UNIDADE DE SAÚDE EM NATAL REALIZA EXAMES PARA PREVENIR PERDA DE VISÃO EM PACIENTES DIABÉTICOS

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Pacientes diabéticos atendidos pela Unidade de Saúde da Família (USF) Nordelândia, na Zona Norte de Natal, estão tendo acesso a um importante exame de prevenção e acompanhamento da saúde ocular. Em parceria com o Instituto de Medicina Tropical (IMT) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a unidade realiza a retinografia colorida, procedimento capaz de identificar precocemente alterações causadas pela retinopatia diabética.

A doença é uma complicação do diabetes que afeta os vasos sanguíneos da retina e pode provocar perda da visão quando não é diagnosticada e tratada no tempo adequado.

Na USF Nordelândia, os pacientes podem realizar o agendamento do exame diariamente, das 8h às 11h e das 13h às 16h, presencialmente na unidade ou pelo telefone (84) 92151-9779. O atendimento para realização do procedimento acontece sempre às sextas-feiras, das 8h às 11h.

O diretor da unidade, Iuris Xavier, explica que o atendimento começa com uma preparação dos pacientes antes da realização do exame.

“Iniciamos às 07h30 no preparo para verificação da pressão arterial, glicemia e peso, depois para a dilatação da pupila. A primeira organização é pela ordem de chegada e depois vêm as prioridades, no caso as idades”, explica.

Segundo o diretor, a parceria entre a unidade e o IMT/UFRN seguirá enquanto houver demanda de pacientes.

“Essa parceria só poderá acabar um dia se não tivermos mais pacientes, até o momento não nos sinalizaram com relação ao término”, afirma.

Iuris Xavier também destaca o caráter pioneiro da iniciativa. “Somos a única unidade de saúde do Rio Grande do Norte que realiza esse exame”, ressalta.

O oftalmologista Breno Gustavo, do serviço de oftalmologia do Instituto de Medicina Tropical, explica que o diabetes pode comprometer a visão mesmo antes do surgimento de sintomas.

“A retinopatia diabética é uma das complicações microvasculares do diabetes, é uma das principais causas de perda visual em pacientes na vida adulta. Por ser uma doença silenciosa, ou seja, os pacientes muitas vezes ao início não sentem a estrutura nem de nada, muita gente só vai procurar o oftalmologista quando a visão já está embaçada, quando já existe um comprometimento retiniano muito importante e muitas vezes fica com sequela visual”, esclarece.

O especialista reforça que a prevenção tem papel fundamental para reduzir os riscos.

“A boa notícia é que a prevenção pode fazer toda a diferença. Então, se for diagnosticada em um estágio precoce e o tratamento for instituído no momento oportuno, as chances desse paciente perder a visão são muito pequenas”, informa.

A orientação é que todos os pacientes com diabetes realizem o acompanhamento, mesmo quando não apresentam alterações na visão.

“Se você é diabético, mesmo que sua visão esteja perfeitamente normal, compareça a uma unidade parceira e realize a sua retinografia”, orienta Breno Gustavo.

O médico da unidade, Francisco Cleyder, destaca que o principal objetivo da ação é identificar a doença antes que ela avance e garantir o tratamento adequado.

“O objetivo principal é diagnosticar de forma precoce a doença, fazer o tratamento oportuno e, dessa forma, evitar a evolução da doença que pode provocar a perda da visão para o paciente”, afirma.

Segundo ele, mais de 300 exames já foram realizados na USF Nordelândia desde o início da parceria.

“Já realizei na USF Nordelândia mais de 300 exames. Temos todo o apoio da direção da unidade, na pessoa do diretor Iuris Xavier, que permitiu esse espaço na agenda para realizarmos esse rastreamento todas as sextas pela manhã”, destaca.

Para atuar no rastreamento, Francisco Cleyder participou de treinamentos com o oftalmologista Breno Gustavo e com a médica Selma Jerônimo, diretora do Instituto de Medicina Tropical da UFRN.

A iniciativa amplia o acesso ao diagnóstico precoce e reforça a importância do cuidado contínuo com a saúde dos olhos para pessoas que convivem com o diabetes.


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FERNANDO BEZERRIL: O HOMEM QUE COLOCOU NATAL NA VITRINE DO MUNDO

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destinos que se tornam conhecidos pela força de suas paisagens. Outros, pela capacidade de transformar essas paisagens em desejo de viagem. No Rio Grande do Norte, um dos principais responsáveis por essa estratégia foi Fernando Bezerril, que ajudou a consolidar Natal como referência turística nacional ao enxergar, décadas atrás, o potencial da televisão como ferramenta de promoção.

Muito antes do marketing digital e das redes sociais, Bezerril defendia que colocar Natal na tela da TV significava apresentá-la ao Brasil e ao mundo. A ideia nasceu ainda no governo de Geraldo Melo, quando decidiu procurar a direção da Rede Globo para oferecer o Estado como cenário de produções da emissora.

“Eu fui ao governador e disse: governador, eu vou atrás da Rede Globo, porque tem uma novela nascendo, chamada Tieta do Agreste, e a gente vai trazer para Natal. E ele deu uma risada e achou que eu estava viajando. Mas eu viajei”, relembra.

A proposta só se tornou viável graças à parceria construída com o setor produtivo. Empresários do turismo se uniram para custear passagens aéreas, hospedagem e passeios das equipes de gravação, criando uma ação inédita de promoção do destino.

“Como tinha e tive o apoio dos empresários, nós oferecemos para que eles viessem filmar cenas de novelas em Natal, onde nós daríamos o aéreo, a hospedagem, os passeios, e isso terminou dando certo. Cento e cinquenta países viram Natal”, comenta.

O sucesso da iniciativa abriu caminho para outras produções. Depois de Tieta, vieram novelas como Cambalacho, As Filhas da Mãe, O Clone e Flor do Caribe. Mais tarde, já com o diretor Reinaldo Buri no SBT, Natal voltou a ser cenário nacional com Chiquititas. Programas de entretenimento da televisão brasileira também passaram a gravar na capital potiguar, ampliando ainda mais sua visibilidade.

Para Fernando Bezerril, nenhuma campanha institucional teria alcançado o mesmo impacto proporcionado pelas imagens exibidas diariamente na televisão.

“Nós sabemos que uma imagem vale mais do que muitas palavras. O turista que vem a Natal, ele volta”, garante.

Segundo o ex-secretário, a exposição nacional e internacional contribuiu para um dos períodos mais expressivos do turismo potiguar, quando Natal chegou a receber dezenas de voos internacionais por semana, principalmente vindos da Europa.

“Houve uma época em que nós tínhamos 33 voos por semana do Internacional. Vocês tinham aqui os escandinavos, era um show de bola. Natal tinha a bandeira da cidade mais tranquila do Brasil, então não tinha concorrente”, recorda.

Ao analisar o cenário atual, Bezerril afirma que o Rio Grande do Norte continua reunindo atributos capazes de manter sua competitividade turística, mas defende que a divulgação permanente e a segurança pública continuam sendo determinantes para atrair visitantes.

“A segurança é uma força poderosa com relação ao destino, porque não adianta ser bonito”, afirma.

Ele reconhece o trabalho desenvolvido atualmente pela Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur) e acredita que a retomada do fluxo de visitantes passa por ações contínuas de promoção do destino.

“Graças a Deus, hoje Natal retomou, está retomando o fluxo turístico com um bom trabalho da Emprotur”, observa.

Outro ponto considerado estratégico por ele é o fortalecimento do turismo de eventos, especialmente durante os meses de baixa estação.

“Essa coisa de trabalhar na baixa estação, os eventos, é o ponto de equilíbrio”, destaca.
Bezerril também faz questão de ressaltar que Natal reúne características únicas entre os destinos brasileiros.

“Temos a felicidade de ter a beleza natural, de ser a esquina do continente e de ter toda essa segurança”, enfatiza.

Legado construído coletivamente
Embora seja reconhecido como um dos principais articuladores da promoção turística do Estado, Fernando Bezerril atribui os resultados alcançados ao trabalho conjunto entre poder público e iniciativa privada.

“Só foi possível conseguirmos viabilizar todo esse trabalho graças ao apoio dos empresários do trade do RN. Sem dúvidas”, ressalta.

Ele lembra que esse reconhecimento levou à sua escolha para presidir o Natal Convention Bureau e destaca como um dos momentos mais marcantes da carreira o prêmio recebido pelo projeto de Natal para a Copa do Mundo.

“Eu tenho o orgulho de dizer, me permita essa coisa de eu, não sou eu, somos nós. Natal foi receber, na Fundação Getúlio Vargas, da mão do ministro do Turismo, o prêmio pelo melhor projeto que já foi feito para receber a Copa do Mundo”, recorda.

Aos 81 anos, Bezerril diz acreditar que o turismo potiguar deve ser conduzido por uma nova geração de gestores, embora continue acompanhando o setor com entusiasmo.

“Acredito em jovens talentos que temos muitos disponíveis. Meus 81 anos talvez não fossem recomendáveis”, avalia.

Mais do que os cargos que ocupou, Fernando Bezerril deixa como principal legado uma forma de pensar a promoção turística: unir poder público, empresários e criatividade para projetar Natal além de suas fronteiras. Um modelo que ajudou a transformar as paisagens potiguares em cenários conhecidos por milhões de telespectadores e consolidou o Rio Grande do Norte como um dos destinos turísticos mais lembrados do país.


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PRÊMIO PAULO FREIRE TEM PREMIAÇÕES DE ATÉ R$ 30 MIL PARA ESCOLAS E EDUCADORES

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A Prefeitura do Natal lançou o Prêmio Paulo Freire, iniciativa que busca reconhecer estudantes, profissionais da educação e unidades de ensino da Rede Municipal que desenvolvem práticas exitosas e apresentam resultados de destaque.

Segundo o prefeito, o prêmio representa uma oportunidade de dar visibilidade ao trabalho realizado diariamente nas escolas municipais e incentivar novas iniciativas voltadas ao desenvolvimento dos estudantes.

“O Prêmio Paulo Freire tem o propósito de reconhecer o trabalho já desenvolvido dentro das nossas escolas e, ao mesmo tempo, incentivar novas práticas capazes de melhorar a aprendizagem e fortalecer a nossa educação pública municipal. Com a premiação, vamos dar visibilidade às boas experiências pedagógicas da rede municipal e a projetos que vêm contribuindo de forma concreta para a melhoria da educação, o fortalecimento da aprendizagem e a participação ativa da comunidade escolar, até com bons efeitos no combate à evasão escolar”, destacou Paulinho Freire.

Regulamentado pelo Edital nº 01/2026 (SME/Natal), publicado no Diário Oficial do Município (DOM) da quinta-feira (27), o prêmio contempla escolas, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), gestores, professores, coordenadores pedagógicos, educadores infantis e estudantes.

A iniciativa tem como objetivos reconhecer práticas de excelência, estimular a melhoria da aprendizagem, fortalecer ações de equidade e contribuir para a redução da evasão escolar na rede municipal.

“O Prêmio Paulo Freire representa um importante instrumento de reconhecimento de quem faz a educação pública municipal acontecer todos os dias. Ao criar essa iniciativa, a Prefeitura do Natal reafirma seu compromisso com a valorização de estudantes, professores, gestores e de toda a comunidade escolar, reconhecendo práticas, experiências e resultados que fortalecem a aprendizagem e a equidade. É uma forma de celebrar a excelência e incentivar cada vez mais o protagonismo na nossa Rede Municipal de Ensino”, afirmou o secretário municipal de Educação em substituição legal, Lucas Bento da Silva.

