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maio 20, 2026


NATAL SE TORNA REFERÊNCIA EM INOVAÇÃO DURANTE A 27ª MARCHA DOS PREFEITOS

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O Rio Grande do Norte ocupa um lugar de destaque na XXVII Marcha à Brasília em Defesa dos Municípios, que ocorre entre os dias 18 e 21 de maio no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB). Sob a liderança de José Augusto Rêgo, presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN), e com a participação estratégica do prefeito de Natal, Paulinho Freire, a comitiva potiguar busca destravar recursos fundamentais para a capital e para o interior do estado.

Enquanto a Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte lidera a mobilização política por recursos, Natal será o centro das atenções nesta quarta-feira (20), ao apresentar seus avanços em inovação pública e tecnologia.

A capital potiguar será destaque na programação da Arena Sebrae, onde o secretário municipal de Concessões, Parcerias, Empreendedorismo e Inovação (Sepae), Arthur Dutra, compartilhará as experiências de sucesso que estão transformando Natal em um hub tecnológico no Nordeste. O foco será o uso de startups para solucionar desafios reais da gestão pública.

A participação reforça o crescimento do setor no RN, que já conta com 677 startups ativas, um aumento superior a 21%, segundo o Sebrae. Natal concentra a maior parte desse mercado, impulsionada pelo ecossistema do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN).

Entre os pilares que serão apresentados em Brasília estão o Programa Natal Inova, uma parceria com a Funpec e o Parque Tecnológico Metrópole Digital que conecta startups à administração municipal para criar soluções em educação, gestão urbana e serviços; o Catalisa Gov, Iniciativa com o Sebrae RN que utiliza o empreendedorismo para suprir demandas do município. Dentro desse programa, a Prefeitura do Natal também prepara o lançamento do primeiro edital de Compra Pública de Solução Inovadora (CPSI), instrumento do Marco Legal das Startups que facilita a contratação de tecnologia pelo poder público. O município também implementou incentivos fiscais, como a redução do ISS para empresas instaladas em ambientes de inovação, estimulando o crescimento do setor tecnológico local.

“Natal vive um momento importante nessa área. Esse reconhecimento mostra que a cidade vem criando um ambiente favorável ao desenvolvimento de startups, à atração de investimentos e à construção de soluções que contribuem diretamente para melhorar os serviços públicos.

Participar da Marcha dos Prefeitos é uma oportunidade de apresentar esse trabalho e ampliar a troca de experiências com outros municípios”, destacou o secretário Arthur Dutra.

PAUTAS PRIORITÁRIAS
Com uma delegação de dezenas de prefeitos e prefeitas, o Rio Grande do Norte se destaca como uma das bancadas estaduais mais articuladas. José Augusto (FEMURN) ressaltou que a união entre a capital e o interior fortalece o poder de negociação do estado. Enquanto Natal foca em investimentos diretos, as cidades menores buscam segurança jurídica e financeira para os serviços básicos. Nesta edição de 2026, os eixos principais de mobilização são reforma tributária e garantias de que a transição do modelo tributário não resulte em perdas para o FPM e para o ISS; pisos salariais e a busca por custeio federal; desenvolvimento regional, com o fortalecimento do turismo e da segurança hídrica, pautas que unem a FEMURN e a Prefeitura do Natal na busca por emendas de bancada.

Um dos momentos mais aguardados da programação é a reunião da comitiva da FEMURN com a bancada federal potiguar (deputados e senadores). O encontro visa alinhar o voto dos parlamentares em matérias de interesse dos municípios. Além da FEMURN, a FECAM/RN (Federação das Câmaras Municipais), presidida por Jakeline Roberta, também participa do evento, fortalecendo a união entre os municípios.

A visibilidade alcançada por Natal e a articulação da FEMURN consolidam o protagonismo do Rio Grande do Norte nesta edição da Marcha, demonstrando que o estado está alinhado às tendências de modernização da gestão pública brasileira sem esquecer as demandas históricas do municipalismo.


