ALLYSON ACUSA GOVERNO DE “ABANDONO” A MOSSORÓ E FAZ CRÍTICAS A FÁTIMA BEZERRA

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Durante a abertura dos trabalhos legislativos de 2026, na Câmara Municipal de Mossoró (CMM), nesta quarta-feira (11), o prefeito Allyson Bezerra (UB) incluiu o discurso contra o Governo do Estado e afirmou que Mossoró foi “abandonada, sabotada e alvo de todo tipo de maldade” pela gestão estadual. As declarações mais fortes foram dadas em entrevista após a leitura da mensagem anual do Executivo, mas o conteúdo do discurso no plenário também trouxe críticas indiretas à governadora Fátima Bezerra (PT).

Na conversa com a imprensa, o pré-candidato ao Governo marcou posição no confronto e sinalizou disposição para disputar o novo espaço político. Segundo ele, a postura do Governo do Estado teria prejudicado o desenvolvimento do município ao longo dos últimos anos.

“Vou renunciar ao cargo, vou renunciar ao meu direito de ser prefeito. Nós vamos entrar numa missão, porque se eu tiver condição, se porventura vontade de Deus ou do povo, eu estarei próximo a Marcos [Medeiros] para fazer o que o governo do Estado não fez por Mossoró há muitos anos, o Governo do Estado abandonou, sabotou e fez todo tipo de maldade com a cidade de Mossoró”, afirmou.

O prefeito também disse que não pretende se omitir diante do que classificou como um “clamor popular”, indicando que sua renúncia ao cargo, anunciada para maio, faz parte de um projeto maior. Allyson confirmou que deixará a Prefeitura para que o vice-prefeito Marcos Medeiros assuma o comando do Executivo municipal.

Embora tenha reservado as acusações mais diretas à entrevista, a mensagem lida no púlpito da Câmara trouxe recados claros ao Governo do Estado. Ao destacar resultados da gestão municipal, Allyson fez comparações explícitas entre Mossoró e a administração estadual, especialmente nas áreas fiscal e educacional.

Ao falar sobre equilíbrio financeiro, ressaltou que o município mantém há mais de 60 meses o salário dos servidores rigorosamente em dia e lembrou que Mossoró conquistou a Capag A do Tesouro Nacional, índice que mede a capacidade de pagamento dos entes públicos.

“Só para comparar: o Estado é nota C, e Mossoró conquistou nota A de organização financeira”, afirmou, em referência direta ao Rio Grande do Norte.

Na educação, o contraste foi ainda mais incisivo. Allyson exaltou o programa Mossoró Cidade Educação, classificado por ele como “a maior revolução educacional da história do município”, e comparou a realidade da rede municipal com a das escolas estaduais.

“A gente colocou na rede pública coisas que antes só se via em escola particular, como fardamento completo e ar-condicionado. Isso é um contraste com o que vivem outras crianças Brasil afora, Rio Grande do Norte afora, ou mesmo as escolas estaduais, que vivem um completo caos aqui em Mossoró”, apontou.

Apesar de estar no sexto ano de gestão, o discurso teve tom de despedida. Allyson falou em “sonhos que viraram entregas” e em um “legado que atravessou a cidade”. Durante a sessão, cumprimentou apenas vereadores da bancada governista e apresentou oficialmente Marcos Medeiros como futuro prefeito, confirmando que deixará o cargo em março.

“Ouvindo o clamor do povo, eu resolvi assumir uma nova missão. Eu sei o tamanho do desafio, mas quando o povo fala, o homem do povo não pode deixar de ouvir”, declarou.


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VOLTA ÀS AULAS REFORÇA ALERTA SOBRE SAÚDE EMOCIONAL DE ADOLESCENTES

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O fim das férias e a retomada do calendário escolar marcam um período de transição para milhões de estudantes em todo o país. Para adolescentes do Ensino Médio, especialmente aqueles que estão iniciando ou concluindo essa etapa, a volta às aulas costuma vir acompanhada de expectativas elevadas, cobranças e incertezas que extrapolam o conteúdo pedagógico. Nesse contexto, a saúde emocional dos jovens exige atenção da equipe e escolar e dos familiares.

A adaptação à rotina escolar, a pressão por desempenho e as decisões relacionadas ao futuro acadêmico e profissional tornam esse período particularmente sensível. Ansiedade, alterações de comportamento e dificuldades de concentração aparecem com frequência e, muitas vezes, passam despercebidas nos primeiros meses do ano letivo. Especialistas alertam que o acolhimento inicial pode ser decisivo para reduzir impactos emocionais ao longo do ano.

“É muito comum o aluno apresentar manifestações comportamentais de insegurança nessa etapa. Cabe aos professores e à equipe pedagógica estabelecer processos de acolhimento para que ele chegue ao espaço escolar com um maior sentimento de segurança e consiga se desenvolver da melhor maneira possível”, afirma Hilton Gomes, psicólogo responsável pelo acompanhamento da turma da terceira série do Ensino Médio do Colégio Ágora, na zona Sul de Natal.

Segundo ele, a forma como o estudante é recebido no início do ano influencia diretamente sua relação com a escola. Ambientes que favorecem a escuta e o diálogo tendem a reduzir a tensão, fortalecer vínculos e facilitar a adaptação, especialmente entre alunos que enfrentam a pressão de exames decisivos, como o Enem.

Na tentativa de minimizar esse impacto, algumas escolas têm apostado em estratégias simples, mas eficazes. No Colégio Ágora, alunos da turma de Pré-Enem participaram de uma roda de conversa nos primeiros dias de aula. A iniciativa buscou criar um espaço de fala para que os estudantes compartilhassem expectativas, receios e experiências acumuladas ao longo das férias.

“Nessa roda de conversa, a gente buscou fornecer um espaço seguro para que eles pudessem compartilhar suas experiências, anseios e reduzir a tensão, de forma que o corpo docente pudesse compreender como cada um estava se sentindo”, relata o psicólogo.

Além do contato direto com os alunos, a escola também promoveu um encontro com as famílias, com o objetivo de apresentar a nova rotina e alinhar expectativas para o ano letivo. A proposta é fortalecer a rede de apoio ao estudante e facilitar a identificação de possíveis sinais de alerta fora do ambiente escolar.

Para a diretora do Colégio Ágora, Monique Guedes, o cuidado com o aspecto emocional reflete diretamente no desenvolvimento dos alunos. “Por isso, é um dos nossos pilares manter a escola como um ambiente seguro, de diálogo e apoio emocional para que o aluno consiga aprender, se relacionar e enfrentar as demandas do ano letivo com mais confiança”, afirma.

A preocupação encontra respaldo em dados nacionais. Pesquisa realizada pelo Instituto Ayrton Senna, em um estado de cada região do país, aponta que 79% dos alunos entrevistados apresentam ao menos um sintoma relacionado à depressão ou à ansiedade. Do total, 20,4% afirmam se sentir bastante ou totalmente infelizes ou deprimidos, enquanto 38,9% relatam sensação intensa de esgotamento ou pressão. A dificuldade para dormir devido a preocupações aparece em 33,9% das respostas.

O levantamento também revela impactos significativos na autoestima e na capacidade de concentração. Cerca de 22,1% dos estudantes dizem ter perdido bastante ou totalmente a confiança em si mesmos, e 22% afirmam se sentir incapazes de superar dificuldades. Outros 7,9% relatam não conseguir se concentrar nas tarefas escolares, o que pode comprometer o aprendizado e o rendimento ao longo do ano.

Diante desse cenário, especialistas defendem que o cuidado com a saúde mental não se restrinja a ações pontuais no início do calendário escolar. O acompanhamento psicológico e emocional precisa ser contínuo. “Particularmente, eu tenho um horário semanal para entrar em sala para debater um pouco sobre autoconhecimento e desenvolvimento pessoal. A gente fala um pouco sobre bases neurológicas da aprendizagem para compreender como se aprende melhor, e depois seguimos toda uma programação para que esse aluno tenha assistência o ano inteiro para lidar com quaisquer questões que surjam, como dificuldade de aprendizado, integração social, entre outros”, explica Hilton Gomes.

O envolvimento da família é apontado como parte essencial desse processo. Especialistas recomendam que pais e responsáveis estejam atentos a mudanças de comportamento, incentivem hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas e momentos de lazer, e mantenham canais abertos de diálogo. “É fundamental que os pais exerçam uma escuta ativa e validem os sentimentos desses jovens. Quando família e escola caminham juntas, conseguimos identificar sinais de alerta mais cedo e oferecer o suporte necessário para que o aluno enfrente os desafios do ano letivo de forma mais saudável”, conclui o psicólogo.


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KÁTIA PIRES DESMORALIZA JOSÉ AGRIPINO E ANUNCIA APOIO A ÁLVARO DIAS E BABÁ

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A vice-prefeita de Parnamirim, Kátia Pires, fechou acordo e vai apoiar a pré-candidatura de Álvaro Dias ao Governo do Rio Grande do Norte. Em foto na sede da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Kátia aparece ao lado do ex-prefeito de Natal e de seu companheiro de chapa, Babá Pereira, sinalizando alinhamento político.

A aliança chama atenção porque Kátia é filiada e presidente municipal do União Brasil, partido que tem como pré-candidato oficial ao Governo do Estado o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, lançado recentemente em evento partidário realizado em Natal, com a presença da cúpula estadual da legenda, além de outros líderes de partidos aliados. O movimento da vice-prefeita de Parnamirim, portanto, contraria frontalmente a estratégia estadual da legenda.

Nos bastidores, fontes ligadas ao União Brasil avaliam que a decisão de Kátia escancara um novo capítulo de tensão interna e enfraquece o discurso de unidade defendido pelo presidente estadual da sigla, o ex-senador José Agripino Maia. Até o momento, Agripino não se manifestou publicamente sobre o episódio, mas interlocutores próximos admitem desconforto e classificam o gesto como “deslealdade política”.

