A participação de gestores municipais em fóruns estaduais e nacionais tem ampliado o protagonismo das redes de ensino nas discussões sobre políticas públicas educacionais. Para os secretários de Educação de Natal e de Nísia Floresta, esses espaços permitem compartilhar experiências, discutir desafios comuns e fortalecer estratégias voltadas à melhoria da aprendizagem dos estudantes.
À frente da Secretaria Municipal de Educação de Natal, Aldo Fernandes afirma que o intercâmbio entre os gestores contribui para qualificar as políticas públicas desenvolvidas nos municípios.
“A troca de experiências entre os gestores fortalece a educação pública. Quando compartilhamos boas práticas e discutimos desafios comuns, todos os municípios ganham e quem mais se beneficia são os estudantes”, destacou o secretário.
Segundo Aldo Fernandes, a participação em eventos e instâncias de representação permite conhecer iniciativas bem-sucedidas adotadas em outras redes e adaptar soluções à realidade local. Entre as agendas recentes do gestor estão a Bett Brasil, realizada em São Paulo, e a ExpoEduc 2026, onde apresentou ações desenvolvidas na capital potiguar relacionadas ao planejamento educacional, inovação na gestão e fortalecimento do protagonismo dos professores.
Já o secretário municipal de Educação de Nísia Floresta, Gustavo Fernandes, destaca que a presença dos municípios nos principais espaços de debate fortalece uma gestão baseada em evidências e focada em resultados.
“A atuação nesses espaços tem fortalecido uma convicção: é possível construir uma educação pública de qualidade quando a gestão toma decisões baseadas em evidências, acompanha resultados e transforma dados em ações concretas para melhorar a aprendizagem”, afirmou.
Professor universitário, Gustavo Fernandes coordena o Polo 1 da União dos Dirigentes Municipais de Educação do Rio Grande do Norte (Undime/RN) e representa os municípios na Comissão Intergestores Bipartite da Educação (Cibe/RN). Neste ano, participou da Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios e foi palestrante da ExpoEduc, abordando temas como valorização dos profissionais da educação, formação continuada e políticas de aprendizagem.
Na rede municipal de Nísia Floresta, a gestão tem priorizado ações voltadas à alfabetização, avaliação educacional, educação em tempo integral, inclusão e qualificação dos profissionais da educação.
Cooperação entre os municípios Recentemente, Aldo Fernandes e Gustavo Fernandes participaram, em Teresina (PI), de uma reunião regional das Comissões Intergestores Bipartite da Educação. O encontro reuniu representantes de diferentes estados para discutir estratégias de cooperação entre União, estados e municípios, além de debater mecanismos para fortalecer a gestão das redes públicas de ensino.
A presença dos dois gestores acompanha um movimento observado em todo o país, no qual dirigentes municipais assumem papel cada vez mais ativo na formulação e no aperfeiçoamento das políticas educacionais. A expectativa é que o compartilhamento de experiências bem-sucedidas contribua para elevar a qualidade da educação pública e ampliar os resultados alcançados pelos estudantes nas diferentes redes municipais.
Há estreias que representam apenas mais uma apresentação. Outras simbolizam um novo capítulo de uma história construída ao longo de décadas. Nesta semana, o ator potiguar José Neto Barbosa desembarca em São Paulo para apresentar “Um Depoimento Real”, espetáculo da S.E.M. Cia. de Teatro selecionado para a MIACENA – Mostra Internacional de Artes Cênicas em Espaços Não Convencionais e Alternativos. A montagem, dirigida pela argentina Monina Bonelli, chega à capital paulista levando um tema delicado: a violência contra crianças narrada a partir do universo da imaginação infantil.
Mas, antes de cruzar fronteiras, a história de José Neto começou entre o Agreste e o litoral potiguar.
Nascido em Natal, ele passou a infância entre Santo Antônio e Barra do Cunhaú, em Canguaretama. Foi nesse cenário que surgiram as primeiras referências que, anos depois, moldariam sua identidade artística.
“Nasci em Natal, mas fui criado entre Santo Antônio do Salto da Onça e Barra do Cunhaú. Minhas raízes estão muito ligadas a esses dois lugares, entre as memórias do Agreste e o horizonte do litoral potiguar”, contou.
Filho de uma família de vaqueiros, chegou a participar de vaquejadas quando criança, mas admite, com bom humor, que não levava muito jeito. O que realmente mudou sua vida aconteceu diante de um arraial.
