NOVO BISPO AUXILIAR DA ARQUIDIOCESE DE NATAL SERÁ ORDENADO NESTA SEXTA

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A ordenação episcopal do Monsenhor José Sílvio de Brito, eleito bispo auxiliar para a Arquidiocese de Natal, acontecerá na próxima sexta-feira, dia primeiro de maio, às 9 horas, na Catedral Metropolitana. O ordenante principal será o arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso, e os co-ordenantes serão Dom Heitor de Araújo Sales, Dom Matias Patrício de Macêdo e Dom Jaime Vieira Rocha, todos arcebispos eméritos de Natal, e Dom Francisco Canindé Palhano, bispo emérito da Diocese de Petrolina (PE).

Sobre a cerimônia
Monsenhor Sílvio, chegará à Catedral Metropolitana, acompanhado do arcebispo Dom João Cardoso, às 8h30. Eles entrarão pela porta principal aspergindo o povo com água benta. Depois de um breve momento de oração, ele será saudado pelo Monsenhor Roberlan Roberto Gomes, vigário episcopal para o clero, e por Dom Francisco de Sales Alencar, presidente do Regional Nordeste 2, da CNBB. Em seguida, Monsenhor Sílvio dirigirá suas palavras aos presentes. Concluído esse primeiro momento, eles seguirão para a paramentação.

A missa iniciará às 9 horas, seguindo o rito normal da celebração. Logo após a leitura do Evangelho, iniciará o rito da ordenação episcopal, com a “apresentação do eleito” e leitura da Bula do Papa Leão XIV nomeando Monsenhor Sílvio como bispo auxiliar da Arquidiocese de Natal.

Após a leitura, o rito da ordenação seguirá com o propósito do eleito, canto da Ladainha de todos os Santos, imposição das mãos, oração consecratória, unção da cabeça, entrega do livro dos Evangelhos e das insígnias episcopais (anel, a cruz peitoral, mitra e báculo). Concluído esse momento, a missa seguirá o roteiro “normal”.

Quem é novo bispo auxiliar
Natural de Cruzeta, cidade localizada na região do Seridó potiguar, Monsenhor Sílvio ingressou no Seminário de São Pedro, da Arquidiocese de Natal, em 1993, onde cursou Filosofia e Teologia.

Foi ordenado sacerdote em 30 de junho de 2000, por Dom Heitor de Araújo Sales. Logo após a ordenação, assumiu a administração da Área Pastoral de Nossa Senhora da Conceição, formada pelos municípios de Santa Maria, Ielmo Marinho e Riachuelo.

Em 2001, foi designado para a função de pároco da Paróquia de Santo Antônio de Pádua, no Parque dos Coqueiros, na zona norte de Natal, onde permaneceu por dez anos. Em 2010, assumiu, como pároco, a Paróquia de Santa Maria Mãe, no Conjunto Santa Catarina, também na zona norte da capital, e lá permaneceu até meados de 2019. Na sequência, foi transferido para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Ceará-Mirim.

Em 2020, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro das Quintas, em Natal, e, em 2023, foi transferido para a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Macaíba, onde permanece até o dia da ordenação episcopal.

No decorrer desses mais de 25 anos como sacerdote, Monsenhor José Sílvio assumiu outras funções, em nível arquidiocesano, como coordenador de zonal, mestre de cerimônias, coordenador do Setor de Leigos, vigário episcopal para o clero e vigário geral da Arquidiocese.

Monsenhor Sílvio foi eleito, pelo Papa Leão XIV, para bispo auxiliar da Arquidiocese de Natal, em 12 de fevereiro de 2026.

Função do bispo auxiliar
A principal função de um bispo auxiliar é colaborar com o bispo diocesano em suas responsabilidades pastorais e administrativas. Ele também substitui o bispo titular na sua ausência ou impedimento.

Edição especial
Na próxima terça-feira, 05 de maio, o Diário do RN traz uma edição especial sobre a trajetória de Dom Sílvio. Reportagens especiais contarão da infância em Cruzeta à descoberta da vocação sacerdotal, o seminário, suas histórias e caminhos percorridos até a posse como bispo auxiliar. A edição também traz uma entrevista exclusiva com o arcebispo metropolitano, Dom João Santos.


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PREFEITO REVELA COMO COMBINOU FRAUDE COM STYVENSON SOBRE EMENDA

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Uma denúncia de possível desvio de finalidade no uso de recursos públicos em Parelhas veio à tona após publicação do Blog do Barreto, que expôs um suposto acordo entre o senador Styvenson Valentim, do Podemos, e o prefeito Dr. Thiago Almeida, do PSDB. Durante a inauguração da escola Inácio Miranda, no dia 29 de março, o próprio senador destacou sua atuação na destinação de recursos e o impacto das obras. “Vocês hoje estão testemunhando porque o dinheiro de vocês, que vocês pagam todos os dias de impostos, que vem para essa mão”, afirmou.

Em outro momento do discurso, o senador reforçou o vínculo com a gestão municipal e novas intervenções: “Eu ligo para Tiago e ele diz, vamos ajeitar essa escola, senador. A gente está dando, não só uma escola nova, não é só a estrutura, é dignidade. E a gente não vai parar por aqui, eu já estou olhando para outra obra aqui na frente”, completou.

A obra, segundo a denúncia, teria sido viabilizada de forma indireta com recursos originalmente destinados à saúde. A dinâmica foi descrita pelo próprio prefeito em discurso público, ao relatar a conversa com o senador. “Eu disse, senador, eu estou precisando reformar uma escola lá. O senador disse, quanto é que você precisa? Eu disse, dois milhões. Ele disse, eu não tenho isso na educação, mas eu vou fazer o seguinte com você, eu vou mandar pra saúde, o que você gastaria na saúde de recurso próprio, você usa pra reformar a escola. Eu disse, perfeito”, afirmou.

Na sequência, Dr. Thiago reforçou a participação do parlamentar. “É por esse motivo que eles dizem que não foi o senador que fez, mas foi o senador que fez. O senador não tinha emenda de educação, então ele aportou dois milhões a mais na saúde do que ele sempre aportava, pra que eu construísse a escola. Então, essa escola foi de emenda”, declarou, acrescentando que buscava explicar a situação “nos mínimos detalhes”.

Além de fornecer os recursos de forma indireta, o senador também teve o nome incluído na placa inaugural da escola, ao lado da identidade visual de seu mandato, e participou do descerramento durante a cerimônia de entrega. Em vídeos divulgados nas redes sociais, Styvenson aparece percorrendo a unidade e exaltando a transformação do espaço. “Eu estou aqui em Parelhas, olha a escola Inácio Miranda. Gente, reconstruída. Totalmente reconstruída. Treze salas. A escola aqui era um lixo. Renasceu de novo. Linda a escola”, disse.

Placa oficial afirma que obra foi financiada com emenda do senador Styvenson – Foto: Reprodução

Ainda em suas falas, o senador enfatizou o impacto da obra para a população local, especialmente para famílias. “Agora a mãe e o pai vão ter a segurança de deixar o aluno na escola, porque vão receber no celular a mensagem, seu filho entrou na escola. Isso é tranquilidade, isso é dignidade”, afirmou, ao destacar melhorias além da estrutura física.

Durante a agenda no Seridó, Styvenson também mencionou outras entregas realizadas no mesmo dia. “Olha a nossa atividade hoje, bora, vamos, quatro escolas no dia só”, disse, ao fazer referência a inaugurações simultâneas na região.

A publicação do Blog do Barreto aponta que o arranjo descrito pode configurar desvio de finalidade, ao utilizar recursos de uma área para liberar orçamento municipal a ser aplicado em outra. O caso gerou repercussão política e levanta questionamentos sobre a legalid


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“DEUS NOS LIVRE DE ALLYSON LEVAR ESSA GESTÃO DE MOSSORÓ PARA O ESTADO”

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As críticas à gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra e pré-candidato ao governo do estado voltaram a ganhar destaque em Mossoró após declarações da vereadora Marleide Cunha, do PT, em entrevista ao Diário do RN, nas quais fez um ataque direto à condução dos serviços públicos no município, com foco nas áreas de educação e saúde. Professora de formação, a parlamentar traçou um cenário de precarização e fez um alerta ao projetar a administração local para além da cidade: “Deus nos livre de Allyson levar essa gestão dos serviços públicos de Mossoró para o Estado, porque, além de não haver investimentos reais na melhoria do serviço público, há uma grande perseguição e adoecimento das pessoas”, afirmou, ao criticar o que considera falta de valorização dos servidores.

Na área da educação, Marleide sustenta que a gestão tem priorizado a imagem em detrimento de resultados concretos. Segundo ela, há um descompasso entre o discurso institucional e a realidade enfrentada nas escolas. “A educação de Mossoró vive um tempo de maquiagem, de marketing. O que Mossoró apresenta como educação é uma peça de marketing, que não garantiu melhoria na qualidade nem no acesso, especialmente na educação de jovens e adultos”, declarou.