Kátia Pires também não apresentou explicações públicas sobre os motivos que a levaram a preterir Allyson Bezerra em favor de Álvaro Dias. A ausência de justificativa reforça a leitura de que a escolha tem mais relação com acordos locais e reposicionamento estratégico pessoal do que com alinhamento partidário ou programático.

A postura adotada pela vice-prefeita não chega a surpreender aliados mais atentos. Nas eleições municipais de 2024, Kátia já havia imposto uma derrota política a José Agripino ao rejeitar a indicação do União Brasil pelo nome do comunicador Salatiel de Souza. À época, ela levou o partido para a chapa de oposição, tornando-se vice da Professora Nilda, numa articulação decisiva para o resultado final da eleição em Parnamirim, vencida por margem apertada, cerca de dois mil votos, no terceiro maior colégio eleitoral do estado.

Na época, Agripino optou por manter fidelidade a Kátia Pires. Demitiu Salatiel de Sousa da Tv Tropical e concedeu à Kátia autonomia total como presidente do União Brasil no município. A decisão, no entanto, teve um custo político: provocou um racha interno, com parte do partido permanecendo alinhada a Salatiel de Souza, então candidato pelo PL, e outra parte seguindo a vice-prefeita.

Agora, ao anunciar apoio a Álvaro Dias, Kátia volta a expor a fragilidade do controle de José Agripino sobre a legenda e reforça a percepção de que o União Brasil no RN opera de forma descentralizada, com lideranças locais tomando decisões à revelia do comando estadual. O movimento também pode ter impacto direto na construção da candidatura de Allyson Bezerra, que tenta se consolidar como nome competitivo ao governo e depende de demonstrações claras de coesão partidária, mas tem a presidente de um diretório municipal de seu próprio partido anunciando apoio a outro pré-candidato.

A adesão de Kátia Pires a Álvaro Dias, portanto, vai além de um simples apoio político: evidencia disputas internas, antecipa realinhamentos para 2026.


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FÁTIMA BEZERRA AFIRMA QUE DEIXA O GOVERNO DO RN COM “MÃOS LIMPAS”

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A governadora Fátima Bezerra voltou à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, na manhã desta terça-feira (10), para a última leitura anual da mensagem à frente do Executivo estadual.

Em um plenário com presença da base aliada, parlamentares da oposição e lideranças políticas, Fátima adotou um tom político em seu pronunciamento, reafirmou sua trajetória pública e deixou claro que seguirá no debate eleitoral.

Logo no início, ela relembrou o cenário que encontrou ao assumir o governo, mas rapidamente conduziu a fala para o campo da política e da ética pública. “Me sinto muito à vontade para falar isso aqui nesta Casa, porque os senhores sabem como estava o Rio Grande do Norte quando nós chegamos, de ladeira abaixo”, afirmou, ao contextualizar sua gestão.

Ao longo do discurso, Fátima reforçou que nunca se moveu por interesses pessoais e que sempre colocou o interesse coletivo acima de projetos individuais. “Nunca me movi por projetos individuais. O interesse público sempre esteve e sempre estará como farol a iluminar os meus passos”, declarou, sob aplausos de aliados.

Ao tratar de fake news, ataques e preconceito durante vida pública, a governadora criticou setores da elite potiguar e disse que sua trajetória é marcada pela ética. “Uma parte da elite desse estado nunca aceitou nem aceita ter uma professora de origem humilde no comando do Rio Grande do Norte. E com a trajetória e uma história de vida de mãos limpas, pautada pela ética, pelo zelo. E termino dizendo: a história fará seu julgamento. Mas a vida das pessoas do Rio Grande do Norte já conta essa história!”, afirmou, encerrando a fala sob forte reação do plenário.

Na entrevista coletiva após a sessão, Fátima foi ainda mais direta ao tratar do cenário político.

Confirmou que segue como pré-candidata ao Senado e que o projeto do grupo governista está avançando. “A nossa pré-candidatura ao Senado permanece, assim como a candidatura de Cadu ao governo do Estado. Isso é uma prioridade para o presidente Lula e para o PT nacional e estamos fazendo campanha”, disse.

Eleição indireta
Questionada sobre a eleição indireta para o governo do estado, Fátima afirmou que o grupo se articula politicamente para viabilizar um nome alinhado ao projeto vitorioso nas urnas. “Nenhum grupo hoje tem maioria na Casa, isso é fato. Portanto, essa questão está em aberto e nós estamos trabalhando firmemente para viabilizar a eleição indireta com um nome que tenha compromisso fiel com o projeto vitorioso em 2018 e 2022. Nós estamos, inclusive, em campanha”, afirmou.

Governadora destaca avanços em diversas áreas da gestão

Na parte administrativa da mensagem, a governadora também apresentou dados e obras que, segundo ela, demonstram a reconstrução do Rio Grande do Norte. Um dos principais entraves apontados foi a antiga política de incentivos fiscais. “Havia uma política que foi importante no passado, mas que não funcionava mais. O Estado tinha perdido competitividade e as empresas estavam indo embora”, disse. A modernização do modelo resultou no Proedi.

Fátima dividiu os méritos com a equipe e com o Legislativo. “Por dever de justiça, cabe destacar o papel competente de Cadu Xavier à frente da Fazenda, liderando esse debate. E agradecer a esta Casa, que depois de um intenso e longo debate aprovou por unanimidade uma nova política com a participação do setor produtivo, principalmente por meio da FIERN.”

Na saúde, a governadora destacou a ampliação dos leitos de UTI. “Leitos de UTI, quantos existiam antes? Eram cerca de 170. Hoje nós temos mais de 330, chegamos a 335. Isso aqui não é discurso, não. Isso aqui é vida.” E completou: “Fizeram um hospital, entregaram o prédio, mas nunca entregaram UTI. Quem levou os leitos para lá foi o nosso governo.”

Entre as obras estruturantes, citou a duplicação da BR-304 e a transposição do Rio São Francisco.

“São lutas antigas do povo do RN que hoje são realidade. Máquinas na pista, obras avançando, e o ramal Apodi-Mossoró deve ser entregue até junho.”

A sessão contou com a presença de deputados da base aliada, como Divaneide Basílio, Francisco do PT e Isolda Dantas, além da deputada federal Natália Bonavides e da vereadora de Natal Thabatta Pimenta. Também acompanharam o pronunciamento parlamentares da oposição, como a deputada Terezinha Maia (PL.

Após a sessão, aliados reforçaram o discurso. O secretário da Fazenda, Cadu Xavier, afirmou: “Em todos os segmentos nós temos avanços consideráveis. A governadora faz uma prestação de contas desses anos de mandato com resultados na segurança, na recuperação de rodovias, na saúde e na agricultura familiar.”

O líder do governo, deputado Francisco do PT, disse que a mensagem foi baseada em fatos. “O RN de hoje é muito melhor do que o RN herdado pela governadora. Isso não é retórica, é baseado em fatos reais.”

Já a deputada Divaneide Basílio avaliou: “A governadora transformou o Estado em todas as áreas.

É uma verdadeira revolução hídrica, com obras estruturantes, ações na segurança, cultura e economia. Foi uma fala que presta contas e mostra que estamos no rumo certo.”


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EZEQUIEL FERREIRA: “A GOVERNADORA TEM DE MIM TODO O RESPEITO E ADMIRAÇÃO”

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Os rumores de um possível distanciamento entre o presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, Ezequiel Ferreira, e o grupo político da governadora Fátima Bezerra perderam força nesta terça-feira (10). Durante a leitura anual da mensagem do Executivo estadual no plenário da Casa, Ezequiel fez um discurso público de elogios à chefe do Executivo, sinalizando apoio e reforçando o respeito institucional entre os Poderes.

Diante de deputados da base aliada, parlamentares da oposição e lideranças presentes à sessão, o presidente da Assembleia afirmou que a governadora tem não apenas seu respeito, mas também sua admiração. “A governadora é a comandante do Executivo e tem de mim todo o respeito e até a admiração”, declarou.

A fala foi interpretada nos bastidores como um sinal explícito de alinhamento político com o governo. Ela veio justamente em um momento de especulações sobre um possível esfriamento da relação entre Ezequiel e a governadora, mas teve efeito contrário, reforçando que o diálogo político e institucional entre a Assembleia e o Executivo segue aberto, preservado e em pleno funcionamento.

O presidente do Legislativo também destacou o caráter simbólico da leitura da mensagem governamental, que marca oficialmente o início dos trabalhos legislativos do ano. Segundo ele, o pronunciamento da governadora era aguardado pela Casa exatamente para dar início aos debates internos. “Ela fez um relato dos avanços do Estado, da dedicação e da luta pelo Rio Grande do Norte, que a Casa Legislativa estava aguardando exatamente para que a gente pudesse começar os debates”, afirmou.

No discurso, Ezequiel ressaltou ainda os principais pontos do balanço apresentado por Fátima, como a duplicação da BR-304, o incremento dos leitos de UTI e os investimentos na agricultura.

Para ele, a governadora apresentou uma radiografia do que foi feito ao longo dos anos de mandato, com foco em áreas estratégicas para o desenvolvimento do Estado.

Na sequência, Ezequiel ampliou o tom de reconhecimento e fez um elogio pessoal e político à trajetória de Fátima Bezerra. “A história ainda pode lhe trazer de volta para comandar este Estado, pela idade, pela capacidade, pela competência. Parabéns pelo pronunciamento, carregado de serviço prestado ao Rio Grande do Norte, mas também de emoção, traduzida nas suas vitórias e conquistas na vida e na política. As pessoas podem até discordar, ter posições antagônicas, mas ninguém pode subestimar alguém que tudo o que foi na vida conquistou pelo voto livre e democrático do povo do Rio Grande do Norte”, finalizou.

possível Eleição indireta
Além do gesto diplomático, Ezequiel reforçou o papel institucional da Assembleia no debate sobre uma eventual eleição indireta para o governo do Estado, em caso de dupla vacância, cenário que poderia ocorrer se a governadora renunciar para concorrer ao Senado e o vice-governador Walter Alves optar por não assumir o cargo. Segundo ele, a Casa está se preparando para cumprir o rito legal. “A Assembleia estará pronta para que, se houver a dupla vacância, possa-se ter a eleição o mais rápido possível”, disse.