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PROFESSOR LUIZ CARLOS APOSTA NO DIÁLOGO E EDUCAÇÃO RUMO À ALRN

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Com trajetória dividida entre a política e a educação, o professor Luiz Carlos Noronha tenta retornar ao Legislativo potiguar mirando uma vaga na Assembleia em 2026. Ex-vereador de Natal por dois mandatos e pré-candidato pelo MDB, ele afirma que a experiência de mais de 40 anos em sala de aula moldou sua visão sobre gestão pública, desenvolvimento social e construção política.

Ao Diário do RN, Luiz Carlos afirmou que sempre enxergou a política como ferramenta para ampliar projetos voltados à educação.

“Eu sempre tive um sonho como educador: criar um acervo de aulas acessível a toda a sociedade.

E parte desse sonho já se realizou. Busquei a política como instrumento que possibilitou e financiou esse trabalho. Hoje mantenho um canal no YouTube com mais de 1.000 aulas e tenho uma Web-TV 24 horas, a TV do Professor, aplicativo disponível e gratuito no Google, que transmite aulas diariamente”, disse.

O pré-candidato afirma que, caso eleito, pretende ampliar a atuação voltada ao ensino público.

“Se eleito deputado estadual, vou ampliar esse projeto educacional. Quero dar mais voz e vez à educação pública. Estou na sala de aula há 40 anos, já fui gestor escolar e conheço de perto os desafios do ensino. Com essa experiência, poderei contribuir muito mais pela educação que nosso Estado merece”, afirmou.

Com formação em Física, Engenharia, Gestão Pública e Ciência Política, o professor afirma que a experiência acadêmica influencia diretamente sua visão sobre políticas públicas e desenvolvimento econômico.

“Aprendi na academia que existem pensamentos divergentes e posições contrárias, e que é preciso respeitá-los. Com esse princípio, podemos avançar muito na Assembleia Legislativa, promovendo audiências públicas que garantam voz e vez a todos os segmentos. Assim construiremos políticas públicas efetivas, alinhadas com a realidade de cada tema e setor”, pontuou.

O ex-vereador relembrou ainda a criação da Comissão de Educação, Cultura e Desportos na Câmara Municipal de Natal e afirmou que pretende continuar defendendo essas áreas.

“Entendo o esporte como instrumento educacional, a cultura, em especial as manifestações juninas, como elemento identitário, e a educação como vetor fundamental de desenvolvimento social e econômico. Essas são bandeiras que, com certeza, continuarei defendendo na Assembleia Legislativa”, disse.

Alinhamento com o MDB
No campo político, Luiz Carlos defende uma atuação política baseada na escuta e no diálogo, mesmo diante do ambiente de polarização nacional.

“Convivi em partidos e com parlamentares de ambos os lados da polarização: debati e também escutei. Acredito ter transmitido conhecimentos e aprendido com cada um deles. Percebi que, para contribuir efetivamente com a sociedade, é preciso manter o diálogo aberto e a porta acessível; sem isso, não há produção legislativa, e quem perde é o povo, declarou.

Dentro do MDB, o professor Luiz Carlos afirma que se identifica com a linha política construída historicamente pelo partido no Rio Grande do Norte.

“Garibaldi deixou um legado de valorização de quadros capazes de diálogo e gestão. Walter Alves reconheceu e preserva essa postura do pai. Vejo meu papel em 2026 exatamente assim: como pré-candidato com reais condições de alcançar uma vaga na Assembleia Legislativa e como um nome que o MDB e a sociedade acreditam que pode representá-los bem”, afirmou.

Apoio a Allyson
Sobre o cenário político estadual, Luiz Carlos sinalizou alinhamento ao projeto político do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, hoje aproximado do MDB comandado no Rio Grande do Norte pelo vice-governador Walter Alves. Segundo ele, a decisão de apoio foi construída internamente no partido como alternativa à polarização política no Estado.