A parlamentar também criticou o cumprimento do piso salarial do magistério e relacionou a situação decadente dos indicadores do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).

“Desde que foi criado o piso salarial nacional, essa gestão é a que tem o menor índice de cumprimento. Não tem investimento real, Allysson foi o prefeito que menos investiu na educação de Mossoró, com apenas 19,16% dos recursos, bem abaixo do mínimo constitucional de 25%. E isso se reflete na queda do IDEB. Na gestão Allyson, em 2021, o índice caiu para 5,1 e 2023 para 5,6”, completou. Vele lembrar que o Diário do RN trouxe o detalhamento destes dados na edição desta quarta-feira (29).

A vereadora também apontou retrocessos, como a extinção de turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e a falta de professores em disciplinas básicas. “Hoje falta professor de inglês, de matemática, de geografia, de história, faltam pedagogos, e muitos alunos estão sem aula. Isso mostra que não há investimento real na educação”, disse. Ela ainda destacou o impacto da sobrecarga e das condições de trabalho na saúde dos profissionais. “Há um grande processo de desvalorização e adoecimento dos professores”, completou.

Saúde também enfrenta falhas estruturais
As críticas da vereadora também se estendem à área da saúde, especialmente no atendimento odontológico das unidades básicas. Segundo ela, o cenário é de precariedade. “A situação da saúde odontológica em Mossoró é caótica. Além de três unidades interditadas pelo conselho de odontologia, várias unidades não têm atendimento, porque os equipamentos estão quebrados”, relatou.

Marleide detalha que problemas como autoclaves quebradas, cadeiras danificadas e infiltrações impedem o funcionamento regular dos serviços. “Se não tem autoclave, não faz esterilização, então não tem atendimento. Em outras situações é cadeira quebrada, mangueira estourada, infiltração. Não funciona”, afirmou.

Apuração do Diário do RN confirma a dimensão do problema. Ao menos 15 unidades básicas apresentam falhas estruturais nos consultórios odontológicos. Em algumas, equipamentos essenciais estão quebrados, como autoclaves e equipos, enquanto outras enfrentam interdições determinadas pelo Conselho Regional de Odontologia. Há ainda casos de unidades com múltiplas equipes, mas apenas um consultório em funcionamento.

Para a vereadora, o cenário evidencia a falta de prioridade na gestão dos serviços públicos. “Falta investimento também na saúde”, concluiu, ao reforçar que os problemas atingem diretamente a população que depende da rede pública.


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MOVIMENTO POPULAR AUMENTA PRESSÃO POLÍTICA E QUER IMPEACHMENT EM MACAU

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Um movimento popular em Macau tem ganhado força nas últimas semanas ao defender o impeachment da prefeita Flávia Tavares. A mobilização, impulsionada principalmente por manifestações nas redes sociais e vídeos compartilhados por moradores, reflete o aumento da insatisfação com a atual gestão municipal.

Entre as principais críticas apontadas por integrantes do movimento estão problemas relacionados à limpeza urbana, infraestrutura de espaços públicos e promessas de campanha que, segundo eles, ainda não foram cumpridas. Registros em vídeo mostram áreas com acúmulo de lixo, estruturas deterioradas e equipamentos públicos sem manutenção.

Além disso, críticos afirmam que a cidade estaria passando por uma administração sem foco no interesse público, apontando um cenário de instabilidade política e institucional. Também são mencionados conflitos com o Ministério Público, além de denúncias e ações que, segundo os relatos, já estariam sendo analisadas pelo Judiciário. Até o momento, porém, não há confirmação oficial detalhada sobre o andamento ou o mérito desses processos.

Outro ponto que tem sido levantado por integrantes do movimento diz respeito ao histórico político familiar ligado à atual gestão. O ex-prefeito Flávio Veras, pai da prefeita Flávia Tavares, foi alvo de investigações no passado, chegou a ser preso no âmbito da Operação Máscara Negra e leva uma ficha histórica negativa de corrupção envolvendo recursos públicos.

Também são levantados questionamentos sobre decisões administrativas no início da gestão incluindo o uso de decretos de calamidade financeira e a realização de contratações pública, ampliando a possibilidade de contratações sem processos licitatórios convencionais.

Irregularidades já estão sendo apuradas por parte dos órgãos de controle em relação à atual gestão e eventuais denúncias devem ser apuradas por instituições competentes, como o Ministério Público e os tribunais de contas, garantindo o devido processo legal.

Enquanto isso, o cenário em Macau segue marcado pela polarização política, com aumento da pressão popular e expectativa sobre os próximos desdobramentos na administração da cidade.

PRESSÃO SOBRE VEREADORES DEVE AUMENTAR NO SEGUNDO SEMESTRE
A partir do segundo semestre, a tendência é de aumento da pressão popular sobre os vereadores de Macau. Diante do crescimento das críticas à gestão da prefeita Flávia Tavares, moradores e lideranças locais já articulam formas de cobrar um posicionamento mais firme por parte do Poder Legislativo.

Nas redes sociais, o tom das manifestações tem se intensificado, com cobranças diretas aos parlamentares e questionamentos sobre a atuação fiscalizadora da Câmara Municipal. Para parte da população, o momento exige respostas mais claras diante das denúncias e da insatisfação com os serviços públicos.

Nos bastidores, a avaliação é de que o segundo semestre poderá ser decisivo para o cenário político local, com possibilidade de maior mobilização popular, manifestações públicas e ampliação do debate sobre eventuais medidas institucionais.

Especialistas apontam que cabe aos vereadores analisar qualquer pedido formal dentro dos critérios legais, respeitando o devido processo. Ainda assim, o aumento da pressão popular tende a influenciar o ambiente político e a atuação dos parlamentares nos próximos meses.

O movimento tem sido liderado pelo influenciador Ailton Ramos, que tem ganhado destaque ao mobilizar e provocar debates entre os macauenses por meio das redes sociais.

Com vídeos e declarações de tom crítico, Ailton Ramos tem incentivado a população a refletir sobre a atual gestão municipal e a se posicionar diante do cenário político local. Sua atuação tem ampliado a repercussão do movimento e contribuído para intensificar as discussões na cidade.


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GESTÃO DE ALLYSON BEZERRA DERRUBOU O APRENDIZADO E O IDEB DE MOSSORÓ

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Os indicadores mais recentes da educação em Mossoró revelam um cenário de retrocesso ao longo da gestão do prefeito Allyson Bezerra, combinando queda no desempenho escolar, redução de matrículas e investimento abaixo do mínimo constitucional em momentos-chave da administração.

Dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostram que o município não apenas deixou de avançar, como regrediu em indicadores considerados estratégicos. Nos anos iniciais do ensino fundamental, Mossoró saiu de 5,9 em 2019, na gestão Rosalba Ciarlini, para 5,6 em 2023, já sob a gestão Allyson Bezerra. Nos anos finais, a queda foi ainda mais acentuada, passando de 4,7 para 4,3 no mesmo período.

A retração nos índices ocorre em paralelo a um cenário de fragilidade no financiamento da educação. Informações do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) apontam que, em 2021, já sob a atual gestão, Mossoró registrou o menor investimento em educação da última década, com aplicação de apenas 19,16% dos recursos, abaixo do mínimo constitucional de 25%. O percentual representa descumprimento da exigência legal e marca o ponto mais crítico da série histórica recente.

O nível de aprendizado também apresentou queda no período analisado, reforçando o cenário de retrocesso na educação municipal. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o índice caiu de 6,26 em 2019 para 5,9 em 2023. Já nos anos finais, a redução foi de 5,5 para 5,14 no mesmo intervalo, evidenciando perda de desempenho tanto na base quanto na etapa final da formação escolar.

Retrato da Educação em Mossoró
Dados do Censo Escolar 2025, compilados pela plataforma QEdu, apontam retração em etapas fundamentais da rede municipal de ensino de Mossoró. A pré-escola perdeu 431 matrículas entre 2020 e 2025, caindo de 4.498 para 4.067 alunos. No ensino fundamental, a redução também é evidente, com queda de 8.065 para 7.603 estudantes nos anos iniciais e de 4.753 para 4.370 nos anos finais. O detalhamento das séries mostra diminuição especialmente no 3º, 4º e 5º anos, além de recuo no 6º, 7º e 8º anos, indicando dificuldades na permanência e progressão dos alunos ao longo da trajetória escolar.

A retração na base da rede dialoga diretamente com a queda no desempenho educacional observada nos indicadores mais recentes. O cenário mais crítico aparece na Educação de Jovens e Adultos, que praticamente desapareceu, passando de 231 matrículas em 2020 para apenas 8 em 2025. Relatórios do Tribunal de Contas do Estado reforçam esse diagnóstico ao apontarem falhas administrativas e dificuldades na execução de políticas públicas no município. No conjunto, os dados indicam uma educação que perdeu alcance e desempenho nos últimos anos.