O presidente também destacou que deu celeridade ao projeto de lei que regulamenta esse processo. A proposta, segundo ele, já passou pela reunião de líderes e deverá ser levada ao plenário em breve para votação. Após isso, seguirá para sanção da governadora.

Alinhamento com Walter e futuro político
Apesar do foco institucional, Ezequiel também falou sobre o cenário político mais amplo e sobre sua relação com o vice-governador Walter Alves, que recentemente anunciou posicionamento próprio. O presidente da Assembleia evitou tom de confronto e destacou que divergências políticas não significam rompimento pessoal. “A minha amizade com Walter existe independentemente das posições políticas. Divergir não quer dizer romper”, afirmou.

Questionado sobre seu futuro político, Ezequiel foi cauteloso e disse que, por enquanto, segue como deputado estadual. “Ezequiel é candidato hoje a deputado estadual”, declarou, indicando que qualquer definição sobre 2026 será tratada no tempo adequado.

A fala do presidente da Assembleia foi recebida como um gesto relevante no tabuleiro político potiguar, especialmente por ocorrer em um momento em que se intensificam as discussões sobre sucessão, alianças e o papel das principais lideranças do Estado.


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SEBASTIÃO LEITE: UM OLHAR EXPERIENTE PARA O ENSINO JURÍDICO DE EXCELÊNCIA

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O advogado e professor Sebastião Leite é o novo coordenador do curso de Direito do Centro Universitário Facex (UNIFACEX) Sebastião Leite traz consigo uma vasta experiência como advogado e professor, além de uma longa trajetória no universo jurídico que lhe confere uma visão aprofundada do sistema judiciário e dos desafios enfrentados pela advocacia no Brasil. Sua chegada à UNIFACEX reflete uma mudança de perspectiva que visa integrar ainda mais o ensino jurídico à realidade do mercado de trabalho e à sociedade, algo que, segundo ele, é imprescindível para a formação de bons profissionais.

“A universidade precisa dialogar com a sociedade e preparar o aluno para os desafios reais da profissão”, afirmou o novo coordenador, enfatizando a importância de um ensino mais conectado com as necessidades atuais da advocacia e com os problemas enfrentados pela população.

Inovação e aproximação com o mercado de trabalho
A UNIFACEX já ostenta conceito 4 na avaliação do Ministério da Educação (MEC) e um expressivo índice de aprovação no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), agora se prepara para um movimento de transformação, buscando estreitar ainda mais a relação entre teoria, prática e a sociedade.

Sob a liderança de Sebastião Leite, a instituição pretende criar uma rede de parcerias estratégicas com diversas instituições do Poder Judiciário, Ministério Público e Procuradorias, com o intuito de estreitar os laços entre o ambiente acadêmico e a prática jurídica. A ideia é que os alunos possam não apenas aprender a teoria, mas vivenciar a rotina profissional desde os primeiros anos de graduação.

“Já estive no Tribunal de Justiça, onde fui recebido pelo desembargador-presidente junto com a reitora da Unifacex, e vamos firmar um convênio para que os alunos possam estudar, estagiar gratuitamente no Tribunal e em outras áreas do Poder Judiciário. Esse tipo de aproximação beneficia todos os envolvidos: os alunos, a universidade, e, claro, a sociedade como um todo”, disse Leite, destacando a importância da interação entre o ensino superior e as instituições jurídicas.

Fortalecimento do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ)
Outro grande foco da nova coordenação será o fortalecimento do Núcleo de Prática Jurídica (NPJ), que oferece atendimentos gratuitos à população de baixa renda. Com essa iniciativa, a UNIFACEX reafirma seu compromisso social, garantindo que aqueles que não têm condições financeiras de contratar um advogado possam ter acesso a serviços jurídicos de qualidade.

Atualmente, o NPJ realiza atendimentos em áreas como divórcio, pensão alimentícia, guarda de filhos, partilha de bens e mediação de conflitos. Esses serviços, que ocorrem nas segundas-feiras, em dois turnos, nas dependências da universidade, são fundamentais para democratizar o acesso à justiça.

“É muito importante que a universidade, como um centro de ensino, também desempenhe um papel social. O nosso núcleo de atendimento jurídico oferece uma alternativa para as pessoas que não têm condições de contratar um advogado. Elas podem recorrer à UNIFACEX, onde garantimos a mesma qualidade de um trabalho profissional de excelência”, comentou Leite.

Avanços no compromisso social e na qualidade acadêmica
Com uma proposta de ampliar a atuação do NPJ e diversificar os atendimentos, a UNIFACEX busca não apenas formar advogados tecnicamente capacitados, mas também cidadãos conscientes de seu papel no processo de transformação social. O novo coordenador promete reforçar a relevância do curso de Direito na comunidade, criando um ambiente acadêmico mais dinâmico e aberto à inovação.

Além disso, a proposta de parceria com o Poder Judiciário visa proporcionar aos alunos a oportunidade de estagiar em um dos ambientes mais desafiadores e formadores do universo jurídico, aumentando a empregabilidade e aprimorando a formação prática.

Sebastião Leite se apresenta como uma peça chave para a evolução do curso de Direito da UNIFACEX, prometendo uma gestão que alia tradição acadêmica com um olhar inovador e humanitário, sempre em busca de melhorias para a formação dos futuros profissionais do Direito.


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ALLYSON SE RECUSA A COOPERAR COM A PF E NÃO FORNECE SENHAS DE CELULARES

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Alvo da Operação Mederi, que apura um esquema de fraudes na área da saúde em cinco municípios do Rio Grande do Norte, o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, se recusou a fornecer à Polícia Federal as senhas dos aparelhos eletrônicos apreendidos em sua residência durante diligência realizada no mês de janeiro. A negativa foi registrada formalmente no auto de apreensão.

De acordo com documentos obtidos pelo Blog do Dina, do jornalista Dinarte Assunção, os agentes solicitaram o desbloqueio de dois iPhones e de um MacBook Air recolhidos no local, mas o prefeito não autorizou o acesso aos dispositivos e se recusou a fornecer as senhas para desbloqueio. A postura contrasta com o discurso público adotado por Allyson após a deflagração da operação.

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o prefeito afirmou que não tinha nada a esconder e que estava colaborando com a Polícia Federal. Disse ainda que apenas um telefone celular, um notebook e dois HDs haviam sido apreendidos. O auto da PF, no entanto, aponta um volume maior de materiais: três aparelhos telefônicos, incluindo dois iPhones e um celular da marca Positivo, sem acesso à internet e classificado como “descartável”, além de um MacBook Air, dois HDs externos, um pen drive e um cartão de memória.

Nos bastidores da política, a recusa em fornecer as senhas à Polícia Federal é interpretada como um gesto suspeito, por levantar a hipótese de que os aparelhos possam conter conversas comprometedoras por texto ou áudio, além de registros de ligações com outros investigados na operação.

A Operação Mederi foi deflagrada pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União para investigar irregularidades em contratos de fornecimento de insumos para a rede pública de saúde. As apurações indicam indícios de superfaturamento, não entrega de materiais e falhas na execução contratual.

Segundo a PF, empresas sediadas no Rio Grande do Norte atuavam junto a administrações municipais de diferentes regiões do país. Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, com recolhimento de dinheiro em espécie, veículos, celulares, computadores, mídias digitais e documentos.

No caso de Mossoró, os investigadores passaram a tratar Allyson Bezerra como figura central no esquema sob suspeita. Além da residência do prefeito, a Polícia Federal também cumpriu mandado em um apartamento localizado em Ponta Negra, na zona Sul de Natal, apontado como vinculado a ele. Embora não tenham sido apreendidos materiais no endereço, o relatório da diligência registra a presença de objetos pessoais e indícios de uso recente do imóvel pela família do gestor.

IMPRENSA NACIONAL: Conta em nome de laranja
De acordo com apuração do jornal “O Estado de São Paulo” (Estadão), a Polícia Federal afirma ter identificado movimentações bancárias em conta de uma estudante menor de idade como peça-chave para ocultar o dinheiro do esquema. Segundo a investigação, a conta, em nome da filha dos empresários ligados à Dismed e à Drogaria Mais Saúde, foi usada para armazenar e redistribuir recursos de origem ilícita. Apenas em um ano, o esquema teria movimentado R$ 13,5 milhões em contratos públicos, dos quais parte teria sido lavada por meio dessa conta “laranja”.

De acordo com a PF, a conta da menor, sem compatibilidade com sua capacidade econômica, recebeu R$ 427 mil em um ano após contratos firmados com o município de Serra do Mel, o que caracteriza, para os investigadores, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. As apurações alcançam municípios como Mossoró, Serra do Mel, Paraú, São Miguel, José da Penha e Tibau, onde empresas teriam simulado concorrência e distribuído propinas.

Medo de usar tornozeleira
Enquanto a operação avançava no campo policial, a movimentação no Judiciário também ganhou destaque. A defesa de Allyson entrou com pedido emergencial no Tribunal Regional Federal da 5ª Região para saber se havia solicitação da Polícia Federal para aplicação de medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.

O desembargador federal Rogério Fialho Moreira, no entanto, negou o pedido. Na decisão, o magistrado afirmou que o investigado não tem direito de ser informado previamente sobre eventuais medidas cautelares e que esse tipo de antecipação poderia comprometer a eficácia das investigações.

