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maio 12, 2026


LEGADO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL MARCA OS 80 ANOS DO SESC E SENAC RN

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Em 2026, o Rio Grande do Norte celebra oito décadas de duas das instituições fundamentais para o seu tecido socioeconômico: o Sesc (Serviço Social do Comércio) e o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). Fundadas em 1946, as entidades chegam aos 80 anos de história não apenas como prestadoras de serviço, mas como verdadeiros motores de desenvolvimento e inclusão social no estado.

Como marco simbólico das celebrações, o Sesc RN entregou nesta segunda-feira (11), a reforma completa da Unidade Sesc Potilândia, em Natal. Após ampla modernização, a unidade foi transformada em um centro de referência esportiva e social na Zona Sul da capital.

“A entrega da unidade Potilândia totalmente reformada neste aniversário de 80 anos é o exemplo prático da nossa missão: investir no ser humano para fortalecer o estado”, destacou recentemente o empresário Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio RN.

A reforma ampliou a área construída em quase 60%, totalizando mais de 4,3 mil metros quadrados de estrutura de ponta. Entre as novidades, a unidade passa a contar com novas modalidades esportivas, espaços de convivência modernizados e uma infraestrutura totalmente acessível. A reinauguração de Potilândia simboliza a visão de futuro do Sesc: unidades que acompanham a evolução das necessidades da população potiguar, oferecendo tecnologia e conforto sem perder a essência do atendimento humanizado.

Outro marco é a Sessão Solene na Assembleia Legislativa em homenagem aos 80 anos do Sesc RN e do Senac RN, uma proposta do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira, em reconhecimento à história e impacto social das instituições.

Sesc RN: Bem-estar que gera cidadania
Desde sua criação, o Sesc RN tem sido o braço do Sistema Fecomércio voltado à qualidade de vida. A instituição democratizou o acesso à cultura, saúde e lazer, com unidades fixas em Natal, Macaíba, Mossoró, Caicó, Nova Cruz e São Paulo do Potengi, e com capacidade de expansão para mais cidades potiguares através de eventos, unidades móveis e projetos especiais, como na “Semana S”.

Destaques como o programa Mesa Brasil Sesc, que combate a fome e o desperdício, e as unidades móveis de saúde, como o OdontoSesc, reforçam o papel da entidade em levar atendimento de ponta a comunidades que muitas vezes estariam desassistidas.

No campo cultural, os teatros e galerias do Sesc seguem como palcos essenciais para a produção artística local. Neste campo, destaque para o Teatro Sandoval Wanderley que, após 15 anos de portas fechadas, foi devolvido à cidade sob a gestão do Sesc RN. Com um investimento superior a R$ 6 milhões em modernização e equipamentos, o Sesc assumiu a missão de revitalizar o espaço, garantindo uma programação cultural pulsante e acessível, reafirmando seu compromisso histórico com a arte e a memória dos potiguares.

Senac RN: A força da educação profissional de excelência

Enquanto o Sesc cuida do bem-estar, o Senac RN constrói o futuro profissional. Ao longo de 80 anos, a instituição consolidou-se como a principal ponte entre os potiguares e o mercado de trabalho. Setores vitais da economia, como o comércio e o turismo, foram profissionalizados através de sua excelência educacional.

O Hotel Barreira Roxa, reconhecido internacionalmente como uma escola-modelo, é o exemplo máximo dessa trajetória, unindo hospitalidade de alto nível à formação prática de jovens. Além disso, o Programa Senac de Gratuidade (PSG) garante que o conhecimento chegue a quem mais precisa, transformando potencial em carreira para milhares de pessoas anualmente.

Um sistema, um propósito
O Sesc e o Senac RN são braços operacionais da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Rio Grande do Norte, formando juntos o Sistema Fecomércio RN. A Fecomércio atua como a entidade gestora e representativa, enquanto Sesc e Senac executam ações sociais e de qualificação para os comerciários.

Ao atingir a marca histórica, o foco volta-se para a inovação digital e a sustentabilidade, com o Senac avançando em trilhas de tecnologia e o Sesc expandindo sua infraestrutura física e social, mantendo-se ambas instituições indispensáveis para um Rio Grande do Norte mais qualificado e igualitário, como enfatiza o deputado Ezequiel Ferreira ao justificar a homenagem concedida pela ALRN.