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MINEIRO DESAFIA ÁLVARO DIAS E COBRA EXPLICAÇÕES SOBRE OBRAS TRAVADAS

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O debate sobre obras inacabadas em Natal ganhou novo capítulo após declarações do deputado federal Fernando Mineiro, que reagiu às críticas direcionadas ao governo federal e contestou a narrativa de responsabilização do PT pelos entraves em intervenções na capital potiguar.

Para o deputado, existe uma estratégia política em curso para deslocar o foco das responsabilidades do ex-prefeito da capital associando obras inacabadas ao governo federal. De acordo com o parlamentar, a narrativa ignora decisões administrativas locais. “O plano é claro, atribuir ao PT a responsabilidade por obras inacabadas, muitas delas inauguradas de forma apressada pelo próprio ex-prefeito. Isso não é coincidência, é estratégia de marketing eleitoral”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio a um contexto de cobranças da Prefeitura de Natal por liberação de recursos federais. Levantamento recente da gestão aponta cerca de R$ 41 milhões em repasses pendentes, vinculados a convênios nas áreas de mobilidade urbana, infraestrutura e saúde, o que tem impactado diretamente o andamento de obras consideradas estruturantes na cidade.

Na edição de ontem (28) do Diário do RN, o secretário municipal de Planejamento, Vagner Araújo, questionou critérios e deu como exemplo as obras na orla natalense: “Não dá para provar que há motivação política, mas está bem parecido, por conta dessa falta de explicação. Não é técnica. A obra da Praia do Meio, por exemplo, teve a última liberação em junho de 2024. De lá para cá não houve mais nada, então é muito esquisito”, afirmou.

Mesmo diante desse cenário, Mineiro sustenta que é preciso separar responsabilidades e dar transparência aos contratos. “A população está cansada de bravatas. O que se exige são soluções concretas. Por isso, lanço um desafio direto ao ex-prefeito, que apresente uma lista completa de todas as obras inacabadas em sua gestão e explique, de forma objetiva, em quais delas haveria responsabilidade do governo do PT”, disse.

O parlamentar também cobrou detalhamento técnico das intervenções. “Que detalhem os valores envolvidos, quanto foi gasto, qual era o custo inicial, de onde vieram os recursos, os convênios com o governo federal e, principalmente, onde estaria, de fato, a suposta culpa do PT”, acrescentou.

Como exemplo, Mineiro citou o Hospital Municipal de Natal, inaugurado ainda durante o período eleitoral de 2024, mas que não entrou em funcionamento pleno. Para ele, o caso simboliza problemas de planejamento e execução. “Se conseguirem provar que isso é responsabilidade do governo do PT, coloco meu mandato à disposição para, pessoalmente, percorrer ministérios em busca dos recursos necessários”, afirmou.

Ao final, o deputado elevou o tom ao cobrar responsabilidade no debate público: “Caso não consigam sustentar essas acusações, o mínimo que se espera é um pedido público de desculpas à população de Natal pelas inverdades propagadas. O que se vê é o retrato de uma gestão marcada pela incompetência e pelo uso irresponsável do dinheiro público”, concluiu.


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PRÉ-CANDIDATOS INTENSIFICAM AGENDAS E AMPLIAM ARTICULAÇÕES POLÍTICAS NO RN

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Com a consolidação das chapas majoritárias em curso, os pré-candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte e ao Senado intensificaram as agendas políticas ao longo do fim de semana, em movimentos que evidenciam a busca por alianças e fortalecimento de bases, sobretudo no interior do estado. Entre compromissos locais e nacionais, os principais nomes da disputa se dividiram entre eventos partidários, encontros com lideranças e participação em atividades populares.

Pelo campo da esquerda, o destaque foi a presença do pré-candidato ao governo, Cadu Xavier, e da pré-candidata ao Senado, Samanda Alves, no 8º Congresso Brasil Justo, realizado pelo Partido dos Trabalhadores, em Brasília. O evento contou com a participação da governadora Fátima Bezerra, que aproveitou a ocasião para oficializar publicamente os dois nomes como representantes do palanque do presidente Lula no estado. Nos bastidores, o gesto é visto como sinalização da estratégia do grupo de vincular a disputa local ao projeto nacional petista, consolidando um discurso de continuidade administrativa e alinhamento político.

No grupo do centro, a senadora Zenaide Maia, promoveu o evento “Todos por Ela”, reunindo lideranças femininas de diversas regiões do Rio Grande do Norte. O encontro teve como objetivo fortalecer a participação das mulheres na política e serviu também como espaço de articulação entre diferentes atores. Entre os presentes, esteve o pré-candidato ao governo Allyson Bezerra, além de nomes como Kleber Rodrigues e a prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida. A movimentação demonstra um posicionamento de Zenaide como uma articuladora de alianças amplas, buscando agregar diferentes forças em torno de sua candidatura.

Já na ala da direita, as agendas foram mais pulverizadas. O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, pré-candidato ao governo do estado se encontra em São Paulo para a realização de procedimentos de saúde e, por isso, não cumpriu compromissos políticos no estado durante o período. Nos bastidores, a expectativa é de que ele retome a agenda política no Rio Grande do Norte a partir do fim do mês, com possibilidade de intensificação das articulações.

Mesmo assim, aliados mantiveram presença ativa no interior. O pré-candidato a vice-governador, Babá Pereira, esteve no município de Cerro Corá, onde foi recebido pelo prefeito Novinho e por lideranças locais, em um movimento de aproximação com bases municipais. Já o pré-candidato ao Senado, Coronel Hélio, participou do Bodó Folia, na cidade de Bodó, ao lado do prefeito Horison José e demais lideranças locais, apostando na presença em eventos populares como estratégia de visibilidade e conexão com o eleitorado.

O fim de semana, portanto, evidenciou um cenário de pré-campanha cada vez mais ativo, com os principais grupos políticos do estado buscando consolidar apoios e ampliar presença territorial.

A tendência é de que, com a aproximação do calendário eleitoral, essas agendas se tornem ainda mais frequentes e intensas, marcando o ritmo da disputa no Rio Grande do Norte.


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SECRETÁRIO CONFIRMA QUE GOVERNO DO PT TRAVA RECURSOS E PREJUDICA NATAL

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A execução de obras estruturantes em Natal entrou em ritmo lento diante da retenção de recursos federais que, segundo a Prefeitura, já ultrapassam R$ 41,09 milhões. O montante, vinculado a convênios com os ministérios das Cidades e da Saúde, tem afetado diretamente o andamento de intervenções em áreas estratégicas da capital potiguar, como mobilidade urbana, requalificação de espaços públicos e ampliação da rede hospitalar.

Levantamento técnico elaborado pela gestão municipal aponta que R$ 31,4 milhões estão concentrados no Ministério das Cidades, enquanto outros R$ 9,6 milhões dizem respeito ao Ministério da Saúde. Os dados reúnem contratos firmados com a União e detalham valores ainda não transferidos, apesar de parte das obras já estar em andamento.

A urbanização da Praia do Meio soma R$ 8,96 milhões pendentes e não recebe novos repasses desde junho de 2024. A obra integra um projeto de R$ 39,8 milhões voltado à requalificação das praias centrais, incluindo quiosques, calçadão e iluminação em LED, com foco no fortalecimento do turismo local e já vai completar dois anos sem receber repasses do governo federal, apesar dos apelos técnicos feitos pela Prefeitura de Natal junto aos órgãos da gestão nacional.

Entre outras obras impactadas está também a requalificação da Pedra do Rosário, que ainda aguarda R$ 15,8 milhões em repasses. Além disso, enfrentam entraves obras de pavimentação e mobilidade na zona Leste, com aproximadamente R$ 6,5 milhões a liberar, além da segunda etapa do Hospital Municipal, que depende de R$ 9,66 milhões.

Apesar dos entraves, houve liberações pontuais recentes. Ao todo, cerca de R$ 11,9 milhões foram destravados, sendo R$ 6,5 milhões para a Pedra do Rosário, aproximadamente R$ 435 mil para o Hospital Municipal e R$ 4,9 milhões destinados à requalificação viária na zona Oeste, incluindo o pontilhão de Cidade Nova. Ainda assim, a Prefeitura avalia que os repasses ocorrem de forma irregular e insuficiente para garantir a continuidade das obras.

Em entrevista ao Diário do RN, o secretário de Planejamento de Natal, Vagner Araújo, chamou atenção para a ausência de justificativas técnicas claras para a retenção dos recursos. Segundo ele, a falta de previsibilidade nos repasses levanta questionamentos sobre os critérios adotados. “Não dá para provar que há motivação política, mas está bem parecido, por conta dessa falta de explicação. Não é técnica. A obra da Praia do Meio, por exemplo, teve a última liberação em junho de 2024. De lá para cá não houve mais nada, então é muito esquisito”, afirmou.

