolgação.

Entre tantas músicas, algumas permanecem favoritas.

“Minhas favoritas são ‘Lua de Cristal’, ‘Doce Mel’, ‘Fada Madrinha’ e ‘Planeta Xuxa’”, contou.

Recentemente, Khelven comprou uma réplica da famosa Nave da Xuxa e aguarda ansiosamente a entrega.

“Eu comprei uma nave, mas a abençoada ainda não chegou”, brincou.

A compra, na verdade, representa um reencontro com o menino que um dia construiu sua própria versão do brinquedo.

“Quando eu era criança eu fiz uma dessas de material reciclável, isopor, essas coisas. Como eu era uma criança muito criativa, eu gostava de fazer meus próprios brinquedos. Eu via aquilo na televisão e reproduzia fazendo uma maquetezinha”, lembrou.

Para ele, assistir ao espetáculo em Natal será muito mais do que acompanhar um show.

“A gente resgata esse sentimento e vive um pouco daquela época. A criança interna nunca morre!”, afirmou.

Mais do que reunir ex-integrantes de um dos grupos mais famosos da televisão brasileira, o “Xou das Paquitas” promete proporcionar uma viagem afetiva para milhares de fãs.

Para alguns, será a realização de um sonho antigo. Para outros, a oportunidade de reencontrar a infância por algumas horas.


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TBT: GARIBALDI VENCE NO 1º TURNOE CHEGA AO GOVERNO DO RN EM 1994

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ção de 1994 abriu um novo capítulo na trajetória política de Garibaldi Alves Filho e recolocou frente a frente dois grupos que há décadas protagonizavam as principais disputas do Rio Grande do Norte. Depois de quatro mandatos como deputado estadual, uma passagem pela Prefeitura de Natal e a eleição para o Senado, Garibaldi chegou ao Governo do Estado ao derrotar o ex-governador Lavoisier Maia ainda no primeiro turno.

Realizada em 3 de outubro daquele ano, a eleição também trouxe uma particularidade em relação ao pleito anterior. Se em 1990 os primos José Agripino e Lavoisier Maia haviam disputado o Governo em lados opostos, dividindo politicamente a família, quatro anos depois estavam novamente juntos. Agripino, candidato ao Senado, apoiou Lavoisier, que tentava retornar ao Executivo estadual, cargo que ocupou até 1982. Do outro lado estava Garibaldi, representante de uma família que historicamente rivalizava com os Maia.

Nas urnas, Garibaldi, candidato do PMDB, recebeu 489.765 votos, equivalentes a 52,67% dos válidos, e encerrou a disputa no primeiro turno. Fernando Freire (PPR) foi eleito vice-governador.

Lavoisier (PDT), que tinha Rosalba Ciarlini (PFL) como vice, obteve 359.870 votos, ou 38,70%.

A composição das duas principais chapas guardava ainda uma curiosidade que ganharia significado nos anos seguintes: tanto Fernando Freire quanto Rosalba Ciarlini chegariam ao Governo do Estado. Freire assumiu o cargo em 2002, após a renúncia de Garibaldi para disputar o Senado, enquanto Rosalba foi eleita governadora em 2010 e tomou posse no ano seguinte.

A disputa contou ainda com Fernando Mineiro (PT), que recebeu 44.596 votos (4,80%), e Wilma de Faria (PSB), com 35.591 (3,83%). Garibaldi foi o mais votado em 111 dos 161 municípios existentes no Rio Grande do Norte à época, enquanto Lavoisier venceu em 50.

O resultado levou Garibaldi ao principal cargo do Executivo estadual após uma trajetória política que, segundo ele próprio, teve um ponto de inflexão quase uma década antes: a eleição para prefeito de Natal, em 1985.

Experiência na Prefeitura

Ao recordar a campanha de 1994, em entrevista ao Diário do RN, Garibaldi volta à experiência na Prefeitura para explicar o caminho que o levou ao Governo. Até chegar ao Palácio Felipe Camarão, havia exercido quatro mandatos de deputado estadual, mas ainda não tinha comandado uma administração pública. A eleição municipal, realizada após duas décadas de prefeitos nomeados na capital, deu a ele a primeira experiência no Executivo.

