FISIOTERAPIA EM CASA GANHA ESPAÇO E TRANSFORMA A ROTINA DOS PACIENTES

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Receber atendimento fisioterapêutico sem sair de casa tem se tornado uma alternativa cada vez mais procurada por pacientes que necessitam de reabilitação física e enfrentam dificuldades de locomoção. A modalidade domiciliar oferece mais comodidade, acompanhamento individualizado e a possibilidade de adaptar o tratamento à rotina e às necessidades de cada pessoa.

Em um cenário marcado pelo envelhecimento da população e pelo aumento das doenças crônicas, o serviço vem ganhando espaço por ampliar o acesso à reabilitação, reduzir a necessidade de deslocamentos e contribuir para a recuperação da autonomia e da qualidade de vida dos pacientes.

O atendimento pode ser realizado de forma autônoma e particular, sem a necessidade de intermediários. Nesse modelo, o fisioterapeuta é responsável pela avaliação, elaboração do plano terapêutico e acompanhamento da evolução do paciente, devendo manter registro ativo no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (CREFITO), além de cumprir exigências éticas e legais, como a manutenção de prontuários e do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).

Na prática, o crescimento da procura por esse tipo de assistência pode ser observado na trajetória do fisioterapeuta Dennis Victor, que atua em Natal e na Região Metropolitana. Formado há seis anos pela UNI-RN, ele iniciou a carreira em uma clínica vinculada ao Sistema Único de Saúde (SUS), onde atendia principalmente pacientes das áreas de ortopedia e reumatologia.

A mudança para os atendimentos domiciliares aconteceu durante a pandemia da Covid-19, quando recebeu o convite para acompanhar em casa uma paciente que já era atendida por ele na clínica.
“Me formei há seis anos e comecei a trabalhar em uma clínica que realizava atendimentos em saúde pública, incluindo ortopedia e reumatologia. Fiquei lá até o início da pandemia. Depois fui convidado para trabalhar de forma domiciliar na residência de uma paciente que era atendida por mim”, conta.

O que começou como um atendimento específico acabou abrindo caminho para uma nova forma de atuação profissional. Dennis acompanhou inicialmente membros de uma mesma família e, aos poucos, passou a receber novas indicações.

“Primeiro atendi a mãe dela, depois a paciente que tinha diagnóstico de Alzheimer e, posteriormente, a irmã. O boca a boca e a divulgação nas redes sociais abriram portas para que hoje eu atenda vários domicílios com diversos diagnósticos diferentes”, relata.

Atualmente, o fisioterapeuta acompanha pacientes com demandas ligadas à ortopedia, reumatologia, neurologia e, principalmente, à geriatria, área voltada à funcionalidade e à qualidade de vida dos idosos.

Segundo ele, a principal razão para o crescimento da procura pelo serviço está relacionada à praticidade proporcionada pelo atendimento em casa.

“Muitas pessoas solicitam o atendimento domiciliar pela comodidade. Em algumas situações, o deslocamento se torna inviável. É um atendimento de forma clínica, mas no conforto da residência do paciente”, explica.

A comodidade, porém, é apenas uma das vantagens, segundo Dennis. “O ambiente domiciliar permite que os exercícios sejam adaptados à rotina diária do paciente, favorecendo a recuperação funcional e contribuindo para o ganho de autonomia em atividades simples, mas essenciais, como caminhar, sentar, levantar ou realizar tarefas domésticas”, explica.

Além da experiência profissional, o fisioterapeuta também leva até a residência dos pacientes os equipamentos necessários para cada tipo de tratamento. Faixas elásticas, pesos, materiais para fortalecimento muscular, recursos para treino de equilíbrio e outros instrumentos terapêuticos fazem parte da rotina dos atendimentos, permitindo que o paciente receba, em casa, um acompanhamento semelhante ao oferecido em clínicas de reabilitação.

Relatos de evolução
Os benefícios da fisioterapia domiciliar podem ser observados em histórias de pacientes que recuperaram movimentos e qualidade de vida após enfrentar graves problemas de saúde. Uma delas é a aposentada Elza Maria de Farias Silva, paciente de hemodiálise há seis anos. Segundo a filha, Adriana Dantas, os anos de 2024 e 2025 foram especialmente difíceis. “Minha mãe é paciente de hemodiálise há seis anos e passou por momentos muito difíceis. Em 2024 e 2025, enfrentou três infartos e depois uma sepse, ficando muito debilitada e sem conseguir andar.”

A recuperação veio de forma gradual, por meio do acompanhamento fisioterapêutico realizado em casa.

“Foi um período de muita luta, mas Deus colocou o fisioterapeuta Dennis no nosso caminho. Com dedicação, cuidado e muito profissionalismo, ele foi essencial na recuperação dela”, afirma Adriana.

Hoje, a aposentada voltou a caminhar. “Após um longo processo de fisioterapia, minha mãe voltou a andar. Sou muito grata a Deus e ao Dennis por ter sido um instrumento de bênção na vida dela. A fisioterapia transforma vidas”, acrescenta.

Outro caso é o da aposentada Matildes Silva de Andrade, de 72 anos, que precisou passar por uma cirurgia para retirada de um meningioma. Após complicações no pós-operatório, ela permaneceu internada por 32 dias e recebeu alta em dezembro de 2025 com paralisia completa do lado esquerdo do corpo.

O filho da paciente, o técnico em radiologia Alexandre Silva de Andrade Vieira, conta que a fisioterapia teve início pouco tempo após a volta para casa. “Minha mãe chegou em casa com o lado esquerdo totalmente paralisado, sem movimento nenhum. Então começou o trabalho de recuperação dos movimentos dos membros do lado esquerdo”, relata.

Com sessões realizadas, em média, três vezes por semana, os resultados começaram a aparecer. “Minha mãe recuperou parte das forças, está recuperando parte do equilíbrio, já fica em pé, tem força nas pernas e nos braços e realiza pequenas caminhadas com ajuda de uma terceira pessoa”, destaca Alexandre.

Para ele, a evolução da mãe está diretamente relacionada ao trabalho de reabilitação, realizado por Dennis. “A evolução da minha mãe no que diz respeito à movimentação se deu por conta do trabalho da fisioterapia feita por Dennis. A esperança é ver minha mãe andando sozinha e, em breve, vamos poder compartilhar esse momento”, conclui.

Atendimento a atletas amadores
Embora boa parte da demanda esteja relacionada à população idosa e a pacientes em recuperação funcional, a fisioterapia domiciliar também atende pessoas mais jovens. Entre elas estão atletas amadores que sofreram lesões durante a prática esportiva e necessitam de acompanhamento especializado para retornar às atividades físicas.

Segundo Dennis, casos envolvendo lesões musculares, articulares e processos de recuperação pós-operatória também fazem parte da rotina dos atendimentos. “Nesses casos, o acompanhamento realizado em casa contribui para acelerar a reabilitação, reduzir o desconforto causado pelos deslocamentos e permitir que o tratamento ocorra em um ambiente familiar, sem comprometer a qualidade da assistência prestada”, explica.


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AUXÍLIO-ALUGUEL PODE SER CHAVE PARA AJUDAR VÍTIMAS A ROMPER CICLO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

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Enquanto os casos de violência contra a mulher seguem desafiando as políticas públicas, uma lei federal busca ampliar a proteção às vítimas. Em vigor desde 2023, a Lei nº 14.674 autoriza a concessão de auxílio-aluguel por até seis meses para mulheres que precisam deixar o lar após sofrer violência doméstica, reduzindo um dos principais obstáculos ao rompimento com o agressor: a dependência financeira.

O valor do benefício é definido conforme a situação da vítima e pode ser custeado por estados, municípios e pelo Distrito Federal com recursos da assistência social destinados aos chamados benefícios eventuais. O pagamento não é de responsabilidade do agressor.

A advogada Larissa Nobre explica que, embora a Lei Maria da Penha preveja o afastamento do agressor, a medida nem sempre é viável. “Isso ocorre, por exemplo, quando o imóvel pertence a familiares do autor da violência ou quando o agressor é outro integrante da família, como pai ou irmão. Nesses casos, deixar a residência pode ser a única forma imediata de garantir a segurança da mulher”, diz a advogada.

Como a vítima poderá ter acesso ao auxílio?
Para ter acesso ao benefício, a vítima precisa comprovar sua condição de vulnerabilidade econômica e social. Além disso, a Justiça analisa fatores como dependência financeira, ausência de rede de apoio familiar e impossibilidade de custear uma moradia por conta própria.

“O primeiro passo para quem sofre violência doméstica é procurar uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). Na ausência de uma unidade especializada, a denúncia pode ser registrada em qualquer delegacia ou plantão policial. A partir desse atendimento, a vítima poderá solicitar medidas protetivas e ter acesso aos mecanismos previstos na legislação”, destaca Larissa.

A advogada ressalta que muitas mulheres enfrentam medo, dependência emocional e insegurança antes de denunciar o agressor. “Muitas mulheres não querem fazer a denúncia, elas sentem pena, medo, elas estão envolvidas emocionalmente a ponto de, ‘não, eu não quero isso para mim, não, eu vou perdoar’”, lamenta.

A vítima de violência doméstica, segundo Larissa, poderá ser atendida por uma mulher ao chegar na delegacia, de maneira que essa vítima possa se sentir acolhida. “Entrar numa delegacia como vítima de violência doméstica é complicado. Para a pessoa ir até uma delegacia, muitas vezes, a vítima já passou por muitos outros problemas. Até decidir colocar um fim, e ir atrás de uma medida protetiva, lida também com o sentimento de “eu vou realmente atrás de penalizar a outra parte?”, explica.

Quando se fala em violência doméstica, essa violência não se resume às agressões físicas. A vítima, muitas vezes, também pode sofrer violência psicológica, moral, ameaça, além da violência patrimonial.

“Violência doméstica, não é só a agressão, o tapa, a facada, não é só o tiro. Ela pode ser psicológica, do tipo “você não serve de nada, ninguém vai lhe querer porque eu posso fazer isso…” é a humilhação, é aquela “Síndrome da Cinderela”, em casos onde a mulher só serve para fazer serviços domésticos. As ameaças são um tipo de agressão que a gente considera agressão psicológica, mas ela, na Maria da Penha, geralmente vem separada. A psicológica é aquela que diminui, a moral é aquela que humilha a vítima”, detalha.

Já no caso da violência patrimonial, a advogada explica que estaria relacionada a situação financeira, quando a vítima é obrigada a entregar dinheiro ao agressor. “Nós temos a violência patrimonial, exemplo: meu dinheiro eu vou lá e dou todo para meu companheiro, ou meu pai, ou meu irmão agressor. Ou, mesmo não entregando, ele vai lá e faz empréstimos em meu nome, seja meu nome, porque eu sou a única que tem o nome limpo, ou sou a única que tem um crédito na praça”, descreve.

Dados da Violência Contra a Mulher no RN

Os registros de violência contra a mulher no Rio Grande do Norte apresentaram leve redução de 1,13% entre janeiro e maio de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Dados da Coordenadoria de Informações Estratégicas e Análises Criminais (Coine), da Secretaria de Segurança Pública, mostram que o Estado contabilizou 8.042 ocorrências nos cinco primeiros meses deste ano, contra 8.134 registros no mesmo intervalo do ano passado.

Apesar da queda no total de casos, alguns indicadores considerados graves registraram aumento. O descumprimento de medidas protetivas de urgência cresceu 9,28%, passando de 582 para 636 ocorrências. Já os casos de violência psicológica contra a mulher aumentaram 8,03%, saindo de 361 para 390 registros.

Os números também apontam crescimento de 14,81% nas tentativas de feminicídio, que passaram de 27 para 31 casos. O feminicídio consumado teve alta de 10%, com 11 vítimas entre janeiro e maio deste ano, contra 10 no mesmo período de 2025.