Araújo também destacou que o impacto vai além do atraso físico das obras, atingindo diretamente a eficiência da gestão e a expectativa da população. Ele explica que a interrupção do fluxo financeiro compromete toda a dinâmica dos contratos. “Uma obra inacabada gera transtorno. Frustra quem está esperando e traz prejuízos técnicos. Quando se paralisa, há desmobilização, material se deteriora e, na retomada, dificilmente se evita custos adicionais. É um transtorno sem precedentes”, disse.

Na tentativa de reverter o cenário, a Prefeitura intensificou a interlocução com o governo federal.

De acordo com o secretário, foram protocoladas pelo menos dez solicitações formais de liberação de recursos, inclusive por meio do sistema TransfereGov, utilizado para gestão de convênios.

Ainda assim, não houve retorno conclusivo. “Foram, no mínimo, dez pedidos e nenhuma resposta efetiva. A gente buscava informação da Caixa, a Caixa mandava para o ministério e o ministério dizia que era concentrado na Casa Civil, com Gleisi. Só quem autorizava era a Gleisi”, disse, referindo-se à então ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, ex-presidente nacional do PT.

Ainda como parte dessa mobilização, a gestão municipal encaminhou, em 23 de fevereiro de 2026, um novo ofício ao Governo Federal solicitando apoio institucional. No documento, foram reforçados os pedidos de liberação dos recursos retidos. O ofício foi acompanhado de uma série de documentos técnicos, incluindo quadro-resumo dos valores, nota explicativa e materiais detalhando as intervenções, numa tentativa de dar transparência e robustez ao pleito. Até o momento, não houve nenhuma resposta por parte do governo federal.


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ALLYSON BEZERRA PROVOCOU COLAPSO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

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A evolução das matrículas da rede municipal de ensino de Mossoró ao longo dos últimos anos indica um cenário de retração em etapas estruturantes da educação básica durante a gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra, que esteve à frente do Executivo municipal entre 2021 e abril de 2026.

Dados do Censo Escolar da Educação Básica, compilados pela plataforma QEdu com base em estatísticas oficiais do Inep, mostram que, apesar de leve oscilação no total geral de matrículas, a rede apresentou queda em etapas fundamentais do ensino municipal.

Pré-escola registra perda de matrículas
A pré-escola apresentou redução no período analisado. Em 2020 eram 4.498 alunos. Em 2025, o número caiu para 4.067 matrículas, uma perda de 431 estudantes, atingindo uma das etapas mais sensíveis da educação infantil.

Ensino fundamental também encolhe. O ensino fundamental registrou retração nas duas fases:
• Anos iniciais: de 8.065 para 7.603 alunos
• Anos finais: de 4.753 para 4.370 alunos
O resultado indica perda de estudantes na base da rede, impactando diretamente a formação educacional contínua.
Anos iniciais mostram queda em séries estratégicas. O detalhamento evidencia redução em séries importantes do ciclo de alfabetização:

2020:
• 1º ano: 1.497 matrículas
• 2º ano: 1.476 matrículas
• 3º ano: 1.681 matrículas
• 4º ano: 1.704 matrículas
• 5º ano: 1.707 matrículas

2025:
• 1º ano: 1.540 matrículas
• 2º ano: 1.497 matrículas
• 3º ano: 1.411 matrículas
• 4º ano: 1.556 matrículas
• 5º ano: 1.599 matrículas
Apesar de leve variação positiva no 1º e 2º anos, há queda expressiva no 3º ano e redução no 4º e 5º anos, indicando enfraquecimento da permanência ao longo do ciclo.
Anos finais revelam perda progressiva de alunos
Nos anos finais, o cenário também é de retração ao longo da série:

2020:
• 6º ano: 1.448 matrículas
• 7º ano: 1.331 matrículas
• 8º ano: 1.095 matrículas
• 9º ano: 879 matrículas

2025:
• 6º ano: 1.293 matrículas
• 7º ano: 1.167 matrículas
• 8º ano: 1.024 matrículas
• 9º ano: 886 matrículas
A comparação mostra queda em três das quatro séries, com redução mais evidente no 6º, 7º e 8º anos, enquanto o 9º ano se mantém praticamente estagnado, sugerindo fragilidade na progressão escolar.

EJA praticamente desaparece da rede
O dado mais crítico aparece na Educação de Jovens e Adultos (EJA). A modalidade, que tinha 231 matrículas em 2020, caiu para apenas 8 estudantes em 2025, indicando praticamente a desestruturação da política de ensino voltada a jovens e adultos.

Leitura geral do cenário
Os dados apontam um quadro de retração em etapas essenciais da educação básica no município ao longo do período analisado, com perdas concentradas na pré-escola, no ensino fundamental e colapso quase total da EJA, mesmo com leve crescimento global de matrículas na rede.

Órgãos de controle apontam fragilidades na gestão
Recentemente, órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte (Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Norte), têm apresentado relatórios e levantamentos apontando fragilidades administrativas e deficiências na execução de políticas públicas no município de Mossoró.

Os documentos analisados indicam falhas de gestão e dificuldades na eficiência de determinados serviços, reforçando o debate sobre a condução das políticas públicas, incluindo a área da educação, ao longo do período avaliado.


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AÇÃO DE ADVOGADOS POTIGUARES CRIA MARCO NACIONAL NA JUSTIÇA DO TRABALHO

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) fixou, na última sexta-feira (17), tese vinculante que reconhece o direito ao adicional de periculosidade para trabalhadores que utilizam motocicleta em vias públicas, independentemente de regulamentação prévia pelo Poder Executivo. A decisão, tomada pelo Pleno da Corte em julgamento de incidente de recursos repetitivos, uniformiza o entendimento que vinha gerando divergências nas instâncias trabalhistas.

Origem da conquista
O julgamento teve como paradigma o processo nº 0000229-71.2024.5.21.0013, que chegou ao TST após ter sido julgado improcedente nas instâncias anteriores. A tese vencedora, que agora vincula todo o Judiciário trabalhista, acolheu o argumento central do recurso interposto pelos advogados Gabriel Conrado Pereira e Ana Clara Lemos Jácome Bezerra Conrado, que sustentaram a auto aplicabilidade do artigo 193, § 4º, da CLT, que trata de garantir o adicional de periculosidade de 30% sobre o salário base aos trabalhadores que utilizam motocicleta em vias públicas para atividades laborais.

A partir de agora, todos os tribunais trabalhistas do país deverão seguir esta diretriz, garantindo uniformidade e segurança jurídica para milhares de trabalhadores que utilizam a motocicleta como instrumento de trabalho em vias públicas.

A controvérsia, que perdurava desde 2014, baseava-se na tese de que o direito ao adicional dependeria de regulamentação específica do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Com a decisão do Pleno, o TST reafirma que a previsão legal não parte de uma constatação de risco episódica, mas da percepção de que o uso da motocicleta no dia a dia representa um aumento efetivo e potencial do risco de acidentes de trânsito.

Segurança jurídica e impactos
A tese fixada estabelece que a exceção ao enquadramento legal da atividade como perigosa, conforme previsto na Portaria 2.021/2025 do MTE, deve ser formalizada por laudo técnico de Médico do Trabalho ou Engenheiro de Segurança do Trabalho. Além disso, o TST definiu que o enquadramento nas exceções disciplinadas por norma regulamentadora não possui efeitos retroativos, preservando os valores já pagos no curso da contratualidade.

“Esta decisão traz segurança jurídica para milhares de trabalhadores que, até então, viam seu direito ser postergado por discussões sobre a necessidade de regulamentação ministerial. É uma vitória que reconhece o risco inerente à atividade e a eficácia plena da norma protetiva”, avalia o advogado Gabriel Conrado Pereira.

A advogada Ana Clara Lemos Jácome Bezerra Conrado destaca que a uniformização do entendimento é um marco para o Direito do Trabalho. “A decisão encerra um ciclo de incertezas, garantindo que o risco profissional seja devidamente reconhecido e compensado, conforme o espírito da lei”, complementa.

Sobre os especialistas
Gabriel Conrado Pereira (OAB-RN 13400) e Ana Clara Lemos Jácome Bezerra Conrado (OAB-RN 9171) são advogados com atuação especializada em Direito do Trabalho, focados na defesa dos direitos laborais e na aplicação da jurisprudência consolidada pelos tribunais superiores.


