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SANDRO PIMENTEL PODERÁ SER O NOME DO PSOL PARA GOVERNADOR EM 2022

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Foto: José Aldenir/Agora RN

O ex-deputado estadual, Sandro Pimentel, que faz parte do Diretório Nacional do PSOL, disse em entrevista ao Agora RN, que o partido pretende lançar candidaturas proporcionais e majoritárias nas eleições de 2022, com o objetivo de derrubar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Sandro afirmou que os seus planos são concorrer a governador do Estado, mas para isso, precisa se tornar elegível, por isso, ingressou com um recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e está aguardando o julgamento. O ex-deputado avaliou a gestão da governadora Fátima Bezerra e também analisou a conduta do governo federal.

Sandro Pimentel classificou o processo que cassou o seu mandato de deputado estadual, como sendo completamente injusto e ilegal.

Confira a entrevista na íntegra:

AGORA RN: Na próxima eleição, caso o senhor esteja elegível, pretende disputar algum cargo?

Sandro Pimentel: Para 2022, eu na situação que estou hoje, estou inelegível, por 8 anos a contar da última eleição. Fizemos um recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e estamos aguardando o julgamento desse recurso último. Depois desse, se não tiver êxito eu vou ao Supremo. Os advogados inclusive têm mais esperança de que a gente consiga reverter no STF, porque a decisão contra mim, segundo os advogados, feriu dois artigos da Constituição Federal, então a gente está nesse imbróglio. A situação hoje é essa, se daqui para 2022, eu me tornar elegível, que é o meu pensamento, que é o que eu espero, que a justiça seja feita, aí eu vou colocar o meu nome à disposição ao partido, para o cargo que a legenda entender que eu deva representar.

AGORA RN: Em um cenário em que você se torne elegível, por exemplo, que cargo gostaria de concorrer em 2022?

Sandro Pimentel: Se eu me tornar elegível, o cargo que eu me coloco à disposição é o de governador do Rio Grande do Norte. Não pretendo mais concorrer a nenhum outro cargo, a não ser esse.

AGORA RN: O senhor acredita que o PSOL/RN vai lançar outros nomes a candidaturas proporcionais e eleições majoritárias?

Sandro Pimentel: O PSOL [como um todo], diferente de muitas outras siglas partidárias, nós somos um partido amplamente democrático. Pois se submete ao que as nossas bases, que são nossos filiados, decidem. Agora, por exemplo, estamos vivendo um momento congressual. Então nós começamos no mês de julho e terminamos no último domingo (29) as etapas municipais.

AGORA RN: E o que significa essa etapa congressual?

Sandro Pimentel: Em cada cidade aonde a gente está, são quase 60 cidades no Rio Grande do Norte, nós fizemos discussões, debatemos com os filiados de cada município, tiramos alguns encaminhamentos políticos futuro e elegemos as respectivas direções nessas cidades. Agora o próximo passo que vai acontecer é nos dias 11/09 e 12/09, a gente vai fazer o nosso congresso estadual, não só aqui no RN, mas no Brasil todo. Quem é que vota no congresso estadual? Todos os delegados, no caso do RN foram eleitos 100 delegados, esses delegados eleitos são de cinco tendências diferentes dentro do partido, irão nos dias 10 e 11 de setembro, discutir a política local, analisar a situação do governo local. Analisar a política implementada pelo governo e no que a gente pode contribuir para melhorar a situação do Estado, e qual será a nossa real posição.

AGORA RN: E qual é a sua posição? Sua corrente?

Sandro Pimentel: É que a gente precisa ter candidatura a presidente da República, então estamos pré-lançando o deputado federal, Glauber de Medeiros Braga do PSOL/RJ. Queremos lançar nomes aos cargos de governador, senador, deputado estadual e federal. Muito de nós que somos de esquerda, não estamos dispostos a votar em Lula, como muitos dos que são de direita, não querem votar em Bolsonaro. Então a gente precisa dá ao povo Brasileiro outras alternativas. A nossa luta está sendo essa, mas apenas em setembro é que vamos saber se teremos ou não candidatura própria.