“A minha eleição para a Prefeitura de Natal em 1985 foi indispensável para essa minha escalada para cargos estaduais e federais, de senador, governador, ministro. Eu tinha sido deputado estadual quatro vezes, mas não sabia administrar”, relembrou.

A estreia, segundo ele, mostrou rapidamente o tamanho da responsabilidade. Garibaldi recorda que, no primeiro dia de expediente em 1986, encontrou uma fila de pessoas que saía da Prefeitura e se estendia pela rua. Não era uma mobilização para comemorar a posse, como ele próprio brinca ao relembrar o episódio, mas uma população que já chegava cobrando soluções do novo prefeito.

“Não era para me aclamar, não. Já era para cobrar”, contou. Diante da quantidade de pessoas, disse ter feito um discurso na porta da Prefeitura pedindo paciência e compreensão. “Eu estava chegando, subindo as escadas pela primeira vez. Fiz um apelo dramático. A coisa foi se normalizando, mas não foi fácil.”

A passagem pelo Executivo municipal seria determinante para os passos seguintes. Encerrado o mandato, Garibaldi atravessou um período de dois anos sem ocupar cargo eletivo, situação que admite ter provocado preocupação sobre o futuro político.

“Eu passei dois anos sem mandato e tive uma eleição surpreendente, para mim pelo menos, para senador”, recordou.

Em 1990, ele foi eleito para o Senado com 404.206 votos. Quatro anos depois, deixou a cadeira para disputar o Governo. A experiência acumulada na Prefeitura, segundo Garibaldi, deu a ele mais segurança para enfrentar o novo desafio.

“Foi uma campanha muito desafiadora”, definiu. Ao comparar a chegada à Prefeitura com a posse posterior no Governo, Garibaldi reconhece que a experiência administrativa adquirida em Natal fez diferença. “Quando assumi o Governo, já foi muito mais fácil. Já tinha a experiência do Executivo, já tinha enfrentado esses desafios. Aí realmente me senti muito mais à vontade, disse.”

Reencontro dos Maia
A disputa de 1994 retomou uma história de alianças e rupturas entre os principais grupos políticos do Estado. Em 1982, José Agripino derrotou Aluízio Alves na corrida pelo Governo, em um dos confrontos mais marcantes entre as famílias Maia e Alves. Quatro anos depois, em 1986, Agripino deixou o Governo para disputar o Senado e esteve no mesmo campo de João Faustino, candidato ao Executivo, e de Lavoisier Maia, também candidato ao Senado.

Naquele ano, João Faustino acabou derrotado por Geraldo Melo, mas Agripino e Lavoisier conquistaram juntos as duas vagas para o Senado. A união entre os primos, no entanto, seria rompida na eleição seguinte. Em 1990, os dois disputaram diretamente o Governo: Lavoisier recebeu o apoio do então governador Geraldo Melo e do grupo Alves, enquanto Agripino venceu a disputa no segundo turno.

Em 1994, houve uma nova reviravolta. Depois de terem sido aliados em 1986 e adversários em 1990, Agripino e Lavoisier voltaram ao mesmo campo político. Agripino buscava retornar ao Senado e apoiou o primo na tentativa de voltar ao Governo. A reaproximação dos Maia, porém, não impediu a vitória de Garibaldi Alves Filho no primeiro turno, recolocando as duas famílias em lados opostos na disputa pelo Executivo estadual.

Senado e proporcionais
Se Garibaldi venceu o Governo, José Agripino conquistou uma das duas vagas para o Senado. O mais votado foi Geraldo Melo (PSDB), ex-governador do Estado, com 441.707 votos, ou 27,75%.

Agripino (PFL) ficou com a segunda cadeira ao receber 387.935 votos, equivalentes a 24,37%.

Nas eleições proporcionais, o PFL saiu com a maior representação. Das oito vagas do Rio Grande do Norte na Câmara dos Deputados, o partido conquistou cinco, enquanto o PMDB elegeu dois representantes e o PSDB, um. Na Assembleia Legislativa, o PFL também formou a maior bancada, com dez das 24 cadeiras, seguido pelo PMDB, com oito.