“O Código de Processo Penal não assegura ao investigado o direito de saber previamente se e quais medidas cautelares serão decretadas contra ele”, escreveu o desembargador. Segundo Fialho, a lei permite que essas medidas sejam impostas sem a oitiva da parte contrária quando há risco de ineficácia da diligência.

Allyson Bezerra apressa lançamento de pré-candidatura ao Governo do Estado

Ao lado de Alves e Maia, Allyson lança chapa que terá Hermano como vice – Foto: Reprodução

Mesmo sendo alvo da Operação Mederi, Allyson Bezerra lançou, no último sábado (07), sua pré-candidatura ao Governo do Rio Grande do Norte. O anúncio foi feito durante evento político, na capital potiguar, que reuniu lideranças políticas de diversos partidos, entre elas o vice-governador Walter Alves (MDB) e a prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida que já havia sido conta para vaga de vice na chapa de Cadu Xavier, apoiada pela governadora Fátima Bezerra.

Durante coletiva, o prefeito afirmou que seu projeto político tem foco em soluções para o estado.

“Esse é um projeto para falar de solução, para falar de entrega e para falar de sonho. A gente não aguenta mais apenas a classe política discutindo o problema. A gente quer discutir solução para o Rio Grande do Norte”, declarou.

Na mesma ocasião, Allyson explicou que, por exigência legal do calendário eleitoral, terá de deixar o cargo para disputar o pleito, mas afirmou que isso não representará abandono da cidade.

“Nós teremos que, sim, renunciar à Prefeitura Municipal de Mossoró. Mas não será uma renúncia de trabalho nem da cidade. Será apenas uma renúncia formal do ponto de vista do cargo”, disse.


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THABATTA PIMENTA TRABALHA PARA SER A CANDIDATA DE LULA AO SENADO NO RN

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A vereadora de Natal Thabatta Pimenta está decidida a tentar uma vaga no Senado nas eleições de 2026. Em entrevista ao Diário do RN, ela afirmou que a possibilidade deixou de ser apenas uma hipótese e passou a integrar, de forma concreta, seu projeto político, desde que esteja inserida em um movimento mais amplo de união da esquerda no Rio Grande do Norte.

“Eu só iria se fosse uma união da esquerda por essa candidatura, entendeu? ”, afirmou. Segundo Thabatta, seu nome ganhou força dentro do PSOL e entre lideranças nacionais após articulações que envolvem uma possível frente de mulheres para o Senado. “Eles pediram, inclusive, se eu poderia sentar com Manuela d’Ávila e com Marina Silva, que estão nessa possível articulação para uma pré-candidatura ampla de mulheres no Senado. Isso abriu uma luzinha na cabeça deles”, contou.

A vereadora disse que o entusiasmo dentro do partido foi imediato. “Os senadores se animaram”, relatou, acrescentando que a possibilidade de sua candidatura ao Senado também dialoga com o desejo do PSOL de mantê-la na legenda. “Há a chance de me manter dentro do partido, e isso pesa. Mas eu fui muito incisiva: só fico se for nessa conjuntura, para ser a candidata da esquerda ao Senado”, reforçou.

Thabatta reforça que não quer entrar em disputa interna nem provocar rachas no campo progressista. “Eu não quero conflito. A minha saída do PSOL, se acontecer, é para ter união da própria esquerda. Todo mundo num chapão, para não desperdiçar votos. A gente precisa estar todo mundo num canto para não haver uma divisão e que ganhem os melhores”, avaliou.

O cenário, segundo ela, passa diretamente pela posição da governadora Fátima Bezerra e da deputada federal Natália Bonavides, ambas do PT, em relação ao Senado. Para Thabatta, o ideal é que o campo progressista chegue a um consenso. “Se não houver nenhum entendimento nem de Fátima nem de Natália, eu me coloco no sentido de uma união dos partidos de esquerda por alguém que tenha chances reais. Eu peitaria se fosse nesse sentido”, disse. Ela ainda foi direta ao falar sobre o peso de um apoio nacional. “A candidata de Lula ao Senado, se fosse real, eu agarrava”, disse.

Thabatta disse ainda que sua postura tem sido de transparência. “Eu vou fortalecer isso real, não estou dizendo da boca para fora. Se realmente nem Fátima quiser e nem Natália, eu me proponho sim. Mas só se for para ser cabeça. Para divisão eu não vou.”

A vereadora também revelou que pretende intensificar o diálogo com as principais lideranças do Estado e da cúpula nacional do PSOL. “Depois do carnaval eu vou para São Paulo para a gente se reunir. Eles também vão começar a dialogar dentro do PT, com o Lula, com os outros presidentes do partido, para saber se há essa possibilidade mesmo”, contou.

Enquanto articula, Thabatta também mantém aberta a possibilidade de seguir outro caminho caso a candidatura ao Senado não se consolide. “ Ai eu vou para Federal, pela Federação, pelo PV”, explicou, deixando claro que seu projeto de ingressar no Congresso Nacional está garantido de uma forma ou de outra.


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SEMANA DO CINEMA TEM INGRESSOS A PARTIR DE R$ 10 EM SALAS DE NATAL

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Com ingressos a preços populares e uma programação voltada a diferentes perfis de público, o cinema ganha destaque como uma das principais opções de lazer e cultura em Natal durante a Semana do Cinema. A ação segue até 11 de fevereiro e integra uma mobilização nacional que oferece valores promocionais para ampliar o acesso da população às salas e estimular o hábito de frequentar o cinema como espaço de convivência, entretenimento e formação cultural.

A iniciativa acontece simultaneamente em várias cidades brasileiras e reúne redes exibidoras de diferentes portes. Organizada pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec), com apoio da Abraplex, Ingresso.com e Grupo Consciência, a Semana do Cinema tem como foco democratizar o acesso à sétima arte e fortalecer o vínculo do público com as salas após o período de retração provocado pela pandemia da Covid-19.

Em Natal, o Moviecom do Praia Shopping participa da ação com ingressos a R$ 10 para sessões até as 17h e R$ 12 após esse horário. A política de preços reduzidos tem como objetivo transformar o cinema em uma alternativa viável para o fim de semana, especialmente para famílias que buscam opções culturais de baixo custo. A campanha amplia o alcance da experiência cinematográfica e favorece a inclusão de públicos que, muitas vezes, deixam de frequentar as salas por questões econômicas.

A programação reúne títulos de diferentes gêneros, o que reforça o caráter plural da iniciativa.

Estão em cartaz produções de grande apelo popular, como Avatar: Fogo e Cinzas, Zootopia 2, Bob Esponja: Em Busca da Calça Quadrada e Anaconda, além de filmes que transitam entre suspense, drama e aventura, como A Empregada, Alerta Apocalipse, Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno, O Menino e o Panda, Davi – Nasce um Rei e O Diário de Pilar na Amazônia.

A seleção inclui ainda O Agente Secreto, título indicado ao Oscar e que conta com a participação de artistas potiguares no elenco, entre eles Tânia Maria e Alice Carvalho. A presença de produções nacionais e internacionais amplia as possibilidades de escolha e estimula a presença de diferentes gerações nas salas.

Para a gerente geral do Praia Shopping, Danielle Leal, a Semana do Cinema cumpre um papel que vai além da promoção comercial. Segundo ela, a ação contribui para fortalecer o lazer urbano e o acesso à cultura. “A Semana do Cinema atrai um grande público e amplia o acesso da população às salas. Muitas famílias aproveitam esse período para incluir o cinema na programação do fim de semana, fortalecendo o hábito cultural e vivendo momentos de convivência e entretenimento”, afirma.

Danielle Leal acrescenta que o cinema, inserido em um espaço que reúne serviços, gastronomia e lazer, oferece ao público um ambiente confortável e seguro. “Além do valor do ingresso, a experiência conta muito. O cinema no shopping permite que as pessoas passem mais tempo juntas, aproveitem outros serviços e vejam o espaço como um programa completo, não apenas como uma sessão de filme”, diz.

Para tornar o programa ainda mais acessível, o Moviecom também oferece o Combo da Semana, com pipoca média e refrigerante de 500 ml por R$ 15. A combinação de ingresso promocional e consumo com preço reduzido contribui para que o passeio seja mais viável para diferentes perfis de público.

Regulamento
A promoção é válida de 5 a 11 de fevereiro de 2026 para filmes em exibição nos complexos Moviecom, exceto venda antecipada, pré-estreias, shows e espaço VIP. A oferta não é cumulativa e o regulamento pode ser consultado em: moviecom.com.br.


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CHAPA DA DIREITA GANHA FORMA, MAS AINDA FALTA A PEÇA EZEQUIEL FERREIRA

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A definição do nome de Babá Pereira (PL) como candidato a vice-governador na chapa encabeçada pelo ex-prefeito de Natal Álvaro Dias (Republicanos) representa um avanço na organização de uma das duas forças de oposição no Rio Grande do Norte para as eleições de 2026. O grupo é liderado politicamente pelo senador Rogério Marinho e reúne partidos e lideranças do campo da direita e do bolsonarismo no estado.

Babá Pereira, ex-prefeito de São Tomé e atual presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), foi anunciado como vice nesta quarta-feira (04) após articulações envolvendo dirigentes partidários e parlamentares da aliança em Brasília. A escolha atende a um critério de equilíbrio regional e busca ampliar o diálogo da chapa com prefeitos e gestores municipais.

Com a indicação do vice, o grupo começa a fechar o desenho do palanque majoritário. Agora cresce nos bastidores a possibilidade de que a segunda vaga ao Senado seja ocupada pelo Coronel Hélio (PL). Caso confirmada, a composição reforça a presença do nome ligado ao campo bolsonarista e consolida a identidade política clara da aliança.

A movimentação também indica um esforço de acomodação das principais lideranças que orbitam o bloco oposicionista, liderada por Rogério Marinho (PL), ao lado de Álvaro Dias (Republicanos), Styvenson Valentim (PSDB), Paulinho Freire (UB).