Outro dado que chama atenção é o aumento de 24,59% nos casos de importunação sexual, que subiram de 61 para 76 registros. As ocorrências de violação de domicílio cresceram 15,74%, passando de 108 para 125 casos. Além disso, os registros de violência psicológica praticada por meio de inteligência artificial ou recursos tecnológicos que alteram imagem ou som da vítima tiveram aumento de 25%, passando de quatro para cinco ocorrências.

Por outro lado, alguns dos crimes mais recorrentes apresentaram redução. As ameaças, que lideram o ranking de ocorrências relacionadas à violência doméstica, caíram 2,72%, passando de 2.357 para 2.293 registros. Os casos de lesão corporal diminuíram 0,77%, enquanto as injúrias recuaram 0,61%.

Também houve queda de 8,89% nas vias de fato, de 3,92% nos casos de perseguição (stalking) e de 12,21% nos registros de difamação.

Delegacias da Mulher no RN
As Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) são a principal porta de entrada para mulheres que buscam denunciar casos de violência doméstica, violência sexual, ameaças e descumprimento de medidas protetivas. Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 12 unidades em funcionamento. Em Natal, o atendimento ocorre por meio da DEAM das zonas Leste, Oeste e Sul e da DEAM da Zona Norte. Além da capital, as delegacias especializadas estão presentes nos municípios de Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Macaíba, Mossoró, Assú, Pau dos Ferros, Nova Cruz, Macau e Caicó. As unidades realizam ações de prevenção, acolhimento, proteção e investigação de crimes praticados contra mulheres, integrando a rede estadual de enfrentamento à violência de gênero.

Casa da Mulher Brasileira em Natal
O Governo do Rio Grande do Norte oficializou, em janeiro de 2025, a assinatura do contrato de repasse para a construção e equipagem da Casa da Mulher Brasileira em Natal. O investimento soma R$ 19 milhões e será destinado à implantação de uma estrutura integrada de atendimento às mulheres vítimas de violência. A licitação para início das obras, segundo a Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (SEMJIDH), está em finalização.

A unidade será construída em um terreno de 368 mil metros quadrados na capital potiguar e reunirá, em um único espaço, serviços especializados como Delegacia da Mulher, Defensoria Pública, Ministério Público, Vara Judicial, atendimento psicossocial e alojamento temporário para mulheres em situação de risco.

A iniciativa integra o Programa Mulher Viver sem Violência, retomado pelo Governo Federal, com objetivo de fortalecer a rede de proteção às mulheres no Estado.


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CASO ENVOLVENDO O CABO DEYVISON RELEMBRA SÉRIE DE ATAQUES A POLÍTICOS

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O atentado contra o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL), registrado na noite desta segunda-feira (15), chama atenção para o debate sobre a violência envolvendo figuras políticas no Rio Grande do Norte. Embora a Secretaria Estadual de Segurança Pública tenha informado que, até o momento, não há elementos que indiquem motivação política no caso, o episódio é mais um para a soma de uma série de atentados, assassinatos e tentativas de homicídio em que as vítimas são agentes políticos.

Entre os casos mais emblemáticos estão os assassinatos do ex-prefeito de São José de Campestre, Neném Borges, em 2023; do prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira, durante a campanha eleitoral de 2024 e do ex-prefeito de São Pedro, Miguel Cabral, em 2025. Além disso, políticos em atividade também foram alvo de atentados, como ocorreu com o então candidato a deputado estadual Wendel Lagartixa durante as eleições de 2022.

Cabo Deyvison
O caso mais recente ocorreu em Mossoró, na noite desta segunda-feira (15). O vereador Cabo Deyvison realizava uma transmissão ao vivo em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel quando homens armados efetuaram diversos disparos.

O parlamentar foi atingido nas pernas e encaminhado ao Hospital Regional Tarcísio Maia, onde permanece internado em estado estável. Já o assessor Alyson Dyego de Oliveira, que o acompanhava durante a fiscalização, foi baleado e morreu.

Horas após o crime, dois suspeitos identificados como José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel, foram presos em Fortaleza, no Ceará. O veículo utilizado na ação também foi localizado abandonado a cerca de dois quilômetros do local do atentado. De acordo com a Polícia Militar, os dois homens confessaram participação direta no atentado e no homicídio de Alyson Dyego durante a abordagem policial.

Vereador Fábio Vicente
Em março deste ano, o vereador Fábio Vicente da Silva (PL) foi assassinado dentro da própria residência durante a madrugada, em Extremoz, na Grande Natal.

Segundo as investigações, criminosos arrombaram a porta do imóvel e procuraram especificamente pelo parlamentar. Após localizá-lo em um dos quartos, efetuaram diversos disparos. O vereador morreu no local. A Polícia Civil segue investigando tanto a motivação quanto a autoria do crime.

Neném Borges
Em abril de 2023, o então prefeito de São José de Campestre, Joseilson Borges da Costa, mais conhecido como Neném Borges, foi assassinado após um homem invadir sua residência e efetuar disparos de arma de fogo.

O caso teve desfecho judicial em março deste ano, quando Vando Fernandes Gomes foi condenado a 15 anos de prisão pelo homicídio. A sentença foi proferida após julgamento no Tribunal do Júri da comarca de Natal.

Prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira

Ex-prefeito de São Pedro, Miguel Cabral foi assassinado em Natal, em 2025 – Foto: Reprodução

Um dos casos de maior repercussão nacional ocorreu em agosto de 2024, quando o prefeito de João Dias, Marcelo Oliveira, e seu pai, Sandi Alves de Oliveira, foram mortos durante a campanha eleitoral.

As investigações apontaram que o crime teria sido articulado pela então vice-prefeita Damária Jácome e por sua irmã, a então vereadora Leidiane Jácome. Ambas foram presas em agosto de 2025, no Paraguai, após permanecerem foragidas por quase um ano.

A Polícia Civil concluiu que a motivação do crime estava relacionada a disputas políticas locais. O caso resultou na eleição da viúva do prefeito, Fatinha de Marcelo, para o comando do município.

Miguel Cabral
Em fevereiro de 2025, o ex-prefeito de São Pedro, Miguel Cabral, foi assassinado durante um atentado no Largo do Atheneu, em Petrópolis, Zona Leste de Natal.

O político foi atingido por disparos de arma de fogo enquanto estava com outras pessoas em uma banca de revista. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

As investigações identificaram quatro suspeitos de participação direta no crime. Todos foram presos ao longo de 2025 em operações realizadas no Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.

Wendel Lagartixa e Sargento Gonçalves
Durante a campanha eleitoral de 2022, o então candidato a deputado estadual Wendel Lagartixa e o candidato a deputado federal Sargento Gonçalves foram alvo de uma tentativa de homicídio em Ceará-Mirim.

Segundo relatos, homens armados com fuzis e utilizando coletes balísticos desembarcaram de um veículo e iniciaram uma intensa troca de tiros com a equipe de segurança dos candidatos.

Um dos suspeitos morreu no confronto e os demais conseguiram fugir. Nenhum dos candidatos foi atingido.


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POLÍCIA CONFIRMA PIX DE R$ 10 MIL REAIS EM CONTA DE PRESO POR ATENTADO

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O atentado a tiros que deixou ferido o vereador de Mossoró e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) e matou seu assessor, Alyson Dyego de Oliveira, ganhou novos desdobramentos na noite desta terça-feira (16). Dois suspeitos presos no Ceará confessaram participação no crime e a investigação passou a analisar um PIX de R$ 10 mil identificado em um dos celulares apreendidos, para averiguar possível relação com a execução do ataque.

O crime ocorreu na noite de segunda-feira (15), durante uma transmissão ao vivo realizada pelo parlamentar em frente à UPA do Alto de São Manoel. Homens armados passaram pelo local e efetuaram diversos disparos. Deyvison foi atingido nas pernas, passou por cirurgia para retirada de um projétil e segue internado. Já seu assessor, Alyson Dyego, não resistiu aos ferimentos e morreu.

Nesta terça-feira, as forças de segurança anunciaram a prisão de José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel da Silva Freitas, ambos naturais do Rio Grande do Norte e detidos em Beberibe (CE). Segundo as investigações, eles teriam participação direta no atentado e confessaram envolvimento no crime.

Além das prisões, um novo elemento passou a chamar a atenção dos investigadores. No início da noite desta terça, o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Francisco Araújo, confirmou ao Diário do RN que um PIX de R$ 10 mil foi localizado em um dos aparelhos apreendidos com os suspeitos.

O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, também em conversa com o Diário do RN, detalhou que a transferência bancária poderá ajudar a esclarecer a cadeia de financiamento da ação criminosa.

“Tinha uma mensagem de um PIX com o nome da pessoa e o valor de R$ 10 mil. Essa é a informação que a gente tem. Pode estar relacionada à ocorrência, como se fosse um pagamento, mas isso ainda será aprofundado pela Polícia Civil”, explicou.

As autoridades também trabalham com a possibilidade de participação de pelo menos três envolvidos no atentado. Na hora da prisão, os suspeitos tentaram danificar os celulares, mas a Polícia conseguiu recuperar e vai realizar a perícia nos aparelhos. Também foi encontrado com os criminosos, um colete à prova de balas.

Sem intimidação
Enquanto as investigações avançam, Cabo Deyvison afirma que não pretende recuar de sua atuação política e mantém o discurso de enfrentamento ao crime organizado, uma das marcas de sua trajetória pública.

Em vídeo publicado após o atentado, o vereador relacionou o episódio à sua atuação política e policial.
“Em 14 anos de policial militar, cinco anos me dediquei à tropa do Choque, troquei tiro com assaltante de banco e nunca fui atingido. Em um ano e meio de política, tentaram contra a minha vida duas vezes”, afirmou.

O parlamentar também prometeu continuar as denúncias que vinha realizando.

“Vocês não vão conseguir me calar. Eu vou com mais força para cima de vocês”, declarou. Em outro trecho, acrescentou que “nada está descartado, envolvimento político, facção, tudo será investigado”.

Nas semanas que antecederam o atentado, Cabo Deyvison vinha adotando um discurso cada vez mais duro contra facções criminosas. Em vídeo divulgado em maio, citou nominalmente um suposto líder criminoso apontado por ele como responsável por homicídios em Mossoró e fez um desafio público.

“A hora que você quiser me ver, vem atrás de mim. Agora não vem atrás dos meus familiares não, que eu vou atrás de vocês”, declarou.

Repercussão no Estado
O caso provocou reação imediata das principais lideranças políticas do Rio Grande do Norte. A governadora Fátima Bezerra afirmou ter determinado “empenho total” das forças de segurança e disse acompanhar pessoalmente as investigações.

O ex-prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Estado, Allyson Bezerra, prestou solidariedade ao vereador e cobrou rigor na apuração dos fatos. Também pré-candidato ao governo, Cadu Xavier classificou o episódio como “um ataque à democracia e ao direito à vida”.

O presidente estadual do PL, Rogério Marinho, divulgou nota cobrando rapidez na identificação dos responsáveis. Já o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, defendeu uma investigação “rigorosa, célere e transparente”.

Repercussão nacional
Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro associou o atentado ao avanço das facções criminosas no país.

“O atentado contra o vereador Cabo Deyvison é um choque, mas infelizmente não chega a ser uma surpresa. No Brasil de hoje, quem enfrenta facções narcoterroristas se torna alvo”, escreveu.

Ao comentar o armamento utilizado pelos criminosos, Flávio afirmou que o episódio demonstra a capacidade operacional dessas organizações.“Isso não é criminalidade comum. Isso é terrorismo”, acrescentou.

O atentado também repercutiu nacionalmente e ganhou espaço em veículos como GloboNews, G1, Folha de S.Paulo, O Globo, CNN Brasil, UOL e Estadão.


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“SE NÃO CONSEGUI O SENADO, PACIÊNCIA. MAS VOU FICAR FORA DA ELEIÇÃO POR QUÊ?”

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O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, confirmou ao Diário do RN que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026 pelo União Brasil. De volta ao cenário eleitoral, ele também anunciou apoio à pré-candidatura de Allyson Bezerra ao Governo do Estado e sinalizou alinhamento com a candidatura à reeleição da senadora Zenaide Maia.