A vitória levou Garibaldi, então com 47 anos, ao Governo do Rio Grande do Norte. Ele tomou posse ao lado de Fernando Freire em 1º de janeiro de 1995 e, quatro anos depois, seria novamente escolhido pelos potiguares para permanecer no cargo. A eleição de 1994 também reuniu nas duas principais chapas três nomes que chegariam ao comando do Estado: Garibaldi, Fernando Freire e Rosalba Ciarlini, personagens que permaneceriam por décadas no centro da política potiguar.


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CADU DE LULA: “ALLYSON É UMA FARSA. NÃO É UM BOM GESTOR E É PERFORMISTA”

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Cadu de Lula (PT) elevou o tom contra Allyson Bezerra (União Brasil) nesta quarta-feira (19) e classificou o adversário na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte como uma “farsa”, além de afirmar que ele tem “sérios problemas éticos”. Em entrevista ao jornalista Diógenes Dantas, no programa Contraponto, da 96 FM, o petista acusou Allyson de adotar uma postura de “vitimismo” diante das críticas recebidas durante a campanha.

“Vamos parar de vitimismo, vamos parar de se colocar nessa posição, vamos fazer debate de ideias, vamos dizer que conhece o Estado, conhecendo o Estado. Allyson Bezerra é uma farsa.

Allyson Bezerra nem é um bom gestor, tem sérios problemas éticos e é um performista”, disparou Cadu.

O candidato também reagiu às afirmações de Allyson de que estaria sendo alvo de ataques dos adversários e rejeitou a ideia de uma ação articulada entre os concorrentes. Para Cadu, os questionamentos fazem parte da própria disputa eleitoral. “Ele quer enganar a população sempre se colocando nessa posição de vítima”, acusou.

“Ele não é vítima, ele é um candidato. Ele mora hoje no condomínio mais luxuoso de Mossoró, isso em oito anos de vida pública. Então, menos. Vamos debater ideias, vamos mostrar que conhece o Estado realmente e não ficar se colocando de vítima o tempo todo”, acrescentou.

Cadu afirmou ainda que também recebe críticas relacionadas à administração estadual, da qual participou, e defendeu que os candidatos respondam aos questionamentos e apresentem propostas. “Todo mundo está falando de todo mundo, mas todo mundo tem que mostrar proposta, e a gente tem muita proposta para falar”, completou.

Cadu defende diálogo com setor produtivo e parcerias para o RN

Ainda nesta quarta-feira, Cadu participou do terceiro e último encontro do RN em Foco 2027–2030, promovido pela Fecomércio RN com os principais candidatos ao Governo. A programação começou na segunda-feira (17), com Allyson, e recebeu Álvaro Dias (PL) na terça-feira (18), no Hotel-Escola Barreira Roxa.

No encontro da Fecomércio, Cadu de Lula concentrou a apresentação na relação entre poder público e setor produtivo. O candidato afirmou que pretende manter o diálogo estabelecido durante a gestão de Fátima Bezerra e apontou parcerias público-privadas, infraestrutura e os impactos da reforma tributária entre os desafios para os próximos anos.

“A gente vem aqui à casa do comércio, do serviço, se comprometer com essa mesma abertura, a gente construir um futuro para o nosso povo de desenvolvimento, de geração de emprego, com melhores prestações ainda de serviços públicos”, afirmou.

Segundo Cadu, a aproximação com o empresariado será necessária para ampliar investimentos.

“A gente veio falar aqui de parceria público-privada, de novos projetos de infraestrutura para o nosso Estado, do desafio que é preparar o Rio Grande do Norte para a reforma tributária”, acrescentou.

Ao final do encontro, o petista recebeu o RN em Foco 2027–2030, documento elaborado pela Fecomércio a partir de dados oficiais e de pesquisa com 1.617 empresários. A agenda reúne propostas em oito eixos, entre eles equilíbrio fiscal, desburocratização, PPPs, infraestrutura e mobilidade, segurança e qualificação profissional.

O estudo destaca que Comércio, Serviços e Turismo respondem por 38,3% do PIB estadual, com mais de 49 mil estabelecimentos e cerca de 389 mil empregos formais. Entre os empresários consultados, 61,4% apontaram a segurança como prioridade, 79% defenderam redução de impostos e 59,3% cobraram menos burocracia.