Com as vagas principais praticamente encaminhadas, a indefinição recai sobre o espaço a ser ocupado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), que recentemente passou a integrar o campo de alianças do grupo.

Ainda sem confirmação oficial do próprio Ezequiel, lideranças do PL garantem que ele já desembarcou no grupo da direita. A decisão teria sido tomada após a reviravolta nos projetos eleitorais que ele tinha com Walter Alves (MDB). Após rompimento de Walter com o Governo Fátima, e aliança com Allyson Bezerra, o presidente da Assembleia Legislativa agora orbita entre a base da esquerda, onde continua integrado oficialmente, e a transição para o lado oposto ao lado do bolsonarista PL.

Ezequiel, no entanto, ainda não encontrou um lugar que garanta sua presença em um cargo eletivo. Informações apontam que ele deve assumir a presidência do Republicanos e que já estaria formando nominata do partido.

Nos bastidores, a suplência do senador Styvenson Valentim é apontada como uma das alternativas em discussão.

A avaliação interna é de que a suplência não teria apenas caráter protocolar. Caso Styvenson venha a disputar o Governo do Estado em um próximo ciclo eleitoral, cenário considerado plausível por aliados, o suplente poderia assumir o mandato no Senado por um período mais longo, o que daria projeção política e institucional ao indicado. A análise é da jornalista Laurita Arruda.

O conjunto dessas movimentações aponta que a chapa busca estruturar não apenas a disputa de 2026, mas também criar um arranjo político que preserve a coesão do grupo, vinda de 2024, e organize suas lideranças para as próximas eleições.


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POR UNANIMIDADE, JUSTIÇA CONSIDERA SERIEDADE DA PESQUISA DATAVERO

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) negou, por unanimidade, um pedido do diretório estadual do Progressistas (PP) para suspender a divulgação de pesquisa eleitoral das empresas Datavero Pesquisa e Consultoria Ltda e TL Comunicação e Marketing Ltda, responsáveis pela pesquisa nº RN-08578/2026. A decisão é do juiz Marcello Rocha Lopes, relator do caso no TRE-RN. A decisão confirma o entendimento prévio da Corte, que já havia indeferido o pedido de liminar para suspender a divulgação dos dados.

A decisão confirmou o entendimento já adotado em sede liminar e afastou qualquer restrição à divulgação da pesquisa, encerrando o processo no âmbito da Justiça Eleitoral potiguar. O julgamento ocorreu em consonância com o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral e acompanhou integralmente o voto do relator, juiz Marcello Rocha Lopes.

O cerne da controvérsia girava em torno do registro de pesquisa realizada entre os dias 10 e 11 de janeiro de 2026. O partido representante alegava irregularidades formais e questionava a relação entre a empresa contratante e o instituto, tese que foi integralmente rechaçada pela defesa e pelo Ministério Público Eleitoral.

O Tribunal, à unanimidade, acatou os argumentos do Relator, Dr. Juiz Marcello Rocha Lopes, que já havia sinalizado a fragilidade da acusação ao negar o pedido de liminar. Ao analisar o pedido, o magistrado reafirmou que o registro da pesquisa cumpriu rigorosamente os requisitos legais, não havendo espaço para intervenções judiciais baseadas em meras suposições políticas ou empresariais. O voto do relator, agora ratificado pelo Pleno, serviu como baliza para evitar que meras conjecturas políticas interferissem na liberdade de informação e no trabalho estatístico.

De acordo com o advogado responsável pela defesa das empresas, Dr. Raffael Campelo, o desfecho do caso trouxe à tona uma preocupação crescente na justiça especializada: a tentativa de transformar os tribunais em ferramentas de controle editorial e político. Durante o processo, ficou evidente que a ação não buscava apenas corrigir eventuais falhas técnicas, mas sim instrumentalizar o Poder Judiciário para cercear levantamentos que não agradam a determinados grupos.

O tribunal entendeu que ações desse tipo representam uma banalização do processo eleitoral. O advogado complementa que, além disso, a análise do caso revelou que, por ter sido proposta meses antes do início oficial do período de campanha, a demanda carregava um forte componente de espetacularização. Segundo o jurista, o Judiciário potiguar enviou um recado claro contra a judicialização predatória.

“A decisão do TRE-RN é um marco de proteção à atividade técnica de pesquisa e ao direito à informação. O Tribunal, sob a condução técnica e precisa do Juiz Marcello Rocha Lopes, não permitiu que a Justiça Eleitoral fosse utilizada como palco para espetáculos midiáticos desprovidos de base legal. Como afirmamos desde o início, a pesquisa cumpriu todos os ritos legais. Esta improcedência reafirma que o debate eleitoral deve ser pautado em fatos e dados, não em tentativas de silenciar institutos por meio de lides temerárias”, declarou Campelo.

Com a decisão, fica mantida a validade do registro da pesquisa eleitoral RN-08578/2026 e liberada, de forma definitiva, sua divulgação, sem qualquer impedimento judicial.

O julgamento contou com a participação dos juízes Maria de Lourdes Medeiros de Azevedo, Marcello Rocha Lopes, Daniel Cabral Mariz Maia, Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro, Hallison Rego Bezerra, João Afonso Morais Pordeus e Ricardo Procópio Bandeira de Melo, além da manifestação do Procurador Regional Eleitoral, Fernando Rocha de Andrade.


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PADRE YAGO CARVALHO TOMA POSSE DA PARÓQUIA DE GOIANINHA NESTA QUINTA

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Aos 32 anos, o padre Yago Carvalho de Souza inicia uma nova etapa no ministério sacerdotal.

Após quatro anos como vigário paroquial da Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Apresentação, em Natal, ele assume nesta quinta-feira (05) a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, em Goianinha, a segunda mais antiga do Rio Grande do Norte e a mais antiga do interior do Estado. A nomeação foi anunciada em dezembro pela Arquidiocese de Natal, por indicação do arcebispo metropolitano, dom João Cardoso. A mudança representa um novo desafio na trajetória do sacerdote, marcada pela atuação no principal templo católico da capital potiguar.

Ordenado em fevereiro de 2022, padre Yago construiu sua primeira experiência pastoral na Catedral Metropolitana. “Desde a minha ordenação, eu estive na Paróquia da Catedral de Nossa Senhora da Apresentação. Foram quatro anos inteiros ali, que marcaram profundamente o meu início de sacerdócio”, afirma. Segundo ele, a vivência no principal templo da Arquidiocese foi, antes de tudo, uma escola de misericórdia. “Muitas pessoas procuram a Catedral para a confissão, para serem orientadas e acolhidas. Em cada atendimento, eu via gente chegar abatida e sair fortalecida, revigorada e cheia de esperança”, relata.

No capital potiguar, o sacerdote também teve contato direto com realidades duras. “Pude experimentar muitos dramas humanos e tantas situações que são perceptíveis ali, pessoas em extrema pobreza, outras com dificuldades na família, com problemas psicológicos, de ansiedade e depressão. Através do acompanhamento e da convivência com essas pessoas, eu pude ser sinal de esperança”, afirma. Para ele, esse aprendizado moldou não apenas o padre, mas também o homem.

A ação sacramental, especialmente a celebração da Eucaristia, foi outro pilar desse período. “O mais importante foi a ação sacramental, as celebrações das missas na Catedral. Ela é como uma grande ilha de misericórdia, mas também de vivência da Eucaristia”, diz. Casamentos, batizados, missas e homilias marcaram o cotidiano de um padre que começou ali seus primeiros passos no sacerdócio, sob o olhar de Nossa Senhora da Apresentação. “O povo tem muita devoção. Não há momento em que a imagem esteja sozinha, sempre há um fiel rezando, levando alguma súplica”, observa.

Durante sua passagem pela Catedral, padre Yago viveu também um tempo de transformações estruturais. Ele acompanhou a despedida de dom Jaime e a chegada de dom João Cardoso como arcebispo, além do processo de revitalização do templo. “Fizemos todo o processo de revitalização da Catedral, que custou mais de 7 milhões, com a ajuda do povo e algumas emendas parlamentares. Colocamos o maior vitral do Rio Grande do Norte, a Via-Sacra feita por Ambrósio, de Acari, e todo um projeto de estruturação de som e do espaço. Fui muito feliz na Catedral porque é um centro de fé, de evangelização e de alegria”, conta.

Missão em Goianinha
Agora, Padre Yago Carvalho deixa a capital e segue para Goianinha, município da região metropolitana do estado, onde a Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres carrega séculos de história. Ao falar da nova missão, o tom é de gratidão e responsabilidade. Em mensagem recente à comunidade local, ele afirmou receber o encargo “com alegria e espírito de serviço”, e destacou que já mantém a paróquia em oração. “Peço o apoio dos fiéis neste novo capítulo da evangelização no município”, disse.

Padre Yago chega a uma paróquia marcada pela memória de grandes sacerdotes, entre eles o monsenhor Armando de Paiva. “Foi um grande pároco, que evangelizou na humildade, na caridade, com seu jeito sereno e alegre de conduzir o povo de Deus. Espero dar continuidade a todos os paroquiatos, tanto do monsenhor Armando quanto de tantos outros padres que por aqui passaram”, afirma.

Para o novo pároco, o caminho a seguir passa por três eixos centrais. “Meu paroquiato aqui em Goianinha será marcado pela Eucaristia como centralidade de toda a fé, de toda a celebração e de toda ação pastoral, dividida em três pontos: missão, espiritualidade e formação”, explica. A missão, segundo ele, se traduz em visitas às famílias, aos enfermos e aos idosos; a espiritualidade é a base que sustenta a esperança e a alegria; e a formação, diz ele, é a direção que permite conduzir bem a vida comunitária. “A gente precisa estar formado para conduzir as coisas da melhor maneira. Por isso, a formação deve ser sempre o norte de uma paróquia”, ressalta.