“Venho de uma família de vaqueiros e, ainda criança, cheguei a correr vaquejada, mas era péssimo vaqueiro. Mas foi também nessa época que, ao assistir a um festival de quadrilhas juninas em Santo Antônio, algo despertou em mim”, lembrou.
O brilho dos figurinos, a música e a capacidade de emocionar o público despertaram nele um desejo que nunca mais desapareceu.
“Ali nasceu em mim a vontade de também estar em cena e provocar essa emoção nas pessoas”, afirmou.
Pouco tempo depois, a família mudou-se para Natal. Aos 11 anos, José Neto pisaria em um palco pela primeira vez, experiência que consolidaria o sonho iniciado nas festas juninas.
“Meu primeiro contato com o palco aconteceu ainda criança, na Escola Nossa Senhora do Carmo, em Nova Cruz. Ia ter uma encenação da Paixão de Cristo e eu pedi para participar. Acabaram me colocando para fazer Jesus e lembro que fiquei muito empolgado com tudo aquilo”, recordou.
Embora a estreia tenha acontecido ainda na infância, ele considera que a carreira começou oficialmente em 2002, quando ingressou em um curso de televisão e cinema. O teatro, porém, rapidamente tomou outro rumo.
“Comecei interessado justamente em televisão e cinema, mas logo depois me apaixonei pelo teatro. Comecei a fazer outros cursos, oficinas, participar de espetáculos e fui ficando. O teatro acabou tomando conta de tudo e se tornou a base da minha carreira”, disse.
Desde então, estudar tornou-se parte inseparável da profissão. Entre cursos, oficinas e intercâmbios, José acumula mais de 45 formações.
“Hoje tenho mais de 45 formações realizadas com profissionais nacionais e internacionais. Acho que o ator precisa continuar estudando a vida inteira”, pontuou.
Titina: amiga, professora e incentivadora
Entre as grandes referências estão nomes como Fernanda Montenegro, Bibi Ferreira, Cleyde Yáconis e Vera Holtz. No Rio Grande do Norte, porém, nenhuma influência foi tão marcante quanto Titina Medeiros.
A relação começou antes mesmo de ela ser sua professora.
“Ela assistiu ao ensaio geral e, quando terminou, me chamou num cantinho do palco e disse: ‘Netinho, me prometa que você nunca vai deixar de fazer teatro’. Eu prometi e nunca esqueci”, recordou.
Mais tarde, Titina tornou-se professora de José Neto no Centro Experimental. As aulas eram frequentemente prolongadas em conversas sobre arte e vida, acompanhadas de um “caldinho de camarão na praça de alimentação de um shopping da capital”.
“Hoje, vivendo o luto pela partida dela (Titina), seguir fazendo teatro também é uma forma de honrar essa promessa”, afirmou.
A carreira construída ao longo de 24 anos jamais teve como objetivo definitivo migrar para o eixo Rio-São Paulo. O desejo era outro: conhecer o Brasil através do teatro.
“Desde que comecei a fazer teatro, eu tinha uma imagem muito específica na cabeça: sonhava em viajar de avião com minhas malas e meu cenário para apresentar em outras cidades”, contou.
O sonho começou a ganhar forma em 2014, durante um festival em Curitiba. Na ocasião, a atriz Ítala Nandi assistiu ao espetáculo e publicou uma crítica chamando José Neto de “ator extraordinário”, reconhecimento que ajudou a ampliar a circulação de seu trabalho pelo país.
Mesmo assim, ele nunca cogitou abandonar o Rio Grande do Norte.
“Sempre me interessou muito mais conhecer o Brasil profundo através do teatro”, explicou.
Hoje, já percorreu mais de 16 estados brasileiros, passando pelas cinco regiões do país, levando espetáculos tanto para grandes capitais quanto para cidades onde o acesso às artes cênicas ainda é limitado.
“Eu consegui construir essa trajetória continuando no Rio Grande do Norte, sendo um ator potiguar e fazendo o meu trabalho partir daqui para encontrar o restante do país”, destacou.
Agora, essa caminhada ganha mais um capítulo com “Um Depoimento Real”. O espetáculo, inspirado em casos reais, aborda a violência contra crianças sob a perspectiva da imaginação infantil, propondo uma reflexão sobre escuta, afeto e redes de proteção.
A estreia nacional da peça acontece neste sábado (15), às 17h e 20h, no FIESP Mezanino, na Avenida Paulista, dentro da programação da MIACENA 2026 – Mostra Internacional de Artes Cênicas em Espaços Não Convencionais e Alternativos. As apresentações são gratuitas.