Expectativa por Lula
Em entrevista ao Diário do RN, Cadu também comentou a chegada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (20). Além da agenda institucional prevista durante o dia, Lula participará à noite de um ato político na Arena das Dunas: “A expectativa é grande. Na primeira semana da campanha, o presidente Lula vai abrir a campanha dele no Nordeste, aqui em Natal, aqui no Rio Grande do Norte”, afirmou.

O candidato também projetou forte participação de apoiadores na mobilização. “A gente está nessa ansiedade de fazer um grande ato. A gente tem a convicção de que vai ter muita gente nesse ato, vai ser um ato com muita energia, com aquela firmeza do presidente Lula de que o Brasil e o Rio Grande do Norte vão continuar no rumo certo”, completou.


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“EU SOU O ÚNICO CANDIDATO DA DIREITA”, DIZ RODRIGO BOLSONARO SOBRE DISPUTA AO GOVERNO

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Candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo Agir, o empresário Rodrigo Bolsonaro chega à disputa reivindicando para si o espaço de representante do bolsonarismo na corrida pelo Executivo estadual. Em entrevista ao Diário do RN, ele afirmou ser o “único candidato da direita” e buscou diferenciar sua candidatura de Álvaro Dias (PL), apesar de o adversário integrar o partido do ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Eu sou o único candidato da direita. Álvaro Dias já deu várias entrevistas dizendo que não é bolsonarista e não é da direita. Eu sempre fui da direita”, afirmou Rodrigo. “Então, o candidato da direita hoje ao Governo é Rodrigo Bolsonaro. Não tem outro nome”, acrescentou.

A identificação também se estende à disputa presidencial. Rodrigo declarou apoio ao senador Flávio Bolsonaro e afirmou que o Agir segue a mesma posição nacionalmente. “Flávio é meu candidato a presidente. Em nível nacional, o Agir está apoiando Flávio Bolsonaro. Então não tem nenhum problema em eu estar apoiando”, declarou.

Ao ser questionado sobre o fato de o PL, partido de Jair e Flávio Bolsonaro, ter Álvaro Dias como candidato ao Governo do RN, Rodrigo atribuiu a composição estadual a uma articulação entre o presidente estadual da legenda, Rogério Marinho, e Flávio. “É um acordo de Rogério Marinho com Flávio Bolsonaro, outra coisa”, afirmou.

Rodrigo sustentou que essa composição não altera sua identificação política e reforçou que a ligação antecede a atual disputa eleitoral. “Eu sou bolsonarista desde 2017”, disse, ao destacar principalmente sua proximidade ideológica com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ainda durante a entrevista, Rodrigo afirmou que tem buscado ampliar apoios entre eleitores identificados com a direita, destacando a receptividade na Grande Natal e em municípios do interior. “A população que é bolsonarista em vários municípios está de acordo comigo”, afirmou.

Ao apostar nesse eleitorado como base de sua candidatura, acrescentou: “Quem é Bolsonaro raiz vota em Bolsonaro”.

Nome na urna
Outro ponto abordado na entrevista foi o uso de “Bolsonaro” no nome eleitoral. Rodrigo comentou os questionamentos do Ministério Público Eleitoral sobre candidaturas que utilizam nomes ou sobrenomes associados a outras figuras políticas e disse não acreditar que a discussão impeça sua candidatura.

“O Ministério Público Eleitoral sempre vai fazer isso. Em 2022 aconteceu, pediu indeferimento de vários candidatos em nível nacional também”, afirmou. Para Rodrigo, o questionamento sobre o nome não deverá prejudicar sua campanha.

Segunda disputa
Aos 46 anos, Rodrigo Bolsonaro disputa o Governo do Estado pela segunda vez. Empresário, concorreu ao Executivo estadual em 2022 pelo Democracia Cristã (DC). Antes, em 2016, foi candidato à Prefeitura de João Câmara pelo PSDB.

A chapa do Agir tem Socorro Batista como candidata a vice-governadora. Para as duas vagas do Rio Grande do Norte no Senado, o partido apresenta Gari Wendell Batista e Clóvis Costa, do Coletivo Nós.


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