Entre a memória afetiva da Catedral e o desafio histórico de Goianinha, padre Yago leva consigo a experiência de quem aprendeu a ouvir, acolher e celebrar. “Espero, assim, fazer um bom paroquiato aqui em Goianinha”, conclui o pároco.


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EX-PREFEITO DE MACAU DESRESPEITA A JUSTIÇA DO RN E VOLTA À CENA DO CRIME

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Denúncias apontam que o ex-prefeito de Macau, Flávio Vieira Veras, estaria descumprindo medidas cautelares impostas pela Justiça do Rio Grande do Norte, ao continuar exercendo influência direta e cotidiana na administração municipal, mesmo sem ocupar cargo público formal.

Flávio Veras foi preso em 2016 no âmbito das operações Máscara Negra e Maresia, que investigaram desvios de recursos públicos, fraudes em contratos e irregularidades administrativas no município. Posteriormente, ele obteve liberdade por decisão judicial, passando a responder aos processos mediante imposição de medidas cautelares, que restringiam sua atuação política e administrativa.

Flávio Veras, quando foi preso pela Polícia por uma série de denúncias de corrupção durante sua gestão – Foto: Divulgação

Conforme acórdão de 2022, Flávio Veras foi condenado a dois anos e seis meses de prisão, em decisão de 2016, pelo crime de uso de documento falso para obtenção do Habeas Corpus na operação. Como já havia permanecido um ano e dois dias preso, esse período foi abatido da pena, restando um ano, cinco meses e 28 dias a cumprir. O regime inicial fixado pela Justiça foi o aberto, além de multa.

O magistrado negou a substituição da pena por medidas alternativas, como prestação de serviços à comunidade, e também rejeitou a suspensão da pena. Na decisão, o juiz destacou a gravidade da conduta, a tentativa de enganar o Poder Judiciário e as circunstâncias do crime como fatores que impediram a concessão desses benefícios.

A prisão preventiva foi revogada e substituída por medidas cautelares. Entre as restrições impostas, estão a proibição de contratar com o Município de Macau, de ocupar cargo ou função pública na cidade e de frequentar repartições públicas municipais.

Apesar disso, segundo os relatos, o ex-prefeito segue atuando de forma ostensiva dentro da estrutura da Prefeitura, utilizando a atual gestão municipal, comandada por sua filha, Flávia Veras, como extensão de sua influência política. As denúncias indicam que ele participa do acompanhamento de obras públicas, recebe secretários municipais, interfere em decisões administrativas e chega a realizar medições técnicas e matemáticas de obras, funções típicas de quem exerce comando administrativo.

Além dos fatos mais recentes, Flávio Veras acumula um histórico de investigações, ações e processos judiciais nas esferas tributária, penal, de improbidade administrativa e eleitoral, o que reforça a gravidade das denúncias atuais. Mesmo diante desse histórico e das restrições impostas pelo Judiciário, ele continua reaparecendo no cenário político local, o que levanta questionamentos sobre a efetividade das decisões judiciais e da fiscalização institucional.

O descumprimento de medidas cautelares pode levar à revogação dos benefícios concedidos, inclusive com a possibilidade de restabelecimento da prisão preventiva, caso fique comprovado que o investigado voltou a exercer influência indevida sobre a administração pública.

Fontes repassadas à redação, é de que o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN), já está de posse de provas, como fotos e áudios, e vai apurar eventual desob


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GRUPO DE ROGÉRIO CONFIRMA BABÁ PEREIRA COMO VICE NA CHAPA DE ÁLVARO DIAS AO GOVERNO

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Uma reunião realizada nesta quarta-feira (04), em Brasília, confirmou a escolha do ex-prefeito de São Tomé e atual presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, para compor a chapa majoritária como candidato a vice-governador, ao lado do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, pré-candidato ao Governo do Estado.

Participaram do encontro o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), o ex-prefeito da capital Álvaro Dias (Republicanos) e os senadores Rogério Marinho (PL) e Styvenson Valentim (PSDB), reforçando a unidade do grupo político que articula uma candidatura de oposição no Rio Grande do Norte.

A definição do nome de Babá Pereira é vista como estratégica dentro do projeto político liderado por Álvaro Dias. À frente da Femurn, Babá construiu forte relação com os municípios potiguares, destacando-se pela defesa do municipalismo e pela articulação junto aos prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e lideranças locais em todas as regiões do estado.

A notícia foi confirmada com exclusividade pelo portal Grande Ponto no final da tarde desta quarta-feira (05).

Ainda segundo a apuração do PGP, a confirmação da chapa vem sendo recebida com entusiasmo, especialmente no interior, onde Babá Pereira possui ampla capilaridade política. A expectativa é de que o anúncio fortaleça a presença da pré-candidatura nos municípios e amplie o diálogo com as bases locais.

Com a consolidação do nome de Babá Pereira como vice, o grupo sinaliza coesão política e avança na construção de uma chapa considerada competitiva para a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

De acordo com interlocutores do grupo, a chapa completa deverá ser anunciada no início do mês de março, período que coincide com a abertura da janela partidária, momento decisivo para definições partidárias e rearranjos políticos visando as eleições deste ano.

Mais cedo, em entrevista à rádio 98 FM, o Coronel Hélio revelou compromisso do senador Rogério Marinho para que ele seja o segundo nome ao Senado na chapa majoritária do grupo político liderado pelo parlamentar.

Durante a entrevista, Coronel Hélio relatou que o próprio Rogério Marinho o definiu como “candidato favorito” do PL para a segunda vaga ao Senado, explicando que os anúncios estão sendo feitos de forma gradual para valorizar cada etapa da formação da chapa; assim, primeiro foi priorizado o lançamento da candidatura ao Governo e a definição do vice, para só depois ocorrer o evento de lançamento de sua pré-campanha ao Senado, evitando a sobreposição de anúncios.

“Então, tudo que nós combinamos lá atrás, o senador Rogério Marinho tem cumprido e a gente tem, de alguma maneira, entendido e confiado que a liderança dele tem dado certo para essas situações que a gente entende que são situações um pouquinho mais delicadas”, disse.


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GUILHERME SALDANHA PODE SER O PONTO DE EQUILÍBRIO PARA A ELEIÇÃO INDIRETA

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Em meio à incerteza sobre a realização de eleição indireta para o governo do Rio Grande do Norte entre abril e maio, crescem as conjecturas sobre qual nome pode despertar o consenso na Assembleia Legislativa, e que não represente ameaça direta para um dos lados durante a campanha eleitoral para a eleição de outubro. Caso a governadora Fátima Bezerra (PT) realmente renuncie para disputar o Senado, o PT defende que o partido mantenha a cadeira no Executivo até o final do ano, conforme escolha do eleitorado, que conferiu mais quatro anos de mandato à sigla quando reelegeu Fátima em 2022. Já a direita defende “um nome técnico”.

Na edição desta quarta-feira (04), o Diário do RN trouxe fala do deputado Tomba Farias (PL) com a sugestão dos nomes do superintendente do Sebrae, Zeca Melo, ou do presidente da Fiern, Roberto Serquiz. Além deles, uma nova possibilidade começa a surgir nos bastidores, o nome de Guilherme Saldanha (PSDB), secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Pesca do RN. Na coluna “Conversa Livre”, do jornalista Bosco Afonso, publicada nesta quarta-feira no Diário do RN, ele aborda o tema, cita o perfil agregador de Guilherme Saldanha e a articulação política que pode levar o secretário de Agricultura a ser governador-tampão do RN.

Indicação de Ezequiel Ferreira (PSDB), interlocutores próximos a Saldanha informam ao jornal que ele “topa” o desafio. Embora tenha afirmado publicamente, como integrante do governo estadual, que defende o nome de Cadu Xavier, o secretário de Agricultura admite que, em caso do governismo não conseguir emplacar o secretário da Fazenda entre os parlamentares estaduais, que serão os eleitores do pleito indireto, e caso seu nome seja colocado por Ezequiel, ele está disposto à candidatura.

A chance do integrante da equipe do governo ter um consenso entre os deputados está justamente em Ezequiel, a peça-chave desta articulação. O presidente da Assembleia Legislativa e do PSDB vem estreitando relações com o grupo de Rogério Marinho (PL). Os deputados do PL, que hoje possui uma bancada com sete parlamentares, já o tem como certo em aliança com a direita para o pleito de outubro. Nos bastidores, apesar de incerto, se fala que Ezequiel deve se aliar à direita, mas manter o voto em Fátima ao Senado.

Esse trânsito entre os dois extremos seria o responsável pela aceitação de Guilherme Saldanha entre os nomes da direita e da esquerda, além do centro. Em conversa com o Diário do RN, um deputado que não quis se identificar confirmou que a bancada aceita o nome de Saldanha como indicação do presidente, e novo aliado, Ezequiel.

Entra na conta também o bom relacionamento do engenheiro agrônomo com segmentos diversos, como a indústria agrícola, agricultores familiares, entidades representativas rurais e representativas econômicas. Guilherme Saldanha é herança do governo Robinson Faria e permanece desde o começo da gestão Fátima. Hoje, mantem a confiança do grupo governista e do campo conservador.

No mandato-tampão, seu nome pode representar a gestão técnica que a direita deseja e pacífica que a esquerda precisa para enfrentar, sem ameaças, a campanha eleitoral que decidirá o governador para os próximos quatro anos. Se Saldanha for o nome, a governadora poderá desfazer as dúvidas entre renúncia e não renúncia nesse momento de reviravolta eleitoral.


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SARGENTO GONÇALVES RECEBEU ATÉ AUXÍLIO NATALINO, MAS É CONTRA GÁS PARA POBRE

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O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) foi o único representante do Rio Grande do Norte a votar contra a medida provisória que garante botijão de gás gratuito a famílias em situação de vulnerabilidade social. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados por ampla maioria, beneficia famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda per capita de até meio salário mínimo e segue agora para análise do Senado.