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CHAPA DEFINIDA: “É O TIME DO LULA NO RN COM CADU, SAMANDA E RAFAEL”

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Com a definição do nome ao Senado pelo campo governista, o discurso local já ganha contornos nacionais. Em entrevista ao Diário do RN, a presidente do PT no estado, Samanda Alves, tratou de reforçar o tom de unidade ao vincular diretamente a chapa ao projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: “Vamos nos organizar e rodar esse estado para fortalecer o time do Lula no Rio Grande do Norte”, afirmou, em tom de mobilização. Em seguida, foi direta ao consolidar o mote político: “É o time do Lula, é o único palanque do Lula no Rio Grande do Norte. Cadu, Samanda e Rafael”, reforçou.

A fala não apenas projeta a participação de Lula na campanha, como também delimita território no tabuleiro eleitoral. Segundo Samanda, a formação da chapa amplia a base e reforça a unidade do campo progressista: “Recebo com entusiasmo a indicação. O Rafael já esteve conosco em várias frentes de luta. Agora é organizar e ir para o debate, com disposição e energia”, disse, ao destacar o perfil político dos nomes envolvidos. A dirigente ainda apostou na renovação como marca do grupo: “É um palanque de coragem, de ousadia, com vontade de fazer o comparativo com as outras chapas, que têm figuras antigas da política tradicional”, provocou, mirando adversários.

A formalização do nome, por sua vez, veio com a decisão do PDT pelo segundo senador. Em nota assinada pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, e pela presidente estadual, Márcia Maia, e divulgada nesta quinta-feira (23), o partido confirmou Rafael Motta como pré-candidato ao Senado, com Jean Paul Prates na suplência. A legenda destacou a convergência entre experiência e renovação, afirmando que “a união soma a juventude de Rafael Motta à capacidade técnica de Jean Paul Prates”, ao defender o modelo de mandato compartilhado como estratégia política e administrativa para o estado.

Com o segundo nome ao Senado definido, a chapa majoritária caminha para o fechamento, restando apenas a definição do candidato a vice-governador de Cadu Xavier. A escolha é tratada como o último ajuste estratégico do grupo para consolidar a composição e equilibrar forças dentro da aliança governista.

Sem espaço para Zenaide
Nos bastidores, a montagem da chapa também fecha portas. Questionada sobre a possibilidade de a senadora Zenaide Maia (PSD) integrar o campo lulista, Samanda foi taxativa ao afastar especulações que circularam nos últimos dias. “O partido dela tem candidatura à presidência [se referindo ao ex-governador do Goiás, Ronaldo Caiado]. O campo progressista está fechado”, afirmou, sinalizando que o palanque de Lula no Rio Grande do Norte já está formado, e não pretende abrir espaço para novos ou antigos nomes.


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KELPS LIMA BATE FORTE: “STYVENSON TEM HISTÓRICO DE ATAQUES A MULHERES”

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As críticas do ex-deputado Kelps Lima (União Brasil) ao senador Styvenson Valentim (PSDB) vieram em tom contundente durante participação no podcast “Política RN”, onde o pré-candidato a deputado federal afirmou que não apoiará a reeleição do antigo aliado e fez uma série de ataques ao comportamento e à atuação política do parlamentar.

Um dos pontos mais duros da fala foi a acusação de que o senador teria um padrão de embates direcionados a mulheres. No podcast, Kelps afirmou que Styvenson “tem um ‘quê’ de brigar publicamente com mulher”, citando episódios envolvendo figuras femininas da política potiguar, incluindo a governadora Fátima Bezerra. Em tom provocativo, acrescentou: “Brigou com Fátima, com deputada, com senadora, com Nilda. Está na hora de comprar uma briga com homens”, disparou em tom de crítica.

A análise foi posteriormente reforçada em entrevista ao Diário do RN, onde Kelps adotou um tom mais reservado, mas manteve o conteúdo da acusação. “Ele tem um histórico de brigas públicas, não tem nada a ver com a vida privada, mas tem um histórico de embates com mulheres. De ataques, porque eu não vi nenhuma respondendo a ele no mesmo tom”, afirmou.

Ainda no podcast e na entrevista ao Diário do RN, Kelps ampliou o foco e passou a questionar a mudança de postura do senador ao longo do mandato. Segundo ele, o perfil que o elegeu em 2018 já não se sustenta. “Ele se tornou outra pessoa. Ele não é hoje o senador que eu votei. Ele fez uma conta política, questão de sobrevivência, e essa conta fez ele mudar a identidade”, disse, ao comparar o passado e o presente de Styvenson.

O ex-deputado resgatou a imagem de campanha do então candidato, associada ao combate à corrupção, para reforçar a crítica. “Eu votei em outro senador, em outra proposta. Aquele que andava com cacetete, com a palavra corrupção escrita, não é o mesmo de agora”, afirmou, sugerindo incoerência entre discurso e prática.

Kelps também direcionou críticas à atuação do senador em Brasília, insinuando uma mudança de comportamento fora do estado. “Aquele Styvenson bravo é só quando pega o avião para cá. Daqui para lá, ele vira um gatinho”, disse, ao sugerir que o parlamentar adota posturas diferentes conforme o ambiente político.

Na mesma linha, afirmou que o senador segue orientações de lideranças nacionais, sobretudo do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. “Ele vota o que Alcolumbre manda”, disparou.

Antigos Aliados
O rompimento político ficou explícito quando Kelps afirmou que não pretende repetir o voto. “Eu, nessa eleição, não vou votar em Styvenson. Não é nada pessoal, ele tem seu valor, mas não é mais o senador em quem eu votei”, declarou.

Os dois já estiveram no mesmo campo político, quando Styvenson foi eleito pelo Solidariedade em 2018, período em que compartilhavam alinhamento partidário. Hoje, o distanciamento se transforma em confronto público, com críticas que misturam comportamento, trajetória e atuação parlamentar, antecipando o clima acirrado da disputa eleitoral de 2026.


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GALINHOS, COM APENAS 1.034 MULHERES, COMPRA 7 MIL ESPÉCULOS VAGINAIS

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A aquisição de insumos ginecológicos pela Prefeitura de Galinhos ao longo de 2025 acendeu um alerta sobre possível excesso e falhas no planejamento da saúde pública municipal. Dados do Portal da Transparência mostram que foram compradas 7.170 unidades de espéculo vaginal, material utilizado na realização do exame de Papanicolau.

O volume chama atenção quando comparado ao perfil populacional da cidade. Segundo o Censo 2022, o município possui 1.034 mulheres, o que representa uma média aproximada de 6,9 unidades por mulher em apenas um ano. A proporção levanta questionamentos sobre a real necessidade da aquisição e o destino dos materiais.

Outro ponto que reforça as dúvidas é a concentração das compras no fim do período. Somente em dezembro de 2025, foram adquiridas 3.770 unidades, mais da metade de todo o volume anual. Já no início de 2026, uma nova compra de 700 unidades foi registrada, ampliando ainda mais o estoque de insumos.

De acordo com os registros públicos, o fornecimento foi realizado pela empresa Nacional Store, sediada em Natal, responsável pelo contrato firmado com o município. Não há, no entanto, detalhamento disponível sobre o consumo mensal dos materiais, o volume efetivamente utilizado nas unidades de saúde ou o controle de estoque.

A sequência de aquisições em curto intervalo de tempo levanta questionamentos sobre a gestão dos recursos públicos e o planejamento da rede municipal de saúde. Em cidades de pequeno porte, a demanda por exames preventivos tende a ser relativamente estável, o que, em tese, permitiria maior previsibilidade nas compras e evitaria excessos.

O exame de Papanicolau não é realizado com alta frequência por paciente, o que reforça a necessidade de critérios técnicos nas aquisições. De acordo com diretrizes do Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer (INCA), o exame deve ser feito anualmente e, após dois resultados normais consecutivos, pode passar a ser realizado a cada três anos. A recomendação abrange principalmente mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual.

O Ministério da Saúde também prevê que o exame pode ser suspenso após os 64 anos, mediante avaliação de um ginecologista, desde que a paciente tenha histórico de resultados normais, o que reduz ainda mais a necessidade de uso contínuo do insumo em larga escala.


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RELATÓRIOS DO MPRN EXPÕEM COLAPSO NA GESTÃO DE ALLYSON EM MOSSORÓ

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Um diagnóstico técnico apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) revelou um cenário preocupante na oferta de serviços públicos em Mossoró, evidenciando falhas estruturais que atingem diretamente crianças, idosos e famílias em situação de vulnerabilidade.

A audiência conjunta realizada em 08 de abril, com participação da gestão municipal, consolidou dados acumulados entre 2025 e 2026 e resultou no estabelecimento de prazo de 20 dias para que o Executivo apresente respostas às deficiências apontadas.

Embora parte dos problemas tenha caráter histórico, o conjunto de evidências indica a permanência e, em alguns casos, o agravamento de fragilidades ao longo da gestão do ex-prefeito Allyson Bezerra.

Assistência social: estrutura insuficiente e serviços colapsados
Na assistência social, o diagnóstico é direto: a rede não acompanha a demanda do município.

