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maio 15, 2026


MONSENHOR ALDO PIMENTEL CELEBRA 35 ANOS DE SACERDÓCIO, EM EXTREMOZ

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A comunidade católica de Extremoz viverá um momento especial de fé e celebração neste sábado (16), com as comemorações pelos 35 anos de vida sacerdotal do Monsenhor Aldo Alves Pimentel.

A programação será realizada na Matriz de São Miguel Arcanjo, a partir das 18h, reunindo fiéis de diversas cidades do Rio Grande do Norte em uma noite marcada pela gratidão, espiritualidade e confraternização.

A celebração terá início com a Santa Missa em ação de graças, presidida pelo próprio Monsenhor Aldo, ao lado do arcebispo emérito de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, do Bispo Auxiliar, Dom Silvio Brito, do vigário-geral da Arquidiocese de Natal, Padre Valquimar Nunes, além de padres, monsenhores e lideranças religiosas da região.

Após a celebração eucarística, a programação segue com um festival de prêmios beneficente e apresentação musical do Padre Andreson Madson. As cartelas da ação entre amigos continuam sendo vendidas por R$ 10 na secretaria paroquial, no plantão do dízimo e com animadores das comunidades. Entre os prêmios anunciados estão animais e valores em dinheiro.

Toda a renda arrecadada durante o evento será destinada à construção do Salão Paroquial Irmã Dionice, projeto desenvolvido pela Paróquia de São Miguel Arcanjo para ampliar as atividades pastorais e comunitárias.

Segundo Monsenhor Aldo, o evento representa não apenas a celebração de uma trajetória pessoal, mas também um momento de agradecimento coletivo pela caminhada construída ao lado das comunidades por onde passou.

“Vai ser um momento muito forte de agradecimento a Deus pela passagem desses 35 anos de sacerdócio. Gente de Natal e de toda a região estará presente conosco nesse momento tão especial”, afirmou.

O sacerdote ressaltou que o principal objetivo da programação é mobilizar a comunidade em torno da conclusão do salão paroquial. “O presente que nós pedimos é que cada pessoa compre uma cartela para ajudar na construção do Salão Paroquial Irmã Dionice. Se todos participarem, com certeza iremos concluir esse sonho da comunidade”, disse.

Na entrevista ao Diário do RN, Monsenhor Aldo também relembrou parte da sua trajetória religiosa e social, marcada pela atuação junto às populações mais vulneráveis, especialmente no interior da Bahia, onde exerceu grande parte do ministério sacerdotal.

Vida e Sacerdócio
Natural do Rio Grande do Norte, Monsenhor Aldo Alves Pimentel nasceu em 15 de fevereiro de 1961 e foi ordenado padre em 13 de maio de 1991, na Catedral de Nossa Senhora de Fátima, sede da Diocese de Paulo Afonso, na Bahia. Ao longo de 35 anos de sacerdócio, construiu uma trajetória marcada pela atuação pastoral, educacional e social, com passagens por comunidades da Bahia e do Rio Grande do Norte.

Durante mais de duas décadas na Bahia, atuou em diversas paróquias e participou diretamente da Pastoral Rural, acompanhando ações voltadas à convivência com o semiárido e à luta pela terra. Entre os projetos desenvolvidos estavam iniciativas de construção de cisternas, poços artesianos, barragens subterrâneas e assentamentos rurais, beneficiando milhares de famílias da região.
“Através das pastorais, dos movimentos e da luta pela terra, fomos construindo uma caminhada junto ao povo. Só tenho muito a agradecer a Deus e às comunidades por onde passei”, afirmou.

Outro trabalho marcante da sua trajetória foi a coordenação da Casa de Reabilitação de Dependentes Químicos Padre Jorge Fetsch, também na Bahia, onde acompanhou durante anos ações de recuperação e reinserção social de pessoas em situação de dependência química.

Além da atuação religiosa, Monsenhor Aldo construiu trajetória acadêmica nas áreas de Filosofia, História e Teologia, com experiência como professor, gestor educacional e coordenador de projetos sociais e formativos.

Após retornar ao Rio Grande do Norte, passou a integrar a Arquidiocese de Natal, atuando em paróquias de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e São José do Campestre. Desde 2023, está à frente da Paróquia de São Miguel Arcanjo, em Extremoz.

Na atual missão, também desenvolve iniciativas voltadas à inclusão social, como um curso preparatório gratuito para o Enem destinado a jovens de baixa renda, além de ações de acolhimento a famílias migrantes venezuelanas atendidas pela paróquia.

Para o sacerdote, a caminhada ministerial é construída coletivamente. “Ninguém trabalha sozinho. Trabalhamos juntos. Isso faz parte do projeto de Deus chamado sinodalidade, caminhar junto com as pessoas e construir uma Igreja missionária e misericordiosa”, declarou.


