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junho 2026


MULHER DE ALLYSON APAGA FOTO COM ABRAÃO LINCOLN APÓS REPERCUSSÃO

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Um registro publicado e posteriormente apagado das redes sociais movimentou os bastidores da política potiguar neste fim de semana. A protagonista do episódio foi Cinthia Pinheiro, conhecida como Cinthia de Allyson, esposa do prefeito de Mossoró e pré-candidata a deputada estadual pelo União Brasil. A publicação mostrava uma agenda política realizada em Caiçara do Norte, região da Costa Branca, e incluía o ex-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, investigado em escândalos envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS.

O conteúdo chegou a ser compartilhado também por aliados políticos da pré-candidata, entre eles o ex-deputado Kelps Lima, mas acabou sendo removido das plataformas digitais. Antes disso, porém, capturas de tela circularam em grupos de mensagens e passaram a repercutir em portais de notícias da região.

Embora o registro tenha sido apagado rapidamente, um vídeo divulgado por Cinthia, como publicação oficial, mostra Allan Cruz, filho de Abraão Lincoln, que se apresenta nas redes sociais como “defensor da pesca”, referência direta ao setor onde o pai construiu sua trajetória política e institucional. Na legenda da publicação, a pré-candidata agradeceu o apoio recebido durante a agenda.

“Ter ao nosso lado lideranças comprometidas com o povo mostra que esse projeto cresce com diálogo e união. Mais do que um apoio, é a demonstração de que estamos reunindo pessoas que querem ver o nosso estado avançar”, escreveu.

Em seguida, ela fez referência nominal aos participantes do encontro.

“Meu agradecimento especial a Allan Cruz e à vereadora Hanna, Vaguinho, Cláudio e demais lideranças pela confiança, parceria e apoio nessa caminhada”, registrou.

De acordo com rumores que rondam os bastidores, a presença de aliados diretos de Abraão Lincoln no material oficial da pré-candidata reforça as informações de que o ex-presidente da CBPA também teria participado da agenda em Caiçara do Norte, o que teria chamado atenção pelo fato de Abraão estar no centro de investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.

Investigações e prisão na CPMI
Abraão Lincoln Ferreira da Cruz tornou-se um dos principais nomes associados às investigações da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União. A apuração investiga suspeitas de descontos associativos irregulares em aposentadorias e pensões pagas pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A CBPA, entidade que ele presidiu, aparece entre as organizações investigadas por suposta participação no esquema. Relatórios analisados pelos órgãos de controle apontam que a confederação movimentou cerca de R$ 221 milhões entre 2023 e 2025, valor que passou a ser alvo das investigações.

A repercussão do caso aumentou em novembro de 2025, quando Abraão Lincoln foi preso durante uma sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, no Senado Federal.

Parlamentares apontaram contradições entre seu depoimento e documentos obtidos pela comissão, resultando em sua detenção por suspeita de falso testemunho.

Além do caso mais recente, Abraão também teve o nome associado à Operação Enredados, deflagrada pela Polícia Federal em 2015. Na época, a investigação apurava suspeitas de corrupção, tráfico de influência, fraudes na concessão de licenças de pesca e crimes ambientais relacionados ao setor pesqueiro. O ex-dirigente ainda enfrentou condenação eleitoral por caixa dois referente à campanha de 2014.

Abraão Lincoln nega irregularidades tanto no caso envolvendo a CBPA quanto nas demais investigações e afirma que as atividades desenvolvidas por ele e pelas entidades ligadas ao setor seguiram os procedimentos legais. Até o momento, não há condenação definitiva relacionada às apurações mais recentes.


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“NÃO TEM PF BATENDO NA PORTA DELE”, DIZ FÁTIMA AO DEFENDER CADU XAVIER

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A governadora Fátima Bezerra elevou o tom da disputa política para 2026 ao defender publicamente a trajetória do pré-candidato governista Cadu Xavier (PT) e associar sua imagem à honestidade e à ausência de investigações policiais. A declaração, dada em entrevista à 94 FM nesta segunda-feira (01), passou a ser interpretada nos bastidores como uma indireta direcionada ao também pré-candidato e ex-prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), que teve o nome citado em apurações da Operação Mederi, conduzida pela Polícia Federal, no início deste ano.

Com a pré-campanha ganhando força e a disputa pelo Governo do Estado cada vez mais polarizada, a governadora procurou diferenciar seu grupo político dos adversários ao destacar a conduta do ex-secretário estadual da Fazenda.

“Começando primeiro por um governo honesto, um governo que não tem Polícia Federal batendo na porta, que não tem secretário sendo acusado de desviar dinheiro na saúde e receber propina”, afirmou a governadora ao iniciar sua defesa do aliado.

Na sequência, Fátima reforçou os elogios ao pré-candidato governista e destacou sua passagem pela área econômica do Estado.

“Uma das qualidades extraordinárias de Cadu Xavier é exatamente essa. Além de trabalhador e preparado, ele é honesto”, declarou.

A governadora lembrou ainda que o aliado esteve à frente de uma das áreas mais sensíveis da administração estadual sem ter sido alvo de acusações ou investigações.

“Ele cuida de uma pasta que é exatamente a de Finanças e Tributação desde o início. Graças a Deus, a Polícia Federal nunca bateu na porta da casa dele. Ele nunca foi acusado de receber propina, de desvios na área da saúde e etc.”, afirmou.

