O Colégio Marista de Natal realiza neste sábado (15), a partir das 17h, a 3ª edição da Marista Night Run, evento que reúne esporte, convivência e incentivo a hábitos de vida saudáveis. A programação é voltada para a comunidade escolar e também para o público em geral.
A corrida contará com percursos de 5 km e 10 km, além da Corrida Kids, modalidade destinada às crianças. A proposta é incentivar a prática esportiva desde a infância e proporcionar uma experiência de atividade física de forma leve e adequada às diferentes faixas etárias.
De acordo com Antonio Júnior, coordenador de esportes do Marista de Natal, a participação das crianças é um dos destaques da programação.
“A Marista Night Run é um momento de encontro, celebração e incentivo à prática esportiva. Um dos grandes destaques é a Corrida Kids, que reforça a importância de estimular, desde cedo, o gosto pela atividade física, de forma leve, divertida e adequada a cada faixa etária. É uma oportunidade para as crianças vivenciarem o esporte, criarem boas memórias e entenderem que cuidar da saúde também pode ser uma experiência prazerosa. Estamos felizes em proporcionar um evento que promove saúde, bem-estar e integração, fortalecendo ainda mais os laços que fazem parte da nossa história”, comentou.
A Marista Night Run busca reunir educandos, famílias, educadores e corredores em uma experiência que vai além da competição. A proposta é estimular a convivência, a superação pessoal e a adoção de hábitos relacionados à saúde e ao bem-estar.
Para a organização, o evento também representa uma oportunidade de fortalecer os vínculos entre os integrantes da comunidade escolar e o público participante por meio do esporte.
“É um momento de encontro, celebração e incentivo à prática esportiva. Estamos felizes em proporcionar um evento que promove saúde, bem-estar e integração, fortalecendo ainda mais os laços que fazem parte da nossa história”, disse Antonio Júnior.
Inscrições estão abertas As inscrições para a 3ª edição da Marista Night Run já estão abertas. Os interessados podem se inscrever de forma on-line pela plataforma Ticket Sports ou presencialmente no Colégio Marista de Natal.
A programação será realizada no dia 15 de agosto, com início previsto para as 17h, e contará com as provas de 5 km e 10 km, além da Corrida Kids.
O Favorito Supermercados iniciou, neste mês de agosto, a implantação gradual da escala 5×2 em três unidades no Rio Grande do Norte. O modelo prevê cinco dias de trabalho e dois dias consecutivos de descanso e foi apresentado pela empresa como uma iniciativa voltada à melhoria das condições de trabalho e à retenção de profissionais.
A decisão foi anunciada pelo diretor comercial da rede, Vinicius Gama, que afirmou que a mudança não está relacionada ao debate político sobre a redução da jornada de trabalho, mas a uma decisão da empresa voltada aos trabalhadores.
“A partir do mês de agosto, nós adotaremos a jornada de trabalho 5×2. Independente de votação, independente de eleição, nós entendemos que essa pauta para nós não é sobre política, mas é sobre pessoas”, afirmou.
Segundo o diretor comercial, a empresa tem observado dificuldades crescentes para encontrar profissionais interessados em ingressar ou permanecer em empregos organizados nos moldes tradicionais, especialmente em setores que envolvem jornadas extensas e trabalho aos fins de semana.
Na avaliação de Vinicius Gama, melhores condições de trabalho podem contribuir para a permanência dos funcionários e também refletir na qualidade do atendimento aos consumidores.
“Nós sabemos que a satisfação dos nossos colaboradores vai aumentar a satisfação dos nossos clientes”, declarou.
ASSURN considera medida uma decisão independente Procurada pelo Diário do RN para falar sobre o posicionamento do setor em torno do debate do fim da escala 6×1, a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (ASSURN) informou que a adoção da escala 5×2 pelo Favorito Supermercados é uma decisão independente, isolada e em caráter de teste em algumas unidades da rede.
“O setor supermercadista é essencial para a população. Por essa razão, espera a construção de uma escala que atenda respeitosamente a todos os colaboradores e que, ao mesmo tempo, de forma equilibrada, permita um atendimento amplo e eficaz à população”, destacou a entidade.
Questionada sobre a quantidade de pessoas empregadas e os possíveis impactos da mudança para o setor supermercadista, a ASSURN não informou números e afirmou que ainda não é possível fazer uma avaliação de impactos, justamente porque a experiência do Favorito está sendo realizada de forma isolada.
Segundo a associação, ainda “não há nada concreto para ser analisado” em relação aos efeitos da adoção da escala.