O presidente da Casa justifica que o Sesc e o Senac não são apenas entidades privadas, mas parceiras vitais do poder público, suprindo lacunas em áreas onde o Estado muitas vezes não consegue chegar com a mesma agilidade, especialmente em saúde e educação profissional.

O deputado enfatiza ainda que o Senac é o grande responsável por manter o setor de serviços do RN (o que mais emprega no estado) competitivo e qualificado, sendo fundamental para o desenvolvimento econômico sustentável, e também menciona projetos como o Mesa Brasil e o Programa de Gratuidade, justificando que a homenagem é um reconhecimento por “formar cidadãos e não apenas profissionais”, além d


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ÁUDIOS SINALIZAM USO DA MÁQUINA PÚBLICA NA ELEIÇÃO DE OURO BRANCO

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Áudios atribuídos ao prefeito interino de Ouro Branco, Amariudo Santos, têm provocado repercussão política no município ao levantarem suspeitas de uso da estrutura pública para obtenção de favorecimento eleitoral durante a campanha suplementar, cuja votação acontece no próximo domingo (17). O gestor, que também é presidente da Câmara licenciado e candidato à reeleição, é apontado nas gravações como figura central em articulações envolvendo procedimentos de saúde oferecidos a eleitores.

O conteúdo, que circula nas redes sociais e aplicativos de mensagens, sugere uma possível troca de votos por exames e cirurgias, prática que, se confirmada, pode configurar abuso de poder político e econômico, além de infração à legislação eleitoral brasileira.

Embora grande parte dos áudios esteja com trechos inaudíveis, uma das gravações mostra o prefeito conversando com um morador sobre a realização de um procedimento na área de cardiologia. Na fala, Amariudo indica que acionaria diretamente a estrutura da saúde municipal para agilizar o atendimento.

“Eu vou tirar uma foto aqui e enviar direto pra ela”, afirma, fazendo referência a uma servidora ligada, possivelmente, à Secretaria Municipal de Saúde. Em seguida, complementa: “Eu vou pegar seu nome e CPF, que é o que preciso para agilizar o exame. Não se preocupe que vou acionar a secretaria. Então, se for demorar, eu vou na casa do senhor para a gente fazer particular”.

Em outro trecho que circula nas redes, o prefeito interino alerta o cidadão sobre possíveis consequências do episódio. “Assim como o candidato pode se prejudicar, o cidadão também pode”, afirma.

As gravações intensificaram o debate político no município às vésperas da eleição suplementar e ampliaram questionamentos sobre eventual utilização da máquina pública em benefício eleitoral. Especialistas em direito eleitoral apontam que o uso de serviços públicos para obtenção de apoio político compromete a igualdade de condições entre candidatos e pode resultar em cassação de mandato, inelegibilidade e outras sanções previstas na legislação.

O caso deverá ser acompanhado por órgãos de fiscalização, entre eles o Ministério Público Eleitoral, responsável por apurar possíveis irregularidades durante o processo eleitoral. A reportagem do Diário do RN procurou o prefeito Amariudo Santos para comentar o conteúdo das gravações e as acusações levantadas após a divulgação dos áudios, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

A repercussão ocorre em um momento decisivo para o cenário político local. Amariudo Santos disputa a eleição suplementar após assumir interinamente a Prefeitura na condição de presidente da Câmara Municipal. A nova eleição foi convocada após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte cassar os mandatos do então prefeito Samuel Souto (PL) e do vice-prefeito Dr. Araújo (PP), por abuso de poder político e conduta vedada. A decisão foi mantida posteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A trajetória política de Amariudo no município começou em 2004, quando foi eleito vice-prefeito ao lado de Nilton Medeiros, ambos pelo antigo PTB. A dupla foi reeleita em 2008.

Em 2020, Amariudo foi eleito vereador pelo PL e voltou a conquistar mandato em 2024, chegando à presidência da Câmara antes de assumir interinamente o comando do Executivo municipal.


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FALA DE ÁLVARO DIAS SOBRE UERN E CAERN PROVOCA REAÇÃO DE ADVERSÁRIOS

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Uma declaração do pré-candidato ao Governo do Estado pelo PL, Álvaro Dias, sobre a possibilidade de federalização da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e privatização da Companhia de Águas e Esgotos do RN (Caern) repercutiu no meio político durante o último fim de semana e provocou reações dos demais pré-candidatos ao Executivo estadual.