As inscrições para o Prêmio Paulo Freire serão realizadas exclusivamente por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela Secretaria Municipal de Educação (SME), entre os dias 1º e 20 de setembro de 2026.

Podem participar escolas e CMEIs, diretores pedagógicos e administrativo-financeiros, educadores infantis, professores da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e da Educação de Jovens e Adultos (EJA), coordenadores pedagógicos, professores alfabetizadores do 2º ano do Ensino Fundamental e estudantes do 2º ao 9º ano, incluindo alunos da modalidade EJA.

As escolas e CMEIs classificados até o quinto lugar receberão premiações financeiras destinadas à melhoria da infraestrutura ou à aquisição de materiais pedagógicos.

O primeiro colocado receberá R$ 30 mil; o segundo lugar será premiado com R$ 20 mil; o terceiro com R$ 10 mil; e o quarto e quinto colocados receberão R$ 8 mil cada.

Os diretores pedagógicos e administrativo-financeiros das unidades vencedoras também serão contemplados conforme os critérios definidos no edital.

Já os profissionais da educação receberão premiações de acordo com a categoria e a colocação alcançada. Entre os estudantes classificados, os prêmios serão equipamentos eletrônicos: notebook para o primeiro lugar, tablet para o segundo e smartphone para o terceiro colocado.

Todos os vencedores receberão certificados de reconhecimento.
Prêmio busca fortalecer protagonismo da comunidade escolar
A avaliação das inscrições será realizada por uma Comissão de Avaliação designada pela Secretaria Municipal de Educação, responsável por analisar os critérios previstos no edital.

Além de reconhecer práticas pedagógicas e de gestão, a iniciativa pretende estimular ações de enfrentamento à evasão escolar, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social, e valorizar a participação de estudantes, professores e demais integrantes da comunidade escolar.

“O Prêmio Paulo Freire está sendo concebido como importante estratégia de valorização docente, incentivo à melhoria na aprendizagem dos estudantes e reconhecimento social nas unidades de ensino. Esperamos que as experiências exitosas premiadas sejam inspiradoras para toda a Rede”, destacou a secretária adjunta de Gestão Pedagógica, Naire Jane Capistrano.

A entrega das premiações está prevista para ocorrer durante a Jornada de Educação das Unidades de Ensino de Natal (Jenat) 2027.


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CADU AVANÇA ENTRE ELEITORES DE LULA; ÁLVARO RECUA NO ELEITORADO DE FLÁVIO

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O cruzamento dos votos para presidente e governador na pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada na semana passada, mostra como os eleitores de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) estão distribuindo suas escolhas para o Governo do Rio Grande do Norte. Na comparação com o levantamento de 14 de agosto, Cadu de Lula (PT) aumentou sua participação entre os eleitores do presidente, enquanto Álvaro Dias (PL) perdeu espaço entre os que pretendem votar em Flávio.

Na prática, o levantamento permite observar quanto cada candidato ao Governo consegue reter do eleitorado do seu principal aliado nacional. Cadu passou de 23,20% para 30,05% entre os eleitores de Lula, enquanto Álvaro caiu de 54,43% para 48,55% entre os de Flávio. Allyson Bezerra (União Brasil), que não está diretamente associado a nenhum dos dois presidenciáveis, mantém presença expressiva nos dois grupos.

Cadu conquista mais eleitores de Lula
Entre os entrevistados que declaram voto em Lula para presidente, Allyson ainda lidera a preferência para o Governo, mas a comparação entre as duas rodadas mostra Cadu se aproximando do adversário.

Em 14 de agosto, Allyson concentrava 41,08% dos eleitores de Lula, enquanto Cadu tinha 23,20% e Álvaro, 16,12%. Na pesquisa de 28 de agosto, Allyson aparece com 40,21%, Cadu sobe para 30,05% e Álvaro recua para 14,80%.

Na comparação direta, portanto, Cadu foi quem mais avançou nesse grupo: ganhou 6,85 pontos percentuais entre uma rodada e outra. Allyson perdeu 0,87 ponto e Álvaro recuou 1,32 pontos.

Com isso, a distância entre Allyson e Cadu, que era de 17,88 pontos em 14 de agosto, caiu para 10,16 pontos na rodada mais recente.

O movimento mostra que Cadu passou a reter uma parcela maior do eleitorado do presidente. Na rodada anterior, pouco mais de dois em cada dez eleitores de Lula escolhiam o petista para o Governo; agora, são três em cada dez. Allyson, porém, continua atraindo a maior fatia desse grupo: quatro em cada dez eleitores de Lula também declaram voto no candidato do União Brasil.

A indefinição entre os lulistas também diminuiu. Os que não sabiam ou não responderam passaram de 10,54% para 7,60%, queda de 2,94 pontos. Já nenhum, branco ou nulo recuou de 7,73% para 6,27%.

Álvaro perde espaço entre os de Flávio
Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, Álvaro continua sendo o candidato ao Governo mais escolhido, mas apresentou movimento inverso ao de Cadu entre os lulistas: em vez de ampliar sua participação, perdeu espaço na comparação com 14 de agosto.

Na primeira rodada, 54,43% dos eleitores de Flávio declaravam voto em Álvaro para governador.

Allyson aparecia com 32,02% e Cadu tinha apenas 0,73%. Na pesquisa de 28 de agosto, Álvaro cai para 48,55%, Allyson passa para 32,96% e Cadu fica praticamente estável, com 0,78%.

Assim, Álvaro perdeu 5,88 pontos percentuais entre os eleitores de Flávio Bolsonaro. Allyson ganhou 0,94 ponto nesse mesmo grupo, enquanto Cadu variou apenas 0,05 ponto para cima.

A perda de Álvaro, no entanto, não migrou integralmente para outro candidato. A principal mudança ocorreu na parcela ainda sem definição: os que não sabem ou não responderam mais que dobraram, passando de 4,38% para 9,35%, alta de 4,97 pontos. Nenhum, branco ou nulo também cresceu, de 3,23% para 5,96%, avanço de 2,73 pontos.

Com isso, embora Álvaro ainda consiga reunir quase metade dos eleitores de Flávio Bolsonaro, sua vantagem sobre Allyson dentro desse grupo diminuiu. Era de 22,41 pontos percentuais em 14 de agosto e passou para 15,59 pontos em 28 de agosto.

Allyson mantém presença nos dois grupos
A comparação das duas rodadas também mostra que Allyson permanece competitivo tanto entre os eleitores de Lula quanto entre os de Flávio Bolsonaro, apesar de não estar diretamente associado a nenhum dos dois candidatos à Presidência.

Entre os lulistas, Allyson oscilou de 41,08% para 40,21% e continua liderando, mas viu Cadu crescer de 23,20% para 30,05%. Entre os eleitores de Flávio, o candidato do União Brasil avançou ligeiramente, de 32,02% para 32,96%, enquanto Álvaro caiu de 54,43% para 48,55%.

As duas rodadas revelam, portanto, movimentos distintos nos campos ligados aos presidenciáveis. Cadu ampliou em 6,85 pontos sua participação entre os eleitores de Lula e reduziu a distância para Allyson. Já Álvaro perdeu 5,88 pontos entre os eleitores de Flávio e viu sua vantagem sobre Allyson diminuir. O candidato do União Brasil, por sua vez, manteve percentuais próximos nas duas pesquisas e segue captando parcelas relevantes dos dois eleitorados.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.


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FIM DA ESCALA 6×1 MOBILIZA CANDIDATOS AO SENADO NO RN ANTES DA VOTAÇÃO

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A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1, marcada para esta quarta-feira (2) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, já repercute entre os candidatos às duas vagas do Rio Grande do Norte na Casa. Samanda Alves (PT), Zenaide Maia (PSD), Rafael Motta (PDT) e Sandro Pimentel (PSOL) se manifestaram favoravelmente à mudança.

O texto chega à CCJ com parecer favorável do relator, senador Omar Aziz (PSD-AM). Governistas querem aprová-lo sem alterações para que siga ao plenário, enquanto o líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), defende que a decisão final seja adiada para depois das eleições, com uma discussão dos impactos da mudança por setor.

Em declaração recente, Marinho afirmou esperar que a proposta avance, neste momento, apenas na comissão. “Acredito que vai ser só na CCJ e espero, sinceramente, que seja um projeto que possa ser votado após as eleições sem a contaminação do processo eleitoral”, disse o senador, que também atua como coordenador-geral da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

Aprovação em setembro
Samanda Alves defendeu a aprovação da PEC ainda em setembro e sem modificações, evitando que a matéria tenha de retornar à Câmara dos Deputados.

“Está mais perto do que nunca o fim da escala de trabalho 6×1 sem redução salarial”, afirmou.

“Nós vamos ficar aqui na pressão para que ela seja aprovada agora no mês de setembro, antes das eleições. Inclusive, na pressão também para que ela seja aprovada sem nenhuma mudança”, acrescentou.

Qualidade de vida
Em entrevista ao Diário do RN, a candidata à reeleição Zenaide Maia (PSD) também se posicionou favoravelmente à redução da jornada para 40 horas semanais, sem diminuição salarial, destacando os efeitos da mudança sobre a qualidade de vida dos trabalhadores.

“Precisamos garantir ao trabalhador mais tempo para cuidar da saúde, estar com sua família, estudar e viver. O fim da escala 6×1 é uma questão de qualidade de vida e de respeito a quem trabalha”, afirmou.

Zenaide viajou nesta segunda-feira (31) para Brasília, onde participa da semana de esforço concentrado do Senado e deve acompanhar as discussões e a votação da proposta na CCJ.

Impacto no RN
Rafael Motta também defende a aprovação da proposta e cobra celeridade do Senado.

“Acompanho com otimismo a urgência dada à matéria no Congresso Nacional e defendo que o Senado aprove o texto com celeridade para garantir mais justiça social”, afirmou.

O candidato destacou o impacto da jornada sobre o tempo destinado ao descanso e à convivência familiar. “Essa mudança vai além da economia. Ela devolve ao trabalhador o direito ao convívio familiar, ao descanso e à dignidade”, disse.

Rafael também apresentou números para dimensionar o impacto da mudança no país e no Estado. “No Brasil, 14,8 milhões de trabalhadores estão sob o regime CLT afetados diretamente pela escala 6×1, segundo o Ministério do Trabalho. No Rio Grande do Norte, a redução da jornada para 40 horas semanais pode beneficiar diretamente 432.960 profissionais potiguares”, afirmou.

“Ninguém vive só para trabalhar”, resumiu o candidato, ao argumentar que a valorização do trabalhador também pode produzir efeitos positivos sobre o consumo e a economia.

Crítica à demora
Também em entrevista ao Diário do RN, Sandro Pimentel adotou tom mais crítico ao cobrar do Senado a aprovação da proposta. “É absurdo que o Senado ainda não tenha aprovado o fim da 6×1, um regime de semi-escravidão que nem deveria existir”, declarou.

O candidato destacou a participação do PSOL na mobilização pela mudança e citou a atuação da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). “O fim da 6×1 é urgente e foi originado pelo PSOL, com a deputada Erika Hilton”, afirmou.

Sandro disse ainda que, caso a mudança não seja aprovada neste ano, pretende defender a pauta se eleito. “Caso não seja votado até o final do ano, estarei lá para lutar muito a favor do fim dessa carga horária absurda”, completou.

O Diário do RN também procurou o senador e candidato à reeleição Styvenson Valentim (Podemos) e os candidatos Coronel Hélio (PL) e Tércio Tinoco (União Brasil) para que se posicionassem sobre a proposta, mas não recebeu retorno até o fechamento desta edição.