O que é a escala 5×2? A discussão sobre o modelo ocorre paralelamente ao debate nacional sobre a redução da jornada de trabalho. O advogado e professor de Direito do Trabalho Túlio Chaves reforça que a escala 5×2 ainda não é obrigatória para as empresas.
Atualmente, a legislação trabalhista estabelece jornada de até 44 horas semanais e garante ao trabalhador o descanso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.
“Hoje, a gente tem esse regime de até 44 horas de trabalho semanal. Então, hoje, você tem a obrigatoriedade de um dia de descanso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos.
Caso essa proposta de emenda constitucional seja aprovada, você terá esses cinco dias na semana de trabalho. Então, na prática, você trabalharia cinco dias e descansaria dois”, esclareceu.
Segundo o advogado, a eventual mudança nas regras depende da conclusão da tramitação da proposta no Congresso Nacional.
“Houve uma primeira votação na Câmara de Deputados, na qual houve a aprovação do projeto de emenda constitucional. Mas, na prática, isso ainda não tornou essa escala obrigatória, até porque depende dessa segunda votação no Senado ainda. Então, hoje, você ainda tem essa liberdade em aderir ou não à escala 5×2. Ainda não virou realmente a obrigação das empresas”, explicou.
Túlio Chaves também esclarece que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) não determina que as empresas adotem uma escala específica de trabalho.
“Não há uma previsão na CLT. A lei prevê essa jornada de trabalho de até 44 horas semanais. Ela não obriga uma escala específica, desde que realmente seja respeitado o chamado DSR (Descanso Semanal Remunerado), como eu disse, preferencialmente aos domingos. Essa escala 5×2 pode ser adotada por decisão da empresa. Então, apesar de não ser obrigado, você, enquanto empresário, pode já, desde logo, aderir a essa escala. Já há essa possibilidade”, afirmou.
Dessa forma, uma empresa pode adotar atualmente a escala 5×2 por decisão própria, desde que a organização da jornada respeite os limites estabelecidos pela legislação trabalhista e os direitos dos trabalhadores.
Mais descanso pode favorecer saúde mental
Advogado prevê reflexos diretos na qualidade de vida dos trabalhadores – Foto: Reprodução
Para o advogado trabalhista, a principal diferença do modelo está na redução da jornada e no aumento do período de descanso. Na avaliação de Túlio Chaves, a mudança também pode produzir reflexos na saúde mental e na qualidade de vida dos trabalhadores.
“Em relação aos benefícios, a gente pode apontar alguns. Acredito que, principalmente, a questão da saúde mental e qualidade de vida para o trabalhador. Eu acredito que esses são dois fatores que, realmente, já são bastante visíveis quando você tem essa redução na carga horária de trabalho”, comentou.
Além desses aspectos, o advogado aponta possíveis impactos sobre o absenteísmo e as doenças relacionadas ao trabalho.
“Já existem alguns indicativos que isso diminui também a questão do absenteísmo, as faltas ao trabalho. Certamente, terá repercussão em doenças profissionais, como é o caso da síndrome de burnout. Então, acredito que a saúde mental também do trabalhador será muito beneficiada e também já vai muito ao encontro do que trouxe de novidade a reformulação da norma regulamentadora número 1 que obriga as empresas também a ter indicativos de saúde mental dentro das empresas. Então, o empresário pode até se utilizar dessa redução da carga horária já como uma medida de atendimento aos novos requisitos da norma regulamentadora número 1”, pontuou.
Embora o debate sobre a redução da jornada de trabalho avance no Congresso Nacional, a adoção da escala 5×2 permanece facultativa. Enquanto não houver alteração definitiva na legislação, empresas interessadas podem implementar o modelo, desde que observem os limites previstos na CLT e garantam os direitos dos trabalhadores.
política do Rio Grande do Norte e redesenhou alianças que pareciam consolidadas. Primos e antigos aliados, José Agripino Maia (PFL) e Lavoisier Maia (PDT) chegaram às urnas em lados opostos, numa disputa que dividiu a família e reuniu, no palanque de Lavoisier, grupos que durante anos haviam sido adversários dos Maia.
A ruptura tinha peso histórico. Lavoisier havia nomeado Agripino prefeito de Natal em 1979 e apoiado sua primeira eleição para governador, em 1982. O cenário, porém, mudou ao longo da década. Em 1990, Lavoisier se aproximou do grupo comandado pelo então governador Geraldo Melo e recebeu o apoio dos Alves, tradicionais adversários de Agripino.
A eleição ocorreu em dois turnos, em 3 de outubro e 25 de novembro. Além de governador e vice, os potiguares escolheram um senador, oito deputados federais e 24 estaduais.
