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maio 28, 2026


‘GAROTINHO DA COPA’: 20 ANOS SEM A VOZ DO CRAQUE NO RÁDIO POTIGUAR

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Há exatos 20 anos, silenciou-se uma das vozes mais belas e marcantes do rádio potiguar. Se o destino tivesse traçado outro caminho, Marco Antônio Antunes, o eterno “Garotinho da Copa”, já estaria ‘afiando’ a principal ferramenta de trabalho para narrar e comentar seu 12.º Mundial de Futebol a Fifa, que acontece no próximo mês, em três países, simultaneamente: México, Estados Unidos e Canadá. Natural de Passo Fundo, nas terras gaúchas, ele morreu cedo, aos 56 anos, vítima de um infarto súbito, em um hotel na cidade de Colônia (Alemanha), às vésperas de cobrir a sua sétima Copa do Mundo.

Naquele ano de 2006, a Seleção Brasileira sucumbiu nas quartas de final, eliminada pela França por 1 a 0. Entretanto, para os fãs que ouviam Marco com devoção, a maior e mais dolorosa derrota já havia se consumado, antes mesmo da bola rolar.

Como disse a saudosa escritora Clarice Lispector, “mesmo nas ausências, o coração permanece habitado”. E é exatamente essa verdade que define a resiliência de Zalix Marinho, a viúva do ‘Garotinho’, após uma vida de 14 anos tecida com amor, amizade e respeito. Após o falecimento do marido, ela confessa que sua vida perdeu a motivação. “A saudade maltrata muito e a ausência dele ainda é muito presente em meu coração. Não tivemos filhos juntos, mas construímos uma história muito forte e cheia de significado. Eu o chamava carinhosamente de ‘amor’, porque ele realmente representava isso na minha vida”.

Marco não bebia, mas fumava muito, às vezes, entre goles de refrigerante. Zalix recorda que, antes da viagem fatal à Alemanha, ele submeteu-se todos os exames necessários e tudo indicava perfeita saúde. “Acredito que o estresse com a demanda de responsabilidades tenha contribuído bastante, porque, além da vida profissional, ele cursava Direito e estava no último ano da faculdade. Na época, precisava estudar intensamente para as provas, antes de viajar para cobrir a Copa do Mundo. Muitas vezes estudava durante a madrugada, tendo o cigarro como companhia.

Ele era extremamente dedicado, obstinado e muito preparado. Falava quatro idiomas”, observou.

Mesmo diante de uma despedida tão repentina, Zalix cultiva a gratidão pelos anos marcados de companheirismo, sonhos e muitos momentos inesquecíveis. “Guardo muitas lembranças especiais dos momentos que vivemos juntos. Fizemos várias viagens, e ele adorava conhecer novas culturas, sempre vibrando por cada oportunidade. Também trago comigo o exemplo de homem que ele foi: iluminado, generoso, inteligente e cheio de amor nos gestos mais simples.

Para mim, a maneira como ele amava a vida e as pessoas ao redor é algo inesquecível”.

Hoje, a rotina de Zalix é preenchida pelo trabalho diuturno – uma espécie de bálsamo necessário para minimizar a dor e ocupar o vazio deixado pela partida do seu companheiro. Além das atividades, Zalix segue mantendo uma relação de respeito, carinho e consideração com a família dele. “A saudade que sentimos dele nos une ainda mais, porque Marco deixou marcas muito bonitas em todos que conviveram com ele. Aprendi muito com ele. Marco era uma pessoa educada, carinhosa, otimista e cheia de sonhos. Eu admirava sua obstinação e a forma positiva como encarava a vida. Até nos momentos simples do dia a dia, ele encontrava motivos para celebrar. Hoje, sigo minha rotina carregando as lembranças, os ensinamentos e o amor que vivemos”, disse.