O que prevê a PEC
A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, e assegura dois dias obrigatórios de descanso. A mobilização pelo fim da escala 6×1 ganhou força nacional e chegou ao Congresso com a participação de movimentos de trabalhadores e parlamentares, entre eles Erika Hilton.

Após passar pela Câmara, o texto chegou ao Senado e permaneceu cerca de três meses aguardando o avanço da tramitação. Com parecer favorável de Omar Aziz, será analisado pela CCJ nesta quarta-feira. Se aprovado sem alterações, poderá seguir diretamente ao plenário.

Empresários defendem cautela e apontam impactos do fim da 6×1

Queiroz: “Defendemos a negociação coletiva, respeitando cada setor” – Foto: Reprodução

A discussão sobre o fim da escala 6×1 também mobiliza representantes do setor empresarial, que defendem cautela diante dos possíveis impactos da mudança sobre os custos, os preços e a manutenção dos empregos. No Rio Grande do Norte, o presidente da Fecomércio, Marcelo Queiroz, afirma que a entidade é favorável à melhoria das condições de trabalho, mas considera necessário levar em conta as particularidades de cada atividade econômica.

“Somos a favor do trabalhador, defendemos melhores condições de trabalho, mais qualidade de vida, salários dignos e valorização de quem, todos os dias, ajuda a movimentar as empresas e a economia do nosso país”, afirmou. Segundo Queiroz, setores como comércio, serviços e turismo têm características específicas, especialmente por reunirem atividades que funcionam em horários ampliados, fins de semana e feriados.

O presidente da Fecomércio avalia que uma mudança rígida e imediata pode aumentar os custos das empresas e atingir principalmente os pequenos negócios. “Não somos contra discutir a redução da jornada de trabalho, mas uma mudança dessa importância precisa ser construída com diálogo, planejamento e equilíbrio”, destacou.

Para Queiroz, a negociação coletiva seria um caminho para conciliar a redução da jornada com as necessidades de cada atividade. “Defendemos a negociação coletiva, respeitando as particularidades de cada setor e de cada região e buscando soluções que sejam boas para o trabalhador, para as empresas e para o país”, acrescentou.

O empresário Luciano Hang, dono da Havan, adotou um discurso mais crítico. Em manifestação recente sobre a proposta, ele afirmou que uma redução da jornada com manutenção dos salários aumentaria os custos das empresas e poderia ser repassada aos preços dos produtos. “No caso da Havan, o custo da mão de obra vai crescer 15%. Tem empresa que tem um funcionário, cresce o dobro, 100%. Tem empresa que tem dois funcionários, cresce 50%. E aonde vai essa diferença? No preço dos produtos”, declarou.

Hang também argumentou que o aumento de preços poderia reduzir o poder de compra dos próprios trabalhadores e estimular a busca por atividades informais para complementar a renda.

Para o empresário, a definição da jornada deveria preservar maior liberdade de negociação. “A liberdade do trabalho é de vocês, não é do Congresso Nacional”, afirmou.

O empresário foi além e classificou a proposta como uma medida de caráter eleitoral. “Isso não é nada mais, nada menos, do que um estelionato eleitoral. Eles querem ganhar o voto de vocês”, declarou.

A posição é defendida pelo empresário em um momento de expansão da própria Havan, que encerrou 2025 com faturamento recorde de R$ 18,5 bilhões e lucro líquido entre R$ 3,4 bilhões e R$ 3,5 bilhões. Para 2026, a projeção é superar R$ 22 bilhões em faturamento e chegar a 200 megalojas. Atualmente, a rede conta com 196 unidades e cerca de 25 mil funcionários diretos.


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PRESIDENTE DA CÂMARA, ERIKO JÁCOME, PERDE A LINHA DURANTE EVENTO POLÍTICO

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Um gesto do presidente da Câmara Municipal de Natal e candidato a deputado estadual Eriko Jácome (PSDB) durante uma carreata na Zona Norte da capital provocou repercussão política neste domingo (30). Em meio à passagem do ato, o vereador foi flagrado mostrando os dedos do meio em direção a militantes ligados à candidatura de Renan Santos (Missão) à Presidência da República.

Eriko participava de uma movimentação de campanha acompanhado por lideranças políticas, entre elas o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), e Babá Pereira (PL), candidato a vice-governador na chapa de Álvaro Dias (PL). Durante o percurso, o presidente da Câmara fez o gesto enquanto passava pelo grupo de apoiadores do candidato presidencial.

As imagens circularam nas redes sociais e dividiram opiniões sobre o comportamento do parlamentar. Enquanto alguns internautas criticaram o gesto, outros saíram em defesa de Eriko.

“Misericórdia, coisa feia, ainda quer ser candidato, que tristeza”, escreveu uma internauta. Outro comentário pediu uma “limpeza no Congresso”.

Também houve manifestações de apoio. “Tamo junto, meu deputado. Tem meu respeito e meu apoio”, afirmou um seguidor. Em outra publicação, um internauta defendeu o presidente da Câmara: “Eriko Jácome é um homem de bem e nada vai apagar o caráter dele, isso só mostra que ele é um ser humano normal igual a todos”.

Eriko disputa uma vaga na Assembleia Legislativa e aparece entre os nomes competitivos na corrida proporcional deste ano. A candidatura pelo PSDB representa uma tentativa de levar para o Legislativo estadual a base política construída ao longo dos mandatos na Câmara Municipal, atualmente presidida por ele.

Apesar da repercussão e das diferentes reações provocadas pelo episódio, Eriko não havia divulgado, até o fechamento desta edição, posicionamento público para explicar o gesto ou as circunstâncias em que ocorreu.

Campanha de Renan
A mobilização registrada na Zona Norte reunia apoiadores do Missão, partido pelo qual Renan Santos disputa a Presidência da República. Coordenador do Movimento Brasil Livre (MBL), o candidato tem ganhado espaço no debate eleitoral e, nos últimos dias, também passou a enfrentar questionamentos na Justiça Eleitoral relacionados à condução de sua campanha.

O episódio mais recente ocorreu neste fim de semana. Em decisão assinada no domingo (30) e divulgada nesta segunda-feira (31), o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), adotou medidas cautelares contra a campanha de Renan após identificar irregularidades na comunicação à Justiça Eleitoral dos perfis utilizados para propaganda nas redes sociais.

Entre as medidas, Toffoli determinou a suspensão da propaganda eleitoral em ambiente digital, dos repasses e gastos com recursos do Fundo Eleitoral e da participação do candidato em debates de rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação. A decisão é cautelar e não representa, até o momento, o indeferimento do registro da candidatura.

O questionamento envolve os perfis informados pela campanha à Justiça Eleitoral. O pedido de registro de Renan foi apresentado em 7 de agosto, mas outros 16 perfis em redes sociais foram comunicados ao TSE somente no dia 19, 12 dias depois, por meio de uma petição para complementar as informações apresentadas inicialmente.

Diante disso, o ministro concedeu prazo de 24 horas para que o partido informe quando cada um desses perfis começou a ser utilizado para propaganda eleitoral e esclareça se existem outras contas usadas pela campanha. O descumprimento da determinação poderá ter reflexos na análise do pedido de registro.

A decisão se soma a outros episódios de repercussão envolvendo Renan na corrida presidencial.

Conhecido pela atuação à frente do MBL e pelo tom de enfrentamento, o candidato tem protagonizado embates e declarações que repercutem nas redes sociais.


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TOMBA FARIAS É O NOME MAIS CITADO PELOS ELEITORES DO RN PARA A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

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O deputado estadual Tomba Farias aparece como o nome mais citado pelos eleitores potiguares na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, segundo pesquisa espontânea do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28). O parlamentar foi lembrado por 2,08% dos entrevistados quando questionados sobre em quem votariam para deputado estadual caso as eleições fossem realizadas hoje.

Na sequência do levantamento aparecem Dr. Gustavo Soares, com 2,01% das intenções de voto; Coronel Azevedo, com 1,49%; Cinthia de Allyson, com 1,46%; Nina Souza, também com 1,46%; Kleber Rodrigues, com 1,46%; e Ubaldo Fernandes, com 1,46%.

O grupo dos dez primeiros colocados é completado por Júlio César, com 1,44% das citações; Galeno Torquato, com 1,40%; e Cristiane Dantas, com 1,38%.

Entre os nomes seguintes aparecem Nelter Queiroz, com 1,34%; Sargento Gonçalves, com 1,14%; Robson Carvalho, com 1,03%; Ivanilson Oliveira, com 0,83%; Ezequiel Ferreira, com 0,76%; Ériko Jácome, com 0,72%; Dr. Kerginaldo, com 0,71%; Walter Alves, com 0,65%; Gustavo Carvalho, com 0,62%; Camila Araújo, com 0,61%; e Isolda Dantas, com 0,59%.

Também foram citados entre os 24 nomes mais lembrados pelos eleitores a deputada federal Natália Bonavides, com 0,57%; Bibiano, com 0,52%; e Bispo Paulo Luiz, com 0,51%.

Cenário ainda tem alto índice de indefinição
Apesar da presença de nomes com atuação política no Rio Grande do Norte, a pesquisa mostra que a disputa por vagas na Assembleia Legislativa ainda apresenta grande número de eleitores sem decisão formada.

Na modalidade espontânea, em que o entrevistado responde livremente sem receber uma lista de candidatos, 59,25% afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem votariam para deputado estadual.

Além disso, 3,83% declararam que pretendem votar em branco, anular o voto ou não escolher nenhum candidato.

O resultado revela um cenário aberto para a disputa proporcional, já que a maior parte do eleitorado ainda não definiu sua escolha. Com o avanço do calendário eleitoral, a tendência é que a exposição dos candidatos e a apresentação de propostas influenciem a formação das preferências.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte.

A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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NINA SOUZA LIDERA COM VANTAGEM EM PESQUISA PARA DEPUTADA FEDERAL

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Nina Souza (PL) aparece como o nome mais lembrado pelos eleitores potiguares na disputa por uma vaga na Câmara Federal, segundo pesquisa espontânea do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28). A candidata a deputada federal foi citada por 5,49% dos entrevistados quando questionados sobre em quem votariam para deputado federal caso as eleições fossem realizadas hoje.

Na sequência do levantamento aparecem o deputado federal General Girão (PL), com 2,21% das intenções de voto; a deputada federal Natália Bonavides (PT), com 2,13%; e o deputado federal Benes Leocádio (União Brasil), lembrado por 2,11% dos eleitores.

Também entre os nomes mais citados estão o deputado federal Sargento Gonçalves (PL), com 1,99%; a deputada federal Thabatta Pimenta (PSOL), com 1,74%; Juninho Saia Rodada, com 1,66% e a deputada estadual Eudiane Macedo (PV), que aparece com 1,55% das menções.

Além dos oito primeiros nomes, outros candidatos também foram lembrados pelos entrevistados.

O deputado estadual Dr. Bernardo registrou 1,50%; Cabo Deyvison teve 1,40%; o ex-governador Robinson Faria apareceu com 1,39%; o deputado federal João Maia somou 1,07%; enquanto a deputada federal Carla Dickson teve 0,78% das citações.

Maioria ainda não definiu voto para deputado federal
Apesar da presença de nomes já conhecidos da política potiguar, a pesquisa mostra que a disputa por uma cadeira na Câmara Federal ainda está aberta. Na modalidade espontânea, em que o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, 62,35% afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem pretendem votar.

Além disso, 3,88% declararam que votarão em branco, anularão o voto ou não escolherão nenhum candidato.