Para José Agripino, que havia sido eleito senador em 1986, voltar à disputa pelo Governo foi uma decisão relacionada à própria manutenção da liderança política do grupo. Em entrevista ao Diário do RN, ele recordou que entrou na corrida eleitoral diante da necessidade de representar seu campo político.
“Foi uma imposição do meu partido, o PFL, uma necessidade de manutenção da liderança partidária”, afirmou.
Do outro lado, Agripino viu antigos adversários e lideranças importantes se reunirem em torno de Lavoisier. Ao recordar a composição daquele palanque, ele destacou o isolamento político que enfrentou no início da disputa.
“Lavoisier foi apoiado por Geraldo Melo, por Aluízio, Henrique, Garibaldi, Wilma. Todos se juntaram. E eu fui candidato sozinho para manter a liderança”, relembrou.
Em meio à disputa, a campanha de Agripino também ganhou um símbolo que atravessou o tempo: o jingle “Já Já Vai Voltar”, referência direta ao seu retorno ao Governo do Estado. A música ganhou força ao longo da corrida eleitoral e entrou para a memória como um dos jingles mais conhecidos da política potiguar.
No primeiro turno, Agripino liderou com 454.528 votos, ou 48,11% dos válidos. Lavoisier recebeu 372.301 (39,40%), seguido por Salomão Gurgel (PT), com 103.616 (10,97%), e Ana Catarina Alves (PTR), com 14.343 (1,52%). Agripino venceu em 113 dos 152 municípios existentes no Estado à época, mas não alcançou a maioria necessária para encerrar a disputa.
No segundo turno, novamente saiu vitorioso. Ao lado do candidato a vice Vivaldo Costa (PL), recebeu 525.229 votos (52,09%), contra 483.067 (47,91%) de Lavoisier, que tinha Arnóbio Abreu (PMDB) como vice. A diferença foi de 42.162 votos.
A vitória levou Agripino de volta ao Governo oito anos depois da primeira eleição para o cargo. Ele sucedeu Geraldo Melo em março de 1991 e tornou-se o primeiro político a conquistar dois mandatos de governador do Rio Grande do Norte desde o fim do Estado Novo, em 1945.
Agripino foi o primeiro governador reeleito após o fim do Estado Novo – Foto: ReproduçãoVivaldo Costa compôs com José Agripino a chapa que saiu vitoriosa – Foto: Reprodução
Uma eleição que dividiu os Maia Mais do que colocar dois primos em lados opostos, a campanha expôs uma divisão até então difícil de imaginar dentro da família Maia. As relações políticas e familiares construídas ao longo de décadas foram atravessadas pela disputa, enquanto Lavoisier se aproximava justamente do grupo Alves, adversário histórico de Agripino.
O ex-governador Cortez Pereira, próximo de Lavoisier, protagonizou um dos episódios lembrados daquele período. Diante da necessidade de escolher entre os dois candidatos, declarou que era mais amigo de Lavoisier do que de Agripino, mas “mais amigo do Rio Grande do Norte do que de Lavoisier” e, por isso, votaria em Agripino.
A disputa foi intensa e chegou ao segundo turno em um Estado politicamente dividido. Se Agripino venceu o Governo, o grupo adversário conquistou a vaga em disputa para o Senado.
Garibaldi Alves Filho (PMDB) foi eleito com 404.206 votos (52,02%), derrotando Carlos Alberto de Sousa (PDC), que obteve 329.793 (42,45%), e José de Anchieta Ferreira Lopes (PCdoB), com 42.991 (5,53%).
Nas eleições proporcionais, o equilíbrio entre os principais grupos também apareceu. Das oito vagas potiguares na Câmara dos Deputados, PMDB e PFL conquistaram três cada, enquanto PRN e PSDB ficaram com uma cadeira. Na Assembleia Legislativa, o PMDB formou a maior bancada, com dez das 24 vagas, seguido pelo PFL, com cinco; PL, com quatro; PDS, com três; e PDT e PT, com uma cadeira cada.
Imagem que fez parte do material de campanha de Agripino em 1990 – Foto: Reprodução
O aviso que Agripino não quis acreditar A articulação que levaria Lavoisier ao palanque adversário começou antes de a candidatura se tornar pública. Quem acompanhou parte dessa movimentação foi Afonso Lemos, então prefeito de Macau, eleito em 1988. Embora ligado politicamente a José Agripino, ele havia se aproximado do governador Geraldo Melo e acabou tomando conhecimento das conversas que se desenvolviam nos bastidores.