Durante passagem por Mossoró, ao ser questionado por veículos de imprensa locais sobre os dois temas, Álvaro afirmou que as propostas ainda estão em fase de análise e que qualquer decisão dependerá de estudos técnicos mais aprofundados. O ex-prefeito de Natal ressaltou que o assunto está sendo discutido por uma equipe coordenada pela ex-secretária de Planejamento, Joana Guerra, e pelo economista Soares Júnior.

“Privatização são questões que precisam ser melhor estudadas, aprofundadas”, afirmou. Segundo ele, há uma discussão em andamento sobre diferentes alternativas administrativas para o Estado.

“Como, por exemplo, a privatização da Caern, é uma das propostas que existem, que foi encaminhada, que está sendo discutida, debatida, mas precisa ser aprofundada”, disse.

Álvaro ponderou ainda que uma eventual privatização exigiria investimentos elevados para reestruturar a companhia e melhorar os serviços prestados à população. “Hoje, para você privatizar a Caern, você precisa fazer um investimento importante para melhorar os serviços que a Caern oferece à população. Me deram uma estimativa de que precisa o governo investir em torno de R$ 10 bilhões”, declarou.

Sobre a Uern, o pré-candidato afirmou que também não há definição fechada. “Essa questão da Uern também precisa de um aprofundamento. Todas essas questões não precisam de uma decisão imediata. Nós vamos aprofundar os estudos para posteriormente tomar essa decisão”, afirmou.

Apesar da cautela adotada pelo pré-candidato ao tratar dos temas, as declarações repercutiram entre adversários políticos, levando Álvaro Dias a reagir novamente após a repercussão negativa das falas. Em nova declaração, ele acusou opositores de distorcerem sua entrevista e negou ter defendido a federalização da universidade estadual.

“Eu tenho mais de 30 anos de vida pública, mas nunca vi algo tão sórdido, tão sujo, tão difícil como essa pré-campanha que nós estamos vendo”, afirmou. Segundo Álvaro, houve uma tentativa deliberada de deturpar o conteúdo da entrevista. “Pessoas fazem armações, preparam armadilhas, usam da astúcia para tentar distorcer a realidade do que é falado”, declarou.

O ex-prefeito também negou ter defendido diretamente a federalização da Uern. “Em nenhum momento eu falei em federalização da Uern. Isso é mentira, isso é fake news”, disse. Em seguida, afirmou que pretende manter o foco da pré-campanha em propostas administrativas. “Vamos debater o Rio Grande do Norte, apresentar soluções e discutir o quadro dramático que o Estado enfrenta. O povo não suporta mais política arcaica, velha e ultrapassada”, completou.

Reação dos adversários
Ao Diário do RN, o pré-candidato do PT, Cadu Xavier, reagiu de forma direta à possibilidade de federalização da universidade estadual. “Federalização? Nunca! A Uern é uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento econômico e social do nosso estado”, afirmou.

Já o pré-candidato do União Brasil, Allyson Bezerra, publicou vídeo nas redes sociais defendendo a permanência da universidade sob gestão estadual e criticando qualquer debate sobre privatização ou mudança estrutural da instituição.

“Não mexa com a Uern. A Uern não é problema, a Uern é solução para o Rio Grande do Norte”, declarou. Em outro trecho, Allyson afirmou que “a educação não está à venda e o futuro da nossa juventude não está à venda”.

O ex-prefeito de Mossoró também destacou a importância histórica e social da universidade para o Estado. Segundo ele, a instituição já formou mais de 60 mil profissionais e possui presença em todas as regiões potiguares. “Mais de 80% dos professores das redes municipais e estaduais dos 167 municípios são formados pela Uern”, disse.

Ao defender o modelo de universidades estaduais, Allyson citou exemplos de outros estados brasileiros. “O Ceará possui três universidades estaduais. O Paraná possui sete universidades estaduais. Esses estados entenderam, lá atrás, que investir em educação e interiorização do ensino era investir no desenvolvimento”, afirmou.

A repercussão das declarações ocorre em um momento de intensificação da pré-campanha ao Governo do Estado, em que temas ligados à educação, gestão pública e serviços essenciais começam a ocupar espaço central no debate político para 2026.