O elevado índice de indecisão aponta para um cenário de disputa em construção, com possibilidade de mudanças no desempenho dos candidatos ao longo do período eleitoral, principalmente a partir da intensificação das campanhas e da apresentação de propostas aos eleitores.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte.

A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.Nina Souza (PL) aparece como o nome mais lembrado pelos eleitores potiguares na disputa por uma vaga na Câmara Federal, segundo pesquisa espontânea do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28). A candidata a deputada federal foi citada por 5,49% dos entrevistados quando questionados sobre em quem votariam para deputado federal caso as eleições fossem realizadas hoje.

Na sequência do levantamento aparecem o deputado federal General Girão (PL), com 2,21% das intenções de voto; a deputada federal Natália Bonavides (PT), com 2,13%; e o deputado federal Benes Leocádio (União Brasil), lembrado por 2,11% dos eleitores.

Também entre os nomes mais citados estão o deputado federal Sargento Gonçalves (PL), com 1,99%; a deputada federal Thabatta Pimenta (PSOL), com 1,74%; Juninho Saia Rodada, com 1,66% e a deputada estadual Eudiane Macedo (PV), que aparece com 1,55% das menções.

Além dos oito primeiros nomes, outros candidatos também foram lembrados pelos entrevistados.

O deputado estadual Dr. Bernardo registrou 1,50%; Cabo Deyvison teve 1,40%; o ex-governador Robinson Faria apareceu com 1,39%; o deputado federal João Maia somou 1,07%; enquanto a deputada federal Carla Dickson teve 0,78% das citações.

Maioria ainda não definiu voto para deputado federal
Apesar da presença de nomes já conhecidos da política potiguar, a pesquisa mostra que a disputa por uma cadeira na Câmara Federal ainda está aberta. Na modalidade espontânea, em que o eleitor responde sem receber uma lista de candidatos, 62,35% afirmaram não saber ou preferiram não responder em quem pretendem votar.

Além disso, 3,88% declararam que votarão em branco, anularão o voto ou não escolherão nenhum candidato.

O elevado índice de indecisão aponta para um cenário de disputa em construção, com possibilidade de mudanças no desempenho dos candidatos ao longo do período eleitoral, principalmente a partir da intensificação das campanhas e da apresentação de propostas aos eleitores.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026.

O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte.

A margem de erro é de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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STYVENSON NA LIDERANÇA, ZENAIDE EM SEGUNDO E EMPATE TRIPLO EM TERCEIRO

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A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28), mostra Styvenson Valentim (Podemos) ampliando a liderança na disputa pelo Senado no Rio Grande do Norte. O levantamento foi realizado entre os dias 23 e 25 de agosto, já com as candidaturas registradas e a campanha eleitoral oficialmente em andamento.

Como neste ano cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, a pesquisa apresenta as intenções para o primeiro e o segundo votos, além do resultado unificado, que reúne as duas escolhas dos entrevistados.

Nesse resultado, Styvenson lidera com 23% das intenções de voto, seguido por Zenaide Maia (PSD), com 15,5%. A diferença entre os dois primeiros colocados é de 7,5%.

Na sequência, a disputa fica mais equilibrada. Samanda de Lula (PT) registra 7,77%, Coronel Hélio (PL), 7,59%, e Rafael Motta (PDT), 7,55%. Os três aparecem tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,53%.

Com percentuais menores aparecem Sandro Pimentel (PSOL), com 1,1%; Tércio Tinoco (União Brasil), com 0,9%; Luciana Lima (PSTU), com 0,7%; Rosália Fernandes (PSTU), com 0,5%; Clóvis Costa, do Coletivo Nós (Agir), e Linhares Jibóia (DC), com 0,3% cada; e Gari Wendell Batista (Agir) e Sônia Godeiro (PSOL), com 0,2% cada.

Os eleitores que não sabem ou não responderam representam 19,5%, enquanto 15% disseram não escolher nenhum dos candidatos ou optar pelo voto branco ou nulo.

Líderes crescem em relação a agosto
Na comparação com a pesquisa divulgada em 14 de agosto, os três primeiros colocados no resultado unificado avançaram. Styvenson passou de 19,78% para 23,02%, crescimento de 3,24%. Zenaide saiu de 13,01% para 15,45%, alta de 2,44%, enquanto Samanda passou de 6,62% para 7,77%, avanço de 1,15%.

Styvenson, além de registrar o maior crescimento entre os três, aumentou a distância para Zenaide. A vantagem sobre a segunda colocada passou de 6,77% na rodada anterior para 7,57% no levantamento atual.

Primeiro e segundo votos
Quando considerada apenas a primeira escolha dos entrevistados, Styvenson amplia a vantagem e alcança 31,40%. Zenaide aparece com 15%, seguida por Samanda, com 8,52%; Rafael, com 7,84%; e Coronel Hélio, com 6,35%. Outros 15,04% não sabem ou não responderam e 12,66% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

No segundo voto, o cenário se inverte entre os dois primeiros. Zenaide assume numericamente a liderança, com 15,90%, enquanto Styvenson registra 14,63%. Os dois estão em empate técnico.

Coronel Hélio aparece em seguida, com 8,83%, Rafael tem 7,27% e Samanda, 7,02%.

A indefinição também é maior na segunda escolha: 23,93% não sabem ou não responderam e 17,31% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

Rejeição
Na rejeição, Samanda aparece com o maior percentual: 10,88% afirmam que não votariam nela de jeito nenhum. Coronel Hélio vem em seguida, com 9,59%, e Styvenson registra 8,64%. Zenaide tem 6,13% e Rafael, 3,09%.

Outros 21,33% não sabem ou não responderam à pergunta, 21,44% indicaram nenhum, branco ou nulo e 8,38% afirmaram que votariam em todos.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. O levantamento tem margem de erro de 2,53%, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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CADU CRESCE, ALLYSON CAI E ÁLVARO FICA ESTÁVEL APÓS PASSAGEM DE LULA NO RN

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A pesquisa DataVero/Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28), mostra movimentos distintos entre os três principais candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Allyson Bezerra (União Brasil) mantém a liderança, mas recua na comparação com a rodada anterior quando são apresentados seus apoios políticos. Cadu de Lula (PT), por sua vez, cresce, enquanto Álvaro Dias (PL) perde espaço na estimulada, reduzindo a distância entre os dois na disputa seguinte.

No cenário com apoios, Allyson é apresentado ao lado de José Agripino Maia, Garibaldi Alves e Robinson Faria e passa de 37,81%, em 14 de agosto, para 34,94% agora, queda de 2,87 pontos, fora da margem de erro, que é de 2,53%. Álvaro, associado a Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho e Paulinho Freire, oscila de 25,37% para 25,85%, alta de 0,48 ponto percentual. Já Cadu, vinculado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e à governadora Fátima Bezerra, oscila de 22,66% para 23,21%, crescimento de 0,55 ponto percentual.

As movimentações reduzem a vantagem de Allyson sobre Álvaro de 12,44 para 9,09 pontos. Entre Álvaro e Cadu, a distância, que já era pequena, passa de 2,71 para 2,64 pontos, mantendo os dois tecnicamente empatados, considerando a margem de erro de 2,53%.

Cenário sem apoios
Ainda no cenário estimulado, mas sem a indicação dos apoios, a aproximação entre segundo e terceiro colocados é mais acentuada. Cadu cresce 3,06 pontos, de 14,56% para 17,62%, enquanto Álvaro recua 2,41 pontos, de 26,48% para 24,07%. A distância entre os dois cai de 11,92 para 6,45 pontos. Allyson permanece praticamente estável nesse cenário, passando de 37,31% para 37,21%.

Entre os demais candidatos, Professor Robério Paulino (PSOL) registra 0,79%; Rodrigo Bolsonaro (Agir), 0,66%; Carlos Jararaca (DC), 0,15%; Dario Barbosa (PSTU), 0,08%; e Arinalda do MLB (UP), 0,06%. Henrique Lira (PCO) não pontuou. Outros 9,33% não sabem ou não responderam e 10,04% indicaram nenhum candidato, branco ou nulo.

O levantamento é o primeiro realizado após o ato político com a presença de Lula em Natal. A coleta ocorreu entre os dias 23 e 25 de agosto, já com as candidaturas registradas e a campanha oficialmente em andamento.

Espontânea tem 42,55% sem definição
Na pesquisa espontânea, quando nenhum nome é apresentado, Allyson também lidera, com 25,51%. Álvaro aparece com 16,98% e Cadu, com 11,49%, deixando uma diferença de 5,49 pontos entre o segundo e o terceiro colocados.

A maior parcela, porém, permanece entre os eleitores que ainda não apontam espontaneamente um candidato: 42,55% não sabem ou não responderam. Outros 2,78% declararam nenhum candidato, branco ou nulo.

Mesmo sem disputar o Governo, Fátima Bezerra foi citada por 0,41%. Getúlio Rêgo recebeu 0,08%, enquanto Lula, Dr. Bernardo e Robinson Faria registraram 0,07% cada.

Cadu e Álvaro lideram rejeição
Na rejeição, Cadu aparece numericamente com o maior percentual, 22,65%, seguido por Álvaro, com 22,18%. A diferença de apenas 0,47 ponto mantém os dois tecnicamente empatados. Allyson registra 9,53% e Rodrigo Bolsonaro, 7,07%.

Os três principais candidatos tiveram aumento na rejeição em relação a 14 de agosto. Cadu passou de 19,58% para 22,65%; Álvaro, de 19,12% para 22,18%; e Allyson, de 7,90% para 9,53%.

Dados da pesquisa
A pesquisa DataVero/Diário do RN ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte entre os dias 23 e 25 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2,53%, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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LULA LIDERA COM O DOBRO DAS INTENÇÕES DE VOTO CONTRA FLÁVIO BOLSONARO NO RN

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A mais recente Pesquisa estimulada do Instituto DataVero, em parceria com o Diário do RN, divulgada nesta sexta-feira (28), para a disputa pela Presidência da República mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto no Rio Grande do Norte, com 54,38%. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 25,60%, uma diferença de 28,78 pontos percentuais.

Os demais candidatos registram percentuais inferiores a 2%. Renan Santos (Missão) aparece com 1,99%; Ronaldo Caiado (PSD), com 1,80%; Zema (Novo), com 1,31%; Escritor Augusto Cury (Avante), com 0,95%; Clariana Barao (DC), com 0,08%; Leonardo Avalanche (PRTB), com 0,07%; e Samara Martins (UP), com 0,05%.

Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO) e Veterinário Wilson Grassi (Democracia Cristã) não pontuaram na pesquisa.

Entre os entrevistados, 4,36% afirmaram não saber ou não responderam em quem votariam, enquanto 9,42% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos apresentados.

Pesquisa mostra mudanças no cenário
Na comparação com o levantamento anterior do Instituto DataVero, divulgado em 14 de agosto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilou de 58,59% para 54,38%, uma variação de 4,21 pontos percentuais para baixo. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) passou de 24,68% para 25,60%, dentro da margem de erro da pesquisa.

Entre os demais nomes, Renan Santos (Missão) avançou de 1,00% para 1,99%, Ronaldo Caiado (PSD) variou de 1,67% para 1,80%, Romeu Zema (Novo) passou de 1,02% para 1,31% e o escritor Augusto Cury (Avante) oscilou de 0,93% para 0,95%.

O percentual de eleitores que disseram não saber ou não responder passou de 5,16% para 4,36%.

Já os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato aumentaram de 6,59% para 9,42%.