Mossoró conta com apenas uma unidade do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), responsável por atender toda a cidade. Além da limitação, o equipamento opera em localização considerada inadequada, dificultando o acesso da população mais vulnerável.

A ausência de serviços estratégicos agrava o cenário. O município não dispõe de centro-dia para idosos e pessoas com deficiência, e não possui Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) pública, o que tem gerado superlotação e desvio de função em unidades de acolhimento provisório. Sobre o tema, o MP observa que “idosos acamados e cadeirantes demandam auxílio integral e rotina de alta complexidade incompatível com a estrutura de “passagem”.

Na prática, a rede opera sob pressão constante, com capacidade reduzida de prevenir e intervir em situações de violação de direitos. ”O CREAS acumula 612 casos reprimidos e sua equipe de rua (SEAS) atua sem retaguarda, chegando a sofrer hostilidade pública por falhas da rede”, afirma o Ministério Público.

Educação infantil: exclusão na primeira infância
Na educação, os dados apontam um problema persistente: a insuficiência de vagas em creches.

Apesar de avanços na pré-escola, a maior parte da demanda reprimida está concentrada na faixa de zero a três anos. O diagnóstico, de acordo com o MP, indica que o município não conseguiu alinhar a expansão da rede à real necessidade da população, segundo a análise dos “dados consolidados referentes ao quantitativo de crianças não matriculadas na Educação Infantil da rede municipal de Mossoró”.

O déficit atinge diretamente a primeira infância, fase considerada decisiva para o desenvolvimento cognitivo e social, e impacta também a rotina de famílias que dependem do serviço para inserção no mercado de trabalho.

Saúde: fila extensa e atendimento insuficiente
O cenário na saúde pública reforça o quadro crítico. O levantamento apresentado pelo MPRN identificou centenas de crianças e adolescentes aguardando atendimento psicológico, incluindo casos na primeira infância. “É um dos maiores picos de retenção da fila. Um grande volume de crianças que buscaram ajuda no segundo semestre do ano passado ainda está sem resposta”, afirma o Ministério Público.

Há registros de usuários com necessidade simultânea de acompanhamento psicológico e psicopedagógico, o que evidencia a complexidade da demanda e a insuficiência da rede especializada.

Os longos tempos de espera indicam um sistema incapaz de absorver a demanda, comprometendo o atendimento precoce e ampliando riscos ao desenvolvimento dos pacientes.

Falta de integração e falhas de gestão
Além das carências estruturais, o Ministério Público destacou a ausência de integração entre as políticas públicas. A falta de articulação entre saúde, educação e assistência social dificulta a resolução dos casos e contribui para o acúmulo de demandas, criando um ciclo de ineficiência que se reproduz entre os serviços.

Recomendações apontam necessidade de mudanças estruturais
Diante do cenário identificado, o Ministério Público do Rio Grande do Norte recomendou a adoção de medidas urgentes para reestruturação da rede de proteção social no município.

O prazo de 20 dias estabelecido ao Executivo marca um momento decisivo: ou a gestão apresenta soluções efetivas, ou o cenário tende a evoluir para novas medidas judiciais.

Na assistência social, o órgão defende a implantação de uma ILPI pública municipal, a reativação imediata do centro-dia, conforme decisão judicial, a criação de uma nova unidade do CREAS e a regularização dos repasses financeiros às instituições parceiras, além da garantia de transporte adequado para as equipes técnicas.

Na educação, a recomendação é de ampliação de vagas em creche, com prioridade para crianças de zero a três anos, especialmente em berçários, além do aprimoramento do planejamento com base na demanda real.

Já na saúde, o Ministério Público aponta a necessidade de estruturar a rede de saúde mental infantojuvenil, reduzir o tempo de espera por atendimento psicológico, ampliar os serviços especializados e qualificar os processos de triagem.

O órgão também enfatizou a importância da integração entre as políticas públicas, com compartilhamento de dados entre secretarias e organização de fluxos intersetoriais de atendimento.


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CELLI PARA CARLA DICKSON: “USAR A FÉ PARA BENEFÍCIO PRÓPRIO É CHARLATANISMO”

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A jornalista e influenciadora digital Juliana Celli elevou o tom contra o que classifica como uso indevido da religião para fins eleitorais ao rebater declarações da deputada federal Carla Dickson.

Celli vem sendo cotada para compor a nominata feminina do PSDB, para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e, em entrevista ao Diário do RN, criticou a afirmação de que “não há cristão de esquerda”. Disse ainda que o fenômeno revela um cenário de “charlatanismo” dentro das igrejas, com impacto no afastamento de fiéis.

Ao abordar o avanço da politização religiosa, ela apontou a atuação de lideranças dentro das igrejas. “Uma das coisas muito graves que a gente está vivendo hoje é esse neopentecostalismo político. É um movimento de pastores e lideranças que ficam fazendo terrorismo cristão na cabeça das pessoas”, afirmou, ao criticar o uso da fé como ferramenta de convencimento político.

Em seguida, reforçou o que vê como imposição ideológica. “Se você é cristão, você tem que ser de direita. Isso é um charlatanismo, usar a fé para benefício próprio, para conseguir voto enganando as pessoas”, disse.

A fala de Carla Dickson, que repercutiu nas redes sociais, recentemente, foi classificada por Celli como equivocada e excludente. Ao comentar a declaração, ela fez uma ressalva, mas manteve o tom crítico. “Eu tenho respeito pela deputada, mas ela errou feio ao colocar uma classe inteira como se só pudesse ter uma posição política. Isso não existe na Bíblia”, afirmou. Evangélica de origem, reforçou o argumento religioso. “Não existe nada na Bíblia que diga que você tem que ser de direita ou de esquerda para entrar no reino dos céus”, acrescentou.

Ao ampliar a análise, Celli afirmou que diferentes espectros políticos possuem pautas que podem dialogar com valores cristãos. “Existem pautas da esquerda que são alinhadas com a Bíblia e outras que não são, assim como na direita também. Não existe esse discurso pronto. Isso é uma fake news que vem sendo repetida”, disse, ao criticar a simplificação do debate.

Para a jornalista, o principal efeito dessa politização é o afastamento de fiéis. “Há um afastamento de muitos cristãos por causa de falas como essa. Isso não é evangelização”, afirmou, ao apontar impactos dentro das igrejas. Na mesma linha, criticou a imposição de rótulos ideológicos. “Esse tipo de discurso faz acepção de pessoas, e isso não é cristianismo”, completou.

Ao defender a liberdade individual como princípio da fé, Celli ressaltou a pluralidade de posicionamentos. “O cristão pode ser de direita, de esquerda ou de centro e mesmo assim amar Jesus Cristo. Não precisa estar alinhado com nenhum lado político”, declarou.

Em outro momento da entrevista ao Diário do RN, ela foi mais direta ao tratar do uso do púlpito como instrumento eleitoral. “Quem usa o púlpito para conseguir voto, como palanque político, é charlatão”, disparou, ao endurecer a crítica. A mercantilização da fé é algo inadmissível. Isso virou um câncer no nosso país”, afirmou.

Ao final, Celli disse perceber uma reação dentro das próprias igrejas. “As pessoas estão abrindo os olhos. Já há um incômodo. Esse tipo de discurso não se sustenta mais”, afirmou. Para ela, é preciso separar religião de estratégia eleitoral. “O evangelho é para todos, não para um grupo político. Quando se mistura isso, quem perde é a fé e a própria igreja”, concluiu.


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LULA E ALCOLUMBRE SE REAPROXIMAM, E CONGRESSO SINALIZA CONTENÇÃO DE ATRITOS COM GOVERNO

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Na semana em que se agravou a tensão entre o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Legislativo, a relação entre o presidente Lula (PT) e o Congresso teve sinais de melhorias, principalmente com sinalizações do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O parlamentar e o petista estavam afastados desde a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

Lula enviou a mensagem que formaliza a escolha para o tribunal apenas no último dia 1º, mais de quatro meses após ter anunciado publicamente o nome de Messias, e havia receio de que Alcolumbre segurasse o processo por mais tempo.

O presidente do Senado, no entanto, deu início à tramitação e marcou a sabatina para o próximo dia 28.

O gesto de Alcolumbre em relação a Messias teve uma contrapartida para a oposição bolsonarista. No mesmo dia em que destravou a sabatina, o senador marcou para 30 de abril uma sessão do Congresso para analisar o veto à redução de penas de condenados no processo da trama golpista —a tendência é de que seja derrubado.

A reaproximação entre Lula e Alcolumbre ficou evidente na terça-feira (14), quando o petista e o parlamentar trocaram cochichos no evento de posse do ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães.

Em seu discurso na ocasião, o senador exaltou o diálogo, a boa política, a construção de entregas por várias mãos e fez uma série de elogios à ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), até então responsável pela relação do governo com o Congresso —ela deixou a pasta para poder concorrer ao Senado.