Frio na barriga
“O aplauso não é só um reconhecimento pelo que aconteceu no palco. É a confi rmação de que houve um encontro”, José Neto Barbosa – Foto: Reprodução
Mesmo após mais de duas décadas de carreira, a ansiedade permanece intacta.
“Sinto, e muito. Acho que o dia em que eu deixar de sentir esse frio na barriga talvez seja o momento de repensar alguma coisa”, confessou.
A apresentação em São Paulo representa um marco importante para ele, porém, não altera uma característica que o acompanha desde o início.
“Tenho mais experiência, mais segurança e mais ferramentas como ator, mas aquele frio na barriga continua existindo. E eu gosto que continue”, comentou.
Ao final de cada espetáculo, porém, a ansiedade dá lugar ao momento que, para ele, resume o sentido da profissão.
“Faz a vida fazer sentido. O aplauso não é só um reconhecimento pelo que aconteceu no palco.
Para mim, é a confirmação de que houve um encontro, de que alguma coisa que eu fiz chegou até aquelas pessoas”, afirmou.
E é justamente nesse encontro, seja nos aplausos, em um abraço ou em uma conversa após o espetáculo, que José Neto encontra a resposta para seguir, há 24 anos, fazendo do teatro sua forma de existir.
O cenário eleitoral do Rio Grande do Norte ganhará um novo retrato nesta sexta-feira (14), com a divulgação de mais uma rodada da pesquisa DataVero/Diário do RN. O levantamento será o primeiro realizado pelo instituto após dois momentos importantes do calendário eleitoral: as convenções partidárias, que oficializaram candidaturas e alianças para a disputa de outubro, e o primeiro debate televisionado entre os principais candidatos ao Governo do Estado, realizado pela Band no último domingo (9).
Os pesquisadores estão em campo, ouvindo 1.500 eleitores distribuídos em 50 municípios do Rio Grande do Norte, entre os dias 10 e 12 de agosto. Com margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%, o levantamento vai apresentar um panorama das principais disputas eleitorais no Estado.
Além da corrida pelo Governo do RN, serão conhecidos os números das disputas para a Presidência da República e o Senado. A rodada também vai medir as preferências dos potiguares para a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa.
Retrato após convenções e debate A nova rodada chega em um momento diferente dos levantamentos anteriores. Com o encerramento das convenções partidárias, o eleitor passou a ter um quadro mais definido das candidaturas, chapas e alianças que estarão nas urnas. A pesquisa permitirá observar como esse novo desenho se reflete nas intenções de voto.
Outro componente é o primeiro debate na televisão entre os principais candidatos ao Governo. O encontro promovido pela Band no último domingo colocou os concorrentes frente a frente para discutir propostas, apresentar críticas e responder aos adversários.
Como o trabalho de campo começou no dia seguinte ao debate, o levantamento será o primeiro DataVero/Diário do RN a captar as preferências do eleitorado após o confronto televisivo.
Da Presidência às proporcionais A abrangência da pesquisa permitirá acompanhar diferentes níveis da eleição. Na disputa presidencial, o levantamento mostrará como o eleitor potiguar se posiciona diante dos candidatos ao Palácio do Planalto. Para o Governo, será possível verificar o cenário após a definição das candidaturas e o início dos debates.
O Senado também terá espaço na rodada, em uma eleição na qual os potiguares escolherão dois representantes. Nas disputas proporcionais, o DataVero vai aferir as preferências para deputado federal e estadual, permitindo identificar os nomes que começam a ganhar espaço na corrida pelas oito cadeiras do RN na Câmara dos Deputados e pelas 24 vagas da Assembleia Legislativa.
DataVero acompanha disputa eleitoral O Instituto DataVero vem acompanhando diferentes momentos da corrida eleitoral no Rio Grande do Norte por meio de levantamentos realizados em parceria com o Diário do RN. Além dos cenários gerais de intenção de voto, as pesquisas permitem observar o comportamento do eleitorado por diferentes recortes e acompanhar a evolução da disputa no Estado.
A nova pesquisa DataVero/Diário do RN está registrada na Justiça Eleitoral sob os números RN-06313/2026 e BR-05337/2026.
Dados do Estado não identificam diretamente a cifra apresentada pelo pré-candidato; investimentos também mostram diferença proporcional pequena entre Governo do Estado e Mossoró.