Flávio Bolsonaro lidera o índice de rejeição com 51,40%. Lula aparece com 27,27%

O levantamento também mediu a rejeição aos candidatos. Flávio Bolsonaro lidera esse indicador, citado por 51,40% dos entrevistados como o nome em que não votariam de jeito nenhum.

Lula aparece em segundo lugar, com rejeição de 27,27%.

Os demais candidatos registraram índices inferiores a 1%. Renan Santos foi citado por 0,29% dos entrevistados. Ronaldo Caiado, Clariana Barao, Zema e Hertz Dias tiveram 0,18% cada. Edmilson Costa e Veterinário Wilson Grassi registraram 0,12%, enquanto Leonardo Avalanche, Rui Costa Pimenta, Samara Martins e Escritor Augusto Cury apareceram com 0,06% cada.

Ainda segundo a pesquisa, 13,96% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder à pergunta sobre rejeição. Outros 5,01% afirmaram que não rejeitam nenhum dos nomes apresentados, enquanto 0,87% disseram que votariam em todos os candidatos listados.

Metodologia
A pesquisa DataVero é do tipo quantitativa e foi realizada entre os dias 23, 24 e 25 de agosto de 2026. O levantamento ouviu 1.500 eleitores em 50 municípios do Rio Grande do Norte e tem margem de erro de 2,53 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-03434/2026 e RN-06156/2026.


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SANTA CRUZ DEBATE CRIAÇÃO DE NOVA DIOCESE DURANTE AUDIÊNCIA PÚBLICA

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A Câmara Municipal de Santa Cruz realiza, nesta quinta-feira (27), às 10h, uma audiência pública para discutir a proposta de criação da Diocese de Santa Rita de Santa Cruz, que deverá abranger municípios das regiões Agreste, Potengi e Trairi. A iniciativa prevê o desmembramento do território atualmente pertencente à Arquidiocese de Natal.

O encontro contará com a participação do bispo auxiliar de Natal, Dom José Silvio Brito, que apresentará informações sobre o projeto e esclarecerá dúvidas da população. A audiência é aberta a autoridades, representantes de instituições, lideranças religiosas e à comunidade.

Segundo o pároco da Igreja Matriz de Santa Rita de Cássia, padre Vicente Fernandes, a criação da Diocese representa benefícios que vão além do aspecto religioso.

“Uma criação de uma diocese tem a importância não somente religiosa, mas social, econômica, cultural e, acima de tudo, pastoral”, afirmou.

Durante a audiência, serão apresentados os principais pontos que fundamentam a proposta de criação da nova Diocese. Entre eles está a redução da área territorial da Arquidiocese de Natal, com o objetivo de aproximar a estrutura administrativa e pastoral das comunidades da região.

Padre Vicente explica que a mudança busca fortalecer o trabalho evangelizador e facilitar a gestão da Igreja.

“Tem um projeto. A primeira proposta é diminuir o território da outra (Arquidiocese de Natal).

Para melhor se ter um trabalho pastoral e evangelizador. Está mais perto do povo; descentralizar o trabalho burocrático administrativo. Também serão apresentados a questão econômica; pastoral e a infraestrutura”, explicou.

Para o sacerdote, a presença da população é importante para que os fiéis compreendam o processo e acompanhem a construção da proposta.

“A população tem que estar por dentro dessa situação, para ter o conhecimento do que está acontecendo dentro da realidade territorial e paroquial. O nosso povo é católico e como católico deve estar dentro dessa realidade para poder opinar e ver a bondade e desenvolvimento do projeto”, destacou.

Festival arrecadará recursos para reforma
Além das discussões sobre a futura Diocese, a Paróquia de Santa Rita de Cássia também promoverá um festival de prêmios para arrecadar recursos destinados à reforma de um prédio da instituição.

“Estamos realizando um festival de prêmio (dia 20 de setembro, às 17h, aqui em Santa Cruz). O festival de prêmio é para angariar recursos para a reforma do prédio”, informou o padre Vicente.

A audiência pública será realizada na sede da Câmara Municipal de Santa Cruz, a partir das 10h desta quinta-feira (27).


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RN GANHA DESTAQUE NACIONAL COM JOVENS QUE FAZEM CIÊNCIA NAS ESCOLAS

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O Rio Grande do Norte ganhou destaque nacional no Prêmio Pop Ciência 2026, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com o reconhecimento de sete crianças e adolescentes na categoria Embaixadores Mirins Pop Ciência. O resultado definitivo foi divulgado nesta terça-feira (25).

A categoria reconhece jovens de 6 a 17 anos que desenvolvem ações para aproximar a ciência de outros estudantes, por meio de experimentos, projetos, apresentações, conteúdos digitais e outras iniciativas de divulgação científica. Criada em 2024, a proposta busca mostrar que crianças e adolescentes também podem produzir conhecimento e atuar como protagonistas da ciência.

Entre os potiguares reconhecidos estão Rebeca Stefani Alves, de 16 anos, e Mariana Pimenta, de 14 anos. As duas estudam na Escola Estadual Imperial Marinheiro, no bairro Nordeste, em Natal, e participam do Programa Meninas no Espaço, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O Prêmio Pop Ciência possui nove categorias: Divulgador Científico; Espaços Científico-Culturais; Feiras e Mostras Científicas; Concursos, Competições e Olimpíadas Científicas; Diversidade na Ciência; Clube de Ciência; Instituições; Governo Pop; e Embaixadores Mirins Pop Ciência.

O resultado preliminar da categoria Embaixadores Mirins havia selecionado 129 jovens em todo o país. Diferentemente das demais categorias, o período de recursos dessa modalidade já foi encerrado.

Ciência produzida dentro da escola
Rebeca conta que fez a inscrição para o prêmio de forma independente, com autorização da mãe.

Para ela, o reconhecimento representa uma oportunidade de continuar aprendendo e incentivar outros jovens a se aproximarem da ciência.

“Eu me sinto muito feliz, eu me sinto muito realizada. Eu espero que eu consiga representar bem”, afirma.

A estudante participa do Programa Meninas no Espaço e de projetos relacionados à ciência oceânica. Em 2025, integrou uma equipe que participou da Feira Nacional GLOBE Brasil, com trabalhos sobre mudanças climáticas e a presença de mosquitos na escola, localizada próxima a uma área de mangue.

Para investigar o problema, os estudantes instalaram armadilhas em diferentes pontos da escola e acompanharam diariamente as temperaturas. Após a identificação de larvas, realizaram análises em microscópio para identificar o gênero dos mosquitos.

“É uma sensação boa saber que eu estou promovendo a ciência, estou participando de projetos, estou conquistando várias coisas. Principalmente se eu parar para pensar que há alguns anos eu nem imaginava que eu poderia estar participando disso tudo”, relata.

Rebeca também destaca o papel do reconhecimento como incentivo para outros estudantes.

“Representa uma oportunidade de aprender mais sobre a ciência e de mostrar também para os jovens que eles podem fazer parte desse mundo”, diz.

Da cultura oceânica à pesquisa científica
Mariana Pimenta, de 14 anos, está no 9º ano e também descobriu o edital pelas redes sociais. Após conversar com a mãe, preparou o portfólio e realizou a inscrição.

“Me sinto feliz, pois vejo que aos poucos estou conseguindo construir uma jornada acadêmica robusta com possibilidades de grande crescimento profissional”, afirma.

A estudante entrou na pesquisa científica em 2024, por meio do Clube de Cultura Oceânica, com o projeto “Mar da Nossa Escola”. A iniciativa desenvolve ações na escola e mantém conteúdos de divulgação científica nas redes sociais. O projeto foi selecionado para apresentação na 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, em Brasília.

Mariana também participa do Programa Meninas no Espaço, onde pesquisa a relação entre mudanças climáticas, Antártica, manguezais e proliferação de mosquitos na área próxima à escola.

Ela acumula ainda participações em olimpíadas científicas. Na Olimpíada do Oceano, conquistou sete medalhas em modalidades nacionais, regionais e internacionais. Na Feira Nacional GLOBE Brasil, participou dos projetos “Do Mangue ao Gelo” e “Quando a escola esquenta os mosquitos aparecem”, premiados nas modalidades maquete e pôster.

Para Mariana, a presença de meninas nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática é fundamental para ampliar a diversidade científica.

“A inserção de jovens, principalmente meninas, na área STEAM é de grande importância para se alcançar a igualdade de gênero, desenvolver nossas habilidades e potenciais, trazer novas visões e promover possíveis mudanças e soluções”, afirma.

A estudante também produziu uma história em quadrinhos sobre o projeto dos mosquitos, reunindo registros das etapas da pesquisa. O material foi levado e distribuído durante a 79ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no Rio de Janeiro.

Professora destaca protagonismo das estudantes
A trajetória das jovens é acompanhada pela professora Luciana Fentanes, doutora em Bioquímica e Biologia Molecular. Para ela, o resultado representa uma etapa importante no processo de autonomia das estudantes.

“Foi muito gratificante, principalmente para mim, como professora delas, saber que elas já estão nesse grau de maturidade, ao ponto de se inscreverem sozinhas e conquistarem um prêmio”, afirma.

Segundo Luciana, as estudantes participaram da construção dos projetos ao longo dos últimos meses, mas a inscrição no Prêmio Pop Ciência foi uma oportunidade para que demonstrassem, sozinhas, a confiança no trabalho desenvolvido.

“Nós construímos o Meninas no Espaço juntas, mas agora essa etapa elas fizeram sozinhas, justamente para trabalhar essa parte da confiança no que tinham feito e na competência que têm para fazer”, explica.

A professora também destaca os resultados obtidos pelas estudantes em outras competições. Na Feira Nacional GLOBE, a equipe conquistou primeiro lugar na modalidade maquete e terceiro lugar no pôster.

Para Luciana, o impacto vai além dos prêmios e já aparece nas perspectivas acadêmicas das estudantes. Rebeca, que está na primeira série do ensino médio, pretende cursar Biologia.

Mariana, no 9º ano, planeja tentar uma vaga no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN).

Professora da UFRN também é reconhecida
O RN também aparece no Prêmio Pop Ciência 2026 com a professora Mariana Rodrigues de Almeida, da UFRN. Ela foi selecionada na categoria Diversidade na Ciência, voltada a iniciativas que ampliam a participação de grupos historicamente sub-representados na ciência, incluindo mulheres e meninas.

“Eu fiz a candidatura, que é para categoria Diversidade. Tinha apenas uma vaga e conseguimos.

Ganhar esse prêmio é assim um sonho sendo reconhecido”, afirma.

À frente do Programa Meninas no Espaço, a professora desenvolve ações de educação e popularização científica voltadas principalmente a meninas de escolas públicas, aproximando universidade, pesquisadores, professores e estudantes.

Para Mariana, o reconhecimento representa não apenas uma conquista pessoal, mas o resultado de uma trajetória construída coletivamente com estudantes, professores e instituições.

“Para mim, esse prêmio significa muito mais do que um reconhecimento individual. Ele representa o resultado de uma caminhada construída com muitas meninas, muitos professores, escolas, pesquisadores, instituições e parceiros que acreditaram nesse trabalho”, destaca.

Segundo a professora, um dos principais objetivos do trabalho é ampliar os horizontes das estudantes e apresentar possibilidades que muitas vezes não fazem parte de sua realidade cotidiana.

“O que mais me emociona é dar voz a essas meninas e criar oportunidades para que elas conheçam realidades, experiências e possibilidades diferentes daquelas com as quais estão acostumadas em seu cotidiano. É permitir que conheçam a universidade, a pesquisa, a ciência e novos caminhos que talvez antes pareciam distantes”, afirma.

Mariana também destaca o impacto de acompanhar a evolução das estudantes ao longo dos projetos.