O retorno ocorre poucos meses após Carlos Eduardo ter visto frustrado o projeto de disputar uma vaga ao Senado pelo próprio União Brasil. À época, o ex-prefeito chegou a afirmar que havia perdido o estímulo para participar da eleição, adotou postura discreta nos bastidores e praticamente mergulhou no silêncio político.

Agora, após entendimentos com lideranças da legenda, entre elas o deputado estadual Kleber Rodrigues e o presidente estadual do partido, José Agripino Maia, ele volta ao processo eleitoral ocupando espaço na chapa proporcional.

Questionado sobre o fato de disputar a eleição pelo mesmo partido que não viabilizou sua candidatura ao Senado, mesmo tendo o terceiro maior fundo partidário do país, Carlos Eduardo afirmou que não pretende fazer política olhando para episódios passados.

“Se eu fizer política com retrovisor, é melhor deixar a política”, declarou.

Segundo Carlos Eduardo, a decisão de disputar o mandato de deputado estadual foi tomada após ouvir apoiadores e eleitores que defendiam sua permanência na política.

“Entrei em contato com muitos eleitores aqui em Natal e, de forma unânime, todos achavam que eu deveria participar da eleição. Não podia ficar fora da eleição”, afirmou.

O ex-prefeito disse que, mesmo sem conseguir viabilizar a candidatura ao Senado, não fazia sentido permanecer afastado da disputa.

“Se não consegui o Senado, paciência. Mas vou ficar fora da eleição por quê? Tem uma parcela da opinião pública que é meu eleitor”, declarou.

A definição da candidatura ocorreu após entendimentos com lideranças do União Brasil, entre elas o deputado estadual Kleber Rodrigues, um dos coordenadores da pré-campanha de Allyson.

“O consenso é exatamente isso. Sou pré-candidato a deputado estadual e vou apoiar Allyson”, resumiu.

Na composição majoritária, Carlos Eduardo indicou que acompanhará a posição da Federação União Progressista em relação à senadora Zenaide Maia (PSD), candidata à reeleição.

“Eu não posso deixar o partido apoiar Zenaide e eu ser candidato do partido sem apoiá-la. Acho que vai ser um apoio natural”, afirmou.

Já sobre a segunda vaga ao Senado, a disputa para deputado federal e a eleição presidencial, disse que ainda não há definições.

“Vou avaliar coletivamente. Não vou tomar nenhuma posição divergente do conjunto da Federação”, ressaltou.

Frustração não impede retorno
Segundo o ex-prefeito, na época, em que teve o apoio à candidatura ao Senado negado, a direção nacional do partido comunicou ao presidente estadual da legenda, José Agripino Maia, e a Allyson Bezerra que a prioridade seria ampliar a bancada federal da sigla.

“Foi dito que o objetivo do partido era eleger 60 deputados federais e que não haveria fundo eleitoral para o Senado”, afirmou.

Carlos Eduardo também garantiu que, por esse motivo, sua candidatura à Assembleia não dependerá de recursos partidários.

“Vou ser candidato independente de ajuda. Isso não foi tratado”, disse.

Apoio a Kleber na Assembleia
Questionado sobre uma eventual candidatura de Kleber Rodrigues à presidência da Assembleia Legislativa, Carlos Eduardo afirmou que o tema não foi discutido formalmente, mas deixou claro que não terá objeções, caso seja eleito.

“Posso votar em Kleber tranquilamente. Se ele for candidato a presidente, voto tranquilamente com ele”, declarou.

A posição reforça a aproximação política entre Carlos Eduardo, Kleber Rodrigues e o grupo liderado por Allyson Bezerra na construção do projeto eleitoral para 2026.


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A FORÇA DA FÉ: O RELATO DE ESPERANÇA DE LUIS HENRIQUE PELA CURA DE HELGA OLIVEIRA

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A rotina vibrante das redações deu lugar, nos últimos dias, a uma vigília silenciosa e movida pela fé. O jornalista e empresário Luis Henrique tem compartilhado, com transparência e emoção, os bastidores da maior batalha que ele e sua esposa, a jornalista Helga Oliveira, já enfrentaram em quase três décadas de união. Luis usa sua voz e sua fé como ferramentas fundamentais no processo de cura de Helga.

Helga Oliveira convive há cinco anos com um quadro de leucemia crônica e uma rotina de tratamento a qual já estavam familiarizados. Mas na última semana, uma gripe evoluiu para uma pneumonia agressiva, condição que a levou à internação. No entanto, os boletins mais recentes trazem notícias que renovam o fôlego da família: o quadro clínico apresenta uma evolução positiva, sinalizando que o corpo tem respondido bem aos cuidados médicos. “Ela está no melhor lugar, que é a Liga, sob os cuidados de médicos abnegados, pessoas incríveis. Ela está se esforçando pra caramba. O quadro clínico dela apresentou uma melhora. Os exames estão melhorando. É um quadro delicado ainda, mas é um quadro de melhora”, contou Luis Henrique em conversa com o Diário do RN na tarde desta segunda-feira (15).

O Poder da Oração
Para Luis Henrique, a medicina e a espiritualidade caminham lado a lado. Ele tem sido o motor de uma robusta corrente de orações que atravessa as redações de Natal, alcança amigos e até mesmo desconhecidos. “A fé é o que nos sustenta”, afirma o jornalista, que vê em cada pequena melhora de Helga um testemunho de que a energia positiva e as preces têm surtido efeito.

“Eu digo a mesma coisa sempre: a ciência está fazendo o trabalho dela, com aqueles profissionais abnegados, extraordinários; a gente está fazendo o nosso papel aqui fora com a fé. Então, a única coisa que eu peço aos amigos para essa mensagem ecoar é que continuem rezando e orando pelo pulmão de Helga. E ela está se esforçando para continuar fazendo a diferença aqui na vida dos que gostam dela e principalmente da família. É fé, ciência e ela fazendo o esforço dela”

Essa mobilização coletiva tem sido um bálsamo para o casal, que é muito querido na comunicação potiguar. A cada postagem ou mensagem de apoio, Luis Henrique reforça que o carinho recebido é um combustível essencial para enfrentar os dias de espera no hospital.

Rotina em Família: Pedro e Caio

No centro dessa jornada estão os filhos do casal, Pedro e Caio. “Caio tem 11 anos, é uma criança autista nível 2 de suporte. Então, é a criança que pergunta pela mãe. A gente diz que ela está dodói, mas que está no hospital e vai voltar. E Pedro, com 16 anos, é um menino super maduro muito crente na fé, já esteve com a mãe, já visitou ela. Ele está consciente e está firme na fé”

A rotina da casa, embora adaptada às necessidades do tratamento de Helga, é mantida com a serenidade de quem confia no amanhã. Luis Henrique destaca o papel dos meninos como fontes de motivação. Para ele, o dia a dia com os filhos é um lembrete constante do que está em jogo: a reconstrução da normalidade e a volta de Helga para o seio do lar. “Sabemos que este é um processo, mas a vitória já está desenhada”, compartilha Luis Henrique.

Luis Henrique e Helga são pais de Pedro e Caio. O jornalista destaca o papel dos filhos como fontes de motivação: “A vitória já está desenhada” – Foto: Reprodução

Olhar para o Futuro
O processo de cura de Helga Oliveira é, acima de tudo, uma lição de resiliência. Enquanto o tratamento segue os protocolos necessários, a corrente de orações permanece ativa.

“O meu clamor é esse, porque eu sei da força, do poder da oração, todos nós sabemos e ela, ela está firme. Eu estou lá duas vezes, três vezes por dia, eu vou lá no ouvidinho dela e converso, converso dizendo tudo que está acontecendo e essa é uma das coisas que eu mais tenho dito quando eu fico de joelho lá e faço as minhas orações: ‘olha tem muita gente aqui torcendo e rezando e orando por você, irmãos espíritas, irmãos evangélicos, irmãos católicos, geral mesmo, geral’. É um conforto saber que tem tanta gente que para um minutinho do seu dia para ler, orar… às vezes, para uma pessoa que nem conhece, mas que com certeza está emanando com a gente”, relata Luis.

A expectativa de amigos, familiares e colegas de profissão é uma só: ver Helga de volta à sua rotina, com a mesma energia e paixão que sempre dedicou a tudo que se propõe a fazer.

Até lá, a família segue unida, sob o comando de um Luis Henrique que hoje escreve — com a vida — uma das matérias mais importantes de sua carreira: a história de uma cura fundamentada no amor e na fé inabalável.

PIONEIRA
Helga Oliveira é uma das grandes pioneiras do jornalismo esportivo no Rio Grande do Norte. Sua importância para a crônica esportiva potiguar se deve principalmente ao fato de ter sido uma das primeiras mulheres a ocupar esse espaço, especialmente na televisão, em uma época em que o ambiente era quase exclusivamente masculino. Helga ajudou a abrir caminhos para as gerações de mulheres que hoje atuam na cobertura de clubes como ABC e América, e em grandes eventos esportivos no estado.

Além da trajetória marcante no esporte, Helga tem uma carreira consolidada e é muito respeitada pela sua atuação na comunicação potiguar. Atualmente, ela também é reconhecida por seu trabalho de conscientização sobre o autismo (com o projeto @papointerior) e por sua paixão por séries turcas (@turquiaemcena).


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OS ERROS QUE PODEM CUSTAR CARO E OS ACERTOS QUE IMPULSIONAM A SUCESSÃO

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Faltando apenas dois meses para o início da campanha eleitoral para as eleições de 2026, a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte já está em pleno andamento nos bastidores, redes sociais e agendas dos principais pré-candidatos: Allyson Bezerra (União Brasil), Álvaro Dias (PL) e Cadu Xavier (PT). A reta final ainda está distante, porém, já revela estratégias, fortalezas e fragilidades.

Para o jornalista Heitor Gregório, na política, cada momento tem dinâmica própria. Sendo o ex-prefeito de Mossoró, o melhor em presença nas redes sociais, além da agenda que inclui um rodízio pelos municípios do estado e agendas políticas. “Essa combinação tem ampliado sua visibilidade”, acredita.

Com relação a Álvaro Dias, ex-prefeito de Natal, Heitor avalia que o pré-candidato do Partido Liberal, “ainda não encontrou uma estratégia eficiente de comunicação no ambiente digital”.

“Em relação à pré-campanha de Álvaro Dias, percebe-se que a atuação do companheiro de chapa, Babá Pereira, tem sido fundamental na interlocução com prefeitos e lideranças do interior. No entanto, o próprio pré-candidato ainda não encontrou uma estratégia eficiente de comunicação no ambiente digital. Além disso, embora integre a aliança, o senador Styvenson Valentim não mantém uma agenda conjunta frequente com Álvaro, algo que era esperado por muitos aliados e observadores políticos”, considerou.

No que diz respeito ao pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, para o jornalista, falta uma integração nas atividades de pré-campanha, de forma que possa melhorar o desempenho do denominado “Time Lula”, formado por Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT), ambos pré-candidatos ao Senado, “poderia contribuir para fortalecer essa estratégia, principalmente por Rafael ser um nome conhecido em todo o RN”.

“Mas a campanha ainda vai começar, teremos o horário gratuito de TV, a campanha de rua, dentre outros, que interferem no processo”, pontuou.

Heitor Gregório avalia mudanças: “A campanha ainda vai começar” – Foto: Reprodução

A jornalista e comentarista política Daniela Freire, destaca que a pré-campanha segue “acirrada, adiantada e com fôlego entre os três principais nomes”.

O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, na avaliação da jornalista, até o momento, foi o pré-candidato que mais errou, tanto na escolha de mirar em Allyson, quanto na condução da pré-campanha por parte da própria equipe. Já com relação a Cadu, ainda de acordo com a jornalista, as pesquisas mostram uma aproximação dos adversários. Sobre Allyson, seu maior problema seria a ausência de palanque nacional.

