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abril 30, 2026


NOVO BISPO AUXILIAR DA ARQUIDIOCESE DE NATAL SERÁ ORDENADO NESTA SEXTA

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A ordenação episcopal do Monsenhor José Sílvio de Brito, eleito bispo auxiliar para a Arquidiocese de Natal, acontecerá na próxima sexta-feira, dia primeiro de maio, às 9 horas, na Catedral Metropolitana. O ordenante principal será o arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso, e os co-ordenantes serão Dom Heitor de Araújo Sales, Dom Matias Patrício de Macêdo e Dom Jaime Vieira Rocha, todos arcebispos eméritos de Natal, e Dom Francisco Canindé Palhano, bispo emérito da Diocese de Petrolina (PE).

Sobre a cerimônia
Monsenhor Sílvio, chegará à Catedral Metropolitana, acompanhado do arcebispo Dom João Cardoso, às 8h30. Eles entrarão pela porta principal aspergindo o povo com água benta. Depois de um breve momento de oração, ele será saudado pelo Monsenhor Roberlan Roberto Gomes, vigário episcopal para o clero, e por Dom Francisco de Sales Alencar, presidente do Regional Nordeste 2, da CNBB. Em seguida, Monsenhor Sílvio dirigirá suas palavras aos presentes. Concluído esse primeiro momento, eles seguirão para a paramentação.

A missa iniciará às 9 horas, seguindo o rito normal da celebração. Logo após a leitura do Evangelho, iniciará o rito da ordenação episcopal, com a “apresentação do eleito” e leitura da Bula do Papa Leão XIV nomeando Monsenhor Sílvio como bispo auxiliar da Arquidiocese de Natal.

Após a leitura, o rito da ordenação seguirá com o propósito do eleito, canto da Ladainha de todos os Santos, imposição das mãos, oração consecratória, unção da cabeça, entrega do livro dos Evangelhos e das insígnias episcopais (anel, a cruz peitoral, mitra e báculo). Concluído esse momento, a missa seguirá o roteiro “normal”.

Quem é novo bispo auxiliar
Natural de Cruzeta, cidade localizada na região do Seridó potiguar, Monsenhor Sílvio ingressou no Seminário de São Pedro, da Arquidiocese de Natal, em 1993, onde cursou Filosofia e Teologia.

Foi ordenado sacerdote em 30 de junho de 2000, por Dom Heitor de Araújo Sales. Logo após a ordenação, assumiu a administração da Área Pastoral de Nossa Senhora da Conceição, formada pelos municípios de Santa Maria, Ielmo Marinho e Riachuelo.

Em 2001, foi designado para a função de pároco da Paróquia de Santo Antônio de Pádua, no Parque dos Coqueiros, na zona norte de Natal, onde permaneceu por dez anos. Em 2010, assumiu, como pároco, a Paróquia de Santa Maria Mãe, no Conjunto Santa Catarina, também na zona norte da capital, e lá permaneceu até meados de 2019. Na sequência, foi transferido para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Ceará-Mirim.

Em 2020, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro das Quintas, em Natal, e, em 2023, foi transferido para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba, onde permanece até o dia da ordenação episcopal.

No decorrer desses mais de 25 anos como sacerdote, Monsenhor José Sílvio assumiu outras funções, em nível arquidiocesano, como coordenador de zonal, mestre de cerimônias, coordenador do Setor de Leigos, vigário episcopal para o clero e vigário geral da Arquidiocese.

Monsenhor Sílvio foi eleito, pelo Papa Leão XIV, para bispo auxiliar da Arquidiocese de Natal, em 12 de fevereiro de 2026.

Função do bispo auxiliar
A principal função de um bispo auxiliar é colaborar com o bispo diocesano em suas responsabilidades pastorais e administrativas. Ele também substitui o bispo titular na sua ausência ou impedimento.

Edição especial
Na próxima terça-feira, 05 de maio, o Diário do RN traz uma edição especial sobre a trajetória de Dom Sílvio. Reportagens especiais contarão da infância em Cruzeta à descoberta da vocação sacerdotal, o seminário, suas histórias e caminhos percorridos até a posse como bispo auxiliar. A edição também traz uma entrevista exclusiva com o arcebispo metropolitano, Dom João Santos.


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PREFEITO REVELA COMO COMBINOU FRAUDE COM STYVENSON SOBRE EMENDA

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Uma denúncia de possível desvio de finalidade no uso de recursos públicos em Parelhas veio à tona após publicação do Blog do Barreto, que expôs um suposto acordo entre o senador Styvenson Valentim, do Podemos, e o prefeito Dr. Thiago Almeida, do PSDB. Durante a inauguração da escola Inácio Miranda, no dia 29 de março, o próprio senador destacou sua atuação na destinação de recursos e o impacto das obras. “Vocês hoje estão testemunhando porque o dinheiro de vocês, que vocês pagam todos os dias de impostos, que vem para essa mão”, afirmou.

Em outro momento do discurso, o senador reforçou o vínculo com a gestão municipal e novas intervenções: “Eu ligo para Tiago e ele diz, vamos ajeitar essa escola, senador. A gente está dando, não só uma escola nova, não é só a estrutura, é dignidade. E a gente não vai parar por aqui, eu já estou olhando para outra obra aqui na frente”, completou.

A obra, segundo a denúncia, teria sido viabilizada de forma indireta com recursos originalmente destinados à saúde. A dinâmica foi descrita pelo próprio prefeito em discurso público, ao relatar a conversa com o senador. “Eu disse, senador, eu estou precisando reformar uma escola lá. O senador disse, quanto é que você precisa? Eu disse, dois milhões. Ele disse, eu não tenho isso na educação, mas eu vou fazer o seguinte com você, eu vou mandar pra saúde, o que você gastaria na saúde de recurso próprio, você usa pra reformar a escola. Eu disse, perfeito”, afirmou.

