
O ex-vice-governador Fábio Dantas (SD) afirmou que o cenário para o Governo do Rio Grande do Norte em 2026 é equilibrado, mas avaliou que o pré-candidato Cadu Xavier (PT) larga com vantagem por estar associado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao analisar o quadro com os três principais nomes colocados, Cadu Xavier, Álvaro Dias (Republicanos) e Allyson Bezerra (UB), Dantas resumiu: “É uma eleição equilibrada. Cadu tem força por ser ligado a Lula.
Álvaro deve reunir votos da direita. Allyson precisa tirar votos de Lula para ir ao segundo turno”.
Na avaliação do ex-vice-governador, o peso eleitoral do lulismo no Estado pode ser determinante.
Questionado se Cadu chegaria ao segundo turno, ele avaliou que “tem grande chance, inclusive de vencer, por ser o candidato de Lula”.
Dantas detalhou o raciocínio com base em resultados recentes e no comportamento do eleitorado potiguar, afirmando que a transferência de votos do presidente tende a garantir um patamar competitivo ao pré-candidato governista.
“Lula teve 1,26 milhão de votos. A Fátima teve 1,066 milhão. 160 mil eleitores de Lula não votaram em Fátima. É muito difícil que Cadu, sendo candidato de Lula, perca tanto voto assim para não ter 38% a 40% dos votos. Porque é uma matemática muito simples”, calculou Fábio.
Ele continua o raciocínio, fazendo comparativo com a candidatura de Bolsonaro e a votação dos dois candidatos à presidência em 2022: “Bolsonaro teve 650 mil votos na eleição passada. Aí você dizer que o cara teve 1 milhão e 200 mil votos… vamos dizer que ele (Cadu) baixa para 1 milhão.
São 200 mil votos a menos do eleitorado, quase 20% de perda. O cara sai de 60% para 40% e ainda mantém 1 milhão de votos. Aí Cadu precisa ser muito ruim para não ter 800 mil votos, 700 mil”.
Apesar de apontar vantagem para Cadu, Fábio Dantas também projetou força eleitoral para o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, ao considerar a consolidação do eleitorado de direita e de candidaturas anteriores.
“Vou dar um exemplo: eu tive 22% na eleição passada, Styvenson (PSDB) teve 16%, Clorisa teve 3%. São 41% do eleitorado. Com certeza esses votos vão estar à disposição de Álvaro Dias, que é o candidato que vai congregar esses três votos que estiveram na outra vez”.
A leitura de Dantas reforça um cenário de disputa aberta, mas focada na polarização nacional: de um lado, o capital político do lulismo, que pode impulsionar Cadu Xavier; de outro, a consolidação do campo da direita em torno de Álvaro Dias, enquanto Allyson Bezerra aparece como nome que depende de crescimento sobre o eleitorado hoje identificado com o presidente da República.
“Resta saber quantos votos Allyson vai conseguir tirar de Lula para poder ir para o segundo turno, porque ele tem que ser o candidato que vai ter votos de Lula para poder ir para o segundo turno, porque o voto de Álvaro está bem caracterizado, bem cristalizado”, analisou Dantas.