Gonçalves integrou o grupo minoritário de 29 votos contrários ao texto, 19 deles do PL, em um plenário que registrou 415 votos favoráveis, além de duas abstenções e 66 ausências. Nem mesmo o colega de partido no RN, General Girão (PL), acompanhou o voto contrário. Também votaram a favor da proposta os deputados Benes Leocádio (União Brasil), Carla Dickson (União Brasil), Fernando Mineiro (PT), João Maia (PP) e Robinson Faria (PP). A deputada Natália Bonavides (PT), favorável à matéria, esteve ausente da sessão.

Após a votação, Sargento Gonçalves justificou a posição em publicação nas redes sociais. “É claro que votei contra o programa gás do povo. Só se for o povo de Lula”, escreveu. O parlamentar classificou a iniciativa como “programa de compra de votos legalizada” e afirmou que “não existe almoço grátis”. Segundo ele, a conta acabaria sendo paga pelo contribuinte que “acorda 5h da manhã pra trabalhar no busão lotado e retorna às 7h da noite”, enquanto “uma parte significativa da população vive de bolsas e auxílios”. Apesar de dizer que não é contra benefícios sociais, afirmou ser contrário aos “excessos e ao modelo aplicado”.

A posição do deputado, no entanto, contrasta com o fato de que ele próprio recebe benefícios pagos com recursos públicos no exercício do cargo, conforme apuração do Diário do RN. Em dezembro de 2025, Gonçalves recebeu R$ 23.183,10 de gratificação natalina. Em dezembro de 2023, a Câmara dos Deputados pagou R$ 3.800 de auxílio-moradia ao parlamentar, benefício do qual ele abriu mão posteriormente, em 2025. No mesmo mês de 2023, houve ainda ressarcimento de R$ 50,18 referente à conta de energia elétrica. Além disso, o deputado recebe aposentadoria da Polícia Militar, no valor de R$ 4.733,12, conforme dados do Portal da Transparência do Estado, também referentes a dezembro de 2025. Valor que ele acrescenta ao salário de deputado federal.

O projeto rejeitado por Gonçalves mantém o modelo atual de transferência de recursos para a compra do gás e cria uma nova modalidade: a gratuidade direta do botijão de GLP em revendas credenciadas, permitindo que a família receba o produto sem desembolso. A proposta busca enfrentar um dos principais itens do orçamento doméstico das famílias de baixa renda, especialmente em um cenário de inflação persistente nos custos de energia.

Com a aprovação na Câmara, a medida provisória segue agora para o Senado Federal, onde precisa ser votada até 11 de fevereiro. Como o texto sofreu alterações, a proposta ainda dependerá de sanção do presidente Lula (PT) para entrar em vigor. Enquanto isso, o voto isolado de Sargento Gonçalves no RN reforça o contraste entre o discurso contra políticas de assistência e a manutenção de benefícios previstos para o exercício do mandato parlamentar.


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QUASE 10% DA POPULAÇÃO DO RN TEM ALGUM TIPO DE DEFICIÊNCIA VISUAL

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Segundo a International Agency for the Prevention of Blindness (IAPB), mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo convivem com algum grau de deficiência visual que poderia ter sido evitada ou tratada.

No Brasil, os números também preocupam. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados entre 2022 e 2023, cerca de 500 mil pessoas são cegas e outras 6 milhões têm baixa visão. Estimativas mais recentes do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) indicam que o número de pessoas cegas pode ultrapassar 1,5 milhão.

No Rio Grande do Norte, o cenário segue a mesma tendência – mais de 285,3 mil pessoas convivem com algum tipo de deficiência visual, o que representa 8,8% da população do estado. Os dados recentes, do IBGE, acendem um alerta sobre a importância do cuidado com os olhos e da ampliação do acesso aos serviços oftalmológicos.

A Classificação Internacional de Doenças (CID-10) define quatro níveis de função visual: visão normal, deficiência visual moderada, deficiência visual grave e cegueira. Essa avaliação considera a acuidade visual, que é a capacidade de enxergar objetos a uma certa distância e o campo de visão, que representa a amplitude do que conseguimos enxergar.

O jornalista e radialista Ronaldo Tavares foi diagnosticado com problemas de visão devido a complicações do sarampo e, há mais de 40 anos, dedica sua vida às causas sociais voltadas às pessoas com deficiência visual, através de programas jornalísticos focados na inclusão e à frente da presidência da Sociedade dos Cegos do Rio Grande do Norte (Socern).

“Fiquei com deficiência aos três anos e, ao longo da vida, fui perdendo totalmente a visão. Hoje, não enxergo absolutamente nada. Eu não sou uma pessoa com deficiência visual, eu sou realmente cego, não tenho nenhuma porcentagem de acuidade visual. Mesmo assim, não me fechei diante da minha condição. Concluí o curso de jornalismo através do sistema Braille [meio de leitura e escrita para cegos, através do tato], e a deficiência é apenas uma barreira, mas que não é intransponível, desde que a gente tenha disposição, gana, força e garra para vencer as adversidades que a vida nos impõe”, relata.

A visão é responsável por cerca de 80% das informações que recebemos do ambiente, segundo o Ministério da Saúde. Por isso, preservar a saúde ocular vai além da boa visão: é garantir qualidade de vida, autonomia e segurança. A recomendação é adotar hábitos simples de prevenção, como consultas regulares com o oftalmologista, uso de óculos com proteção UV, controle de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, e atenção aos primeiros sinais de desconforto visual.

O oftalmologista Anderson Martins, ressalta que a prevenção ainda é a forma mais eficaz de proteger a visão. “Manter a saúde ocular em dia é essencial para preservar uma boa qualidade de vida. Pequenos cuidados no dia a dia fazem toda a diferença. É importante proteger os olhos da exposição solar, utilizando sempre óculos com lentes com proteção UV, mesmo em dias nublados”, destaca.

Segundo o especialista, muitas doenças oculares podem evoluir de forma silenciosa. “Glaucoma e catarata são exemplos de problemas que podem causar danos irreversíveis quando não detectados a tempo. O diagnóstico precoce é o que garante o melhor resultado no tratamento”, explica Anderson Martins.

O uso de lentes de contato também requer atenção especial. “É indispensável seguir corretamente as orientações de higiene e tempo de uso. Dormir com as lentes, lavar com água comum ou reutilizar o mesmo líquido são hábitos que podem causar infecções graves e comprometer a visão”, alerta o médico.

SINAIS E ALERTAS
Entre os principais sinais de alerta estão visão embaçada, ardência, dor nos olhos, sensibilidade à luz, coceira, vermelhidão e inchaço nas pálpebras. O Ministério da Saúde orienta procurar atendimento oftalmológico diante de qualquer um desses sintomas, especialmente quando persistem por mais de 24 horas. O acompanhamento regular é essencial inclusive para quem não apresenta queixas aparentes, uma vez que diversas doenças oculares são assintomáticas em seus estágios iniciais.

O oftalmologista reforça que manter a atenção à saúde dos olhos é um gesto de cuidado que deve ser um hábito constante. “Cuidar da visão é cuidar da forma como enxergamos o mundo, com segurança, conforto e clareza. A conscientização precisa ser constante, porque enxergar bem é viver melhor”, conclui.


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CASOS DE MAUS-TRATOS A ANIMAIS SOBEM9% NO RN E MOBILIZAM AUTORIDADES

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A violência contra animais deixou de ser um problema invisível e passou a ocupar espaço central no debate público. No Rio Grande do Norte e em todo o país, casos de crueldade vêm sendo investigados, julgados e punidos com mais rigor, impulsionados por leis mais severas, atuação das forças de segurança e maior consciência da população. O tema ganhou ainda mais destaque após episódios recentes que provocaram indignação nacional e mobilizaram protestos em defesa da vida animal.

A Constituição Federal veda práticas que submetam os animais à crueldade, mas é na legislação infraconstitucional que estão os detalhes sobre o crime de maus-tratos. A advogada Juliana Rocha, presidente da Comissão de Direito Animal da OAB/RN, explica que o conceito vai muito além da agressão física. “A gente tem que buscar na Lei de Crimes Ambientais e também em resoluções, como a do Conselho Federal de Medicina Veterinária, para compreender que maus-tratos não são só pancadas. Abandono, manter o animal acorrentado sem proteção do sol e da chuva, não oferecer água e alimentação, tudo isso é crueldade”, afirma.

Segundo ela, o desconhecimento ainda é grande e está ligado a uma herança cultural. “Por muito tempo o animal foi tratado como coisa. Hoje a ciência reconhece que eles têm emoções e consciência. Então precisamos de uma desconstrução cultural para que as pessoas entendam que o sofrimento psicológico também é maus-tratos”, ressalta Juliana.

A advogada lembra que, desde 2020, a Lei 14.064 endureceu as penas para crimes contra cães e gatos. “Quem maltrata cães e gatos pode pegar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e perda da guarda do animal”, explica. “Essa perda da guarda é uma das penas mais sérias, porque protege o animal de voltar para quem já o maltratou”, completa.

No Brasil, a pena para o crime de maus-tratos pode variar de dois a cinco anos de reclusão, além de multa e perda da guarda do animal – Foto: Reprodução

No RN, a Justiça começou o ano com uma decisão que chamou a atenção pelo rigor da pena. Um morador de Encanto, no Alto Oeste, foi condenado por manter 13 cães e seis gatos amarrados, magros, doentes e com feridas pelo corpo. A 3ª Vara da Comarca de Pau dos Ferros fixou a pena em dois anos, sete meses e 15 dias de reclusão, em regime semiaberto. Na sentença, o juiz destacou que o réu violou o dever legal de guarda e proteção dos animais, enquadrando-se no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais.

Outro caso que marcou o debate foi o do cão comunitário Orelha, torturado na Praia Brava, em Florianópolis (SC), e que morreu em decorrência dos ferimentos. A brutalidade do crime gerou manifestações em várias cidades do país, durante o último fim de semana. Em Natal, ativistas se reuniram próximo à Árvore de Mirassol pedindo justiça e o fim da violência contra animais.