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“ALLYSON E ÁLVARO DIAS SÃO DO MESMO CAMPO DA DIREITA”, DIZ ROBÉRIO PAULINO

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Pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte pelo PSOL, Robério Paulino afirmou, em entrevista ao Diário do RN, que não vê diferenças ideológicas entre o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, e o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, ambos cotados para a disputa estadual de 2026. Para o professor da UFRN, os dois representam projetos alinhados à direita conservadora no Estado.

“Eu não vejo uma candidatura de centro e outra de direita. Eu vejo duas candidaturas de direita.

Allyson e Álvaro são do mesmo campo da direita”, afirmou Robério ao comentar o atual cenário político potiguar.

Segundo ele, Allyson tenta construir uma imagem moderada, mas está inserido em um partido de orientação conservadora. “O União Brasil é um partido de direita. Está no Centrão, votando contra pautas progressistas no Congresso Nacional”, disse.

Robério também criticou o posicionamento recente do ex-prefeito de Mossoró sobre o fim da escala 6×1. “Ele falou que é a favor do fim da escala, mas qual é a posição do partido dele? O União Brasil é contra. Então ele sabe que a maioria do povo do Rio Grande do Norte vai votar em Lula e tenta não chocar esse eleitorado”, declarou.

Na entrevista, o pré-candidato do PSOL ainda acusou Allyson de incoerência política e de proximidade com grupos tradicionais da política potiguar. “Ele fez ascensão política criticando oligarquias e hoje está abraçado com as principais oligarquias do Estado, os Alves e os Maia”, afirmou.

O professor também citou críticas à gestão do ex-prefeito em Mossoró, especialmente na relação com os servidores públicos. “Ele tratou os servidores de forma muito dura, muito intolerante e intransigente. Se comportou como inimigo dos servidores públicos”, disse.

Sobre Álvaro Dias, Robério afirmou que o ex-prefeito representa uma direita “radical neoliberal” e voltou a condenar declarações relacionadas à possibilidade de privatização ou federalização da UERN.

“Álvaro e Rogério Marinho são inimigos do serviço público. Se depender deles, privatizam tudo.

Num país pobre como o Brasil, a população precisa da escola pública e da saúde pública”, declarou.

O pré-candidato defendeu o fortalecimento da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte como ferramenta estratégica de desenvolvimento regional. “Eu não privatizaria nem federalizaria a UERN. Nós vamos fortalecer, ampliar e abrir mais campos avançados. Uma universidade estadual é uma alavanca fundamental para o desenvolvimento do Estado”, afirmou.

Ao comentar a pré-candidatura de Cadu Xavier, Robério disse que o petista herda o desgaste da gestão da governadora Fátima Bezerra. “Cadu carrega o desgaste do governo da professora Fátima, um dos governos mais rejeitados do país. Eu lamento profundamente porque torci pelo governo dela, mas acho que deixou muito a desejar”, declarou.

Entre as críticas, ele apontou problemas na educação estadual e na condução de greves do funcionalismo. “Por que o analfabetismo não acabou? Por que o IDEB do Rio Grande do Norte continua tão baixo depois de dois mandatos de uma professora? O PT chegou a judicializar greve das trabalhadoras da saúde”, afirmou.

Aberto ao diálogo com o PT
Apesar das críticas, Robério Paulino afirmou que mantém diálogo com o PT e não descarta entendimentos futuros, desde que haja compromisso programático.

“No momento, o PSOL pretende apresentar suas propostas. Mas, se houver compromisso do PT com essas propostas que estamos defendendo, tudo é conversável”, disse.

Ele ressaltou, porém, que não pretende conceder “apoio em branco”. “O PT se compromete a elevar a educação em tempo integral para 50%? Se compromete a acabar com o analfabetismo? A valorizar professores? A plantar cinco milhões de árvores? Se houver compromisso com isso, a conversa pode avançar”, afirmou.

Propostas de governo
Ao detalhar suas propostas, Robério afirmou que pretende priorizar mudanças estruturais no Estado, sobretudo na educação.

“Vamos fazer um grande mutirão para erradicar o analfabetismo em até dois anos, envolvendo professores e estudantes da UFRN, UERN, UFERSA e outras instituições”, disse.

O professor também propõe ampliar o número de escolas estaduais em tempo integral. “O Rio Grande do Norte não chega a 30% de escolas em tempo integral, enquanto Ceará, Pernambuco e Piauí já têm cerca de 70%. Nossa meta é chegar a 50% em quatro anos”, afirmou.

Na área econômica, Robério defende um processo de industrialização acelerada do Estado. “Não podemos continuar importando produtos básicos que poderiam ser produzidos aqui. Precisamos construir nossas próprias indústrias e governar com a inteligência das universidades”, declarou.

Outra proposta destacada é o plantio de cinco milhões de árvores no semiárido potiguar já no primeiro mandato. “O nosso semiárido está virando deserto rapidamente. Vamos plantar árvores nativas e frutíferas para recuperar áreas degradadas, gerar empregos e fortalecer uma agroindústria sustentável”, afirmou.