“Walter Alves, antes de tomar a posição, ano passado, de não continuar com Fátima PT, conversou com a gente, e concordamos em apoiar Allyson, saindo da polarização. Muitas coisas aconteceram, mas nada mudou, nada foi discutido no partido. Como teremos a convenção no mês de julho, entendo que discutiremos tudo por lá e bateremos o martelo”, afirmou.


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MILENA, JÚLIA OU CRISTIANE? VICE DE CADU DEVE SAIR DO PSDB DE EZEQUIEL

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As articulações de bastidores em torno da chapa governista para as eleições de 2026 começam a avançar sobre um dos pontos mais estratégicos da disputa: a definição do nome que deverá ocupar a vaga de vice na pré-candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado. Nos corredores da política potiguar, a tendência é que a indicação saia do PSDB, comandado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, que ainda mantém indefinição pública sobre o posicionamento do grupo para a sucessão estadual.

Entre os nomes mais citados nos bastidores está o da médica Júlia Ferreira, filha da secretária estadual de Planejamento, Virgínia Ferreira, uma das auxiliares mais próximas da governadora Fátima Bezerra. Júlia também é esposa do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida, ampliando o peso político da possível indicação dentro da região do Seridó.

Outro nome cotado é o de Milena Galvão, vice-prefeita de Currais Novos e irmã de Ezequiel Ferreira. Milena é vista como um elo direto com o grupo político do presidente da Assembleia, que vem adotando cautela ao tratar da sucessão estadual e ainda evita declarar apoio formal à chapa governista. Desde o início do ano, Ezequiel tem afirmado que só deve discutir definições eleitorais mais adiante, até o mês de julho, postura interpretada nos bastidores como uma tentativa de ampliar seu poder de negociação dentro do processo eleitoral.

Também repercute entre as possibilidades o nome da deputada estadual Cristiane Dantas, esposa do ex-vice-governador Fábio Dantas. Desde o início da sua atuação legislativa, Cristiane tem ampliado espaço político na Assembleia Legislativa com pautas voltadas às mulheres e ações sociais no interior do Estado.

Os três nomes têm pontos em comum: são mulheres, integram o PSDB e mantêm ligação política direta ou indireta com o entorno de Ezequiel Ferreira. A escolha também dialoga com um desejo já externado publicamente por Cadu Xavier.

Cadu defende nome feminino
Em entrevista anterior ao Diário do RN, o pré-candidato afirmou que gostaria que a vice fosse uma mulher e defendeu que a função de vice-governador vá além do simbolismo político. “Eu gostaria muito que fosse uma mulher”, declarou Cadu na ocasião. Em seguida, reforçou o perfil que espera para a composição: “O vice não pode ser apenas uma peça decorativa. Precisa ser alguém alinhado ao projeto administrativo, que participe da gestão e ajude a governar”, afirmou.

De acordo com aliados, a estratégia do grupo governista é fortalecer a presença feminina na chapa. Já a aproximação com o grupo de Ezequiel é vista como fundamental diante do peso político e da influência regional do presidente da Assembleia, especialmente no Seridó, caso haja confirmação pelo nome de Dra. Júlia ou de Milena Galvão.

No atual cenário da disputa estadual, a chapa encabeçada por Cadu Xavier é a única que caminha para ter uma mulher na vaga de vice, visto que as demais composições já foram encaminhadas apenas com nomes masculinos. O pré-candidato Álvaro Dias já confirmou o ex-presidente da Femurn, Babá Pereira, ambos do PL, como seu companheiro de chapa. Já o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, definiu o deputado estadual Hermano Morais como vice, consolidando a parceria entre União Brasil e MDB.

Indefinição para o Senado
Enquanto as discussões sobre a vice avançam, outra indefinição permanece em aberto no bloco governista: as suplências para o Senado. Até o momento, os nomes postos para disputa são Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), mas ainda não houve definição sobre os suplentes das chapas.