“É acompanhar a transformação de cada uma, perceber a dedicação e a vontade de aprender, pesquisar e mudar a própria história. É vê-las descobrindo que são capazes e começando a sonhar.


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TBT: GARIBALDI É REELEITO GOVERNADOR EM PRIMEIRO TURNO NO PLEITO DE 1998

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A eleição estadual de 1998 escreveu um capítulo inédito na política do Rio Grande do Norte.

Quatro anos depois de chegar ao Governo, Garibaldi Alves Filho (PMDB) voltou às urnas e conquistou um novo mandato ainda no primeiro turno, tornando-se o primeiro governador reeleito da história potiguar. Ao seu lado estava novamente Fernando Freire (PPB), vice desde 1995 e personagem de uma aliança que atravessaria os dois mandatos.

Fernando e Garibaldi construíram uma forte parceria ao longo dos anos – Foto: Reprodução

Realizado em 4 de outubro, o pleito foi o primeiro no Estado sob as novas regras que permitiam a reeleição consecutiva para cargos do Executivo. Garibaldi aproveitou a possibilidade recém-incorporada ao sistema eleitoral brasileiro e submeteu seu primeiro mandato à avaliação dos eleitores.

A disputa recolocou frente a frente dois nomes centrais da política potiguar. Garibaldi enfrentou José Agripino Maia (PFL), ex-governador e senador, retomando nas urnas a tradicional rivalidade entre os grupos Alves e Maia. O candidato governista concorria pela coligação Unidade Popular, formada por PMDB, PPB e outros sete partidos, enquanto Agripino liderava a Vontade do Povo, que reunia PFL, PSB, PSDB, PTB, PL, PV e PSL.

Garibaldi recebeu 560.667 votos, equivalentes a 50,17% dos votos válidos, garantindo a vitória por uma margem estreita sobre o limite necessário para evitar o segundo turno. Agripino ficou em segundo lugar, com 462.177 votos, ou 41,36%.

A eleição contou ainda com Manoel Duarte (PT), que recebeu 75.164 votos (6,73%); Dário Barbosa (PSTU), com 8.124 (0,73%); Roberto Ronconi (PSN), com 6.538 (0,58%); e Marcônio Cruz (PSC), com 4.865 (0,43%).

O resultado renovou por mais quatro anos a chapa formada em 1994. Garibaldi e Fernando Freire tomaram posse novamente em 1º de janeiro de 1999, inaugurando o segundo mandato consecutivo.

Eleição plebiscitária
Mais de duas décadas depois, Fernando Freire define aquela disputa como uma eleição essencialmente “plebiscitária”. Em entrevista ao Diário do RN, o então vice-governador recorda que a campanha foi construída principalmente em torno da avaliação do primeiro mandato de Garibaldi.

“Essa campanha, na verdade, foi um plebiscito. Foi plebiscitária porque era uma campanha de reeleição. Ser reeleito no primeiro turno, com mais de 50% dos votos, pode ser considerado um reconhecimento pelo trabalho feito na primeira gestão”, avaliou.

Na lembrança de Freire, a disputa não teve episódios excepcionais ou grandes mudanças de estratégia. O eixo central foi a prestação de contas do governo iniciado em 1995 e a defesa da continuidade administrativa.

“A campanha seguiu um curso normal. Foi uma campanha de prestação de contas da gestão anterior. Não teve nada de extraordinário, nada fora do padrão”, recordou.

A vitória por pouco acima dos 50% necessários para encerrar a eleição no primeiro turno reforçou justamente esse caráter apontado pelo ex-vice. A população não escolhia apenas entre candidaturas diferentes, mas decidia se a gestão iniciada quatro anos antes deveria permanecer no comando do Estado.

O resultado também consolidou a trajetória eleitoral de Garibaldi. Antes de chegar ao Governo, ele havia exercido quatro mandatos de deputado estadual, sido prefeito de Natal e eleito senador. Em 1994, derrotou Lavoisier Maia no primeiro turno e, quatro anos depois, conseguiu renovar o mandato, com uma nova vitória sobre a família Maia, desta vez diante de José Agripino, primo de Lavô, como Lavoisier era mais conhecido.

Uma vice-governadoria ativa
A relação entre Garibaldi e Fernando Freire foi além da composição eleitoral. Filho de Jessé Freire, Fernando havia ingressado na política após a morte do irmão, Jessé Freire Filho, em 1988.

Foi eleito deputado federal em 1990 e, quatro anos depois, deixou Brasília para compor a chapa de Garibaldi como candidato a vice-governador.

Em 1998, foi reconduzido ao cargo e afirma que sua participação na administração estadual era mais intensa do que a função formal de vice poderia sugerir. Segundo ele, a relação política com Garibaldi evoluiu para uma proximidade pessoal e uma dinâmica de confiança dentro do Governo.

“A minha participação como vice-governador era ativa. Eu representava um partido que tinha uma bancada importante na Assembleia Legislativa. Havia um entendimento perfeito, que se transformou numa amizade pessoal e persiste até hoje”, afirmou.

Essa confiança, segundo Freire, fazia com que ele assumisse o Executivo com frequência durante as ausências do titular. A experiência acabaria sendo importante para o momento em que, anos depois, assumiria definitivamente o Governo.

“Quando o governador viajava, ele passava o Governo. Eu assumi dezenas de vezes. Então havia uma transição muito pacífica, muito tranquila”, relembrou.

A sucessão definitiva aconteceria em 2002. Garibaldi renunciou ao Governo para disputar uma vaga no Senado, e Fernando Freire assumiu o comando do Estado nos meses finais daquele mandato. “Foi uma transição muito pacífica, muito tranquila. Era uma missão de continuidade mesmo”, relembrou Fernando Freire.

Na eleição daquele mesmo ano, tentou permanecer no cargo e conquistar um mandato próprio à frente do Executivo. Avançou ao segundo turno, mas acabou derrotado por Wilma de Faria, que venceu com 61,05% dos votos válidos e se tornou a primeira mulher eleita governadora do Rio Grande do Norte.

Senado e proporcionais
A eleição de 1998 também definiu uma vaga para o Senado. Fernando Bezerra (PMDB), que já exercia o mandato após ter assumido a cadeira deixada por Garibaldi em 1994, foi eleito com 539.197 votos, correspondentes a 52,34%.

Carlos Alberto de Sousa (PSDB) terminou em segundo lugar, com 353.414 votos (34,31%), seguido por Hugo Manso (PT), com 122.857 (11,93%), e Sônia Godeiro (PSTU), com 14.633 (1,42%).

Na Câmara dos Deputados, oito parlamentares foram eleitos. Henrique Eduardo Alves (PMDB) foi o mais votado, com 163.572 votos, seguido por Iberê Ferreira (PPB), com 103.099. A bancada também contou com Múcio Sá, Lavoisier Maia, Betinho Rosado, Ney Lopes, Ana Catarina Alves e Laíre Rosado.

Na Assembleia Legislativa, Álvaro Dias foi o candidato mais votado, com 45.260 votos. Entre os eleitos também estavam Carlos Eduardo Alves, Márcia Maia, Fátima Bezerra, Robinson Faria, Ricardo Motta, Nelter Queiroz, Getúlio Rêgo e outros nomes que permaneceriam em evidência na política estadual nos anos seguintes.


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CANDIDATOS A VICE REFORÇAM PALANQUES E DISPUTAM ESPAÇO NOS PRIMEIROS DIAS DE CAMPANHA

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Os primeiros dez dias oficiais da campanha eleitoral no Rio Grande do Norte intensificaram a movimentação das chapas que disputam o Governo do Estado. Desde 16 de agosto, candidatos têm ampliado agendas de rua, viagens ao interior, reuniões com lideranças e encontros com eleitores. Ao Diário do RN, candidatos a vice-governador avaliaram esse primeiro momento da corrida eleitoral e destacaram as impressões colhidas no contato direto com a população.

Na chapa de Álvaro Dias (PL), Babá Pereira (PL) afirmou que chega a esta fase da disputa com confiança e motivação. O candidato a vice colocou o desejo de mudança no comando do Estado como uma das principais mensagens identificadas durante as agendas realizadas desde o início da campanha.

“Com muita confiança e motivação, o desejo que ouço nas ruas: o RN precisa mudar! E quem melhor defende, sustenta a mudança é a nossa candidatura. E vamos vencer para mudar o nosso Estado, fazê-lo melhor nas áreas onde mais as pessoas precisam”, afirmou.

A avaliação reforça o discurso adotado pela candidatura de Álvaro, que busca se apresentar como alternativa à atual gestão estadual. Nesses primeiros dez dias, a chapa tem apostado no contato com eleitores e lideranças políticas para ampliar sua presença em diferentes regiões do Estado.

“Olho no olho”
Na chapa governista, Larissa Rosado (PT), candidata a vice de Cadu de Lula (PT), destacou a intensidade do início da disputa e a receptividade encontrada durante as agendas. Com trajetória política construída principalmente em Mossoró e na região Oeste, ela afirmou que tem percorrido diferentes regiões e retomado o contato direto com os eleitores.

“Esses primeiros dias de campanha têm sido muito intensos e, ao mesmo tempo, muito gratificantes. Tenho encontrado pessoas em todas as regiões, reencontrado amigos, ouvido muito e sentido uma receptividade muito bonita à nossa caminhada”, avaliou.

Larissa também destacou o papel que pretende desempenhar ao lado de Cadu e apontou a experiência acumulada ao longo da vida pública como uma das contribuições à chapa. “Estou vivendo essa missão de vice com muita responsabilidade, somando à trajetória de Cadu e levando também a experiência que construí ao longo da minha vida pública”, afirmou.

O contato direto com o eleitor, segundo ela, deve permanecer como uma das prioridades ao longo da disputa. “Campanha é rua, é olho no olho, é escuta. E esses primeiros dias só aumentaram a minha disposição de trabalhar pelo Rio Grande do Norte ao lado do time de Lula”, acrescentou.

As avaliações também refletem os diferentes discursos levados pelas chapas às ruas. Enquanto Babá reforça a mudança defendida pela candidatura de Álvaro, Larissa destaca a experiência, a continuidade do grupo governista e a vinculação da chapa de Cadu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O deputado estadual Hermano Morais (MDB), candidato a vice-governador na chapa de Allyson Bezerra (União Brasil), também foi procurado pelo Diário do RN para avaliar os primeiros dias da campanha, mas não retornou o contato até o fechamento desta edição.


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MULHERES AMPLIAM PARTICIPAÇÃO, MAS SEGUEM MINORIA NAS ELEIÇÕES DO RN

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A participação feminina nas eleições do Rio Grande do Norte cresceu de forma discreta entre 2022 e 2026. Levantamento com dados da Justiça Eleitoral mostra que as mulheres passaram de 36,1% para 37,7% dos nomes contabilizados nas disputas estaduais. Apesar do avanço de 1,6 ponto percentual, elas continuam minoria no conjunto das candidaturas e perderam espaço na corrida pelo Governo do Estado.

Em 2022, o RN contabilizou 557 candidaturas aos cargos de governador, vice-governador, senador, suplentes, deputado federal e deputado estadual. Desse total, 201 eram mulheres e 356 homens. Em 2026, são 324 nomes, sendo 122 mulheres e 202 homens, o que representa uma redução geral de 41,8% no número de candidaturas em relação à eleição anterior.

A queda nas candidaturas atingiu os dois gêneros, mas foi maior entre os homens. O total de mulheres caiu 39,3%, de 201 para 122, enquanto o de homens recuou 43,3%, de 356 para 202. É essa diferença que explica o pequeno crescimento proporcional da participação feminina, mesmo diante da queda no número absoluto de candidatas.