“Na minha avaliação, quem mais errou até agora foi o ex-prefeito de Natal Álvaro Dias, não apenas no adversário em que ele tem mirado neste momento a sua munição, que é no pré-candidato Allyson Bezerra, mas na forma como ele próprio e sua equipe têm conduzido as suas falas em entrevistas, o que tem refletindo repercussões negativas, como no caso da UERN, que ele sugeriu a possibilidade de privatizar ou federalizar”, destacou.

Daniela Freire: “Campanha acirrada entre os três principais nomes” – Foto: Reprodução

Com relação ao pré-candidato Cadu Xavier, além de uma aproximação com os adversários, para ela, a grande expectativa será quando “Cadu de Lula” terá a assinatura oficial do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, e se esse trunfo será capaz de reverter os números das sondagens definitivamente, já que Lula é considerado o maior transferidor de votos do Rio Grande do Norte.

“Sobre Allyson, líder na maior parte das pesquisas, tem também um problema importante, na minha avaliação, a ausência de palanque nacional. Quem é o presidente de Allyson Bezerra?”, avaliou.

O comentarista político Carlos Santos lembra que, embora exista uma data oficial determinada pela Legislação Eleitoral para o início da campanha oficial, sempre há, por outro lado, o que denomina de “jeitinho brasileiro”, para adiantar o período, “onde todos podem tudo, menos pedir explicitamente voto, etc”.

Até o momento, para ele, ainda não existe nenhuma alteração significativa do quadro de pré-disputa que já se desenhava no ano passado. Sobre quem lidera a corrida? Allyson Bezerra, seguido por Álvaro Dias e Cadu Xavier, que segue se arrastando na disputa.

“Enfim, uma hipocrisia permitida e permissiva. Numa avaliação geral, não vejo nenhuma alteração significativa do quadro de pré-disputa que já se desenhava no ano passado. Há um nome na dianteira, Allyson Bezerra, um segundo lugar intocável de Álvaro Dias (o que já ocorria com Rogério Marinho, a quem ele substituiu). Na terceira colocação distante, Cadu Xavier, que mesmo lançado em fevereiro do ano passado, ainda não tracionou. Porém, tudo é cedo e é pré-campanha. Lá adiante saberemos se essas peças terão alteração. Teremos o peso dos programas em rádio e TV no afunilamento e outros fatores que vão determinar o que é mais palatável à massa-gente, ou seja, ao eleitor”, considerou.

Três estratégias diferentes
O maior acerto de Álvaro, conforme a análise de Saulo Spinelly, teria sido a intensificação das viagens e encontros políticos no interior do estado. “Seu principal acerto foi entender que a eleição estadual não se vence apenas na capital. Desde então, passou a intensificar viagens, reuniões regionais e encontros com prefeitos, vereadores e lideranças do interior”, afirmou.

Sobre os pontos positivos do caminho adotado por Álvaro até aqui, para ele, seriam o crescimento no interior do estado, um discurso mais definido ideologicamente, além de uma estrutura política em expansão e boa capilaridade junto aos prefeitos.

Com relação aos pontos negativos, Spinelly destacou que o pré-candidato “ainda carrega uma imagem de um candidato mais velho, precisa transformar apoios políticos em transferência efetiva de votos e tem, também o desafio de não ficar excessivamente dependente da polarização nacional.

“Hoje, a estratégia de Álvaro parece ser a mais tradicional: muito contato presencial, articulação política e fortalecimento de bases municipais”, destacou.

Allyson Bezera, para ele, seria o candidato com maior força digital e alto impacto de imagem.

“Se Álvaro apostou no municipalismo, Allyson apostou na comunicação. Sua pré-campanha tem sido marcada por forte presença digital, vídeos de grande alcance e uma estética de campanha moderna, muito próxima do universo do TikTok e das redes sociais. Foi uma estratégia eficiente para manter seu nome em evidência mesmo antes do período eleitoral”, enfatizou.

Os pontos positivos de Allyson estariam justamente na comunicação eficiente, no conhecimento do alto índice de conhecimento popular, forte identificação com o eleitor mais jovem e na capacidade de pautar o debate político.

Spinelly considera, no entanto, que, apesar da força digital, o ex-prefeito de Mossoró erra no que considera “excesso de centralização na imagem pessoal, dependência elevada das redes sociais, necessidade de ampliar discurso estadual e menor presença física em algumas regiões quando comparado ao ritmo municipalista de Álvaro.

“O principal desafio de Allyson será mostrar que sua candidatura representa mais do que uma comunicação moderna. Em algum momento, precisará aprofundar propostas e consolidar alianças fora do eixo Mossoró-redes sociais”, esclarece.

Sobre Cadu Xavier, Saulo acredita que o ex-secretário da Fazenda ainda busca um protagonismo.

“Entre os três, Cadu foi quem largou mais atrás. Por não possuir histórico eleitoral nem mandato, iniciou a pré-campanha praticamente desconhecido para grande parte do eleitorado. Seu crescimento nos últimos meses, entretanto, mostra que a estratégia do governo começou a surtir efeito. O petista passou a ocupar mais espaço nas redes, intensificou agendas pelo estado e começou a assumir o papel de defensor do legado da governadora”, considerou.

Os pontos positivos de Cadu, para Saulo, estariam no crescimento mostrado nas pesquisas, uma estrutura governista consolidada, o apoio do presidente Lula e da governadora Fátima Bezerra, além do discurso técnico e preparado para debates.

Já os pontos negativos estariam no baixo conhecimento popular em parte do eleitorado, em carregar naturalmente o desgaste do governo estadual e comunicação ainda considerada tímida quando comparada aos adversários.

“A principal mudança observada recentemente foi o aumento do tom político. O Cadu técnico começa a dar lugar ao Cadu candidato, mais disposto ao enfrentamento e ao debate público”, avaliou.

As estratégias podem mudar?

Saulo Spinelly: “Nenhum dos três encontrou ainda sua versão definitiva” – Foto: Reprodução

Spinelly, acredita que não apenas podem. Provavelmente vão: “A pré-campanha é uma fase de posicionamento. A campanha oficial costuma ser outra eleição. É possível que: Álvaro intensifique ainda mais o discurso municipalista e de gestão; Allyson reduza a pirotecnia digital e passe a apresentar mais propostas e conteúdo programático; Cadu assuma postura mais combativa e nacionalize parte do debate com a presença de Lula e do PT. O cenário atual sugere que nenhum dos três encontrou ainda sua versão definitiva de candidato. E é justamente por isso que, apesar das pesquisas e dos movimentos já realizados, a disputa pelo Governo do RN continua aberta. Os próximos meses serão decisivos para saber quem conseguirá transformar visibilidade em voto, estrutura em mobilização e narrativa em liderança eleitoral”, pontuou.

Tendência para os próximos meses
Se a pré-campanha tem sido marcada por movimentos de posicionamento, a


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MARINHO ADMITE DESGASTE DE FLÁVIO APÓS REVELAÇÃO DE ÁUDIOS COM VORCARO

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Coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o senador pelo Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, admitiu que o caso “Dark Horse” provocou desgaste político e afetou a trajetória do pré-candidato nas pesquisas de intenção de voto. Em entrevista ao jornal O Globo neste fim de semana, Marinho afirmou que o impacto poderia ter sido menor caso a relação entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro tivesse sido tornada pública anteriormente.

Ao comentar a repercussão do episódio, o senador reconheceu que houve falha na condução política do caso.

“O questionamento feito ao Flávio é que uma relação privada veio a público de uma forma criminalizada. Se ele tivesse tido cuidado de expor isso antes, talvez o impacto não fosse tão grande”, afirmou.

A declaração chama atenção por representar um reconhecimento explícito de que a crise teve consequências eleitorais. Até então, aliados do pré-candidato vinham concentrando esforços em contestar as críticas e minimizar os efeitos da polêmica.

Marinho não negou o desgaste. Pelo contrário, admitiu que o episódio atingiu a campanha.
“Sem dúvida nenhuma, isso deu um abalo na campanha”, declarou.

Apesar disso, procurou relativizar os efeitos de longo prazo e defendeu que o cenário eleitoral ainda está em aberto.

“Uma campanha não é uma corrida de 100 metros, é uma maratona”, disse, ao argumentar que a disputa presidencial será definida ao longo dos próximos meses.

O senador também voltou a defender a legalidade da relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.

Segundo ele, não houve qualquer favorecimento político ou atuação institucional em benefício do empresário.

“Não se trata de contrapartida, de advocacia administrativa nem de apresentação de projetos que vão beneficiar A ou B”, afirmou.

Na mesma resposta da entrevista, Marinho comparou a repercussão do episódio envolvendo Flávio ao tratamento dado a encontros mantidos por Vorcaro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o senador, houve pesos diferentes na avaliação dos dois casos.

“Ele foi recebido fora da agenda mais de uma vez pelo nosso principal adversário. Não há perplexidade nem indignação”, argumentou.

Questionado sobre a promessa de divulgação da prestação de contas relacionada ao financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, Marinho disse esperar que o assunto seja encerrado após a apresentação dos documentos.

“Esperamos que após a prestação de contas, que será feita, as pessoas possam virar essa página e entender que nós temos um Brasil para discutir”, afirmou.

O senador também afastou qualquer possibilidade de substituição de Flávio na disputa presidencial, mesmo diante das turbulências provocadas pelo caso.

“Flávio é o nosso plano A, B, C e F”, resumiu.

A polêmica sobre o caso Dark Horse
A polêmica veio à tona após reportagens da The Intercept Brasil revelarem diálogos e mensagens que expuseram a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As conversas tratavam do financiamento do projeto “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, estimada em mais de R$ 134 milhões. As reportagens levantaram questionamentos sobre a proximidade entre o pré-candidato e o banqueiro e sobre a transparência da captação de recursos para o filme.

A divulgação do material provocou forte repercussão política e ampliou as cobranças por explicações sobre a relação com Vorcaro e a origem dos recursos destinados ao projeto. Desde então, aliados de Flávio sustentam que se trata de uma relação privada, sem contrapartidas ou favorecimentos políticos, enquanto a campanha tenta conter os efeitos do episódio, que acabou refletindo nas pesquisas de intenção de voto.


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MOSSORÓ FESTEJA O SÃO JOÃO E MP PROCESSA PMM POR COLAPSO NA SAÚDE DE CRIANÇAS

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Enquanto milhares de pessoas lotavam as ruas de Mossoró para participar do Pingo da Mei Dia, evento que abriu oficialmente o Mossoró Cidade Junina, uma das maiores festas populares do Rio Grande do Norte, o Ministério Público Estadual levava à Justiça uma denúncia que expõe uma grave crise na saúde pública municipal. A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde ajuizou uma Ação Civil Pública com pedido de tutela de urgência contra o Município de Mossoró após identificar falhas graves e a interrupção de serviços essenciais no Ambulatório Materno Infantil (AMI), unidade responsável pelo atendimento especializado de crianças, adolescentes, gestantes e mulheres de Mossoró e de municípios da região Oeste.

A ação foi protocolada em 3 de junho de 2026 pelo promotor de Justiça Rodrigo Pessoa de Morais e tem origem no Inquérito Civil nº 04.23.2021.0000066/2026-72, instaurado após denúncia encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público por meio da Manifestação nº 3509324012026-1. Durante a investigação, a equipe técnica do órgão elaborou o Relatório Técnico nº 002/2026, documento que descreve um cenário de “desassistência sistêmica” e “risco iminente de colapso” nos serviços prestados pelo AMI.

Os números indicam que o problema vinha se agravando há meses. Os atendimentos psicológicos realizados pelo AMI caíram de 192 em dezembro de 2025 para 142 em janeiro de 2026 e apenas 71 em fevereiro deste ano. Para o Ministério Público, a redução demonstra o progressivo esvaziamento operacional da unidade até o colapso dos serviços.