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EM “TOM DE DEBOCHE”, STYVENSON VOLTA A DIZER QUE “CONSTRÓI HOSPITAIS”

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O senador e pré-candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) voltou a provocar repercussão nas redes sociais ao afirmar, em tom de deboche, que “constrói hospitais” no Rio Grande do Norte com recursos de emendas parlamentares. A declaração reacendeu críticas sobre a forma como o parlamentar apresenta o destino das verbas enviadas para instituições filantrópicas de saúde, já que, legalmente, emendas parlamentares não podem ser destinadas à construção de equipamentos privados, caso da Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer e do Hospital Infantil Varela Santiago.

Em vídeo publicado no último fim de semana, Styvenson afirma repetidas vezes que está “construindo hospitais” no Estado ao citar recursos destinados ao Hospital Infantil Varela Santiago, ao Hospital Oncológico Infantil, no bairro do Alecrim, em Natal, e à Apamim (Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró, responsável por manter o Hospital Maternidade Almeida Castro, em Mossoró.

“Tu sabe, né, que a gente constrói hospitais?”, inicia o senador. Em seguida, ao mencionar unidades de saúde financiadas parcialmente com emendas parlamentares, reforça a narrativa: “A gente pegou R$ 15 milhões de emenda e mandou para lá e está construindo mais um hospital. Deixa eu dizer de novo: construindo”.

Ao longo do vídeo, Styvenson também usa tom provocativo contra críticos e adversários políticos.

“Pega esse teu dedo aí que tu aponta pra vagabundo, político safado e espalha o vídeo”, afirma.

Em outro momento, declara: “Nenhum político teve olhar para criança”. O senador ainda ironiza outros parlamentares ao afirmar que eles deveriam “fazer igual” ao seu mandato.

Apesar do discurso adotado nas redes sociais, as emendas destinadas pelo senador para as entidades citadas são classificadas como recursos de custeio, modalidade voltada para manutenção das atividades hospitalares, medicamentos, folha de pagamento e serviços. A legislação impede o envio de emendas parlamentares para construção de unidades pertencentes a instituições privadas, ainda que elas atendam pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na prática, o que ocorre é que os recursos de custeio ajudam as instituições a aliviar despesas correntes, permitindo que parte do orçamento próprio seja direcionado para obras estruturantes.

O mecanismo já foi explicado publicamente pelas próprias entidades beneficiadas em ocasiões anteriores.

Discurso reincidente
A insistência de Styvenson nessa narrativa já havia sido tema de reportagem publicada anteriormente pelo Diário do RN. Em agosto do ano passado, o senador fez publicação semelhante ao afirmar que usava emendas parlamentares para “CONSTRUIR HOSPITAIS DESSE PORTE”, em referência ao hospital da Liga em Mossoró. Na postagem, escrita em letras maiúsculas, o senador dizia ter “a honra e o compromisso” de custear a obra com recursos do mandato.

As declarações, no entanto, já foram desmentidas publicamente por representantes da Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer e da Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer. As instituições explicaram ao Diário do RN, em diferentes ocasiões, que os recursos parlamentares recebidos são de custeio, nunca para construção direta das unidades.

O Relatório Anual de 2023 da Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer aponta, por exemplo, que a construção do Hospital do Seridó, em Currais Novos, foi viabilizada com recursos provenientes da economia obtida após despesas correntes serem custeadas por emendas parlamentares. O valor citado no documento foi de R$ 29,1 milhões em emendas de bancada, e não exclusivamente individuais.

Situação semelhante ocorre em Mossoró. Dados do Portal da Transparência mostram que o hospital da Liga na cidade recebeu recursos por meio do Fundo Municipal de Saúde, enquanto parte das emendas destinadas pelo senador foi utilizada para custeio da instituição.

No caso do Hospital Oncológico Infantil, em Natal, relatórios da própria Liga indicam que a principal fonte de financiamento da obra veio do Ministério Público do Trabalho, responsável pela destinação de mais de R$ 22 milhões oriundos de ações trabalhistas.

Mesmo já tendo reconhecido em transmissões ao vivo que a legislação não permite emendas para construção de hospitais privados, Styvenson segue utilizando o discurso como peça central de comunicação política, frequentemente associando as obras diretamente ao próprio mandato e apresentando-se como responsável direto pela construção das unidades hospitalares.


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