Na sequência, Dr. Thiago reforçou a participação do parlamentar. “É por esse motivo que eles dizem que não foi o senador que fez, mas foi o senador que fez. O senador não tinha emenda de educação, então ele aportou dois milhões a mais na saúde do que ele sempre aportava, pra que eu construísse a escola. Então, essa escola foi de emenda”, declarou, acrescentando que buscava explicar a situação “nos mínimos detalhes”.

Além de fornecer os recursos de forma indireta, o senador também teve o nome incluído na placa inaugural da escola, ao lado da identidade visual de seu mandato, e participou do descerramento durante a cerimônia de entrega. Em vídeos divulgados nas redes sociais, Styvenson aparece percorrendo a unidade e exaltando a transformação do espaço. “Eu estou aqui em Parelhas, olha a escola Inácio Miranda. Gente, reconstruída. Totalmente reconstruída. Treze salas. A escola aqui era um lixo. Renasceu de novo. Linda a escola”, disse.

Placa oficial afirma que obra foi financiada com emenda do senador Styvenson – Foto: Reprodução

Ainda em suas falas, o senador enfatizou o impacto da obra para a população local, especialmente para famílias. “Agora a mãe e o pai vão ter a segurança de deixar o aluno na escola, porque vão receber no celular a mensagem, seu filho entrou na escola. Isso é tranquilidade, isso é dignidade”, afirmou, ao destacar melhorias além da estrutura física.

Durante a agenda no Seridó, Styvenson também mencionou outras entregas realizadas no mesmo dia. “Olha a nossa atividade hoje, bora, vamos, quatro escolas no dia só”, disse, ao fazer referência a inaugurações simultâneas na região.

A publicação do Blog do Barreto aponta que o arranjo descrito pode configurar desvio de finalidade, ao utilizar recursos de uma área para liberar orçamento municipal a ser aplicado em outra. O caso gerou repercussão política e levanta questionamentos sobre a legalid


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“DEUS NOS LIVRE DE ALLYSON LEVAR ESSA GESTÃO DE MOSSORÓ PARA O ESTADO”

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As críticas à gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra e pré-candidato ao governo do estado voltaram a ganhar destaque em Mossoró após declarações da vereadora Marleide Cunha, do PT, em entrevista ao Diário do RN, nas quais fez um ataque direto à condução dos serviços públicos no município, com foco nas áreas de educação e saúde. Professora de formação, a parlamentar traçou um cenário de precarização e fez um alerta ao projetar a administração local para além da cidade: “Deus nos livre de Allyson levar essa gestão dos serviços públicos de Mossoró para o Estado, porque, além de não haver investimentos reais na melhoria do serviço público, há uma grande perseguição e adoecimento das pessoas”, afirmou, ao criticar o que considera falta de valorização dos servidores.

Na área da educação, Marleide sustenta que a gestão tem priorizado a imagem em detrimento de resultados concretos. Segundo ela, há um descompasso entre o discurso institucional e a realidade enfrentada nas escolas. “A educação de Mossoró vive um tempo de maquiagem, de marketing. O que Mossoró apresenta como educação é uma peça de marketing, que não garantiu melhoria na qualidade nem no acesso, especialmente na educação de jovens e adultos”, declarou.

A parlamentar também criticou o cumprimento do piso salarial do magistério e relacionou a situação decadente dos indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

“Desde que foi criado o piso salarial nacional, essa gestão é a que tem o menor índice de cumprimento. Não tem investimento real, Allysson foi o prefeito que menos investiu na educação de Mossoró, com apenas 19,16% dos recursos, bem abaixo do mínimo constitucional de 25%. E isso se reflete na queda do IDEB. Na gestão Allyson, em 2021, o índice caiu para 5,1 e 2023 para 5,6”, completou. Vele lembrar que o Diário do RN trouxe o detalhamento destes dados na edição desta quarta-feira (29).

A vereadora também apontou retrocessos, como a extinção de turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a falta de professores em disciplinas básicas. “Hoje falta professor de inglês, de matemática, de geografia, de história, faltam pedagogos, e muitos alunos estão sem aula. Isso mostra que não há investimento real na educação”, disse. Ela ainda destacou o impacto da sobrecarga e das condições de trabalho na saúde dos profissionais. “Há um grande processo de desvalorização e adoecimento dos professores”, completou.

Saúde também enfrenta falhas estruturais
As críticas da vereadora também se estendem à área da saúde, especialmente no atendimento odontológico das unidades básicas. Segundo ela, o cenário é de precariedade. “A situação da saúde odontológica em Mossoró é caótica. Além de três unidades interditadas pelo conselho de odontologia, várias unidades não têm atendimento, porque os equipamentos estão quebrados”, relatou.

Marleide detalha que problemas como autoclaves quebradas, cadeiras danificadas e infiltrações impedem o funcionamento regular dos serviços. “Se não tem autoclave, não faz esterilização, então não tem atendimento. Em outras situações é cadeira quebrada, mangueira estourada, infiltração. Não funciona”, afirmou.

Apuração do Diário do RN confirma a dimensão do problema. Ao menos 15 unidades básicas apresentam falhas estruturais nos consultórios odontológicos. Em algumas, equipamentos essenciais estão quebrados, como autoclaves e equipos, enquanto outras enfrentam interdições determinadas pelo Conselho Regional de Odontologia. Há ainda casos de unidades com múltiplas equipes, mas apenas um consultório em funcionamento.

Para a vereadora, o cenário evidencia a falta de prioridade na gestão dos serviços públicos. “Falta investimento também na saúde”, concluiu, ao reforçar que os problemas atingem diretamente a população que depende da rede pública.


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