Durante inspeção ministerial realizada em 19 de maio de 2026, a própria direção do ambulatório confirmou que os serviços de Psicologia e Psicopedagogia estavam totalmente suspensos desde 15 de abril. A paralisação ocorreu após o encerramento dos contratos temporários dos profissionais que atuavam no local.

Como consequência, mais de 200 crianças com suspeita de transtornos mentais e do neurodesenvolvimento ficaram sem acompanhamento especializado, sem emissão de laudos diagnósticos e sem encaminhamento para serviços de referência, como o CAPS Infantil e o Centro Especializado em Reabilitação. Segundo a Promotoria, a interrupção dos atendimentos pode comprometer o desenvolvimento cognitivo, emocional e social dessas crianças, gerando prejuízos muitas vezes irreversíveis.

Após nova vistoria e análise técnica, entretanto, a Promotoria concluiu que as medidas adotadas não foram suficientes para evitar a interrupção dos serviços. A ação destaca que o Município possuía concurso público vigente e candidatos aprovados em cadastro de reserva, mas não realizou a reposição imediata dos profissionais cujos contratos temporários foram encerrados.

Na ação judicial, o Ministério Público pede que a Justiça determine ao Município o restabelecimento integral dos atendimentos de Psicologia e Psicopedagogia do AMI no prazo máximo de 15 dias, mediante convocação imediata dos aprovados no concurso público ou, alternativamente, por contratação emergencial temporária. Em caso de descumprimento, o órgão requer a aplicação de multa diária de R$ 10 mil ao gestor municipal.

O processo já tramita na Vara da Fazenda Pública de Mossoró. Em despacho assinado em 8 de junho de 2026, o juiz Pedro Cordeiro Júnior decidiu ouvir previamente o Município antes de analisar o pedido de tutela de urgência. O magistrado concedeu prazo de 72 horas para manifestação da Prefeitura e registrou que, diante das peculiaridades do caso, considerava prudente ouvir a parte contrária antes de decidir sobre a liminar. Encerrado o prazo, com ou sem resposta do Município, o processo deverá retornar para apreciação do pedido ministerial.

Até o fechamento desta edição, não havia decisão sobre a concessão da tutela de urgência requerida pelo Ministério Público.

O caso chama atenção pelo contraste entre a realização de um dos maiores eventos festivos do estado e a situação encontrada na principal unidade de atendimento materno-infantil da região. Embora a ação não atribua responsabilidade pessoal ao ex-prefeito Allyson Bezerra, os documentos do Ministério Público mostram que a redução dos atendimentos e a insuficiência de profissionais já vinham sendo registradas antes da suspensão total dos serviços, quadro que culminou na judicialização da questão.

Para a Promotoria, houve esgotamento das tentativas de solução administrativa e a intervenção do Poder Judiciário tornou-se necessária para garantir o direito à saúde de crianças, adolescentes, gestantes e mulheres que dependem do AMI.


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JORNALISTA POTIGUAR VIVE BASTIDORES DA SELEÇÃO BRASILIERA NA COPA 2026

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Enquanto muitos potiguares se preparam para torcer pela Seleção Brasileira diante das telas, uma mossoroense está vivendo o sonho do hexacampeonato de um ângulo privilegiado. Atalija Lima, gerente de redes sociais da Uber para a América Latina, uma das empresas patrocinadoras da CBF, ganhou os gramados norte-americanos para coordenar a estratégia digital da marca, acompanhar influenciadores e produzir conteúdo exclusivo diretamente dos bastidores.

Para Atalija, estar em Nova York para o primeiro jogo da Seleção tem um significado que mistura o sucesso profissional com uma realização pessoal antiga. “Eu vivi a Copa de 2014 no Brasil, fui a dois jogos em Natal, mas não cheguei a ver a Seleção Brasileira. Essa vai ser a primeira vez que vou conseguir ver o Brasil jogando em uma Copa. É muito especial combinar o lado profissional com essa paixão pessoal”, revelou a jornalista em conversa com o Diário do RN.

Acesso aos ídolos
A rotina nos Estados Unidos tem sido intensa e gratificante. Durante a fase final de treinamentos nesta semana, Atalija teve acesso direto aos craques que buscam o título mundial. “Foi uma experiência surreal. Eu jamais imaginei que estaria em um lugar com poucas pessoas, tendo acesso a ídolos como Vini Júnior, Neymar, Endrick e ao próprio técnico Ancelotti. Ver o planejamento tático e depois poder interagir com eles foi algo que só o meu trabalho poderia proporcionar”, conta a jornalista.

Ela também revela que essa proximidade com a seleção tem feito o coração de torcedora bater diferente.

“Confesso que alguns meses atrás eu não estava com expectativa muito grande, mas não tem como você não se contagiar estando aqui, vendo a seleção, vendo a empolgação dos torcedores brasileiros. Então agora eu estou muito confiante. Eu não sei se o Hexa vem, mas eu tenho certeza já que a gente chega bem longe”.

Nova York dividida: Futebol vs. NBA
Apesar da presença brasileira, Atalija observa que o clima de “Copa do Mundo” nos Estados Unidos ainda é diferente da efervescência vivida no Brasil. Segundo ela, o foco dos nova-iorquinos no momento está dividido.

“O pessoal aqui de Nova York ainda não entrou totalmente no clima, principalmente porque os New York Knicks estão nas finais da NBA. A Copa acaba sendo um assunto secundário para eles agora, mas nada que a chegada em massa dos brasileiros na cidade não resolva”, diverte-se.

Um papo de cinema: o encontro com Spike Lee

Entre os lances táticos e a produção de conteúdo, Atalija Lima viveu um momento que ela define como “completamente surreal”: um encontro descontraído com o lendário cineasta norte-americano Spike Lee.

Conhecido por ser um fervoroso torcedor e fã da cultura brasileira, Spike Lee estava acompanhando o treino da Seleção quando Atalija se aproximou. “Ele estava sendo super solícito. Cheguei para pedir uma foto e dizer que era fã, e ele simplesmente disse: ‘não, senta aqui do meu lado, vamos bater um papo’”, relata a potiguar.

O diálogo, que durou alguns minutos, teve até espaço para geografia e elogios. “Ele perguntou de onde eu era. Quando eu disse Brasil, ele quis saber o local exato, pois o país é muito grande. Expliquei que era de Natal, no Nordeste. Ele ainda elogiou meu cabelo e me perguntou se eu iria ver o jogo dos Knicks”, conta Atalija, impressionada com a simplicidade do diretor. “Ele foi adorável e estava genuinamente interessado no que eu tinha para falar. Agradeço muito à Seleção por essa oportunidade”, finaliza


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GUAMARÉ PERDE MAIS DE R$ 45 MILHÕES DE ARRECADAÇÃO EM APENAS DOIS ANOS

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Guamaré vem registrando uma expressiva redução em seus cofres públicos. Os dados fiscais mostram que a arrecadação municipal caiu mais de R$ 45 milhões entre 2024 e 2025 e segue em trajetória de queda nos primeiros meses de 2026.

De acordo com os números dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO), a arrecadação total de Guamaré alcançou R$ 279.705.774,36 em 2024. No ano seguinte, o montante recuou para R$ 234.380.352,02, representando uma perda de R$ 45.325.422,34 em apenas um ano, o equivalente a uma redução de aproximadamente 16,2%.

A queda foi impulsionada principalmente pela redução das receitas de ICMS e ISS, duas das principais fontes de arrecadação do município. Os repasses de ICMS passaram de R$ 135.816.908,32 em 2024 para R$ 108.850.517,29 em 2025, uma diminuição de R$ 26.966.391,03, correspondente a quase 20%.

Já a arrecadação de ISS caiu de R$ 29.649.394,94 para R$ 22.193.004,11, uma perda de R$ 7.456.390,83, equivalente a 25,1%.

Na contramão da tendência de queda, o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) apresentou crescimento. Os repasses federais passaram de R$ 30.461.556,62 em 2024 para R$ 33.717.341,83 em 2025, um aumento de R$ 3.255.785,21, ou 10,7%. Apesar disso, o incremento não foi suficiente para compensar as perdas registradas nas receitas ligadas à atividade econômica local.

A tendência de retração também é observada nos dados mais recentes. No primeiro bimestre de 2024, o município arrecadou R$ 106.782.397,21. Em 2025, no mesmo período, as receitas somaram R$ 76.244.854,01. Já em 2026, a arrecadação caiu para R$ 66.581.488,14.

A comparação entre os primeiros bimestres de 2024 e 2026 revela uma redução de R$ 40,2 milhões, correspondente a uma queda de 37,6%. Em relação ao primeiro bimestre de 2025, a perda foi de R$ 9,66 milhões, ou 12,7%.

Os números evidenciam uma crescente frustração de receitas em um município historicamente beneficiado por elevados repasses provenientes da atividade industrial e petrolífera. Embora Guamaré continue entre as cidades com maior capacidade de arrecadação do Estado, a diminuição dos recursos disponíveis reduz a margem financeira da administração municipal para investimentos, obras e ampliação de serviços públicos.

O cenário exige atenção da gestão municipal, uma vez que a manutenção da tendência de queda poderá impor desafios cada vez maiores ao equilíbrio fiscal e à execução de políticas públicas. A evolução da arrecadação nos próximos meses será determinante para avaliar se o município conseguirá recuperar parte das perdas registradas desde 2024 ou se enfrentará mais um ano de retração nas receitas.

Os dados também demonstram que, apesar da relevância econômica do setor petrolífero para Guamaré, a forte dependência dessas receitas torna o município mais vulnerável às oscilações do mercado, da produção e dos repasses tributários. Com menos recursos entrando nos cofres públicos, cresce a necessidade de planejamento e de uma gestão cada vez mais eficiente dos gastos municipais.


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PLACA DE OBRA E DOCUMENTOS REVELAM QUE ALLYSON NÃO CONSTRUIU HOSPITAL

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A polêmica em torno do Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva, em Mossoró, ganhou um novo desdobramento após documentos obtidos pelo Diário do RN revelarem que a unidade foi originalmente licitada, contratada e construída como uma policlínica. A informação reforça questionamentos já levantados pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tem contestado a classificação da estrutura como hospital em razão das limitações de funcionamento e atendimento.

O extrato do Contrato nº 09/2024, firmado entre a Prefeitura de Mossoró e a Construtora Proel LTDA., não deixa dúvidas quanto ao objeto da obra. O documento registra expressamente a “Construção da Policlínica”, localizada na Avenida Francisco Mota, no bairro Alto de São Manoel. Inicialmente orçada em R$ 5,3 milhões, a obra teve sucessivos aditivos contratuais e superou os R$ 10 milhões em investimentos até sua conclusão.

Documentos oficiais também confirmam as informações sobre a obra – Foto: Reprodução

A mesma nomenclatura aparece na placa oficial afixada durante a execução da obra, conforme mostrou reportagem do Blog Carol Ribeiro. Na placa exposta no canteiro de obras, a Prefeitura apresenta o empreendimento como “Construção de Policlínica”, repetindo a descrição constante no processo licitatório e no contrato firmado pela Secretaria Municipal de Infraestrutura.

Segundo a reportagem, o projeto apresentado à Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) para obtenção da área também previa a implantação de uma policlínica. A mesma nomenclatura foi utilizada pelo então prefeito Allyson Bezerra em vídeo publicado nas redes sociais em 2024, no início das obras.

Ainda de acordo com a publicação do blog, a mudança para Hospital Municipal ocorreu apenas nas etapas finais da construção, já próximo da inauguração e do início da movimentação pré-eleitoral.

Concidentemente, o Hospital Municipal de Mossoró deixou de ser apresentado pela gestão de Allyson Bezerra como Policlínica e passou a ser denominado de hospital no mesmo período em que a governadora Fátima Bezerra anunciava a implantação do Hospital Metropolitano do Rio Grande do Norte, localizado em Parnamirim, e após o então prefeito de Natal, Álvaro Dias, entregar a primeira etapa do Hospital Municipal de Natal.