Para Juliana Rocha, a evolução das leis acompanha um clamor social. “Hoje há mais animais nos lares brasileiros do que crianças. Isso faz com que a sociedade pressione por mais proteção”, observa. “O poder legislativo tem apresentado inúmeros projetos em todas as esferas, tentando atender a esse anseio”, acrescenta. Ela ressalta, no entanto, que ainda há desigualdade nas penas.

“Para outras espécies, como aves e animais de grande porte, a punição ainda é muito branda, o que gera sensação de impunidade”, avalia.

Atuação da PC/RN
Na linha de frente do combate aos maus-tratos, a Polícia Civil do RN atua por meio da DEMAATUR, a Delegacia Especializada de Defesa ao Meio Ambiente e Assistência ao Turista.

Dados da corporação mostram que os registros passaram de 494 casos em 2024 para 540 em 2025. As denúncias gerais de maus-tratos contra animais subiram de 244 para 343. Já os registros específicos contra cães e gatos caíram de 150 para 119, assim como os casos que resultaram na morte do animal, de 99 para 75. Em contrapartida, aumentaram as ocorrências ligadas a experiências dolorosas ou cruéis em animais vivos para fins didáticos ou científicos, que passaram de um para três casos.

A delegada titular da DEMAATUR, Danielle Filgueira, afirma que o número de crimes não necessariamente aumentou, mas sim a disposição das pessoas em denunciar. “O que observamos é que as pessoas têm mais consciência sobre o que caracteriza maus-tratos e estão mais dispostas a denunciar”, explica. “As redes sociais também ajudam a dar visibilidade aos casos mais graves”, acrescenta.

Segundo a delegada, os casos mais comuns são abandono e manutenção dos animais em condições precárias. “Ambiente sujo, animal preso em cordas curtas e sem acesso a água e alimentação são situações que se repetem muito”, afirma. “A agressão física direta é mais rara, mas quando ocorre, costuma ser grave”, pontua.

As denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181. “O ideal é que a pessoa tenha fotos ou vídeos como indícios mínimos”, recomenda. “A forma mais eficaz é ir à delegacia e registrar um boletim de ocorrência, podendo inclusive ser testemunha do crime, orienta. “Mas de denunciar, é preciso responsabilidade. Denúncia falsa também é crime e prejudica a apuração dos casos verdadeiros”, adverte a delegada.


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TENSÃO: DEPUTADO REAGE A PUBLICAÇÃO DA LOA SEM EMENDAS IMPOSITIVAS

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A relação entre o Governo do Rio Grande do Norte e a Assembleia Legislativa (ALRN) gerou tensão entre oposição e governo na abertura dos trabalhos legislativos de 2026, nesta terça-feira (03). O estopim foi a publicação da Lei Orçamentária Anual (LOA) no Diário Oficial, ignorando o caráter impositivo das emendas parlamentares. O episódio, classificado pelo Centro Administrativo como um “erro técnico”, surge num momento desfavorável para a governadora Fátima Bezerra (PT), que precisa de estabilidade para negociar pautas estruturantes e a própria sucessão via eleição indireta.

No plenário, o tom de indignação foi protagonizado pelo deputado José Dias (PL). Para o parlamentar, a ausência das emendas no projeto fere a Constituição Federal e Estadual.

“O orçamento foi publicado com as emendas impositivas como emendas não impositivas. Isso é a falência mental desse povo, porque isso é uma imbecilidade total. É uma determinação constitucional. Se houvesse tempo, daria para pedir intervenção federal, impeachment da governadora e prisão, por um atentado grave ao exercício do poder”, disparou José Dias.

O deputado ainda ironizou a justificativa de erro apresentada pelo líder do governo: “Passou pela minha cabeça que tinha sido coisa comum no governo, que é o erro crasso, o erro imbecil de não examinar coisas fundamentais. O erro desse governo é o padrão”.

A falha técnica reverbera diretamente nas articulações políticas de 2026. Com o último ano da gestão Fátima e o debate sobre a eleição indireta, caso a governadora se afaste para disputar o Senado, o Executivo se arrisca em confrontar a oposição e até membros da base aliada.

O deputado Tomba Farias (PSDB), que foi o relator da LOA, confirmou que a Casa já se mobilizou para cobrar a retificação imediata. Em entrevista à imprensa, ele destacou o risco de uma ruptura definitiva.

“As emendas dos deputados são todas impositivas. Já mandei chamar o pessoal do orçamento e eles disseram que foi um erro, mas tem que fazer a republicação. Isso é um crime. A governadora não vai querer começar brigando com todos os deputados de oposição e situação”, alertou Tomba, sinalizando que a Casa está pronta para “colocar alguém que pondere as coisas” em futuros diálogos sucessórios.

Apontado como um dos nomes do governo para a sucessão estadual, o Secretário de Fazenda, Cadu Xavier (PT), ao Diário do RN, Xavier garantiu a correção.

“Houve um erro no arquivo enviado pela ALRN. Vai ser corrigido no DOE de amanhã”, resumiu o secretário.


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FÁTIMA QUER CADU XAVIER GOVERNADOR; JÁ OPOSIÇÃO PREFERE SERQUIZ OU ZECA

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A possibilidade de a governadora Fátima Bezerra (PT) renunciar ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal, em 2026, coloca a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte em alerta na reabertura dos trabalhos legislativos. Na sessão solene de abertura do ano legislativo, nesta terça-feira (03), os deputados estaduais colocaram a possível eleição indireta para governador de um mandato-tampão até dezembro como um dos principais temas deste ano na Casa. A discussão ainda é incerta, mas as articulações já acontecem nos bastidores.

O pano de fundo da discussão é claro. Caso Fátima deixe o cargo, o primeiro da linha sucessória é o vice-governador Walter Alves (MDB). Se ele assumir, a crise política se encerra. No entanto, Walter já sinalizou publicamente que não pretende exercer o mandato, inclusive rompendo com o governo do PT. A partir daí, só haveria eleição indireta se também se configurasse a vacância do vice, caracterizando o que a Constituição define como “dupla vacância”.

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), buscou esfriar o debate, lembrando que, juridicamente, nada está definido. “A eleição indireta só existe se houver vacância. Não houve vacância. Nem ninguém tem a certeza que haverá”, afirmou.

Segundo ele, caso ocorra, o processo já tem a primeira regra definida: será uma eleição aberta.

Ezequiel explicou que, diante dessa possibilidade, a Assembleia já começou a se preparar do ponto de vista legal. “Durante o mês de janeiro, eu já me debrucei sobre esse assunto com a nossa procuradoria. Isso será feito um projeto de lei que será encaminhado para o governo. O governo sanciona esse projeto e aí tem as diretrizes desta eleição, se isso vier a acontecer”, detalhou, sobre a regulamentação do processo eleitoral indireto.

De acordo com o presidente da Casa, a eleição indireta seria realizada no plenário da Assembleia Legislativa, com voto aberto dos 24 deputados estaduais.

“Poderia ser candidato qualquer cidadão filiado a um partido, com mais de 35 anos de idade e conduta ilibada. Seria uma chapa de governador e vice, já que estaríamos diante de uma vacância dupla”, explicou.

Sobre a possibilidade de ele próprio assumir o governo para conduzir o processo, Ezequiel foi não descartou, mas evitou o assunto: “Ou assumo eu para fazer a eleição, ou assume o presidente do Tribunal de Justiça. Mas tudo isso ainda são conjecturas”.

Enquanto o campo governista trabalha para garantir a continuidade do Partido dos Trabalhadores no comando do Executivo estadual, a oposição articula um discurso completamente distinto. Para líderes da direita, o momento exigiria um nome “técnico”, sem ambições eleitorais, capaz de tomar decisões duras para ajustar as contas do Estado.

O deputado Tomba Farias (PL) defendeu abertamente essa tese. “A unanimidade dentro do partido é que seja uma pessoa de consenso, que seja um técnico, uma pessoa de credibilidade para tomar as mudanças. A política não funciona para tomar medidas amargas, porque quem é político pensa na eleição”, afirmou.

Segundo ele, nomes como o presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Roberto Serquiz, e o superintendente do Sebrae-RN, Zeca Melo, surgem como referências nesse debate.

“Um pessoal que tenha responsabilidade com as medidas que sejam necessárias”, disse.

Tomba também ressaltou que todo o cenário depende, essencialmente, da decisão da governadora e do vice. “Se a governadora ficar, acaba o problema da eleição. Se ela sair e Walter assumir, também está extinto esse processo. Só haverá eleição indireta se Walter não assumir. A verdade é que tudo vai girar em torno disso”, avaliou, sem descartar qualquer possibilidade.

Do lado do PT, o discurso é de unidade e antecipação. O partido insiste no nome colocado tanto para o eventual mandato-tampão quanto para a disputa de 2026: o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT), pré-candidato ao Governo para o pleito regular de outubro.

“Nós temos um nome apresentado, que é o do nosso companheiro Cadu Xavier, tanto para o mandato-tampão, evidentemente se houver eleição, como também para uma candidatura a governador em 2026. A base de tudo isso é o diálogo”, afirmou o deputado Francisco do PT, destacando que o governo tem conversado com deputados da base e também não descarta diálogo com a oposição.

O próprio Cadu Xavier, que esteve na solenidade representando a governadora Fátima Bezerra (PT), reforçou a tese da continuidade política e partidária.

“A posição do governo é muito clara. A gente não abre mão de um nome que seja do nosso partido, do Partido dos Trabalhadores. A governadora foi eleita para quatro anos, junto com o vice. Ela vai sair para disputar a eleição, o vice não vai assumir, ele já colocou isso publicamente. Então seria natural que o nome do Partido dos Trabalhadores encerrasse o mandato que o povo concedeu nas eleições”, concluiu.


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