A presença de Alcolumbre em uma cerimônia eminentemente política do Planalto, assim como seu discurso e os cochichos com Lula, foram lidos por petistas como gestos simbólicos da nova fase na relação entre os políticos.

Quem acompanhou a crise entre o presidente da República e o do Senado diz que o problema foi a falta de um diálogo frequente entre eles. Entre o fim do ano passado e os primeiros meses deste ano, eles voltaram a se conversar por telefone.

Recentemente, Alcolumbre também voltou a falar, ainda que não com a mesma intensidade que antes, com Jaques Wagner, com quem havia rompido relações publicamente na época da indicação de Messias.

Parlamentares a par da articulação do advogado-geral da União para obter ao menos os 41 votos de que precisa na Casa afirmam que o presidente do Senado, embora não integre a campanha pela aprovação do nome, ao menos parou de trabalhar contra.

Outro fator que reaproximou o parlamentar do governo foi o alinhamento nos casos do Banco Master e do INSS, explorados por CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito). O Planalto, assim como o senador, tem interesse em estancar a crise no ano eleitoral. Alcolumbre rejeitou a prorrogação das comissões existentes e a instalação de uma nova.

Leia também:

Na terça-feira, ele e o governo se aliaram na manobra de troca de senadores na CPI do Crime Organizado que garantiu a derrota do relatório que propunha o indiciamento de ministros do STF.

A não aprovação do relatório impediu um desgaste ainda maior entre a Suprema Corte e as cúpulas dos demais Poderes. O relatório mirava os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Ainda assim, houve consequências políticas.

Grupos de direita no Senado ficaram mais inflamados contra os ministros do Supremo, que são alvo de pedidos de impeachment. Gilmar acionou a PGR (Procuradoria Geral da República) contra o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), autor do relatório derrotado.

Câmara

No caso da Câmara, a aproximação entre Lula e o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), foi consumada no fim do ano passado, quando o petista nomeou Gustavo Feliciano, aliado do deputado, como ministro do Turismo.

Desde então, Motta tem tentado administrar as divergências da Câmara com o governo em relação a propostas como o fim da escala 6 x 1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos, além do veto à redução de penas para os condenados pelos atos golpistas.

As posições dele na Casa já vêm sendo favoráveis ao governo desde o fim do ano passado, quando foram aprovadas propostas importantes para o Planalto, como a isenção do Imposto de Renda.

Além disso, Motta satisfez o governo ao barrar CPIs sobre o Master e matérias anti-STF.

Ele também conseguiu manter acordo feito com o PT para sua eleição ao comando da Casa, com a vitória de Odair Cunha (PT-MG) para uma vaga no TCU (Tribunal de Contas da União). A direita havia tentado impor uma derrota a Motta articulando apoio a outros nomes.

A boa relação do presidente da Câmara com Lula tem componentes eleitorais. O PT da Paraíba vai apoiar a chapa do governador Lucas Ribeiro (PP), composta pelo pai do deputado, Nabor Wanderley (Republicanos), candidato ao Senado.

O petista, porém, também se aliará a outros dois candidatos ao Senado no estado: o ex-governador João Azevedo (PSB), que está na chapa de Ribeiro, e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).

*Com informações da Folha de S. Paulo


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IRÃ VOLTA A FECHAR ESTREITO DE ORMUZ, ATACA PETROLEIROS E ELEVA TENSÃO COM EUA E ISRAEL APESAR DE NEGOCIAÇÕES EM CURSO COM TRUMP

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O Irã subiu o tom neste sábado (18) em meio a guerra contra os EUA e Israel. A Guarda Revolucionária do país voltou a fechar o Estreito de Ormuz, atirou em dois petroleiros indianos que transitavam pela via marítima e disse que o que o presidente dos EUA, Donald Trump, diz sobre a rota não tem validade.

As ações acontecem dois dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um cessar-fogo de dez dias de Israel no Líbano, um dos pontos centrais das negociações na guerra dos EUA, Irã e Israel, que começou no dia 28 de fevereiro.

Por outro lado, também neste sábado (18), tanto os EUA quanto o Irã sinalizam que conversas sobre negociação continuam em andamento.

Mais cedo, o Irã afirmou estar analisando novas propostas dos EUA e Trump disse que “conversas muito boas estão acontecendo”, ao ser questionado por jornalistas sobre a guerra com o Irã.

Novo fechamento do Estreito de Ormuz

O Irã reverteu neste sábado (18) a decisão de reabrir o Estreito de Ormuz e, mais uma vez, impôs restrições à via navegável. O comunicado iranino afirma que o bloqueio será mantido até que as restrições dos EUA a portos iranianos na via marítima acabem.

O país já tinha anunciado nesta sexta-feira (17) que, caso os EUA mantivessem o bloqueio naval imposto às embarcações que tentam entrar e sair do Irã, a passagem seria fechada.

Também na sexta (17), o presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que o bloqueio militar norte-americano, em vigor no Estreito de Ormuz desde segunda-feira (13), iria continuar mesmo após o Irã anunciar a reabertura total da rota marítima.

A rota foi reaberta pelo Irã após Trump anunciar um cessar-fogo de Israel no Líbano na quinta-feira (16). A inclusão do Líbano é um dos pontos centrais na discussão de um acordo de paz na guerra entre Irã, Israel e EUA.

Em um post na rede Truth Social, Trump afirmou que só retirará suas tropas da rota depois que as negociações com o Irã estiverem “100% concluídas”, mas que o estreito “está completamente aberto e pronto para negócios e livre tráfego”.

A reabertura do Estreito de Ormuz é uma das principais reivindicações dos EUA nas negociações por um acordo de paz entre os dois países, que estão sendo mediadas pelo Paquistão.

O estreito é uma das principais vias marítimas para o comércio global de petróleo. A interrupção do transporte pelo canal nas últimas semanas fez os preços da commodity dispararem no mercado mundial.

Navios indianos alvejados

Neste sábado, após o Irã anunciar novamente o fechamento do Estreito de Ormuz, lanchas iranianas dispararam contra dois petroleiros que atravessavam a rota.

A informação foi divulgada pelo Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido, que disse que o navio-tanque e sua tripulação estão a salvo.

No mesmo dia, o Irã confirmou que disparou contra dois navios-tanque indianos para que eles deixassem a rota marítima. A informação foi publicada no perfil da República Islâmica do Irã na rede X.

Um os navios é um supertanque VLCC de bandeira indiana transportando 2 milhões de barris de petróleo iraquiano.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia também confirmou o ataque a dois navios indianos neste sábado.

O embaixador de Teerã em Nova Déli, Mohammad Fathali, foi convocado para uma reunião com o secretário de Relações Exteriores da Índia, Vikram Misri, durante a qual Misri transmitiu a profunda preocupação da Índia com o incidente.

Misri pediu ao embaixador para transmitir as opiniões da Índia às autoridades iranianas e a retomar o mais breve possível o processo de facilitação da travessia do Estreito por navios com destino à Índia.

Irã doz que falas de Trump sobre Estreito de Ormuz ‘não tem validade’ e ameaça Marinha dos EUA

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã afirmou neste sábado (18) que embarcações e seus proprietários devem seguir as notícias divulgadas pela própria Marinha, e que as declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Estreito de Ormuz “não têm validade”, segundo a Reuters.

A Marinha da Guarda Revolucionária do Irã também afirmou neste sábado (18) que navios que se aproximarem do Estreito de Ormuz serão considerados cooperando com o “inimigo” e serão alvo de ataque, segundo a mídia iraniana.

Especificamente sobre a Marinha dos EUA, o comandante local da Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana afirmou que a organização sofrerá um “duro golpe” se atacar embarcações iranianas.

*Com informações do g1


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FAMÍLIA GRAFITH CURTE FÉRIAS NA EUROPA E REPRODUZ CENA ICÔNICA DOS BEATLHES

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A visita a Europa marca a viagem de férias e turismo dos integrantes da banda potiguar Grafith.

Com 37 anos de trajetória, continua sendo um dos maiores nomes da música no Rio Grande do Norte, frequentemente associada a grandes shows e presença de palco.

Nas redes sociais, os integrantes do Grafith registraram passagens por lugares famosos e atualizam os fãs: “Já faz um tempo que vínhamos planejando essa viagem para este segundo recesso. Mas fiquem tranquilos. É só mais esse. Vamos dar uma pausa para uma boa causa: conhecer alguns lugares especiais e aproveitar momentos em família que, ao longo do ano, muitas vezes deixamos passar por estarmos com nossa outra família, a Nação Grafitheira”.

A banda esteve em Portugal, com direito a parada na histórica Torre de Belém. Na capital, o registro foi no famoso letreiro de Lisboa. “Clima único às margens do rio Tejo, o rio que corta a cidade e marca a paisagem”.