A coincidência temporal passou a ser observada como motivação para a mudança de nomenclatura, já que não houve mudança no projeto da obra e nem estava prevista nenhuma alteração substancial para o funcionamento da unidade, que foi planejada, projetada e executada para ser Policlínica. Somente depois é que ‘virou’ hospital.


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AGRIPINO E ALLYSON SILENCIAM SOBRE CRISE ENTRE KELPS, JOÃO, BENES E ROBINSON

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A escalada da disputa interna na Federação União Progressista tem produzido declarações públicas, trocas de críticas e divergências estratégicas sobre a eleição proporcional de 2026. Em meio ao embate, porém, chama atenção o silêncio das duas principais lideranças do União Brasil no Rio Grande do Norte: o ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, pré-candidato ao Governo do Estado, e o ex-senador José Agripino Maia, presidente estadual da legenda.

Mesmo após dias de repercussão envolvendo integrantes da própria Federação, nenhum dos dois se manifestou publicamente sobre o conflito. O silêncio ganha relevância porque tanto Allyson quanto Agripino ocupam posições centrais na construção política do grupo para as eleições deste ano e são considerados peças-chave nas articulações da oposição no Estado.

Nos bastidores, a avaliação é que uma manifestação de qualquer um dos dois poderia ser interpretada como apoio a um dos lados da disputa, ampliando ainda mais o desgaste interno em um momento em que a Federação tenta construir unidade para a sucessão estadual e para as disputas proporcionais.

O silêncio chama atenção especialmente no caso de Allyson Bezerra. Além de ser apontado como principal liderança eleitoral do União Brasil no Rio Grande do Norte, o ex-prefeito foi citado pelo próprio Kelps Lima como uma das razões para sua filiação ao partido.

“Eu fui para o União Brasil porque Allyson está lá. Em todas as campanhas eu estive ao lado de Allyson.

Allyson é meu amigo e eu acredito no projeto dele”, afirmou o ex-deputado em vídeo divulgado nesta semana.

Já José Agripino, além de presidir o União Brasil no Estado, participa diretamente das articulações políticas da Federação e tem atuado na construção das nominatas para 2026, o que torna sua ausência no debate ainda mais observada por lideranças e aliados.

O Diário do RN procurou Allyson Bezerra e José Agripino Maia para comentar a crise envolvendo integrantes da Federação União Progressista e informar se pretendem atuar como mediadores do conflito. Até o fechamento desta edição, porém, não houve retorno por parte de nenhuma das lideranças.

Impasses na União Progressista
A crise interna ganhou força após Kelps Lima afirmar, em vídeo publicado no último fim de semana, que seus principais adversários na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados são justamente os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria, todos integrantes da Federação União Progressista.

Nesta quarta-feira (10), o ex-deputado voltou às redes sociais e elevou o tom das críticas.

“Benes não é meu amigo, João Maia não é meu amigo, Robinson não é meu amigo. Eles três, além de serem meus adversários legítimos, eu sou adversário deles e eles são adversários entre si”, declarou.

Em seguida, Kelps reforçou o discurso de renovação da bancada federal e fez críticas diretas aos parlamentares.

“Não acho que sejam bons políticos. Acho que são três políticos retrógrados e que pelo menos um a gente precisa tirar”, afirmou.

Algumas das declarações provocaram reação imediata do deputado federal Benes Leocádio, que, em entrevista recente ao Diário do RN, negou qualquer tipo de traição ao correligionário e criticou a estratégia de confronto adotada pelo ex-deputado.

Segundo Benes, a lógica da eleição proporcional é baseada na soma de votos da nominata, e não na eliminação de aliados. O parlamentar também revelou que tentativas de transferência de bases eleitorais para fortalecer a pré-candidatura de Kelps encontraram forte resistência dos próprios apoiadores consultados.

Para Benes, o fortalecimento coletivo da Federação é o caminho para ampliar o número de vagas conquistadas pelo grupo em 2026, enquanto a estratégia de confronto interno tende a dificultar a construção da nominata.


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COPA E SÃO JOÃO IMPULSIONAM MERCADO DE BUFFETS E EVENTOS NO RN

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A combinação entre as festas juninas e os jogos da Copa do Mundo tem aquecido o mercado de eventos e alimentação neste mês de junho. Com famílias, amigos e empresas organizando confraternizações para assistir às partidas e celebrar o período junino, cresce a procura por buffets, churrasqueiros, serviços de gastronomia e estruturas completas para eventos. O movimento beneficia especialmente pequenos empreendedores do setor, que registram aumento nas reservas e reforçam equipes para atender à demanda.

A tendência acompanha uma mudança no comportamento dos consumidores. Em vez de assumir toda a organização da festa, muitos anfitriões têm optado por contratar empresas especializadas para cuidar do cardápio, da preparação dos alimentos e do atendimento aos convidados. A busca por praticidade se tornou um dos principais fatores para impulsionar o segmento.

Entre os empreendedores que percebem esse crescimento está Alexandre Vieira, fundador do serviço de buffet de churrasco “Magão na Brasa”, que atua há mais de 12 anos no mercado. Segundo ele, a coincidência entre o calendário junino e a Copa do Mundo ampliou ainda mais a procura pelos serviços.

“Nessa época do ano a procura aumenta bastante para a gente, principalmente agora que une a Copa do Mundo e o São João. Então já estamos nos organizando com antecedência para conseguir manter o padrão de serviço e atender bem todo mundo. Hoje o Magão na Brasa trabalha com uma equipe que já está com a gente há anos, então isso ajuda muito na organização e na qualidade do atendimento”, afirma.

De acordo com o empresário, o período exige planejamento antecipado para garantir que todos os eventos ocorram sem imprevistos.

“Reforçamos o planejamento, a logística, a compra de carnes, materiais e toda a estrutura necessária para que os eventos aconteçam da melhor forma possível. Nosso foco continua sendo fazer com que o cliente aproveite o evento sem preocupação. A ideia é que ele seja realmente o convidado da própria festa”, explica.

Alexandre Magão atua há mais de 12 anos com serviços personalizados – Foto: Reprodução

Cardápio adaptado ao clima junino
Se durante boa parte do ano o churrasco tradicional lidera os pedidos, no período junino os clientes costumam buscar formatos mais adequados ao tema das festas. Alexandre explica que os cardápios são personalizados de acordo com a ocasião.

“No São João a pedida é principalmente espetinhos acompanhados de comidas típicas e caldinhos. Todo o serviço é adaptado para melhor atender aos clientes”, destaca.

A personalização tem sido uma das principais características do segmento. Além dos cortes de carne e acompanhamentos, os consumidores podem definir o formato do atendimento, a quantidade de convidados e os itens complementares que desejam incluir no evento.

Segundo Alexandre, o diferencial está justamente na entrega de uma solução completa, que elimina as preocupações do anfitrião.

“Levamos toda a estrutura necessária, como churrasqueira, equipe de garçons, cutelaria, descartáveis e auxiliares. Nessa época o pessoal quer reunir os amigos e a família, e ninguém quer passar o evento preso na cozinha ou preocupado com a organização. Nosso trabalho é justamente entregar essa tranquilidade junto com um churrasco de qualidade e fartura”, ressalta.

Conveniência impulsiona setor
O crescimento da procura por buffets personalizados reflete uma tendência observada nos últimos anos. Cada vez mais consumidores buscam serviços que ofereçam conveniência e permitam aproveitar o evento sem precisar se dedicar aos preparativos.

No setor de eventos, a avaliação é que a contratação de pacotes completos deixou de ser um luxo para se tornar uma escolha prática. O serviço inclui desde a compra dos insumos até o preparo, atendimento e organização da estrutura, permitindo que o cliente participe da celebração como convidado.

Esse comportamento tem impacto direto na economia local. Além dos proprietários dos buffets, a cadeia produtiva envolve fornecedores de alimentos, distribuidores de bebidas, profissionais de atendimento, auxiliares de cozinha, decoradores e prestadores de serviços diversos, ampliando a circulação de recursos durante o período festivo.

Expectativa positiva
Com a sequência das festividades juninas e a continuidade dos jogos da Copa do Mundo, a expectativa do setor é manter o ritmo de crescimento nas próximas semanas. Para os empreendedores, o período representa uma das oportunidades mais importantes do ano para ampliar faturamento, conquistar novos clientes e fortalecer a marca.

No caso dos buffets personalizados, a tendência é que a procura continue em alta à medida que consumidores valorizam cada vez mais a combinação entre praticidade, conforto e experiências completas. Em um mês marcado por celebrações, encontros familiares e confraternizações entre amigos, o setor se consolida como um dos beneficiados pelo aquecimento da economia sazonal.

Clientes destacam tranquilidade
Para quem contrata o serviço, a principal vantagem é justamente a possibilidade de aproveitar a confraternização sem precisar se preocupar com os detalhes operacionais.

A cliente Francisca Medeiros afirma que a experiência foi decisiva para transformar o evento em um momento de lazer.

“Contratar o Magão na Brasa foi a melhor decisão do nosso evento. Churrasco maravilhoso, equipe super organizada e um atendimento impecável. A gente realmente consegue aproveitar a festa sem se preocupar com nada”, relata.

A mesma percepção é compartilhada por Lucas Campos, que destaca a organização da equipe como diferencial.

“O diferencial do Magão na Brasa é justamente a tranquilidade que eles dão. Chegam organizados, resolvem tudo e ainda entregam um churrasco incrível. Serviço profissional de verdade”, afirma.

Como contratar
Quem deseja contratar os serviços do Magão na Brasa para confraternizações, festas juninas, eventos corporativos ou encontros durante a Copa do Mundo pode obter mais informações pelo Instagram @magaonabrasa ou pelo telefone (84) 99865-5674. A empresa oferece cardápios personalizados e estrutura completa para eventos de diferentes portes, com opções adaptadas ao perfil e ao orçamento de cada cliente.


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SECRETÁRIA DE SAÚDE INVESTIGADA PELA PF POR FRAUDES ATACA MOTTA

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Alvo da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal para apurar supostos desvios de recursos públicos na saúde de Mossoró, a secretária municipal de Saúde, Morgana Dantas, reagiu nesta semana às críticas feitas pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, sobre a estrutura e o funcionamento do Hospital Municipal Francisca Gonçalves da Silva.

A manifestação ocorreu após Alexandre divulgar vídeo em que voltou a questionar a unidade inaugurada pela gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra (União Brasil), classificando o equipamento como uma policlínica e não como um hospital de fato. Em resposta, Morgana publicou vídeo nas redes sociais elevando o tom contra o titular da Sesap.

A reação ocorre enquanto a secretária enfrenta questionamentos decorrentes da Operação Mederi. A investigação apura contratos e pagamentos realizados a empresas fornecedoras de medicamentos durante o período em que Morgana atuou como ordenadora de despesas do Fundo Municipal de Saúde.

Apesar desse cenário, a gestora concentrou sua resposta em ataques ao secretário estadual.

Logo no início da gravação, Morgana classificou Alexandre Motta como o “pior secretário de Saúde da história”.

“O pior secretário de Saúde da história do Rio Grande do Norte tem um novo hobby: atacar o Hospital de Mossoró. Mas nós não vamos aceitar essa covardia”, afirmou.

Na sequência, associou as críticas do secretário aos problemas enfrentados pela rede estadual e acusou o Governo do Estado de utilizar o tema politicamente.

“Enquanto o caos do Tarcísio Maia permanece, enquanto o próprio governo é acusado de segurar leitos para sobrecarregar nossas UPAs, o secretário achou tempo para gravar vídeo para mentir sobre o nosso hospital”, declarou.

Ao longo do vídeo, a secretária prosseguiu com críticas ao secretário estadual e ao Governo do Estado, inclusive em tom pessoal, mas não respondeu diretamente aos questionamentos feitos por Alexandre Motta sobre a ausência de funcionamento noturno e nos fins de semana, nem sobre a inexistência de leitos de UTI na unidade municipal.