Nos bastidores, existe a possibilidade de o ex-senador Jean-Paul Prates compor como suplente de Rafael Motta, hipótese que segue em discussão dentro do grupo aliado. Até agora, porém, nenhuma composição foi oficialmente fechada.


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DEPUTADOS DO RN ASSINAM EMENDA PARA RETARDAR FIM DA ESCALA 6×1

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O parecer sobre a proposta que prevê o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de trabalho deve ser apresentado nesta quarta-feira (20) na Câmara dos Deputados. O relator da matéria, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), afirmou que o texto seguirá aberto a sugestões e negociações antes da votação. Enquanto o debate avança no Congresso, três deputados federais do Rio Grande do Norte já se posicionaram a favor de emendas que mantêm a jornada de 44 horas semanais para atividades essenciais e ampliam o prazo para eventual redução da carga horária.

As emendas foram assinadas pelos deputados federais General Girão (PL), Sargento Gonçalves (PL) e João Maia (PP). Os textos foram apresentados pelos deputados Sérgio Turra (PP-RS) e Tião Medeiros (PP-PR) e contam com apoio de mais de 100 parlamentares da oposição.

As propostas defendem que setores considerados essenciais, como saúde, segurança, mobilidade, abastecimento e serviços ligados à infraestrutura crítica, continuem autorizados a manter jornadas de até 44 horas semanais. Além disso, as emendas estabelecem um prazo de dez anos para que a redução da jornada entre efetivamente em vigor.

As emendas apoiadas pelos deputados potiguares também propõem medidas de compensação para empresas. Entre elas estão redução de 50% da contribuição ao FGTS, imunidade temporária sobre encargos trabalhistas de novos vínculos empregatícios e possibilidade de dedução em dobro, no Imposto de Renda e na CSLL, das despesas com contratações realizadas após a implementação do novo modelo.

Início das discussões
O debate em torno da escala 6×1 ganhou força nacionalmente a partir de 2024, impulsionado por mobilizações nas redes sociais e pela atuação do Movimento VAT (Vida Além do Trabalho). A discussão avançou no Congresso após a apresentação da Proposta de Emenda à Constituição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que propõe mudanças na jornada semanal de trabalho e ampliação do descanso remunerado.

A proposta original em análise prevê a redução da jornada máxima de 44 para 36 horas semanais, além da consolidação de modelos com dois dias de descanso semanal. Já o texto que vem sendo construído pelo relator trabalha com a possibilidade de fixar o limite em 40 horas semanais, sem redução salarial.

Entre os principais argumentos favoráveis à mudança estão a preservação da saúde física e mental dos trabalhadores, o aumento do tempo de lazer e convivência familiar e a possibilidade de melhora na produtividade. Defensores da proposta, sobretudo do campo governista, afirmam que a atual escala 6×1 compromete a qualidade de vida de milhões de trabalhadores e dificulta o acesso à qualificação profissional e ao convívio familiar.

Por outro lado, representantes do setor empresarial e parlamentares contrários à proposta alegam que a mudança pode provocar aumento de custos, redução de postos de trabalho e dificuldades operacionais em setores que funcionam de forma contínua.

O que muda na prática
Na prática, a proposta em discussão altera significativamente a organização do trabalho no país.

O limite semanal passaria de 44 para 40 horas, com garantia de ao menos dois dias de descanso remunerado por semana e proibição de redução salarial. O texto também amplia a abrangência da medida para categorias regidas pela CLT e legislações especiais, incluindo comerciários, domésticos, atletas, aeronautas e radialistas.

Atualmente, segundo dados apresentados durante as discussões da proposta na Câmara dos Deputados, cerca de 37 milhões de trabalhadores brasileiros cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais, o equivalente a aproximadamente 74% dos empregados com carteira assinada no país.


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