Gaúcho de nascença, Marco Antônio fez de Natal a sua casa a partir 1977. Apaixonado pela crônica esportiva, foi pela combinação do seu talento nato, da sua criatividade e de uma voz inconfundível que ele conquistou sua ‘posição de titular’ nos microfones da Poti, Cabugi, Tropical (CBN) e 96 FM. Outro trunfo do ‘Garotinho’ era sua análise perspicaz, temperada com refinado humor. Em pouco tempo, o sucesso ultrapassou as ondas do rádio e chegou à televisão, onde comandou o Globo Esporte, na antiga TV Cabugi. A trajetória brilhante também o levou às páginas do jornalismo impresso, onde assinou colunas nos jornais Tribuna do Norte e no saudoso vespertino O Jornal de Hoje (JH). Marco Antônio faleceu na madrugada do dia 28 de maio de 2006, vítima de um infarto fulminante, em Colônia (Alemanha).


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“VAI ALTERAR DE FORMA MUITO POSITIVA AS RELAÇÕES DE TRABALHO NO NOSSO PAÍS”

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Após a movimentação do Partido Liberal em defesa da escala 4×3, anunciada nesta quarta-feira (27) pelo líder da legenda na Câmara, Sóstenes Cavalcante, a comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou, por 34 votos a 4, a proposta de emenda à Constituição que reduz a jornada semanal de trabalho no Brasil de 44 para 40 horas semanais e põe fim à escala 6×1. A nova ofensiva do PL abriu uma frente de embate político entre parlamentares da bancada do Rio Grande do Norte.

O texto aprovado na comissão prevê uma transição em duas etapas. Sessenta dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada semanal cairá para 42 horas, já com dois dias de descanso remunerado. Depois de 12 meses, entrará em vigor o limite definitivo de 40 horas semanais.

Integrante da comissão especial, o deputado federal Fernando Mineiro comemorou a aprovação da PEC principal e classificou a mudança como um marco histórico nas relações trabalhistas brasileiras. Em entrevista ao Diário do RN, Mineiro afirmou que a decisão representa o maior avanço nas relações de trabalho desde a Constituição de 1988.

“Depois de 38 anos, quando houve a mudança nas relações de trabalho ainda na Constituição de 88, o Brasil dá um passo fundamental que vai alterar de forma muito positiva as relações de trabalho no nosso país”, declarou.

Segundo o parlamentar, a aprovação do fim da jornada de 44 horas e da escala 6×1 deve beneficiar diretamente cerca de 50 milhões de trabalhadores brasileiros. Mineiro destacou que aproximadamente 15 milhões de pessoas que atualmente trabalham no regime 6×1 passarão a atuar no modelo 5×2, enquanto outros 35 milhões, que já trabalham cinco dias por semana, terão redução da carga horária.

“É uma decisão que beneficia cerca de 50 milhões de trabalhadores e trabalhadoras do Brasil todo”, afirmou.

Mineiro também afirmou esperar que o Senado mantenha o texto aprovado pela Câmara sem alterações. “Eu espero que não haja modificação nem retrocesso do que foi votado aqui”, disse.

Ao comentar a proposta apresentada pelo PL em defesa da escala 4×3, o deputado petista reagiu com críticas e acusou a oposição de tentar tumultuar a tramitação da matéria. “Só faz de conta. É mais uma manobra para sabotar a votação do fim da 6×1, mas serão derrotados”, afirmou.

Do outro lado do debate, o deputado federal Sargento Gonçalves utilizou a tribuna da Câmara para defender a proposta do partido e atacar a esquerda. Segundo ele, o PT estaria sendo incoerente ao criticar uma proposta que amplia ainda mais o descanso semanal do trabalhador.

“O PT e a esquerda hoje bateram catolé nessa tal de escala 6×1. Diziam que defendiam o trabalhador trabalhar menos. Agora o maior partido da Câmara, que é o PL, está dizendo que é favorável à escala 4×3 para o trabalhador descansar mais”, declarou.

Sargento Gonçalves também defendeu maior flexibilização nas relações trabalhistas e afirmou apoiar modelos de remuneração por hora trabalhada. “Quero ver o PT dizer que é contra o trabalhador trabalhar menos. Vamos ver quem de fato vai defender o trabalhador”, acrescentou.

Embate entre esquerda e direita
A proposta aprovada pela comissão reúne trechos de duas PECs que tratam da redução da jornada. Uma delas é de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A outra foi apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que originalmente previa a implantação da escala 4×3 com jornada de 36 horas semanais.