Avanço no Senado
A mudança mais expressiva aparece na disputa pelo Senado. Em 2022, apenas uma mulher estava entre os dez candidatos ao cargo, o equivalente a 10%. Quatro anos depois, são cinco entre 14 candidaturas, elevando a participação feminina para 35,7%.

O avanço também ocorre entre as candidaturas a vice-governador. O número de mulheres dobrou, passando de duas, em 2022, para quatro em 2026. Com isso, a representação feminina saltou de 22,2% para 44,4%, aproximando-se do equilíbrio com os cinco homens que disputam o cargo neste ano.

Na corrida pelo Governo, porém, o movimento foi inverso. Em 2022, três dos nove candidatos eram mulheres, participação de 33,3%. Em 2026, apenas uma mulher aparece entre os nove nomes contabilizados, reduzindo a presença feminina para 11,1%.

Nas suplências ao Senado, houve aumento no número absoluto de mulheres. As candidatas a primeira suplente passaram de quatro para cinco, enquanto, na segunda suplência, o número subiu de cinco para seis. Proporcionalmente, entretanto, a participação permaneceu próxima à registrada quatro anos atrás.

Legislativo concentra candidatas
As disputas proporcionais continuam reunindo a maior parte das mulheres na corrida eleitoral.

Em 2022, 114 concorreram a deputada estadual e 72 a deputada federal. Neste ano, são 54 candidatas à Assembleia Legislativa e 47 à Câmara dos Deputados.

A redução acompanha a queda geral no número de concorrentes. Para deputado estadual, o total de candidaturas passou de 320 para 153. Mesmo assim, a participação feminina praticamente não mudou: era de 35,6% em 2022 e está em 35,3% em 2026.

Para a Câmara Federal, o cenário é diferente. As mulheres representavam 38,5% das 187 candidaturas registradas em 2022. Agora, são 47 entre 111 nomes, alcançando 42,3% e registrando avanço de 3,8 pontos percentuais.

O comparativo mostra que o crescimento da participação feminina não ocorreu de maneira uniforme. Enquanto as mulheres ganharam espaço nas disputas para Senado, vice-governadoria e Câmara dos Deputados, perderam representação na corrida pelo Governo. Na Assembleia Legislativa, a proporção permaneceu praticamente estável.

No conjunto das candidaturas, o avanço de 36,1% para 37,7% mantém as mulheres acima do patamar registrado há quatro anos, mas ainda distantes de uma participação equilibrada com os homens na disputa eleitoral potiguar.

Os dados referentes à 2026 foram extraídos nesta terça-feira (25) e ainda podem sofrer alterações conforme o andamento dos registros de candidatura, julgamentos, renúncias ou substituições.


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AOS 91 ANOS, IRACEMA MORAIS CELEBRA O SONHO DA CONCLUSÃO DO ENSINO MÉDIO

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O que te impede de realizar os seus sonhos? Para Iracema Morais, 91 anos, nada é capaz de frustrar o desejo de alcançar os seus planos. No próximo dia 28 de agosto, ela participa da formatura de conclusão do ensino médio.

Iracema conta que sempre quis estudar. Filha única, o pai sentia medo de mandá-la para a escola.

“Eu tinha vontade de estudar. Muita vontade mesmo. Pelejei muito. Com 10 anos, eu entrei na escola, lá em Areia Branca, mas eu era filha única e meu pai tinha medo que acontecesse alguma coisa. Não me deixava ir para a casa de ninguém, nem para escola. Só consegui estudar até a quarta série”, conta.

Quando perguntava ao pai sobre a volta às aulas, a resposta sempre era a mesma: “você já sabe ler e escrever, já sabe demais”.

“Quando eu via fotografia de formatura, coisas de escola, eu tinha muita vontade (de estudar)”, comenta.

O tempo passou, veio o casamento e, dessa união, nasceram 16 filhos. “Aí cadê conseguir estudar com 16 meninos, não é?”, brincou.

A jornada com as crianças em casa não permitia que Iracema tivesse tempo para realizar o próprio sonho, mas não a impedia de lutar para vê-lo realizado nos filhos. Pelo contrário: virou incentivo. “Eu incentivava, mandava estudar, queria que estudassem. E, graças a Deus, todos estudaram”, diz, com um sorriso nos lábios.

Mãe de 16 filhos, avó de 37 netos, bisavó de 27 bisnetos e tataravó de um tataraneto, ela conta que já não acreditava mais que conseguiria voltar um dia para a sala de aula.

“Eu dizia: agora não tem mais jeito não. Com oitenta e tantos anos não têm mais jeito de eu estudar não”, diz.

Após 76 anos desde a última vez que pisou em uma escola, foi em São Paulo do Potengi, a cerca de 64 quilômetros de Natal, na Escola Municipal Cívico-Militar Deputado Djalma Marinho, que ela encontrou a oportunidade de tirar os planos do papel.

Animada, foi para a escola preparada, com material na bolsa e fardada.

“Era assim que eu queria: fardada, com a bolsinha do lado. Eu fui tão feliz que parecia que ia para o céu. Aquela farda, para mim… eu estava no céu!”, conta, sempre com muito sorriso e bom humor.

Terminar o ensino fundamental para ela era pouco. Iracema quis ir adiante.

“Terminei o primário, recebi meu diploma, aí me perguntaram: e agora? Eu disse: vou continuar.

E esse ano, pela graça de Deus, eu estou recebendo o diploma do ensino médio. Tinha aluno lá (na escola), com sessenta e tantos anos já caducando”, descreve Iracema.

Bem-humorada, com uma memória invejável e, como ela mesma costuma dizer, “alegre, bonita, cheirosa e rica”, a jovem de 91 anos, sim, porque ninguém ousa chamá-la de idosa, conta que sempre enfrentou as dificuldades que surgiram ao longo da vida de forma leve e que o segredo é “pensar mais na gente do que nos outros”.

Sobre a volta aos estudos, ela conta que precisou se dedicar ainda mais justamente à matéria em que mais sentia dificuldade: matemática.

“A matéria que eu mais gosto é matemática, a que mais tive dificuldade. Fora ela, português”, afirma.

Nada é capaz de afastar alguém do seu sonho quando se tem força de vontade. A força de Iracema não tem limites. Os joelhos prejudicados, já sem cartilagem, “osso no osso”, não a impediram de estar todas as noites na escola.

“Nunca é tarde para a gente realizar o sonho da vida”, enfatiza.

Para ela, o estudo representa uma das belezas da vida e a idade não é sinônimo de limite.

“Eu digo que ainda vou fazer gastronomia para aprender a cozinhar coisas bem gostosas!”, afirma.

E por que gastronomia? A resposta é simples e direta: “Eu gosto de comer!”

“Crie juízo e coragem”

Sobre quem acha que está “tarde” para voltar aos estudos, o recado é direto:
“Crie juízo e coragem. O negócio é ter fé em Deus e ter força de vontade.”

“Imagine se eu fosse me preocupar com esse monte de filho que eu tenho? Mas eu tinha duas sacolas: uma completa e uma furada. Na completa, eu jogo as coisas boas, na furada eu jogo o que me preocupa. Sempre tive uma vida leve. Três coisas que eu não tenho na minha vida é: pobreza, feiura e tristeza. Eu não sei o que é isso. E vou morrer feliz, se Deus quiser”, destaca.

O aniversário de 91 anos de Iracema foi muito bem comemorado ao lado dos professores e colegas – Foto: Reprodução

“É a morte correndo atrás de mim e eu correndo dela”

“Era assim que eu queria: fardada, com a bolsinha do lado” – Foto: Reprodução

Certa vez, após apresentar pequenos lapsos de memória, os filhos decidiram levá-la ao psiquiatra para avaliar se Iracema poderia estar com Alzheimer.

“Disseram que iam me levar ao médico e eu fui. Cheguei lá, o médico me perguntou: a senhora sabe o seu nome? Eu disse: Iracema Morais da Silva. Depois ele perguntou: sabe a sua idade? Eu falei: nasci no dia 11 de março de 1935. Ele perguntou outras coisas e eu fui respondendo. Aí disse: agora, para encerrar, a senhora tem cartão? Eu disse: tenho. Ele falou: me diga o número dos seus cartões. Eu respondi: o número dos cartões eu não falo para ninguém, que eu não sou doida! Ele disse: a senhora pode ir, que a senhora não tem mal de Alzheimer coisa nenhuma!”, relembra.

Aventureira, como ela mesma se define, para ela não existe essa história de ficar em casa descansando.

“Quando vejo alguém se arrumando para sair, eu pergunto logo: vai para onde? Eu vou também.

Vou viajar para Petrolina (PE) agora”, conta.

Para Iracema, o importante é viver a vida e não se conformar em vê-la passar.

“É a morte correndo atrás de mim e eu correndo dela”, afirma.

Sobre os planos para o futuro, ela nem pensa em parar de viajar e conhecer


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LUIZ BELTRAME: O LUTO E AS RUÍNAS DA INCERTEZA SOB O TETO DE COMPENSADO

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Por trás das paredes frágeis de compensado e cobertas por lonas na ocupação Luiz Beltrame, no conjunto Parque dos Coqueiros, Zona Norte de Natal, a sobrevivência é testada não apenas pela escassez de recursos, mas também pelo rigor das condições climáticas e pelas tragédias da vida. Para mulheres como Tereza e Jarlene, cada tempestade que atinge a capital potiguar representa uma ameaça direta à integridade de suas famílias e de seus lares improvisados sobre a terra batida.

Tereza: “Se eu dormir aqui cai”

Tereza luta para tentar reconstruir o barraco. “Se eu dormir aqui cai” – Foto: Reprodução

Nas chuvas de julho e do início de agosto, a estrutura do barraco de Tereza Cristina da Costa, de 29 anos, não resistiu à força do vento e da água. O lar de lona e compensado ficou parcialmente destruído, forçando-a a buscar abrigo provisório.

“Ficou tudo alagado”, relatou Tereza.

Mãe de seis filhos, ela precisou se deslocar temporariamente para a residência de um parente no Vale Dourado, também na Zona Norte de Natal, enquanto tenta reforçar as frágeis estacas de madeira de sua estrutura. A decisão foi tomada sob o medo iminente do desabamento total.

“Se eu dormir aqui cai”, desabafou, apontando para o que sobrou de seus únicos bens danificados: duas cadeiras e uma mesa de plástico.

A vulnerabilidade habitacional de Tereza soma-se a graves problemas de saúde que marcaram seus últimos anos. Após o diagnóstico de uma grave insuficiência renal, ela precisou passar por um procedimento cirúrgico complexo para a retirada de um de seus rins. Diante da adversidade, ela se apega à espiritualidade para seguir em frente.

“Eu precisei retirar um rim, mas Deus me deu minha cura e estou vivendo minha vida”, disse.

Hoje, além de lutar pelo pão de cada dia como catadora, Tereza enfrenta a batalha de reconstruir o barraco para que possa retornar ao lar com os seus filhos.

Questionada sobre o que mais necessita no momento, com uma certa timidez e simplicidade ao falar, ela responde: lençol, colchão, toalha. Ficou tudo perdido.

Jarlene: “Tem dia que tem, tem dia que não tem”
A dor física e material de Tereza encontra paralelo na dor emocional de sua vizinha, Jarlene Simone da Costa, de 41 anos e mãe de oito filhos, que enfrentou em maio de 2023 a perda de um de seus meninos devido a complicações de uma pneumonia. Jarlene reconta, com a dureza de quem carrega a cicatriz do luto, o desespero de ver o filho adoecer sem a devida assistência.