O principal número apresentado pelo ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra (União Brasil), durante sabatina realizada na Casa da Indústria, promovida em parceria pela Midiacom/RN e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), exige uma explicação objetiva: de onde vêm os R$ 3,5 bilhões que ele classificou como “débito orçamentário” deixado de 2025 para 2026?
A afirmação, feita ao criticar a situação fiscal do Governo do Estado, não aparece diretamente nos principais números do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) de 2025.
No 6º bimestre de 2025, o Estado registrou aproximadamente R$ 23,8 bilhões em despesas empenhadas, R$ 23,3 bilhões liquidadas e R$ 21,9 bilhões pagas. A diferença entre empenhado e liquidado foi de cerca de R$ 512,9 milhões. Entre o liquidado e o pago, aproximadamente R$ 1,4 bilhão. Já a diferença entre o total empenhado e o efetivamente pago ficou em torno de R$ 1,9 bilhão.
Nenhuma dessas diferenças corresponde diretamente aos R$ 3,5 bilhões citados por Allyson e a questão, portanto, não é apenas o tamanho do número, mas sua origem.
INVESTIMENTOS: DIFERENÇA PROPORCIONAL É DE 0,50 PONTO Outro ponto central do discurso de Allyson foi a crítica ao volume de investimentos realizados pelo Governo do Estado.
Os dados de 2025 mostram que Mossoró liquidou R$ 39,19 milhões em investimentos, diante de uma Receita Corrente Líquida (RCL) de R$ 1,4 bilhão. O volume corresponde a aproximadamente 2,77% da receita.
No Governo do Estado, os investimentos liquidados chegaram a R$ 605,19 milhões, enquanto a RCL alcançou R$ 26,656 bilhões. Proporcionalmente, os investimentos representaram cerca de 2,27% da receita.
A diferença entre os dois percentuais é de aproximadamente 0,50 ponto percentual.
Em valores absolutos, a distância é enorme: R$ 605 milhões no Estado contra R$ 39 milhões em Mossoró. Mas a comparação proporcional muda a leitura. A receita corrente líquida estadual foi quase 19 vezes maior que a de Mossoró em 2025, e os dois governos destinaram pouco mais de 2% da RCL aos investimentos.
Mossoró apresenta percentual superior, mas os números não indicam, por si só, uma diferença tão ampla quanto aquela sugerida pelo discurso político.
FOLHA DE PESSOAL: ALLYSON CRITICA LIMITE, MAS OMITE O CENÁRIO QUE FÁTIMA RECEBEU DE ROBINSON Na crítica à situação fiscal do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra também deixou de mencionar um dado importante sobre a despesa com pessoal, embora tenha razão dos números que apresentou do Estado onde ainda esteja acima do limite legal, o percentual atual é inferior ao cenário encontrado pela governadora Fátima Bezerra ao assumir o Governo em 2019 Fátima recebeu o Estado das mãos do então governador Robinson Faria e atual aliado no palanque político do ex-prefeito e candidato a governador Allyson Bezerra, com a despesa de pessoal consumindo 63,64% da Receita Corrente Líquida Ajustada.
Naquele momento, a RCL ajustada era de R$ 8,826 bilhões e a Despesa Total com Pessoal chegava a R$ 5,617 bilhões. O limite máximo estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal era de 49%.
Ou seja, o Estado começou a gestão Fátima 14,64 pontos percentuais acima do limite máximo permitido.
No dado mais recente extraídos da RGF do 1º quadrimestre de 2026, a despesa total com pessoal alcança R$ 11,28 bilhões, equivalente a 56,12% da RCL Ajustada. O Estado continua acima do limite legal, mas o percentual caiu 7,52 pontos percentuais em relação ao cenário recebido em 2019.
O debate pode e deve cobrar da atual administração uma solução definitiva para o excesso de pessoal. Mas uma análise fiscal responsável precisa considerar a trajetória completa: o Estado saiu de 63,64% da RCL ajustada para 56,12%.
A folha continua acima do limite. Isso é fato.
Mas também é fato que o Estado não está no mesmo ponto em que foi recebido por Fátima Bezerra.
No discurso eleitoral, entretanto, esse detalhe pode fazer diferença: a crise fiscal não começou agora, e os números mostram uma redução do comprometimento da receita com pessoal, ainda que insuficiente para recolocar o Estado dentro do limite legal.
A RÉGUA DOS NÚMEROS Os três temas, suposto “rombo”, investimentos e folha de pessoal, estarão no centro do debate eleitoral sobre as contas do Rio Grande do Norte.