Erika Hilton criticou a mudança de postura do PL e acusou a oposição de tentar atrasar a tramitação da proposta principal. “É mais uma manobra do partido que foi o tempo todo contrário à matéria e trabalhou para não avançar o texto”, afirmou.

Mais cedo, ao anunciar a estratégia do partido, Sóstenes Cavalcante afirmou que o PL apresentaria destaque defendendo a jornada 4×3 como alternativa ao texto principal. “Nós vamos votar o fim da escala 6×1 para aprovar como destaque, de preferência, a jornada de quatro dias trabalhados para o trabalhador descansar três”, declarou.


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CRISE COM FLÁVIO BOLSONARO DEIXA ROGÉRIO SOB PRESSÃO NO BOLSONARISMO

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O senador Rogério Marinho voltou ao centro da repercussão da imprensa nacional nos últimos dias, mas desta vez em meio a uma crise política que atingiu diretamente a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro para 2026. Coordenador do projeto bolsonarista, Rogério passou a enfrentar forte desgaste interno no PL após o escândalo envolvendo o vazamento de mensagens e áudios entre Flávio e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Descrito por aliados como mais reservado e cauteloso nos últimos dias, o senador potiguar atravessa um dos momentos mais delicados desde que assumiu a missão de conduzir a articulação nacional da candidatura presidencial bolsonarista. O episódio envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, acabou transformando Rogério em alvo de críticas dentro do próprio campo conservador.

Segundo informações publicadas pela coluna Radar, da revista Veja, assinada pelo jornalista Robson Bonin, Rogério vem sofrendo pressão de deputados e senadores insatisfeitos com a condução da campanha. Nos bastidores, de acordo com a publicação, o senador potiguar teria recebido até o apelido de “CEO da campanha”, numa referência ao estilo centralizador com que estaria conduzindo as decisões internas do grupo.

Ainda de acordo com a publicação, parlamentares reclamam da dificuldade de acesso a Flávio Bolsonaro e da falta de previsibilidade sobre agendas políticas e parlamentares. Há também insatisfação com orientações estratégicas vindas da coordenação de campanha, inclusive sobre temas sensíveis debatidos no Congresso Nacional, como a discussão em torno do fim da escala 6×1.

A situação se agravou após novas revelações envolvendo as conversas de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro. As mensagens e áudios, divulgados pelo site The Intercept Brasil, mostram o senador cobrando repasses milionários para a produção do longa-metragem. O orçamento previsto para o filme seria de R$ 134 milhões, com parte dos recursos envolvendo pelo menos 10 milhões de dólares destinados à produção.

Em uma das gravações vazadas, Flávio admite desconforto ao cobrar os pagamentos. “Apesar de você ter dado a liberdade da gente te cobrar, eu fico sem graça de ficar te cobrando”, afirmou ao banqueiro. Em seguida, alertou para o risco de paralisação do projeto caso os recursos não fossem liberados.

A repercussão do caso fez crescer o temor dentro do PL sobre possíveis novos desdobramentos.

Em reportagem publicada pela coluna de Diego Amorim, no PlatôBR, Rogério Marinho aparece enfrentando problemas de “fogo amigo” dentro do próprio bolsonarismo. Segundo a publicação, aliados passaram a cobrar garantias de que não existem novas revelações capazes de aprofundar ainda mais a crise envolvendo Flávio Bolsonaro.

A resposta atribuída a Rogério Marinho teria sido direta: “Ou o Flávio é psicopata ou realmente não tem nada. Porque ele tem jurado que não há mais nada”, disse o senador, segundo relato publicado pela coluna.

Apesar do desgaste, integrantes do PL ainda avaliam que o dano político sofrido por Flávio Bolsonaro foi, até o momento, limitado. A leitura interna é que houve desgaste na imagem do senador, mas sem transferência automática de votos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Enquanto a crise segue repercutindo nacionalmente, Rogério Marinho tem adotado postura mais discreta publicamente. Nos bastidores da política potiguar e em Brasília, aliados já descrevem o senador como mais silencioso e cabisbaixo diante da sucessão de desgastes que atingiram diretamente o projeto presidencial que ele ajudou a construir.


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