“Ele ficou internado, mas mandaram ele de volta para casa, quando chegou aqui ele piorou, então levamos ele para o Maria Alice Fernandes. Lá no Maria Alice ele foi bem atendido, fez muitos exames, mas não resistiu”, conta com um olhar vazio.

Após a perda precoce, Jarlene vivenciou duas novas gestações e vê no rosto das filhas caçulas o retrato vivo daquele que partiu: “Elas são a cara dele (do filho falecido), o clone mesmo”.

Na entrada do barraco, uma cerca de arame farpado e um portão improvisado fazem a “segurança” do local. Até chegar a porta de entrada, estão restos de telha, lona, baldes de tinta vazios, brinquedos quebrados, dois colchões velhos e uma geladeira deitada sobre o chão de terra com água acumulada.

Ao passar a porta, logo nos deparamos com um velho fogão com panelas que guardam o pouco que sobrou do almoço: feijão e um pouco de arroz.

Na bancada ao lado do fogão, estavam um pacote de leite em pó, dois quilos de arroz, um caixa de aveia para o mingau das crianças pequenas, um quilo de açúcar, três pacotes de flocão de milho, uma garrafa de temprero, um molho de tomate e uma vasilha com sal. Logo à frente, uma cama de casal quase encostada ao local onde os alimentos são preparados.

Fogão e os poucos alimentos que suprirão a alimentação da família pelos próximos dias se misturam aos lençóis da cama encostada à madeira e lona – Foto: Reprodução

Em um móvel de madeira compensada, Jarlene guarda os poucos lençóis, toalhas e roupas para ela e para os filhos.

Por trás de mais compensado e um lençol amarrado à estrutura de madeira fincada na terra para sustentar o telhado, um vaso sanitário sem instalação de tubulação, um balde para o recolhimento dos dejetos e uma mangueira. Embora hoje comemore ter alimentos básicos como arroz, macarrão e cuscuz para oferecer aos filhos, a ausência de proteínas e a escassez de leite ainda lhe causam profundo sofrimento.

“Tem cuscuz, tem arroz, macarrão. Hoje tem, graças a Deus. Mas a mistura (proteína) não tem”, explica Jarlene.

O momento de maior aflição ocorre quando o leite de suas filhas mais novas acaba. É nesses momentos de dor e aperto que a rede de apoio formada pelas mulheres de Luiz Beltrame se manifesta como o verdadeiro esteio da comunidade.

“Me aperta muito quando acaba o leite das meninas. Tem dia que eu vou para um lado, vou para o outro até conseguir. A gente recebe também o leite do posto, mas quando não tem, eu vou atrás.

Quando falta comida para eles eu choro. Mas elas (Josiana, Tereza e Simone) me ajudam muito”, revela, evidenciando o vínculo de afeto e socorro mútuo que une as moradoras da ocupação.

Abandonadas por seus parceiros e responsáveis sozinhas por famílias numerosas, Tereza e Jarlene encontram na união da comunidade e nos cultos realizados às segundas e sextas-feiras dentro da própria ocupação a força necessária para enfrentar o a dura realidade do cotidiano. “A fé é tudo o que a gente tem”, considera Jarlene.

Sobre o futuro dos seus filhos, ela não tem dúvidas: “Eu estou criando para não ser como o pai deles”.

Inscritas em programas de habitação popular desde 2016, elas resistem sob lonas e compensados à espera de uma vida com estrutura física e social digna.


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NA GESTÃO DE ALLYSON, UMA ASSOCIAÇÃO DE PROTEÇÃO ANIMAL RECORREU AO JUDICIÁRIO PARA COBRAR EMENDAS

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O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) negou, por maioria, os pedidos do deputado federal Sargento Gonçalves para retirada de conteúdos e concessão de direito de resposta contra a 98 FM e a jornalista Anna Ruth Dantas. O julgamento do processo nº 0600520-36.2026.6.20.0000 terminou com placar apertado, de quatro votos a três, após divergência entre os integrantes da Corte.

Com o resultado, o colegiado também revogou a decisão anterior que havia sido favorável ao parlamentar e determinado a retirada das publicações questionadas. Assim, os conteúdos podem permanecer no ar e Gonçalves não terá o direito de resposta solicitado.

A ação tem origem em uma entrevista concedida por Gonçalves ao jornalista Diógenes Dantas, no programa “Contraponto”, da Rádio 96 FM, em 6 de agosto. Na ocasião, o parlamentar falou sobre propostas financeiras que, segundo ele, são apresentadas por eleitores e lideranças durante o período eleitoral. Trechos da entrevista foram posteriormente divulgados em conteúdos que associaram a fala a uma admissão da prática de compra de votos.

“Eu acredito que a campanha, para mim, até pelo estilo de campanha, de mandato que eu tenho, é de fato uma consequência do trabalho desenvolvido na base da compra de votos”, afirmou durante a entrevista. Questionado pelo apresentador se havia dito “compra de votos”, Gonçalves respondeu: “Exato”.

A fala foi repercutida pela 98 FM e pela jornalista Anna Ruth Dantas como uma admissão de compra de votos. Gonçalves contestou a interpretação e sustentou que sua manifestação havia sido retirada de contexto, argumentando que pretendia dizer justamente que não trabalha com esse tipo de prática.

Após o episódio, o deputado também divulgou um vídeo negando ter comprado votos ou lideranças políticas. “Nunca comprei, nem vou comprar. Nem voto, nem liderança”, afirmou.

Gonçalves acusou ainda adversários de utilizarem o trecho para promover uma campanha de desinformação contra ele.

O processo chegou ao plenário do TRE-RN sob relatoria do juiz Lourinaldo Silvestre de Lima Filho. No julgamento, o magistrado votou por acolher a pretensão do parlamentar, mantendo o entendimento favorável à retirada dos conteúdos e ao direito de resposta. O voto foi acompanhado por Hallison Rego Bezerra e Sulamita Bezerra Pacheco.

A corrente divergente, porém, reuniu quatro votos e formou maioria. Daniel Cabral Mariz Maia, Ricardo Procópio Bandeira de Melo, Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro e Maria de Lourdes Medeiros de Azevedo divergiram do relator. Com o placar de quatro votos a três, prevaleceu o entendimento pela rejeição dos pedidos de retirada das publicações e o direito de resposta apresentados por Gonçalves.


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PROMESSAS DE ALLYSON PARA SAÚDE E ANIMAIS CONTRASTAM COM SUA GESTÃO

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O candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, apresenta em seu plano de governo propostas de ampliação e fortalecimento de políticas públicas para profissionais da saúde e para a proteção animal. Os compromissos, entretanto, contrastam com episódios ocorridos durante sua administração à frente da Prefeitura de Mossoró, quando questões envolvendo essas duas áreas chegaram à Justiça.

Na área da saúde, o item 50 do plano de governo, intitulado “Saúde Mental, Envelhecimento e Cuidado Humanizado”, promete, entre outras medidas, “melhores condições de trabalho para os profissionais da saúde”. A proposta coloca a valorização dos trabalhadores como parte das ações que o candidato pretende desenvolver caso chegue ao Governo do Estado.

Em Mossoró, porém, uma controvérsia envolvendo fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais alcançou o Superior Tribunal de Justiça (STJ). A disputa teve origem no Edital nº 01/2023 da Prefeitura de Mossoró. O Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 1ª Região (CREFITO-1) ingressou com mandado de segurança para pedir a retificação do edital e sua adequação à Lei Federal nº 8.856/1994, que estabelece regras sobre a jornada de trabalho dessas categorias.

O Conselho obteve uma decisão favorável no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. Em 20 de junho de 2024, a 3ª Turma do TRF-5 reformou a sentença, reconheceu a legitimidade do CREFITO-1 e determinou o retorno do processo à origem para que o mandado de segurança tivesse regular prosseguimento.

A decisão, porém, não definiu definitivamente qual jornada deveria ser aplicada aos profissionais.

O STJ analisou a legitimidade do CREFITO para questionar o edital e determinou, na prática, a manutenção do entendimento de que o mandado de segurança poderia prosseguir na origem.

CAUSA ANIMAL
Na causa animal, o plano de Allyson também apresenta uma série de compromissos. No item 037, denominado “Causa Animal”, o candidato promete apoiar municípios e consórcios em políticas de proteção e bem-estar animal. Entre as medidas estão ampliação de castrações, vacinação antirrábica, microchipagem, feiras de adoção responsável e combate aos maus-tratos.

O plano prevê ainda integração entre vigilância em saúde, educação ambiental, entidades de proteção e serviços veterinários públicos ou conveniados, com prioridade para animais abandonados, famílias vulneráveis e regiões com maior risco de zoonoses.

Durante a administração de Allyson em Mossoró, entretanto, uma associação de proteção animal precisou recorrer ao Judiciário para cobrar a execução de quatro emendas impositivas de 2022, identificadas pelos números 01, 15, 52 e 77. As emendas haviam sido aprovadas e incluídas na Lei Orçamentária Anual do município.

A Associação Mossoroense de Proteção Animal e Responsabilidade Ambiental pediu à Justiça que determinasse ao Município a adoção das medidas necessárias para a execução dos recursos.

Em 18 de janeiro de 2024, a 2ª Vara da Fazenda Pública de Mossoró negou o mandado de segurança. A sentença, contudo, não declarou que as emendas eram ilegais ou que não deveriam ser executadas. A magistrada destacou que a execução das emendas impositivas é obrigatória, mas está condicionada ao cumprimento de requisitos técnicos e jurídicos.

Segundo a decisão, a associação não conseguiu demonstrar, por meio de prova pré-constituída, a existência de direito líquido e certo à execução imediata dos recursos. A Justiça considerou que seria necessário verificar a existência de eventuais impedimentos técnicos e legais, o que demandaria produção de provas incompatível com o mandado de segurança.

A ação transitou em julgado em 12 de março de 2024 e foi definitivamente arquivada em 24 de maio daquele ano.

O tema voltou a aparecer no orçamento de Mossoró em 2026. A mesma associação consta como beneficiária de duas emendas municipais, identificadas como A71 e A72, de autoria do vereador Jailson Regis Nogueira. Cada uma prevê R$ 10 mil, totalizando R$ 20 mil.

Nos registros consultados, entretanto, a realização financeira aparece zerada para as duas emendas: R$ 0 em cada uma. Assim, embora existam R$ 20 mil previstos, não havia, nos dados analisados, valor realizado registrado.

Os episódios não significam que Allyson tenha sido pessoalmente condenado pelo STJ ou que a Justiça tenha declarado definitivamente irregular a atuação da Prefeitura nos dois casos. Na disputa envolvendo os profissionais de saúde, o STJ decidiu sobre a legitimidade do CREFITO-1 para questionar judicialmente o edital, sem decidir naquele recurso o mérito definitivo da jornada. No caso das emendas destinadas à causa animal, a Justiça não determinou que os valores deveriam ser pagos imediatamente, mas reconheceu que a execução de emendas impositivas é obrigatória quando observados os requisitos legais e técnicos.

O contraste, portanto, está no campo político e administrativo. No plano apresentado aos eleitores potiguares, Allyson promete melhores condições de trabalho para profissionais da saúde e uma política estadual mais ampla de proteção e bem-estar animal. Durante sua gestão em Mossoró, entretanto, uma discussão sobre jornada de duas categorias da saúde chegou ao STJ após recurso do Município, enquanto uma entidade de proteção animal precisou buscar o Judiciário em razão da execução de emendas.


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