Embora sem citar nomes diretamente, a fala foi interpretada no meio político como uma referência ao prefeito mossoroense, que lidera pesquisas de intenção de voto para o Governo do Estado e que recentemente viu seu nome associado aos desdobramentos da Operação Mederi.

Sobre a “Operação Mederi”
A Operação Mederi foi deflagrada pela Polícia Federal, em janeiro de 2026, em conjunto com a Controladoria-Geral da União para investigar um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos e pagamento de propinas envolvendo contratos da área da saúde em municípios potiguares.

Entre as empresas que aparecem nas investigações estão a Dismed e a Drogaria Mais Saúde, fornecedoras de medicamentos e insumos hospitalares que mantinham contratos com diversas prefeituras do Estado.

O nome de Allyson Bezerra passou a constar nos autos a partir de interceptações telefônicas e relatórios produzidos pela Polícia Federal. Segundo os investigadores, empresários ligados à Dismed utilizavam a expressão “Matemática de Mossoró” para se referir a uma suposta divisão de recursos oriundos de contratos públicos. Em uma das conversas citadas pela PF, foi mencionada a destinação de 15% dos lucros para “Allyson”, referência que os investigadores atribuem ao então prefeito de Mossoró.

As apurações também analisam possíveis práticas de lavagem de dinheiro, pagamento de propina e direcionamento de contratos públicos em municípios como Mossoró, Paraú, São Miguel, Upanema, Serra do Mel, Pau dos Ferros e José da Penha.

Desde que a operação foi deflagrada, a defesa de Allyson Bezerra nega qualquer irregularidade, sustenta que não existem provas que o vinculem aos fatos investigados e afirma que as acusações se baseiam em interpretações da Polícia Federal. Até o momento, não há condenação judicial definitiva contra o prefeito, empresários ou empresas citadas na investigação.


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“NÃO EXISTIA COMPROMISSO NENHUM DE EU SER CANDIDATO A GOVERNADOR”

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O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves, voltou a comentar neste fim de semana uma das decisões mais controversas de sua trajetória política recente: a escolha de não assumir o Governo do Estado em 2026, diante da possibilidade de renúncia da governadora Fátima Bezerra para disputar uma vaga ao Senado. Em entrevista recente ao programa Politicando, da 98 FM, o emedebista rebateu críticas recebidas desde que anunciou sua decisão e trouxe um argumento inédito para justificar a escolha: segundo ele, nunca houve qualquer compromisso de que seria candidato ao Governo.

Ao abordar o tema, Walter rebateu as acusações de que teria descumprido acordos políticos ao abrir mão de assumir o Governo do Estado.

“Primeiro, não existia compromisso nenhum de eu ser candidato a governador. Quiseram acabar com o nosso legado, mas não conseguiram”, afirmou, ao negar que sua decisão represente ruptura com o projeto político que ajudou a construir ao lado do MDB e dos aliados da atual gestão.

A declaração surge meses depois de o vice-governador comunicar oficialmente que não assumirá o comando do Executivo estadual, em janeiro deste ano. À época, a decisão provocou forte repercussão política. Adversários e até integrantes de grupos aliados passaram a acusá-lo de renunciar à oportunidade de governar o Estado, abandonar o projeto que ajudou a eleger e evitar enfrentar os desafios administrativos e financeiros do Rio Grande do Norte.

O vice-governador também ressaltou que pretende colocar sua trajetória política novamente à avaliação do eleitor e não descartou disputar o Executivo estadual no futuro.

“Eu sou pré-candidato a deputado estadual para julgamento popular e o povo vai julgar e escolher. E um dia, quem sabe, eu possa alcançar esse sonho”, acrescentou, em referência à possibilidade de ainda disputar o Governo do Estado em outro momento de sua carreira.

Ao relembrar o processo que culminou na decisão, Walter reconheceu que chegar ao comando do Executivo era um objetivo político legítimo e que influenciou sua escolha de compor a chapa vencedora em 2022.

“Eu teria a chance de ser governador do Rio Grande do Norte. Não tenha dúvida”, afirmou, destacando que a perspectiva de assumir o cargo fazia parte do planejamento político construído durante a campanha.

Apesar disso, ele disse ter concluído que a oportunidade não compensaria os riscos de administrar o Estado por um período curto e sem tempo suficiente para apresentar resultados.

“Foi uma decisão das mais difíceis da minha vida”, declarou, ao relatar o peso político e pessoal da escolha que acabou contrariando expectativas de aliados e adversários.

Segundo Walter, um mandato de apenas alguns meses seria insuficiente para promover mudanças estruturais na administração estadual e poderia resultar em um julgamento injusto por parte da população.

“É impossível você, em seis meses, conseguir reestruturar e reorganizar. É impossível”, afirmou, argumentando que a falta de tempo comprometeria qualquer tentativa de imprimir uma marca própria de gestão.

Walter contou ainda que consultou o ex-governador e ex-senador Garibaldi Alves Filho antes de tomar a decisão definitiva e afirmou que também ouviu dirigentes nacionais do MDB. Segundo ele, a avaliação foi unânime de que assumir o Governo por poucos meses poderia comprometer seu futuro político.

“Eu comuniquei, fui a Brasília diversas vezes, conversei com quem nos ajudou. O ministro Renan, o ministro Jader, a Simone Tebet e o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, disseram: ‘Walter, se você assumir realmente, você vai se acabar, porque não vai ter tempo de mostrar serviço’”, relatou, ao explicar que a decisão foi amadurecida ao longo de meses e contou com o respaldo de lideranças da legenda.


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