Na França, o quarteto conheceu o Museu do Louvre, registrou fotografias na Torre Eiffel e Arco do Triunfo. Em outro momento de lazer, eles foram à Disney, em Paris.

Mas foi na Inglaterra, onde Kaká, Carlinhos, Joãozinho e Júnior realizaram um sonho antigo: recriaram a icônica foto dos Beatles na faixa de pedestres em frente ao Abbey Road Studios. A visita ao local simbólico celebrou a trajetória da banda e sua inspiração no grupo britânico.

Na publicação, o grupo destacou a admiração pela banda britânica: “Estar na Abbey Road e recriar uma das fotos mais icónicas dos Beatles é algo que toca profundamente o nosso coração.

Os Beatles sempre foram uma grande inspiração para nós, não só pela música, mas pela forma como as suas canções atravessam gerações, até hoje”.

O Grafith também associou a imagem à trajetória da própria carreira da banda destacando a relação com o público e a presença nos palcos. “Os seus fãs vivem cada música com intensidade, alegria e memórias que marcaram as suas vidas. É isso que também nos move. Em cada show uma oportunidade de passar adiante nossa alegria em viver a música. Hoje, poder caminhar por lugares onde artistas que tanto admiramos passaram… é simplesmente uma honra enorme. Se você tem um sonho, não desista. Continue com muito trabalho, fé e dedicação, porque, sim, ele pode se tornar realidade”.

Ainda na Inglaterra, a banda contemplou o imponente Palácio de Buckingham e assistiu de perto a partida entre Chelsea e Manchester City. “Cada lugar nos conecta de um jeito diferente com a nossa história, principalmente quando envolve música”.


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JOÃO MAIA ACREDITA EM VITÓRIA NO 1º TURNO: “ALLYSON CAIU NO GOSTO DO POVO”

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Em entrevista ao Diário do RN, o deputado federal e presidente do PP, João Maia, fez uma leitura contundente sobre a disputa pelo Governo do Estado e afirmou que, no cenário atual, o ex-prefeito de prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, teria condições de vencer a disputa ainda no primeiro turno.

Segundo ele, as sondagens do grupo indicam um favoritismo consolidado. “Se a eleição fosse no próximo domingo, não teria nem segundo turno. Allyson ia ser o governador. Allyson venceria no 1º turno”, disse, ao sustentar que o crescimento do prefeito mudou o eixo da disputa.

A análise confronta diretamente a tese defendida pelo também pré-candidato ao governo, Álvaro Dias, que aposta em uma polarização capaz de tirar Allyson do páreo. Para João Maia, o movimento faz parte de uma estratégia eleitoral do ex-prefeito de Natal. “Ele sabe que, se Allyson for para o segundo turno, há uma divisão clara. O eleitorado de um lado não vota no outro. É uma estratégia política”, afirmou, ao relativizar a leitura do adversário.

O parlamentar também minimizou o impacto da polarização nacional na disputa estadual. Ele acredita que o ambiente político local segue dinâmica própria e pouco influenciada por disputas ideológicas. “A polarização nacional aqui interfere muito pouco. O comportamento do eleitor é mais pragmático”, afirmou ao citar como exemplo o desempenho das eleições municipais recentes.

Na sequência, o deputado reforçou que, na prática, o cenário seria outro. “Isso não corresponde à realidade. Allyson caiu no gosto do povo e conseguiu montar uma estrutura partidária que antes não tinha”, declarou ao apontar que o prefeito deixou de ser apenas um fenômeno local.

Ainda dentro dessa lógica, João Maia avalia que a ida de Allyson ao segundo turno, caso ocorra, tende a ampliar ainda mais sua vantagem. “Se Allyson chegar ao segundo turno, a tendência é concentrar votos. O cenário termina convergindo para ele”, disse.

Senado sem Fátima
Na entrevista ao Diário do RN, João Maia também comentou a disputa para o Senado e afirmou que a decisão da governadora Fátima Bezerra de permanecer no cargo até o fim do mandato acabou alterando o cenário, beneficiando a senadora Zenaide Maia, que integra o grupo político de Allyson.

“Sem Fátima na disputa, o cenário ficou mais favorável. Zenaide larga com vantagem”, afirmou ao reconhecer o peso político da senadora.

Ele também destacou a estrutura de que Zenaide dispõe para a campanha. “Ela é senadora, tem serviço prestado e presença nos municípios”, disse ao apontar fatores que fortalecem a candidatura à reeleição.

Sobre a possibilidade de o ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, ser o segundo nome na chapa, como apurou o Diário do RN nesta semana, João Maia evitou comentar: “Não tenho essa informação”, afirmou, se esquivando do tema levantado pela reportagem.

Nominata federal
Na avaliação sobre a nominata da Federação União Progressista para a Câmara Federal, João Maia demonstrou otimismo, embora tenha evitado fazer previsões mais diretas.

“Estamos com a base formada, trabalhando os nomes e garantindo a composição necessária. A nominata está bem estruturada”, afirmou.

Porém, mesmo cauteloso, deixou escapar uma projeção ambiciosa: “A expectativa é de um resultado competitivo, com possibilidade de eleger uma bancada expressiva”, disse, ponderando que projeções públicas podem interferir no processo eleitoral.

Pré-candidato ao quinto mandato na Câmara, João Maia adotou um tom mais reservado ao falar da própria disputa. “A eleição só se define no voto. Até o fechamento das urnas, tudo é cenário”, afirmou e concluiu com uma avaliação típica de campanha. “O candidato precisa acreditar no próprio projeto. Sem isso, não consegue convencer ninguém.”


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ARCEBISPO CONDENA USO INDEVIDO DA IMAGEM DE CRISTO: “SACRILÉGIO”

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A repercussão do constante ataque de Trump nas redes sociais ao primeiro papa americano, Leão XIV, descrito como liberal demais e “brando com o crime”, somada à imagem gerada por inteligência artificial, na qual o presidente norte-americano aparece como uma figura similar a Jesus Cristo, com luz irradiando de suas mãos, vem gerando uma mudança de opinião entre muitos católicos, principalmente os mais conservadores.

De acordo com o atual Arcebispo Metropolitano, Dom João Cardoso, as narrativas divergentes entre os EUA e o Vaticano sobre a guerra no Irã são percebidas por ele como ‘profundamente lamentáveis’. Segundo o religioso, “quando um chefe de Estado de uma nação de grande relevância internacional faz alusões dessa natureza, instrumentalizando a figura de Nosso Senhor para fins de autopromoção política, aproxima-se perigosamente do sacrilégio.”

Ao Diário do RN, após ser questionado sobre o ataque de Trump ao papa Leão XIV e sobre a imagem “Jesus de IA”, Dom João observou que a fé cristã exige reverência ao sagrado. “O uso indevido do nome de Deus ou da pessoa de Cristo para promoção pessoal fere a sensibilidade religiosa de milhões de fiéis e empobrece o debate público”.

Embora a guerra no Oriente Médio não esteja incluída na pauta da 62ª Assembleia Geral da CNBB, que acontece, atualmente, no Santuário Nacional de Aparecida (SP), onde o arcebispo de Natal participa, há, evidentemente, uma preocupação com a paz presente no coração da Igreja Católica e integra sua própria missão evangelizadora, já que Cristo proclama ‘bem-aventurados os que promovem a paz’. “O próprio Papa Leão XIV dirigiu à Assembleia um forte apelo em favor da paz, o que naturalmente sensibiliza e interpela o episcopado reunido”, disse.

Dom João Cardoso explica que a posição da Igreja é clara e permanente: estar sempre em favor da paz. “Promover isso faz parte da missão da Igreja e do próprio Evangelho. Em tempos marcados por tantos conflitos, a Igreja reafirma que controvérsias entre nações devem ser resolvidas pela via diplomática, pelo diálogo e pela negociação, jamais pela escalada bélica. A guerra não constrói; ela multiplica sofrimento, destruição e instabilidade. Como recordou recentemente o Papa Leão XIV, a verdadeira paz nasce do reconhecimento da dignidade de cada pessoa e da fraternidade entre os povos”.

O principal tema da 62ª Assembleia Geral é justamente a apreciação e votação das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que orientarão a missão evangelizadora nos próximos anos. Este encontro, inicialmente previsto para ter ocorrido em 2025, foi suspenso após o falecimento do Papa Francisco, ocorrido em 21 de abril do ano passado.

Além do tema central, os bispos também vão tratar de três temas prioritários, 20 temas diversos, 4 mensagens e 10 comunicações. O encontro dos bispos também conta com um retiro espiritual.

Segundo o Arcebispo Metropolitano, o texto apreciado na Assembleia Geral resulta de amplo percurso sinodal e busca oferecer respostas pastorais aos desafios atuais. Entre os temas correlatos estão, por exemplo, os relatórios pastorais, análise de conjuntura social e eclesial e a implementação do processo sinodal no Brasil.


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