Críticas da Sesap
As declarações de Morgana foram motivadas por um novo vídeo publicado por Alexandre Motta, no qual o secretário voltou a questionar a estrutura do equipamento entregue pela gestão de Allyson Bezerra.

Segundo o titular da Sesap, a unidade realiza cirurgias eletivas de baixa complexidade em pacientes previamente selecionados e não dispõe de estrutura para atender casos mais graves.

“O hospital não tem UTI e não tem uma demanda para fazer algo que exija maior complexidade”, afirmou em entrevista anterior ao Diário do RN.

Motta também relatou que pacientes que apresentaram intercorrências precisaram ser transferidos para o Hospital Regional Tarcísio Maia.

“Toda cirurgia tem algum grau de imprevisibilidade. Se acontecer uma situação dessa lá, ele vai ter que encaminhar esse paciente para alguma porta de urgência”, alertou.

De acordo com parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS), hospitais devem oferecer assistência contínua à população, com atendimento de urgência e emergência 24 horas, leitos de internação, suporte intensivo e estrutura para atendimento de casos de média e alta complexidade.

Operação Mederi
A Operação Mederi investiga supostas irregularidades em contratos de fornecimento de medicamentos para a rede municipal de saúde de Mossoró.

Em decisão recente, o desembargador federal Rogério Fialho destacou que Morgana Dantas ocupava a função de ordenadora de despesas do Fundo Municipal de Saúde e era responsável pela homologação de licitações e autorização de pagamentos.

Segundo a decisão, a empresa Dismed Distribuidora recebeu R$ 5,864 milhões em recursos públicos apenas em 2024. Em uma das licitações analisadas, homologada pela secretária, a empresa venceu lotes de R$ 3,937 milhões, enquanto a Drogaria Mais Saúde, também investigada, obteve contratos de R$ 2,163 milhões.

Ao analisar os elementos reunidos pela investigação, Fialho observou que a homologação dos contratos por Morgana “ganha relevância” diante dos indícios de entrega parcial de medicamentos e superfaturamento. Embora a secretária não apareça diretamente nos diálogos interceptados, o desembargador registrou que os elementos apontam sua inserção nas “engrenagens que viabilizam o sucesso da empreitada criminosa”.

Morgana Dantas nega irregularidades. Até o momento, não há condenação judicial contra a secretária, e as investigações seguem em andamento.


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ALLYSON BEZERRA TRIPLICA A DÍVIDA DA PREFEITURA DE MOSSORÓ NO MANDATO

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Ao deixar a Prefeitura de Mossoró para disputar o Governo do Rio Grande do Norte, o prefeito licenciado Allyson Bezerra entrega a administração municipal com indicadores fiscais que prometem alimentar o debate político durante a campanha eleitoral.

Dados dos relatórios fiscais enviados pela Prefeitura ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) mostram que o município encerrou o primeiro quadrimestre de 2026 com uma Dívida Consolidada Líquida de R$ 693.205.172,53 e quase R$ 9 milhões em despesas liquidadas sem pagamento.

Os números ganham relevância por retratarem justamente o cenário fiscal deixado pela gestão que pretende utilizar a experiência administrativa em Mossoró como principal credencial para governar o Estado.

A evolução da dívida pública é um dos indicadores que mais chamam atenção nos relatórios fiscais. Ao final de 2020, último exercício antes da posse de Allyson Bezerra, a Dívida Consolidada Líquida de Mossoró era de R$ 233.266.818,17.

Dois anos depois, ao final de 2022, o passivo havia avançado para R$ 314.003.834,12. Em 2023 ocorreu o maior salto da série recente. A dívida consolidada alcançou R$ 580.716.711,07, registrando um crescimento expressivo em relação ao ano anterior.

No encerramento de 2024 houve uma redução para R$ 509.275.986,68. No entanto, a queda não se sustentou. Ao final de 2025, a dívida voltou a crescer e atingiu R$ 588.638.132,76.

Já no primeiro quadrimestre de 2026, período que coincide com os últimos meses da gestão Allyson à frente do Executivo municipal, o passivo alcançou R$ 693.205.172,53, o maior valor registrado na série.

Relatório do TCE/RN aponta dados atualizados da dívida consolidada da gestão do ex-prefeito Allyson, referente ao segundo bimestre de 2026 – Foto: Reprodução

Comparando os números do final de 2020 com os dados de abril de 2026, a dívida pública de Mossoró aumentou R$ 459.938.354,36. Em termos percentuais, o crescimento acumulado foi de aproximadamente 197,2%.

Na prática, isso significa que o município encerra o período com uma dívida quase três vezes maior do que a existente antes do início da atual gestão.

Os dados também mostram uma aceleração do endividamento nos últimos meses. Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, a dívida aumentou R$ 104.567.039,77, crescimento de cerca de 17,8% em apenas quatro meses.

O resultado aproxima Mossoró da marca de R$ 700 milhões em obrigações de longo prazo, um patamar inédito para as finanças municipais.

Outro ponto que chama atenção nos relatórios fiscais é a diferença entre as despesas liquidadas e os pagamentos efetivamente realizados pela Prefeitura.

Segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) referente ao primeiro quadrimestre de 2026, a administração municipal liquidou R$ 313.585.263,52 em despesas entre janeiro e abril. No mesmo período, os pagamentos somaram R$ 304.686.398,01.

A diferença de R$ 8.898.865,51 representa despesas já reconhecidas oficialmente pela administração, mas que permaneceram sem quitação até o encerramento do quadrimestre.

Na contabilidade pública, a liquidação ocorre quando o ente público confirma que o serviço foi executado ou o produto foi entregue, transformando a obrigação em compromisso financeiro formal.

Embora situações desse tipo possam ocorrer dentro da rotina fiscal dos municípios, os números demonstram que a Prefeitura encerrou o período com milhões de reais em despesas aguardando pagamento.

Os indicadores fiscais surgem em um momento de forte projeção política do ex-prefeito, que busca transformar sua passagem pela Prefeitura de Mossoró em vitrine para a disputa pelo Governo do Estado.

Enquanto aliados destacam investimentos, obras estruturantes e modernização administrativa, os relatórios oficiais mostram que a gestão termina com uma dívida pública R$ 459,9 milhões superior à registrada ao final de 2020 e com quase R$ 9 milhões em despesas liquidadas sem pagamento apenas nos quatro primeiros meses de 2026.

Embora parte do crescimento da dívida possa estar associada a financiamentos, operações de crédito e investimentos públicos realizados ao longo dos últimos anos, os números revelam uma expansão significativa dos compromissos financeiros assumidos pelo município durante a gestão.

Com a campanha eleitoral se aproximando, os indicadores fiscais de Mossoró tendem a ocupar espaço central nas discussões sobre o legado administrativo deixado por Allyson Bezerra. Afinal, a cidade que servirá de principal vitrine para sua candidatura ao Governo do Estado encerra o ciclo administrativo com a maior dívida consolidada de sua história e milhões de reais em obrigações ainda pendentes de pagamento.


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KELPS LIMA: “BENES, JOÃO MAIA E ROBINSON SÃO POLÍTICOS RETRÓGRADOS”

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A disputa interna na Federação União Progressista voltou a ser assunto nos bastidores da política potiguar nesta quarta-feira (10). Após a repercussão das declarações do deputado federal Benes Leocádio (União Brasil) ao Diário do RN, que criticou a estratégia de confronto adotada por Kelps Lima, o ex-deputado voltou às redes sociais para reafirmar que considera os atuais parlamentares da própria Federação seus principais adversários na corrida por uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026.

Em vídeo publicado nesta quarta, Kelps também rebateu críticas de que estaria atacando aliados do próprio grupo político. Segundo ele, não existe alinhamento político natural entre sua trajetória e a dos parlamentares que hoje ocupam mandato federal, Robinson Faria, João Maia e Benes Leocádio.

“Benes não é meu amigo, João Maia não é meu amigo, Robinson não é meu amigo. Eles três, além de serem meus adversários legítimos, eu sou adversário deles e eles são adversários entre si”, afirmou.

O ex-deputado foi além e defendeu a necessidade de renovação da representação potiguar na Câmara Federal.

“Não acho que sejam bons políticos. Acho que são três políticos retrógrados e que pelo menos um a gente precisa tirar”, declarou.

Ao justificar as diferenças políticas, Kelps lembrou o histórico de alianças dos parlamentares e afirmou que seguiu um caminho distinto ao longo da sua trajetória.

“João Maia apoiou o governo Robinson e apoiou o governo Fátima. Benes apoiou os três governos.

Robinson foi vice de Rosalba, depois foi eleito junto com Fátima. Eu, nesse tempo todo, estava no mesmo campo”, afirmou.

Na sequência, o ex-deputado explicou que sua entrada no União Brasil ocorreu em razão da relação política construída com o ex-prefeito Allyson Bezerra.

“Eu fui para o União Brasil porque Allyson está lá. Em todas as campanhas eu estive ao lado de Allyson.

Quando Allyson não tinha mandato, quando passou dificuldade em Mossoró, quando iniciou o mandato e ninguém acreditava, eu estava lá porque Allyson é meu amigo e eu acredito no projeto dele. Quem chegou só agora foram eles três”, declarou.

Kelps também sustentou que a lógica da eleição proporcional o coloca em disputa direta com os três deputados da Federação.

“Esse ano eu estou na Federação União Brasil PP e meus adversários são João Maia, Benes e Robinson.

Eu posso tirar mais votos do que Nina e perder. Tirei, na eleição passada, mais votos do que vários deputados eleitos e perdi a eleição. Porque eles não eram meus adversários”, declarou, ao justificar a diferença entre sua relação com a vereadora Nina Souza, que havia sido citada em vídeo anterior, e os deputados da Federação.

Ao longo da gravação, Kelps procurou diferenciar sua atuação política da trajetória dos parlamentares e afirmou que pretende explorar essas divergências durante a campanha.

“Eu vou fazer o debate político junto com meus adversários. Não vou fazer acusação pessoal, não vou atacar CPF, falar de família. Agora isso se chama política e eu preciso mostrar quais são as diferenças”, disse.

O ex-deputado também defendeu que o confronto político dentro da própria Federação é legítimo e faz parte da disputa eleitoral.

“Não tem polêmica nenhuma, são meus adversários. Eu vou pautar as diferenças políticas da forma que meus três adversários fazem política e da forma que eu faço”, ressaltou.

Reação à declaração de Benes
As novas declarações surgem um dia após Benes Leocádio rebater a estratégia do correligionário em entrevista ao Diário do RN. O deputado afirmou que não vê concorrência interna dentro da Federação e defendeu que o fortalecimento coletivo da nominata aumenta as chances de eleição de todos os candidatos.

“Eu não vejo essa questão de concorrência interna. Quanto mais votos os colegas tiverem, mais chance temos de eleger mais gente”, afirmou.

Benes também negou que tenha havido traição a Kelps e revelou que tentativas de transferência de bases eleitorais encontraram forte resistência dos próprios apoiadores. Segundo o parlamentar, a estratégia de confrontar integrantes da própria chapa acaba dificultando a construção coletiva necessária para ampliar o número de vagas da Federação na Câmara Federal.

Apesar das críticas, o deputado declarou que continua torcendo pelo sucesso eleitoral do ex-deputado e afirmou desejar que Kelps seja um dos eleitos pela nominata em 2026.


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CGU APONTA FRAUDE EM EVENTO DO SESI NO RN COM PRODUTORA DO FILME DE BOLSONARO

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Uma reportagem publicada recentemente pelo Intercept Brasil trouxe novamente ao centro do debate nacional o Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada à produção do documentário “Dark Horse” e citada em investigações envolvendo recursos do Sistema S. O que poucos lembram é que a instituição já havia sido alvo de uma ampla auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU), que apontou sobrepreços, superfaturamento e falhas na aplicação de recursos destinados a eventos realizados no Rio Grande do Norte.