Os números oficiais mostram que o Estado enfrenta dificuldades fiscais, especialmente no gasto com pessoal, que permanece acima do limite legal. Mas também mostram que, na comparação proporcional dos investimentos, a diferença entre Mossoró e o Governo do Estado é de aproximadamente meio ponto percentual da RCL.
Já a cifra de R$ 3,5 bilhões permanece como o principal ponto a ser esclarecido.
Se o valor representa um conjunto de obrigações, restos a pagar, déficit ou outro indicador fiscal, é preciso demonstrar a composição. Sem a memória de cálculo, o número fica no campo da afirmação política, e não de uma conclusão diretamente extraída dos dados apresentados no RREO.
Em uma eleição na qual a situação financeira do Estado será usada como argumento central, a pergunta é simples: qual é a conta que chega aos R$ 3,5 bilhões?
Os candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte apresentaram, nesta terça-feira (11), propostas para o Estado durante o Fórum Caminhos do RN, promovido pela Fiern e pelo MídiaComRN.
Robério Paulino (PSOL), Allyson Bezerra (União Brasil), Cadu de Lula (PT) e Álvaro Dias (PL) foram sabatinados por jornalistas de veículos associados ao MídiaComRN, com participação de representantes do setor produtivo.
Robério defende fortalecimento da indústria local Robério Paulino abriu a programação, em ordem definida por sorteio, e defendeu o fortalecimento da indústria como caminho para ampliar o desenvolvimento econômico e a geração de empregos. Ao abordar a diversificação produtiva, afirmou que pretende dialogar com o setor empresarial, agregar valor à indústria extrativista e estimular a produção local. “É preciso planejamento e ousadia para promover a substituição de importações. Muitos produtos comercializados em nossos supermercados poderiam ser industrializados no Rio Grande do Norte”, afirmou.
Allyson foca em equilíbrio fiscal e infraestrutura Na sequência, Allyson defendeu equilíbrio fiscal, gestão técnica e maior participação da iniciativa privada para ampliar investimentos e gerar empregos. “Quem gera emprego é a iniciativa privada. O papel do governo é destravar o Estado”, afirmou.
O candidato destacou turismo, petróleo e gás e energias renováveis e defendeu maior agilidade no licenciamento ambiental. Na infraestrutura, propôs integrar o Porto de Natal a uma ferrovia, construir uma terceira ponte para a Zona Norte e reativar os aeroportos de Mossoró e Caicó. Na saúde, defendeu uma rede hospitalar para a Zona Norte e a Região Metropolitana, reduzindo a sobrecarga do Walfredo Gurgel.
Cadu aposta em investimentos e educação integral Cadu de Lula defendeu a ampliação da capacidade de investimento do Estado, com crescimento da receita e controle das despesas, além de projetos como a duplicação da BR-304 e o Porto Indústria Verde. “A base do meu discurso trata de ações realizadas e concretizadas e, claro, de projeções para o futuro do nosso Estado”, afirmou.
O petista também defendeu parcerias público-privadas e concessões. Na educação, estabeleceu como meta alcançar 100% de ensino em tempo integral e combater o analfabetismo e a evasão escolar. Para a economia, aposta nas energias renováveis para atrair atividades como hidrogênio verde e data centers, além do fortalecimento da mineração e da fruticultura.
Álvaro propõe pacto econômico e social Álvaro Dias defendeu um diagnóstico das finanças estaduais e a construção de um pacto entre poder público, setor produtivo e sociedade. “Precisamos fazer um estudo profundo das finanças do Rio Grande do Norte e construir um pacto com as entidades, os poderes e a sociedade. Dentro desse grande pacto econômico e social, vamos começar a reconstruir o Rio Grande do Norte”, declarou.
O candidato apontou turismo, mineração, petróleo, fruticultura e energias renováveis como setores estratégicos e defendeu maior atração de investimentos privados. “O setor produtivo precisa ser parceiro do poder público. Vamos trabalhar para transformar essa parceria em resultados para o Rio Grande do Norte”, afirmou.
Parceria Fiern e MidiaComRN Ao final do Fórum Caminhos do RN, os candidatos receberam da Fiern a Agenda Caminhos do RN (2027-2030), documento com propostas e prioridades do setor produtivo para o desenvolvimento estadual, além da Carta de Compromisso do MídiaComRN. Nesta quarta-feira (12), a programação continua com as sabatinas dos candidatos ao Senado.