Em entrevista ao Diário do RN, Afonso recorda que Geraldo não tinha um nome competitivo para sua sucessão e permaneceu no Governo, enquanto buscava construir uma candidatura capaz de enfrentar Agripino.
“Geraldo me confidenciou que o candidato do grupo dele ao Governo do Estado seria Lavoisier Maia. Como eu era ligado a Agripino, fui até ele e revelei que Lavoisier estava se aproximando do grupo de Geraldo para ser candidato contra o próprio Agripino, com o apoio dos Alves. Agripino, num primeiro momento, não quis acreditar”, relembrou.
A reação, segundo Afonso, era compreensível diante da proximidade existente entre os integrantes da família. Lavoisier já havia governado o Estado, Agripino o sucedera anos depois e os dois tinham caminhado juntos em disputas anteriores.
“A situação realmente era muito difícil de imaginar, porque a ligação familiar entre Lavoisier, Agripino, Tarcísio Maia e os demais integrantes da família era muito forte. Os Maias eram muito unidos”, afirmou.
Somente quando as conversas avançaram e Lavoisier efetivamente se tornou candidato do campo adversário, segundo Afonso, Agripino percebeu que o movimento antecipado por ele estava se concretizando.
“Agripino não acreditava que Lavoisier aceitaria ser candidato contra ele. Somente quando a articulação se concretizou é que reconheceu que eu havia chamado a atenção para o que estava acontecendo”, contou.
Em resumo, o embate entre os primos marcou a eleição de 1990. Lavoisier reuniu antigos adversários dos Maia e importantes lideranças do Estado, enquanto Agripino enfrentou a divisão familiar e uma ampla aliança para conquistar o segundo mandato. A vitória por pouco mais de 42 mil votos encerrou uma campanha de rupturas e novos arranjos políticos.
Documento de 8 de agosto registra que certidão positiva do TJRN aponta existência de processos e candidato é intimado, nesta quarta-feira (12), a complementar documentação exigida pela Justiça Eleitoral.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) intimou nesta quarta-feira (12) o candidato Allyson Bezerra, do União Brasil, a complementar a documentação apresentada no pedido de registro de candidatura ao Governo do Estado. A intimação está relacionada a uma pendência identificada na documentação criminal apresentada pelo candidato e envolve processos apontados em certidão positiva emitida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN).
A informação consta no processo nº 0600458-93.2026.6.20.0000, referente ao registro de candidatura de Allyson Bezerra, pela coligação Esperança e Trabalho. O pedido de registro foi apresentado no Candex em 3 de agosto de 2026, enquanto a escolha do candidato em convenção partidária ocorreu em 20 de julho.
A origem da pendência aparece em documento de conferência da documentação emitido pelo TRE em 8 de agosto. Na análise dos documentos apresentados, a Justiça Eleitoral registrou irregularidade nas certidões criminais para fins eleitorais da Justiça Estadual de 1º e 2º graus.
Segundo o documento, a certidão apresentada, emitida pelo TJRN, é positiva e informa a existência de processos que “podem ter repercussão na análise do pedido de registro de candidatura”. A certidão, porém, não veio acompanhada das respectivas certidões de objeto e pé, exigidas pelo artigo 27, §7º, da Resolução TSE nº 23.609/2019.
As certidões de objeto e pé servem para identificar e detalhar o conteúdo, a situação e o andamento dos processos relacionados na certidão criminal, permitindo à Justiça Eleitoral verificar se existe alguma circunstância capaz de produzir repercussão sobre o pedido de registro.
Com a intimação expedida nesta quarta-feira, a pendência deixou de ser apenas um apontamento registrado na conferência documental e passou a ser objeto de determinação para complementação do processo de registro.
Os documentos solicitados deverão permitir que a Justiça Eleitoral identifique e analise os processos relacionados na certidão positiva do TJRN. A existência de processos judiciais, por si só, não significa que o candidato seja inelegível.
O documento de conferência de 8 de agosto não declarou Allyson inelegível e tampouco representou decisão de indeferimento da candidatura. O levantamento do Cadastro Eleitoral registra que não havia, em princípio, hipótese de inelegibilidade cadastrada contra o candidato.
Também constam como regulares informações relacionadas à quitação eleitoral, à inscrição eleitoral e à inexistência de crime eleitoral registrado no cadastro.
Processos ainda precisam ser detalhados A questão apontada pelo TRE está relacionada, neste momento, à documentação necessária para que os processos mencionados na certidão positiva do TJRN sejam devidamente identificados e analisados.
A apresentação das certidões de objeto e pé permitirá à Justiça Eleitoral verificar o conteúdo e a situação de cada processo e avaliar eventual repercussão sobre o registro de candidatura.