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ALLYSON MIRA ESTRADAS DO RN, MAS MP EXPÕE ABANDONO DE RUAS EM MOSSORÓ

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O Ministério Público do Rio Grande do Norte abriu um novo foco de desgaste para a gestão do ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, após expedir recomendação cobrando providências urgentes para recuperação das vias do bairro Alto do Sumaré.

A medida integra o Inquérito Civil nº 04.23.2022.0000018/2026-92, conduzido pela 2ª Promotoria de Justiça de Mossoró, sob responsabilidade da promotora Ana Araújo Ximenes.

Segundo o procedimento, moradores denunciaram ao Ministério Público que, desde 2021, ruas do bairro apresentam condições consideradas intrafegáveis, com buracos, erosões, lama e dificuldades de acesso às residências. As reclamações também relatam prejuízos constantes a veículos e riscos à segurança de motoristas, pedestres e moradores.

Durante a instrução do inquérito, a própria Secretaria Municipal de Infraestrutura (SEINFRA) realizou vistoria técnica no local e confirmou a existência de graves irregularidades, principalmente na Rua Enéas da Silva Negreiros.

O parecer técnico anexado ao procedimento reconhece que a situação não será solucionada apenas com operações paliativas. O documento admite a necessidade de uma “intervenção corretiva planejada”, incluindo reconstrução integral das vias, regularização da base e recomposição completa da pavimentação.

O caso ganha repercussão justamente porque ocorre após a Prefeitura de Mossoró ter destinado cifras milionárias para obras de pavimentação durante a gestão Allyson Bezerra.

Segundo dados oficiais do Portal da Transparência, as despesas com pavimentação de avenidas e ruas somaram cerca de R$ 9,3 milhões em 2021; R$ 32,9 milhões em 2022; R$ 23,6 milhões em 2023; R$ 69,2 milhões em 2024; e mais R$ 16 milhões em 2025.

Ao todo, os investimentos ultrapassam R$ 151 milhões em cinco anos — montante que amplia os questionamentos sobre a permanência de ruas em situação crítica em bairros periféricos da cidade, como o Alto do Sumaré.

Os números oficiais também expõem divergência em relação ao discurso adotado publicamente por Allyson Bezerra durante sua gestão.

Em publicação institucional divulgada em 2022, o então prefeito afirmou que os investimentos em pavimentação chegariam a aproximadamente R$ 47 milhões naquele ano e citou o Sumaré entre os bairros contemplados pelo programa.

Entretanto, dados do próprio Portal da Transparência do Município apontam que as despesas liquidadas com pavimentação em 2022 ficaram em torno de R$ 23,6 milhões, praticamente metade do valor anunciado publicamente pela gestão.

A diferença entre o discurso político e os números oficiais amplia os questionamentos sobre a efetividade dos investimentos divulgados, principalmente diante do cenário agora exposto pelo Ministério Público, onde moradores relatam anos convivendo com lama, erosões e ruas praticamente intrafegáveis.

O desgaste político se amplia porque a cobrança do Ministério Público surge exatamente no momento em que Allyson Bezerra percorre o Rio Grande do Norte apresentando-se como solução para os problemas de infraestrutura do estado.

Em entrevista à rádio 105 FM, em Ceará-Mirim mês passado, o pré-candidato ao Governo do Estado classificou a situação das estradas potiguares como uma “calamidade” e assumiu publicamente compromissos para recuperação de rodovias na região metropolitana.

Durante a entrevista, Allyson prometeu lutar pela duplicação da BR que liga Ceará-Mirim ao aeroporto, reconstrução da estrada entre Ceará-Mirim e Extremoz, “O problema das estradas é muito crônico. Estamos chegando em muitas cidades e a situação é uma calamidade”, declarou o ex-prefeito.

A declaração, porém, entra em choque com a realidade exposta agora pelo Ministério Público em Mossoró. Enquanto Allyson critica a precariedade das rodovias estaduais e promete reconstruir estradas pelo RN, moradores do Alto do Sumaré denunciam que convivem há anos com ruas intrafegáveis, lama, erosões e abandono dentro da própria cidade administrada por ele até março deste ano.

O contraste se torna ainda mais sensível porque a situação denunciada ao Ministério Público não foi apenas relatada por moradores. A própria Secretaria Municipal de Infraestrutura reconheceu, em parecer técnico anexado ao inquérito, que as vias do bairro apresentam problemas graves e que o cenário exige reconstrução completa da pavimentação, admitindo que operações paliativas não resolvem mais o problema.

No documento, o Ministério Público fundamenta sua atuação no dever constitucional do poder público de assegurar infraestrutura urbana adequada e cita entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Tema 698, segundo o qual a falta de recursos não pode servir de justificativa para omissão prolongada do Estado diante da violação de direitos fundamentais.

O episódio atinge diretamente o discurso político construído por Allyson Bezerra na tentativa de ampliar sua projeção estadual. Embora tenha deixado a Prefeitura em março deste ano para disputar o Governo do Estado, o cenário descrito pelo Ministério Público reforça críticas sobre problemas estruturais acumulados em áreas periféricas de Mossoró durante sua gestão.


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