Os apontamentos constam no Relatório de Auditoria nº 996973, elaborado pela Controladoria Regional da União no Rio Grande do Norte. O documento integrou uma fiscalização nacional promovida pela CGU para analisar a regularidade de patrocínios concedidos pelo Conselho Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI). Os resultados foram consolidados no Relatório de Avaliação nº 1178459, concluído em 17 de agosto de 2022.

A investigação analisou contratos executados nos exercícios de 2017 e 2018. No Rio Grande do Norte, os auditores examinaram três projetos realizados pelo Instituto Conhecer Brasil durante o ano de 2018: o 3º SESI Futuro – Redescobrindo o Brasil, realizado em Mossoró, além da 8ª Feira da Cidadania e da 10ª Feira da Cidadania, que percorreram municípios do interior potiguar.

Juntos, os três eventos receberam R$ 2,3 milhões em recursos do SESI Nacional.

SOBREPREÇOS E SUPERFATURAMENTO

Planilhas da auditoria da CGU mostram superfaturamento de equipamentos contratados para os eventos – Foto: Reprodução

Segundo a CGU, foram encontradas irregularidades desde a aprovação dos projetos até a prestação de contas dos recursos recebidos.

No projeto 3º SESI Futuro – Redescobrindo o Brasil, os auditores identificaram sobrepreço de R$ 594.422,26 e superfaturamento de R$ 373.186,00.

Na 8ª Feira da Cidadania, o relatório apontou sobrepreço de R$ 450.025,32. O evento foi realizado nos municípios de Campo Grande, Umarizal, Bom Jesus e Jardim do Seridó.

Já na 10ª Feira da Cidadania, os auditores calcularam sobrepreço de R$ 430.131,20. A programação ocorreu em Acari, Caicó, João Câmara e São Miguel do Gostoso.

Somados, os valores de sobrepreço identificados ultrapassam R$ 1,47 milhão apenas nos projetos executados no Rio Grande do Norte. O relatório também registra divergências entre documentos fiscais e registros contábeis que totalizaram R$ 70.594,87.

FALHAS NA APROVAÇÃO E FISCALIZAÇÃO
Além dos indícios de sobrepreço e superfaturamento, a CGU identificou uma série de falhas na condução dos projetos.

Entre elas estão a aprovação acelerada das propostas, ausência de análise detalhada dos custos apresentados, deficiência na comprovação da capacidade técnica da entidade executora, início de atividades antes da formalização contratual e fiscalização considerada insuficiente por parte do SESI.

No caso do 3º SESI Futuro, a auditoria afirma que a execução do projeto deixou de observar condições básicas de regularidade e boa gestão dos recursos. Segundo os auditores, a fragilidade dos controles internos possibilitou situações classificadas como potencial desvio de finalidade e má aplicação dos recursos destinados ao evento.

Outro ponto destacado foi a deficiência do acompanhamento realizado pelo SESI Nacional. De acordo com a CGU, em diversos momentos a fiscalização ficou restrita à análise documental apresentada pelas entidades responsáveis, sem mecanismos efetivos para verificar a execução das atividades financiadas.

EVENTOS MENORES DO QUE O PREVISTO
A investigação nacional também concluiu que diversos eventos patrocinados pelo SESI foram realizados em dimensões inferiores às previstas nos projetos originais.

Segundo a CGU, houve situações em que as contrapartidas prometidas pelas entidades executoras foram cumpridas apenas parcialmente, apesar da liberação integral dos recursos previstos nos contratos.

O relatório aponta ainda que prestações de contas acabaram sendo aprovadas mesmo diante de inconsistências posteriormente identificadas pela equipe de auditoria.

CGU RECOMENDOU RESSARCIMENTO E APURAÇÃO
Ao final dos trabalhos, a Controladoria recomendou ao SESI Nacional a adoção de medidas para aperfeiçoar seus mecanismos de controle e avaliar a viabilidade jurídica de instaurar procedimentos voltados ao ressarcimento dos valores considerados irregulares.

A CGU também sugeriu a apuração de responsabilidades dos agentes envolvidos nos processos de aprovação, fiscalização e prestação de contas dos contratos auditados.

A repercussão do caso ganhou novo fôlego após a reportagem do Intercept Brasil revelar detalhes sobre contratos envolvendo o Instituto Conhecer Brasil. Embora os fatos analisados pela Controladoria sejam referentes aos anos de 2017 e 2018, os documentos mostram que a entidade já era alvo de questionamentos dos órgãos de controle há vários anos, especialmente em projetos financiados com recursos públicos e parafiscais.

Posicionamento da FIERN
O Diário do RN entrou em contato com a Fiern (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte) que afirmou estar aguardando informações d


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APOIO A STYVENSON VALENTIM AFASTA JÚLIA ALMEIDA DA CHAPA AO GOVERNO COM CADU

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Cotada nos bastidores como um dos nomes do PSDB para compor a chapa governista encabeçada por Cadu Xavier (PT) em 2026, a médica Júlia Almeida, primeira-dama de Parelhas e pré-candidata a deputada estadual, passou a enfrentar resistência crescente dentro do campo aliado ao Governo do Estado. O motivo são as recentes demonstrações públicas de alinhamento político com o senador Styvenson Valentim (Podemos), uma das principais lideranças da oposição potiguar.

O Diário do RN revelou recentemente que Júlia aparecia entre os nomes observados para ocupar a vaga de vice-governadora na chapa governista. A escolha de uma mulher é defendida pelo próprio Cadu Xavier, que já declarou ao jornal enxergar na composição feminina um caminho natural para a construção da aliança. Além disso, informações de bastidores apontam que a vaga deverá ficar com o PSDB, partido presidido no Estado pelo deputado estadual Ezequiel Ferreira.

Nos últimos dias, porém, declarações da própria Júlia e movimentações do prefeito de Parelhas, Dr. Tiago Almeida, passaram a alimentar dúvidas sobre a viabilidade política de seu nome para integrar um projeto liderado pelo PT.

Em entrevista à 95 FM, a médica declarou voto em Styvenson Valentim para o Senado Federal, destacando os investimentos destinados pelo parlamentar ao município.

“Eu sou uma pessoa ponderada, eu voto em pessoas que acreditam que fazem o bem para a nossa população. Então, assim, o Styvenson investiu muito na saúde de Parelhas, colocou emendas para a gente ter a reforma de uma escola. Quem faz o bem merece o nosso voto. O meu primeiro voto é em Styvenson Valentim, o segundo ainda não tenho”, afirmou declarando o apoio ao senador e deixando a preferência pela segunda vaga em aberto.

A declaração repercutiu nos bastidores políticos justamente porque Styvenson é identificado como uma das principais lideranças do campo conservador e oposicionista no Estado. Embora a médica não tenha feito qualquer referência à disputa pelo Governo do Estado, a fala foi interpretada por interlocutores da base governista como um sinal político relevante.

A situação ganhou novos capítulos na semana com a circulação de registros e postagens do prefeito Dr. Tiago Almeida em colaboração com senador. Em uma publicação sobre o avanço das obras da Central de Imagens de Parelhas, o gestor atribuiu diretamente ao parlamentar a viabilização do projeto.

“Essa conquista só está sendo possível graças à parceria com o senador Styvenson Valentim. Tenho a certeza de que, em 2026, estaremos aqui celebrando a entrega de um equipamento que fará a diferença na vida de milhares de pessoas”, escreveu.

A postagem reforçou a percepção de proximidade entre o grupo político de Parelhas e o senador.

Embora a relação institucional entre prefeitos e parlamentares seja comum, o momento em que ela ocorre chamou atenção, especialmente diante das discussões sobre a composição da chapa governista.

Nos bastidores, a avaliação é que as manifestações públicas de apoio a Styvenson diminuem as chances de Júlia ser escolhida para ocupar a vice de Cadu Xavier. Isso porque a estratégia do grupo governista passa pela construção de um discurso de unidade política em torno da sucessão estadual.

A mudança de cenário ocorre apesar de Júlia ter sido vista recentemente ao lado da governadora Fátima Bezerra e do próprio Cadu Xavier em agendas políticas, o que havia reforçado especulações sobre sua inclusão no projeto governista.

Caso a primeira-dama de Parelhas realmente deixe de ser considerada para a composição majoritária, outros nomes do PSDB passam a ganhar força nas conversas. Entre os mais citados estão a vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, irmã de Ezequiel Ferreira, e a deputada estadual Cristiane Dantas, esposa do ex-vice-governador Fábio Dantas.


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BENES CRITICA KELPS E AFIRMA QUE BASES REJEITARAM APOIAR O EX-DEPUTADO

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As declarações do ex-deputado Kelps Lima (União Brasil), que apontou os deputados federais Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria como seus principais adversários na disputa por uma vaga na Câmara Federal em 2026, provocaram reação dentro da própria Federação União Progressista. Em entrevista ao Diário do RN, Benes Leocádio rebateu a tese de concorrência interna, negou qualquer tipo de traição ao correligionário e defendeu que o fortalecimento coletivo da nominata é o caminho para ampliar o número de eleitos.

Para Benes, a postura adotada por Kelps acabou criando dificuldades dentro da própria Federação ao direcionar sua estratégia eleitoral contra os atuais parlamentares do grupo.

“A dificuldade que ele criou é exatamente querendo derrotar os parceiros que poderiam ajudá-lo”, afirmou.

O deputado também rejeitou a narrativa de que os atuais detentores de mandato tenham descumprido compromissos com Kelps. Segundo ele, houve tentativas de construção de apoios, mas a resistência das próprias bases eleitorais inviabilizou avanços.

“Houve conversas. Ele solicitou que os deputados que já tinham mandato e que fossem permanecer na nominata abrissem mão de alguns apoios, mas a resistência de todos os apoiadores consultados foi muito grande”, explicou.

De acordo com Benes, alguns parlamentares chegaram a consultar lideranças e bases eleitorais sobre a possibilidade de redirecionamento de apoios, mas encontraram forte rejeição.

“Houve tentativas de alguns, mas uma resistência incontornável. Não podemos fazer nada. Teve colega que consultou dezenas e dezenas de apoiadores, e a resposta era a mesma”, relatou.

Benes rejeitou a tese de que a Federação tenha descumprido compromissos com Kelps Lima. “De forma nenhuma houve traição. De forma nenhuma”, declarou.

A principal divergência entre os dois está justamente na leitura sobre a disputa proporcional. Enquanto Kelps afirmou que um dos atuais deputados federais da Federação precisaria ficar de fora para que ele conquistasse uma vaga, Benes sustenta que a lógica eleitoral funciona de forma diferente.

“Eu não vejo essa questão de concorrência interna, não. Para mim, quanto mais votos os colegas tiverem, mais chance temos de eleger mais gente”, afirmou ao Diário do RN.

O parlamentar argumenta que, em eleições proporcionais, o crescimento da nominata beneficia todos os integrantes da chapa.

“Se a gente entende de eleição proporcional, quanto mais votos a nominata tiver, mais chance alguém tem de ser eleito. “A Federação disputa bem duas vagas e mais uma. Há chance real de eleger três deputados federais”, ressaltou.

Na avaliação do deputado, o foco deveria estar na construção coletiva da nominata. “Se você quer buscar voto para somar no conjunto, na nominata, eu tenho que pensar em agregar e não desagregar”, disse.

Mesmo diante das críticas feitas por Kelps, Benes afirmou não guardar ressentimentos e declarou que continua torcendo pelo sucesso eleitoral de todos os integrantes da federação.

“Eu desejo muito boa sorte a ele, que tenha muitos votos e que possa ser um dos eleitos no número que a nominata conquistar”, afirmou.

Declaração de Kelps gera repercussão
O posicionamento de Benes surge após reportagem publicada na edição anterior do Diário do RN mostrar que Kelps Lima considera seus principais adversários justamente os deputados federais da FederaçãoUnião Progressista. Em vídeo publicado nas redes sociais, o ex-deputado chegou a afirmar que “um deles vai ter que sair para a gente poder entrar”, ao citar nominalmente Benes Leocádio, João Maia e Robinson Faria.


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