Assim, a intimação não equivale, por si só, a uma declaração de inelegibilidade ou ao indeferimento da candidatura. O que existe, até o fechamento desta edição, é uma determinação para que a documentação seja complementada.
Dario também é intimado pelo TRE para corrigir pendências no registro
O candidato Dario Barbosa de Melo, do PSTU, também foi intimado pelo TRE-RN para corrigir pendências no registro de candidatura ao Governo do Estado. A Justiça Eleitoral deu três dias para a regularização, sob pena de indeferimento do pedido.
O TRE apontou que as certidões criminais de 1º e 2º graus apresentadas por Dario são positivas e informam a existência de processos que podem ter repercussão na análise da candidatura, mas não foram acompanhadas das respectivas certidões de objeto e pé exigidas pela legislação eleitoral.
Além disso, o candidato declarou ser funcionário público civil estadual, mas não apresentou o comprovante de desincompatibilização exigido para o registro.
Depois de ouvir os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte, o Fórum Caminhos do RN deu continuidade, nesta quarta-feira (12), à rodada de sabatinas com os postulantes ao Senado.
Sandro Pimentel (PSOL), Tércio Tinoco (União Brasil), Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda Alves (PT) participaram, nesta ordem, dos encontros promovidos pela Fiern e pelo MídiaComRN, apresentando propostas e posicionamentos sobre temas relacionados ao desenvolvimento do Estado.
Realizadas no auditório Albano Franco, sede da Fiern, as sabatinas contaram com representantes do setor produtivo e jornalistas de veículos de comunicação associados ao MídiaComRN.
Segurança pública, desenvolvimento econômico, infraestrutura, tecnologia e participação da iniciativa privada estiveram entre os temas abordados.
Sandro abre sabatinas com foco em segurança Primeiro a ser sabatinado, Sandro Pimentel destacou a necessidade de associar educação, tecnologia e segurança pública. O candidato defendeu maior utilização de recursos tecnológicos para identificação de infratores e afirmou que o enfrentamento à criminalidade depende também da construção de ações conjuntas entre diferentes setores.
“Hoje a gente consegue ter tecnologias nas vias, nas rodovias, que identifiquem o infrator até pelo calor, mas pouco se usa”, afirmou. Sandro também defendeu a construção de pactos que envolvam diferentes agentes e sejam capazes de produzir resultados efetivos na área.
Tércio defende parcerias com setor privado Na sequência, Tércio Tinoco concentrou parte de sua participação na defesa das parcerias público-privadas como instrumento para ampliar investimentos, especialmente no turismo. “Eu sou 100% favorável à parceria público-privada. Acredito muito nessa parceria porque, infelizmente, o poder público não toma conta sozinho de tudo”, declarou.
O candidato citou Pipa como exemplo de destino que necessita de melhorias na infraestrutura rodoviária e na acessibilidade turística. Tércio também destacou o papel das emendas parlamentares e defendeu maior aproximação entre o Senado e o setor empresarial. “A gente precisa trazer o setor empresarial para perto, para trabalhar juntos”, afirmou.
Styvenson aposta em tecnologia e energia limpa Terceiro a participar da sabatina, Styvenson Valentim direcionou sua fala para tecnologia, energia e atração de investimentos. O senador e candidato à reeleição destacou projeto de sua autoria voltado à regulamentação de data centers e inteligência artificial no país e comparou o avanço do Rio Grande do Norte ao de estados vizinhos.
“O Ceará está na frente da gente e a gente atrás. O meu projeto de lei que está em Brasília é para regulamentar toda a legislação do país que trata justamente de data centers e IAs”, disse.
Styvenson afirmou que a proposta busca criar condições para o Rio Grande do Norte receber esses empreendimentos, aproveitando a disponibilidade de energia renovável. Segundo ele, o Estado desperdiça atualmente 24% da energia limpa produzida.
Samanda encerra com debate sobre segurança Última a ser sabatinada, Samanda Alves abordou investimentos em segurança pública e relacionou o fortalecimento das forças de segurança à melhoria do ambiente econômico. Segundo a candidata, a presença de unidades do Corpo de Bombeiros nas diferentes regiões do Estado também oferece maior segurança para empresários e investidores.
“Isso também traz segurança para os investidores, não só para quem está investindo, que vai ter a segurança do seu negócio”, afirmou.
No âmbito nacional, Samanda defendeu o fortalecimento das ações de combate ao crime organizado, com maior estrutura, equipamentos e inteligência para as forças de segurança. A candidata também destacou os impactos da criminalidade sobre a população das periferias e defendeu a articulação entre as ações estaduais e federais.