AGORA RN: o PSOL/RN pretende ter candidatura própria aqui no Estado?

Sandro Pimentel: A defesa é que a gente tenha candidatura própria. Nós queremos ter a oportunidade de apresentar o nosso programa e mostrar para o povo do Rio Grande do Norte, que a gente pode evoluir muito e melhorar a situação do nosso Estado, que a gente não é a favor com o retrocesso, a incompetência das oligarquias tradicionais do nosso Estado. Mas por outro lado, nós acreditamos que o governo Fátima Bezerra do (PT) poderia estar em um patamar muito melhor e, que podemos contribuir com isso.

AGORA RN: E como será essa contribuição?

Sandro Pimentel: Apresentando o nosso programa. Mostrando onde o governo Fátima Bezerra errou e apontando soluções. Em momento eleitoral, com debates políticos e de televisão, é uma hora muito propícia. Se a gente não apresenta uma proposta política, se não mostra o nosso programa, a tendência do partido é desaparecer. Quem não é visto, não é lembrado.

AGORA RN: O PSOL/RN é um partido da base aliada do governo Fátima Bezerra do (PT)?

Sandro Pimentel: Não. Nunca foi. A gente teve candidatura própria, não conseguimos ir para o 2º turno e nós na época decidimos apoiar o PT, pois numa disputa entre Fátima e a oligarquia Alves, não tinha como a gente optar pela oligarquia Alves, então a gente apoiou Fátima, pedimos votos para ela no 2º turno, fizemos o que foi possível, para que ela [Fátima Bezerra] ganhasse de Carlos Eduardo. Terminado esse processo, nós decidimos nos manter independentes. Fizemos uma reunião interna e todo o partido de consenso, inclusive foi uma proposta minha, nós ficamos como independentes e nos mantemos assim: nem somos oposição ao governo, nem a favor. A gente acompanha, faz as críticas que a gente acha que deve e elogia quando a gente acha que merecido.

AGORA RN: Qual é a avaliação que o senhor faz sobre a gestão da governadora Fátima Bezerra do (PT)?

Sandro Pimentel: É razoável. Foi uma gestão que avançou muito, diante dos projetos políticos que vinham sendo implementados há séculos em nosso Estado. Mas ainda falta muito a ser feito. E acredito que 4 ou 8 anos seja pouco tempo para resolver, porque a roubalheira era muito grande. Então por melhor que pudesse ser o governo, não ia conseguir colocar, na minha opinião, o Estado no caminho do desenvolvimento, com distribuição de renda, com cuidados ambientais, sustentabilidade, que o nosso povo merece.

AGORA RN: Em um eventual 2º turno: Bolsonaro ou Lula?

Sandro Pimentel: Ficaremos ao lado de quem está no campo da esquerda para derrotar Bolsonaro. A nossa meta é derrotar Jair Bolsonaro. Esperamos que seja Glauber de Medeiros Braga do PSOL/RJ que esteja no 2º turno, mas se não for, a gente vai apoiar para derrotar Bolsonaro.

AGORA RN: Como o senhor avalia o processo que cassou o seu mandato de deputado estadual?

Sandro Pimentel: Um processo completamente injusto e ilegal, segundo nossos advogados. A minha falha que eu assumi desde sempre, foi uma falha contábil, igual a pessoa faz quando vai declarar o imposto de renda, você erra a declaração, mas depois você vai lá e corrige. A gente não teve a oportunidade de corrigir. Então o que nos tirou do nosso mandato não foi essa falha contábil, foi a nossa política, nosso comportamento na Assembleia Legislativa. A CPI da Arena das Dunas, mexemos ali com grupos políticos grandes e tradicionais do nosso Estado. Nós mexemos com multinacionais, fizemos um mandato que colocou o dedo em muitas feridas inflamadas. E eles reagiram, se vendo livre de mim, então encontraram uma vírgula, uma falha técnica e contábil e arrancaram o meu mandato e, dessa forma, ficaram livres de mim.

*Texto de Adenilson Costa publicado no Jornal Agora RN.


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